Portos

Porto de Itajaí avança na dragagem e reforça segurança da navegabilidade do canal

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que os serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso seguem em andamento, com monitoramento técnico permanente e diálogo contínuo com a Marinha do Brasil, a Autoridade Portuária Federal, a Praticagem e os demais agentes envolvidos na operação portuária.

Nesta etapa, o trabalho de dispersão da lama fluida está chegando ao fim. A atividade vem sendo realizada com o objetivo de manter a navegabilidade, a segurança das manobras e as condições operacionais do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes.

A próxima fase dos serviços prevê a chegada, em cerca de 12 dias, de uma draga do tipo Hopper ao Porto de Itajaí. O equipamento será utilizado no trabalho de sucção de sedimentos sólidos, etapa complementar à dispersão da lama fluida, reforçando a manutenção das profundidades necessárias para a operação segura de navios de carga e de passageiros.

A lama fluida é uma condição técnica comum em áreas portuárias e estuarinas, especialmente em regiões com grande dinâmica de sedimentos, como o Rio Itajaí-Açu. Diferente de um fundo sólido compactado, esse material apresenta comportamento intermediário entre líquido e sólido e exige avaliação técnica específica, com base em batimetrias, densidade do material e parâmetros definidos pela autoridade marítima.

Mesmo diante dessa condição, o canal segue praticável, monitorado e operacional, dentro dos critérios de segurança estabelecidos pela Marinha do Brasil. A Superintendência reforça que não houve interrupção das operações portuárias e que o acompanhamento técnico é realizado de forma permanente para garantir previsibilidade ao setor produtivo.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o momento é de acompanhamento técnico, transparência e segurança.

“O mais importante é deixar claro que o canal segue navegável, monitorado e seguro. A dragagem está em andamento, a etapa de dispersão da lama fluida está chegando ao fim e, na sequência, teremos a atuação da draga Hopper para a sucção dos sedimentos sólidos. Estamos trabalhando com responsabilidade técnica, diálogo permanente com a Marinha do Brasil e foco total na segurança da navegação e na previsibilidade das operações”, destaca Artur.

O contrato de dragagem de manutenção do canal de acesso foi firmado entre a Codeba e a Van Oord, empresa responsável pelos serviços, no valor de R$ 63,8 milhões, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até dez anos, garantindo continuidade à manutenção do canal pelos próximos anos. 

A dragagem contempla canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, assegurando as condições necessárias para a regularidade das operações e para a competitividade logística do Porto de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Megaporto de Singapura usa 230 caixas gigantes de concreto para ampliar capacidade marítima

Singapura está investindo em um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do planeta com a construção do Porto de Tuas, empreendimento que promete se tornar o maior terminal totalmente automatizado do mundo. Apesar de possuir apenas 737 km² de território, o país asiático aposta na expansão marítima para consolidar sua posição estratégica no comércio internacional.

O destaque da obra está nas estruturas submersas utilizadas para sustentar o novo porto: cerca de 230 gigantescos caixões de concreto, com altura equivalente a prédios de quase 10 andares, formam um muro de contenção de 9,1 quilômetros ao longo da costa.

Porto de Tuas terá capacidade para 65 milhões de TEUs

O futuro Porto de Tuas ocupará uma área de 1.337 hectares — espaço comparável a aproximadamente 3.300 campos de futebol. O complexo contará com 66 berços de atracação e capacidade estimada para movimentar até 65 milhões de TEUs por ano.

A sigla TEU é a unidade padrão usada no setor marítimo para medir a capacidade de carga de contêineres e o volume operacional dos portos ao redor do mundo.

Estruturas gigantes reforçam engenharia marítima do projeto

De acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, a segunda fase das obras prevê a construção de um cais de 8,6 quilômetros. Para isso, os enormes blocos de concreto estão sendo fabricados no próprio local da obra e utilizados no processo de aterramento marítimo.

Essa etapa será executada em uma área de 387 hectares e faz parte da expansão que vem transformando o litoral asiático em um dos maiores polos de logística portuária e infraestrutura marítima do planeta.

Projeto automatizado deve ficar pronto até 2040

O novo terminal já é tratado como referência mundial em engenharia naval e automação portuária devido à escala da construção e ao alto nível tecnológico empregado no sistema operacional.

A expectativa é que o Porto de Tuas esteja completamente finalizado até 2040. Quando concluído, o complexo deverá dobrar a capacidade de movimentação marítima de Singapura.

Segundo Liang Hui Tan, vice-presidente de Desenvolvimento de Tuas, Tecnologia Portuária Estratégica, Soluções e Serviços da PSA, toda a operação funcionará de maneira integrada dentro de um único sistema automatizado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Clarin

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Portos

Porto do Rio recebe maior navio porta-contêineres já operado no terminal

O Porto do Rio de Janeiro registrou um feito inédito nesta quinta-feira (14) ao receber, pela primeira vez, um navio de 366 metros de comprimento. A embarcação MSC Katrina atracou no terminal MultiRio, marcando uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária brasileira e reforçando a capacidade operacional do porto carioca para receber gigantes do transporte marítimo internacional.

MSC Katrina amplia capacidade logística do Porto do Rio

Procedente do Porto de Suape e com destino ao Porto de Santos, o MSC Katrina navega sob bandeira do Panamá e possui 48,4 metros de largura, além de capacidade para transportar até 14.131 TEUs.

Construído em 2012, o cargueiro integra a categoria New Panamax, classe de embarcações desenvolvida para otimizar a movimentação de cargas em rotas marítimas internacionais de longo percurso. Esses navios operam principalmente em conexões comerciais entre Ásia, Europa e Américas.

Investimentos fortalecem competitividade do Porto do Rio de Janeiro

Segundo a PortosRio, a chegada da embarcação representa o resultado direto dos investimentos realizados para adequar o porto às novas demandas do comércio marítimo global. O presidente da companhia, Flavio Vieira, destacou que a operação simboliza um avanço estratégico para ampliar a competitividade do terminal frente ao crescimento contínuo do tamanho dos navios de carga.

Com a nova estrutura, o Porto do Rio de Janeiro passa a operar os maiores porta-contêineres em circulação na costa da América do Sul, fortalecendo sua posição como um dos principais polos de logística portuária e comércio exterior do país.

Especialistas do setor apontam que a operação de embarcações de grande porte gera ganhos de escala, reduz custos logísticos e melhora a eficiência das cadeias internacionais de transporte de mercadorias. Além disso, a ampliação da capacidade operacional aumenta a atratividade do porto para armadores globais e rotas internacionais de longo curso.

Dragagem permitiu operação de navios New Panamax

A atracação do MSC Katrina só foi viabilizada após a conclusão das obras de dragagem do canal principal do porto. O projeto recebeu investimento de R$ 163 milhões da PortosRio e elevou a profundidade mínima do acesso marítimo de 15 metros para 16,2 metros.

Com isso, o terminal passou a operar com calado de 15,30 metros, adequando-se às exigências das embarcações da classe New Panamax.

Além do aprofundamento do canal, as intervenções incluíram melhorias na sinalização e no balizamento náutico, aumentando a segurança das manobras e a eficiência operacional dos terminais de contêineres MultiRio e Rio Brasil Terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Novo marco dos portos enfrenta impasse por divergências trabalhistas na Câmara

As discussões sobre as regras de trabalho no setor portuário continuam impedindo o avanço do novo marco legal dos portos na Câmara dos Deputados. A expectativa era de que o relatório do deputado Arthur Maia fosse apresentado no início deste mês, mas o texto segue sem previsão oficial para divulgação.

Questão trabalhista segue sem consenso

De acordo com fontes envolvidas nas negociações, o parecer já estaria praticamente concluído, porém o tema trabalhista ainda não foi solucionado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Nos bastidores, versões preliminares do relatório indicam que grande parte dos dispositivos relacionados às relações de trabalho portuário foi retirada do texto. A medida ocorreu diante das dificuldades de alcançar consenso entre governo, empresários e representantes dos trabalhadores.

Arthur Maia confirmou que as negociações continuam em andamento e afirmou que ajustes ainda precisam ser feitos antes da apresentação oficial do parecer. Segundo o relator, os diálogos seguem abertos entre o setor público, operadores privados e categorias ligadas aos portos.

Setor teme insegurança jurídica

Mesmo com a retirada de trechos considerados sensíveis, representantes do segmento portuário defendem a inclusão de mecanismos que garantam maior segurança jurídica e reduzam futuros conflitos sobre contratação de mão de obra.

A discussão trabalhista é vista como um dos pontos mais delicados da proposta. O tema já havia provocado debates intensos durante a criação do atual marco regulatório do setor, consolidado com a aprovação da Lei dos Portos em 2013.

Contratação fora do OGMO permanece no texto

Um dos poucos pontos ligados aos trabalhadores mantidos no relatório trata da flexibilização da contratação fora do OGMO nos portos públicos.

A proposta atende a uma demanda do setor portuário e permitiria admissões com carteira assinada, modelo já utilizado em terminais privados, desde que os profissionais comprovem qualificação técnica.

Os portos públicos argumentam que o número de trabalhadores cadastrados no OGMO vem diminuindo e atualmente não consegue atender toda a demanda operacional do mercado.

Governo avalia alternativas para mudanças na legislação

Nos bastidores de Brasília, também cresce a discussão sobre a possibilidade de arquivar o projeto do novo marco legal e promover mudanças futuras diretamente na atual Lei dos Portos.

Desde o início, a proposta enfrenta resistência de diferentes setores. A criação de uma comissão de juristas em dezembro de 2023, por exemplo, foi interpretada por parte do mercado como uma tentativa de acelerar a tramitação sem amplo debate.

Além disso, o texto não conseguiu unificar posições entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ, empresários e trabalhadores portuários. As divergências envolvem diferentes pontos da proposta, que prevê a revogação da atual legislação do setor.

Apesar disso, o governo federal decidiu aguardar a versão final do relatório de Arthur Maia antes de avaliar possíveis alterações mais pontuais na legislação vigente.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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Portos

Wilson Sons amplia frota com novo rebocador de alta potência no Porto de Santos

A Wilson Sons anunciou o lançamento do rebocador WS Capella, nova embarcação que passará a operar no Porto de Santos, em São Paulo. O equipamento foi apresentado no estaleiro da companhia, localizado no Guarujá, e integra a estratégia de modernização e expansão da frota da empresa, referência em logística portuária e marítima no Brasil.

O WS Capella é o segundo de uma série de três rebocadores de alta potência desenvolvidos pela companhia. A madrinha da embarcação será Flávia Carvalho, diretora-executiva da Agência Marítima da Wilson Sons.

Novo rebocador reforça operações portuárias em Santos

Construído no estaleiro da própria empresa, o WS Capella pertence à classe ASD 2312, mesma categoria do rebocador WS Halcyon, lançado no início deste ano. A embarcação possui 23 metros de comprimento, 12 metros de boca e sistema de propulsão azimutal, tecnologia que amplia a capacidade de manobra durante operações portuárias.

Com tração estática de 70 toneladas, o novo rebocador foi projetado para auxiliar navios de grande porte em procedimentos de atracação e desatracação no maior complexo portuário da América Latina.

Além da potência, o projeto aposta em eficiência energética. Segundo a empresa, o design moderno contribui para a redução no consumo de combustível e, consequentemente, para a diminuição das emissões atmosféricas.

Embarcação possui sistema avançado de combate a incêndio

Outro destaque do WS Capella é o sistema FiFi 1 de combate a incêndios, capaz de lançar até 2,4 milhões de litros de água por hora. A tecnologia amplia a segurança das operações marítimas e reforça a capacidade de resposta em situações emergenciais.

Atualmente, a frota da Wilson Sons soma 83 embarcações distribuídas ao longo da costa brasileira. O investimento em novos rebocadores faz parte da estratégia da companhia para fortalecer a infraestrutura portuária, aumentar a eficiência logística e ampliar a segurança operacional.

Wilson Sons prevê nova entrega ainda este ano

De acordo com Márcio Castro, diretor-executivo da divisão de Rebocadores da empresa, o WS Capella chega para atender à crescente demanda de navios de grande porte que operam nos portos brasileiros.

Já Adalberto Souza, diretor-executivo do estaleiro da companhia, destacou os investimentos em tecnologia e na qualificação profissional para garantir excelência na construção naval.

A Wilson Sons também confirmou que um terceiro rebocador da classe ASD 2312 está em construção no estaleiro do Guarujá, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano. Com a nova série, o estaleiro alcançará a marca de 156 embarcações construídas ao longo de mais de oito décadas de atuação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Terminal portuário de Rio Grande recebe R$ 700 milhões em modernização e deve ser entregue em 2026

A requalificação do terminal portuário Termasa, localizado no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, deve ser concluída até outubro de 2026. O projeto, conduzido pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), prevê investimentos que podem alcançar R$ 700 milhões para recuperação e modernização da estrutura afetada pelas enchentes e por um acidente naval ocorrido em 2024.

Obras começaram após danos causados por enchente e colisão

Os trabalhos de recuperação tiveram início ainda durante o período de emergência climática enfrentado pelo estado gaúcho. Em 6 de maio de 2024, um navio atingiu parte da estrutura do terminal, agravando os danos já provocados pelas fortes chuvas e enchentes.

Desde então, a CCGL iniciou um amplo processo de reconstrução estrutural, operacional e logística do terminal. Estruturas comprometidas foram desmontadas para permitir o avanço das obras e a implantação de novos sistemas.

Segundo o vice-presidente da CCGL/Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson Jr., o projeto está na reta final e deverá entregar um terminal totalmente modernizado e preparado para operar com competitividade nas próximas décadas.

Modernização inclui logística, energia e ampliação operacional

As obras estão divididas em quatro eixos estratégicos. Entre os principais investimentos estão a adequação do píer para atender navios de maior porte, melhorias na logística rodoviária e ferroviária, expansão da capacidade de armazenagem e reforço da infraestrutura elétrica.

O projeto também prevê novas soluções de engenharia e automação para elevar a eficiência operacional do terminal.

Além disso, a modernização exigirá mão de obra especializada em áreas como logística integrada, operação portuária, manutenção industrial e gestão operacional de alta performance.

Projeto deve gerar empregos em Rio Grande

Durante a execução das obras, a expectativa é de geração de aproximadamente mil empregos diretos na cidade de Rio Grande.

A iniciativa também deve impulsionar postos de trabalho indiretos em municípios responsáveis pela fabricação de equipamentos destinados ao terminal portuário.

Após a conclusão das obras e a retomada plena das operações, o complexo deverá manter cerca de 400 profissionais atuando permanentemente.

Portos RS destaca impacto positivo para o complexo portuário

A Portos RS, autoridade responsável pela administração dos portos gaúchos, avalia que a modernização do Termasa fortalece a competitividade do sistema portuário do estado.

O presidente da estatal, Cristiano Klinger, afirmou que o investimento amplia a capacidade logística do complexo rio-grandino e reforça a confiança da iniciativa privada no potencial operacional do Porto de Rio Grande.

Capacidade operacional deve crescer 43%

Atualmente, as operações da CCGL estão concentradas no terminal Tergrasa. A cooperativa responde por cerca de 70% das exportações de soja do Rio Grande do Sul e por mais da metade das exportações do agronegócio gaúcho.

Com a revitalização do Termasa, a expectativa é ampliar significativamente a capacidade operacional do terminal, incluindo melhorias no sistema de carga e descarga de caminhões e trens, instalação de novas balanças e construção de uma nova subestação de energia.

A projeção é de crescimento de 43% em relação às 14 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

FONTE: A Hora do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Hora do Sul

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Portos

Portos do Nordeste ampliam movimentação de petróleo e derivados em quase 30%

Os portos do Nordeste registraram crescimento expressivo na movimentação de petróleo e derivados durante o mês de fevereiro, reforçando a importância estratégica da região para a logística nacional. Dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam alta de 29,59% no transporte de combustíveis refinados em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram movimentadas 2,1 milhões de toneladas de petróleo e derivados sem óleo bruto — categoria que inclui produtos refinados, como gasolina, diesel e outros combustíveis.

Região movimentou 9 milhões de toneladas em fevereiro

Segundo o levantamento do Estatístico Aquaviário da Antaq, os terminais portuários nordestinos escoaram aproximadamente 9 milhões de toneladas de cargas em fevereiro, volume 6,68% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.

A região concentra importantes portos públicos organizados e terminais privados, considerados fundamentais para o abastecimento interno e para o escoamento da produção nacional.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números refletem o fortalecimento da infraestrutura logística nordestina e os investimentos realizados nos últimos anos.

Petróleo bruto e sal também tiveram alta

Além dos combustíveis refinados, a movimentação de petróleo bruto também apresentou crescimento relevante. O segmento registrou 1,6 milhão de toneladas transportadas, avanço de 11,48% na comparação anual.

Outro destaque foi o transporte de sal, que alcançou 568 mil toneladas movimentadas no período, com crescimento expressivo de 38,45%.

Porto de Suape lidera movimentação na região

Entre os principais terminais da região, o Porto de Suape, em Pernambuco, apareceu como um dos maiores destaques ao movimentar 2,1 milhões de toneladas, resultado 19,32% superior ao registrado no ano anterior.

Na Bahia, o terminal privado de Madre de Deus também apresentou forte desempenho, com 2 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 19,33%.

Pecém e Aratu registram avanço operacional

O Terminal Portuário do Pecém, no Ceará, movimentou cerca de 1,7 milhão de toneladas em fevereiro, mantendo crescimento de 0,33%.

Já o Porto de Aratu, também na Bahia, registrou uma das maiores altas percentuais do período, com avanço de 20,23% e movimentação total de 555 mil toneladas.

Para efeito de comparação regional, os dados não consideram os portos do Maranhão, já que o estado integra a dinâmica logística do chamado Arco Norte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Portos

Portos brasileiros aceleram transição sustentável para reduzir emissões no transporte marítimo

Responsável por movimentar a maior parte do comércio internacional e mais de 95% das exportações brasileiras, o transporte marítimo também enfrenta pressão crescente para reduzir os impactos ambientais. Atualmente, o setor responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa ligadas à energia.

Projeções indicam que, caso o ritmo atual seja mantido, as emissões da navegação mundial poderão atingir entre 90% e 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Nos portos brasileiros, o desafio ambiental envolve não apenas as emissões dos navios, mas também o intenso fluxo de caminhões e trens nas áreas portuárias e as limitações da infraestrutura logística terrestre.

Para enfrentar esse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos vem intensificando políticas voltadas à transição energética, eficiência operacional e adoção de tecnologias limpas.

Entre as principais iniciativas estão a eletrificação de equipamentos, o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas — sistema conhecido como Onshore Power Supply (OPS) — além de investimentos em combustíveis sustentáveis e projetos de hidrogênio verde.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o objetivo é fortalecer políticas públicas alinhadas à sustentabilidade e estimular práticas ambientais no setor logístico nacional.

Política de sustentabilidade impulsiona setor portuário

Lançada em 2025, a Política de Sustentabilidade do modal de transporte passou a orientar os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ESG — sigla para práticas ambientais, sociais e de governança.

A proposta busca integrar eficiência logística, transparência e responsabilidade socioambiental na infraestrutura brasileira.

De acordo com o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, os portos deixaram de ser apenas pontos de circulação de mercadorias e passaram a desempenhar papel estratégico na descarbonização da navegação e no desenvolvimento de novas soluções energéticas.

Portos investem em energia limpa e infraestrutura verde

Diversos complexos portuários do país já colocam em prática projetos sustentáveis.

No Porto de Santos, em São Paulo, o sistema OPS passou a abastecer rebocadores com energia elétrica produzida pela usina hidrelétrica de Itatinga, reduzindo o consumo de diesel e as emissões de CO₂.

Em Paranaguá, no Paraná, os investimentos incluem ampliação da logística ferroviária e instalação de sistemas de energia solar para aumentar a eficiência operacional e diminuir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, avança para se tornar o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina, com operação automatizada e equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica.

No Ceará, o Complexo do Pecém aposta na consolidação de um polo de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto também prevê produção de amônia verde e expansão da infraestrutura portuária.

Enquanto isso, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, desenvolve iniciativas ligadas à criação de um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos de descarbonização da indústria siderúrgica.

Brasil fortalece agenda ESG no setor marítimo

O Ministério de Portos e Aeroportos também vem ampliando ferramentas voltadas à sustentabilidade no setor aquaviário.

Entre elas está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que mede a performance ambiental das embarcações por meio de 39 indicadores.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), criado para reduzir gradualmente as emissões de gases de efeito estufa e modernizar a infraestrutura logística nacional.

Segundo o ministro Tomé Franca, os programas serão fundamentais para alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais em sustentabilidade e eficiência energética no setor portuário.

Empresas recebem reconhecimento por práticas sustentáveis

Na relação com a iniciativa privada, o governo federal consolidou o chamado Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa que reúne empresas comprometidas com ações ESG.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém no ano passado, 36 empresas receberam selos de excelência por projetos voltados à inovação e sustentabilidade no setor de transportes.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Portos

Porto do Rio Grande amplia eficiência e se firma entre os mais competitivos do Brasil

O Porto do Rio Grande consolidou sua posição como um dos complexos portuários mais eficientes do Brasil ao registrar o segundo melhor desempenho nacional na relação entre custo e eficiência operacional. O resultado tem como base dados do sistema Porto Sem Papel e do anuário da Antaq, reforçando o protagonismo da Portos RS no cenário logístico brasileiro.

Mesmo diante de desafios operacionais e alta demanda de cargas, o complexo gaúcho manteve indicadores positivos e avançou em competitividade, eficiência e geração de valor para o comércio exterior.

Investimentos impulsionam eficiência portuária

Entre 2024 e 2025, o complexo apresentou crescimento estimado de 12% nos índices de eficiência operacional. O avanço é atribuído aos investimentos em infraestrutura, modernização tecnológica e melhorias nos processos de gestão portuária.

Os ganhos operacionais tiveram impacto direto na cadeia logística, gerando economia superior a R$ 103 milhões no período de dois anos. Com isso, o complexo portuário do Rio Grande passou a integrar o grupo dos portos que mais agregam valor ao setor no país.

Redução de custos fortalece competitividade

Somente com a diminuição dos custos de estadia de embarcações, o porto registrou economia acima de R$ 59 milhões, alcançando a segunda maior marca nacional nesse indicador. Quando somados os ganhos obtidos com atracação, o terminal gaúcho também aparece como o segundo maior gerador de economia portuária do Brasil.

Além disso, a maior disponibilidade da infraestrutura operacional abre possibilidade de até R$ 66,4 milhões em faturamento adicional.

Tempo de operação cai e produtividade aumenta

Os indicadores operacionais mostram avanços significativos no desempenho do porto. O tempo médio de estadia das embarcações caiu de 55,1 horas para 47,9 horas. Já o tempo médio de atracação teve redução de 4,95 horas.

Considerando o custo médio de R$ 5.296,81 por hora por navio, a diminuição do tempo operacional representa economia importante para armadores e operadores logísticos, além de acelerar o fluxo das embarcações.

A melhora nos resultados reflete uma gestão mais eficiente dos berços de atracação e maior integração logística, reduzindo períodos ociosos e ampliando a produtividade do terminal.

Porto mantém desempenho elevado mesmo com alta demanda

O Porto do Rio Grande concentra 7,5% dos Documentos Únicos Virtuais (DUVs) do país, índice que representa a segunda maior participação nacional. O dado evidencia a capacidade operacional do complexo mesmo em cenários de elevada movimentação de cargas.

A estrutura atende cadeias estratégicas como grãos, fertilizantes e cargas gerais, segmentos fundamentais para o comércio exterior brasileiro. A capacidade de manter previsibilidade e confiabilidade operacional também fortalece a competitividade do porto frente a empreendimentos com demanda semelhante.

Autoridades destacam gestão e modernização

O secretário de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, afirmou que o desempenho é resultado de uma política contínua de qualificação da infraestrutura logística estadual.

Segundo ele, a modernização dos ativos estratégicos e os investimentos permanentes têm ampliado a competitividade do Rio Grande do Sul nos mercados nacional e internacional.

Já o coordenador de Transformação Digital da Secretaria Nacional de Portos, Tiego Arruda, ressaltou que a combinação entre eficiência operacional e competitividade tarifária colocou a Portos RS em posição de destaque no setor portuário brasileiro.

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, destacou que os indicadores confirmam a evolução consistente do complexo portuário gaúcho e reforçam o alinhamento entre planejamento, investimentos e integração com o setor privado.

Complexo portuário reforça papel estratégico no comércio exterior

Os resultados recentes consolidam o complexo portuário do Rio Grande como referência nacional em eficiência portuária, competitividade logística e gestão operacional. O desempenho fortalece a importância estratégica do terminal para o desenvolvimento econômico e para a expansão do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom Portos RS/Divulgação/JC

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Tecnologia

Cooxupé investe em logística digital para fortalecer exportações de café brasileiro

A Cooxupé, maior cooperativa de café arábica do Brasil, iniciou um processo de transformação tecnológica para otimizar sua operação logística e reduzir impactos causados por crises globais nas cadeias de suprimentos. A estratégia inclui a adoção de um sistema digital desenvolvido pela Flowls para integrar e monitorar embarques internacionais em tempo real.

A medida busca eliminar processos manuais e a dependência de planilhas, considerados gargalos históricos no setor de exportação de café.

Cooperativa quer reduzir custos e ampliar previsibilidade

Com mais de 20 mil cooperados e presença comercial em cerca de 50 países, a Cooxupé movimenta anualmente mais de 5 milhões de sacas de café. O volume coloca a cooperativa em posição comparável à produção anual de alguns países exportadores.

Apesar da escala, a operação enfrentava desafios relacionados à comunicação entre sistemas internos, transportadoras, terminais portuários e armadores.

Segundo a cooperativa, a digitalização da cadeia logística permitirá maior previsibilidade nos embarques, redução de atrasos e mais eficiência operacional.

Porto de Santos concentra principais gargalos

A logística do café brasileiro para exportação depende fortemente do Porto de Santos, responsável por cerca de 80% do escoamento do produto.

O setor convive há anos com problemas ligados ao tempo de espera, falta de integração de dados e dificuldades de acompanhamento em tempo real das cargas.

Com a nova plataforma, a Cooxupé pretende reduzir a chamada “assimetria de informação”, situação em que falhas ou atrasos na atualização de dados acabam gerando custos extras, multas e problemas contratuais.

“A logística é uma das bases da nossa expansão. Controle e previsibilidade são essenciais para manter a excelência operacional”, afirmou Deivison Ricciardi.

Integração tecnológica melhora gestão de embarques

O sistema implantado conecta diretamente o ERP da cooperativa às informações de terminais portuários e armadores marítimos.

Na prática, a ferramenta permite identificar possíveis atrasos com antecedência e automatizar o gerenciamento de exceções na operação logística.

Entre os principais impactos apontados pela empresa estão:

  • Automatização de alertas sobre status de navios;
  • Redução de lead time no transporte rodoviário e aduaneiro;
  • Integração digital entre despachantes, agentes e operadores logísticos;
  • Centralização das informações em um único fluxo operacional.

Para Anna Valle, a iniciativa representa um avanço importante para o mercado de commodities agrícolas.

“Transformar dados logísticos em inteligência operacional reduz custos e aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado internacional”, destacou.

Digitalização acompanha exigências do mercado global

A modernização logística ocorre em um momento em que compradores internacionais ampliam a cobrança por rastreabilidade, eficiência operacional e sustentabilidade nas cadeias de fornecimento.

Ao otimizar rotas, reduzir tempos de espera e melhorar o controle dos embarques, a Cooxupé busca alinhar sua operação às novas exigências do comércio global de commodities.

A expectativa do setor é que investimentos em tecnologia logística se tornem cada vez mais estratégicos para manter a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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