Comércio Exterior

Portos concentram 95% do comércio exterior e impulsionam superávit recorde do Brasil em 2025

Balança comercial brasileira atinge maior resultado da história

O comércio exterior brasileiro fechou 2025 com superávit de US$ 68,2 bilhões, o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1989. O resultado marca o terceiro ano consecutivo de saldo positivo na balança comercial do Brasil, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Ao longo do ano, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 629 bilhões, sendo que 95% das cargas passaram pelos portos brasileiros, reforçando a relevância do setor portuário para a economia nacional.

Exportações crescem e importações batem novo recorde

As exportações brasileiras totalizaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em comparação a 2024. Já as importações somaram US$ 280,4 bilhões, avanço de 6,7% em relação ao ano anterior e cerca de US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, registrado em 2022.

O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o desempenho foi resultado da ampliação de mercados internacionais. Segundo ele, a estratégia de diversificação ajudou o país a reduzir impactos das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Mesmo diante de um cenário geopolítico complexo, conseguimos abrir novos mercados e fortalecer parcerias já existentes”, afirmou.

Movimentação portuária cresce e reforça logística nacional

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o setor deve encerrar 2025 com movimentação estimada em 1,34 bilhão de toneladas, crescimento de 3,25% frente ao ano anterior. O desempenho dos principais terminais evidencia o avanço da infraestrutura portuária brasileira.

O Porto de Santos, em São Paulo, registrou entre janeiro e outubro alta de 29%, com 119,4 milhões de toneladas movimentadas. Já o Porto de Paranaguá, no Paraná, cresceu 13,5%, alcançando 55,2 milhões de toneladas. No Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, avançou 7,6%, com 31,4 milhões de toneladas, puxadas principalmente por grãos e minérios.

Infraestrutura portuária como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados positivos do comércio exterior do Brasil refletem os investimentos e a modernização do setor. Segundo ele, os portos nacionais se consolidaram como um diferencial competitivo. “Estamos garantindo condições para escoar a produção brasileira ao mercado internacional e, ao mesmo tempo, receber insumos e mercadorias essenciais para a indústria e o consumo interno”, declarou.

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Exportação

Açúcar orgânico brasileiro enfrenta tarifas elevadas e perde competitividade no mercado internacional

Tarifa dos EUA impacta exportações do açúcar orgânico
Seis meses após o início do chamado tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, os exportadores de açúcar orgânico do Brasil seguem enfrentando obstáculos para escoar a produção. Antes livre de tarifas para entrar no mercado americano, o produto passou a arcar, na prática, com uma carga tributária próxima de 100%, o que compromete a competitividade do setor.

Fim de isenção e perda da cota especial
O endurecimento das regras foi impulsionado por decisões do governo do presidente Donald Trump. Além da manutenção da sobretaxa de 40%, em vigor desde agosto de 2025, o açúcar orgânico brasileiro passou a pagar mais 10%, tarifa aplicada pelos EUA a exportações globais. O impacto foi agravado pelo fim da chamada “Specialty-Quota”, que garantia isenção da tarifa de US$ 327 por tonelada para uma cota anual de 240 mil toneladas de açúcar orgânico.

Os Estados Unidos concentram uma parcela relevante do consumo mundial de produtos orgânicos. No país, o uso de açúcar orgânico é obrigatório na fabricação de alimentos industrializados certificados, como granolas, barras de cereais e iogurtes, o que torna o insumo essencial para a indústria local.

México também fecha portas ao produto brasileiro
Diante das restrições no mercado americano, a Native, do Grupo Balbo, buscou diversificar destinos e iniciou exportações para o México. No entanto, a estratégia foi interrompida no fim de 2025, quando o governo mexicano anunciou o fim da isenção tarifária para diversos produtos, incluindo o açúcar.

Segundo Leontino Balbo Júnior, vice-presidente da Native Produtos Orgânicos, chegaram a ser enviados dez contêineres ao país, com perspectiva de novos embarques. Com a mudança, o México passou a aplicar uma tarifa de 200% sobre o açúcar orgânico, inviabilizando novas vendas.

A entrada no mercado mexicano começou ainda em 2025, com apoio de um distribuidor americano que estruturou operações locais. A expectativa da Native era exportar até 3 mil toneladas até junho de 2026, enquanto o consumo anual dos EUA gira em torno de 300 mil toneladas.

Canadá absorve parte da demanda, mas volumes são limitados
Atualmente, o Canadá tem sido a principal alternativa para a empresa, impulsionado pela demanda indireta de clientes americanos. Mesmo assim, os volumes permanecem modestos. As exportações da Native ao país devem crescer de 6 mil para 9 mil toneladas anuais.

Sem novos mercados relevantes, a empresa acumula cerca de 30 mil toneladas em estoque, um patamar elevado diante da expectativa inicial de exportar 40 mil toneladas aos EUA nesta safra e zerar os armazéns até abril. De acordo com Balbo, a limitação de capital de giro dos distribuidores também dificulta novos negócios.

Outras exportadoras ainda mantêm vendas aos EUA
A Jalles Machado, outra exportadora brasileira de açúcar orgânico, ainda consegue atender o mercado americano. De acordo com Rodrigo Penna, diretor financeiro da companhia, as vendas continuam porque os EUA dependem do produto, mas o custo adicional tem sido repassado ao varejo.

Penna afirma que a empresa busca ampliar a presença em outros mercados, embora sem avanços expressivos. Para ele, as tarifas elevam o preço final ao consumidor e não beneficiam produtores americanos, que não atuam na produção de açúcar orgânico.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Benicchio Divulgação/Native

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Aeroportos

Aeroporto de Viracopos conquista certificação OEA e se destaca no Estado de São Paulo

O Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas (SP), passou a ser o único do Estado de São Paulo a contar com a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), reconhecimento concedido pela Receita Federal do Brasil a operadores considerados de baixo risco no comércio exterior.

Reconhecimento oficial da Receita Federal

A certificação foi formalizada por meio do Ato Declaratório Executivo Decex/SPO nº 111/2025, publicado no Diário Oficial da União em 19 de dezembro de 2025. Com isso, Viracopos integra o seleto grupo de organizações que atendem aos mais altos padrões de segurança e confiabilidade na cadeia logística internacional.

O que é a certificação OEA

O selo OEA é baseado em diretrizes da Organização Mundial das Alfândegas (OMA) e tem como finalidade fortalecer a segurança aduaneira e facilitar o comércio global. A certificação reconhece empresas e operadores que mantêm processos sólidos de gestão de riscos, controle operacional e segurança da carga.

No caso de Viracopos, o certificado atesta a adoção de práticas robustas de controle, o que reduz o nível de intervenção da fiscalização aduaneira e aumenta a previsibilidade das operações.

Benefícios para as operações de comércio exterior

Entre as principais vantagens associadas ao OEA estão maior agilidade nos processos aduaneiros, prioridade em procedimentos de conferência quando selecionado, redução de riscos operacionais e acesso a canais exclusivos de comunicação com a Receita Federal. Esses benefícios impactam diretamente a eficiência das operações de importação e exportação realizadas no terminal.

Processo rigoroso e monitoramento contínuo

A adesão ao programa OEA é voluntária, mas exige o cumprimento de critérios rigorosos avaliados pela Receita Federal. A análise envolve aspectos como segurança física, controle de acesso, conformidade tributária e aduaneira, além de práticas contínuas de monitoramento para garantir a manutenção dos padrões exigidos.

Viracopos reforça papel estratégico na logística nacional

Com a certificação, o Aeroporto de Viracopos fortalece sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando a confiança de parceiros, operadores e clientes que atuam no comércio exterior. A conquista também consolida a parceria estratégica entre o terminal e a Receita Federal, alinhando as operações às melhores práticas internacionais do setor aeroportuário e logístico.

FONTE: Aeroin
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroportos Brasil Viracopos

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Importação, Investimento

Camex360 centraliza dados sobre tarifas de importação, investimentos e decisões da Camex

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou a plataforma Camex360, criada para concentrar e organizar informações estratégicas do comércio exterior brasileiro. A iniciativa é coordenada pela Secretaria-Executiva da Camex e oferece, em um único ambiente digital, acesso facilitado a dados antes dispersos em diferentes bases oficiais.

A nova página reúne painéis interativos com informações sobre tarifas de importação, regimes preferenciais, listas de exceções, histórico tarifário e investimentos estrangeiros no Brasil. O objetivo é ampliar a transparência, reduzir custos de busca por informação e apoiar a tomada de decisão de empresas e agentes públicos.

Painel Tarifário e rastreamento de NCMs

Entre os recursos disponíveis nesta primeira fase estão três painéis de dados. O destaque é o Painel Tarifário, ferramenta inédita que sistematiza regras e alíquotas de importação, com foco em simplificar processos e diminuir tempo e custos para empresas importadoras, especialmente micro e pequenas empresas (MPEs).

A plataforma também conta com um Rastreador de NCMs, que permite consultar e acompanhar códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), facilitando a identificação de produtos e suas respectivas exigências tarifárias.

Acesso a dados de investimentos e decisões colegiadas

Outro componente integrado ao Camex360 é o InvestVis, sistema criado em 2024 para ampliar o acesso a dados sobre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país. A ferramenta permite visualizar informações consolidadas e atualizadas sobre a entrada de capital externo no Brasil.

Além disso, a página centraliza o acesso às deliberações e notas técnicas públicas do Comitê Executivo de Gestão (Gecex), tornando mais ágil a consulta às decisões colegiadas que impactam a política comercial brasileira.

FONTE: MDIC e Fecomércio MG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Fecomércio MG

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul ganha fôlego com apoio da Itália e pressão geopolítica internacional

A mudança de posição da Itália em favor da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode destravar, finalmente, a conclusão de um tratado negociado há mais de duas décadas. A informação, divulgada pela Bloomberg, surge em um momento de crescente instabilidade internacional e reforça a leitura de especialistas de que o cenário geopolítico atual passou a favorecer o avanço do pacto comercial.

Além do reposicionamento italiano, analistas apontam que a atuação mais dura dos Estados Unidos na América do Sul, especialmente após ações do governo Donald Trump contra a Venezuela, tem acelerado a busca europeia por parceiros considerados mais previsíveis.

Pressão dos EUA aproxima Europa e Mercosul

Consultores em comércio exterior e direito internacional avaliam que o endurecimento da política externa americana acaba funcionando como um fator de aproximação entre europeus e sul-americanos. Em um ambiente global marcado por incertezas, a UE tende a fortalecer relações com regiões onde há maior estabilidade institucional e histórica cooperação econômica.

Nesse contexto, o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, surge como um parceiro estratégico, sobretudo diante da crescente influência da China na região, tanto como fornecedora de produtos industriais quanto como grande compradora de commodities.

Itália recua após pressão interna na UE

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e sócio da consultoria BMJ, o apoio italiano representa um avanço relevante e reflete pressões internas dentro da própria União Europeia, que cobrava uma definição após sucessivos adiamentos liderados por Roma.

Segundo ele, o movimento também indica que a UE percebe estar perdendo espaço na América Latina e vê no acordo UE-Mercosul uma oportunidade de recuperar influência. A conjuntura envolvendo a Venezuela, afirma Barral, pode ter pesado nessa avaliação estratégica.

Acordo amplia projeção global da União Europeia

Na avaliação de Marcos Jank, professor e pesquisador sênior de agronegócio global no Insper, a assinatura do tratado ajudaria a União Europeia a manter relevância fora do continente em um mundo cada vez mais fragmentado e competitivo.

Ele destaca que o discurso recente dos Estados Unidos, ao tratar a América Latina como área de influência direta de Washington, tende a empurrar a Europa para mais perto do Mercosul, reforçando laços históricos e econômicos.

Jank ressalta ainda que, diferentemente da relação com a China, marcada por disputas hegemônicas explícitas, o acordo com o Mercosul é mais previsível, fruto de negociações longas e transparentes.

“Muito vantajoso para a Europa”, dizem diplomatas

Para Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha, a instabilidade do sistema internacional já vinha estimulando a Europa a buscar parceiros confiáveis, e a ofensiva americana contra a Venezuela apenas reforçou essa necessidade.

No caso italiano, Jaguaribe avalia que a primeira-ministra Giorgia Meloni sempre reconheceu a importância do acordo, mas adotou inicialmente uma postura cautelosa para administrar resistências internas e ampliar seu espaço de negociação política dentro da UE.

Segundo o diplomata, o acordo é estratégico porque oferece à Europa uma vantagem competitiva rara frente a potências como Estados Unidos e China, que não têm acesso ao mercado do Mercosul nas mesmas condições.

Jaguaribe afirma ainda que o movimento italiano tende a favorecer uma decisão mais pragmática dentro do bloco europeu, em um momento em que a UE enfrenta dificuldades para sustentar posições tradicionais no campo do direito internacional.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia avança e deve impulsionar comércio exterior, afirma Alckmin

Ao apresentar os resultados recordes da balança comercial de 2025, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (06/01) que o acordo Mercosul-União Europeia está em fase avançada. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é estratégica para fortalecer o comércio exterior brasileiro em um cenário global instável.

Negociação histórica em fase avançada

De acordo com Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia, negociado há mais de duas décadas, caminha para a conclusão. O ministro destacou a relevância do acordo em um contexto marcado por conflitos geopolíticos, protecionismo e tensões comerciais.

“Estamos otimistas. Será um acordo fundamental para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. Em um momento de instabilidade internacional, poderá se tornar o maior acordo do mundo”, afirmou.

Acordos recentes ampliam presença do Mercosul

O ministro também lembrou avanços recentes do bloco sul-americano em outras frentes. Entre eles, o acordo firmado com Singapura, em 2023 — um dos principais destinos das exportações brasileiras — e o tratado com a EFTA, concluído em 2025, que reúne países com algumas das maiores rendas per capita do mundo, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo Alckmin, o fortalecimento das relações comerciais traz ganhos diretos para a economia. “Quando o comércio global cresce, quem ganha é a sociedade”, afirmou, ao comentar o recorde de US$ 349 bilhões em exportações registrado em 2025.

Novas negociações e relações bilaterais

Além dos acordos já firmados, o Brasil mantém negociações para novos tratados de livre-comércio, incluindo Canadá e Emirados Árabes Unidos. Também estão em andamento conversas com Índia e México para ampliar acordos de preferências tarifárias.

Questionado sobre a relação comercial com a Venezuela, no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos, Alckmin ressaltou que o intercâmbio bilateral é limitado, somando cerca de US$ 1,2 bilhão em 2025. Ele lembrou ainda que o país vizinho já representou 12% do PIB da América do Sul nos anos 1970, participação hoje reduzida para cerca de 2%.

Medidas para fortalecer o comércio exterior

Durante a coletiva, Alckmin destacou ações do governo voltadas à desburocratização do comércio exterior e à ampliação da corrente de comércio. Um dos principais instrumentos citados foi o Portal Único de Comércio Exterior, que integra serviços de órgãos como Anvisa, Ibama e os ministérios da Agricultura e da Saúde.

Segundo o ministro, a ferramenta já conta com 80% de migração concluída e deve atingir 100% até setembro, com potencial de gerar economia de até R$ 40 bilhões e reduzir em 50% as operações de importação que exigem licenciamento.

Incentivos e reforma tributária

Entre outras iniciativas, Alckmin mencionou o programa Acredita no Brasil, que permite a micro e pequenas empresas recuperar parte dos tributos pagos na cadeia produtiva de bens exportados.

O ministro também destacou a Reforma Tributária como elemento central para melhorar o ambiente de negócios. Segundo ele, a adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) elimina tributos embutidos nas exportações e investimentos. Estudos do Ipea indicam que, em 15 anos, a reforma pode elevar os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 349 bilhões em 2025 e registram recorde histórico

As exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em 2025, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões ao longo do ano, valor US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023. O desempenho consolida os últimos três anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

Crescimento supera média do comércio global

Na comparação com 2024, as exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume. Esse avanço mais do que dobra a estimativa da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento do comércio global em 2025, projetado em 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado reflete a ampliação de mercados e políticas de estímulo à competitividade. “Mesmo diante de dificuldades geopolíticas, conseguimos abrir novos mercados e expandir os já existentes, apoiados por iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano”, afirmou.

Importações, corrente de comércio e superávit

As importações brasileiras também atingiram um patamar recorde em 2025, somando US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% em relação a 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 4,9% na comparação anual. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Desempenho recorde em dezembro

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para o mês. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), enquanto o saldo comercial foi de US$ 9,6 bilhões, crescimento de 107,8%, também o maior já registrado para dezembro. A corrente de comércio mensal somou US$ 52,4 bilhões, avanço de 16,2%.

Exportações por setores e produtos

A indústria de transformação registrou crescimento de 3,8% em valor, impulsionada por aumento de 6% em volume, atingindo o recorde de US$ 189 bilhões. Entre os destaques estão carne bovina, carne suína, alumina, veículos de carga, caminhões, café torrado, máquinas elétricas, produtos de perfumaria, cacau em pó e defensivos agrícolas.

Na indústria extrativa, o volume exportado cresceu 8%, com minério de ferro e petróleo atingindo recordes de embarque. Já os produtos agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor, com destaque para o café verde, que alcançou valor recorde, além da soja e do algodão em bruto, que registraram volumes históricos.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como principal destino, com crescimento de 6% e exportações que chegaram a US$ 100 bilhões, puxadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. Para a União Europeia, o aumento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, milho, minério de cobre e aeronaves.

As exportações para a Argentina avançaram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Já para os Estados Unidos, houve retração de 6,6% no ano, influenciada pelas tarifas impostas a produtos brasileiros, especialmente entre agosto e dezembro. Em dezembro, no entanto, os embarques superaram US$ 3 bilhões, sinalizando recuperação parcial.

Importações por categorias e origens

Nas importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As compras de combustíveis recuaram 8,6%.

Entre as origens, aumentaram as importações da China (+11,5%), dos Estados Unidos (+11,3%) e da União Europeia (+6,4%). Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal do Boi

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Exportação

Exportações brasileiras para os EUA caem 6,6% em 2025 após tarifaço de Trump

As exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,716 bilhões, em um ano fortemente impactado pelo tarifaço do governo Donald Trump. Em 2024, as vendas ao mercado norte-americano haviam alcançado US$ 40,368 bilhões. No sentido oposto, as importações de produtos dos EUA cresceram 11,3% e somaram US$ 45,246 bilhões, ante US$ 40,652 bilhões no ano anterior.

Com esse movimento, o Brasil fechou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Tarifas ainda atingem parte relevante das exportações

O desempenho negativo reflete os efeitos das tarifas impostas durante o governo Trump. Embora em novembro tenha sido anunciada a retirada da sobretaxa adicional de 40% sobre parte dos produtos brasileiros, 22% das exportações para os EUA, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas adotadas em julho, segundo cálculos do Mdic.

Dentro desse grupo, há produtos que pagam apenas a sobretaxa de 40% e outros que acumulam esse percentual com a tarifa-base de 10%. Além disso, 15% das exportações, cerca de US$ 6,2 bilhões, seguem submetidas exclusivamente à taxa de 10%.

Outro ponto de pressão vem das tarifas da Seção 232, aplicadas a produtos considerados estratégicos para a segurança nacional dos Estados Unidos. Essas medidas atingem 27% das vendas brasileiras, aproximadamente US$ 10,9 bilhões. Apenas 36% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano estão livres de encargos adicionais.

Desempenho em dezembro mantém tendência de queda

Mesmo após a redução parcial das tarifas, as exportações brasileiras para os EUA caíram 7,2% em dezembro, somando US$ 3,449 bilhões, contra US$ 3,717 bilhões no mesmo mês de 2024. Foi a quinta retração mensal consecutiva desde a imposição da sobretaxa de 50% anunciada em julho.

As importações de produtos norte-americanos, por sua vez, tiveram queda de 1,5% em dezembro na comparação anual.

Governo aposta no diálogo com Washington

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro mantém a estratégia de negociação e diálogo com os Estados Unidos. Segundo ele, as conversas já permitiram reduzir o número de itens afetados pelas tarifas.

Alckmin ressaltou que o objetivo agora é avançar na flexibilização das tarifas que ainda atingem 22% da pauta exportadora brasileira. Ele destacou o relacionamento entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump como um fator que pode destravar novos acordos, incluindo temas como tarifas, barreiras não tarifárias, terras raras, datacenters e o regime especial para centros de dados, o Redata.

China e União Europeia compensam perdas

Enquanto o comércio com os Estados Unidos perdeu força, o Brasil ampliou as trocas com outros parceiros estratégicos. As exportações para a China cresceram 6% em 2025 e alcançaram US$ 100,021 bilhões. As importações chinesas avançaram 11,5%, somando US$ 70,930 bilhões, o que garantiu superávit de US$ 29,091 bilhões para o Brasil.

Já o comércio com a União Europeia teve crescimento mais moderado. As exportações brasileiras ao bloco subiram 3,2%, totalizando US$ 49,810 bilhões, enquanto as importações avançaram 6,4%, para US$ 50,290 bilhões, resultando em déficit de US$ 480 milhões. Em dezembro, mês marcado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, as vendas brasileiras ao bloco europeu registraram alta expressiva de 39% na comparação anual.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © MAPA/Divulgação

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Comércio Exterior

Balança comercial registra recorde em dezembro, mas superávit cai em 2025

A balança comercial brasileira encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 68,293 bilhões. Apesar de ser o melhor resultado já registrado para um mês de dezembro desde o início da série histórica, em 1989, o superávit anual ficou 7,9% abaixo do apurado em 2024. O desempenho foi impactado principalmente pelo avanço das importações e pela queda nos preços das commodities, como o petróleo.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Mesmo com a retração, o resultado de 2025 representa o terceiro maior superávit da história do comércio exterior brasileiro.

Histórico recente da balança comercial

Os maiores saldos já registrados ocorreram em:

  • 2023: superávit de US$ 98,903 bilhões
  • 2024: superávit de US$ 74,177 bilhões

Em 2025, tanto as exportações brasileiras quanto as importações alcançaram níveis recordes.

Exportações e importações batem recorde

Mesmo diante do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e da desvalorização de commodities no mercado internacional, as exportações somaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em relação a 2024.

As importações, impulsionadas pela expansão da economia interna, avançaram em ritmo mais acelerado e totalizaram US$ 280,382 bilhões, alta de 6,7% no mesmo período.

Projeções oficiais foram superadas

O saldo final ficou acima das expectativas do governo. A projeção inicial do Mdic apontava superávit de US$ 60,9 bilhões em 2025, com exportações estimadas em US$ 344,9 bilhões.

As importações, por outro lado, ficaram abaixo da previsão de US$ 284 bilhões, o que contribuiu para um resultado comercial melhor do que o esperado no fechamento do ano.

Resiliência do comércio exterior brasileiro

Durante entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin destacou o desempenho do comércio exterior do Brasil, mesmo em um cenário internacional adverso.

Segundo ele, o volume exportado cresceu 5,7% em 2025, enquanto o comércio global avançou 2,4%. O resultado, de acordo com o ministro, evidencia a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% na comparação com o mesmo mês de 2024. O valor superou o recorde anterior, de dezembro de 2023.

No mês, os números foram:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7%
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, crescimento de 5,7%

Desempenho por setores

Em dezembro, as exportações cresceram em todos os segmentos da economia:

  • Agropecuária: +43,5%, com aumento de 35,2% no volume e 6,7% no preço médio
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% nos preços
  • Indústria de transformação: +11%, com avanço de 14,9% no volume e retração de 4,2% no preço médio

Produtos que impulsionaram as exportações

Entre os principais destaques do mês estão:

  • Agropecuária: soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%) e milho não moído (+46%)
  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+74%) e minério de ferro (+33,7%)
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não monetário (+88,7%)

No caso do petróleo, a retomada das atividades das plataformas após manutenção programada em novembro foi decisiva para o crescimento.

Importações acompanham retomada econômica

O aumento das importações reflete a recuperação da atividade econômica, com maior consumo e expansão dos investimentos. Entre os principais produtos importados em dezembro estão:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+222,4%) e carvão não aglomerado (+26,3%)
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, inclusive veterinários (+47,7%)

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Petrobras/Divulgação

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Comércio Exterior

Superávit comercial do Brasil atinge US$ 68,3 bilhões em 2025 e governo projeta até US$ 90 bilhões em 2026

O superávit comercial do Brasil em 2025 alcançou US$ 68,293 bilhões, consolidando o terceiro melhor resultado anual da série histórica. O desempenho foi impulsionado por exportações recordes e por um avanço mais intenso das importações, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além do balanço de 2025, o governo federal apresentou as projeções para a balança comercial em 2026, estimando um saldo positivo que pode variar entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Projeções para exportações e importações em 2026

De acordo com o MDIC, o próximo ano deve ser encerrado com exportações brasileiras entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Já as importações estão projetadas na faixa de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões, cenário que sustenta a expectativa de manutenção de um superávit elevado.

O resultado de 2025 superou as previsões oficiais. Em outubro, o ministério estimava um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões, valor inferior ao efetivamente registrado.

Exportações e importações batem recorde em 2025

O desempenho da balança comercial brasileira em 2025 foi marcado por US$ 348,7 bilhões em exportações, o maior valor já registrado, e por US$ 280,4 bilhões em importações, também em nível histórico.

As vendas externas cresceram 3,5% em relação a 2024, impulsionadas principalmente pelo aumento do volume embarcado, mesmo diante da queda nos preços médios. As importações avançaram ainda mais, com alta de 6,7% na comparação anual.

Tarifas dos EUA impactam comércio bilateral

O comércio com os Estados Unidos foi afetado pelo aumento de tarifas imposto em agosto do ano passado. Segundo o MDIC, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,6% em 2025, reduzindo a participação do país no total exportado de 12,0% para 10,8%.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros levou o governo a adotar medidas emergenciais, como linhas de crédito e alívio tributário. Ao longo do ano, negociações resultaram na ampliação das exceções à tarifa, mas, em novembro, cerca de 22% das exportações para os EUA ainda estavam sujeitas à sobretaxa.

China amplia participação nas exportações brasileiras

Em sentido oposto, as exportações para a China registraram crescimento de 6% em 2025. Com isso, o país asiático passou a responder por 28,7% das vendas externas do Brasil, ante 28,0% no ano anterior, mantendo-se como o principal destino das exportações brasileiras.

Agropecuária lidera crescimento por setor

Na análise setorial, a agropecuária apresentou o maior avanço nas exportações, com alta de 7,1%, seguida pela indústria de transformação, que cresceu 3,8%. Já a indústria extrativa registrou retração de 0,7% no período.

Resultado de dezembro reforça saldo positivo

O superávit anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, quando a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 9,633 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 31,037 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,405 bilhões.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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