Portos

Portos brasileiros podem atingir limite de contêineres até 2030, aponta estudo

Um estudo da consultoria Macroinfra revela que os principais portos brasileiros já operam próximos do limite de capacidade e podem enfrentar esgotamento na movimentação de contêineres antes de 2030. A análise, baseada em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) entre 2015 e 2025, indica um cenário de saturação em terminais estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Caso projetos de ampliação e novos terminais não avancem, o limite operacional pode ser atingido em até quatro anos, pressionando ainda mais a infraestrutura logística do país.

Operação no limite eleva custos e riscos

De acordo com a consultoria, a operação próxima ou acima da capacidade prática gera impactos diretos na cadeia logística, como aumento de custos, atrasos nas operações e perda de confiabilidade. Esse cenário também amplia o risco de paralisações.

O sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, destaca que a sobrecarga se intensificou a partir de 2020, quando os principais terminais passaram a operar de forma contínua no limite.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, registrou crescimento significativo na taxa de ocupação, saindo de 55,9% em 2015 para 79,7% no último ano. Apesar do avanço na produtividade — de 72 para 86 TEUs por hora —, o ganho não acompanha a demanda crescente.

Em Paranaguá, o terminal TCP atingiu níveis críticos, com ocupação de 86% em 2025. Embora tenha apresentado evolução operacional ao longo dos anos, houve recuo recente na produtividade.

Já o Porto Itapoá, em Santa Catarina, também apresenta sinais de sobrecarga, com taxa de utilização chegando a 88,7%. Ainda assim, o terminal mantém crescimento consistente na produtividade.

TEU (Twenty-foot Equivalent Unit) é a unidade padrão utilizada para medir a capacidade de contêineres no transporte marítimo.

Migração de cargas e novos polos logísticos

Com a saturação dos principais corredores, a logística marítima brasileira tem passado por uma redistribuição geográfica. Portos considerados secundários vêm ganhando espaço, como o do Rio de Janeiro, que praticamente dobrou sua participação no fluxo nacional de contêineres entre 2015 e 2025.

Outros terminais, como Salvador, Pecém (CE) e Suape (PE), também ampliaram sua relevância ao absorver parte da demanda deslocada.

O avanço do comércio exterior e da cabotagem contribui para o cenário de pressão. Nos últimos dez anos, as exportações e importações marítimas cresceram cerca de 60%, enquanto a navegação de cabotagem avançou 111%.

Apesar disso, a expansão da capacidade portuária não acompanha o ritmo da demanda. Mesmo com projetos em andamento, como o terminal STS10 em Santos e novas estruturas em Suape, o setor pode enfrentar um colapso operacional a partir de 2030.

A projeção indica que, em quatro anos, a demanda deve alcançar 20,4 milhões de TEUs, consumindo quase toda a capacidade estimada de 23 milhões. O cenário reforça a necessidade urgente de novos investimentos e planejamento estratégico para sustentar o crescimento econômico.

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Evento

Encontro das Divas do Comex&Log reúne mulheres em noite de conexão, inspiração e protagonismo feminino

O Encontro das Divas do Comex&Log, realizado no último dia 31, em Itajaí, mais uma vez surpreendeu. Foram momentos de troca de experiências, fortalecimento de vínculos e incentivo ao protagonismo feminino. O evento destacou a importância de criar espaços de acolhimento, networking e desenvolvimento pessoal e profissional, reforçando tendências cada vez mais presentes no universo feminino. 

Com uma proposta que vai além do social, o evento proporcionou momentos de reflexão, inspiração e conexão entre participantes de diferentes áreas. A programação contou com atividades voltadas ao autoconhecimento, com momentos de respiração conduzidos pela fisioterapeuta Georgiana Dadam, que apresentou e mostrou na prática técnicas de respiração consciente – o chamado Brethwork. “Foi muito bom poder contribuir na busca por equilíbrio e melhor qualidade de vida dessas mulheres”, fala.

Em seguida foi a vez de falar sobre desenvolvimento de carreia com Jaque Brenner, especialista com mais de 35 anos de experiência em gestão e liderança. Jaque trouxe insights valiosos sobre o posicionamento das mulheres no mercado de trabalho. “Nem sempre estar meu cargo de chefia ou liderança é sinônimo de sucesso. Temos que ter sempre em mente que o sucesso é diferente pra cada uma de nós, e tudo bem”, comenta. 

A proposta do encontro também dialoga com o aumento da busca por eventos femininos voltados ao networking e ao desenvolvimento humano. Esse tipo de iniciativa tem ganhado espaço por promover conexões reais e estimular parcerias, negócios e projetos colaborativos. O grupo das Divas do Comex&Log existe há cerca de cinco anos e hoje conta com mais de mil mulheres. A iniciativa foi da CEO do ReConecta News, Renata Palmeira, com o objetivo de auxiliar e impulsionar as mulheres, seja na carreira ou na vida pessoal. “Quando uma mulher cresce, todas crescemos; ainda mais no Comércio Exterior e na Logística, que é um mercado onde a maioria são homens. Eu admiro o que os homens conseguem fazer nos cargos de liderança e nós temos que nos inspirar neles para crescer também”, destaca. 

Mais do que um evento pontual, o Encontro das Divas se consolida como um espaço de transformação, onde histórias se cruzam, ideias ganham força e novas possibilidades surgem. A expectativa é que novas edições continuem ampliando esse movimento, fortalecendo ainda mais a rede de mulheres engajadas e inspiradoras.

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Comércio Internacional

FIESC recebe delegação chinesa e amplia diálogo comercial entre Santa Catarina e China

A Federação das Indústrias de Santa Catarina recebeu, na terça-feira (31), uma comitiva oficial da Província de Heilongjiang para discutir a ampliação das relações comerciais com o estado catarinense.

O encontro teve como foco o fortalecimento do comércio bilateral e a busca por novas oportunidades de cooperação entre empresas brasileiras e chinesas.

Proposta busca equilibrar a balança comercial

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a necessidade de diversificar a pauta comercial. Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de commodities nas exportações e incentivar a internalização de etapas produtivas no Brasil.

A estratégia inclui atrair investimentos para a produção local de componentes e ampliar a participação da indústria catarinense em cadeias globais de valor.

Descarbonização e energia limpa entram na pauta

A agenda também apresentou iniciativas do Hub de Descarbonização da FIESC, com destaque para projetos voltados à energia renovável e à produção de biogás a partir de resíduos da suinocultura — setor em que Santa Catarina é referência nacional.

Essas ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade industrial e abrem espaço para parcerias tecnológicas com o mercado chinês.

Cooperação inclui governo e área ambiental

Além da visita à FIESC, a delegação chinesa cumpriu agenda com o Governo de Santa Catarina e realizou encontros técnicos na EPAGRI, abordando temas como ecologia, proteção ambiental e inovação no agronegócio.

As atividades foram acompanhadas pelo secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, reforçando o caráter institucional da missão.

Parceria mira inovação e cadeias produtivas

A aproximação entre Santa Catarina e a China sinaliza novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como indústria, energia e agronegócio. A expectativa é ampliar investimentos, fomentar inovação e fortalecer a presença do estado no cenário global de negócios internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Portos

Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Portos

Porto de Itajaí recebe 430 carros de luxo e amplia movimentação em 2026

O Porto de Itajaí iniciou a semana com uma operação de destaque no setor logístico. Na manhã de segunda-feira (30), o terminal recebeu o navio Good Wood, especializado no transporte de veículos no sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro), que descarregou 430 carros de luxo.

A atracação ocorreu por volta das 5h50, marcando mais um avanço na diversificação das cargas movimentadas e no fortalecimento da atividade portuária ao longo de 2026.

Operação ocorreu com segurança e eficiência

A chegada da embarcação foi realizada com o canal de acesso plenamente navegável, garantindo condições ideais para a manobra e a execução das atividades.

Após a atracação, as equipes deram início à descarga dos veículos, mantendo o fluxo contínuo das operações durante toda a manhã. Finalizado o processo logístico, o navio deixou o terminal ainda no início da tarde.

Movimentação de veículos cresce no porto

Com essa operação, o Porto de Itajaí já acumula três escalas de navios do tipo Ro-Ro neste ano, totalizando 1.515 veículos movimentados.

Confira as operações anteriores:

  • Victoria Highway: 628 veículos
  • Dover Highway: 457 veículos
  • Good Wood: 430 veículos

O aumento no volume reforça a retomada das atividades e indica maior dinamismo no setor de logística portuária.

Retomada fortalece economia regional

De acordo com a administração do terminal, o avanço na movimentação de veículos de alto valor agregado demonstra a confiança do mercado no porto catarinense.

A estratégia também amplia as oportunidades comerciais, impulsiona a geração de empregos e contribui para o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o terminal se consolida como uma alternativa relevante no cenário nacional de transporte marítimo.

O que é o sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro)

Os navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) são projetados para o transporte de cargas sobre rodas, como carros, caminhões e máquinas pesadas.

Nesse modelo, os veículos entram e saem da embarcação dirigindo por rampas, sem a necessidade de guindastes. Isso torna as operações mais rápidas, reduz o tempo de carga e descarga e aumenta a eficiência da logística internacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Porto de Itajaí

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago

O agronegócio brasileiro avançou na expansão internacional com a abertura de novos mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. As negociações concluídas pelo governo federal permitem a exportação de diferentes produtos agropecuários, fortalecendo a presença do Brasil no comércio global.

Exportações para El Salvador ganham reforço

Em El Salvador, foi autorizada a entrada de carne suína e seus derivados. A medida amplia o potencial de negócios e favorece a cadeia produtiva suinícola, com maior agregação de valor.

Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o país, indicando espaço para crescimento com a nova abertura.

Filipinas oferecem mercado de grande escala

Nas Filipinas, o destaque é a liberação para exportação de feno seco, insumo importante para alimentação animal. O país, com cerca de 112 milhões de habitantes, representa um mercado estratégico para o Brasil.

Somente em 2025, os filipinos importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro, demonstrando forte demanda e potencial de expansão comercial.

Trinidad e Tobago recebe sementes de coco

Já em Trinidad e Tobago, o Brasil obteve autorização para exportar sementes de coco, iniciativa que deve contribuir para a recomposição ambiental e o fortalecimento da economia local.

O país caribenho importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Aberturas de mercado impulsionam agronegócio

Com os novos acordos, o Brasil soma 555 aberturas de mercado desde 2023, consolidando a estratégia de diversificação das exportações e ampliação de destinos comerciais.

Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm intensificando negociações para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Logística, Sem Categoria

Transnordestina avança e fortalece logística no Nordeste

A ferrovia Transnordestina voltou a ganhar destaque em debates sobre infraestrutura, consolidando seu papel como projeto estratégico para a logística do Nordeste. Em discussão recente com especialistas do setor, foram reforçados os impactos positivos da obra na competitividade regional, na integração produtiva e na redução de custos operacionais.

Mesmo após anos de desafios, a ferrovia segue como uma das principais apostas para modernizar o escoamento de cargas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Ferrovia pode transformar o escoamento de cargas

Durante o debate, especialistas apontaram que a Transnordestina tem potencial para alterar significativamente a dinâmica de transporte no Nordeste. O projeto deve beneficiar diretamente setores como o agronegócio e a indústria, ampliando a eficiência logística.

A expectativa é de redução nos custos de transporte, maior previsibilidade nas operações e menor dependência do modal rodoviário, atualmente predominante no país.

Integração com portos amplia competitividade

Outro fator estratégico é a ligação da ferrovia com portos do Nordeste, o que deve facilitar o fluxo de exportações. Essa conexão cria uma estrutura logística mais integrada, permitindo maior agilidade no envio de mercadorias ao mercado externo.

Com isso, a região tende a ganhar força no comércio exterior, aumentando sua competitividade e atraindo novos investimentos.

Eficiência e sustentabilidade no transporte

O transporte ferroviário também se destaca por sua capacidade de movimentar grandes volumes com menor impacto ambiental. A adoção desse modal contribui para operações mais eficientes e alinhadas às demandas de logística sustentável.

Além disso, o uso de trilhos reduz custos operacionais e minimiza riscos associados às oscilações típicas do transporte rodoviário.

Projeto ainda enfrenta desafios

Apesar dos avanços, a execução da ferrovia Transnordestina ainda esbarra em questões relacionadas a prazos e andamento das obras. Mesmo assim, especialistas avaliam que o projeto continua sendo essencial para o futuro da infraestrutura regional.

A expectativa é que, quando concluída, a ferrovia represente um divisor de águas para a logística no Nordeste, com impactos diretos na eficiência, na redução de custos e na expansão econômica.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/TLSA

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Exportação

Exportações brasileiras ganham rota via Turquia para driblar crise no Estreito de Ormuz

O Brasil definiu uma rota alternativa de exportação via Turquia para manter o escoamento de produtos agropecuários diante das restrições no Estreito de Ormuz, impactado pela recente crise no Oriente Médio.

A articulação foi conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de assegurar a continuidade do comércio exterior brasileiro mesmo em meio à instabilidade geopolítica.

Nova rota evita áreas de risco no Golfo Pérsico

Com a estratégia, cargas brasileiras destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central passam a utilizar a infraestrutura logística turca, evitando a travessia pelo Golfo Pérsico, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.

A rota via Turquia já era utilizada por exportadores, mas ganhou maior relevância como alternativa segura para manter o fluxo de mercadorias.

Exigências sanitárias levaram a novo acordo

Recentemente, o governo turco passou a adotar regras mais rígidas para produtos sujeitos a controle veterinário, especialmente os de origem animal. A mudança poderia gerar entraves para o comércio brasileiro.

Diante disso, o Brasil negociou um novo modelo para garantir a continuidade das operações sem prejuízos logísticos.

Certificação garante trânsito e armazenamento de cargas

O entendimento entre os países resultou na criação de um certificado veterinário sanitário, que permite tanto o trânsito quanto o armazenamento temporário de mercadorias em território turco.

Na prática, o documento assegura que cargas brasileiras possam atravessar o país ou permanecer temporariamente em seus portos sem a necessidade de novas exigências sanitárias adicionais.

Medida reduz riscos e amplia previsibilidade

A iniciativa fortalece a logística de exportação, oferecendo mais previsibilidade aos embarques e reduzindo riscos para empresas brasileiras, especialmente em um cenário de incertezas nas rotas marítimas internacionais.

Governo busca preservar acesso a mercados estratégicos

Com o acordo, o Mapa reforça sua atuação para proteger o agronegócio brasileiro, garantindo o acesso a mercados relevantes mesmo diante de crises externas.

A adoção da rota via Turquia demonstra a busca por soluções rápidas e estratégicas para minimizar impactos no comércio e manter a competitividade do Brasil no cenário global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Importação

Redução do imposto de importação zera tarifas para quase mil produtos no Brasil

O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu reduzir o imposto de importação de quase mil produtos no Brasil. A medida foi aprovada durante reunião ordinária realizada em 16 de março e tem como objetivo atender à demanda interna diante da ausência ou insuficiência de produção nacional.

A iniciativa busca garantir o abastecimento de setores estratégicos e evitar impactos no consumo e na indústria.

Medicamentos, insumos agrícolas e industriais entre os beneficiados

Entre os itens com tarifa zerada, estão medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. A medida também contempla produtos essenciais para diferentes cadeias produtivas.

Foram incluídos ainda fungicidas e inseticidas voltados ao controle de pragas na agricultura, insumos para a indústria têxtil, além de lúpulo, matéria-prima fundamental para a produção de cerveja, e produtos destinados à nutrição hospitalar.

Bens de capital e tecnologia também entram na lista

A decisão do Gecex abrange ainda 970 itens classificados como Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT). Desse total, 191 itens possuem caráter temporário, conforme resoluções específicas do comitê.

A redução tarifária nesses segmentos deve estimular investimentos, modernização tecnológica e aumento da competitividade industrial.

Aplicação de medidas antidumping

Além da redução do imposto de importação, o Gecex também deliberou pela aplicação de direito antidumping definitivo, com validade de cinco anos, sobre determinados produtos importados.

A medida atinge etanolaminas provenientes da China e resinas de polietileno originárias dos Estados Unidos e do Canadá. No caso das resinas, houve ajuste nos valores cobrados, limitando-os aos níveis provisórios adotados nos últimos seis meses, para evitar impactos adicionais na cadeia produtiva.

Publicação das decisões

As resoluções completas com os detalhes das medidas aprovadas serão disponibilizadas no site oficial da Camex.

A expectativa é que a redução do imposto de importação contribua para equilibrar o mercado interno, reduzir custos e ampliar o acesso a produtos essenciais e insumos industriais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rodolfo Buhrer/Arquivo

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Comércio Exterior

Recintos alfandegados: Nota Coana nº 32/2026 define regras de acesso e capacitação

A publicação da Nota Coana nº 32/2026 traz novos esclarecimentos sobre o acesso a recintos alfandegados, além de detalhar critérios para credenciamento e exigências de capacitação aduaneira. O documento orienta empresas e profissionais que atuam no comércio exterior quanto às condições para ingresso e permanência nesses espaços.

Curso aduaneiro será exigido de forma gradual

Entre os principais pontos, a norma estabelece a obrigatoriedade do curso básico de conhecimentos aduaneiros. No entanto, essa exigência só passará a valer após a disponibilização oficial dos materiais e diretrizes pela Coordenação-Geral de Administração Aduaneira.

Até que isso ocorra, o cumprimento do requisito não será cobrado. A previsão é que os conteúdos iniciais sejam liberados no começo de abril, com foco inicial nos recintos alfandegados localizados em aeroportos. Para outras unidades, um cronograma específico ainda será divulgado.

Regras de transição e flexibilização

A normativa também prevê ajustes para facilitar a adaptação às novas exigências. O responsável pela unidade da Receita Federal com jurisdição sobre o recinto poderá flexibilizar ou até dispensar o curso em situações excepcionais, desde que haja justificativa baseada na realidade operacional.

Além disso, servidores públicos e agentes de órgãos intervenientes poderão solicitar dispensa formal da capacitação.

Nos casos de credenciamentos realizados antes da nova portaria, poderá ser concedido um período de transição. A medida busca garantir a continuidade das operações enquanto os profissionais se adequam às novas regras.

Responsabilidades e possíveis penalidades

A execução e gestão do curso aduaneiro ficarão sob responsabilidade dos administradores dos recintos, em conjunto com a Receita Federal local, seguindo as orientações da Coana.

O descumprimento das regras pode resultar em sanções, como advertências e até suspensão do credenciamento em casos de reincidência, conforme a legislação vigente.

Mais controle e eficiência no comércio exterior

A iniciativa reforça o processo de padronização dos procedimentos em recintos alfandegados e amplia os mecanismos de controle. A expectativa é que as medidas elevem o nível de segurança, qualificação profissional e eficiência nas operações de comércio exterior no país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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