Negócios

BTP anuncia André Magalhães como novo Diretor Comercial

A Brasil Terminal Portuário (BTP) anunciou a chegada de André Magalhães para assumir o cargo de Diretor Comercial da companhia. O executivo passa a integrar a liderança da empresa com a missão de fortalecer o relacionamento com clientes, ampliar oportunidades de negócios e apoiar a estratégia de crescimento da organização.

Com mais de 25 anos de atuação no setor marítimo-portuário, Magalhães traz experiência em liderança estratégica, desenvolvimento de negócios e gestão comercial em empresas nacionais e internacionais ligadas à navegação e a terminais portuários.

Experiência consolidada no setor portuário

Antes de assumir a nova posição, o executivo atuava no Complexo do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. Ao longo da carreira, acumulou participação em projetos relevantes ligados à inovação tecnológica, eficiência logística e energias renováveis, com foco em ampliar trocas comerciais e melhorar o desempenho da cadeia de valor portuária para clientes.

Sua formação inclui graduação pela Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, instituição ligada à Escola de Marinha Mercante. O executivo também possui especializações pela COPPEAD e pela Centenary University, além de certificações executivas da Fundação Getulio Vargas, do Port of Rotterdam e da Fundação Dom Cabral.

Fortalecimento das estratégias comerciais da BTP

Segundo o diretor-presidente da companhia, Cláudio Oliveira, a chegada do novo diretor reforça o compromisso da empresa com a evolução de suas estratégias comerciais e com a oferta de soluções logísticas inovadoras.

De acordo com o executivo, a nomeação de Magalhães contribui para ampliar a competitividade da empresa e garantir serviços portuários de alta qualidade, alinhados às demandas do mercado e às expectativas dos clientes.

Novo desafio em momento de expansão

Magalhães inicia oficialmente suas atividades neste mês e destaca o entusiasmo em integrar a equipe da empresa em um momento marcado por investimentos relevantes.

Segundo ele, a companhia vive uma fase estratégica de implantação de um amplo pacote de investimentos para expansão da capacidade do terminal, o que abre novas perspectivas para o crescimento das operações e para o fortalecimento da logística portuária brasileira.

Sobre a Brasil Terminal Portuário

Em operação desde 2013, a Brasil Terminal Portuário é considerada o maior terminal de contêineres da América do Sul. Localizada no Porto de Santos, a empresa também participou do processo de recuperação de um dos maiores passivos ambientais da área portuária brasileira.

O terminal possui 1.108 metros de cais, com infraestrutura preparada para receber simultaneamente três navios da classe New Panamax. Além de rotas internacionais para todos os continentes, a estrutura também atende operações de cabotagem e serviços feeder, conectando diferentes regiões do país e da América do Sul.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: BTP

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Portos

STF valida posição da Antaq e autoriza cobrança da taxa de entrega de contêineres nos portos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, reconhecer a posição técnica da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e invalidar uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que havia proibido a cobrança da taxa referente ao Serviço de Segregação e Entrega (SSE) em terminais de contêineres no Brasil.

A decisão representa um marco para o setor portuário, ao reforçar a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória nas operações logísticas ligadas à movimentação de cargas importadas.

Ação da Abratec levou o caso ao STF

O julgamento ocorreu após questionamento apresentado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec). A entidade contestou no Supremo a decisão do TCU que havia impedido os terminais portuários de cobrar pelo serviço de gestão e disponibilização de contêineres importados.

A Corte acompanhou o voto do relator do processo, ministro Dias Toffoli, que entendeu que o Tribunal de Contas ultrapassou os limites de sua competência ao interferir em decisões técnicas que cabem à agência reguladora do setor.

Segundo o ministro, o TCU tem a função de fiscalizar a administração pública, mas não pode substituir avaliações técnicas realizadas por órgãos reguladores especializados. O relator também destacou que a Antaq já havia analisado a questão por meio de processos técnicos e consultas públicas conduzidas dentro do marco regulatório portuário.

Decisão reforça segurança jurídica para terminais de contêineres

Para a Abratec, que reúne alguns dos principais operadores de terminais de contêineres do país, o posicionamento do Supremo fortalece a previsibilidade das regras aplicadas ao setor.

O presidente executivo da entidade, Caio Morel, avaliou que o julgamento reafirma um princípio essencial para atividades reguladas: a definição de normas técnicas deve permanecer sob responsabilidade das agências reguladoras.

Na avaliação da entidade, ao reconhecer essa competência, o STF contribui para manter um ambiente regulatório mais estável, condição considerada fundamental para o funcionamento das operações portuárias e para a atração de investimentos no segmento.

Especialistas analisam impacto para o setor portuário

Especialistas em infraestrutura também destacaram a relevância da decisão. O advogado Diogo Nebias afirmou que a Antaq possui equipe técnica especializada para analisar aspectos operacionais e econômicos do setor portuário, o que justifica a autonomia regulatória da agência.

Segundo ele, o entendimento do STF impede que o TCU suspenda a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega — conhecido no mercado como THC2 — nos terminais de contêineres.

Por outro lado, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em contratos empresariais, observou que o julgamento não tratou diretamente da legalidade da cobrança do SSE. De acordo com ela, o Supremo limitou-se a analisar os limites institucionais da atuação do Tribunal de Contas.

A especialista acrescenta que eventuais questionamentos jurídicos sobre a cobrança ainda poderão ser avaliados pelo Poder Judiciário, caso novas ações sejam apresentadas.

Fonte: Jornal Portuário.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Ilustrativa / Arquivo

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Portos

Porto de Itapoá amplia lucro em 2025 e receita supera R$ 1,4 bilhão

O desempenho operacional do Porto de Itapoá, em Santa Catarina, impulsionou os resultados financeiros do terminal em 2025. O aumento na movimentação de contêineres contribuiu para o crescimento da receita operacional líquida, que atingiu R$ 1,43 bilhão — avanço de 17% em relação a 2024.

O lucro líquido também registrou expansão relevante. No período, o resultado chegou a R$ 584,4 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. Em termos absolutos, o terminal portuário adicionou cerca de R$ 100 milhões ao lucro em relação ao exercício anterior, quando o resultado havia sido de R$ 484,5 milhões.

Movimentação de contêineres fortalece posição do porto

Em 2025, o Porto de Itapoá movimentou aproximadamente 1,45 milhão de TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume reforça a posição do terminal entre os portos mais eficientes da América Latina e entre os principais do Brasil na movimentação de cargas conteinerizadas.

Atualmente, o porto possui capacidade operacional anual de 1,8 milhão de TEUs. A estrutura inclui cerca de 455 mil metros quadrados de área de pátio e 800 metros de cais, permitindo maior agilidade nas operações logísticas e no atendimento às rotas marítimas internacionais.

Novos investimentos ampliam capacidade do terminal

Durante apresentação à Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, realizada no fim de fevereiro, o diretor comercial do porto, Felipe Kaufmann, destacou que o terminal continua ampliando sua estrutura após já ter investido cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações.

Atualmente, o porto está na quarta fase de expansão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de novos equipamentos, ampliação da área de pátio e melhorias na infraestrutura de acessos.

Dragagem permitirá operação de navios maiores

A etapa de expansão também inclui a ampliação da área operacional e a conclusão da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra estratégica para elevar a capacidade logística do terminal.

Com a finalização do projeto, o Porto de Itapoá poderá receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 14 mil TEUs. A ampliação permitirá operações em maior escala, fortalecendo o papel do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária da região Sul.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Dragagem do canal portuário de Itajaí e Navegantes será retomada após contratação emergencial

A dragagem do canal de acesso portuário de Itajaí e Navegantes deve ser retomada após cerca de um mês sem manutenção do calado. A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) concluiu a contratação emergencial do consórcio DTA-Chec, responsável por executar os serviços pelos próximos seis meses.

O contrato, publicado nesta terça-feira pela autoridade portuária, prevê investimento de R$ 44.784.168,97 para a retomada imediata das atividades de manutenção da profundidade do canal portuário, essencial para garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações logísticas na região.

Perda de profundidade preocupa operações portuárias

Durante o período sem dragagem, o canal do rio Itajaí-Açu apresentou redução de profundidade. Levantamento técnico realizado no fim de fevereiro apontou perda de 1,2 metro na bacia de evolução e cerca de 0,5 metro no canal interno, níveis abaixo das cotas mínimas operacionais.

A diminuição do calado compromete a segurança da navegação de navios de grande porte e pode afetar a eficiência das atividades portuárias nos terminais de Itajaí e Navegantes, dois importantes polos logísticos do Sul do país.

Atualmente, a homologação das Menores Profundidades Observadas (MPO) permanece válida até 22 de março, conforme determinação da delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí. A expectativa é que a retomada da dragagem do canal portuário restabeleça as cotas mínimas de operação, estimadas entre 14 metros no canal externo e 13,5 metros no canal interno, incluindo bacias de evolução e berços de atracação.

Dragas serão mobilizadas imediatamente

Para executar o serviço, o consórcio contratado deverá mobilizar de forma imediata a draga TSHD Han Jun 6009, embarcação do tipo hopper utilizada para sucção e transporte de sedimentos. O equipamento possui capacidade de armazenamento de 6.500 metros cúbicos.

Outra embarcação, a TSHD Hang Jun 4019, com capacidade de 4.200 metros cúbicos, poderá ser deslocada para a operação em até dez dias. Ambas as dragas partirão do Rio de Janeiro.

Além desses equipamentos, a empresa disponibilizou a draga Amazone, com capacidade de 2.771 metros cúbicos, atualmente empregada nas obras de alargamento da praia de Piçarras, projeto que já alcançou cerca de 70% de execução.

Licitação busca garantir manutenção por período maior

Mesmo com a contratação emergencial concluída, a Codeba mantém em andamento uma licitação para manutenção da dragagem por um período de um ano. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços até que seja definida a concessão do canal portuário pelo governo federal, garantindo estabilidade operacional ao complexo portuário da região.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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Portos

Porto de Aratu-Candeias inicia operação de granéis vegetais após mais de 50 anos

O Porto de Aratu-Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (BA), deu início a uma nova fase em suas operações ao realizar, pela primeira vez em 51 anos de funcionamento, a movimentação de granéis vegetais. A operação ocorre no terminal ATU 18 e começa com o embarque de 35 mil toneladas de sorgo, produto originário do oeste da Bahia.

A iniciativa abre uma nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola baiana, ampliando o papel do porto na cadeia do agronegócio.

Porto amplia perfil de atuação logística

Inaugurado nos anos 1970 para atender principalmente ao Polo Petroquímico de Camaçari, o complexo portuário de Aratu-Candeias sempre concentrou suas atividades na movimentação de cargas petroquímicas e minerais.

Com a entrada em operação dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, o porto passa a contar com infraestrutura adequada para o manuseio de grãos e produtos agrícolas, diversificando suas operações e ampliando sua relevância logística.

Segundo o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, a nova etapa representa um avanço importante para o setor portuário baiano.

Ele destaca que os investimentos incluem ampliação da retroárea, construção de quatro silos com capacidade de 30 mil toneladas cada e implantação de sistemas automatizados de transporte por esteiras, o que deve reduzir custos e acelerar as operações portuárias.

Investimentos superam R$ 400 milhões

A modernização do terminal ATU 18 foi conduzida pela CS Portos, empresa da CS Infra, integrante do Grupo Simpar. No total, os investimentos em obras e melhorias superaram R$ 400 milhões.

O terminal passa a operar com foco no armazenamento e movimentação de granéis vegetais, principalmente soja, milho e sorgo, reforçando a infraestrutura de apoio ao agronegócio brasileiro.

Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, a nova operação representa um marco para o porto e para a logística agrícola da Bahia.

Segundo ele, os investimentos refletem uma estratégia de longo prazo para tornar a infraestrutura portuária nacional mais eficiente e competitiva, além de reduzir gargalos logísticos e fortalecer o desenvolvimento regional.

Infraestrutura moderna amplia eficiência operacional

Entre as estruturas implantadas estão classificadores de grãos, tombadores de caminhões, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos de grande capacidade. Também foram incorporados equipamentos de última geração para elevar a produtividade das operações.

Um dos principais destaques é o shiploader dedicado à exportação de grãos, com capacidade operacional de até 2 mil toneladas por hora. Com o sistema, o terminal poderá alcançar uma produtividade média de 30 mil toneladas por dia.

Capacidade anual pode chegar a 7,5 milhões de toneladas

Com a nova estrutura, o terminal terá capacidade inicial para movimentar até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Para o primeiro ano de operação, a expectativa é atingir 3 milhões de toneladas movimentadas.

A capacidade de armazenagem estática inicial será de 120 mil toneladas. Em etapas futuras de expansão, a previsão é que o terminal alcance movimentação anual de até 7,5 milhões de toneladas, consolidando o Porto de Aratu-Candeias como um importante polo logístico para o escoamento da produção agrícola do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Codeba

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Logística

Cabotagem no Sul do Brasil movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

O transporte de cabotagem no Sul do Brasil registrou a movimentação de 33,6 milhões de toneladas de cargas em 2025, resultado que representa crescimento de 1,38% em relação ao ano anterior.

Os dados constam em levantamento divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, que aponta uma recuperação do setor de cabotagem após os impactos climáticos severos registrados no Rio Grande do Sul.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina concentrou o maior volume transportado, com 19,6 milhões de toneladas movimentadas ao longo do ano.

Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 9,6 milhões de toneladas, e o Paraná, responsável por 4,4 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório, os três estados formam um corredor estratégico para a logística marítima brasileira, desempenhando papel importante na redistribuição de cargas, integração das cadeias produtivas e abastecimento do país.

Petróleo e contêineres lideram cargas transportadas

O estudo também detalha os principais produtos movimentados pela cabotagem na região Sul. O petróleo lidera a lista, com 17,2 milhões de toneladas transportadas.

Em seguida aparecem os contêineres, que somaram 10 milhões de toneladas, além de derivados de petróleo, com 3 milhões de toneladas, e ferro e aço, com 2,6 milhões de toneladas.

Também foram registrados embarques de gás de petróleo e biodiesel, cargas consideradas essenciais para garantir o abastecimento energético, além de fornecer insumos para a indústria e contribuir para a geração de empregos e renda.

Cabotagem mantém operação mesmo diante de eventos climáticos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho do setor demonstra a capacidade de adaptação do transporte marítimo brasileiro.

De acordo com ele, mesmo diante de eventos climáticos extremos, a cabotagem manteve a continuidade operacional, assegurando o abastecimento e reforçando a competitividade das cadeias produtivas.

“O sistema mostrou capacidade de adaptação e manteve o fluxo logístico, garantindo o fornecimento de cargas e fortalecendo a indústria”, destacou o ministro.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

TCP celebra marca de 20 milhões de TEUs movimentados no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, comemorou a marca de 20 milhões de TEUs movimentados ao longo de seus 28 anos de operação. A celebração ocorreu durante uma cerimônia que reuniu executivos, colaboradores e representantes da Portos do Paraná.

O momento simbólico foi marcado pelo içamento do vigésimo milionésimo contêiner, destacando a trajetória de crescimento do terminal dentro do Porto de Paranaguá, um dos principais hubs logísticos do país.

Segundo Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, o número representa mais do que um marco operacional.

Ele destacou que o resultado reflete o trabalho contínuo de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do terminal desde sua criação em 1998, iniciativa liderada por empresários paranaenses. Atualmente, a empresa integra o grupo China Merchants Port, uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres.

Terminal lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a TCP foi novamente reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil, repetindo a liderança obtida no ano anterior.

Nos últimos oito anos, o crescimento da operação foi expressivo. A movimentação anual de contêineres passou de 789 mil TEUs em 2017 para 1,6 milhão de TEUs em 2025, mais que dobrando o volume operado.

Para Santos, o desempenho também reflete os investimentos realizados pela empresa e a cooperação com instituições estratégicas do setor portuário, incluindo a Autoridade Portuária de Paranaguá, a Marinha do Brasil e o Serviço de Praticagem de Paranaguá.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, ressaltou que a parceria entre o terminal e a autoridade portuária tem gerado impactos positivos para o comércio exterior brasileiro e para a economia nacional.

Movimentação de cargas cresce 8% em janeiro de 2026

O início de 2026 também trouxe resultados expressivos para o terminal. Em janeiro, a TCP movimentou 145.592 TEUs, o melhor desempenho já registrado para o mês em toda a série histórica.

O volume representa um crescimento de 8% em comparação com janeiro de 2025.

Considerando embarques e desembarques, o terminal movimentou 1,014 milhão de toneladas de cargas no período. As exportações somaram 680 mil toneladas, aumento de 19% em relação às 567 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Já as importações alcançaram 334 mil toneladas, crescimento de 9% frente às 307 mil toneladas de janeiro de 2025.

Exportação de carnes lidera movimentação

Entre os principais segmentos exportados pelo terminal, o destaque ficou para o setor de carnes e congelados, que embarcou 357 mil toneladas, volume 45% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Outros segmentos importantes foram o de madeira, que manteve estabilidade com 105 mil toneladas exportadas, e o de papel e celulose, que atingiu 88 mil toneladas, aumento de 30% em relação a janeiro de 2025.

Importações são puxadas por químicos e automotivos

Nas importações, os maiores volumes foram registrados nos setores químico e petroquímico, com 54 mil toneladas, seguidos pelo segmento automotivo, com 47 mil toneladas, e pelo setor de eletroeletrônicos, que movimentou 31 mil toneladas.

Fluxo rodoviário e operações marítimas batem recorde

O acesso rodoviário ao terminal também registrou números históricos. Ao longo de janeiro, passaram pelo gate da TCP cerca de 56.880 contêineres, crescimento de 11% em relação às 51.467 unidades registradas no mesmo mês do ano anterior.

Considerado o maior concentrador de serviços marítimos semanais entre os terminais brasileiros, o terminal opera atualmente 23 linhas de navegação, incluindo rotas de longo curso e cabotagem.

Durante o mês, o porto recebeu 84 navios, reforçando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, o desempenho positivo de janeiro está ligado à conquista de novos clientes em diferentes regiões do país e ao crescimento das exportações de carnes.

Outro fator relevante foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, que permite a atracação de navios com maior capacidade de carga.

Desde 2024, a profundidade do canal de acesso passou por três revisões, saindo de 12,10 metros para 13,30 metros.

Esse aumento de 1,20 metro possibilita que cada embarcação transporte cerca de 960 TEUs adicionais por viagem, ampliando significativamente a eficiência logística do porto.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina tem prazo de consulta pública prorrogado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu ampliar o prazo da consulta pública do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. Com a prorrogação, a sociedade terá mais 15 dias para enviar sugestões e comentários sobre o documento estratégico.

Inicialmente previsto para terminar neste domingo (8), o período de participação foi estendido até 23 de março, permitindo que mais interessados possam contribuir com o planejamento do complexo portuário.

Participação aberta a cidadãos, empresas e órgãos públicos

A decisão de ampliar o prazo atende a solicitações de diferentes setores envolvidos no desenvolvimento do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

Podem participar da consulta pública cidadãos, empresas, entidades da sociedade civil e órgãos da administração pública. O objetivo é reunir sugestões que ajudem a aperfeiçoar a política pública de desenvolvimento portuário e fortalecer o planejamento da infraestrutura logística da região.

As contribuições devem ser enviadas de forma identificada e com justificativa técnica, garantindo maior qualidade no processo de análise das propostas.

Plano Mestre orienta investimentos e planejamento portuário

O Plano Mestre portuário é um instrumento estratégico utilizado pelo governo federal para orientar o desenvolvimento dos complexos portuários brasileiros.

Esse documento reúne diretrizes que norteiam investimentos de curto, médio e longo prazos, além de planejar a expansão da infraestrutura logística, a relação entre porto e cidade e os acessos terrestres aos terminais.

A elaboração do plano segue diretrizes da legislação do setor portuário, com foco na modernização das operações e no aumento da eficiência logística.

Documento está disponível na plataforma Brasil Participativo

As sugestões para o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina devem ser encaminhadas por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma Brasil Participativo.

No mesmo ambiente digital também estão disponíveis para consulta pública o documento preliminar do plano e o apêndice técnico, que apresentam as propostas iniciais de planejamento para o complexo portuário paranaense.

A expectativa do ministério é que a participação da sociedade contribua para aprimorar as estratégias de desenvolvimento e fortalecer o papel do complexo na logística portuária brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Porto de Paranaguá

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Comércio Exterior

Portal Único de Comércio Exterior já concentra mais de 50% das importações brasileiras

O Portal Único de Comércio Exterior alcançou um marco importante no processo de modernização do comércio exterior brasileiro. Em fevereiro, a plataforma digital passou a responder por mais de 50% das operações de importação realizadas no país, considerando a média diária das transações.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que destacou o avanço na implementação do sistema.

Segundo ele, a expectativa é que o Portal Único esteja completamente implantado até o final do ano.

Plataforma promete economia bilionária para empresas

Quando estiver totalmente operacional, o Portal Único de Comércio Exterior poderá gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para as empresas brasileiras.

O ganho está associado principalmente à simplificação de processos burocráticos, à integração de sistemas governamentais e à redução do tempo necessário para operações de importação e exportação.

De acordo com metodologia internacional adotada pelo MDIC, cada dia que uma carga permanece parada representa um custo equivalente a 0,8% do valor da mercadoria.

Novo sistema reduz tempo de liberação de cargas

O governo também destaca avanços no tempo de processamento das mercadorias. Dados do MDIC indicam que já houve redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas em zonas portuárias quando a operação é realizada por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP).

O novo modelo substitui gradualmente a antiga Declaração de Importação (DI) e traz ganhos operacionais para empresas que optam por utilizar o sistema, mesmo nos casos em que a adesão ainda não é obrigatória.

Com a redução no tempo de liberação das cargas, operadores de comércio exterior conseguem diminuir custos logísticos e aumentar a eficiência das operações.

Estratégia para modernizar o comércio exterior brasileiro

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, afirmou que o avanço da plataforma representa um passo relevante no processo de desburocratização do comércio exterior no Brasil.

Segundo ela, o fato de o portal já concentrar metade das importações consolida um novo modelo para o setor.

O objetivo do governo, de acordo com a secretária, é tornar o comércio internacional brasileiro mais ágil, eficiente e acessível, ampliando a participação de empresas nas operações globais.

Sistema já processa todas as exportações do Brasil

O Portal Único de Comércio Exterior é coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC em parceria com a Receita Federal e conta com a participação de cerca de 20 órgãos públicos que atuam como anuentes nas operações comerciais.

Atualmente, o sistema já processa 100% das exportações brasileiras. A previsão do governo federal é que todas as importações também sejam realizadas pela plataforma até o final do ano, consolidando a digitalização das operações de comércio exterior no país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Portos

Portos do Sudeste movimentam quase 700 milhões de toneladas em 2025 e reforçam protagonismo logístico

Os portos do Sudeste consolidaram sua posição estratégica ao movimentar 699,8 milhões de toneladas em 2025. O volume representa crescimento de 7,52% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O avanço foi puxado principalmente pelas exportações, que registraram alta de 10,15% no período.

Granéis lideram expansão da movimentação portuária

O desempenho regional foi sustentado pelo aumento no transporte de granéis sólidos e granéis líquidos.

  • Granéis sólidos: 366,4 milhões de toneladas (+8,25%)
  • Granéis líquidos: 226,1 milhões de toneladas (+9,22%)
  • Cargas em contêineres: 72,4 milhões de toneladas (+1,53%)

O resultado reflete a força de cadeias produtivas estratégicas como mineração, energia e agronegócio, concentradas na região.

Crescimento atinge portos públicos e privados

O Sudeste abriga três dos cinco maiores portos do país em volume movimentado e registrou expansão em todos os seus terminais.

Entre os portos públicos, o destaque é o Porto de Santos, que alcançou 142,8 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,98%, com forte participação de contêineres, soja, açúcar e milho.

O Porto de Itaguaí somou 62,8 milhões de toneladas (+3,55%), sendo o minério de ferro responsável por mais de 90% da movimentação.

Nos terminais privados, o Terminal de Tubarão registrou 87,4 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, também impulsionado pelo minério de ferro.

Já o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis movimentou 70,4 milhões de toneladas (+12,28%). O Porto do Açu apresentou o maior avanço percentual da região: 20,31%, totalizando 60,4 milhões de toneladas, com operações concentradas em petróleo e derivados.

Minério e petróleo lideram cargas

Entre os principais produtos escoados pelos portos do Sudeste, o minério de ferro liderou com 239,1 milhões de toneladas. Na sequência aparecem petróleo e derivados, que somaram 217,1 milhões de toneladas.

A soja também teve papel relevante, com 39,6 milhões de toneladas embarcadas ao longo do ano.

Os números reforçam a posição do Sudeste como eixo central do escoamento mineral e energético do Brasil, além de corredor logístico para a produção agroindustrial.

Forte integração com o mercado internacional

Do total movimentado em 2025, 531,2 milhões de toneladas foram transportadas por longo curso, modalidade que conecta portos brasileiros a mercados internacionais.

A cabotagem também registrou crescimento de 5,91%, alcançando 137,4 milhões de toneladas e ampliando a integração marítima ao longo da costa brasileira.

O desempenho confirma o protagonismo logístico do Sudeste e a consolidação de um ambiente favorável à expansão da infraestrutura portuária e à competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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