Portos

Crescimento portuário no Norte dispara e região lidera movimentação de cargas no Brasil

A região Norte apresentou o maior crescimento portuário do Brasil em janeiro de 2026, com avanço de 42,1% na movimentação de cargas na comparação anual. Ao todo, foram transportadas 11,5 milhões de toneladas, superando o desempenho das demais regiões. Os dados são do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Granéis sólidos impulsionam resultado

O principal motor desse crescimento foi o segmento de granéis sólidos, que alcançou 8,4 milhões de toneladas, com expressiva alta de 53,23%. Outros tipos de carga também contribuíram para o resultado positivo:

  • Contêineres: 1,1 milhão de toneladas (+31,14%)
  • Granéis líquidos: 1,4 milhão de toneladas (+8,78%)

O avanço reflete a expansão da atividade logística e o fortalecimento da região como alternativa estratégica para o escoamento da produção nacional.

Exportação de commodities lidera movimentação

Entre os produtos mais transportados, destaque para as commodities agrícolas. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho atingiu 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, essas cargas representam mais de 40% de toda a movimentação regional.

Outros produtos relevantes incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), além do aumento na carga conteinerizada. O desempenho acompanha o avanço da safra agrícola e a maior utilização dos portos do Norte como rota de exportação.

Comércio exterior puxa alta da movimentação

O comércio exterior teve papel decisivo no resultado. As exportações cresceram 66,56% no período, enquanto as importações registraram alta mais moderada, de 4,61%.

Na navegação de longo curso, que envolve operações internacionais, a movimentação chegou a 4,6 milhões de toneladas (+43,9%). Já a cabotagem, entre portos nacionais, movimentou 1 milhão de toneladas, com crescimento de 17,24%.

Portos públicos e privados impulsionam desempenho

O avanço foi sustentado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os portos públicos, destacam-se unidades no Pará, como Santarém e Vila do Conde, com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.

Já os terminais privados concentraram a maior parte da movimentação, com aproximadamente 7,7 milhões de toneladas — cerca de dois terços do total. Entre os destaques estão estruturas localizadas no Pará e no Amazonas, que apresentaram crescimento relevante e forte atuação no transporte de granéis sólidos.

Esses terminais foram responsáveis por 5,5 milhões de toneladas desse tipo de carga, com alta de 57,49%, impulsionando especialmente as exportações de soja, milho e bauxita. O desempenho também acompanha o crescimento do transporte internacional, que avançou mais de 45% no período.

Infraestrutura pública mantém papel estratégico

Nos portos públicos, a movimentação atingiu 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%. O resultado reforça a importância dessas estruturas na logística regional e sua complementaridade com a operação privada.

O cenário indica uma mudança relevante na matriz logística brasileira, com a região Norte ganhando protagonismo na exportação de commodities e na diversificação das rotas de escoamento.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Greve no Porto de Santos: estivadores paralisam atividades com restrições da Justiça

A greve dos estivadores no Porto de Santos teve início às 7h desta quarta-feira (25), após audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. A paralisação, no entanto, ocorre de forma limitada: a Justiça autorizou apenas 12 horas de mobilização, com término previsto para as 19h, e determinou a manutenção de parte das operações.

A decisão judicial reconheceu a legalidade do movimento, mas impôs condições para evitar impactos totais nas atividades portuárias. Entre as exigências está a manutenção de pelo menos 50% da força de trabalho em operação.

Com isso, os estivadores foram orientados a comparecer normalmente aos navios, executando apenas metade das atividades. A estratégia busca equilibrar o cumprimento da liminar com a visibilidade do protesto.

Pressão contra mudanças na legislação

O principal motivo da greve é a preocupação da categoria com propostas em tramitação no Congresso, especialmente o PL 733. Segundo representantes sindicais, o projeto pode alterar regras do setor e comprometer a exclusividade da mão de obra portuária.

A categoria entende que a mobilização é necessária para preservar direitos históricos e garantir segurança no mercado de trabalho. A Justiça, inclusive, considerou legítimos movimentos com motivação política quando ligados diretamente aos interesses profissionais.

Fiscalização e risco de multa

A liminar também prevê fiscalização rigorosa durante a paralisação. Um oficial de Justiça foi designado para acompanhar o cumprimento das medidas em locais estratégicos, como o OGMO/Santos e terminais portuários.

Em caso de descumprimento das determinações, foi fixada multa diária de R$ 200 mil, aplicável tanto ao sindicato quanto a operadores portuários que dificultarem a execução da decisão.

Mobilização nos terminais e pressão política

Além da atuação reduzida nos navios, o sindicato convocou trabalhadores sem escala para reforçar a mobilização em frente a terminais relevantes, como a Brasil Terminal Portuário e a Santos Brasil.

O objetivo é ampliar a pressão sobre autoridades e operadores do setor, além de chamar a atenção do Governo Federal e de parlamentares para os impactos das mudanças legislativas.

A paralisação desta quarta-feira é vista como uma ação estratégica da categoria para fortalecer a defesa dos direitos dos estivadores e abrir espaço para negociação. O movimento ocorre em um cenário de incertezas sobre o futuro do trabalho portuário no país.

Fonte: Com informações do Jornal Portuário

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026

O Porto de Santos alcançou um novo recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026, com 452 mil TEU, representando um crescimento de 4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. TEU, ou Twenty-foot Equivalent Unit, é a medida padrão utilizada para contêineres.

O resultado reflete a resiliência do porto mesmo diante de condições climáticas adversas, com chuvas acima da média histórica, que impactam principalmente cargas sensíveis ao clima, como graneis vegetais.

Movimentação total e destaque por produtos

No total de toneladas, o porto registrou 13,17 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação a fevereiro de 2025. Apesar da queda de 12,6% nos embarques de soja (grãos e farelo), o desempenho foi compensado pelo crescimento de 46,8% nos embarques de açúcar, mantendo o resultado positivo.

O movimento de embarques apresentou leve retração de 1,7% em comparação a fevereiro do ano passado, totalizando 9,33 milhões de toneladas, enquanto os desembarques cresceram 5,9%, atingindo 3,84 milhões de toneladas, ante 3,62 milhões em 2025.

Acumulado do ano mantém tendência de crescimento

No acumulado do ano, o Porto de Santos também registrou números recordes na movimentação de contêineres, com 919,2 mil TEU, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o melhor desempenho histórico para o primeiro bimestre.

Em termos de toneladas, o porto movimentou 25,9 milhões, contra 24,8 milhões em 2025. Os embarques somaram 18 milhões de toneladas, aumento de 4,5%, enquanto os desembarques totalizaram 7,9 milhões, crescimento de 5% no período.

Entre os destaques, os graneis líquidos tiveram aumento de 11,8% em relação ao primeiro bimestre de 2025, alcançando 3,2 milhões de toneladas, enquanto o adubo cresceu 4,8%, com 1,46 milhões de toneladas movimentadas.

Desempenho positivo mesmo com clima adverso

Apesar do clima desfavorável, o porto manteve o ritmo de crescimento, evidenciando a eficiência operacional e a capacidade de adaptação do complexo portuário mais movimentado da América Latina.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

Vale tem contrato prorrogado no Porto do Itaqui por mais 20 anos

O contrato da Vale no Porto do Itaqui (MA) foi estendido por mais duas décadas. A assinatura do termo aditivo ocorreu nesta quarta-feira (18), em Brasília, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A medida assegura a continuidade das operações de armazenagem e exportação de cobre oriundo do Complexo Minerador de Carajás, no Pará, além de abrir caminho para novos investimentos voltados à modernização e ao aumento da eficiência do terminal.

Investimentos somam mais de R$ 220 milhões

Como contrapartida à prorrogação, a mineradora prevê investimentos de R$ 221,5 milhões até 2030. Desse total, R$ 21,5 milhões são obrigatórios por contrato, enquanto R$ 200 milhões correspondem a aportes voluntários.

Os recursos serão direcionados para modernização de infraestrutura portuária, ampliação da vida útil dos equipamentos e melhorias na eficiência operacional do terminal.

Ambiente econômico favorece novos aportes

Durante a cerimônia, o ministro destacou que o atual cenário econômico brasileiro tem contribuído para atrair investimentos em infraestrutura.

Segundo ele, fatores como segurança jurídica no setor portuário e previsibilidade regulatória fortalecem a confiança de empresas e impulsionam projetos estratégicos, como o da Vale no Maranhão.

Parceria fortalece desenvolvimento regional

A presidente do Porto do Itaqui, Oquerlina Costa Silva, ressaltou que a renovação do contrato representa um avanço significativo para o estado e para a logística nacional.

De acordo com ela, a extensão garante estabilidade para novos investimentos e reforça a parceria entre o porto e a mineradora, beneficiando diretamente o desenvolvimento econômico regional.

O novo prazo do contrato segue até 2 de janeiro de 2043, conforme previsto na legislação portuária e na Portaria nº 530/2019.

Cadeia logística do cobre ganha reforço

O terminal ocupa cerca de 53,6 mil metros quadrados em São Luís (MA) e integra a cadeia logística do cobre no Brasil. A estrutura atende à produção das minas de Sossego, em Canaã dos Carajás, e Salobo, em Marabá.

Em 2025, as unidades produziram juntas aproximadamente 293 mil toneladas de cobre concentrado, crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior.

O terminal conta com armazéns, pátio ferroviário e estruturas de apoio, sendo dedicado à movimentação de cargas próprias de alto valor agregado.

Nos últimos 15 anos, o volume movimentado mais que dobrou, saltando de cerca de 420 mil toneladas, em 2010, para quase 1 milhão de toneladas em 2025.

Cobre ganha protagonismo na transição energética

A ampliação do contrato ocorre em um cenário de crescimento da demanda global por cobre, impulsionada pela transição energética.

O metal é essencial para tecnologias como turbinas eólicas, painéis solares, redes elétricas inteligentes e veículos elétricos — que podem utilizar até quatro vezes mais cobre do que modelos tradicionais.

Nesse contexto, a Vale projeta expandir sua produção global, com meta de atingir 700 mil toneladas até 2035, reforçando a importância estratégica da operação no Porto do Itaqui.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Negócios

BTP anuncia André Magalhães como novo Diretor Comercial

A Brasil Terminal Portuário (BTP) anunciou a chegada de André Magalhães para assumir o cargo de Diretor Comercial da companhia. O executivo passa a integrar a liderança da empresa com a missão de fortalecer o relacionamento com clientes, ampliar oportunidades de negócios e apoiar a estratégia de crescimento da organização.

Com mais de 25 anos de atuação no setor marítimo-portuário, Magalhães traz experiência em liderança estratégica, desenvolvimento de negócios e gestão comercial em empresas nacionais e internacionais ligadas à navegação e a terminais portuários.

Experiência consolidada no setor portuário

Antes de assumir a nova posição, o executivo atuava no Complexo do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. Ao longo da carreira, acumulou participação em projetos relevantes ligados à inovação tecnológica, eficiência logística e energias renováveis, com foco em ampliar trocas comerciais e melhorar o desempenho da cadeia de valor portuária para clientes.

Sua formação inclui graduação pela Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, instituição ligada à Escola de Marinha Mercante. O executivo também possui especializações pela COPPEAD e pela Centenary University, além de certificações executivas da Fundação Getulio Vargas, do Port of Rotterdam e da Fundação Dom Cabral.

Fortalecimento das estratégias comerciais da BTP

Segundo o diretor-presidente da companhia, Cláudio Oliveira, a chegada do novo diretor reforça o compromisso da empresa com a evolução de suas estratégias comerciais e com a oferta de soluções logísticas inovadoras.

De acordo com o executivo, a nomeação de Magalhães contribui para ampliar a competitividade da empresa e garantir serviços portuários de alta qualidade, alinhados às demandas do mercado e às expectativas dos clientes.

Novo desafio em momento de expansão

Magalhães inicia oficialmente suas atividades neste mês e destaca o entusiasmo em integrar a equipe da empresa em um momento marcado por investimentos relevantes.

Segundo ele, a companhia vive uma fase estratégica de implantação de um amplo pacote de investimentos para expansão da capacidade do terminal, o que abre novas perspectivas para o crescimento das operações e para o fortalecimento da logística portuária brasileira.

Sobre a Brasil Terminal Portuário

Em operação desde 2013, a Brasil Terminal Portuário é considerada o maior terminal de contêineres da América do Sul. Localizada no Porto de Santos, a empresa também participou do processo de recuperação de um dos maiores passivos ambientais da área portuária brasileira.

O terminal possui 1.108 metros de cais, com infraestrutura preparada para receber simultaneamente três navios da classe New Panamax. Além de rotas internacionais para todos os continentes, a estrutura também atende operações de cabotagem e serviços feeder, conectando diferentes regiões do país e da América do Sul.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: BTP

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Portos

STF valida posição da Antaq e autoriza cobrança da taxa de entrega de contêineres nos portos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, reconhecer a posição técnica da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e invalidar uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que havia proibido a cobrança da taxa referente ao Serviço de Segregação e Entrega (SSE) em terminais de contêineres no Brasil.

A decisão representa um marco para o setor portuário, ao reforçar a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória nas operações logísticas ligadas à movimentação de cargas importadas.

Ação da Abratec levou o caso ao STF

O julgamento ocorreu após questionamento apresentado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec). A entidade contestou no Supremo a decisão do TCU que havia impedido os terminais portuários de cobrar pelo serviço de gestão e disponibilização de contêineres importados.

A Corte acompanhou o voto do relator do processo, ministro Dias Toffoli, que entendeu que o Tribunal de Contas ultrapassou os limites de sua competência ao interferir em decisões técnicas que cabem à agência reguladora do setor.

Segundo o ministro, o TCU tem a função de fiscalizar a administração pública, mas não pode substituir avaliações técnicas realizadas por órgãos reguladores especializados. O relator também destacou que a Antaq já havia analisado a questão por meio de processos técnicos e consultas públicas conduzidas dentro do marco regulatório portuário.

Decisão reforça segurança jurídica para terminais de contêineres

Para a Abratec, que reúne alguns dos principais operadores de terminais de contêineres do país, o posicionamento do Supremo fortalece a previsibilidade das regras aplicadas ao setor.

O presidente executivo da entidade, Caio Morel, avaliou que o julgamento reafirma um princípio essencial para atividades reguladas: a definição de normas técnicas deve permanecer sob responsabilidade das agências reguladoras.

Na avaliação da entidade, ao reconhecer essa competência, o STF contribui para manter um ambiente regulatório mais estável, condição considerada fundamental para o funcionamento das operações portuárias e para a atração de investimentos no segmento.

Especialistas analisam impacto para o setor portuário

Especialistas em infraestrutura também destacaram a relevância da decisão. O advogado Diogo Nebias afirmou que a Antaq possui equipe técnica especializada para analisar aspectos operacionais e econômicos do setor portuário, o que justifica a autonomia regulatória da agência.

Segundo ele, o entendimento do STF impede que o TCU suspenda a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega — conhecido no mercado como THC2 — nos terminais de contêineres.

Por outro lado, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em contratos empresariais, observou que o julgamento não tratou diretamente da legalidade da cobrança do SSE. De acordo com ela, o Supremo limitou-se a analisar os limites institucionais da atuação do Tribunal de Contas.

A especialista acrescenta que eventuais questionamentos jurídicos sobre a cobrança ainda poderão ser avaliados pelo Poder Judiciário, caso novas ações sejam apresentadas.

Fonte: Jornal Portuário.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Ilustrativa / Arquivo

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Portos

Porto de Itapoá amplia lucro em 2025 e receita supera R$ 1,4 bilhão

O desempenho operacional do Porto de Itapoá, em Santa Catarina, impulsionou os resultados financeiros do terminal em 2025. O aumento na movimentação de contêineres contribuiu para o crescimento da receita operacional líquida, que atingiu R$ 1,43 bilhão — avanço de 17% em relação a 2024.

O lucro líquido também registrou expansão relevante. No período, o resultado chegou a R$ 584,4 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. Em termos absolutos, o terminal portuário adicionou cerca de R$ 100 milhões ao lucro em relação ao exercício anterior, quando o resultado havia sido de R$ 484,5 milhões.

Movimentação de contêineres fortalece posição do porto

Em 2025, o Porto de Itapoá movimentou aproximadamente 1,45 milhão de TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume reforça a posição do terminal entre os portos mais eficientes da América Latina e entre os principais do Brasil na movimentação de cargas conteinerizadas.

Atualmente, o porto possui capacidade operacional anual de 1,8 milhão de TEUs. A estrutura inclui cerca de 455 mil metros quadrados de área de pátio e 800 metros de cais, permitindo maior agilidade nas operações logísticas e no atendimento às rotas marítimas internacionais.

Novos investimentos ampliam capacidade do terminal

Durante apresentação à Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, realizada no fim de fevereiro, o diretor comercial do porto, Felipe Kaufmann, destacou que o terminal continua ampliando sua estrutura após já ter investido cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações.

Atualmente, o porto está na quarta fase de expansão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de novos equipamentos, ampliação da área de pátio e melhorias na infraestrutura de acessos.

Dragagem permitirá operação de navios maiores

A etapa de expansão também inclui a ampliação da área operacional e a conclusão da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra estratégica para elevar a capacidade logística do terminal.

Com a finalização do projeto, o Porto de Itapoá poderá receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 14 mil TEUs. A ampliação permitirá operações em maior escala, fortalecendo o papel do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária da região Sul.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Dragagem do canal portuário de Itajaí e Navegantes será retomada após contratação emergencial

A dragagem do canal de acesso portuário de Itajaí e Navegantes deve ser retomada após cerca de um mês sem manutenção do calado. A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) concluiu a contratação emergencial do consórcio DTA-Chec, responsável por executar os serviços pelos próximos seis meses.

O contrato, publicado nesta terça-feira pela autoridade portuária, prevê investimento de R$ 44.784.168,97 para a retomada imediata das atividades de manutenção da profundidade do canal portuário, essencial para garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações logísticas na região.

Perda de profundidade preocupa operações portuárias

Durante o período sem dragagem, o canal do rio Itajaí-Açu apresentou redução de profundidade. Levantamento técnico realizado no fim de fevereiro apontou perda de 1,2 metro na bacia de evolução e cerca de 0,5 metro no canal interno, níveis abaixo das cotas mínimas operacionais.

A diminuição do calado compromete a segurança da navegação de navios de grande porte e pode afetar a eficiência das atividades portuárias nos terminais de Itajaí e Navegantes, dois importantes polos logísticos do Sul do país.

Atualmente, a homologação das Menores Profundidades Observadas (MPO) permanece válida até 22 de março, conforme determinação da delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí. A expectativa é que a retomada da dragagem do canal portuário restabeleça as cotas mínimas de operação, estimadas entre 14 metros no canal externo e 13,5 metros no canal interno, incluindo bacias de evolução e berços de atracação.

Dragas serão mobilizadas imediatamente

Para executar o serviço, o consórcio contratado deverá mobilizar de forma imediata a draga TSHD Han Jun 6009, embarcação do tipo hopper utilizada para sucção e transporte de sedimentos. O equipamento possui capacidade de armazenamento de 6.500 metros cúbicos.

Outra embarcação, a TSHD Hang Jun 4019, com capacidade de 4.200 metros cúbicos, poderá ser deslocada para a operação em até dez dias. Ambas as dragas partirão do Rio de Janeiro.

Além desses equipamentos, a empresa disponibilizou a draga Amazone, com capacidade de 2.771 metros cúbicos, atualmente empregada nas obras de alargamento da praia de Piçarras, projeto que já alcançou cerca de 70% de execução.

Licitação busca garantir manutenção por período maior

Mesmo com a contratação emergencial concluída, a Codeba mantém em andamento uma licitação para manutenção da dragagem por um período de um ano. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços até que seja definida a concessão do canal portuário pelo governo federal, garantindo estabilidade operacional ao complexo portuário da região.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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