Portos

Porto de Itajaí amplia movimentação de veículos de luxo e supera 16 mil unidades em operações Ro-Ro em 2026

O Porto de Itajaí registrou mais uma importante operação de carga roll-on/roll-off (Ro-Ro) nesta terça-feira (7). O navio Brasilia Highway atracou no berço público às 13h trazendo 769 veículos de luxo, reforçando o crescimento da movimentação desse tipo de carga ao longo de 2026.

Com a chegada da embarcação, o Porto de Itajaí atingiu a marca de 16.265 veículos movimentados em operações Ro-Ro neste ano. O resultado demonstra a consolidação desse segmento no complexo portuário e evidencia o avanço da movimentação de cargas de alto valor agregado.

Ao longo de 2026, o porto recebeu diversas escalas especializadas nesse tipo de operação. Entre elas estão os navios Victoria Highway, Dover Highway, Good Wood, Grande Shanghai e BYD Changsha, responsáveis pelo transporte de milhares de automóveis importados. A mais recente atracação do Brasilia Highway acrescentou outras 769 unidades ao volume anual.

Retomada operacional fortalece competitividade

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o desempenho confirma a recuperação das atividades e o fortalecimento da posição do porto no cenário logístico nacional. “Depois da retomada das operações, o Porto de Itajaí avança para uma nova etapa: a consolidação. Estamos recuperando cargas de alto valor agregado, ampliando a movimentação e demonstrando, na prática, que o porto público voltou a ser competitivo, eficiente e estratégico para a logística brasileira”, afirmou.

As operações roll-on/roll-off (Ro-Ro) são destinadas ao transporte de veículos e equipamentos com rodas, como automóveis, caminhões, ônibus e máquinas. Nesse sistema, os veículos entram e saem da embarcação utilizando seus próprios meios de locomoção, tornando os processos de embarque e desembarque mais rápidos, seguros e eficientes.

A escala do Brasilia Highway integra a programação regular desse tipo de operação no Porto de Itajaí, contribuindo para ampliar a movimentação de veículos importados e fortalecer a importância do porto público na logística brasileira.

Fonte: Porto de Itajaí.

Texto: Redação

Imagens: Porto de Itajaí

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Portos

Workshop sobre legislação portuária debate o futuro do Porto de Itajaí no dia 17 de julho

Especialistas, autoridades e profissionais do setor se reúnem em Itajaí para discutir os desafios e as perspectivas do Porto de Itajaí diante da legislação portuária brasileira.

O futuro de um dos principais complexos portuários do Brasil estará em pauta no dia 17 de julho, durante o workshop “A Legislação Portuária e o Futuro do Porto de Itajaí – Expectativas x Realidade”. O encontro será realizado das 13h30 às 17h30, de forma presencial, na Rua Vereador José Carlos Mendonça, em Itajaí (SC).

Promovido pela Comissão de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro da Subseção da OAB de Itajaí, o evento reunirá advogados, operadores portuários, profissionais do comércio exterior, autoridades, empresários, estudantes e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento do Porto de Itajaí.

Debate sobre o cenário atual do Porto de Itajaí

O workshop tem como objetivo promover uma análise técnica sobre a legislação portuária, seus impactos na gestão dos portos brasileiros e os reflexos para o futuro do Porto de Itajaí.

Entre os temas que devem nortear os debates estão a realidade operacional do porto, os desafios regulatórios, as expectativas do mercado e os caminhos para fortalecer a competitividade logística da região, considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.

O encontro busca estimular um diálogo qualificado entre os diferentes atores do setor, contribuindo para a construção de propostas que favoreçam o desenvolvimento econômico e a modernização da infraestrutura portuária.

Evento reúne profissionais do setor marítimo e portuário

A iniciativa é voltada para profissionais que atuam nas áreas de direito marítimo, direito portuário, logística, comércio exterior, gestão pública e operações portuárias, além de estudantes interessados no tema.

A programação contará com a participação de especialistas convidados, que irão compartilhar análises sobre o cenário atual e as perspectivas para o Porto de Itajaí. 

O evento representa uma oportunidade para atualização profissional, networking e aprofundamento sobre um tema estratégico para a economia catarinense e para a logística nacional.

Inscrições abertas

As inscrições estão disponíveis e podem ser realizadas pelo link:
https://www.even3.com.br/workshop-a-legislacao-portuaria-e-o-futuro-do-porto-de-itajai-expectativas-x-realidade–756013

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Portos

Dragagem recupera calado operacional do Complexo Portuário de Itajaí

O Complexo Portuário de Itajaí voltou a operar com o calado operacional pleno após a homologação da nova batimetria pela Capitania dos Portos de Itajaí, órgão da Autoridade Marítima. A validação confirma que o canal de acesso ao complexo portuário recuperou as condições ideais de profundidade para a navegação, encerrando um período de restrições provocado pelo assoreamento no Rio Itajaí-Açu.

A medida representa um importante avanço para a logística da região, já que amplia a segurança das operações e devolve maior previsibilidade à movimentação de navios no complexo portuário de Itajaí e Navegantes.

Restrição ocorreu após redução da profundidade do canal

Em maio deste ano, a Marinha do Brasil manteve uma restrição de calado após analisar levantamentos batimétricos que apontaram perda de aproximadamente 30 centímetros de profundidade em alguns trechos do canal de acesso.

O problema foi provocado pelo acúmulo de sedimentos no leito do Rio Itajaí-Açu e pela presença de lama fluida, fenômeno que interfere nas medições convencionais de profundidade; devido a falta de manutenção interrompida entre fevereiro e abril. Na época, a Autoridade Marítima determinou uma folga mínima de 30 centímetros abaixo da quilha das embarcações para garantir a segurança da navegação.

Mesmo com a restrição, o porto permaneceu operando normalmente, sem interrupção das atividades de carga e descarga, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Marinha.

Dragagem devolveu a profundidade ao canal

O trabalho de recuperação do calado operacional, contou com draga Utrecht, uma das maiores embarcações de dragagem em operação no Brasil. Utilizando o sistema hopper, o equipamento realizou a sucção e a retirada dos sedimentos depositados no canal de acesso, acelerando a recuperação das profundidades operacionais. As intervenções permitiram restabelecer as condições de navegabilidade e atender aos parâmetros exigidos pela Autoridade Marítima.

Nova batimetria confirma recuperação do canal

Com a homologação da nova batimetria, ficaram estabelecidas as seguintes Menores Profundidades Observadas (MPO):

  • Canal externo: 14 metros;
  • Canal interno: 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 1 (entre Porto de Itajaí e Portonave): 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 2 (Saco da Fazenda): 13,5 metros.

Nos berços de atracação, as profundidades ficaram entre 13,7 e 13,8 metros no Porto de Itajaí, enquanto a área de atracação da Portonave registrou 12,8 metros.

Os parâmetros homologados têm validade até 10 de setembro de 2026 e permitem a operação de embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de boca, conforme as normas da Marinha do Brasil.

Homologação confirma retomada do calado operacional

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a homologação representa a confirmação oficial de um trabalho técnico que já vinha sendo acompanhado por meio de medições realizadas nas últimas semanas. “Essa homologação confirma o trabalho técnico que vinha sendo realizado pelo Porto de Itajaí. Nós já havíamos retomado o calado operacional há várias semanas, com medições que demonstravam essa condição, e agora recebemos a validação oficial da Autoridade Marítima. Isso significa que o nosso canal de acesso está sem qualquer tipo de limitação de calado e totalmente navegável.”

O porto destaca que eventuais suspensões de manobras de entrada e saída de embarcações podem ocorrer em situações de vento forte, aumento da correnteza ou outras condições climáticas adversas. Nesses casos, a decisão é adotada preventivamente pela Autoridade Marítima, em conjunto com a Praticagem, e não possui relação com a profundidade do canal.

Com informações do Porto de Itajaí e da Marinha do Brasil.

FONTES: Porto de Itajaí / Diarinho

TEXTO: ReConecta

IMAGEM: Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia abre uma nova porta para as exportações, mas quem está preparado para atravessá-la?

Evento Conexões Produtivas apresenta oportunidades para Santa Catarina e reforça que preparação será decisiva para transformar o acordo em negócios

Foram 26 anos de negociações até que o acordo entre Mercosul e União Europeia chegasse ao ponto de abrir uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Agora, com um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores ao alcance das empresas brasileiras, uma nova etapa começa. Com a aplicação provisória do tratado de livre comércio em vigor desde dia 1º de maio de 2026, a grande questão passou a ser: quem está preparado para aproveitar essa oportunidade?

Essa reflexão deu o tom do painel “Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia”, apresentado durante o Conexões Produtivas, realizado nesta terça-feira (30), no Porto de Itajaí. O evento reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Sebrae e lideranças do setor produtivo para discutir como transformar o acordo em aumento real das exportações brasileiras. Segundo os especialistas, o maior o desafio a partir de agora está na capacidade, e no interesse, das empresas em atender às exigências técnicas, comerciais e estratégicas impostas pelo novo cenário.

Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil apresentou dados Painel de Oportunidades para Santa Catarina. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

Santa Catarina tem mais de 800 oportunidades identificadas

Durante o encontro, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades para Santa Catarina, um estudo que identificou 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses. Segundo Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil,desse total, cerca de 600 oportunidades estão concentradas na indústria, enquanto aproximadamente 150 pertencem ao agronegócio, abrangendo segmentos em que o estado já possui alta competitividade, como máquinas e equipamentos, metalmecânico, móveis, papel e celulose, têxtil, alimentos e fruticultura.

Os números mostram que existe um potencial muito maior e que vai além. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 12,197 bilhões, sendo US$ 1,356 bilhão destinados à União Europeia, desempenho que ainda está abaixo da média nacional de participação desse mercado, indicando espaço significativo para crescimento.

Mais do que redução de tarifas

Grande parte das discussões sobre o acordo está ficado na redução de impostos de importação europeus. Mas os especialistas presentes no evento destacaram que o impacto vai muito além das tarifas. Dos aproximadamente 9.300 produtos contemplados pelo acordo, mais da metade das linhas tarifárias da União Europeia já passam a contar com tarifa zero ou reduzida desde a entrada em vigor provisória do tratado. Outros 25% terão redução gradual entre quatro e sete anos.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de inteligência de mercado da ApexBrasil, isso muda a lógica das decisões empresariais. Segundo ele, as empresas passam a reavaliar fatores como localização de fábricas, cadeias produtivas e estratégias de investimento, uma vez que o acesso facilitado ao mercado europeu passa a integrar o cálculo de competitividade das organizações. O Brasil reúne vantagens como estabilidade econômica, inflação controlada e baixo desemprego, fatores que também influenciam esse movimento.

Painel trouxe a experiência de empresas catarinenses nas exportações para a União Europeia.
(Foto: Giovana Santos / ReConecta News)

Preparação será o diferencial

Se o acesso ao mercado europeu ficou mais perto, o mesmo não acontece com as exigências para competir nele. O acordo estabelece regras de origem mais rigorosas, prevê mecanismos de autocertificação, amplia a proteção das indicações geográficas, facilita habilitações sanitárias e cria oportunidades em compras governamentais, serviços e investimentos. Também reforça requisitos relacionados à rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade regulatória. Além disso, cada um dos 27 países do bloco europeu tem particularidades regulatórias, tributárias, comerciais e culturais.

Na prática, isso significa que apenas empresas preparadas para atender aos padrões internacionais conseguirão aproveitar os benefícios do tratado. Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a própria Secretaria já disponibilizou manuais técnicos para orientar empresários sobre regras de origem, desgravação tarifária e indicações geográficas, demonstrando que conhecimento passa a ser tão importante quanto capacidade produtiva.

Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, falou sobre as oportunidades e preparação para esse novo momento. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação

Uma das iniciativas para ajudar as empresas a aproveitarem essas oportunidades, é o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), oferecido pela ApexBrasil junto com o Sebrae. A iniciativa prepara empresas que desejam começar a exportar ou ampliar sua atuação no mercado internacional. Por meio de consultorias e orientações gratuitas, o programa ajuda empresários a organizar processos, conhecer melhor o mercado externo e se preparar para atender às exigências de compradores de outros países.

Para participar, a empresa deve procurar a unidade do PEIEX responsável por sua região e realizar a inscrição quando houver vagas abertas. O atendimento é gratuito e voltado, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas com potencial para exportar.

Conectar empresas para gerar negócios

O diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, afirmou que o objetivo do Conexões Produtivas é justamente aproximar empresários dos instrumentos capazes de transformar oportunidades em exportações efetivas. Segundo ele, o acordo abre um novo mercado, reduz barreiras tarifárias e cria condições para ampliar a competitividade da indústria brasileira no exterior. “Nós vamos conectando pessoas, agentes públicos, não governamentais e grandes, pequenos e médios empresários para que possamos todos juntos aproveitar essa janela imensa que se abre com o acordo.”

Pesaro também destacou que Santa Catarina foi escolhida para sediar a segunda edição nacional do evento pela relevância de sua indústria de transformação e pela importância estratégica do complexo portuário de Itajaí para a logística brasileira.

A porta está aberta: próximo passo depende das empresas.

Depois de mais de duas décadas de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia deixa de ser apenas uma conquista diplomática para se tornar um desafio empresarial. As barreiras tarifárias começam a cair. Novos mercados passam a ficar mais acessíveis. Instituições públicas oferecem ferramentas, estudos e apoio técnico.

Mas nenhuma dessas iniciativas substitui aquilo que será decisivo nos próximos anos: investimento em inovação, adequação às normas internacionais, inteligência comercial e planejamento estratégico.

A porta para a Europa está aberta.

Agora, a resposta para o questionamento trazido durante o Conexões Produtivas dependerá de cada empresa brasileira: quem, de fato, está preparado para atravessá-la?

TEXTO: ReConecta News

IMAGEM DE CAPA: Porto de Itajaí

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Logística

Concessão de canais portuários amplia eficiência logística e fortalece competitividade das exportações brasileiras

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está avançando na implantação de um programa de concessão de canais de acesso portuário, iniciativa que busca elevar a eficiência da logística nacional e ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

A proposta reúne investimentos em dragagem, manutenção permanente, sinalização náutica, gestão do tráfego aquaviário e concessões específicas para os canais de navegação. O objetivo é permitir a operação de embarcações maiores, aumentar a segurança da navegação e preparar os portos brasileiros para acompanhar o crescimento do comércio marítimo global.

Segundo o ministro Tomé Franca, a modernização dos canais proporciona maior previsibilidade às operações, reduz custos logísticos e fortalece a capacidade de exportação do país.

Canais de acesso são essenciais para a operação dos portos

Embora pouco conhecidos fora do setor portuário, os canais de acesso desempenham papel estratégico na movimentação de cargas. São eles que determinam a profundidade disponível para os navios e, consequentemente, o tamanho das embarcações que podem operar em cada porto.

Quando o canal não possui profundidade suficiente, os navios precisam reduzir a carga transportada ou aguardar condições favoráveis de maré para navegar com segurança. Esse cenário compromete a produtividade das operações e aumenta os custos do transporte marítimo.

A necessidade de modernização tornou-se ainda mais evidente com a evolução da frota mundial de navios porta-contêineres, que hoje alcançam cerca de 400 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 14 mil TEUs — quase o triplo da capacidade das embarcações utilizadas há cerca de duas décadas.

Maior profundidade reduz custos logísticos

A profundidade dos canais define o calado operacional, ou seja, o limite de profundidade necessário para que uma embarcação navegue sem risco de tocar o fundo.

Quanto maior o calado permitido, maior é o volume de carga embarcado em uma única viagem. Isso reduz o custo médio do transporte por tonelada ou por contêiner, tornando os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados internacionais.

Os benefícios se estendem por toda a cadeia logística. Exportadores conseguem ampliar o volume transportado, operadores reduzem custos operacionais e os portos aumentam sua capacidade de movimentação.

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que os navios de grande porte transportam quase três vezes mais contêineres do que modelos utilizados há cerca de vinte anos, além de apresentarem menor consumo de combustível e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Investimentos ampliam capacidade dos portos brasileiros

O novo modelo de concessão teve início com o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, considerado o primeiro desse tipo no Brasil.

O contrato prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão ao longo de 25 anos para administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais de navegação, bacias de evolução e áreas de fundeio.

Outros projetos também avançam dentro do programa. O processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de investimentos acima de R$ 300 milhões.

Além disso, seguem em fase de estudos os projetos para os canais dos portos de Santos, Rio Grande e dos terminais administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Infraestrutura moderna fortalece o comércio exterior

A modernização dos canais portuários é considerada uma medida estratégica para acompanhar a expansão do transporte marítimo internacional. Com infraestrutura mais eficiente, os portos brasileiros poderão receber embarcações de maior porte, aumentar a capacidade operacional e reduzir gargalos logísticos.

A expectativa do governo é que o programa contribua para diminuir os custos de exportação, ampliar a competitividade da produção nacional e consolidar o Brasil como um importante operador no comércio marítimo global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Itajaí registra crescimento de 82% na movimentação de abril em relação a 2025

O Porto de Itajaí segue consolidando sua retomada operacional e registrou, em abril de 2026, crescimento de 82% na movimentação de cargas na área arrendada e no cais comercial em comparação com o mesmo mês de 2025.

De acordo com os dados operacionais de abril, foram movimentadas 441.082 toneladas na área arrendada e no cais comercial do Porto de Itajaí. Em abril de 2025, o volume havia sido de 242.098 toneladas. O resultado confirma a recuperação da atividade portuária e o fortalecimento do porto público como eixo estratégico para a economia de Itajaí e de Santa Catarina.  

O desempenho também foi expressivo na movimentação de contêineres. Em abril de 2026, o Porto de Itajaí registrou 42.363 TEUs, contra 20.955 TEUs em abril de 2025, o que representa crescimento de 102% no período.

No acumulado do ano, a área arrendada e o cais comercial somaram 2.112.499 toneladas movimentadas, frente a 1.479.661 toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 43%. Já em TEUs, o acumulado chegou a 195.934 unidades, crescimento de 75% em relação aos 112.216 TEUs registrados no ano anterior.  

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, os números demonstram a força da retomada e o papel estratégico do porto público.

“Esse crescimento mostra que o Porto de Itajaí está no caminho certo. A retomada das operações vem gerando resultados concretos, com mais cargas, mais contêineres, mais competitividade e impacto direto na economia da cidade. O porto público voltou a cumprir seu papel de indutor do desenvolvimento”, destacou.

Os resultados reforçam o momento de expansão do Porto de Itajaí, que vem ampliando sua capacidade operacional, fortalecendo a movimentação de cargas e contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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Portos

Porto de Itajaí vai recuperar molhe sul após anos de deterioração e afundamento

Com a retomada dos investimentos em infraestrutura e o crescimento da arrecadação após a federalização, o Porto de Itajaí prepara uma importante obra de recuperação no molhe sul, estrutura fundamental para a proteção do canal de acesso portuário. O projeto prevê a reconstrução do trecho conhecido como “molhe afundado”, localizado na região da Atalaia, que apresenta problemas estruturais desde 2012.

A intervenção ganha relevância diante da previsão de eventos climáticos mais severos nos próximos meses, incluindo a possibilidade de um super El Niño, que pode provocar ressacas e aumentar os riscos de erosão na área.

Obra prevê reconstrução de trecho comprometido

O projeto básico foi concluído no fim de 2025 e avançou neste ano para a fase de contratação da obra, estimada em R$ 3,1 milhões. A publicação do edital depende apenas da autorização da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), atual responsável pela administração do porto.

A expectativa é que os trabalhos sejam executados em um prazo de quatro meses após a contratação.

O plano contempla a recuperação de aproximadamente 100 metros da cabeceira do molhe sul, incluindo reforço estrutural, recomposição das áreas afetadas pelo afundamento e nova pavimentação do trecho.

Estrutura receberá pedras e tetrápodes de concreto

Para aumentar a resistência da barreira marítima, a obra utilizará grandes blocos de rocha e tetrápodes de concreto, estruturas conhecidas popularmente como “pés de galinha”, amplamente empregadas em obras de contenção costeira.

Cada unidade terá peso médio de 7,5 toneladas e será posicionada de forma intertravada para garantir maior estabilidade e capacidade de dissipação da força das ondas.

O projeto prevê ainda o reaproveitamento de materiais já existentes no local, incluindo blocos estruturais e rochas atualmente localizadas no molhe norte. Ao todo, serão utilizados mais de quatro mil metros cúbicos de material na recuperação.

Intervenção busca evitar avanço dos danos

O principal objetivo da obra é restaurar a capacidade de proteção do molhe sul, reduzindo os impactos da ação marítima e evitando o agravamento do processo de erosão.

A área apresenta problemas há mais de uma década e sofreu um agravamento em 2023, quando o rompimento da camada asfáltica resultou na formação de uma grande cratera sobre a estrutura.

Segundo os estudos técnicos, as melhorias realizadas entre 2000 e 2006, que incluíram o reforço e a elevação do molhe, além da instalação de mais de dois mil tetrápodes, mantiveram a estrutura em condições adequadas ao longo dos anos. No entanto, a região da cabeceira passou a exigir uma intervenção específica para garantir sua integridade.

Previsão de eventos climáticos aumenta urgência da obra

A recuperação do molhe ganha importância adicional diante dos alertas meteorológicos para o segundo semestre. A possibilidade de ocorrência de um El Niño intenso acende o sinal de atenção para episódios de ressaca e condições climáticas extremas que podem comprometer ainda mais a estrutura.

Recentemente, a vereadora Anna Carolina (Republicanos) solicitou informações sobre a situação do molhe sul e cobrou medidas preventivas para proteger o complexo portuário.

A parlamentar destacou que a estrutura exerce papel estratégico para a economia local, ao garantir a segurança operacional do porto e a proteção da atividade portuária, considerada um dos principais motores econômicos de Itajaí.

Novo momento financeiro impulsiona investimentos

A recuperação do molhe sul passou a figurar entre as prioridades da gestão após a transferência da administração para a Codeba.

As minutas do edital e do contrato já foram elaboradas pelas equipes técnicas e aguardam apenas a autorização formal para o lançamento da licitação. O tema deverá ser analisado em uma próxima reunião da diretoria executiva.

Diferentemente do cenário enfrentado entre 2022 e 2024, quando a escassez de recursos limitava novos investimentos, o porto vive atualmente uma fase de recuperação financeira. Desde a retomada das operações sob gestão federal, o Porto de Itajaí já acumulou faturamento superior a R$ 227 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Porto de Itajaí receberá investimento de R$ 311 milhões para ampliar capacidade operacional

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, se prepara para uma nova etapa de crescimento com um pacote de investimentos estimado em R$ 311 milhões. O aporte está vinculado ao projeto de concessão do Canal de Acesso Aquaviário, iniciativa que pretende fortalecer a infraestrutura portuária e ampliar a capacidade de atendimento do terminal pelos próximos 25 anos.

Administrado pela JBS Terminais, o porto vem registrando resultados expressivos na movimentação de cargas. Dados da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) apontam que, entre janeiro e abril deste ano, passaram pelo complexo cerca de 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Leilão prevê melhorias na infraestrutura aquaviária

Para atender à crescente demanda e permitir a operação de embarcações maiores, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vão realizar o leilão do canal de acesso ao porto.

A proposta contempla a concessão, operação, manutenção e ampliação da infraestrutura aquaviária durante 25 anos. O objetivo é garantir maior eficiência logística, além de elevar os padrões de segurança da navegação.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o modelo de concessão integra a estratégia de modernização da infraestrutura hidroviária brasileira.

De acordo com ele, a medida contribuirá para aprimorar a gestão do canal, aumentar a segurança operacional e fortalecer a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional.

Dragagem e sinalização estão entre as melhorias previstas

O contrato inclui uma série de intervenções voltadas à melhoria da operação portuária, como dragagens periódicas, manutenção contínua do canal, modernização da sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário.

A expectativa é proporcionar maior previsibilidade às operações, reduzir riscos à navegação e ampliar a capacidade de recebimento de navios de grande porte.

Ao término da concessão, a previsão é que o canal tenha condições de atender uma movimentação anual de até 3,43 milhões de TEUs, consolidando ainda mais a relevância estratégica do terminal para a logística brasileira.

JBS já investiu mais de R$ 220 milhões no complexo portuário

Responsável pela movimentação de cargas no terminal de contêineres desde outubro de 2024, a JBS Terminais vem ampliando sua presença no porto catarinense.

Em seu primeiro ano completo de operações, a empresa movimentou 384,4 mil contêineres, desempenho superior ao registrado pelo operador anterior em seu último ano de atividade.

Desde que assumiu as operações, a companhia já destinou mais de R$ 220 milhões ao complexo. Entre os investimentos realizados está a aquisição de dois modernos guindastes móveis com capacidade para erguer até 125 toneladas e alcance para até 20 fileiras de contêineres.

Segundo a empresa, os novos equipamentos contribuíram para aumentar a agilidade e a eficiência dos processos de carga e descarga.

A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo e tem como principais acionistas os irmãos Wesley e Joesley Batista.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Porto de Itajaí amplia movimentação de cargas em 40% e avança com plano de investimentos

O Porto de Itajaí segue em trajetória de crescimento e consolida sua recuperação operacional após a retomada da administração pelo Governo Federal. Além da expansão no volume de cargas movimentadas, o complexo portuário se prepara para receber novos investimentos por meio da futura concessão do Canal de Acesso Aquaviário, iniciativa que prevê aportes de R$ 311 milhões ao longo dos próximos 25 anos.

Os números mais recentes refletem esse cenário positivo. Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o terminal manteve o ritmo de expansão em 2026. Entre janeiro e abril, foram registradas 1,67 milhão de toneladas transportadas, resultado que representa avanço de quase 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, o volume alcançou 430,3 mil toneladas, um crescimento de 57% frente ao registrado no mesmo mês de 2025, de acordo com dados do complexo portuário.

Concessão do canal prevê R$ 311 milhões em investimentos

Para ampliar a capacidade logística e permitir a operação de embarcações de maior porte, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) trabalham na realização do leilão do Canal de Acesso Aquaviário do Porto de Itajaí.

A iniciativa será o segundo leilão de canal de acesso público realizado no Brasil e prevê a ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária durante 25 anos.

Segundo o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, o projeto fortalece o novo modelo de gestão da infraestrutura portuária brasileira, já adotado anteriormente no Canal de Paranaguá.

Entre as ações previstas estão dragagem periódica, manutenção contínua da via navegável, modernização da sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário. O objetivo é aumentar a segurança da navegação, garantir maior previsibilidade operacional e ampliar a eficiência logística do porto.

Ao término do contrato, a expectativa é que o canal alcance capacidade para movimentar até 3,43 milhões de TEUs por ano, fortalecendo a competitividade do terminal catarinense no cenário nacional.

Recuperação impulsiona resultados históricos

O desempenho atual é resultado do processo de recuperação iniciado após o retorno da gestão federal do porto. Em janeiro de 2025, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assumiu temporariamente a administração do complexo com a missão de restabelecer as operações e preparar o terminal para um novo ciclo de crescimento.

Os resultados apareceram rapidamente. Entre janeiro e agosto de 2025, o porto movimentou 2,5 milhões de toneladas, volume 127% superior ao registrado durante todo o ano de 2024, quando foram contabilizadas 1,1 milhão de toneladas, segundo a Antaq.

A recuperação ocorre após um período de aproximadamente um ano e meio de paralisação, encerrado em 2023. Desde então, a retomada das atividades, aliada à reestruturação administrativa e ao retorno da confiança do mercado, tem impulsionado a evolução do complexo.

Modernização e ampliação da infraestrutura seguem em andamento

Atualmente administrado pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), o Porto de Itajaí já acumula mais de R$ 227 milhões em faturamento desde a retomada das operações. Os recursos vêm sendo direcionados para a modernização da infraestrutura, novos investimentos e ampliação da capacidade operacional.

Paralelamente, continuam as ações de manutenção do canal de acesso. O terminal opera normalmente e conta com contrato definitivo de dragagem, além do acompanhamento técnico da Marinha do Brasil e da Antaq.

A manutenção das profundidades do canal é considerada estratégica para garantir condições adequadas de navegação e possibilitar o recebimento de navios cada vez maiores, fator essencial para o fortalecimento da logística portuária, da movimentação de cargas e da competitividade do complexo no mercado nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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