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Porto de Itajaí retira mais de 1,5 milhão de m³ de sedimentos em uma semana e avança na recuperação do canal

Volume recorde corresponde a praticamente metade da dragagem realizada em um ano de condições normais; dados serão encaminhados à Marinha do Brasil para avaliação

A Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) concluiu mais uma etapa intensiva dos trabalhos de dragagem do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. Em aproximadamente uma semana de operação, foram retirados mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos, resultado que permitiu praticamente restabelecer as profundidades do canal.

O volume retirado é considerado expressivo e corresponde a praticamente metade de toda a dragagem realizada ao longo de um ano em condições normais, demonstrando tanto a capacidade de resposta da operação quanto a excepcionalidade do cenário hidrológico enfrentado atualmente.

Os efeitos do El Niño e os sucessivos episódios de chuvas intensas registrados na Bacia do Itajaí-Açu têm provocado aumento significativo da vazão do rio e do transporte de sedimentos em direção ao estuário e ao complexo portuário.

A operação das barragens, necessária para o controle dos volumes acumulados de água, também acaba prolongando as condições de vazão elevada do rio e, consequentemente, estendendo o período de maior aporte e deposição de sedimentos no canal.

Mesmo diante desse cenário excepcional, o trabalho realizado nos últimos dias apresentou resultados expressivos, permitindo uma recuperação significativa das condições de profundidade do acesso aquaviário.

Com os serviços executados, as profundidades do canal foram praticamente restabelecidas. A Superintendência do Porto de Itajaí encaminhará os dados dos levantamentos para avaliação da Marinha do Brasil, responsável pela análise e definição dos parâmetros de segurança da navegação no canal de acesso.

Permanecem necessários apenas ajustes pontuais em áreas com presença de lama fluida. Os serviços terão continuidade nos próximos dias com a atuação da draga WID, dando sequência ao trabalho de manutenção e regularização do canal.

A saída da draga Hopper ocorre, portanto, após o cumprimento desta etapa intensiva da operação e não representa a interrupção dos serviços de dragagem. O equipamento também passará por manutenção após danos registrados durante operação recente.

Diante das previsões meteorológicas que indicam a possibilidade de continuidade dos episódios de chuvas intensas e eventos extremos na região, a Superintendência já trabalha na preparação de novas medidas emergenciais de dragagem, buscando ampliar a capacidade de resposta às condições excepcionais de sedimentação que poderão continuar atingindo o canal nas próximas semanas.

“Retirar mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos em aproximadamente uma semana demonstra a dimensão do desafio que estamos enfrentando e também a capacidade de resposta do Porto de Itajaí. Conseguimos avançar significativamente na recuperação das profundidades e o trabalho continua. Vamos encaminhar os dados para avaliação da Marinha e seguir adotando todas as medidas necessárias para garantir segurança, competitividade e continuidade às operações portuárias”, destaca o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

A Superintendência do Porto de Itajaí mantém o monitoramento permanente das condições do canal de acesso e seguirá adotando, em conjunto com os órgãos competentes, todas as medidas necessárias para preservar a segurança da navegação e a continuidade das operações do Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte e imagens: Porto de Itajaí

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Porto de Itajaí realiza mergulhos técnicos para definir remoção do Pallas

Estudos avançam para eliminar obstáculo histórico, ampliar a segurança das operações e aumentar a competitividade do Complexo Portuário

A Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), realizou, na quinta-feira (3) e sexta-feira (4), mergulhos técnicos nos destroços do navio Pallas, naufragado há mais de 130 anos no rio Itajaí-Açu.

A atividade integra a etapa final dos estudos que definirão a metodologia de remoção da embarcação. Também faz parte das ações voltadas à melhoria da infraestrutura do canal de acesso, à ampliação da capacidade operacional e ao aumento da segurança e da competitividade do Complexo Portuário de Itajaí.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a retirada do Pallas está alinhada ao planejamento de obras e melhorias do canal.

“Estamos trabalhando para avançar nas obras e melhorias de que o nosso canal de acesso precisa. A retirada do Pallas é uma ação estratégica, porque eliminará um obstáculo histórico e permitirá avançar no aprofundamento do canal e na ampliação da bacia de evolução. Nosso compromisso é proporcionar cada vez mais segurança às operações portuárias, ampliar a capacidade para receber navios de maior porte e garantir mais competitividade ao Complexo Portuário de Itajaí”, afirma Artur.

Inspeções definem operação de remoção

Os mergulhos ocorreram nas proximidades da Bacia de Evolução nº 2 e do molhe norte, no lado de Navegantes. Apesar da visibilidade subaquática praticamente nula e da forte correnteza, mergulhadores especializados inspecionaram os destroços e coletaram informações para complementar os levantamentos já realizados.

Os trabalhos subaquáticos contam com a participação de Osmar Tibúrcio da Silva, conhecido como Maresia, proprietário e fundador da Sulmar Serviços Subaquáticos. A experiência da equipe é fundamental diante da complexidade da inspeção, realizada em condições de forte correnteza e baixa visibilidade.

Segundo o professor Jules Soto, diretor do Museu Oceanográfico da Univali e responsável pelo acompanhamento dos estudos, a inspeção é essencial para confirmar as condições da embarcação e orientar a definição da operação.

“Estamos em uma etapa fundamental do estudo. Mesmo com visibilidade praticamente zero e forte correnteza, contamos com mergulhadores altamente capacitados para coletar informações essenciais sobre a estrutura da embarcação e as condições em que os destroços se encontram. Precisamos confirmar dados sobre o casco, o sedimento e também a possibilidade de o navio estar partido”, explica Jules.

Além da inspeção, a equipe coleta amostras do aço da embarcação e realiza cortes experimentais. Os procedimentos permitirão avaliar as características da estrutura metálica e dimensionar a operação de remoção.

“Essas informações são importantes para definirmos como esse material poderá ser cortado, movimentado e retirado com segurança. Estamos falando de um desafio de nível internacional, pelas condições adversas do local e pela complexidade de uma operação que poucas empresas especializadas no mundo têm capacidade de executar”, destaca o professor.

A previsão é de que o estudo seja concluído nos próximos dias. O convênio entre a Univali e o Porto de Itajaí prevê investimento de R$ 310 mil e inclui inspeções subaquáticas, mergulhos técnicos, sondagens, análises estruturais e outros levantamentos necessários.

Remoção permitirá aprofundar o canal

Atualmente, os destroços limitam o aprofundamento do canal naquela região a 16 metros. A retirada também permitirá avançar na adequação da Bacia de Evolução nº 2, cujo projeto prevê 530 metros de diâmetro. A ampliação deverá melhorar as condições de manobra e contribuir para a operação de navios de maior porte.

A remoção completa do casco será custeada com recursos do Governo Federal.

A iniciativa integra o planejamento da SPI para modernizar a infraestrutura aquaviária e preparar o complexo para a evolução da frota mundial. O objetivo é proporcionar mais segurança e previsibilidade às operações, além de fortalecer a competitividade do Complexo Portuário de Itajaí.

Naufrágio ocorreu em 1893

Construído na Inglaterra em 1891, o Pallas transportava cargas e passageiros entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Itajaí.

O navio naufragou em 23 de outubro de 1893, durante a Revolta da Armada, na região do Pontal da Barra de Itajaí, atualmente pertencente a Navegantes. Segundo registros históricos, a embarcação atingiu pedras submersas nas proximidades do atual molhe norte.

Os destroços foram novamente identificados em 2017, durante trabalhos de dragagem para a implantação da nova bacia de evolução. Levantamentos posteriores indicaram que a embarcação pode estar partida ao meio, com estruturas metálicas e fragmentos de madeira espalhados pelo leito do rio.

Com a conclusão dos estudos, o Porto de Itajaí e a Univali terão os dados necessários para definir a estratégia de remoção do Pallas e avançar nas próximas etapas do projeto. A retirada eliminará um obstáculo à expansão da infraestrutura aquaviária e permitirá prosseguir com o aprofundamento do canal e a ampliação da Bacia de Evolução nº 2.

Fonte e imagens: Porto de Itajaí

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Marinha libera canal do Complexo Portuário de Itajaí com restrições

Após quase três dias de interdição, a Marinha do Brasil autorizou, com restrições, a retomada da navegação de navios no Complexo Portuário de Itajaí. O canal de acesso ao porto voltou a operar às 11h30 desta quinta-feira (3), possibilitando novamente as manobras de entrada e saída de embarcações.

Canal do Porto de Itajaí ficou fechado por quase três dias

A navegação havia sido interrompida às 17h de segunda-feira devido à forte correnteza registrada no canal. O fenômeno foi provocado pelo grande volume de chuvas na Bacia do Rio Itajaí-Açu, que elevou o fluxo de água e comprometeu as condições de segurança para as operações marítimas.

De acordo com a Capitania dos Portos em Itajaí, a liberação ocorre de maneira parcial justamente em razão das condições da correnteza.

Manobras serão realizadas conforme a maré

Com a retomada das operações, as manobras de entrada e saída de navios deverão ocorrer preferencialmente nos períodos considerados mais favoráveis de maré enchente.

A operação seguirá os parâmetros de segurança definidos pela Autoridade Marítima, considerando as condições atuais de navegação no canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí.

Navios começam a deixar os berços

Pouco depois da liberação, às 13h, o navio Athens, que estava atracado na Portonave, iniciou a manobra de desatracação.

Conforme a movimentação de embarcações divulgada no site do Porto de Itajaí, nove navios permanecem atracados no complexo, enquanto outros sete estão ao largo. A previsão é de que mais 53 embarcações cheguem ao local.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Chuvas intensas e forte correnteza provocam impraticabilidade total do Canal de Acesso ao Porto de Itajaí

Condições extremas provocadas pelo elevado volume de chuvas na Bacia do Itajaí-Açu elevaram a velocidade da corrente acima dos limites de segurança para a navegação

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que o Canal de Acesso ao Complexo Portuário de Itajaí encontra-se em IMPRATICABILIDADE TOTAL desde as 16h20 desta segunda-feira (31), por determinação da Autoridade Marítima, em razão da forte correnteza provocada pelo elevado volume de chuvas registrado na Bacia do Rio Itajaí-Açu.

A medida foi comunicada pela Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí após a corrente ultrapassar os parâmetros estabelecidos para a realização segura das manobras de entrada e saída de embarcações.

De acordo com as normas de segurança da navegação, para navios com comprimento inferior a 280 metros, por exemplo, a velocidade máxima de corrente admitida para determinadas manobras é de até 2 nós. Diante das condições registradas nesta segunda-feira, a Autoridade Marítima determinou a suspensão total das manobras no canal.

O cenário é consequência das chuvas intensas, persistentes e volumosas que atingem a região e toda a Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu, provocando aumento expressivo da vazão do rio e forte correnteza em direção ao estuário.

Além de tornar as condições de navegação extremamente adversas, o grande volume de água proveniente de toda a bacia hidrográfica provoca intenso transporte de sedimentos para o canal de acesso, acelerando o processo de sedimentação e podendo causar perda rápida de profundidade em determinados trechos.

A combinação de forte correnteza, elevado volume de água, chuvas persistentes, ventos e intenso transporte de sedimentos estabelece um cenário excepcionalmente severo para o Complexo Portuário de Itajaí.

Esse quadro ocorre, ainda, em um contexto climático influenciado pelo fenômeno El Niño, que vem impactando as condições hidrológicas da região e contribuindo para episódios de precipitação intensa e aumento da descarga fluvial na Bacia do Itajaí-Açu.

Draga Hopper segue trabalhando no canal

Mesmo diante desse cenário extremamente adverso, a draga Hopper TSHD Utrecht permanece em operação no canal desde domingo (30), atuando na retirada dos sedimentos depositados no fundo.

A continuidade da dragagem é fundamental neste momento para combater os efeitos do assoreamento e contribuir para a recuperação das condições adequadas de profundidade, à medida que o cenário hidrológico permita a execução segura e eficiente dos serviços.

A Superintendência mantém monitoramento permanente das condições hidrológicas, meteorológicas e operacionais do canal, além do acompanhamento da sedimentação e das profundidades, em articulação com a Marinha do Brasil, Praticagem e demais agentes envolvidos nas operações do Complexo Portuário.

A impraticabilidade total permanecerá enquanto a correnteza estiver acima dos parâmetros de segurança estabelecidos pela Autoridade Marítima. Neste momento, não há data definida para uma nova análise das condições do canal.

A retomada das manobras de entrada e saída de navios ocorrerá somente quando as condições permitirem a navegação segura.

A Superintendência do Porto de Itajaí reforça que todos os esforços estão concentrados na manutenção da dragagem, no acompanhamento permanente do canal e na recuperação das condições operacionais, tendo como prioridade absoluta a segurança da navegação, das embarcações, das tripulações e da infraestrutura portuária.

FONTE: Porto de Itajaí

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Draga Utrecht retorna ao Porto de Itajaí e retoma dragagem do canal de acesso

Equipamento chegou no domingo (30), às 11h50, e já está em operação; trabalhos seguirão, se as condições hidrológicas permitirem, até o restabelecimento integral das profundidades do canal

A draga de sucção do tipo hopper TSHD Utrecht retornou ao Porto de Itajaí no domingo (30), às 11h50, e já está em operação no canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento retoma a campanha de dragagem após ter deixado temporariamente Itajaí em razão das condições hidrológicas provocadas pelas chuvas associadas ao fenômeno El Niño.

Operada pela Van Oord Serviços de Operações Marítimas Ltda., empresa responsável pela execução dos serviços de dragagem, a Utrecht havia suspendido temporariamente os trabalhos diante dos elevados volumes de chuva e das altas vazões registradas na bacia do Rio Itajaí-Açu, que intensificaram o transporte de sedimentos e materiais em suspensão em direção ao canal de acesso, reduzindo a efetividade da dragagem naquele momento.

Com a melhora das condições hidrológicas e a redução das vazões, a draga retornou a Itajaí e retomou os trabalhos de sucção e retirada dos sedimentos depositados no fundo do canal.

A previsão é de que a Utrecht permaneça em operação no Complexo Portuário de Itajaí, desde que as condições hidrológicas permitam a execução dos serviços, até o restabelecimento integral das profundidades previstas para o canal de acesso. A duração da campanha dependerá do comportamento das vazões do Rio Itajaí-Açu, das condições climáticas, do volume e da natureza dos sedimentos encontrados e dos resultados dos levantamentos batimétricos realizados durante os trabalhos.

Durante o período em que a Utrecht permaneceu fora de operação em Itajaí, a Superintendência manteve o acompanhamento permanente das condições hidrológicas e do canal de acesso, incluindo a realização de levantamentos técnicos para subsidiar a retomada dos serviços.

“A Utrecht chegou hoje, às 11h50, e já está trabalhando no canal. Com a melhora das condições hidrológicas, retomamos os trabalhos de dragagem. Se as condições permitirem, a draga permanecerá em operação até restabelecermos integralmente as profundidades previstas para o canal de acesso”, afirma o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

Segundo Artur, o trabalho faz parte das ações adotadas pela Superintendência para dar segurança e previsibilidade às operações. “Seguimos acompanhando permanentemente o comportamento do Rio Itajaí-Açu e as condições do canal. Nossa prioridade é garantir segurança à navegação e as melhores condições operacionais para os terminais, armadores e todo o trade portuário”, destaca.

Além da Utrecht, permanece em atuação a draga de aspersão Njord, responsável pelo trabalho contínuo de manutenção no canal. Os dois equipamentos utilizam métodos complementares: enquanto a Njord emprega jatos de água de alta pressão para movimentar os sedimentos, a Utrecht realiza a sucção e retirada dos materiais depositados no fundo.

A Superintendência do Porto de Itajaí acompanha desde junho os efeitos das condições climáticas e hidrológicas sobre a dinâmica do Rio Itajaí-Açu. O monitoramento técnico e os levantamentos batimétricos integram as ações permanentes para acompanhamento das profundidades e planejamento dos serviços de dragagem.

Draga Utrecht

Operada pela empresa holandesa Van Oord, a Utrecht é uma draga autotransportadora de sucção, com 154,6 metros de comprimento e capacidade de cisterna superior a 18 mil metros cúbicos. O equipamento atua na remoção de sedimentos depositados no fundo, contribuindo para a manutenção das condições de profundidade e segurança da navegação no Complexo Portuário de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Câmara de Itajaí recebe delegação de Xangai para ampliar relações comerciais e institucionais

A Câmara de Vereadores de Itajaí recebeu, na manhã desta sexta-feira (28), uma delegação do Governo Municipal de Xangai, na China. A visita reuniu principalmente integrantes da Comissão Municipal de Comércio de Xangai e teve como propósito aproximar as duas cidades e ampliar oportunidades de cooperação.

A agenda foi organizada pela Invest Itajaí e contou com a participação de vereadores, representantes do Executivo Municipal, do Porto de Itajaí, do setor logístico, do comércio e da Univali.

Delegação de Xangai conhece estrutura da Câmara de Itajaí

Durante a visita, os representantes chineses conheceram as instalações da Câmara e receberam informações sobre o funcionamento do Legislativo Municipal de Itajaí.

Na sequência, uma reunião apresentou aos integrantes da comitiva diferentes características e potencialidades do município. O encontro também permitiu que os visitantes esclarecessem dúvidas e conhecessem melhor os produtos e serviços de Itajaí.

A intenção foi apresentar o município como um possível parceiro para a expansão de negócios e para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e China.

Xangai vê potencial para ampliar relações com Itajaí

O vice-diretor da Comissão Municipal de Comércio de Xangai, Zhang Jie, destacou o potencial de Itajaí para contribuir com a aproximação entre a cidade chinesa e o Brasil.

Segundo ele, o município catarinense pode assumir um papel importante na ampliação das relações entre os dois países, especialmente a partir de novas oportunidades de comércio internacional e cooperação.

A presença de representantes do porto, da cadeia logística e do setor empresarial também contribuiu para apresentar a estrutura econômica de Itajaí aos visitantes.

Instituto Confúcio pode ser instalado em Itajaí

Além das oportunidades na área comercial, a delegação chinesa demonstrou interesse na possibilidade de instalação de uma unidade do Instituto Confúcio em Itajaí.

A instituição integra uma rede internacional de centros educacionais sem fins lucrativos ligada ao governo chinês. Seu trabalho é voltado principalmente à divulgação da língua mandarim e da cultura chinesa em diferentes países.

A eventual implantação de uma sede em Itajaí poderia ampliar os intercâmbios culturais e educacionais entre o município e a China.

Autoridades e empresários são convidados a visitar Xangai

Ao término da reunião, representantes do poder público e empresários de Itajaí receberam um convite para conhecer Xangai e participar de uma feira de negócios na cidade chinesa.

A iniciativa abre espaço para novas conversas e possíveis parcerias nas áreas comercial, logística, empresarial, educacional e cultural.

Xangai é uma das principais cidades da China

Considerada a maior cidade da China, Xangai possui população estimada em quase 30 milhões de habitantes, de acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

A cidade também abriga o maior porto do mundo, responsável pela movimentação de mais de 47 milhões de TEUs por ano, o que reforça sua relevância para o comércio internacional e para a cadeia logística global.

Itajaí, por sua vez, busca fortalecer sua posição como polo portuário e logístico, tornando o intercâmbio com uma das principais cidades comerciais da China uma oportunidade estratégica para o município.

FONTE: Câmara de Vereadores de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Davi Spuldaro / CVI

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Assoreamento ameaça operações do complexo portuário Itajaí-Navegantes

O avanço do assoreamento do Rio Itajaí-Açu vem comprometendo as condições de navegação no complexo portuário Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina. O alerta é do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), que aponta agravamento do problema desde novembro de 2025.

Naquele período, a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (DelItajaí), vinculada à Marinha do Brasil, já havia chamado atenção para a necessidade de atualização da batimetria, levantamento utilizado para medir a profundidade do canal.

Segundo o Centronave, a situação passou a afetar diretamente a capacidade dos navios e a movimentação de cargas no complexo.

Restrições de calado reduzem capacidade dos navios

O diretor-executivo do Centronave, Fábio Lavor, afirma que a dragagem de manutenção chegou a ser interrompida em 15 de fevereiro de 2026. Embora o serviço tenha sido retomado posteriormente de maneira pontual, os resultados não teriam sido suficientes para recuperar as condições necessárias de navegação.

Desde então, foram determinadas reduções sucessivas na folga abaixo da quilha, medida de segurança que representa a distância entre a parte inferior do navio e o fundo do canal.

Em abril, a redução foi de 30 centímetros. Em agosto, outros 50 centímetros foram acrescentados, totalizando atualmente uma restrição de 80 centímetros na bacia de evolução.

Na prática, os navios precisam operar com menor calado e, consequentemente, deixam de utilizar toda a capacidade disponível para transporte de cargas.

Menor calado afeta exportação de cargas refrigeradas

De acordo com Lavor, cada centímetro de redução do calado representa, aproximadamente, quatro contêineres refrigerados a menos embarcados.

Em uma ocorrência recente citada pelo executivo, uma embarcação precisou reduzir o calado de 12,70 metros para 12,50 metros. A mudança fez com que aproximadamente 2,4 mil toneladas de carga refrigerada destinada à exportação permanecessem no cais.

A limitação também pode provocar omissões de escala, aumento dos custos de frete e necessidade de transferência de cargas para outros portos.

Assoreamento pode reduzir movimentação de cargas em 30%

Entidades empresariais alertam que, caso as restrições de calado continuem, a movimentação de cargas do complexo Itajaí-Navegantes poderá sofrer uma redução de até 30%.

Em manifesto conjunto enviado à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), responsável pela gestão do Porto de Itajaí, e à Superintendência do Porto de Itajaí, as entidades pediram uma dragagem emergencial do canal de acesso.

O Centronave avalia que os efeitos vão além da carga que deixa de ser embarcada. A menor capacidade dos navios pode gerar aumento de custos logísticos, sobrecarga de outros terminais e utilização de portos alternativos.

Para o setor, o resultado é uma perda de eficiência que pode elevar o custo do comércio exterior e prejudicar a competitividade das exportações brasileiras.

Problema de assoreamento é considerado recorrente

A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) também considera preocupante a situação. Segundo a diretora-executiva da entidade, Gabriela Costa, episódios de restrição no canal vêm ocorrendo ao longo dos últimos anos.

A entidade defende uma solução estrutural para o problema, com acompanhamento permanente das condições de navegação e manutenção da infraestrutura.

A avaliação é de que a previsibilidade operacional é essencial para um complexo portuário estratégico para a economia catarinense e para o comércio exterior.

Dragagem emergencial é iniciada no Porto de Itajaí

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que recebeu a draga hopper Utrecht para realizar a retirada dos sedimentos acumulados no canal.

A previsão é de que a dragagem do canal de acesso dure entre sete e dez dias. O prazo, porém, poderá sofrer alterações conforme as condições hidrológicas e meteorológicas e o volume efetivamente retirado.

Após a conclusão do serviço, deverão ser realizados novos levantamentos hidrográficos para verificar os resultados e avaliar possíveis mudanças nos parâmetros operacionais.

A SPI ressalta que a recuperação completa das profundidades somente poderá ser confirmada após a conclusão da dragagem e a validação das novas medições de profundidade.

Porto afirma que canal continua navegável

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que o canal de acesso permanece navegável e que as operações seguem os parâmetros de segurança definidos pela Autoridade Marítima.

De acordo com a administração, as atuais restrições de calado estão relacionadas às condições hidrológicas e aos efeitos do El Niño, que teriam contribuído para o aumento da vazão do Rio Itajaí-Açu e do volume de sedimentos transportados.

A SPI também afirmou que os canais e as bacias de evolução estão dentro das metas de profundidade. A dificuldade para atualizar a batimetria estaria relacionada à elevada concentração de materiais em suspensão na água.

Reconstrução do Molhe Sul não elimina gargalo

Outra obra prevista para a região é a reconstrução e recuperação do Molhe Sul, localizado na foz do Rio Itajaí-Açu, próximo à Praia da Atalaia.

A Codeba prevê realizar a licitação do projeto em 3 de setembro. Para o Centronave, entretanto, a intervenção é importante, mas não resolve isoladamente o problema que atualmente limita a capacidade operacional do complexo.

Com base em um estudo técnico apresentado à Codeba em julho, a entidade aponta o canal externo como o principal gargalo do sistema de navegação.

Concessão do canal pode avançar ainda em 2026

Paralelamente às medidas emergenciais, o governo federal trabalha na concessão do canal de navegação do Porto de Itajaí à iniciativa privada.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informou que o edital poderá ser publicado ainda em 2026. O processo está em fase final de análise técnica e jurídica na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e deve ser levado à diretoria colegiada da agência em setembro.

A decisão da diretoria será uma das etapas que antecedem a publicação do edital. O ministério também informou que a expectativa é realizar o leilão ainda neste ano, desde que sejam cumpridos os procedimentos técnicos, regulatórios e processuais necessários.

A proposta faz parte da política federal de concessão de canais de acesso portuário, modelo que teve como primeiro exemplo o canal do Porto de Paranaguá.

Concessão prevê investimentos contínuos em dragagem

Segundo o MPor, o modelo de concessão busca aumentar a previsibilidade da manutenção da infraestrutura aquaviária e melhorar a segurança da navegação.

Entre os objetivos estão a garantia de investimentos contínuos em dragagem, sinalização náutica, monitoramento do tráfego de embarcações e gestão do acesso aquaviário.

A Antaq informou que atualmente analisa a conformidade jurídica, a consistência técnica e a adequação do projeto às normas regulatórias.

A agência também esclareceu que o processo não precisará retornar ao MPor para uma nova análise, pois o ministério já autorizou a continuidade da tramitação após as revisões dos estudos e a deliberação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Enquanto as medidas estruturais avançam, o setor portuário defende uma resposta imediata para recuperar as profundidades do canal e evitar que o assoreamento em Itajaí provoque impactos ainda maiores sobre a movimentação de cargas e os custos do comércio exterior.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí/ Divulgação

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Porto de Itajaí recebe navio com 599 veículos de luxo em nova operação Ro-Ro

Operação eleva para 17.056 o número de veículos movimentados pelo Porto de Itajaí em operações roll-on/roll-off ao longo de 2026

O Porto de Itajaí recebeu, nesta quarta-feira (19), uma nova operação de cargas do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro), com a atracação do navio Bosporus Highway, no berço 4. A embarcação chegou às 17h30, trazendo 599 veículos de luxo para importação.

Com a nova escala, o Porto de Itajaí alcança a marca de 17.056 veículos movimentados em operações Ro-Ro ao longo de 2026, reforçando a presença do segmento na movimentação de cargas do complexo portuário.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a operação demonstra a continuidade e a diversificação das atividades realizadas no porto.

“A chegada de mais uma operação de veículos reforça a capacidade do Porto de Itajaí de atender diferentes perfis de carga e demonstra a continuidade das operações Ro-Ro ao longo deste ano. A movimentação de veículos de alto valor também evidencia a confiança dos operadores na estrutura portuária e contribui para fortalecer Itajaí como uma alternativa competitiva para esse segmento.”

Com 199,97 metros de comprimento e 32,26 metros de largura, o Bosporus Highway é um navio especializado no transporte de veículos. Construída em 2009, a embarcação tem bandeira do Panamá e realiza operações por meio do sistema roll-on/roll-off, no qual os veículos são embarcados e desembarcados por rampas próprias.

As operações Ro-Ro são destinadas ao transporte de cargas sobre rodas, como automóveis, caminhões, ônibus e máquinas. O modelo permite que os veículos sejam conduzidos diretamente para dentro e para fora da embarcação, sem a necessidade de utilização de guindastes para o embarque da carga.

A nova escala amplia a movimentação de veículos no Porto de Itajaí em 2026 e dá continuidade às operações Ro-Ro realizadas ao longo do ano.

FONTE: Porto de Itajaí

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Porto de Itajaí reforça dragagem do canal de acesso com chegada da draga Utrecht

Equipamento chegou na manhã desta sexta-feira (14), já está em operação e deverá permanecer trabalhando entre 7 e 10 dias; campanha foi antecipada de setembro diante das condições climáticas e do aumento da descarga fluvial

A Superintendência do Porto de Itajaí antecipou a campanha de dragagem com draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. A Utrecht chegou ao Porto entre 5h e 6h desta sexta-feira (14) e já está em operação, realizando a sucção dos sedimentos depositados no fundo do canal. A previsão é de que a draga permaneça trabalhando entre 7 e 10 dias. O período poderá variar de acordo com as condições climáticas, o volume de material dragado e o atingimento dos objetivos previstos para a campanha, entre outros fatores operacionais.

A campanha estava prevista para setembro, mas foi antecipada pela Superintendência diante das condições climáticas registradas nas últimas semanas e do aumento da descarga fluvial no Rio Itajaí-Açu. A medida tem caráter preventivo e busca preservar as condições de navegabilidade, garantir segurança às operações e dar previsibilidade aos armadores, terminais e a todo o trade portuário.

**O canal de acesso permanece navegável, com profundidade de até 14 metros. **A nova campanha reforça os trabalhos de manutenção que já vêm sendo realizados no canal, ampliando a capacidade de remoção dos sedimentos depositados no fundo do rio.

“A Utrecht chegou hoje e já iniciou os trabalhos de sucção dos sedimentos. Essa campanha estava prevista para setembro, mas decidimos antecipá-la diante das condições que estamos acompanhando no Rio Itajaí-Açu. A previsão é de que os trabalhos ocorram entre 7 e 10 dias, período que poderá variar conforme as condições climáticas, o volume dragado e o atingimento dos objetivos da campanha. O objetivo é reforçar a manutenção do canal e garantir as condições adequadas de navegabilidade para as embarcações que acessam o Porto de Itajaí”, explica o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

Segundo Artur, a antecipação integra o planejamento preventivo adotado pelo Porto diante das condições do rio. “Estamos acompanhando permanentemente a dinâmica do canal e antecipamos essa campanha para atuar de forma preventiva. Nossa prioridade é garantir segurança à navegação e dar previsibilidade ao mercado e a todo o trade portuário”, afirma.

A dragagem por aspersão já realizada no canal pela Njord permanece em funcionamento. O método utiliza jatos de água de alta pressão para movimentar os sedimentos, enquanto a Utrecht atua por meio da sucção dos materiais depositados no fundo do canal. Os trabalhos são complementares e integram as ações de manutenção das condições de navegabilidade.

A Superintendência do Porto de Itajaí acompanha desde junho os efeitos das condições climáticas sobre a dinâmica do Rio Itajaí-Açu. O aumento da descarga fluvial nas últimas semanas elevou o transporte de sedimentos em direção ao canal, fator considerado na decisão de antecipar a campanha.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na última terça-feira (11) a Autoridade Marítima ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Draga Utrecht

Operada pela empresa holandesa Van Oord, a Utrecht é uma draga autotransportadora de sucção, com 154,6 metros de comprimento e capacidade de cisterna superior a 18 mil metros cúbicos. O equipamento atua na remoção de sedimentos para manutenção da profundidade e da segurança da navegação em complexos portuários.

A chegada da embarcação e o início dos trabalhos foram acompanhados pelo superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, e pelo diretor-geral de Engenharia do Porto, Maurício Moromizato, que estiveram a bordo da Utrecht, nesta sexta-feira.

Fonte e imagens: Porto de Itajaí

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Portos

VEJA IMAGENS: Porto de Itajaí recebe o APL Salalah, de 347 metros

Maior navio já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí chegou nesta quinta-feira (13) e movimentará mais de 3 mil contêineres

O Porto de Itajaí recebeu nesta quinta-feira (13) uma das maiores embarcações já operadas no terminal. Com 347,03 metros de comprimento, o APL Salalah se tornou o maior navio já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

📸 Confira abaixo as fotos e vídeos da chegada do navio ao Porto de Itajaí.

A dimensão da embarcação impressiona. O APL Salalah tem comprimento equivalente a mais de três campos de futebol e é cerca de 17 metros mais comprido que a altura atual da Torre Eiffel, em Paris.

Além do porte, a operação também representa um novo marco para a JBS Terminais. A previsão é de mais de 3 mil movimentos de contêineres entre embarques e desembarques de cargas de importação e exportação, estabelecendo um recorde de movimentação em uma única escala da empresa no Porto de Itajaí.

Com bandeira de Singapura, o APL Salalah foi construído em 2012 e tem capacidade nominal para aproximadamente 10.700 TEUs. A embarcação integra o serviço SEA3, que conecta a Ásia à costa leste da América do Sul.

A chegada reforça a capacidade do Porto de Itajaí para receber navios de grande porte e realizar operações de cargas conteinerizadas em larga escala.

O Complexo Portuário de Itajaí já havia recebido, em junho de 2020, o APL Paris, com 347,40 metros de comprimento. O APL Salalah, agora, estabelece um novo recorde especificamente entre os navios operados pela JBS Terminais no terminal.

Confira as imagens da chegada do APL Salalah ao Porto de Itajaí e acompanhe os registros dessa operação histórica.

Fonte e Imagens: Porto de Itajaí

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