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HGT quer ampliar presença na América Latina e disputar novas concessões portuárias

A Hanseatic Global Terminals (HGT), braço portuário da companhia marítima Hapag-Lloyd, pretende expandir suas operações na América Latina, com foco na participação em novas licitações e na manutenção de seus ativos no Chile. A estratégia também prevê ampliar a atuação em mercados da costa leste e em outras regiões do continente.

Os planos foram apresentados por Paulo Ruy, vice-presidente sênior comercial da HGT para a América Latina, em entrevista ao PortalPortuario durante o evento TOC Americas, realizado em Cartagena, na Colômbia.

Segundo o executivo, a expansão faz parte da estratégia de crescimento do grupo, que busca oportunidades capazes de gerar rentabilidade e contribuir para o desenvolvimento das operações da Hapag-Lloyd.

“Estamos em uma estratégia de crescimento no grupo, assim que estamos olhando todas as oportunidades onde acreditamos que podemos contribuir como um bom operador e trazer rentabilidade para a empresa. Além disso, temos como estratégia apoiar o crescimento da armadora Hapag-Lloyd”, afirmou Ruy.

HGT busca ampliar operações na costa leste da América Latina

A expansão geográfica está entre as prioridades da empresa, especialmente na costa leste da América Latina, onde a HGT ainda possui presença mais limitada.

Um dos projetos que integram essa estratégia é o Porto de Aracruz, que está em desenvolvimento e tem previsão de entrar em operação em 2028. A iniciativa deverá contribuir para fortalecer a presença da companhia nessa região.

De acordo com Ruy, a empresa está avaliando diferentes oportunidades para ampliar sua rede de terminais e consolidar sua atuação em mercados considerados estratégicos.

Chile e Colômbia estão no radar de novas concessões portuárias

Na costa oeste, a HGT pretende preservar sua posição no Chile, onde parte das concessões portuárias deverá vencer nos próximos anos. A companhia também acompanha os processos de licitação previstos na Colômbia.

Atualmente, a empresa opera cinco terminais no Chile, dos quais quatro são especializados em movimentação de contêineres. Diante da proximidade do encerramento de contratos de concessão, a operadora acompanha os próximos processos para avaliar sua participação.

“Estamos avaliando essas novas concessões tanto no Chile quanto na Colômbia. Vamos participar, não sei se de todas, mas estaremos em algumas. Nossa ideia é continuar com uma presença forte no Chile”, declarou o executivo.

Na Colômbia, a HGT já mantém uma operação em Buenavista e estuda oportunidades para ampliar sua atuação em outras áreas portuárias do país.

As avaliações incluem tanto a região do Pacífico, especialmente Buenaventura, quanto os portos localizados no litoral atlântico. A estratégia busca identificar novas oportunidades de investimento e ampliar a presença da companhia no mercado colombiano.

Inteligência artificial deve avançar nas operações portuárias

Além da expansão dos negócios, a HGT pretende incorporar cada vez mais inteligência artificial (IA) às suas atividades. Para Paulo Ruy, a tecnologia é necessária para modernizar os processos e aumentar a eficiência da operação portuária.

A companhia já começou a utilizar ferramentas de IA por meio do Cloud Enterprise, inicialmente em atividades administrativas. A expectativa é estender gradualmente a aplicação aos terminais operados pelo grupo.

Segundo o executivo, a tecnologia pode contribuir para melhorar o desempenho operacional, aprimorar indicadores de produtividade e tornar os processos mais ágeis.

A adoção dessas soluções faz parte de uma agenda mais ampla de modernização da empresa, que busca aproveitar os recursos tecnológicos para elevar a eficiência em sua rede de terminais.

Produtividade e segurança são prioridades da HGT

A ampliação da produtividade e o fortalecimento da segurança portuária estão entre os principais objetivos da companhia, especialmente em suas operações na América Latina.

A estratégia combina expansão comercial, participação em novas concessões e investimentos em tecnologia para melhorar o desempenho dos terminais.

Com iniciativas voltadas à eficiência operacional e à segurança, a HGT pretende sustentar seu crescimento regional e apoiar a expansão das atividades da Hapag-Lloyd no continente.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portonave completa 19 anos com investimentos de R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações

Terminal portuário de Navegantes celebra trajetória no comércio exterior com novas tecnologias, equipamentos elétricos e perspectiva de elevar a capacidade de movimentação para 2 milhões de TEUs

A Portonave completa 19 anos de operação em 2026 consolidada como um dos principais terminais portuários de contêineres do Brasil. Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, a empresa iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do país. Desde então, tornou-se um importante elo da cadeia logística e do comércio exterior brasileiro, com investimentos voltados à produtividade, à modernização da infraestrutura e à redução dos impactos ambientais. Atualmente é considerado o terminal mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Em 2025 a Portonave registrou média de 114 movimentos por hora (MPH) na produtividade dos navios. 

Para marcar uma nova etapa de desenvolvimento, a empresa mantém um plano de investimentos de R$ 2 bilhões, que contempla obras de adequação do cais e a aquisição de equipamentos destinados a ampliar a capacidade operacional e preparar o terminal para receber navios de maior porte.

Entre os investimentos mais recentes está a compra de 30 Terminal Tractors elétricos (e-TTs), utilizados no transporte de contêineres no pátio, e cinco Reach Stackers elétricas (e-RSs), empregadas na movimentação e no empilhamento de cargas. O aporte é de aproximadamente R$ 61 milhões, e a previsão é que todos os equipamentos estejam em operação até janeiro de 2027. A mudança irá reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa da frota de Terminal Tractors e em 80% as emissões da frota de Reach Stackers.

O plano de modernização inclui também a adequação do cais para permitir a operação de navios com até 400 metros de comprimento e calado de até 17 metros. A iniciativa faz parte da estratégia para ampliar a capacidade do terminal, que deverá passar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano. Até 30 de setembro mais de 98% das obras de ampliação do cais estavam finalizadas.

O pacote de investimentos também prevê a aquisição de dois guindastes Ship-to-Shore (STS), responsáveis pela movimentação de contêineres entre o navio e o cais, que devem chegar em novembro, e 14 equipamentos elétricos Rubber Tyred Gantry (e-RTG), utilizados nas operações no pátio, em operação desde agosto. Além disso, dois scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres estão em operação desde o ano passado, e outras estruturas necessárias para capacitação dos colaboradores e manutenção dos novos equipamentos estão sendo feitas. 

Produtividade e impacto na economia regional

A relevância da Portonave vai além da movimentação de cargas. A atividade do terminal está conectada a uma ampla rede de serviços relacionados ao transporte marítimo, à logística, ao comércio exterior e às operações de importação e exportação, contribuindo para a dinâmica econômica de Navegantes e de outras cidades da região. 

Atualmente, a companhia gera aproximadamente 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos, segundo dados divulgados pela empresa. A dimensão dessa estrutura reforça a importância do setor portuário para a geração de trabalho e para o funcionamento das cadeias logísticas que atendem empresas brasileiras e mercados internacionais.

Em nome de toda a equipe do ReConecta News, parabenizamos a Portonave pelos seus 19 anos de história, marcados por inovação, desenvolvimento e contribuição para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Desejamos que essa trajetória continue sendo pautada pela excelência, pela sustentabilidade e por novas conquistas, impulsionando o desenvolvimento de Navegantes e de toda a região. Que venham muitos anos de crescimento, conexões e sucesso!

Fonte: Portonave

Texto: Redação

Imagem: Portonave

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Porto Itapoá mira liderança na América do Sul e prevê ampliar capacidade para 3,2 milhões de TEUs

O Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, traça uma estratégia de expansão para se tornar o maior, mais eficiente e mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Quinze anos após receber seu primeiro navio, o empreendimento ocupa a terceira posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres, gera mais de 2 mil empregos diretos e está entre os terminais que mais crescem no País.

A trajetória também é marcada por dez anos consecutivos de liderança em satisfação dos clientes no setor portuário brasileiro, segundo o indicador NPS (Net Promoter Score).

À frente dessa estratégia, o CEO Ricardo Arten, que acumula 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, destaca a ampliação da capacidade operacional, os investimentos em tecnologia e a melhoria dos acessos terrestres e marítimos como pilares para o crescimento do terminal.

Desde o início das operações, foram investidos cerca de R$ 3 bilhões. Agora, a empresa discute uma quinta fase de expansão, que poderá elevar a capacidade anual de movimentação de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.

Porto Itapoá aposta em expansão e eficiência operacional

A disponibilidade de áreas para crescimento é apontada por Ricardo Arten como uma das principais vantagens competitivas do terminal catarinense. Segundo o executivo, outros importantes complexos portuários brasileiros, como Santos, Itajaí, Navegantes e Paranaguá, enfrentam limitações de espaço para novas expansões.

Outro diferencial está na agilidade para executar projetos estratégicos. Entre as iniciativas prioritárias está o aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga para 16 metros, por meio de uma parceria público-privada envolvendo o Porto Itapoá e o Governo de Santa Catarina.

A intervenção deverá permitir a operação de embarcações maiores, com ganhos de escala e eficiência no transporte marítimo.

Paralelamente, o terminal mantém investimentos em automação portuária, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. A estratégia busca aumentar a produtividade e movimentar volumes maiores de carga sem comprometer o desempenho das operações.

O planejamento também considera a infraestrutura do entorno. Para a administração do porto, ampliar a capacidade de um terminal exige garantir condições adequadas para o escoamento das mercadorias.

Acessos rodoviários e ferrovia são prioridades logísticas

A expansão do Porto Itapoá depende também de melhorias na conexão com os principais corredores de transporte de Santa Catarina.

Entre as prioridades estão as obras de duplicação das rodovias SC-416 e SC-417, que fazem a ligação do porto com a BR-101. O empreendimento trabalha em conjunto com o governo estadual para viabilizar os investimentos.

Além de beneficiar o transporte de cargas, as intervenções podem contribuir para a mobilidade urbana, o turismo e o desenvolvimento econômico da região.

A implantação de uma ligação ferroviária também integra os planos defendidos pelo terminal. O ramal está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT) e é considerado estratégico para diversificar as alternativas de escoamento da produção.

A conexão por trilhos poderá reduzir a pressão sobre as rodovias, diminuir congestionamentos e aumentar a eficiência da logística de transporte.

Dragagem pode ampliar a movimentação de contêineres

O aprofundamento da Baía da Babitonga é considerado um dos projetos com maior potencial de impacto econômico para Santa Catarina.

De acordo com Ricardo Arten, cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Com o aumento previsto de dois metros, a estimativa apresentada pelo executivo é de aproximadamente 130 mil contêineres adicionais por mês, o equivalente a cerca de 1,5 milhão por ano.

Essa capacidade adicional poderá ampliar as oportunidades de importação e exportação para a indústria catarinense, com embarcações transportando volumes maiores em cada viagem.

O executivo também ressalta o efeito econômico da movimentação portuária. Segundo ele, cada contêiner movimentado gera cerca de R$ 10 mil na cadeia logística, envolvendo diferentes serviços e atividades relacionadas ao transporte de mercadorias.

Terminal quer atrair navios maiores e ampliar rotas marítimas

Com o canal mais profundo, o Porto Itapoá pretende ampliar sua participação nas rotas marítimas internacionais e disputar a condição de primeira escala de navios de grande porte em Santa Catarina.

Atualmente, embarcações desse perfil podem realizar sua primeira parada no Porto de Santos. A melhoria das condições de acesso marítimo poderá aumentar a competitividade do terminal catarinense na atração desses serviços.

Outra possibilidade é fortalecer sua atuação como hub port, modelo em que um porto concentra cargas transportadas por grandes navios oceânicos e redistribui parte dos volumes para outros destinos por meio de embarcações menores.

Essa configuração permitiria ao terminal ampliar sua relevância nas rotas do Sul da América do Sul e reforçar a posição de Santa Catarina na rede internacional de transporte marítimo.

Logística eficiente é diferencial para atrair indústrias

Na avaliação de Ricardo Arten, três fatores são fundamentais para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina: políticas de incentivo competitivas, disponibilidade de mão de obra qualificada e eficiência logística.

Antes de escolher onde instalar uma operação, as empresas analisam os custos, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia de transporte. Nesse cenário, a infraestrutura portuária tem papel importante na competitividade dos negócios.

O CEO afirma que a eficiência operacional também ajuda o Porto Itapoá a conquistar cargas que tradicionalmente utilizavam outros terminais brasileiros.

Um dos exemplos citados é o transporte de proteína bovina produzida no Centro-Oeste. Parte dessa carga, antes direcionada principalmente ao Porto de Santos, passou a utilizar Itapoá, mesmo com o percurso rodoviário mais longo.

Segundo o executivo, a escolha está relacionada à disponibilidade operacional, à infraestrutura e à previsibilidade dos serviços oferecidos pelo terminal.

O porto também recebe cargas de celulose e algodão provenientes do Centro-Oeste, ampliando sua atuação para além dos fluxos tradicionalmente associados à economia catarinense.

Porto Itapoá atende exportações e importações da indústria catarinense

O terminal atende a diferentes segmentos da indústria estadual, tanto nas operações de exportação quanto nas de importação.

No mercado externo, destaca-se o atendimento às cadeias de carne suína e de frango, com investimentos para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres refrigerados, essenciais ao transporte de produtos que exigem controle de temperatura.

Nas importações, o porto recebe matérias-primas e componentes utilizados pela indústria, incluindo cobre, produtos químicos, peças automotivas e outros insumos industriais.

Essa diversidade de cargas fortalece a integração do terminal com as cadeias produtivas e contribui para a movimentação de mercadorias destinadas a diferentes mercados.

Expansão portuária busca fortalecer a economia de Santa Catarina

Para Ricardo Arten, a atuação do Porto Itapoá vai além da movimentação de contêineres. O terminal busca contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Nesse sentido, a empresa mantém articulações com os governos para viabilizar melhorias nos acessos rodoviários, na infraestrutura marítima e, futuramente, na conexão ferroviária.

A estratégia também inclui compromissos sociais e ambientais associados à expansão das operações.

Com o aumento da capacidade, a modernização dos equipamentos e a melhoria das conexões logísticas, o Porto Itapoá pretende fortalecer sua posição no mercado nacional e internacional. A expectativa é que os ganhos de eficiência beneficiem exportadores, importadores, trabalhadores e diferentes setores da indústria catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Porto de Callao: Governo do Peru avalia investimentos e melhorias na infraestrutura portuária

O Governo do Peru, por meio do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), analisa propostas de investimento para ampliar a capacidade e melhorar a operação dos terminais portuários de Callao. O tema foi discutido em reunião entre o ministro José Tangherlini Casal e a deputada Auristela Obando.

Aditivos contratuais e projetos para o Porto de Callao

Durante o encontro, o ministro apresentou informações sobre os aditivos contratuais em andamento e as propostas encaminhadas pelos operadores do Porto de Callao, um dos principais complexos portuários do país.

Entre as iniciativas está o projeto do Muelle Sur, que prevê a implantação de um anteporto destinado a organizar o acesso dos caminhões ao terminal. Segundo Tangherlini Casal, a estrutura precisa ser acompanhada de melhorias no sistema viário para garantir melhores condições de circulação e reduzir os impactos do tráfego na região.

Plano mestre orienta expansão portuária

O MTC também trabalha em conjunto com a Autoridade Portuária Nacional (APN) para avançar na aprovação do plano mestre do complexo portuário. A expectativa apresentada pelo ministro é que o documento esteja aprovado até meados de novembro, permitindo dar continuidade aos aditivos e às iniciativas de desenvolvimento da infraestrutura.

O planejamento busca orientar as próximas etapas dos projetos e contribuir para o aprimoramento das operações portuárias de Callao.

Conectividade rural e modernização administrativa

Além dos investimentos portuários, a reunião abordou a conectividade de telecomunicações em áreas rurais, tema relacionado à ampliação do acesso aos serviços de comunicação em regiões afastadas dos grandes centros.

Em outro ponto da conversa, Auristela Obando manifestou disposição para colaborar com a revisão de procedimentos administrativos por meio da Comissão de Modernização do Estado do Congresso. A atuação poderá considerar as demandas identificadas pelo Poder Executivo, com o objetivo de aprimorar os processos da administração pública.

MTC prevê nova reunião para acompanhar as propostas

Ao final do encontro, foi proposta a realização de uma nova reunião, organizada por meio da coordenação parlamentar do MTC. A iniciativa deverá permitir o acompanhamento dos assuntos discutidos, incluindo os projetos portuários, a conectividade rural e a revisão de procedimentos administrativos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Leilão do Porto do Itaqui prevê R$ 147 milhões em investimentos para ampliar terminal de fertilizantes

O Porto do Itaqui, localizado no Maranhão, poderá receber R$ 147,01 milhões em investimentos para ampliar a capacidade de movimentação e armazenagem de fertilizantes. O aporte está previsto no arrendamento do terminal IQI16, cuja área de aproximadamente 21,8 mil metros quadrados passará por requalificação para atender às operações com esse tipo de carga.

O edital da licitação foi publicado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e o leilão do terminal portuário está previsto para 9 de dezembro, às 14h.

Investimentos reforçam a logística de fertilizantes no Brasil

A ampliação da infraestrutura portuária é estratégica para o abastecimento do agronegócio brasileiro, que depende fortemente das importações de fertilizantes. O país ocupa a terceira posição entre os maiores consumidores mundiais desses insumos, com uma demanda anual estimada entre 40 milhões e 45 milhões de toneladas.

Desse total, aproximadamente 80% são provenientes do mercado internacional, o que aumenta a necessidade de estruturas portuárias preparadas para receber, armazenar e distribuir os produtos.

Segundo Alex Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, o investimento permitirá ampliar a capacidade logística em uma região com potencial de expansão nesse segmento.

“O principal ganho para a logística nacional é ampliar essa capacidade na região Nordeste do país, onde está o Porto do Itaqui. É onde a gente vê mais oportunidade de crescimento nesse tipo de carga, de fertilizantes, na região Norte e Nordeste”, afirmou.

Terminal IQI16 terá capacidade para armazenar 70 mil toneladas

O projeto prevê a modernização de uma área já existente no complexo portuário maranhense. Após a requalificação, o terminal IQI16 deverá contar com capacidade estática de armazenagem de 70 mil toneladas de fertilizantes.

A estimativa é que a estrutura alcance uma capacidade dinâmica anual de 1,008 milhão de toneladas, ampliando o volume de cargas que poderá ser movimentado pelo porto.

A operação com fertilizantes já integra as atividades do Porto do Itaqui, que dispõe de outras áreas destinadas a esse mercado. De acordo com Alex Ávila, a implantação do novo terminal não altera a dinâmica logística atual, mas aumenta a capacidade de atendimento e cria mais uma opção para empresas que importam esses insumos pelo Maranhão.

“Eu vejo um ganho real em trazer mais fertilizante pelo Maranhão, aumentar a capacidade do porto e tornar o porto mais atrativo para o mercado”, ressaltou o secretário.

Ampliação pode gerar benefícios para a economia do Maranhão

Além de fortalecer a infraestrutura de transporte e distribuição de fertilizantes, o empreendimento poderá contribuir para a economia estadual.

A expectativa, conforme o secretário, é que a expansão das operações portuárias favoreça o crescimento da arrecadação tributária, das receitas relacionadas às atividades do porto e da renda dos trabalhadores que atuam no setor.

O investimento também busca ampliar a atratividade do complexo portuário para empresas que dependem da importação de insumos agrícolas, especialmente diante da relevância dos fertilizantes para a produtividade do campo.

Leilão terá contrato de 25 anos e critérios para preservar a concorrência

O contrato de arrendamento do terminal IQI16 terá prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de prorrogação. A escolha da empresa vencedora será baseada no maior valor de outorga oferecido, correspondente ao pagamento pelo direito de exploração comercial da área.

O edital também estabelece regras para evitar a concentração de mercado no segmento de fertilizantes do Complexo Portuário do Itaqui.

Pelas condições previstas, grupos econômicos que ultrapassem 40% de participação no mercado após o arrendamento só poderão vencer a licitação se não houver outra proposta válida concorrente.

A sessão pública do leilão está marcada para 9 de dezembro, às 14h. Os interessados podem consultar o edital e os documentos relacionados à disputa no site oficial da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom/MPor

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Porto de Suape recebe nova rota da MSC e amplia conexão do Nordeste com o Golfo do México

O Porto de Suape, em Pernambuco, passará a integrar a rota Gulf to Saec I, operada pela Mediterranean Shipping Company (MSC), a partir de 26 de outubro de 2026. A inclusão do terminal na ligação entre o Golfo do México e a América do Sul amplia as alternativas para o transporte marítimo de contêineres no Nordeste brasileiro.

A nova escala será realizada no trecho entre Cartagena, na Colômbia, e o Porto de Santos, em São Paulo. A mudança ocorre em um momento de expansão das operações de Suape, que aumentou em 55% sua capacidade para movimentação de contêineres com a inauguração de um novo terminal em junho deste ano.

Porto de Suape registra alta na movimentação de cargas

O complexo portuário pernambucano apresentou crescimento expressivo em 2026. Entre janeiro e agosto, foram movimentadas 18,8 milhões de toneladas de cargas, volume 22,8% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Ao longo de todo o ano passado, Suape movimentou 24,25 milhões de toneladas, resultado que colocou o porto na sexta posição entre os portos públicos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A entrada na rota internacional da MSC reforça a estratégia de ampliar a participação do terminal no comércio exterior e fortalecer a infraestrutura logística da região.

MSC Yamuna VI fará a primeira escala em Pernambuco

O primeiro navio previsto para atracar em Suape na nova operação é o MSC Yamuna VI. Construído no Japão em 2004 e registrado sob bandeira portuguesa, o porta-contêineres possui 280 metros de comprimento e capacidade para transportar 5.928 TEUs.

A sigla TEU corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, padrão utilizado internacionalmente para medir a capacidade de transporte e movimentação desse tipo de carga. As informações sobre a embarcação são da plataforma de rastreamento Flexport Atlas.

A MSC comunicou a inclusão de Suape aos clientes em 12 de outubro. Segundo a empresa, a mudança busca ampliar a cobertura de seus serviços no Nordeste brasileiro.

Veja o percurso da nova rota marítima

Com a alteração, a linha Gulf to Saec I terá uma sequência de escalas que conecta portos do México, dos Estados Unidos, da Colômbia e do Brasil.

No sentido de chegada à América do Sul, os navios sairão de Veracruz e Altamira, no México, passando por Houston, no Texas, e Cartagena, antes de atracar em Suape.

Depois da parada em Pernambuco, a embarcação seguirá para os portos de Santos, em São Paulo, Itapoá e Itajaí, em Santa Catarina, e Paranaguá, no Paraná.

No percurso de retorno, a rota prevê novas escalas em Santos e no Rio de Janeiro, antes de seguir para Cartagena e Veracruz. Suape, portanto, será atendido no sentido sul da viagem, sem uma nova parada no porto durante o retorno.

Maersk também inclui Suape em serviço internacional

Além da MSC, a Maersk também prevê a inclusão de Suape em sua operação a partir de 26 de outubro, no serviço denominado UCLA. Segundo informações da Estadão Conteúdo, o MSC Yamuna VI será utilizado na viagem identificada como 640S.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a conexão do Nordeste com a rede global da companhia e oferecer alternativas logísticas para cargas destinadas a diferentes mercados, incluindo Manaus, no Amazonas.

A chegada de novos serviços pode ampliar as opções de embarque e desembarque de mercadorias para empresas da região, além de reduzir a necessidade de transportar determinadas cargas por rodovias até portos de outras partes do país.

Nova escala pode ampliar opções logísticas para empresas

A inclusão de Suape na rota internacional cria mais uma alternativa para importadores e exportadores do Nordeste que dependem do transporte marítimo de contêineres.

Entretanto, os benefícios comerciais dependerão de fatores como a frequência das escalas, a disponibilidade de espaço nos navios para cargas vinculadas ao porto e a demanda das empresas que utilizam o serviço.

A mudança de rota, por si só, não garante redução no preço dos fretes nem diminuição dos prazos de entrega. Até o momento do anúncio, a MSC não havia informado a frequência das escalas em Suape.

Terminal de R$ 2 bilhões amplia capacidade de contêineres

A expansão da infraestrutura portuária de Suape ganhou impulso com a inauguração, em junho de 2026, do terminal de contêineres da APM Terminals, subsidiária do grupo Maersk. O investimento ultrapassou R$ 2 bilhões e elevou em 55% a capacidade do complexo para movimentar esse tipo de carga.

A estrutura ocupa uma área de 495 mil metros quadrados e conta com um cais de 430 metros de extensão, com profundidade de até 15,5 metros. As características permitem receber embarcações de grande porte.

O terminal também utiliza sistemas de automação e possui instalações totalmente eletrificadas. A capacidade inicial prevista é de 400 mil TEUs por ano, conforme informações divulgadas pela Estadão Conteúdo.

Entre janeiro e agosto de 2026, Suape movimentou 442.321 TEUs. O resultado considera os meses anteriores e posteriores à inauguração do novo terminal.

Em 2025, a movimentação de cargas em contêineres alcançou 7,56 milhões de toneladas, crescimento de 7,54% em comparação com 2024.

MSC já operava ligações entre Suape e a Ásia

A presença da MSC em Suape não começou com a nova rota para o Golfo do México. Em 6 de novembro de 2024, o navio MSC Juliette atracou no porto para marcar o início de uma ligação semanal de longo curso entre Pernambuco e a Ásia, com escala em Singapura.

A empresa não informou, no anúncio da nova escala, se essa conexão asiática continua ativa em 2026.

Ainda em 2024, no dia 27 de julho, o MSC Orion, com capacidade para 15 mil TEUs, realizou uma parada extraordinária em Suape durante a viagem inaugural de um serviço que conectava o Nordeste à Ásia pelo Canal do Panamá. Antes disso, em julho de 2022, o porto havia recebido o MSC New Haven.

Companhia mantém presença em diversos mercados

A Mediterranean Shipping Company possui mais de 200 mil funcionários, aproximadamente mil navios e mais de 675 escritórios em diferentes países. Segundo informações institucionais da companhia, o volume anual transportado chega a 30 milhões de TEUs.

No Brasil, a empresa mantém 17 escritórios, incluindo unidades no Recife, em Fortaleza e em Salvador.

No Ceará, a MSC opera a Linha Santana, serviço que conecta o Porto do Pecém a mercados asiáticos e completou um ano de operação em maio de 2026.

A ampliação das escalas em Suape reforça a importância do complexo pernambucano para a logística portuária, o transporte de contêineres e a integração do Nordeste brasileiro às principais rotas do comércio marítimo internacional.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: shipspotting_itajai/Instagram

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Porto do Itaqui: ANTAQ publica edital para arrendamento de terminal de granéis minerais

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) publicou, na terça-feira (13), o edital do Leilão nº 04/2026 para o arrendamento da área IQI16, localizada no Porto do Itaqui, em São Luís, no Maranhão. O terminal será destinado à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos minerais, com potencial para reforçar a infraestrutura logística portuária.

O certame está marcado para 9 de dezembro de 2026, às 14h, na sede da B3, em São Paulo (SP). A iniciativa integra as ações voltadas à exploração de áreas portuárias e à ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

Terminal no Porto do Itaqui terá capacidade para armazenar 70 mil toneladas

A área IQI16 possui 21.829,92 metros quadrados e capacidade estática de armazenagem de 70 mil toneladas. A estimativa é de que o terminal possa movimentar até 1,008 milhão de toneladas por ano, considerando sua capacidade dinâmica anual.

A estrutura será voltada à operação de granéis sólidos minerais, categoria que inclui insumos utilizados em diferentes atividades econômicas, como os fertilizantes destinados à produção agrícola.

Com o arrendamento, a área passa a integrar o processo de exploração da infraestrutura do porto maranhense, que desempenha papel importante no transporte e na armazenagem de cargas.

Arrendamento fortalece a logística portuária do Maranhão

O Porto do Itaqui é um dos principais corredores logísticos para o escoamento de mercadorias no Maranhão e para o atendimento de cadeias produtivas das regiões Norte e Nordeste.

Nesse contexto, o terminal IQI16 tem importância para a movimentação de insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, que exigem estruturas adequadas de recebimento, armazenagem e distribuição.

A exploração da área poderá contribuir para a integração entre o transporte aquaviário e as cadeias de abastecimento, ampliando a capacidade operacional da infraestrutura portuária e apoiando o fluxo de mercadorias destinadas a diferentes mercados.

Edital do leilão está disponível para consulta

O documento com as regras e as condições do arrendamento pode ser consultado no site oficial da ANTAQ. Os interessados devem verificar o edital para conhecer os requisitos de participação e os detalhes do Leilão nº 04/2026.

A sessão pública está prevista para dezembro de 2026, na B3, em São Paulo.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: ANTAQ

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Leilão do Porto de Fortaleza prevê R$ 450 milhões em investimentos para novo terminal de contêineres

O Governo Federal marcou para 9 de dezembro o leilão da área MUC 04, destinada à implantação do novo Terminal de Contêineres e Carga Geral do Porto de Fortaleza, no Ceará. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 450 milhões ao longo de 25 anos de concessão e busca ampliar a capacidade logística e a competitividade do porto no comércio exterior.

O anúncio foi feito na quinta-feira, dia 8, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. A disputa será realizada na B3, em São Paulo, e representa a primeira licitação federal para arrendamento de um terminal de contêineres em dez anos.

Novo terminal poderá movimentar 360 mil TEUs por ano

O projeto do Porto de Fortaleza prevê uma capacidade operacional de até 360 mil TEUs por ano. A sigla corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada internacionalmente para medir a movimentação de cargas conteinerizadas.

A estrutura será voltada às operações de longo curso, realizadas entre países, e à cabotagem, modalidade de transporte marítimo entre portos de um mesmo país.

Um dos destaques será o atendimento às cargas refrigeradas, especialmente frutas destinadas à exportação. A infraestrutura deverá contribuir para ampliar as condições de armazenamento e transporte de mercadorias que exigem controle de temperatura durante a operação logística.

No ano passado, a movimentação provisória de contêineres no porto alcançou aproximadamente 99 mil TEUs, volume equivalente a quase 54 mil unidades de contêineres.

Leilão integra agenda de concessões portuárias

A disputa pelo terminal MUC 04 faz parte de uma rodada de leilões organizada pelo Governo Federal, que também contemplará áreas nos portos de Salvador, na Bahia, e Itaqui, no Maranhão.

Em setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o projeto de arrendamento da área destinada ao novo terminal de Fortaleza, permitindo o avanço do processo de concessão.

Além do MUC 04, o planejamento prevê futuras licitações das áreas MUC 03 e MUC 05, também localizadas no Porto de Fortaleza. Esses espaços serão destinados à movimentação de granéis sólidos minerais, ampliando as possibilidades de operação do complexo portuário.

Porto de Fortaleza busca ampliar competitividade e atrair empresas

Para a Companhia Docas do Ceará (CDC), responsável pela administração do porto, o novo terminal representa uma oportunidade de modernizar a infraestrutura e ampliar a capacidade de movimentação de mercadorias.

O diretor-presidente da companhia, Quintino Vieira, destaca que o empreendimento poderá fortalecer a posição do Ceará no comércio internacional, além de criar condições para atrair novos investimentos e atender ao crescimento futuro da demanda.

A expectativa é que a ampliação da estrutura contribua para melhorar a eficiência das operações portuárias e ofereça novas oportunidades aos setores produtivos que dependem do transporte marítimo.

Investimentos devem impulsionar logística e comércio exterior

O arrendamento do MUC 04 integra a estratégia de expansão do complexo portuário de Fortaleza, que busca ampliar sua capacidade operacional e diversificar os serviços oferecidos aos usuários.

Com a previsão de R$ 450 milhões em investimentos e capacidade projetada de 360 mil TEUs anuais, o novo terminal poderá reforçar a movimentação de cargas conteinerizadas, especialmente aquelas destinadas aos mercados internacionais.

A iniciativa também pretende fortalecer a infraestrutura logística do Ceará, criando condições para ampliar as exportações, melhorar o escoamento da produção e aumentar a participação do estado no comércio exterior brasileiro.

FONTE: O Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Samuel Setubal/ O POVO

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações brasileiras de café em 2026

O Porto de Santos foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de café entre janeiro e setembro de 2026, consolidando sua liderança na logística do setor cafeeiro. No período, o complexo portuário embarcou 20,573 milhões de sacas de 60 quilos, o equivalente a 70,7% de todo o café enviado pelo Brasil ao mercado internacional.

Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também aponta mudanças no desempenho das exportações, na receita obtida pelo setor e nos principais destinos do produto nacional.

Portos do Rio de Janeiro e Paranaguá aparecem na sequência

Depois de Santos, o Porto do Rio de Janeiro ocupa a segunda posição entre os principais pontos de saída do café brasileiro. De janeiro a setembro, o terminal respondeu por 25,2% dos embarques, com 7,335 milhões de sacas.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, aparece em terceiro lugar, com 312.128 sacas exportadas, correspondentes a 1,1% do volume nacional.

A concentração das operações em Santos reforça a importância da infraestrutura portuária paulista para o escoamento da produção cafeeira e para o atendimento da demanda internacional.

Exportações de café crescem em setembro, mas receita recua

Em setembro de 2026, o Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de café, volume 3,1% superior às 3,778 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2025.

Apesar do aumento na quantidade embarcada, o faturamento com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a recuperação das exportações no mês está diretamente relacionada à retomada das compras dos Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas comerciais aplicadas ao café brasileiro.

O governo norte-americano havia retirado, em novembro de 2025, a taxação sobre a maior parte do café verde brasileiro. O café solúvel, entretanto, continuou sujeito à tarifa até julho de 2026.

Ferreira destacou a atuação conjunta do Cecafé, de outras entidades do setor, da National Coffee Association (NCA) e do governo brasileiro para preservar a isenção do café verde e incluir o produto solúvel nas listas de exceção tarifária.

Compras dos Estados Unidos avançam 86,4% em setembro

Com maior clareza nas regras comerciais, os Estados Unidos ampliaram significativamente as aquisições de café brasileiro.

Em setembro, o mercado norte-americano importou 625.192 sacas, alta de 86,4% na comparação com as 335.339 sacas compradas no mesmo período do ano anterior.

A recuperação contribuiu para recolocar os Estados Unidos na liderança entre os destinos do café nacional no acumulado de 2026, superando a Alemanha.

O desempenho também ajudou a compensar as dificuldades enfrentadas no início da entrada da nova safra brasileira no mercado internacional.

Embarques aumentam 15,5% no primeiro trimestre da safra 2026/27

O resultado de setembro impulsionou o desempenho das exportações no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27, que compreende os meses de julho, agosto e setembro.

Nesse intervalo, o Brasil embarcou 11,21 milhões de sacas, crescimento de 15,5% em relação às 9,707 milhões de sacas exportadas no mesmo trimestre de 2025.

A receita cambial do período também apresentou avanço, embora mais moderado, de 0,8%, alcançando US$ 3,561 bilhões.

De acordo com o cenário apresentado pelo Cecafé, os embarques da nova safra enfrentaram atrasos iniciais provocados pelas chuvas durante a colheita, especialmente em julho. A partir de agosto, porém, o ritmo das exportações começou a se normalizar.

A expectativa da entidade é que o volume exportado ao longo de 2026 supere o resultado do ano anterior, impulsionado pela recuperação dos embarques e pela entrada de novos lotes no mercado externo.

Volume exportado permanece estável no acumulado do ano

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras de café somaram 29,095 milhões de sacas, resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, com variação negativa de apenas 0,2%.

O faturamento, por outro lado, apresentou retração mais expressiva. A receita cambial caiu de US$ 11,065 bilhões para US$ 10,113 bilhões, recuo de 8,6%.

A diferença entre o desempenho do volume e o da receita está associada principalmente à redução das cotações internacionais do café. Outros fatores incluem problemas de qualidade nos primeiros lotes de café arábica, afetados pelas chuvas, e uma participação maior dos cafés canéforas, como conilon e robusta, na composição das exportações.

Como essas variedades apresentam preço médio inferior ao do arábica, a mudança no perfil dos embarques também contribuiu para diminuir o valor obtido por saca exportada.

Estados Unidos retomam liderança entre os compradores de café brasileiro

No acumulado de janeiro a setembro, os Estados Unidos voltaram a ocupar o primeiro lugar entre os principais destinos do café brasileiro.

Confira os cinco maiores mercados compradores no período:

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, equivalentes a 13,1% das exportações nacionais. Apesar da liderança, o volume caiu 12,8% em relação a 2025.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, representando 11,4% do total exportado.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, com crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, avanço de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

A recuperação das compras norte-americanas nos últimos meses foi decisiva para a mudança no ranking dos principais destinos. Ao mesmo tempo, o crescimento das exportações para países europeus, especialmente Bélgica e Itália, demonstra a importância da diversificação dos mercados consumidores.

Porto de Santos mantém papel estratégico para o café brasileiro

Com 20,573 milhões de sacas embarcadas nos nove primeiros meses do ano, o Porto de Santos permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café.

A liderança do terminal ocorre em um cenário de recuperação gradual dos embarques, mudanças na demanda internacional e redução da receita cambial em comparação com 2025.

Os próximos meses serão importantes para avaliar se a normalização do fluxo da nova safra e a retomada das compras dos Estados Unidos permitirão ao Brasil ampliar o volume exportado até o encerramento de 2026.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

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Portos

Governo prepara sistema para monitorar saturação dos portos brasileiros até 2030

O Ministério de Portos e Aeroportos está desenvolvendo uma ferramenta para acompanhar os níveis de saturação dos portos brasileiros entre 2027 e 2030. A iniciativa pretende identificar possíveis gargalos na infraestrutura portuária e avaliar se a capacidade dos terminais será suficiente para atender ao crescimento da movimentação de cargas nos próximos anos.

O sistema deverá monitorar periodicamente a relação entre demanda e capacidade operacional, além de avaliar os níveis de serviço das operações portuárias. A proposta abrange todos os complexos portuários do país e alguns Terminais de Uso Privado (TUPs).

Com os dados, o governo pretende identificar quais estruturas estão próximas do limite de operação e quais ainda possuem condições de receber volumes adicionais de mercadorias, contribuindo para o planejamento de investimentos e ampliações.

Crescimento da movimentação de contêineres pressiona infraestrutura

A criação do monitoramento ocorre em meio a preocupações com a capacidade dos principais portos brasileiros. Um estudo da Macroinfra, divulgado pela CNN, aponta que importantes terminais de contêineres podem atingir seus limites operacionais até 2030 caso os projetos de expansão e a implantação de novas estruturas não avancem.

O levantamento identificou sinais de pressão sobre a capacidade em quatro áreas portuárias estratégicas: Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí e Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

As projeções consideram o aumento esperado na movimentação de contêineres e a capacidade operacional prevista para os próximos anos. O cenário reforça a necessidade de ampliar a infraestrutura para acompanhar a evolução do comércio exterior brasileiro.

Porto de Santos registra aumento na ocupação dos terminais

O Porto de Santos, principal complexo portuário do país, exemplifica os desafios relacionados ao crescimento da demanda. Segundo o estudo, a taxa de ocupação dos principais terminais de contêineres chegou a 79,7% no último ano analisado, ante 55,9% em 2015.

Embora a produtividade tenha avançado no período, o ganho não foi suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da demanda, de acordo com o levantamento.

O aumento da utilização da infraestrutura também está associado a preocupações com filas de navios, custos logísticos e tempo necessário para a realização das operações.

Espera para atracação em Santos chega a 35 horas

Dados apresentados à CNN pelo consultor Luis Cláudio Montenegro, da Neowise Consultoria, mostram uma elevação expressiva no tempo médio de espera para atracação no Porto de Santos.

Em 2019, os navios aguardavam aproximadamente oito a nove horas para atracar. Em 2024, esse intervalo chegou a cerca de 35 horas, indicando maior pressão sobre a operação portuária.

Os custos de movimentação de contêineres também registraram aumento. Conforme o levantamento da consultoria, o valor médio estimado do THC (Terminal Handling Charge), taxa relacionada à movimentação de contêineres nos terminais, passou de uma faixa entre US$ 70 e US$ 100 por TEU, em 2019, para aproximadamente US$ 500 em 2026.

TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada como referência na medição da capacidade e da movimentação de cargas conteinerizadas.

Novo monitoramento deve orientar investimentos portuários

A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a ferramenta funcione como um indicador antecipado de possíveis gargalos. Ao acompanhar a evolução da demanda em relação à capacidade disponível, o governo poderá identificar situações que exijam intervenções antes que as limitações comprometam o desempenho das operações.

As informações deverão apoiar decisões sobre expansão de terminais, investimentos em infraestrutura portuária e planejamento logístico para o período de 2027 a 2030.

O acompanhamento sistemático também poderá contribuir para estabelecer prioridades entre os complexos portuários, considerando o ritmo de crescimento das cargas e a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento.

Tecon Santos 10 prevê ampliar capacidade do porto em 50%

Entre os projetos considerados importantes para enfrentar as limitações de capacidade em Santos está o Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para ampliar em 50% a capacidade do complexo portuário.

O empreendimento tem previsão de atrair quase R$ 6 bilhões em investimentos. A ampliação é vista como uma das alternativas para atender ao crescimento da demanda e reduzir a pressão sobre a infraestrutura existente.

O projeto, entretanto, ainda enfrenta discussões sobre o modelo de leilão e possíveis restrições à participação de empresas que já operam no Porto de Santos.

Enquanto a definição do empreendimento segue em debate, o monitoramento da capacidade portuária deverá ajudar o governo a acompanhar os riscos de saturação e a planejar medidas para preservar a eficiência da logística portuária brasileira nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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