Comércio Exterior

Ano Novo Chinês 2026: por que o comércio exterior precisa se planejar agora

Enquanto muitas empresas ainda estão concentradas nos desafios imediatos da logística global, as operações mais estratégicas de comércio exterior já projetam seus cenários para 2026. O motivo é um dos eventos mais relevantes — e previsíveis — da cadeia de suprimentos mundial: o Ano Novo Chinês (Chinese New Year – CNY).

Longe de ser apenas um feriado prolongado, o CNY representa uma paralisação industrial em larga escala, com reflexos diretos na produção, nos transportes, nos portos e nos custos logísticos globais. Para importadores e exportadores que dependem da manufatura asiática, antecipar-se é uma condição básica para manter competitividade.

Em 2026, o calendário exige atenção redobrada.

Datas-chave do Ano Novo Chinês 2026

  • Início oficial do Ano Novo Chinês (Ano do Cavalo): 17 de fevereiro de 2026
  • Período crítico de paralisação industrial: entre 15 e 23 de fevereiro de 2026
  • Retomada gradual das operações: a partir do fim de fevereiro
  • Normalização mais ampla da produção: estimada apenas para meados de março de 2026

Embora o feriado oficial dure cerca de uma semana, os impactos logísticos se estendem por mais de um mês, afetando diretamente o primeiro trimestre do ano.

O que é o Ano Novo Chinês e por que ele é tão relevante?

O Ano Novo Chinês, também chamado de Festival da Primavera, é a celebração mais importante do calendário cultural da China. Diferentemente do calendário gregoriano, ele segue o calendário lunissolar, o que faz com que a data varie a cada ano.

Mais do que uma festividade simbólica, o período é marcado por um fenômeno logístico e social de grandes proporções: o Chunyun, considerado a maior migração humana do planeta. Milhões de trabalhadores deixam os grandes centros industriais para retornar às suas cidades natais e celebrar com suas famílias.

Na prática, isso significa:

  • Fechamento quase total das fábricas
  • Redução drástica da mão de obra logística
  • Suspensão de atividades em terminais, armazéns e serviços aduaneiros

Para o comércio exterior, o CNY é um evento estrutural, não pontual.

Qual animal rege 2026?

O ano de 2026 será regido pelo Cavalo, símbolo tradicional de movimento, energia e transformação na astrologia chinesa. No contexto econômico, o período costuma ser associado a ritmo acelerado antes do feriado e retomada gradual depois, exigindo planejamento cuidadoso das operações.

Quando o impacto logístico realmente termina?

Um dos erros mais comuns no planejamento logístico é considerar apenas a semana oficial do feriado. O impacto real do Ano Novo Chinês vai muito além.

Após o encerramento das celebrações, muitas fábricas enfrentam dificuldades para recompor suas equipes, o que torna a retomada produtiva lenta e escalonada. Além disso, o Festival das Lanternas, que em 2026 ocorre em 3 de março, marca simbolicamente o encerramento das festividades.

Na prática, março ainda é um mês de ajustes, com capacidade produtiva e logística abaixo do normal em diversos setores.

Impactos diretos do Ano Novo Chinês na logística global

Os efeitos do CNY sobre o supply chain podem ser divididos em três fases principais:

1. Período pré-CNY: a corrida pelos embarques

Entre janeiro e início de fevereiro, empresas do mundo inteiro tentam antecipar suas cargas antes da paralisação.

Principais impactos:

  • Elevação expressiva dos custos de frete marítimo e aéreo
  • Aplicação de taxas de alta temporada (Peak Season Surcharges)
  • Falta de espaço em navios e aeronaves
  • Escassez de contêineres vazios
  • Aumento do risco de roll-over (cargas que não embarcam conforme programado)
  • Congestionamentos em portos e aeroportos

2. Período de shutdown: a China desacelera

Durante o feriado, a operação logística interna praticamente para.

  • Produção industrial suspensa
  • Transporte rodoviário reduzido
  • Armazéns, terminais e despachos aduaneiros operando com capacidade mínima ou fechados

Mesmo cargas já prontas podem ficar paradas por falta de movimentação local.

3. Pós-CNY: retomada lenta e acúmulo de pedidos

O retorno das atividades ocorre de forma gradual.

  • Produção retomada em fases
  • Acúmulo de pedidos represados antes e durante o feriado
  • Nova pressão sobre fretes e prazos
  • Possíveis atrasos em cadeia no abastecimento global

Como o comércio exterior pode se preparar para 2026?

O planejamento para o Ano Novo Chinês deve começar com meses de antecedência. Esperar o início do ano é, na maioria dos casos, sinônimo de custos mais altos e menor previsibilidade.

Algumas estratégias essenciais incluem:

  • Revisar o forecast de demanda, especialmente para o primeiro trimestre
  • Antecipar pedidos e produção junto aos fornecedores asiáticos
  • Confirmar datas de fechamento de fábricas e prazos de cut-off
  • Garantir bookings com antecedência, reduzindo riscos de falta de espaço
  • Reforçar estoques estratégicos, especialmente de itens críticos
  • Avaliar modais alternativos, quando viáveis

Planejamento estratégico faz a diferença

O Ano Novo Chinês não é um evento inesperado — é uma variável recorrente do comércio global. Empresas que tratam o CNY como parte da gestão de risco logístico conseguem reduzir impactos, preservar margens e manter a fluidez das operações.

Antecipação, informação e parceiros logísticos preparados são os principais aliados para atravessar o CNY 2026 com eficiência e previsibilidade.

No comércio exterior, quem se planeja antes, embarca melhor depois.

Fontes de referência

  • China Briefing (Dezan Shira & Associates) – Análises sobre impactos do Ano Novo Chinês na produção e na logística
  • World Shipping Council – Estudos sobre sazonalidade e capacidade no transporte marítimo global
  • Drewry Shipping Consultants – Relatórios de mercado sobre fretes, congestionamentos e comportamento dos armadores
  • McKinsey & Company – Conteúdos sobre disrupções em cadeias globais de suprimentos
  • Conselho de Estado da República Popular da China – Informações oficiais sobre o calendário do Ano Novo Chinês
  • Freightos Baltic Index (FBX) – Indicadores de variação de frete internacional

TEXTO: Este conteúdo foi desenvolvido com o apoio de inteligência artificial e passou por curadoria, validação técnica e edição final da equipe editorial do ReConecta News. 
IMAGENS: ILJUSTRATIVAS / FREEPIK

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Comércio Internacional

Brasil e Caribe: uma parceria estratégica ainda pouco explorada no comércio internacional

O cenário econômico global passa por uma reorganização silenciosa, marcada pela busca por cadeias produtivas mais resilientes, redução de riscos geopolíticos e fortalecimento de polos regionais. Nesse contexto, o Caribe deixa de ser visto apenas como destino turístico e passa a ganhar relevância como espaço estratégico para integração produtiva e logística — um movimento que abre oportunidades concretas para o Brasil.

Caribe ganha protagonismo nas cadeias globais

A República Dominicana desponta como um dos principais polos de nearshoring do hemisfério ocidental. O país consolidou um modelo baseado em zonas francas modernas, com forte presença nos setores de dispositivos médicos, tecnologia, manufaturas avançadas e bens de maior valor agregado.

Esse avanço é sustentado por fatores estruturais: estabilidade macroeconômica, segurança jurídica, ambiente regulatório previsível, além de acordos comerciais que garantem acesso preferencial aos mercados dos Estados Unidos e da União Europeia. Soma-se a isso uma localização geográfica estratégica, que favorece a logística regional e intercontinental.

Potencial ainda subaproveitado na relação Brasil–Caribe

Apesar desse cenário favorável, o intercâmbio comercial entre Brasil e Caribe permanece abaixo do seu potencial. Para uma economia como a brasileira — que busca diversificação de mercados, ampliação de cadeias globais de valor e maior inserção internacional —, a região caribenha representa um vetor natural de expansão.

O Caribe pode funcionar como plataforma logística e produtiva, reduzindo custos, encurtando distâncias comerciais e facilitando o acesso a mercados estratégicos do Atlântico Norte.

Complementaridade econômica favorece integração

A relação entre Brasil e Caribe é marcada por uma clara complementaridade produtiva. O Brasil oferece exatamente os insumos e soluções que a região demanda: proteínas animais, equipamentos industriais, energias renováveis, tecnologia agrícola adaptada a climas tropicais, além de expertise em infraestrutura e engenharia.

Essa convergência cria um ambiente favorável para parcerias industriais, investimentos conjuntos e cadeias produtivas integradas, com ganhos mútuos de competitividade.

Cooperação e diálogo como motores do avanço

Para transformar potencial em resultados concretos, especialistas apontam a importância de fortalecer o diálogo empresarial, ampliar mesas público-privadas e estimular mecanismos de cooperação bilateral e regional. Mais do que identificar lacunas, o momento exige coordenação estratégica e visão de longo prazo.

Incluir o Caribe de forma estruturada na estratégia de diversificação comercial do Brasil não é uma escolha ideológica, mas uma decisão econômica racional, baseada em demanda crescente, estabilidade institucional e conectividade com grandes mercados globais.

Um passo estratégico para o futuro

A oportunidade está dada. Transformar essa convergência em política de Estado — tanto para o Brasil quanto para seus parceiros caribenhos — pode elevar a relação bilateral a um novo patamar, com impactos positivos sobre competitividade, investimentos e integração produtiva.

FONTE: Jota
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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Comércio Exterior

VUCE: entre a promessa de simplificação e o desafio de modernizar a burocracia do comércio exterior

A Ventanilla Única de Comercio Exterior (VUCE), criada na Argentina em 2016, nasceu com o objetivo de transformar um sistema historicamente fragmentado em um canal digital único para operações de importação e exportação. Quase uma década depois, a plataforma se consolidou como peça central do comércio exterior argentino, mas ainda enfrenta críticas de parte do setor privado, que aponta dificuldades práticas na adaptação ao novo modelo.

Embora o governo destaque avanços em digitalização, interoperabilidade e rastreabilidade, muitos operadores afirmam que a simplificação prometida ainda não se traduz plenamente na rotina administrativa. A tensão entre inovação e complexidade segue como marca do processo de modernização.

Digitalização avança, mas adaptação ainda é um desafio

Segundo fontes oficiais, a resistência à VUCE não está ligada apenas à tecnologia, mas à mudança estrutural de uma cultura operacional baseada, por décadas, em normas dispersas e procedimentos fragmentados. O objetivo, segundo o governo, é transformar a plataforma em um ponto de acesso claro e unificado para todos os atores do comércio exterior — desde grandes empresas até novos exportadores e servidores públicos.

A proposta é que a VUCE funcione não apenas como um repositório técnico, mas como um ambiente intuitivo, com informações organizadas e fluxos mais simples. A centralização de dados e a clareza na comunicação são apontadas como pilares dessa estratégia.

Interoperabilidade como eixo contra a burocracia

Um dos principais focos da política pública tem sido a integração entre a VUCE e a Aduana, considerada essencial para reduzir entraves burocráticos. O trabalho envolve a padronização de formulários segundo normas da Organização Mundial das Aduanas (OMA) e o compartilhamento automático de informações entre sistemas.

Na prática, isso significa que dados inseridos pelo operador passam a ser reutilizados por diferentes órgãos, eliminando retrabalho e preenchimentos manuais. Um exemplo é o novo modelo de certificação do Instituto Nacional de Alimentos (INAL), que passou a operar por meio de declaração juramentada integrada à VUCE. O resultado, segundo o governo, é mais agilidade, menos papel e maior controle.

Reorganização institucional e continuidade do sistema

A recente reestruturação da unidade responsável pela VUCE, formalizada pelo Decreto 485/2025, gerou questionamentos no setor privado. O governo, no entanto, afirma que se trata apenas de uma reorganização administrativa, sem impacto nos serviços prestados.

A mudança transformou a antiga unidade em uma Unidade Executora Especial Temporária, mantendo atribuições, fluxos e canais de atendimento. Para os usuários, segundo fontes oficiais, não houve alteração nos procedimentos nem nos prazos.

Previsibilidade e rastreabilidade como diferenciais

A previsibilidade é apontada como um dos maiores ganhos potenciais da VUCE. O Decreto 70/2023 reforçou esse aspecto ao determinar que a Aduana só pode exigir informações disponíveis na plataforma. Com isso, a VUCE passou a ser a fonte oficial de consulta, reduzindo incertezas regulatórias e exigências inesperadas.

O sistema também permite o acompanhamento em tempo real dos processos, com acesso via chave fiscal nível 2. O usuário pode visualizar o andamento das solicitações, pendências, notificações e certificados emitidos, transformando o processo em um fluxo transparente e controlável.

Novas tecnologias e inteligência artificial

Entre os projetos em desenvolvimento está a Declaração Aduaneira Integral, que reunirá em uma única plataforma as operações de importação, exportação e trânsito, incluindo o envio digital do chamado “sobre contêiner”. A iniciativa promete reduzir custos, tempo e burocracia.

Outro avanço é o uso de inteligência artificial no buscador de posições tarifárias. A ferramenta permite que o usuário descreva a mercadoria em linguagem comum e receba sugestões automáticas de classificação, facilitando o acesso para pequenas e médias empresas e novos exportadores.

Também está em andamento o projeto de Matrizes Insumo-Produto (MIP), voltado à otimização de regimes como importação temporária e zonas francas.

Apoio às PMEs e integração regional

A estratégia da VUCE inclui ações voltadas às pequenas e médias empresas, reconhecendo a assimetria de recursos em relação aos grandes operadores. O governo oferece capacitações, webinars, tutoriais e uma central de atendimento especializada para reduzir barreiras de entrada e facilitar o cumprimento das exigências legais.

No plano regional, a Argentina participa de fóruns do Mercosul que buscam a interoperabilidade entre as janelas únicas dos países-membros. O objetivo é avançar no reconhecimento mútuo de certificados sanitários e técnicos, reduzindo custos e tempos nas fronteiras.

Competitividade e previsibilidade como ativos estratégicos

Além da eficiência administrativa, o governo aposta na VUCE como instrumento para fortalecer a competitividade exportadora. A redução de custos operacionais, aliada à previsibilidade regulatória, impacta diretamente a formação de preços e a capacidade de planejamento das empresas.

Segundo fontes oficiais, um ambiente transparente e confiável permite que exportadores cumpram prazos, ganhem credibilidade internacional e ampliem sua presença em novos mercados — transformando a VUCE em um pilar estratégico da política de comércio exterior.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Exportação

Exportações brasileiras de grãos crescem em 2025 e devem superar 177 milhões de toneladas

As exportações brasileiras de grãos devem encerrar 2025 em forte alta, impulsionadas principalmente pela soja e pelo milho. De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), elaborados em parceria com a Cargonave, o Brasil deve embarcar entre 176,3 milhões e 177,1 milhões de toneladas somando soja, farelo de soja, milho e trigo. O volume representa um crescimento de aproximadamente 10% em relação a 2024, quando o total foi de 160,6 milhões de toneladas.

Soja lidera crescimento nas exportações

A soja em grão segue como principal destaque da pauta exportadora. A projeção para 2025 é de 109,2 milhões de toneladas, acima das 97,3 milhões registradas no ano anterior. O farelo de soja também apresenta avanço, ainda que mais moderado, passando de 22,84 milhões para 23,30 milhões de toneladas.

O milho ganha força sobretudo no segundo semestre. As exportações devem alcançar entre 41,46 milhões e 42,30 milhões de toneladas, superando as 37,83 milhões de 2024. Já o trigo é o único produto com retração, com estimativa de queda de 2,58 milhões para 2,32 milhões de toneladas.

Milho assume protagonismo no fim do ano

O relatório mais recente da ANEC aponta mudança no ritmo dos embarques na segunda quinzena de dezembro, com maior protagonismo do milho. Para a penúltima semana do ano, a previsão é de 1,66 milhão de toneladas do cereal, acima das 1,23 milhão registradas na semana anterior.

No mesmo período, os embarques de soja recuam de 777,1 mil para 647,7 mil toneladas, enquanto o farelo avança de 358 mil para 484,7 mil toneladas. O trigo, por sua vez, apresenta queda expressiva, passando de 219,3 mil para 90,6 mil toneladas.

Portos do Arco Norte ganham destaque

A distribuição das cargas reforça o papel estratégico dos portos brasileiros. Santos lidera os embarques na semana, com 801,5 mil toneladas de milho e 339,6 mil toneladas de soja. Paranaguá mantém relevância, com 239,7 mil toneladas de soja, 129,5 mil de farelo e 69,8 mil de milho.

No Arco Norte, os volumes de milho chamam atenção: Barcarena concentra 322,5 mil toneladas, Santarém soma 168,3 mil toneladas e São Luís/Itaqui responde por 126,5 mil toneladas.

Dezembro ainda pode ter ajustes nos volumes

Apesar do desempenho positivo, a ANEC destaca que o volume final de milho em dezembro ainda pode sofrer ajustes. A projeção atual indica 6,73 milhões de toneladas, mas o fechamento pode variar entre 5,9 milhões e 6,7 milhões, considerando a média operacional estimada em 6,31 milhões.

Acumulado do ano confirma avanço das exportações

No acumulado de janeiro a novembro, os dados reforçam o crescimento das exportações brasileiras de grãos. A soja sobe de 95,83 milhões para 105,71 milhões de toneladas, enquanto o milho passa de 34,21 milhões para 35,56 milhões. O farelo de soja avança levemente, de 21,04 milhões para 21,41 milhões, e o trigo recua de 2,28 milhões para 1,81 milhão de toneladas.

FONTE: Agro Notícia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agro Notícia

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Portos

Porto de Buenos Aires elimina bonificação da taxa ZAP a partir de 2026

Porto de Buenos Aires, taxa ZAP, Zona de Apoio Portuário e Administração Geral de Portos (AGP) passam a ganhar novo destaque com a decisão oficial de encerrar o benefício que isentava o pagamento do encargo sobre contêineres cheios.

Fim da isenção da taxa ZAP no Porto de Buenos Aires

A Administração Geral de Portos (AGP), sob a gestão de Gastón Benvenuto, decidiu revogar, a partir de 1º de janeiro de 2026, a bonificação de 100% aplicada à taxa da Zona de Apoio Portuário (ZAP) para cada contêiner cheio que ingressa nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires.

A medida foi oficializada por meio da Resolução 148/2025, publicada no Boletim Oficial, e faz parte de uma reestruturação regulatória voltada ao modelo operacional e ao financiamento dos serviços portuários.

Origem da taxa ZAP e evolução do sistema

A cobrança está vinculada ao Sistema de Controle de Tráfego Veicular Portuário (CTVP), implantado em 2012 com o objetivo de organizar o fluxo de caminhões, reduzir impactos no trânsito urbano e atender às exigências da concessão do Porto Novo.

Em 2017, a gestão operacional da área passou para a AGP, que instituiu uma tarifa de US$ 10 por contêiner de 20 ou 40 pés, cobrada das unidades que entrassem ou saíssem dos terminais concedidos. A arrecadação ficava a cargo das próprias operadoras portuárias.

Desde outubro de 2018, no entanto, o valor vinha sendo totalmente bonificado, o que na prática suspendeu a cobrança. Em 2023, a tarifa foi reajustada para US$ 14,50, mantendo-se ainda a isenção total para contêineres cheios, incluída no regime de Bonificações Permanentes.

Reorganização portuária e nova política de receitas

A decisão de eliminar a bonificação está alinhada às diretrizes da Lei de Bases nº 27.742, que incentiva maior participação do setor privado em atividades historicamente exercidas pelo Estado. Segundo o texto oficial, a sustentabilidade econômica das operações depende da geração de receitas próprias.

A medida também se insere no processo de reestruturação institucional do sistema portuário nacional. O Decreto de Necessidade e Urgência nº 3/25 criou a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN), enquanto o Decreto nº 602/25 estabeleceu diretrizes para o novo projeto de infraestrutura portuária.

Nesse contexto, a AGP concedeu à empresa Terminales Río de la Plata S.A. o direito de uso da Zona de Apoio Portuário, transferindo a ela a operação integral da área. Segundo a resolução, a retomada da cobrança da taxa é essencial para garantir a viabilidade econômica dessa exploração.

Nova regra entra em vigor em 2026

Com a mudança, a partir de janeiro de 2026, a taxa ZAP voltará a ser cobrada integralmente para contêineres cheios que ingressem nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires. A norma também prevê comunicação formal às empresas Terminales Río de la Plata S.A. e Terminal 4 S.A., além dos setores internos da AGP e da Agência Nacional de Portos e Navegação.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Exportação

MPA habilita novas embarcações de pesca para exportação e amplia acesso a mercados internacionais

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) avançou na ampliação da frota nacional apta a atuar no comércio exterior. Três novas embarcações foram oficialmente habilitadas para exportação após concluírem o processo de Certificação Oficial de Conformidade, passando a integrar a lista de barcos autorizados a fornecer pescado para mercados rigorosos, como a União Europeia e o Reino Unido.

Processo de certificação segue normas internacionais

A certificação foi conduzida pelo Departamento da Indústria do Pescado (DIP/SNPI), conforme as diretrizes da Portaria MPA nº 75/2023, atualizada pela Portaria nº 340/2024. Os processos tiveram início no segundo semestre de 2025 e seguiram critérios técnicos rigorosos, com suporte da Plataforma Nacional da Indústria do Pescado (PNIP).

Durante a fase inicial, foram identificadas não conformidades, o que levou as embarcações a elaborarem planos de ação corretivos. As adequações foram comprovadas por meio de documentação técnica e verificações presenciais, realizadas com apoio do aplicativo da PNIP, que trouxe mais agilidade e segurança às análises.

Frota habilitada para exportação cresce no país

Após a validação das correções, a área técnica do MPA aprovou os processos e emitiu as certificações. Com isso, o número de embarcações habilitadas para exportar pescado à União Europeia e ao Reino Unido passou de sete para dez.

Segundo o diretor do Departamento da Indústria do Pescado, José Luis Vargas, o avanço demonstra o compromisso do setor produtivo com padrões internacionais de qualidade. “Em 2026, o Brasil passará por auditoria da União Europeia, e apenas embarcações certificadas poderão acessar esse mercado. As negociações com o Reino Unido seguem em andamento, com expectativa de novos avanços”, afirmou.

Meta é ampliar número de embarcações certificadas

O MPA pretende expandir ainda mais a base de embarcações aptas à exportação nos próximos anos. De acordo com Vargas, o ministério incentiva que o setor produtivo inicie seus processos de certificação o quanto antes.

“É essencial que as embarcações estejam em conformidade com o Certificado Oficial de Boas Práticas Higiênico-Sanitárias a Bordo, conforme determina a Portaria SAP-MAPA nº 310/2020”, destacou.

FONTE: Ministério da Pesca e Agricultura
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPA

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Logística

China reforça apoio financeiro ao Corredor Internacional Terra-Mar para impulsionar comércio exterior

Autoridades chinesas anunciam pacote com 21 medidas para fortalecer financiamento, integração regional e uso do yuan em transações internacionais

A China anunciou um novo pacote de políticas para ampliar o apoio financeiro ao Novo Corredor Internacional Terra-Mar, iniciativa estratégica voltada à integração logística e ao fortalecimento do comércio exterior. As diretrizes foram divulgadas pelo Banco Popular da China (PBoC), em conjunto com outros sete órgãos governamentais, incluindo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e o Ministério das Finanças.

O documento reúne 21 medidas voltadas à ampliação do financiamento e à melhoria dos sistemas de liquidação, com foco no desenvolvimento de alta qualidade do corredor logístico. Segundo especialistas, a iniciativa representa um passo relevante para estabilizar o comércio e os investimentos estrangeiros, em um contexto de diversificação das parcerias comerciais da China, especialmente com países da Iniciativa Cinturão e Rota e nações vizinhas.

Fortalecimento da estrutura financeira e integração internacional

As diretrizes priorizam o aprimoramento da coordenação institucional e da qualidade dos serviços financeiros ao longo do corredor. Entre os objetivos está o fortalecimento da conexão entre os sistemas financeiros domésticos e internacionais, além do incentivo à expansão das operações externas de instituições financeiras chinesas.

O plano também prevê a ampliação da presença de instituições financeiras estrangeiras, permitindo que bancos da ASEAN e das Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau atuem em cidades e províncias estratégicas por meio da abertura de filiais, subsidiárias ou estruturas especializadas.

Facilitação de pagamentos e investimentos transfronteiriços

Outro eixo central das medidas é a simplificação das liquidações financeiras internacionais. O governo pretende facilitar pagamentos comerciais transfronteiriços, ampliar a conveniência para investimentos externos e testar modelos integrados de gestão de moedas onshore e offshore para multinacionais. Também será estimulada a reinversão doméstica de empresas com capital estrangeiro.

Segundo Li Changan, professor da Universidade de Economia e Negócios Internacionais da China, as políticas ajudam a resolver gargalos de financiamento em projetos de infraestrutura e cooperação regional, além de fortalecer o uso internacional do yuan. Ele destaca que empresas de logística, comércio exterior e manufatura devem ser diretamente beneficiadas.

Expansão do uso do yuan e cooperação financeira

O plano prevê a ampliação do uso transfronteiriço da moeda chinesa, com ações como:

  • fortalecimento da cooperação monetária com países do Sudeste e da Ásia Central;
  • incentivo ao uso do yuan em comércio exterior e investimentos;
  • apoio a transações em yuan por empresas estrangeiras, investidores da ASEAN e no comércio de commodities;
  • estímulo ao uso da moeda chinesa em financiamentos, garantias e transferências internacionais.

Também estão previstas iniciativas de cooperação financeira internacional, como a participação no projeto de moeda digital de bancos centrais (m-CBDC) e testes de pagamentos transfronteiriços com yuan digital em parceria com Tailândia, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Singapura.

Crescimento do corredor e impacto econômico

O documento também reforça a importância da prevenção de riscos financeiros e da criação de mecanismos de segurança para sustentar a expansão do corredor.

Segundo a agência estatal Xinhua, o plano geral do Corredor Internacional Terra-Mar foi lançado em 2019 com o objetivo de impulsionar a abertura econômica do oeste chinês. Entre janeiro e outubro deste ano, o valor total de importações e exportações pelo corredor alcançou 1,35 trilhão de yuans, crescimento de 17,9% na comparação anual.

Em Chongqing, um dos principais polos logísticos da rota, o comércio exterior somou 48,96 bilhões de yuans nos primeiros 11 meses de 2025, alta de 170% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Atualmente, o corredor conecta 157 nós logísticos em 73 cidades de 18 províncias e regiões chinesas, alcançando 555 portos em 127 países e regiões ao redor do mundo.

FONTE: Global Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Zhang Ailin

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Comércio Exterior

Bebidas nas festas de fim de ano refletem o cumprimento prévio das exigências do MAPA

Nas últimas semanas de dezembro, o consumo de bebidas alcoólicas atinge um dos níveis mais altos do ano no Brasil. Vinhos, espumantes e destilados já estão presentes nas prateleiras do varejo, em restaurantes e em eventos de confraternização. Nesse momento, o mercado opera exclusivamente com produtos que foram importados ao longo dos meses anteriores e que cumpriram todas as exigências regulatórias para comercialização no país.

Os dados de comércio exterior mostram que a importação de bebidas alcoólicas ocorre de forma planejada. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil importou mais de 400 milhões de dólares em vinhos, volume destinado a abastecer o consumo concentrado no último trimestre. Na semana das festas, não há mais tempo hábil para novos processos de importação, o que torna a regularização prévia um fator determinante para a presença desses produtos no mercado formal.

Para que essas bebidas estejam disponíveis ao consumidor final, os importadores precisaram cumprir as exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária. O processo envolve o registro do estabelecimento importador, a habilitação da atividade específica e a fiscalização sanitária no momento da entrada da mercadoria no país. Sem essas etapas, a bebida não pode ser comercializada legalmente.

Além do registro do importador, cada lote importado passou por análise documental do Vigiagro, com apresentação de Licença de Importação, fatura comercial, certificado de origem e, quando aplicável, laudos laboratoriais. Esse controle ocorre antes da nacionalização da carga e permite que o produto seja distribuído com antecedência suficiente para atender ao período de maior demanda.

Conformidade regulatória no período de maior consumo

As regras que regem a produção e a comercialização de bebidas alcoólicas no Brasil estão consolidadas na Instrução Normativa nº 140 de 2024, que define padrões de identidade, qualidade e rotulagem para vinhos, espumantes e outras bebidas, nacionais ou importadas. Essas normas são a base da fiscalização realizada ao longo do ano e seguem válidas durante o período de festas.

No período de festas, a comercialização de bebidas que passaram por controle regulatório evidencia o papel da certificação sanitária na organização do mercado. Produtos que passaram pelo controle do MAPA tiveram sua composição, rotulagem e procedência verificadas antes de chegar aos pontos de venda. Em paralelo, operações de fiscalização continuam identificando bebidas irregulares fora do circuito formal, sobretudo em canais informais de comercialização.

Com as importações concluídas e os estoques distribuídos, dezembro representa a etapa final de uma cadeia que começa meses antes, ainda no planejamento regulatório e logístico. Para empresas do setor, o cumprimento antecipado das exigências do MAPA é o que permite chegar à semana das festas com produtos disponíveis, operação regular e previsibilidade na comercialização.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO PROCESS

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Especialista, O ESPECIALISTA

O ESPECIALISTA: RENATA PALMEIRA

Por que 2026 será o ano das empresas que planejam com dados, compliance e inteligência tributária

À medida que 2025 se encerra, muitas empresas começam a desenhar suas estratégias para 2026. Antes de definir metas ousadas ou investir em novos projetos, é fundamental avaliar o cenário atual do negócio com precisão.

O planejamento eficaz exige dados confiáveis, visão realista e decisões estratégicas — nada de basear planos apenas em expectativas ou otimismo.


Assim, temos 5 pontos importantes a salientar para que 2026 você possa alcançar mais oportunidades de negócio:  

  1. Avaliação financeira: entenda a realidade do seu negócio, o ponto de partida é um diagnóstico financeiro completo. Isso significa analisar não só números, mas também interpretar balanços, fluxo de caixa e indicadores de desempenho. É importante verificar liquidez, endividamento, margens operacionais e ciclo financeiro. Esses dados mostram se a empresa está preparada para crescer ou se precisa primeiro reestruturar dívidas e otimizar custos.
  1. Revisão tributária e compliance fiscal: Em 2026, a fiscalização tributária continuará intensa. Revisar o regime tributário da empresa — Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real — identificar créditos pendentes e mapear riscos fiscais é essencial. Empresas que investem em compliance reduzem o risco de autuações e fortalecem sua base para investimentos futuros.
  1. Custos e precificação: evite surpresas, conhecer o custo real de produtos e serviços é vital. Muitos negócios subestimam despesas fixas e indiretas, como encargos trabalhistas e depreciação, o que pode comprometer a rentabilidade. O planejamento de 2026 deve incluir análise de ponto de equilíbrio, revisão da estrutura de custos e definição de preços baseados em dados precisos, utilizando ferramentas de gestão que permitam controle de despesas e centros de custos.
  1. Cenário econômico e regulatório: fique atento às mudanças. O ambiente externo causa impacto diretamente os negócios. Em 2026, fatores como inflação, taxa Selic, Reforma Tributária (PEC 45/110) e novas exigências de ESG e legislação trabalhista devem influenciar decisões estratégicas. Monitorar essas variáveis ajuda a ajustar investimentos, planejar fluxo de caixa e antecipar mudanças que possam afetar operações e competitividade.
  1. Capital humano e eficiência operacional: Nenhuma estratégia prospera sem equipes capacitadas. Avaliar talentos, identificar gargalos, investir em treinamentos e criar processos eficientes é essencial para o crescimento sustentável. A retenção de profissionais-chave e a preparação da equipe para novas demandas garantem que a empresa possa executar planos estratégicos com segurança e produtividade. 

O planejamento para 2026 não é sobre adivinhar o futuro, mas agir com clareza e método. Negligenciar análises financeiras, fiscais, operacionais ou de pessoas aumenta o risco de definir metas irreais. Empresas que planejam com base em dados e estratégia sabem onde investir, onde crescer e até quando é necessário pausar projetos. O sucesso do próximo ano começa agora, com decisões conscientes e gestão inteligente.

Governança e compliance

Investir em governança corporativa e compliance não é apenas uma exigência legal, mas uma estratégia para proteger a empresa de riscos fiscais, trabalhistas e reputacionais. Processos bem estruturados e políticas internas claras ajudam a prevenir erros e fraudes, garantindo segurança para sócios, investidores e colaboradores.

Além disso, a governança eficiente facilita a adaptação às mudanças regulatórias e às novas exigências tributárias e contábeis. Empresas com compliance ativo conseguem reduzir passivos, melhorar a relação com órgãos fiscalizadores e se posicionar de forma competitiva no mercado.


Áreas de Livre Comércio

O modelo das Áreas de Livre Comércio cujo segue o padrão similar ao da Zona Franca de Manaus (ZFM), especialmente no que diz respeito aos benefícios tributários concedidos às empresas ali instaladas e as condições para sua utilização.

As Áreas de Livre Comércio são uma porta aberta para a economia tributária e expansão de negócios. Poucos sabem, no entanto, que o Brasil possui Áreas de Livre Comércio (ALCs) com incentivos fiscais robustos, voltados especialmente para quem atua com exportação e industrialização para fora do país. E em 2026, essas zonas especiais continuam sendo uma das alternativas mais eficazes para economizar com tributos federais e estaduais.

Mas, o que são as áreas de livre comércio (ALCs)?

As ALCs são regiões localizadas, principalmente no Norte do Brasil, criadas para:

  • Estimular o desenvolvimento regional;
  • Incentivar a industrialização e o comércio exterior;
  • Oferecer incentivos fiscais às empresas que operam com insumos, produtos ou serviços voltados à exportação.
  • Elas funcionam como mini zonas francas, com benefícios semelhantes aos da Zona Franca de Manaus, mas com regras específicas e adaptadas a cada região.


As Áreas de Livre Comércio, são boas opções de negócios se dão a partir de investimentos em matéria-prima local utilizando-se de incentivos fiscais semelhantes aos da Zona Franca de Manaus ou até mesmo da instalação de comércios atacadistas de produtos importados para atender às necessidades das populações locais e adjacentes.

Atualmente, as Áreas de Livre Comércio contempladas no perímetro do modelo Zona Franca de Manaus são as seguintes: Boa Vista e Bonfim, no Estado de Roraima; Guajará-Mirim, no Estado de Rondônia; Brasiléia, com extensão a Epitaciolândia, e Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre; Tabatinga, no Estado do Amazonas; Macapá e Santana, no Estado do Amapá e Itajaí em Santa Catarina. 

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Exportação

Exportação de gado vivo registra o melhor novembro dos últimos anos, aponta Scot Consultoria

A exportação de gado vivo brasileira teve em novembro o melhor desempenho dos últimos anos, segundo levantamento da Scot Consultoria. No período, o mercado internacional movimentou cerca de US$ 115,6 milhões com a compra de 113 mil cabeças, consolidando o comércio exterior como uma importante opção de remuneração para o produtor rural.

O avanço das vendas externas contribuiu para ampliar a competitividade do setor, ao oferecer valores superiores aos praticados no mercado interno e estimular o escoamento da produção nacional.

Rio Grande do Sul lidera embarques no mês

Entre os estados exportadores, o Rio Grande do Sul ocupou a primeira posição em novembro, com 46 mil cabeças embarcadas. Na sequência aparecem o Pará, com 33 mil, um grupo classificado como “não declarado”, com 27 mil, e Santa Catarina, com 3,6 mil cabeças.

A Scot Consultoria destaca que os números podem passar por ajustes, caso haja atualização das informações pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Outros estados também participam das exportações

Além dos líderes, estados como Acre, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Roraima e São Paulo também registraram exportações de bovinos vivos, ainda que em volumes menores, reforçando a diversificação regional da atividade.

Turquia, Egito e Marrocos lideram destinos

No caso do Rio Grande do Sul, a Turquia foi o principal destino das exportações, com a compra de 45 mil cabeças, enquanto o Marrocos absorveu o volume restante.

Já as vendas do Pará foram distribuídas entre vários mercados, com destaque para o Egito, que liderou as aquisições com 10,3 mil cabeças, seguido por Iraque, Arábia Saudita, Turquia e Marrocos. Em Santa Catarina, o Marrocos foi o único destino dos bovinos embarcados no mês.

Setor projeta novo recorde anual

No acumulado do ano, as exportações brasileiras de gado vivo já alcançam 959,5 mil cabeças. A expectativa do setor é de que o país encerre o período com um novo recorde histórico, superando o volume registrado em 2024, quando aproximadamente 1 milhão de cabeças foram destinadas ao mercado externo.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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