Agronegócio

Abertura de mercados amplia exportações do agronegócio brasileiro para 13 parceiros comerciais

O governo brasileiro concluiu uma série de negociações sanitárias e fitossanitárias que abrem caminho para a exportação de novos produtos do agronegócio brasileiro a 13 mercados internacionais. As autorizações envolvem países da América Latina, África e Eurásia, ampliando as oportunidades comerciais para diferentes segmentos da produção nacional.

Os novos acordos contemplam Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e os países que integram a União Econômica Euroasiática.

Produtos autorizados abrangem genética animal, sementes e alimentos

Entre os produtos que receberam autorização para exportação estão o sêmen de pacu-caranha destinado à Argentina, couro bovino salgado para a Bolívia e material genético bovino para El Salvador.

Também foram liberadas vendas de milho pipoca para Equador e República Dominicana, sementes de coco para a Guiana, mudas de cana-de-açúcar e material genético bovino para Honduras, além de sementes de pimenta habanero para a Nicarágua.

O Paraguai passará a receber sementes de mamona, enquanto a Venezuela autorizou a importação de sementes de maracujá produzidas no Brasil.

Mercado africano amplia oportunidades para produtos brasileiros

Na África, a Etiópia aprovou a entrada de farinhas e gorduras de pescado, produtos derivados de ruminantes e outros ingredientes utilizados na alimentação animal, além de hemoderivados destinados ao setor.

Já a Nigéria abriu seu mercado para a importação de ovos férteis, ampliando as oportunidades para a cadeia produtiva avícola brasileira.

União Econômica Euroasiática libera importação de castanha de caju

Outro destaque das negociações foi a abertura do mercado da União Econômica Euroasiática para a castanha de caju brasileira.

O bloco econômico reúne Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia e representa um importante destino para os produtos agropecuários nacionais. Somente no último ano, os países membros importaram mais de US$ 1,4 bilhão em mercadorias do setor, com destaque para soja, carnes e café.

Agronegócio acumula 639 novas aberturas de mercado desde 2023

Com as novas autorizações, o Brasil alcança a marca de 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais desde o início de 2023.

O resultado reforça a estratégia de diversificação das exportações e ampliação da presença do agronegócio brasileiro em diferentes regiões do mundo, reduzindo barreiras comerciais e fortalecendo a competitividade dos produtos nacionais.

As conquistas são resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), responsáveis pelas negociações técnicas e diplomáticas que viabilizaram os novos acessos comerciais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Exportação por contêiner cresce no Brasil e impulsiona abertura de novos mercados

A exportação por contêineres no Brasil vem apresentando mudanças significativas em seu perfil, acompanhadas pela ampliação dos destinos comerciais atendidos pelo país. O movimento ocorre em meio à reconfiguração das relações internacionais de comércio após as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.

Levantamento do Observatório de Infraestrutura do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), obtido pela CNN, mostra que a movimentação de cargas conteinerizadas nos portos nacionais avançou de 1,2 milhão para 1,3 milhão de TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre março e abril deste ano.

Crescimento supera ritmo do mercado internacional

Para consolidar os números mais recentes, o IBI realizou consultas diretas aos terminais portuários brasileiros. Os dados oficiais ainda não foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que enfrenta dificuldades operacionais desde um ataque cibernético registrado em maio.

Considerando o histórico compilado até abril, o estudo aponta crescimento de 7,7% na movimentação de contêineres nos últimos 12 meses.

Segundo o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro, o desempenho brasileiro chama atenção por ocorrer em um cenário de desaceleração do mercado global. Enquanto a demanda mundial por transporte conteinerizado cresceu cerca de 4% em 2025 e tem projeção de avanço entre 2% e 3% em 2026, o Brasil mantém uma expansão em ritmo superior.

Máquinas e commodities lideram avanço das cargas

Os dados revelam mudanças importantes na composição das mercadorias movimentadas pelos portos.

Nas importações, o destaque ficou para os bens de capital, categoria que inclui máquinas, equipamentos industriais e tecnologias produtivas. O segmento registrou crescimento de 23,7% ao longo de 2025.

Já nas exportações, produtos tradicionalmente transportados em contêineres, como café verde e algodão, alcançaram volumes recordes. Outros setores também ampliaram presença no mercado internacional, incluindo carnes, açúcar e celulose.

Para especialistas, o cenário demonstra um aumento da participação de produtos com maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.

China, Argentina e Índia ganham espaço nas exportações brasileiras

A mudança nos fluxos comerciais ocorre após a redução das vendas para os Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano recuaram 6,6%, chegando a registrar queda de 35,4% em outubro, período marcado pelo anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Apesar desse impacto, a atividade nos portos continuou em expansão.

De acordo com Bruno Pinheiro, o crescimento foi sustentado pela intensificação das relações comerciais com a China e pela ampliação dos negócios com países como Argentina e Índia, que passaram a absorver parte da produção antes direcionada aos Estados Unidos.

Cabotagem reforça expansão da logística nacional

Outro fator apontado como decisivo para o desempenho positivo é o avanço contínuo da cabotagem, modalidade que realiza o transporte de cargas entre portos brasileiros.

O segmento mantém trajetória de crescimento há quase dez anos e vem contribuindo para aumentar a eficiência da logística portuária, reduzindo custos e fortalecendo a integração entre diferentes regiões do país.

Infraestrutura portuária enfrenta desafio para acompanhar demanda

Com a perspectiva de crescimento contínuo da movimentação de cargas, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a capacidade dos acessos portuários e dos terminais brasileiros.

Segundo o IBI, alguns gargalos operacionais já começam a demonstrar sinais de saturação, o que pode comprometer o atendimento à futura demanda caso novos investimentos não sejam realizados.

Nesse cenário, o setor aguarda a realização do leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior projeto de concessão de contêineres do país. Além disso, a expectativa é de que outros três terminais especializados em movimentação conteinerizada sejam licitados ainda em 2026.

Caso confirmadas, essas quatro concessões representarão o primeiro ciclo de grandes licitações voltadas exclusivamente para terminais de contêineres em aproximadamente dez anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Comércio Exterior

Brasil avalia reduzir tarifas de importação sobre máquinas dos EUA durante negociações comerciais

O governo federal estuda a possibilidade de diminuir as tarifas de importação incidentes sobre máquinas industriais e produtos de tecnologia da informação provenientes dos Estados Unidos. A medida faz parte das negociações em andamento para evitar a aplicação de uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo fontes ligadas às tratativas, uma lista inicial com um número limitado de itens foi apresentada como ponto de partida para as discussões bilaterais. A expectativa é que as conversas avancem ao longo desta semana.

Lista inclui máquinas e equipamentos de tecnologia

Entre os produtos que podem ser contemplados pela redução tarifária estão equipamentos cujas alíquotas de importação foram elevadas em fevereiro por decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). Esses itens possuem similares produzidos pela indústria nacional.

A revisão das tarifas havia sido adotada como forma de fortalecer a produção brasileira e, conforme estimativas divulgadas anteriormente, poderia gerar cerca de R$ 14 bilhões em arrecadação adicional ao longo deste ano.

Além desses produtos, a proposta encaminhada aos Estados Unidos também inclui bens fabricados exclusivamente por empresas norte-americanas e que não possuem equivalentes produzidos no Brasil.

Propostas estão sob análise do governo norte-americano

A relação de produtos foi apresentada durante reuniões técnicas entre representantes dos dois países. Na ocasião, o Brasil indicou áreas nas quais estaria disposto a flexibilizar sua política tarifária como parte de um eventual acordo comercial.

As sugestões encontram-se atualmente em avaliação pelo governo dos Estados Unidos. Autoridades brasileiras, no entanto, descartam qualquer negociação envolvendo o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

As tratativas ocorrem no âmbito do grupo de trabalho bilateral criado após o encontro realizado em 7 de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Negociações devem seguir até julho

Embora o prazo inicial de 30 dias estabelecido para os trabalhos do grupo tenha sido encerrado no último domingo (7), a expectativa é que as discussões continuem nas próximas semanas.

O governo brasileiro busca uma solução negociada antes de 15 de julho, data prevista para a conclusão do processo administrativo conduzido pelos Estados Unidos que poderá resultar na imposição da tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

Na semana passada, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou conclusões preliminares de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O dispositivo permite a aplicação de tarifas em resposta a práticas consideradas prejudiciais à competitividade dos produtos dos EUA.

Investigação envolve Pix, desmatamento e comércio informal

Aberta em julho do ano passado, a investigação analisa diversos temas relacionados ao Brasil, incluindo o funcionamento do Pix, questões ligadas ao desmatamento ilegal, medidas de combate à corrupção e atividades comerciais na região da Rua 25 de Março, em São Paulo.

Até o momento, a recomendação de sobretaxa de 25% ainda não representa uma decisão definitiva. Integrantes do governo brasileiro avaliam que ao menos mais uma ou duas reuniões serão necessárias para verificar a possibilidade de um acordo capaz de evitar a medida.

Governo prepara estratégia para setores afetados

Paralelamente às negociações com Washington, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pretende retomar grupos de trabalho com representantes do setor privado.

A estratégia segue o modelo adotado durante a primeira rodada de discussões tarifárias e tem como objetivo preparar os segmentos potencialmente impactados pelas medidas norte-americanas.

O governo considera fundamental discutir mecanismos de proteção comercial e acompanhar os possíveis efeitos das novas tarifas sobre a economia brasileira.

Entre os setores que devem participar das próximas reuniões está a indústria calçadista. Também estão previstos novos encontros com entidades empresariais, incluindo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Produtos brasileiros podem enfrentar tarifa total de 37,5%

Além da sobretaxa de 25% atualmente em discussão, alguns produtos brasileiros poderão ser atingidos por uma tarifa adicional de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a cerca de 60 países.

A justificativa para essa cobrança está relacionada à avaliação norte-americana sobre falhas no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Caso ambas as medidas sejam implementadas, a carga tarifária total sobre determinados produtos brasileiros poderá alcançar 37,5%.

Nos bastidores, porém, integrantes do governo reconhecem que há menor margem para negociação em relação à tarifa extra de 12,5%, já que se trata de uma política de alcance global e não direcionada especificamente ao Brasil.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Mark Schiefelbein

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Exportação

Exportações de Mato Grosso em maio: soja perde ritmo, enquanto milho e algodão batem recordes

As exportações de Mato Grosso apresentaram movimentos distintos em maio de 2026. Enquanto a soja registrou desaceleração nos embarques, impulsionada pela menor demanda chinesa, o milho e o algodão alcançaram resultados expressivos e renovaram marcas históricas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O cenário reforça a relevância do estado no comércio exterior brasileiro, especialmente no escoamento de commodities agrícolas.

Menor demanda da China reduz embarques de soja

Mato Grosso exportou 4,55 milhões de toneladas de soja em maio, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O principal fator para a retração foi a redução das compras pela China, principal destino da oleaginosa produzida no estado.

No quinto mês de 2026, os chineses adquiriram 2,79 milhões de toneladas, uma queda de 22,74% na comparação anual.

Além do enfraquecimento da demanda externa, parte da produção permaneceu no mercado interno. O aumento do processamento da soja para obtenção de óleo, utilizado na fabricação de biodiesel, contribuiu para absorver uma parcela maior da oferta disponível.

Apesar da redução pontual em maio, o desempenho acumulado entre janeiro e maio segue robusto. No período, Mato Grosso embarcou 19,85 milhões de toneladas, o maior volume exportado para os cinco primeiros meses do ano nos últimos cinco anos.

Segundo o Imea, oscilações no fluxo de exportação são comuns durante o intervalo entre safras. Para 2026, a estimativa é de que o estado exporte 32,11 milhões de toneladas de soja, número que representa crescimento de 0,31% em relação ao volume registrado em 2025.

Exportações de milho superam resultado da safra anterior

O milho também teve participação relevante no comércio exterior brasileiro em maio. O Brasil exportou 249,31 mil toneladas do cereal, volume inferior ao registrado em abril, mas significativamente superior ao observado no mesmo mês do ano passado.

Mato Grosso respondeu por quase metade dos embarques nacionais ao exportar 121,03 mil toneladas. O resultado corresponde ao quinto maior volume já registrado para meses de maio na série histórica estadual.

Na comparação com a divulgação anterior, os embarques cresceram 207,36%. Já no acumulado da safra 2024/25, o estado alcançou 24,03 milhões de toneladas exportadas, superando em 1,68% todo o volume embarcado durante a safra 2023/24.

Com os números atuais, a temporada ocupa a terceira posição entre os maiores volumes de exportação de milho já registrados em Mato Grosso.

Algodão alcança melhor resultado da história para maio

O destaque do mês ficou com o algodão, que atingiu um novo recorde para o período. Mato Grosso embarcou 194,42 mil toneladas da pluma, respondendo por 66,77% de todas as exportações brasileiras do produto em maio.

Entre os principais compradores, Bangladesh liderou as aquisições com 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, que importou 35,83 mil toneladas.

A China, embora tenha reduzido o ritmo de compras nos últimos meses e perdido a liderança mensal, continua sendo o principal destino do algodão mato-grossense na temporada atual. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o país asiático recebeu 381,15 mil toneladas, enquanto Bangladesh acumulou 326,31 mil toneladas.

Temporada do algodão caminha para novo recorde

No acumulado da temporada, Mato Grosso já exportou 1,82 milhão de toneladas de algodão, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo.

As projeções do Imea indicam que os embarques entre agosto de 2025 e julho de 2026 deverão alcançar 2,08 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra histórica para a cadeia produtiva da fibra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Indústria

Integração produtiva fortalece competitividade da indústria brasileira no mercado internacional

Diante de um ambiente econômico cada vez mais conectado e competitivo, a integração produtiva internacional vem se consolidando como uma alternativa para ampliar a presença da indústria brasileira nos mercados globais. A busca por parceiros estrangeiros capazes de fornecer insumos, tecnologia e serviços complementares tem sido apontada como uma estratégia para elevar a competitividade das empresas.

O tema estará em pauta no seminário “Integração do Sistema Produtivo pela Complementaridade Industrial”, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), por meio de seu Conselho de Comércio Exterior. O evento será realizado de forma online no dia 16 de junho, às 9h.

Evento discutirá oportunidades para ampliar negócios internacionais

O webinar contará com a participação de Mario Roberto Branco, representante da ABINEE/ALAINEE, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

A proposta do encontro é apresentar como os mecanismos de complementaridade industrial podem contribuir para fortalecer empresas, ampliar o acesso a novos mercados e impulsionar processos de internacionalização empresarial.

Compartilhamento de tecnologia e produção gera ganhos competitivos

A complementaridade industrial permite que empresas localizadas em diferentes países atuem de forma integrada em suas cadeias produtivas. Nesse modelo, etapas de fabricação, conhecimento técnico e tecnologias são compartilhadas, promovendo ganhos de escala, aumento da produtividade e maior eficiência operacional.

Esse tipo de cooperação já está presente em diversos acordos comerciais internacionais e vem ganhando relevância nas negociações envolvendo o Mercosul, a União Europeia e os países integrantes da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).

Seminário é voltado para empresários e profissionais de comércio exterior

Além de abordar tendências e oportunidades do comércio internacional, o evento buscará esclarecer como empresas podem aproveitar instrumentos de integração produtiva para expandir sua atuação além das fronteiras nacionais.

A participação é gratuita e destinada a empresários, executivos, gestores e profissionais interessados em comércio exterior, desenvolvimento industrial e estratégias de inserção internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de fretes marítimos entre o Subcontinente Indiano e América Latina, Europa e Norte da África

A companhia marítima CMA CGM anunciou uma nova tabela de fretes marítimos FAK (Freight All Kinds) para cargas embarcadas no Subcontinente Indiano com destino à América Latina, Europa e Norte da África. A medida reflete a pressão contínua sobre os custos do transporte internacional e impactará diferentes rotas estratégicas do comércio global.

As novas tarifas para destinos na América Central, Caribe e costa oeste da América do Sul passam a valer em 10 de junho de 2026, considerando a data de entrada da carga nos portos de origem.

América Latina registra algumas das tarifas mais elevadas

Os reajustes serão aplicados a cargas secas e cargas classificadas como perigosas transportadas a partir do Subcontinente Indiano.

Entre os destinos latino-americanos, os portos de La Guaira e Puerto Cabello apresentarão os maiores valores. As tarifas foram fixadas em US$ 5.150 para contêineres de 20 pés e US$ 5.500 para unidades de 40 pés.

Já o porto de Kingston terá fretes de US$ 4.150 para contêineres de 20 pés e US$ 4.200 para equipamentos de 40 pés.

Em Caucedo, os valores serão de US$ 4.050 para contêineres de 20 pés e US$ 3.800 para os de 40 pés.

Para Manzanillo, as novas tarifas foram estabelecidas em US$ 3.750 e US$ 3.650, respectivamente.

No porto de Cartagena, os fretes passarão para US$ 3.500 por contêiner de 20 pés e US$ 3.350 por unidade de 40 pés.

Já os portos de Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil terão tarifas padronizadas de US$ 3.300 para contêineres de 20 pés e US$ 3.250 para equipamentos de 40 pés.

O que está incluído nas novas tarifas

Segundo a transportadora, os valores divulgados contemplam o frete marítimo básico e os custos relacionados ao combustível marítimo.

No entanto, permanecem fora da composição das tarifas despesas como movimentação terminal, sobretaxas de alta temporada, encargos de segurança e demais taxas locais aplicadas nos portos.

Europa e Norte da África também terão reajustes

Além das rotas voltadas à América Latina, a CMA CGM confirmou novos valores para embarques com destino ao Norte da Europa, Mediterrâneo e Norte da África.

As tarifas entrarão em vigor em 15 de junho de 2026 e permanecerão válidas até nova atualização da companhia.

Para o Norte da Europa, o frete foi fixado em US$ 4.500 tanto para contêineres de 20 pés quanto para os de 40 pés.

Os embarques destinados ao Mediterrâneo também terão valor de US$ 4.500 para ambos os tamanhos de contêineres.

O maior valor entre essas regiões foi registrado para o Norte da África, onde as tarifas alcançarão US$ 5.500 por unidade, independentemente do tamanho do contêiner.

Novas regras abrangem cargas originadas em quatro mercados

As tarifas para Europa e Norte da África serão aplicadas a cargas secas embarcadas a partir do noroeste e sudeste da Índia, além de origens localizadas no Sri Lanka e no Paquistão.

A armadora informou que os preços incluem os custos de transporte marítimo e encargos relacionados ao bunker, mas não contemplam despesas de terminal nem cobranças ligadas à segurança portuária.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Transporte

Transporte marítimo de grãos e fertilizantes fortalece protagonismo do Brasil no comércio global

O Brasil vem consolidando sua posição como um dos principais atores do transporte marítimo de grãos e fertilizantes, impulsionado pelas transformações nas cadeias globais de comércio após o conflito entre Rússia e Ucrânia. A avaliação é da consultoria BRS Dry Bulk, que aponta o país como um dos maiores beneficiados pela reconfiguração das rotas internacionais de carga.

Segundo a análise, as alterações na competitividade dos exportadores tradicionais e o redirecionamento dos fluxos marítimos abriram espaço para o avanço brasileiro tanto nas exportações agrícolas quanto na recepção de insumos essenciais para o agronegócio.

Guerra no Leste Europeu altera dinâmica do mercado marítimo

Mais de quatro anos após o início da guerra, a Rússia continua exercendo influência significativa nos mercados globais de grãos e fertilizantes. Atualmente, o país responde por cerca de 7% das exportações mundiais de grãos e por aproximadamente 15% das vendas globais de fertilizantes.

Mesmo diante de sanções internacionais, custos operacionais mais elevados e riscos no Mar Negro, os embarques russos mantiveram desempenho robusto. Nos primeiros meses de 2026, as exportações de grãos da Rússia cresceram cerca de 48% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A consultoria destaca que restrições regulatórias adotadas pela União Europeia reduziram a competitividade dos produtos russos em viagens de longa distância. Como consequência, parte das cargas passou a se concentrar em rotas mais curtas no Mediterrâneo, ampliando oportunidades para outros exportadores em trajetos oceânicos de maior alcance.

Exportações de grãos impulsionam presença brasileira

Nesse cenário, o Brasil reforçou seu papel como fornecedor estratégico de alimentos para o mercado internacional. Em 2025, o país embarcou cerca de 155 milhões de toneladas de grãos, fortalecendo sua posição nas cadeias globais de abastecimento e ampliando a demanda por operações de transporte marítimo de longo curso.

Grande parte desse volume é escoada por corredores logísticos fundamentais, como os portos de Santos e Paranaguá, além dos terminais do Arco Norte, que vêm ganhando relevância no envio de soja e milho para mercados da Ásia e da Europa.

O crescimento das exportações também aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e acessos terrestres para atender à expansão do agronegócio.

Brasil lidera compras de fertilizantes russos

Além de se destacar nas exportações agrícolas, o Brasil permanece como o principal destino dos fertilizantes embarcados pela Rússia.

De acordo com a BRS Dry Bulk, as exportações marítimas russas de fertilizantes alcançaram cerca de 9 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026. Desse total, aproximadamente 33% tiveram como destino o mercado brasileiro.

O volume supera o registrado por outros grandes importadores, como a Índia, com 14%, e os Estados Unidos, com 12%.

Os insumos chegam principalmente por portos especializados na movimentação de granéis destinados ao agronegócio, garantindo o abastecimento das principais regiões produtoras do país.

Crescimento dos fluxos exige modernização da infraestrutura

A consultoria observa que os fluxos comerciais direcionados à costa leste da América do Sul ganharam força ao longo de 2026, impulsionados pelo aumento das exportações de grãos e pela demanda constante por fertilizantes.

Essa movimentação contribui para sustentar os níveis de frete nos segmentos Handysize, Supramax e Ultramax, ao mesmo tempo em que exige maior eficiência operacional dos portos brasileiros.

O avanço das cargas representa uma oportunidade para ampliar a movimentação de granéis e fortalecer a competitividade logística do país. Por outro lado, também reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, planejamento operacional e modernização dos corredores de exportação.

Brasil ganha relevância estratégica no comércio marítimo internacional

A análise da BRS Dry Bulk indica que a Rússia continuará sendo um importante fornecedor global de grãos e fertilizantes, apesar das incertezas geopolíticas.

Nesse contexto, a América Latina tende a ampliar sua participação no mercado internacional, com o Brasil ocupando posição de destaque tanto como grande exportador agrícola quanto como principal comprador de fertilizantes russos.

Para o sistema portuário nacional, o cenário combina oportunidades de crescimento com desafios relacionados à expansão da capacidade logística, eficiência operacional e competitividade nas rotas marítimas globais.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 3,2 bilhões na primeira semana de junho

O Brasil iniciou junho com desempenho positivo no comércio internacional. Na primeira semana do mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 8 bilhões em exportações e US$ 4,7 bilhões em importações. A corrente de comércio no período alcançou US$ 12,7 bilhões.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Saldo comercial acumula US$ 35,9 bilhões em 2026

No acumulado do ano, o país exportou US$ 156,6 bilhões e importou US$ 120,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 35,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio brasileira somou US$ 277,2 bilhões.

Os dados reforçam o desempenho favorável do setor externo ao longo de 2026, com crescimento consistente das vendas para o mercado internacional.

Exportações avançam 37,6% em relação a junho do ano passado

A média diária das exportações até a primeira semana de junho atingiu US$ 1,997 bilhão, representando alta de 37,6% na comparação com a média registrada em junho de 2025, que foi de US$ 1,451 bilhão.

Já as importações apresentaram crescimento mais moderado. A média diária passou de US$ 1,158 bilhão em junho de 2025 para US$ 1,186 bilhão em junho de 2026, avanço de 2,3%.

Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,184 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 811,6 milhões. Na comparação com junho do ano anterior, a corrente de comércio apresentou expansão de 22%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação lideram exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na média diária em relação ao mesmo período de 2025.

A agropecuária teve aumento de US$ 126,1 milhões, avanço de 36,6%. Na indústria extrativa, o crescimento foi de US$ 120,7 milhões, equivalente a 38,5%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram expansão de US$ 295,9 milhões, alta de 37,6%.

Importações também avançam em diferentes setores

No lado das importações, a agropecuária registrou crescimento de US$ 1,78 milhão na média diária, representando alta de 8%.

A indústria extrativa apresentou aumento de US$ 19,6 milhões, com avanço de 41,6%, enquanto os produtos da indústria de transformação tiveram acréscimo de US$ 8,5 milhões, crescimento de 0,8%.

O resultado demonstra que a atividade comercial do país segue aquecida, sustentada pelo avanço das exportações e pela ampliação das operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

Brasil tenta acordo comercial para evitar tarifa de 25% proposta pelos EUA

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos na tentativa de impedir a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e ainda depende de decisão final da Casa Branca.

A avaliação em Brasília é de que, embora as tratativas sejam complexas, existe espaço para a construção de um acordo tarifário que beneficie ambos os países e evite o aumento das barreiras comerciais.

Superávit dos EUA é um dos argumentos do Brasil

Entre os principais pontos defendidos pelos negociadores brasileiros está o fato de que os Estados Unidos mantêm um superávit comercial na relação bilateral. Na visão do governo, esse cenário enfraquece os argumentos utilizados para justificar a criação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

A recomendação do USTR foi divulgada após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O relatório acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais nas relações comerciais, incluindo críticas ao funcionamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos amplamente utilizado no país.

O governo brasileiro rejeita as alegações e afirma que a iniciativa representa uma tentativa de interferência em questões internas, além de refletir uma postura de protecionismo comercial por parte de Washington.

Outro argumento apresentado pelo Brasil é que a tarifa média aplicada às importações provenientes dos EUA gira em torno de 2,7%, percentual considerado incompatível com a tese de restrições significativas ao acesso de empresas norte-americanas ao mercado brasileiro.

Prazo para definição foi estendido até julho

As negociações agora têm como referência o dia 15 de julho, data estabelecida pelo USTR para uma definição sobre o caso. O prazo substitui o cronograma inicial de 30 dias acordado após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump realizada em Washington no mês passado.

A ampliação do período é vista pelo governo brasileiro como uma oportunidade para aprofundar as discussões e buscar uma solução negociada antes da implementação de eventuais medidas tarifárias.

Cenário internacional dificulta avanço das conversas

Entre os obstáculos enfrentados pelo Brasil está a agenda internacional dos Estados Unidos. Além de conduzir negociações comerciais com diversos países, Washington também concentra esforços na crise envolvendo o Oriente Médio e o conflito com o Irã.

Nesse contexto, autoridades brasileiras avaliam a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, prevista para ocorrer entre 15 e 17 de junho. Até o momento, entretanto, não há confirmação de uma reunião bilateral entre os dois líderes.

Outro desafio apontado pelo governo é a amplitude das demandas normalmente apresentadas pelos norte-americanos, que costumam envolver temas de diferentes setores da economia e da política comercial.

Brasil limita negociação às questões tarifárias

A estratégia brasileira tem sido concentrar as conversas em temas relacionados ao comércio exterior e às tarifas de importação, evitando incluir outros assuntos de interesse dos Estados Unidos.

O governo também sinalizou que temas considerados estratégicos para o país, como o Pix, não fazem parte da pauta de negociação com Washington.

Taxa global é vista como pouco negociável

Além da proposta específica envolvendo o Brasil, o governo acompanha outra medida adotada pelos Estados Unidos que prevê tarifas adicionais entre 10% e 12,5% para cerca de 60 países.

A cobrança é justificada pela alegação de falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão e atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos EUA, como Japão, Canadá, Índia e países da União Europeia.

Na avaliação de integrantes do governo brasileiro, essa medida possui caráter mais amplo e dificilmente seria objeto de negociações individuais, já que busca criar uma nova base legal para políticas tarifárias após decisões judiciais que limitaram iniciativas anteriores da administração norte-americana.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Internacional

CARF define regras para créditos de PIS e Cofins sobre despesas aduaneiras e frete internacional

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) estabeleceu novos parâmetros para o aproveitamento de créditos de PIS e Cofins relacionados a operações de importação. A definição consta no Acórdão nº 3301-014.817, que reconheceu o direito ao creditamento sobre determinadas despesas aduaneiras, desde que contratadas separadamente da importação e prestadas por empresas sediadas no Brasil sujeitas à tributação.

A decisão traz maior segurança jurídica para empresas que atuam no comércio exterior e reforça os critérios aplicáveis ao conceito de insumo no regime não cumulativo das contribuições.

Caso envolvia importação de componentes para fabricação de computadores

A discussão teve origem em uma autuação fiscal que desconsiderou créditos de PIS e Cofins vinculados a gastos com despacho aduaneiro, armazenagem, transporte e frete internacional utilizados na importação de insumos destinados à produção de computadores.

A empresa defendia que essas despesas eram indispensáveis ao processo produtivo e, por isso, deveriam gerar direito ao creditamento das contribuições.

Durante a análise dos embargos de declaração, o CARF identificou uma contradição no julgamento anterior. Embora a fundamentação admitisse a possibilidade de crédito sobre determinadas despesas aduaneiras, a decisão final havia mantido a negativa ao pedido da contribuinte.

Despesas aduaneiras autônomas podem gerar créditos

No entendimento que prevaleceu entre os conselheiros, as despesas aduaneiras contratadas de forma independente da operação de importação não integram o valor aduaneiro da mercadoria. Dessa forma, podem ser consideradas aptas à geração de créditos no regime não cumulativo de PIS e Cofins.

O colegiado também destacou a recente Súmula CARF nº 243, que autoriza o aproveitamento de créditos sobre serviços portuários, como capatazia e estiva, quando vinculados à importação de insumos, desde que contratados autonomamente junto a empresas brasileiras e submetidos à tributação.

Frete internacional permanece sem direito ao creditamento

Por outro lado, o tribunal administrativo manteve o entendimento desfavorável em relação aos créditos sobre frete internacional.

Segundo o CARF, esse custo compõe o valor aduaneiro da mercadoria importada, conforme previsto no artigo VII do GATT 1994 e na Instrução Normativa SRF nº 327/2003. Por essa razão, o tratamento tributário segue as regras específicas estabelecidas pela Lei nº 10.865/2004.

Com isso, mesmo quando o transporte é contratado junto a uma empresa brasileira, a despesa não pode ser enquadrada como insumo para fins de creditamento previsto no artigo 3º, inciso II, da Lei nº 10.637/2002.

Entendimento reforça distinção entre custos de importação

A decisão do CARF consolida a diferenciação entre despesas aduaneiras autônomas, que podem gerar créditos tributários, e custos incorporados ao valor aduaneiro da mercadoria, como o frete internacional.

O posicionamento contribui para esclarecer o alcance do conceito de insumos na importação, oferecendo maior previsibilidade para empresas que utilizam o regime não cumulativo de PIS e Cofins em suas operações de comércio exterior.

FONTE: ZNA Advocacia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Banco de imagem

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