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Porto de Itajaí recebe navio de 347 metros em operação recorde da JBS Terminais

APL Salalah é o maior navio já operado pela empresa no terminal e terá comprimento equivalente a mais de três campos do Marcílio Dias

Imagine mais de três campos de futebol enfileirados. Essa é, aproximadamente, a extensão do APL Salalah, que chega ao Porto de Itajaí nesta quinta-feira (13), com 347,03 metros de comprimento. O navio, com atracação prevista para às 14h, será o maior já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

A dimensão da embarcação também pode ser comparada a alguns dos principais marcos arquitetônicos do mundo. O APL Salalah é cerca de 17 metros mais comprido que a altura atual da Torre Eiffel, em Paris, e supera em aproximadamente 53 metros a altura do Yachthouse, em Balneário Camboriú, considerado o edifício mais alto do Brasil.

Além das dimensões, a escala representa um novo marco operacional para a JBS Terminais. ***A previsão é de mais de 3 mil movimentos de contêineres durante a operação, entre embarques e desembarques de cargas de exportação e importação, estabelecendo um recorde de movimentação em uma única escala da empresa no Porto de Itajaí.
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Com bandeira de Singapura, o APL Salalah foi construído em 2012 e possui capacidade nominal para aproximadamente 10.700 TEUs. O porta-contêineres integra o serviço SEA3, que conecta a Ásia à costa leste da América do Sul. O navio iniciou sua viagem em Singapura no dia 18 de julho e tem passagem pelo Porto de Santos antes de chegar a Itajaí.

A chegada da embarcação reforça a capacidade do Porto de Itajaí para receber navios de grande porte e realizar operações de cargas conteinerizadas em larga escala.

O Complexo Portuário de Itajaí já recebeu, em junho de 2020, o APL Paris, com 347,40 metros de comprimento. Agora, o APL Salalah estabelece um novo recorde especificamente entre os navios operados pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

“A chegada do APL Salalah é um marco importante para o Porto de Itajaí e demonstra a capacidade da nossa estrutura de atender grandes embarcações e operações de elevada complexidade. Mais do que o tamanho do navio, teremos um recorde de movimentação em uma única operação da JBS Terminais, com mais de 3 mil movimentos previstos. Isso evidencia a força da retomada das operações de contêineres e a importância de Itajaí nas rotas do comércio internacional”, destaca o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

A operação integra a movimentação regular de cargas conteinerizadas no Porto de Itajaí e reforça a posição do terminal como importante ponto de conexão entre o mercado brasileiro e as principais rotas do comércio internacional.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Ilustrativa internet

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Porto de Itajaí confirma abertura de licitação para recuperação do Molhe Sul

Obra prevê investimento de R$ 3,1 milhões para reconstrução de aproximadamente 100 metros da estrutura na Barra do Rio Itajaí-Açu

A Superintendência do Porto de Itajaí, por meio da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), confirma a abertura da licitação para a reconstrução e recuperação de aproximadamente 100 metros do cabeço do Molhe Sul, localizado na foz do Rio Itajaí-Açu, junto à Praia da Atalaia.

O edital do Pregão Eletrônico nº 90022/2026 está disponível a partir desta quarta-feira (12), quando também começa o período para apresentação das propostas. A sessão de lances está marcada para 3 de setembro de 2026, às 10h.

O projeto tem orçamento estimado em aproximadamente R$ 3,1 milhões e prevê prazo de quatro meses para execução dos serviços, após a contratação da empresa responsável.

A intervenção será realizada no trecho final do Molhe Sul e prevê a recomposição da estrutura com pedras e tetrápodes de concreto, conhecidos popularmente como “pés de galinha”, além da recuperação e repavimentação da área atingida.

O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, destaca que a recuperação do Molhe Sul faz parte do conjunto de investimentos que estão sendo priorizados para fortalecer a infraestrutura do complexo portuário.

“Estamos avançando nas obras e nos investimentos necessários para garantir mais segurança, competitividade e previsibilidade ao mercado. A recuperação do Molhe Sul é uma intervenção importante para a proteção do acesso portuário e demonstra que estamos trabalhando de forma preventiva, preparando o Porto de Itajaí para enfrentar os desafios atuais e futuros”, afirma Artur.

Recuperação da estrutura

O trecho que receberá a intervenção apresenta sinais de afundamento desde 2012. A situação se agravou em 2023 (gestão municipal) quando ocorreu o rompimento do pavimento, provocando a formação de uma cratera e a perda progressiva de material em razão da ação das ondas, marés e chuvas.

O projeto básico da recuperação foi concluído em dezembro de 2025 e passou por revisões técnicas ao longo deste ano até a abertura do processo licitatório. A intervenção prevê a aplicação de materiais em um volume superior a quatro mil metros cúbicos.

As últimas grandes melhorias realizadas no Molhe Sul ocorreram entre 2000 e 2006, período em que a estrutura recebeu reforço, elevação e a instalação de mais de dois mil tetrápodes. Os estudos técnicos apontam que a estrutura apresentou comportamento adequado ao longo dos anos e que a necessidade atual de recuperação está concentrada principalmente no cabeço do molhe.

Prevenção diante do El Niño

A recuperação do Molhe Sul também integra as ações preventivas adotadas diante da previsão de condições climáticas mais severas associadas ao El Niño, com possibilidade de aumento da ocorrência de chuvas intensas, ressacas e outros eventos capazes de impactar as estruturas de proteção e o acesso portuário.

Em julho, a Comissão Especial de Enfrentamento ao El Niño do Porto de Itajaí reforçou a necessidade de dar andamento à licitação para recuperação do Molhe Sul. A Superintendência também solicitou a realização de estudo técnico de monitoramento ambiental do canal de acesso.

Segundo Artur Antunes Pereira, as medidas fazem parte de uma estratégia de prevenção e preparação da infraestrutura portuária.

“A adoção célere dessas medidas mostra-se indispensável para reduzir a exposição do Porto de Itajaí a riscos previsíveis, evitar o agravamento de danos estruturais e assegurar a manutenção de condições adequadas de segurança, navegabilidade e continuidade operacional”, destacou o superintendente.

A recuperação do Molhe Sul busca conter o avanço da degradação, restabelecer a estabilidade da estrutura e reforçar a proteção da entrada do canal, contribuindo para a segurança da navegação e para a continuidade das operações do Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Assessoria de Imprensa Porto de Itajaí
Imagem: Reprodução Diarinho

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Porto de Itajaí antecipa draga para reforçar dragagem do canal diante dos efeitos do El Niño

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu antecipar a mobilização de uma draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento deve chegar entre quarta (12) e quinta-feira (13) e integra uma estratégia preventiva diante das condições climáticas associadas ao El Niño e do aumento da descarga do Rio Itajaí-Açu.

A nova campanha de dragagem estava inicialmente programada para ocorrer em setembro, mas foi antecipada pela autoridade portuária. A medida busca preservar a navegabilidade do canal, aumentar a segurança das operações e oferecer maior previsibilidade aos armadores, terminais e demais empresas que integram o trade portuário.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na terça-feira (11) a Autoridade Marítima também ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Porto de Itajaí diz que canal está com 14 metros

A última campanha realizada com uma draga hopper ocorreu no início de junho. Desde então, os trabalhos de manutenção vêm sendo conduzidos também pela draga Njord, que executa dragagem por aspersão ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu.

Nesta terça-feira (11), técnicos da Superintendência do Porto de Itajaí acompanharam presencialmente as operações. Durante a inspeção, foi constatado que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.

A chegada da nova draga deverá ampliar a capacidade de remoção e controle dos sedimentos acumulados no fundo do rio. O equipamento opera por meio da sucção do material, reforçando as ações já realizadas pela Njord.

O Porto de Itajaí monitora os impactos do El Niño sobre as condições do canal desde 10 de junho de 2026. Entre os efeitos identificados está a presença de lama fluida e o aumento da sedimentação.

Nas últimas semanas, o volume de chuvas também contribuiu para elevar o nível e a vazão do Rio Itajaí-Açu. Esse cenário aumenta o transporte de sedimentos em direção ao canal de acesso ao complexo portuário e exige acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a antecipação da campanha representa uma ação preventiva para evitar impactos sobre as operações. “Hoje nossa equipe acompanhou o trabalho da dragagem por aspersão ao longo do canal e verificou que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.”

De acordo com o superintendente, a decisão de antecipar a mobilização, que normalmente ocorreria apenas em setembro, busca garantir segurança à navegação e maior previsibilidade para o mercado.

Monitoramento do canal continua

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que seguirá acompanhando permanentemente as condições do canal. As ações são realizadas em conjunto com a Van Oord e poderão ser ajustadas conforme a evolução das condições climáticas e da sedimentação.

Após a atuação da draga hopper, novos levantamentos deverão ser realizados para avaliar as condições do canal e orientar as próximas medidas de manutenção.

A estratégia adotada pela autoridade portuária tem como foco manter a segurança da navegação, assegurar a continuidade das operações e reduzir possíveis impactos das condições climáticas sobre o Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Divulgação Porto de Itajaí

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Porto de Itajaí avança em estudos para remoção do Pallas e aprofundamento do canal

O Porto de Itajaí entra na etapa final dos estudos técnicos que vão definir como será feita a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado há 133 anos no rio Itajaí-Açu. O procedimento é considerado estratégico para o futuro do Complexo Portuário de Itajaí e para os projetos de aprofundamento do canal de acesso.

Nesta quarta-feira (12), às 10h, será realizado um mergulho técnico para vistoriar, conferir e registrar as condições atuais da embarcação submersa. A atividade integra o trabalho desenvolvido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) em parceria com a Superintendência do Porto de Itajaí.

Mergulho técnico será a última etapa de campo

O mergulho está previsto para ocorrer conforme as condições climáticas e de navegabilidade. A atividade representa a última etapa de campo dos estudos necessários para estabelecer a metodologia de remoção dos destroços.

A expectativa é de que os levantamentos técnicos sejam concluídos ainda neste mês. O trabalho é coordenado pelo professor Jules Soto, diretor do Museu Oceanográfico da Univali e pesquisador que já participou de estudos científicos relacionados ao naufrágio.

O convênio entre a universidade e o Porto de Itajaí prevê investimento de R$ 310 mil. Entre os procedimentos estão inspeções subaquáticas, mergulhos técnicos, sondagens e análises estruturais da embarcação.

Retirada do Pallas é necessária para aprofundar o canal

Os destroços do Pallas estão entre as boias 9 e 11, nas proximidades da Bacia de Evolução nº 2 e junto ao molhe norte, no lado de Navegantes.

Atualmente, a presença da embarcação impede o avanço do aprofundamento do canal naquela região para 16 metros, tornando-se uma restrição para futuras ampliações da capacidade operacional do complexo.

A retirada do navio também permitirá avançar na adequação da Bacia de Evolução nº 2, que tem projeto para atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação deverá proporcionar melhores condições para as manobras e possibilitar a operação de navios de maior porte.

A remoção completa do casco tem custo estimado em aproximadamente R$ 23 milhões, com previsão de participação de recursos do governo federal.

Porto de Itajaí busca ampliar capacidade e competitividade

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a retirada do Pallas representa uma ação importante para preparar o complexo para o crescimento da atividade portuária.

“A remoção do Pallas é uma etapa estratégica para o futuro do Complexo Portuário. Estamos eliminando um obstáculo histórico para avançar no aprofundamento do canal, receber navios de maior porte e aumentar a nossa competitividade”, afirma.

Segundo Pereira, a iniciativa também sinaliza ao mercado a preparação da estrutura portuária para novos investimentos e para a expansão das operações.

Com a retirada dos destroços, um dos principais obstáculos físicos ao aprofundamento do canal de acesso será eliminado. A medida poderá contribuir para aumentar a capacidade de receber grandes embarcações, melhorar a segurança da navegação e fortalecer a posição do Complexo Portuário de Itajaí no cenário nacional.

Pallas naufragou em 1893

Construído na Inglaterra em 1891, o Pallas fazia o transporte de cargas e passageiros entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Itajaí.

O naufrágio ocorreu em 23 de outubro de 1893, na região do Pontal da Barra de Itajaí, atualmente pertencente a Navegantes, durante a Revolta da Armada.

Segundo registros históricos, o navio entrou no canal do rio Itajaí-Açu durante a noite e acabou atingindo pedras submersas nas proximidades do atual molhe norte. A colisão provocou o afundamento da embarcação.

Os restos do Pallas permaneceram submersos por mais de um século. A estrutura foi novamente identificada em 2017, durante trabalhos de dragagem relacionados à implantação da nova bacia de evolução.

Levantamentos realizados posteriormente indicaram que o navio está partido ao meio. Estruturas metálicas e fragmentos de madeira permanecem espalhados pelo leito do rio.

Desde então, os destroços passaram a ser considerados uma limitação para projetos de expansão da infraestrutura aquaviária do Complexo Portuário.

Remoção pode abrir caminho para novos projetos

Após mais de um século submerso, o Pallas se aproxima de uma nova etapa de sua história. A conclusão dos estudos entre o Porto de Itajaí e a Univali deverá permitir a definição da estratégia para a retirada definitiva da embarcação.

A expectativa é que a remoção elimine um obstáculo histórico à expansão da infraestrutura e permita avançar nos projetos de aprofundamento do canal, ampliação da bacia de evolução e preparação do complexo para atender à nova geração de grandes navios.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

FIESC defende concessão independente da dragagem do Complexo Portuário de Itajaí

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) voltou a defender a publicação, com urgência, do edital para a concessão do canal de acesso aquaviário ao Complexo Portuário de Itajaí. A entidade quer que a gestão da dragagem e da manutenção do canal seja estruturada em um processo separado da operação do terminal terrestre.

A posição foi formalizada em ofício enviado nesta sexta-feira (7) ao ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Para a FIESC, a concessão independente do canal de acesso pode proporcionar maior eficiência e previsibilidade às operações de dragagem, além de aumentar a segurança para operadores, usuários e investidores.

FIESC aponta importância estratégica do canal

O Complexo Portuário de Itajaí tem papel relevante para a economia de Santa Catarina e para as cadeias produtivas brasileiras. Além do Porto de Itajaí, a estrutura reúne a Portonave e outros terminais privados importantes para setores como indústria e agronegócio.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a separação entre a administração do canal e a operação do terminal é necessária para garantir maior autonomia às atividades de dragagem e manutenção.

A entidade avalia que um modelo independente pode evitar que intervenções essenciais à navegação sejam afetadas por eventuais problemas contratuais ou operacionais relacionados ao terminal.

Dragagem precisa ter gestão contínua

Para a FIESC, a manutenção das condições adequadas de navegação deve permanecer como prioridade no complexo portuário. A entidade cita como exemplos o aprofundamento do canal de acesso e a ampliação da bacia de evolução, obras consideradas estruturantes para o funcionamento da atividade portuária.

O presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Maurício Battistella, destaca ainda a necessidade de considerar os efeitos de eventos climáticos extremos na região.

Nesse contexto, a avaliação da entidade é de que o canal do Rio Itajaí-Açu exige um sistema de dragagem permanente, previsível e adaptável, capaz de responder às mudanças nas condições de navegação e às necessidades do complexo.

FIESC pede agilidade na concessão

No documento encaminhado às autoridades, a FIESC também solicita maior celeridade no processo de concessão. A preocupação é evitar que atrasos afetem a navegação e a movimentação portuária da região.

A expectativa apresentada pela entidade é de que a Antaq analise o processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí na próxima quinta-feira (13). Após essa etapa, a previsão é de publicação do edital do leilão.

A federação afirma que continuará disponível para contribuir com os órgãos públicos no aperfeiçoamento da infraestrutura portuária de Santa Catarina, buscando fortalecer a logística, o comércio exterior e o crescimento sustentável da indústria brasileira.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Portos

Porto de Itajaí reúne autoridades nacionais e debate segurança jurídica para o desenvolvimento do setor portuário brasileiro

Seminário de Direito Portuário reúne ministro, magistrados e especialistas em encontro inédito de aproximação entre a Justiça e a realidade operacional dos portos

O Porto de Itajaí sediou, nesta quinta-feira (6), a abertura do Seminário de Direito Portuário, que reúne autoridades do Governo Federal, magistrados, desembargadores, especialistas e representantes do setor para debater os desafios jurídicos e regulatórios da atividade portuária. A programação segue até sexta-feira (7), no Auditório da Superintendência do Porto de Itajaí, com painéis sobre segurança jurídica, infraestrutura, contratos, sustentabilidade, regulação e desenvolvimento econômico.

Na abertura, o ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Tomé Monteiro da Franca, destacou a importância da integração entre Executivo, Judiciário, Legislativo e iniciativa privada para fortalecer a segurança jurídica e atrair investimentos.

“O Ministério de Portos e Aeroportos tem estabelecido uma conexão direta com o Legislativo, com o Poder Judiciário e com o setor produtivo, porque é unindo esses setores que podemos construir uma infraestrutura mais segura, tanto do ponto de vista operacional quanto da segurança jurídica. É importante que quem investe no Brasil e no Porto de Itajaí tenha regras claras e a garantia de que seu investimento é seguro”, afirmou.

O ministro ressaltou que a atuação coordenada entre as instituições fortalece o setor portuário. “Se cada um desses atores não cumprir bem o seu papel, com responsabilidade, tecnicidade, empenho e foco, teremos menos resultados do que a sociedade espera”, completou.

Ao comentar a retomada do Porto de Itajaí após a paralisação de 2022, Tomé destacou o crescimento da movimentação de cargas e os investimentos em andamento. “De 2025 para 2024, ampliamos em mais de 200% a movimentação, e já no primeiro trimestre de 2026 ampliamos mais 40%. Essa será, sem dúvida, a rota de crescimento do Porto de Itajaí”, disse. Entre os projetos estão a dragagem do canal de acesso, com investimentos superiores a R$ 60 milhões, o arrendamento definitivo da área ITJ01 e a concessão do canal de acesso.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o seminário aproxima o setor portuário do Poder Judiciário, permitindo que magistrados conheçam de perto a complexidade das operações.

“Essa relação que estabelecemos com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e com a Escola Nacional da Magistratura (ENM) vai muito além da atividade do Porto. Quando conseguimos colocar o juiz dentro desse ambiente, conhecendo a complexidade da operação, qualificamos também as decisões judiciais”, destacou.

Artur afirmou ainda que o Porto vive um momento de retomada, impulsionado pelo crescimento da movimentação e pelos investimentos previstos em infraestrutura, tecnologia, equipamentos e eficiência operacional, fundamentais para manter a competitividade do terminal.

Promovido pela Escola Nacional da Magistratura (ENM), Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Superintendência do Porto de Itajaí, com apoio da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), da Portonave e da JBS Terminais, o seminário marca uma iniciativa inédita de aproximação entre a magistratura e uma Autoridade Portuária brasileira.

A mesa de abertura contou com a participação da coordenadora executiva da ENM, Marcela Carvalho Bocayuva; da vice-diretora-presidente da ENM, Paula Cunha e Silva, representando o diretor-presidente da instituição, desembargador Nelson Messias de Moraes; do desembargador José Agenor de Aragão, segundo vice-presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC); da presidente da AMC, Janiara Maldaner Corbetta; e do secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila.

Poder Judiciário

A programação também destacou a importância da formação continuada da magistratura diante da crescente complexidade das relações econômicas, regulatórias e logísticas do setor portuário.

Representando a ENM, Paula Cunha e Silva ressaltou que temas como concessões, contratos administrativos, arrendamentos, arbitragem, direito concorrencial, sustentabilidade, compliance e comércio internacional passaram a ser essenciais para uma jurisdição mais qualificada e conectada à realidade econômica do país.

O desembargador José Agenor de Aragão destacou a relevância da atividade portuária para Santa Catarina e afirmou que o encontro contribui para o aperfeiçoamento das instituições e para a construção de soluções jurídicas mais seguras e eficientes.

A presidente da AMC, Janiara Maldaner Corbetta, reforçou a importância do debate e destacou que Santa Catarina avança na discussão sobre a criação de uma vara especializada em Direito Portuário no TJSC, acompanhando a crescente complexidade das demandas do setor.

Durante a manhã, o diretor-geral de Operações do Porto de Itajaí, Rafael Vano Canela, mediou o painel “Regulação Portuária e Segurança Jurídica: desafios contemporâneos e perspectivas institucionais”, reunindo especialistas para discutir os desafios regulatórios e as perspectivas para o desenvolvimento do setor.

Também participam da programação o desembargador do TRT Celso Peel; a juíza Joana Ribeiro; o juiz Romano José Enzweiler; o professor e advogado Osvaldo Agripino de Castro Junior; a professora da USP Juliana Oliveira Domingues; a diretora de Relações Corporativas do Grupo Ambipar, Ketlin Feitosa de Albuquerque Lima Scartezini; o gerente jurídico e de compliance da Portonave, Fábio Moya Diez; o head jurídico da JBS Terminais, Jorge Dantas Jr.; e a desembargadora Fernanda Sell de Souto Goulart.

A programação segue nesta quinta-feira (6) com painéis sobre contratos, responsabilidade, sustentabilidade, órgãos reguladores e governança. Na sexta-feira (7), os participantes farão uma visita técnica à Autoridade Portuária, ao canal de acesso, a um operador portuário e ao terminal de contêineres, aproximando os debates da realidade operacional do Porto de Itajaí.

O encontro reforça o protagonismo do Porto de Itajaí como espaço estratégico para o diálogo institucional, a construção de soluções e o fortalecimento da segurança jurídica no setor portuário brasileiro.

FONTE: Assessoria Porto de Itajaí

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Portos

Portos brasileiros ampliam movimentação de cargas estratégicas no primeiro semestre de 2026

Os portos brasileiros reforçaram sua importância para a logística nacional e o comércio exterior ao registrar crescimento na movimentação de cargas entre janeiro e junho de 2026. Terminais localizados em diferentes regiões do país apresentaram resultados positivos, impulsionados pelo transporte de grãos, contêineres, combustíveis, minérios, veículos e outros produtos destinados tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Entre os principais destaques do semestre estão os portos de Santos (SP), Paranaguá e Antonina (PR), Itaqui (MA), Suape (PE), os portos administrados pela Codeba, na Bahia, e o Porto de Itajaí (SC).

Porto de Santos mantém liderança na América Latina

Maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos movimentou 92,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5,05% em comparação ao mesmo período do ano passado.

As exportações responderam por 68,71 milhões de toneladas, enquanto as importações totalizaram 24,08 milhões de toneladas.

Nas vendas ao exterior, a soja em grãos foi o principal produto embarcado, com 25,61 milhões de toneladas, seguida pela carga conteinerizada e pelos granéis líquidos, com destaque para óleo combustível, sucos cítricos e óleo diesel.

Já nas importações, a movimentação foi liderada pelas cargas em contêineres, fertilizantes e combustíveis.

Paraná registra alta impulsionada pela soja e pelos contêineres

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas no semestre, avanço de 0,6% sobre o mesmo período de 2025.

A soja permaneceu como principal destaque, alcançando 9,47 milhões de toneladas embarcadas, volume 21% superior ao registrado no ano anterior.

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de cargas conteinerizadas, que atingiu 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9%.

Porto do Itaqui fortalece o Arco Norte

Fundamental para o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, movimentou 16,58 milhões de toneladas entre janeiro e junho.

Os granéis sólidos concentraram a maior parte da operação, somando 11,97 milhões de toneladas, impulsionados principalmente pela soja.

Também tiveram participação relevante os granéis líquidos, especialmente derivados de petróleo, além da carga geral, liderada pela movimentação de celulose.

Suape cresce com petróleo, contêineres e veículos

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, registrou movimentação de 13,7 milhões de toneladas, crescimento de 25,6% na comparação anual.

Os granéis líquidos, compostos principalmente por petróleo e derivados, responderam pela maior parte das operações, com 9,14 milhões de toneladas.

O terminal também movimentou 333.786 TEUs, unidade utilizada para medir o volume de contêineres, além de registrar aumento na movimentação de granéis sólidos e de 33.779 veículos ao longo do semestre.

Portos da Bahia apresentam crescimento acima de 22%

Os portos públicos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) encerraram o semestre com crescimento de 22,49% na movimentação de cargas.

O Porto de Salvador liderou o desempenho, com 3,79 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo avanço das importações.

Já o Porto de Aratu-Candeias movimentou 3,70 milhões de toneladas, registrando forte expansão das exportações.

No sul do estado, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas e passou a operar uma nova carga: o óxido de magnésio, embarcado pela primeira vez com destino ao Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Porto de Itajaí registra um dos maiores crescimentos do país

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, movimentou 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, resultado 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Na operação de contêineres, o terminal alcançou 238.873 TEUs, crescimento de 75% em relação ao ano anterior, reforçando sua recuperação e expansão operacional.

Portos impulsionam a logística e o comércio brasileiro

Os resultados registrados no primeiro semestre demonstram a relevância dos portos brasileiros para o escoamento da produção nacional, abastecimento da indústria e fortalecimento das exportações. A evolução da movimentação de cargas evidencia a importância da infraestrutura portuária para ampliar a competitividade do país e integrar diferentes modais de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Itajaí: contrato de arrendamento por 25 anos entra em debate e mobiliza setor portuário

O futuro da área ITJ01 do Porto de Itajaí começa a ser definido com o avanço das discussões sobre o novo contrato de arrendamento portuário, que terá validade de 25 anos. O projeto é considerado estratégico para o desenvolvimento do complexo portuário e deverá influenciar investimentos em infraestrutura, operações logísticas e a economia da região.

Diante da relevância do tema, a Superintendência do Porto de Itajaí solicitou à ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) que a audiência pública sobre o processo seja realizada presencialmente, ou ao menos em formato híbrido, no próprio município.

Arrendamento da área ITJ01 é considerado decisivo para o porto

A proposta de concessão da área ITJ01 é vista como um dos principais projetos para o futuro do Porto de Itajaí. Além de estabelecer um contrato de longa duração, o arrendamento prevê investimentos capazes de modernizar a infraestrutura portuária e fortalecer a competitividade do terminal.

Segundo a Superintendência, os impactos da medida vão além das operações do porto, alcançando trabalhadores, operadores logísticos, transportadoras, empresas do setor e diversos segmentos da economia regional.

Superintendência pede audiência presencial em Itajaí

No ofício encaminhado à ANTAQ, a administração do porto argumenta que uma audiência realizada apenas de forma virtual pode limitar a participação da comunidade portuária e dos demais interessados.

Por esse motivo, a entidade defende que o debate aconteça em Itajaí, cidade diretamente afetada pelas decisões relacionadas ao modelo de arrendamento da área.

A proposta busca ampliar a transparência do processo e garantir que representantes do setor possam contribuir presencialmente com sugestões e questionamentos.

Porto oferece estrutura para realização do evento

A Superintendência também informou à ANTAQ que está preparada para sediar a audiência pública sem custos para a agência reguladora.

Entre os recursos disponibilizados estão auditório, equipamentos de áudio e vídeo, equipe de apoio e toda a infraestrutura necessária para receber o encontro, caso a sessão seja realizada no município.

Além disso, o órgão declarou apoio ao pedido apresentado pela Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí, que também defende uma audiência com participação presencial.

Participação da comunidade é considerada essencial

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a realização da audiência no município amplia o diálogo com os setores diretamente envolvidos e fortalece a transparência das decisões.

Segundo ele, o contrato terá reflexos nas próximas décadas, tornando indispensável a participação de trabalhadores, operadores portuários, empresários e demais integrantes da comunidade ligada às atividades do porto.

A expectativa agora é pela definição da ANTAQ sobre o formato da audiência pública que discutirá um dos projetos mais relevantes para o futuro do complexo portuário catarinense.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Souza/SECOM

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Logística

Expansão dos portos de Itajaí e Navegantes acelera demanda por galpões logísticos no Litoral Norte de SC

Crescimento da atividade portuária impulsiona investimentos imobiliários e amplia valorização de áreas estratégicas

A expansão dos portos de Itajaí e Navegantes está transformando o mercado logístico do Litoral Norte de Santa Catarina. O fortalecimento das operações portuárias, aliado ao avanço de grandes obras de infraestrutura, vem aumentando a procura por galpões logísticos e impulsionando novos investimentos na região, que concentra mais de R$ 54 bilhões em projetos públicos e privados.

O cenário reúne dois fatores decisivos para o setor: a retomada das operações do Porto de Itajaí, sob administração da JBS Terminais, e o desempenho da Portonave, em Navegantes, que mantém a liderança nacional em produtividade entre os terminais portuários brasileiros.

Portonave mantém liderança em eficiência operacional

A Portonave encerrou 2025 com a movimentação superior a 1,1 milhão de TEUs e produtividade média de 114 movimentos por hora de navio, desempenho que a coloca novamente como o terminal portuário mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Ao completar 18 anos de operação, o terminal acumula aproximadamente 14 milhões de TEUs movimentados e cerca de 10 mil escalas de embarcações. Outro destaque foi a conclusão da primeira etapa da modernização do cais, investimento estimado em R$ 2 bilhões que permitirá receber navios de até 400 metros de comprimento, ampliando a capacidade operacional para atender às novas demandas do comércio exterior.

Porto de Itajaí retoma crescimento após nova gestão

Enquanto Navegantes amplia sua capacidade, o Porto de Itajaí vive um novo ciclo de expansão desde que passou a ser administrado pela JBS Terminais, em outubro de 2024.

Após um período de aproximadamente um ano e meio sem operações regulares de contêineres, o terminal registrou crescimento expressivo. A capacidade operacional aumentou cerca de 330% desde o início da nova gestão, ultrapassando a marca de 560 mil TEUs movimentados.

Os números mais recentes também refletem essa recuperação. No primeiro trimestre de 2026, a movimentação de contêineres cresceu mais de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já entre janeiro e abril, o complexo portuário movimentou 1,67 milhão de toneladas de cargas, avanço próximo de 40% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Para acompanhar essa evolução, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Antaq trabalham na concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões ao longo de 25 anos, com expectativa de elevar a capacidade anual para até 3,43 milhões de TEUs, mais que triplicando o potencial atual do terminal.

Mercado de galpões vive baixa vacância e forte valorização

O crescimento simultâneo dos dois principais portos da região já provoca reflexos no mercado imobiliário logístico.

Santa Catarina figura entre os estados com menor índice de vacância em condomínios logísticos do Brasil, cenário impulsionado pelo aumento das operações de importação e exportação e pela limitação de áreas disponíveis para novos empreendimentos.

Levantamentos do setor apontam valorização de até 20% no metro quadrado dos galpões localizados no eixo formado por Itajaí, Navegantes, Araquari e Garuva. Em Navegantes, a valorização acumulada dos ativos logísticos chega a aproximadamente 300% na última década.

No início de 2026, a taxa nacional de vacância dos condomínios logísticos era de cerca de 7%, segundo dados da consultoria Colliers, reforçando o cenário favorável para novos investimentos.

Novos empreendimentos ampliam oferta logística

Com a demanda crescente, incorporadoras aceleram o lançamento de novos projetos voltados ao setor logístico.

Entre eles está o Navepark, empreendimento desenvolvido pelo Grupo ABC.inc & Embralot, em Navegantes. O complexo reúne galpões modulares e estrutura de serviços em uma localização estratégica, distante cerca de 9 quilômetros da Portonave, 13 quilômetros do Porto de Itajaí e 11 quilômetros do Aeroporto Internacional de Navegantes.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o empreendimento já opera com ocupação total e faz parte de um plano de expansão que prevê seis novos lançamentos ao longo de 2026.

Também em Navegantes, a Ciway, empresa do Grupo Saes Empreendimentos, desenvolve o complexo logístico Ciway 470. O projeto contará com aproximadamente 200 mil metros quadrados distribuídos em 94 módulos e terá certificação ambiental LEED, evidenciando a crescente busca por empreendimentos sustentáveis no segmento.

Infraestrutura viária é desafio para acompanhar crescimento

Apesar da expansão portuária e do avanço do mercado imobiliário, a infraestrutura rodoviária continua sendo um dos principais desafios da região.

A BR-101, principal corredor de acesso aos portos do Litoral Norte catarinense, deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 382 milhões no trecho entre Balneário Camboriú e Penha.

O pacote contempla a implantação de 46 quilômetros de terceiras faixas, além da construção de uma nova ponte sobre o Rio Itajaí-Açu e melhorias em acessos considerados críticos para o fluxo de caminhões.

Especialistas apontam que a competitividade logística da região dependerá não apenas da ampliação da capacidade portuária, mas também da modernização da infraestrutura viária, essencial para garantir maior eficiência no transporte de cargas.

Fonte: Portogente.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa Pexels / Arquivo

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Portos

CODEBA registra crescimento recorde na movimentação portuária no primeiro semestre de 2026

Os portos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) fecharam o primeiro semestre de 2026 com desempenho histórico. Entre janeiro e junho, a movimentação de cargas cresceu 22,49% em relação ao mesmo período de 2025, alcançando o maior volume já registrado para um primeiro semestre.

Além dos terminais baianos, o Porto de Itajaí (SC), que está sob gestão transitória da CODEBA, também apresentou resultado expressivo, com alta de 40,97% na movimentação de cargas no período.

Porto de Aratu-Candeias lidera movimentação de cargas

O Porto de Aratu-Candeias foi o terminal com maior volume movimentado entre os administrados pela companhia. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, foram 3,70 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 26,09% sobre o mesmo intervalo de 2025.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que avançaram 95,77%, enquanto as importações registraram aumento de 12,99%.

Somente em junho, o porto movimentou 692,2 mil toneladas, volume 30,17% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Porto de Salvador mantém ritmo de crescimento

O Porto de Salvador também apresentou resultados positivos no primeiro semestre, com movimentação acumulada de 3,79 milhões de toneladas, crescimento de 20,94% na comparação anual.

As importações lideraram o avanço, com alta de 31,84%, enquanto as exportações tiveram crescimento de 2,47%.

No mês de junho, o terminal registrou movimentação de 703,9 mil toneladas, desempenho 44,52% superior ao observado em junho de 2025.

Porto de Ilhéus amplia portfólio com nova operação internacional

No sul da Bahia, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas no acumulado do primeiro semestre.

Em junho, passaram pelo terminal 11,9 mil toneladas de cargas, representando crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O destaque do período foi a realização da primeira operação de embarque de óxido de magnésio no porto. A carga, de 8,7 mil toneladas, teve como destino o Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos, marcando a entrada de um novo tipo de produto no portfólio operacional do terminal e ampliando as oportunidades para a logística de exportação na região.

Desempenho reforça crescimento da logística portuária

Os resultados do primeiro semestre evidenciam o fortalecimento da infraestrutura portuária administrada pela CODEBA e o aumento da movimentação de cargas nos principais terminais sob sua gestão. O desempenho recorde reflete a expansão das operações de importação e exportação, além da diversificação das cargas movimentadas nos portos baianos.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Bernardo

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