Trafico

Receita Federal apreende cocaína em contêiner no Porto de Itajaí

A Receita Federal apreendeu mais de 53 quilos de cocaína escondidos no condensador de um contêiner refrigerado que passou pelo Brasil e tinha como destino final o porto de Luanda, em Angola. A ação ocorreu na tarde desta sexta-feira, no Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

Inteligência identificou o esconderijo

O entorpecente foi localizado a partir de trabalho integrado de inteligência, análise de risco e monitoramento realizado pela Receita Federal. As apurações iniciais indicam que a droga não foi inserida em território brasileiro, mas em algum dos países por onde o contêiner transitou antes de chegar ao Brasil.

Carga transportava proteína animal

O equipamento onde a cocaína estava ocultada fazia parte de uma carga regular de proteína animal. A principal suspeita é de que os traficantes não conseguiram retirar a droga em escalas anteriores, permanecendo o material ilícito no contêiner até a chegada ao Brasil, onde a carga original foi descarregada.

Após a apreensão, a cocaína foi encaminhada à Polícia Federal, que assumiu a condução das investigações para identificar os responsáveis e a rota utilizada pelo tráfico internacional.

Apreensões crescem nos portos do Sul

Somente em 2025, a Receita Federal já retirou de circulação mais de 2,3 toneladas de cocaína nos portos de Santa Catarina e do Paraná. Um dos casos recentes ocorreu em 28 de novembro, na Portonave, em Navegantes, quando agentes encontraram cocaína dissolvida em 300 garrafas de refrigerante.

Na ocasião, a droga integrava uma carga legal destinada à Eslovênia e foi localizada com o auxílio de escâneres, análise de inteligência e cães farejadores. Os cães Daphne e Enzo tiveram papel decisivo na identificação do entorpecente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RFSC

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Portos

Operação da JBS no Porto de Itajaí reacende debate sobre gestão temporária e cumprimento da MME

A atuação da JBS Terminais à frente do Porto de Itajaí (SC) voltou a gerar debate no setor portuário após denúncias de possível descumprimento da Movimentação Mínima Exigida (MME) prevista no contrato de arrendamento transitório firmado com a Antaq. A forma como a empresa assumiu a operação também é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura indícios de irregularidades no processo seletivo que resultou na contratação.

A JBS passou a operar o terminal em maio de 2024, ao adquirir 70% da Mada Araújo Asset Management, vencedora da seleção pública de 2023. A consultoria, sem histórico no segmento portuário, havia ficado inicialmente em segundo lugar, mas acabou classificada após a diretoria da agência reverter o parecer técnico da equipe de análise.

Processo seletivo é questionado desde o início

A nova seleção surgiu após a saída da APM Terminals, que deixou a operação em 2023 após forte queda na movimentação. O edital estabelecia que a MME seria o critério central para definir o operador transitório.

Sete empresas apresentaram propostas, variando entre 5,6 mil e 66,6 mil TEUs mensais. A maior oferta foi descartada pela CPLA por ser considerada inviável. Mesmo assim, pareceres internos apontavam que a Mada Araújo, com proposta de 44 mil TEUs ao mês, também não teria condições de cumprir a meta. Apesar disso, a diretoria da Antaq alterou o entendimento e habilitou a empresa — decisão que permitiu à JBS assumir o terminal posteriormente.

Divergências sobre cumprimento da MME

As denúncias apresentadas ao setor indicam que, mesmo após o período de adaptação contratual, a empresa não teria alcançado a movimentação mínima estipulada. O contrato prevê que a MME seja cobrada a partir do sexto mês de operação.

Em nota, a JBS afirma estar cumprindo todas as exigências e que tem compensado financeiramente eventuais diferenças de volume. A companhia argumenta ainda que sua presença foi determinante para reativar o terminal, que em 2023 registrou apenas 334 TEUs.

Dados apresentados pela empresa e reconhecidos pela Antaq mostram crescimento constante desde outubro de 2024, com mais escalas e retomada progressiva do fluxo de cargas. A projeção é encerrar 2025 com 410 mil TEUs movimentados.

Investigações e possíveis penalidades

O edital inclui sanções para casos de descumprimento, entre elas advertência, suspensão temporária e até declaração de inidoneidade para contratar com o poder público.

A denúncia enviada ao TCU pede a suspensão do contrato, alegando que o desempenho não corresponde às obrigações assumidas. Também questiona a participação da empresa em novos processos seletivos.

Paralelamente, a Polícia Federal investiga supostos indícios de fraude na seleção que definiu a Mada Araújo como vencedora e na operação societária que permitiu a entrada da JBS.

Setor portuário acompanha impacto e próximos passos

Como Itajaí é um dos principais polos logísticos do Sul do país, qualquer instabilidade afeta toda a cadeia de transporte marítimo. Armadores, operadores e entidades acompanham de perto os desdobramentos, enquanto aguardam a abertura de uma licitação definitiva para o terminal.

Os debates sobre desempenho operacional, regularidade contratual e transparência devem orientar as decisões da Antaq e dos órgãos de controle nos próximos meses.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí- Navegantes

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Portos

Codeba assume gestão do Porto de Itajaí em janeiro

A partir de 3 de janeiro de 2026, o Porto de Itajaí inicia oficialmente um novo ciclo de administração. A gestão passa a ser conduzida pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), encerrando o período de atuação da Autoridade Portuária de Santos (APS).

A formalização da transferência ocorreu por meio de convênio publicado no Diário Oficial da União, assinado pelo secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila, e pelo presidente da Codeba, Antônio Gobbo. O acordo tem validade inicial de um ano, até janeiro de 2027, e pode ser prorrogado. Paralelamente, avança o processo de criação da Companhia Docas de Santa Catarina, estatal federal que assumirá de forma definitiva a gestão do porto quando for autorizada pelo Congresso Nacional.

A mudança atende a uma determinação da Secretaria Nacional de Portos, que apontou “desalinhamento institucional” entre APS e a Superintendência do Porto de Itajaí ao longo de 2025. As tensões envolveram afastamentos, trocas de comando e disputas administrativas — situação considerada prejudicial à “harmonia da gestão portuária”.

APS destaca resultados e afirma ter cumprido sua missão

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (11), a Autoridade Portuária de Santos (APS) afirmou que encerra sua gestão após cumprir integralmente a missão dada pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Segundo o presidente da entidade, Anderson Pomini, a administração garantiu a retomada operacional do Porto de Itajaí, com faturamento médio mensal de R$ 14,5 milhões, manutenção dos 70 empregos, dragagem de manutenção no valor de R$ 40,5 milhões, além da aprovação de R$ 154 milhões em investimentos para 2026.

A APS também destacou que, desde que assumiu o porto em 2 de janeiro de 2025 — após o fim da concessão municipal — Itajaí voltou a ser “atrativo e competitivo”. A gestão se encerra oficialmente em 1º de janeiro de 2026, quando a Codeba assume integralmente a responsabilidade.

Itajaí fortalece articulação com a Bahia para modernização portuária

Ainda nesta quinta-feira (11) representantes da Superintendência do Porto de Itajaí realizaram uma visita institucional ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, em Salvador, consolidando a aproximação entre Itajaí, Codeba e governo baiano.

Participaram do encontro o superintendente João Paulo Tavares Bastos, diretores da autarquia e representantes da Codeba. A reunião tratou de temas como modernização portuária; investimentos e eficiência operacional; fortalecimento da governança; cooperação técnica entre estados e estruturação da futura Docas de Santa Catarina.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a gestão transitória da Codeba está garantindo segurança jurídica, planejamento e um “plano sólido de investimentos” voltado ao desenvolvimento logístico nacional. Já o presidente da Codeba, Antônio Gobbo, reforçou que a integração entre Bahia e Santa Catarina “fortalece o setor portuário como pilar do desenvolvimento do país”.

Porto registra crescimento expressivo em 2025

Durante a reunião, João Paulo apresentou dados que mostram a recuperação das operações. Segundo ele, o Porto de Itajaí registra em 2025 um crescimento superior a 1.500% em relação ao ano anterior – período em que o Porto estava paralisado -devendo encerrar o ano com cerca de R$ 180 milhões em faturamento, impulsionado pelo retorno dos navios de carga e da temporada de cruzeiros.

Em publicação anterior, o Ministério de Portos e Aeroportos havia destacado que o faturamento já ultrapassava R$ 140 milhões, com aumento superior a 431% em apenas oito meses — avanço associado à retomada das operações e ao modelo de federalização em curso desde janeiro de 2025.

Federalização avança e prepara terreno para a Docas de SC

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou, em novembro, o Despacho nº 19/2025, validando a transição da gestão da APS para a Codeba e reforçando o compromisso do governo federal com estabilidade institucional e governança moderna.

Segundo o documento, a Codeba reúne experiência e solidez financeira semelhantes ao modelo proposto para a futura Docas de Santa Catarina. A nova estatal está em fase de análise pelo Ministério da Gestão e da Inovação e ainda passará pela Casa Civil antes de seguir ao Congresso Nacional. “Chegamos a um momento histórico, com recordes de movimentação de cargas e retomada plena das operações”, afirmou João Paulo na mesma publicação.

Nova etapa para o setor portuário catarinense

Com a chegada da Codeba, o Porto de Itajaí entra em um período de transição considerado estratégico pelo governo federal. O movimento alinha Itajaí ao modelo nacional de governança e abre caminho para mais autonomia local; ampliação de investimentos; segurança jurídica para operadores; fortalecimento da logística regional; e consolidação do papel de Santa Catarina no cenário portuário brasileiro.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, a cooperação federativa com a Bahia “abre oportunidades para novos investimentos e maior competitividade logística”, preparando o porto para um novo ciclo de desenvolvimento.

FONTES: DIARINHO / AGÊNCIA INFRA / PORTO DE ITAJAÍ / MINISTÉRIO DOS PORTOS E AEROPORTOS / CODEBA

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTO DE ITAJAI

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Portos

PF investiga suspeita de fraude em licitação do Porto de Itajaí; caso foi revelado por reportagem do UOL

Uma reportagem publicada pelo UOL, assinada pela colunista Natália Portinari, trouxe à tona novas suspeitas envolvendo a licitação realizada em 2023 para o arrendamento transitório do Porto de Itajaí (SC). As informações revelam que a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades no processo conduzido pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), após encaminhamento do Tribunal de Contas da União (TCU) ao Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a reportagem, o TCU identificou uma série de inconsistências no certame — entre elas, mudanças nas regras durante a fase de seleção, falta de critérios objetivos no edital e indícios de que a empresa vencedora não detinha capacidade técnica para assumir a operação do terminal.

Empresa sem experiência venceu após reverter desclassificação

De acordo com as informações divulgadas pelo UOL, a empresa Mada Araújo, que posteriormente se tornou Mada Araújo Asset e Port Management, nunca havia administrado um terminal portuário. Inicialmente, ela foi desclassificada pela comissão de licitação por não comprovar capacidade de movimentar 44 mil TEUs por mês.

A desclassificação, porém, foi revertida pela diretoria colegiada da Antaq, que considerou que o edital não estabelecia critérios que justificassem a exclusão da empresa — decisão que contrariou a análise técnica da comissão.

Como a primeira colocada também foi desclassificada e não conseguiu reverter a decisão, a Mada Araújo acabou declarada vencedora, recebendo o contrato de arrendamento transitório por 24 meses.

Venda à JBS e lucro milionário levantam novas suspeitas

A auditoria do TCU citada pelo UOL destaca que a empresa apresentou sucessivas mudanças societárias antes e depois do processo seletivo. Criada em 2010 como uma consultoria, com capital de apenas R$ 10 mil, a empresa alterou sua razão social, aumentou seu capital para R$ 800 mil e passou a declarar novas atividades meses antes do certame — nenhuma delas relacionada ao setor portuário.

O site institucional também só foi criado em 2023.

Mesmo sem conseguir iniciar as operações em junho de 2024, como previsto contratualmente, a empresa foi vendida à Seara Alimentos, do Grupo JBS, após a Antaq autorizar a transferência de 70% do controle societário. O ex-proprietário, Marco Antônio de Araújo, teria lucrado R$ 60 milhões com a negociação.

Após a compra, a empresa passou a se chamar JBS Terminais, atual administradora do porto.

TCU aponta prejuízos à economia local

O TCU concluiu que o atraso na execução do contrato e a incapacidade operacional da empresa causaram prejuízos “não mensuráveis” ao porto e à comunidade local. O documento aponta ainda indícios de que a empresa buscou apenas se apropriar da valorização do contrato, caracterizando possível vantagem econômica indevida.

O tribunal lembrou, conforme destacado pela reportagem do UOL, que frustrar o caráter competitivo de uma licitação para obter vantagem pode configurar crime.

O caso foi encaminhado ao MPF, que solicitou a abertura de inquérito na Polícia Federal para aprofundar as investigações.

Governo e Antaq se manifestam

O Ministério dos Portos e Aeroportos informou ao UOL que a licitação para o arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está prevista para 2026. Segundo a pasta, a prorrogação do contrato transitório permanece válida até o novo leilão, com prazo máximo de dois anos.

NOTA OFICIAL – PORTO DE ITAJAÍ 

Diante das informações divulgadas pela imprensa nacional sobre a investigação relacionada ao processo licitatório conduzido pela Antaq em 2023 para o arrendamento provisório do Porto de Itajaí, a Superintendência divulgou uma nota que diz que o inquérito apura um procedimento realizado antes da federalização e sem qualquer participação da atual gestão. “A Antaq, por ser uma agência reguladora independente, conduz seus editais e critérios técnicos de forma autônoma, não cabendo ao Porto interferir nessas definições.”

A nota diz ainda que é importante destacar que o Porto de Itajaí enfrentou 14 meses de paralisação decorrentes de indefinições contratuais e modelos de arrendamento anteriores, período que causou prejuízos à economia local, aos trabalhadores e à cadeia logística. Hoje, com a reorganização administrativa e a retomada plena das operações, o Porto voltou a registrar resultados expressivos — apenas no último mês, foram movimentadas 500 mil toneladas. 

A Superintendência reforçou que apoia integralmente todas as investigações conduzidas pelo TCU, MPF e Polícia Federal, defendendo que todo o processo de 2023 seja esclarecido com rigor, devido ao impacto que gerou ao município e ao setor portuário.

O Reconecta News tentou contato com a assessoria de imprensa da JBS em Itajaí, mas ainda não teve resposta. 

Fontes das informações

• Reportagem de Natália Portinari, publicada no UOL em 06/12/2025

• Auditoria e acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU)

• Informações do Ministério Público Federal (MPF) mencionadas pelo UOL

• Dados oficiais da Antaq citados na matéria original

• Declarações do Ministério dos Portos e Aeroportos, conforme publicado pelo UOL

Texto: Redação 
Imagem: Reprodução Internet / ND Online

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Portos

Porto de Itajaí acelera preparação para receber navios de grande porte e avança na criação da Docas de Santa Catarina

O Porto de Itajaí segue avançando em duas agendas estratégicas que vão transformar sua capacidade operacional e fortalecer o papel de Santa Catarina no comércio exterior brasileiro: a preparação para receber navios de grande porte e o avanço institucional na criação da Docas de Santa Catarina, nova autoridade portuária federal.

Nesta terça-feira, em reunião realizada hoje em Brasília, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, esteve com o Diretor-Presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), Antonio Gobbo, reforçando a cooperação técnica entre as autoridades portuárias e o alinhamento com o Governo Federal.

Preparação para navios maiores

A CODEBA administra portos como Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus — todos aptos a receber navios de grande porte. O diálogo com a autoridade portuária baiana fortalece o processo de adaptação do Porto de Itajaí para ampliar calado, modernizar infraestrutura e garantir mais capacidade de atracação.

A chegada de embarcações maiores representa aumento da oferta de serviços, da movimentação de cargas e da competitividade regional. Mais cargas significam mais renda, mais trabalho e mais oportunidades para os trabalhadores portuários e para toda a cadeia logística de Itajaí e Santa Catarina.

Avanços na Docas de Santa Catarina

A criação da Docas de Santa Catarina avança sob coordenação do Governo Federal, seguindo o modelo de governança de portos públicos administrados pela CODEBA. A nova empresa será responsável por organizar, modernizar e fortalecer os portos catarinenses, garantindo estabilidade, planejamento e capacidade de investimento.

A Docas de Santa Catarina é uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representa um marco de governança para o setor portuário, alinhado às necessidades da economia catarinense.

Compromisso com o futuro do Porto de Itajaí

O superintendente João Paulo reforça a importância da integração com o Governo Federal e com a CODEBA nesse processo:
“O alinhamento com o Governo Federal e a expertise técnica da CODEBA fortalecem a preparação do Porto de Itajaí para receber navios maiores e consolidam a criação da Docas de Santa Catarina. Estamos construindo um novo ciclo de desenvolvimento para o Porto e para a economia catarinense.”

Com essas ações, Itajaí avança para se consolidar como um dos portos públicos mais modernos do país, ampliando sua competitividade e garantindo mais emprego, renda e progresso para Santa Catarina.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Notícias

Receita Federal apreende cocaína diluída em garrafas de refrigerante no Complexo Portuário de Itajaí

Operação flagra droga escondida em carga com destino à Europa

Uma ação de inteligência da Receita Federal resultou, nesta sexta-feira (28), na apreensão de 300 garrafas de refrigerante contaminadas com cocaína no complexo portuário de Itajaí, em Santa Catarina. A carga ilícita estava escondida dentro de um contêiner com mercadorias regulares que seguiriam para a Eslovênia.

Tecnologia avançada e cães farejadores identificam a droga

A interceptação ocorreu em um terminal privado e envolveu o uso de escâneres, técnicas de monitoramento especializado e o apoio dos cães farejadores Daphne e Enzo. A cocaína diluída no líquido só pôde ser detectada por meio de equipamentos de inspeção de alta precisão, evidenciando o nível de sofisticação empregado pelos criminosos.

Cresce número de apreensões nos portos do Sul

Segundo a Receita Federal, apenas em 2025, as operações realizadas nos portos de Santa Catarina e Paraná já resultaram na apreensão de mais de 2,3 toneladas de cocaína. O órgão reforça que esse volume demonstra a efetividade das ações de fiscalização portuária no combate ao tráfico internacional de drogas.

Investigação segue com a polícia judiciária

Após a apreensão, o material foi encaminhado à polícia judiciária, que dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis pela tentativa de envio da carga contaminada ao exterior.

Ações integradas reforçam proteção das fronteiras

A Receita Federal destacou que atua em cooperação com diversas forças de segurança e que operações como essa evidenciam o compromisso institucional com o fortalecimento das fronteiras brasileiras e a proteção da sociedade.

Com informações da Receita Federal.
Texto: Redação

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Portos

Porto de Itajaí fortalece parceria com Xangai após visita de comitiva chinesa

A Superintendência do Porto de Itajaí recebeu uma comitiva empresarial de Xangai, apresentada pela operadora global G2 Ocean, reconhecida internacionalmente por suas soluções de transporte marítimo e sua frota de embarcações multifuncionais. A reunião marcou mais um passo na ampliação da relação comercial entre Brasil e China, com foco direto no fortalecimento dos laços entre Itajaí e o principal centro econômico chinês.

China e Brasil buscam expandir operações pelo porto catarinense
O encontro teve como objetivo discutir a abertura de novas operações, a integração de logística internacional e a atração de investimentos estratégicos. A visita é resultado de uma agenda construída ao longo de novembro, iniciada em Xangai durante reunião conduzida por Marcelo Peres, assessor executivo do Porto de Itajaí. O diretor-administrativo, Celso Zuchi, reforçou o potencial da estrutura catarinense para receber cargas de alto valor agregado e avançar em novas parcerias comerciais.

Histórico de operações e novas oportunidades
Os representantes chineses já possuem experiência no Porto de Itajaí, especialmente em operações ligadas à BYD, além de movimentações de produtos siderúrgicos, contêineres e cargas de alto valor. A visita confirma o interesse em aumentar o fluxo bilateral e consolidar novas oportunidades na cadeia logística.

O encontro contou também com a participação de Antonio Carlos Guimarães, representante da SC Portos, fortalecendo a articulação estadual voltada à internacionalização da logística catarinense.

Porto vive fase de retomada e expansão
Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o momento marca um novo ciclo para o porto. Para ele, Itajaí vive uma fase de “confiança e crescimento”, com a retomada de operações, atração de cargas mais qualificadas e ampliação das conexões internacionais. O dirigente destacou que a aproximação com Xangai e outros parceiros chineses fortalece a capacidade do porto de gerar empregos, impulsionar a economia local e recolocar Itajaí na rota dos grandes investimentos globais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Eventos

Simpósio ABDT reúne Ministros, Autoridades, Entidades, Advogados e Lideranças para debater o cenário jurídico do setor portuário Catarinense e Nacional. 

Na manhã desta segunda-feira, (24), Itajaí recebeu autoridades de toda a região para um dos eventos mais relevantes do calendário jurídico e portuário nacional. Organizado pela Academia Brasileira do Direito Tributário (ABDT), e coordenado pela Macedo & Winter Advogados Associados, o Simpósio ABDT PORTOS promoveu debates estratégicos sobre o futuro do sistema portuário brasileiro, a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e os impactos das mudanças legislativas em andamento, em especial o PL nº 733/2025 que ora tramita no Congresso Nacional. 

O encontro reuniu uma audiência altamente qualificada composta por Desembargadores, Juízes, CEOs de empresas portuárias, Advogados(as), Presidentes das Comissões Temáticas da OAB e profissionais ligados ao setor portuário e comércio exterior. A equipe do ReConecta também marcou presença acompanhando de perto os diálogos e conexões estabelecidas. 

PL em tramitação promete alterar o sistema portuário 

Um dos destaques do evento foi a discussão sobre o Projeto de Lei nº 733/2025, que está em tramitação no Congresso Nacional e faz parte do trabalho da CEPORTOS. O tema foi abordado pelo ministro Douglas Alencar Rodrigues, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que apresentou uma análise sobre os avanços previstos no texto e sua relevância. 

Segundo o ministro, o PL foi elaborado por uma comissão de juristas com o objetivo de modernizar o marco legal do setor portuário, trazendo maior clareza e eficiência às relações contratuais e regulatórias, bem como, segurança jurídica nas relações portuárias. 

O Ministro explicou que o projeto “estrutura o setor, buscando segurança jurídica, eficiência, mais competitividade, além de melhorar a gestão dos contratos administrativos, alavancando nossa economia”. 

Durante sua fala, Douglas Alencar reforçou que, dentro de uma estrutura moderna de governança e livre concorrência, a geração de riqueza é responsabilidade das empresas — e que o ambiente regulatório deve favorecer crescimento sustentável, inovação e investimentos. 

O papel do TCU nas desestatizações do setor portuário 

Outro momento de grande atenção foi a apresentação do Ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU), que destacou o papel da instituição no acompanhamento das desestatizações e concessões de bens públicos no setor portuário. “O TCU fiscaliza todas as desestatizações de bens públicos. Como o setor portuário são bens da União, basicamente, a atuação do TCU é absoluta na verificação da correção dos procedimentos nas desestatizações. Essa verificação se faz a partir de critérios de legalidade na realização do certame, se não houve beneficiamento de um em detrimento de outro. Todas as concessões são objeto de prévio exame do Tribunal de Contas da União”, explica. 

A fala do Ministro também trouxe novidades sobre o processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí, atualmente em andamento. “Esse processo está em análise pelos órgãos técnicos do TCU, pela Secretaria de Portos e, após a emissão dos pareceres, será levado a julgamento pelo relator — que sou eu. Por enquanto, o processo não chegou ao gabinete.” 

Itajaí no centro dos grandes debates nacionais 

A realização do Simpósio ABDT reforça o protagonismo de Itajaí no cenário portuário brasileiro, não apenas como polo logístico e econômico, mas também como espaço de formulação e reflexão sobre políticas públicas, segurança jurídica e competitividade no comércio exterior. 

ReConecta continuará acompanhando os desdobramentos das discussões, especialmente no que diz respeito ao PL nº 733/2025 e ao andamento do processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí e Concessão do Canal de Acesso — temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento regional. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: RECONECTA NEWS 

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Portos

Crescimento do Porto de Itajaí impulsiona alta de 10% na movimentação do complexo portuário

O Complexo Portuário de Itajaí registrou alta de 10% na movimentação de cargas entre janeiro e outubro de 2025, alcançando 12,8 milhões de toneladas. O resultado é impulsionado, sobretudo, pela retomada da regularidade operacional do Porto de Itajaí, que voltou a receber atracações de forma contínua após um período de instabilidade contratual. A normalização das atividades do terminal público tem influenciado diretamente o desempenho logístico da região.

Porto de Itajaí recupera ritmo e amplia competitividade

Com a retomada plena das operações, o porto público retomou níveis consistentes de movimentação. Em outubro, foram 500.199 toneladas movimentadas e 43 atracações, ampliando sua representatividade no fluxo total do complexo.

Especialistas do setor apontam que o desempenho do terminal público fortalece a competitividade da cidade no comércio exterior, reforçando Itajaí como um dos principais corredores logísticos para exportações brasileiras, especialmente de cargas refrigeradas e produtos alimentícios.

Desempenho consolidado do Complexo Portuário

Os números de outubro mostram que o Complexo Portuário, formado pelo porto público e terminais privados, movimentou 1,5 milhão de toneladas e registrou 105 atracações.

No total, as exportações somaram 707.029 toneladas. No segmento de contêineres, foram movimentados 45.512 TEUs cheios e 22.937 TEUs vazios — indicadores que mantêm Itajaí entre os principais hubs logísticos do país.

Exportações ganham força no terminal público

O Porto de Itajaí também apresentou crescimento expressivo na movimentação destinada ao comércio exterior. No período, o terminal escoou 217.473 toneladas, distribuídas em 14.829 TEUs cheios e 3.810 TEUs vazios.

A previsibilidade nas janelas de atracação e a estabilidade operacional têm permitido ao porto operar mais próximo de sua capacidade total, refletindo diretamente nos resultados positivos do complexo.

Superintendência destaca retomada histórica

O superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, afirmou que o momento marca uma “retomada histórica” para o terminal público. Segundo ele, a regularidade operacional recuperou a confiança dos armadores e devolveu ao porto sua relevância no cenário nacional.

Bastos também citou que o ambiente externo favorece o desempenho, como a redução de tarifas de importação nos Estados Unidos para produtos alimentícios, fator que pode ampliar ainda mais as exportações nos próximos meses.

FONTE: Visor Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

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Portos

Porto de Itajaí fortalece relações com países árabes após visita da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

O Porto de Itajaí recebeu a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade que representa os 22 países da Liga Árabe e atua na promoção de oportunidades comerciais. A reunião, realizada na sede da Superintendência, inaugura uma relação institucional voltada a expandir as exportações catarinenses e fortalecer o comércio exterior entre Santa Catarina e mercados árabes.

Setores com maior potencial de expansão

Durante o encontro, foram apresentadas possibilidades de ações conjuntas para abertura de novos mercados, com destaque para produtos de grande aderência ao consumo árabe. Entre os segmentos citados pela Câmara Árabe, estão carnes e proteína animal, com forte demanda no Oriente Médio; madeira e móveis; alimentos e bebidas processadas, inclusive itens com potencial de certificação Halal; além dos setores de têxteis e vestuário, tradicionais em Santa Catarina, e produtos químicos, cosméticos e higiene pessoal, em expansão nos países do Golfo.

A entidade também apresentou o cenário logístico e comercial da região árabe, reforçando o interesse em ampliar parcerias que conectem empresas catarinenses aos mercados do Oriente Médio e do Norte da África.

Participantes destacam potencial da cooperação

Representando o Porto de Itajaí, participaram da reunião o superintendente João Paulo Tavares Bastos Gama, o chefe de gabinete Artur Antunes Pereira e o assessor executivo Marcelo Peres. Pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, estiveram presentes o secretário-geral Mohamad Orra Mourad e a representante das Relações Internacionais e Governamentais, Elaine Prates.

Porto de Itajaí amplia papel no desenvolvimento catarinense

A aproximação reforça o protagonismo do Porto de Itajaí como um dos principais motores econômicos do Estado e abre espaço para novas rodadas de negócios, missões comerciais e iniciativas integradas. A expectativa é ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado árabe, considerado um dos mais dinâmicos e estratégicos do cenário global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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