Portos

Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

Ler Mais
Exportação

Uva terá tarifa zerada na Europa com acordo Mercosul-UE a partir de maio

A partir de 1º de maio, a exportação de uva brasileira para a Europa passará a contar com tarifa zerada, eliminando a alíquota de 11% atualmente aplicada. A medida entra em vigor com o início do acordo provisório entre Mercosul e União Europeia, já confirmado pelo Governo Federal.

A uva se destaca entre os produtos beneficiados por reduções tarifárias progressivas, sendo um dos poucos itens com isenção imediata dentro do acordo.

Acordo amplia competitividade do Brasil no mercado europeu

O tratado comercial entre os blocos gera expectativa positiva no setor de fruticultura brasileira, principalmente pela redução de tarifas que variam entre 4% e 14% para diversos produtos nacionais.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a medida traz mais previsibilidade e fortalece a posição do Brasil no mercado internacional.

A redução deve aumentar a competitividade das frutas brasileiras, especialmente frente a países como Peru, Chile e África do Sul, que já possuem condições tarifárias mais favoráveis para exportação à Europa.

Diversificação de mercados segue como estratégia

Além do avanço no mercado europeu, o Brasil vem ampliando sua presença global. Recentemente, a uva brasileira conquistou espaço no mercado asiático, com abertura comercial para a China.

A estratégia de diversificação, liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), busca reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar o alcance das exportações.

A entidade destaca que ações para abertura de novos destinos vêm sendo realizadas há anos, incluindo negociações para exportação de outras frutas, como citros para a Índia.

Exportações de frutas batem recorde em 2025

O setor de exportação de frutas registrou desempenho histórico em 2025, alcançando US$ 1,45 bilhão em faturamento — crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume na comparação com 2024.

As vendas para a Europa tiveram destaque, com aumento de 12,8% em valor e 19,1% em volume para frutas como manga, melão, limão, melancia, uva e mamão.

No total, essas frutas geraram US$ 967 milhões em receita. O volume exportado ao continente europeu chegou a 949 mil toneladas, superando as 796,6 mil toneladas registradas no ano anterior.

Projeções indicam crescimento contínuo do setor

A ApexBrasil projeta que o faturamento da fruticultura nacional cresça cerca de 40% até 2029, podendo atingir US$ 1,8 bilhão.

Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, com receita próxima de US$ 1,3 bilhão, consolidando o país como um dos principais players globais do setor.

A expectativa é que acordos comerciais como o entre Mercosul e União Europeia continuem impulsionando o crescimento e a diversificação das exportações brasileiras.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

Ler Mais
Exportação

FIESC organiza missão à Espanha para ampliar exportações de Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) anunciou uma missão empresarial à Espanha em abril, com foco em internacionalização e expansão de mercados. A iniciativa inclui visitas a Madri e às Ilhas Canárias, usando o Porto de Las Palmas como ponto estratégico para acessar o mercado europeu e africano.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a missão faz parte de um plano de prospecção voltado para alianças estratégicas e oportunidades de negócios para a indústria catarinense. “Las Palmas oferece localização privilegiada e incentivos econômicos que podem facilitar a entrada de produtos de Santa Catarina na Europa e na África”, afirmou.

Delegação espanhola participa de reuniões estratégicas

Na semana passada, a FIESC recebeu representantes de instituições espanholas para tratar da missão. Entre os participantes estavam a Câmara de Comércio Brasil-Espanha – Regional Canárias, a Câmara de Comércio Espanhola no Brasil, a Câmara de Comércio de Las Palmas, a Autoridade Portuária de Las Palmas e a empresa de logística BS Cargo.

O encontro teve como objetivo alinhar agendas de negócios e preparar a participação das indústrias catarinenses no evento que ocorrerá em abril.

Agenda da missão: Madri e Las Palmas

O Encontro de Negócios Espanha x Santa Catarina – Aliança Estratégica Global: Conectando o Mercado Europeu ao Mercosul será realizado entre os dias 17 e 26 de abril. O evento multissetorial dará prioridade ao setor de máquinas e equipamentos.

Em Madri, as indústrias de SC terão reuniões com potenciais compradores, visitas técnicas e agendas institucionais, incluindo encontros em entidades do setor produtivo e na Embaixada do Brasil. Em Las Palmas, os participantes visitarão o porto e se encontrarão com associações empresariais locais.

Podem se inscrever empresas catarinenses do segmento de máquinas e equipamentos interessadas em ampliar sua presença internacional.

Exportações de Santa Catarina para a Espanha em 2025

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha, com destaque para carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada, e móveis. As importações do país europeu somaram US$ 322 milhões, lideradas por pigmentos, azeite de oliva, cosméticos e medicamentos.

Com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, a FIESC identificou oportunidades para que produtos catarinenses aumentem sua participação no mercado espanhol e explorem novas rotas de exportação.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dami Radin

Ler Mais
Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia pode criar maior área de livre comércio do mundo, diz ministro

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode estabelecer a maior área de livre comércio do planeta, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

De acordo com o ministro, o entendimento aprovado no Senado Federal representa um avanço significativo para o comércio internacional e abre novas oportunidades para a economia brasileira. Ele ressaltou que a negociação foi viabilizada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Integração comercial entre Mercosul e União Europeia

O tratado prevê a criação de um amplo mercado envolvendo os países do Mercosul e da União Europeia. Segundo Teixeira, o acordo estabelece um período de transição para adaptação gradual das economias envolvidas.

Durante esse intervalo, o mercado brasileiro passará por um processo de abertura para produtos europeus, enquanto as nações europeias ampliarão o acesso a produtos brasileiros. Para o ministro, essa etapa permitirá que os setores produtivos se preparem para as novas condições comerciais.

Ele também afirmou que a agricultura familiar brasileira não deve ser prejudicada. Pelo contrário, o acordo pode ampliar as oportunidades de exportação.

De acordo com o ministro, cerca de 700 milhões de consumidores terão potencial acesso aos alimentos produzidos no Brasil.

Impacto do cenário internacional no preço dos alimentos

Na entrevista, o ministro também comentou que fatores externos podem influenciar diretamente os preços dos alimentos no Brasil. Entre os elementos citados estão conflitos internacionais e oscilações em commodities globais.

Segundo ele, produtos como carne, soja e milho têm valores definidos em dólar no mercado internacional. Além disso, o custo do petróleo afeta a cadeia produtiva agrícola. Dessa forma, variações cambiais ou mudanças nos preços globais acabam refletindo no valor final dos alimentos consumidos no país.

Apesar dos desafios, Teixeira afirmou manter uma visão otimista sobre o futuro econômico e social do Brasil, destacando a importância de políticas baseadas em sustentabilidade, inclusão e cooperação internacional.

Reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar

Outro tema abordado pelo ministro foi a necessidade de avançar na reforma agrária no Brasil. Segundo ele, a política é fundamental para reduzir desigualdades sociais e estimular o desenvolvimento rural.

Teixeira afirmou que programas ligados à reforma agrária contribuem para ampliar a produção de alimentos, incentivar a permanência dos jovens no campo e promover desenvolvimento regional.

Entre as iniciativas mencionadas estão o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e as Escolas Família Agrícola, que incentivam formação educacional voltada ao meio rural.

O ministro participou recentemente da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), realizada em Cartagena. Durante o encontro, foi firmado um memorando de entendimento com o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais para ampliar a cooperação técnica em políticas de acesso à terra e fortalecimento da agricultura familiar na América Latina.

Apoio a agricultores após chuvas em Minas Gerais

O ministro também comentou as medidas de apoio aos agricultores atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.

Segundo ele, produtores que tiveram perdas e possuem financiamento agrícola poderão contar com cobertura do seguro rural. Além disso, contratos de crédito poderão ser renegociados conforme a extensão dos prejuízos comprovados.

A medida faz parte das ações do governo federal para apoiar famílias que perderam produção ou bens em decorrência das enchentes.

FONTE: Secretaria da Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Campos/Secom-PR

Ler Mais
Comércio Exterior

Mercosul–União Europeia: Senado aprova acordo comercial que cria maior zona de livre comércio do mundo

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo a tramitação do tratado no Congresso Nacional. A votação ocorreu de forma unânime entre os parlamentares.

O texto foi formalizado por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026 e agora aguarda apenas a promulgação pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Com essa etapa final, o pacto será oficialmente internalizado no ordenamento jurídico brasileiro.

Redução de tarifas impulsiona comércio internacional

O acordo prevê uma ampla redução de tarifas entre os dois blocos econômicos. Pelo cronograma estabelecido, os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — eliminarão tarifas sobre 91% dos produtos europeus em um prazo de até 15 anos.

Em contrapartida, a União Europeia deverá retirar tarifas de 95% dos bens exportados pelo Mercosul em um período de até 12 anos. A medida tende a ampliar o fluxo de comércio entre os blocos e fortalecer as relações econômicas entre América do Sul e Europa.

Maior zona de livre comércio do planeta

Com a implementação do tratado, será formada a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado com mais de 720 milhões de habitantes.

A expectativa é de que a abertura comercial favoreça o aumento das trocas internacionais, além de estimular investimentos e parcerias estratégicas entre empresas dos dois blocos.

Impacto nas exportações brasileiras

Estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o acordo pode gerar um crescimento de aproximadamente US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras.

Além do aumento nas vendas externas, o tratado também deve contribuir para diversificar a pauta exportadora do país, abrindo novas oportunidades para diferentes setores produtivos, incluindo a indústria.

Na semana passada, os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo, reforçando o avanço da implementação do tratado dentro do Mercosul.

União Europeia avalia aplicação provisória

Do lado europeu, o Parlamento Europeu solicitou, em janeiro, uma análise jurídica do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Mesmo com a avaliação em andamento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente que o bloco pretende aplicar o tratado de forma provisória a partir de maio.

O acordo conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistência principalmente da França, que teme impactos competitivos no setor agropecuário europeu.

Fonte: Agência Brasil.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

Ler Mais
Internacional

Acordo Mercosul-UE avança no Congresso e entra na pauta de comissão da Câmara

O acordo Mercosul-União Europeia deu o primeiro passo no Congresso Nacional e pode ser analisado nesta terça-feira (10) por uma comissão da Câmara dos Deputados. O tratado está na pauta do colegiado responsável por representar o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

A expectativa entre parlamentares é de uma votação sem grandes debates, abrindo caminho para que o texto avance às próximas etapas de tramitação. A apreciação em plenário, no entanto, deve ocorrer apenas após o Carnaval.

Relatório defende aprovação do tratado

O parecer em análise foi elaborado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da comissão, e recomenda que o Congresso aprove o acordo firmado entre os dois blocos econômicos. O posicionamento foi apresentado pelo parlamentar durante reunião com líderes partidários da Câmara, realizada na segunda-feira (9).

Segundo Chinaglia, os deputados não poderão alterar o conteúdo do tratado, já negociado entre o Mercosul e a União Europeia, cabendo ao Legislativo apenas aprovar ou rejeitar o texto. A votação pode ser adiada caso algum parlamentar apresente pedido de vista, o que ampliaria o prazo de análise.

Apoio político e do agronegócio

Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a aprovação do acordo é provável. O tratado reúne apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas e conta com respaldo expressivo do agronegócio, setor que vê no acordo uma oportunidade de ampliação de mercados.

Em entrevista, Arlindo Chinaglia afirmou que o tratado tende a impulsionar a economia brasileira ao ampliar as trocas comerciais e reduzir tarifas. Segundo ele, o acordo elimina 95% das tarifas sobre produtos importados pela União Europeia, o que pode resultar em mais investimentos e geração de empregos no país.

“O acordo garante acesso preferencial a um mercado de 450 milhões de consumidores e a um PIB superior a US$ 22 trilhões, o que significa mais exportações, mais investimentos e mais postos de trabalho no Brasil”, afirmou o deputado.

Tramitação e próximos passos

Após mais de 26 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE foi oficialmente assinado em 17 de janeiro, durante cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e reforça as relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.

Para entrar em vigor, o documento precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países do Mercosul. No Brasil, a tramitação começa pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, segue para o Senado Federal.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que o acordo pode elevar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040.

Principais pontos do acordo Mercosul-UE

Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte de bens e serviços
  • Mercosul: tarifa zero para 91% dos produtos europeus em até 15 anos
  • União Europeia: eliminação de tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul

Impacto imediato para a indústria

  • Tarifa zero para produtos industriais como máquinas e equipamentos

Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Preferência para empresas do Mercosul
  • Mais previsibilidade e redução de barreiras técnicas

Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados não podem estar ligados a desmatamento ilegal
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de descumprimento do Acordo de Paris

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

Ler Mais
Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia: aprovação no Congresso brasileiro pode acelerar processo na Europa

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou nesta quinta-feira (22) que o governo brasileiro segue empenhado em garantir a rápida ratificação do acordo Mercosul-União Europeia pelo Congresso Nacional. Segundo ele, o avanço do processo legislativo no Brasil e nos demais países do bloco sul-americano pode influenciar positivamente a tramitação do tratado no continente europeu.

A declaração ocorre após o Parlamento Europeu decidir, por maioria simples, acionar a Justiça para questionar aspectos da tramitação legislativa do acordo, movimento que pode retardar sua aprovação e entrada em vigor na União Europeia.

Brasil busca dar exemplo na ratificação do acordo

Durante coletiva de imprensa, Alckmin destacou que o país pretende liderar pelo exemplo ao acelerar a análise do texto no Legislativo brasileiro. Ao lado do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o ministro reforçou que o governo trabalha para que o Senado avance rapidamente na ratificação.

“O Brasil deve ser o exemplo e buscar uma aprovação célere”, afirmou. Para Alckmin, embora o impasse europeu não esteja sob controle do governo brasileiro, a atuação interna pode contribuir para destravar o processo internacional.

Impasse europeu e expectativa de superação

O vice-presidente reconheceu que a decisão do Parlamento Europeu representa um obstáculo momentâneo, mas demonstrou otimismo quanto à superação do impasse. Segundo ele, o objetivo é criar condições para que a Comissão Europeia avance com mais agilidade na condução do acordo.

Alckmin ressaltou que o Brasil continuará colaborando institucionalmente para que o tratado avance, mesmo diante das dificuldades enfrentadas no cenário europeu.

Acordo é visto como estratégico em cenário global instável

Ao comentar o contexto internacional, o ministro classificou o acordo Mercosul-UE como estratégico em um momento marcado por instabilidade geopolítica e crescimento do protecionismo. Para ele, trata-se de uma iniciativa histórica por envolver dois grandes blocos econômicos e por reforçar o diálogo multilateral.

O acordo, segundo Alckmin, tem potencial para ampliar mercados, estimular investimentos recíprocos, fortalecer o multilateralismo e gerar avanços em sustentabilidade, além de aproximar sociedades dos dois continentes.

Congresso promete acelerar tramitação

Na mesma coletiva, o senador Nelsinho Trad afirmou que o Parlamento brasileiro está disposto a colaborar para dar celeridade ao processo. Ele destacou que há alinhamento também entre os países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, no sentido de acelerar a tramitação legislativa.

De acordo com o senador, o ambiente político é favorável para que o acordo avance de forma mais rápida nos parlamentos do bloco sul-americano.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

Ler Mais
Internacional

Davos 2026: Brasil busca se posicionar como porto seguro para investimentos

O Fórum Econômico Mundial 2026, iniciado nesta segunda-feira (19) em Davos, na Suíça, reúne líderes globais sob o tema “A Spirit of Dialogue”. Em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, o Brasil chega ao encontro com a estratégia de reforçar uma imagem de previsibilidade e segurança para negócios, priorizando uma agenda técnica em vez de discursos políticos.

Agenda brasileira sem protagonismo presidencial

Diferentemente de outras edições, o país não conta com uma comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ainda assim, o governo tenta utilizar o WEF como extensão de uma agenda construída ao longo dos últimos meses, centrada em três eixos considerados estratégicos: acesso a mercados, segurança institucional e infraestrutura digital do Estado.

Acordo Mercosul–UE reforça credenciais comerciais

O primeiro pilar da estratégia brasileira chega fortalecido a Davos com a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, firmada na sexta-feira (17), após mais de 25 anos de negociações. O anúncio ocorre em um momento sensível, já que o próprio WEF aponta o confronto geoeconômico como um dos principais riscos globais de curto prazo, com comércio, tecnologia e finanças cada vez mais utilizados como instrumentos de disputa entre países.

Para o Brasil, o acordo funciona como um sinal concreto de abertura comercial e integração às cadeias globais, em um fórum onde investidores e governos reavaliam riscos e redesenham estratégias internacionais.

Previsibilidade institucional entra no centro do discurso

O segundo eixo apresentado pelo país é institucional. Em meio ao debate recorrente sobre a queda de confiança em governos, empresas e meios de comunicação — tema frequente em relatórios como o Edelman Trust Barometer —, o Brasil busca se afastar da imagem de instabilidade.

A mensagem levada a Davos é pragmática: o país pretende ser visto como um grande mercado com regras claras, segurança jurídica e contratos previsíveis, capazes de sustentar decisões de investimento de longo prazo em um cenário global cada vez mais seletivo.

Infraestrutura digital como ativo econômico

A terceira frente é a agenda digital, que explica a participação da ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck. Ela integra uma programação paralela ligada à Colaboração Digital Global do WEF, iniciativa na qual o Brasil assumiu a presidência de um dos grupos estratégicos.

O foco está no fortalecimento da infraestrutura digital do Estado, incluindo sistemas de identidade, credenciais e serviços públicos digitais. Esse tema ganha relevância para o setor privado por impactar diretamente processos como abertura de empresas, compliance, contratações públicas e acesso a serviços, posicionando a eficiência administrativa como diferencial competitivo.

Crescimento e produtividade no debate regional

A participação brasileira também se dá por meio do debate sobre crescimento econômico e produtividade na América Latina. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa da sessão “Breaking Latin America’s Growth Ceiling”, ao lado de lideranças como Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Julio Velarde, presidente do Banco Central do Peru.

O pano de fundo das discussões regionais em Davos é o desafio de atrair investimentos e sustentar o crescimento em um mundo mais protecionista, fragmentado e cauteloso ao risco.

Mensagem final: foco em negócios

Em Davos 2026, o Brasil busca menos visibilidade política e mais credibilidade econômica. A estratégia é demonstrar, por meio de acordos, reformas e agendas técnicas, que o país está disposto a fazer negócios em um cenário internacional no qual a política voltou a influenciar diretamente o fluxo de comércio e investimentos.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: World Economic Forum/Chris_Heeney

Ler Mais
Comércio Internacional

FIESC aponta acordo Mercosul-União Europeia como avanço estratégico para a indústria

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia como um avanço estratégico a assinatura do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, formalizada neste sábado (17). Para a entidade, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com impacto positivo direto sobre a indústria catarinense.

Negociado ao longo de mais de 26 anos, o acordo envolve um universo de 720 milhões de consumidores, ampliando o potencial de acesso a mercados para produtos e serviços brasileiros.

União Europeia lidera destino das exportações catarinenses

Levantamento da FIESC mostra que, em 2025, a União Europeia superou a China e se tornou o principal destino das exportações de Santa Catarina. Em 2024, as vendas do estado ao bloco europeu somaram US$ 1,35 bilhão, alta de 10,66% em relação ao ano anterior, representando 11,1% das exportações catarinenses.

Diversificação reduz riscos comerciais

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a assinatura ocorre em um momento oportuno, marcado por tensões geopolíticas e reconfiguração das cadeias globais de produção. Segundo ele, acordos comerciais desse porte contribuem para diversificar destinos de exportação e reduzir a exposição a mudanças abruptas no cenário internacional.

Seleme cita como exemplo impactos recentes de medidas protecionistas, como o tarifaço norte-americano, que reforçam a necessidade de ampliar parcerias comerciais.

Santa Catarina ganha protagonismo estratégico

Na avaliação da FIESC, o acordo tende a ampliar as parcerias econômicas e tecnológicas com o bloco europeu. Santa Catarina é apontada como um hub logístico e produtivo, com destaque para a infraestrutura portuária, o setor de serviços, o turismo e a integração física proporcionada pela localização geográfica.

Além do comércio, o entendimento pode estimular intercâmbio tecnológico e alianças estratégicas em setores industriais relevantes.

Acordo vai além do comércio

O Acordo de Parceria União Europeia-Mercosul é considerado o mais moderno já negociado pelo bloco sul-americano. O texto completo abrange áreas como defesa, tecnologia, direitos humanos, relações do trabalho, sustentabilidade e mudanças climáticas.

Diante da complexidade para aprovação integral, a União Europeia optou por priorizar a parte comercial, resultando no chamado Acordo Interino de Comércio.

Próximos passos para ratificação

Após a assinatura, o acordo interino seguirá para ratificação no Parlamento Europeu, por maioria simples. Nos países do Mercosul, o texto será submetido aos respectivos Congressos nacionais antes da aprovação final pelo Poder Executivo. Posteriormente, o acordo será incorporado ao Acordo de Parceria Mercosul-UE (EMPA), quando este for aprovado.

Impacto econômico e geração de empregos

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia, foram gerados 21,8 mil empregos, além da movimentação de R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: FIESC

Ler Mais
Exportação

Exportações impulsionam economia de Santa Catarina e ampliam oportunidades com Mercosul-UE

Potência exportadora fortalece indústria catarinense
A força das exportações de Santa Catarina é um dos principais fatores que colocam o estado entre as economias mais dinâmicas do Brasil. Esse perfil internacionalizado tem ajudado empresas catarinenses a diversificar mercados externos, especialmente diante do aumento de tarifas dos Estados Unidos, e tende a ganhar novo impulso com o acordo Mercosul-União Europeia. Atualmente, Santa Catarina conta com 14 polos industriais com inserção internacional.

O destaque exportador é detalhado no estudo “Polos Industriais de Referência”, elaborado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria e a CNI. A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcelo Albuquerque.

Setores industriais com presença global
Segundo o levantamento, os 14 polos catarinenses atuam no comércio exterior principalmente em sete segmentos industriais:
madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, alimentos e bebidas, minerais não metálicos e veículos, embarcações e aeronaves.

O setor de madeira e móveis lidera em número de polos, com presença em cinco regiões do estado: Oeste, Norte, Vale do Itajaí, Serra e Sul. O estudo também aponta que os três estados da Região Sul possuem o mesmo número de polos internacionais (14 cada), ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.

Norte de SC lidera em polos internacionais
A mesorregião Norte de Santa Catarina concentra o maior número de polos com inserção internacional: são quatro, distribuídos entre os setores de madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos e equipamentos elétricos. Florianópolis aparece com dois polos: cerâmica de revestimento e embarcações náuticas.

No Vale do Itajaí, destacam-se os polos de embarcações e produtos de madeira. Já o Oeste catarinense reúne polos de alimentos e bebidas e madeira e móveis, enquanto o Sul concentra polos de cerâmica e produtos madeireiros. A Serra Catarinense se projeta com polos de madeira e móveis e papel e celulose.

Exportar fortalece empresas e regiões
Empresas inseridas no mercado internacional tendem a ganhar competitividade, ampliar a base de clientes e reduzir riscos ligados à sazonalidade. Além disso, a exportação estimula produtividade, inovação e geração de empregos, fortalecendo as economias regionais.

Desempenho do Norte catarinense na balança comercial
Com quatro polos internacionais, o Norte do estado apresenta os melhores resultados da balança comercial catarinense. A região abriga empresas de destaque global como WEG, Nidec, Tupy e Tigre. Em 2024, os polos da mesorregião exportaram US$ 4,97 bilhões.

Segundo o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a região combina tradição industrial, diversidade produtiva e forte investimento em inovação e qualificação profissional, fatores que sustentam sua competitividade global.

Oeste, Serra e Sul: força regional nas exportações
Reconhecido como fornecedor global de proteína animal, o Oeste de Santa Catarina se destaca nas exportações de alimentos e bebidas, além de madeira e móveis. Em 2024, a região exportou US$ 1,45 bilhão, sendo US$ 638 milhões do polo de alimentos e bebidas e US$ 385,9 milhões de madeira e móveis.

A região abriga unidades de grandes grupos do setor, como BRF (Sadia e Perdigão), JBS (Seara) e Aurora Coop, referências no mercado internacional.

Na Serra Catarinense, os polos de base florestal somaram exportações expressivas em 2024: US$ 381,8 milhões em madeira e móveis e US$ 166,5 milhões em papel e celulose.

Já o Sul do estado se destaca pelos polos de cerâmica de revestimento e produtos de madeira, com exportações de US$ 105,9 milhões no setor cerâmico e US$ 54,3 milhões em madeira no último ano.

Florianópolis e Vale do Itajaí no comércio exterior
A região de Florianópolis mantém dois polos com atuação internacional — cerâmica de revestimento e indústria náutica — e exportou cerca de US$ 252,45 milhões em 2024.

O Vale do Itajaí também conta com dois polos internacionais: produtos de madeira e embarcações. No último ano, o setor madeireiro alcançou US$ 413,75 milhões em exportações, enquanto o segmento náutico somou US$ 26,23 milhões.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patrick Rodrigues, NSC

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook