Portos

Porto de Itajaí: consulta pública sobre arrendamento de terminal recebe contribuições até 13 de agosto

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mantém aberta, até 13 de agosto, a Consulta e Audiência Públicas nº 07/2026, que reúne contribuições para o processo de arrendamento da área ITJ01, localizada no Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

A iniciativa tem como objetivo aprimorar os documentos técnicos e jurídicos que embasam a concessão da área, destinada às operações de movimentação e armazenagem de cargas gerais e conteinerizadas. O período de participação foi iniciado em 29 de junho.

Como enviar sugestões à consulta pública

As contribuições poderão ser encaminhadas até as 23h59 do dia 13 de agosto, exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível na página oficial da Consulta e Audiência Públicas nº 07/2026 no portal da ANTAQ.

Caso seja necessário anexar imagens digitais, o envio deverá ser realizado pelo e-mail disponibilizado pela Agência, desde que o participante esteja devidamente identificado e respeite o prazo estabelecido para participação.

Documentação está disponível no portal da ANTAQ

Todos os documentos técnicos e jurídicos relacionados ao processo de arrendamento do terminal podem ser consultados na página da consulta pública no site da ANTAQ.

Após o encerramento do período de contribuições, a Agência divulgará todas as manifestações recebidas em seu portal, garantindo transparência ao processo. A data, o formato, o horário e o local da audiência pública serão anunciados posteriormente.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Terminal arrendado e TUP: entenda as diferenças nos modelos de operação dos portos brasileiros

Os portos brasileiros operam sob diferentes modelos de gestão previstos pela Lei nº 12.815/2013, conhecida como Lei dos Portos. Apesar de leilões, concessões e novos empreendimentos serem frequentes no setor, isso não significa que um porto público esteja sendo vendido.

Cada modalidade de exploração possui regras específicas, diferentes formas de contratação ou autorização e responsabilidades distintas entre o poder público e a iniciativa privada. Compreender esses formatos facilita o entendimento sobre os investimentos em infraestrutura portuária e a forma como os serviços são administrados no país.

O que é um porto organizado?

O porto organizado é uma área pública destinada à movimentação de cargas e passageiros, além da armazenagem de mercadorias e apoio à navegação. Sua delimitação é definida pelo Poder Executivo, e a administração fica sob responsabilidade de uma autoridade portuária.

Dentro dessa estrutura podem existir cais, berços de atracação, armazéns, pátios, acessos terrestres e diferentes tipos de terminais, todos voltados às operações logísticas e ao transporte marítimo.

Como funciona um terminal arrendado?

O terminal arrendado está localizado dentro da área de um porto organizado e é operado por uma empresa privada mediante contrato de arrendamento.

Esse contrato é firmado após um processo licitatório, normalmente realizado por meio de leilão, no qual são definidos prazo de exploração, investimentos obrigatórios, metas operacionais e critérios de fiscalização.

Embora a iniciativa privada seja responsável pela operação durante a vigência do contrato, a área continua sendo patrimônio público. Ao término do arrendamento, a infraestrutura permanece vinculada ao porto organizado.

Esses terminais costumam ser identificados por códigos técnicos utilizados em estudos e editais. No primeiro bloco de leilões portuários de 2026, por exemplo, foram ofertadas as áreas MCP01, no Porto de Santana (AP), POA26, no Porto de Porto Alegre (RS), e NAT01, no Porto de Natal (RN).

O que é um Terminal de Uso Privado (TUP)?

O Terminal de Uso Privado (TUP) é uma instalação portuária localizada fora da área do porto organizado.

Diferentemente do terminal arrendado, o TUP não depende de contrato de arrendamento. Sua implantação e operação ocorrem por meio de autorização concedida pelo poder público, permitindo que empresas privadas construam e administrem essas estruturas conforme a regulamentação vigente.

Esse modelo amplia a participação da iniciativa privada na expansão da capacidade logística do país, respeitando as normas estabelecidas para o setor.

Por que essa diferença é importante?

Conhecer as características de cada modelo ajuda a compreender como são realizados os investimentos na logística portuária, quais são as responsabilidades de cada agente e de que forma os empreendimentos são regulados.

Independentemente do modelo adotado, todas as operações portuárias devem cumprir exigências legais, ambientais, trabalhistas e de segurança da navegação. Além disso, a fiscalização envolve diversos órgãos públicos, entre eles a autoridade portuária, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Marinha do Brasil, a Receita Federal e outras instituições competentes, conforme o tipo de atividade desenvolvida.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portos do Paraná

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Portos

Etanol impulsiona Porto de Santos na disputa pelo bunker verde

O Porto de Santos deu um passo importante na transição energética do transporte marítimo ao realizar o primeiro abastecimento, em território brasileiro, de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol. A operação reforça o potencial do maior complexo portuário da América Latina para se consolidar como um hub de bunker verde e coloca o Brasil em posição de destaque na corrida global por combustíveis marítimos de baixo carbono.

O procedimento foi realizado no último dia 12 com o navio CMA CGM IRON, embarcação com capacidade para 13 mil TEU equipada com motor tricombustível, certificado para operar com etanol, metanol e combustíveis convencionais.

A ação envolveu a participação da CMA CGM, Copersucar, Bunker One, Santos Brasil, AGEO Terminais e da fabricante de motores marítimos Everllence.

Setor marítimo acelera busca por combustíveis sustentáveis

A iniciativa acontece em meio ao avanço das metas globais de descarbonização da navegação. Com regras ambientais cada vez mais rigorosas, armadores e operadores portuários vêm ampliando os investimentos em alternativas ao óleo combustível tradicional.

A Organização Marítima Internacional (IMO) estabeleceu como objetivo alcançar a neutralidade climática do setor até meados deste século, enquanto o regulamento europeu FuelEU Maritime passou a exigir redução gradual da intensidade de carbono dos combustíveis utilizados por navios que operam em portos da Europa.

As metas começam com redução de 2% nas emissões em 2025 e deverão chegar a 80% até 2050, aumentando os incentivos para o uso de energias renováveis na navegação internacional.

Corrida tecnológica movimenta indústria naval

Responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, o transporte marítimo vive uma disputa entre diferentes tecnologias para combustíveis de baixa emissão.

Entre as principais alternativas estão metanol, etanol, amônia, hidrogênio, biometano e outros biocombustíveis líquidos.

Enquanto a Maersk concentra sua estratégia no metanol verde, a CMA CGM aposta em uma matriz diversificada, investindo simultaneamente em gás natural liquefeito (GNL), metanol, biometano e combustíveis renováveis para reduzir riscos tecnológicos.

Esse movimento também se reflete na construção de novos navios. Dados da consultoria Clarksons Research apontam que 590 embarcações aptas a utilizar combustíveis alternativos foram encomendadas em 2025, elevando para quase duas mil unidades a carteira global desse tipo de tecnologia. Deste total, 385 navios já possuem capacidade para operar com metanol, considerado uma das principais apostas da indústria para reduzir emissões.

Brasil ganha vantagem com produção de etanol

O Brasil aparece como um dos mercados mais competitivos nesse cenário por reunir ampla oferta de biomassa, produção consolidada de etanol e infraestrutura logística capaz de atender à demanda internacional.

Especialistas avaliam que a compatibilidade tecnológica entre motores preparados para metanol e etanol pode facilitar a adoção do biocombustível brasileiro pela nova geração de embarcações, ampliando as oportunidades para o setor sucroenergético nacional.

Além de utilizar uma cadeia produtiva já estabelecida, o etanol reduz a necessidade de investimentos em novas estruturas industriais, tornando-se uma alternativa economicamente competitiva para a descarbonização da navegação.

Operação reforça papel estratégico do Porto de Santos

O abastecimento exigiu uma operação logística integrada, envolvendo transporte do combustível, armazenamento em estrutura dedicada e transferência ao navio por meio de uma barcaça especializada, seguindo protocolos internacionais de segurança.

Com isso, o Porto de Santos fortalece sua posição como candidato a centro regional de fornecimento de combustíveis marítimos renováveis para o Atlântico Sul, beneficiado pela proximidade com a principal região produtora de etanol do país e pela infraestrutura já existente.

A estratégia também acompanha o fortalecimento da presença da CMA CGM no Brasil após a aquisição da Santos Brasil, concluída em 2025, ampliando os investimentos do grupo francês na infraestrutura logística e na transição energética do transporte marítimo.

Nova geração de navios amplia mercado para biocombustíveis

Entregue em 2025, o CMA CGM IRON é o primeiro de uma série de 12 porta-contêineres de 13 mil TEU equipados com motores tricombustíveis preparados para operar com etanol.

A companhia projeta colocar em operação cerca de 200 embarcações movidas por energias de baixo carbono até 2031.

Caso a demanda mundial por combustíveis sustentáveis continue crescendo na próxima década, o Brasil poderá ampliar sua liderança no mercado de biocombustíveis, estendendo ao transporte marítimo o protagonismo já consolidado no setor rodoviário e fortalecendo o papel estratégico dos portos nacionais na transição energética global.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Exportação

Exportações de cacau pelo Porto de Callao superam 70% no Terminal Sul administrado pela DP World

O Porto de Callao, no Peru, consolidou sua importância na logística de exportação de cacau, com o Terminal Sul (Muelle Sur) respondendo por 71,4% dos embarques do produto realizados pelo país entre janeiro e maio de 2026.

No período, o terminal operado pela DP World Callao movimentou 2.579 TEU de cacau peruano, reforçando seu papel estratégico no escoamento da produção destinada ao mercado internacional.

Europa lidera como principal destino do cacau peruano

Divulgados durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, os dados mostram que a Europa concentrou 43,4% das exportações realizadas pelo terminal no período analisado.

Na sequência aparecem os mercados das Américas e da Ásia, que também figuram entre os principais destinos do cacau peruano, evidenciando a crescente demanda global pelo produto.

Qualidade e sustentabilidade impulsionam o produto no mercado externo

Segundo o diretor-geral da DP World Callao, Marco Hernández, o cacau do Peru vem conquistando cada vez mais espaço em mercados internacionais que exigem elevados padrões de qualidade.

De acordo com o executivo, esse avanço é resultado não apenas da excelência do produto, mas também do compromisso de toda a cadeia exportadora com práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência logística, fatores considerados essenciais pelos compradores globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Agronegócio

Governo prioriza desembarque de fertilizantes nos portos para garantir abastecimento do agronegócio

O governo federal anunciou, na quinta-feira (9), uma série de medidas para dar prioridade ao desembarque de fertilizantes nos portos brasileiros. A iniciativa ocorre em meio aos desafios enfrentados pela cadeia logística internacional, agravados pelo conflito no Oriente Médio, que tem afetado o abastecimento de insumos agrícolas fundamentais para a produção nacional.

Estratégia foi debatida entre ministérios

A decisão foi discutida em reunião entre os ministérios da Agricultura e Pecuária e de Portos e Aeroportos. Durante o encontro, representantes das duas pastas avaliaram alternativas para agilizar a atracação e o descarregamento de embarcações que transportam fertilizantes minerais, com foco na eficiência da logística portuária.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a medida contempla produtos como fertilizantes nitrogenados, fertilizantes fosfatados e cloreto de potássio, considerados essenciais para o setor agropecuário.

Brasil depende das importações de fertilizantes

As discussões também levaram em conta a elevada dependência brasileira do mercado externo. Atualmente, cerca de 93% dos fertilizantes importados consumidos no país têm origem no exterior, tornando o abastecimento mais vulnerável a crises internacionais e gargalos logísticos.

Segundo o ministério, a solicitação para priorizar essas cargas já foi encaminhada oficialmente pelo Mapa. A expectativa é que as autoridades portuárias e os portos organizados recebam orientações para dar preferência à atracação de navios que transportam fertilizantes.

Priorização não altera fiscalização

O governo ressaltou que a prioridade no desembarque terá caráter exclusivamente administrativo. Dessa forma, não haverá qualquer flexibilização dos procedimentos de fiscalização sanitária, fitossanitária, aduaneira ou dos controles de qualidade aplicados às cargas.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

O Porto Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ), utiliza uma estrutura de grande porte para manter o transporte de minério de ferro em operação contínua. O terminal reúne equipamentos de alta capacidade, como viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios, formando uma cadeia logística que conecta a ferrovia aos embarques marítimos sem interrupções.

Especializado na movimentação de granéis sólidos, o complexo foi projetado para operar grandes volumes de carga com máxima eficiência, reduzindo paradas e aumentando a produtividade.

Viradores de vagões iniciam a movimentação do minério

A operação começa com a chegada dos trens carregados de minério. No terminal, dois viradores de vagões descarregam o material a uma capacidade de até 8.880 toneladas por hora cada.

Essa etapa é considerada estratégica, pois abastece toda a estrutura seguinte. Qualquer redução no ritmo da descarga impacta diretamente o transporte interno, o armazenamento e o carregamento dos navios.

Correias transportadoras conectam toda a operação

Após a descarga ferroviária, o minério segue por uma extensa rede de correias transportadoras, responsáveis por levar a carga até os pátios de estocagem e, posteriormente, aos berços de atracação.

Segundo informações do Porto Sudeste, essas estruturas podem alcançar 12 quilômetros de extensão e transportar até 12 mil toneladas por hora.

Diferentemente da movimentação feita por caminhões, o sistema funciona de forma contínua, garantindo maior eficiência no deslocamento de grandes volumes de minério ao longo do terminal.

Empilhadeiras recuperadoras organizam os estoques

Nos pátios de armazenagem, quatro empilhadeiras recuperadoras entram em ação para organizar o minério e devolvê-lo ao sistema quando chega o momento do embarque.

Cada equipamento possui lança de 60 metros e capacidade operacional de até 12 mil toneladas por hora.

Além de formar pilhas de estocagem, essas máquinas recuperam o material e o encaminham novamente às correias transportadoras, mantendo o fluxo constante da operação logística.

Carregadores de navios encerram o ciclo operacional

Na etapa final, dois carregadores de navios recebem o minério transportado pelas correias e realizam a distribuição da carga nos porões das embarcações.

Cada equipamento movimenta até 12 mil toneladas por hora, permitindo que o carregamento acompanhe o ritmo iniciado na ferrovia.

Essa sincronização evita gargalos e garante que toda a cadeia logística funcione de maneira integrada, desde a chegada do minério ao terminal até sua exportação.

Terminal movimenta granéis sólidos e líquidos

Além das operações com minério de ferro, o Porto Sudeste também atua na movimentação de granéis líquidos, especialmente produtos ligados à cadeia de óleo do pré-sal.

A capacidade atual do terminal é de até 50 milhões de toneladas por ano, entre granéis sólidos e líquidos, com licença ambiental que permite futura expansão para 100 milhões de toneladas anuais.

A localização estratégica em Itaguaí fortalece a integração entre o transporte ferroviário e o comércio marítimo internacional.

Integração das máquinas garante alta produtividade

O desempenho do Porto Sudeste depende da perfeita coordenação entre todos os equipamentos. Cada etapa possui capacidade compatível para impedir interrupções no fluxo da carga.

Enquanto terminais de contêineres trabalham com unidades individuais movimentadas por guindastes, a logística do minério opera em fluxo contínuo, semelhante a uma grande esteira industrial.

Nesse modelo, viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios atuam como partes de um único sistema, permitindo embarques em larga escala e sustentando uma operação essencial para as exportações brasileiras de minério de ferro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto SudestePorto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

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Portos

Moegão alcança 95% das obras e prepara Porto de Paranaguá para ampliar transporte ferroviário de grãos

As obras do Moegão, considerado o maior investimento portuário atualmente em execução no Brasil, entraram na fase final e já atingiram 95% de conclusão. O marco foi alcançado após a instalação do último dos 54 módulos metálicos que compõem o sistema aéreo de transporte de grãos e farelos vegetais.

O empreendimento reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões, financiados com recursos da Portos do Paraná e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e promete transformar a logística ferroviária do Porto de Paranaguá.

Sistema de transporte está praticamente concluído

Os módulos metálicos formam uma estrutura de aproximadamente 1,7 quilômetro de extensão, onde já foram instalados mais de 4 mil metros de correias transportadoras.

O sistema foi projetado exclusivamente para o Moegão e contará com três linhas independentes de esteiras, capazes de operar simultaneamente. O objetivo é transportar os produtos descarregados dos vagões diretamente até os terminais de exportação, aumentando a agilidade das operações.

Além das galerias metálicas, a construção da moega já foi finalizada, assim como o Sistema de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI), essencial para a segurança operacional. Também está pronta a torre de elevadores responsável por conduzir os grãos até as esteiras aéreas.

Grande parte dos equipamentos já foi instalada, incluindo estruturas localizadas em áreas subterrâneas que chegam a 14 metros de profundidade, equivalente à altura de um edifício de quatro pavimentos.

Projeto deve elevar em 63% a eficiência operacional

Segundo a Portos do Paraná, o Moegão reúne soluções inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar o recebimento das cargas transportadas por trem em um único ponto antes do embarque nos navios.

Com a nova estrutura, a capacidade diária de recebimento passará dos atuais 550 vagões para até 900 vagões descarregados em 24 horas, um aumento estimado de 63% na eficiência operacional.

Além disso, a movimentação anual de cargas pelo modal ferroviário poderá alcançar 24 milhões de toneladas, frente às pouco mais de cinco milhões de toneladas registradas atualmente.

Estrutura foi planejada para atender expansão ferroviária

O investimento também busca preparar o Porto de Paranaguá para o crescimento da malha ferroviária previsto nos próximos anos.

A infraestrutura foi dimensionada para absorver o aumento do fluxo de cargas com a futura ampliação da Ferroeste, incluindo o novo ramal previsto para o Mato Grosso do Sul, além da modernização da Malha Sul.

A expectativa é que o porto esteja apto a atender à demanda crescente sem comprometer a eficiência logística.

Onze terminais serão integrados ao novo sistema

O Moegão atenderá os 11 terminais que integram o Corredor de Exportação Leste (Corex), responsável pelo armazenamento e embarque de grãos destinados ao mercado internacional.

Cada terminal fará sua ligação ao sistema por meio das torres de transferência, processo que algumas empresas já iniciaram.

Obras entram na etapa final

As equipes seguem atuando simultaneamente em diferentes frentes de trabalho.

Entre os serviços em andamento estão a conclusão da linha férrea, a construção dos prédios administrativos e de manutenção e a implantação da subestação de energia exclusiva que abastecerá toda a operação do complexo.

A previsão é que os últimos trechos de trilhos sejam concluídos até o fim de julho.

Novo traçado ferroviário reduzirá manobras e trânsito na região portuária

Um dos principais ganhos do projeto será a reorganização da operação ferroviária.

O complexo contará com três linhas independentes, permitindo o descarregamento simultâneo de três vagões em cada uma delas, sem necessidade de dividir as composições para atender diferentes terminais.

Atualmente, esse processo exige diversas manobras, provocando bloqueios frequentes nas ruas da região portuária.

Com o novo sistema, o número de cruzamentos ferroviários utilizados será reduzido de 16 para apenas cinco. Dessa forma, as interrupções no trânsito ocorrerão somente durante a passagem dos trens, normalmente entre 10 e 15 minutos.

Outro diferencial é o formato em “pera” adotado no projeto ferroviário, implantado em uma área de aproximadamente 600 mil metros quadrados. A configuração permite entrada e saída dos trens por dois acessos distintos, melhorando a circulação das composições e reduzindo gargalos logísticos.

Projeto também traz benefícios ambientais

Além dos ganhos operacionais, o Moegão incorpora soluções voltadas à sustentabilidade.

As galerias metálicas contam com equipamentos que minimizam a dispersão de poeira durante o transporte dos grãos, enquanto a moega possui sistemas de captação do material particulado gerado no descarregamento dos vagões.

Os resíduos recolhidos retornam ao processo operacional, reduzindo perdas de carga e contribuindo para a melhoria da qualidade do ar na área portuária.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Peru regulamenta Fundo Social de Chancay para acelerar desenvolvimento em área de influência do porto

O governo do Peru deu um novo passo para fortalecer o desenvolvimento regional ao aprovar o regulamento da lei que institui o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay. A medida, anunciada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), tem como principal objetivo reduzir desigualdades e ampliar investimentos nas áreas impactadas pelo Porto de Chancay.

Regulamento define prioridades para investimentos

De acordo com o MEF, a Carteira de Investimentos Estratégicos Territoriais (CIET) reunirá projetos com orçamento inferior a 200 milhões de soles. As iniciativas deverão estar localizadas nas áreas de influência do corredor logístico ligado ao Hub Portuário de Chancay e ficarão sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Infraestrutura (ANIN).

A proposta busca direcionar recursos para obras e ações consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social da região.

Projetos sociais terão foco na redução de desigualdades

O regulamento também estabelece que os projetos sociais contemplam intervenções temporárias, de caráter setorial ou multissetorial, voltadas à redução ou eliminação de desigualdades sociais.

Essas ações, no entanto, não serão classificadas como investimentos dentro do Sistema Nacional de Programação Multianual e Gestão de Investimentos, mantendo um tratamento específico previsto pela legislação.

Como será financiado o Fundo Social de Chancay

Segundo as regras aprovadas, o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay será constituído na conta única do Tesouro Público peruano.

Os recursos serão provenientes de 20% da arrecadação aduaneira marítima obtida nos terminais portuários localizados na jurisdição da província de Huaral, garantindo uma fonte permanente de financiamento para as iniciativas previstas.

Conselho administrará os recursos

A gestão do fundo ficará sob responsabilidade de um Conselho de Administração, encarregado de definir a aplicação dos recursos.

O colegiado será composto pelo prefeito ou representante da Prefeitura Distrital de Chancay, um representante da Prefeitura Provincial de Huaral e um prefeito escolhido entre os municípios distritais da província de Huaral.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Dragagem recupera calado operacional do Complexo Portuário de Itajaí

O Complexo Portuário de Itajaí voltou a operar com o calado operacional pleno após a homologação da nova batimetria pela Capitania dos Portos de Itajaí, órgão da Autoridade Marítima. A validação confirma que o canal de acesso ao complexo portuário recuperou as condições ideais de profundidade para a navegação, encerrando um período de restrições provocado pelo assoreamento no Rio Itajaí-Açu.

A medida representa um importante avanço para a logística da região, já que amplia a segurança das operações e devolve maior previsibilidade à movimentação de navios no complexo portuário de Itajaí e Navegantes.

Restrição ocorreu após redução da profundidade do canal

Em maio deste ano, a Marinha do Brasil manteve uma restrição de calado após analisar levantamentos batimétricos que apontaram perda de aproximadamente 30 centímetros de profundidade em alguns trechos do canal de acesso.

O problema foi provocado pelo acúmulo de sedimentos no leito do Rio Itajaí-Açu e pela presença de lama fluida, fenômeno que interfere nas medições convencionais de profundidade; devido a falta de manutenção interrompida entre fevereiro e abril. Na época, a Autoridade Marítima determinou uma folga mínima de 30 centímetros abaixo da quilha das embarcações para garantir a segurança da navegação.

Mesmo com a restrição, o porto permaneceu operando normalmente, sem interrupção das atividades de carga e descarga, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Marinha.

Dragagem devolveu a profundidade ao canal

O trabalho de recuperação do calado operacional, contou com draga Utrecht, uma das maiores embarcações de dragagem em operação no Brasil. Utilizando o sistema hopper, o equipamento realizou a sucção e a retirada dos sedimentos depositados no canal de acesso, acelerando a recuperação das profundidades operacionais. As intervenções permitiram restabelecer as condições de navegabilidade e atender aos parâmetros exigidos pela Autoridade Marítima.

Nova batimetria confirma recuperação do canal

Com a homologação da nova batimetria, ficaram estabelecidas as seguintes Menores Profundidades Observadas (MPO):

  • Canal externo: 14 metros;
  • Canal interno: 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 1 (entre Porto de Itajaí e Portonave): 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 2 (Saco da Fazenda): 13,5 metros.

Nos berços de atracação, as profundidades ficaram entre 13,7 e 13,8 metros no Porto de Itajaí, enquanto a área de atracação da Portonave registrou 12,8 metros.

Os parâmetros homologados têm validade até 10 de setembro de 2026 e permitem a operação de embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de boca, conforme as normas da Marinha do Brasil.

Homologação confirma retomada do calado operacional

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a homologação representa a confirmação oficial de um trabalho técnico que já vinha sendo acompanhado por meio de medições realizadas nas últimas semanas. “Essa homologação confirma o trabalho técnico que vinha sendo realizado pelo Porto de Itajaí. Nós já havíamos retomado o calado operacional há várias semanas, com medições que demonstravam essa condição, e agora recebemos a validação oficial da Autoridade Marítima. Isso significa que o nosso canal de acesso está sem qualquer tipo de limitação de calado e totalmente navegável.”

O porto destaca que eventuais suspensões de manobras de entrada e saída de embarcações podem ocorrer em situações de vento forte, aumento da correnteza ou outras condições climáticas adversas. Nesses casos, a decisão é adotada preventivamente pela Autoridade Marítima, em conjunto com a Praticagem, e não possui relação com a profundidade do canal.

Com informações do Porto de Itajaí e da Marinha do Brasil.

FONTES: Porto de Itajaí / Diarinho

TEXTO: ReConecta

IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

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