Comércio Exterior

Plano Brasil Soberano libera R$ 13,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifas e conflitos

O governo federal regulamentou a distribuição dos R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito previstos pelo Plano Brasil Soberano para apoiar empresas impactadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pelos efeitos de conflitos e da instabilidade no cenário internacional.

As regras foram publicadas nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU) pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano. O pacote havia sido anunciado em julho, mas dependia da regulamentação para começar a ser executado.

Como serão distribuídos os R$ 13,5 bilhões

A maior parcela, de R$ 5 bilhões, será destinada a exportadores e fornecedores afetados pelo chamado tarifaço dos Estados Unidos, que elevou as barreiras comerciais para produtos brasileiros.

Outros R$ 3,5 bilhões serão direcionados a empresas que mantêm operações de exportação com países do Golfo Pérsico, região que enfrenta impactos econômicos relacionados ao conflito no Oriente Médio.

Os R$ 5 bilhões restantes serão destinados a setores considerados estratégicos pelo governo:

  • R$ 2 bilhões para empresas produtoras de adubos, fertilizantes e insumos intermediários;
  • R$ 2 bilhões para atividades industriais e tecnológicas ligadas à cadeia de minerais críticos e estratégicos;
  • R$ 1 bilhão para empresas de setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior brasileiro.

No segmento de minerais, os financiamentos poderão contemplar atividades de lavra, desde que estejam vinculadas a etapas posteriores, como beneficiamento, refino ou transformação da matéria-prima.

Quem poderá acessar as linhas de crédito

O programa não ficará limitado às empresas que exportam diretamente. Fornecedores das cadeias produtivas afetadas também poderão receber financiamento, desde que atendam aos critérios estabelecidos.

Entre os possíveis beneficiários estão:

  • empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais e seus fornecedores;
  • produtores e exportadores de agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca e aquicultura;
  • empresas exportadoras de recursos minerais e seus fornecedores;
  • companhias de setores industriais estratégicos para o comércio exterior.

Com isso, o Plano Brasil Soberano amplia sua atuação para além dos efeitos imediatos das tarifas norte-americanas, buscando preservar cadeias produtivas consideradas importantes para a economia brasileira.

Recursos poderão financiar investimentos e capital de giro

As empresas poderão utilizar o crédito tanto para necessidades imediatas quanto para projetos de médio e longo prazo.

Entre as possibilidades estão capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e adequações na estrutura produtiva. O financiamento também poderá apoiar a expansão da capacidade de produção e iniciativas destinadas ao fortalecimento das cadeias de fornecedores.

O programa contempla ainda projetos de inovação tecnológica e medidas para adaptar produtos, serviços e processos às mudanças nas condições do mercado internacional.

Novas modalidades de uso dos recursos poderão ser estabelecidas posteriormente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério da Fazenda.

Crédito busca reduzir impactos do tarifaço

A reserva de R$ 5 bilhões para exportadores foi estabelecida em resposta ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre mercadorias brasileiras.

De acordo com o governo, as novas sobretaxas aumentaram os custos para acessar o mercado norte-americano e ampliaram a pressão financeira sobre empresas brasileiras dependentes das exportações.

Nesse cenário, o crédito pretende oferecer fôlego financeiro aos exportadores e às empresas que integram suas cadeias de fornecimento. Parte dos recursos também será destinada a companhias que negociam com países do Golfo Pérsico, considerando os possíveis reflexos econômicos da instabilidade no Oriente Médio.

BNDES acompanhará operações

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será responsável pelo acompanhamento das operações de crédito.

Mensalmente, o banco deverá encaminhar ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano informações sobre os financiamentos aprovados e contratados, além dos valores efetivamente liberados.

A divisão dos R$ 13,5 bilhões não é necessariamente definitiva. A regulamentação permite que o Conselho Interministerial altere a alocação dos recursos conforme a execução do programa e as prioridades estabelecidas pela política pública.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto, segundo dados divulgados na segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as exportações somaram US$ 8,100 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 5,985 bilhões.

Considerando as três primeiras semanas do mês, o comércio exterior brasileiro apresenta superávit acumulado de US$ 5,109 bilhões. O resultado é formado por US$ 24,143 bilhões em exportações e US$ 19,034 bilhões em importações.

Na comparação com o mesmo período de agosto de 2025, as exportações avançaram 14,3%.

Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou o maior crescimento, com alta de 34,2% e movimentação de US$ 6,875 bilhões. A Agropecuária cresceu 9,8%, alcançando US$ 5,200 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação avançou 6,6%, para US$ 11,869 bilhões.

Importações também crescem em agosto

As importações registraram aumento de 13,0% na comparação com o mesmo período de 2025.

A Agropecuária teve alta de 3,9%, totalizando US$ 325 milhões. Já a Indústria de Transformação apresentou crescimento de 16,7%, com US$ 17,725 bilhões.

Na contramão, as compras externas da Indústria Extrativa recuaram 29,7%, para US$ 879 milhões.

Superávit comercial chega a US$ 54,148 bilhões no ano

De janeiro até a terceira semana de agosto, o Brasil acumula superávit comercial de US$ 54,148 bilhões. O resultado representa crescimento de 30,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo positivo era de US$ 43,158 bilhões.

Para todo o ano de 2026, o MDIC projeta um superávit de US$ 90 bilhões, valor 32,3% superior ao registrado em 2025.

A estimativa considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões ao longo do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (MDIC).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos retomam negociações comerciais após conversa entre Lula e Trump

O Brasil e os Estados Unidos devem retomar, na próxima semana, as negociações comerciais entre os dois países. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, integrantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) participarão das tratativas.

A data do encontro ainda será definida pelas equipes dos dois governos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços confirmou que recebeu contato do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, após a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula e Trump discutem tarifas e comércio

A retomada do diálogo ocorre em meio à disputa comercial causada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante uma conversa telefônica realizada nesta sexta-feira (21), Lula defendeu a retomada das negociações e classificou como infundadas as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas.

Entre os argumentos citados pelos Estados Unidos estão questões relacionadas ao desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos ligados ao trabalho forçado.

Segundo o Palácio do Planalto, a ligação durou uma hora e 20 minutos e ocorreu de maneira cordial. Lula afirmou que as tarifas podem prejudicar tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e destacou a importância do diálogo para preservar as relações comerciais.

Trump, por sua vez, concordou sobre a necessidade de manter os vínculos comerciais e indicou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

Novo canal de negociação entre os países

A próxima reunião deverá reunir Márcio Elias Rosa, representantes do MRE e integrantes do USTR.

Em nota conjunta, o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores avaliaram que a manifestação dos dois presidentes representa uma nova oportunidade para buscar uma solução negociada para o impasse comercial.

Brasil e EUA também discutem combate ao crime

Além das questões econômicas, Lula e Trump conversaram sobre segurança e combate ao crime organizado.

O presidente brasileiro defendeu uma atuação coordenada entre os dois países e afirmou que as organizações criminosas pressionam populações vulneráveis, mas não devem ser classificadas como organizações terroristas.

Lula também apresentou medidas adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo ações de asfixia financeira, responsáveis pela apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

Entre as iniciativas mencionadas estão a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

De acordo com o Planalto, Trump demonstrou interesse em ampliar a cooperação e afirmou que deverá indicar integrantes de alto escalão para dar continuidade às conversas.

Lula e Trump abordam guerras na Ucrânia e no Oriente Médio

A conversa também incluiu os conflitos internacionais, entre eles as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, os dois presidentes defenderam a busca por uma solução negociada. Lula também criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos e sugeriu a realização de uma reunião extraordinária para discutir alternativas diplomáticas.

Trump ainda apresentou suas perspectivas sobre o conflito envolvendo o Irã.

Ao defender a diplomacia como caminho para solucionar conflitos internacionais, Lula afirmou: “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.

FONTE: Agência Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Transporte

Integração logística conecta produção brasileira aos mercados nacional e internacional

Da propriedade rural às áreas industriais e, posteriormente, aos terminais portuários, diferentes modais de transporte atuam de forma integrada para movimentar cargas e conectar o Brasil ao mercado externo.

Antes de chegar ao destino final, uma mercadoria brasileira pode percorrer milhares de quilômetros e utilizar diferentes meios de transporte. Soja, minério, carnes, máquinas e produtos industrializados dependem de uma cadeia logística capaz de conectar áreas produtoras, centros de distribuição e mercados consumidores.

O transporte rodoviário costuma assumir os primeiros ou últimos trechos da operação. Pela flexibilidade, os caminhões conseguem acessar propriedades rurais, indústrias e armazéns, fazendo a ligação com terminais ferroviários, hidroviários e portuários.

A partir desses pontos, a carga pode ser transferida para ferrovias ou hidrovias, conforme as características da operação e da região.

O modal ferroviário se destaca principalmente no deslocamento de grandes volumes por longas distâncias. Para produtos como grãos e minérios, as ferrovias podem estabelecer conexões estratégicas entre regiões produtoras e portos, contribuindo para reduzir a dependência do transporte rodoviário em determinados trajetos.

O transporte hidroviário também tem papel relevante na logística brasileira. O país possui aproximadamente 42 mil quilômetros de rede hidroviária, sendo cerca de 20 mil quilômetros considerados navegáveis.

Em regiões com infraestrutura adequada, as hidrovias permitem movimentar grandes volumes de cargas por longas distâncias e funcionam como uma alternativa importante para conectar áreas do interior a outros pontos da cadeia logística.

Portos concentram diferentes etapas da cadeia

Os portos são pontos estratégicos dessa integração. É nesses complexos que cargas provenientes de rodovias, ferrovias e hidrovias podem ser recebidas, armazenadas, movimentadas e posteriormente embarcadas em navios.

A partir dos terminais portuários, as mercadorias seguem por rotas marítimas para diferentes destinos internacionais. Ao mesmo tempo, os portos também recebem produtos importados que abastecem a indústria, o comércio e os consumidores brasileiros.

Por isso, o desempenho de um porto não depende apenas de sua estrutura interna. A qualidade das conexões terrestres e hidroviárias que levam as cargas até os terminais também influencia diretamente a eficiência logística.

Integração reduz gargalos e melhora os fluxos

Em uma cadeia logística extensa, problemas em um único trecho podem comprometer toda a operação. Já a integração entre os diferentes modais permite encontrar alternativas mais eficientes para o deslocamento das cargas.

A conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias e portos ganha ainda mais importância diante das dimensões continentais do Brasil. Uma rede de transporte mais integrada pode melhorar a organização dos fluxos, ampliar a capacidade de movimentação e fortalecer a competitividade da produção nacional nos mercados interno e internacional.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos – Assessoria Especial de Comunicação Social.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação / Divulgação/Instituto Brasil Logística

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Comércio Internacional

Argentina deve registrar superávit comercial em julho e superar US$ 20 bilhões em 2026

A balança comercial da Argentina deve fechar julho novamente no azul, sustentada principalmente pelo desempenho das exportações de energia e produtos agrícolas. A projeção consta de uma pesquisa da Reuters com economistas locais e estrangeiros.

As estimativas apontam para um superávit comercial de US$ 1,85 bilhão no mês. Para o conjunto de 2026, a expectativa é de que o saldo positivo ultrapasse a marca de US$ 20 bilhões, favorecido pelos preços elevados das commodities no mercado internacional.

Exportações de energia e agricultura sustentam resultado

Entre os principais fatores por trás do desempenho argentino estão as vendas externas de produtos agrícolas e petróleo.

Para Ignacio Ruiz, economista da Ecolatina, as exportações devem continuar contribuindo para um resultado comercial robusto, especialmente diante do cenário favorável para os preços internacionais das commodities.

A combinação entre exportações de petróleo, energia e produtos do agronegócio deve manter a balança comercial argentina em território positivo ao longo do ano.

Superávit pode chegar a US$ 23 bilhões

A perspectiva para o resultado anual também melhorou. A última pesquisa de expectativas de mercado realizada pelo Banco Central da Argentina indica que o país poderá encerrar 2026 com um superávit comercial de aproximadamente US$ 23 bilhões.

Até junho, o saldo acumulado já alcançava US$ 13,9 bilhões. O desempenho inclui um resultado recorde de US$ 3,45 bilhões registrado em maio.

O resultado reforça a importância das exportações argentinas para a geração de divisas e para o equilíbrio das contas externas do país.

Importações seguem em ritmo moderado

Enquanto as exportações apresentam desempenho positivo, as importações da Argentina ainda avançam de forma limitada.

Segundo Ruiz, a demanda por produtos importados permanece contida, em linha com os níveis moderados de atividade econômica e consumo no país.

Esse comportamento contribui para preservar o saldo positivo da balança comercial, já que o crescimento das compras externas ainda não acompanha uma eventual aceleração das exportações.

INDEC divulgará resultado oficial de julho

O resultado definitivo da balança comercial argentina em julho será divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) na quinta-feira.

Até a publicação dos dados oficiais, as projeções dos economistas indicam a manutenção de um cenário favorável para o comércio exterior argentino, com superávit comercial superior a US$ 20 bilhões esperado para 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels/Freerange

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Comércio Internacional

Reciprocidade busca pressionar EUA a retomar negociações sobre tarifas, diz Arko Advice

O governo brasileiro comunicou oficialmente a Washington o início do processo de reciprocidade econômica em resposta às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Segundo Michael Lopez Stewart, da Arko Advice, a medida tem como principal objetivo aumentar a pressão para que os americanos voltem à mesa de negociações, e não provocar uma escalada imediata da disputa comercial.

Atualmente, os produtos brasileiros estão sujeitos a duas cobranças distintas: uma tarifa de 25% específica para o Brasil e outra de 12,5%, aplicada também a mercadorias de outros países. Em determinados produtos, a soma das duas alíquotas pode alcançar 37,5%. Há, porém, uma relação de exceções que retira alguns itens da incidência das tarifas.

Lei de Reciprocidade Econômica abre caminho para negociação

O governo federal decidiu colocar em prática a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2025. De acordo com a análise da Arko Advice, o acionamento do mecanismo não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente medidas de retaliação.

Nesta etapa inicial, o Itamaraty notificou o governo americano e solicitou a abertura de consultas diplomáticas. Ao mesmo tempo, a Camex deverá analisar os impactos das tarifas sobre a economia brasileira e avaliar quais respostas poderiam ser adotadas posteriormente.

A orientação transmitida pelo governo é de que qualquer eventual reação siga critérios de proporcionalidade. Márcio Elias Rosa também indicou que as medidas deverão contribuir para a solução do impasse comercial, mantendo a negociação entre Brasil e Estados Unidos como prioridade.

Dessa forma, a legislação funciona não apenas como mecanismo de resposta, mas também como uma ferramenta de pressão diplomática. O Brasil demonstra que dispõe de alternativas para reagir às tarifas, enquanto preserva a possibilidade de chegar a um entendimento com Washington.

Tarifas americanas aumentam preocupação entre empresas brasileiras

A movimentação também gera atenção no setor privado. Empresas brasileiras, especialmente aquelas com forte exposição ao mercado dos Estados Unidos, acompanham os próximos passos do governo diante do risco de uma eventual ampliação das medidas tarifárias.

Uma escalada da disputa poderia elevar a incerteza para exportações brasileiras, investimentos e decisões empresariais. Por isso, empresários demonstram preocupação com os possíveis efeitos de novas medidas comerciais.

No campo diplomático, a abertura formal do processo também pode provocar uma reação do governo americano. Diante do histórico e do perfil da administração de Donald Trump, existe a possibilidade de que Washington adote novas iniciativas caso interprete a medida brasileira como uma escalada.

Governo deve evitar retaliação imediata

Para Michael Lopez Stewart, contudo, não há indicação de que o Brasil esteja próximo de implementar uma retaliação efetiva. A avaliação considera que o governo ainda busca uma solução negociada e reconhece que uma intensificação do conflito comercial poderia gerar custos para os dois países.

O comportamento de Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas deve ser acompanhado de perto. A questão ganhou peso político e internacional em um momento de maior exposição do governo brasileiro, enquanto também se aproximam compromissos relevantes da agenda externa, incluindo a próxima cúpula dos BRICS.

Brasil amplia pressão, mas mantém diálogo com Washington

O movimento anunciado nesta semana representa uma nova frente de pressão do Brasil sobre os Estados Unidos. Apesar de ainda não configurar uma decisão definitiva de retaliação, o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica possui relevância diplomática e pode influenciar os próximos capítulos da disputa tarifária.

O principal desafio agora será determinar se o mecanismo será suficiente para levar Brasil e EUA de volta às negociações ou se a relação comercial entre os dois países avançará para uma nova rodada de medidas e contramedidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Portos

Como os produtos chegam ao destino: o papel dos portos e dos diferentes modais de transporte

Alimentos, combustíveis, medicamentos, fertilizantes e produtos industrializados percorrem diferentes caminhos antes de chegar ao consumidor. Nesse trajeto, podem ser utilizados caminhões, trens, navios e hidrovias, em uma operação logística que conecta regiões produtoras, portos, centros de distribuição e mercados.

Uma carga pode deixar uma fazenda, indústria ou unidade de produção por rodovia ou ferrovia e seguir até um terminal portuário. No porto, é embarcada em um navio e transportada por centenas ou milhares de quilômetros. Ao chegar ao destino, o produto volta a utilizar outros modais até alcançar uma indústria, centro de distribuição, estabelecimento comercial ou consumidor final.

Os números mostram a importância dessa estrutura para o país. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, o maior volume já registrado no Brasil. Desse total, 164,6 milhões de toneladas corresponderam a cargas conteinerizadas, que incluem produtos industrializados e bens de consumo.

A relevância do transporte marítimo também aparece no comércio exterior. Aproximadamente 95% das operações internacionais brasileiras são realizadas por via marítima, fazendo dos portos uma peça fundamental tanto para a chegada de produtos e matérias-primas quanto para as exportações.

Transporte marítimo também conecta diferentes regiões do Brasil

A navegação não é utilizada apenas para operações internacionais. Produtos e matérias-primas também podem ser transportados entre portos brasileiros ou entre plataformas offshore e unidades terrestres, como refinarias.

Esse tipo de operação é conhecido como cabotagem.

Nesse modelo, uma carga pode deixar uma região do país por navio, percorrer a costa brasileira e desembarcar em outro estado, onde o transporte terrestre completa o percurso até o destino final.

Do campo ao supermercado

Um exemplo dessa integração entre modais está no transporte de alimentos. Depois da colheita, o arroz pode passar por processos de secagem e armazenamento antes de ser levado por caminhão ou trem até um porto. A partir daí, a carga pode seguir de navio pela costa até outra região brasileira. Após o desembarque, o produto volta para o transporte terrestre, chegando a centros de distribuição e, posteriormente, aos supermercados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 70% da produção nacional de arroz em 2026. Dessa forma, parte da produção originada no Sul pode utilizar o transporte marítimo para abastecer consumidores de outras regiões.

A mesma lógica pode ser aplicada a produtos como café, açúcar, milho e frango congelado, que percorrem diferentes etapas e podem combinar rodovias, ferrovias e transporte marítimo.

Portos também garantem o abastecimento do campo

A importância dos portos não está restrita ao transporte de produtos que chegam ao consumidor. Eles também são fundamentais para a entrada de insumos utilizados na produção agrícola. É o caso dos fertilizantes e adubos importados. Em 2025, as importações desses produtos alcançaram 49,3 milhões de toneladas.

A operação começa no país de origem, onde os fertilizantes são embarcados em navios. No Brasil, a carga chega ao terminal portuário, passa por processos de movimentação e armazenagem e, posteriormente, segue por transporte terrestre até as regiões agrícolas. Entre as cargas de maior relevância para a navegação estão o petróleo e seus derivados.

Na cabotagem brasileira, granéis líquidos e gasosos representam cerca de 75% das cargas transportadas, com destaque para petróleo e gás natural. Em 2025, a navegação de cabotagem movimentou aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Mas os portos também movimentam uma grande variedade de produtos que chegam ao país em contêineres. Nessa categoria estão peças, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, produtos químicos, roupas, eletrônicos e outros bens presentes no cotidiano.

Assim, antes de chegar às prateleiras ou às mãos do consumidor, muitos produtos percorrem uma verdadeira rede logística, que integra portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Essa combinação de modais permite conectar áreas produtoras, indústrias e centros consumidores dentro e fora do Brasil.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação/Porto de Pecém

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Portos

O que os portos brasileiros movimentam? Conheça os principais tipos de carga

Dos grãos aos contêineres, os portos brasileiros movimentam diariamente uma grande variedade de mercadorias. Cada tipo de carga possui características próprias e, por isso, demanda infraestrutura, equipamentos e procedimentos específicos para armazenagem, embarque, desembarque e transporte.

Entre os principais grupos estão os granéis sólidos, granéis líquidos e gasosos, cargas conteinerizadas e carga geral. A divisão ajuda a entender a complexidade da logística portuária e o papel dos terminais na conexão entre produtores, indústria, comércio e diferentes modais de transporte.

Granéis sólidos: grãos, minérios e fertilizantes

Os granéis sólidos são produtos secos transportados em grandes volumes e sem embalagens individuais. Eles podem ter origem agrícola, mineral ou industrial. Entre os exemplos estão soja, milho, trigo, açúcar, minério de ferro, fertilizantes e carvão.

A movimentação dessas cargas utiliza estruturas como silos, armazéns, moegas, correias transportadoras e equipamentos para carregamento e descarregamento de navios. O controle da umidade e da dispersão de poeira também faz parte dos cuidados necessários durante a operação.

Granéis líquidos e gasosos exigem controle específico

Petróleo, combustíveis, óleos vegetais, produtos químicos e gases estão entre as cargas transportadas em grandes volumes por meio de navios-tanque, dutos, bombas e tanques de armazenamento.

No caso dos gases liquefeitos, são necessárias condições controladas de pressão ou temperatura para manter o produto em estado líquido e viabilizar seu transporte.

Por envolverem riscos específicos, essas operações exigem protocolos rigorosos de segurança, prevenção de vazamentos, controle ambiental e monitoramento das condições de armazenamento e movimentação.

Carga conteinerizada integra diferentes modais

Os contêineres são unidades padronizadas que permitem transportar mercadorias de diferentes características com maior facilidade de transferência entre navios, caminhões e trens. Alimentos industrializados, roupas, eletrônicos, peças automotivas, máquinas, medicamentos, móveis e outros bens de consumo podem ser transportados dessa forma.

Nos terminais portuários, a operação depende de pátios especializados, portêineres, guindastes, empilhadeiras e sistemas de controle e rastreamento. Também existem áreas específicas para contêineres refrigerados, utilizados em cargas que precisam de temperatura controlada.

Um dos indicadores mais conhecidos desse segmento é o TEU, unidade baseada no contêiner padrão de 20 pés e utilizada para medir a movimentação portuária.

Carga geral reúne mercadorias de diferentes formatos

A carga geral inclui mercadorias transportadas individualmente, em volumes, caixas, fardos, peças ou equipamentos, sem serem movimentadas como granéis.

Veículos, máquinas, equipamentos industriais, bobinas de aço, madeira e peças de grandes dimensões são alguns exemplos.

Dependendo das características da mercadoria, a operação pode exigir guindastes, empilhadeiras, rampas, carretas especiais, pátios, armazéns e sistemas de amarração. Cargas pesadas ou de grandes dimensões demandam planejamento adicional para garantir segurança durante o manuseio.

Infraestrutura portuária varia conforme a carga

A diversidade de mercadorias movimentadas explica a existência de diferentes tipos de terminais portuários, equipamentos e estruturas de armazenagem.

Do campo à indústria e ao consumidor final, cada operação precisa ser planejada de acordo com as características da carga. Essa organização é fundamental para o funcionamento da logística portuária e para a integração entre produção, comércio, abastecimento e transporte no Brasil.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Eduardo Oliveira/MPor

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança plano de R$ 210 milhões para ajudar empresas afetadas por tarifas dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apresentou, em São Paulo, o Plano de Diversificação de Exportações, criado para apoiar empresas brasileiras atingidas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Com investimento de R$ 210 milhões, a iniciativa pretende alcançar até 5.300 empresas de 35 setores considerados prioritários, segundo a agência. A estratégia busca ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais alternativos e reduzir os impactos provocados pelas barreiras comerciais norte-americanas.

Plano deve atender milhares de empresas

O programa foi apresentado pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante reunião com representantes de mais de 30 entidades ligadas ao setor produtivo.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) indicam que aproximadamente 5.600 empresas brasileiras foram diretamente afetadas pelas novas tarifas dos EUA. A ApexBrasil estima atender até 5.300 delas, contemplando segmentos que vão do agronegócio à indústria de transformação, além de áreas como higiene, máquinas e equipamentos.

A agência pretende atuar em 36 mercados prioritários, levando oportunidades comerciais e conectando empresas a potenciais compradores estrangeiros.

Segundo Müller, o objetivo é ampliar as alternativas de negócios sem abandonar o mercado norte-americano. Os Estados Unidos continuam entre os destinos considerados importantes para os produtos brasileiros, mas a estratégia passa a dar maior ênfase à diversificação das exportações.

Apoio terá quatro modalidades

O plano prevê duas frentes de atuação. Uma delas será desenvolvida em parceria com entidades setoriais e deverá reunir mais de 300 ações. A outra oferecerá atendimento direto e individualizado para até 4.700 empresas.

As empresas afetadas pelas tarifas terão isenção das taxas de participação nas modalidades de atendimento direto:

  • Reuniões de negócios: serão disponibilizadas 2.300 vagas para encontros presenciais e virtuais com compradores internacionais.
  • Feiras internacionais: 1.400 vagas serão destinadas à participação em eventos de setores afetados, priorizando novos mercados.
  • Consultoria especializada: até 1.200 empresas poderão receber atendimento individual e gratuito para estruturar a entrada em outros países.
  • Bolsa Exportação: serão oferecidas 1.000 vagas de apoio financeiro direto ao longo dos próximos 12 meses.

Inscrições começam nesta quarta-feira

As inscrições para o Plano de Diversificação de Exportações começam nesta quarta-feira (12). As empresas poderão se cadastrar pelo site da ApexBrasil ou procurar uma das 29 entidades setoriais parceiras.

No processo de inscrição, será necessário comprovar a condição de exportadora para os Estados Unidos e informar se houve impacto provocado pelas tarifas. Também será preciso indicar o código SH do produto e detalhar a necessidade da empresa.

Entre as demandas possíveis estão a participação em uma feira específica, adequação a exigências e certificações de determinado mercado ou busca por compradores em novos países.

Após o cadastro, o sistema de inteligência da ApexBrasil fará o cruzamento entre o produto informado e a rede internacional da agência. A ferramenta poderá acionar os escritórios no exterior e conectar as empresas a uma base com mais de 2 mil compradores internacionais parceiros.

América Latina e Europa concentram ações

O plano distribuiu as ações de promoção comercial de acordo com o perfil dos produtos e o potencial de cada região.

A programação prevê:

  • América Latina: 85 ações;
  • Europa: 77 ações;
  • Ásia: 46 ações;
  • Canadá e México: 23 ações;
  • África: 16 ações;
  • Oriente Médio: 11 ações.

Entre os mercados apontados como alternativas estão Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China.

ApexBrasil mantém atuação nos Estados Unidos

Apesar da criação do programa, a ApexBrasil afirma que não pretende interromper o trabalho de promoção comercial nos Estados Unidos. A proposta é ampliar simultaneamente as possibilidades de venda para outros destinos e oferecer suporte às empresas que enfrentam dificuldades com as novas tarifas.

A estratégia ocorre em um cenário de forte desempenho das exportações brasileiras. De acordo com os dados apresentados pela agência, o país acumulou US$ 220 bilhões em exportações no primeiro semestre e registrou, em julho, o melhor resultado histórico para o mês.

Laudemir Müller destacou que os efeitos das tarifas variam entre as empresas. Enquanto algumas enfrentam dificuldades para direcionar sua produção, outras já iniciaram processos de diversificação.

A ApexBrasil informou ainda que cerca de 72% das empresas que participaram de ações da agência no último ano e exportaram para os EUA já haviam ampliado seus destinos de exportação.

A proposta, segundo a agência, será conduzida de forma segmentada, considerando as necessidades específicas de cada setor e empresa, com foco na abertura de novos mercados para produtos brasileiros.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Portos

Portonave retoma a atracação de dois navios simultâneos com a entrega de mais 250 metros de cais renovado

Terminal Portuário de Navegantes concluiu novo trecho da Obra de Adequação do Cais e chega a 700 metros com nova estrutura 

Com a entrega de um novo trecho de 250 metros da obra de adequação e reforço do cais, o Terminal Portuário de Navegantes terá 700 metros operacionais disponíveis. A Portonave passa a receber a atracação simultânea de dois navios, contribuindo para maior agilidade e produtividade nas operações portuárias. Desde janeiro de 2024, quando a obra começou, o Terminal recebia apenas um navio por vez. A liberação do novo trecho para a operação foi realizada no dia 18 de agosto, data em que os navios CMA CGM Thorium e Mercosul Suape operaram ao mesmo tempo. Ao final da obra, com todo o cais finalizado, a Portonave poderá receber até três navios de forma simultânea. 

Já preparado para a nova geração de embarcações, o cais renovado permite a atracação de navios de até 400 metros, porte da mais moderna geração de porta-contêineres – desde que seja realizada a adequação do canal de acesso e da bacia de evolução. A partir de agora, as embarcações podem ser atendidas simultaneamente, sem a necessidade de aguardar a liberação de uma posição de atracação. O resultado é mais agilidade nas operações, maior eficiência no atendimento às escalas dos armadores e melhor aproveitamento da infraestrutura do terminal.

A entrega deste trecho reforça o encaminhamento final da Obra de Adequação do Cais, que até julho alcançou 92% de execução. A conclusão da etapa restante está prevista para o  último trimestre de 2026. 

As melhorias também deixam o cais preparado para execução de uma estrutura de shore power, sistema que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados, eliminando a queima de combustível durante a permanência no terminal.

Esse desempenho acompanha equipamentos mais potentes. A Obra de Adequação do Cais integra um plano voltado à eficiência e à sustentabilidade que, somadas às novas máquinas, ultrapassa R$ 2 bilhões. Só em equipamentos, são cerca de R$ 500 milhões em unidades 100% elétricas, alinhadas à estratégia de descarbonização da Companhia. 

Os novos equipamentos

Ao final do plano, o Terminal contará com 8 STS, 32 RTGs, 7 Reach Stackers, 61 Terminal Tractors e 4 scanners. Todos os novos equipamentos são 100% elétricos.

  • 2 guindastes de cais e-STS, responsáveis pela movimentação do navio para o cais e vice-versa. Serão os primeiros desse porte no Brasil. Investimento de R$ 229 milhões e com previsão de chegada ainda para este ano.
  • 14 guindastes de pátio e-RTG, responsáveis pela movimentação e empilhamento no pátio. Investimento de R$ 210 milhões. Chegaram em julho de 2026 e estarão em operação a partir de agosto.
  • 30 Terminal Tractors elétricos e 6 Reach Stackers elétricas, que fazem transporte e movimentação de contêineres no pátio. Investimento de aproximadamente R$ 61 milhões. Entrega gradual, com todas as máquinas em operação até janeiro de 2027.
  • 2 scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres. Investimento de R$ 25 milhões. Em operação desde 2025. 

Crescimento durante a obra

Mesmo com a obra em andamento, o Terminal segue em ritmo de crescimento. Até o final de julho de 2026, a Portonave movimentou 750.571 TEUs, volume 21,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho reforça a capacidade da operação de manter a produtividade durante uma intervenção de grande porte na infraestrutura e antecipa os ganhos que a conclusão da obra deve trazer nos próximos meses.

Compensação ambiental na restinga de Navegantes

Como medida de compensação ambiental pela Obra de Adequação do Cais, a Portonave conduz um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) na orla de Navegantes. A ação restaura cerca de 40 mil metros quadrados de restinga no bairro Meia Praia, com o plantio de mudas de espécies nativas do ecossistema e o controle de espécies exóticas invasoras. A execução é acompanhada pelo Instituto Ambiental de Navegantes (IAN) e pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

Sobre a Portonave

Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. Emprega 1,3 mil profissionais diretos e mais de 2,3 mil indiretos, o que inclui cerca de 1,8 mil trabalhadores dedicados à obra de reforço do cais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o terminal mais eficiente em produtividade de navios em 2025. Em 2026, alcançou a marca histórica de primeiro porto catarinense com 15 milhões de TEUs movimentados desde o início das operações.

FONTE E IMAGENS: Portonave

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