Portos

Porto de Itajaí antecipa draga para reforçar dragagem do canal diante dos efeitos do El Niño

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu antecipar a mobilização de uma draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento deve chegar entre quarta (12) e quinta-feira (13) e integra uma estratégia preventiva diante das condições climáticas associadas ao El Niño e do aumento da descarga do Rio Itajaí-Açu.

A nova campanha de dragagem estava inicialmente programada para ocorrer em setembro, mas foi antecipada pela autoridade portuária. A medida busca preservar a navegabilidade do canal, aumentar a segurança das operações e oferecer maior previsibilidade aos armadores, terminais e demais empresas que integram o trade portuário.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na terça-feira (11) a Autoridade Marítima também ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Porto de Itajaí diz que canal está com 14 metros

A última campanha realizada com uma draga hopper ocorreu no início de junho. Desde então, os trabalhos de manutenção vêm sendo conduzidos também pela draga Njord, que executa dragagem por aspersão ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu.

Nesta terça-feira (11), técnicos da Superintendência do Porto de Itajaí acompanharam presencialmente as operações. Durante a inspeção, foi constatado que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.

A chegada da nova draga deverá ampliar a capacidade de remoção e controle dos sedimentos acumulados no fundo do rio. O equipamento opera por meio da sucção do material, reforçando as ações já realizadas pela Njord.

O Porto de Itajaí monitora os impactos do El Niño sobre as condições do canal desde 10 de junho de 2026. Entre os efeitos identificados está a presença de lama fluida e o aumento da sedimentação.

Nas últimas semanas, o volume de chuvas também contribuiu para elevar o nível e a vazão do Rio Itajaí-Açu. Esse cenário aumenta o transporte de sedimentos em direção ao canal de acesso ao complexo portuário e exige acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a antecipação da campanha representa uma ação preventiva para evitar impactos sobre as operações. “Hoje nossa equipe acompanhou o trabalho da dragagem por aspersão ao longo do canal e verificou que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.”

De acordo com o superintendente, a decisão de antecipar a mobilização, que normalmente ocorreria apenas em setembro, busca garantir segurança à navegação e maior previsibilidade para o mercado.

Monitoramento do canal continua

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que seguirá acompanhando permanentemente as condições do canal. As ações são realizadas em conjunto com a Van Oord e poderão ser ajustadas conforme a evolução das condições climáticas e da sedimentação.

Após a atuação da draga hopper, novos levantamentos deverão ser realizados para avaliar as condições do canal e orientar as próximas medidas de manutenção.

A estratégia adotada pela autoridade portuária tem como foco manter a segurança da navegação, assegurar a continuidade das operações e reduzir possíveis impactos das condições climáticas sobre o Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Divulgação Porto de Itajaí

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Portos

FIESC defende concessão independente da dragagem do Complexo Portuário de Itajaí

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) voltou a defender a publicação, com urgência, do edital para a concessão do canal de acesso aquaviário ao Complexo Portuário de Itajaí. A entidade quer que a gestão da dragagem e da manutenção do canal seja estruturada em um processo separado da operação do terminal terrestre.

A posição foi formalizada em ofício enviado nesta sexta-feira (7) ao ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Para a FIESC, a concessão independente do canal de acesso pode proporcionar maior eficiência e previsibilidade às operações de dragagem, além de aumentar a segurança para operadores, usuários e investidores.

FIESC aponta importância estratégica do canal

O Complexo Portuário de Itajaí tem papel relevante para a economia de Santa Catarina e para as cadeias produtivas brasileiras. Além do Porto de Itajaí, a estrutura reúne a Portonave e outros terminais privados importantes para setores como indústria e agronegócio.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a separação entre a administração do canal e a operação do terminal é necessária para garantir maior autonomia às atividades de dragagem e manutenção.

A entidade avalia que um modelo independente pode evitar que intervenções essenciais à navegação sejam afetadas por eventuais problemas contratuais ou operacionais relacionados ao terminal.

Dragagem precisa ter gestão contínua

Para a FIESC, a manutenção das condições adequadas de navegação deve permanecer como prioridade no complexo portuário. A entidade cita como exemplos o aprofundamento do canal de acesso e a ampliação da bacia de evolução, obras consideradas estruturantes para o funcionamento da atividade portuária.

O presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Maurício Battistella, destaca ainda a necessidade de considerar os efeitos de eventos climáticos extremos na região.

Nesse contexto, a avaliação da entidade é de que o canal do Rio Itajaí-Açu exige um sistema de dragagem permanente, previsível e adaptável, capaz de responder às mudanças nas condições de navegação e às necessidades do complexo.

FIESC pede agilidade na concessão

No documento encaminhado às autoridades, a FIESC também solicita maior celeridade no processo de concessão. A preocupação é evitar que atrasos afetem a navegação e a movimentação portuária da região.

A expectativa apresentada pela entidade é de que a Antaq analise o processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí na próxima quinta-feira (13). Após essa etapa, a previsão é de publicação do edital do leilão.

A federação afirma que continuará disponível para contribuir com os órgãos públicos no aperfeiçoamento da infraestrutura portuária de Santa Catarina, buscando fortalecer a logística, o comércio exterior e o crescimento sustentável da indústria brasileira.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Portos

Antaq mantém processo de concessão do canal portuário de Itajaí e rejeita pedido de suspensão

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu manter o andamento do processo de concessão do canal portuário de Itajaí ao negar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). A decisão consta em nota técnica divulgada na segunda-feira e reforça que não foram encontrados impedimentos legais ou técnicos capazes de justificar a paralisação do projeto, que está na etapa final antes da publicação do edital.

Além de afastar a possibilidade de interrupção do processo, a agência destacou que a SPI não possui legitimidade jurídica para representar institucionalmente a administração portuária nesse tipo de solicitação. Apesar disso, reconheceu a legitimidade técnica da superintendência por atuar diretamente nas operações do porto.

Codeba afirma que pedido não passou pelos trâmites institucionais

Segundo a Antaq, a administração do Porto de Itajaí está vinculada à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) desde a federalização. Por esse motivo, a manifestação encaminhada pela SPI não representa oficialmente a posição da autoridade portuária nem do Ministério de Portos e Aeroportos, responsável pelo poder concedente.

O presidente da Codeba, Antônio Gobbo, informou que não tinha conhecimento do pedido de suspensão. Em manifestação oficial, afirmou que o documento foi elaborado e enviado sem passar pela diretoria executiva nem pelos canais institucionais da companhia, procedimento que será apurado internamente.

Setor empresarial defende continuidade do projeto

A possibilidade de suspensão da concessão do canal portuário mobilizou entidades empresariais de Itajaí e Navegantes na última semana. As associações alertaram que qualquer paralisação poderia ampliar atrasos em um processo que já se arrasta há mais de cinco anos, além de comprometer investimentos considerados essenciais para preservar a competitividade do complexo portuário.

O projeto prevê uma concessão com prazo inicial de 25 anos, podendo ser prorrogada por até 70 anos. Entre os investimentos estimados em aproximadamente R$ 350 milhões estão a dragagem permanente do canal, o aprofundamento para 16 metros, a remoção do navio naufragado Pallas e a conclusão da nova bacia de evolução. As intervenções permitirão a operação de embarcações de até 400 metros de comprimento.

Antaq afirma que estudos foram revisados e exigências do TCU cumpridas

Na análise técnica, a Antaq concluiu que não há fundamentos para interromper a licitação do canal portuário. A SPI defendia a suspensão alegando necessidade de revisar estudos, atualizar cálculos e atender determinações do Tribunal de Contas da União (TCU).

Entretanto, a agência informou que os 27 apontamentos feitos pelo TCU foram integralmente atendidos e validados durante a tramitação do projeto. Também ressaltou que a modelagem da concessão está alinhada ao processo de arrendamento do terminal, enquanto os estudos de engenharia foram atualizados com dados mais recentes. Outro ponto destacado foi a realização de dois ciclos de audiências públicas, garantindo participação da sociedade.

Sustentabilidade financeira e edital seguem em andamento

A Antaq também respondeu às preocupações relacionadas à arrecadação da autoridade portuária. Conforme a nota técnica, a sustentabilidade financeira será assegurada pela integração das receitas provenientes do arrendamento do terminal, com projeções indicando arrecadação superior à estimada como perda já no primeiro ano de operação.

Com o projeto considerado consolidado e aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta segue agora para análise da Procuradoria Federal junto à Antaq. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais adequações, a expectativa é de que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Concessão de canais de acesso impulsiona novo modelo de gestão portuária no Brasil

Os canais de acesso portuário desempenham um papel estratégico para o funcionamento dos portos, embora sejam pouco conhecidos pelo público em geral. São essas vias navegáveis que conectam o mar aos terminais e determinam as condições de entrada e saída das embarcações.

A profundidade dos canais é um dos principais fatores para a operação portuária, pois define quais navios podem atracar com segurança e qual volume de carga conseguem transportar. Quanto maior a capacidade das embarcações, menor tende a ser o custo logístico por tonelada ou contêiner movimentado, tornando os portos brasileiros mais competitivos no comércio internacional.

Além de beneficiar as exportações, a melhoria da infraestrutura também contribui para reduzir os custos das importações e aumentar a eficiência do transporte marítimo.

Novo modelo de concessão reúne serviços em um único contrato

A gestão dos canais de acesso passa por uma transformação com a adoção de um novo modelo de concessão à iniciativa privada. Diferentemente do formato tradicional, baseado em contratos separados para serviços de dragagem, a proposta reúne em um único contrato toda a administração da infraestrutura aquaviária.

O escopo inclui a dragagem, responsável pela manutenção da profundidade dos canais, a sinalização náutica, o gerenciamento do tráfego de embarcações, além da conservação das áreas de manobra e dos locais de fundeio utilizados pelos navios enquanto aguardam autorização para atracar.

Esse modelo busca garantir manutenção contínua da infraestrutura, aumentar a previsibilidade das operações e reduzir restrições que impactam armadores, operadores portuários e exportadores.

Crescimento dos navios exige canais mais profundos

A necessidade de investimentos acompanha a evolução da frota marítima mundial. Nas últimas décadas, os porta-contêineres aumentaram significativamente de tamanho, passando de embarcações com cerca de 300 metros para modelos que chegam a 400 metros de comprimento.

Esses navios possuem capacidade para transportar quase três vezes mais contêineres do que as embarcações utilizadas no início dos anos 2000. Para atender essa nova realidade, os canais precisam oferecer profundidade compatível com o maior calado operacional, permitindo que os navios operem com sua capacidade máxima.

Dragagem fortalece logística e reduz emissões

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que o aprofundamento dos canais traz ganhos importantes para a logística portuária.

Segundo a entidade, canais mais profundos permitem que os navios transportem maior volume de carga por viagem, reduzam o consumo de combustível por contêiner movimentado e contribuam para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Por outro lado, quando a profundidade limita o carregamento ou obriga as embarcações a aguardar condições favoráveis de maré para navegar, parte dessa eficiência é perdida. O resultado é o aumento dos custos operacionais, maior tempo de espera e redução da competitividade dos portos e das cadeias logísticas brasileiras.

A adoção do novo modelo de concessão de canais de acesso busca justamente oferecer maior previsibilidade, elevar a eficiência operacional e preparar a infraestrutura portuária nacional para atender à crescente demanda do comércio marítimo internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Concessão do Porto de Itajaí: Antaq marca audiência pública para o dia 31 de julho

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) agendou para o dia 31 de julho, às 9h30, a audiência pública que integra o processo de concessão do Porto de Itajaí. O encontro será realizado de forma virtual, com transmissão ao vivo pela internet e participação aberta aos interessados.

A decisão foi publicada pela agência na última segunda-feira. A sessão será transmitida via streaming, ficará gravada e poderá ser acessada posteriormente no canal oficial da Antaq no YouTube. Não é necessário realizar inscrição para acompanhar a audiência.

Como participar da audiência

Quem desejar fazer manifestações durante o evento deverá se inscrever pelo WhatsApp (61) 2029-6940, entre 9h e 15h do dia 30 de julho de 2026. As contribuições dos participantes serão realizadas exclusivamente ao vivo, por meio da plataforma Microsoft Teams.

A audiência faz parte da consulta pública destinada ao aperfeiçoamento dos documentos técnicos e jurídicos da futura licitação para a concessão do terminal, responsável pela movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas e carga geral.

Consulta pública segue aberta até agosto

A consulta pública foi aberta em 29 de junho e permanecerá disponível até 13 de agosto. As sugestões devem ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Antaq.

Além disso, a agência mantém disponíveis em seu portal os principais documentos do projeto, incluindo as minutas do edital e do contrato, além dos estudos de viabilidade. A audiência servirá para esclarecer dúvidas e debater as propostas antes da publicação do edital, prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Projeto prevê investimentos superiores a R$ 2,6 bilhões

O modelo de concessão prevê um contrato com duração de 25 anos e investimentos estimados em mais de R$ 2,6 bilhões. O valor global do contrato poderá alcançar cerca de R$ 27 bilhões, enquanto a proposta estabelece um lance mínimo de R$ 136,2 milhões.

Entre as melhorias previstas estão:

  • Ampliação do pátio operacional;
  • Aquisição de novos equipamentos;
  • Modernização da infraestrutura do terminal;
  • Aumento da capacidade de armazenagem e movimentação de cargas.

Concessão do canal portuário também avança

Paralelamente ao projeto do terminal, o governo federal também conduz a concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí. A expectativa é de que o edital seja publicado ainda em 2026, com leilão previsto para ocorrer no terceiro trimestre do ano.

Segundo a Antaq, o processo já passou pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e está na fase de avaliação jurídica pela Procuradoria Federal junto à agência. Após essa etapa, o projeto seguirá para apreciação da diretoria colegiada, responsável pela aprovação final.

Caso receba o aval da diretoria, o edital poderá ser lançado já nos próximos meses.

Dragagem permanente e ampliação do calado estão entre as obras

A concessão do canal portuário também terá duração de 25 anos e prevê investimentos próximos de R$ 350 milhões. O projeto contempla a dragagem permanente do canal e a ampliação do calado para 16 metros, permitindo a operação de embarcações de até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do complexo portuário de Itajaí.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Dragagem no Porto de Santos começa após Justiça liberar contrato com empresa belga

A dragagem do Porto de Santos entrou em uma nova etapa com o início dos trabalhos conduzidos pela empresa belga Jan de Nul. A ordem de serviço foi emitida após a Autoridade Portuária de Santos (APS) conseguir reverter uma decisão liminar que impedia a execução do contrato para o aprofundamento do canal de navegação.

O projeto prevê aumentar em um metro a profundidade do canal, medida considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do maior porto da América Latina.

Liminar foi derrubada e obra recebeu aval do TCU

Os trabalhos começaram na última sexta-feira (17), depois que a Justiça revogou a liminar obtida pela DTA Engenharia. A empresa havia questionado o resultado da licitação, alegando suposta inviabilidade dos preços apresentados pela vencedora.

Antes disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia autorizado a continuidade da concorrência, em decisão tomada no mês de maio, removendo outro obstáculo para o avanço do projeto.

Primeira etapa envolve estudos ambientais e licenciamento

Com a assinatura da ordem de serviço, a Jan de Nul iniciou os estudos técnicos e ambientais exigidos para solicitar o licenciamento ambiental junto ao Ibama.

Essa fase inicial, que contempla a preparação dos documentos necessários para autorização da obra, tem prazo estimado de até 21 meses.

Projeto amplia capacidade do Porto de Santos

Além do aprofundamento do canal de navegação, o contrato inclui a elaboração dos projetos básico e executivo da obra, a execução da dragagem e a manutenção da nova profundidade por um período de até dois anos.

Segundo a APS, a intervenção permitirá que o Porto de Santos receba embarcações de maior porte, aumentando a eficiência logística, fortalecendo a competitividade do complexo portuário e ampliando sua capacidade para movimentação de cargas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Monitoramento dos rios garante segurança da navegação nas hidrovias brasileiras

O acompanhamento constante das condições dos rios é fundamental para manter a navegação nas hidrovias brasileiras e assegurar o transporte de passageiros, cargas e insumos essenciais. A atividade é estratégica, principalmente na Região Norte, onde o transporte hidroviário desempenha papel importante no abastecimento de comunidades com combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos.

Para acompanhar as mudanças nos cursos d’água, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) utiliza um sistema de monitoramento que auxilia no planejamento das operações e na manutenção da infraestrutura hidroviária.

Plano reúne dados para orientar a navegação

O Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) concentra informações sobre o nível dos rios, vazão, profundidade dos canais e outros indicadores hidrológicos. Esses dados permitem avaliar as condições de navegabilidade e orientar decisões relacionadas à circulação segura de embarcações.

As informações também servem de base para definir quando e onde serão necessárias intervenções para manter as hidrovias em operação durante todo o ano.

Variações climáticas influenciam a navegabilidade

As condições dos rios brasileiros sofrem alterações ao longo das estações devido ao regime de chuvas, aos fenômenos climáticos e ao comportamento natural dos cursos d’água.

Nos períodos de estiagem, a redução do volume de água pode dificultar ou restringir a passagem de embarcações em determinados trechos. Já durante as cheias, o aumento da correnteza e as mudanças no leito dos rios também exigem atenção para garantir a segurança da navegação.

Sistema acompanha rios em tempo real

Na Região Norte, o monitoramento ocorre em tempo real, reunindo dados hidrológicos e operacionais que permitem identificar rapidamente áreas com risco de restrições ao tráfego fluvial.

O sistema também considera a influência de eventos climáticos, como o El Niño, que alteram o regime de chuvas e impactam diretamente a dinâmica dos rios da Amazônia.

Com essas informações, os órgãos responsáveis conseguem antecipar ações e reduzir os impactos sobre o transporte hidroviário.

Dados orientam dragagem e sinalização das hidrovias

As informações coletadas pelo monitoramento são utilizadas para planejar serviços de manutenção que preservam as condições de navegabilidade.

Entre as principais medidas estão a dragagem de manutenção, executada por meio do Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma), e a implantação, conservação e ampliação da sinalização náutica, previstas no Plano de Sinalização Náutica (ProSinaqua).

O planejamento baseado em dados contribui para aumentar a segurança da navegação, garantir a continuidade do transporte de passageiros e mercadorias e elevar a confiabilidade das hidrovias brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Dragagem recupera calado operacional do Complexo Portuário de Itajaí

O Complexo Portuário de Itajaí voltou a operar com o calado operacional pleno após a homologação da nova batimetria pela Capitania dos Portos de Itajaí, órgão da Autoridade Marítima. A validação confirma que o canal de acesso ao complexo portuário recuperou as condições ideais de profundidade para a navegação, encerrando um período de restrições provocado pelo assoreamento no Rio Itajaí-Açu.

A medida representa um importante avanço para a logística da região, já que amplia a segurança das operações e devolve maior previsibilidade à movimentação de navios no complexo portuário de Itajaí e Navegantes.

Restrição ocorreu após redução da profundidade do canal

Em maio deste ano, a Marinha do Brasil manteve uma restrição de calado após analisar levantamentos batimétricos que apontaram perda de aproximadamente 30 centímetros de profundidade em alguns trechos do canal de acesso.

O problema foi provocado pelo acúmulo de sedimentos no leito do Rio Itajaí-Açu e pela presença de lama fluida, fenômeno que interfere nas medições convencionais de profundidade; devido a falta de manutenção interrompida entre fevereiro e abril. Na época, a Autoridade Marítima determinou uma folga mínima de 30 centímetros abaixo da quilha das embarcações para garantir a segurança da navegação.

Mesmo com a restrição, o porto permaneceu operando normalmente, sem interrupção das atividades de carga e descarga, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Marinha.

Dragagem devolveu a profundidade ao canal

O trabalho de recuperação do calado operacional, contou com draga Utrecht, uma das maiores embarcações de dragagem em operação no Brasil. Utilizando o sistema hopper, o equipamento realizou a sucção e a retirada dos sedimentos depositados no canal de acesso, acelerando a recuperação das profundidades operacionais. As intervenções permitiram restabelecer as condições de navegabilidade e atender aos parâmetros exigidos pela Autoridade Marítima.

Nova batimetria confirma recuperação do canal

Com a homologação da nova batimetria, ficaram estabelecidas as seguintes Menores Profundidades Observadas (MPO):

  • Canal externo: 14 metros;
  • Canal interno: 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 1 (entre Porto de Itajaí e Portonave): 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 2 (Saco da Fazenda): 13,5 metros.

Nos berços de atracação, as profundidades ficaram entre 13,7 e 13,8 metros no Porto de Itajaí, enquanto a área de atracação da Portonave registrou 12,8 metros.

Os parâmetros homologados têm validade até 10 de setembro de 2026 e permitem a operação de embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de boca, conforme as normas da Marinha do Brasil.

Homologação confirma retomada do calado operacional

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a homologação representa a confirmação oficial de um trabalho técnico que já vinha sendo acompanhado por meio de medições realizadas nas últimas semanas. “Essa homologação confirma o trabalho técnico que vinha sendo realizado pelo Porto de Itajaí. Nós já havíamos retomado o calado operacional há várias semanas, com medições que demonstravam essa condição, e agora recebemos a validação oficial da Autoridade Marítima. Isso significa que o nosso canal de acesso está sem qualquer tipo de limitação de calado e totalmente navegável.”

O porto destaca que eventuais suspensões de manobras de entrada e saída de embarcações podem ocorrer em situações de vento forte, aumento da correnteza ou outras condições climáticas adversas. Nesses casos, a decisão é adotada preventivamente pela Autoridade Marítima, em conjunto com a Praticagem, e não possui relação com a profundidade do canal.

Com informações do Porto de Itajaí e da Marinha do Brasil.

FONTES: Porto de Itajaí / Diarinho

TEXTO: ReConecta

IMAGEM: Porto de Itajaí

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Logística

Concessão de canais portuários amplia eficiência logística e fortalece competitividade das exportações brasileiras

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está avançando na implantação de um programa de concessão de canais de acesso portuário, iniciativa que busca elevar a eficiência da logística nacional e ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

A proposta reúne investimentos em dragagem, manutenção permanente, sinalização náutica, gestão do tráfego aquaviário e concessões específicas para os canais de navegação. O objetivo é permitir a operação de embarcações maiores, aumentar a segurança da navegação e preparar os portos brasileiros para acompanhar o crescimento do comércio marítimo global.

Segundo o ministro Tomé Franca, a modernização dos canais proporciona maior previsibilidade às operações, reduz custos logísticos e fortalece a capacidade de exportação do país.

Canais de acesso são essenciais para a operação dos portos

Embora pouco conhecidos fora do setor portuário, os canais de acesso desempenham papel estratégico na movimentação de cargas. São eles que determinam a profundidade disponível para os navios e, consequentemente, o tamanho das embarcações que podem operar em cada porto.

Quando o canal não possui profundidade suficiente, os navios precisam reduzir a carga transportada ou aguardar condições favoráveis de maré para navegar com segurança. Esse cenário compromete a produtividade das operações e aumenta os custos do transporte marítimo.

A necessidade de modernização tornou-se ainda mais evidente com a evolução da frota mundial de navios porta-contêineres, que hoje alcançam cerca de 400 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 14 mil TEUs — quase o triplo da capacidade das embarcações utilizadas há cerca de duas décadas.

Maior profundidade reduz custos logísticos

A profundidade dos canais define o calado operacional, ou seja, o limite de profundidade necessário para que uma embarcação navegue sem risco de tocar o fundo.

Quanto maior o calado permitido, maior é o volume de carga embarcado em uma única viagem. Isso reduz o custo médio do transporte por tonelada ou por contêiner, tornando os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados internacionais.

Os benefícios se estendem por toda a cadeia logística. Exportadores conseguem ampliar o volume transportado, operadores reduzem custos operacionais e os portos aumentam sua capacidade de movimentação.

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que os navios de grande porte transportam quase três vezes mais contêineres do que modelos utilizados há cerca de vinte anos, além de apresentarem menor consumo de combustível e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Investimentos ampliam capacidade dos portos brasileiros

O novo modelo de concessão teve início com o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, considerado o primeiro desse tipo no Brasil.

O contrato prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão ao longo de 25 anos para administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais de navegação, bacias de evolução e áreas de fundeio.

Outros projetos também avançam dentro do programa. O processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de investimentos acima de R$ 300 milhões.

Além disso, seguem em fase de estudos os projetos para os canais dos portos de Santos, Rio Grande e dos terminais administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Infraestrutura moderna fortalece o comércio exterior

A modernização dos canais portuários é considerada uma medida estratégica para acompanhar a expansão do transporte marítimo internacional. Com infraestrutura mais eficiente, os portos brasileiros poderão receber embarcações de maior porte, aumentar a capacidade operacional e reduzir gargalos logísticos.

A expectativa do governo é que o programa contribua para diminuir os custos de exportação, ampliar a competitividade da produção nacional e consolidar o Brasil como um importante operador no comércio marítimo global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto do Rio Grande registra 3,1 mil embarcações e reforça recuperação após enchentes

O Porto do Rio Grande recebeu aproximadamente 3,1 mil embarcações ao longo de 2025, consolidando a recuperação das atividades após os impactos causados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado. Os números foram apresentados durante o programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha Zona Sul, realizado na sala de operações do complexo portuário.

De acordo com o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Almeida, o volume contempla todos os navios e embarcações que acessaram o porto neste ano. Considerando também os terminais de Pelotas e Porto Alegre, administrados pela estatal, a movimentação se aproxima de 4 mil embarcações.

Os dados evidenciam a retomada da movimentação de cargas e o restabelecimento gradual das operações logísticas após os prejuízos provocados pelas enchentes históricas de 2024.

Projeto aproxima comunidade das atividades portuárias

Além dos resultados operacionais, a Portos RS destacou os avanços do projeto Minha Cidade Tem Um Porto, criado para fortalecer a conexão entre a população e o ambiente portuário.

A iniciativa promove visitas guiadas, ações educativas e atividades voltadas principalmente para estudantes da região. Segundo o diretor institucional da Portos RS, Sandro Oliveira, o objetivo é ampliar o conhecimento da comunidade sobre a importância econômica e social dos portos.

Ele afirma que, historicamente, os portos mantinham uma relação mais restrita com o público externo. Hoje, porém, a proposta é tornar as operações mais acessíveis e aproximar moradores da realidade do setor.

Participação de estudantes fortalece vínculo com o porto

Conforme Oliveira, praticamente todas as escolas das redes municipal e estadual da região já participaram das atividades do projeto. A iniciativa tem contribuído para ampliar o entendimento da população sobre o papel estratégico do porto no desenvolvimento regional.

O diretor destacou ainda que estudantes têm levado discussões sobre o complexo portuário para dentro das salas de aula e até apresentado sugestões relacionadas à infraestrutura utilizada por caminhoneiros e profissionais que atuam na área.

Para ele, esse envolvimento demonstra que a importância do porto está cada vez mais presente no cotidiano das famílias da região Sul do estado.

Novo sistema de radar ampliará controle do tráfego marítimo

Outro destaque foi a implantação do Vessel Traffic System (VTS), tecnologia baseada em radar que permitirá monitoramento mais preciso das embarcações que circulam pelo canal de acesso ao porto.

O sistema está sendo implementado pela Portos RS desde o ano passado e terá a função de acompanhar o fluxo de navios, aumentar a eficiência operacional e reforçar a segurança da navegação.

Segundo Bruno Almeida, o elevado número de atracações registradas no complexo é um dos fatores que justificam o investimento na nova ferramenta de monitoramento.

Dragagens avançam e recuperam hidrovias gaúchas

As obras de dragagem nas hidrovias do Rio Grande do Sul também seguem em ritmo acelerado. De acordo com o diretor de Infraestrutura da Portos RS, Lucas Cardoso, cerca de 13 milhões de metros cúbicos de sedimentos já foram retirados dos canais de navegação.

O volume representa aproximadamente 65% da meta estabelecida no programa estadual de recuperação das hidrovias, criado para restaurar as condições de navegabilidade comprometidas pelas enchentes de 2024.

Atualmente, três frentes de trabalho atuam simultaneamente em diferentes regiões, com foco no fortalecimento da logística e no escoamento de cargas para os portos gaúchos.

Destinação de sedimentos segue critérios ambientais rigorosos

O diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, explicou que todo o material retirado durante as dragagens é destinado a áreas previamente licenciadas e acompanhadas por órgãos ambientais.

No caso do Porto do Rio Grande, os sedimentos são descartados em uma área localizada a cerca de 20 quilômetros da costa, em local considerado seguro para evitar impactos ambientais. Nas hidrovias interiores, o material é depositado em pontos afastados dos canais de navegação, reduzindo o risco de novos processos de assoreamento.

Segundo Ilha, as operações contam com monitoramento permanente da qualidade da água, da fauna, da flora e da dispersão dos sedimentos, garantindo o cumprimento das exigências ambientais.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Acervo Porto RS/Divulgação

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