Especialista

Quando reduzir custo pode sair caro: o que a experiência na logística me ensinou

Ao longo de quase 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi que um dos grandes desafios de uma operação é encontrar o equilíbrio entre custo e eficiência.

Em um mercado cada vez mais pressionado por preços, buscar redução de despesas é natural. O problema surge quando o menor custo passa a ser visto como sinônimo de melhor decisão.

Na logística, uma economia feita no lugar errado pode aparecer depois em forma de atrasos, manutenção, retrabalho, perda de produtividade ou até perda de clientes.

Por isso, antes de perguntar “quanto custa?”, é importante perguntar também: “qual será o impacto dessa escolha na operação?”

O frete mais barato pode custar um cliente

Escolher um transporte apenas pelo menor valor pode parecer vantajoso, mas é preciso considerar prazo, segurança, flexibilidade e as necessidades específicas da operação.

Se uma carga atrasa ou sofre uma avaria, o impacto ultrapassa o custo do transporte. Pode comprometer o relacionamento com o cliente e até uma oportunidade comercial.

Na prática, não adianta economizar em uma etapa e criar um problema maior em outra.

Manutenção e combustível: olhar além do preço

A manutenção é outro exemplo. Buscar sempre a alternativa mais barata pode reduzir o desembolso imediato, mas uma escolha inadequada pode aumentar as paradas, comprometer a disponibilidade da frota e gerar novos custos.

Em transporte, veículo parado significa atraso, reprogramação e perda de produtividade.

O mesmo vale para o combustível. O preço por litro é importante, mas consumo, desempenho e impactos na manutenção também precisam entrar na conta.

O que importa é avaliar o custo total da operação, e não apenas o preço de cada item isoladamente.

Pessoas e fornecedores também fazem parte da equação

A redução de custos também pode atingir equipes e fornecedores. Mas diminuir pessoas ou estrutura sem avaliar as consequências pode gerar sobrecarga, falhas de comunicação, erros e retrabalho.

Quem está no dia a dia conhece dificuldades que nem sempre aparecem nos indicadores. Por isso, ouvir a equipe é fundamental.

Na escolha de fornecedores, preço também não deve ser o único critério. Prazo, qualidade, segurança, confiabilidade e capacidade de atendimentoprecisam fazer parte da análise.

Um fornecedor mais barato que não entrega no prazo pode gerar um custo muito maior para a operação.

Eficiência não é simplesmente gastar menos

Depois de tantos anos acompanhando diferentes etapas da logística, uma das principais lições que levo para o meu trabalho é que redução de custo e eficiência não são necessariamente a mesma coisa.

Reduzir custo significa diminuir uma despesa. Buscar eficiência é utilizar melhor os recursos disponíveis para alcançar um resultado.

Em alguns casos, reduzir uma despesa será a melhor decisão. Em outros, investir mais em determinada etapa pode evitar perdas muito maiores adiante.

Por isso, antes de escolher pelo menor preço, procuro responder:

Qual é o impacto dessa decisão na operação?

O que estamos economizando agora e o que podemos gastar depois?

Essa escolha realmente melhora o resultado?

Minha experiência na estrada, na operação, na gestão de frota, na logística portuária, na cabotagem e na área comercial me ensinou a olhar a cadeia de forma integrada.

Uma operação competitiva não é necessariamente aquela que tem o menor custo em cada item. É aquela que consegue equilibrar custo, qualidade, segurança, produtividade, prazo e resultado.

Porque, na logística, nem sempre economizar em uma etapa significa gastar menos no final.

Antes de buscar o menor preço, é preciso entender o custo da decisão.


Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Portos

Porto de Itajaí entra na agenda de leilões com R$ 2,66 bilhões em investimentos até 2030

O Porto de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, está entre os projetos portuários incluídos no planejamento de concessões do governo federal para o período de 2027 a 2030. Identificado como ITJ01, o empreendimento tem investimento estimado em R$ 2,66 bilhões e integra a carteira de leilões apresentada pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O planejamento foi divulgado em Brasília, durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026, realizado na última quinta-feira (8). A iniciativa reúne projetos que somam aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos para ampliar e modernizar a infraestrutura de transportes brasileira.

Para o setor portuário, a programação federal contempla 34 leilões, com previsão de R$ 20,6 bilhões em investimentos. O plano também inclui 70 autorizações para empreendimentos privados, que devem movimentar outros R$ 33,1 bilhões.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os projetos têm como objetivo ampliar a capacidade operacional dos portos brasileiros e preparar a infraestrutura logística para atender ao crescimento da movimentação de cargas. O anúncio foi apresentado pelo ministro Tomé Franca, que destacou a importância dos investimentos para o desenvolvimento do setor de transportes.

Porto de Itajaí integra carteira de grandes projetos portuários

Além do empreendimento catarinense, a carteira federal inclui projetos de grande porte em diferentes regiões do país.

Entre os principais estão:

  • Tecon Santos 10 (SP): investimento estimado em R$ 6,45 bilhões;
  • SSB01, no Porto de São Sebastião (SP): R$ 3,84 bilhões;
  • VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA): R$ 1,93 bilhão;
  • IQI15, no Porto do Itaqui (MA): R$ 1,22 bilhão;
  • ITJ01, no Porto de Itajaí (SC): R$ 2,66 bilhões.

A expectativa do governo é que os novos empreendimentos contribuam para aumentar a capacidade de movimentação de mercadorias e fortalecer a infraestrutura logística nacional. A projeção apresentada pelo ministério indica que os portos brasileiros devem movimentar 1,45 bilhão de toneladas em 2026.

O novo planejamento dá continuidade ao ciclo de investimentos realizado entre 2023 e 2026. Nesse período, foram promovidos 29 leilões portuários, que totalizaram R$ 15,68 bilhões em investimentos, de acordo com os dados divulgados pelo ministério.

Apesar da inclusão do Porto de Itajaí na carteira de projetos, ainda não há uma data específica anunciada para o leilão do ITJ01. Também não foram detalhadas as intervenções previstas para o terminal nem as condições definitivas do futuro empreendimento.

Plano federal prevê investimentos em portos, aeroportos e hidrovias

Além das concessões, o planejamento para 2027 a 2030 contempla 70 autorizações para instalações portuárias privadas, incluindo Terminais de Uso Privado (TUPs), Estações de Transbordo de Carga (ETCs) e Instalações Portuárias de Turismo (IPTurs). A previsão é de R$ 33,1 bilhões em investimentos nessa modalidade.

A distribuição regional desses recursos está concentrada no Sudeste, com R$ 14,64 bilhões previstos. O Sul aparece na sequência, com R$ 7,33 bilhões, seguido pelo Norte, com R$ 6,78 bilhões, e pelo Nordeste, com R$ 4,3 bilhões.

Na área de investimentos públicos, estão programadas 18 obras portuárias, com orçamento estimado em R$ 2,15 bilhões. Entre as ações previstas estão a modernização dos sistemas de defensas dos portos do Recife (PE) e de Natal (RN), a conclusão do Moegão, no Porto de Paranaguá (PR), e a revitalização dos acessos terrestres ao Porto de Santana (AP).

O plano também abrange aeroportos regionais e infraestrutura hidroviária. Para as hidrovias, estão previstos R$ 7,6 bilhões em obras, incluindo dragagens, melhorias nas condições de navegação e intervenções em terminais.

Fonte: Com informações do ND Mais e do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado

O Porto de Paranaguá, no Paraná, realizou neste domingo (11) a primeira conexão de um terminal privado ao Moegão, sistema projetado para modernizar o recebimento ferroviário de granéis vegetais. A estrutura conectada pertence à ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo terminal PAR 25.

A operação ocorreu durante a manhã e mobilizou dezenas de profissionais. Para executar o trabalho, foi necessário interditar temporariamente a Avenida Portuária, permitindo a movimentação dos equipamentos utilizados na instalação da estrutura metálica.

Moegão recebe investimento de R$ 700 milhões

Considerado a maior obra pública portuária em andamento no Brasil e a maior do Paraná, o Moegão recebe investimentos de aproximadamente R$ 700 milhões. O projeto prevê a concentração do descarregamento de produtos agrícolas transportados por trens em uma única estrutura, facilitando o encaminhamento das cargas aos terminais de exportação.

Segundo Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, o empreendimento representa uma transformação na logística de recebimento de mercadorias destinadas ao mercado internacional. A iniciativa, somada à implantação do novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, deverá ampliar a competitividade do porto e permitir o atendimento a navios de maior porte.

A conexão do terminal da ALTP ao Moegão envolveu o içamento de uma estrutura metálica de 55 metros de comprimento e aproximadamente 35 toneladas.

Para realizar a operação, foi utilizado um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas e alcançar 48 metros de altura. O içamento levou cerca de duas horas, enquanto a etapa de fixação exigiu outras quatro horas de trabalho.

A estrutura foi integrada à galeria central do Moegão, que possui 1,7 quilômetro de extensão e reúne mais de 4 mil metros de correias transportadoras. O sistema conduzirá os grãos e farelos descarregados dos vagões até os terminais portuários.

A previsão é que os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste de Paranaguá estejam conectados ao complexo até outubro de 2027.

Capacidade ferroviária poderá chegar a 24 milhões de toneladas por ano

Com a entrada em operação, o Moegão deverá ampliar significativamente a capacidade de recebimento ferroviário de grãos e farelos no Porto de Paranaguá.

A estrutura foi projetada para elevar o volume anual de pouco mais de 5 milhões de toneladas, atualmente recebidas por ferrovia, para até 24 milhões de toneladas. A expectativa é alcançar um ganho de eficiência operacional de 63%.

O complexo contará com três linhas férreas independentes, permitindo o recebimento simultâneo de até 180 vagões. Cada linha poderá descarregar três vagões ao mesmo tempo, com capacidade operacional estimada em até 900 vagões por dia, ante os cerca de 550 movimentados atualmente.

O projeto também considera futuras mudanças na infraestrutura ferroviária, incluindo a ampliação da Ferroeste, com um ramal previsto a partir de Mato Grosso do Sul, e a reestruturação da Malha Sul.

Centralização das operações deve reduzir impactos no trânsito

Atualmente, os vagões são direcionados individualmente aos terminais portuários, exigindo manobras das composições ferroviárias. Esse modelo pode provocar interrupções no trânsito da região portuária por mais de 40 minutos.

Com o Moegão, o recebimento será centralizado, reduzindo a necessidade de dividir as composições e diminuindo de 16 para cinco o número de passagens de nível, onde os trilhos cruzam as vias urbanas.

A expectativa é que os bloqueios de trânsito passem a ocorrer apenas durante a passagem dos trens, com duração média estimada entre 10 e 15 minutos.

A implantação do sistema representa um avanço na infraestrutura logística de Paranaguá, com potencial para ampliar a eficiência do transporte ferroviário, melhorar o fluxo de cargas destinadas à exportação e reduzir os impactos das operações portuárias sobre a mobilidade urbana.

Fonte: Com informações do PortalPortuario

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Portal Portuário

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Comércio Exterior

Porto Cabello movimenta 10 navios simultaneamente em operação portuária na Venezuela

O Porto Cabello, na Venezuela, realizou uma operação simultânea envolvendo 10 navios, em uma jornada marcada pela movimentação de diferentes tipos de cargas.

Entre as embarcações atendidas estavam quatro navios porta-contêineres, um navio do tipo Ro-Ro, utilizado para o transporte de veículos, e uma embarcação destinada ao transporte de granéis líquidos.

Operação movimentou milhares de contêineres

Segundo o Ministério do Poder Popular para os Transportes da Venezuela, a operação contou com equipes especializadas e equipamentos voltados à movimentação de cargas.

Ao longo dos trabalhos, foram movimentados 3.833 contêineres, enquanto 101.844 toneladas de carga geral foram retiradas das embarcações.

A operação também incluiu a recepção de 135 veículos e o embarque de 5.040 toneladas de melaço destinado à exportação.

Porto reforça papel na cadeia logística

O governo venezuelano destacou que o volume de operações realizado simultaneamente reforça a importância de Porto Cabello para o comércio nacional e internacional.

A atuação integrada das equipes e o uso de equipamentos especializados foram apontados como fatores para garantir maior produtividade nas operações portuárias.

A empresa responsável pela administração dos principais portos venezuelanos também reafirmou o compromisso de manter operações com foco em agilidade, segurança e eficiência, buscando fortalecer a cadeia nacional de abastecimento.

O desempenho de Porto Cabello ocorre em um contexto de ampliação da movimentação portuária e reforça a importância do complexo marítimo para o fluxo de mercadorias da Venezuela.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Valência suspende parcialmente concessão da Valencia North Terminal

O Conselho de Administração da Autoridade Portuária de Valência (APV) aprovou a suspensão parcial da concessão administrativa da Valencia North Terminal (VNT). A medida busca sincronizar o cronograma do projeto da nova terminal de contêineres da expansão norte do Porto de Valência com o andamento das obras de infraestrutura.

A decisão considera as condições técnicas e o calendário previsto para a disponibilização das áreas que serão utilizadas pela concessionária.

Investimento privado sobe para US$ 1,85 bilhão

O projeto construtivo apresentado pela VNT em julho de 2026 prevê um investimento privado de US$ 1,856 bilhão, acima dos US$ 1,133 bilhão inicialmente estimados.

A proposta atualizada incorpora as necessidades do transporte marítimo e estabelece uma nova sequência para as etapas de construção, levando em conta as informações disponíveis e a previsão de entrega dos terrenos pela APV.

Segundo a autoridade portuária, fatores técnicos relacionados à dimensão, complexidade e sequência das obras condicionam a disponibilidade inicial das áreas e impedem que os trabalhos da VNT sejam iniciados de maneira ordenada.

A suspensão, contudo, não alcança as áreas que já foram entregues à concessionária. A medida também não altera o período de vigência da concessão nem concede uma extensão adicional do contrato.

Cronograma das obras mantém conclusão para agosto de 2029

O Conselho da APV também aprovou ajustes nos prazos de determinadas etapas do contrato de execução do cais de contêineres da nova terminal norte.

A revisão considera problemas identificados durante a execução, incluindo os efeitos da DANA — fenômeno meteorológico que provocou impactos na região — e outras questões técnicas. Também foram consideradas novas soluções que deverão ser avaliadas após a apresentação do projeto construtivo pela concessionária.

Apesar dos ajustes em etapas intermediárias, o prazo global da obra permanece em 58 meses, com conclusão prevista para agosto de 2029.

O primeiro prazo parcial, que contempla 50 hectares consolidados e 500 metros de viga de cais, foi ampliado em nove meses. A nova data de conclusão passou para 17 de julho de 2027.

Já a segunda etapa, que inclui 1.500 metros de cais e uma área adjacente de 99 hectares consolidados, recebeu extensão de oito meses, com término previsto para 17 de julho de 2028.

Terminal intermodal de Valência também recebe ajustes

O Conselho também ratificou a assinatura da segunda adenda ao acordo firmado entre o Ministério de Fomento, a Generalitat Valenciana, a Prefeitura de Valência e a ADIF.

O objetivo é facilitar o andamento das obras da Terminal Intermodal e Logística de Valência Font de Sant Lluís.

A ADIF é responsável pelas intervenções necessárias para colocar em operação a primeira fase do terminal. O orçamento inicialmente estimado em US$ 39 milhões foi atualizado para US$ 42 milhões em razão da revisão do projeto.

A nova adenda prevê ainda a criação de um órgão interadministrativo formado pela APV e pela ADIF para acompanhar e fiscalizar a gestão da instalação.

Novo parque será criado na área portuária

Outro acordo aprovado pela APV envolve a Prefeitura de Valência e estabelece as responsabilidades das duas instituições para a execução, manutenção e conservação do futuro Parque de Desembocadura València.

O convênio estabelece mecanismos para garantir a gestão, conservação, segurança e financiamento do espaço, que será destinado ao uso público e cidadão.

Em Gandia, a APV também aprovou uma adenda ao acordo com a prefeitura local para consolidar o modelo de integração entre porto e cidade.

A medida permitirá avançar para a licitação do projeto de urbanização da área dos antigos armazéns de frutas e da zona controlada do Porto de Gandia, criando um novo espaço de uso público.

Linha Sagunto-Teruel-Zaragoza mantém prazo final

Durante a reunião, o Conselho reafirmou o compromisso de concluir até 31 de dezembro de 2028, sem possibilidade de nova extensão, as obras de melhoria da linha ferroviária Sagunto-Teruel-Zaragoza.

O cronograma havia sido afetado por ocorrências durante as intervenções na estação de Cella, em Teruel.

Na mesma sessão, Cristian Monzón Sanjuan, chefe de Domínio Público, foi nomeado membro do Conselho de Administração da VPI Logística, substituindo Luis Fernando Sánchez Villena.

APV altera tarifas e aprova novas operações

A autoridade portuária também aprovou mudanças nas tarifas máximas de ocupação de superfície aplicadas aos terminais da APM Terminals Valencia e da CSP Iberian Valencia Terminal.

Outro ponto aprovado foi o modelo de exploração da concessão da ArcelorMittal no Porto de Sagunto, que será utilizada pela Bergé Marítima Sagunto para cumprir um contrato de serviços firmado entre as empresas.

A operação contempla atividades de recebimento de navios, carga, descarga, armazenagem e transporte de mercadorias.

Por fim, a APV autorizou a BHS Ship Supplies a prestar serviços comerciais de abastecimento de navios nos portos de Gandia, Sagunto e Valência.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Neltume Ports defende viabilidade jurídica de novo terminal de contêineres no Porto de Montevidéu

A Neltume Ports reafirmou a viabilidade jurídica do projeto Montevideo Container Terminal (MCT), apresentado para a construção de uma nova instalação especializada em contêineres no Porto de Montevidéu, no Uruguai.

A manifestação ocorreu após questionamentos da Katoen Natie, controladora de 80% da Terminal Cuenca del Plata (TCP). A empresa belga alertou que uma eventual aprovação do projeto pelo governo uruguaio poderia levar à abertura de um diferendo junto ao Centro Internacional de Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi).

Neltume prevê investimento de US$ 900 milhões

Em resposta, a Neltume Ports afirmou que o projeto foi apresentado dentro das regras jurídicas atualmente vigentes no país e que cabe às autoridades uruguaias analisar a proposta e decidir sobre sua eventual implementação.

A companhia chilena declarou ainda estar disposta a investir US$ 900 milhões no empreendimento. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a capacidade do Porto de Montevidéu e transformar a instalação em um hub logístico regional, com potencial para dobrar os volumes de carga nos próximos anos.

Decisão do Tribunal Administrativo é ponto central

Um dos principais argumentos apresentados pela Neltume é a decisão nº 719 do Tribunal de lo Contencioso Administrativo (TCA), publicada em 17 de dezembro de 2025.

A sentença anulou a cláusula 3.5.4 do regime de gestão da Terminal Cuenca del Plata, estabelecido pelo Decreto 114/021. O dispositivo impunha restrições à concessão da exploração de outras terminais especializados em contêineres.

Para a Neltume, com a anulação dessa cláusula, o Estado uruguaio deixou de estar submetido à limitação que restringia a concessão de novas instalações desse tipo.

A empresa também destacou que a Administración Nacional de Puertos, a TCP e empresas do grupo Katoen Natie, incluindo Nelsury S.A. e Seaport Terminal Montevideo S.A., participaram do processo analisado pelo TCA e estão abrangidas pelos efeitos da decisão.

Empresa cita livre concorrência no sistema portuário

Na interpretação da Neltume Ports, a sentença do TCA reforça a necessidade de preservar a livre concorrência no setor portuário e evitar a formação de monopólios de fato.

A companhia considera que a criação do MCT estaria alinhada a esse princípio ao adicionar infraestrutura, capacidade e alternativas para os usuários do Porto de Montevidéu.

Segundo a empresa, a entrada de um novo operador poderia contribuir para melhorar as condições de serviço, ampliar a oferta portuária e fortalecer a competitividade do comércio exterior uruguaio.

Neltume contesta argumento sobre estabilidade jurídica

A posição da companhia chilena contrasta com a interpretação apresentada pela Katoen Natie sobre a proteção jurídica concedida à TCP.

A empresa belga sustenta que as garantias contratuais e de investimento deveriam impedir uma decisão estatal capaz de alterar as condições econômicas estabelecidas para a operação da terminal.

A Neltume, por outro lado, argumenta que a decisão do TCA mudou a base jurídica que deve ser considerada na análise de uma eventual autorização para uma nova instalação de contêineres.

A empresa faz uma distinção entre uma alteração posterior das normas e a anulação judicial de uma disposição considerada incompatível com a legislação.

Cláusula anulada é considerada nula desde a origem

De acordo com a Neltume, a chamada cláusula de estabilidade jurídica prevista no acordo entre o Estado uruguaio e as empresas do grupo Katoen Natie poderia oferecer proteção, sob determinadas condições, contra mudanças regulatórias posteriores à assinatura do contrato.

A companhia afirma, entretanto, que situação diferente ocorre quando uma disposição é declarada nula pela Justiça administrativa por contrariar o ordenamento jurídico vigente.

Na avaliação da Neltume, a cláusula 3.5.4 anulada pelo TCA seria nula desde sua origem, o que a diferenciaria de uma mudança normativa posterior ao acordo firmado com a Katoen Natie.

Projeto pretende ampliar capacidade do Porto de Montevidéu

A Neltume Ports também ressaltou sua presença histórica no mercado uruguaio. A empresa atua no Porto de Montevidéu por meio da Montecon desde 2000.

Com base nessa experiência, a companhia afirma que o país tem uma oportunidade de ampliar sua capacidade portuária, recuperar volumes de carga e fortalecer sua posição como centro logístico regional.

Para a empresa, o projeto MCT representa uma proposta de ampliar infraestrutura portuária, capacidade operacional, concorrência e investimentos, com impactos esperados sobre o Porto de Montevidéu e o comércio exterior do Uruguai.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto Coronel aposta em captar até 50% das importações de alimentos que chegam por Valparaíso e San Antonio

O Porto Coronel, no Chile, avalia que a Região do Biobío tem potencial para assumir uma parcela significativa das importações de alimentos que atualmente entram no país pelos portos de Valparaíso e San Antonio. Segundo a projeção do terminal, até 50% desse fluxo poderia ser direcionado para a região.

A estratégia contempla principalmente produtos como bananas, carnes e alimentos refrigerados, que poderiam desembarcar diretamente nos terminais da região do Grande Concepción, reduzindo a necessidade de transporte rodoviário desde a zona central chilena.

Biobío busca ampliar participação na logística de importação

Para Javier Lobo, gerente comercial do Porto Coronel, o principal desafio é integrar os diferentes terminais da região para que o Biobío passe a competir como um sistema logístico unificado.

“Temos portos eficientes e capacidade para buscar cargas que hoje percorrem centenas de quilômetros da região central para o sul”, afirmou o executivo. Segundo ele, uma atuação coordenada poderia atrair novos volumes, estimular a atividade econômica, gerar empregos e contribuir para uma logística mais descentralizada no Chile.

Entre os mercados identificados está o de bananas, com aproximadamente 12 mil contêineres refrigerados entrando todos os anos pela Região de Valparaíso. O segmento de carnes refrigeradas representa um volume equivalente a cerca de metade desse mercado.

Considerando também outras cargas alimentícias, o Porto Coronel estima um potencial adicional de 5 mil a 6 mil contêineres reefer por ano. Atualmente, o terminal movimenta aproximadamente 23 mil contêineres refrigerados de exportação. O novo fluxo, portanto, representaria cerca de um quarto desse movimento atual.

Nova estrutura da SAG e Aduana amplia capacidade

Um dos elementos que pode viabilizar a expansão é o novo setor SAG/Aduana, construído pelo Porto Coronel com investimento próximo de US$ 1 milhão.

A estrutura está na etapa final antes de sua inauguração e permitirá ampliar o tipo de mercadoria atendida, realizar fiscalizações dentro do próprio terminal e fazer o transbordo direto de caminhões para contêineres.

A expectativa é reduzir deslocamentos, prazos e custos nas operações de comércio exterior. A infraestrutura também poderá abrir caminho, mediante avaliações futuras, para habilitações relacionadas ao USDA e ao Senasa.

Novos fluxos podem estimular serviços logísticos

Os efeitos de uma eventual transferência dessas importações para o Biobío podem ultrapassar os limites do porto. Com maior movimentação de cargas, a região poderia desenvolver novos armazéns, serviços de armazenagem refrigerada, transporte especializado e centros de distribuição próximos aos mercados consumidores.

Atualmente, o Porto Coronel gera mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, dos quais 75% estão relacionados a moradores de Coronel e Lota. Para Lobo, a chegada de novos fluxos de carga também poderia fortalecer a cadeia produtiva ligada aos serviços logísticos.

Exportações também estão no plano de expansão

A estratégia do terminal não se limita às importações. O mercado de exportação também é considerado fundamental para ampliar e diversificar a matriz de cargas do Porto Coronel.

As regiões de Ñuble e Maule movimentam mais de 123 mil contêineres por ano, principalmente com vinhos, maçãs, cerejas, kiwis e outras frutas. Desse total, aproximadamente 70% seguem pelos portos de Valparaíso, enquanto cerca de 7% utilizam instalações portuárias do Biobío.

Para o Porto Coronel, ampliar sua participação nesse mercado pode contribuir para a sustentabilidade de longo prazo do terminal e manter na própria região uma parcela maior dos investimentos, da atividade logística e da geração de empregos.

Porto Coronel se destaca em ranking internacional

A eficiência operacional também aparece como um dos pontos fortes do terminal. O Porto Coronel ficou na 26ª posição do Container Port Performance Index (CPPI) 2025, ranking desenvolvido pelo Banco Mundial e pela S&P Global Market Intelligence.

A avaliação considera mais de 400 terminais de contêineres em todo o mundo e posicionou o Porto Coronel como o terminal chileno mais bem colocado na classificação, além de colocá-lo entre os portos de melhor desempenho da América Latina.

O resultado reforça a trajetória do terminal em eficiência operacional, continuidade dos serviços e capacidade de adaptação diante das exigências crescentes do setor portuário.

Infraestrutura é desafio para ampliar competitividade

O gerente-geral do Porto Coronel, Patricio Román Lois, considerou o reconhecimento uma sinalização importante para a competitividade logística do Biobío e do Chile.

Segundo o executivo, a região já dispõe de infraestrutura, capacidade operacional e mão de obra para ampliar sua participação no comércio exterior. O próximo passo seria avançar em infraestrutura logística, conectividade e integração entre os diferentes modais de transporte.

Román também destacou projetos de infraestrutura considerados estratégicos para a região, entre eles a concessão da Ruta Pie de Monte, que ligará San Pedro de la Paz a Coronel, a entrada definitiva em operação do Puente Industrial sobre o rio Biobío e os investimentos previstos para ampliar a capacidade ferroviária da região.

Para o executivo, esses projetos podem criar condições mais favoráveis para absorver o crescimento das exportações do centro-sul chileno e contribuir para uma rede logística mais equilibrada e competitiva em todo o país.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Paracas fortalece parceria com armadores antes da campanha agroexportadora

O Porto de Paracas, no Peru, reforçou a articulação com as companhias marítimas CMA CGM e Ocean Network Express (ONE) em preparação para o início de uma nova campanha agroexportadora peruana.

Encontro prepara operações para a temporada de exportações

Representantes das duas companhias de navegação estiveram no terminal portuário para uma reunião voltada ao alinhamento entre os diferentes agentes envolvidos na operação.

A iniciativa teve como objetivo ampliar a coordenação entre os participantes da cadeia logística e antecipar possíveis desafios relacionados ao período de maior movimentação de cargas agroexportadoras no Peru.

O encontro ocorre às vésperas do início da nova temporada de exportações agrícolas, considerada um período importante para a logística portuária e o transporte marítimo de produtos peruanos destinados ao mercado internacional.

Porto de Paracas busca operações mais eficientes

De acordo com o Porto de Paracas, a reunião permitiu compartilhar perspectivas e aprimorar a coordenação com as empresas de transporte marítimo.

“Este encontro, antes do início das próximas campanhas agroexportadoras, permitiu compartilhar perspectivas, fortalecer a coordenação e continuar trabalhando de forma conjunta para enfrentar os desafios da temporada”, informou o terminal.

A expectativa é que a maior integração entre porto e armadores contribua para operações mais eficientes, confiáveis e ágeis durante a campanha.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Cabotagem Sul–Manaus: Como Funciona a Logística Multimodal entre o Sul e a Amazônia

A integração de diferentes meios de transporte é o segredo para cruzar o Brasil de ponta a ponta. Destacado pelo Plano Nacional de Logística (PNL 2050), o eixo de cabotagem Sul–Manaus ilustra com precisão como uma mercadoria pode percorrer milhares de quilômetros combinando rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e navios em uma operação logística altamente articulada.

O Papel Estratégico da Cabotagem no Brasil

A cabotagem consiste na navegação realizada entre portos ou terminais do território nacional utilizando vias marítimas ou águas interiores. No corredor que liga a Região Sul à capital amazonense, os navios contornam a costa brasileira e adentram o complexo sistema hidroviário da região norte, enquanto caminhões e trens realizam a integração terrestre nas etapas iniciais e finais do trajeto.

Cada operação é personalizada conforme o tipo de mercadoria, os portos de atendimento e a rota contratada, otimizando o escoamento de insumos e produtos industrializados, como eletrônicos e veículos produzidos no polo industrial amazonense.

Da Origem Terrestre ao Embarque nos Portos

O ciclo logístico começa antes mesmo de a carga tocar a água. Em fábricas e armazéns, os produtos costumam ser acondicionados em contêineres para padronizar e facilitar a movimentação.

  • Transporte Rodoviário e Ferroviário: Caminhões ou trens realizam o transporte inicial da carga até as instalações portuárias, dependendo da infraestrutura disponível na região produtora.
  • Complexos Portuários: Os portos concentram pátios, armazéns e áreas de atracação fundamentais para organizar, consolidar e embarcar os contêineres com segurança.

Navegação Costeira e as Águas Interiores da Amazônia

Uma vez a bordo, a embarcação inicia o trecho marítimo contornando a costa do país, podendo realizar paradas estratégicas em diferentes portos intermediários.

Para alcançar Manaus, o navio ingressa nas vias fluviais interiores, navegando pelo Rio Amazonas, pelo Rio Negro e por outros cursos d’água essenciais. Fatores como a profundidade dos canais e as variações sazonais do nível da água exigem rigor técnico e influenciam diretamente a regularidade das viagens na região.

Planejamento de Longo Prazo e Futuro Logístico

O PNL 2050 aponta dezenas de intervenções estruturantes voltadas para o aprimoramento hidroviário, portuário, ferroviário e rodoviário ao longo desse corredor. Essa integração demonstra que o sucesso da logística portuária brasileira depende diretamente da união entre eficiência na navegação, acessos terrestres ágeis e terminais preparados para atender tanto o suprimento quanto o escoamento de riquezas pelo país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Alívio no Canal do Panamá: Aumento de Trânsito e Calado após Chuvas na Região

Após meses de rigorosas restrições operacionais devido à escassez hídrica, o Canal do Panamá começa a flexibilizar suas regras de navegação. Com a melhora nos níveis do Lago Gatún impulsionada por precipitações recentes, a administração da via aquática anunciou a ampliação do calado autorizado e da capacidade diária de tráfego de embarcações.

Ampliação de Vagas e Calado para Navios

A partir de 15 de outubro, o limite de passagens para navios do tipo neopanamax será elevado para 10 transações diárias, elevando a capacidade combinada entre embarcações neopanamax e panamax para 33 slots diários. Paralelamente, o calado máximo permitido para os navios neopanamax passou a ser de 14,94 metros (equivalente a 49 pés).

Essa reviravolta representa um alívio em relação às medidas defensivas adotadas ao longo do verão hemisférico, quando o fortalecimento do fenômeno El Niño e os baixos índices de chuva ameaçavam reviver os impactos severos da seca enfrentada entre 2023 e 2024.

Alta Demanda e Desafios no Comércio Global

A pressão sobre o comércio marítimo na região intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por uma forte procura por passagens. Conflitos e instabilidades no Oriente Médio levaram compradores asiáticos a buscar fontes alternativas de energia na Costa do Golfo dos Estados Unidos, elevando o tráfego no Canal do Panamá próximo à sua capacidade máxima e acirrando a disputa por vagas garantidas.

Previsão Meteorológica Favorável para o Lago Gatún

As perspectivas climáticas para os próximos dez dias permanecem encorajadoras para a reposição hídrica. A previsão meteorológica indica chuvas frequentes e tempestades diárias na área do Lago Gatún, com volumes expressivos esperados para os próximos dias, garantindo suporte sustentável para a navegação internacional e a logística portuária global.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Panama Canal Authority

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