Portos

Porto de Santos movimenta 109,5 milhões de toneladas entre janeiro e julho de 2026

O Porto de Santos movimentou 109,5 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e julho de 2026, alta de 3,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Autoridade Portuária de Santos (APS).

Do total registrado nos sete primeiros meses do ano, 81,11 milhões de toneladas corresponderam a embarques, crescimento de 3,4% sobre 2025. Já os desembarques somaram 28,45 milhões de toneladas, avanço de 4,2% na mesma comparação.

Movimentação de contêineres cresce 3,9%

O segmento de cargas conteinerizadas também apresentou desempenho positivo no acumulado do ano. Até julho, foram movimentados 3,47 milhões de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O resultado representa crescimento de 3,9% em relação aos sete primeiros meses de 2025, reforçando a importância do complexo portuário para o comércio exterior brasileiro.

Julho registra recuo após recorde histórico

Apesar do crescimento acumulado no ano, a movimentação do Porto de Santos em julho apresentou queda de 3,5% frente ao mesmo mês de 2025.

A comparação ocorre com uma base elevada, já que julho do ano passado registrou o maior volume mensal da história do porto.

Em julho de 2026, foram movimentadas 16,8 milhões de toneladas. Os embarques responderam por 12,4 milhões de toneladas, retração de 4%, enquanto os desembarques alcançaram 4,7 milhões de toneladas, queda de 2,2%.

Contêineres também recuam no mês

A movimentação de contêineres também diminuiu em julho. Foram registrados 523,5 mil TEUs, número 2,1% inferior ao observado no mesmo mês de 2025.

Mesmo com a retração mensal, o desempenho acumulado até julho permanece positivo, com avanço tanto na movimentação geral de cargas quanto no transporte conteinerizado.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Importação

Indústria de celulose e papel do Brasil perde espaço e pede aumento de tarifas de importação

A indústria brasileira de celulose, papel e painéis de madeira perdeu participação no comércio exterior no primeiro semestre de 2026 e passou a defender medidas de proteção contra o avanço das importações. Entre janeiro e junho, as exportações do setor somaram US$ 7,5 bilhões, queda de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025. Em sentido contrário, as importações de papel cresceram 30,5% no mercado brasileiro.

Os dados são da Indústria Brasileira de Árvores, entidade que reúne produtores de celulose, papel e painéis no país. A associação também informou que as vendas do setor para a América do Norte recuaram 22,9%.

Guerras e protecionismo afetam o comércio global

Para Paulo Hartung, presidente da Ibá, o desempenho do semestre reflete uma combinação de conflitos internacionais e do aumento do protecionismo comercial, fatores que vêm alterando as cadeias globais de fornecimento.

Segundo Hartung, parte do excedente produzido em outros países está sendo direcionada para a América Latina, incluindo o Brasil. A estratégia da indústria brasileira, afirma o executivo, é ampliar a presença em diferentes mercados e manter abertas as negociações comerciais para aumentar a participação do país no comércio mundial.

Exportações de celulose recuam

A celulose continuou sendo o principal produto exportado pelo setor. As vendas externas alcançaram US$ 5,2 bilhões no primeiro semestre, enquanto o volume embarcado caiu 10,5%, para 9,4 milhões de toneladas.

A produção, por sua vez, permaneceu praticamente estável, em 13,9 milhões de toneladas.

A China continuou como principal destino da celulose brasileira e respondeu por US$ 2,5 bilhões das exportações do setor no período, embora tenha reduzido suas compras em 2,2%. As vendas para a Europa recuaram 0,3%.

Na América do Norte, os exportadores brasileiros enfrentaram um cenário tarifário mais complexo. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, vigorou uma tarifa de 50% nos Estados Unidos, até que a Suprema Corte americana derrubou as cobranças. Desde então, passou a valer, provisoriamente, uma tarifa universal de 10%.

Papel ganha produção, mas enfrenta avanço das importações

As fábricas brasileiras elevaram a produção de papel em 2,4% no primeiro semestre, para 5,7 milhões de toneladas. As exportações do produto chegaram a US$ 1,2 bilhão, alta de 0,5% na comparação anual.

Apesar disso, o aumento das importações preocupa a indústria nacional. A Ibá apresentou, no fim de julho, um pedido à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para elevar a tarifa sobre o papel cortado, utilizado principalmente nos formatos A4 e A3.

A entidade quer que a alíquota passe de 16% para 30%, limite permitido pela Tarifa Externa Comum do Mercosul.

Segundo a associação, as importações desse tipo de papel cresceram 160% entre janeiro e maio. Ao mesmo tempo, o preço médio do produto importado caiu 14%, para US$ 0,77 por quilo.

Setor recorre ao protecionismo diante da pressão sobre preços

José Carlos da Fonseca Júnior, diretor internacional da Ibá, afirmou que a indústria brasileira historicamente não dependeu de medidas protecionistas e construiu sua presença internacional por meio da competitividade.

Agora, porém, o setor considera necessário recorrer às tarifas diante do avanço de produtos importados vendidos a preços considerados agressivos.

Fonseca Júnior também destacou uma mudança no fluxo comercial. Segundo ele, fibra brasileira exportada para a China pode retornar ao país na forma de papel acabado, comercializado por valores inferiores aos praticados pelos fabricantes nacionais.

Com a perda de acesso ao mercado americano, produtores europeus também passaram a buscar novos destinos para seus produtos.

O Brasil é atualmente o maior exportador mundial de celulose e ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de papel para embalagens. No ano passado, as exportações do segmento ultrapassaram US$ 15 bilhões.

Ibá pede tarifa maior para papel-cartão

A associação também apresentou, em junho, outro pedido relacionado ao papel-cartão, utilizado em embalagens de produtos farmacêuticos, alimentos e itens de higiene.

A tarifa desse produto, estabelecida em 16% em 2024, tem validade até outubro. A Ibá havia solicitado uma alíquota de 25%, mas recebeu autorização para manter os 16%. Agora, a entidade quer elevar a proteção para 35%.

A pressão ocorre em um momento em que os Estados Unidos mantêm tarifas antidumping e compensatórias sobre determinados papéis produzidos na China e na Indonésia. Os produtos chineses também estão sujeitos a uma cobrança adicional de 25%.

A capacidade das fábricas brasileiras também é um fator relevante: atualmente, a indústria consegue produzir cerca de 143% do volume consumido pelo mercado interno.

Exportadores redirecionam cargas após tarifas dos EUA

Em 22 de julho, os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 25%, baseada na Seção 301, sobre produtos brasileiros. A medida foi adotada após uma investigação americana que citou, entre outros pontos, desmatamento ilegal e lavagem de madeira.

Alguns produtos de madeira tropical, madeira serrada, lâminas, compensados e a maior parte das classificações de celulose ficaram fora da cobrança.

Diante das novas barreiras comerciais, exportadores brasileiros vêm redirecionando cargas para outros mercados em vez de simplesmente reduzir os embarques.

No primeiro trimestre, por exemplo, o volume movimentado pelo terminal de contêineres de Paranaguá com destino ao México aumentou 33%. A madeira de pinus brasileira também passou a ser direcionada com maior intensidade para a Argentina.

Levantamento da plataforma WoodFlow, com base nos registros aduaneiros do Comex Stat, aponta queda nas exportações de dez das principais linhas de produtos de madeira do Brasil no primeiro semestre. As vendas para os Estados Unidos recuaram cerca de um terço.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pulsar Imagens via Alamy

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Internacional

Marrocos defende nova geração de parceria entre Brasil e países árabes

O Brasil e as nações árabes têm espaço para avançar rumo a uma parceria de nova geração, com maior integração em áreas estratégicas como comércio internacional, investimentos, segurança alimentar, economia digital e pesquisa científica.

A avaliação foi apresentada pelo embaixador do Reino do Marrocos no Brasil e decano do Conselho dos Embaixadores Árabes, Nabil Adghoghi, durante o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira nesta terça-feira (25), em São Paulo.

Instabilidade global reforça necessidade de cooperação

Para o diplomata, o atual ambiente de instabilidade internacional torna ainda mais importante o fortalecimento dos laços entre o Brasil e os países árabes. Nesse contexto, ele defendeu a busca por novas oportunidades de negócios e uma relação mais diversificada, sustentável e capaz de gerar benefícios para os dois lados.

Adghoghi apontou cinco frentes consideradas prioritárias para modernizar a parceria. A primeira é ampliar a conexão logística entre as duas regiões, inclusive por meio de rotas marítimas diretas.

Segundo o embaixador, essas rotas poderiam servir como plataformas para o processamento de exportações destinadas aos mercados árabes, além de facilitar o transporte de mercadorias com destino à Europa e à Ásia.

Acordos para estimular investimentos

Outra frente destacada pelo Marrocos é o aprimoramento do ambiente jurídico para investimentos. A proposta envolve acordos capazes de estimular o fluxo de capitais e mecanismos destinados a evitar a dupla tributação.

Como referência, o diplomata mencionou o acordo mantido entre Marrocos e Mercosul. Ele também defendeu a criação de instrumentos para aumentar a proteção e a resiliência das cadeias de suprimentos.

Digitalização pode ampliar comércio bilateral

A transformação digital das operações de importação e exportação também foi apontada como prioridade. Nesse sentido, Adghoghi citou o PIX e os serviços digitais oferecidos pelo governo brasileiro como exemplos de soluções que podem servir de inspiração para a modernização das relações comerciais.

“Nossa esperança é que ele [o esforço de repensar a parceria bilateral] resulte em iniciativas e projetos concretos que reflitam nossa ambição comum e inaugurem novos horizontes que valorizem todas as contribuições e capacidades que possuímos”, afirmou.

Ciência e qualificação profissional

O embaixador também ressaltou a importância de ampliar a cooperação científica e a formação de talentos. Entre os desafios está a preparação de profissionais para lidar com os efeitos da inteligência artificial sobre os negócios e para ajudar a criar condições mais favoráveis à atração de investimentos.

O Fórum Econômico Brasil-Países Árabes conta com patrocínio de FAMBRAS Halal, International Halal Academy, Vale, DP World, CDIAL Halal, First Abu Dhabi Bank, MBRF, Qatar Airways e MZAH Investment.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Informação

Missão da ApexBrasil em Angola busca diversificar mercados e ampliar negócios

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) deu início, nesta segunda-feira (24), em Luanda, à Missão Empresarial África Austral 2026. A primeira etapa da agenda tem como objetivo aproximar empresas brasileiras de compradores e potenciais parceiros angolanos, além de ampliar as oportunidades de comércio exterior, investimentos e cooperação empresarial.

A iniciativa faz parte da estratégia brasileira de diversificação de mercados e procura abrir novos caminhos para as exportações nacionais, fortalecendo a presença de empresas brasileiras em mercados com potencial de crescimento.

Brasil e Angola têm espaço para ampliar o comércio

A relação econômica entre Brasil e Angola é construída há décadas e apresenta oportunidades para ampliar e diversificar os negócios. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao país africano movimentaram aproximadamente US$ 592 milhões.

Entre os principais produtos exportados estão alimentos, máquinas e equipamentos, artigos manufaturados e veículos. O agronegócio também tem participação expressiva na pauta comercial, especialmente com açúcar, carnes, álcool e sementes.

Durante a programação em Luanda, porém, a ApexBrasil pretende identificar oportunidades que vão além dos segmentos tradicionalmente presentes nas exportações brasileiras.

Missão aproxima empresas e potenciais parceiros

A agenda empresarial foi estruturada para promover encontros entre empresários brasileiros, compradores e representantes de empresas angolanas. A intenção é estimular não apenas a comercialização de produtos, mas também a formação de parcerias empresariais, atração de investimentos e desenvolvimento de novos negócios.

Para André Queiroz, representante da ApexBrasil para a Bahia e líder da iniciativa durante a missão, a diversificação dos mercados deve ser encarada como uma estratégia de longo prazo.

“Diversificar significa ampliar nossa presença em mercados com os quais temos complementaridades econômicas, relações históricas e perspectivas de crescimento de longo prazo. E Angola ocupa uma posição muito importante nessa estratégia”, afirma.

Segundo Queiroz, a relação comercial entre os dois países já possui uma base consolidada e pode avançar para novas áreas. A corrente de comércio entre Brasil e Angola chegou a ultrapassar US$ 4 bilhões em 2008, antes de registrar retração. Nos últimos anos, entretanto, os negócios voltaram a apresentar trajetória de crescimento.

A expectativa da missão é contribuir para uma relação comercial mais ampla, que não se limite à compra e venda de mercadorias e passe a incorporar investimentos, acordos empresariais e novas oportunidades de negócios.

África ganha importância na diversificação das exportações

O continente africano ocupa posição estratégica na agenda brasileira de promoção de exportações. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os países africanos atingiu US$ 23,7 bilhões.

Além disso, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 5 mil possibilidades para produtos brasileiros na África. As oportunidades abrangem segmentos como máquinas e equipamentos, produtos químicos, manufaturados e alimentos.

Os dados reforçam o potencial do continente para empresas que buscam novos destinos para suas exportações e mercados com demanda crescente.

Missão segue para África do Sul, Zâmbia e Moçambique

Depois de Luanda, a Missão Empresarial África Austral 2026 terá novas etapas na África do Sul, na Zâmbia e em Moçambique. A programação inclui rodadas de negócios, reuniões empresariais, visitas técnicas e outras ações de promoção comercial.

Em Maputo, a agenda terá ainda um momento de destaque com a participação do Brasil como País de Honra da FACIM 2026. A iniciativa deve ampliar a exposição das empresas brasileiras e facilitar novas conexões com compradores e parceiros do mercado africano.

Ao longo da missão, a ApexBrasil pretende apresentar diferentes possibilidades de entrada e expansão no continente, estimulando relações comerciais capazes de gerar negócios de longo prazo para empresas brasileiras.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Portos

Assoreamento ameaça operações do complexo portuário Itajaí-Navegantes

O avanço do assoreamento do Rio Itajaí-Açu vem comprometendo as condições de navegação no complexo portuário Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina. O alerta é do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), que aponta agravamento do problema desde novembro de 2025.

Naquele período, a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (DelItajaí), vinculada à Marinha do Brasil, já havia chamado atenção para a necessidade de atualização da batimetria, levantamento utilizado para medir a profundidade do canal.

Segundo o Centronave, a situação passou a afetar diretamente a capacidade dos navios e a movimentação de cargas no complexo.

Restrições de calado reduzem capacidade dos navios

O diretor-executivo do Centronave, Fábio Lavor, afirma que a dragagem de manutenção chegou a ser interrompida em 15 de fevereiro de 2026. Embora o serviço tenha sido retomado posteriormente de maneira pontual, os resultados não teriam sido suficientes para recuperar as condições necessárias de navegação.

Desde então, foram determinadas reduções sucessivas na folga abaixo da quilha, medida de segurança que representa a distância entre a parte inferior do navio e o fundo do canal.

Em abril, a redução foi de 30 centímetros. Em agosto, outros 50 centímetros foram acrescentados, totalizando atualmente uma restrição de 80 centímetros na bacia de evolução.

Na prática, os navios precisam operar com menor calado e, consequentemente, deixam de utilizar toda a capacidade disponível para transporte de cargas.

Menor calado afeta exportação de cargas refrigeradas

De acordo com Lavor, cada centímetro de redução do calado representa, aproximadamente, quatro contêineres refrigerados a menos embarcados.

Em uma ocorrência recente citada pelo executivo, uma embarcação precisou reduzir o calado de 12,70 metros para 12,50 metros. A mudança fez com que aproximadamente 2,4 mil toneladas de carga refrigerada destinada à exportação permanecessem no cais.

A limitação também pode provocar omissões de escala, aumento dos custos de frete e necessidade de transferência de cargas para outros portos.

Assoreamento pode reduzir movimentação de cargas em 30%

Entidades empresariais alertam que, caso as restrições de calado continuem, a movimentação de cargas do complexo Itajaí-Navegantes poderá sofrer uma redução de até 30%.

Em manifesto conjunto enviado à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), responsável pela gestão do Porto de Itajaí, e à Superintendência do Porto de Itajaí, as entidades pediram uma dragagem emergencial do canal de acesso.

O Centronave avalia que os efeitos vão além da carga que deixa de ser embarcada. A menor capacidade dos navios pode gerar aumento de custos logísticos, sobrecarga de outros terminais e utilização de portos alternativos.

Para o setor, o resultado é uma perda de eficiência que pode elevar o custo do comércio exterior e prejudicar a competitividade das exportações brasileiras.

Problema de assoreamento é considerado recorrente

A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) também considera preocupante a situação. Segundo a diretora-executiva da entidade, Gabriela Costa, episódios de restrição no canal vêm ocorrendo ao longo dos últimos anos.

A entidade defende uma solução estrutural para o problema, com acompanhamento permanente das condições de navegação e manutenção da infraestrutura.

A avaliação é de que a previsibilidade operacional é essencial para um complexo portuário estratégico para a economia catarinense e para o comércio exterior.

Dragagem emergencial é iniciada no Porto de Itajaí

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que recebeu a draga hopper Utrecht para realizar a retirada dos sedimentos acumulados no canal.

A previsão é de que a dragagem do canal de acesso dure entre sete e dez dias. O prazo, porém, poderá sofrer alterações conforme as condições hidrológicas e meteorológicas e o volume efetivamente retirado.

Após a conclusão do serviço, deverão ser realizados novos levantamentos hidrográficos para verificar os resultados e avaliar possíveis mudanças nos parâmetros operacionais.

A SPI ressalta que a recuperação completa das profundidades somente poderá ser confirmada após a conclusão da dragagem e a validação das novas medições de profundidade.

Porto afirma que canal continua navegável

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que o canal de acesso permanece navegável e que as operações seguem os parâmetros de segurança definidos pela Autoridade Marítima.

De acordo com a administração, as atuais restrições de calado estão relacionadas às condições hidrológicas e aos efeitos do El Niño, que teriam contribuído para o aumento da vazão do Rio Itajaí-Açu e do volume de sedimentos transportados.

A SPI também afirmou que os canais e as bacias de evolução estão dentro das metas de profundidade. A dificuldade para atualizar a batimetria estaria relacionada à elevada concentração de materiais em suspensão na água.

Reconstrução do Molhe Sul não elimina gargalo

Outra obra prevista para a região é a reconstrução e recuperação do Molhe Sul, localizado na foz do Rio Itajaí-Açu, próximo à Praia da Atalaia.

A Codeba prevê realizar a licitação do projeto em 3 de setembro. Para o Centronave, entretanto, a intervenção é importante, mas não resolve isoladamente o problema que atualmente limita a capacidade operacional do complexo.

Com base em um estudo técnico apresentado à Codeba em julho, a entidade aponta o canal externo como o principal gargalo do sistema de navegação.

Concessão do canal pode avançar ainda em 2026

Paralelamente às medidas emergenciais, o governo federal trabalha na concessão do canal de navegação do Porto de Itajaí à iniciativa privada.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informou que o edital poderá ser publicado ainda em 2026. O processo está em fase final de análise técnica e jurídica na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e deve ser levado à diretoria colegiada da agência em setembro.

A decisão da diretoria será uma das etapas que antecedem a publicação do edital. O ministério também informou que a expectativa é realizar o leilão ainda neste ano, desde que sejam cumpridos os procedimentos técnicos, regulatórios e processuais necessários.

A proposta faz parte da política federal de concessão de canais de acesso portuário, modelo que teve como primeiro exemplo o canal do Porto de Paranaguá.

Concessão prevê investimentos contínuos em dragagem

Segundo o MPor, o modelo de concessão busca aumentar a previsibilidade da manutenção da infraestrutura aquaviária e melhorar a segurança da navegação.

Entre os objetivos estão a garantia de investimentos contínuos em dragagem, sinalização náutica, monitoramento do tráfego de embarcações e gestão do acesso aquaviário.

A Antaq informou que atualmente analisa a conformidade jurídica, a consistência técnica e a adequação do projeto às normas regulatórias.

A agência também esclareceu que o processo não precisará retornar ao MPor para uma nova análise, pois o ministério já autorizou a continuidade da tramitação após as revisões dos estudos e a deliberação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Enquanto as medidas estruturais avançam, o setor portuário defende uma resposta imediata para recuperar as profundidades do canal e evitar que o assoreamento em Itajaí provoque impactos ainda maiores sobre a movimentação de cargas e os custos do comércio exterior.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí/ Divulgação

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Comércio Internacional

Canadá anuncia tarifas retaliatórias de US$ 20 bilhões contra produtos dos EUA

O Canadá anunciou novas tarifas sobre produtos dos Estados Unidos nesta terça-feira (25), em resposta à escalada das medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump. O pacote atinge C$ 27,6 bilhões, equivalente a cerca de US$ 19,94 bilhões, e busca igualar, dólar por dólar, as tarifas impostas por Washington.

As novas taxas entram em vigor em 8 de setembro e alcançarão aproximadamente 700 produtos importados dos EUA. As alíquotas serão de 15%, 25% e 50%, conforme o tipo de mercadoria.

O governo canadense também apresentou um pacote de apoio de C$ 7,5 bilhões para empresas e trabalhadores afetados pelo agravamento da guerra comercial entre Canadá e EUA.

Tarifas canadenses atingem 700 produtos americanos

As medidas de retaliação foram estruturadas para atingir diferentes setores da economia americana. Segundo um funcionário do governo canadense, a intenção é limitar os efeitos sobre consumidores e empresas do próprio Canadá, embora os produtos americanos exportados para o Canadá também sejam impactados.

Entre os itens submetidos à tarifa mais elevada, de 50%, estão produtos de setores como aço, alumínio, móveis e vestuário.

Já a alíquota de 25% será aplicada a produtos como queijo, eletrodomésticos e determinados tipos de frutos do mar.

Para eletrônicos e ferramentas, a tarifa definida pelo governo canadense será de 15%.

Canadá cria pacote de US$ 5,4 bilhões para empresas e trabalhadores

Além das tarifas, Ottawa anunciou novas medidas de proteção para os setores afetados pelo conflito comercial. O pacote totaliza C$ 7,5 bilhões e inclui iniciativas voltadas principalmente para pequenas e médias empresas.

Entre as ações estão uma linha de financiamento para capital de giro e mecanismos de apoio a trabalhadores que possam sofrer impactos decorrentes das novas barreiras comerciais.

O objetivo é reduzir os efeitos da disputa tarifária sobre empresas, empregos e cadeias produtivas canadenses.

Retaliação ocorre após novas tarifas de Trump

A decisão do Canadá acontece depois que novas tarifas de 50% determinadas pelo presidente Donald Trump sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses entraram em vigor no sábado.

As medidas foram adotadas após o fracasso das negociações entre os dois governos para tentar impedir uma nova rodada de tarifas comerciais.

Com a nova resposta de Ottawa, a relação econômica entre os dois países chega a um dos momentos mais tensos das últimas décadas.

Governo canadense promete proteção à economia

O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, afirmou que as medidas foram desenhadas para compensar os efeitos das tarifas americanas e proteger diferentes setores da economia canadense.

Segundo o governo, a combinação entre tarifas retaliatórias e apoio financeiro deve ajudar trabalhadores, agricultores, famílias e empresas a enfrentar os impactos da disputa.

Apesar da tentativa de reduzir os efeitos internos, a escalada das tarifas aumenta a pressão sobre o comércio bilateral e pode atingir empresas americanas que dependem do mercado canadense.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

China muda hábitos alimentares e abre oportunidades para a indústria de alimentos de SC

As mudanças nos hábitos alimentares da China e a estratégia do país para aumentar a produção doméstica de alimentos devem entrar no radar da indústria catarinense. Estudo do Observatório FIESC mostra que fatores como urbanização, industrialização e crescimento da renda estão alterando o perfil de consumo chinês, com possíveis reflexos sobre as exportações de Santa Catarina para a China.

A análise foi apresentada nesta terça-feira (25), durante reunião do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC.

Mudanças no consumo chinês exigem atenção de SC

Para Rosimeri Francener, presidente do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, acompanhar a transformação do mercado chinês é essencial para antecipar movimentos capazes de afetar a economia catarinense.

Segundo ela, a indústria atravessa uma transformação significativa nos padrões globais de produção e consumo e precisa se preparar para continuar competitiva diante dessas mudanças.

A pesquisadora Tamires Costa, do Observatório FIESC, explica que a China vem adotando medidas para ampliar a produção nacional de alimentos e incorporar mais tecnologia à indústria do setor.

Entre os objetivos estabelecidos nos planos quinquenais está o aumento da produção de grãos, que deverá passar de 650 milhões para 725 milhões de toneladas até 2030.

Autossuficiência chinesa pode pressionar exportações

Embora tenha uma produção agrícola de grande escala, a China ainda depende do mercado externo em determinadas cadeias, como a soja. Em segmentos importantes para Santa Catarina, porém, o nível de produção doméstica é elevado.

No caso do frango, a autossuficiência chinesa chega a 98%. Para a carne suína, o índice é de 97%. Os dois produtos estão entre os principais itens da pauta exportadora catarinense destinada ao mercado chinês.

Os dados do Observatório FIESC mostram uma diferença importante no desempenho das exportações. Enquanto as vendas brasileiras dos produtos analisados cresceram 47% na série histórica considerada, as exportações catarinenses registraram queda de 34%.

Carne suína mostra impacto da recuperação chinesa

A trajetória da carne suína catarinense ajuda a explicar os efeitos da mudança no mercado chinês.

Durante o período mais crítico da peste suína africana, a autossuficiência da China caiu de 97% para 89% em 2020. A redução da produção doméstica abriu espaço para fornecedores estrangeiros e impulsionou as vendas de Santa Catarina.

Em 2021, o Estado chegou a exportar US$ 758 milhões em carne suína para a China. Com a recuperação da produção chinesa nos anos seguintes, porém, Santa Catarina perdeu aproximadamente US$ 490 milhões em exportações entre 2021 e 2024.

O cenário demonstra como a dependência de poucos produtos e de um único grande mercado pode aumentar a exposição da indústria às mudanças na oferta e na demanda internacional.

Diversificação pode ampliar espaço para SC na China

O estudo do Observatório FIESC aponta que Santa Catarina possui alternativas para diversificar as exportações de alimentos destinadas ao mercado chinês.

Entre os produtos catarinenses que já são produzidos e exportados e apresentam potencial de crescimento estão:

  • Pescados e crustáceos;
  • Preparações alimentícias;
  • Miudezas comestíveis;
  • Farinha de carne;
  • Produtos para alimentação animal;
  • Leite em pó.

A estratégia pode incluir ainda o avanço de produtos com maior valor agregado. A mudança no perfil de consumo dos chineses cria espaço para alimentos processados, segmento no qual a indústria catarinense possui capacidade de transformar matérias-primas em produtos de maior valor.

Condição sanitária é diferencial competitivo

Além da capacidade industrial, Santa Catarina conta com um diferencial importante para ampliar sua presença no mercado asiático: a condição sanitária do Estado.

De acordo com Tamires Costa, esse fator pode contribuir para aumentar a competitividade dos produtos catarinenses e facilitar a conquista de novos espaços no mercado chinês de alimentos.

A expansão, entretanto, depende de uma estratégia que acompanhe de perto as políticas de autossuficiência alimentar da China e as mudanças no comportamento dos consumidores.

Indústria catarinense precisa reduzir concentração

Para o setor produtivo de Santa Catarina, o principal desafio é diminuir a dependência de um grupo restrito de produtos e ampliar a variedade de itens exportados.

Isso envolve diversificar a pauta, investir em produtos de maior valor agregado e prospectar novos destinos internacionais. A estratégia pode reduzir a vulnerabilidade da indústria catarinense às oscilações de demanda provocadas pelas mudanças no mercado chinês.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Internacional

Drawback poderá ser estendido por até um ano para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA

Empresas brasileiras que tiveram seus compromissos de exportação prejudicados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos poderão contar com mais tempo para cumprir as exigências do regime de drawback suspensão. A possibilidade foi criada pela Medida Provisória (MP) 1.386, publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial da União.

A nova regra permite a prorrogação, por até 12 meses, dos prazos de suspensão de tributos para empresas que atendam aos critérios estabelecidos pela medida.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a iniciativa busca oferecer maior flexibilidade às companhias diante das mudanças nas condições de acesso ao mercado norte-americano.

Medida integra o Plano Brasil Soberano

A extensão do prazo faz parte do Plano Brasil Soberano 3, conjunto de medidas criado pelo governo federal para apoiar empresas brasileiras impactadas pelas tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos. Com o prazo ampliado, as companhias poderão continuar buscando oportunidades no mercado norte-americano ou direcionar seus produtos para outros destinos, sem perder imediatamente os benefícios vinculados aos atos concessórios de drawback.

O drawback suspensão é um regime aduaneiro especial que permite a aquisição ou importação de determinados insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação com suspensão dos tributos incidentes nessas operações.

Para utilizar o benefício, a empresa assume um compromisso de exportação dentro de um período previamente estabelecido no chamado ato concessório. Na prática, a companhia obtém autorização para adquirir os insumos com a suspensão tributária, utiliza esses materiais na fabricação dos produtos e, posteriormente, realiza a exportação dentro do prazo previsto. A nova medida busca atender empresas que enfrentam dificuldades para cumprir esse compromisso em razão das alterações provocadas pelas tarifas norte-americanas.

Quais empresas poderão solicitar a extensão

A prorrogação poderá alcançar empresas que tenham ato concessório de drawback suspensão com prazo final entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026, desde que consigam comprovar que seus compromissos de exportação foram afetados pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos. Nesses casos, o prazo poderá ser ampliado em até 12 meses, conforme as condições que serão estabelecidas para aplicação da medida.

A regra também contempla empresas fabricantes-intermediárias, que utilizam o drawback para adquirir insumos e produzir peças ou componentes posteriormente empregados por outra empresa na fabricação do produto final destinado à exportação.

O regime de drawback é considerado um importante mecanismo de estímulo à competitividade das exportações brasileiras, principalmente por reduzir o impacto tributário sobre insumos utilizados na produção de mercadorias destinadas ao mercado externo.

Em 2025, empresas beneficiadas pelo drawback suspensão foram responsáveis por US$ 72,8 bilhões em exportações, valor correspondente a 20,9% das exportações brasileiras no período, que totalizaram US$ 348 bilhões. Ao longo daquele ano, 1.791 empresas utilizaram o regime.

Entre os produtos enviados aos Estados Unidos com utilização do drawback estão mercadorias como itens de madeira, pedras trabalhadas, produtos químicos, portas, calçados, transformadores, carnes, móveis, máquinas e equipamentos.

Regulamentação ainda será publicada

Apesar da publicação da medida provisória, a aplicação prática da nova possibilidade ainda depende de regulamentação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC. Uma portaria deverá definir os procedimentos para apresentação dos pedidos de prorrogação, além dos documentos necessários para comprovar que os compromissos de exportação foram prejudicados pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

De acordo com o governo federal, a medida não representa uma nova renúncia de receita nem provoca impacto orçamentário ou financeiro, uma vez que os atos concessórios contemplados pela regra já haviam sido emitidos anteriormente. A extensão dos prazos pretende, assim, reduzir os impactos do tarifaço sobre empresas exportadoras, permitindo que tenham mais tempo para reorganizar operações, buscar novos mercados e preservar compromissos assumidos antes da mudança nas condições comerciais com os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil, com informações do Governo Federal.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Porto de Santos

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Evento

Febratex reforça importância das feiras para negócios, networking e comércio exterior

Blumenau se transformou em um dos principais pontos de encontro da indústria têxtil mundial. A Febratex 2026, realizada entre 18 e 21 de agosto, reuniu 3.380 empresas de 72 países e registrou 102 mil visitantes no Parque Vila Germânica.

Em uma área de aproximadamente 40 mil metros quadrados, distribuída em dez pavilhões, fabricantes de máquinas, fornecedores de matéria-prima, empresas de tecnologia, indústrias químicas, tecelagens e desenvolvedores de soluções digitais apresentaram produtos e tendências para diferentes segmentos da cadeia.

Mais do que uma vitrine de lançamentos, a feira se consolidou como um ambiente de networking, prospecção e geração de negócios.

“A Febratex é a maior feira têxtil das Américas e reúne, a cada dois anos, toda a cadeia do setor em Blumenau. O que mais me chamou a atenção foi a dimensão do evento, a organização, a grande movimentação de profissionais e a diversidade de empresas e soluções apresentadas”, afirma Juliane Busch, Business Development da Schryver Logistics.

Networking aproxima empresas e gera oportunidades

A movimentação nos corredores refletiu a busca por novos negócios. Empresas aproveitaram o evento para apresentar soluções, prospectar clientes, reencontrar parceiros e avançar em negociações.

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, esse contato direto é um dos principais diferenciais das feiras empresariais. “Feiras de negócios são espaços onde o relacionamento ganha força e pode se transformar em oportunidades concretas.”, avalia.

Segundo Renata, o networking ganha ainda mais importância em mercados nos quais confiança e relacionamento são fundamentais para a tomada de decisões. “No fim, negócios são feitos entre pessoas, e o networking é uma das pontes mais importantes entre relacionamento e resultado.”

Indústria têxtil tem forte conexão com o comércio exterior

A dimensão internacional da Febratex também evidencia a relação entre a indústria têxtil, o comércio exterior e a logística. Máquinas, equipamentos, componentes, matérias-primas e tecnologias circulam entre diferentes países, enquanto a produção brasileira busca mercados no exterior.

Nesse cenário, empresas especializadas em transporte internacional, despacho aduaneiro e logística desempenham papel estratégico para viabilizar essa conexão. 

Para Juliane Busch, a participação da Schryver teve justamente esse objetivo: aproximar a empresa do mercado têxtil e fortalecer relações com clientes e potenciais parceiros. “Foi uma excelente oportunidade de prestigiar nossos clientes, fortalecer relacionamentos e fazer novas conexões, mostrando ao mercado têxtil nossa experiência e especialização no transporte internacional e despacho aduaneiro.”

A executiva também destaca a presença crescente de novas tecnologias no setor. “Foi muito interessante perceber como a tecnologia, a robótica e a inteligência artificial estão cada vez mais presentes no setor, apontando para um mercado mais inovador.”

Comércio exterior faz parte da força da indústria regional

A indústria têxtil catarinense construiu uma trajetória marcada pela inovação, pela capacidade produtiva e pela inserção internacional. Para Daywson Meirinho, diretor do Grupo Mex, o comércio exterior também faz parte dessa história. “É também testemunhar a força da indústria têxtil da nossa região, que se tornou uma potência mundial, e reconhecer que o Comércio Exterior regional tem um papel importante e também faz parte dessa trajetória.”

A participação na Febratex também proporcionou ao Grupo Mex o reencontro com clientes e parceiros e a oportunidade de acompanhar projetos desenvolvidos ao longo dos anos. “É sentir-se parte dessa história ao reencontrar clientes, parceiros e amigos. É ter a satisfação de ver máquinas e equipamentos expostos por nossos clientes e sendo admirados por milhares de pessoas, e saber que nós, do Grupo Mex, também contribuímos para que esses projetos se tornassem realidade.”

A experiência reforça que estar em uma feira vai além da exposição da marca. Para empresas que integram a cadeia de comércio exterior e logística, o evento também é uma oportunidade de compreender demandas, acompanhar tendências e estreitar relações com o mercado.

Da tecnologia à logística

Por trás das máquinas e soluções apresentadas na Febratex existe uma cadeia que conecta fornecedores, indústrias e mercados internacionais. Equipamentos e insumos importados dependem de transporte internacional e processos aduaneiros para chegar às fábricas, enquanto produtos brasileiros precisam de uma estrutura logística eficiente para alcançar clientes no exterior.

Para Gabriel Angonese, executivo comercial da Sigatrans, que atua no transporte e na logística, a participação na feira mostrou, na prática, o valor de estar próximo desse mercado e das empresas que movimentam a cadeia. “A Febratex nos proporcionou inúmeras oportunidades, novos contatos e a possibilidade de estar ainda mais próximos do mercado. Fomos muito bem recebidos e tivemos conversas muito produtivas com clientes, fornecedores, parceiros e grandes profissionais do setor.”

Gabriel também destaca que a presença no evento contribuiu para fortalecer relações já construídas pela empresa e ampliar o reconhecimento da Sigatrans no mercado. “Além de novas oportunidades, conseguimos estreitar relacionamentos que já construímos ao longo da nossa trajetória e fortalecer parcerias importantes.”

Depois da feira, começam os negócios

O encerramento da Febratex não encerra as oportunidades criadas durante o evento. É a partir dos contatos realizados que muitas empresas iniciam reuniões, apresentam propostas e desenvolvem novas parcerias.

Para os setores de comércio exterior e logística, esse relacionamento é especialmente relevante, já que a contratação de um parceiro envolve confiança, conhecimento técnico e capacidade de atender às necessidades de cada operação.

A experiência da Febratex 2026 mostra que, mesmo em um mercado cada vez mais digital, estar presente em feiras estratégicas continua sendo uma ferramenta para fortalecer relacionamentos, identificar oportunidades e gerar negócios.

TEXTO: RÊCONECTA NEWS

IMAGEM: DIVULGAÇÃO FEBRATEX /  RÊCONECTA NEWS

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Comércio Exterior

Cronograma de desligamento da DI: veja quando o uso de LPCO e Duimp se torna obrigatório

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) divulgaram o cronograma de desligamento do Siscomex DI, medida que amplia gradualmente a obrigatoriedade de utilização de LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, em linha com o Novo Processo de Importação (NPI).

O calendário foi aprovado pela Comissão Gestora do SISCOMEX. Sua implementação, porém, está condicionada às validações realizadas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, conforme o Plano de Ação apresentado durante a 10ª Reunião do colegiado.

As datas definidas indicam tanto os casos em que o registro de LPCO e/ou Duimp já é obrigatório quanto os próximos desligamentos previstos para diferentes operações de importação. Caso as validações do setor privado não apontem falhas sistêmicas que impeçam a mudança, as etapas seguirão o calendário estabelecido.

Com o desligamento de cada operação, o importador não poderá mais utilizar a Declaração de Importação (DI) no Siscomex para aquele tipo de operação, devendo seguir o fluxo correspondente no Portal Único.

LI e DI: atenção às regras de desligamento

É importante destacar que o desligamento ocorre no sistema da DI, e não da Licença de Importação (LI), que não possui mecanismo próprio de desligamento.

Assim, se uma LI for registrada depois da data estabelecida para o desligamento de determinada operação, mesmo que seja posteriormente deferida pelo órgão anuente, a tentativa de registrar a DI e vinculá-la à LI resultará em uma mensagem informando a impossibilidade do procedimento e indicando a obrigatoriedade da Duimp.

Por isso, o importador deve acompanhar o calendário com atenção. O registro inadequado de uma LI pode provocar atrasos no desembaraço aduaneiro e elevar os custos da operação.

Regras para operações com órgãos anuentes

Nas operações envolvendo mercadorias sujeitas à anuência administrativa, aplicam-se regras específicas:

  • Apenas um órgão anuente: o desligamento da DI ocorre na data prevista no cronograma, salvo nas situações em que a Duimp ainda não esteja disponível.
  • Mais de um órgão anuente: a DI somente será desligada quando todos os órgãos envolvidos tiverem alcançado a etapa correspondente do cronograma, também ressalvados os casos de impossibilidade de utilização da Duimp.
  • LI registrada antes do desligamento: licenças com controle administrativo registradas anteriormente poderão continuar sendo vinculadas às DIs após a data de desligamento. Nesse caso, a possibilidade de registro da DI segue a data de registro da LI deferida.
  • LI deferida que precise ser substituída: será possível emitir LI substitutiva mesmo depois do desligamento da DI.

Depósito Especial e regimes tributários

A nacionalização de Depósito Especial, quando a admissão tiver ocorrido por meio de DI, deverá seguir o cronograma previsto para 1º de dezembro de 2026.

Também há uma regra específica para operações que envolvam mais de um regime tributário. O desligamento da DI somente ocorrerá quando todos os regimes aplicáveis à operação tiverem sido desligados, exceto nas situações em que a Duimp não estiver disponível.

Como as UFs interferem no cronograma

As Unidades da Federação (UFs) mencionadas no cronograma para os diferentes tipos de operação correspondem a:

  • UF do endereço do importador;
  • UF do endereço do adquirente;
  • UF da unidade da Receita Federal responsável pelo despacho (URF de despacho).

Para determinar se uma operação ainda pode ser realizada por DI, basta que pelo menos uma dessas UFs esteja na condição de “ligada” no cronograma.

As regras também alcançam importadores pessoas físicas, que deverão cumprir os fluxos de anuência definidos pelos órgãos competentes. Conforme a operação, isso inclui as exigências relacionadas ao LPCO e ao Catálogo de Produtos.

Fundamentos legais e habilitação no Radar

As referências a “Fundamentos Legais” e “Sem fundamento” presentes na coluna de tipos de operação do cronograma correspondem à tabela aduaneira Fundamento Legal – Regime de Tributação do II, disponibilizada pela Receita Federal para consulta.

Já a referência a Radar limitado diz respeito ao tipo de habilitação do importador, adquirente ou encomendante.

Regras para importação por conta e ordem ou encomenda

Nas operações em que tanto o encomendante quanto o adquirente sejam pessoas físicas, a Duimp deverá ser registrada com a indicação de “importação para terceiros” configurada como importação direta.

Nas informações complementares da declaração, será necessário informar o tipo de operação — conta e ordem ou encomenda — e o CPF do adquirente ou encomendante, conforme o caso.

Quando o encomendante possuir Radar limitado, a Duimp também deverá indicar a importação para terceiros como importação direta. Nas informações complementares, deverão constar o tipo de operação, neste caso encomenda, e o CPF do encomendante.

Fluxograma ajuda a identificar a declaração correta

Para facilitar a aplicação das novas regras, foi elaborado um fluxograma destinado à consulta diária das condições de cada operação. A ferramenta permite verificar se determinada importação está sujeita a Duimp obrigatória, DI obrigatória ou Duimp opcional.

Os importadores também devem ficar atentos às operações que ainda não possuem disponibilidade para registro de Duimp. Nesses casos, a importação deverá continuar sendo processada por LI/DI, conforme as exceções indicadas no cronograma.

Administração Pública terá regra específica

As entidades enquadradas no Grupo 1 – Administração Pública, conforme a Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação, que utilizam o SIAFI para pagamentos no Portal, continuarão registrando suas importações por meio de DI.

Para esse grupo, o desligamento está previsto para 1º de dezembro de 2026.

Datas podem ser revisadas em caso de problemas sistêmicos

O cronograma poderá sofrer alterações caso sejam identificados erros impeditivos ou outros problemas técnicos capazes de comprometer a continuidade das etapas previstas.

Nessas situações, as datas serão revisadas e atualizadas com o objetivo de preservar a segurança das operações de comércio exterior e oferecer maior previsibilidade aos operadores afetados.

VersãoData   Alteração
107/10/2025   Emissão Inicial
204/11/2025Alteração do Recof (FL 49 – SP) para 19/01/2026Exclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará de 15/12/2025Inclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará em 23/02/2026Alteração do cronograma de desligamento e do fluxograma no que tange ao desligamento de produtos sujeitos ao controle administrativo de mais de um órgão anuente
310/11/2025Repetro alterado para desligamento em 15/12/2025
414/11/2025Inserção dos itens 9 e 10 nas impossibilidades
521/11/2025Exclusão do IBAMA no cronograma de dezembro de 2025;Alteração do escopo do INMETRO para janeiro de 2026 restrito aos produtos com agrupamento por modelo;Inclusão do INMETRO para produtos com agrupamento por família em março de 2026;Inserção do item 6 na listagem “Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações”;Ajuste do texto do item 10 da coluna de IMPOSSIBILIDADES.
605/12/2025Inserção do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
710/12/2025Alteração do texto do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Substituição do fluxograma;Alteração do Drawback isenção de janeiro para fevereiro.
812/12/2025Adiamento do CNPQ e ANP para janeiro de 2026Inserção do Repetro RJ para janeiro de 2026Inserção do CNPQ e ANP para janeiro de 2026
918/12/2025Alteração nos textos dos itens 3 e 4 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
 1015/01/2026Adiamento dos Fundamentos Legais/Sem fundamento previstos para janeiro de 2026, no Estado do RJ, para março de 2026;Adiamento da ANP para março de 2026;Concentração do desligamento INMETRO em março de 2026;Exclusão do item 6 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Renumeração do item 7 para número 6  das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações“.
1120/01/2026Inclusão do item 7 nas “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1221/01/2026Atualização do texto e  figura de desligamento vigente e futuro;Inserção do item 8 na  lista de “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1326/01/2026Inserção do item 9 na lista “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1430/01/2026Inserção do impedimento 11, que será desligado somente em 01/12/2026;Inserção do impedimento 12, que será desligado somente em 31/08/2026;Inserção de nova data de desligamento para 31/08/2026.
1509/02/2026Adiamento das operações Sem Fundamento (SP) marítimo para 23/03/2026;Adiamento das operações Drawback Isenção – RT 3 / FL 16 para 30/03/2026.
1605/03/2026Atualização do texto para esclarecimento sobre desligamento exclusivo da DI e como é o comportamento do LI neste cenário.Inserção do item 11 sobre esclarecimento do radar limitado citado no cronograma.
1716/03/2026Inserção dos itens 12 e 13 na lista “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1819/03/2026Alteração da data de desligamento das operações:
a. 23/03/2026 para 22/04/2026; e
b. 30/03/2026 para 27/04/2026.
1922/04/2026Alterações na planilha completa de desligamento com a inserção dos seguintes impedimentos: Nacionalização de carga entrepostada via Duimp, utilizando FL de Drawback modalidade IsençãoTransferência de regime especial para Drawback modalidade Suspensão, cuja admissão no regime especial tenha sido por DuimpOperações de mercadorias enquadradas nos Art. 212-A e Art. 212-B do Decreto 7.212/2010 (TIPI)Atualização das operações que serão desligadas em 01/12/2026.
2023/04/2026Correção do texto de “Situações especiais que devem ser observadas nas operações:” com exclusão do *Atualização das operações impeditivas com inserção do modal ferroviário.
2118/05/2026Desligamento de loja franca aéreo em agosto de 2026.
2221/05/2026Impeditivo “Cargas aéreas de voos não regulares”;Desligamento em 31/08/2026 de “Cargas aéreas de voos não regulares”.
2304/08/2026Atualizações das operações impeditivas das datas de agosto em diante.Atualização do que será desligado em 01/12/26.
2421/08/2026Melhoria na descrição da operação impeditiva do SIAFI
2524/08/2026Melhoria na redação sobre impeditivos e Nota 1

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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