Portos

Dragagem no Rio Itajaí-Açu começa e reforça navegabilidade do Porto de Itajaí

Teve início no último sábado (04), a dragagem no canal do Rio Itajaí-Açu, uma ação estratégica para a manutenção da navegabilidade no Porto de Itajaí. A operação começou por volta das 7h30, sob acompanhamento da Superintendência do Porto, marcando a execução do contrato firmado com a empresa Van Oord, responsável pelo serviço.

O acordo firmado prevê investimento de R$ 63,8 milhões, com duração inicial de 12 meses. O contrato também contempla possibilidade de prorrogação por até 48 meses, conforme legislação vigente, assegurando maior estabilidade para as operações portuárias e a manutenção contínua do canal de acesso.

De acordo com a engenheira civil Stephanie Creato Souza, superintendente de dragagem da Van Oord, os trabalhos começaram com a técnica de injeção de água. A estratégia aproveita a disponibilidade de berços no porto para a retirada de sedimentos e recuperação das profundidades operacionais.

Segundo ela, o objetivo principal é garantir condições adequadas de navegação, mantendo o canal apto para a movimentação segura de embarcações.

Importância da dragagem para o setor portuário

A dragagem de manutenção é considerada fundamental para assegurar a navegabilidade e a praticabilidade do canal, além de garantir a regularidade das operações no Porto de Itajaí. A ação contribui diretamente para a segurança operacional e fortalece a competitividade logística do complexo portuário na região.

Tags: dragagem Rio Itajaí-Açu, Porto de Itajaí, navegabilidade, logística portuária, manutenção de canal, Van Oord, infraestrutura portuária, transporte marítimo

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

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Portos

Arauco no Porto de Santos: empresa recebe aval e prevê investimento de R$ 2 bilhões

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários autorizou a chilena Arauco a assumir o controle da Alempor e operar um Terminal de Uso Privado na região da Alemoa, no Porto de Santos. O projeto será estratégico para o escoamento da produção de celulose de eucalipto da nova fábrica em construção no Mato Grosso do Sul.

Projeto logístico prevê ampliação da infraestrutura portuária

Para viabilizar a operação, a empresa estima investir cerca de R$ 2 bilhões em infraestrutura portuária. O plano inclui:

  • obras de dragagem
  • construção de berço de atracação
  • implantação de armazéns logísticos
  • criação de acesso rodoferroviário

As licenças ambientais ainda serão solicitadas, e a conclusão da negociação depende da aprovação final do Ministério de Portos e Aeroportos, prevista para os próximos meses.

Terminal terá capacidade para milhões de toneladas de celulose

De acordo com o diretor de logística da Arauco, Alberto Pagano, a escolha do terminal foi resultado de análises iniciadas em 2022.

A área possui cerca de 200 mil metros quadrados e capacidade estimada de 3,55 milhões de toneladas por ano, volume alinhado à produção prevista da fábrica em Inocência (MS).

As obras no terminal devem começar no segundo semestre deste ano, com prazo de execução entre 14 e 18 meses.

Investimentos incluem ferrovia e integração logística

O projeto faz parte de um pacote logístico mais amplo, que contempla R$ 2,4 bilhões adicionais na construção de uma ferrovia para conexão com a malha da Rumo.

A estrutura inclui:

  • 45 km de ferrovia até a Malha Norte
  • 9 km de trilhos internos
  • operação com 26 locomotivas e 721 vagões
  • capacidade de até 9.600 toneladas por composição

As obras ferroviárias começaram no fim de 2025 e devem ser concluídas em 2027, junto com o início das operações da fábrica.

Mega fábrica de celulose será uma das maiores do mundo

O chamado Projeto Sucuriú prevê investimento total de US$ 4,6 bilhões e capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, o que deve tornar a unidade a maior do mundo nesse segmento.

Atualmente, as obras estão cerca de 42% concluídas, com previsão de entrega em 2027.

Setor de celulose vive nova onda de expansão na América Latina

A iniciativa da Arauco integra um movimento mais amplo de expansão da indústria de celulose na região, com investimentos relevantes de empresas como CMPC, Bracell, Eldorado Brasil e Paracel.

Com a nova unidade no Brasil, a Arauco deve igualar sua produção nacional ao volume atualmente produzido no Chile, consolidando sua presença no mercado global de celulose.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Expansão ferroviária em Paranaguá deve elevar capacidade logística em 20%

A expansão ferroviária em Paranaguá avança com um novo projeto anunciado pela TCP, responsável pelo Terminal de Contêineres, em parceria com a Brado Logística. A iniciativa prevê a construção de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras no pátio operacional, com potencial de aumentar em aproximadamente 20% a capacidade do transporte ferroviário no local.

O investimento inclui a adição de 757 metros de trilhos, permitindo que o terminal eleve sua movimentação anual de contêineres por ferrovia de 55 mil para até 66 mil unidades até 2027.

Operação simultânea de trens aumenta produtividade

Com a nova configuração, será possível operar dois trens ao mesmo tempo, enquanto um terceiro realiza o processo de saída. Essa dinâmica deve otimizar o fluxo logístico e ampliar o volume por encoste, podendo atingir até 82 contêineres por operação.

Segundo a TCP, a integração direta entre a área alfandegada e o ramal ferroviário é um diferencial competitivo do terminal no Sul do Brasil, reduzindo etapas e aumentando a eficiência no escoamento de cargas.

Modal ferroviário ganha destaque no agronegócio

O transporte ferroviário de cargas tem se consolidado como peça-chave, especialmente no escoamento de produtos refrigerados. Em 2025, cerca de 55% da movimentação via ferrovia foi composta por contêineres reefer, com destaque para proteínas animais destinadas à exportação.

As cargas têm origem principalmente em polos agroindustriais como Cascavel e Cambé, regiões estratégicas para a produção de frango no Paraná.

Investimentos reforçam corredor logístico do Paraná

A ampliação também está alinhada à estratégia de fortalecer o corredor logístico do estado, ampliando a participação da ferrovia na matriz de transporte dos clientes, sobretudo no agronegócio brasileiro.

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu cerca de R$ 500 milhões em melhorias estruturais. Entre as ações, destacam-se a eletrificação de guindastes RTG, a aquisição de novos veículos operacionais e a implantação de uma subestação de energia.

Impacto na competitividade do comércio exterior

A modernização da infraestrutura e a integração entre modais tornam o terminal mais competitivo, contribuindo diretamente para a eficiência da cadeia logística nacional. A expectativa é que a iniciativa fortaleça o papel de Paranaguá como ponto estratégico para exportações, especialmente nos setores de proteína animal e papel e celulose.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tribuna PR

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Portos

Porto de Itajaí recebe 430 carros de luxo e amplia movimentação em 2026

O Porto de Itajaí iniciou a semana com uma operação de destaque no setor logístico. Na manhã de segunda-feira (30), o terminal recebeu o navio Good Wood, especializado no transporte de veículos no sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro), que descarregou 430 carros de luxo.

A atracação ocorreu por volta das 5h50, marcando mais um avanço na diversificação das cargas movimentadas e no fortalecimento da atividade portuária ao longo de 2026.

Operação ocorreu com segurança e eficiência

A chegada da embarcação foi realizada com o canal de acesso plenamente navegável, garantindo condições ideais para a manobra e a execução das atividades.

Após a atracação, as equipes deram início à descarga dos veículos, mantendo o fluxo contínuo das operações durante toda a manhã. Finalizado o processo logístico, o navio deixou o terminal ainda no início da tarde.

Movimentação de veículos cresce no porto

Com essa operação, o Porto de Itajaí já acumula três escalas de navios do tipo Ro-Ro neste ano, totalizando 1.515 veículos movimentados.

Confira as operações anteriores:

  • Victoria Highway: 628 veículos
  • Dover Highway: 457 veículos
  • Good Wood: 430 veículos

O aumento no volume reforça a retomada das atividades e indica maior dinamismo no setor de logística portuária.

Retomada fortalece economia regional

De acordo com a administração do terminal, o avanço na movimentação de veículos de alto valor agregado demonstra a confiança do mercado no porto catarinense.

A estratégia também amplia as oportunidades comerciais, impulsiona a geração de empregos e contribui para o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o terminal se consolida como uma alternativa relevante no cenário nacional de transporte marítimo.

O que é o sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro)

Os navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) são projetados para o transporte de cargas sobre rodas, como carros, caminhões e máquinas pesadas.

Nesse modelo, os veículos entram e saem da embarcação dirigindo por rampas, sem a necessidade de guindastes. Isso torna as operações mais rápidas, reduz o tempo de carga e descarga e aumenta a eficiência da logística internacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Porto de Itajaí

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Portos

Crescimento portuário no Norte dispara e região lidera movimentação de cargas no Brasil

A região Norte apresentou o maior crescimento portuário do Brasil em janeiro de 2026, com avanço de 42,1% na movimentação de cargas na comparação anual. Ao todo, foram transportadas 11,5 milhões de toneladas, superando o desempenho das demais regiões. Os dados são do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Granéis sólidos impulsionam resultado

O principal motor desse crescimento foi o segmento de granéis sólidos, que alcançou 8,4 milhões de toneladas, com expressiva alta de 53,23%. Outros tipos de carga também contribuíram para o resultado positivo:

  • Contêineres: 1,1 milhão de toneladas (+31,14%)
  • Granéis líquidos: 1,4 milhão de toneladas (+8,78%)

O avanço reflete a expansão da atividade logística e o fortalecimento da região como alternativa estratégica para o escoamento da produção nacional.

Exportação de commodities lidera movimentação

Entre os produtos mais transportados, destaque para as commodities agrícolas. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho atingiu 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, essas cargas representam mais de 40% de toda a movimentação regional.

Outros produtos relevantes incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), além do aumento na carga conteinerizada. O desempenho acompanha o avanço da safra agrícola e a maior utilização dos portos do Norte como rota de exportação.

Comércio exterior puxa alta da movimentação

O comércio exterior teve papel decisivo no resultado. As exportações cresceram 66,56% no período, enquanto as importações registraram alta mais moderada, de 4,61%.

Na navegação de longo curso, que envolve operações internacionais, a movimentação chegou a 4,6 milhões de toneladas (+43,9%). Já a cabotagem, entre portos nacionais, movimentou 1 milhão de toneladas, com crescimento de 17,24%.

Portos públicos e privados impulsionam desempenho

O avanço foi sustentado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os portos públicos, destacam-se unidades no Pará, como Santarém e Vila do Conde, com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.

Já os terminais privados concentraram a maior parte da movimentação, com aproximadamente 7,7 milhões de toneladas — cerca de dois terços do total. Entre os destaques estão estruturas localizadas no Pará e no Amazonas, que apresentaram crescimento relevante e forte atuação no transporte de granéis sólidos.

Esses terminais foram responsáveis por 5,5 milhões de toneladas desse tipo de carga, com alta de 57,49%, impulsionando especialmente as exportações de soja, milho e bauxita. O desempenho também acompanha o crescimento do transporte internacional, que avançou mais de 45% no período.

Infraestrutura pública mantém papel estratégico

Nos portos públicos, a movimentação atingiu 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%. O resultado reforça a importância dessas estruturas na logística regional e sua complementaridade com a operação privada.

O cenário indica uma mudança relevante na matriz logística brasileira, com a região Norte ganhando protagonismo na exportação de commodities e na diversificação das rotas de escoamento.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Greve no Porto de Santos: estivadores paralisam atividades com restrições da Justiça

A greve dos estivadores no Porto de Santos teve início às 7h desta quarta-feira (25), após audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. A paralisação, no entanto, ocorre de forma limitada: a Justiça autorizou apenas 12 horas de mobilização, com término previsto para as 19h, e determinou a manutenção de parte das operações.

A decisão judicial reconheceu a legalidade do movimento, mas impôs condições para evitar impactos totais nas atividades portuárias. Entre as exigências está a manutenção de pelo menos 50% da força de trabalho em operação.

Com isso, os estivadores foram orientados a comparecer normalmente aos navios, executando apenas metade das atividades. A estratégia busca equilibrar o cumprimento da liminar com a visibilidade do protesto.

Pressão contra mudanças na legislação

O principal motivo da greve é a preocupação da categoria com propostas em tramitação no Congresso, especialmente o PL 733. Segundo representantes sindicais, o projeto pode alterar regras do setor e comprometer a exclusividade da mão de obra portuária.

A categoria entende que a mobilização é necessária para preservar direitos históricos e garantir segurança no mercado de trabalho. A Justiça, inclusive, considerou legítimos movimentos com motivação política quando ligados diretamente aos interesses profissionais.

Fiscalização e risco de multa

A liminar também prevê fiscalização rigorosa durante a paralisação. Um oficial de Justiça foi designado para acompanhar o cumprimento das medidas em locais estratégicos, como o OGMO/Santos e terminais portuários.

Em caso de descumprimento das determinações, foi fixada multa diária de R$ 200 mil, aplicável tanto ao sindicato quanto a operadores portuários que dificultarem a execução da decisão.

Mobilização nos terminais e pressão política

Além da atuação reduzida nos navios, o sindicato convocou trabalhadores sem escala para reforçar a mobilização em frente a terminais relevantes, como a Brasil Terminal Portuário e a Santos Brasil.

O objetivo é ampliar a pressão sobre autoridades e operadores do setor, além de chamar a atenção do Governo Federal e de parlamentares para os impactos das mudanças legislativas.

A paralisação desta quarta-feira é vista como uma ação estratégica da categoria para fortalecer a defesa dos direitos dos estivadores e abrir espaço para negociação. O movimento ocorre em um cenário de incertezas sobre o futuro do trabalho portuário no país.

Fonte: Com informações do Jornal Portuário

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026

O Porto de Santos alcançou um novo recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026, com 452 mil TEU, representando um crescimento de 4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. TEU, ou Twenty-foot Equivalent Unit, é a medida padrão utilizada para contêineres.

O resultado reflete a resiliência do porto mesmo diante de condições climáticas adversas, com chuvas acima da média histórica, que impactam principalmente cargas sensíveis ao clima, como graneis vegetais.

Movimentação total e destaque por produtos

No total de toneladas, o porto registrou 13,17 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação a fevereiro de 2025. Apesar da queda de 12,6% nos embarques de soja (grãos e farelo), o desempenho foi compensado pelo crescimento de 46,8% nos embarques de açúcar, mantendo o resultado positivo.

O movimento de embarques apresentou leve retração de 1,7% em comparação a fevereiro do ano passado, totalizando 9,33 milhões de toneladas, enquanto os desembarques cresceram 5,9%, atingindo 3,84 milhões de toneladas, ante 3,62 milhões em 2025.

Acumulado do ano mantém tendência de crescimento

No acumulado do ano, o Porto de Santos também registrou números recordes na movimentação de contêineres, com 919,2 mil TEU, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o melhor desempenho histórico para o primeiro bimestre.

Em termos de toneladas, o porto movimentou 25,9 milhões, contra 24,8 milhões em 2025. Os embarques somaram 18 milhões de toneladas, aumento de 4,5%, enquanto os desembarques totalizaram 7,9 milhões, crescimento de 5% no período.

Entre os destaques, os graneis líquidos tiveram aumento de 11,8% em relação ao primeiro bimestre de 2025, alcançando 3,2 milhões de toneladas, enquanto o adubo cresceu 4,8%, com 1,46 milhões de toneladas movimentadas.

Desempenho positivo mesmo com clima adverso

Apesar do clima desfavorável, o porto manteve o ritmo de crescimento, evidenciando a eficiência operacional e a capacidade de adaptação do complexo portuário mais movimentado da América Latina.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

Vale tem contrato prorrogado no Porto do Itaqui por mais 20 anos

O contrato da Vale no Porto do Itaqui (MA) foi estendido por mais duas décadas. A assinatura do termo aditivo ocorreu nesta quarta-feira (18), em Brasília, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A medida assegura a continuidade das operações de armazenagem e exportação de cobre oriundo do Complexo Minerador de Carajás, no Pará, além de abrir caminho para novos investimentos voltados à modernização e ao aumento da eficiência do terminal.

Investimentos somam mais de R$ 220 milhões

Como contrapartida à prorrogação, a mineradora prevê investimentos de R$ 221,5 milhões até 2030. Desse total, R$ 21,5 milhões são obrigatórios por contrato, enquanto R$ 200 milhões correspondem a aportes voluntários.

Os recursos serão direcionados para modernização de infraestrutura portuária, ampliação da vida útil dos equipamentos e melhorias na eficiência operacional do terminal.

Ambiente econômico favorece novos aportes

Durante a cerimônia, o ministro destacou que o atual cenário econômico brasileiro tem contribuído para atrair investimentos em infraestrutura.

Segundo ele, fatores como segurança jurídica no setor portuário e previsibilidade regulatória fortalecem a confiança de empresas e impulsionam projetos estratégicos, como o da Vale no Maranhão.

Parceria fortalece desenvolvimento regional

A presidente do Porto do Itaqui, Oquerlina Costa Silva, ressaltou que a renovação do contrato representa um avanço significativo para o estado e para a logística nacional.

De acordo com ela, a extensão garante estabilidade para novos investimentos e reforça a parceria entre o porto e a mineradora, beneficiando diretamente o desenvolvimento econômico regional.

O novo prazo do contrato segue até 2 de janeiro de 2043, conforme previsto na legislação portuária e na Portaria nº 530/2019.

Cadeia logística do cobre ganha reforço

O terminal ocupa cerca de 53,6 mil metros quadrados em São Luís (MA) e integra a cadeia logística do cobre no Brasil. A estrutura atende à produção das minas de Sossego, em Canaã dos Carajás, e Salobo, em Marabá.

Em 2025, as unidades produziram juntas aproximadamente 293 mil toneladas de cobre concentrado, crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior.

O terminal conta com armazéns, pátio ferroviário e estruturas de apoio, sendo dedicado à movimentação de cargas próprias de alto valor agregado.

Nos últimos 15 anos, o volume movimentado mais que dobrou, saltando de cerca de 420 mil toneladas, em 2010, para quase 1 milhão de toneladas em 2025.

Cobre ganha protagonismo na transição energética

A ampliação do contrato ocorre em um cenário de crescimento da demanda global por cobre, impulsionada pela transição energética.

O metal é essencial para tecnologias como turbinas eólicas, painéis solares, redes elétricas inteligentes e veículos elétricos — que podem utilizar até quatro vezes mais cobre do que modelos tradicionais.

Nesse contexto, a Vale projeta expandir sua produção global, com meta de atingir 700 mil toneladas até 2035, reforçando a importância estratégica da operação no Porto do Itaqui.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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