Comércio Exterior

Em julho, movimentação de contêineres registra novos recordes no Porto de Santos

A movimentação de contêineres no Porto de Santos cresceu em julho e bateu recorde de todos os meses pelo segundo mês seguido, conforme levantamento da Autoridade Portuária de Santos (APS). Foram movimentados 534,7 mil TEU – o aumento é de 8,5% em relação ao mesmo período no ano passado. No acumulado no ano, foram 3,3 milhões TEU, crescimento de 7,9% em relação aos primeiros sete meses de 2024.

Para o presidente da APS, Anderson Pomini, o resultado reflete em parte um aumento de exportações em razão das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, mas também a eficiência do Porto de Santos. “São 21 meses consecutivos de crescimento, números que deixam clara a resiliência do Porto e a importância de iniciativas que estamos desenvolvendo para o aumento de capacidade”, afirma.

Entre as ações estão a expansão da Poligonal, o aprofundamento do canal de navegação para 16 metros e o leilão do terminal Tecon 10, além da construção do túnel Santos- Guarujá, que vai possibilitar maior integração entre as duas margens do Porto.

O número de atracações subiu de 477 em julho de 2024 para 499 em julho de 2025.

Cargas

Em relação ao total de cargas movimentadas no mês, houve um aumento de 6,1%, com o registro do recorde histórico de 17,4 milhões de toneladas – o melhor mês da história. Em julho de 2024, por exemplo, foram 16,4 milhões de toneladas.

O complexo soja (grãos e farelo) foi novamente o destaque, com 4,6 milhões de toneladas de soja embarcadas, um crescimento de 39,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

A celulose foi outro produto com números significativos, com 836 mil toneladas (+26,5%). No setor de combustíveis, o destaque foi o óleo combustível, com 290 mil toneladas, um aumento de 12,4%.

Desembarques

Em relação aos desembarques, o Porto de Santos teve crescimento de 1,4% em julho, pulando de 4,4 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado para 4,5 milhões de toneladas no último mês.

O total de cargas movimentadas no Porto de Santos em 2025, considerando embarques e desembarques, teve uma ligeira variação positiva de 0,1%, com o total de 105,7 milhões de toneladas.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no longo curso no Porto de Santos no período de janeiro de 2022 a junho de 2025. O gráfico desconsidera operações como movimentações internas, transbordo e cabotagem e foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de Contêineres no longo curso no Porto de Santos | Jan 2022 a Jun 2025 | TEU

Year/Month TEU
202201 198.868
202202 186.108
202203 199.492
202204 186.374
202205 188.983
202206 177.827
202207 206.330
202208 215.713
202209 233.705
202210 226.760
202211 197.391
202212 188.880
202301 176.817
202302 154.859
202303 184.391
202304 184.526
202305 190.224
202306 188.365
202307 199.588
202308 219.460
202309 204.063
202310 229.635
202311 218.834
202312 231.580
202401 206.599
202402 215.677
202403 225.055
202404 219.721
202405 222.492
202406 215.774
202407 246.352
202408 236.072
202409 254.332
202410 257.703
202411 241.890
202412 259.351
202501 243.803
202502 223.724
202503 223.322
202504 219.250
202505 240.505
202506 241.215

Comércio exterior

A participação acumulada de Santos na corrente comercial brasileira apresentou aumento em julho, chegando a 30%. No mesmo período em 2024, eram 28,6%.

A China segue sendo o principal parceiro comercial, representando 30,3% das transações feitas no Porto de Santos. O Estado de São Paulo é a principal origem das operações, com participação de 51,4%.

Porto de Itajaí

O Porto de Itajaí (SC), também administrado pela Autoridade Portuária de Santos, registrou aumento de movimentação de cargas em julho. Mais de 1,3 milhão de toneladas de mercadorias passou por aquele complexo portuário, um aumento de 29,3% em relação ao registrado no mesmo mês em 2024.

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Portos

Leilão de terminal no porto de Santos deve ocorrer em dezembro, diz ministro

A perspectiva é que o relator da matéria no TCU, ministro Antônio Anastasia, emita seu parecer na primeira quinzena de setembro

O leilão do novo terminal do porto de Santos, chamado de Tecon 10, deve ocorrer em dezembro e será o maior da história portuária do país, disse nesta quarta-feira o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.


Ele declarou que ainda aguarda um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as diretrizes do certame. A perspectiva é que o relator da matéria no TCU, ministro Antônio Anastasia, emita seu parecer na primeira quinzena de setembro para ser votado ainda no mesmo mês na corte.


“Nossa posição é que trabalhamos para seguir a orientação do TCU, e fazer algo democrático e que logicamente não haja concentração de mercado e possamos democratizar. Concentração de mercado é algo muito arriscado para o setor portuário e outros setores”, disse o ministro em evento virtual promovido pela Associação da Imprensa Estrangeira (AIE).

Em tese, atuais operadores do terminal e companhias de navegação poderiam ser vetadas de participar do leilão. O ministro prevê investimentos a partir do leilão de ao menos R$5 bilhões ou R$6 bilhões.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Notícias

PF realiza apreensão de 62 kg de drogas no porto de Santos

Substância semelhante à cocaína estava oculta em compartimento de refrigeração de contêiner proveniente da Europa

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (19/8), a apreensão de aproximadamente 62 kg de droga com características de cocaína no Porto de Santos.

A droga foi encontrada durante inspeção a contêiner de importação, com origem no Porto de Barcelona. A substância estava escondida no compartimento de refrigeração do contêiner e foi localizada durante inspeção da Receita Federal no Porto de Santos. A Polícia Federal realizou diligências e perícia no local, resultando na apreensão.

Inquérito policial será instaurado pela Delegacia da PF em Santos para apuração dos fatos e da autoria do crime de tráfico internacional de drogas.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Santos

Ler Mais
Portos

Portos do Brasil têm melhor semestre da história, com Santos (SP) liderando

Recorde do semestre é resultado da expansão comercial brasileira e da política de investimentos do Governo

A movimentação de cargas nos portos brasileiros foi recorde no primeiro semestre deste ano, chegando a 653,7 milhões de toneladas transportadas, volume 1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O porto público com maior movimentação foi o de Santos (67,9 milhões de toneladas), mas o que chama a atenção nos números levantados pela Antaq é o crescimento de 1.494,58% no Porto de Itajaí (SC), que retomou as operações após ficar praticamente parado no final de 2022. Por lá, foram movimentadas 1,7 milhão de toneladas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, o recorde do semestre é resultado da expansão comercial brasileira e da política de investimentos do Governo Federal para o setor, que reflete, inclusive, na retomada das atividades do Porto de Itajaí.

“Encontramos em 2023 um porto praticamente abandonado em Itajaí, impactando fortemente na economia de Santa Catarina e do Sul do país. Sob orientação do presidente Lula reativamos as operações e retomamos a gestão do complexo, reestabelecendo a atividade econômica e emprego para a população do Estado”Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

Em maio, durante cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Silvio Costa Filho anunciou investimentos de R$ 844 milhões para modernização do porto de Itajaí até 2030. O pacote contempla dragagem do Rio Itajaí-Açu, readequação do molhe de Navegantes e construção de píer para navios de cruzeiro, entre outras obras estruturantes.

O próximo passo da transformação será a criação da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí, medida que conferirá autonomia administrativa total ao complexo. Em junho, o MPor instituiu Grupo Técnico de Trabalho (GTT) para elaborar os aspectos da futura empresa pública federal, que substituirá a gestão transitória exercida pela Autoridade Portuária de Santos.

Contêineres

Também foi recorde o volume transportado no semestre em contêineres (78,1 milhões de toneladas) e em granéis sólidos (387,1 milhões de toneladas). “O crescimento tem sido constante em carga conteinerizada, o que mostra uma diversificação do tipo de mercadoria transportada”, explica o ministro, lembrando que, ainda este ano, o MPor vai promover o leilão do terminal de contêineres de Santos (Tecon Santos 10), que irá aumentar em 50% a capacidade do porto para este tipo de carga.

Responsável por 95% do comércio internacional brasileiro, os portos tiveram um crescimento de 2% na movimentação de carga de longo curso (importação e exportação). Entre os produtos mais transportados neste primeiro semestre estão o minério de ferro (190,5 milhões de toneladas e crescimento de 2,5% sobre o mesmo período do ano passado), óleo bruto de petróleo (104,1 milhões de toneladas e crescimento de 0,62%) e soja (93 milhões de toneladas e aumento de 5,2%).

Fonte: Panrotas

Ler Mais
Comércio Exterior, Informação, Portos

Túnel Santos-Guarujá recebe licença ambiental prévia e avança para leilão de concessão

Licença concedida pela Companhia Ambiental de São Paulo autoriza prosseguimento do projeto, aguardado há mais de 100 anos

O projeto do túnel Santos-Guarujá, uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do país, avançou mais uma etapa com a concessão da Licença Ambiental Prévia pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A autorização é requisito fundamental para a realização do leilão de concessão, previsto para 2025, e assegura aos investidores a viabilidade ambiental e jurídica da obra, estimada em R$ 6,8 bilhões.

A licença confirma que o projeto atende às exigências ambientais, permitindo que avance para a próxima etapa. Apenas com essa autorização é possível iniciar as obras, que prometem transformar a mobilidade entre Santos e Guarujá e gerar ganhos para a logística e a economia da Baixada Santista.

“O túnel Santos-Guarujá é uma das obras mais importantes do Brasil e vai integrar de forma definitiva as duas cidades, melhorando a mobilidade, reduzindo o tempo de travessia e fortalecendo a economia da região”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Coordenada pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a intervenção integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal) e prevê a ligação seca entre as duas cidades, separadas pelo estuário do Porto de Santos. O túnel terá 1,5 km de extensão, dos quais 870 metros serão imersos, com três faixas de rolamento por sentido, sendo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos para pedestres e ciclistas.

O MPor tem atuado na articulação com órgãos ambientais e governos estadual e municipal para o andamento do projeto, além de apresentar a obra a investidores nacionais e internacionais. Em abril, o ministro Silvio Costa Filho esteve na Europa para conhecer projetos de referência e divulgar a iniciativa em agendas na Dinamarca, Holanda e Portugal.

O projeto, considerado a maior obra do Novo PAC, deve atrair grande interesse de investidores pela relevância logística e econômica que representa para o sistema portuário brasileiro e para a integração urbana da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Portos

Tarifaço dos EUA impulsiona recorde histórico de movimentação de cargas no maior porto do Brasil

Levantamento preliminar apontou o melhor desempenho mensal da história do Porto de Santos, com 17 milhões de toneladas no mês de julho.

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou um novo recorde de movimentação de cargas no mês de julho. Segundo apurado pelo g1, um levantamento preliminar apontou o melhor desempenho mensal da história do cais santista, com 17 milhões de toneladas. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a marca inédita foi impulsionada, principalmente, pelo aumento das exportações após o anúncio de Donald Trump sobre a aplicação de tarifas de 50% para a entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos.

“A medida levou empresas a anteciparem os embarques, o que gerou um intenso fluxo de navios rumo à Europa e aos EUA, com destaque para cargas agrícolas e industriais”, afirmou o ministério, por meio de nota.

O órgão federal acrescentou que o complexo portuário conseguiu manter as operações sem impactos logísticos, apesar das condições climáticas adversas no mês de julho.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), a consolidação dos dados ainda está em andamento, uma vez que o cais santista conta com mais de 50 terminais e eles têm um prazo — não especificado — para enviar as informações à empresa administradora. Ainda assim, o monitoramento operacional já confirma o recorde histórico de movimentação no mês de julho deste ano.

Levantamento preliminar

Conforme divulgado pela APS, houve um aumento de 10% no embarque de granéis sólidos (grãos diversos), com 900 mil toneladas. A movimentação de contêineres cresceu 4% e chegou a 200 mil toneladas, enquanto as cargas soltas tiveram alta de 9%, com 85 mil toneladas.

A autoridade portuária afirmou que os granéis líquidos (combustíveis, solventes, entre outros) ainda não foram contabilizados, mas a expectativa é de um aumento de 10%.

Em nota, o presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que os dados confirmam um aumento expressivo dos embarques no cais santista, o que já havia sido constatado na primeira quinzena do mês de julho.

“São dados preliminares, mas este ‘recorde dos recordes’ demonstra a importância de Santos em momentos decisivos da história, como este”, destacou Pomini. “É um recorde absoluto que atesta a resiliência e a eficiência do Porto de Santos. Mesmo com crises externas e fechamento do canal devido a condições climáticas, houve crescimento sem gerar qualquer ocorrência nas vias de acesso”.

Também por meio de nota, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, explicou que o crescimento no volume de cargas demonstra que a infraestrutura dos portos brasileiros é capaz de suportar os aumentos.

“O Ministério de Portos e Aeroportos está trabalhando para ampliar a capacidade e eficiência operacional dos portos com os leilões que estamos preparando para este ano, como o do canal de acesso ao Porto de Santos e o do terminal de contêineres, Tecon Santos 10”, afirmou o ministro.

Fonte: G1

Ler Mais
Portos

Neblina paralisa operações no Porto de Santos por mais de três horas

A neblina forte na manhã desta quinta-feira (7) reduziu a visibilidade no canal do Porto de Santos, suspendendo as manobras de navios cargueiros por mais de três horas

A manhã desta quinta-feira (7) começou com forte neblina sobre a Baixada Santista, o que comprometeu a visibilidade no canal de navegação e resultou na suspensão temporária das operações no Porto de Santos. A paralisação começou por volta das 4h30, afetando especialmente a entrada e saída de navios cargueiros que dependem de manobras com o auxílio de práticos.

Segundo nota atualizada da Autoridade Portuária de Santos (APS), a navegação foi liberada às 8h10, com a retomada das manobras ocorrendo cerca de 50 minutos depois, por volta das 9h. O canal permaneceu fechado por mais de três horas devido às condições climáticas adversas.

Durante o período de suspensão, a travessia de balsas e embarcações de pequeno porte continuou operando normalmente. De acordo com a Capitania dos Portos, essas embarcações possuem gerência e autonomia operacional próprias, o que permite manter as atividades mesmo em situações de baixa visibilidade.

A APS e a Capitania dos Portos seguiram monitorando as condições do tempo durante toda a manhã para garantir a segurança das operações portuárias.

Fonte: Portal BE News

Ler Mais
Economia, Exportação, Investimento

China libera 183 empresas do Brasil para exportar café após tarifaço dos EUA

O interesse de investidores chineses pelo Brasil está em expansão e ganha novos contornos, o país asiático vem ampliando sua presença tanto em grandes projetos de infraestrutura quanto em setores voltados ao mercado interno, como consumo e serviços, ao mesmo tempo em que enfrenta tensões com os Estados Unidos, presididos por Donald Trump, em seu segundo mandato.

Segundo dados do Banco Central, apenas no primeiro semestre de 2025 os investimentos diretos chineses em participação de capital no Brasil somaram US$ 379 milhões, superando qualquer resultado anual desde 2018. Embora os números oficiais coloquem a China como a décima maior investidora, especialistas alertam que parte relevante do capital chega por meio de países intermediários, como Holanda e Luxemburgo. “Não necessariamente os números oficiais refletem o volume de atividade que vemos de empresas chinesas, porque, muitas vezes, o investimento não vem diretamente da China”, explica Stephen O’Sullivan, especialista em Societário e M&A do escritório Mattos Filho. Ele destaca o crescimento da procura de grupos chineses e cita operações recentes em mineração e petróleo.

A diversificação é visível. No setor de infraestrutura, projetos de peso estão em curso: a CRRC, fabricante de trens, abrirá fábrica em Araraquara (SP) e assinou contrato para fornecer 44 trens ao Metrô de São Paulo. A CCCC (China Communications Construction Company) é apontada como interessada no leilão do túnel Santos-Guarujá, enquanto a State Grid lidera obras de transmissão elétrica de R$ 18 bilhões e a Cofco instala terminal de grãos no Porto de Santos. Além disso, chineses miram portos e ferrovias estratégicas, com atenção especial ao megaterminal Tecon 10.

O movimento também atinge o mercado interno. Empresas como a Shein, Meituan e a rede de bebidas Mixue indicam o avanço chinês em consumo, delivery e serviços, áreas menos dependentes de licenciamento e regulação. “Temos uma população cada vez mais de classe média e consumidora, com interesse em tecnologia. É um mercado interessante para empresas chinesas”, afirma O’Sullivan. Fabiana D’Atri, economista da Bradesco Asset Management e diretora do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), acrescenta que o fluxo cresce à medida que os chineses conhecem melhor os riscos e oportunidades do país.

O fortalecimento dos laços bilaterais também tem dimensão geopolítica. O Brasil, membro fundador do Brics, discute adesão à Iniciativa Cinturão e Rota e firmou recentemente um megaprojeto ferroviário ligando o Atlântico ao Pacífico. Para analistas do Deutsche Bank, a aproximação com Pequim pode ter influenciado a decisão de Trump de aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros, em meio à estratégia dos EUA de conter a expansão chinesa.

Especialistas ressaltam, contudo, que o investidor chinês mantém cautela diante de volatilidade cambial, juros elevados e complexidade regulatória no Brasil. Ainda assim, a conjunção de crescimento econômico, abundância de recursos naturais — incluindo as “terras raras”, essenciais para alta tecnologia — e mercado consumidor em expansão reforça a atratividade brasileira para o capital da China.

Fonte: G1

Ler Mais
Portos

Porto de Santos se prepara para navios gigantes com obras para ampliar a profundidade do canal

Autoridade Portuária de Santos publicou um edital de dragagem para aprofundar canal do cais santista de 15 para 16 metros. A obra terá prazo de cinco anos após a assinatura do contrato.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para contratar uma empresa ou consórcio de empresas para fazer a dragagem de aprofundamento do canal de navegação do porto, dos atuais 15 para 16 metros. O objetivo é ampliar a capacidade do complexo portuário, adequando a infraestrutura para receber navios de maior porte.

O edital foi publicado na quarta-feira (23), no Diário Oficial da União, e os interessados poderão participar da concorrência conforme os termos do edital. A abertura das propostas está marcada para o dia 26 de setembro.

A empresa vencedora será a que fizer a proposta com o menor valor para a execução da dragagem, que terá prazo de 60 meses (5 anos), a partir da assinatura da ordem de serviço.

O aprofundamento do canal está previsto para ocorrer ao longo dos 24,6 quilômetros de extensão do canal do porto. A última obra semelhante, que permitiu o canal chegar aos 15 metros de profundidade aconteceu há 13 anos.

Margem de segurança: dragagem de 16,30 a 16,70

Apesar da profundidade projetada de 16 metros, o edital prevê dragagem até 16,30 m, com tolerância que pode alcançar 16,70 m em trechos pontuais. Essa margem extra é comum e garante segurança à navegação diante de variações do leito e restrições operacionais.

Regime de contratação integrada

A modalidade permite à APS pública contratar uma única empresa ou consórcio para realizar todas as etapas de uma obra. O que, no caso da dragagem, contempla: licenciamento ambiental, elaboração dos projetos básico e executivo, execução da dragagem e serviços complementares.

O contrato também prevê que a empresa atue para manter a profundidade do canal em 16 metros por dois anos após a conclusão das obras.

Classe de navios

Futuro: 17 metros de profundidade

A APS informou que a dragagem para 16 metros é um passo inicial. Em futuras concessões, há previsão de novos investimentos que podem levar o canal a atingir 17 metros, ampliando ainda mais o potencial logístico do Porto de Santos.

Fonte: G1

Ler Mais
Portos

Megaterminal de Santos atrai gigantes globais com interesse de dez países

Leilão bilionário do porto de Santos gera embate por concorrência

O Jornal Portuário, teve acesso a nomes de algumas empresas. Entre elas estão a brasileira CPN, que atua no setor portuário nacional, e a TCP, operadora do terminal de Paranaguá controlada pela chinesa China Merchants Port.

O leilão do Tecon Santos 10, futuro terminal de contêineres no porto de Santos (SP), atraiu a atenção de mais de dez companhias internacionais de países como China, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Filipinas. Considerado o maior certame portuário da história do Brasil, o projeto promete ampliar significativamente a capacidade de movimentação de cargas no país.

Empresas de peso, como a PSA de Singapura, a americana Hudson Ports, a chinesa Cosco (que pode formar consórcio com as estatais China Merchants Ports e China Communications Construction Company), a japonesa ONE, a alemã Hapag-Lloyd, a filipina ICTSI e a sul-coreana HMM, já manifestaram interesse.

Há rumores de que a brasileira JBS, em parceria com uma multinacional, também possa entrar na disputa. Além disso, companhias como a brasileira CPN e a TCP, do terminal de Paranaguá, controlada pela China Merchants Port, estão entre os nomes cotados.

O terminal, localizado estrategicamente próximo à BTP (controlada pela MSC), será multipropósito, com capacidade para movimentar 3,5 milhões de TEUs por ano, um aumento de mais de 50% na capacidade atual do porto. O projeto prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões nos primeiros 25 anos de concessão, gerando cerca de 3.300 empregos diretos.

A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) estruturou o leilão em duas fases para evitar concentração de mercado. Na primeira etapa, apenas empresas que ainda não operam em Santos podem concorrer. Caso não haja propostas viáveis, uma segunda fase permitirá a participação de companhias como MSC, CMA CGM e DP World, desde que abram mão do controle de seus terminais atuais no porto. A agência defende que o modelo promove concorrência e equilíbrio, mas a decisão gerou controvérsias.

A Maersk, por exemplo, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal para contestar as restrições, mas teve a liminar negada. O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a modelagem do leilão e já expressou preocupação com o risco de monopólio. Durante consulta pública, foram recebidas 513 contribuições, sendo 53 sobre questões de concorrência.

O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, defende um leilão em fase única, enquanto o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apoia o modelo da Antaq. Críticas do setor apontam para um debate “enviesado”, e há tensões políticas e diplomáticas, já que empresas da China e da Europa disputam influência no porto.

Fonte: Jornal Portuário

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook