Informação

Siscomex atualiza cronograma de desligamento da DI e amplia prazo para migração à Duimp

A Comissão Gestora do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) anunciou a revisão do cronograma de desligamento da Declaração de Importação (DI). A atualização já está disponível no portal oficial do sistema, onde também é possível consultar o histórico completo das mudanças.

A medida faz parte do processo de modernização do comércio exterior brasileiro, com a substituição gradual da DI pela Declaração Única de Importação (Duimp).

Datas de desligamento da DI são prorrogadas

Para garantir maior segurança operacional, estabilidade e previsibilidade durante o período de transição, o governo decidiu estender o prazo para processamento de operações ainda via DI.

As operações que teriam migração definitiva para a Duimp nos dias 23 e 30 de março de 2026 foram reprogramadas. Com a mudança, as novas datas de desligamento da DI passam a ser:

  • 22 de abril de 2026
  • 27 de abril de 2026

A alteração busca evitar impactos nas rotinas de importadores e operadores do comércio exterior.

Duimp segue disponível para registros

Mesmo com a prorrogação, o sistema da Duimp permanece ativo e disponível para o registro de declarações aduaneiras em praticamente todas as operações de importação.

A exceção fica para casos específicos indicados como indisponíveis no cronograma oficial de desligamento da DI.

Transição para o Portal Único do Comércio Exterior

A migração para a Duimp integra o projeto do Portal Único de Comércio Exterior, que tem como objetivo simplificar processos, reduzir burocracia e aumentar a eficiência nas operações de importação no Brasil.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Grécia se destaca como hub logístico estratégico para exportações do Mercosul à Europa Oriental

Enquanto muitas pequenas e médias empresas do Mercosul concentram suas operações nos tradicionais portos de países como Espanha e Alemanha, a Grécia surge como uma alternativa eficiente e menos congestionada para acessar mercados em expansão na Europa Central e Oriental.

A preferência histórica por destinos como a Península Ibérica, impulsionada por afinidades culturais e linguísticas, começa a dar lugar a uma visão mais estratégica. Em meio às negociações e perspectivas do acordo entre União Europeia e Mercosul, cresce o interesse por rotas logísticas mais ágeis — e é nesse cenário que a Grécia ganha protagonismo.

Grécia: de destino turístico a plataforma logística

Deixando de lado sua imagem exclusivamente turística, a Grécia vem se consolidando como um importante hub logístico internacional. Para empresas que buscam alcançar não apenas a União Europeia, mas também mercados emergentes do Leste Europeu, o país oferece vantagens competitivas relevantes.

Porto do Pireu impulsiona conectividade

Um dos principais ativos logísticos do país é o Porto do Pireu, que passou por modernizações e hoje figura entre os mais movimentados do Mediterrâneo.

Para exportadores do Mercosul, isso significa:

  • Conectividade multimodal: integração eficiente com redes ferroviárias e rodoviárias que ligam diretamente a países como Bulgária, Romênia, Sérvia e Macedônia do Norte;
  • Menor congestionamento: alternativa aos saturados portos do norte da Europa, evitando gargalos logísticos comuns em rotas tradicionais.

Acordo UE-Mercosul amplia vantagens competitivas

Embora o debate sobre o acordo frequentemente destaque países como França e Espanha, a Grécia também se beneficia das condições tarifárias do tratado.

O diferencial está no custo operacional mais baixo e em um ambiente de negócios mais acessível. Estabelecer uma base logística ou comercial no país tende a ser mais econômico do que nos principais centros da Europa Ocidental.

Além disso, a cultura comercial grega, com forte tradição de negócios nos Bálcãs e no Oriente Médio, facilita a criação de conexões estratégicas para empresas do Mercosul.

Oportunidades além das commodities

A Grécia não se limita à importação de matérias-primas. Há espaço para diversificação, especialmente em setores como:

  • Agroindústria e alimentos processados: possibilidade de importar insumos do Mercosul, processar sob normas europeias e redistribuir para o Leste Europeu;
  • Saúde e biotecnologia: demanda crescente impulsionada pelo envelhecimento populacional na região.

Estratégias para entrar no mercado grego

Empresas interessadas em explorar esse mercado podem adotar algumas estratégias práticas:

Priorize parceiros logísticos

Buscar um distribuidor logístico local pode ser mais eficiente do que vender diretamente a mercados finais. A cidade de Salônica, por exemplo, é um importante centro logístico nos Bálcãs, com acesso rápido a diversas capitais europeias.

Atenção às normas europeias

Apesar de processos iniciais menos burocráticos, é essencial cumprir rigorosamente as normas fitossanitárias da União Europeia. Uma vez aprovado, o produto pode circular livremente entre os países do bloco.

Invista em sustentabilidade

Com o avanço da agenda verde na Europa, certificações como neutralidade de carbono e comércio justo podem agregar valor e permitir preços mais competitivos.

Grécia como porta de entrada estratégica

A visão de que a Europa começa no oeste do continente vem sendo revisada. A Grécia se posiciona como uma alternativa estratégica para empresas que desejam evitar mercados saturados e aproveitar o crescimento econômico do Leste Europeu.

Ao compreender esse cenário e estruturar uma estratégia adequada, empresas do Mercosul podem ampliar sua presença internacional de forma mais eficiente e competitiva.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Fretes marítimos globais: novas alianças redefinem rotas e trazem estabilidade ao setor

O mercado de fretes marítimos globais passa por uma fase de mudanças estruturais impulsionadas pela reorganização das principais alianças internacionais de navegação. A implementação de acordos como a Gemini Cooperation vem exigindo uma reformulação das rotas comerciais mais relevantes do planeta. Esse movimento busca equilibrar oferta e demanda em meio a um cenário de instabilidade econômica global.

Reorganização das alianças estratégicas

As grandes companhias marítimas indicam que a nova configuração de serviços avança em direção a uma operação mais eficiente, baseada em uma gestão de frota centralizada. A expectativa é que, até o segundo semestre de 2026, os fretes marítimos globais alcancem um ponto de equilíbrio mais consistente.

Esse cenário tende a favorecer o planejamento de importadores, garantindo maior previsibilidade na disponibilidade de espaço em navios de grande porte. Além disso, a tendência é de redução nas cancelamentos inesperados de escalas, um problema recorrente nos últimos anos.

Eficiência operacional e avanço tecnológico

A busca por maior estabilidade não se limita ao ajuste de capacidade. O setor também amplia investimentos em digitalização logística, com foco em tecnologias de rastreamento e no uso de combustíveis sustentáveis.

Outro ponto em análise é a adoção de contratos de longo prazo, que reduzam a dependência do mercado spot. Com isso, empresas ganham mais segurança para projetar custos, diminuindo impactos de variações nos preços e encargos como o combustível, além de ampliar a transparência nas operações.

Impactos no mercado de contêineres

A tendência de estabilização dos fretes marítimos globais traz efeitos positivos para toda a cadeia logística. Portos de transbordo e zonas francas, altamente dependentes da conectividade marítima, devem se beneficiar com operações mais regulares.

Espera-se também maior fluidez no comércio de bens de consumo e matérias-primas, permitindo que embarcadores retomem pedidos com menor exposição a riscos financeiros. Nesse contexto, o desempenho dos fretes marítimos segue como um importante indicador da saúde do comércio exterior.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Porto de Rio Grande lidera movimentação no RS e atrai novos investimentos bilionários

O Porto de Rio Grande responde por cerca de 85% de toda a movimentação portuária do Rio Grande do Sul, consolidando o município como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. O desempenho recente, somado a uma carteira robusta de projetos, indica um novo ciclo de expansão econômica na região.

Integrado ao porto, o Distrito Industrial abriga atualmente 54 empresas, sendo que aproximadamente 39% estão ligadas ao agronegócio. O espaço reúne indústrias químicas, alimentícias e do setor naval, o que contribui para a diversificação e fortalecimento da atividade econômica local.

Crescimento na movimentação reforça protagonismo logístico

O avanço da produção estadual tem impulsionado o aumento da movimentação de cargas. Apenas em janeiro deste ano, o porto registrou 2,8 milhões de toneladas operadas, distribuídas em 226 embarcações.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a movimentação de contêineres apresentou alta de 41,26%, evidenciando a expansão das operações. No acumulado recente, o volume total já ultrapassa 46 milhões de toneladas, considerando tanto cargas a granel quanto conteinerizadas.

Os números abrangem operações do porto público, terminais arrendados e instalações privadas, incluindo grandes players industriais e logísticos.

Comércio exterior amplia relevância internacional

No cenário global, o complexo mantém forte presença no comércio exterior. Em janeiro de 2026, as importações chegaram a 665 mil toneladas, com destaque para parceiros como China, Argentina e Alemanha.

Já as exportações somaram 1,4 milhão de toneladas, tendo como principais destinos países da Ásia e Europa, como Indonésia, Bangladesh, Coreia do Sul, Vietnã e França. Esse fluxo reforça a importância do porto na cadeia logística internacional.

Novos investimentos impulsionam expansão econômica

O protagonismo do porto tem atraído aportes significativos. Um dos destaques é o novo terminal portuário voltado à exportação de celulose, parte de um pacote de cerca de R$ 27 bilhões em investimentos no estado.

O projeto, desenvolvido por meio de parceria entre empresas do setor, prevê investimento superior a R$ 1,5 bilhão e ainda está em fase de licenciamento ambiental. As obras devem começar no fim de 2026, com conclusão prevista para 2028.

A expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos durante a construção, além de centenas de vagas diretas e indiretas na fase operacional, podendo alcançar até 5 mil postos quando a produção estiver em pleno funcionamento.

Infraestrutura e localização favorecem novos negócios

A combinação de infraestrutura logística e localização estratégica é apontada como um dos principais diferenciais do Porto de Rio Grande. O complexo conta com acesso rodoviário, ferroviário e hidroviário, além de áreas disponíveis para expansão.

A administração municipal também atua para facilitar a chegada de novos empreendimentos, com foco na agilização de processos e estímulo ao desenvolvimento econômico.

Transição energética abre nova frente industrial

Outro projeto relevante é a conversão da Refinaria Riograndense em uma biorrefinaria, com investimento estimado em US$ 1 bilhão. A iniciativa deve posicionar o município como referência na produção de combustíveis renováveis na América Latina.

A unidade passará a utilizar matérias-primas como soja, canola e resíduos oleosos, deixando de lado os combustíveis fósseis. A modernização deve fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a competitividade do setor energético regional.

Novo ciclo de desenvolvimento regional

A soma de investimentos em logística, indústria e energia sinaliza uma transformação no perfil econômico da cidade. O foco vai além da infraestrutura, buscando atrair empresas, aumentar a competitividade e gerar empregos.

Com base em integração logística, diversificação produtiva e novos projetos estratégicos, o Porto de Rio Grande reforça sua posição como um dos principais motores econômicos do estado e do país.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Jatahy / Jp produtora audiovisual/Portos RS

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Comércio Exterior

Sigraweb automatiza gestão aduaneira e facilita adaptação à DUIMP no comércio exterior

A digitalização dos processos no comércio exterior brasileiro tem transformado a atuação de despachantes aduaneiros e comissárias de despacho. Nesse cenário de modernização, a Sigraweb surge como uma plataforma estratégica para a gestão aduaneira, reunindo automação, integração com sistemas oficiais e controle em tempo real das operações.

A ferramenta foi desenvolvida para centralizar as rotinas operacionais do despacho aduaneiro em um ambiente totalmente online, permitindo o gerenciamento completo de processos de importação e exportação, desde a organização documental até o acompanhamento das etapas de registro e liberação de cargas.

Plataforma de gestão aduaneira traz mais eficiência ao despacho

Com a automatização de tarefas repetitivas — como preenchimento de informações e cruzamento de dados — a plataforma reduz falhas humanas e diminui o tempo dedicado a atividades operacionais, um dos principais gargalos na rotina dos profissionais da área.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb, a empresa acompanha há anos o processo de modernização do comércio exterior brasileiro e investiu antecipadamente na integração com os sistemas do governo. “Em 2017, o Sigraweb foi pioneiro ao implementar a integração com a DUE, permitindo que comissários de despacho e exportadores utilizassem o sistema para confeccionar as declarações com mais agilidade. Desde então acompanhamos todas as mudanças do Portal Único”, explica.

De acordo com ele, o desenvolvimento da integração completa com a nova declaração foi concluído por volta de 2024 e o sistema vem sendo aperfeiçoado desde então. “Hoje o Sigraweb já possui todo o ciclo da DUIMP integrado. O sistema amadureceu ao longo dos anos e, em 2026, se consolidou como um grande aliado do despachante nesse processo de transição da DI para a DUIMP”, afirma.

Automação e integração com sistemas oficiais

Um dos principais diferenciais da plataforma é justamente a conectividade com sistemas governamentais utilizados nas operações de comércio exterior, como o Portal Único. Essa integração elimina retrabalho, evita digitação duplicada e mantém os dados sincronizados entre os sistemas.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, esse preparo tecnológico também tem reduzido o impacto da mudança para os profissionais que utilizam a plataforma.  “Temos observado muitos despachantes migrando para o Sigraweb porque alguns sistemas ainda não estão totalmente preparados para essa nova realidade. Os nossos clientes, felizmente, tiveram uma curva de aprendizado muito curta para fazer essa transição com menos impacto possível”, destaca.

Além da integração, a tecnologia também permite o monitoramento automático das etapas dos processos, oferecendo atualizações em tempo real sobre registros, exigências e liberações de cargas.

Gestão estratégica e controle financeiro

A Sigraweb também incorpora ferramentas de gestão administrativa e financeira, com relatórios, indicadores de desempenho e controle de prazos e custos operacionais.

Com isso, o despachante aduaneiro passa a ter uma visão mais estratégica do negócio, acompanhando a produtividade da equipe e o andamento das operações em um único ambiente digital.

Transformação digital no comércio exterior

Com foco em eficiência, organização e redução de riscos operacionais, a plataforma se posiciona como uma solução voltada à modernização da gestão aduaneira no Brasil.

Ao combinar automação, integração tecnológica e inteligência de dados, a Sigraweb contribui para que despachantes aduaneiros atuem de forma mais ágil, segura e competitiva em um mercado cada vez mais dinâmico e digital.

TEXTO: Redação ReConecta News
IMAGEM: Giovana Santos/ReConecta News

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Logística

Corredor logístico para o Pacífico impulsiona parceria entre Mato Grosso e Paraguai

Uma articulação entre Mato Grosso e Paraguai começou a ganhar forma com foco na ampliação das rotas de exportação e no fortalecimento da cooperação no agronegócio. Em reunião realizada nesta terça-feira (17), em Cuiabá, representantes do setor produtivo discutiram alternativas para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade regional.

Estratégia para reduzir custos de exportação

O encontro reuniu integrantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e o senador paraguaio Enrique Salyn Buzarquis. Entre os principais temas debatidos esteve a criação de um corredor logístico para o Pacífico, com հնարավոր instalação de um centro de distribuição em território paraguaio.

A proposta busca encurtar distâncias e baratear o frete para mercados asiáticos — destino relevante para a produção agrícola brasileira. A melhoria da logística de exportação é considerada essencial para garantir maior eficiência no escoamento da safra.

Competitividade e ambiente de negócios

Durante o diálogo, também foram destacados fatores que aumentam a atratividade do Paraguai, como a estrutura tributária simplificada e a autossuficiência energética. Esses elementos vêm despertando o interesse de produtores brasileiros que buscam alternativas para expandir operações.

Dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reforçam o peso econômico de Mato Grosso. O estado responde por 56% do seu PIB com o agronegócio, além de representar cerca de 12% da produção global de soja. Atualmente, 42% do saldo da balança comercial brasileira está ligado à produção mato-grossense.

Intercâmbio tecnológico e fortalecimento do agro

Além da logística, a parceria prevê troca de experiências e conhecimento técnico. O Paraguai demonstra interesse em adaptar modelos de inteligência de mercado e mobilização do setor produtivo utilizados em Mato Grosso.

Segundo o senador Enrique Salyn Buzarquis, a proximidade geográfica pode se transformar em ganhos concretos de eficiência. A ideia é aproximar produtores paraguaios da estrutura e da atuação institucional da Famato.

Parceria de longo prazo

Para representantes da federação, a iniciativa reforça a necessidade de diversificar rotas e ampliar conexões internacionais. A avaliação é de que há espaço para consolidar uma cooperação duradoura, com benefícios mútuos.

A expectativa é que o diálogo evolua para ações práticas, com impacto direto no campo, por meio da troca de informações, experiências e soluções voltadas ao aumento da produtividade e competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Famato

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Greve

Greve dos caminhoneiros: paralisação é confirmada em Itajaí e deve impactar portos de Santa Catarina

A mobilização dos caminhoneiros ganhou força no litoral catarinense e já tem data para começar. Em Itajaí e cidades portuárias da região, a paralisação foi confirmada por lideranças da categoria e deve impactar diretamente a logística dos portos.

Paralisação começa em Itajaí nesta quinta-feira

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a paralisação está confirmada para quinta-feira (19), com início previsto ao meio-dia. O primeiro ponto de concentração será o posto Dalçóquio, em Itajaí, e a mobilização deve se espalhar para outros pontos estratégicos ao longo do dia.

A expectativa é de adesão significativa, especialmente entre caminhoneiros autônomos que atuam diretamente no transporte de cargas para os portos da região.

Região portuária no centro da mobilização

A paralisação envolve profissionais que atendem o complexo portuário de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba — uma das principais rotas logísticas do Sul do Brasil.

Segundo informações do jornal Diarinho, a adesão ao movimento foi definida em reunião realizada no próprio posto Dalçóquio, com a participação de cerca de 200 motoristas. A assembleia foi realizada na terça-feira (17) por iniciativa da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga e do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac). Na região, estima-se que haja aproximadamente 3 mil caminhoneiros autônomos. A expectativa inicial é de adesão entre 60% e 70%.

Ainda conforme o Diarinho, os trabalhadores também destacam dificuldades operacionais no Porto de Itajaí, como:

  • longas filas para carga e descarga;
  • falta de estrutura para parada;
  • condições precárias durante o tempo de espera das operações.

Diesel alto e frete defasado são os principais gatilhos

Segundo Vanderlei de Oliveira, o “gatilho” do movimento está diretamente ligado ao combustível, além da falta de atualização dos valores de frete por parte da ANTT, o que pressiona ainda mais a renda dos motoristas.

Dados citados pelo Diarinho apontam que o diesel chegou a uma média de R$ 6,80, após alta de quase 12% em poucos dias, agravando o cenário para os autônomos.

A categoria também reivindica:

  • cumprimento da tabela mínima de frete;
  • reajustes compatíveis com os custos operacionais;
  • melhores condições de trabalho nos portos.

Efeito pode atingir toda a cadeia logística

Com a forte dependência do transporte rodoviário para escoamento de cargas, a paralisação pode gerar impactos relevantes na operação dos portos catarinenses.

A interrupção no fluxo de caminhões tende a afetar:

  • exportações e importações;
  • abastecimento de indústrias;
  • prazos logísticos em toda a região Sul.

Por se tratar de cidades com forte atividade portuária, como Itajaí e Navegantes, o impacto pode ser sentido rapidamente.

Cenário nacional ainda está em definição

Em nível nacional, a greve ainda depende de alinhamento entre entidades e sindicatos. Lideranças de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul já sinalizaram apoio à paralisação, especialmente após reunião no Porto de Santos.

Há indicativos de que o movimento pode ganhar escala nacional, mas a adesão ainda não é total. Novas reuniões estão em andamento para unificar as pautas e definir os próximos passos.

O governo federal acompanha a situação e tenta avançar em medidas para conter a mobilização, principalmente diante do risco de desabastecimento.

O que esperar

Com a paralisação confirmada em Itajaí e região portuária de Santa Catarina, o foco agora está na adesão da categoria e na possibilidade de ampliação do movimento.

Caso haja alinhamento nacional, a greve pode ultrapassar o cenário regional e se transformar em uma nova paralisação de grande impacto no país.

Fontes: Diarinho; Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac); ANTC; lideranças do setor.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Divulgação ANTC

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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