Portos

Porto Itapoá amplia operações com novos serviços marítimos para Europa e Manaus

O Porto Itapoá anunciou a ampliação de seu portfólio logístico com a inclusão de dois novos serviços marítimos, fortalecendo sua atuação tanto no mercado internacional quanto na cabotagem brasileira. As novas operações contemplam uma ligação direta com o Norte da Europa e uma rota expressa entre Santa Catarina e Manaus.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a expansão representa um avanço estratégico para aumentar a competitividade do porto e ampliar o acesso a importantes mercados globais.

Rota para o Norte da Europa amplia presença internacional

O principal destaque é a entrada do Porto Itapoá na rotação do serviço NEOSAMBA, operado pela Maersk, criando uma conexão direta entre o Sul do Brasil e os principais centros logísticos do Norte da Europa.

A nova linha marítima inclui escalas em portos estratégicos como Southampton, no Reino Unido; Rotterdam, na Holanda; Hamburgo e Bremerhaven, na Alemanha; além de Antuérpia, na Bélgica. O itinerário também contempla paradas em países da América do Sul e em Tânger, no Marrocos.

Com a novidade, o terminal amplia sua participação nas rotas europeias. Atualmente, o porto já integra os serviços Bossa Nova/Sirius 1, operado por Maersk e CMA CGM, e WMED/MSE, conduzido por MSC e Hapag-Lloyd, ambos com conexão entre o Brasil e a Europa via Mediterrâneo.

União Europeia tem papel relevante na movimentação de cargas

A União Europeia segue como um dos principais parceiros comerciais do Porto Itapoá. Em 2025, aproximadamente 19% das importações movimentadas pelo terminal tiveram origem no bloco europeu, somando cerca de 285 mil TEUs.

Entre os produtos importados com maior participação estão alimentos e bebidas, produtos químicos e máquinas industriais. Nas exportações, a Europa respondeu por cerca de 12% da movimentação total, equivalente a aproximadamente 180 mil TEUs, com destaque para produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço.

Novo serviço de cabotagem ligará Itapoá a Manaus

No mercado doméstico, o terminal passará a operar o serviço ALCT1, administrado pela Aliança Navegação e Logística, com início previsto para junho.

A nova rota expressa conectará Itapoá a Manaus em aproximadamente 13 dias de trânsito marítimo e contará com duas escalas semanais no porto catarinense. A operação será voltada ao transporte de cargas industriais, eletrônicos, bens de consumo e produtos refrigerados entre as regiões Sul e Norte do país.

Cabotagem cresce e fortalece posição do terminal

O Porto Itapoá já participa do serviço BRACO, operado pela Mercosul Line em parceria com a CMA CGM, que também realiza a ligação entre Manaus e diversos portos brasileiros.

Em 2025, o terminal registrou movimentação de aproximadamente 298 mil TEUs em cabotagem, resultado que representou crescimento de 32% na comparação com o ano anterior. O desempenho consolidou o porto como líder desse segmento entre os terminais da região Sul do Brasil.

Transporte marítimo ganha espaço na logística nacional

De acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o transporte marítimo de cargas pode gerar economia de até 30% nos custos de frete em rotas estratégicas, graças aos ganhos de escala proporcionados pelas embarcações.

Uma única viagem pode transportar volume equivalente ao de 200 a 300 caminhões, reduzindo despesas operacionais relacionadas a combustível, manutenção e tripulação.

Com mais de 8 mil quilômetros de litoral e grande concentração industrial próxima à costa, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar significativamente a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o país tem potencial para multiplicar o transporte de contêineres por cabotagem nos próximos anos, impulsionado por investimentos em infraestrutura portuária, logística integrada e eficiência operacional.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto do Recife receberá investimento de US$ 19,7 milhões para ampliar capacidade de operação

O Porto do Recife passará por uma importante etapa de modernização com investimentos estimados em US$ 19,7 milhões destinados a obras de dragagem portuária. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade operacional do terminal, possibilitando a recepção de embarcações de maior porte e tornando as operações marítimas mais seguras e eficientes.

O projeto contempla o aprofundamento dos canais de acesso e áreas de manobra, adequando a infraestrutura às demandas atuais do setor portuário e fortalecendo a competitividade do terminal pernambucano.

Obras incluem ampliação do canal e melhorias na bacia de evolução

Entre as principais intervenções previstas está o aprofundamento dos acessos marítimos para uma profundidade mínima de 39 pés. Também serão realizadas melhorias no canal de acesso e na bacia de evolução, área utilizada para manobras de entrada e saída dos navios.

Com as adequações, o porto passará a contar com condições operacionais para atender embarcações de grande porte, ampliando sua capacidade logística e reduzindo restrições de navegação.

Destaques do projeto

  • Capacidade para receber navios com até 689 pés de comprimento;
  • Canal de acesso com calado operacional aproximado de 35 pés;
  • Bacia de evolução com cerca de 1.640 pés de diâmetro;
  • Maior segurança nas manobras portuárias;
  • Ganhos de eficiência nas operações de carga e descarga.

Monitoramento ambiental acompanhará toda a execução

Além das melhorias estruturais, o projeto prevê um programa permanente de monitoramento ambiental durante as atividades de dragagem. A medida busca reduzir possíveis impactos sobre os ecossistemas marinhos da região.

As ações incluem o acompanhamento da dispersão de sedimentos, avaliação das condições da fauna local e fiscalização das áreas destinadas ao descarte dos materiais retirados do fundo do canal.

Modernização deve impulsionar cargas, cabotagem e setor de cruzeiros

Com a expansão da infraestrutura, a expectativa é aumentar a movimentação de cargas, reduzir custos logísticos e fortalecer as atividades de comércio exterior e cabotagem. O projeto também deve gerar benefícios para o segmento de turismo marítimo, criando melhores condições para a atracação de grandes navios de passageiros.

As obras têm início previsto para março de 2026 e a conclusão está programada para maio de 2027, marcando uma nova fase para o desenvolvimento do porto e da economia regional.

FONTE: Catraca Livre
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Catraca Livre

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Logística

Fretes marítimos registram alta de 3% e avançam pela quarta semana consecutiva

Os fretes marítimos internacionais voltaram a subir na última semana, impulsionados principalmente pela valorização das tarifas nas rotas entre a Ásia e a Europa, além dos serviços transpacíficos. Dados do World Container Index (WCI), da consultoria Drewry, mostram um avanço de 3%, elevando o valor médio para US$ 2.800 por contêiner de 40 pés.

Com o resultado, o indicador acumula quatro semanas seguidas de alta, refletindo o aumento da demanda antecipada para a temporada de pico do comércio global.

Rotas entre Ásia e Europa apresentam novos reajustes

No corredor comercial entre a Ásia e a Europa, as tarifas spot continuaram em trajetória ascendente. O transporte marítimo entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 3%, alcançando US$ 2.861 por contêiner de 40 pés.

Já os embarques de Xangai para Gênova tiveram valorização ainda maior, de 4%, chegando a US$ 4.253 por contêiner.

Segundo a Drewry, a capacidade operacional na rota permanece relativamente estável. Para a próxima semana, foram anunciados apenas quatro cancelamentos de viagens entre os dois continentes.

Armadores elevam tarifas para os próximos meses

A consultoria também destacou que a transportadora marítima CMA CGM anunciou novos valores FAK (Freight All Kinds), válidos a partir de 1º de junho.

As novas tarifas para o trecho Ásia-Europa devem ficar próximas de US$ 4.700 por contêiner de 40 pés, enquanto os serviços para o Mediterrâneo poderão variar entre US$ 5.500 e US$ 5.700.

De acordo com a Drewry, a proximidade da alta temporada logística e os reajustes promovidos pelas companhias de navegação indicam que os preços tendem a continuar avançando nas próximas semanas.

Mercado transpacífico também opera com tarifas mais altas

O cenário de valorização também foi observado nas rotas entre a Ásia e a América do Norte.

O frete entre Xangai e Nova York apresentou alta de 6%, atingindo US$ 4.597 por contêiner de 40 pés. Já a ligação entre Xangai e Los Angeles registrou aumento de 3%, chegando a US$ 3.473.

A Drewry informou ainda que oito viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, fator que reduz a oferta de espaço e contribui para a elevação dos preços.

Demanda antecipada pressiona custos logísticos

Outro elemento que influencia o mercado é a adoção de sobretaxas sazonais. A Ocean Network Express (ONE), por exemplo, anunciou a aplicação de um recargo de alta temporada (PSS) de US$ 2.000 por contêiner de 40 pés para cargas destinadas à costa leste dos Estados Unidos, com vigência a partir de junho.

Segundo a consultoria, a antecipação dos embarques para os próximos meses vem fortalecendo a demanda por transporte marítimo. Muitas empresas estão acelerando suas operações antes da atualização dos custos relacionados ao combustível bunker, prevista para julho.

Tensões geopolíticas elevam custos no setor

Além dos fatores sazonais, o mercado também acompanha os reflexos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário tem contribuído para a manutenção de preços elevados do combustível marítimo e para o aumento dos adicionais cobrados pelas transportadoras.

Na avaliação da Drewry, a combinação entre demanda aquecida, gestão mais rígida da capacidade pelas armadoras e custos operacionais mais elevados deverá manter a pressão de alta sobre os fretes de contêineres nas principais rotas globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Informação

Antidumping sobre leite em pó do Mercosul é aprovado, mas aplicação é suspensa pelo MDIC

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou a aprovação de direitos antidumping sobre as importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai. Apesar da decisão favorável à aplicação da medida, sua implementação foi suspensa imediatamente por razões de interesse público.

A deliberação ocorreu durante reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), realizada na última semana. Segundo o ministério, a suspensão tem caráter cautelar e permanecerá em vigor até a conclusão de uma análise específica sobre os possíveis impactos da cobrança.

Investigação identificou prática de dumping

A decisão foi baseada em parecer técnico elaborado pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), órgão vinculado ao MDIC e responsável pela investigação iniciada em 2024.

O estudo concluiu que houve prática de dumping nas exportações de leite em pó originárias da Argentina e do Uruguai, caracterizada pela venda do produto no mercado brasileiro a preços considerados inferiores aos praticados em seus mercados de origem ou abaixo de valores de referência internacional.

Com base nessas conclusões, os ministérios que integram o Gecex aprovaram, por unanimidade, a aplicação dos direitos antidumping.

Suspensão busca avaliar impactos econômicos

Apesar da aprovação da medida comercial, o colegiado decidiu interromper temporariamente sua vigência para aprofundar a avaliação sobre seus efeitos na economia.

De acordo com o MDIC, será aberto um processo específico para analisar os potenciais reflexos da cobrança sobre o mercado interno, especialmente em relação aos preços dos alimentos e ao consumidor final.

A suspensão foi proposta pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), que apontou preocupações relacionadas ao possível aumento dos custos do leite em pó importado e seus impactos na inflação dos alimentos.

Análise de interesse público definirá próximos passos

Enquanto o estudo estiver em andamento, os direitos antidumping permanecerão suspensos. Somente após a conclusão da avaliação de interesse público o governo decidirá se a medida será efetivamente aplicada ou se continuará sem efeito.

O mecanismo de análise busca equilibrar a proteção da indústria nacional contra práticas consideradas desleais com os possíveis impactos econômicos para consumidores e setores que dependem do produto importado.

Debate envolve produção nacional e preços ao consumidor

A discussão sobre o antidumping no leite em pó ocorre em um momento de atenção aos custos dos alimentos e à competitividade da cadeia produtiva do leite no Brasil.

De um lado, produtores defendem medidas para combater práticas comerciais que possam prejudicar a indústria nacional. De outro, integrantes do governo avaliam os efeitos que restrições às importações podem provocar sobre os preços pagos pelos consumidores.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA1

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Importação

Importação de alimentos para a China passa a seguir novas regras de registro e controle sanitário

Entrou em vigor nesta segunda-feira (1º) o Decreto nº 280 da Administração Geral de Alfândegas da China (GAC), estabelecendo novas regras para o registro de empresas estrangeiras que exportam alimentos ao país asiático. A norma substitui o Decreto nº 248, vigente desde 2021, e redefine os procedimentos relacionados ao cadastro, renovação e controle aduaneiro de produtos alimentícios importados.

As mudanças fazem parte de uma atualização do sistema regulatório chinês e impactam diretamente empresas que fornecem alimentos para um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Sistema passa a adotar avaliação baseada em risco

Entre as principais novidades está a implementação de um modelo de registro fundamentado na análise de risco sanitário. O novo regulamento também altera os critérios de renovação cadastral, cria uma modalidade de registro coletivo e amplia o alcance das exigências para incluir instalações estrangeiras de armazenamento refrigerado.

Além disso, a China passa a exigir informações adicionais nas declarações aduaneiras de alimentos importados, reforçando os mecanismos de rastreabilidade e controle sanitário.

Quais setores serão impactados

As novas exigências atingem exportadores de diversas categorias consideradas sensíveis pelas autoridades chinesas. Entre os produtos abrangidos estão:

  • Carnes e derivados;
  • Produtos lácteos;
  • Ovos e derivados;
  • Produtos aquáticos;
  • Mel e produtos apícolas;
  • Óleos vegetais comestíveis;
  • Frutas secas;
  • Nozes e sementes;
  • Vegetais desidratados;
  • Alimentos para fins especiais.

Esses segmentos permanecem sujeitos ao monitoramento sanitário rigoroso exigido pela legislação chinesa.

Alguns produtos agrícolas ficam fora da nova regra

Enquanto amplia o controle sobre determinados alimentos, o Decreto nº 280 deixa de incluir algumas categorias de produtos agrícolas primários.

Entre os itens excluídos estão vegetais frescos, sementes oleaginosas, café verde, cacau não torrado e feijões secos. Esses produtos passaram a ser regulamentados por uma norma específica publicada pelo GAC em 2025.

Os registros emitidos anteriormente sob o Decreto nº 248 continuam válidos e não precisam ser refeitos pelos exportadores.

Armazéns refrigerados passam a exigir registro

Uma das alterações de maior impacto envolve as instalações estrangeiras de armazenamento a frio utilizadas para conservar alimentos de origem animal terrestre e produtos aquáticos antes do embarque para a China.

A partir de agora, esses estabelecimentos também deverão possuir registro junto às autoridades chinesas, ampliando o controle sobre toda a cadeia logística da exportação.

Registro obrigatório para categorias de maior risco

O novo regulamento mantém a exigência de recomendação oficial para 17 categorias consideradas de alto risco sanitário.

Nesse grupo estão produtos como carnes, lácteos, ovos, alimentos dietéticos especiais, óleos comestíveis, frutas secas e vegetais desidratados.

Para obter o registro, as empresas precisam apresentar relatório de inspeção e carta de recomendação emitidos pela autoridade competente do país de origem. Após essa etapa, a solicitação pode ser encaminhada ao GAC.

Já os fabricantes de alimentos enquadrados em categorias de menor risco poderão realizar a chamada autoaplicação, registrando-se diretamente no sistema eletrônico CIFER mediante envio da documentação exigida.

Renovação automática será regra para a maioria das empresas

Outra mudança relevante diz respeito à validade dos registros. O Decreto nº 280 estabelece que a maioria dos cadastros terá renovação automática ao final do período de cinco anos.

Caso não existam restrições regulatórias, o registro será prorrogado automaticamente por mais cinco anos, reduzindo a necessidade de novos processos administrativos.

No entanto, a medida não se aplica aos produtores de carne e derivados nem aos fabricantes de ninhos de pássaros comestíveis e seus produtos. Nesses casos, continuará sendo necessário solicitar a renovação formal entre três e doze meses antes do vencimento do registro.

Empresas que estejam sob processo de correção por não conformidade, tenham registros suspensos ou estejam localizadas em países sujeitos a restrições de importação também não poderão usufruir da renovação automática.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cheng Xin/Getty Images

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Comércio Exterior

Comércio exterior brasileiro avança mesmo diante de mudanças geopolíticas, afirma secretária do MDIC

A ampliação da presença do Brasil no mercado global e a busca por novos destinos comerciais foram temas centrais da participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante o painel “RELGOV 360º – O comércio exterior em ambiente de mudanças geopolíticas”. O debate ocorreu na última quinta-feira (28), em São Paulo, durante o IV Congresso Internacional do Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV).

Segundo a secretária, o país tem demonstrado capacidade de adaptação diante das transformações econômicas e políticas no cenário internacional. Ela destacou que 2025 foi marcado por resultados expressivos para o comércio exterior brasileiro, com recordes em diferentes indicadores.

Exportações brasileiras alcançam resultados históricos

De acordo com Tatiana Prazeres, o Brasil encerrou o ano com números inéditos no total de empresas exportadoras, volume de exportações brasileiras, corrente de comércio, vendas externas da indústria de transformação e desempenho em diversos mercados e produtos.

Para a secretária, esse resultado é fruto de uma combinação de fatores, como o aumento da demanda global por produtos nacionais, a existência de oportunidades ainda pouco exploradas no mercado internacional, a atuação rápida do governo na oferta de mecanismos de apoio e a capacidade das empresas brasileiras de responder às mudanças com agilidade.

Novo cenário exige atenção à geoeconomia

Durante o painel, Tatiana também ressaltou que a dinâmica do comércio internacional mudou significativamente nos últimos anos. Segundo ela, os profissionais da área precisam ir além do domínio técnico e ampliar o entendimento sobre temas ligados à geoeconomia e às estratégias adotadas por diferentes países.

A secretária observou que, atualmente, as decisões comerciais estão cada vez mais conectadas a questões estratégicas e geopolíticas, tornando essencial uma visão mais ampla das relações econômicas globais.

Acordos comerciais e missões empresariais ganham destaque

Também presente no debate, o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Floriano Pesaro, destacou a importância dos acordos comerciais firmados pelo país e das missões empresariais realizadas no exterior. Segundo ele, essas iniciativas contribuem para ampliar a diversificação das exportações e fortalecer a competitividade brasileira em novos mercados.

O painel reuniu especialistas, acadêmicos e profissionais da área de relações governamentais para discutir os impactos das transformações geopolíticas sobre o comércio, os investimentos e a atuação dos países na economia global.

Congresso debate política, geopolítica e desenvolvimento

Promovido pelo IRELGOV, o congresso reúne representantes dos setores público e privado, pesquisadores, estudantes, profissionais da comunicação e especialistas em relações governamentais. O objetivo é promover debates sobre temas relacionados à política, democracia, desenvolvimento econômico, geopolítica e governança.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: André Rosa/ IRELGOV

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Comércio Internacional

Acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá avança para fase decisiva das negociações

As negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá deram mais um passo importante rumo à conclusão. Na última semana, representantes do bloco sul-americano estiveram em Toronto para a décima rodada de discussões com autoridades canadenses, visando acelerar a finalização do tratado.

De acordo com o governo brasileiro, cinco capítulos do acordo já avançaram para a etapa final de negociação, indicando progresso significativo nas tratativas.

Além dos avanços registrados, novas reuniões técnicas estão previstas para as próximas semanas, com o objetivo de concluir os pontos pendentes e consolidar o entendimento entre as partes.

Relações econômicas mais próximas

As negociações haviam sido retomadas em outubro do ano passado e refletem o interesse mútuo de ampliar as relações comerciais e econômicas. A expectativa é que o futuro acordo contribua para fortalecer o comércio bilateral, ampliar oportunidades de negócios e incentivar uma maior integração produtiva entre os países do Mercosul e o Canadá.

Durante a rodada de negociações, grupos técnicos debateram temas estratégicos como comércio de bens, serviços financeiros, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas comerciais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e aspectos jurídicos e institucionais do tratado.

O ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, também participou das discussões ao se reunir com os negociadores-chefes do Mercosul. O encontro permitiu o alinhamento de expectativas e a troca de visões sobre os principais pontos em negociação.

Canadá representa mercado estratégico para exportações brasileiras

Com uma população de aproximadamente 41 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 2,2 trilhões, o Canadá figura entre os mercados mais relevantes para a expansão das exportações brasileiras. O país registra cerca de US$ 541 bilhões em importações por ano.

Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões. As vendas brasileiras para o mercado canadense somaram US$ 7,3 bilhões, representando crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior e estabelecendo um novo recorde histórico.

Com esse desempenho, o Canadá consolidou-se como o oitavo principal destino dos produtos brasileiros.

Entre os itens mais exportados pelo Brasil estão minérios de alumínio, cobre e níquel, além de açúcar, café, aeronaves e equipamentos voltados à engenharia civil.

Importações canadenses também registram crescimento

As compras brasileiras de produtos canadenses também apresentaram avanço em 2025. O volume importado atingiu US$ 3,1 bilhões, alta de 12,8% na comparação com o ano anterior.

Os principais produtos adquiridos pelo Brasil incluem fertilizantes, adubos, motores e máquinas não elétricas, aeronaves e medicamentos, setores considerados estratégicos para a economia nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes Rivera/Unsplash

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Exportação

Exportações de alta tecnologia avançam no Brasil, mas participação ainda é reduzida na pauta externa

As exportações de alta tecnologia registraram crescimento de 7,7% em 2025, porém continuam com uma presença modesta no comércio exterior brasileiro. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o segmento movimentou US$ 9,1 bilhões no período, representando apenas 2,7% de tudo o que o país vendeu ao exterior.

Em contraste, os produtos classificados como de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões em exportações, respondendo por 37,5% das vendas internacionais brasileiras.

Setor tecnológico ainda enfrenta desafios de competitividade

Levantamento elaborado a partir de informações da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) revela que as exportações de alta tecnologia permanecem cerca de 15 vezes menores do que aquelas de baixa intensidade tecnológica.

Para a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, o cenário evidencia um importante desafio para a indústria nacional. Segundo ela, o fortalecimento de setores de média-alta e alta tecnologia é fundamental para impulsionar um crescimento econômico mais qualificado.

A especialista destaca ainda que ampliar a participação desses segmentos contribui para a diversificação da pauta exportadora e para o fortalecimento da presença da indústria brasileira no mercado internacional.

Déficit comercial da indústria atinge nível recorde

O estudo também aponta que o aumento da demanda interna foi suprido, em grande parte, por produtos importados. Em 2025, o volume de importações cresceu 6,1%, enquanto a indústria de transformação encerrou o ano com déficit comercial de US$ 71,3 bilhões — o maior resultado negativo desde o início da série histórica, em 1997.

As compras externas do setor alcançaram US$ 259,7 bilhões, representando avanço de 8,6% na comparação anual. Entre os principais responsáveis por esse desempenho estão os segmentos de produtos químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores, que concentraram mais da metade das importações industriais.

Exportações industriais mantêm trajetória de crescimento

Mesmo diante do déficit recorde, as exportações da indústria brasileira apresentaram expansão de 3,7% em 2025, somando US$ 188,4 bilhões.

A participação da indústria de transformação no total exportado pelo país passou de 53,9% para 54,1%, mesmo em um cenário de queda de 1,7% nos preços internacionais dos produtos manufaturados.

Outro destaque foi o desempenho dos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que alcançaram participação recorde de 22,8% na pauta exportadora brasileira. O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas de alimentos industrializados e bebidas.

As exportações de carne bovina para a China também contribuíram para o avanço do setor. De acordo com o levantamento, os segmentos de alimentos, veículos automotores e metalurgia responderam por 58% das exportações industriais do país.

Estados Unidos seguem na liderança, enquanto China amplia compras

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. Ainda assim, as vendas para o mercado norte-americano recuaram 4,2%, totalizando US$ 30,2 bilhões.

Já a China aumentou em 19,4% suas compras de produtos industriais brasileiros, alcançando US$ 22 bilhões em 2025. O setor alimentício foi o principal responsável pela expansão dos embarques para o país asiático.

No fluxo inverso, os chineses continuaram liderando entre os fornecedores de bens industriais ao Brasil, com exportações de US$ 70,6 bilhões para o mercado brasileiro.

Argentina impulsiona exportações do setor automotivo

As vendas brasileiras para a Argentina apresentaram forte crescimento em 2025. O país vizinho importou US$ 18,1 bilhões em produtos brasileiros, avanço de 31,4% em relação ao ano anterior.

O principal motor desse desempenho foi o setor automotivo, que registrou aumento de 57,2% nas exportações. Veículos de passeio, caminhões e autopeças lideraram os embarques destinados ao mercado argentino.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Gecex aprova medidas para fortalecer exportações e reduzir impostos de importação

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou nesta quinta-feira (28) uma série de ações voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira, ao incentivo das exportações e à redução de custos para setores estratégicos da economia.

As medidas incluem novas modalidades de financiamento para empresas exportadoras, redução de tarifas de importação e decisões relacionadas à defesa comercial.

Novas medidas ampliam apoio às empresas exportadoras

Entre os principais anúncios está a modernização do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), mecanismo utilizado para facilitar o acesso das empresas a financiamentos com garantia da União.

Com a mudança, exportadores de todos os portes poderão obter crédito para a fase de produção em condições mais competitivas. A iniciativa busca ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado internacional e reduzir riscos nas operações de comércio exterior.

Uma das novidades é a criação de uma modalidade do SCE voltada para operações de pré-embarque, permitindo financiamentos com prazos entre 180 dias e cinco anos. Em casos específicos, como no setor de defesa, o período poderá ser ainda maior.

Micro e pequenas empresas terão novo acesso ao crédito

Outra medida aprovada pelo Gecex cria uma linha de seguro destinada ao fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

A proposta permitirá cobertura para operações de crédito direto, incluindo capital de giro, investimentos e expansão da produção. O objetivo é incentivar a internacionalização dos pequenos negócios e ampliar sua competitividade no comércio exterior.

Segundo o colegiado, o conjunto de medidas pretende ampliar o financiamento às exportações e estimular a entrada de empresas brasileiras em novos mercados globais.

Governo reduz imposto de importação de 370 produtos

Na área tarifária, o Gecex autorizou a redução do imposto de importação para cerca de 370 produtos. A maior parte das medidas envolve concessões temporárias de ex-tarifários para bens de capital, informática e telecomunicações sem fabricação equivalente no Brasil.

Também tiveram alíquota zerada medicamentos utilizados em tratamentos médicos, quimioterapia e rinite alérgica, além de componentes de fórmulas infantis e insumos destinados às indústrias química e eletroeletrônica.

Setor siderúrgico mantém proteção contra importações

Ao mesmo tempo, o governo decidiu renovar a elevação tarifária para 19 produtos de aço e incluir mais um item na Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais.

A medida vem sendo aplicada desde 2024 com o objetivo de conter o aumento das importações de aço e proteger a indústria siderúrgica nacional diante da concorrência externa.

Gecex suspende aplicação de medidas antidumping

Na área de defesa comercial, o colegiado aprovou direitos antidumping para produtos importados, mas decidiu suspender imediatamente a aplicação em alguns casos por interesse público.

A decisão envolve importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, além de fios de náilon, fios de poliéster e malhas de poliéster originários da China.

Segundo o Gecex, a suspensão cautelar ocorrerá enquanto são realizadas análises sobre os possíveis impactos econômicos da aplicação das tarifas antidumping.

Já no caso do pirofosfato ácido de sódio (SAPP), foram mantidos os direitos antidumping para empresas do Canadá e dos Estados Unidos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Comércio

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Importação

Mercosul e União Europeia: Receita atualiza regras de importação no Siscomex

A Receita Federal anunciou alterações nos anexos da Notícia Siscomex Importação nº 35/2026, relacionada à implementação do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia.

As mudanças envolvem documentos utilizados no registro de operações de importação por meio da Declaração de Importação (DI) no Siscomex.

Atualização envolve códigos NCM e EX tarifários

De acordo com o comunicado oficial, foram revisados os anexos que tratam da lista de NCMs aplicáveis ao acordo comercial firmado entre os dois blocos econômicos.

Também houve atualização na planilha de códigos EX vinculados às NCMs, utilizada em operações específicas de comércio exterior.

As alterações têm como objetivo ajustar informações técnicas e consolidar dados encaminhados pelos órgãos responsáveis pela implementação do acordo.

Operadores devem observar novas versões dos anexos

A Receita Federal orienta que importadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior utilizem obrigatoriamente as versões atualizadas dos documentos.

A recomendação vale para registros realizados no Siscomex Importação, incluindo processos de Licença de Importação (LI) e Declaração de Importação (DI).

O órgão destaca ainda a importância da correta indicação dos códigos EX associados às NCMs contempladas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia.

Demais regras permanecem inalteradas

Segundo a Receita Federal, as demais disposições previstas na Notícia Siscomex Importação nº 35/2026 continuam válidas e sem modificações.

O Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia foi internalizado no Brasil por meio do Decreto nº 12.953, publicado em 28 de abril de 2026.

A expectativa do governo é que o acordo contribua para ampliar o fluxo comercial entre os países membros, reduzir barreiras tarifárias e fortalecer as operações de importação e exportação.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Sebrae de Notícias

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