ANVISA

DUIMP: Anvisa atualiza manual de importação e reforça exigências para anuência sanitária

A Anvisa publicou a versão 1.9 do Manual de Importação por DUIMP (Declaração Única de Importação), trazendo orientações atualizadas para importadores, despachantes aduaneiros e demais profissionais envolvidos nas operações de comércio exterior. A nova edição foi disponibilizada em 1º de junho de 2026 e apresenta esclarecimentos importantes sobre procedimentos e requisitos para análise sanitária das importações.

Atualização destaca diferenças entre taxa e anuência sanitária

Um dos principais pontos abordados na revisão do manual é a distinção entre o deferimento da Guia de Taxa e a aprovação da anuência sanitária.

Segundo a Anvisa, o pagamento ou deferimento da taxa administrativa não significa que a autorização sanitária da operação tenha sido concedida. O esclarecimento busca evitar interpretações equivocadas que possam comprometer o andamento dos processos de importação.

Preenchimento correto dos atributos ganha importância

A agência também reforçou a necessidade de atenção ao cadastro das informações exigidas no Portal Único de Comércio Exterior.

Entre os dados considerados essenciais para a análise regulatória estão:

  • Categoria regulatória do produto;
  • Forma física da mercadoria;
  • Condições de armazenamento;
  • Finalidade da importação;
  • Critérios de priorização da análise sanitária.

O correto preenchimento dessas informações é fundamental para garantir a avaliação adequada da operação e reduzir riscos de exigências complementares.

Precisão técnica se torna cada vez mais relevante na DUIMP

Com a ampliação do uso da DUIMP, a qualidade das informações prestadas pelos operadores passa a ter papel decisivo no fluxo das importações.

A Anvisa destaca que inconsistências cadastrais, falhas documentais ou divergências nos atributos informados podem resultar em atrasos, solicitações adicionais e perda de previsibilidade logística.

Nesse cenário, a preparação técnica e o conhecimento dos procedimentos regulatórios tornam-se fatores estratégicos para empresas que atuam no comércio internacional.

SINDASP acompanha evolução do Portal Único

O Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (SINDASP) informou que segue monitorando as mudanças normativas e operacionais relacionadas ao Portal Único de Comércio Exterior.

A entidade ressalta a importância da conformidade aduaneira e do papel dos despachantes aduaneiros na adaptação ao ambiente digital que vem transformando os processos de importação no Brasil.

A atualização do manual reforça a necessidade de alinhamento entre operadores, importadores e órgãos anuentes para garantir maior eficiência e segurança nas operações realizadas por meio da DUIMP.

FONTE: SindaSP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anvisa

Ler Mais
Portos

Porto de Santos mantém descontos tarifários para navios sustentáveis e cabotagem

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou a prorrogação, por mais 120 dias, dos descontos concedidos a navios verdes e embarcações com alta frequência de operação no Porto de Santos. A medida, em vigor desde 2023, busca estimular práticas sustentáveis no transporte marítimo e fortalecer a movimentação de cargas pela cabotagem.

As novas condições passam a valer a partir de 10 de junho.

Benefícios incentivam embarcações com menor impacto ambiental

Os descontos destinados aos chamados navios verdes contemplam embarcações que possuem certificação e pontuação positiva no Environmental Ship Index (ESI), sistema internacional que avalia o desempenho ambiental dos navios.

Dependendo da classificação obtida, as embarcações podem receber abatimentos de até 15% nas tarifas relacionadas ao uso da infraestrutura de acesso aquaviário, calculadas com base na tonelagem de porte bruto.

A iniciativa faz parte da estratégia da APS para promover a sustentabilidade portuária e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo.

Porto de Santos aposta na transição energética

Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo responde por cerca de 80% do comércio mundial e por aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, a Autoridade Portuária de Santos tem adotado medidas voltadas à modernização ambiental do complexo portuário, alinhadas às metas globais de descarbonização previstas no Acordo de Paris.

O objetivo é consolidar o Porto de Santos como referência nacional na transição energética do setor aquaviário, incentivando operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

Cabotagem e navios frequentes também recebem incentivos

Além dos benefícios ambientais, a APS manterá os descontos destinados às embarcações que realizam operações frequentes no porto.

O cálculo leva em consideração o número de escalas registradas nos 12 meses anteriores à atracação, diferenciando os navios de longo curso das embarcações de cabotagem.

Os percentuais podem chegar a:

  • Até 55% de desconto para navios de longo curso;
  • Até 60% de desconto para embarcações de cabotagem.

Os maiores abatimentos são concedidos para navios que realizam 48 ou mais escalas no Porto de Santos durante o período analisado.

Medida busca fortalecer competitividade e eficiência logística

Com a manutenção dos incentivos tarifários, a APS pretende ampliar a atratividade do maior porto da América Latina, estimulando tanto a adoção de tecnologias sustentáveis quanto o aumento da frequência de operações marítimas.

A estratégia também contribui para o fortalecimento da logística portuária brasileira, promovendo maior eficiência operacional e incentivando modelos de transporte com menor impacto ambiental.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santa Portal

Ler Mais
Logística

AD Ports investe US$ 835 milhões e assume controle da CLI no Brasil

A AD Ports Group, companhia sediada em Abu Dhabi e especializada em infraestrutura portuária e logística, anunciou a aquisição do controle da Corredor Logística e Infraestrutura (CLI), em uma operação avaliada em US$ 835 milhões. O negócio representa a entrada oficial da empresa dos Emirados Árabes Unidos no mercado brasileiro de logística e terminais portuários.

A conclusão da transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e autoridades de defesa da concorrência.

CLI opera em portos estratégicos do Brasil

A CLI atua como uma das principais plataformas independentes de logística portuária do país, com operações concentradas em dois importantes corredores de exportação: o Porto de Itaqui, no Maranhão, e o Porto de Santos, em São Paulo.

Atualmente, a empresa é controlada de forma compartilhada por fundos administrados pela IG4 Capital e pela Macquarie Asset Management, da Austrália. Ambos os grupos concordaram em vender suas participações para a AD Ports.

Segundo as empresas envolvidas, a chegada do novo controlador deverá impulsionar investimentos e apoiar a próxima etapa de expansão da plataforma logística brasileira.

Reestruturação impulsionou valorização da empresa

A trajetória recente da CLI foi marcada por uma ampla recuperação financeira. Em 2020, a IG4 Capital assumiu o controle da companhia em uma operação de aproximadamente US$ 240 milhões, incluindo passivos, quando a empresa enfrentava dificuldades financeiras.

Após um processo de reestruturação e fortalecimento operacional, a companhia passou a ampliar sua presença no setor portuário.

Em 2022, a Macquarie ingressou na sociedade como controladora conjunta, contribuindo para financiar a aquisição de terminais especializados em grãos e açúcar no Porto de Santos, anteriormente pertencentes à Rumo.

Operação reforça interesse internacional no setor logístico brasileiro

A aquisição da CLI reforça o movimento de investidores globais em busca de oportunidades no segmento de infraestrutura logística, considerado estratégico para o crescimento do comércio exterior brasileiro.

Com presença em diversos países, a AD Ports amplia sua atuação internacional ao ingressar em um mercado que desempenha papel fundamental no escoamento de commodities e produtos industrializados da América do Sul.

Bancos assessoraram negociação bilionária

A operação contou com a participação de instituições financeiras de destaque. O Citi atuou como assessor financeiro dos vendedores, representando a Macquarie e a IG4 Capital.

Já a AD Ports recebeu assessoria do BTG Pactual durante o processo de negociação e estruturação da compra.

FONTE: Bloomberg Línea:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonne Roriz/Bloomberg

Ler Mais
Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal realiza expedição para aprimorar logística e controle aduaneiro

A Receita Federal iniciou uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico com o objetivo de fortalecer o planejamento operacional e a preparação aduaneira para o aumento do fluxo de mercadorias na rota internacional que conecta o Brasil ao Oceano Pacífico.

A missão ocorre entre os dias 30 de maio e 8 de junho e reúne oito servidores especializados em áreas estratégicas, como comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Equipe percorre rota entre quatro países

Durante a expedição, os representantes da Receita Federal visitarão estruturas localizadas em Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, incluindo postos de fronteira, unidades aduaneiras, centros logísticos e portos situados na costa do Pacífico.

A proposta é avaliar, diretamente em campo, as condições operacionais da rota e identificar desafios que poderão surgir com a ampliação das atividades comerciais e do transporte internacional de cargas.

Infraestrutura e fluxo de mercadorias estão entre os focos

A análise contempla diversos aspectos considerados fundamentais para o funcionamento do corredor logístico. Entre eles estão a qualidade da infraestrutura disponível, os procedimentos de fiscalização, os tempos de travessia nas fronteiras e os mecanismos de gestão de risco.

A equipe também observará oportunidades para ampliar a facilitação do comércio internacional, fortalecer a integração entre os países envolvidos e aprimorar a cooperação entre órgãos responsáveis pelo controle aduaneiro.

Planejamento busca preparar fronteiras para expansão comercial

Segundo a Receita Federal, as informações obtidas durante a expedição servirão de base para o desenvolvimento de estratégias voltadas ao crescimento esperado das operações de importação e exportação ligadas ao Corredor Bioceânico.

A iniciativa faz parte dos esforços para modernizar a atuação nas fronteiras, garantindo maior eficiência logística sem abrir mão da segurança no controle de cargas e da fiscalização aduaneira.

Integração e segurança são prioridades

Com a realização da missão técnica, a Receita Federal reforça sua estratégia de atuação integrada nas regiões de fronteira, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e cooperação internacional.

A expectativa é que o trabalho contribua para a construção de um ambiente mais eficiente para o comércio exterior, acompanhando a importância crescente do Corredor Bioceânico como alternativa para o escoamento da produção brasileira rumo aos mercados internacionais.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa indústria e pode afetar exportações

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação no setor industrial. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), é acompanhada de perto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende o diálogo entre os dois países para evitar impactos econômicos e comerciais.

Em nota oficial, a CNI destacou que a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica para ambas as nações e vem sendo construída ao longo de décadas. Para a entidade, a adoção de novas barreiras tarifárias pode prejudicar cadeias produtivas integradas e afetar empresas, consumidores, investimentos e empregos nos dois mercados.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o momento exige cautela e negociação. Segundo ele, a entidade está disposta a colaborar tecnicamente nas discussões para preservar o fluxo comercial entre os países.

Exportações brasileiras já registraram queda em 2025

Dados apresentados pela CNI mostram que as exportações de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos somaram US$ 30,2 bilhões em 2025, resultado 4,2% inferior ao registrado em 2024.

Entre os 15 principais segmentos exportadores, nove apresentaram retração nas vendas para o mercado norte-americano. Os setores mais impactados foram:

  • Produtos de metal: queda de 31,6%;
  • Madeira: redução de 20%;
  • Celulose e papel: recuo de 19,9%;
  • Veículos automotores: diminuição de 17,6%.

Na avaliação da entidade, a eventual implementação da nova tarifa poderá ampliar as dificuldades enfrentadas por esses setores e reduzir ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

Audiência pública deve discutir proposta em julho

A discussão sobre a medida terá um novo capítulo no próximo mês. O USTR marcou para 6 de julho uma audiência pública destinada a debater a proposta e receber contribuições de governos, entidades representativas e empresas interessadas.

Para a CNI, o processo de consulta pública representa uma oportunidade importante para que o Brasil apresente argumentos técnicos e demonstre os benefícios da manutenção das relações comerciais entre os dois países.

CNI defende negociação para preservar empregos e investimentos

A confederação informou que continuará acompanhando o tema em conjunto com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo é buscar soluções negociadas que evitem prejuízos ao comércio bilateral e preservem investimentos, geração de empregos e o fortalecimento da parceria econômica entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Texto: Redação

Imagem: CNI / Divulgação

Ler Mais
Comércio Exterior

Operação da Receita Federal e Polícia Federal investiga suposto esquema de corrupção no comércio exterior

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal foi deflagrada nesta terça-feira (2) para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo um servidor público e agentes ligados ao comércio exterior. Segundo as apurações iniciais, o esquema investigado pode ter provocado prejuízos superiores a R$ 10 milhões aos cofres públicos.

Mandados são cumpridos em Santa Catarina e São Paulo

Ao todo, estão sendo executados 19 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As diligências ocorrem em imóveis relacionados ao servidor investigado, seus familiares e empresas ou pessoas físicas que atuam em atividades ligadas à área aduaneira.

Investigação aponta possível enriquecimento incompatível

As investigações tiveram início após levantamentos realizados pela Corregedoria da Receita Federal. Os trabalhos identificaram indícios de incompatibilidade entre a renda oficial do servidor e seu padrão de vida, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Também foram encontrados elementos que podem indicar favorecimento a intervenientes aduaneiros em troca de benefícios indevidos. Diante das suspeitas, o servidor foi afastado de suas funções enquanto os fatos seguem sendo apurados.

Vantagens indevidas podem ultrapassar R$ 5 milhões

De acordo com os investigadores, o valor das supostas vantagens recebidas direta ou indiretamente pelo servidor supera R$ 5 milhões. As apurações indicam que despachantes aduaneiros, consultorias, empresas importadoras e operadores logísticos podem ter participado do esquema.

Os recursos teriam sido repassados por diferentes meios, incluindo pagamentos em espécie, depósitos bancários e quitação de despesas pessoais, como aluguel, contas de cartão de crédito e aquisição de bens.

Impactos para a fiscalização aduaneira

A Receita Federal destaca que práticas desse tipo comprometem a integridade da fiscalização aduaneira, enfraquecem os mecanismos de controle de cargas e prejudicam empresas que atuam de forma regular no comércio exterior.

Além disso, a atuação irregular de operadores e intermediários pode gerar concorrência desleal, afetando a segurança e a transparência das operações de importação e exportação.

Receita Federal reforça compromisso com a integridade

Segundo o órgão, a ação faz parte das medidas permanentes de combate à corrupção e fortalecimento da ética no serviço público. Entre os objetivos estão:

  • Combater práticas ilícitas na administração pública;
  • Preservar a integridade institucional;
  • Garantir igualdade de condições para os participantes do comércio exterior.

A Receita Federal ressaltou que mantém mecanismos contínuos de prevenção, identificação e repressão a condutas incompatíveis com os princípios da administração pública.

Investigações continuam

Participam da operação cerca de 30 servidores da Receita Federal. Os mandados estão sendo cumpridos em cidades como Campinas, Guarulhos, São Paulo, Barueri, Hortolândia, Paulínia, Santana de Parnaíba e Valinhos, em São Paulo, além de Itajaí, em Santa Catarina.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a análise das evidências já reunidas e verificar a possível existência de outros crimes relacionados ao caso.

A Receita Federal também informou que denúncias de desvios de conduta podem ser registradas por qualquer cidadão por meio da plataforma FalaBR, vinculada à Ouvidoria do Governo Federal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Comércio Exterior

Comex em Movimento valoriza a cadeia do comércio exterior e da logística em Santa Catarina

Projeto realizado em parceria entre o Grupo ND e o ReConecta News vai trazer conteúdos exclusivos para valorizar as empresas e o setor

Quem passa pelo centro de Itajaí não deixa de perceber a movimentação de contêineres na área do Porto e admirar a passagem dos navios cargueiros pelo Rio Itajaí-Açu. Em 2025, Itajaí foi a cidade que mais importou no Brasil, movimentando US$ 16,3 bilhões. Mas o que muita gente não sabe é que, para que esses resultados apareçam, é preciso muito mais: por trás de cada contêiner existem centenas de empresas que fazem o comércio exterior girar.

Para mostrar e valorizar toda essa cadeia do comércio exterior e da logística, o grupo ND, em parceria com o ReConecta News, lançou o projeto Comex em Movimento. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (02), em um evento exclusivo para empresários e profissionais do setor. O objetivo é mostrar, de forma simples, dinâmica e acessível, como o comércio exterior e a logística impactam a economia, os negócios e o dia a dia das pessoas.

Segundo Cristian Vieceli, diretor regional do Grupo ND, a ideia é produzir conteúdos rápidos, informativos e curiosos, valorizando as empresas do setor. “O projeto vai abranger a produção de conteúdo não apenas na região de Itajaí, mas também nas regiões de Blumenau, Chapecó e Joinville, onde estão concentradas muitas empresas que exportam e importam”, destaca.

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, o projeto Comex em Movimento traz uma oportunidade única para fortalecer a autoridade das empresas, além de gerar novos negócios. “É muito importante termos a oportunidade de apresentar todo o nosso complexo logístico. Santa Catarina é o único estado do Brasil que tem cinco portos, e no Oeste estão os maiores exportadores do país. Precisamos cada vez mais fortalecer as marcas e trazer mais negócios”, comenta.

Conteúdo relevante 

O projeto Comex em Movimento terá duração de três meses. Durante esse período, serão produzidos conteúdos em vídeo exibidos semanalmente na programação da NDTV Record nas regiões participantes. Mas a disseminação desse conteúdo não para por aí. No ambiente digital, o projeto contará com um canal exclusivo no Portal ND Mais e no ND Play, reunindo todos os conteúdos exibidos na TV, além de um publieditorial mensal com os destaques do período, ampliando a visibilidade e a força da iniciativa.

Hoje, o comércio exterior representa mais de 20% do PIB nacional. Somente nos primeiros seis meses deste ano, a corrente de comércio — soma das importações e exportações — chegou a US$ 208,3 bilhões, representando um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Boa parte dessa movimentação passa por Santa Catarina. “Difundir o comércio exterior do nosso estado, que é o segundo em movimentação no Brasil, é extremamente importante. Em 2025, Santa Catarina cresceu acima da média nacional nas importações, chegando a 19%. Isso mostra o nosso potencial e a nossa criatividade para driblar as dificuldades”, destaca Daise Santos, coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da ACII.

Para as empresas que têm a oportunidade de participar do projeto, a iniciativa do Grupo ND e do ReConecta, representa uma estratégia para fortalecer a marca. “Estamos há três anos no mercado, e divulgar o nosso nome até mesmo em rede nacional é uma excelente oportunidade, inclusive para que as pessoas entendam a qualidade do serviço prestado aqui”, comenta Uriel de Paula, supervisor de gerenciamento de risco da Sigatrans.

Texto: Daiana Brocardo – ReConecta News
Imagens: Giovana Santos / ReConecta News

Ler Mais
Portos

Porto Itapoá expande rotas marítimas com novos serviços para a Europa e Manaus

O Porto Itapoá consolidou ainda mais sua relevância no cenário do comércio marítimo global e doméstico ao anunciar a integração de duas novas linhas de navegação. A expansão estratégica promete impulsionar a competitividade do terminal catarinense, otimizando o fluxo de mercadorias tanto nas exportações e importações quanto no transporte cabotagem.

Conexão direta com o Norte da Europa via serviço Neosamba

No âmbito internacional, o grande destaque é a entrada do terminal na rotação do serviço Neosamba, uma linha operada pela Maersk. Essa adição cria um canal de tráfego direto entre o estado de Santa Catarina e os maiores hubs logísticos do Norte da Europa, beneficiando diretamente os players de comércio exterior da região.

O itinerário do serviço abrange pontos altamente estratégicos, passando por portos como Southampton (Reino Unido), Rotterdam (Holanda), Hamburgo e Bremerhaven (Alemanha), Antuérpia (Bélgica) e Tânger (Marrocos). Na América do Sul, a rota conecta os complexos de Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Montevidéu e, agora, Itapoá.

Essa nova opção de transporte marítimo internacional vem para respaldar uma relação comercial já consolidada. Dados recentes apontam o peso da União Europeia nas operações do porto:

  • Importações: O bloco europeu foi a origem de 19% das cargas desembarcadas no terminal, somando cerca de 285 mil TEUs. Os principais produtos importados são maquinários industriais, químicos, além de alimentos e bebidas.
  • Exportações: Cerca de 12% dos embarques (180 mil TEUs) tiveram o Velho Continente como destino, com destaque para produtos florestais, siderúrgicos, eletrodomésticos, eletrônicos e maquinários.

O CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, salienta que a indústria de Santa Catarina possui forte vínculo com o mercado europeu. De acordo com o executivo, a localização do terminal e a robustez dos novos serviços oferecem a eficiência logística exata que esses polos produtivos exigem.

Reforço na cabotagem nacional com nova rota para Manaus

No mercado interno, a novidade fica por conta do início do serviço ALCT1, capitaneado pela Aliança Navegação e Logística. Programada para começar a operar em junho, esta rota de cabotagem brasileira ligará o Porto Itapoá diretamente a Manaus (AM), apresentando um tempo de viagem estimado em 13 dias.

Com duas escalas programadas por semana, a linha atenderá demandas de bens de consumo, produtos refrigerados, eletrônicos e cargas industriais entre o Norte e o Sul do Brasil. O serviço atuará em sinergia com a linha BRACO (da Mercosul Line e CMA CGM), que já opera no local.

O investimento no modal doméstico acompanha um momento de forte expansão. O terminal movimentou cerca de 298 mil TEUs em cabotagem no último período anual, o que representou um salto de 32% em comparação ao ciclo anterior. Esse índice garantiu ao Porto Itapoá o posto de líder em movimentação de cabotagem na Região Sul.

Segundo Arten, o avanço desse modal sinaliza uma busca do mercado por soluções de logística portuária que equilibrem alta capacidade de carga, previsibilidade nas operações e custos competitivos para o transporte em território nacional.

Com essa dupla ampliação, o Porto Itapoá se posiciona de forma definitiva como um hub logístico de vanguarda, gerando valor para as cadeias produtivas brasileiras e elevando o potencial do comércio exterior do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

Ler Mais
Comércio Exterior

EUA propõem tarifa de 25% sobre importações brasileiras e apontam práticas comerciais como alvo de investigação

O governo dos Estados Unidos avançou mais uma etapa na disputa comercial com o Brasil ao propor a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados para o mercado americano. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na noite desta segunda-feira (1º).

A proposta faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, mecanismo utilizado para apurar e responder a práticas consideradas desleais por parceiros comerciais. Alguns produtos classificados como estratégicos para a segurança nacional americana ficariam fora da nova cobrança.

Produtos brasileiros podem ficar isentos da tarifa

Entre os itens que poderão escapar das tarifas punitivas estão produtos como carne bovina, café, determinadas frutas, castanhas, especiarias, petróleo e minérios metálicos. Segundo o USTR, esses produtos se enquadram em categorias consideradas sensíveis para os interesses estratégicos dos Estados Unidos.

A proposta, no entanto, ainda não representa uma decisão definitiva. Antes da adoção de qualquer medida, o governo americano abrirá um período de consulta pública e promoverá audiências para ouvir empresas, entidades e representantes dos setores envolvidos.

O cronograma divulgado pelo governo americano prevê uma audiência pública no dia 6 de julho de 2026 para discutir as medidas propostas. Já o prazo legal para eventual adoção das chamadas “medidas corretivas” contra o Brasil termina em 15 de julho.

A expectativa do governo brasileiro, segundo informações já antecipadas por autoridades, era de que os Estados Unidos apresentassem uma recomendação de punição comercial, mas sem implementação imediata.

Governo americano aponta seis áreas de preocupação

O relatório do USTR sustenta que determinadas políticas brasileiras criam barreiras ou prejuízos ao comércio dos Estados Unidos. Entre os principais pontos destacados estão:

Comércio digital e meios de pagamento

Os EUA alegam que decisões da Justiça brasileira envolvendo plataformas digitais americanas impõem restrições consideradas excessivas. O documento também critica medidas que, segundo os americanos, favorecem concorrentes locais no setor de pagamentos eletrônicos.

Tarifas preferenciais para outros países

Outro ponto citado é a concessão de condições tarifárias mais favoráveis a produtos originários do México e da Índia em razão de acordos comerciais firmados pelo Brasil.

Combate à corrupção

O governo americano afirma que o Brasil não adota mecanismos considerados suficientes para prevenir e combater práticas de suborno e corrupção.

Proteção da propriedade intelectual

O relatório também aponta preocupações relacionadas ao combate à falsificação de produtos, à pirataria e à demora na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico.

Mercado de etanol

Os Estados Unidos afirmam que, desde 2017, o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário equilibrado ao etanol americano, comprometendo a reciprocidade comercial entre os dois países.

Desmatamento ilegal

O USTR argumenta que, embora exista legislação para combater o desmatamento ilegal, o Brasil ainda enfrenta dificuldades na aplicação efetiva dessas normas, o que gera impactos econômicos e comerciais.

EUA mantêm diálogo com o governo brasileiro

Em comunicado oficial, o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, afirmou que a investigação foi iniciada por solicitação do presidente Donald Trump para tratar de preocupações comerciais consideradas antigas e recorrentes.

Greer destacou que houve diversas reuniões entre autoridades americanas e brasileiras ao longo do último ano, mas reconheceu que permanecem divergências relevantes sobre os temas analisados. Apesar disso, ele afirmou esperar a continuidade das negociações antes da definição de eventuais sanções.

O que é a Seção 301

A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 é um instrumento utilizado pelo governo dos Estados Unidos para investigar práticas comerciais de outros países consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais aos interesses americanos.

Quando uma investigação conclui que determinadas políticas afetam o comércio dos EUA, o governo pode adotar medidas de retaliação, incluindo tarifas adicionais, restrições comerciais ou outras sanções econômicas.

Fonte: CNN Brasil e documento oficial do USTR.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo

Ler Mais
Exportação

Exportações de frutas frescas ganham impulso com aproximação entre Brasil e importadores da Colômbia

O Brasil intensificou as ações para expandir as exportações de frutas frescas para a Colômbia. Em uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embaixada do Brasil em Bogotá, representantes do setor produtivo participaram de uma agenda estratégica voltada à abertura de novas oportunidades comerciais no país vizinho.

A missão foi organizada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e contou com o suporte do adido agrícola brasileiro na Colômbia, Clóvis Serafini.

Importadores colombianos demonstram interesse em ampliar compras do Brasil

Durante a programação, integrantes da Abrafrutas se reuniram com representantes da Associação Colombiana de Importadores de Frutas Frescas (Asifrut) para discutir formas de ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado colombiano.

O encontro evidenciou o interesse dos importadores locais em diversificar seus fornecedores, cenário que abre novas perspectivas para o fortalecimento do comércio internacional de frutas entre os dois países.

Atualmente, uma parcela significativa das frutas consumidas na Colômbia é importada de mercados tradicionais como Chile e Peru. Nesse contexto, o Brasil busca ampliar sua participação oferecendo produtos com qualidade reconhecida, fornecimento contínuo e vantagens logísticas.

Maçã brasileira registra boa aceitação na Colômbia

Um dos destaques apresentados durante a reunião foi a chegada da primeira carga de maçã Royal Gala brasileira à Colômbia. O lote desembarcou no porto de Cartagena das Índias e, segundo a Asifrut, teve desempenho comercial positivo.

A entidade destacou que o produto apresentou boa receptividade entre compradores locais e tempo de trânsito competitivo em comparação com frutas importadas de outras origens.

Mercado colombiano avalia novas oportunidades para frutas brasileiras

Além das maçãs, os importadores colombianos manifestaram interesse em ampliar o portfólio de frutas adquiridas do Brasil. Entre os produtos com potencial de crescimento nas negociações estão cítricos, nectarinas, ameixas, figos, goiabas e caquis.

A diversificação da pauta exportadora é vista como uma oportunidade para fortalecer a presença brasileira em um mercado que busca novas alternativas de abastecimento.

Setor registra crescimento nas exportações em 2026

A aproximação com a Colômbia ocorre em um momento favorável para o setor nacional de frutas frescas. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras apresentaram crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho reforça as estratégias conduzidas pelo Mapa em parceria com entidades públicas e privadas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.

Desde 2023, o trabalho de abertura comercial já resultou em 34 novas oportunidades de exportação para as frutas produzidas no Brasil, ampliando a presença do setor no cenário global.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook