Portos

Licitação de condomínio logístico no Porto de Santos é suspensa pela Justiça Federal

A implantação de um novo condomínio logístico para caminhões no Porto de Santos sofreu um revés após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). A Corte determinou a suspensão da licitação do empreendimento ao acolher recurso apresentado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec).

A decisão foi assinada pelo desembargador federal Nery Júnior em 16 de junho e divulgada nesta semana. A entidade questiona a destinação da área portuária para a atividade prevista no projeto.

Questionamentos envolvem zoneamento e concorrência

O processo licitatório havia sido conduzido pela Autoridade Portuária de Santos (APS) em dezembro de 2025. O vencedor foi o Consórcio Portlog, que assinou contrato para exploração da área no último dia 11.

Ao analisar o caso, o magistrado apontou possíveis inconsistências relacionadas ao enquadramento do terreno dentro do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ 2020) do porto. Segundo a decisão, qualquer alteração na finalidade da área exigiria uma atualização formal do planejamento portuário.

O desembargador também destacou potenciais limitações à livre concorrência e ao direito de ampla defesa durante o certame, observando que apenas uma proposta foi apresentada na disputa.

Histórico da disputa judicial

A controvérsia em torno da licitação já vinha sendo discutida na Justiça. Em dezembro do ano passado, a Abratec obteve uma liminar que interrompeu temporariamente o processo.

Entretanto, a medida foi posteriormente revertida em maio deste ano, permitindo a homologação da licitação e o avanço do contrato. Com a nova decisão do TRF-3, o procedimento volta a ficar suspenso até nova deliberação judicial.

APS defende projeto estratégico para expansão portuária

O presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que a expectativa da autoridade portuária é reverter a decisão nos próximos dias. Segundo ele, o empreendimento possui papel estratégico para o crescimento da infraestrutura logística do Porto de Santos.

A proposta integra os planos de modernização e ampliação da capacidade operacional do complexo portuário, considerado o maior da América Latina.

Área terá pátio regulador e estrutura de apoio aos motoristas

O projeto está previsto para uma área de aproximadamente 242 mil metros quadrados, situada na Avenida Augusto Barata, entre os bairros Alemoa e Saboó.

O terreno fica em frente à Brasil Terminal Portuário (BTP) e próximo ao futuro Tecon Santos 10, empreendimento que deverá ampliar a movimentação de cargas na região.

A proposta prevê a criação de um pátio regulador de caminhões, além de espaços destinados a serviços operacionais e áreas de apoio para motoristas, com o objetivo de melhorar a organização do fluxo logístico no entorno do porto.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Movimentação de cargas nos portos gaúchos atinge maior nível da última década

Os portos públicos do Rio Grande do Sul alcançaram o melhor desempenho em movimentação de cargas dos últimos dez anos. Entre janeiro e maio de 2026, os terminais de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre somaram 17,59 milhões de toneladas movimentadas, volume 5,15% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os números reforçam a importância dos portos gaúchos para a logística nacional e evidenciam o avanço da atividade portuária no estado.

Eficiência operacional fortalece competitividade do sistema portuário

De acordo com a Portos RS, o crescimento ocorre em um cenário de reconhecimento da eficiência operacional dos terminais administrados pela autarquia. Recentemente, o Complexo Portuário do Rio Grande foi apontado como o segundo mais eficiente do Brasil, consolidando sua relevância no cenário logístico nacional.

O resultado fortalece a competitividade dos portos do estado e amplia a capacidade de atração de novos negócios e investimentos.

Porto do Rio Grande lidera movimentação e amplia operações

Principal terminal do estado, o Porto do Rio Grande respondeu pela maior parte das operações no período, movimentando mais de 17 milhões de toneladas. O desempenho representa uma alta de 5,3% em comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

A movimentação de contêineres também apresentou avanço significativo. O terminal registrou 420.327 TEUs, crescimento de 12,45% na comparação anual.

Entre as cargas com maior destaque estão:

  • Celulose: 1,97 milhão de toneladas, aumento de 15,18%;
  • Milho: mais de 1,39 milhão de toneladas, crescimento de 77,9%;
  • Soja em grão: 1,88 milhão de toneladas movimentadas.

Pelotas e Porto Alegre também apresentam resultados positivos

O Porto de Pelotas movimentou 434.744 toneladas entre janeiro e maio, com destaque para as operações envolvendo toras de madeira, uma das principais cargas do terminal.

Já o Porto de Porto Alegre registrou 155.707 toneladas no período, volume que representa crescimento de 41,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados demonstram a contribuição dos diferentes terminais para o fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Número de embarcações reforça atividade intensa nos terminais

Ao longo dos cinco primeiros meses de 2026, os portos administrados pela Portos RS receberam 1.550 embarcações, evidenciando o elevado ritmo das operações e a importância estratégica do sistema portuário gaúcho para o escoamento de cargas.

Para o presidente da Portos RS, Fábio Machado, os resultados refletem a capacidade dos terminais de atender ao aumento da demanda logística com eficiência e competitividade.

Segundo ele, o desempenho consolida o Rio Grande do Sul como uma das principais plataformas logísticas do país e contribui para ampliar o potencial de atração de investimentos para o setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Paranaguá assume vice-liderança nacional na movimentação de veículos

A Portos do Paraná ampliou em 63% a movimentação de veículos em 2026 e assumiu a vice-liderança nacional nas operações de importação e exportação desse tipo de carga. Entre janeiro e maio, o embarque e desembarque de carros, caminhões e outros veículos no Porto de Paranaguá alcançou 67,6 mil unidades, frente às 41,6 mil movimentadas no mesmo período de 2025. Os dados são do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.

“Nós tivemos uma nova operação iniciada no fim do ano passado, após a formação de uma joint venture entre duas montadoras. Com isso, a movimentação de veículos cresceu significativamente e alcançamos quase 48 mil veículos importados até este momento do ano”, destaca Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná.

A China é o principal país de origem e destino dos veículos movimentados pelo Porto de Paranaguá. O país respondeu por 54,8% das operações acumuladas em 2026. Na sequência aparecem México, com 23,4% de participação, Argentina, com 9,3%, Colômbia, com 4,4%, e Alemanha, com 2,3%.
 

Movimentação cresce em maio

O maior volume de movimentação de veículos em 2026 foi registrado em maio. No período, foram contabilizadas 19.789 importações e 5.217 exportações, totalizando mais de 25 mil veículos movimentados.

Até então, o maior volume mensal havia sido registrado em março, com 20,9 mil operações, sendo 15,8 mil importações e 5,1 mil exportações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que o Porto de Paranaguá possui características únicas no Brasil pela diversidade de cargas movimentadas. Líder na exportação de óleo de soja e carne de frango e na importação de fertilizantes, o porto também se consolida como um dos principais corredores de importação e exportação de veículos do país.

A localização estratégica e os investimentos contínuos em infraestrutura são fatores determinantes para essa evolução. “Os investimentos recentes ampliam a capacidade operacional dos nossos parceiros e tornam os portos do Paraná cada vez mais competitivos nesse ambiente”, afirma o diretor-presidente.

No acumulado de 2025, a Portos do Paraná movimentou 106.725 veículos, resultado de 31.421 importações e 75.304 exportações.

Volume movimentado cresce 151% em toneladas

A divulgação das informações de importação e exportação pelo Governo Federal, por meio do Comex Stat (sistema do Governo Federal que reúne informações sobre o comércio exterior), utiliza como base a movimentação em toneladas.

Nesse critério, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá alcançou 87,7 mil toneladas em 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram movimentadas 34,9 mil toneladas, o crescimento foi de 151%.

O resultado elevou a participação do Porto de Paranaguá para 14,71% das importações e exportações brasileiras de veículos em 2026, colocando o terminal na segunda posição do ranking nacional.

Com isso, Paranaguá superou o Porto de Santos, que acumula 14,66% de participação no mercado. O Porto de Vitória (ES) segue na liderança nacional desse segmento.

Em valores FOB (Free on Board; traduzido “Livre a Bordo”), que correspondem ao valor da mercadoria no momento do embarque, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá somou US$ 906,8 milhões em 2026.

Berço dedicado para veículos

As operações de embarque e desembarque de veículos são realizadas no berço 219, estrutura dedicada a esse tipo de carga.

Os veículos recebidos de outros países podem ser armazenados no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), na área pública do porto e nos dois terminais especializados em veículos. Toda a operação de embarque e desembarque é realizada por equipes especializadas que possuem o reconhecimento de realizar a movimentação das cargas com o menor índice de avarias em todo o país.

TEXTO E IMAGEM: Portos do Paraná

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Portos

Porto de São Sebastião reduz tarifas em 35% para atrair novas cargas de granéis sólidos

O Porto de São Sebastião passou a conceder um desconto de 35% nas tarifas portuárias para operações envolvendo granéis sólidos que ainda não fazem parte da carteira regular de cargas do terminal. A iniciativa já está em vigor após aprovação do Conselho de Administração da Companhia Docas de São Sebastião.

A estratégia tem como foco atrair novos clientes, ampliar a utilização da infraestrutura disponível e fortalecer a posição do porto no mercado de logística portuária paulista.

Benefício contempla cargas minerais e vegetais

A redução tarifária é destinada a cargas de origem mineral e vegetal que ainda não são movimentadas regularmente no terminal. Entre os produtos analisados está a gipsita, matéria-prima amplamente utilizada na fabricação de cimento e fertilizantes, embora outras cargas também possam se enquadrar na política de incentivo.

A expectativa é diversificar as operações e ampliar o volume de mercadorias movimentadas pelo porto nos próximos anos.

Estudos de produtividade embasam política de descontos

A definição do benefício levou em consideração análises técnicas relacionadas à eficiência operacional das cargas. Um dos principais indicadores avaliados foi a prancha operacional, que mede a quantidade de toneladas movimentadas diariamente durante as operações de embarque e desembarque.

Segundo a autoridade portuária, cargas com maior produtividade tendem a reduzir os custos da infraestrutura pública utilizada, criando condições para a concessão de descontos sem comprometer a sustentabilidade financeira das operações.

Gipsita apresenta potencial para ampliar movimentação

Entre os produtos estudados, a gipsita se destaca pelo potencial de movimentação estimado em cerca de 8 mil toneladas por dia.

Além do volume expressivo, a carga possui uma vantagem operacional relevante: pode ser movimentada mesmo em períodos de chuva, reduzindo interrupções nas atividades portuárias e aumentando a disponibilidade do cais para receber novas embarcações.

Essa característica contribui para melhorar o aproveitamento da infraestrutura e elevar a eficiência das operações.

Porto busca expandir participação nas cadeias logísticas

A iniciativa ocorre em um momento de prospecção de novos fluxos de carga para o terminal, que conta com um berço dedicado à navegação de longo curso.

Nesse contexto, a rapidez nas operações de carregamento e descarregamento tem influência direta na capacidade de atendimento do porto e na atração de novos negócios.

De acordo com a administração portuária, ganhos de produtividade geram benefícios para toda a cadeia logística, permitindo melhor aproveitamento da infraestrutura existente, redução de custos operacionais e ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

Expectativa é atrair novos investimentos e aumentar volume operacional

A administração do Porto de São Sebastião acredita que a política tarifária diferenciada poderá estimular a chegada de novos granéis sólidos, fortalecer a competitividade do terminal e ampliar sua participação nas cadeias logísticas do estado de São Paulo.

Com a medida, o porto busca consolidar sua posição como alternativa estratégica para empresas que operam no setor de transporte e comércio de cargas a granel.

FONTE: Agência SP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Suape movimenta mais de 11,2 milhões de toneladas e registra crescimento de 26,9% em 2026

O Porto de Suape encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com resultados expressivos na movimentação de cargas. Entre janeiro e maio, o complexo portuário pernambucano registrou 11.268.644 toneladas transportadas, volume 26,9% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

Com o desempenho acumulado até maio, Suape ocupa a quarta posição entre os portos públicos mais movimentados do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado reforça a importância estratégica do terminal para a logística nacional e para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Granéis líquidos lideram operações e impulsionam crescimento

A principal contribuição para o avanço da movimentação veio dos granéis líquidos, segmento responsável por 66,2% das cargas movimentadas no período.

Ao todo, foram registradas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, derivados e outros produtos líquidos, representando um crescimento de 41,9% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo o complexo portuário, o aumento está diretamente relacionado à expansão das atividades da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que atualmente possui capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Movimentação de contêineres permanece estável

O terminal de contêineres, conhecido como Tecon Suape, manteve um volume consistente de operações ao longo do período.

Entre janeiro e maio, foram movimentados 275.714 TEUs, desempenho semelhante ao registrado no mesmo intervalo de 2025. O segmento respondeu por 25,9% de toda a movimentação do complexo.

A estabilidade demonstra a manutenção da demanda pelos serviços de transporte marítimo de contêineres, fundamentais para a conexão de Pernambuco com mercados nacionais e internacionais.

Granéis sólidos avançam mais de 40%

Outro destaque foi o crescimento das operações de granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas, avanço de 43,6% na comparação anual.

Os principais produtos movimentados foram trigo, cimento, clínquer e coque, refletindo o fortalecimento das cadeias industriais e da construção civil. As cargas gerais soltas representaram 2,1% do volume total registrado pelo porto.

Número de embarcações cresce e reforça atividade portuária

O aumento da movimentação também impactou o fluxo marítimo em Suape. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo recebeu 693 embarcações de diferentes perfis e portes, número 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado evidencia a intensificação das operações e o fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda logística.

Investimentos ampliam competitividade do complexo

De acordo com a administração do porto, os números refletem um ciclo contínuo de expansão sustentado pelo crescimento industrial, pelas operações ligadas ao setor energético e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A estratégia inclui obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a posição de Suape como um dos principais hubs logísticos, industriais e energéticos do país.

Além disso, novos investimentos previstos para os píeres destinados à movimentação de granéis líquidos devem aumentar a eficiência operacional e preparar o porto para acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, segmento que concentra a maior parte das cargas movimentadas no complexo.

FONTE: Porto de Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto de Formosa retoma operações e volta a movimentar cargas após 10 anos

Após cerca de uma década sem operações de carga, o Porto de Formosa está prestes a retomar suas atividades comerciais, marcando um novo capítulo para a logística portuária no nordeste da Argentina. O reinício das operações será oficializado com a chegada de um comboio de barcaças ao terminal provincial, devolvendo ao porto sua função estratégica no transporte fluvial da região.

A reativação do terminal representa uma nova alternativa para a movimentação de mercadorias por meio da hidrovia regional, fortalecendo a integração logística e ampliando a capacidade de escoamento de cargas.

Operação envolve embarcações do Paraguai e do Brasil

Toda a coordenação necessária para a chegada das embarcações foi conduzida pela estatal Recursos y Energía Formosa S.A. (REFSA), responsável pela gestão do projeto.

A operação contará com o rebocador paraguaio TITAN e duas barcaças brasileiras, identificadas como LHG 2I1 0042 e LHG 2I1 0234, que transportarão uma carga considerada estratégica para o desenvolvimento industrial da província.

Minério e calcário abastecerão projeto de biosiderurgia

Os materiais transportados são minério de ferro e calcário, insumos que serão destinados ao projeto de biosiderurgia de Formosa. A carga será utilizada em testes operacionais, calibração de equipamentos pesados e treinamento das equipes técnicas que atuarão no complexo industrial.

Essa etapa é considerada fundamental para a preparação da estrutura antes do início oficial das atividades da unidade.

Fiscalização reforçada garante segurança da operação

Como as embarcações e a carga têm origem internacional, a movimentação exige uma série de procedimentos de controle e fiscalização. A operação conta com a participação da Prefeitura Naval Argentina, além dos órgãos nacionais responsáveis pelas áreas de alfândega, imigração e supervisão portuária.

O desembarque dos materiais seguirá protocolos específicos para assegurar a conformidade com a legislação vigente e garantir a segurança durante todo o processo de descarga e transferência.

Porto aguarda autorizações finais para retomada definitiva

Paralelamente às operações de teste, a REFSA concluiu o envio da documentação técnica e das certificações exigidas pela Agência Nacional de Portos e Navegação da Argentina (ANPyN).

O processo encontra-se agora na fase final de análise administrativa, etapa necessária para a obtenção das autorizações definitivas emitidas pela Prefeitura Naval.

Com a aprovação dos órgãos competentes, o Porto Novo de Formosa deverá consolidar seu retorno às atividades comerciais e ampliar sua participação no sistema da Hidrovia Paraguai-Paraná, corredor estratégico para o transporte de cargas a granel e para a integração logística do Cone Sul.

FONTE: DataPortuaria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto de Suape registra crescimento de 26,9% na movimentação de cargas em 2026

O Complexo Industrial Portuário de Suape manteve o ritmo de expansão em 2026 e alcançou a marca de 11,26 milhões de toneladas de cargas movimentadas entre janeiro e maio. O volume representa um crescimento de 26,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com o desempenho registrado nos cinco primeiros meses do ano, o porto pernambucano consolidou sua posição entre os principais terminais do país, ocupando atualmente o quarto lugar entre os portos públicos brasileiros mais movimentados, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Crescimento acompanha avanço das atividades industriais

Os resultados reforçam a tendência positiva observada desde o início do ano. Em janeiro, Suape já havia apresentado forte expansão, com alta de 38,6% na movimentação de cargas e aumento de 26,2% nas atracações em relação ao mesmo mês de 2025.

O avanço reflete o fortalecimento das operações industriais instaladas no complexo e a ampliação das conexões logísticas que ligam Pernambuco aos mercados nacional e internacional.

Granéis líquidos lideram movimentação do porto

O segmento de granéis líquidos foi o principal responsável pelo crescimento das operações. Entre janeiro e maio, foram movimentadas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, combustíveis, derivados e outros produtos líquidos, um aumento de 41,9% na comparação anual.

O desempenho está diretamente relacionado à ampliação da produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que atualmente opera com capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Ao todo, os granéis líquidos representaram 66,2% de toda a carga movimentada pelo complexo no período.

Movimentação de contêineres permanece estável

O Tecon Suape, terminal especializado em contêineres, registrou movimentação de 275.714 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés) nos primeiros cinco meses do ano.

O resultado ficou praticamente no mesmo patamar observado em 2025 e respondeu por 25,9% de toda a movimentação do porto.

Granéis sólidos apresentam forte avanço

Outro destaque do período foi o crescimento das operações com granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas movimentadas, representando uma alta de 43,6%.

Entre os produtos com maior participação estão trigo, cimento, clínquer e coque. Já o segmento de cargas gerais soltas respondeu por 2,1% do volume total registrado no complexo.

Número de embarcações também aumenta

O aumento da movimentação de cargas impactou diretamente o fluxo marítimo do porto. Entre janeiro e maio, Suape recebeu 693 embarcações de diferentes categorias, resultado 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Investimentos fortalecem competitividade do complexo

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, os números demonstram a consolidação de um ciclo sustentável de crescimento impulsionado pelos investimentos realizados nos últimos anos.

Segundo ele, a expansão do parque industrial, o fortalecimento das operações ligadas ao setor energético e os projetos de modernização vêm ampliando a competitividade do porto e reforçando sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

Expansão da infraestrutura deve sustentar crescimento

O momento positivo também acompanha os investimentos em infraestrutura, modernização operacional e ampliação da capacidade portuária.

Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, o aumento da demanda por combustíveis e derivados evidencia a necessidade de avançar com os projetos de ampliação dos Píeres de Granéis Líquidos.

Segundo ele, as melhorias previstas serão fundamentais para elevar a eficiência operacional, aumentar a capacidade de atendimento e acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, responsável pela maior parte da movimentação do complexo.

Com localização estratégica e integração às principais rotas marítimas do país, Suape segue ampliando sua relevância como plataforma logística, industrial e energética do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí registra crescimento de 82% na movimentação de abril em relação a 2025

O Porto de Itajaí segue consolidando sua retomada operacional e registrou, em abril de 2026, crescimento de 82% na movimentação de cargas na área arrendada e no cais comercial em comparação com o mesmo mês de 2025.

De acordo com os dados operacionais de abril, foram movimentadas 441.082 toneladas na área arrendada e no cais comercial do Porto de Itajaí. Em abril de 2025, o volume havia sido de 242.098 toneladas. O resultado confirma a recuperação da atividade portuária e o fortalecimento do porto público como eixo estratégico para a economia de Itajaí e de Santa Catarina.  

O desempenho também foi expressivo na movimentação de contêineres. Em abril de 2026, o Porto de Itajaí registrou 42.363 TEUs, contra 20.955 TEUs em abril de 2025, o que representa crescimento de 102% no período.

No acumulado do ano, a área arrendada e o cais comercial somaram 2.112.499 toneladas movimentadas, frente a 1.479.661 toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 43%. Já em TEUs, o acumulado chegou a 195.934 unidades, crescimento de 75% em relação aos 112.216 TEUs registrados no ano anterior.  

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, os números demonstram a força da retomada e o papel estratégico do porto público.

“Esse crescimento mostra que o Porto de Itajaí está no caminho certo. A retomada das operações vem gerando resultados concretos, com mais cargas, mais contêineres, mais competitividade e impacto direto na economia da cidade. O porto público voltou a cumprir seu papel de indutor do desenvolvimento”, destacou.

Os resultados reforçam o momento de expansão do Porto de Itajaí, que vem ampliando sua capacidade operacional, fortalecendo a movimentação de cargas e contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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Exportação

Exportações de frango pelos portos do Paraná atingem 47,3% do total brasileiro em 2026

Os portos paranaenses consolidaram sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro ao responderem por 47,3% das exportações de frango do país entre janeiro e maio de 2026. No período, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas de carne de aves congeladas para o mercado internacional, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

Somente em maio, os embarques ultrapassaram 208 mil toneladas. O desempenho reforça a liderança do Porto de Paranaguá no segmento e o coloca entre os principais polos mundiais de movimentação de proteínas animais.

Crescimento supera resultados de anos anteriores

O volume exportado representa um avanço de 13,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 921,9 mil toneladas. O recorde anterior havia sido alcançado em 2023, com 945,9 mil toneladas exportadas.

Os números são do Comex Stat, plataforma oficial do Governo Federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura e modernização operacional.

Ele destaca que os aportes em tecnologia, melhorias estruturais e qualificação das equipes têm contribuído para aumentar a competitividade dos portos paranaenses e elevar a qualidade dos serviços oferecidos ao mercado.

Receita com exportações ultrapassa US$ 1,8 bilhão

Além da liderança em volume, a Portos do Paraná também registrou a maior participação na receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango. Em valores FOB, as cargas embarcadas pelos terminais paranaenses somaram US$ 1,88 bilhão, de um total nacional de US$ 4,08 bilhões.

China lidera entre os principais destinos da carne de frango

A China permaneceu como principal compradora da carne de frango exportada pelos portos do Paraná. O país asiático recebeu 114,2 mil toneladas do produto, o equivalente a 11% de todo o volume embarcado em Paranaguá.

Entre os demais mercados de destaque estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países importaram carne de frango pelos terminais paranaenses neste ano.

Estrutura refrigerada impulsiona competitividade

De acordo com o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, um dos principais diferenciais do Porto de Paranaguá é sua capacidade logística para movimentação de cargas refrigeradas.

O terminal possui mais de 5,2 mil tomadas para contêineres refrigerados, conhecidos como reefers, configurando a maior estrutura do gênero no Brasil. Essa capacidade é considerada fundamental para o escoamento da produção avícola destinada ao mercado internacional.

Paraná mantém protagonismo na produção avícola

O desempenho das exportações também acompanha a força da avicultura paranaense. Atualmente, o estado responde por cerca de 35% da produção nacional de aves para abate, sendo que grande parte desse volume é destinada ao mercado externo por meio dos portos locais.

Exportações de proteínas animais crescem quase 10%

Ao considerar todas as categorias de proteínas animais, incluindo carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, os portos do Paraná embarcaram mais de 1,4 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026.

O volume representa 37% das exportações brasileiras do segmento e corresponde a um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Carne bovina e suína também apresentam resultados expressivos

Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá movimentou 277,5 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano, alcançando participação de 24,7% no total exportado pelo Brasil. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Já os embarques de carne suína chegaram a 84,8 mil toneladas no acumulado de 2026. O resultado supera em 6,5% o volume registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram exportadas 79,6 mil toneladas.

Mais de 50 países importaram carne suína pelos portos paranaenses, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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