Comércio Exterior, Logística

Transmissão ao vivo da Reunião do Grupo de Sistemas Pró Modernização Logística de Comércio Exterior (Procomex)!

Não perca a última reunião do ano!

Acompanhe ao vivo pelos canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

Alguns dos temas que serão tratados:

• Admissão e nacionalização de Regime Aduaneiro Especial na Duimp

• Tratamento Tributário e seus fundamentos legais na Duimp

• Cronogramas de ligamento da Duimp e de desligamento do Siscomex LI/DI

• Controle Administrativo no NPI – Simulação

• API do Módulo LPCO

• Orientações da Anvisa para registro da Duimp

• Reforma Tributária na DI e na Duimp

🗓 Data: 10/12/2025

⏰ Horário: 14h às 16h

🔗 Para assistir, acesse os canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Comércio Exterior

Superávit da balança comercial em novembro atinge US$ 5,84 bilhões

A balança comercial brasileira encerrou novembro de 2025 com superávit de US$ 5,842 bilhões, segundo dados divulgados pela Secex/MDIC na quinta-feira (4). O saldo ficou acima da mediana estimada pelo levantamento Projeções Broadcast, que previa superávit de US$ 5,539 bilhões. As projeções variavam entre US$ 4,6 bilhões e US$ 7,010 bilhões.

O resultado foi obtido com exportações totalizando US$ 28,515 bilhões e importações de US$ 22,673 bilhões, após um superávit de US$ 6,964 bilhões registrado em outubro.

Resultado das exportações e importações

As exportações cresceram 2,4% em relação a novembro de 2024. Houve avanço de 25,8% na Agropecuária (US$ 1,16 bilhão), retração de 14% na Indústria Extrativa (US$ 1,06 bilhão) e alta de 3,7% na Indústria de Transformação (US$ 570 milhões).

As importações tiveram aumento de 7,4% na comparação anual. O desempenho foi marcado por queda de 5,4% na Agropecuária (US$ 20 milhões), redução de 18,1% na Indústria Extrativa (US$ 210 milhões) e crescimento de 9,3% na Indústria de Transformação (US$ 1,79 bilhão).

Acumulado de janeiro a novembro

No acumulado de 2025, a balança registra superávit de US$ 57,839 bilhões, queda de 16,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo foi de US$ 69,540 bilhões.

As exportações somaram US$ 317,821 bilhões, avanço de 1,8% na comparação anual. As importações também cresceram, chegando a US$ 259,983 bilhões, alta de 7,2% frente aos primeiros onze meses de 2024.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Amanda Perobelli / Reuters

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Comércio Internacional

China planeja ampliar importações e firmar novos acordos comerciais nos próximos anos

A China anunciou que pretende aumentar as importações e promover um comércio mais equilibrado ao longo dos próximos cinco anos. A informação foi divulgada pelo ministro do Comércio, Wang Wentao, em entrevista à agência estatal Xinhua. Segundo ele, o governo chinês intensificará ações para fortalecer a abertura econômica e estimular a circulação de bens.

Novos acordos de comércio e investimento
Wang afirmou que Pequim deve firmar novos acordos comerciais e de investimento entre 2026 e 2030, período em que o país colocará em prática um novo plano quinquenal. A iniciativa busca ampliar parcerias globais e reforçar a presença chinesa nos mercados internacionais.

Incentivo ao consumo interno
O ministro também destacou medidas voltadas para estimular a demanda doméstica. Entre elas estão políticas que impactam diretamente os consumidores, a expansão da compra de automóveis e programas que promovam a renovação e modernização de eletrodomésticos, setores estratégicos para o crescimento interno.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Go Nakamura/File Photo

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil atinge recorde histórico para novembro e soma US$ 51,2 bilhões

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 51,2 bilhões em novembro de 2025, o maior valor já registrado para o mês. As exportações somaram US$ 28,5 bilhões, enquanto as importações fecharam em US$ 22,7 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,8 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4/12) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Desempenho acumulado no ano mostra avanço consistente
De janeiro a novembro, as exportações totalizam US$ 317,8 bilhões e as importações, US$ 260 bilhões, elevando a corrente de comércio para US$ 577,8 bilhões. O superávit acumulado chega a US$ 57,8 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 1,8% nas vendas externas e de 7,2% nas compras internacionais.

Comparativo anual reforça crescimento da corrente de comércio
Em relação a novembro de 2024, as exportações do mês cresceram 2,4%, enquanto as importações avançaram 7,4%. Com isso, a corrente de comércio registrou alta de 4,5% na comparação anual. No acumulado do ano, o crescimento total chegou a 4,1% frente a 2024.

Setores exportadores apresentam desempenhos distintos
Em novembro, o setor de Agropecuária registrou forte alta, com aumento de US$ 1,16 bilhão (25,8%). A Indústria de Transformação também avançou, com elevação de US$ 0,57 bilhão (3,7%). Já a Indústria Extrativa apresentou recuo de US$ 1,06 bilhão (14%).
No acumulado do ano, Agropecuária cresceu 5%, a Indústria de Transformação avançou 3,2%, e a Indústria Extrativa teve queda de 4,3%.

Importações crescem na Indústria de Transformação
Nas importações de novembro, houve aumento de US$ 1,79 bilhão (9,3%) na Indústria de Transformação. O setor de Agropecuária teve leve retração de 5,4%, enquanto a Indústria Extrativa caiu 18,1%.
No acumulado de 2025, as compras externas de Agropecuária cresceram 7%, e a Indústria de Transformação subiu 9,3%. Já a Indústria Extrativa recuou 22,6%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Exportação

Exportações para a China avançam em novembro e impulsionam saldo comercial

As exportações para a China registraram forte alta em novembro, com avanço de 41% e faturamento de US$ 8,27 bilhões no mês. Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, o mercado chinês foi o principal responsável pelo impulso nas vendas externas brasileiras no período. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques para o país asiático cresceram 4,2%, alcançando US$ 92,91 bilhões.

Importações também aumentaram
As importações da China tiveram elevação mais moderada. Em outubro, subiram 3,1%, chegando a US$ 5,70 bilhões. Considerando o acumulado do ano, as compras de produtos chineses avançaram 12,1%, totalizando US$ 65,54 bilhões.

Saldo comercial positivo com a China
Mesmo com o aumento das importações, o Brasil manteve superávit comercial com o país asiático. Em novembro, o saldo positivo foi de US$ 2,57 bilhões. De janeiro a novembro, o superávit acumulado alcançou US$ 27,37 bilhões.

Desempenho reforça importância da China na balança comercial
Os números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reforçam o papel estratégico do mercado chinês para o comércio exterior brasileiro e para o equilíbrio da balança comercial.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Portos

Tecon 10 em Santos: disputa por megaterminal revela impasse entre TCU e empresas de navegação

O projeto do Tecon 10, megaterminal de contêineres previsto para o Porto de Santos, reacendeu o debate sobre o modelo de licitação adotado pela Antaq. Com investimento estimado em mais de R$ 6 bilhões e capacidade para movimentar 3,5 milhões de TEUs por ano, o processo aguarda aval do Tribunal de Contas da União (TCU) — e já enfrentou contestação na Justiça.

A proposta da Antaq estabelece uma disputa em duas fases. No primeiro estágio, ficam impedidas de participar empresas que já operam no porto santista, como Maersk, MSC, CMA-CGM e DP World. Chamados de incumbentes, esses grupos afirmam que o modelo favorece concorrentes sem grande experiência no setor e reduz o valor da outorga para a União. Eles só poderão entrar no certame se não houver interessados na primeira fase, cenário considerado improvável.

O TCU iniciou a análise da proposta, mas a votação foi interrompida após pedido de vista de um dos conselheiros. A decisão da Corte será seguida pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Centronave critica restrições e fala em distorção do debate

O Centronave, entidade que reúne 19 empresas responsáveis por cerca de 97% da movimentação de contêineres no comércio exterior brasileiro, divulgou uma nota crítica à proposta de restringir participantes no leilão do Tecon 10. Segundo a entidade, o voto divergente do ministro Bruno Dantas, relator revisor no TCU, ignora análises técnicas e penaliza o setor.

Em sintonia com a modelagem da Antaq, Dantas afirma que permitir a participação de armadores e operadores atuais pode ampliar o risco de concentração. O ministro propõe vedar a entrada desses grupos no leilão — entendimento que tende a formar maioria, segundo apuração da imprensa. Entretanto, posições técnicas do Ministério da Fazenda, do corpo técnico do TCU e do Ministério Público junto ao Tribunal indicam que não há justificativa para limitar a concorrência.

O Centronave argumenta que a restrição é infundada e contraria avaliações técnicas de órgãos como Cade e Antaq. Para a entidade, impor barreiras à participação de empresas dispostas a investir significa “punir a solução em vez de atacar o problema”.

Crise logística no Porto de Santos como pano de fundo

A entidade afirma que o setor de navegação já opera em ambiente de alta competição, com diversas companhias nacionais e internacionais disputando cargas diariamente. Os acordos operacionais entre empresas, segundo o Centronave, são práticas reconhecidas por autoridades antitruste e têm como objetivo otimizar custos e eficiência — não restringir a concorrência.

O Centronave também rebate a tese de que a omissão de escalas em Santos tenha sido uma estratégia comercial de armadores. De acordo com a nota, as omissões são resultado direto da falta de infraestrutura, das longas filas e da espera que pode levar até quatro dias, inviável para a operação global dos navios. Cada dia parado pode custar mais de US$ 100 mil, o que leva a escolhas emergenciais das rotas.

A entidade lembra que o porto opera com taxas de ocupação superiores a 90%, bem acima dos 65% recomendados pela OCDE. Há mais de uma década não ocorre expansão significativa de cais, enquanto os navios cresceram e a demanda aumentou. As perdas estimadas pela falta de capacidade incluem R$ 1,6 bilhão por ano em tempo de espera e até US$ 20,6 bilhões em exportações que deixam de ocorrer.

Setor teme queda de concorrência e fuga de investimentos

Para o Centronave, restringir armadores no leilão do Tecon 10 reduzirá a concorrência pelo ativo, diminuirá a arrecadação da outorga e afastará investidores nacionais e internacionais. A entidade afirma que os riscos de concentração são “hipotéticos” e que o país precisa atrair capital privado para ampliar berços e cais.

O documento destaca ainda que operadores independentes podem ter incentivos desalinhados à expansão da infraestrutura, já que lucrariam com a escassez atual. Assim, argumenta que o verdadeiro gargalo do sistema portuário brasileiro é a deficiência estrutural — não o modelo de mercado.

Segundo o Centronave, os armadores são os primeiros prejudicados pela falta de eficiência nos portos e os maiores interessados em modernizar o sistema. Reforça também a necessidade de segurança jurídica para garantir investimentos e reduzir o Custo Brasil.

Tecon 10 é considerado projeto estratégico

O novo terminal é considerado essencial para aumentar a capacidade do Porto de Santos, responsável por cerca de 30% do comércio exterior brasileiro. Com previsão de R$ 6,45 bilhões em investimentos, o Tecon 10 pode redefinir o modelo concorrencial do maior terminal de contêineres já projetado no país.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fábio Vieira/Estadão

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Comércio Exterior

Brasil busca fortalecer presença global no comércio exterior com nova estratégia integrada

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) apresentou um relatório que propõe uma estratégia integrada de comércio exterior para ampliar a presença do Brasil no cenário global. O documento reúne recomendações legislativas e administrativas com foco na modernização da política industrial, no fortalecimento da diplomacia econômica e na criação de um ambiente regulatório mais competitivo.

Trabalho conjunto entre Senado e ministérios

Elaborado pelo Grupo de Trabalho de Comércio Exterior, o relatório contou com apoio de consultores do Senado e especialistas dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Criado por iniciativa do presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo iniciou as atividades em julho deste ano.

Segundo Trad, é a primeira vez que o Senado coordena uma iniciativa capaz de integrar, de forma estruturada, todos os elementos que compõem o ecossistema das relações internacionais. Ao longo do processo, foram realizadas 36 reuniões e incorporadas contribuições de entidades públicas e privadas, além de estudos de órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU).

Três eixos estratégicos para a competitividade

O documento está organizado em três pilares centrais:
Política comercial e industrial
Estratégia internacional e acordos comerciais
Logística e infraestrutura voltadas à competitividade

Para o senador, a inserção internacional do Brasil não deve ser tratada como uma pauta isolada, mas como parte de um projeto nacional que envolva abertura comercial gradual, reformas microeconômicas, modernização logística e estabilidade regulatória. Ele defende que essa agenda seja de Estado, e não apenas de governo.

Desafios estruturais e soluções propostas

O relatório destaca entraves que limitam a competitividade brasileira, como alta complexidade regulatória, custos logísticos elevados e dependência excessiva do transporte rodoviário. A proposta inclui mecanismos para tornar o ambiente regulatório mais previsível e transparente, reduzindo riscos e aumentando a segurança jurídica.

Também aponta que o Brasil tem potencial para liderar a economia verde, devido à capacidade de produção agrícola e às fontes de energia limpa. O desafio, segundo o grupo, é transformar esse potencial em estratégia de longo prazo para atrair investimentos e agregar valor a produtos sustentáveis.

Avanço nos acordos comerciais e ambiente multilateral

O Ministério das Relações Exteriores ressaltou que o trabalho colaborativo contribuiu para avanços importantes, como o acordo Mercosul–Singapura e o progresso nas negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Para a pasta, trata-se de um exemplo de diálogo estruturado entre Executivo e Legislativo.

A secretária-adjunta de Comércio Exterior, Daniela Ferreira de Matos, destacou que o cenário global exige que o país esteja preparado para lidar com tensões geopolíticas, políticas unilaterais e desafios do sistema multilateral. Ela também citou o amadurecimento do Portal Único de Comércio Exterior, previsto para ser concluído em 2026, como medida que reduz custos e prazos para os exportadores.

Produtividade e barreiras internas

Consultores do Senado observaram que o Brasil enfrenta estagnação na produtividade desde a década de 1990, com exceção do agronegócio. Para superar essa limitação, apontam ações como harmonização regulatória, desoneração gradual de importações de serviços, melhor qualificação profissional e ampliação das exportações das micro e pequenas empresas. A redução de barreiras comerciais é vista como componente essencial para destravar o desenvolvimento.

Infraestrutura e matriz de transportes

O relatório também recebeu contribuições de 16 entidades ligadas ao setor de transportes. Entre as recomendações estão o aumento de investimentos públicos e privados em infraestrutura, aperfeiçoamento dos modelos de concessão, maior segurança jurídica e atualização das normas de licenciamento ambiental.

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025) simplifica procedimentos para atividades de baixo impacto e moderniza o sistema de licenças. Embora parte dos dispositivos tenha sido vetada pelo Executivo, o Congresso derrubou a maioria dos vetos, e o tema ainda pode ser questionado judicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF).

FONTE: Destak Jornal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saulo Cruz/Agência Senado

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Exportação

Exportações brasileiras crescem 3,3% no 3º trimestre mesmo após tarifaço dos EUA

As exportações brasileiras de bens e serviços avançaram 3,3% no terceiro trimestre de 2025, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo IBGE. O desempenho positivo ocorreu mesmo após o tarifaço dos Estados Unidos, que passou a valer em agosto e elevou em até 50% as tarifas sobre diversos produtos nacionais.

Na comparação com o mesmo período de 2024, as vendas externas cresceram ainda mais: 7,2%.

Tarifas impactaram vendas aos EUA, mas Brasil diversificou destinos

Entre julho e setembro, itens como carnes e café enfrentaram uma tarifa adicional de 50% para entrar no mercado americano. Segundo o MDIC, isso provocou uma queda de 18,5% nas exportações brasileiras para os EUA apenas em agosto.

Apesar disso, o Brasil ampliou os envios para outros parceiros comerciais, o que garantiu o crescimento global. As exportações totais subiram quase 4% naquele mês, e o resultado trimestral confirma essa tendência de diversificação.

Trump retira parte das sobretaxas após conversa com Lula

No fim de novembro, o presidente Donald Trump suspendeu uma sobretaxa de 40% aplicada a uma lista de produtos brasileiros, incluindo novamente carnes e café. O republicano justificou a medida mencionando uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, indicando tentativa de reaproximação comercial entre os dois países.

Indústria extrativa impulsiona exportações

Segundo o economista Rafael Perez, da Suno Research, a alta das exportações no trimestre foi puxada pelo fortalecimento da indústria extrativa e pelo redirecionamento das vendas para outros mercados, estratégia que compensou os efeitos do tarifaço.

Os preços internacionais da soja, um dos principais produtos de exportação do país, também favoreceram o movimento de alta. O economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, destaca o “aumento das vendas de grãos” como fator determinante.

Importações crescem, mas balança comercial permanece favorável

As importações brasileiras também subiram no trimestre, mas de forma mais moderada: 0,3%. Com isso, o saldo da balança comercial ficou maior no período encerrado em setembro em comparação ao segundo trimestre. Em relação ao mesmo período de 2024, as importações avançaram 2,2%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg via/Getty Images

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Exportação

Reforma tributária põe em risco a exportação indireta e ameaça até 25 mil pequenos negócios

A reforma tributária, que começará a valer em janeiro de 2026, acendeu um forte sinal de alerta entre micro e pequenas empresas exportadoras. Especialistas apontam que o Artigo 82 da Lei Complementar 214 cria exigências rígidas para a exportação indireta, modelo essencial para pequenos fornecedores acessarem o mercado internacional.

De acordo com o Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx), as novas restrições podem comprometer 10% das exportações brasileiras, atingir 30% dos exportadores e excluir até 25 mil pequenos negócios da cadeia global.

As avaliações foram apresentadas pelos tributaristas Valter Tremarin Júnior (IBET/FIERGS) e Caroline Druzian Bazzo (Women in Law Mentoring Brazil) durante o painel “A Reforma Tributária: como ficam as importações e as exportações?”, no Trade BR 2025, evento realizado por CECIEx e Apex-Brasil.

O que muda na exportação indireta

A exportação indireta ocorre quando uma trading company ou comercial exportadora vende ao exterior em nome do produtor — geralmente uma MPE. Hoje, o modelo recebe os mesmos benefícios fiscais da exportação direta, como isenção de IPI, PIS, Cofins e ICMS.

Com a reforma, o Artigo 82 condiciona a suspensão de IBS e CBS ao cumprimento de requisitos como:

  • Certificação OEA (Operador Econômico Autorizado);
  • Patrimônio líquido mínimo de R$ 1 milhão.

Segundo especialistas, 90% das empresas intermediadoras não conseguem atender a essas condições.

Tributaristas veem retrocesso e retorno a modelo dos anos 1970

O novo desenho regulatório lembra a antiga Lei das Trading Companies (1972), que exigia que exportadores fossem constituídos como S/A e tivessem capital mínimo — critérios flexibilizados somente após a Lei Kandir (1996).

Para Tremarin, a reforma promove um passo atrás.
“Criar uma condição tão rígida para algo que evoluiu justamente para reduzir burocracias parece um retrocesso”, avaliou.

Certificação OEA preocupa empreendedores

A tributarista Caroline Druzian afirma que a Receita Federal avalia criar uma versão simplificada da certificação OEA, mas ainda sem garantias para pequenos negócios.
“Em nossas conversas, não apareceu nenhuma análise específica sobre micro e pequenas empresas. Tudo indica que esse impacto não foi considerado”, destacou.

Ela lembra que o processo de certificação leva cerca de um ano, envolve auditorias internas e ampla checagem pela Receita — um cenário considerado inviável para entrada em vigor já em 2026.

Setor articula soluções legislativas e judiciais

Com o prazo se aproximando, o setor exportador busca alternativas para evitar danos à competitividade. Entre as ações estudadas estão:

  • Propostas de alteração da LC 214;
  • Mobilização junto a Receita Federal, CAMEX e Itamaraty;
  • Adoção de mandado de segurança para impedir a aplicação do Artigo 82.

Para entidades como o CECIEx, as exigências podem excluir milhares de pequenas empresas do comércio exterior e restringir de forma drástica a exportação indireta, um dos principais canais para internacionalização de MPEs.

FONTE: Contábeis e Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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