Portos

Porto do Rio Grande registra 3,1 mil embarcações e reforça recuperação após enchentes

O Porto do Rio Grande recebeu aproximadamente 3,1 mil embarcações ao longo de 2025, consolidando a recuperação das atividades após os impactos causados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado. Os números foram apresentados durante o programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha Zona Sul, realizado na sala de operações do complexo portuário.

De acordo com o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Almeida, o volume contempla todos os navios e embarcações que acessaram o porto neste ano. Considerando também os terminais de Pelotas e Porto Alegre, administrados pela estatal, a movimentação se aproxima de 4 mil embarcações.

Os dados evidenciam a retomada da movimentação de cargas e o restabelecimento gradual das operações logísticas após os prejuízos provocados pelas enchentes históricas de 2024.

Projeto aproxima comunidade das atividades portuárias

Além dos resultados operacionais, a Portos RS destacou os avanços do projeto Minha Cidade Tem Um Porto, criado para fortalecer a conexão entre a população e o ambiente portuário.

A iniciativa promove visitas guiadas, ações educativas e atividades voltadas principalmente para estudantes da região. Segundo o diretor institucional da Portos RS, Sandro Oliveira, o objetivo é ampliar o conhecimento da comunidade sobre a importância econômica e social dos portos.

Ele afirma que, historicamente, os portos mantinham uma relação mais restrita com o público externo. Hoje, porém, a proposta é tornar as operações mais acessíveis e aproximar moradores da realidade do setor.

Participação de estudantes fortalece vínculo com o porto

Conforme Oliveira, praticamente todas as escolas das redes municipal e estadual da região já participaram das atividades do projeto. A iniciativa tem contribuído para ampliar o entendimento da população sobre o papel estratégico do porto no desenvolvimento regional.

O diretor destacou ainda que estudantes têm levado discussões sobre o complexo portuário para dentro das salas de aula e até apresentado sugestões relacionadas à infraestrutura utilizada por caminhoneiros e profissionais que atuam na área.

Para ele, esse envolvimento demonstra que a importância do porto está cada vez mais presente no cotidiano das famílias da região Sul do estado.

Novo sistema de radar ampliará controle do tráfego marítimo

Outro destaque foi a implantação do Vessel Traffic System (VTS), tecnologia baseada em radar que permitirá monitoramento mais preciso das embarcações que circulam pelo canal de acesso ao porto.

O sistema está sendo implementado pela Portos RS desde o ano passado e terá a função de acompanhar o fluxo de navios, aumentar a eficiência operacional e reforçar a segurança da navegação.

Segundo Bruno Almeida, o elevado número de atracações registradas no complexo é um dos fatores que justificam o investimento na nova ferramenta de monitoramento.

Dragagens avançam e recuperam hidrovias gaúchas

As obras de dragagem nas hidrovias do Rio Grande do Sul também seguem em ritmo acelerado. De acordo com o diretor de Infraestrutura da Portos RS, Lucas Cardoso, cerca de 13 milhões de metros cúbicos de sedimentos já foram retirados dos canais de navegação.

O volume representa aproximadamente 65% da meta estabelecida no programa estadual de recuperação das hidrovias, criado para restaurar as condições de navegabilidade comprometidas pelas enchentes de 2024.

Atualmente, três frentes de trabalho atuam simultaneamente em diferentes regiões, com foco no fortalecimento da logística e no escoamento de cargas para os portos gaúchos.

Destinação de sedimentos segue critérios ambientais rigorosos

O diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, explicou que todo o material retirado durante as dragagens é destinado a áreas previamente licenciadas e acompanhadas por órgãos ambientais.

No caso do Porto do Rio Grande, os sedimentos são descartados em uma área localizada a cerca de 20 quilômetros da costa, em local considerado seguro para evitar impactos ambientais. Nas hidrovias interiores, o material é depositado em pontos afastados dos canais de navegação, reduzindo o risco de novos processos de assoreamento.

Segundo Ilha, as operações contam com monitoramento permanente da qualidade da água, da fauna, da flora e da dispersão dos sedimentos, garantindo o cumprimento das exigências ambientais.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Acervo Porto RS/Divulgação

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Portos

Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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Portos

Porto Itapoá celebra 15 anos com recordes operacionais e novos investimentos em expansão

O Porto Itapoá completou 15 anos de operações nesta terça-feira (16) consolidado entre os principais terminais portuários do Brasil. Em 2025, o empreendimento alcançou a terceira posição nacional em movimentação de contêineres, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), reforçando sua relevância para o comércio exterior brasileiro.

Além do desempenho operacional, o terminal também se destaca pela qualidade no relacionamento com clientes, mantendo por dez anos consecutivos a liderança em satisfação entre os portos do país, segundo avaliação do Instituto Íbero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC).

Crescimento acelerado marca trajetória do terminal

Desde o início das atividades, em 2011, o Porto Itapoá passou por uma ampla transformação estrutural. O terminal iniciou sua operação com capacidade para movimentar aproximadamente 350 mil TEUs por ano e, após sucessivos ciclos de investimentos, atingiu capacidade anual de 1,8 milhão de TEUs.

Ao longo dos últimos anos, cerca de R$ 3 bilhões foram aplicados diretamente na ampliação da infraestrutura, aquisição de equipamentos modernos e modernização dos processos operacionais.

Somente em 2025, o porto movimentou 1,5 milhão de TEUs, ultrapassando a marca histórica de 10 milhões de TEUs acumulados desde sua inauguração.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a empresa se consolidou como uma das estruturas mais modernas e eficientes da América do Sul, resultado de investimentos contínuos e planejamento de longo prazo.

Nova fase de expansão amplia capacidade operacional

Atualmente, o Porto Itapoá executa sua quarta etapa de expansão, projeto que visa preparar o terminal para acompanhar o crescimento da demanda logística nas próximas décadas.

Entre as obras em andamento está a implantação de uma nova área de pátio com 120 mil metros quadrados, cuja conclusão está prevista para 2026. O terminal também concluiu a construção de um novo gate com oito pistas de acesso, que deverá entrar em funcionamento nos próximos meses.

O plano inclui ainda a incorporação de novos equipamentos, como RTGs, scanner de cargas e o oitavo portêiner da operação, que já chegou à cidade e deve iniciar suas atividades em breve.

Dragagem da Baía da Babitonga transformará operações marítimas

Um dos projetos mais estratégicos para o futuro do Porto Itapoá é a obra de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga.

Iniciada em 2025, a dragagem deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, elevando a profundidade do canal para até 16 metros. Com isso, o complexo portuário da região ganhará condições para receber navios de grande porte com capacidade máxima de carga.

A expectativa é que o complexo da Babitonga se torne o primeiro do país apto a operar embarcações de até 366 metros de comprimento totalmente carregadas, ampliando a competitividade logística do Sul do Brasil.

Investimentos fortalecem comércio exterior e logística

A ampliação da infraestrutura permitirá a atração de novas rotas marítimas e o aumento da eficiência das operações de importação e exportação.

Segundo a direção do terminal, os ganhos de escala deverão beneficiar empresas brasileiras, reduzindo custos logísticos e ampliando a integração do país com importantes corredores internacionais de comércio.

Desenvolvimento econômico impulsiona crescimento de Itapoá

A evolução do Porto Itapoá também teve reflexos diretos no desenvolvimento econômico do município.

Entre 2010 e 2022, Itapoá foi a cidade que mais cresceu em Santa Catarina e a quinta com maior crescimento populacional do Brasil. No mesmo período, a arrecadação municipal avançou de R$ 35 milhões para cerca de R$ 380 milhões anuais.

Atualmente, o terminal gera aproximadamente 2 mil empregos diretos e outros 8 mil indiretos, contribuindo para a geração de renda e para a melhoria da qualidade de vida na região.

Projetos sociais e culturais ampliam impacto na comunidade

Além da contribuição econômica, o Porto Itapoá mantém investimentos permanentes em iniciativas voltadas às áreas social, cultural, esportiva, educacional e ambiental.

Em 2025, a empresa destinou R$ 12,9 milhões para projetos incentivados que serão executados ao longo de 2026. O volume coloca a companhia entre as maiores investidoras em ações culturais e sociais de Santa Catarina.

Ao celebrar os 15 anos de atividades, a administração do terminal destaca que o foco permanece voltado para novos investimentos em infraestrutura portuária, inovação, sustentabilidade e fortalecimento da competitividade logística brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos amplia capacidade para receber navios de grande porte após nova dragagem

A dragagem do canal de navegação do Porto de Santos entrará em uma nova fase com a assinatura do contrato para aprofundamento da via aquaviária. A iniciativa permitirá elevar o calado operacional para 16 metros, criando condições para a chegada de embarcações maiores ao principal complexo portuário da América Latina.

Investimento supera R$ 617 milhões

A obra será executada pela empresa Jan de Nul do Brasil, responsável por um contrato de R$ 617,9 milhões firmado junto à Autoridade Portuária de Santos (APS). O cronograma prevê cinco anos de intervenções no canal, além de dois anos destinados à manutenção da nova profundidade operacional.

O projeto marca o primeiro aprofundamento do canal em 14 anos. A última intervenção ocorreu quando o calado foi ampliado para 15 metros. Desde então, o crescimento da frota marítima mundial aumentou a necessidade de adequações para atender navios com maior capacidade de carga.

Expansão do Porto de Santos fortalece logística

De acordo com o presidente da APS, Anderson Pomini, a obra faz parte da estratégia de modernização e expansão do complexo portuário. O objetivo é garantir que a nova geração de navios cargueiros, cada vez maiores e mais eficientes, tenha acesso facilitado aos terminais do porto.

A expectativa é que o investimento contribua para elevar a produtividade das operações e reduzir custos logísticos, fortalecendo a competitividade do setor portuário brasileiro.

Maior calado traz ganhos operacionais

Considerada uma demanda histórica do segmento, a ampliação do calado do Porto de Santos permitirá que as embarcações naveguem com maior volume de carga. Na prática, isso reduz o custo por tonelada transportada e melhora a eficiência das cadeias de exportação e importação.

Os benefícios devem ser percebidos principalmente nos segmentos de contêineres, granéis sólidos e granéis líquidos, responsáveis por grande parte da movimentação do complexo santista.

Além disso, a nova profundidade tende a aumentar a atratividade do porto para armadores internacionais, que vêm incorporando embarcações cada vez maiores às rotas marítimas globais.

Principal porta de entrada e saída do comércio exterior

Responsável por aproximadamente 30% da corrente de comércio do Brasil, o Porto de Santos desempenha papel estratégico na economia nacional. O complexo conta atualmente com 53 terminais, incluindo áreas arrendadas, instalações retroportuárias e terminais privados distribuídos entre os municípios de Santos e Guarujá.

Com a conclusão das obras, a expectativa é que o porto amplie sua capacidade operacional e fortaleça sua posição como principal hub logístico do país.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Porto de Itajaí vai recuperar molhe sul após anos de deterioração e afundamento

Com a retomada dos investimentos em infraestrutura e o crescimento da arrecadação após a federalização, o Porto de Itajaí prepara uma importante obra de recuperação no molhe sul, estrutura fundamental para a proteção do canal de acesso portuário. O projeto prevê a reconstrução do trecho conhecido como “molhe afundado”, localizado na região da Atalaia, que apresenta problemas estruturais desde 2012.

A intervenção ganha relevância diante da previsão de eventos climáticos mais severos nos próximos meses, incluindo a possibilidade de um super El Niño, que pode provocar ressacas e aumentar os riscos de erosão na área.

Obra prevê reconstrução de trecho comprometido

O projeto básico foi concluído no fim de 2025 e avançou neste ano para a fase de contratação da obra, estimada em R$ 3,1 milhões. A publicação do edital depende apenas da autorização da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), atual responsável pela administração do porto.

A expectativa é que os trabalhos sejam executados em um prazo de quatro meses após a contratação.

O plano contempla a recuperação de aproximadamente 100 metros da cabeceira do molhe sul, incluindo reforço estrutural, recomposição das áreas afetadas pelo afundamento e nova pavimentação do trecho.

Estrutura receberá pedras e tetrápodes de concreto

Para aumentar a resistência da barreira marítima, a obra utilizará grandes blocos de rocha e tetrápodes de concreto, estruturas conhecidas popularmente como “pés de galinha”, amplamente empregadas em obras de contenção costeira.

Cada unidade terá peso médio de 7,5 toneladas e será posicionada de forma intertravada para garantir maior estabilidade e capacidade de dissipação da força das ondas.

O projeto prevê ainda o reaproveitamento de materiais já existentes no local, incluindo blocos estruturais e rochas atualmente localizadas no molhe norte. Ao todo, serão utilizados mais de quatro mil metros cúbicos de material na recuperação.

Intervenção busca evitar avanço dos danos

O principal objetivo da obra é restaurar a capacidade de proteção do molhe sul, reduzindo os impactos da ação marítima e evitando o agravamento do processo de erosão.

A área apresenta problemas há mais de uma década e sofreu um agravamento em 2023, quando o rompimento da camada asfáltica resultou na formação de uma grande cratera sobre a estrutura.

Segundo os estudos técnicos, as melhorias realizadas entre 2000 e 2006, que incluíram o reforço e a elevação do molhe, além da instalação de mais de dois mil tetrápodes, mantiveram a estrutura em condições adequadas ao longo dos anos. No entanto, a região da cabeceira passou a exigir uma intervenção específica para garantir sua integridade.

Previsão de eventos climáticos aumenta urgência da obra

A recuperação do molhe ganha importância adicional diante dos alertas meteorológicos para o segundo semestre. A possibilidade de ocorrência de um El Niño intenso acende o sinal de atenção para episódios de ressaca e condições climáticas extremas que podem comprometer ainda mais a estrutura.

Recentemente, a vereadora Anna Carolina (Republicanos) solicitou informações sobre a situação do molhe sul e cobrou medidas preventivas para proteger o complexo portuário.

A parlamentar destacou que a estrutura exerce papel estratégico para a economia local, ao garantir a segurança operacional do porto e a proteção da atividade portuária, considerada um dos principais motores econômicos de Itajaí.

Novo momento financeiro impulsiona investimentos

A recuperação do molhe sul passou a figurar entre as prioridades da gestão após a transferência da administração para a Codeba.

As minutas do edital e do contrato já foram elaboradas pelas equipes técnicas e aguardam apenas a autorização formal para o lançamento da licitação. O tema deverá ser analisado em uma próxima reunião da diretoria executiva.

Diferentemente do cenário enfrentado entre 2022 e 2024, quando a escassez de recursos limitava novos investimentos, o porto vive atualmente uma fase de recuperação financeira. Desde a retomada das operações sob gestão federal, o Porto de Itajaí já acumulou faturamento superior a R$ 227 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Logística

Hidrovia Paraná-Paraguai: DEME apresenta proposta com tarifa 17% menor e tenta reabrir licitação

A empresa belga DEME voltou a se movimentar na disputa pela concessão da Hidrovia Paraná-Paraguai, mesmo com o processo licitatório já em fase avançada e com a concorrente Jan De Nul previamente selecionada para o contrato de dragagem e balizamento da chamada Hidrovia Troncal da Argentina.

Em uma carta encaminhada ao ministro da Economia argentino, Luis Caputo, a companhia defendeu a reavaliação das condições da licitação e apresentou uma proposta que prevê redução significativa nos custos operacionais para os usuários da via navegável.

Empresa questiona piso tarifário da licitação

No documento, assinado por Steven Bouckaert, gerente-geral da DEME NV, a empresa afirma que não conseguiu apresentar sua melhor oferta devido à existência de um piso tarifário considerado elevado.

Segundo a companhia, a tarifa mínima estabelecida no processo atual supera os valores ofertados pela DEME em uma licitação anterior, realizada em 2025 e posteriormente cancelada, mesmo incluindo um escopo mais amplo de serviços.

A avaliação da empresa é de que a exigência tarifária encarece de forma artificial os custos da operação para usuários da hidrovia, incluindo exportadores argentinos e empresas ligadas ao comércio internacional.

Nova proposta prevê economia bilionária

Como alternativa, a DEME propôs a realização de uma nova concorrência com condições econômicas mais competitivas.

A empresa ofereceu uma tarifa máxima de US$ 4,77 por NRT, valor 17,4% inferior ao piso atualmente previsto, de US$ 5,78 por NRT. A proposta mantém todas as atividades exigidas no edital, incluindo os serviços de dragagem e sinalização.

De acordo com os cálculos apresentados pela companhia, a redução poderia representar uma economia acumulada de pelo menos US$ 2,5 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão.

A empresa argumenta ainda que, somada à redução de 15% já prevista no processo em andamento, a nova proposta poderia diminuir os custos operacionais em aproximadamente 30% em comparação aos níveis atuais.

DEME prepara projeto alternativo

Além de questionar as regras da licitação, a companhia informou que está desenvolvendo uma iniciativa privada baseada na legislação argentina para apresentar uma alternativa formal ao projeto em curso.

Segundo a empresa, estudos técnicos e econômicos estão sendo concluídos para demonstrar a viabilidade da proposta e sua aderência às necessidades da hidrovia.

A DEME sustenta que, caso o piso tarifário seja mantido, os usuários da via fluvial poderão pagar cerca de 21% acima do valor considerado compatível com as condições de mercado.

Apoio de empresas e investidores dos Estados Unidos

Outro ponto destacado pela DEME é o apoio de grupos empresariais norte-americanos ao projeto.

Além da assinatura de Bouckaert, o documento conta com o respaldo de executivos ligados a companhias dos Estados Unidos, entre eles representantes da Great Lakes Dredge & Dock Company, da Clear Street e da KKR.

Embora essas empresas não integrem formalmente a proposta apresentada na licitação, elas manifestaram disposição para fornecer suporte financeiro e operacional caso a iniciativa avance.

Projeto é apresentado como estratégico para Argentina e EUA

Na avaliação dos signatários, a modernização da Hidrovia Paraná-Paraguai possui importância estratégica para o comércio exterior argentino, além de contribuir para a atração de investimentos privados.

A carta destaca ainda que uma eventual participação de investidores norte-americanos no projeto fortaleceria as relações econômicas entre Argentina e Estados Unidos e serviria como sinal de confiança nas reformas econômicas promovidas pelo governo de Javier Milei.

O documento também menciona apoio político do governo do presidente Donald Trump à proposta defendida pela DEME.

FONTE: La Nación
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Itajaí amplia movimentação de cargas em 40% e avança com plano de investimentos

O Porto de Itajaí segue em trajetória de crescimento e consolida sua recuperação operacional após a retomada da administração pelo Governo Federal. Além da expansão no volume de cargas movimentadas, o complexo portuário se prepara para receber novos investimentos por meio da futura concessão do Canal de Acesso Aquaviário, iniciativa que prevê aportes de R$ 311 milhões ao longo dos próximos 25 anos.

Os números mais recentes refletem esse cenário positivo. Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o terminal manteve o ritmo de expansão em 2026. Entre janeiro e abril, foram registradas 1,67 milhão de toneladas transportadas, resultado que representa avanço de quase 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, o volume alcançou 430,3 mil toneladas, um crescimento de 57% frente ao registrado no mesmo mês de 2025, de acordo com dados do complexo portuário.

Concessão do canal prevê R$ 311 milhões em investimentos

Para ampliar a capacidade logística e permitir a operação de embarcações de maior porte, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) trabalham na realização do leilão do Canal de Acesso Aquaviário do Porto de Itajaí.

A iniciativa será o segundo leilão de canal de acesso público realizado no Brasil e prevê a ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária durante 25 anos.

Segundo o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, o projeto fortalece o novo modelo de gestão da infraestrutura portuária brasileira, já adotado anteriormente no Canal de Paranaguá.

Entre as ações previstas estão dragagem periódica, manutenção contínua da via navegável, modernização da sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário. O objetivo é aumentar a segurança da navegação, garantir maior previsibilidade operacional e ampliar a eficiência logística do porto.

Ao término do contrato, a expectativa é que o canal alcance capacidade para movimentar até 3,43 milhões de TEUs por ano, fortalecendo a competitividade do terminal catarinense no cenário nacional.

Recuperação impulsiona resultados históricos

O desempenho atual é resultado do processo de recuperação iniciado após o retorno da gestão federal do porto. Em janeiro de 2025, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assumiu temporariamente a administração do complexo com a missão de restabelecer as operações e preparar o terminal para um novo ciclo de crescimento.

Os resultados apareceram rapidamente. Entre janeiro e agosto de 2025, o porto movimentou 2,5 milhões de toneladas, volume 127% superior ao registrado durante todo o ano de 2024, quando foram contabilizadas 1,1 milhão de toneladas, segundo a Antaq.

A recuperação ocorre após um período de aproximadamente um ano e meio de paralisação, encerrado em 2023. Desde então, a retomada das atividades, aliada à reestruturação administrativa e ao retorno da confiança do mercado, tem impulsionado a evolução do complexo.

Modernização e ampliação da infraestrutura seguem em andamento

Atualmente administrado pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), o Porto de Itajaí já acumula mais de R$ 227 milhões em faturamento desde a retomada das operações. Os recursos vêm sendo direcionados para a modernização da infraestrutura, novos investimentos e ampliação da capacidade operacional.

Paralelamente, continuam as ações de manutenção do canal de acesso. O terminal opera normalmente e conta com contrato definitivo de dragagem, além do acompanhamento técnico da Marinha do Brasil e da Antaq.

A manutenção das profundidades do canal é considerada estratégica para garantir condições adequadas de navegação e possibilitar o recebimento de navios cada vez maiores, fator essencial para o fortalecimento da logística portuária, da movimentação de cargas e da competitividade do complexo no mercado nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Itajaí recebe maior draga da história para reforçar serviços de dragagem

O Porto de Itajaí iniciou nesta quinta-feira (28) uma nova etapa dos trabalhos de dragagem no canal do Rio Itajaí-Açu com a entrada em operação da embarcação Utrecht, considerada a maior draga já utilizada na história do complexo portuário.

O equipamento passa a atuar na sucção de sedimentos acumulados no canal, ampliando os serviços de manutenção das profundidades operacionais e garantindo melhores condições para a navegação de grandes embarcações.

Nova etapa reforça manutenção do canal portuário

A chegada da Utrecht complementa os trabalhos já realizados nas bacias de evolução, nos berços de atracação e no canal de acesso ao porto. A operação ocorre após a recuperação da profundidade considerada adequada para assegurar segurança nas manobras marítimas.

De acordo com informações técnicas atualizadas pela empresa Hidrotopo, os levantamentos de batimetria confirmaram condições operacionais favoráveis para a continuidade das atividades de dragagem.

Com isso, o Porto de Itajaí amplia a capacidade de monitoramento e manutenção da infraestrutura portuária ao longo de toda a área operacional.

Dragagem é estratégica para operações no Porto de Itajaí

A manutenção das profundidades do canal é considerada essencial para o funcionamento do Complexo Portuário de Itajaí, especialmente para receber navios de grande porte e manter o fluxo das operações logísticas.

Mesmo durante o período de acompanhamento técnico, as atividades portuárias seguiram sem interrupções. O maior navio cargueiro recebido recentemente no porto operou com calado de 12,80 metros, dentro dos limites monitorados pelas equipes técnicas, pela Praticagem e pela Autoridade Marítima.

Trabalho inclui dispersão de lama fluida

As equipes responsáveis pela dragagem também atuam na dispersão da chamada lama fluida, fenômeno comum em regiões estuarinas e áreas portuárias com intensa dinâmica sedimentar, como ocorre no Rio Itajaí-Açu.

A medida busca preservar as condições de navegabilidade e evitar impactos nas operações marítimas.

Porto amplia segurança e competitividade logística

Com a entrada da Utrecht em operação, o Porto de Itajaí fortalece a recuperação das profundidades operacionais e amplia a segurança das manobras de embarcações.

Além de melhorar a eficiência logística, a obra contribui para aumentar a competitividade do complexo portuário e preparar a estrutura para o crescimento da movimentação de cargas nos próximos meses.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí avança com estudos para retirada do navio Pallas do canal de acesso

O Porto de Itajaí oficializa na segunda-feira a assinatura do contrato com a Univali para a elaboração dos estudos técnicos que vão orientar a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado há 133 anos no canal de acesso portuário, próximo ao molhe de Navegantes.

A cerimônia está marcada para as 10h, na Marina Itajaí, e representa um avanço importante no processo de remoção dos destroços, considerado estratégico para a ampliação da estrutura portuária.

Estudos técnicos vão definir método de retirada

A contratação ocorre quase uma década após a identificação da embarcação, localizada em 2017 durante as obras de dragagem para implantação da nova bacia de evolução.

O levantamento terá prazo de dois meses e deverá apontar as condições atuais do casco submerso, além de indicar o procedimento mais adequado para a remoção e a destinação correta do material retirado.

As informações técnicas também vão subsidiar a definição de orçamento e cronograma da futura obra, estimada em aproximadamente R$ 23 milhões, com recursos previstos pelo Ministério dos Portos.

Obra é considerada essencial para ampliação do canal portuário

A retirada do navio Pallas é considerada indispensável para viabilizar a segunda fase das intervenções na bacia de evolução 2, que terá ampliação para 530 metros de diâmetro.

Com a adequação da área, o complexo portuário poderá receber navios de grande porte, com até 400 metros de comprimento. A expectativa é de aumento da capacidade operacional, maior eficiência logística e redução de custos para o setor.

Estrutura histórica terá acompanhamento arqueológico

Os destroços estão localizados entre as boias 9 e 11 do canal de acesso, nas proximidades do porto pesqueiro do bairro Pontal, em Navegantes.

Devido ao valor histórico da embarcação, o Iphan determinou a apresentação de um projeto específico de salvamento arqueológico, que será acompanhado de forma integrada pela autoridade portuária, Marinha do Brasil e pelo próprio instituto.

A iniciativa busca garantir a preservação do patrimônio histórico durante a execução das obras de modernização da infraestrutura portuária.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

TCU aprova concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí com previsão de R$ 300 milhões em investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira (19) a concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões e terá contrato inicial de 25 anos, podendo ser prorrogado por até 70 anos.

A medida busca garantir mais estabilidade operacional para os portos de Itajaí e Navegantes, especialmente em relação aos serviços de dragagem e à manutenção da profundidade do canal, fatores considerados estratégicos para a logística portuária da região.

Projeto busca solucionar problemas de dragagem

A concessão do canal de acesso surge após uma série de interrupções nos serviços de dragagem registrados nos últimos anos. Em abril, a profundidade operacional da área teve redução de cerca de 30 centímetros depois de quase dois meses sem manutenção, conforme atualização da Capitania dos Portos.

Atualmente, o canal possui profundidade de 13,5 metros. A expectativa do governo federal é ampliar esse número para até 16 metros, permitindo a operação de navios maiores e aumentando a competitividade dos portos catarinenses.

A concessão será a segunda desse modelo no Brasil. O primeiro canal de acesso concedido no país foi o do Porto de Paranaguá, leiloado em 2025.

Impactos na logística portuária

A redução da profundidade do canal afeta diretamente a movimentação de cargas, principalmente de contêineres, principal segmento operado nos portos de Itajaí e Navegantes.

Segundo estimativas do setor portuário, as restrições operacionais podem provocar perdas de até 10% na movimentação logística da região, além de dificultar a atracação de embarcações de grande porte.

O serviço de dragagem ficou interrompido no início deste ano e foi retomado apenas em abril, por meio de contrato emergencial com a empresa Van Oord, responsável pela execução dos trabalhos.

Histórico recente de instabilidade no Porto de Itajaí

Além dos desafios operacionais, o Porto de Itajaí também enfrentou mudanças administrativas nos últimos anos. Em janeiro de 2025, após dificuldades financeiras e operacionais, a gestão portuária foi transferida para a Autoridade Portuária de Santos, por decisão do Ministério de Portos e Aeroportos.

Posteriormente, diante de disputas políticas e administrativas na região, o governo federal decidiu repassar a administração para a Codeba.

Governo prepara concessão definitiva do terminal

Paralelamente à concessão do canal de acesso, o governo federal segue trabalhando na modelagem definitiva para a concessão do terminal do Porto de Itajaí. Os estudos do projeto já foram aprovados em 2025.

Inicialmente, a proposta previa uma concessão conjunta do terminal e do canal de acesso, mas o governo optou por separar os ativos.

Atualmente, o terminal é operado temporariamente pela JBS, cujo contrato segue até o final de 2026. A empresa já manifestou interesse em participar do futuro leilão da concessão permanente.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação
Imagem: Reprodução CNN Brasil / Reuters

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