Aeroportos

Aeroporto de Guarulhos anuncia novo plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2029

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, terá um novo ciclo de investimentos estimado em R$ 2,5 bilhões até 2029. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a GRU Airport, concessionária responsável pela administração do terminal. O objetivo é ampliar a capacidade operacional, reforçar a segurança aeroportuária, melhorar a experiência dos passageiros e preparar o principal aeroporto do país para o crescimento da demanda nacional e internacional.

Segundo a Anac, Guarulhos responde por 15% da movimentação aérea do país e concentra 29% do fluxo de passageiros internacionais. Para o ministro Silvio Costa Filho, o terminal é um pilar estratégico da aviação brasileira. Ele afirmou que o setor vive seu melhor momento em mais de dez anos e que o pacote de obras corrige a falta de investimentos estruturantes registrados nos anos anteriores.

Aportes privados e fortalecimento do setor aéreo

O ministro destacou que os investimentos privados mobilizados pelo programa Investe+ Aeroportos e pela Portaria 93 somam cerca de R$ 1,8 bilhão. Somados ao plano anunciado pela concessionária, os aportes ultrapassam R$ 4 bilhões. Costa Filho reforçou que as obras consolidam Guarulhos como um dos principais hubs do hemisfério sul, com impacto direto na geração de empregos e renda. “Cada turista que chega ao Brasil movimenta a economia e cria novas oportunidades”, disse.

Durante o evento, o diretor-presidente da GRU Airport, Osvaldo Garcia, afirmou que este é o maior volume de investimentos desde a inauguração do aeroporto, há mais de 40 anos. Mais de 25 intervenções estão previstas, incluindo a expansão de terminais, modernização do sistema de bagagens, obras em pistas e pátios e o retrofit do Terminal 2. Ele também citou a renovação da frota de ônibus e a atualização da rede elétrica, ambas alinhadas a padrões internacionais de eficiência.

Infraestrutura, segurança e modernização

A repactuação do contrato de concessão, aprovada pelo TCU em outubro de 2024, permitiu retomar obras essenciais e estendeu o contrato até novembro de 2033. Esse novo marco regulatório deu impulso ao Programa AmpliAr, responsável pelo leilão de 13 aeroportos no Nordeste e na Amazônia Legal, com previsão de R$ 730 milhões em investimentos para ampliar a aviação regional.

Entre as melhorias previstas para Guarulhos estão a ampliação da Delegacia da Polícia Federal, a instalação de novos scanners corporais, leitores faciais, 98 equipamentos de raio-x e 16 unidades EDS Standard 3, que elevam o padrão de segurança do terminal. O plano inclui também a expansão de áreas de embarque, melhorias em pátios e pistas de táxi e a implementação de tecnologias avançadas para monitoramento e resposta a emergências.

Guarulhos reforça posição como hub global

Com o conjunto de obras e modernizações, o Governo Federal afirma que o aeroporto seguirá operando com eficiência, segurança e qualidade compatíveis com sua importância estratégica. As intervenções também consolidam Guarulhos como um dos principais hubs globais da aviação e fortalecem o papel do Brasil no fluxo internacional de passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Sustentabilidade

Silvio Costa Filho destaca compromisso com a descarbonização e a transição energética na abertura do Espaço do Desenvolvimento durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou, nesta segunda-feira (10), da abertura do Espaço do Desenvolvimento, iniciativa do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) em parceria com o MPor e o Ministério dos Transportes, realizada na Green Zone da COP30, em Belém (PA). O encontro reuniu autoridades brasileiras, entidades internacionais e representantes do setor produtivo para discutir caminhos para a descarbonização do transporte e a expansão da transição energética no país.

Transição energética e logística verde como prioridades

Durante a cerimônia, o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a modernização do setor portuário e hidroviário precisa caminhar lado a lado com as metas globais de sustentabilidade. Ele ressaltou que o Brasil tem condições de assumir papel central na redução de emissões de carbono e na implantação de uma infraestrutura verde.

O ministro também adiantou que novas ações de modernização logística, com foco em energia limpa e inovação, serão apresentadas ao longo da conferência. “O Brasil tem condições de liderar a transição energética do transporte mundial, unindo sustentabilidade, eficiência e geração de empregos verdes”, afirmou.

Integração entre transporte, portos e meio ambiente

Costa Filho destacou que a participação do MPor na COP30 simboliza o compromisso do governo em construir políticas integradas entre transporte, meio ambiente e infraestrutura portuária. Ele citou ainda a relevância do estande da CNT, que promove debates sobre combustíveis sustentáveis, especialmente o SAF (Sustainable Aviation Fuel), considerado essencial para a redução de emissões no setor aéreo.

O ministro ressaltou também a parceria histórica entre o governo federal e o Sistema Transporte. “A CNT é uma parceira fundamental da agenda de desenvolvimento do Brasil, contribuindo para o crescimento econômico e para a evolução da nossa logística”, afirmou.

Rota COP30 simboliza compromisso com a sustentabilidade

O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou a Rota COP30, ação que percorreu o trajeto até Belém por via rodoviária, como símbolo do comprometimento do país com práticas sustentáveis. Segundo ele, a iniciativa traduz a cooperação entre poder público e setor privado, com apoio direto da CNT. “A ação demonstra que é possível unir eficiência logística, responsabilidade ambiental e parceria institucional”, disse.

Brasil já possui histórico sólido em descarbonização

O presidente da CNT, Vander Costa, lembrou marcos importantes da trajetória brasileira rumo à eficiência energética, como o Proálcool (1975) e o Proconve (1986). Para ele, renovar frotas é indispensável para reduzir emissões no transporte de cargas e passageiros. “O Brasil já tem soluções consolidadas; não é preciso inventar a roda”, afirmou.

Espaço do Desenvolvimento promove inovação e integração setorial

Instalado na Green Zone da COP30, o Espaço do Desenvolvimento funciona como ponto de encontro entre governo, iniciativa privada e sociedade civil. A programação inclui painéis sobre mobilidade verde, inovação tecnológica, finanças sustentáveis e parcerias com o Pacto Global da ONU, além de atividades que valorizam a cultura amazônica e a economia de baixo carbono.

A cooperação entre o MPor, o Ministério dos Transportes e o Sistema Transporte reafirma a intenção do governo brasileiro de fortalecer soluções sustentáveis e consolidar o protagonismo do país nas discussões internacionais sobre clima, logística e desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Logística

Fundo da Marinha Mercante pode financiar ferrovias estratégicas para ampliar eficiência portuária

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou, nesta terça-feira (2), na discussão sobre a utilização do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para apoiar projetos ferroviários ligados à operação portuária. A proposta foi debatida em reunião com autoridades do setor, e o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a integração entre ferrovias e portos é essencial para elevar a competitividade logística do Brasil.

Durante o encontro, o MPor apresentou as diretrizes de um programa desenvolvido em parceria com o Ministério dos Transportes e representantes do setor produtivo. A iniciativa avalia o potencial do FMM — hoje voltado à navegação e à infraestrutura portuária — para financiar trechos ferroviários que conectem diretamente portos ou corredores logísticos estratégicos. Com cerca de R$ 24 bilhões disponíveis, o fundo tem condições de apoiar obras que reduzam custos logísticos e ampliem a eficiência operacional.

Programa nacional de crédito deve ser anunciado em janeiro
Segundo Silvio Costa Filho, o governo trabalha para lançar, ainda em janeiro, um programa nacional de crédito voltado ao financiamento de ferrovias estratégicas voltadas à operação portuária. “Estamos estruturando um grande programa de fortalecimento do financiamento ferroviário com apoio do Fundo da Marinha Mercante. Quando a ferrovia chega ao porto, ganhamos capacidade, reduzimos custos e fortalecemos todo o setor portuário”, afirmou o ministro.

Conexão entre modais é decisiva para competitividade
O secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, destacou que a ligação entre ferrovia e porto é crucial para o sucesso da Política Nacional de Ferrovias e para a nova carteira de leilões. Ele lembrou que o modal ferroviário responde por grande parcela das exportações brasileiras — cerca de 95% do minério de ferro e 40% dos granéis agrícolas enviados aos portos passam pelos trilhos.

A reunião também tratou da criação de um mapa integrado que organize ferrovias existentes, obras em andamento e expansões futuras em relação aos portos, permitindo uma priorização técnica mais precisa dos investimentos. Outro ponto discutido foi o aumento da participação de bancos privados no financiamento, com objetivo de ampliar o crédito disponível e acelerar a execução dos projetos.

Ampliação do FMM exigirá análise técnica e deliberação
O MPor ressaltou que o FMM já financia projetos de infraestrutura portuária e aquaviária, e que qualquer ampliação para incluir obras ferroviárias dependerá de avaliação técnica, aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e decisão do Governo Federal.

Participaram da agenda representantes da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), da MoveInfra, da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que contribuíram com análises e perspectivas do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Ferreira/MT

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Portos

Setor de navegação recebe diagnóstico inédito sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) lançou, nesta terça-feira (2), o primeiro diagnóstico nacional sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados. O estudo consolida, pela primeira vez, um conjunto amplo de dados estratégicos, análises e percepções que oferecem um panorama técnico até então inexistente para os Terminais de Uso Privado (TUPs). A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

Avanço na gestão de riscos e previsibilidade do setor
O levantamento representa um passo significativo na agenda de gestão de riscos, previsibilidade regulatória e fortalecimento da segurança jurídica no setor portuário. O material identifica desafios, práticas e lacunas ligadas aos seguros obrigatórios, incluindo aspectos regulatórios, operacionais e climáticos.
Para o ministro Silvio Costa Filho, o diagnóstico reúne informações essenciais que aumentam a previsibilidade e fortalecem o ambiente de negócios. O secretário-executivo Tomé Franca destacou que a base consolidada de dados facilita decisões estratégicas, melhora o diálogo com operadores e reforça a necessidade de regras modernas, especialmente diante do avanço das mudanças climáticas.
A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, reforçou que o material contribui para políticas públicas baseadas em evidências, sobretudo em temas sensíveis como riscos associados e seguros obrigatórios.

Riscos climáticos e oportunidades de aprimoramento
O diagnóstico também chama atenção para o aumento da frequência e da intensidade dos riscos climáticos, apontando a necessidade de aprimorar mecanismos de proteção, governança e eficiência regulatória. Ao organizar informações antes dispersas, o estudo amplia a capacidade de planejamento do setor e fortalece a atuação conjunta entre governo, mercado segurador e operadores portuários.

Transparência e modernização do ambiente portuário
A iniciativa reforça o compromisso com um ambiente portuário mais moderno, seguro e alinhado a boas práticas internacionais. Com mais transparência e subsídios técnicos, o diagnóstico deverá embasar futuras evoluções regulatórias e apoiar o desenvolvimento sustentável da navegação e dos terminais autorizados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Sustentabilidade

Governo lança programa de descarbonização para preparar portos e navegação à taxação global de emissões

O Governo Federal instituiu um conjunto de medidas inéditas para descarbonização dos portos e da navegação, antecipando-se à futura taxação global de emissões prevista para entrar em vigor nos próximos anos. As ações integram os Programas Nacionais de Descarbonização de Portos e da Navegação, anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) durante a COP30, em Belém.

A iniciativa alinha o país às discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO), que estuda a aplicação de taxas variando entre US$ 100 e US$ 380 por tonelada de CO₂ emitida. A previsão é que o mecanismo seja implementado em 2027, em sintonia com o compromisso global de emissões próximas ao zero até 2050.

Portos mais modernos e energia limpa nas operações

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, as novas diretrizes impulsionam a transição energética e modernizam toda a cadeia logística. O programa estimula desde a eletrificação de estruturas portuárias até o uso de combustíveis sustentáveis nas embarcações.

Um dos eixos centrais é a eletrificação dos portos, permitindo que navios atracados utilizem energia limpa e reduzam o consumo de combustíveis fósseis. A estratégia é considerada essencial para cortar emissões diretas. Durante a COP30, por exemplo, o uso de Gás Natural Liquefeito (GNL) no abastecimento das embarcações-hotel reduziu entre 20% e 30% das emissões quando comparado ao diesel, apesar de ainda ser um combustível fóssil.

Incentivo à sustentabilidade e boas práticas ESG

Em 2025, o MPor também lançou o Pacto pela Sustentabilidade, criado para reconhecer empresas que adotam boas práticas socioambientais e de governança. As participantes poderão receber selos ambientais, reforçando o compromisso voluntário com a agenda ESG e com a descarbonização do setor portuário e da navegação.

Navegação fluvial e cabotagem ganham protagonismo

Além das ações em infraestrutura, o governo intensifica a promoção da navegação fluvial, modal que emite cerca de cinco vezes menos que o transporte rodoviário. A Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) conduz as primeiras concessões de hidrovias do país, aumentando a previsibilidade e a segurança jurídica para o transporte de cargas.

A SNHN também atualizou a política de estímulo à navegação de cabotagem — a BR do Mar. A partir de agora, empresas que ampliarem sua frota com novos navios deverão priorizar embarcações com menor nível de emissão, fortalecendo o papel da cabotagem na transição para uma matriz de transportes mais equilibrada e sustentável.

Redução de prazos e mais eficiência

Outro destaque é o Programa Porto Sem Papel, que reduziu de 20 para 4 dias o tempo médio de permanência dos navios nos portos ao eliminar etapas duplicadas e integrar informações de diferentes órgãos. A redução do tempo de operação diminui o consumo de combustível e contribui diretamente para as metas de descarbonização.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Leilões portuários do MPor avançam lentamente e projetos relevantes ficam para 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) previa realizar 21 leilões portuários ao longo de 2025, com investimentos estimados em R$ 8,5 bilhões. Porém, apenas oito certames foram concluídos até agora, e não há novas datas definidas para as próximas rodadas. Projetos estratégicos, antes planejados para este ano, devem ser adiados para 2026.

Investimentos já contratados ultrapassam R$ 2,6 bilhões
Os leilões concluídos — que envolvem terminais em Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ), Santana (AP) e Maceió (AL) — somam R$ 2,65 bilhões em investimentos previstos. O pacote inclui ainda a primeira concessão de um canal de acesso, no Porto de Paranaguá. Esses projetos se juntam aos oito leilões de 2024, que agregam mais R$ 3,7 bilhões, puxados pelo grande terminal de minério no Porto de Itaguaí (RJ).

Túnel Santos–Guarujá e outras obras estruturantes
Entre os projetos de maior visibilidade está o túnel Santos–Guarujá, estimado em R$ 6 bilhões e leiloado em setembro após uma década de estudos. A parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo permitiu que o certame ocorresse dentro do prazo.

Complexidade e mudanças internas atrasam cronogramas
Segundo o MPor, fatores como análises do TCU e da ANTAQ, além da saída de técnicos experientes da pasta, têm dificultado o avanço dos projetos. A concentração de decisões dentro do próprio ministério também é apontada por fontes do setor como um dos motivos para a lentidão.

O Porto de Paranaguá é citado como exceção: por contar com autonomia para conduzir estudos e leilões, conseguiu avançar com os principais projetos previstos.

MPor atribui atrasos à alta complexidade dos processos
Em nota, o ministério reforçou que os leilões exigem etapas “técnicas, jurídicas e de governança”, o que pode alterar prazos. O órgão informou que os certames realizados já somam R$ 10,2 bilhões em investimentos atualizados.

Projeção de R$ 6 bilhões em leilões ainda pendentes
Projetos importantes seguem à espera de aval para ir ao mercado, incluindo os terminais STS33 (Santos–SP), MUC04 (Fortaleza–CE) e VDC29 (Vila do Conde–PA). Juntos, eles representam mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

O destaque é o Tecon 10, que seria o maior terminal de contêineres da América Latina. Inicialmente previsto com investimentos de R$ 3,5 bilhões — hoje atualizados para cerca de R$ 5 bilhões — o projeto enfrenta forte disputa e risco de judicialização.

TCU adia análise do Tecon 10 e cenário fica incerto
A proposta de leilão chegou ao TCU na semana passada, mas um pedido de vista empurrou a discussão para a última sessão do ano, em 8 de dezembro. A tendência, segundo os votos iniciais, é que a corte aprove um modelo mais restritivo, que impede a participação de empresas ligadas a armadores na primeira fase do certame. Se esse formato prevalecer, membros do governo avaliam que o projeto pode ficar “nebuloso”.

O impasse afeta também o terminal SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), que dependia do avanço do Tecon 10 para seguir adiante.

Planos para 2026 incluem 21 novos projetos
Com cancelamentos e adiamentos, o MPor estima que 2026 deverá reunir 21 projetos — 17 arrendamentos e quatro concessões — totalizando R$ 5,9 bilhões em investimentos.

Um exemplo recente de mudança é o cancelamento do leilão do STS08, em Santos. A decisão partiu do Palácio do Planalto, que optou por ampliar a área do STS08A, sob gestão da Petrobras, em vez de realizar o arrendamento.

Canais e hidrovias enfrentam obstáculos políticos e ambientais
Após a concessão do canal de Paranaguá, o governo espera avançar com projetos semelhantes em Itajaí (SC) e Santos (SP), que ainda dependem de análise e conclusão de estudos.

Já as hidrovias enfrentam desafios adicionais. A concessão do Rio Paraguai é a mais adiantada, mas passou por revisões relacionadas a questões ambientais e à gestão binacional com o Paraguai. No caso do Rio Madeira, resistências políticas das bancadas regionais têm travado o envio do projeto ao TCU.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Paranaguá

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Portos

Portos brasileiros recebem R$ 380 milhões para modernização com VTMIS e aumento da segurança na navegação

O Sistema Portuário Brasileiro está passando por uma significativa transformação tecnológica para elevar a segurança operacional, a proteção ambiental e a eficiência logística. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está coordenando um investimento de R$ 380 milhões para a implementação do Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações (VTMIS) em portos estratégicos.

Tecnologia Avançada para o Monitoramento em Tempo Real

O VTMIS (sigla em inglês para Vessel Traffic Management and Information System) é uma solução de ponta utilizada nos principais terminais marítimos do mundo. Seu principal objetivo é fornecer monitoramento de embarcações em tempo real e informações detalhadas sobre as condições de navegabilidade na área portuária.

O ministro Sílvio Costa Filho, do MPor, enfatizou a importância do investimento: “Estamos implementando o que há de mais avançado em tecnologia portuária no país, um sistema que aprimora nossa eficiência logística. Nossos portos continuam quebrando recordes de movimentação, o que exige constante modernização e aumento de performance”, afirmou.

Implementação Abrangente em Portos Chave

Sete portos de alta relevância, que juntos respondem por 56% da movimentação de cargas nos terminais públicos brasileiros, foram priorizados nesta fase de implementação do sistema. A escolha se baseou em critérios como a intensidade do tráfego marítimo, os riscos à navegação e aspectos de segurança pública, conforme detalhado pelo secretário Nacional de Portos, Alex Ávila.

Os portos estratégicos contemplados inicialmente são:

  • Santos (SP)
  • Paranaguá (PR)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Rio Grande (RS)
  • Itaguaí (RJ)
  • Itaqui (MA)
  • Vila do Conde (PA)

Cronograma de Ação por Porto

Porto de Santos: Maior da América Latina

No Porto de Santos, o maior da América Latina, o processo de licitação do VTMIS já foi concluído e o resultado está previsto para ser anunciado no início de dezembro.

Porto de Paranaguá: Edital e Concessão

A Autoridade Portuária de Paranaguá tem planos de lançar o edital ainda este ano. Inicialmente, o monitoramento e os custos operacionais por um período de cinco anos serão de responsabilidade da Autoridade Portuária. Posteriormente, a operação e manutenção do VTMIS serão transferidas para a concessionária vencedora do leilão do canal de acesso, cobrindo as regiões portuárias de Paranaguá e Antonina.

Porto de Rio Grande: VTS e Dados Hídricos

O Porto de Rio Grande está implementando um sistema similar, o Vessel Traffic Services (VTS). Além de rastrear a movimentação de embarcações (inclusive com recursos de visão noturna, como sensor de calor e infravermelho), o equipamento fornecerá dados vitais como condições de vento, maré, corrente marítima e, crucialmente, a salinidade da água. Para o porto, localizado na Lagoa dos Patos, a medição da salinidade é fundamental, pois uma água mais salina permite que os navios transportem maior carga com o mesmo calado.

Porto do Rio de Janeiro: Fases de Integração

O Porto do Rio de Janeiro está implementando seu VTMIS em etapas. A Fase 1 já avançou com a inauguração de um novo Centro de Controle Operacional (CCO) e a instalação de sensores. A Fase 2 (VTS) envolverá a aquisição de equipamentos e a integração de dados de estações remotas. A Fase 3 concluirá a implementação total do VTMIS, conforme o cronograma estabelecido pela Autoridade Portuária, buscando a integração e modernização do monitoramento aquaviário.

Prevenção de Ilícitos e Expansão Futura

Além da eficiência operacional, o sistema VTMIS é uma ferramenta vital para a prevenção de ilícitos, como tráfico de drogas e contrabando. Ao fornecer uma visão abrangente do tráfego portuário, incluindo capacidade de visão noturna, o sistema permite a identificação de atividades suspeitas e a integração de dados com outros órgãos de segurança pública, compartilhando informações de radares, câmeras e sensores.

Esta iniciativa faz parte da estratégia de Inteligência Logística Portuária do Governo Federal, que alinha o Brasil com os principais padrões globais de segurança da navegação. Outros portos estão em fases iniciais de estudo para a definição de necessidades técnicas e de investimentos, como Belém, Santarém e Vila do Conde (PA), Salvador e Aratu (BA), São Francisco do Sul, Imbituba e Itajaí (SC), Fortaleza (CE) e Manaus (AM).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Prata de Sustentabilidade durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concedeu à Portos do Paraná o Selo Prata de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A cerimônia de entrega fez parte do lançamento do Selo de Sustentabilidade 2025, iniciativa que valoriza boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário.

O evento também marcou o lançamento do livro “Nós e a natureza: somos um com o planeta”, da escritora Aline Campos, com ilustrações de Luana Chinaglia.

Pacto pela Sustentabilidade reconhece boas práticas

A premiação integra o Pacto pela Sustentabilidade, criado pela Portaria nº 58/2025, que tem como objetivo estimular a adoção de políticas ESG nas operações portuárias brasileiras.

Para a avaliação, as empresas apresentaram planos de ação baseados nos eixos Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Governança. O desempenho técnico foi analisado pelo MPor, resultando na concessão dos selos Bronze, Prata, Ouro ou Diamante. Nesta primeira edição, 63 organizações participaram do programa e 36 foram premiadas.

Compromisso com cidades sustentáveis

Durante a COP30, o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, participou do painel “Ação climática urbana e cidades sustentáveis”, onde apresentou o Inventário da Pegada de Carbono da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport. O estudo mensura as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do complexo portuário paranaense.

Emissões e próximos passos para descarbonização

Segundo o levantamento, em 2023 as atividades dos portos do Paraná geraram cerca de 678 mil toneladas de CO₂, distribuídas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária, representando 2,7% do total;
  • Escopo 2: emissões indiretas pelo consumo de energia elétrica, com 0,1%;
  • Escopo 3: emissões indiretas de terminais, transportes terrestres, serviços de apoio e navios, responsáveis por 97,1% das emissões.

A próxima fase do projeto será o Plano de Descarbonização da Comunidade Portuária, que busca reduzir as emissões e alinhar o setor às metas da Agenda 2030 e 2050.
“Estamos somando esforços para avançar na redução dos gases de efeito estufa e garantir um futuro mais sustentável”, destacou o diretor João Paulo Santana.

FONTE: Portos de Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos de Paraná

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Aeroportos

Governo realiza Market Sounding para venda assistida do Aeroporto do Galeão

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro, o Market Sounding da venda assistida do Aeroporto Internacional do Galeão (RJ). A iniciativa ocorre em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República.

O evento marca uma nova etapa no processo de reestruturação da concessão do terminal, com o objetivo de garantir a continuidade dos investimentos, o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e a modernização da infraestrutura aeroportuária. O leilão do Galeão está previsto para março de 2026, na B3, em São Paulo.

Reuniões com investidores e formato do evento

O Market Sounding consiste em reuniões individuais (“one-on-one”) com potenciais investidores interessados na operação do aeroporto. Cada encontro terá duração de uma hora e poderá ser realizado de forma presencial ou virtual, conforme a preferência dos participantes.

As reuniões presenciais acontecerão no escritório da Anac em São Paulo (Rua Renascença, 112, Mezanino, 9º andar, Vila Congonhas). As inscrições ficam abertas até 14 de novembro, por meio de formulário disponível no site da Agência.

Venda assistida e reequilíbrio contratual

A venda assistida das ações da Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S.A., responsável pela operação do Galeão, é fruto de um acordo consensual conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio da Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso).

O acordo, homologado em 4 de junho de 2025, permitiu ajustes contratuais voltados à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro da concessão, à atualização de cláusulas regulatórias e à viabilização dos investimentos planejados para o aeroporto.

Transparência e modernização do modelo de concessão

De acordo com o Secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a venda assistida representa um avanço importante para o setor. “Essa etapa consolida um modelo de concessão moderno, sustentável e eficiente. O diálogo com o mercado garante um processo transparente e competitivo, com foco na qualidade dos serviços e na continuidade dos investimentos”, destacou.

Consulta pública e próximos passos

O projeto passou por consulta pública conduzida pela Anac, e as contribuições da sociedade e de especialistas do setor estão em análise pela Agência. Todos os documentos licitatórios e informações completas sobre o processo estão disponíveis no site da Anac.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Sustentabilidade

MPor destaca inovação e sustentabilidade portuária no segundo dia da COP30

Inovação e descarbonização marcam a agenda do MPor na COP30

No segundo dia de programação da COP30, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reforça seu papel de liderança na transição ecológica e na descarbonização da navegação brasileira. O ministro Silvio Costa Filho cumpre uma agenda voltada à inovação, sustentabilidade e tecnologias limpas, com destaque para o lançamento do Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação) e a premiação do Pacto pela Sustentabilidade.

Visitas técnicas e parcerias em tecnologias limpas

Pela manhã, o ministro participa de uma visita técnica ao Porto de Outeiro, seguida de um encontro com representantes da MSC, uma das maiores companhias de cruzeiros do mundo. A agenda inclui ainda uma visita ao navio movido a hidrogênio da JAC, ancorado na Estação das Docas, simbolizando o avanço das parcerias internacionais em inovação verde e a busca por soluções sustentáveis no transporte marítimo.

Essas ações consolidam o MPor como protagonista na agenda global de sustentabilidade portuária, fortalecendo o compromisso do Brasil com práticas ESG (ambientais, sociais e de governança).

IDA-Navegação: ferramenta inédita para medir sustentabilidade

À tarde, o Ministério de Portos e Aeroportos apresenta oficialmente o IDA-Navegação, um instrumento inédito que permitirá avaliar e estimular boas práticas ambientais, sociais e de governança no setor aquaviário. Desenvolvido em parceria com a Infra S.A., o índice utiliza 39 indicadores distribuídos em quatro dimensões — físico-química, biológico-ecológica, sociocultural e econômico-operacional — para medir o desempenho ambiental das embarcações.

Durante o evento, será apresentada também a agenda de concessões hidroviárias, com destaque para o projeto da Hidrovia do Rio Paraguai, considerado um marco na logística de baixo carbono.

Compromisso social e combate à exploração infantil

Além dos avanços técnicos, a programação do MPor na COP30 enfatiza o aspecto social da sustentabilidade. O ministério promove novas parcerias voltadas à proteção de crianças e adolescentes e à valorização das comunidades portuárias, reforçando que o desenvolvimento sustentável deve ser também inclusivo e humano.

Premiação de empresas e lançamento de livro

Encerrando o dia, acontece a cerimônia de entrega dos Selos de Sustentabilidade, reconhecendo 36 empresas signatárias do Pacto pela Sustentabilidade pelas melhores práticas ambientais, sociais e de governança. No evento, também será lançado o livro “Nós e a Natureza: somos um com o planeta” e assinado um Memorando de Entendimento entre o MPor e a Childhood Brasil, voltado à prevenção da exploração sexual infantil em áreas portuárias e logísticas.

A cerimônia será realizada na Estação CNT, na Zona Verde da COP30, em Belém (PA), reunindo autoridades, lideranças empresariais e representantes de organismos internacionais.

Serviço:
Evento: MPor no segundo dia da COP30
Data: Quarta-feira, 12 de novembro
Horário: 15h às 18h
Local: Estação CNT – Zona Verde, COP30, Belém (PA)

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / COP30
Texto: Redação

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