Portos

Pará amplia movimentação portuária e responde por 9% da carga do Brasil

O Pará registrou um desempenho histórico na movimentação portuária em 2025 ao alcançar 127,7 milhões de toneladas transportadas. O volume representa cerca de 9% de toda a carga movimentada no país e reforça a importância estratégica da região Norte para o escoamento de commodities brasileiras.

Grande parte desse resultado é impulsionada pelo Porto de Vila do Conde, localizado em Barcarena. Atualmente, o estado concentra aproximadamente 77% de toda a movimentação portuária da Região Norte, consolidando o protagonismo do chamado Arco Norte na logística nacional.

Terminais privados impulsionam crescimento operacional

Segundo a Amport, os terminais portuários privados têm desempenhado papel decisivo no avanço das operações no estado.

A principal vantagem dessas estruturas está na maior autonomia para ampliar instalações e adaptar operações de acordo com a demanda do mercado. Esse modelo contribui para acelerar investimentos, reduzir gargalos logísticos e aumentar a competitividade do corredor amazônico.

Integração entre rios e rodovias garante mais eficiência

O crescimento da movimentação de cargas no Pará também está relacionado à integração entre os modais rodoviário e hidroviário, considerada um diferencial estratégico para a região.

De acordo com o presidente da Amport, Flávio Acatauassú, o uso intensivo do transporte fluvial torna o corredor amazônico mais eficiente, econômico e sustentável em comparação a outras rotas logísticas do país.

A utilização dos rios amazônicos como principal eixo de transporte contribui para reduzir custos operacionais e ampliar a capacidade de escoamento da produção.

Tecnologia moderniza operações nos portos amazônicos

Os investimentos em tecnologia portuária também vêm transformando a operação logística no estado. Sistemas de monitoramento fluvial permitem acompanhar fatores como velocidade das marés e profundidade dos rios, garantindo mais segurança e previsibilidade para a navegação.

Outra solução adotada pelos terminais é o chamado transshipment, modelo de transbordo realizado diretamente nos rios, sem necessidade de atracação em terra. A operação utiliza estruturas flutuantes para transferir cargas entre barcaças e navios, reduzindo custos e aumentando a eficiência logística.

Expansão do setor exige novos investimentos

Com a crescente demanda internacional por commodities e a expansão das operações no Norte do país, o Pará vem se consolidando como um dos principais polos da logística portuária brasileira.

No entanto, representantes do setor destacam que a continuidade desse crescimento depende de investimentos constantes em infraestrutura hidroviária, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas à navegabilidade dos rios amazônicos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos inaugura hub de inovação para impulsionar tecnologia e logística portuária

O Porto de Santos deu mais um passo rumo à modernização da cadeia logística com a inauguração do Hub de Inovação Armazém 7. O espaço foi apresentado oficialmente na sexta-feira (22), com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Instalado próximo ao Centro Histórico de Santos, o antigo armazém portuário possui área de 1.822 metros quadrados e será revitalizado para receber iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, startups, laboratórios, auditórios e projetos de inovação. A proposta também preserva as características arquitetônicas originais do imóvel.

Segundo o ministro, o novo hub representa um avanço importante para o fortalecimento da logística portuária, da qualificação profissional e da transformação digital no maior porto da América Latina.

Espaço terá realidade aumentada e experiências imersivas

O Hub de Inovação Armazém 7 contará com ferramentas interativas e tecnologias voltadas à experiência do visitante. Entre os recursos previstos estão ambientes de realidade aumentada, experiências imersivas sobre o universo portuário e visitas virtuais ao complexo santista.

O local também terá um minicentro de convenções, áreas de coworking e espaços destinados a universidades, organizações não governamentais e observatórios especializados em sustentabilidade, meteorologia e oceanografia.

Outra novidade anunciada é a criação de um ponto de apoio para visitas embarcadas pelo canal do porto, permitindo acesso organizado e seguro aos visitantes interessados em conhecer as operações portuárias.

Projeto busca transformar Santos em referência em tecnologia portuária

De acordo com o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o objetivo é consolidar um modelo de porto inteligente, capaz de integrar infraestrutura e tecnologia para aumentar a eficiência operacional.

Ele destacou que o espaço será voltado ao compartilhamento de soluções inovadoras aplicadas ao setor e poderá servir de referência para outros portos brasileiros.

Universidade Mackenzie será responsável pela gestão do espaço

A administração do Hub de Inovação ficará sob responsabilidade da Universidade Mackenzie, que firmou contrato de R$ 7,5 milhões com a Autoridade Portuária de Santos. A instituição será encarregada da estruturação do projeto, integração do complexo portuário às iniciativas de inovação e definição do cronograma de atividades.

A expectativa é que o novo ambiente fortaleça o ecossistema de tecnologia portuária, incentive startups e contribua para o desenvolvimento sustentável do setor marítimo brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos brasileiros se preparam para avanço da energia eólica offshore

O Ministério de Portos e Aeroportos promoveu, em parceria com o Conselho de Comércio da Dinamarca, um workshop voltado ao futuro da energia eólica offshore no Brasil. O encontro virtual, realizado na última quarta-feira (20), reuniu representantes do governo federal, autoridades portuárias, universidades, associações do setor e empresas internacionais para discutir os desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento da geração de energia em alto-mar.

A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP) e teve como foco principal preparar os portos brasileiros para atender às demandas logísticas e operacionais da cadeia de eólicas offshore, considerada estratégica para a transição energética e para o fortalecimento da infraestrutura nacional.

Infraestrutura e logística estão entre os principais desafios

Durante o workshop, especialistas discutiram soluções para ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de energia renovável. Entre os temas debatidos estiveram a adaptação da infraestrutura portuária, o uso de embarcações especializadas, logística integrada e o fortalecimento das cadeias de suprimentos ligadas ao setor.

O coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da SNP, Thiago Alvarenga, destacou que o encontro permitiu aproximar o Brasil de modelos internacionais já consolidados. Segundo ele, a experiência dinamarquesa demonstra como as operações de energia eólica em alto-mar impactam diretamente áreas como berços de atracação, calado, armazenagem, acessos e serviços portuários.

Alvarenga ressaltou ainda que essas mudanças podem representar novas oportunidades de investimento e geração de valor para os portos nacionais.

Empresas internacionais apresentam experiências de sucesso

Entre os destaques do evento esteve a participação da empresa dinamarquesa Cadeler, referência global no transporte e instalação de parques eólicos marítimos. A companhia apresentou experiências internacionais e reforçou a necessidade de investimentos em infraestrutura, profundidade operacional e segurança regulatória para atrair embarcações especializadas ao Brasil.

Outra participante foi a Blue Water Shipping, responsável pela operação logística do Porto de Esbjerg, considerado um dos principais polos de energia renovável offshore da Europa. A empresa compartilhou modelos de adaptação portuária e destacou casos de transformação de estruturas antes ligadas ao setor de óleo e gás em bases estratégicas para operações de energia limpa.

Governo e setor portuário acompanham avanço do mercado

Além do Ministério de Portos e Aeroportos, o encontro contou com representantes dos ministérios de Minas e Energia, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além da Marinha do Brasil.

Autoridades dos portos do Açu, no Rio de Janeiro, e Porto Central, no Espírito Santo, também participaram das discussões, assim como entidades do setor portuário, entre elas a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias e a Associação de Terminais Portuários Privados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

APS publica nova norma para Manifesto de Carga e Boletim de Descarga no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) publicou a Norma da Autoridade Portuária (NAP) nº 018, que estabelece novas regras para o envio de informações relacionadas ao Manifesto de Carga e ao Boletim de Descarga e Embarque no Porto de Santos.

A regulamentação foi editada em 15 de maio e já está disponível para consulta no portal oficial da autoridade portuária.

Informações passam a ser enviadas apenas em formato eletrônico

Com a nova norma, os dados do Boletim de Descarga e Embarque serão aceitos exclusivamente em formato eletrônico.

O envio deverá ser realizado por meio da Supervia Eletrônica de Dados (SED) ou via troca eletrônica de arquivos, utilizando integradores previamente validados pela APS.

A medida busca ampliar a digitalização dos processos portuários e aumentar a eficiência operacional no fluxo de informações do porto.

Manifesto de Carga será integrado ao Porto Sem Papel

A NAP 018 também determina que as informações do Manifesto de Carga sejam registradas apenas em ambiente digital, por meio do sistema Porto Sem Papel.

O procedimento exigirá a vinculação do número de escala do Sistema Mercante, administrado pela Receita Federal, ao Documento Único Virtual (DUV).

Segundo a APS, a integração dos sistemas pretende melhorar o controle operacional e fortalecer a rastreabilidade das operações portuárias.

Descumprimento poderá gerar comunicação à Antaq

A norma prevê ainda que eventuais descumprimentos das obrigações estabelecidas serão analisados pela Autoridade Portuária de Santos.

Nesses casos, poderão ser adotadas medidas administrativas internas, incluindo comunicação aos operadores, definição de prazos para regularização e até representação à Agência Nacional de Transportes Aquaviários, conforme prevê a legislação vigente.

Operadores devem consultar a nova regulamentação

A APS orienta que operadores portuários e autorizatários consultem integralmente a NAP 018 para conhecer os detalhes dos novos procedimentos eletrônicos e adequar seus processos às exigências estabelecidas pela autoridade portuária.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de São Francisco do Sul registra alta na movimentação de cargas em abril

O Porto de São Francisco do Sul encerrou o mês de abril com crescimento na movimentação de cargas. Ao todo, foram movimentadas 1,5 milhão de toneladas, resultado 1,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o terminal alcançou 1,48 milhão de toneladas.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de soja, com forte demanda do mercado chinês.

Exportação de soja para a China lidera crescimento

O principal destaque do mês foi o embarque de soja para a China, que atingiu 789 mil toneladas. O volume representa avanço de 44% em relação a abril do ano anterior, quando foram exportadas 548 mil toneladas do grão.

As cargas destinadas ao mercado externo somaram 843 mil toneladas e responderam por 56% de toda a movimentação registrada no porto catarinense durante o período.

O resultado reforça a importância do terminal no escoamento da safra agrícola brasileira e na logística de exportação do Sul do país.

Produtos siderúrgicos e fertilizantes lideram importações

No segmento de importação, o maior porto de Santa Catarina recebeu 655 mil toneladas de cargas, equivalente a 44% da movimentação total de abril.

Entre os produtos desembarcados, os produtos siderúrgicos lideraram com 416 mil toneladas. Na sequência aparecem os fertilizantes, que totalizaram 216 mil toneladas no período.

Planejamento operacional contribuiu para o resultado

Segundo o presidente do porto, Cleverton Vieira, o aumento nas exportações de soja reflete o trabalho de organização logística e a eficiência operacional durante o período de maior fluxo da safra.

De acordo com ele, o alinhamento entre equipes e o planejamento das operações têm permitido atender ao crescimento da demanda sem comprometer o fluxo das cargas e o atendimento aos usuários do terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

BR do Mar impulsiona nova rota marítima entre Nordeste e Sul do Brasil

Uma nova conexão marítima pode transformar a logística de transporte de cargas no país ao ligar o Nordeste e o Norte ao Sul do Brasil por meio da cabotagem. A proposta envolve o trajeto entre o Porto de Luís Correia, no Piauí, e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com foco em reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência no escoamento de mercadorias.

A iniciativa ganhou força após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias. O objetivo é avaliar a viabilidade da implantação de linhas regulares de transporte marítimo, alinhadas ao programa federal BR do Mar.

Acordo vai analisar viabilidade da nova rota

O documento firmado pelas empresas prevê estudos técnicos e econômicos para identificar as melhores condições de operação entre os terminais portuários. Entre os pontos que serão avaliados estão os modelos logísticos, os custos envolvidos e o potencial de movimentação de cargas para o estado do Piauí.

A proposta busca fortalecer a cabotagem no Brasil, modalidade de transporte feita entre portos do mesmo país, considerada estratégica para diminuir a dependência das rodovias e tornar o setor logístico mais competitivo.

Rotas em estudo podem integrar várias regiões do país

Os levantamentos iniciais apontam que a futura operação poderá conectar o Sul às regiões Nordeste e Norte, criando um corredor marítimo nacional mais amplo. Além dos portos do Piauí e de Santa Catarina, o trajeto também pode incluir operações no estado de São Paulo.

Segundo a Companhia Porto Piauí, a parceria permitirá a troca de informações técnicas e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à modernização das operações portuárias.

Porto de Luís Correia terá papel estratégico

Conhecido também como Porto Piauí, o complexo portuário de Luís Correia conta com áreas destinadas a diferentes tipos de cargas, além de infraestrutura de apoio logístico, acessos rodoviários e ferroviários e espaços administrativos.

A expectativa é que o terminal se torne um importante ponto de integração das rotas marítimas brasileiras, ampliando a competitividade do litoral piauiense no cenário nacional.

Empresas apostam em logística mais barata

Para a Companhia Porto Piauí, a criação da nova rota pode gerar alternativas mais eficientes para empresas que dependem do transporte de mercadorias entre diferentes regiões do país.

A estatal também destaca que a experiência da SC Portos em logística internacional e operação de terminais será fundamental para garantir estudos técnicos mais consistentes e viáveis.

Memorando antecede contratos definitivos

O Memorando de Entendimento funciona como um acordo preliminar utilizado para formalizar interesses entre empresas antes da assinatura de contratos definitivos. Esse tipo de documento é comum em projetos de cooperação e parcerias estratégicas no setor de infraestrutura e logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yuri Lima

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Portos

Tecon Santos 10: entidades pressionam por edital imediato e defendem modelo da Antaq

Representantes de importantes setores da economia brasileira divulgaram nesta terça-feira (19) um manifesto em defesa da publicação imediata do edital e da realização do leilão do Tecon Santos 10, terminal considerado estratégico para a expansão da infraestrutura portuária nacional.

O documento apoia o modelo elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos, proposta que já recebeu aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

Setor produtivo cobra rapidez no processo

As entidades afirmam que o processo já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias necessárias, destacando que o projeto está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) desde 2021.

No manifesto, os representantes do setor produtivo alertam que novas análises ou interferências após a conclusão do processo podem gerar insegurança jurídica e atrasar investimentos considerados fundamentais para a logística portuária e para a competitividade do país.

Segundo o texto, o projeto vem sendo debatido desde a época do chamado STS-10 e teve sua condução técnica realizada pela Antaq e pelo Ministério de Portos e Aeroportos ao longo dos últimos anos.

Entidades alertam para impacto econômico

As associações defendem que reabrir discussões já encerradas pode favorecer interesses específicos e comprometer avanços importantes para a economia brasileira.

O manifesto também pede que o governo mantenha o foco na eficiência da infraestrutura portuária e evite pressões corporativas que possam atrasar o leilão do terminal.

Para o setor, a demora na execução do projeto pode aumentar custos logísticos, reduzir a competitividade das exportações brasileiras e afastar investimentos privados.

Porto de Santos opera próximo do limite

A preocupação das entidades é reforçada pelo crescimento da movimentação de cargas no Porto de Santos, principal complexo portuário do país.

Segundo os dados apresentados no manifesto, o porto concentra cerca de 30% da movimentação nacional de contêineres e registrou alta de 11,6% em 2025, operando próximo ao limite de capacidade.

As associações afirmam que novos atrasos podem gerar gargalos operacionais, elevar despesas para importadores e exportadores e reduzir a eficiência do comércio exterior brasileiro.

Apoio ao modelo técnico da Antaq

Os signatários do documento destacam confiança no trabalho técnico desenvolvido pela Antaq e pelos órgãos envolvidos no projeto do Tecon Santos 10.

As entidades também reforçam apoio ao governo federal para garantir que o processo avance com rapidez, previsibilidade e segurança jurídica, preservando benefícios para operadores logísticos, trabalhadores, empresas e consumidores.

FONTE: Conjur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa / MPor

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Portos

TCU aprova concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí com previsão de R$ 300 milhões em investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira (19) a concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões e terá contrato inicial de 25 anos, podendo ser prorrogado por até 70 anos.

A medida busca garantir mais estabilidade operacional para os portos de Itajaí e Navegantes, especialmente em relação aos serviços de dragagem e à manutenção da profundidade do canal, fatores considerados estratégicos para a logística portuária da região.

Projeto busca solucionar problemas de dragagem

A concessão do canal de acesso surge após uma série de interrupções nos serviços de dragagem registrados nos últimos anos. Em abril, a profundidade operacional da área teve redução de cerca de 30 centímetros depois de quase dois meses sem manutenção, conforme atualização da Capitania dos Portos.

Atualmente, o canal possui profundidade de 13,5 metros. A expectativa do governo federal é ampliar esse número para até 16 metros, permitindo a operação de navios maiores e aumentando a competitividade dos portos catarinenses.

A concessão será a segunda desse modelo no Brasil. O primeiro canal de acesso concedido no país foi o do Porto de Paranaguá, leiloado em 2025.

Impactos na logística portuária

A redução da profundidade do canal afeta diretamente a movimentação de cargas, principalmente de contêineres, principal segmento operado nos portos de Itajaí e Navegantes.

Segundo estimativas do setor portuário, as restrições operacionais podem provocar perdas de até 10% na movimentação logística da região, além de dificultar a atracação de embarcações de grande porte.

O serviço de dragagem ficou interrompido no início deste ano e foi retomado apenas em abril, por meio de contrato emergencial com a empresa Van Oord, responsável pela execução dos trabalhos.

Histórico recente de instabilidade no Porto de Itajaí

Além dos desafios operacionais, o Porto de Itajaí também enfrentou mudanças administrativas nos últimos anos. Em janeiro de 2025, após dificuldades financeiras e operacionais, a gestão portuária foi transferida para a Autoridade Portuária de Santos, por decisão do Ministério de Portos e Aeroportos.

Posteriormente, diante de disputas políticas e administrativas na região, o governo federal decidiu repassar a administração para a Codeba.

Governo prepara concessão definitiva do terminal

Paralelamente à concessão do canal de acesso, o governo federal segue trabalhando na modelagem definitiva para a concessão do terminal do Porto de Itajaí. Os estudos do projeto já foram aprovados em 2025.

Inicialmente, a proposta previa uma concessão conjunta do terminal e do canal de acesso, mas o governo optou por separar os ativos.

Atualmente, o terminal é operado temporariamente pela JBS, cujo contrato segue até o final de 2026. A empresa já manifestou interesse em participar do futuro leilão da concessão permanente.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação
Imagem: Reprodução CNN Brasil / Reuters

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Portos

Concessões portuárias e infraestrutura aquaviária no Brasil: novo modelo de dragagem avança com o Porto de Paranaguá

A infraestrutura aquaviária brasileira vive um momento de transição importante. Apesar de mais de 95% do comércio exterior do país depender do transporte marítimo, o setor ainda opera, em grande parte, com modelos fragmentados de gestão, baseados em contratos pontuais de dragagem e sujeitos a descontinuidade administrativa.

Nesse contexto, a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá surge como um marco de mudança na política portuária nacional, indicando a adoção de um modelo mais estruturado de gestão de longo prazo.

Novo modelo de concessão substitui contratos pontuais de dragagem

O novo formato de gestão deixa para trás a lógica de contratações esporádicas e passa a enquadrar os canais de acesso dentro de um sistema de concessão portuária, com obrigações contínuas de operação, manutenção e investimento.

No caso de Paranaguá, o contrato prevê cerca de R$ 1,23 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. O projeto inclui dragagem contínua, manutenção permanente e a ampliação do calado operacional para 15,5 metros, com foco em melhorar a navegabilidade dos canais portuários.

Concessão de Paranaguá altera lógica econômica do setor

A principal mudança está no desenho jurídico e econômico do modelo. Em vez de sucessivas licitações para serviços de curto prazo, o Estado transfere a responsabilidade integral do canal à iniciativa privada por meio de uma concessão de longo prazo.

Nesse formato, a remuneração do operador passa a depender do desempenho do ativo, da manutenção do nível de serviço e da realização de investimentos contínuos.

O resultado do leilão reforça a viabilidade do modelo: houve desconto de 12,63% sobre a tarifa de referência e uma outorga inicial de R$ 276 milhões.

Governança da infraestrutura portuária ganha novo padrão

Com a concessão, o canal de acesso deixa de ser tratado apenas como objeto de manutenção eventual e passa a ser considerado um ativo estratégico sob regime de gestão portuária concessionada, com metas, fiscalização e matriz de riscos definida.

Essa abordagem aproxima o Brasil de uma lógica mais moderna de governança da infraestrutura, com foco em planejamento de longo prazo e maior previsibilidade operacional para o setor.

Expansão do modelo para outros portos e hidrovias

A estratégia não se limita ao Porto de Paranaguá. Estudos semelhantes já estão em andamento para o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, além de projetos envolvendo hidrovias e canais no Rio Grande do Sul.

O Porto de Santos movimentou 186,4 milhões de toneladas em 2025 e deve seguir em expansão nos próximos anos. Já o projeto gaúcho, em análise pela Antaq, prevê cerca de R$ 134 milhões em investimentos, integrando canais portuários e trechos hidroviários em um único modelo de concessão.

A iniciativa faz parte da política do Ministério de Portos e Aeroportos voltada à modernização da logística portuária brasileira.

Limitações do modelo tradicional de dragagem

Historicamente, o Brasil adotou um modelo baseado em licitações periódicas para serviços de dragagem, geralmente focadas no menor preço e com contratos de curta duração.

Na prática, esse sistema gerou problemas recorrentes como descontinuidade operacional, baixa previsibilidade e insegurança contratual, afetando a eficiência dos portos.

Caso do Porto de Itajaí evidencia fragilidades do sistema

O Porto de Itajaí ilustra as limitações desse modelo. Após sucessivas interrupções nos serviços de dragagem, foi necessário reestruturar a manutenção do canal de acesso por meio de nova licitação.

Em 2026, um contrato de R$ 63,8 milhões foi firmado com vigência inicial de 12 meses, prorrogável por até 48 meses. Embora essencial para garantir a navegação portuária, o episódio reforça a instabilidade de contratos fragmentados.

Concessões ampliam eficiência e atraem investimentos

Diferentemente dos contratos tradicionais, o modelo de concessão cria incentivos para investimentos estruturais de longo prazo. Com maior previsibilidade regulatória, o concessionário pode amortizar investimentos ao longo dos anos e ampliar a eficiência operacional do canal.

A remuneração passa a estar ligada à disponibilidade da infraestrutura e à capacidade de expansão logística, e não apenas à execução de serviços pontuais.

Impacto na competitividade dos portos brasileiros

A adoção de concessões pode aumentar a competitividade dos portos brasileiros ao permitir maior profundidade dos canais, redução de gargalos logísticos e recepção de embarcações de maior porte.

Isso fortalece a integração do Brasil às cadeias globais de suprimentos e amplia sua relevância no comércio exterior.

Desafios regulatórios e nova fase do setor portuário

Apesar dos avanços, o modelo exige atenção a pontos críticos como estrutura tarifária, fiscalização, parâmetros de desempenho e riscos concorrenciais.

Os canais de acesso têm natureza estratégica, impacto regional significativo e envolvem múltiplos agentes econômicos, o que exige regulação cuidadosa.

Ainda assim, o debate sobre infraestrutura portuária no Brasil entrou em uma nova fase, mais voltada à eficiência, governança e planejamento de longo prazo.

Em um país dependente do comércio exterior, a modernização da infraestrutura aquaviária deixa de ser apenas uma escolha administrativa e passa a representar uma decisão estratégica para competitividade internacional e desenvolvimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Megaporto de Corío pode transformar logística da América do Sul com apoio da Índia

O governo do Peru avançou nas negociações com grupos empresariais da Índia para viabilizar a construção do Megaporto de Corío, na região de Arequipa. O projeto é considerado estratégico para ampliar a integração comercial da América do Sul com o mercado asiático e fortalecer o escoamento de minerais críticos pelo Oceano Pacífico.

A proposta prevê a criação de um dos maiores complexos portuários da região, com capacidade para receber navios de grande porte graças à profundidade natural de 28 metros.

Estrutura permitirá operação de grandes embarcações

O futuro terminal portuário foi planejado para atender cargueiros de alto calado e ampliar a capacidade logística sul-americana.

As estimativas indicam que o porto poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de cargas por ano, consolidando-se como uma alternativa estratégica para o transporte marítimo internacional.

O empreendimento surge como opção privada frente a outros polos logísticos do continente e busca garantir fluxo contínuo de exportações minerais para a Ásia.

Projeto mira exportação de minerais estratégicos

O Megaporto de Corío deve se tornar uma importante plataforma para o envio de cobre, lítio e ouro produzidos na América do Sul.

Além da produção peruana, a estrutura também poderá atender cargas vindas da Bolívia, Argentina e Chile, fortalecendo a integração regional no setor mineral.

A Índia, que amplia investimentos em setores como semicondutores e veículos elétricos, busca assegurar fornecimento estável de matérias-primas estratégicas para sua indústria.

Corredor logístico pode beneficiar agronegócio brasileiro

O projeto também prevê integração logística com rotas de exportação agrícola do Brasil.

A localização de Arequipa é considerada estratégica para conectar diferentes corredores comerciais do continente, facilitando o transporte de produtos agroindustriais e minerais até os mercados asiáticos.

Além disso, o porto poderá desempenhar papel importante no chamado “triângulo do lítio”, região formada por Argentina, Bolívia e Chile, responsável por grande parte das reservas globais do mineral.

Investimento pode chegar a US$ 7 bilhões

A construção do porto deve exigir investimentos estimados em cerca de US$ 7 bilhões, dentro de um modelo totalmente privado.

Segundo autoridades peruanas, o formato dará maior autonomia operacional aos investidores indianos envolvidos no projeto.

Atualmente, a proposta está em fase de avaliação técnica pela ProInversión, agência responsável por promover investimentos no Peru.

Acordo comercial deve acelerar negociações

O avanço definitivo do empreendimento depende da conclusão de um Tratado de Livre Comércio entre Peru e Índia.

A corrida global pelo controle das cadeias de fornecimento de minerais críticos tem impulsionado novas alianças econômicas e estratégicas entre países produtores e grandes consumidores de recursos naturais.

Nesse cenário, o Megaporto de Corío ganha relevância como peça-chave para o comércio internacional e para a logística do Pacífico sul-americano.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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