Logística

Fretes marítimos globais: novas alianças redefinem rotas e trazem estabilidade ao setor

O mercado de fretes marítimos globais passa por uma fase de mudanças estruturais impulsionadas pela reorganização das principais alianças internacionais de navegação. A implementação de acordos como a Gemini Cooperation vem exigindo uma reformulação das rotas comerciais mais relevantes do planeta. Esse movimento busca equilibrar oferta e demanda em meio a um cenário de instabilidade econômica global.

Reorganização das alianças estratégicas

As grandes companhias marítimas indicam que a nova configuração de serviços avança em direção a uma operação mais eficiente, baseada em uma gestão de frota centralizada. A expectativa é que, até o segundo semestre de 2026, os fretes marítimos globais alcancem um ponto de equilíbrio mais consistente.

Esse cenário tende a favorecer o planejamento de importadores, garantindo maior previsibilidade na disponibilidade de espaço em navios de grande porte. Além disso, a tendência é de redução nas cancelamentos inesperados de escalas, um problema recorrente nos últimos anos.

Eficiência operacional e avanço tecnológico

A busca por maior estabilidade não se limita ao ajuste de capacidade. O setor também amplia investimentos em digitalização logística, com foco em tecnologias de rastreamento e no uso de combustíveis sustentáveis.

Outro ponto em análise é a adoção de contratos de longo prazo, que reduzam a dependência do mercado spot. Com isso, empresas ganham mais segurança para projetar custos, diminuindo impactos de variações nos preços e encargos como o combustível, além de ampliar a transparência nas operações.

Impactos no mercado de contêineres

A tendência de estabilização dos fretes marítimos globais traz efeitos positivos para toda a cadeia logística. Portos de transbordo e zonas francas, altamente dependentes da conectividade marítima, devem se beneficiar com operações mais regulares.

Espera-se também maior fluidez no comércio de bens de consumo e matérias-primas, permitindo que embarcadores retomem pedidos com menor exposição a riscos financeiros. Nesse contexto, o desempenho dos fretes marítimos segue como um importante indicador da saúde do comércio exterior.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Porto de Rio Grande lidera movimentação no RS e atrai novos investimentos bilionários

O Porto de Rio Grande responde por cerca de 85% de toda a movimentação portuária do Rio Grande do Sul, consolidando o município como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. O desempenho recente, somado a uma carteira robusta de projetos, indica um novo ciclo de expansão econômica na região.

Integrado ao porto, o Distrito Industrial abriga atualmente 54 empresas, sendo que aproximadamente 39% estão ligadas ao agronegócio. O espaço reúne indústrias químicas, alimentícias e do setor naval, o que contribui para a diversificação e fortalecimento da atividade econômica local.

Crescimento na movimentação reforça protagonismo logístico

O avanço da produção estadual tem impulsionado o aumento da movimentação de cargas. Apenas em janeiro deste ano, o porto registrou 2,8 milhões de toneladas operadas, distribuídas em 226 embarcações.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a movimentação de contêineres apresentou alta de 41,26%, evidenciando a expansão das operações. No acumulado recente, o volume total já ultrapassa 46 milhões de toneladas, considerando tanto cargas a granel quanto conteinerizadas.

Os números abrangem operações do porto público, terminais arrendados e instalações privadas, incluindo grandes players industriais e logísticos.

Comércio exterior amplia relevância internacional

No cenário global, o complexo mantém forte presença no comércio exterior. Em janeiro de 2026, as importações chegaram a 665 mil toneladas, com destaque para parceiros como China, Argentina e Alemanha.

Já as exportações somaram 1,4 milhão de toneladas, tendo como principais destinos países da Ásia e Europa, como Indonésia, Bangladesh, Coreia do Sul, Vietnã e França. Esse fluxo reforça a importância do porto na cadeia logística internacional.

Novos investimentos impulsionam expansão econômica

O protagonismo do porto tem atraído aportes significativos. Um dos destaques é o novo terminal portuário voltado à exportação de celulose, parte de um pacote de cerca de R$ 27 bilhões em investimentos no estado.

O projeto, desenvolvido por meio de parceria entre empresas do setor, prevê investimento superior a R$ 1,5 bilhão e ainda está em fase de licenciamento ambiental. As obras devem começar no fim de 2026, com conclusão prevista para 2028.

A expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos durante a construção, além de centenas de vagas diretas e indiretas na fase operacional, podendo alcançar até 5 mil postos quando a produção estiver em pleno funcionamento.

Infraestrutura e localização favorecem novos negócios

A combinação de infraestrutura logística e localização estratégica é apontada como um dos principais diferenciais do Porto de Rio Grande. O complexo conta com acesso rodoviário, ferroviário e hidroviário, além de áreas disponíveis para expansão.

A administração municipal também atua para facilitar a chegada de novos empreendimentos, com foco na agilização de processos e estímulo ao desenvolvimento econômico.

Transição energética abre nova frente industrial

Outro projeto relevante é a conversão da Refinaria Riograndense em uma biorrefinaria, com investimento estimado em US$ 1 bilhão. A iniciativa deve posicionar o município como referência na produção de combustíveis renováveis na América Latina.

A unidade passará a utilizar matérias-primas como soja, canola e resíduos oleosos, deixando de lado os combustíveis fósseis. A modernização deve fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a competitividade do setor energético regional.

Novo ciclo de desenvolvimento regional

A soma de investimentos em logística, indústria e energia sinaliza uma transformação no perfil econômico da cidade. O foco vai além da infraestrutura, buscando atrair empresas, aumentar a competitividade e gerar empregos.

Com base em integração logística, diversificação produtiva e novos projetos estratégicos, o Porto de Rio Grande reforça sua posição como um dos principais motores econômicos do estado e do país.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Jatahy / Jp produtora audiovisual/Portos RS

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Comércio Exterior

Sigraweb automatiza gestão aduaneira e facilita adaptação à DUIMP no comércio exterior

A digitalização dos processos no comércio exterior brasileiro tem transformado a atuação de despachantes aduaneiros e comissárias de despacho. Nesse cenário de modernização, a Sigraweb surge como uma plataforma estratégica para a gestão aduaneira, reunindo automação, integração com sistemas oficiais e controle em tempo real das operações.

A ferramenta foi desenvolvida para centralizar as rotinas operacionais do despacho aduaneiro em um ambiente totalmente online, permitindo o gerenciamento completo de processos de importação e exportação, desde a organização documental até o acompanhamento das etapas de registro e liberação de cargas.

Plataforma de gestão aduaneira traz mais eficiência ao despacho

Com a automatização de tarefas repetitivas — como preenchimento de informações e cruzamento de dados — a plataforma reduz falhas humanas e diminui o tempo dedicado a atividades operacionais, um dos principais gargalos na rotina dos profissionais da área.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb, a empresa acompanha há anos o processo de modernização do comércio exterior brasileiro e investiu antecipadamente na integração com os sistemas do governo. “Em 2017, o Sigraweb foi pioneiro ao implementar a integração com a DUE, permitindo que comissários de despacho e exportadores utilizassem o sistema para confeccionar as declarações com mais agilidade. Desde então acompanhamos todas as mudanças do Portal Único”, explica.

De acordo com ele, o desenvolvimento da integração completa com a nova declaração foi concluído por volta de 2024 e o sistema vem sendo aperfeiçoado desde então. “Hoje o Sigraweb já possui todo o ciclo da DUIMP integrado. O sistema amadureceu ao longo dos anos e, em 2026, se consolidou como um grande aliado do despachante nesse processo de transição da DI para a DUIMP”, afirma.

Automação e integração com sistemas oficiais

Um dos principais diferenciais da plataforma é justamente a conectividade com sistemas governamentais utilizados nas operações de comércio exterior, como o Portal Único. Essa integração elimina retrabalho, evita digitação duplicada e mantém os dados sincronizados entre os sistemas.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, esse preparo tecnológico também tem reduzido o impacto da mudança para os profissionais que utilizam a plataforma.  “Temos observado muitos despachantes migrando para o Sigraweb porque alguns sistemas ainda não estão totalmente preparados para essa nova realidade. Os nossos clientes, felizmente, tiveram uma curva de aprendizado muito curta para fazer essa transição com menos impacto possível”, destaca.

Além da integração, a tecnologia também permite o monitoramento automático das etapas dos processos, oferecendo atualizações em tempo real sobre registros, exigências e liberações de cargas.

Gestão estratégica e controle financeiro

A Sigraweb também incorpora ferramentas de gestão administrativa e financeira, com relatórios, indicadores de desempenho e controle de prazos e custos operacionais.

Com isso, o despachante aduaneiro passa a ter uma visão mais estratégica do negócio, acompanhando a produtividade da equipe e o andamento das operações em um único ambiente digital.

Transformação digital no comércio exterior

Com foco em eficiência, organização e redução de riscos operacionais, a plataforma se posiciona como uma solução voltada à modernização da gestão aduaneira no Brasil.

Ao combinar automação, integração tecnológica e inteligência de dados, a Sigraweb contribui para que despachantes aduaneiros atuem de forma mais ágil, segura e competitiva em um mercado cada vez mais dinâmico e digital.

TEXTO: Redação ReConecta News
IMAGEM: Giovana Santos/ReConecta News

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Logística

Corredor logístico para o Pacífico impulsiona parceria entre Mato Grosso e Paraguai

Uma articulação entre Mato Grosso e Paraguai começou a ganhar forma com foco na ampliação das rotas de exportação e no fortalecimento da cooperação no agronegócio. Em reunião realizada nesta terça-feira (17), em Cuiabá, representantes do setor produtivo discutiram alternativas para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade regional.

Estratégia para reduzir custos de exportação

O encontro reuniu integrantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e o senador paraguaio Enrique Salyn Buzarquis. Entre os principais temas debatidos esteve a criação de um corredor logístico para o Pacífico, com հնարավոր instalação de um centro de distribuição em território paraguaio.

A proposta busca encurtar distâncias e baratear o frete para mercados asiáticos — destino relevante para a produção agrícola brasileira. A melhoria da logística de exportação é considerada essencial para garantir maior eficiência no escoamento da safra.

Competitividade e ambiente de negócios

Durante o diálogo, também foram destacados fatores que aumentam a atratividade do Paraguai, como a estrutura tributária simplificada e a autossuficiência energética. Esses elementos vêm despertando o interesse de produtores brasileiros que buscam alternativas para expandir operações.

Dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reforçam o peso econômico de Mato Grosso. O estado responde por 56% do seu PIB com o agronegócio, além de representar cerca de 12% da produção global de soja. Atualmente, 42% do saldo da balança comercial brasileira está ligado à produção mato-grossense.

Intercâmbio tecnológico e fortalecimento do agro

Além da logística, a parceria prevê troca de experiências e conhecimento técnico. O Paraguai demonstra interesse em adaptar modelos de inteligência de mercado e mobilização do setor produtivo utilizados em Mato Grosso.

Segundo o senador Enrique Salyn Buzarquis, a proximidade geográfica pode se transformar em ganhos concretos de eficiência. A ideia é aproximar produtores paraguaios da estrutura e da atuação institucional da Famato.

Parceria de longo prazo

Para representantes da federação, a iniciativa reforça a necessidade de diversificar rotas e ampliar conexões internacionais. A avaliação é de que há espaço para consolidar uma cooperação duradoura, com benefícios mútuos.

A expectativa é que o diálogo evolua para ações práticas, com impacto direto no campo, por meio da troca de informações, experiências e soluções voltadas ao aumento da produtividade e competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Famato

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Greve

Greve dos caminhoneiros: paralisação é confirmada em Itajaí e deve impactar portos de Santa Catarina

A mobilização dos caminhoneiros ganhou força no litoral catarinense e já tem data para começar. Em Itajaí e cidades portuárias da região, a paralisação foi confirmada por lideranças da categoria e deve impactar diretamente a logística dos portos.

Paralisação começa em Itajaí nesta quinta-feira

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a paralisação está confirmada para quinta-feira (19), com início previsto ao meio-dia. O primeiro ponto de concentração será o posto Dalçóquio, em Itajaí, e a mobilização deve se espalhar para outros pontos estratégicos ao longo do dia.

A expectativa é de adesão significativa, especialmente entre caminhoneiros autônomos que atuam diretamente no transporte de cargas para os portos da região.

Região portuária no centro da mobilização

A paralisação envolve profissionais que atendem o complexo portuário de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba — uma das principais rotas logísticas do Sul do Brasil.

Segundo informações do jornal Diarinho, a adesão ao movimento foi definida em reunião realizada no próprio posto Dalçóquio, com a participação de cerca de 200 motoristas. A assembleia foi realizada na terça-feira (17) por iniciativa da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga e do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac). Na região, estima-se que haja aproximadamente 3 mil caminhoneiros autônomos. A expectativa inicial é de adesão entre 60% e 70%.

Ainda conforme o Diarinho, os trabalhadores também destacam dificuldades operacionais no Porto de Itajaí, como:

  • longas filas para carga e descarga;
  • falta de estrutura para parada;
  • condições precárias durante o tempo de espera das operações.

Diesel alto e frete defasado são os principais gatilhos

Segundo Vanderlei de Oliveira, o “gatilho” do movimento está diretamente ligado ao combustível, além da falta de atualização dos valores de frete por parte da ANTT, o que pressiona ainda mais a renda dos motoristas.

Dados citados pelo Diarinho apontam que o diesel chegou a uma média de R$ 6,80, após alta de quase 12% em poucos dias, agravando o cenário para os autônomos.

A categoria também reivindica:

  • cumprimento da tabela mínima de frete;
  • reajustes compatíveis com os custos operacionais;
  • melhores condições de trabalho nos portos.

Efeito pode atingir toda a cadeia logística

Com a forte dependência do transporte rodoviário para escoamento de cargas, a paralisação pode gerar impactos relevantes na operação dos portos catarinenses.

A interrupção no fluxo de caminhões tende a afetar:

  • exportações e importações;
  • abastecimento de indústrias;
  • prazos logísticos em toda a região Sul.

Por se tratar de cidades com forte atividade portuária, como Itajaí e Navegantes, o impacto pode ser sentido rapidamente.

Cenário nacional ainda está em definição

Em nível nacional, a greve ainda depende de alinhamento entre entidades e sindicatos. Lideranças de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul já sinalizaram apoio à paralisação, especialmente após reunião no Porto de Santos.

Há indicativos de que o movimento pode ganhar escala nacional, mas a adesão ainda não é total. Novas reuniões estão em andamento para unificar as pautas e definir os próximos passos.

O governo federal acompanha a situação e tenta avançar em medidas para conter a mobilização, principalmente diante do risco de desabastecimento.

O que esperar

Com a paralisação confirmada em Itajaí e região portuária de Santa Catarina, o foco agora está na adesão da categoria e na possibilidade de ampliação do movimento.

Caso haja alinhamento nacional, a greve pode ultrapassar o cenário regional e se transformar em uma nova paralisação de grande impacto no país.

Fontes: Diarinho; Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac); ANTC; lideranças do setor.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Divulgação ANTC

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março

A balança comercial do Brasil apresentou superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março de 2026, resultado impulsionado pelo volume de exportações superior ao de importações no período.

Entre os dias analisados, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 12,8 bilhões. As exportações totalizaram US$ 7,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, garantindo o saldo positivo.

Acumulado do mês e do ano

No acumulado de março, o país registra exportações de US$ 14,7 bilhões e importações de US$ 10,8 bilhões. O saldo positivo chega a US$ 3,9 bilhões, com corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões.

Já no acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 65,6 bilhões, frente a US$ 53,7 bilhões em importações. O superávit no ano alcança US$ 11,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio atinge US$ 119,4 bilhões.

Desempenho em relação a 2025

Na comparação com março de 2025, houve retração nas médias diárias. As exportações caíram 2,7%, passando de US$ 1,512 bilhão para US$ 1,471 bilhão. Já as importações recuaram 1,9%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,083 bilhão.

A corrente de comércio também apresentou queda de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A média diária ficou em US$ 2,554 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 386,72 milhões.

Exportações por setor

O desempenho dos setores exportadores foi desigual no período analisado. A Indústria Extrativa apresentou crescimento de 19,2%, com aumento médio diário de US$ 54,55 milhões.

Por outro lado, a Agropecuária registrou queda de 9,8%, enquanto a Indústria de Transformação teve recuo de 7,0% nas exportações.

Importações por setor

Nas importações, a Indústria Extrativa também teve destaque positivo, com alta de 17,1% na média diária.

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda de 21,3% nas compras externas, e a Indústria de Transformação registrou recuo de 2,2%.

Panorama geral

Os dados indicam uma leve desaceleração no comércio exterior brasileiro em relação ao ano anterior, apesar da manutenção do superávit comercial. O desempenho reforça a importância da balança comercial para o equilíbrio das contas externas do país.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Portos

Portos brasileiros movimentam 104 milhões de toneladas em janeiro e registram crescimento de 12,8%

O setor portuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando 104 milhões de toneladas movimentadas em janeiro, alta de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária no país.

Portos públicos e privados em destaque

Nos Portos Públicos, a movimentação chegou a 35,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,3% em relação a janeiro de 2025. O Porto de Santarém (PA) se destacou com crescimento expressivo de 156,3%, movimentando 1,6 milhão de toneladas.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram crescimento de 14,1%, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), com movimentação de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os números refletem o avanço da infraestrutura e da capacidade operacional dos terminais brasileiros. “O setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão. Os dados evidenciam a melhoria dos nossos terminais e reforçam a logística nacional”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento é resultado de políticas públicas, concessões e arrendamentos realizados pelo Ministério de Portos, que têm atraído investimentos e aumentado a eficiência logística do país.

Crescimento na navegação de longo curso e cabotagem

A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, alta de 11% em relação a janeiro de 2025. Já a cabotagem, transporte entre portos nacionais, registrou aumento de 15%, com 20,2 milhões de toneladas, reforçando seu papel estratégico na logística interna, reduzindo custos e impactos ambientais.

Movimentação por tipo de carga

  • Granéis líquidos (petróleo, derivados e produtos químicos): alta de 29,7%, totalizando 31,2 milhões de toneladas.
  • Granéis sólidos (soja, milho, minério de ferro e fertilizantes): crescimento de 10,4%, com 54,7 milhões de toneladas.
  • Cargas conteinerizadas: aumento de 1,9%, movimentando 13,2 milhões de toneladas.
  • Carga geral solta (produtos industrializados, veículos e mercadorias diversas): queda de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas.

Entre as mercadorias mais movimentadas, o óleo bruto de petróleo liderou com 21,4 milhões de toneladas (+37,6%), seguido da soja com 4,0 milhões de toneladas (+114,3%) e o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas (+31,3%).

Impacto para a economia brasileira

O crescimento da movimentação portuária reflete não apenas o aumento das exportações, mas também o fortalecimento da infraestrutura logística do país. O desempenho dos portos é estratégico para o comércio exterior, para o escoamento da produção agrícola e industrial e para a competitividade do Brasil no mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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