Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal intensifica preparação aduaneira com expedição técnica internacional

A Receita Federal promoveu uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico entre os dias 30 de maio e 8 de junho, com o objetivo de aprimorar o planejamento das operações aduaneiras e logísticas ligadas ao projeto de integração regional.

A ação reuniu oito servidores especializados em áreas estratégicas, incluindo comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Missão percorre quatro países da rota bioceânica

Durante a expedição, a equipe percorreu trechos da rota que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, visitando postos de fronteira, unidades alfandegárias, centros logísticos e portos localizados na costa do Oceano Pacífico.

O trabalho de campo teve como foco identificar desafios operacionais e oportunidades relacionadas à futura movimentação de cargas e ao aumento do fluxo comercial esperado com a consolidação do corredor.

Avaliação busca melhorar eficiência e segurança

Entre os principais pontos analisados estão a infraestrutura logística, os procedimentos de controle aduaneiro, os tempos de travessia nas fronteiras, a gestão de riscos e os mecanismos de cooperação entre os países envolvidos.

As informações coletadas servirão de base para fortalecer o planejamento institucional da Receita Federal, contribuindo para a modernização dos processos e para a adaptação às novas demandas de transporte e comércio internacional.

Integração e modernização das fronteiras

A iniciativa reforça a estratégia da Receita Federal de ampliar a integração entre os órgãos de controle e os parceiros internacionais, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e facilitação do comércio exterior.

Com a expectativa de crescimento das operações no Corredor Bioceânico, a expedição representa mais um passo na preparação das estruturas de fiscalização e controle para acompanhar a expansão das rotas comerciais na América do Sul.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Educação

Pesquisa aponta que líderes influenciam até 70% do engajamento das equipes

Capacitação promovida pelo ReConecta News será conduzida por Bárbara Echelmeier e abordará liderança estratégica, inteligência emocional e desenvolvimento de equipes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, acelerado e pressionado por resultados, a qualidade da liderança tem se tornado um dos principais diferenciais para o sucesso das organizações. Um estudo da Gallup, referência mundial em pesquisas sobre comportamento organizacional, revela que os gestores são responsáveis por cerca de 70% da variação nos níveis de engajamento dos colaboradores, impactando diretamente produtividade, retenção de talentos e desempenho das empresas.

Atento a essa realidade, o ReConecta News lança sua primeira turma de treinamento em liderança. Segundo Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, “o treinamento é voltado para profissionais que desejam desenvolver competências de gestão de pessoas, inteligência emocional e tomada de decisão em ambientes de alta pressão”.

A capacitação será conduzida pela mentora e estrategista de desenvolvimento humano Bárbara Echelmeier e será nos dias 16, 18 e 30 de junho, além de 2 de julho; em Itajaí. A inscrição pode ser feita pelo link: https://meuingresso.com.br/eventos/liderana-para-comex—com-barbara-echelmeier

Segundo a especialista, a liderança moderna vai muito além da gestão de tarefas. “Hoje, as empresas precisam de líderes capazes de inspirar, comunicar com clareza, lidar com conflitos, desenvolver pessoas e manter o equilíbrio emocional em cenários de constante transformação. Liderança não é apenas uma função, é uma competência que precisa ser desenvolvida”, destaca Bárbara.

Liderança como estratégia de negócios

O treinamento surge em um momento em que empresas de diversos setores enfrentam desafios relacionados ao engajamento das equipes, retenção de profissionais qualificados e fortalecimento da cultura organizacional. O relatório global mais recente apontou uma queda no engajamento dos gestores em 2024. O percentual de líderes engajados caiu de 30% para 27%, contribuindo para a redução do engajamento dos colaboradores em todo o mundo. Segundo a Gallup, isso gerou perdas estimadas em US$ 438 bilhões em produtividade global.

Dados da Gallup mostram ainda que organizações com líderes preparados apresentam melhores indicadores de produtividade, satisfação dos colaboradores e resultados financeiros. O estudo reforça uma tendência observada por especialistas em gestão: investir no desenvolvimento de líderes deixou de ser apenas uma ação de recursos humanos para se tornar uma estratégia de negócios.

A formação promovida pelo ReConecta News foi estruturada para atender gestores, coordenadores, empresários, profissionais em ascensão e equipes corporativas que buscam fortalecer sua capacidade de liderança e influência dentro das organizações.

Quem é Bárbara Echelmeier

Bárbara Echelmeier é uma profissional com trajetória construída dentro do ambiente corporativo. Sua carreira começou aos 17 anos no setor de Comércio Exterior e, aos 22, já liderava equipes em uma área marcada por metas desafiadoras, pressão constante e necessidade de decisões rápidas. A vivência prática despertou seu interesse pelo comportamento humano, inteligência emocional e desenvolvimento de lideranças. Atualmente, Bárbara atua com mentoria de carreira, formação de líderes e treinamentos corporativos voltados para cultura organizacional, autorresponsabilidade e performance profissional.

Sua metodologia integra experiências do mercado corporativo, conceitos da psicologia, neurociência e ferramentas práticas aplicadas ao dia a dia das empresas. Para ela, a construção de uma liderança sólida começa pela autoliderança. “Não existe alta performance sustentável sem equilíbrio emocional. O trabalho é uma extensão da nossa identidade, e liderar exige antes de tudo consciência sobre si mesmo”, afirma.

Texto: ReConecta News

Imagem: ReConecta News

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Logística

Canal do Panamá avalia restrições para navios diante do risco de nova crise hídrica

A Autoridade do Canal do Panamá iniciou estudos para uma eventual redução dos limites de profundidade permitidos para embarcações que utilizam a hidrovia. A medida preventiva busca minimizar os impactos de um possível retorno do fenômeno El Niño, que pode comprometer os níveis de água essenciais para o funcionamento da rota marítima.

A iniciativa ocorre após a severa crise hídrica registrada entre 2023 e 2024, quando a escassez de água reduziu a capacidade operacional do canal, provocando congestionamentos de navios, aumento dos custos logísticos e alterações em importantes rotas comerciais internacionais.

Revisão das regras pode antecipar ajustes operacionais

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, as equipes técnicas já começaram a revisar os parâmetros utilizados para definir os limites de carga das embarcações com base na profundidade disponível.

Tradicionalmente, essa avaliação é realizada no fim do ano, mas o monitoramento antecipado reflete a preocupação com possíveis mudanças nas condições climáticas.

Atualmente, o sistema opera com calado máximo de até 50 pés graças ao volume de chuvas registrado nos últimos meses. Nas eclusas Neopanamax, utilizadas por navios de grande porte, o limite operacional varia entre 47 e 49,5 pés.

Segundo a autoridade panamenha, caso haja deterioração das condições hidrológicas, uma redução inicial de um pé poderá ser aplicada já no final de junho.

Canal do Panamá movimenta cerca de 5% do comércio marítimo global

Considerado um dos principais corredores logísticos do mundo, o Canal do Panamá conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e desempenha papel estratégico para o comércio internacional.

A hidrovia atende mais de 1.700 portos distribuídos em cerca de 160 países e responde por aproximadamente 5% do comércio marítimo mundial.

Após superar as restrições impostas pela seca recente, o canal encerrou o ano fiscal de 2025 com receita recorde de US$ 5,7 bilhões. No período, foram registrados 13.404 trânsitos de embarcações, crescimento de 19,3% em relação ao exercício anterior, com movimentação próxima de 489 milhões de toneladas de carga.

Restrição no calado pode reduzir capacidade de transporte

Embora uma eventual redução de um pé no calado pareça pequena, especialistas do setor marítimo alertam para impactos relevantes na operação dos navios.

Durante a crise hídrica anterior, estudos apontaram que cada pé de restrição poderia representar uma perda de cerca de 400 TEUs em grandes navios porta-contêineres.

Na prática, isso significa menos carga transportada por viagem, redução da eficiência operacional e possível aumento dos custos para armadores e embarcadores.

Em cenários mais críticos, empresas de navegação podem ser obrigadas a redistribuir mercadorias, utilizar embarcações adicionais ou até redirecionar rotas, ampliando os tempos de trânsito e os custos logísticos globais.

Comércio exterior brasileiro acompanha cenário com atenção

As possíveis restrições também são monitoradas de perto pelo setor de comércio exterior brasileiro. O Canal do Panamá é uma rota estratégica para cargas destinadas à costa oeste dos Estados Unidos, países da América Central e parte dos mercados asiáticos.

Além dos contêineres, a hidrovia é utilizada para o transporte de fertilizantes, produtos químicos e diversas commodities agrícolas, fundamentais para a balança comercial brasileira.

Ao iniciar as avaliações de forma antecipada, a Autoridade do Canal do Panamá demonstra uma postura mais preventiva em relação à crise anterior. O objetivo é garantir maior previsibilidade operacional e reduzir riscos para as cadeias globais de suprimentos, evitando interrupções que possam afetar o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Agência Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Exportação

Exportações brasileiras para os EUA atingem menor participação desde 1997

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras recuou para 9,4% entre janeiro e maio de 2026, o menor percentual registrado para o período desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997. No mesmo intervalo do ano passado, os norte-americanos respondiam por 12,2% das vendas externas do Brasil.

Os dados, divulgados pelo Valor Econômico com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam uma redução significativa da relevância do mercado americano para os produtos brasileiros, mesmo após o fim das tarifas extraordinárias impostas anteriormente pelos Estados Unidos.

Tarifas impostas por Trump impactaram comércio bilateral

Especialistas atribuem o enfraquecimento da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos aos efeitos da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump em 2025.

Nos primeiros meses daquele ano, antes da implementação das sobretaxas, as exportações brasileiras para os EUA ainda registravam crescimento de 4,4%. No entanto, a partir de julho, diversos produtos passaram a enfrentar tarifas de importação que chegaram a variar entre 40% e 50%.

A mudança alterou rapidamente o cenário comercial. As vendas para o mercado americano perderam ritmo no segundo semestre e encerraram 2025 com retração de 6,7%, enquanto as exportações totais brasileiras cresceram 3,3% no mesmo período.

Vendas para os Estados Unidos continuam em queda em 2026

Entre janeiro e maio deste ano, os embarques brasileiros para os Estados Unidos totalizaram US$ 14 bilhões, representando uma queda de 16% em comparação ao mesmo período de 2025.

O desempenho negativo persistiu mesmo após a revogação do chamado tarifaço, derrubado em fevereiro por decisão da Suprema Corte dos EUA. A Corte considerou inadequado o uso da legislação de poderes econômicos emergenciais internacionais (IEEPA) como fundamento para a aplicação das tarifas.

Apesar da reversão jurídica, analistas avaliam que os impactos comerciais permaneceram. Empresas brasileiras ampliaram a busca por novos mercados, enquanto compradores americanos passaram a diversificar seus fornecedores, reduzindo a dependência de produtos brasileiros.

Diversificação de mercados ganha importância

A redução da participação americana ocorre em paralelo ao avanço da estratégia brasileira de diversificação comercial. O país tem ampliado sua presença em diferentes mercados internacionais, diminuindo a concentração das exportações em poucos destinos.

O movimento ganhou força diante das incertezas geradas por medidas protecionistas e pela instabilidade da política comercial dos Estados Unidos.

Recentemente, novas propostas tarifárias anunciadas por Washington, com alíquotas de 25% e 12,5% para determinados produtos, reforçaram a percepção de que a busca por novos parceiros comerciais se tornou uma alternativa estratégica para o comércio exterior brasileiro.

Mais do que uma oscilação temporária, a queda da participação dos EUA para o menor nível em quase três décadas sinaliza uma transformação no perfil das exportações brasileiras e nos fluxos globais de comércio.

Balança comercial registra crescimento em maio

Mesmo com a redução das vendas para os Estados Unidos, a balança comercial brasileira apresentou resultado positivo em maio.

Segundo dados da Secex, o país registrou superávit de US$ 7,8 bilhões no mês, valor 10,8% superior ao saldo de US$ 7,1 bilhões observado em maio de 2025.

As exportações alcançaram US$ 31,9 bilhões, com avanço de 6,6%, enquanto as importações somaram US$ 24,1 bilhões, crescimento de 5,3%.

Superávit acumulado avança mais de 34% no ano

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 32,7 bilhões, alta de 34,2% na comparação com igual período do ano anterior.

As exportações brasileiras chegaram a US$ 148,6 bilhões, registrando crescimento de 8,7%. Já as importações totalizaram US$ 115,9 bilhões, avanço de 3,2%.

A corrente de comércio, indicador que soma exportações e importações, alcançou US$ 264,5 bilhões, aumento de 6,2%.

Os números mostram que, apesar da perda de participação do mercado americano, o comércio exterior brasileiro segue em expansão, impulsionado pela ampliação de mercados e pela adaptação das empresas a um cenário global marcado por disputas tarifárias e reorganização das cadeias produtivas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR / REUTERS/Kevin Lamarque

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Logística

Terminal de contêineres em Aracruz terá capacidade de 1,2 milhão de TEUs e reforçará logística no Espírito Santo

A Hapag-Lloyd, por meio da sua divisão de terminais portuários, a Hanseatic Global Terminals (HGT), concluiu a aquisição de 50% de participação no projeto de construção de um novo terminal de contêineres em Aracruz, no Espírito Santo. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Imetame por meio da joint venture Hanseatic Global Terminals Aracruz S.A.

O novo complexo portuário integra a estratégia de expansão da infraestrutura logística brasileira e deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas no país.

Novo terminal deve iniciar operações em 2028

Com previsão de entrada em operação para meados de 2028, o terminal foi projetado para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, tornando-se um dos principais projetos portuários em desenvolvimento no Brasil.

A estrutura contará com um cais de 750 metros de extensão, profundidade operacional de 17 metros e equipamentos modernos para movimentação de contêineres. O terminal também estará preparado para receber navios de grande porte utilizados nas principais rotas marítimas internacionais.

Segundo a HGT, a nova instalação permitirá ampliar a conectividade logística da região e fortalecer os fluxos de comércio entre o Brasil e mercados globais.

Investimento amplia capacidade portuária brasileira

A chegada de um novo terminal de grande porte ocorre em um momento de crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Nos últimos anos, operadores do setor têm alertado para limitações de capacidade em importantes corredores logísticos do Sudeste.

Nesse contexto, o empreendimento em Aracruz surge como alternativa para absorver parte da demanda crescente de exportações, importações e operações de transbordo.

A expectativa é que a nova estrutura ofereça mais opções para embarcadores e contribua para reduzir a concentração de cargas nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

Espírito Santo fortalece posição estratégica na logística nacional

Localizado no litoral norte capixaba, o terminal foi concebido para atuar tanto no atendimento ao comércio exterior quanto como hub de transbordo para serviços marítimos ao longo da costa brasileira.

O projeto reforça o protagonismo do Espírito Santo na atração de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e operações logísticas integradas.

A localização estratégica do estado, conectada a importantes corredores rodoviários e ferroviários que ligam o Sudeste, Centro-Oeste e Minas Gerais, tem impulsionado o interesse de investidores e operadores logísticos.

Especialistas avaliam que a necessidade de diversificação de rotas e a expansão das trocas comerciais internacionais devem aumentar a importância dos portos capixabas nos próximos anos.

Armadores ampliam presença na infraestrutura logística

A participação da Hapag-Lloyd no terminal de Aracruz acompanha uma tendência global observada entre grandes companhias marítimas. Cada vez mais, armadores buscam ampliar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia logística por meio de investimentos em terminais portuários e centros de distribuição.

Empresas como MSC, Maersk e CMA CGM também vêm adotando modelos de integração vertical, fortalecendo sua atuação além do transporte marítimo tradicional.

A estratégia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, reduzir dependências de terceiros e garantir maior previsibilidade nas operações logísticas.

Novo terminal pode gerar benefícios para exportadores e operadores

Para exportadores, importadores, agentes de carga e operadores logísticos, a entrada em operação do terminal deverá ampliar a oferta de capacidade e atrair novos serviços marítimos para a região.

Além disso, o aumento da concorrência entre operadores portuários tende a contribuir para ganhos de eficiência e melhores condições operacionais.

O projeto também acompanha o crescimento da demanda impulsionada pelo agronegócio, pela indústria e pelo avanço do comércio eletrônico, setores que exigem cada vez mais agilidade e capacidade logística.

Quando estiver concluído, o terminal de Aracruz deverá integrar o grupo dos maiores empreendimentos voltados à movimentação de contêineres no país, consolidando o Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do Brasil.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Internacional

Mauro Vieira contesta tarifas dos EUA e afirma que justificativas contra o Brasil não se sustentam

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo brasileiro apresentou argumentos suficientes para rebater as justificativas utilizadas pelos Estados Unidos na proposta de aplicação de tarifas sobre produtos nacionais. Segundo ele, as alegações norte-americanas não possuem base legítima para justificar a medida.

Brasil reforça defesa em reunião com representante comercial dos EUA

Durante encontro ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado em Paris, Vieira se reuniu com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das negociações envolvendo as tarifas.

Em entrevista à Globonews, o chanceler relatou que Greer classificou as conversas entre os dois países como positivas e destacou o bom andamento do diálogo bilateral sobre o tema.

Governo brasileiro questiona condução de investigações americanas

De acordo com Vieira, o Brasil destacou às autoridades norte-americanas que os resultados de duas investigações sobre supostas práticas comerciais desleais foram divulgados antes do prazo previamente acertado entre os presidentes dos dois países, durante reunião bilateral realizada em maio.

O ministro ressaltou que todas as informações solicitadas foram fornecidas pelo governo brasileiro e afirmou esperar que os esclarecimentos sejam considerados na avaliação final.

“Apresentamos todos os dados necessários e demonstramos que não existem razões concretas para que o Brasil seja alvo dessas tarifas. Os argumentos utilizados foram devidamente contestados”, declarou.

Relatório dos EUA recomenda tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

No início do mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório recomendando a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O documento aponta supostas práticas consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias” por parte do Brasil. A análise abrange temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, além de propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol, concessão de tarifas preferenciais e ações relacionadas ao desmatamento ilegal.

Agenda internacional incluiu negociações com União Europeia e outros países

Além das conversas com os Estados Unidos, Mauro Vieira participou de uma série de encontros bilaterais durante o evento da OCDE.

Entre os compromissos, o chanceler se reuniu com Maros Sefcovic, comissário da União Europeia para Comércio e Segurança Econômica, para discutir a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.

A agenda também incluiu reuniões com autoridades da Coreia do Sul, Espanha, Canadá, Suíça e República Tcheca, reforçando a estratégia brasileira de ampliar o diálogo comercial e diplomático com parceiros internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira movimenta US$ 56 bilhões em maio e mantém superávit robusto

O comércio exterior brasileiro registrou forte movimentação em maio de 2026, alcançando uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em um superávit comercial de aproximadamente US$ 8 bilhões. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na comparação com maio de 2025, as exportações brasileiras apresentaram avanço de 6,6%, passando de US$ 29,9 bilhões para US$ 31,9 bilhões. Já as importações cresceram 5,3%, saindo de US$ 22,9 bilhões para US$ 24,1 bilhões. Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — registrou crescimento de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, consolidando o bom ritmo das transações internacionais do país.

Acumulado de 2026 já supera US$ 264 bilhões

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras alcançaram US$ 148,6 bilhões, alta de 8,7% em comparação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 115,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, avanço de 3,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Com isso, o saldo da balança comercial acumulou superávit de US$ 33 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 264,5 bilhões, representando crescimento de 6,2% na comparação anual.

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve destaque em maio, com aumento de US$ 730 milhões, equivalente a crescimento de 9,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A indústria de transformação também apresentou resultado positivo, registrando expansão de US$ 1,37 bilhão, alta de 9%. Por outro lado, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, o que representa queda de 1,9% no período.

Nas compras internacionais realizadas pelo Brasil, a indústria de transformação foi responsável pelo principal crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão, avanço de 6,3% sobre maio do ano passado. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 40 milhões nas importações, queda de 7,8%, enquanto a indústria extrativa apresentou recuo de US$ 100 milhões, equivalente a 10,1%.

Considerando o período entre janeiro e maio de 2026, todos os principais segmentos exportadores apresentaram resultados positivos. A indústria extrativa liderou o crescimento, com aumento de US$ 5,37 bilhões, representando alta de 17,3%. A indústria de transformação avançou US$ 4,08 bilhões, crescimento de 5,6%, enquanto a agropecuária registrou expansão de US$ 2,36 bilhões, equivalente a 7,3%. Do lado das importações, a indústria de transformação cresceu US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Já a agropecuária apresentou queda de US$ 530 milhões (19%), e a indústria extrativa recuou US$ 310 milhões (6,2%).

Comércio exterior mantém trajetória positiva

Os resultados reforçam a expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com crescimento consistente das exportações, superávit comercial expressivo e aumento da corrente de comércio. O desempenho é impulsionado principalmente pelos setores da agropecuária, indústria de transformação e indústria extrativa, que seguem sustentando a presença do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Indústria

Regime Aduaneiro Especial é ampliado e passa a atender toda a indústria na Argentina

O governo da Argentina oficializou mudanças no Regime Aduaneiro de Fábrica (RAF), ampliando seu alcance para um número maior de empresas do setor manufatureiro. As alterações foram estabelecidas pelo Decreto 252/2026, publicado em 17 de abril de 2026, que atualiza as regras previstas no Decreto 688/2002.

A medida busca fortalecer a competitividade da indústria nacional, simplificando processos e ampliando o acesso aos benefícios aduaneiros para diferentes segmentos produtivos.

Fornecedores industriais também poderão aderir ao RAF

A partir de 16 de junho de 2026, empresas fornecedoras que atuam junto a estabelecimentos industriais poderão solicitar adesão ao regime especial.

Com a mudança, esses fornecedores terão acesso aos incentivos do RAF ao importar matérias-primas destinadas à fabricação de bens intermediários. Posteriormente, esses produtos serão encaminhados para operadores industriais responsáveis pela incorporação dos componentes aos bens finais destinados à exportação.

A ampliação do programa busca integrar de forma mais eficiente a cadeia produtiva e estimular as exportações da indústria argentina.

Restrições setoriais são eliminadas

Outro ponto relevante do decreto é o fim das limitações que restringiam a participação de determinados setores econômicos.

Com a nova regulamentação, o Regime Aduaneiro de Fábrica passa a contemplar toda a indústria manufatureira, ampliando as oportunidades para empresas de diferentes áreas da produção industrial.

A expectativa é que a medida contribua para aumentar a competitividade das empresas argentinas, incentivar investimentos e fortalecer a presença do país no comércio internacional.

Processo de adesão exige aprovação e garantias aduaneiras

As empresas interessadas em aderir ao regime deverão apresentar um pedido formal às autoridades competentes.

Segundo o decreto, a análise e decisão sobre a solicitação deverão ocorrer em até 60 dias após o cumprimento de todas as exigências legais e regulatórias aplicáveis.

Além disso, será necessário apresentar garantias em favor da Aduana, conforme previsto nas novas regras.

Regulamentação complementar será publicada

O decreto também determina que a Secretaria de Indústria será responsável pela elaboração das normas complementares necessárias para a implementação das mudanças.

Essas regulamentações deverão detalhar os procedimentos operacionais e os critérios para adesão ao regime, garantindo a aplicação das novas disposições em todo o setor industrial.

FONTE: Marval
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Agronegócio

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ampliar exportações do agronegócio brasileiro

As tratativas para um acordo comercial entre Mercosul e Canadá avançaram durante a mais recente rodada de negociações realizada em Toronto. O encontro resultou em progressos em cinco capítulos considerados essenciais para a ampliação das relações econômicas entre os dois mercados.

Os avanços envolvem temas como barreiras tarifárias, regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e acesso a insumos produtivos. O cenário é visto como positivo para o fortalecimento das trocas comerciais e para a expansão das exportações do bloco sul-americano.

Agronegócio brasileiro pode ser um dos principais beneficiados

Entre os setores com maior potencial de ganho está o agronegócio brasileiro, especialmente devido às discussões relacionadas às exigências sanitárias e fitossanitárias.

Essas normas são determinantes para a entrada de produtos agropecuários em mercados internacionais e influenciam diretamente a comercialização de itens como carne bovina, frango, grãos e frutas.

Com a possível conclusão do acordo, exportadores brasileiros poderão ter acesso facilitado ao mercado canadense, considerado um dos mais relevantes devido ao seu elevado poder de consumo.

Redução de tarifas pode aumentar competitividade das commodities

O Canadá mantém demanda constante por produtos alimentícios, proteínas animais e commodities agrícolas. Nesse contexto, um entendimento comercial entre os blocos pode reduzir ou até eliminar tarifas aplicadas atualmente sobre diversos produtos exportados pelo Mercosul.

A medida beneficiaria especialmente as vendas externas de soja, carnes e produtos processados, ampliando a competitividade dos produtores brasileiros em um mercado estratégico da América do Norte.

Carne bovina e frango estão entre os produtos mais impactados

As negociações também concentram atenção nas tarifas que incidem sobre a carne bovina brasileira e a carne de frango. Atualmente, esses encargos são considerados obstáculos relevantes para o aumento da participação brasileira no mercado canadense.

Caso haja redução ou eliminação dessas barreiras, os exportadores nacionais poderão competir em condições mais favoráveis com fornecedores já consolidados, como Estados Unidos e Austrália, ampliando oportunidades para o setor pecuário brasileiro.

Expectativa é de fortalecimento do comércio internacional

O avanço das negociações reforça a perspectiva de um acordo capaz de impulsionar o comércio exterior, diversificar mercados e criar novas oportunidades para produtores e empresas dos países integrantes do Mercosul.

Além de ampliar o fluxo comercial, o entendimento pode contribuir para reduzir custos de importação de insumos agrícolas e fortalecer a integração econômica entre os dois blocos.

FONTE: Space Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Space Money

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Comércio Internacional

Lula diz que Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir impactos de tarifas dos EUA

O presidente da República afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil pretende ampliar sua rede de parceiros comerciais internacionais para minimizar os efeitos das novas barreiras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto.

Segundo Lula, o país não ficará dependente de um único mercado e seguirá buscando alternativas para fortalecer as relações econômicas e ampliar oportunidades de negócios no exterior.

“Se um país não quiser comprar nossos produtos, vamos comercializar com quem tiver interesse. Da mesma forma, se não houver interesse em investir aqui, buscaremos novos investidores. O Brasil é uma nação soberana e democrática”, afirmou o presidente.

Lula reforça defesa da soberania brasileira

Durante o encontro, o chefe do Executivo destacou que o Brasil não deve adotar uma postura de submissão diante das grandes potências mundiais. Para ele, o país deve manter relações baseadas no respeito mútuo.

Lula ressaltou que o governo busca uma política externa pautada pela independência e pelo fortalecimento da posição brasileira no cenário internacional.

Tarifas de 25% entram no centro das discussões

A manifestação do presidente ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.

A proposta é resultado de uma investigação iniciada durante a gestão do presidente Donald Trump, que apura supostas práticas consideradas desleais nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Entre os argumentos apresentados pelo órgão norte-americano está a alegação de que o Pix teria favorecido o sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas dos EUA que atuam no setor, como operadoras de cartões de crédito e plataformas de pagamento digital.

Participação no G7 ganha importância diante do cenário internacional

Lula também confirmou que participará da próxima reunião do G7, marcada para junho, na França. Inicialmente, a viagem não fazia parte da agenda presidencial.

O encontro reúne os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participará como país convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron.

De acordo com Lula, a presença no evento será uma oportunidade para defender o fortalecimento do multilateralismo, das instituições internacionais e da cooperação entre os países.

Defesa da ONU e da governança global

Durante sua fala, o presidente voltou a defender a valorização da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da entidade.

Segundo ele, os desafios globais exigem o fortalecimento dos mecanismos internacionais de diálogo e cooperação, em vez do enfraquecimento das instituições multilaterais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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