Comércio Exterior

O comércio exterior mostra sinais de melhora, mas persistem desafios operacionais

O comércio exterior argentino atravessa um processo de transformação acelerada sob a gestão de Javier Milei. Com um enfoque centrado na desregulamentação, o governo impulsionou medidas destinadas a simplificar trâmites, ordenar o sistema de pagamentos e melhorar a transparência da operação. No entanto, persistem inconsistências normativas, gargalos técnicos e restrições operacionais que continuam afetando tanto importadores quanto exportadores.

Para analisar esse cenário, serindustria.com.ar conversou com Julieta Serena, sócia-gerente do Grupo Serena, secretária da Câmara de Comércio Exterior de Córdoba (CaCEC) e integrante da Comissão Operativa da Federação de Câmaras de Comércio Exterior da República Argentina (FECACERA), que oferece uma visão integral sobre os avanços e as pendências.

A advogada e despachante aduaneira considerou que a decisão mais relevante do governo em matéria de comércio exterior foi a eliminação das licenças automáticas e não automáticas. Nesse sentido, qualificou a medida como “muito favorável sobretudo para a previsibilidade das operações”, já que esses mecanismos haviam se tornado ao longo dos anos “um obstáculo” que afetava seriamente a concretização das importações.

“Havia certos produtos sensíveis, como têxteis ou brinquedos, em que realmente não havia certeza de conseguir concretizar a operação. Era preciso judicializar, e a judicialização também havia se tornado bastante difícil”, explicou. Ela acrescentou que, mesmo quando eram obtidas medidas cautelares contra o Estado, surgiam novos obstáculos, como a impossibilidade de registrar declarações. A eliminação desse esquema devolveu previsibilidade e reduziu custos.

Um sistema de pagamentos mais previsível
Outro ponto positivo destacado é a maior clareza no acesso ao mercado de câmbio. Serena reconheceu que ainda não existe a disponibilidade ideal para o importador. De toda forma, valoriza que “foi possível regularizar a maioria das dívidas comerciais e, além disso, ter certeza de quando seria possível pagar e que os prazos seriam cumpridos”.

A especialista lembrou que, antes do esquema atual, o último controle da SIMI era decisivo para determinar o prazo de pagamento e que, mesmo quando se estabeleciam 180 dias, “chegava o dia e não era possível processar o pagamento”. O resultado era um sobrecusto que atingia com força as PMEs, obrigadas a se financiar com brokers diante da falta de linhas bancárias. “Isso melhorou sem dúvida”, afirma.

Ela também considerou positiva a incorporação do mecanismo incluído no DNU 70/2023, que permite liberar mercadorias denunciadas garantindo posteriormente os valores que a Aduana considerar pertinentes. “Antes, a mercadoria ficava retida e podia demorar meses, gerando custos altíssimos de depósito e falta de insumos”, destacou.

Também ressaltou a habilitação para que exportadores compartilhem plantas mediante contrato e o desenvolvimento do monitoramento remoto de exportações, ainda em fase piloto. Para regiões afastadas dos grandes polos aduaneiros, afirmou que representa uma ferramenta valiosa. “Facilita o tempo da operação e evita deslocamentos longos”, apontou.

Regulamentos técnicos: uma reforma necessária, mas mal desenhada
Um dos pontos mais críticos levantados por Serena é a nova regulamentação dos regulamentos técnicos de segurança elétrica, brinquedos, aço e outros produtos. Ela reconheceu que o critério geral é positivo, mas questionou sua implementação. “Foi regulamentado com uma técnica legislativa ruim. Há pouca clareza sobre os produtos abrangidos e ampliaram o escopo para mercadorias que não deveriam estar sujeitas”, afirmou.

Nesse sentido, alertou que o espírito desses regulamentos é proteger o consumidor, mas a norma acabou incluindo insumos industriais ou produtos destinados a processos produtivos. A eliminação da exceção de uso idôneo, somada à confusa aceitação de certificações internacionais, aprofundou a complexidade.

A isso se somam inconsistências evidentes. “Ampliou-se a possibilidade de trazer uma máquina de lavar por courier desde o Chile sem qualquer controle, mas uma lavadora industrial para uma fábrica fica sujeita a múltiplas exigências. São incoerências”, afirmou.

Apesar da simplificação administrativa, Serena destacou que várias restrições ainda geram incerteza operacional. Os bancos privados continuam atuando com critérios próprios e muitas vezes não enviam consultas ou pedidos de prorrogação ao Banco Central, o que afeta regularizações, cumprimentos de divisas ou pagamentos antecipados.

“Como sujeito administrativo, você não tem acesso direto ao Banco Central. Sempre depende do banco, e às vezes o banco não tem interesse em encaminhar o caso”, explicou. Essa intermediação, garantiu, pode resultar em descumprimentos formais que bloqueiam devoluções de IVA e penalizam o exportador.

Duplo controle, custos ocultos e assimetrias
Serena mencionou as distorções que afetam as províncias fora da região do AMBA. Observou que coexistem dois regimes de trânsito: um para fronteiras terrestres sob o Acordo de Transporte Internacional e outro para cargas que entram por portos. O segundo implica o uso obrigatório de um lacre eletrônico cujo custo pode chegar a US$ 800 em algumas regiões, especialmente no sul.

Apesar do monitoramento digital, muitas cargas são igualmente submetidas a verificações em Buenos Aires por diferenças mínimas de peso ou imagem. “Qualquer mercadoria que permanece em um terminal gera um sobrecusto altíssimo”, reclamou, acrescentando que isso impacta diretamente a competitividade.

Ela também apontou diferenças inexplicáveis nos prazos de permanência em depósitos fiscais, que são de 90 dias para cargas terrestres e de 30 para aéreas ou marítimas. “Não há justificativa alguma para essa distorção”.

Embora reconheça avanços na Ventanilla Única de Comércio Exterior (VUCE), Serena afirmou que a Aduana continua trabalhando majoritariamente em papel. “Os despachos de importação ainda são transportados fisicamente em pastas; os expedientes continuam sendo discutidos em papel”. A implementação de inteligência artificial, embora mencionada na agenda oficial, “ainda está muito longe”.

A especialista explicou que a exportação nunca teve a mesma complexidade operacional que a importação. No entanto, identificou uma área crítica: o regime de envios com deficiência. A falta de agilidade faz com que os exportadores evitem utilizá-lo e recorram a operações a título não oneroso, o que depois os expõe a sanções bancárias e bloqueios de IVA.

Ainda assim, reconheceu melhorias recentes, como a aceleração do Certificado de Tipificação de Insumo Produto (CTIT) para importações temporárias, que passou de demorar um ano para ser resolvido em um mês. “É muito favorável e estão trabalhando para reduzir ainda mais os prazos”.

Para Serena, o setor privado deve assumir um papel mais ativo na identificação de problemas e na proposição de soluções, especialmente em um país onde “a realidade de cada ponto operacional é diferente”.

O comércio exterior ainda enfrenta entraves, custos ocultos, assimetrias regionais e uma estrutura administrativa que não acompanha a velocidade dos negócios globais. No entanto, ela afirma que os avanços recentes não são menores e que o desafio agora é aprofundar a simplificação sem gerar contradições.

FONTE: Ser Industria
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil dribla impacto das tarifas dos EUA e mantém crescimento das exportações, aponta Icomex

O mais recente relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quarta-feira (19/11) pelo Ibre/FGV, mostra que as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros não afetaram de forma significativa o desempenho das exportações totais do Brasil no curto prazo.

Embora as vendas para o mercado americano tenham recuado 24,9% entre agosto e outubro, o Brasil ampliou embarques para outros parceiros comerciais e para terceiros mercados, garantindo um avanço geral de 6,4% nas exportações no período.
“O efeito do tarifaço não comprometeu as exportações totais do Brasil”, destaca o relatório, reforçando, porém, que o mercado dos EUA continua sendo estratégico tanto para o Brasil quanto para o comércio global.

Superavit cresce e exportações ganham força

A balança comercial de outubro registrou superavit de US$ 7 bilhões, valor US$ 2,9 bilhões superior ao de outubro de 2024. As exportações subiram 9,1%, enquanto as importações recuaram 0,8%.

No acumulado de janeiro a outubro, o superavit chegou a US$ 52,4 bilhões, uma queda de US$ 10,4 bilhões frente ao mesmo período do ano passado. Nesse intervalo, as exportações avançaram 1,9% e as importações cresceram 7,1%.
Segundo o Icomex, a tendência de alta das importações observada no primeiro semestre começou a mudar a partir de julho, com exceção de setembro.

Dependência de acordo com os EUA

O relatório também acende um alerta: o Brasil precisa acelerar negociações comerciais com os Estados Unidos para evitar perda de competitividade. Isso porque Washington tem firmado novos acordos bilaterais que podem redirecionar exportações atualmente destinadas ao mercado americano.

“À medida que os Estados Unidos avançam com novos acordos, as margens de preferência do Brasil tendem a cair em terceiros mercados”, diz o Icomex.

O governo brasileiro enviou uma proposta no início de novembro, e o chanceler Mauro Vieira se reuniu com sua contraparte americana no dia 13. No entanto, ainda não houve anúncio de avanços concretos nas negociações.

EUA negociam com novos parceiros e ampliam vantagens

Os Estados Unidos já estabeleceram acordos com países como Malásia, Camboja, Tailândia, Vietnã, Coreia do Sul, Japão, Suíça, União Europeia, El Salvador, Guatemala, Equador e Argentina. Os pactos variam de alcance, mas todos ampliam o acesso de produtos e serviços americanos a esses mercados — em alguns casos, como no Vietnã, com abertura quase total.

Entre as cláusulas mais comuns estão:

  • isenção de tributos para plataformas digitais;
  • maior proteção à propriedade intelectual;
  • regras específicas sobre terras raras;
  • estímulos a investimentos nos EUA;
  • compromissos de segurança econômica, incluindo restrições a acordos com países considerados ameaças aos interesses americanos.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: mrcolo/Pixabay

Ler Mais
Comércio Exterior

China volta a suspender importação de frutos do mar do Japão em meio à crise diplomática

A China decidiu barrar novamente as importações de frutos do mar do Japão, segundo a imprensa japonesa, em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre os dois países. A medida teria sido tomada após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que afirmou no Parlamento, em 7 de novembro, que um eventual ataque chinês a Taiwan poderia justificar o envio de tropas japonesas para apoiar a ilha, governada democraticamente e reivindicada por Pequim.

A informação foi divulgada por veículos locais, incluindo a emissora pública NHK, que citou fontes do governo japonês sob anonimato.

Justificativa envolve águas tratadas de Fukushima
Segundo a NHK, autoridades chinesas alegaram que a suspensão das compras é necessária para controlar possíveis impactos das águas residuais tratadas de Fukushima, despejadas no oceano desde 2023. A usina sofreu um colapso nuclear após o terremoto de 2011, e o lançamento da água tratada contou com o aval da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A operadora TEPCO afirma que todos os elementos radioativos foram removidos, com exceção do trítio, mantido dentro dos limites considerados seguros.

Não houve confirmação imediata do governo chinês sobre a decisão, mas o gesto reacende críticas de Pequim, que já havia acusado Tóquio de transformar o Pacífico em um “esgoto”.

Medida ocorre após breve retomada das importações
A nova barreira comercial surge poucas semanas após a China voltar a comprar produtos marinhos japoneses, suspensos inicialmente quando o despejo de água começou em 2023. A restrição anterior afetou fortemente o setor: em 2023, as exportações japonesas de frutos do mar para o mercado chinês representaram 15,6% de um total de 390 bilhões de ienes — abaixo dos 22,5% registrados em 2022. No mesmo ano, Hong Kong respondeu por 26,1% das compras e os Estados Unidos, por 15,7%.

Crise diplomática se intensifica e afeta circulação de cidadãos
A disputa ganhou novos contornos na última semana. Após as declarações sobre Taiwan, Pequim convocou o embaixador japonês e recomendou que seus cidadãos evitem viagens ao Japão. Já o governo japonês orientou seus nacionais na China a reforçarem medidas de segurança e evitarem locais com grande concentração de pessoas.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo/AFP

Ler Mais
Exportação

Exportações de frutas do Brasil têm melhor outubro em 10 anos e movimentam US$ 177,5 milhões

As exportações de frutas brasileiras registraram, em 2025, o melhor mês de outubro da última década. A receita chegou a US$ 177,5 milhões, alta de 4,60% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Comex Stat do MDIC. Nos últimos dez anos, apenas novembro de 2024 superou esse patamar, com US$ 217 milhões em embarques de frutas e nozes não oleaginosas frescas ou secas.

Volume exportado ultrapassa marca do ano anterior

Em outubro, o Brasil enviou ao exterior 209,4 mil toneladas de frutas, equivalentes a 2,61% das exportações do agronegócio. Mesmo com participação modesta no total do setor, a fruticultura segue como o quinto segmento mais relevante da pauta agropecuária. De janeiro a outubro, o país já atingiu 1 milhão de toneladas, igualando o volume exportado ao longo de todo o ano passado.

Receita anual se aproxima de US$ 1 bilhão

De janeiro a outubro de 2025, as vendas externas do segmento somaram US$ 1 bilhão, contra os US$ 1,2 bilhão registrados ao fim de 2024. No ano passado, as frutas representaram 1,66% das exportações do agronegócio, mantendo-se na quinta posição entre os principais produtos enviados ao mercado internacional.

Setor mostra resiliência apesar dos desafios

Para Renato Francischelli, diretor da Ascenza Brasil, o desempenho positivo reflete a capacidade de adaptação do produtor brasileiro diante de crises climáticas e de mercado. Ele destaca que a fruticultura segue como um dos pilares do agro nacional, com peso significativo tanto no abastecimento interno quanto nas exportações.

Nordeste concentra mais de 80% da receita

Quatro estados nordestinos responderam por 84,3% da receita obtida em outubro. Pernambuco liderou com US$ 56,1 milhões (31,6%), seguido por Bahia (US$ 38,6 milhões — 21,8%), Rio Grande do Norte (US$ 36,1 milhões — 20,3%) e Ceará (US$ 18,8 milhões — 10,6%).

Europa domina compras e Holanda é a principal importadora

A Europa permaneceu como o maior destino das frutas brasileiras, com 66,4% da receita. A Holanda liderou as compras com US$ 71,7 milhões (40,4%). Em seguida apareceram o Reino Unido (US$ 31,2 milhões — 17,6%) e a Espanha (US$ 14,9 milhões — 8,4%). Os Estados Unidos, que reduziram tarifas de importação de frutas recentemente, compraram US$ 15,5 milhões, enquanto a Argentina se destacou na América do Sul com US$ 8,5 milhões.

Mercado externo cresce como oportunidade para pequenos produtores

Francischelli ressalta que grande parte das frutas exportadas vem de propriedades familiares. Ele afirma que conhecer as regras e exigências dos países importadores é crucial para acessar preços mais altos e maior estabilidade comercial.

Segundo o diretor, processos como boas práticas agrícolas, rastreabilidade, qualidade pós-colheita e respeito às normas fitossanitárias são fundamentais para atender às demandas internacionais.

Organização e tecnologia ajudam a ganhar escala

O representante da Ascenza orienta produtores a cooperarem para ganhar escala, reduzir custos logísticos e melhorar competitividade, especialmente em produtos perecíveis. Escolha de culturas adequadas, diversificação e planejamento da produção ajudam a reduzir riscos e ampliar possibilidades no mercado externo.

Manter a qualidade, o frescor e a aparência durante transporte e armazenamento também é decisivo, assim como evitar superprodução por meio de calendários produtivos bem definidos.

Proteção da lavoura é essencial para exportar

Para garantir desempenho no mercado internacional, Francischelli reforça a necessidade de controle de pragas e adoção de manejo fitossanitário adequado. Monitoramento constante, uso correto de defensivos e respeito aos limites de resíduos são passos indispensáveis.

Ele destaca ainda que o produtor deve avaliar qualidade do solo, nutrição, irrigação e proteção contra condições climáticas adversas. O cumprimento de boas práticas ambientais e sociais pode abrir portas para mercados premium, que valorizam origem e sustentabilidade.

FONTE: Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva

Ler Mais
Comércio Exterior, Eventos

Encontro das Divas do Comex&Log encerra o ano com celebração e mensagens de força feminina no setor

Com uma vista privilegiada para os portos de Itajaí e Navegantes, o terraço do Giardino Del Porto foi palco do Encontro das Divas do Comex&Log, reunindo profissionais do comércio exterior e da logística para um momento de celebração, conexão e fortalecimento coletivo. O encontro de encerramento de ano foi na quarta-feira, 12 de novembro, em Itajaí. 

Essa foi a quarta e última edição do ano, marcando o encerramento de 2025 com chave de ouro para o grupo que cresceu em engajamento, parcerias e propósitos ao longo dos últimos meses. Para Elisiane Cristiane Calado, que atua no comércio exterior há 28 anos, é um privilégio fazer parte das Divas do Comex&Log. “Ter essa oportunidade de relacionamento, de conhecer outras mulheres, me relacionar com as pessoas é um privilégio. O mercado de trabalho está aí, e não podemos ficar estacionadas. O mais importante de momentos como esse é justamente o relacionamento que o ReConecta nos proporciona”, fala. 

Crescimento mútuo

Enquanto as três edições anteriores foram pautadas pelo desenvolvimento pessoal e profissional, com palestras, mentorias e reflexões, o encontro de novembro teve um clima especial: além de confraternizar, reforçou a importância de mulheres caminharem juntas em um mercado ainda desigual — mas em evolução. 

Segundo dados recentes do IBGE, 58% dos profissionais do comércio exterior brasileiro são mulheres, contudo os desafios permanecem significativos. Elas recebem, em média, 28,4% menos que os homens e ocupam apenas 13% dos cargos de liderança no setor. Diante desse cenário, o Encontro das Divas se consolida como um movimento que não apenas promove networking, mas forma uma rede de suporte, aprendizado e inspiração, estimulando a criação de lideranças femininas com propósito. 

Idealizado e organizado por Renata Palmeira, fundadora do ReConecta News, o evento nasceu com o objetivo de criar um ambiente seguro e acolhedor para o compartilhamento de vivências e fortalecimento da autoestima profissional.
Para Renata, o propósito tem sido alcançado a cada edição. “A ideia é reunir essas mulheres incríveis que muitas vezes estão lidando com tantos desafios sozinhas no mercado, para mostrar que juntas somos mais fortes, mais estratégicas e mais ouvidas”, destacou.

Que venha 2026

A noite foi marcada por conversas leves, trocas de experiências, novas conexões e muita energia positiva, fechando 2025 com a certeza de que 2026 será de ainda mais crescimento, liderança e espaço para mulheres no Comex e na Logística. O ReConecta News segue acompanhando iniciativas que fortalecem a transformação e a representatividade no setor, trazendo muitas novidades para o próximo ano, entre elas novas parcerias. “Essa questão da troca de informação e de conhecimento é muito importante e positivo”, destaca Patrícia Garbari, mentora de finanças que já esteve com o ReConecta em 2025, e deve seguir no próximo ano. 

Confira agora a galeria dos melhores momentos!

CLIQUE AQUI, DESLIZE PELAS FOTOS e sinta a força desse movimento que segue inspirando e conectando mulheres do setor.

Ler Mais
Comércio Exterior

MDIC lança novo eixo do Raízes Comex para ampliar empregabilidade e inclusão racial

No Mês da Consciência Negra, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um novo eixo do Programa Raízes Comex, reforçando o compromisso com a inclusão racial e a empregabilidade nas cadeias do comércio exterior. A ação, coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), busca aproximar empresas e profissionais negros qualificados pelo programa.

Edital seleciona Empresas Embaixadoras
O extrato do edital para escolha das Empresas Embaixadoras do Raízes Comex foi publicado nesta segunda-feira (17/11). O objetivo é atrair organizações comprometidas com diversidade racial e com a criação de oportunidades de trabalho no setor.
As empresas selecionadas serão reconhecidas por suas boas práticas de inclusão e estimuladas a contratar profissionais formados pelas capacitações do programa.

Inclusão e desenvolvimento caminham juntos
Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o novo eixo consolida uma fase importante na construção de uma economia mais justa e dinâmica.
Segundo ele, o comércio exterior é um “vetor estratégico de neoindustrialização e geração de empregos qualificados”, e o Raízes Comex integra “inclusão social e desenvolvimento econômico”.

Reconhecimento às empresas engajadas
Empresas que comprovarem a contratação de egressos do programa receberão o título honorífico de Empresa Embaixadora, além de destaque na comunicação institucional e acesso gratuito a treinamento em letramento racial.
A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que o programa, inicialmente pioneiro, se consolida como política pública capaz de gerar impacto real no setor. Para ela, reconhecer as empresas que contratam egressos amplia o engajamento com a causa da diversidade no comércio exterior.

Quem pode participar do edital
Podem aderir empresas de todos os portes, desde que constituídas no Brasil, atuantes no comércio exterior e em situação regular nas áreas fiscal, trabalhista e jurídica.
As inscrições são feitas por formulário eletrônico e envio do Termo de Adesão no site do MDIC. Após a confirmação da contratação, as empresas recebem o selo de Embaixadoras do Raízes Comex.

Capacitações já ofertadas pelo programa
Desde 2024, o Raízes Comex disponibilizou mais de 1.100 vagas em cursos de qualificação, em parceria com entidades como ONG Vocação, Instituto Aliança Procomex, Senac e Sindasp. Entre as formações oferecidas estão:
Formação em Comércio Exterior (90h online): voltada a jovens negros de 17 a 29 anos, abordando importação, exportação e logística;
Qualificação em Assistente de Serviços de Comércio Exterior (160h presencial): oferecida pelo Senac em dez municípios, focada em operações de transporte, armazenagem e liberação aduaneira;
Capacitação contínua em Comércio Exterior: mantida pelo Sindasp, com acesso à plataforma EduComex.

Tatiana Prazeres reforçou que o lançamento aprofunda o compromisso do MDIC em construir um comércio exterior mais diverso, inclusivo e socialmente comprometido.

Sobre o Programa Raízes Comex
Criado em novembro de 2024, o programa busca estimular a inclusão racial no comércio exterior e ampliar a presença de empresas lideradas por pessoas negras no setor. Também promove a formação de profissionais negros para atuar em diferentes etapas das operações de exportação e importação.
Um estudo da Secex, que embasou o programa, revelou a sub-representação de trabalhadores pretos e pardos em empresas exportadoras e importadoras, especialmente em cargos de liderança.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil alcança corrente de comércio de US$ 12,5 bi na segunda semana de novembro

Comércio exterior mantém ritmo estável em novembro
O Brasil registrou uma corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões na segunda semana de novembro de 2025. Segundo dados da Secex/MDIC, o período fechou com superávit de US$ 0,5 bilhão, resultado de exportações que somaram US$ 6,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Desempenho do mês
No acumulado de novembro, as exportações alcançam US$ 14,3 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 12 bilhões. Com isso, o saldo comercial permanece positivo em US$ 2,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 26,4 bilhões.

Resultados no ano
Entre janeiro e 17 de novembro de 2025, o país já exportou US$ 304,049 bilhões e importou US$ 249,373 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 54,677 bilhões, com corrente de comércio de US$ 553,422 bilhões, reforçando o desempenho robusto do comércio exterior brasileiro ao longo do ano.

Médias diárias mostram variações importantes
As exportações médias diárias até a segunda semana de novembro ficaram em US$ 1,432 bilhão, uma leve queda de 2,3% frente ao mesmo mês de 2024. Já as importações médias diárias cresceram 8,3%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.
A corrente de comércio diária atingiu US$ 2.635,47 milhões, alta de 2,3% na comparação anual.

Setores exportadores: agro puxa alta, indústria extrativa recua
No recorte por setor, considerando as médias diárias até a segunda semana de novembro de 2025, o desempenho das exportações mostra:

  • Agropecuária: crescimento de 34,3% (+US$ 80,96 milhões)
  • Indústria Extrativa: queda de 27,4% (–US$ 109,46 milhões)
  • Indústria de Transformação: leve recuo de 0,5% (–US$ 4,13 milhões)

Setores importadores também avançam
Nas importações, a comparação anual revela:

  • Agropecuária: avanço de 0,4% (+US$ 0,09 milhão)
  • Indústria Extrativa: aumento de 6,9% (+US$ 4,28 milhões)
  • Indústria de Transformação: crescimento de 8,7% (+US$ 88,27 milhões)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí fortalece relações com países árabes após visita da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

O Porto de Itajaí recebeu a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade que representa os 22 países da Liga Árabe e atua na promoção de oportunidades comerciais. A reunião, realizada na sede da Superintendência, inaugura uma relação institucional voltada a expandir as exportações catarinenses e fortalecer o comércio exterior entre Santa Catarina e mercados árabes.

Setores com maior potencial de expansão

Durante o encontro, foram apresentadas possibilidades de ações conjuntas para abertura de novos mercados, com destaque para produtos de grande aderência ao consumo árabe. Entre os segmentos citados pela Câmara Árabe, estão carnes e proteína animal, com forte demanda no Oriente Médio; madeira e móveis; alimentos e bebidas processadas, inclusive itens com potencial de certificação Halal; além dos setores de têxteis e vestuário, tradicionais em Santa Catarina, e produtos químicos, cosméticos e higiene pessoal, em expansão nos países do Golfo.

A entidade também apresentou o cenário logístico e comercial da região árabe, reforçando o interesse em ampliar parcerias que conectem empresas catarinenses aos mercados do Oriente Médio e do Norte da África.

Participantes destacam potencial da cooperação

Representando o Porto de Itajaí, participaram da reunião o superintendente João Paulo Tavares Bastos Gama, o chefe de gabinete Artur Antunes Pereira e o assessor executivo Marcelo Peres. Pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, estiveram presentes o secretário-geral Mohamad Orra Mourad e a representante das Relações Internacionais e Governamentais, Elaine Prates.

Porto de Itajaí amplia papel no desenvolvimento catarinense

A aproximação reforça o protagonismo do Porto de Itajaí como um dos principais motores econômicos do Estado e abre espaço para novas rodadas de negócios, missões comerciais e iniciativas integradas. A expectativa é ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado árabe, considerado um dos mais dinâmicos e estratégicos do cenário global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

Ler Mais
Comércio Exterior

Setor do café diz que medida dos EUA “piorou para o Brasil” e aumenta pressão por fim da tarifa de 40%

A retirada das tarifas recíprocas de 10% anunciada pelos Estados Unidos para 238 produtos agrícolas elevou a pressão sobre o Brasil nas negociações para eliminar a sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente às exportações brasileiras.

Entidades veem vantagem a concorrentes

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) avaliam que a nova decisão amplia a competitividade de países que disputam espaço com o Brasil no mercado norte-americano, destino central das exportações industriais nacionais.

Em nota divulgada neste sábado (15.nov.2025), o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção da tarifa adicional reduz a competitividade de produtos importantes como carne bovina e café, enquanto concorrentes não afetados pela sobretaxa passam a ter acesso privilegiado aos EUA.

Apenas quatro produtos ficam totalmente livres de tarifas

Uma análise inicial da CNI mostra que a retirada do imposto de 10% beneficia 80 produtos brasileiros exportados em 2024, somando US$ 4,6 bilhões — cerca de 11% das vendas do Brasil para os EUA. Apenas quatro itens ficaram totalmente isentos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará.

Outros 76 produtos seguem sujeitos à tarifa de 40%, como café não torrado, carne bovina e cera de carnaúba.

Setor do café demonstra preocupação

O Cecafé afirmou que o Brasil continua submetido à taxa-base de 10% e ao adicional de 40% previsto no Artigo 301. A entidade ainda analisa se o novo ato dos EUA altera uma ou ambas as cobranças.

“O cenário favoreceu nossos concorrentes e prejudicou o Brasil”, disse ao g1 o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos. O café brasileiro, antes taxado em 50%, agora paga 40%, enquanto grandes concorrentes — como Colômbia e Vietnã — tiveram tarifas zeradas.

Carne bovina tem avaliação mais positiva

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) adotou um tom diferente. Para a entidade, a redução tarifária sobre a carne bovina brasileira demonstra confiança no diálogo técnico entre os dois países e devolve maior previsibilidade ao setor. Os EUA são hoje o segundo maior mercado da carne brasileira.

Segundo a Abiec, a mudança reforça a relação bilateral e cria ambiente mais favorável à retomada estável das exportações. A entidade afirma que seguirá trabalhando com autoridades dos dois países para ampliar acesso e consolidar o Brasil como fornecedor competitivo.

Exigência de avanço nas negociações

Apesar do alívio parcial, a CNI destaca que o cerne do problema permanece: a nova decisão norte-americana não modifica a ordem executiva que sustenta o adicional de 40% exclusivo ao Brasil. Para a entidade, o governo brasileiro precisa avançar com urgência nas negociações para restabelecer condições equitativas de comércio e evitar perda de mercado para rivais internacionais.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Poder 360

Ler Mais
Comércio Exterior

Houve uma atualização no calendário do ligamento DUIMP

O Cronograma de Ligamento da Duimp estabelece quando as operações de importação que dependem de órgãos anuentes ou possuem características específicas passarão a funcionar plenamente no Portal Único Siscomex. Esse processo ocorre de forma escalonada para garantir segurança e adaptação gradual dos importadores.

Atualmente, já é possível registrar Duimp para diversas modalidades de importação contempladas pelo sistema.

Orientações sobre o uso da Duimp

Entidades classificadas no Grupo 1 – Administração Pública da Tabela de Natureza Jurídica devem seguir utilizando a Declaração de Importação (DI). A migração desse grupo para a Duimp ocorrerá apenas em etapa posterior.

Operações que exigem anuência da Anvisa, do Mapa ou do Exército também serão incorporadas gradualmente, conforme os critérios definidos por cada órgão.

LPCO e DUIMP: etapas de liberação

As datas oficiais determinam a partir de quando será permitido registrar LPCO e DUIMP, sempre respeitando as regras de anuência de importação de cada autoridade. O importador ainda tem a opção de continuar utilizando o Siscomex LI/DI durante o período de transição.

Mercadorias vinculadas às áreas temáticas do MAPA podem utilizar a Duimp desde que não exijam LPCO dos modelos específicos previstos na regulamentação. Para verificar o enquadramento, o importador pode consultar a Portaria MAPA nº 835/2025, o simulador de Tratamento Administrativo do Portal Único ou a tabela oficial disponível para download.

Órgãos anuentes já integrados

As importações sob anuência de diversos órgãos já estão habilitadas no NPI por meio de monitoramento, LPCO ou DUIMP. Confira as datas de disponibilidade:

  • ANM – desde 10/02/2025
  • ANP – desde 28/01/2025
  • CNEN – desde 04/07/2025
  • CNPq – desde 13/05/2025
  • DECEX – desde 01/04/2025
  • DFPC – desde 10/11/2025
  • DPF – desde 15/03/2025
  • ECT – desde 12/12/2024
  • Exército (faixa verde) – desde 30/05/2025
  • IBAMA – desde 22/08/2025
  • INMETRO – desde 15/04/2025
  • Ministério da Defesa – desde 28/02/2025
  • MCTI – desde 30/09/2024
  • ANVISA – desde 03/11/2025, com complementos previstos para 17/11/2025
  • MAPA – desde 03/11/2025, incluindo:
    • Fertilizantes – NCM 31021010, 31022100, 31042010, 31042090, 31049090, 31053000, 31054000, 31055900
    • Produtos de origem vegetal – NCM 09012100, 09012200, 09071000, 10062010, 10063011, 10063019, 11010010, 11062000, 11081400, 11071010, 15071000, 15079011, 15079019, 15121911, 15121919, 15122910, 15141910, 15152910, 15152990, 15171000, 15211000, 17011400, 17023020, 17024010, 17024020, 19030000, 24011030, 33012510
    • Azeite

Compromisso com a transição segura

A Secex e a Receita Federal reforçam que a migração das importações para o Portal Único será conduzida de forma gradual e segura, mantendo diálogo constante com a comunidade do comércio exterior.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook