Negócios

Internacionalização de empresas exige planejamento e estrutura para conquistar mercados externos

A expansão para o mercado internacional pode abrir novas oportunidades para a indústria catarinense, especialmente diante dos acordos comerciais firmados ou negociados pelo Mercosul com a União Europeia e blocos como a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Para aproveitar esse cenário, porém, as empresas precisam avaliar se estão preparadas para exportar e sustentar operações fora do Brasil.

O alerta é da presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maria Teresa Bustamante. Segundo ela, a entrada no mercado externo exige planejamento estratégico, capacidade produtiva e conhecimento das regras que orientam o comércio internacional.

Planejamento estratégico é essencial para exportar

Antes de prospectar clientes em outros países, a empresa deve analisar seu nível de preparação para a internacionalização dos negócios. Essa avaliação envolve fatores como estrutura de gestão, capacidade de produção, formação de preços, habilitação para exportar e adequação às exigências do mercado de destino.

Para Maria Teresa Bustamante, o tamanho da organização não determina sua capacidade de atuar internacionalmente. O fator decisivo é incluir esse objetivo no planejamento da empresa e conhecer suas condições atuais antes de definir os próximos passos.

“Internacionalização independe do tamanho da empresa, mas precisa estar no planejamento estratégico. Não é possível traçar a rota sem saber o ponto de partida”, afirma.

Formação de preços e capacidade produtiva merecem atenção

A definição do preço de exportação exige uma análise mais ampla do que a simples conversão do valor praticado no mercado brasileiro para dólares. É necessário contabilizar custos operacionais, tributos, despesas logísticas e a margem de lucro prevista para a operação.

Outro aspecto fundamental é verificar se a indústria consegue atender à demanda internacional de maneira contínua, sem comprometer o fornecimento aos clientes nacionais. A capacidade produtiva e a organização da cadeia de suprimentos são determinantes para manter a competitividade e cumprir os prazos acordados com compradores estrangeiros.

Habilitação e normas internacionais fazem parte do processo

O domínio dos procedimentos burocráticos também é indispensável para quem pretende ingressar no comércio exterior. Entre as etapas está a habilitação para operar no mercado internacional, incluindo o Radar, sistema de habilitação da Receita Federal que permite às empresas realizar operações de importação e exportação, conforme os requisitos aplicáveis.

A classificação correta das mercadorias pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e pelo código internacional HS Code é outro requisito importante. Esses sistemas identificam os produtos e auxiliam na determinação dos tributos, dos procedimentos aduaneiros e das exigências aplicáveis em cada destino.

Conforme o país e o tipo de mercadoria, também podem ser necessárias certificações específicas, adequações a normas técnicas e sanitárias e mudanças nas embalagens e na rotulagem.

Conhecer essas exigências antecipadamente ajuda a reduzir riscos, evitar custos inesperados e aumentar as chances de sucesso nas operações internacionais.

FIESC oferece avaliação gratuita de maturidade internacional

Para auxiliar as empresas nesse processo, a FIESC disponibiliza a Avaliação de Maturidade Internacional (AVM), um diagnóstico online e gratuito que permite identificar o nível de preparação do negócio para atuar no exterior.

O questionário contém 26 perguntas e examina diferentes áreas da operação, incluindo:

  • Estratégia e gestão empresarial;
  • Habilitação para o comércio exterior;
  • Produtos e serviços;
  • Formação de preços;
  • Manufatura e cadeia de suprimentos.

Com base nas respostas, a empresa recebe um diagnóstico e um plano de ação que apontam os aspectos que precisam ser desenvolvidos para avançar na internacionalização.

Programa Intercomp apoia empresas na expansão internacional

A Avaliação de Maturidade Internacional integra o Intercomp — Programa de Internacionalização da FIESC, iniciativa que reúne soluções para apoiar as empresas em diferentes etapas de sua atuação no mercado externo.

O programa oferece trilhas voltadas à exportação e à importação, inteligência comercial e rodadas de negócios, contribuindo para que as empresas identifiquem oportunidades e desenvolvam estratégias de acesso a novos mercados.

A AVM pode ser realizada gratuitamente pela internet e representa um ponto de partida para indústrias que desejam avaliar suas condições, corrigir fragilidades e estruturar um plano consistente de internacionalização e expansão comercial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Importação

Governo zera imposto de importação de máquinas de costura, microfones e instrumentos musicais

O governo federal zerou o imposto de importação de máquinas de costura domésticas, microfones e determinados instrumentos musicais. A medida entrou em vigor em 1º de outubro de 2026 e estabelece tarifa zero permanente e sem limite de quantidade para os produtos contemplados pela regulamentação.

A mudança foi estabelecida pela Resolução 926/2026 do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), que incorporou ao ordenamento brasileiro decisões do Mercosul. Antes da alteração, as tarifas chegavam a 20% para máquinas de costura e a 18% para determinados instrumentos musicais de corda acústicos e de sopro.

Além de reduzir os custos de importação, a nova regra modifica as condições de acesso ao benefício fiscal para algumas mercadorias, especialmente as máquinas de costura, que anteriormente estavam sujeitas a limites quantitativos.

Tarifa zero elimina cotas para máquinas de costura domésticas

Uma das principais mudanças envolve as máquinas de costura domésticas, que passam a contar com isenção definitiva do imposto de importação, sem depender de cotas ou de um limite de unidades beneficiadas.

Antes da nova regulamentação, a alíquota aplicada a esses equipamentos era de 20%, e o benefício tarifário funcionava de forma provisória, condicionado a uma quantidade determinada de produtos.

Com a entrada em vigor da resolução, essa restrição foi eliminada para as mercadorias enquadradas nos códigos tarifários previstos na norma.

A medida pode beneficiar tanto consumidores quanto pequenos negócios ligados à costura e à indústria têxtil, incluindo empreendimentos que utilizam esses equipamentos na produção de roupas, ajustes e outros serviços.

A isenção, no entanto, não abrange automaticamente qualquer máquina de costura. O enquadramento depende da classificação fiscal e das características do equipamento especificadas na regulamentação.

São Paulo e Santa Catarina estão entre os destaques nas importações

Dados de 2025 do ComexStat, sistema de estatísticas do comércio exterior mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que São Paulo e Santa Catarina estiveram entre os estados com destaque nas importações de máquinas de costura e instrumentos musicais.

A distribuição das compras internacionais varia conforme a categoria dos produtos.

Entre os estados mencionados no levantamento, os destaques são:

  • Máquinas de costura: São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Amazonas e Pernambuco.
  • Instrumentos musicais: São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Os números se referem ao período anterior à entrada em vigor da tarifa zero. Por isso, não demonstram eventuais efeitos da nova política sobre o volume de importações ou a participação dos estados no comércio exterior brasileiro.

A mudança nas alíquotas poderá alterar os custos das operações comerciais, mas seus reflexos dependerão do comportamento dos importadores e da demanda pelos produtos beneficiados.

Violões, violinos, flautas e trompetes estão entre os produtos contemplados

A redução tarifária também alcança diferentes categorias de instrumentos musicais importados, desde que os produtos correspondam às classificações previstas na resolução.

Entre os instrumentos acústicos de corda contemplados estão:

  • Violões e violas;
  • Violinos e violoncelos;
  • Contrabaixos;
  • Harpas;
  • Cavaquinhos.

A medida também inclui instrumentos de sopro, como flautas, clarinetes, trompetes, trombones, trompas, tubas, bombardinos e gaitas. Acordeons também aparecem entre os produtos citados na relação de mercadorias abrangidas.

Os microfones integram a lista de itens beneficiados, conforme os respectivos códigos tarifários.

Para os instrumentos de corda acústicos e de sopro incluídos na medida, a alíquota anterior de 18% foi reduzida a zero.

Isso não significa, porém, que todos os produtos comercializados nessas categorias estejam automaticamente isentos. A aplicação da tarifa depende da identificação correta da mercadoria e de seu enquadramento fiscal.

Resolução do Gecex/Camex incorpora decisão do Mercosul

A mudança tarifária tem origem em deliberações do Grupo Mercado Comum (GMC) do Mercosul, que foram incorporadas à legislação brasileira por meio da Resolução 926/2026 do Gecex/Camex.

Embora o ato tenha sido editado no fim de junho de 2026, as novas condições não passaram a valer imediatamente. A vigência começou em 1º de outubro do mesmo ano.

A diferença entre a publicação da resolução e o início de seus efeitos é importante para compreender o alcance da medida. Foi a partir de outubro que as novas alíquotas passaram a ser aplicadas aos produtos contemplados.

No caso das máquinas de costura domésticas, a alteração vai além da redução do imposto de 20% para zero: o benefício passa a ser permanente e deixa de depender de cotas quantitativas.

O que muda para importadores e consumidores?

A eliminação do imposto de importação reduz um dos custos tributários incidentes sobre a entrada dos produtos beneficiados no Brasil. Isso pode favorecer empresas que importam equipamentos de costura, instrumentos musicais e microfones, além de ampliar as possibilidades de negociação no mercado nacional.

Entretanto, a tarifa zero não garante, por si só, uma queda imediata nos preços ao consumidor. O valor final também depende de outros tributos aplicáveis, despesas logísticas, câmbio, margens comerciais e condições de mercado.

Para importadores, o principal cuidado é verificar se a mercadoria está efetivamente contemplada pela Resolução 926/2026 e se sua classificação fiscal corresponde à prevista na norma.

Com a nova regulamentação em vigor desde outubro de 2026, os produtos enquadrados passam a contar com as condições tarifárias estabelecidas pelo governo, incluindo a isenção permanente e sem cotas para as máquinas de costura domésticas abrangidas pela medida.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí entra na agenda de leilões com R$ 2,66 bilhões em investimentos até 2030

O Porto de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, está entre os projetos portuários incluídos no planejamento de concessões do governo federal para o período de 2027 a 2030. Identificado como ITJ01, o empreendimento tem investimento estimado em R$ 2,66 bilhões e integra a carteira de leilões apresentada pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O planejamento foi divulgado em Brasília, durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026, realizado na última quinta-feira (8). A iniciativa reúne projetos que somam aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos para ampliar e modernizar a infraestrutura de transportes brasileira.

Para o setor portuário, a programação federal contempla 34 leilões, com previsão de R$ 20,6 bilhões em investimentos. O plano também inclui 70 autorizações para empreendimentos privados, que devem movimentar outros R$ 33,1 bilhões.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os projetos têm como objetivo ampliar a capacidade operacional dos portos brasileiros e preparar a infraestrutura logística para atender ao crescimento da movimentação de cargas. O anúncio foi apresentado pelo ministro Tomé Franca, que destacou a importância dos investimentos para o desenvolvimento do setor de transportes.

Porto de Itajaí integra carteira de grandes projetos portuários

Além do empreendimento catarinense, a carteira federal inclui projetos de grande porte em diferentes regiões do país.

Entre os principais estão:

  • Tecon Santos 10 (SP): investimento estimado em R$ 6,45 bilhões;
  • SSB01, no Porto de São Sebastião (SP): R$ 3,84 bilhões;
  • VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA): R$ 1,93 bilhão;
  • IQI15, no Porto do Itaqui (MA): R$ 1,22 bilhão;
  • ITJ01, no Porto de Itajaí (SC): R$ 2,66 bilhões.

A expectativa do governo é que os novos empreendimentos contribuam para aumentar a capacidade de movimentação de mercadorias e fortalecer a infraestrutura logística nacional. A projeção apresentada pelo ministério indica que os portos brasileiros devem movimentar 1,45 bilhão de toneladas em 2026.

O novo planejamento dá continuidade ao ciclo de investimentos realizado entre 2023 e 2026. Nesse período, foram promovidos 29 leilões portuários, que totalizaram R$ 15,68 bilhões em investimentos, de acordo com os dados divulgados pelo ministério.

Apesar da inclusão do Porto de Itajaí na carteira de projetos, ainda não há uma data específica anunciada para o leilão do ITJ01. Também não foram detalhadas as intervenções previstas para o terminal nem as condições definitivas do futuro empreendimento.

Plano federal prevê investimentos em portos, aeroportos e hidrovias

Além das concessões, o planejamento para 2027 a 2030 contempla 70 autorizações para instalações portuárias privadas, incluindo Terminais de Uso Privado (TUPs), Estações de Transbordo de Carga (ETCs) e Instalações Portuárias de Turismo (IPTurs). A previsão é de R$ 33,1 bilhões em investimentos nessa modalidade.

A distribuição regional desses recursos está concentrada no Sudeste, com R$ 14,64 bilhões previstos. O Sul aparece na sequência, com R$ 7,33 bilhões, seguido pelo Norte, com R$ 6,78 bilhões, e pelo Nordeste, com R$ 4,3 bilhões.

Na área de investimentos públicos, estão programadas 18 obras portuárias, com orçamento estimado em R$ 2,15 bilhões. Entre as ações previstas estão a modernização dos sistemas de defensas dos portos do Recife (PE) e de Natal (RN), a conclusão do Moegão, no Porto de Paranaguá (PR), e a revitalização dos acessos terrestres ao Porto de Santana (AP).

O plano também abrange aeroportos regionais e infraestrutura hidroviária. Para as hidrovias, estão previstos R$ 7,6 bilhões em obras, incluindo dragagens, melhorias nas condições de navegação e intervenções em terminais.

Fonte: Com informações do ND Mais e do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado

O Porto de Paranaguá, no Paraná, realizou neste domingo (11) a primeira conexão de um terminal privado ao Moegão, sistema projetado para modernizar o recebimento ferroviário de granéis vegetais. A estrutura conectada pertence à ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo terminal PAR 25.

A operação ocorreu durante a manhã e mobilizou dezenas de profissionais. Para executar o trabalho, foi necessário interditar temporariamente a Avenida Portuária, permitindo a movimentação dos equipamentos utilizados na instalação da estrutura metálica.

Moegão recebe investimento de R$ 700 milhões

Considerado a maior obra pública portuária em andamento no Brasil e a maior do Paraná, o Moegão recebe investimentos de aproximadamente R$ 700 milhões. O projeto prevê a concentração do descarregamento de produtos agrícolas transportados por trens em uma única estrutura, facilitando o encaminhamento das cargas aos terminais de exportação.

Segundo Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, o empreendimento representa uma transformação na logística de recebimento de mercadorias destinadas ao mercado internacional. A iniciativa, somada à implantação do novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, deverá ampliar a competitividade do porto e permitir o atendimento a navios de maior porte.

A conexão do terminal da ALTP ao Moegão envolveu o içamento de uma estrutura metálica de 55 metros de comprimento e aproximadamente 35 toneladas.

Para realizar a operação, foi utilizado um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas e alcançar 48 metros de altura. O içamento levou cerca de duas horas, enquanto a etapa de fixação exigiu outras quatro horas de trabalho.

A estrutura foi integrada à galeria central do Moegão, que possui 1,7 quilômetro de extensão e reúne mais de 4 mil metros de correias transportadoras. O sistema conduzirá os grãos e farelos descarregados dos vagões até os terminais portuários.

A previsão é que os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste de Paranaguá estejam conectados ao complexo até outubro de 2027.

Capacidade ferroviária poderá chegar a 24 milhões de toneladas por ano

Com a entrada em operação, o Moegão deverá ampliar significativamente a capacidade de recebimento ferroviário de grãos e farelos no Porto de Paranaguá.

A estrutura foi projetada para elevar o volume anual de pouco mais de 5 milhões de toneladas, atualmente recebidas por ferrovia, para até 24 milhões de toneladas. A expectativa é alcançar um ganho de eficiência operacional de 63%.

O complexo contará com três linhas férreas independentes, permitindo o recebimento simultâneo de até 180 vagões. Cada linha poderá descarregar três vagões ao mesmo tempo, com capacidade operacional estimada em até 900 vagões por dia, ante os cerca de 550 movimentados atualmente.

O projeto também considera futuras mudanças na infraestrutura ferroviária, incluindo a ampliação da Ferroeste, com um ramal previsto a partir de Mato Grosso do Sul, e a reestruturação da Malha Sul.

Centralização das operações deve reduzir impactos no trânsito

Atualmente, os vagões são direcionados individualmente aos terminais portuários, exigindo manobras das composições ferroviárias. Esse modelo pode provocar interrupções no trânsito da região portuária por mais de 40 minutos.

Com o Moegão, o recebimento será centralizado, reduzindo a necessidade de dividir as composições e diminuindo de 16 para cinco o número de passagens de nível, onde os trilhos cruzam as vias urbanas.

A expectativa é que os bloqueios de trânsito passem a ocorrer apenas durante a passagem dos trens, com duração média estimada entre 10 e 15 minutos.

A implantação do sistema representa um avanço na infraestrutura logística de Paranaguá, com potencial para ampliar a eficiência do transporte ferroviário, melhorar o fluxo de cargas destinadas à exportação e reduzir os impactos das operações portuárias sobre a mobilidade urbana.

Fonte: Com informações do PortalPortuario

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Portal Portuário

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí embarca mais de mil toneladas de conjuntos canavieiros com destino à Indonésia

Operação, realizada pela SC Portos, reforça a atuação do Porto na movimentação de carga geral

O Porto de Itajaí realizou o embarque de 40 remontas de conjuntos canavieiros da fabricante Randon com destino ao porto de Jacarta, na Indonésia. A operação movimentou cerca de 1,1 mil toneladas de carga no navio Green Brazil, que desatracou na terça-feira (6), às 10h32.

Realizado pela SC Portos, o embarque utilizou o sistema Lo-Lo (load on, load off), no qual as cargas são içadas. Nessa operação, os equipamentos foram embarcados com o guindaste de bordo da própria embarcação.

O Porto de Itajaí tem tradição nas operações Ro-Ro (roll on, roll off), em que a carga rodante embarca e desembarca rodando. Somente em 2026, já foram movimentados 17.056 veículos nessa modalidade. O embarque dos conjuntos canavieiros pelo sistema Lo-Lo demonstra a capacidade do terminal de atender diferentes necessidades de movimentação de cargas.

Os equipamentos serão utilizados no transporte de cana-de-açúcar. A exportação integra a primeira venda de semirreboques da Randon para a Indonésia e reforça o papel do Porto de Itajaí no escoamento da produção industrial brasileira para mercados internacionais.

Crescimento da movimentação

Entre janeiro e agosto de 2026, o Porto de Itajaí movimentou 3.501.781 toneladas, considerando as operações do cais comercial e da área arrendada. O volume representa crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2025, com acréscimo de 706.353 toneladas.

A movimentação de contêineres alcançou 326.284 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, uma alta de 56% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado. O faturamento acumulado chegou a R$ 124,7 milhões, crescimento de 4,17% no mesmo período.

A conexão com o mercado asiático também aparece nas linhas marítimas que atendem o Porto. Em agosto, a Ásia concentrou 11 das 37 linhas registradas, o maior número entre as regiões atendidas. A exportação para a Indonésia é um exemplo das operações que conectam a indústria brasileira aos mercados desse continente.

A Superintendência do Porto de Itajaí segue trabalhando para ampliar a eficiência das operações e fortalecer a participação do terminal no comércio exterior, contribuindo para o desenvolvimento econômico de Itajaí e da região.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGENS: SC Portos

Ler Mais
Informação

Receita Federal transfere atendimento sobre assuntos aduaneiros para o Receita Atende

A Receita Federal passou a oferecer o serviço de orientação sobre assuntos aduaneiros pela plataforma Receita Atende. A ferramenta permite que os usuários enviem solicitações e acompanhem o andamento dos pedidos diretamente pela internet.

Antes da mudança, o atendimento era solicitado por meio de um formulário on-line, e as respostas eram encaminhadas por e-mail. Com a migração, todas as etapas passam a ser realizadas no próprio sistema, tornando o processo mais prático e transparente.

Como solicitar orientações aduaneiras pela internet

Os interessados em esclarecer dúvidas sobre procedimentos aduaneiros devem acessar o sistema Receita Atende e registrar a solicitação seguindo as etapas abaixo:

  1. Entre na plataforma pelo endereço: https://servicos.receitafederal.gov.br/servico/receita-atende.
  2. Clique na opção “Enviar mensagem”.
  3. Selecione a categoria “Comércio Exterior”.
  4. Escolha o assunto relacionado à dúvida e preencha os dados solicitados para formalizar o pedido.

Após concluir o envio, o usuário poderá consultar o andamento do atendimento diretamente na plataforma, sem depender exclusivamente de mensagens encaminhadas por e-mail.

Mudança busca simplificar o atendimento da Receita Federal

A transferência do serviço para o Receita Atende integra a estratégia de modernização dos serviços públicos digitais da Receita Federal.

A iniciativa busca centralizar os canais de atendimento, facilitar o acesso às orientações sobre comércio exterior e melhorar a experiência dos cidadãos e profissionais que utilizam os serviços relacionados à área aduaneira.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

Ler Mais
Exportação

Exportações de frutas caem 10% em setembro, mas receita cresce com alta dos preços

As exportações brasileiras de frutas encerraram setembro de 2026 com queda no volume embarcado, mas o avanço dos preços ajudou a sustentar o faturamento do setor. No mês, o país enviou ao exterior 115,4 mil toneladas de frutas e nozes frescas ou secas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na comparação com setembro de 2025, o volume exportado apresentou redução de 10%. Como o mês teve 21 dias úteis neste ano, contra 22 no ano passado, a análise pela média diária aponta recuo de 9,8%.

A média passou de aproximadamente 6,09 mil toneladas por dia em setembro de 2025 para 5,49 mil toneladas neste ano.

Embarques de frutas oscilam ao longo de setembro

O ritmo das exportações de frutas brasileiras variou durante as semanas de setembro.

Na primeira parcial do mês, a média diária de embarques estava 19,6% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. Na segunda semana, a diferença diminuiu para 7,3%.

Nas parciais seguintes, porém, o desempenho voltou a apresentar uma leve deterioração, encerrando o mês com queda de 9,8% na comparação entre as médias diárias.

Apesar da retração no volume, o resultado financeiro apresentou comportamento oposto.

Preço médio sobe e impulsiona receita

A receita média diária das exportações ficou 10,3% acima da registrada em setembro de 2025, mesmo com a redução da quantidade de frutas embarcadas.

O principal fator para esse desempenho foi a valorização do preço médio dos produtos vendidos ao mercado internacional.

Em setembro, cada tonelada exportada alcançou valor médio de aproximadamente US$ 1.254,31, alta de 22,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Dessa forma, o aumento do valor por tonelada compensou o menor fluxo de embarques e permitiu que a receita mantivesse trajetória positiva.

Preços maiores compensam menor volume

O desempenho de setembro reforça uma tendência observada no comércio exterior de frutas nos últimos meses: preços de exportação mais elevados têm ajudado a compensar a redução dos volumes enviados ao exterior.

O mesmo comportamento já havia sido identificado no fechamento de agosto, quando a valorização dos preços contribuiu para um resultado financeiro mais favorável, mesmo diante de um ritmo menos intenso dos embarques.

Com isso, setembro terminou marcado por uma combinação de menor volume exportado e maior preço médio, cenário que manteve a receita do setor em alta apesar da retração na quantidade comercializada.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Comércio Exterior

Exportações do Brasil para China e União Europeia impulsionam superávit comercial em 2026

O Brasil ampliou as vendas externas e registrou forte avanço no superávit da balança comercial em 2026. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na terça-feira (6/10) mostram que o saldo positivo acumulado de janeiro a setembro cresceu 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exportações brasileiras somam US$ 284,65 bilhões

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras alcançaram US$ 284,65 bilhões, alta de 10,4% na comparação anual. No mesmo período, as importações avançaram 5,0%, chegando a US$ 222,26 bilhões.

Com esse resultado, o comércio exterior brasileiro registrou superávit de US$ 62,40 bilhões, crescimento de 34,8%. Já a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, movimentou US$ 506,91 bilhões, aumento de 8,0%.

China amplia compras de produtos brasileiros

A China foi um dos principais destinos responsáveis pelo crescimento das exportações brasileiras. Nos nove primeiros meses do ano, as vendas para o mercado chinês somaram US$ 84,68 bilhões, alta de 12,0% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

O resultado reforça a importância do país asiático para a pauta de exportações do Brasil, especialmente entre os principais parceiros comerciais brasileiros.

União Europeia também aumenta importações do Brasil

As vendas brasileiras para a União Europeia tiveram desempenho ainda mais expressivo no período. Entre janeiro e setembro, as exportações para o bloco cresceram 20,0% e totalizaram US$ 44,15 bilhões.

O avanço das compras europeias contribuiu para o desempenho positivo da balança comercial brasileira ao longo de 2026.

Setembro registra alta nas exportações

Considerando apenas setembro, as exportações brasileiras cresceram 12,9% frente ao mesmo mês de 2025 e alcançaram US$ 34,42 bilhões.

Na direção contrária, as importações recuaram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões. A diferença entre os dois fluxos resultou em um superávit comercial de US$ 7,74 bilhões, aumento de 146,4% na comparação anual.

A corrente de comércio de setembro ficou em US$ 61,10 bilhões, alta de 5,6%.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Sousa/CNI

Ler Mais
Comércio Exterior

Dionísio Cerqueira: cidade de fronteira que transforma logística em crescimento

Na extremidade noroeste de Santa Catarina, Dionísio Cerqueira construiu sua história e sua economia em torno de uma característica que poderia ter tido outro desfecho. No fim do século 19, uma disputa territorial envolvendo Brasil e Argentina colocou em jogo uma extensa área que hoje abrange parte do Oeste catarinense e do Paraná.

A definição brasileira teve participação decisiva de Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira, funcionário público baiano que se destacou pela atuação na Guerra do Paraguai e, posteriormente, em questões de fronteira. Em 1898, quando ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, ele ajudou a convencer o presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, árbitro da chamada Questão de Palmas, a reconhecer os argumentos apresentados pelo Brasil.

O acordo definitivo garantiu a manutenção da área em território brasileiro. Cinco anos mais tarde, em 4 de julho de 1903, a inauguração da Vila Peperi-Guaçu, às margens do rio de mesmo nome, marcou outra etapa dessa história. A localidade recebeu o nome de Vila Dionísio Cerqueira em homenagem ao diplomata.

Anos depois, os desdobramentos territoriais posteriores à Guerra do Contestado fizeram com que o município passasse a integrar Santa Catarina. A emancipação de Chapecó ocorreu em 1953.

Uma fronteira que funciona como uma única comunidade

Hoje, Dionísio Cerqueira integra uma tríplice fronteira com Barracão, no Paraná, e Bernardo de Irigoyen, na província argentina de Misiones. Apesar da divisão política entre os países, a rotina das três cidades é marcada por uma intensa integração.

Juntas, elas reúnem quase 60 mil habitantes e mantêm relações econômicas e sociais que ultrapassam os limites nacionais. Dependendo da variação de preços, moradores atravessam a fronteira em busca de combustível mais barato. A culinária argentina, especialmente o churrasco e o vinho, também faz parte do cotidiano, enquanto o chamado “portunhol” é comum nas conversas.

A integração chega aos serviços públicos. O Corpo de Bombeiros e o hospital de Dionísio Cerqueira podem atender ocorrências dos três lados da fronteira. Como não existem obstáculos geográficos significativos entre as localidades, mudar de cidade ou até de país pode significar apenas atravessar uma rua.

Porto seco impulsiona a economia de Dionísio Cerqueira

A posição estratégica transformou Dionísio Cerqueira em um importante ponto de conexão logística entre Santa Catarina e Argentina. O município abriga o único porto seco catarinense na fronteira com o país vizinho.

Durante décadas, o fluxo de caminhões, turistas e mercadorias ajudou a determinar o crescimento urbano local. A maior parte da área urbanizada se concentra justamente na região noroeste, próxima à fronteira.

“A agricultura e a fronteira são os pilares da economia aqui. É uma circulação constante, o comércio atende à população das três cidades”, resume Guilherme Libardoni, secretário de Planejamento.

Apesar da relevância estratégica, a aduana de Dionísio Cerqueira historicamente registrou movimentação inferior à de grandes estruturas fronteiriças brasileiras, como Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Foz do Iguaçu, no Paraná, considerado o maior porto seco da América Latina.

Por muito tempo, a estrutura aduaneira também conviveu com limitações de infraestrutura. Esse cenário começou a mudar nos últimos anos com a combinação de investimentos públicos e privados.

Nova regra aumenta o movimento na aduana

Um dos principais marcos dessa transformação foi a aprovação da Lei 17.762/19. A legislação determinou que importações beneficiadas com isenção de ICMS e destinadas a Santa Catarina por transporte terrestre deveriam realizar o desembaraço em Dionísio Cerqueira, em vez de utilizar estruturas aduaneiras de outros estados.

A medida, inicialmente, encontrou resistência justamente por causa das condições da infraestrutura local. Parte desse problema foi enfrentada com a recuperação da BR-163 entre Dionísio Cerqueira e São Miguel do Oeste.

Mais de 45 quilômetros receberam novas pistas em pavimento rígido, além de terceiras faixas, acostamentos e vias marginais. As melhorias fizeram parte das contrapartidas relacionadas à concessão do Porto Seco de Dionísio Cerqueira à Multilog, vencedora da licitação realizada no fim de 2021.

O novo terminal recebeu R$ 50 milhões em investimentos e foi inaugurado em 2023.

Crescimento trouxe novos desafios logísticos

A expansão da estrutura, porém, provocou um efeito imediato: a capacidade da aduana ficou pressionada pelo aumento do número de caminhões. Em determinado momento, o tempo necessário para o desembaraço de uma carga chegou a 10 dias.

Por isso, a margem mínima obrigatória de desembaraço precisou ser reduzida. Ainda assim, os números mostram uma mudança significativa no patamar de movimentação.

Em março, quando a margem estava em 30%, o Porto Seco de Dionísio Cerqueira alcançou um recorde histórico. Foram 2.523 cargas desembaraçadas, com uma corrente financeira de US$ 84,5 milhões, considerando os valores das importações e exportações.

Antes da abertura do novo terminal, a movimentação média era de aproximadamente US$ 40 milhões e 1,5 mil cargas por mês.

Com a melhora nos processos e a redução do tempo de espera, a expectativa é que a exigência de desembaraço volte gradualmente aos 100% estabelecidos originalmente pela legislação. Atualmente, o percentual está em 50%.

“As obras de expansão avançam conforme o edital, e quando estiver em plena capacidade o terminal contará com 600 vagas para caminhões, além de um bolsão para outros 100 veículos em espera”, afirma Alexandre Heitmann, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Multilog.

Mais empregos e novos investimentos

O avanço da logística de fronteira começa a produzir efeitos além do comércio exterior. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o número de empregos formais no município aumentou 20% entre março de 2023 e 2026.

Segundo Libardoni, a expansão também abriu espaço para atividades que antes tinham pouca presença no município.

“Começamos a ter vagas que antes não existiam no setor de serviços”, afirma o secretário.

A prefeitura também aposta na criação de novas áreas para empresas. Um condomínio empresarial voltado à logística recebe investimento de R$ 10 milhões do município. O projeto prevê 57 terrenos, com áreas entre 1,5 mil e 5 mil metros quadrados, atualmente em etapa de pavimentação.

Além disso, dois empreendimentos privados — um residencial e outro industrial — estão em fase de análise de projetos.

Aeroporto amplia alternativas de transporte

A infraestrutura de Dionísio Cerqueira também ganhou uma nova frente com a retomada das operações do aeroporto local. Depois de permanecer fechado por 11 anos, o espaço foi reinaugurado como aeródromo em 2024, após obras realizadas pelo Governo do Estado.

Os investimentos continuaram no ano seguinte. Em 2025, foi firmado um convênio de R$ 2,9 milhões para a instalação de equipamentos de auxílio à navegação e iluminação noturna.

O local também recebe obras para a construção de hangares e de um posto de abastecimento.

A expectativa é que a estrutura facilite a mobilidade de empresários e investidores que atuam no município. “Com isso, empresários que têm negócios na cidade poderão se deslocar com agilidade para as capitais”, informa o secretário de Planejamento.

Assim, a antiga vila de fronteira que ganhou o nome de um dos responsáveis pela defesa do território brasileiro passa por uma nova transformação. Entre comércio exterior, logística, agricultura, infraestrutura e integração internacional, Dionísio Cerqueira busca aproveitar sua posição estratégica para sustentar uma nova fase de crescimento.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ass. de Comunicação – Prefeitura de Dionísio Cerqueira

Ler Mais
Economia

Déficit comercial dos EUA sobe 13,7% em agosto e chega a US$ 105,6 bilhões

O déficit comercial dos Estados Unidos avançou acima das expectativas em agosto, pressionado pelo aumento das importações de bens. O resultado reflete a força da demanda interna e indica que o comércio exterior pode voltar a exercer impacto negativo sobre o crescimento da economia americana no terceiro trimestre.

O saldo negativo aumentou 13,7% em agosto, alcançando US$ 105,6 bilhões, segundo dados divulgados pelo Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio e pelo Census Bureau. Analistas consultados pela Reuters projetavam um déficit de US$ 102 bilhões.

Importações aumentam com demanda doméstica forte

O resultado de agosto já era parcialmente esperado após dados divulgados na semana anterior apontarem crescimento do déficit de bens, também provocado pelo avanço das importações.

A demanda doméstica dos EUA ganhou força no segundo trimestre e cresceu no ritmo mais rápido em mais de três anos e meio. O movimento foi sustentado principalmente pelos gastos dos consumidores e pelos investimentos das empresas em equipamentos, com destaque para aqueles relacionados à inteligência artificial (IA).

Indicadores mais recentes sugerem que esse ritmo de consumo continuou no terceiro trimestre. Em agosto, houve sinais de fortes gastos dos consumidores, além de aumento nas encomendas e nos embarques de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves.

Importações avançam apesar das tarifas de Trump

Para atender ao mercado interno, as empresas americanas continuam recorrendo às importações, mesmo diante da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump.

As tarifas foram implementadas pelo governo com o objetivo declarado de reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos. Ainda assim, as compras externas registraram crescimento em agosto.

As importações totais aumentaram 4,3%, para US$ 420,8 bilhões. Considerando apenas os bens, a alta foi de 5,3%, alcançando US$ 342,2 bilhões.

As exportações também cresceram, mas em ritmo inferior. As vendas externas avançaram 1,4%, para US$ 315,2 bilhões, enquanto as exportações de bens subiram 2,2%, chegando a US$ 205,7 bilhões.

Comércio exterior pode reduzir crescimento do PIB

O desempenho do setor externo continua sendo um obstáculo para a expansão da economia americana. O comércio exterior retirou força do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA durante três trimestres consecutivos.

Para o período de julho a setembro, economistas estimam que o comércio possa reduzir o crescimento do PIB em até 2,5 pontos percentuais.

Apesar desse impacto, as projeções para a economia americana permanecem relativamente positivas. A maior parte das estimativas aponta para um crescimento anualizado superior a 3% no terceiro trimestre.

A expectativa é que a força dos gastos dos consumidores ajude a compensar parte do efeito negativo provocado pelo aumento das importações.

No segundo trimestre, a economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,2%.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook