Portos

A reviravolta em leilão de megaterminal no Porto de Santos

Presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini defendeu posição da Antaq para o Tecon Santos 10

Em audiência pública realizada nesta terça-feira, 29, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, surpreendeu ao defender publicamente o modelo proposto pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para o leilão do Tecon Santos 10 — terminal de contêineres no Porto de Santos.

Após ter demonstrado posição contrária em momentos anteriores, Pomini agora se alinha à agência reguladora e à Secretaria Nacional de Portos e argumenta que as restrições visam atender ao interesse público. “As cargas no Porto de Santos competem entre si, e a função da autoridade portuária é garantir que, daqui a 20 anos, o porto tenha capacidade adequada para todas as cargas relevantes para o país”, afirmou.

Fonte: Veja Negócios

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Investimento, Portos

APS moderniza infraestrutura crítica no Porto de Santos com investimento superior a R$ 3 milhões

A Autoridade Portuária de Santos (APS) concluiu a modernização da rede de dados e vigilância na área da Alemoa, margem direita do Porto de Santos, classificada como de risco no complexo portuário por movimentar granéis líquidos inflamáveis. Com investimento superior a R$ 3 milhões, as obras substituíram a comunicação via rádio por cerca de 3 km de fibra óptica, além de ampliar o número de câmeras de monitoramento de 12 para 32.

A fibra óptica confere maior estabilidade e segurança de dados na transmissão de informações em tempo real. Já as câmeras, certificadas para áreas de risco e resistentes a explosões, ampliam a cobertura e a eficiência do monitoramento, com resolução e tecnologia superiores aos modelos antigos.

“Cada projeto concluído reforça nosso compromisso com um porto do futuro, mais competitivo, seguro e alinhado às demandas do comércio global”, afirma Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

A infraestrutura atende a necessidades operacionais de diversos setores, incluindo a Guarda Portuária, Segurança do Trabalho, Fiscalização, Atracação e Meio Ambiente, reforçando a segurança de uma das zonas mais sensíveis do Porto de Santos.

“A integração de recursos e competências entre as equipes da APS tem gerado resultados concretos para a eficiência operacional do porto, otimizando investimentos e acelerando entregas”, comenta o gerente de Infraestrutura de Dados da APS, Alex Henrique da Costa.

Somente em 2025, a Superintendência de Tecnologia da Informação (SUPTI) realizou investimentos de cerca de R$ 18 milhões em projetos de modernização. Os recursos também contemplam soluções como um novo sistema de controle de acesso, ampliação da conectividade das áreas portuárias e instalação de câmeras térmicas.

Ecossistema de Inovações
A Autoridade Portuária de Santos (APS) avança em um ambicioso portfólio de inovações para enfrentar desafios operacionais e consolidar sua liderança no cenário logístico internacional. Entre os projetos em andamento, constam uma rede 5G privativa, o VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações) e o lançamento de um aplicativo que permite à população registrar e enviar demandas de zeladoria.

Fonte: Porto de Santos

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Portos

Canal do Porto de Santos será aprofundado após 13 anos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para aumentar para 16 metros a profundidade do canal de navegação do Porto. Será a primeira obra do gênero nessa rota em 13 anos. O aviso de concorrência pública foi publicado na edição de quinta-feira do Diário Oficial da União, e as propostas das participantes serão abertas em 26 de setembro. Estima-se custo de R$ 324,1 milhões.

O diretor-presidente da APS, Anderson Pomini, diz se tratar de “uma necessidade do mercado internacional” e o “primeiro passo para, na sequência, buscarmos uma concessão para o aprofundamento para 17 metros e manutenção do canal por 25 anos ou mais”.

A empresa ou o consórcio vencedor terá de fazer a dragagem de manutenção da profundidade por dois anos. Deverão ser removidos cerca de 6,2 milhões de metros cúbicos (m³) de sedimentos por ano, 38% a mais do que o necessário para manter o gabarito atual em 15 metros.

O prazo do contrato é de cinco anos. Inclui elaboração de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para licenciamento ambiental (um ano e nove meses), elaboração e entrega do projeto básico (quatro meses após a emissão da ordem de serviço) e do projeto executivo para o trabalho (dois meses depois da ordem para esta tarefa).

Depois de se lançar a ordem para o serviço de dragagem de aprofundamento, os trabalhos deverão começar em 30 dias e, englobando o prazo de início, acabar em seis meses. O canal tem extensão de 25 quilômetros.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Santos a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaboração com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Maio 2025 | TEU

Estudos

Para a elaboração do edital, o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, vinculado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), preparou o anteprojeto de dragagem.

Por parte da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), estudaram-se as taxas anuais de acúmulo de sedimentos no canal.

Fonte: A Tribuna

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Comércio, Comércio Exterior, Portos

Novo recorde na movimentação de contêineres no Porto de Santos

Volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, um aumento de 7,8%

O Porto de Santos alcançou um novo recorde histórico na movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2025. Ao todo, foram movimentados 2,8 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 2,6 milhões de TEUs. Além do desempenho expressivo, o Porto também ampliou sua participação na corrente comercial brasileira, atingindo 29,9% em junho, o maior percentual dos últimos quatro anos. Na sequência, aparecem o Porto de Paranaguá (7,7%), o Porto de Itaguaí (5%) e o Aeroporto de Guarulhos.

O volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, desempenho próximo ao recorde histórico de 89,1 milhões registrado em 2022. O resultado representa o segundo melhor da história do Porto de Santos. No detalhamento por tipo de operação, os desembarques alcançaram 22,84 milhões de toneladas, com crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período de 2024. Já os embarques somaram 65,49 milhões de toneladas.

O mês de junho também registrou recorde mensal de contêineres: 511,2 mil TEUs, alta de 16,3% em relação ao mesmo mês de 2024. No total, foram movimentadas 16,04 milhões de toneladas, sendo o segundo melhor resultado para o mês. O fluxo de importações e cabotagem cresceu 3%, com 4,19 milhões de toneladas, enquanto os embarques somaram 11,84 milhões.

A soja (grãos e farelo) é a principal carga movimentada no porto, com 29,61 milhões de toneladas, alta de 2,6%. Em seguida, aparecem o açúcar (8,83 milhões) e a celulose, que vem crescendo de forma consistente (4,71 milhões, com um aumento de 21,4%).

Fonte: Modais em Foco

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Portos

Maersk tem pedido liminar negado na Justiça após questionar leilão do Tecon Santos 10

A primeira instância da Justiça Federal indeferiu o pedido da Maersk Brasil para retroceder o processo do megaterminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), que atualmente tramita no TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, a questão concorrencial do leilão – proposto para ocorrer em duas fases – foi previamente analisada pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Para o magistrado, não há necessidade de nova audiência pública, uma vez que duas já foram realizadas.

A empresa contestou as regras do leilão aprovado pelo órgão regulador e solicitou que a Justiça Federal suspendesse liminarmente a determinação da ANTAQ que estruturou o modelo da licitação em duas etapas. Na decisão sobre a liminar, o juiz lembrou que, em 2022, foi realizada uma consulta pública sobre o tema, ocasião em que a discussão sobre a questão concorrencial do leilão foi tratada. 

De acordo com o magistrado, o tema também foi analisado e debatido por meio de um GT (Grupo de Trabalho) da ANTAQ, criado para estudar e elaborar um parecer sobre os aspectos concorrenciais do projeto. “Os achados do GT, materializados no Parecer Técnico nº 1 (Anexo 7 – SEI 2609560), dão dimensão da intensidade com que a questão concorrencial relativa ao mercado relevante do projeto foi debatida”, destacou.

O juiz também lembrou que, em janeiro deste ano, o poder concedente “informou acerca da revisão dos estudos do arrendamento do Tecon Santos 10 e de sua aptidão para nova audiência pública, assim como solicitou expressamente que fosse realizada nova análise concorrencial”, conforme consta na decisão.

A resposta do Judiciário ao pedido de liminar da Maersk, publicada nesta terça-feira (21), já era esperada pelos interessados no certame do Tecon Santos 10. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, vem reafirmando publicamente que respeita o entendimento da ANTAQ e aguarda decisão técnica do TCU sobre o tema.

Até o momento, não há qualquer análise apresentada pelos técnicos do tribunal de contas no processo que avalia os atuais estudos apresentados pelo governo para a licitação do terminal de contêiner.

O governo federal e a agência reguladora se tornaram alvo de críticas por vedarem na primeira fase do certame – conforme proposto no projeto – a participação de grandes empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos. O TCU realizará no dia 31 de julho, das 13h30 às 18h, um painel de referência sobre a concessão do terminal de contêineres.

Fonte: Agência Infra

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Portos, Tecnologia

Nova função de aplicativo facilita o envio de informações para melhorias urbanas no Porto de Santos

População pode registrar problemas de zeladoria urbana dentro do complexo portuário e acompanhar a resolução diretamente no app.

A Autoridade Portuária de Santos (APS), no litoral de São Paulo, lançou uma nova funcionalidade no aplicativo Porto de Santos. A ferramenta conta com a área Zeladoria Cidadã, onde permite à população registrar e enviar informações sobre problemas urbanos no complexo portuário. O app busca fomentar a participação social e melhorar a infraestrutura local.

A nova funcionalidade já está disponível e permite que qualquer pessoa registre, envie fotos e abra um chamado junto à APS para solicitar reparos como buracos no asfalto, problemas de iluminação, acúmulo de lixo e vazamento de água nas vias do porto.

O aplicativo é gratuito e está disponível na Play Store e na Apple Store. Segundo a autoridade portuária, o desenvolvimento do programa foi realizado por meio da Fábrica de Softwares, uma parceria entre as empresas Paipe e MSB, contratadas para fornecer soluções tecnológicas sob demanda da Gerência de Desenvolvimento de Sistemas.

Os contratos somam cerca de R$ 6 milhões, valor que se refere ao atendimento de diversas necessidades de desenvolvimento da empresa. No entanto, o valor específico para o aplicativo não foi informado.

Como funciona

Para utilizar o serviço, é necessário baixar o aplicativo Porto de Santos, acessar a aba “Fale com o Porto” e, na sequência, “Acessar Zeladoria”. Após realizar o cadastro, o usuário pode registrar a solicitação, informando dados, o local exato e, se houver, anexar imagens para detalhar a situação.

A solicitação será analisada e, se aprovada, encaminhada ao órgão competente para atendimento. O sistema permite o acompanhamento e a resolução das demandas.

De acordo com a APS, o objetivo é beneficiar tanto os usuários quanto as equipes responsáveis pela zeladoria. A funcionalidade não será integrada a outras plataformas públicas, sendo conectada exclusivamente aos sistemas internos de gestão do Porto de Santos.

Investimentos em inovação

Além do aplicativo, a APS divulgou um portfólio de inovações para enfrentar desafios operacionais e consolidar sua liderança no cenário logístico internacional. Entre os projetos em andamento, constam uma rede 5G privativa, o VTMIS e o futuro Gêmeo Digital. Veja abaixo detalhes dos projetos:

Rede 5G

Um convênio de cooperação técnica e financeira firmado entre APS e Fundação Parque Tecnológico Itaipu (Itaipu Parquetec) prevê o investimento de cerca de R$ 31 milhões ao longo de três anos para ampliar a conectividade do Porto Organizado. A primeira fase, que aguarda a liberação da Anatel para instalação das antenas, contemplará o complexo da presidência da empresa, o Parque Valongo e a Ponte de Inspeção Naval.

VTMIS

A APS ainda lançará o edital para instalação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System, VTMIS). A solução atuará como um centro de inteligência de dados, fornecendo às autoridades portuárias e à Marinha informações integradas sobre posicionamento de embarcações, condições climáticas, rotas de navegação e potenciais riscos.

Gêmeo Digital

Um grande simulador do Porto de Santos. Este é o conceito do Gêmeo Digital, outra parceria com o Itaipu Parquetec, que funcionará como uma réplica virtual do complexo portuário, espelhando informações sobre o tráfego de embarcações, movimento de cargas, uso dos berços, trânsito nas vias perimetrais, consumo de recursos hídricos, energéticos e outras variáveis.

Fonte: G1

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Portos

Sul-coreana HMM declara interesse em leilão de megaterminal no porto de Santos

Lista de interessados tem também a filipina ICTSI, que apresentou estudo ao Ministério da Fazenda

Em reunião na última quarta-feira (9) com Caio Farias, diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), executivos da armadora sul-coreana HMM (Hyundai Merchant Marine) informaram que vão participar do leilão do megaterminal Tecon 10, no porto de Santos.

A multinacional, que opera no Brasil desde 2006, é a última empresa do setor a sinalizar a disposição em participar do certame que, na teoria, deve acontecer até o final deste ano.

A Antaq recomendou ao TCU (Tribunal de Contas da União), que o leilão seja feito em duas fases. Na primeira, armadores (os donos dos navios) que já possuam terminais em Santos estariam proibidos de fazer ofertas. Estariam liberados apenas em uma eventual segunda rodada.

A restrição atinge os três maiores nomes do mundo no setor: MSC e Maersk são sócias na BTP, um terminal que está dentro do porto organizado, e a CMA CGM, que no ano passado adquiriu a Santos Brasil, o maior espaço de movimentação de contêineres da região.

Se a decisão do TCU seguir a recomendação da Antaq, Maersk e MSC deverão tentar barrar o leilão na Justiça. Este é o temor das demais participantes, segundo relatos ouvidos pela reportagem. Uma briga judicial pode atrasar ainda mais a concessão que deveria ter acontecido há dois anos. Ao mesmo tempo, conta com uma eventual pressão em favor do leilão pelo governo federal.

“A HMM tem como objetivo não somente aumentar seus serviços regulares de contêineres para o Brasil, mas principalmente suas atividades como operadora de terminais de contêineres no país. Assim como já atuamos em outros países, como Holanda, Estados Unidos, Cingapura e Coreia do Sul, entre outros. Desejamos ampliar nossa presença no mercado brasileiro”, disse à Folha, o CEO da Hyundai Brasil, Shangdai Lim.

Em capacidade de transporte de TEUs (sigla para o contêiner de 20 pés), é a oitava maior empresa do mundo no setor.

Outro armador que está interessado no processo é o filipino ICTSI, que tem terminais no Rio de Janeiro e no porto de Suape, em Pernambuco.

Na semana passada, a empresa apresentou à Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação do Ministério da Fazenda estudo encomendado à LCA Consultoria Econômica. O documento apresenta números e dados para corroborar a tese da Antaq de que o melhor modelo para o Tecon 10 é o leilão em duas fases.

“A realização do certame em duas etapas, conforma recomendação unânime da diretoria colegiada da Antaq e de seu corpo técnico, com respaldo do Ministério dos Portos e Aeroportos, é pró-competitiva e resta não apenas alinhada, mas essencial à consecução da política pública de fomento à maior concorrência e eficiência no mercado de contêineres no porto de Santos”, diz o documento.

“Quando a gente olha operações desse tipo, uma das primeiras coisas é perguntar: haveria algum incentivo para elas [Maersk, MSC e CMA CGM] restringirem o mercado? Sim. Elas teriam estímulos econômicos”, afirma Bernardo Gouthier, sócio-diretor da LCA.

O principal argumento da Antaq pela restrição é a questão concorrencial, de evitar que exista concentração de mercado no porto de Santos nas mãos de apenas uma companhia.

Outras empresas nacionais e estrangeiras se movimentam para apresentar lances no leilão. Isso confirma os temores dos armadores barrados da primeira fase de que eles estarão, de fato, alijados da disputa. Não haverá segunda rodada.

DPW, que tem terminal em Santos, mas não é armador, a chinesa Cosco e a JBS Terminais também estão interessadas, segundo apurou a Folha. Se a restrição cair, a CMA CGM não descarta participação.
Há a possibilidade de que se apresentem sozinhos ou em consórcios com outros operadores portuários.

Maersk e MSC, atingidos pelo modelo da Antaq, argumentam que a restrição não faz nenhum sentido porque diminui a disputa e o valor de outorga a ser recebido pelo governo federal. Apontam que, na prática, a concentração de mercado não existe, já que seus navios continuam levando cargas para outros terminais em Santos que não a BTP. A Maersk é, por exemplo, a maior cliente da Santos Brasil.

O governo do estado de São Paulo enviou correspondência ao Ministério dos Portos e Aeroportos condenando a restrição e o leilão em duas fases. Pediu a livre concorrência. O presidente da Autoridade Portuária em Santos, Anderson Pomini, também é a favor de que todos os interessados participem já na primeira rodada.

A dinamarquesa Maersk e a suíça MSC buscam pressionar também o governo federal, principalmente o Ministério dos Portos e Aeroportos. Menos de 60 minutos antes do horário marcado para conversa, em 25 de junho, com embaixadores de Dinamarca, Suíça e Holanda, representando a União Europeia, o ministro Silvio Costa cancelou sua presença.

A explicação oficial do ministério foi que ele havia sido convocado pelo presidente Lula para uma reunião institucional com o presidente do Benin.

Um representante da Maersk achou a explicação curiosa, já que o Brasil não tem interesse em portos ou aeroportos no país africano.

Silvio Costa também foi chamado para prestar esclarecimentos à Comissão Nacional de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso sobre impactos diplomáticos e econômicos no processo de licitação do Tecon 10. O ministro voltou a defender o modelo.

O Tecon 10 será instalado em uma área no bairro do Saboó, em Santos, de 622 mil metros quadrados. O projeto é que seja multipropósito, movimentando contêineres e carga solta. O vencedor do leilão será pelo modelo da maior outorga: ganha quem oferecer mais dinheiro pelo direito de construí-lo e operá-lo.
A capacidade vai chegar a 3,5 milhões de TEUs por ano (cada TEU representa um contêiner de 20 pés, ou cerca de 6 metros). Será o maior terminal do tipo no país.

Serão quatro berços (local de atracação do navio para embarque e desembarque). A previsão de investimento nos 25 anos de concessão pode chegar a R$ 40 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo

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Portos

Guarda Portuária promove treinamento contra ameaça de bombas no Porto de Santos

Formação incluiu simulação de varredura para encontrar artefatos explosivos e abordagem de suspeitos

A Guarda Portuária de Santos promoveu, na última quarta-feira (2), um curso intensivo de Gerenciamento de Ameaças de Bombas, reforçando o compromisso da APS com a segurança do maior complexo logístico do hemisfério sul. Ministrado pela Associação Brasileira de Prevenção e Atendimento a Emergências Portuárias (Abrapam), o curso contou com formação teórica pela manhã e um simulado prático, à tarde, no terminal Concais.

A capacitação reuniu mais de cem participantes, incluindo forças de segurança estaduais e municipais, representantes da Marinha, das Prefeituras da Baixada Santista, de autoridades anuentes do Porto e de diversos terminais que operam cargas no complexo.

Rafael Gonçalves, supervisor da Guarda Portuária, explica que o objetivo do treinamento é capacitar o maior número possível de atores para identificar, reagir e gerenciar situações de risco. “A integração entre Guarda Portuária e demais agentes é fundamental para mitigar e combater ameaças à vida e à fluidez e segurança das operações do principal corredor logístico do país”, afirma.

A aula prática simulou uma situação real de varredura para encontrar dispositivos explosivos, com evacuação, isolamento, bloqueio de vias e abordagem de suspeitos. Já o módulo teórico, que ocorreu no Centro de Treinamento da APS, versou sobre artefatos explosivos, protocolos de segurança, avaliação de risco e melhores práticas internacionais de resposta a eventos críticos em áreas sensíveis.

“Treinamentos como este são fundamentais para integrar as equipes de segurança pública e privada, garantindo uma resposta coordenada e eficiente diante de ameaças reais”, avalia Erasmo Gomes, diretor da Abrapam e instrutor responsável pelo treinamento.

Fonte: Porto de Santos

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Portos

Ministério diz que acatará “qualquer decisão” do TCU sobre leilão em Santos

Em entrevista à CNN, secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirma que governo pretende leiloar novo terminal de contêineres em dezembro e, assim, evitar ano eleitoral

governo está preparado para enfrentar a judicialização em torno do Tecon Santos 10 e fará tudo o que for possível para realizar o leilão em dezembro, disse o secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

“Se não fizermos neste ano, a própria natureza do ciclo eleitoral pode comprometer um leilão em 2026″, afirma Ávila, que teme a politização do assunto e tem um calendário detalhado para os próximos passos do certame.

Com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, o novo superterminal de contêineres aumenta em até 50% a capacidade de movimentar esse tipo de carga no Porto de Santos (SP), que está perto de atingir a saturação.

A modelagem do leilão está agora sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União), mas uma das principais interessadas – a multinacional dinamarquesa Maersk – já levou à Justiça as regras definidas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e chanceladas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

“Estamos preparados para defender a modelagem técnica e apresentar respostas a todos os questionamentos”, diz Ávila.

Atuais operadoras de terminais de contêineres foram impedidas de participar da primeira fase do leilão. Elas só poderão entrar, numa segunda etapa, caso não haja propostas iniciais. Mesmo assim, em caso de vitória, teriam que se desfazer dos atuais ativos.

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, também entrou na briga e se manifestou formalmente contra qualquer tipo de restrição.

O processo no TCU está a cargo da AudPortoFerrovia, unidade de auditoria especializada em infraestrutura portuária e ferroviária, e depois seguirá para o relator, ministro Antonio Anastasia.

Ávila espera uma deliberação do TCU até o fim de agosto. Haveria mais 30 dias para o ministério se adequar às determinações do tribunal de contas. O edital seria publicado em outubro e o leilão ocorreria na segunda quinzena de dezembro.

O secretário afirma que não há nenhuma intenção, por parte de governo, de contestar eventuais exigências de mudanças pelo TCU nas restrições adotadas pela Antaq.

“Qualquer que seja a decisão do TCU, nós vamos cumprir. O nosso interesse é fazer o leilão”, ressalta Ávila, deixando claro a tendência de não apresentar nenhum recurso ao tribunal de contas.

Judicialização

Na semana passada, a Maersk levou o caso à Justiça Federal da 3ª Região. A empresa pediu um mandado de segurança para a abertura de uma nova consulta pública da Antaq para debater as restrições ao Tecon Santos 10.

Segundo ela, a agência estabeleceu uma regra “que nem sequer havia sido cogitada anteriormente” sem que os interessados pudessem se posicionar. “É evidente que tal brusca alteração deveria ser objeto de nova consulta pública”, argumentou.

O juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, negou o pedido de liminar. Ele ponderou que as restrições ainda não estão em vigência porque a modelagem do leilão ainda está sendo analisada pelo TCU.

“Não se justifica a intervenção do Poder Judiciário numa espécie de controle prévio”, disse o juiz em sua decisão. Ele deu, porém, um prazo de dez dias para a Antaq apresentar explicações. Também pediu manifestação do MPF (Ministério Público Federal).

Junto com a suíça TIL (da empresa de navegação MSC), a Maersk é sócia da BTP (Brasil Terminal Portuário), um dos grandes terminais de contêineres em operação no Porto de Santos.

Os outros dois terminais são Santos Brasil (hoje controlada pela francesa CMA CGM) e DPW (da Dubai Ports).

Uma das principais discussões, nos últimos anos, foi a possibilidade de restringir a participação de armadores (companhias de navegação).

A Antaq acabou não adotando nenhuma restrição nessa linha, mas impôs uma ressalva horizontal – aplicável a todos os atuais operadores de contêineres em Santos.

“A preocupação da Antaq são os aspectos concorrenciais. O ponto não é a verticalização, mas a concentração de mercado”, explica o secretário.

De acordo com parecer da agência reguladora, se a Santos Brasil ou os sócios da BTP ganharem o leilão do Tecon Santos 10, poderiam ter uma participação de até 60% na movimentação de contêineres. A DPW poderia ficar com 48%.

A Maersk e a MSC (sócias na BTP), no entanto, estão rompendo uma aliança para o transporte marítimo e já não cogitavam ir juntas ao leilão do novo terminal.

Interessados

A JBS Terminais, que desde outubro do ano passado opera um terminal de contêineres em Itajaí (SC), é apontada no mercado como uma das principais interessadas no Tecon Santos 10.

Em sete meses, a empresa informou ter movimentado 143 mil TEUs (contêineres-padrão de 20 pés). A Antaq definiu uma experiência prévia na operação de pelo menos 100 mil TEUs anuais para a entrada no leilão do novo superterminal.

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que está à frente do Sepetiba Tecon (RJ), também tem sido vista como potencial concorrente.

Ávila afirma que o ministério já recebeu algum tipo de contato ou manifestação de interesse por parte de diversas multinacionais do setor.

Ele cita as chinesas Cosco e China Merchants, a PSA (operadora de Cingapura), a alemã Hapag-LLoyd, a filipina ICTSI, a americana Hudson Ports, a CS Infra/Simpar e os fundos de investimentos BTG e Pátria.

Caso algum fundo arremate o Tecon Santos 10, precisará contratar um operador de contêineres como terceirizado. As mesmas restrições às atuais operadoras são válidas para esse cenário.

Localizado na região do Saboó, na margem direita do porto, o Tecon Santos 10 terá 621 mil metros quadrados e quatro berços de atracação.

Quando atingir sua capacidade máxima, no nono ano de contrato, o terminal poderá movimentar 3,5 milhões de TEUs/ano.

O vencedor do leilão deverá investir R$ 5,6 bilhões e vai operar o Tecon Santos pelo prazo de 25 anos.

Fonte: CNN Brasil


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Logística, Portos

Ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã acende alerta global e pode afetar o Porto de Santos

Rota marítima escoa cerca de 20% do petróleo do planeta e afeta portos de diversos países, inclusive o de Santos

A simples possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, levantada pelo Irã no domingo (22), horas após o ataque dos Estados Unidos a bases nucleares do país, acendeu um alerta mundial nos setores comercial, naval e logístico. Mesmo com o cessarfogo iniciado ontem entre iranianos e israelenses, que deve fazer o Irã recuar no fechamento de Ormuz, a rota marítima gera preocupação em todos os continentes por escoar cerca de 20% do petróleo do planeta e poder afetar os preços de diversos itens, incluindo os alimentos.

Apesar da distância superior a 12 mil quilômetros, nem mesmo o Porto de Santos estaria livre das consequências, o que prova a importância do canal localizado entre os golfos de Omã e Pérsico, no Oriente Médio, e é margeado pelo Irã e pelos Emirados Árabes Unidos. A China, por exemplo, depende dessa rota, pois a maior parte do petróleo que importa passa por Ormuz.

O advogado Emanuel Pessoa, doutor em Direito Econômico, explica que o bloqueio do Estreito de Ormuz provocaria a escalada automática nos preços do petróleo Brent e um efeito dominó na cadeia logística internacional. “O frete marítimo seria o primeiro a reagir. O bunker, combustível usado nos navios, dispara junto com o petróleo, pressionando os custos de transporte global”.

O Brasil seria impactado porque depende do transporte marítimo para escoar grãos, carnes e minérios. Além disso, importa 80% dos fertilizantes, sendo grande parte “de países localizados no entorno do Golfo Pérsico”.

Embora as compras internacionais sejam planejadas com antecedência de dois a quatro meses, o especialista diz que “o impacto nos contratos futuros e nos custos logísticos seria imediato. Em menos de 30 dias, empresas já estariam revisando seus custos operacionais e renegociando fretes. Em até 90 dias, os primeiros reflexos concretos atingiriam a produção, os preços internos e as exportações”.

“Antes mesmo de o primeiro navio dar meia-volta, o barril dispararia, a bomba de gasolina anteciparia o susto e a planilha de custos do agronegócio viraria um campo minado. O frete ficaria mais caro, o caminhão que leva o feijão ao Porto custaria o dobro, e cada cifra extra vibraria na gôndola”.

Lopes chama atenção para a China, maior comprador do Brasil. “Pequim passaria a guardar soja, renegociaria volumes, recalibraria contratos. Plantaríamos mais caro, venderíamos menos e o Brasil descobriria que depende de meia dúzia de parceiros para mais de 80% de tudo o que entra e sai de seus armazéns”.

Porto de Santos

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, diz que a China usa 70% do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz para abastecer navios. “Recebemos em 2024, no Porto de Santos, 1,3 mil navios chineses. Se 70% deles sofrerem impactos, certamente teremos problemas na navegação Brasil-China. Ele ainda ressalta que o Brasil é um dos principais exportadores de milho e frango ao Irã, além de importar de lá ureia para fertilizantes. “Teríamos impactos”.

Restrição teria potencial para disparar preço do petróleo

Coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Ahmed El Khatib afirma que após os bombardeios dos Estados Unidos ao Irã, na última segunda-feira, o preço do Brent (petróleo bruto) saltou 11%, ultrapassando os US$ 78.

“Consultorias internacionais projetam que, em caso de fechamento de Ormuz, o barril pode atingir até US$ 130”.

El Khatib projetou três cenários para o Brasil: com preços estabilizados com o fim do conflito; petróleo em alta, com a continuidade da tensão e sem bloqueio de Ormuz; e, no pior cenário, com fechamento do canal, o barril poderia chegar a US$ 130, levando o Brasil a uma combinação perigosa de inflação elevada, juros mais altos e crescimento negativo. “O País poderia entrar em estagflação (alta da inflação e estagnação), com IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acima de 7,5%, fuga de capitais e elevação da Selic para além de 16%”.

Mercado

O diretor de Comércio Exterior da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (AEB), Arno Gleisner, pontua que o bloqueio de Ormuz traria uma severa crise econômica, inclusive para Irã e aliados, motivo pelo qual deve ficar só na ameaça.

“Por Ormuz atravessam navios com petróleo e gás da Rússia, do Irã, da Arábia Saudita, dos Emirados e outros países, para a Índia e outros países da Ásia, além de todo o mercado internacional”.

O diretor da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (AEB), Arno Gleisner avalia que o impacto nos preços do petróleo e do gás seria imediato em caso de bloqueio, com reflexos negativos na atividade econômica e na inflação. “O Brasil poderia ser atingido negativamente nos mercados para os quais exporta, levando em conta o aumento dos custos de transporte”.

Fonte: A Tribuna

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