Comércio Exterior

Uruguai entra na Parceria Transpacífica e aumenta pressão sobre o futuro do Mercosul

A decisão do Uruguai de ingressar na Parceria Transpacífica (CPTPP) — grupo que reúne economias como Japão, Canadá, Austrália, Chile e Reino Unido — acendeu um alerta na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Para a entidade, o movimento pode fragilizar o Mercosul e interferir diretamente nas negociações do acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia, previsto para ser discutido em 19 de dezembro, em Foz do Iguaçu.

Cláusula do Mercosul é ponto central da tensão

Segundo a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, a preocupação decorre do possível descumprimento de uma cláusula fundamental do Mercosul, que impede que seus membros firmem acordos comerciais individuais com outros países ou blocos.

Bustamante afirma que essa regra sempre limitou a atuação do Brasil no cenário internacional.
Nenhum dos quatro países pode assinar acordos comerciais isolados. Essa é uma das razões pelas quais o Brasil tem poucos tratados”, explicou.

Precedente também envolve a Argentina

A entrada do Uruguai no CPTPP, segundo Bustamante, rompe o entendimento tradicional do bloco e abre um precedente delicado — tendência que já seria perceptível na Argentina.
Ela lembrou que Buenos Aires mantém tratativas para um acordo comercial com os Estados Unidos, com declaração oficial de que o processo está em andamento.

Impacto direto no acordo Mercosul–União Europeia

O maior receio da Fiesc é que a instabilidade gerada pelas decisões unilaterais afete o acordo Mercosul–União Europeia, considerado estratégico para o Brasil.
Bustamante destacou que não há clareza sobre o posicionamento que Uruguai e Argentina levarão à reunião de dezembro, o que pode comprometer a coesão do bloco.

Indústria defende revisão do Tratado de Assunção

Diante do cenário, a Fiesc sugere que o Brasil articule uma revisão da cláusula do Tratado de Assunção que impede acordos bilaterais. Para Bustamante, abrir essa possibilidade fortaleceria o comércio regional.
“O Brasil não pode continuar sem essa oportunidade”, afirmou. Segundo ela, permitir negociações individuais sem extinguir o Mercosul seria uma adaptação necessária aos novos tempos.

Incertezas sobre punições e presença dos presidentes

O tratado prevê punições, como suspensão de países, para quem descumprir as regras. No entanto, ainda não há sinalização oficial sobre quais medidas podem ser aplicadas ao Uruguai ou à Argentina.

Outro fator que aumenta a tensão é a dúvida sobre a participação dos presidentes dos dois países na cúpula de dezembro — presença ainda não confirmada.

Reunião em Foz do Iguaçu deve ter clima tenso

Para Bustamante, o encontro tem tudo para ocorrer em um ambiente de pressão e incerteza, já que os membros do bloco não deram sinais claros de alinhamento. Ela avalia que o risco de impasse é alto, especialmente num momento decisivo para as negociações internacionais e para o futuro do Mercosul.

FONTE: Ligado no Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ligado no Sul

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Comércio Exterior

Lula pede a Trump revisão completa das tarifas sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a solicitar ao governo dos Estados Unidos uma revisão ampla das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. O pedido foi feito durante uma ligação na terça-feira (2), na qual Lula conversou diretamente com o presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula reconheceu a decisão recente dos EUA de retirar a tarifa adicional de 40% para itens como carne, café e outros produtos agrícolas, mas ressaltou que ainda persistem barreiras que precisam ser eliminadas. O Brasil, afirmou, deseja “avançar rápido” nas tratativas.

Origem das tarifas e mudança no cenário político
As tarifas extras foram anunciadas por Trump em julho, justificadas por ele como resposta a uma “emergência nacional”. À época, o presidente americano alegou que políticas brasileiras prejudicavam empresas dos EUA e citou ainda uma suposta “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, então prestes a ser julgado pelo STF.
A tensão começou a diminuir após o encontro entre Lula e Trump em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, quando o norte-americano afirmou ter tido uma “química excelente” com o petista.
Em outubro, no primeiro telefonema oficial entre os dois, Lula já havia solicitado a retirada das tarifas. O assunto voltou à mesa durante um novo encontro, na Malásia, quando Trump sinalizou que buscaria uma negociação rápida.

EUA retiram tarifas de 40% para parte dos produtos
Em novembro, a Casa Branca anunciou a eliminação das sobretaxas de 40% sobre alguns produtos brasileiros, incluindo café, carne bovina, frutas, petróleo e peças de aeronaves. A decisão foi vista pelo governo brasileiro como um avanço, embora ainda haja setores afetados que aguardam revisão.

Cooperação no combate ao crime organizado
Além da pauta comercial, Lula e Trump discutiram ações conjuntas de segurança pública e enfrentamento ao crime organizado. O tema ganhou força no Brasil após a megaoperação realizada em outubro no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos em ações contra o Comando Vermelho.
Nos Estados Unidos, a preocupação envolve o avanço do narcotráfico na região do Caribe, o que levou o país a enviar embarcações militares para reforçar o patrulhamento.
No telefonema, Lula defendeu ampliar a cooperação bilateral, e Trump teria demonstrado “disposição total” para trabalhar ao lado do Brasil. A expectativa é que os dois voltem a conversar “em breve” para avaliar o andamento das iniciativas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

México avalia aumentar tarifas de importação e Brasil pode ser um dos mais afetados

Brasil entre os principais impactados pelo novo pacote tarifário

A proposta do governo mexicano de elevar tarifas de importação sobre 983 produtos de 19 setores deve atingir de forma significativa as exportações brasileiras. Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviado ao governo brasileiro, 232 produtos do Brasil podem ser afetados, representando US$ 1,7 bilhão em vendas ao México em 2024 — cerca de 14,7% do total exportado no ano.

O impacto preocupa porque 67,6% do valor atingido corresponde a bens intermediários, essenciais para a indústria mexicana. A elevação das tarifas sobre esses insumos deve aumentar os custos de produção no México e reduzir a competitividade de exportadores brasileiros dos setores de veículos automotores, químicos, metalurgia, borracha e plásticos.

Brasil aparece como o quinto país mais afetado

De acordo com o levantamento, o Brasil deverá ser o quinto país mais impactado pelo pacote tarifário. A lista é liderada por:

  • China – US$ 34,2 bilhões
  • Coreia do Sul – US$ 5,8 bilhões
  • Índia – US$ 3,1 bilhões
  • Tailândia – US$ 1,8 bilhão
  • Brasil – US$ 1,7 bilhão

Na sequência aparecem Indonésia e Taiwan. Todos esses países compartilham a condição de não possuir preferências tarifárias capazes de protegê-los do aumento.

Já economias com acordos de livre comércio com o México — como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Canadá e Vietnã — ficam isentas do tarifaço.

Política industrial mexicana guia a proposta

O aumento das tarifas faz parte da nova política industrial da presidente Claudia Sheinbaum, o Programa de Protección para las Industrias Estratégicas. A medida, ainda em debate no Congresso mexicano, pode atingir US$ 52 bilhões em importações.

A proposta prevê elevar a tarifa média dos atuais 16,1% para 33,8%, podendo chegar a 50% em alguns códigos tarifários. Segundo a Secretaria de Economia do México, o plano respeita os limites previstos pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e não altera condições de acordos já vigentes. Na prática, porém, o encarecimento das importações deve atingir diretamente setores brasileiros que abastecem o mercado mexicano.

Relação comercial Brasil–México amplia riscos para a indústria

O estudo da CNI alerta para a fragilidade dos instrumentos comerciais entre os dois países. O principal acordo em vigor, o ACE 55, voltado ao setor automotivo, concede livre comércio apenas para veículos e alguns componentes, como itens de borracha, plásticos e máquinas e equipamentos.

Embora o ACE 55 ofereça 100% de preferência tarifária para quase 60% do valor potencialmente afetado — cerca de US$ 1 bilhão — sua abrangência é limitada e insuficiente para proteger outros segmentos da indústria brasileira.

Negociações para modernizar acordos avançam

A discussão sobre o novo pacote tarifário ocorre no momento em que Brasil e México negociam a atualização de seus instrumentos comerciais. Em agosto, a presidente Sheinbaum e o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin firmaram um plano de trabalho para modernizar os acordos existentes e concluir um novo pacto até 2026.

Fonte: Com informações da CNI e órgãos oficiais do México.
Texto: Redação

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Portos

Porto de Imbituba ultrapassa 6 milhões de toneladas e registra melhor outubro da história

O Porto de Imbituba atingiu 6,17 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e outubro de 2025, além de 268 atracações no período. Outubro se destacou como o mês mais intenso do ano, com 714,7 mil toneladas, reforçando a expansão contínua do complexo portuário e sua relevância para a economia de Santa Catarina.

Exportações e importações em alta

As exportações somaram 2,53 milhões de toneladas, impulsionadas principalmente pelo coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.
No fluxo de importações, o porto registrou 2,86 milhões de toneladas, alta de 2,5% em relação a 2024. Também em outubro, Imbituba alcançou seu maior volume mensal desde o início das operações: mais de 406 mil toneladas importadas, com destaque para hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

Cabotagem e transbordo ganham força

A cabotagem, essencial para o escoamento interno de cargas, movimentou 547,3 mil toneladas embarcadas e 136,8 mil toneladas desembarcadas, crescimento de 3,8% frente ao ano anterior.
O transbordo apresentou evolução ainda mais expressiva: 56 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, aumento de 113,1%, consolidando Imbituba como um hub logístico versátil.

Granéis sólidos seguem dominando

Os granéis sólidos representaram 77,8% de toda a movimentação, com destaque para coque de petróleo, açúcar a granel, hulha betuminosa, sal e farelo de milho. Já o segmento de contêineres, em franca expansão, respondeu por 17,3% do total, ultrapassando 1,06 milhão de toneladas, reflexo do aumento na oferta de cargas de maior valor agregado.

Expansão e modernização reforçam competitividade

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o desempenho é resultado de operação disciplinada e investimento contínuo:
“O crescimento do Porto de Imbituba mostra uma operação eficiente, com equipes qualificadas e projetos estruturantes que elevam a competitividade do complexo”.

O diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, reforça que o porto se tornou um ativo estratégico para o Estado:
“Os resultados mostram que Santa Catarina colhe os frutos de um planejamento focado em eficiência e tecnologia. Nosso objetivo é transformar Imbituba em referência logística nacional”.

Melhor mês do ano e projeção de novos recordes

Com 27 navios atendidos e mais de 714,7 mil toneladas, outubro consolidou o melhor desempenho mensal de 2025. Mantido o ritmo, o porto deve fechar o ano acima de 7 milhões de toneladas movimentadas.

Além do ganho operacional, o Porto de Imbituba tem ampliado seu impacto socioeconômico regional, gerando empregos, fortalecendo os setores de serviços, transporte e comércio, e avançando em iniciativas de integração porto-cidade.

Imbituba se destaca no cenário nacional

Reconhecido pela agilidade operacional, previsibilidade logística e menor tempo de espera, o porto vem atraindo novos operadores e ampliando seu papel no corredor portuário do Sul do Brasil. Entre os planos futuros estão a expansão da área alfandegada, novas linhas de navegação e o fortalecimento das operações com contêineres refrigerados, essenciais para o agronegócio.

Entre janeiro e outubro, as operações de comércio exterior movimentaram US$ 1,44 bilhão, segundo dados do MDIC, consolidando o Porto de Imbituba como peça-chave na balança comercial catarinense.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SCPAR Porto de Imbituba

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Comércio Exterior

Facisc reúne representantes de 16 países para fortalecer parcerias internacionais em SC

A Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina) promove, na tarde desta sexta-feira (28), em Florianópolis, um encontro estratégico com integrantes do corpo consular de 16 países presentes no estado. A iniciativa tem como foco ampliar conexões, estimular novas parcerias internacionais e fortalecer a presença catarinense no comércio exterior.

Debate ocorre em meio a mudanças no comércio global
O evento acontece em um momento marcado por transformações significativas no comércio internacional. Santa Catarina enfrenta impactos diretos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, sobretudo os industriais — justamente aqueles mais exportados pelo estado. A articulação com os consulados pretende abrir portas e diversificar mercados, reduzindo riscos e ampliando oportunidades.

Entre os países representados, estão Alemanha, Argentina, Áustria, Cazaquistão, Costa Rica, Finlândia, Hungria, Luxemburgo, Marrocos, Ordem de Malta, Paraguai, Portugal, Reino Unido, Romênia, Suíça e Uruguai.

Exportações catarinenses mostram reação
Uma análise da balança comercial realizada pela Facisc aponta que os exportadores catarinenses têm buscado rapidamente alternativas diante da maior taxação norte-americana. As exportações de outubro cresceram 5% em relação ao mesmo mês de 2024, indicando adaptação rápida e busca por novos destinos.

O setor madeireiro foi um dos destaques: as vendas de madeira serrada avançaram 28%, com expansão para mercados como Índia, Emirados Árabes, Marrocos e Espanha.

Carnes abrem novos mercados após restrições
Outro exemplo de diversificação vem das exportações de carnes de aves. Durante o embargo chinês decorrente do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, empresas catarinenses fecharam negócios com importadores da Coreia do Sul, Gabão, Moçambique e Reino Unido.
A carne suína também registrou alta, impulsionada pelo aumento das vendas para Canadá, Vietnã, Geórgia e República do Congo.

Diversificação como estratégia de crescimento
Segundo o diretor de Relações Internacionais da Facisc, Evaldo Niehues Jr., os resultados positivos estão diretamente ligados à busca ativa por novos mercados. Para ele, o encontro com representantes consulares reforça essa estratégia:
Santa Catarina mostra resiliência ao ampliar parcerias justamente quando alguns mercados se fecham. A diversificação não é apenas uma alternativa; é uma estratégia inteligente que já traz resultados importantes para nossa economia”, afirma.

Apoio do governo catarinense
O movimento empresarial conta com o apoio do governo do estado, por meio da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Especiais. O secretário Paulo Bornhausen destaca que ampliar parcerias internacionais reduz vulnerabilidades e fortalece o setor produtivo catarinense no cenário global.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Comércio

Black Friday 2025 deve impulsionar economia, bater recorde histórico e pressionar logística do comércio exterior

A última sexta-feira de novembro chegou e a Black Friday 2025 já movimenta os setores do varejo, da indústria e da logística internacional. Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a campanha deste ano deve alcançar R$ 5,4 bilhões em vendas, resultado que, se confirmado, representará a maior movimentação da série histórica iniciada em 2010 e um crescimento de 2,4% em comparação com 2024. Já uma pesquisa de mercado da Neotrust, a previsão é muito mais otimista e aponta crescimento de 17%, podendo chegar a R$ 11 bilhões em produtos vendidos. 

Os segmentos com maior peso no faturamento devem ser hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão). Vestuário (R$ 0,95 bilhão) e produtos de beleza e bem-estar (R$ 0,38 bilhão) também permanecem entre os destaques. Ainda de acordo com a CNC, 70% das categorias avaliadas apresentam grande potencial de redução real de preços, com quedas que chamam a atenção em papelaria, livros, joias e bijuterias, perfumaria, utilidades domésticas e higiene pessoal.

Com consumidores cada vez mais atentos e desconfiados de falsas promoções, o planejamento de compra se tornou parte essencial do evento. O levantamento do Procon-SP mostrou que o comportamento do brasileiro ainda é influenciado por “gatilhos” como opinião pública, ofertas por tempo limitado e parcelamento sem juros. No entanto, especialistas reforçam que uma estratégia mais ativa pode ampliar a economia.

O presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta. “Embora monitorar o preço seja essencial, acompanhar os picos de promoções e os períodos estratégicos de descontos pode ampliar significativamente a economia. Muitas lojas estendem a Black Friday por vários dias ou liberam promoções em horários estratégicos, como manhãs ou noites de determinados dias.”

A força do e-commerce e comportamento do consumidor

A popularização da Black Friday no Brasil se intensificou nos últimos anos e agora envolve praticamente todos os segmentos, do alimentício ao turismo. Um estudo da Méliuz aponta que mais de 90% dos brasileiros pretendem realizar alguma compra em 2025, número 20% superior ao levantado no ano anterior.

O comércio eletrônico permanece como protagonista — inicialmente impulsionado durante a pandemia e hoje consolidado como principal canal de vendas em diversas categorias. Lojas físicas e digitais devem atuar de forma integrada, com estratégias omnichannel e incentivos logísticos, como frete grátis e retirada no mesmo dia.

Impactos e desafios na logística e no comércio exterior

O crescimento da Black Friday não se limita à economia interna: ele pressiona toda a cadeia logística global. As semanas que antecedem o evento coincidem com a Peak Season, período de maior demanda mundial por transporte de cargas, principalmente devido às encomendas para abastecer o consumo de final de ano.

Com o Brasil apresentando forte dependência de produtos manufaturados importados — sobretudo da China — o fluxo internacional tende a atingir seu ápice no trimestre. Apenas em 2022, as importações brasileiras de produtos chineses aumentaram 32,8% em relação ao ano anterior, reforçando essa tendência.

O efeito é imediato para o setor de comércio exterior:

  • maior competição por espaço em navios e aeronaves,
  • pressão sobre prazos de entrega,
  • aumento de custos logísticos,
  • necessidade de planejamento antecipado para evitar ruptura de estoque.

Empresas que atuam com importação analisam a data com atenção redobrada, já que atrasos podem resultar em perda de oportunidades de venda durante o pico de consumo.

Uma data de oportunidades — e de responsabilidade financeira

Com promoções cada vez mais agressivas e marketing altamente persuasivo, Black Friday se tornou um dos eventos mais aguardados pelo consumidor brasileiro. Ainda assim, especialistas lembram que planejamento evita endividamento. O ideal é acompanhar preços ao longo dos meses, definir um limite de gastos e priorizar itens úteis e necessários.

Fontes consultadas

  • Infomoney — dados e declarações da CNC, Procon-SP e Abefin
  • CNC — projeções econômicas para a Black Friday 2025
  • UXCOMEX — panorama de comércio exterior e logística internacional
  • Méliuz — estudo de intenção de compra dos consumidores brasileiros
  • Forbes – dados de pesquisa da Neotrust

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: ILUSTRATIVAS / FREEPIK

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Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Comércio

EUA ampliam pressão com investigação da Seção 301, e Brasil teme novo impacto após tarifaço

A recente redução do tarifaço dos Estados Unidos não dissipou a preocupação do governo brasileiro. O motivo agora é a investigação da Seção 301, aberta por Washington e considerada a mais abrangente já direcionada ao Brasil, segundo o Itamaraty.

Fernando Pimentel, diretor do Departamento de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores, afirma que a apuração americana representa um risco significativo. Ele destaca que os Estados Unidos costumam usar esse mecanismo de forma segmentada, mas desta vez o alcance é extraordinário.

“Possivelmente, esta é a maior 301 de todos os tempos… O Brasil é alvo de uma investigação amplíssima, com seis temas extremamente vastos”, declarou Pimentel durante o Encontro Empresarial BR-US 2025, promovido pela Amcham.

Seção 301 mira seis áreas estratégicas
A investigação iniciada em julho analisa supostas práticas desleais do Brasil em seis frentes principais:

  • comércio digital e serviços de pagamento, incluindo o Pix;
  • tarifas preferenciais;
  • aplicação de leis anticorrupção;
  • propriedade intelectual;
  • mercado de etanol;
  • desmatamento ilegal.

Para o Itamaraty, a amplitude da apuração aumenta os riscos, mesmo que o Brasil tenha apresentado respostas técnicas robustas.

“Responder bem não garante um desfecho favorável. Há grande discricionariedade na negociação”, alertou Pimentel.

Risco de repetir o impacto do tarifaço
O diplomata reforçou que o país precisa tratar o tema com urgência para evitar um novo choque comercial.
“Não faz sentido resolver o tarifaço e enfrentar outra 301 meses depois. Pelo escopo, podemos ver tudo isso se repetir”, disse.

A fase de apresentações e argumentos já foi concluída após audiência pública em setembro, na qual empresas brasileiras e americanas se manifestaram. Agora, o processo aguarda o início das consultas formais, etapa que depende da definição de datas pelo governo dos EUA.

A investigação não tem prazo definido, mas a expectativa é que avance nos próximos meses.

O que é a Seção 301
Criada na Lei de Comércio dos EUA de 1974, a Seção 301 autoriza o governo americano a retaliar países que imponham barreiras comerciais consideradas injustas. As investigações são conduzidas pelo USTR, órgão ligado diretamente à Presidência dos EUA.

A regra exige que o país investigado tenha oportunidade de negociar antes que medidas punitivas sejam aplicadas. Se não houver acordo, Washington pode recorrer a organismos internacionais, como a OMC, ou adotar sanções unilaterais.

O mecanismo já foi usado em casos emblemáticos:

  • China (2018): acusada de violar regras de propriedade intelectual, resultando em tarifas que desencadearam a guerra comercial.
  • Ucrânia (2001): punida por falhas no combate à pirataria de CDs.
  • Brasil (1989): investigado por restrições à importação de mais de mil produtos; o caso foi resolvido diplomaticamente.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Notícias

Fogo no navio “One Henry Hudson” evidencia vulnerabilidade das cargas e necessidade de seguro especializado

O incêndio no navio porta-contêineres One Henry Hudson, no último dia 21 de novembro, expõe com clareza um dos maiores desafios do comércio exterior: a imprevisibilidade dos riscos no transporte internacional. O navio estava atracado no porto de Port of Los Angeles – o porto mais movimentado da América do Norte, quando sofreu um incêndio à bordo. 

Em cada rota, mercadorias estão sujeitas a incêndios, explosões, colisões, naufrágios, furtos, manuseio incorreto, avarias causadas pelo clima e até roubos — situações capazes de resultar em perda parcial ou total da carga. Para importadores e exportadores, essas mercadorias representam investimento real e capital aplicado; por isso, um sinistro como o ocorrido em Los Angeles pode significar não apenas prejuízo irreparável, mas comprometer a continuidade do negócio. 

Por que o seguro de cargas é imprescindível

O seguro surge, então, como ferramenta indispensável para garantir segurança financeira e previsibilidade, transferindo o risco para a seguradora e assegurando compensação em caso de danos. Mais do que proteção patrimonial, operar com seguro transmite credibilidade e profissionalismo aos parceiros internacionais, reforça relações comerciais e reduz o risco de litígios quando há perdas. Por essa razão, especialistas em logística e seguros marítimos afirmam que, no comércio exterior moderno, a cobertura deixou de ser apenas recomendável — ela se tornou essencial. Segundo Paola Lima, coordenadora do setor de Comex da BWIN TECH Corretora de Seguros, a importância de contratar o seguro é exatamente para evitarmos situações que fogem do nosso controle. “Por vezes os clientes podem apostar tudo que possuem em um embarque, e estes eventos que o fazem perder sua “grande aposta” e sair no prejuízo irão gerar dor de cabeça e estresse desnecessário. Pode levar anos para se reestruturar e nesta hora se o Agente de Carga não possuir a devida contratação do seguro e corretores parceiros, também sairá no prejuízo. O seguro irá suportar isso, não é apenas seguro, são os sonhos de alguém, a dor de cabeça que pode ficar com quem entende do negócio e se preocupa e garantir que a operação seja realizada com excelência do início ao fim, tornando tudo mais fluído e descomplicado.” explica. 

Como a BWIN TECH ajuda a mitigar riscos e proteger operações

No Brasil, um dos principais parceiros para quem busca segurança nas operações de transporte internacional é a BWIN TECH. A empresa é uma corretora especializada em seguros de transporte e gestão de riscos, com mais de 20 anos de experiência. 

Entre os serviços oferecidos pela BWIN TECH, destacam-se:

  • Análise detalhada de riscos e perfil do negócio – A BWIN TECH avalia cada operação considerando tipo da carga, rota, modal, valor e particularidades do embarque, para definir a cobertura mais adequada. 
  • Soluções personalizadas de seguro – A corretora oferece apólices avulsas (para embarques únicos) e apólices abertas (para empresas com operações frequentes), adaptando-se às necessidades específicas de cada cliente. 
  • Consultoria logística estratégica e gestão de riscos integrados – A BWIN TECH não fornece apenas o seguro, mas orienta sobre práticas de logística e mitigação de risco, promovendo segurança operacional do início ao fim da cadeia. 
  • Suporte em caso de sinistro – Em eventos como incêndios, explosões ou perdas totais, a empresa auxilia no acionamento da cobertura, assegurando que o cliente tenha respaldo profissional e ágil para recuperar seu investimento. 

Dessa forma, a atuação da BWIN TECH se torna diferencial competitivo: ela transforma o seguro de cargas em componente estratégico, reduz vulnerabilidades e traz tranquilidade a quem opera no comércio exterior. “É importante também, analisar se sua apólice está bem desenhada para sua operação, com a devida cobertura para estes incidentes, para o container e principalmente para a operação como um todo, é de extrema importância averbar o seguro completo com as coberturas que são disponibilizadas pela seguradora tais como Despesas 10%, Lucros Esperados 10%, para que o ressarcimento seja o mais próximo do prejuízo”, destaca Paola Lima. 

Como foi o incidente da noite de 21 de novembro

Segundo informações divulgadas na imprensa internacional, o incêndio teria começado com um suposto curto-circuito elétrico, começaram abaixo do convés e se alastraram por diversos níveis da embarcação, provocando uma explosão no meio do convés. A carga incluía materiais perigosos, o que levou autoridades a emitir ordem de abrigo (shelter-in-place) para comunidades vizinhas e a definir uma zona de segurança de uma milha náutica ao redor do navio. 

Mais de 100 bombeiros foram chamados para combater o incêndio no Porto de Los Angeles, o porto mais movimentado da América do Norte. A embarcação de 336 metros de comprimento é operada pela One Ocean Express, uma empresa de transporte marítimo com sede em Cingapura. Antes de Los Angeles, o navio esteve recentemente no Japão, parando em Kobe, Nagoya e Tóquio.

Apesar de os 23 tripulantes escaparem ilesos, cerca de 100 contêineres foram consumidos – um prejuízo que, dependendo do valor da mercadoria, pode representar perdas que superam milhões de dólares. 

Lição para importadores e exportadores

O incêndio no navio One Henry Hudson expõe como – mesmo com procedimentos de segurança, documentação rigorosa e transporte regular – eventos imprevisíveis podem colocar tudo a perder: carga, tempo, dinheiro e credibilidade. Quando se lida com transporte internacional, não basta depender da sorte ou boas práticas logísticas.

Para quem importa ou exporta mercadorias – especialmente cargas sensíveis ou de alto valor – ignorar o seguro de carga é um risco que pode custar caro. A contratação de seguro internacional, por meio de uma corretora especializada como a BWIN TECH, passa a ser uma obrigação de mercado, e não um extra.

Além disso, contar com suporte técnico, consultoria e uma cobertura adequada significa transformar uma operação vulnerável em uma operação resiliente – capaz de resistir a crises, recuperar-se de imprevistos e seguir operando com confiança.

FONTE: Infomoney / BWIN Tech

IMAGEM: CNN/ESPANHOL

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Comércio Exterior

ATENÇÃO: Secex e Receita Federal atualizam cronograma oficial de desligamento do Siscomex LI/DI

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal (RFB) atualizaram o cronograma de desligamento do Siscomex LI/DI, etapa que amplia a adoção obrigatória do LPCO e da Duimp no Portal Único de Comércio Exterior. A mudança integra o avanço do Novo Processo de Importação (NPI), que busca modernizar e unificar rotinas do comércio exterior brasileiro.

Aprovação e requisitos do cronograma
O planejamento foi aprovado pelo Comitê Executivo do Siscomex. No entanto, sua implementação definitiva depende de validações do setor privado, conduzidas no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, seguindo o Plano de Ação definido durante a 10ª Reunião do grupo.

Datas de obrigatoriedade para LPCO e Duimp
Segundo o cronograma, as datas estabelecem quando o registro do LPCO e da Duimp passará a ser obrigatório nas operações de importação. A exigência valerá sempre que as avaliações do setor privado não identificarem falhas sistêmicas impeditivas, conforme previsto no Plano de Ação.

A partir dessas datas, os importadores deixarão de poder utilizar o Siscomex LI/DI, ficando obrigatoriamente vinculados aos sistemas do Portal Único para realizar suas operações.

*Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações:

  1. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Licença de Importação (LI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  2. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da LI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. LI deferidas pelos anuentes antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento.
  4. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser substituídas mesmo após a data de desligamento.
  5. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  6. NCM do INMETRO que serão desligados em janeiro de 2026, por serem agrupamentos por modelo: 36050000, 38130090, 38190000, 39172300, 39233010, 39233090, 65061000, 73043110, 73043190, 73043910, 73110000, 73110000, 73110000, 76130000, 84241000, 84272010, 84272090, 84281000, 84811000, 87150000, 87150000, 87163900, 87164000, 90262010, 94012000, 94016100, 94016900, 94017100, 94017100, 94017900, 94018000, 94018000, 94032090, 94035000, 94037000, 94037000, 94037000, 94038200, 94038300, 94038900 e 95030010.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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