Logística

Fundo da Marinha Mercante pode financiar ferrovias estratégicas para ampliar eficiência portuária

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou, nesta terça-feira (2), na discussão sobre a utilização do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para apoiar projetos ferroviários ligados à operação portuária. A proposta foi debatida em reunião com autoridades do setor, e o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a integração entre ferrovias e portos é essencial para elevar a competitividade logística do Brasil.

Durante o encontro, o MPor apresentou as diretrizes de um programa desenvolvido em parceria com o Ministério dos Transportes e representantes do setor produtivo. A iniciativa avalia o potencial do FMM — hoje voltado à navegação e à infraestrutura portuária — para financiar trechos ferroviários que conectem diretamente portos ou corredores logísticos estratégicos. Com cerca de R$ 24 bilhões disponíveis, o fundo tem condições de apoiar obras que reduzam custos logísticos e ampliem a eficiência operacional.

Programa nacional de crédito deve ser anunciado em janeiro
Segundo Silvio Costa Filho, o governo trabalha para lançar, ainda em janeiro, um programa nacional de crédito voltado ao financiamento de ferrovias estratégicas voltadas à operação portuária. “Estamos estruturando um grande programa de fortalecimento do financiamento ferroviário com apoio do Fundo da Marinha Mercante. Quando a ferrovia chega ao porto, ganhamos capacidade, reduzimos custos e fortalecemos todo o setor portuário”, afirmou o ministro.

Conexão entre modais é decisiva para competitividade
O secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, destacou que a ligação entre ferrovia e porto é crucial para o sucesso da Política Nacional de Ferrovias e para a nova carteira de leilões. Ele lembrou que o modal ferroviário responde por grande parcela das exportações brasileiras — cerca de 95% do minério de ferro e 40% dos granéis agrícolas enviados aos portos passam pelos trilhos.

A reunião também tratou da criação de um mapa integrado que organize ferrovias existentes, obras em andamento e expansões futuras em relação aos portos, permitindo uma priorização técnica mais precisa dos investimentos. Outro ponto discutido foi o aumento da participação de bancos privados no financiamento, com objetivo de ampliar o crédito disponível e acelerar a execução dos projetos.

Ampliação do FMM exigirá análise técnica e deliberação
O MPor ressaltou que o FMM já financia projetos de infraestrutura portuária e aquaviária, e que qualquer ampliação para incluir obras ferroviárias dependerá de avaliação técnica, aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e decisão do Governo Federal.

Participaram da agenda representantes da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), da MoveInfra, da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que contribuíram com análises e perspectivas do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Ferreira/MT

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Aeroportos

BNDES aprova financiamento para infraestrutura aeroportuária com foco em modernização e ampliação

O BNDES aprovou R$ 4,64 bilhões em financiamento para o plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos administrados pela concessionária Aena Brasil, incluindo o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A operação, estruturada no modelo project finance non-recourse, é uma das maiores já direcionadas ao setor aeroportuário no país e prevê que o pagamento seja feito com as receitas geradas pelos próprios projetos.

Investimentos fortalecem infraestrutura e aviação regional
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o apoio reforça o compromisso do governo federal em modernizar a infraestrutura do setor aéreo. Segundo ele, ampliar a capacidade operacional e melhorar o conforto dos passageiros estimula o turismo, impulsiona a economia e gera novos empregos.

O pacote financeiro inclui R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem, além de uma oferta pública de debêntures coordenada pelo BNDES e Banco Santander. Ao todo, o montante destinado à Aena chega a R$ 5,7 bilhões. Os investimentos contemplam aeroportos nos estados de SP, MS, PA, MG e no interior do país, reforçando a aviação regional.

Obras devem ser concluídas até 2028
A iniciativa viabiliza a execução da Fase I-B dos contratos de concessão, que reúne os principais investimentos estruturais, como ampliação de áreas operacionais e adequação de infraestrutura. As obras devem ser finalizadas até junho de 2028 no Aeroporto de Congonhas e até junho de 2026 nos demais terminais. A expectativa é de geração de mais de 2 mil empregos durante a implantação e cerca de 700 vagas permanentes após a conclusão.

Congonhas receberá o maior volume de recursos
O Aeroporto de Congonhas receberá aproximadamente R$ 3,3 bilhões. O projeto inclui a expansão do terminal de passageiros de 61 mil m² para 134 mil m², a instalação de sete novas pontes de embarque, melhorias no embarque remoto e o aumento das áreas comerciais para 43 mil m².

Demanda crescente reforça necessidade de expansão
De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, os aportes acompanham a expansão do transporte aéreo no país. Em 2024, os 11 aeroportos administrados pela Aena movimentaram 27,5 milhões de passageiros, representando 12,8% do tráfego nacional e superando em 3% o nível pré-pandemia.

O mecanismo financeiro desenvolvido pelo BNDES permitirá que a Aena refinancie sua dívida futuramente com condições mais competitivas, reduzindo custos e o risco de rolagem. A operação recebeu rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, o mais alto nível na escala nacional.

Além desses 11 terminais, a Aena também administra outros seis aeroportos no Nordeste que já receberam apoio do banco em operações anteriores.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Investimento

China intensifica investimentos no Brasil e expande portos, energia, transporte e agronegócio

A China amplia sua atuação no Brasil com uma onda de investimentos bilionários em portos, ferrovias, energia e exportações agrícolas. Estatais e grandes conglomerados chineses assumem operações relevantes, compram participações estratégicas e fortalecem sua presença em ativos essenciais para o escoamento de grãos, petróleo e para o transporte de passageiros.

Esse avanço permite que grupos chineses controlem partes importantes da cadeia de exportação agrícola, ao mesmo tempo em que participam de projetos de mobilidade urbana e de geração e transmissão de energia. O movimento ajuda a redesenhar a infraestrutura brasileira e consolida o país asiático como um dos principais parceiros econômicos do Brasil.

COFCO amplia domínio na exportação agrícola
Na exportação de commodities, o avanço mais evidente vem da COFCO, gigante estatal chinesa que atua como uma das maiores tradings de grãos do país. A empresa compra soja, milho e açúcar, opera terminais portuários e possui estruturas logísticas que conectam o campo ao embarque internacional.

Em Santos, a companhia já operava dois terminais e utilizava instalações de terceiros. Em março, iniciou a operação parcial do novo terminal TEC (STS11), que será concluído no próximo ano. Com ele, a capacidade da empresa no porto passa de 4 milhões para 14 milhões de toneladas anuais, tornando o local seu maior terminal fora da China.
A mudança reduz custos logísticos e reforça o peso dos investimentos chineses no agronegócio brasileiro.

CM Ports avança em portos estratégicos
No setor de contêineres, a presença chinesa também se destaca. Cerca de 11% dos contêineres movimentados no Brasil passam pelo TCP, em Paranaguá (PR), terminal controlado desde 2018 pela estatal CM Ports, uma das maiores operadoras globais do segmento.

Em novembro, a empresa fechou um acordo com o governo brasileiro para expandir ainda mais o terminal. O pacote de investimentos deve elevar a capacidade operacional e fortalecer a influência chinesa na logística de comércio exterior.

A ofensiva vai além dos contêineres. No Porto do Açu (RJ), responsável por aproximadamente 30% das exportações de petróleo do país, a CM Ports assinou em fevereiro de 2025 um acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo – negócio ainda sujeito à aprovação regulatória. Se concluído, ampliará o domínio chinês na logística do setor petrolífero brasileiro.

CRRC se firma no transporte de passageiros
Os investimentos chineses também chegam ao transporte sobre trilhos. A concessão do trem intercidades entre São Paulo e Campinas, leiloada em 2024, foi vencida por um consórcio formado pela brasileira Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%). O projeto prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos.

A CRRC será responsável pela implantação do sistema e pela fabricação dos trens. Além disso, venceu em 2025 a licitação para fornecer 44 novos trens ao Metrô de São Paulo, em um contrato de R$ 3,1 bilhões, com montagem prevista em Araraquara.

Essas iniciativas mostram como o Brasil incorpora a expertise da China em grandes projetos ferroviários e metroviários.

Energia e petróleo reforçam a rede integrada chinesa
No setor de energia, as estatais chinesas ocupam posições centrais. A State Grid controla a CPFL, que atua na distribuição elétrica, enquanto a CTG (China Three Gorges) participa da geração de energia no país. Ambas utilizam tecnologias e componentes produzidos pela própria indústria chinesa, criando um ciclo integrado de produção e operação.

No petróleo, petroleiras como CNPC e Sinopec operam em campos brasileiros, contribuindo para o fluxo que chega ao Porto do Açu – justamente o terminal que a CM Ports busca controlar.

Essa interligação de empresas evidencia um sistema integrado de investimentos, do qual a China se beneficia ao operar múltiplas etapas da cadeia energética e logística.

Um novo cenário para a infraestrutura brasileira
Especialistas apontam que a China consolidou sua economia com investimentos robustos em portos, ferrovias e metrôs, desenvolvendo empresas com grande capacidade técnica e acesso a financiamento. A expansão para países com déficit de infraestrutura, como o Brasil, segue essa estratégia.

O resultado é um conjunto diversificado de investimentos que vão de portos de grãos e contêineres a terminais de petróleo, linhas de trem e redes elétricas. Em muitos casos, diferentes empresas chinesas alimentam umas às outras, ampliando a atuação do próprio Estado chinês em território brasileiro.

O impacto desse movimento envolve ganhos de infraestrutura, mas também desafios regulatórios e questões sobre dependência externa – elementos que influenciarão o futuro do desenvolvimento nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Logística

Investimento bilionário impulsiona novo complexo logístico em Santa Catarina

O setor portuário de Santa Catarina mantém ritmo acelerado e reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil. No primeiro semestre deste ano, os portos catarinenses movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas de cargas — alta de 5,23% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho supera amplamente o crescimento nacional, que ficou em apenas 1,02%, e coloca Santa Catarina na dianteira entre os estados do Sul, conforme dados da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base na Antaq.

No segmento de contêineres, o avanço foi ainda mais expressivo: 12,4%, somando 1,34 milhão de TEUs, equivalente a 19,2% da movimentação nacional. A Portonave, em Navegantes, responde por parcela significativa desse resultado, ao atingir 4,8 milhões de toneladas no semestre e seguir como o terceiro maior terminal de contêineres do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. A empresa confirmou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos até 2026, com foco na expansão da capacidade operacional e na adaptação para receber navios de até 400 metros, reforçando o litoral catarinense como um dos corredores logísticos mais estratégicos da América do Sul.

Novo complexo logístico marca fase de transformação em Navegantes

O crescimento dos portos impulsiona diretamente o mercado de galpões industriais e parques logísticos, que vive um dos períodos mais aquecidos da história em Santa Catarina. A taxa de vacância está próxima de 3%, enquanto o valor do metro quadrado acumulou valorização superior a 300% na última década, segundo consultorias especializadas.

Entre os projetos que simbolizam essa nova etapa está o Ciway 470, um complexo logístico de padrão internacional em construção em Navegantes. Desenvolvido pela Ciway, do Grupo Saes, o empreendimento Triple A reúne certificação ambiental LEED e tecnologia IoT para gestão operacional. Com mais de 200 mil m² de área construída em um terreno de 250 mil m², o Ciway 470 é hoje a maior estrutura logística do Sul do Brasil. São 94 módulos flexíveis, variando de 1,8 mil a 6 mil m², destinados a operações de comércio exterior, e-commerce e transporte de cargas. O complexo está posicionado entre os portos de Navegantes e Itajaí, com acesso direto às BRs 101 e 470.

Estrutura sustentável e ambiente corporativo completo

O projeto prioriza práticas de logística verde, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED, ventilação natural e sistemas inteligentes de eficiência energética. A infraestrutura corporativa inclui centro administrativo, área gastronômica, lounge de convivência, quadra poliesportiva, ambulatório e um HUB corporativo de 5 mil m², com restaurantes, salas comerciais, heliponto e auditório.

Para Lucas Saes, diretor administrativo do Grupo Saes, o momento exige uma nova postura do setor:
“O avanço do setor portuário catarinense tem reorganizado toda a cadeia logística. Os novos complexos precisam oferecer infraestrutura integrada, reduzir custos e atender padrões ambientais internacionais.”

Ambiente tributário competitivo atrai novos investimentos

Além da localização estratégica e da infraestrutura avançada, Santa Catarina se destaca pelo ambiente tributário favorável. O estado opera com alíquotas reduzidas de ICMS, enquanto municípios como Navegantes praticam ISS de 2%, uma das menores taxas do país. Esses fatores têm atraído indústrias, operadores logísticos e centros de distribuição para o litoral norte.

“Quando falamos de infraestrutura logística, eficiência também está ligada à qualidade de vida das pessoas que fazem tudo acontecer”, completa Saes.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grupo Saes/Divulgação/ND Mais

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Sem Categoria

Ministério de Portos e Aeroportos atualiza normas para reemissão de debêntures incentivadas

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou nesta quinta-feira (27), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 708/2025, que moderniza as regras para reemissão de debêntures incentivadas e debêntures de infraestrutura. A nova norma revisa a Portaria nº 419/2024, responsável por regulamentar a emissão desses títulos voltados a projetos prioritários de logística e transporte.

Reemissão será permitida apenas para o mesmo investimento

De acordo com o texto, a reemissão só poderá ocorrer quando destinada ao mesmo projeto originalmente financiado. A medida permite que empresas aproveitem condições mais favoráveis do mercado.
Um exemplo citado pela pasta: caso uma concessionária tenha emitido R$ 1 bilhão em debêntures com juros de 10% ao ano para modernizar um aeroporto, e dois anos depois o cenário indicar juros de 8%, será possível reemitir os títulos para o mesmo ativo, obtendo vantagens financeiras.

A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, destaca que a mudança busca estimular o refinanciamento em um ambiente econômico dinâmico. Segundo ela, a iniciativa torna a captação de recursos mais competitiva e favorece a realização de novos investimentos estruturantes no país.

Quitar a dívida anterior será obrigatório

Para emitir novos títulos, a empresa deverá obrigatoriamente liquidar a dívida original — seja com recursos da nova operação ou por outros mecanismos.
Conforme explica Venceslau, impedir a renovação das emissões limitaria a flexibilidade financeira típica de grandes projetos de infraestrutura, frequentemente expostos a variações econômicas.

Entenda as debêntures incentivadas e de infraestrutura

As debêntures incentivadas, criadas pela Lei 12.431/2011, funcionam como títulos de dívida de longo prazo que oferecem benefícios fiscais aos investidores e ajudam a financiar obras de grande impacto.

Em 2024, o Governo Federal reforçou esse instrumento com a aprovação da Lei 14.801, responsável por instituir as debêntures de infraestrutura. A novidade ampliou a capacidade de atração de investimentos. Apenas entre agosto de 2024 e outubro de 2025, cerca de R$ 3,7 bilhões foram destinados a projetos portuários por meio do programa.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Logística

Novo Plano Nacional de Logística 2050 prioriza sustentabilidade, limites fiscais e efeitos da reforma tributária

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 deve ser concluído até o fim do ano com uma abordagem totalmente reformulada. Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, o documento passa a incorporar limitações fiscais, critérios de sustentabilidade e impactos da reforma tributária. A meta é transformar o plano em uma política de Estado “estável e duradoura”, após seis consultas públicas.

Instrumento central para mapear demandas e oportunidades nos modais rodoviário, ferroviário e aquaviário, o PNL agora utiliza séries históricas completas dos manifestos de carga (MDF-e), combinadas com algoritmos avançados para mapear origem, destino e fluxos logísticos reais.

Sustentabilidade e responsabilidade fiscal entram no planejamento

Santoro destacou que o novo PNL elimina projetos ambientalmente inviáveis e considera a realidade orçamentária do país. “Não adianta planejar quase um trilhão de obras se não há recursos para isso. E não faz sentido incluir no plano projetos que nunca receberiam licença ambiental”, afirmou.

A construção do documento também envolveu a participação do setor produtivo. Pesquisas qualitativas ouviram empresas para identificar gargalos logísticos e intenções de investimento nos territórios.

Reforma tributária e recuperação da lógica de transporte

O secretário ressaltou que a reforma tributária oferece a chance de corrigir distorções provocadas por incentivos fiscais que alteraram o fluxo natural da carga. Com a simplificação tributária, a expectativa é fortalecer hidrovias, cabotagem, portos e conexões intermodais.

Financiamento e fortalecimento da cabotagem

Durante o mesmo evento, a diretora de infraestrutura do BNDES, Luciana Costa, reforçou que o financiamento de longo prazo é essencial, mas limitado. O banco tem ampliado o uso de debêntures de infraestrutura, reduzindo riscos e estimulando o mercado de capitais.

O presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, destacou o papel estratégico do Rio de Janeiro no desenvolvimento nacional, citando projetos em andamento e o potencial do Porto de Itaguaí, que deve ser favorecido pelo futuro Ferroanel em São Paulo.

Bastos e representantes da Firjan defenderam a expansão da cabotagem, considerada um modal estratégico diante da extensa costa brasileira. A expectativa é que a reforma tributária reduza burocracias e ajude a consolidar a chamada Lei do Mar, destinada a impulsionar o transporte marítimo entre portos nacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Transporte

Ministério dos Transportes apresenta carteira de projetos e novas concessões ferroviárias para 2026

O Ministério dos Transportes lança nesta terça-feira (25) a Política Nacional de Concessões Ferroviárias e a nova carteira de projetos da pasta para 2026. O evento ocorre às 10h, com participação do ministro Renan Filho.

A pasta prevê realizar, no próximo ano, oito leilões de ferrovias, com potencial para movimentar mais de R$ 600 bilhões em investimentos. Serão cerca de 9 mil quilômetros de trilhos concedidos à iniciativa privada.

No setor rodoviário, estão previstos 14 editais de concessão, somando 7,3 mil quilômetros de rodovias e investimentos estimados em R$ 158 bilhões.

Projetos ferroviários e entraves

Os projetos que serão apresentados incluem empreendimentos já anunciados ao longo deste ano, como o corredor Fico-Fiol, a Ferrogrão, a EF-118 (Espírito Santo–Rio de Janeiro), o corredor Minas–Rio de Janeiro e a relicitação da Malha Sul.
Apesar do avanço das discussões, todos ainda enfrentam entraves regulatórios, ambientais e jurídicos antes de chegarem à etapa de leilão.

Carteira rodoviária e repactuações

A carteira de concessões rodoviárias dá continuidade a estudos em andamento, reforçada principalmente por projetos repactuados em acordos consensuais com o TCU, que haviam sido previstos para licitação em 2024.

Segundo o ministério, entre 2023 e 2025, o país terá 21 leilões rodoviários, o maior volume já registrado em uma única gestão.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcio Ferreira/Ministério dos Transportes

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Logística

Ponte Bioceânica alcança 84% de conclusão e aproxima Brasil, Paraguai, Argentina e Chile

A Ponte Bioceânica, que cruza o Rio Paraguai e será um dos principais marcos da integração logística entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, chegou a 84% de execução. A informação foi confirmada durante uma vistoria técnica que evidenciou a dimensão da estrutura que conectará os países pela futura rota internacional.

O acesso de 13,1 km, ligando a BR-267 à cabeceira da ponte em Porto Murtinho, conta com investimento de R$ 574 milhões. O trecho é executado pelo Consórcio PDC Fronteira, formado pelas empresas Caiapó, DP Barros e Paulitec.

Estrutura em ritmo acelerado

Do lado brasileiro, as equipes trabalham simultaneamente em pilares de concreto, instalação de vigas verticais e horizontais e no lançamento das pré-lajes dos viadutos de acesso.
O chamado “trem de avanço” já atingiu 188 dos 350 metros do vão central sobre o Rio Paraguai.

A passarela terá 21 metros de largura, ficará 35 metros acima da calha do rio e contará com 1.300 metros de extensão.

Divisão da obra e previsão de entrega

Com 1.294 metros, a ponte é composta por três segmentos: dois viadutos de acesso, um em cada margem, e um trecho estaiado de 632 metros, onde está o vão central de 350 metros.

A previsão atual é que a ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, seja concluída em fevereiro de 2026 — três meses além do prazo inicial.

Investimento multibilionário paraguaio

A construção integra um megaprojeto de US$ 1,1 bilhão financiado pelo Paraguai para desenvolver os 580 km entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse total, US$ 440 milhões já foram aplicados na conclusão do trecho Carmelo–Loma Plata; US$ 100 milhões financiam a ponte internacional; US$ 354 milhões destinam-se à pavimentação da PY-15 (Picada 500); e US$ 200 milhões atenderão o segmento entre Centinela e Mariscal.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Portos

Porto de Imbituba moderniza Cais 3 com maior obra de sua história

O Cais 3 do Porto de Imbituba está passando pela maior intervenção estrutural desde sua construção em 1979. Com investimento de aproximadamente R$ 95 milhões, a obra visa recuperar, reforçar e ampliar a estrutura portuária, com previsão de conclusão para 2027. A modernização permitirá o recebimento de navios maiores, além de ampliar a capacidade de movimentação de cargas do complexo portuário, que atualmente concentra cerca de 30% das operações do Porto.

A iniciativa está sendo conduzida pela SCPAR Porto de Imbituba, com execução da CEJEN Engenharia e gerenciamento da ESTEL Engenharia, contratadas por meio de licitação. O projeto contempla não apenas o reforço da estrutura atual, mas também a ampliação do comprimento do cais, que passará de 245 para 271 metros. Com a nova configuração, o Porto poderá receber embarcações de até 270 metros de comprimento, frente ao limite atual de cerca de 200 metros. A estrutura contará ainda com novos equipamentos de operação e melhorias no sistema de pavimentação, drenagem e contenção, elevando o padrão técnico e operacional do complexo portuário.

Divisão em quatro fases

A obra foi dividida em quatro etapas principais, que envolvem desde a execução de colunas de contenção até a construção de dolfins, estruturas que ajudam na atracação e amarração dos navios. A intervenção também prevê reforço do solo e da laje, além da pavimentação em concreto da retroárea e a instalação de sistemas modernos de defensas para segurança das embarcações.

Na última fase da obra, será necessário interromper temporariamente as atividades no Cais 3 por até cinco meses, período que está sendo reavaliado para possível redução. Durante essa etapa, os trabalhos se concentrarão no trecho central do berço, impossibilitando a atracação simultânea de navios.

Compromisso ambiental

A modernização do Cais 3 está sendo conduzida com atenção especial às questões ambientais. O Porto mantém uma série de programas de monitoramento, que seguem ativos durante a execução da obra. Entre eles estão o controle da qualidade das águas oceânicas e subterrâneas, o monitoramento da biota aquática, sedimentos, ruídos subaquáticos e do ar, além da gestão de resíduos da construção civil.

Um dos principais destaques é o acompanhamento da presença das baleias-francas, espécie símbolo da região. O Porto de Imbituba realiza o monitoramento das baleias há 17 anos, com observações terrestres e aéreas durante toda a temporada migratória, entre os meses de julho e novembro. As baleias utilizam a costa catarinense como berçário, e a região abriga a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

Durante a execução da obra, estão sendo adotadas medidas adicionais de proteção à espécie. Estão definidas áreas de controle com diferentes níveis de alerta. Se uma baleia for avistada em áreas próximas ao local da obra durante o uso de martelos vibratórios ou bate-estacas, as atividades são suspensas ou alertadas, conforme a proximidade do animal.

“Essa obra simboliza o compromisso do Governo do Estado com a infraestrutura e a competitividade logística de Santa Catarina. A ampliação do Cais 3 é estratégica para atrair novos investimentos, gerar empregos e fortalecer o papel do Porto de Imbituba como um vetor de desenvolvimento regional e nacional, sem abrir mão da sustentabilidade”, destaca o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Porto mais competitivo

A modernização do Cais 3 representa um passo estratégico para o fortalecimento do Porto de Imbituba como um dos principais portos logísticos do Sul do Brasil. Além de atender às demandas crescentes do setor, a obra reforça o compromisso da gestão portuária com a sustentabilidade, a inovação tecnológica e o desenvolvimento regional.

O projeto está sendo realizado inteiramente dentro da área do Porto, sem impacto fora da sua poligonal. A expectativa é de que, ao fim das obras, o complexo portuário amplie significativamente sua capacidade de atendimento, tanto em volume quanto em tipos de cargas, atraindo novos negócios para a região.

“Estamos realizando a maior obra da história do Porto de Imbituba, com foco no futuro da logística portuária em Santa Catarina. A modernização do Cais 3 elevará o padrão técnico do complexo portuário, ampliando sua capacidade de movimentação e permitindo o recebimento de navios maiores e mais modernos. Tudo isso com responsabilidade ambiental e total alinhamento com as melhores práticas de engenharia portuária, afirma Christiano Lopes, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: SCPAR Porto de Imbituba

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