Portos

Expansão do Porto de Paranaguá impulsiona logística e demanda por armazenagem

O Porto de Paranaguá atravessa uma fase de modernização que promete ampliar sua relevância no cenário logístico nacional. Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos firmou parceria com o grupo chinês CMPort para investir mais de R$ 1,5 bilhão na ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

A iniciativa prevê melhorias operacionais e aumento da capacidade de armazenagem, posicionando o terminal como um dos mais estratégicos do Brasil no comércio exterior.

Canal da Galheta terá ampliação e novos investimentos

Outro destaque da expansão envolve o aprofundamento do Canal da Galheta, essencial para o acesso de embarcações ao porto. O projeto será conduzido por um consórcio que reúne a FTS Participações Societárias e as belgas Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, com previsão de investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de cinco anos.

Com a obra, o calado será ampliado para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e elevando a competitividade internacional do porto.

Porto lidera exportações e diversifica cargas

Reconhecido como o maior corredor global de exportação de carne de frango — responsável por 49% do volume nacional embarcado —, o porto movimenta uma ampla variedade de cargas, como soja em grãos, farelo de soja, milho, açúcar, fertilizantes, derivados de petróleo, etanol e veículos.

A expansão tende a intensificar o fluxo logístico e gerar novas demandas por soluções mais eficientes de armazenagem.

Galpões lonados ganham espaço no setor logístico

Com o aumento da movimentação, cresce a busca por alternativas ágeis e econômicas de armazenamento. Nesse contexto, os galpões lonados se destacam por oferecer montagem rápida, flexibilidade e custo reduzido em comparação às estruturas tradicionais.

Além disso, esse modelo permite contratos personalizados e por períodos variados, atendendo diferentes perfis de demanda. A estrutura modular também facilita ampliações ou reduções conforme a necessidade operacional.

Mercado logístico mantém ritmo de crescimento

O desempenho do setor logístico no Brasil reforça esse cenário positivo. Dados da JLL indicam que 2025 registrou quase 3 milhões de metros quadrados em novos estoques logísticos, com taxa de vacância de 7,7% — a menor da série histórica.

Esse dinamismo reflete uma base diversificada de clientes, que inclui segmentos como agronegócio, indústria química, têxtil, papel e celulose e automotivo.

Perspectivas apontam consolidação como hub logístico

Com a combinação de investimentos em infraestrutura e crescimento da demanda, o Porto de Paranaguá deve se consolidar como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A tendência é de fortalecimento das operações e ampliação das oportunidades para empresas ligadas à cadeia logística e industrial.

A expectativa do setor é que soluções flexíveis de armazenagem acompanhem esse avanço, atendendo às novas exigências do mercado de forma ágil e eficiente.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GM Tendas Galpões / DINO

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Eventos

RêConecta consolida estande como hub de diálogo e negócios na Intermodal 2026

No segundo dia da Intermodal South America 2026, o estande do RêConecta consolidou ainda mais seu papel como ponto estratégico de encontros, diálogos e conexões que movimentam o setor logístico nacional. Um dos grandes destaques da programação foi o Connect Cast – o Podcast do RêConecta News – que recebeu autoridades e lideranças diretamente envolvidas no desenvolvimento portuário e econômico do país.

Entre os participantes, estiveram o prefeito de Itajaí, Robison Coelho, e o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Rodrigo Bonfanti Campos. A presença das lideranças reforça o protagonismo de Itajaí no cenário logístico brasileiro e evidencia o esforço conjunto para atrair investimentos e fortalecer a competitividade da região.

Durante as conversas no Connect Cast, foram abordados temas como infraestrutura, inovação, desburocratização e o papel estratégico dos portos no crescimento econômico. Itajaí, que já é referência no setor, foi destacada como um hub logístico em expansão, com potencial para ampliar ainda mais sua relevância no comércio exterior.

O espaço também recebeu representantes de importantes instituições do setor, como a CODEBA – Companhia Docas do Estado da Bahia, que administra o Porto de Itajaí; o diretor-superintendente da Portonave, além de outras lideranças ligadas à cadeia logística e portuária. A diversidade de vozes trouxe uma visão ampla sobre os desafios e oportunidades do segmento. “Quando a gente fala de conexão são temas que estão  acontecendo e que estão fazendo o girar o comércio extertior”, fala Roberto Raya — engenheiro, especialista em classificação fiscal de mercadorias e perito da Receita Federal e da Justiça Federal da 3ª Região.

Setor em movimento

Durante o 4º Interlog Summit, congresso realizado durante a Intermodal, um dos temas em destaque foi justamente a estrutura portuária. O evento refletiu um momento estratégico de expansão, impulsionado por projetos estruturantes como o Tecon Santos 10, apresentado por Anderson Pomini, que prevê a ampliação da capacidade do Porto de Santos em 3,5 milhões de TEUs por ano. Esse movimento acompanha uma tendência nacional de modernização portuária.

Além de Santos, foram anunciados investimentos relevantes do TCP Paranaguá, da APM Terminals em Suape, da Portonave em Santa Catarina, além da expansão do Porto de Imbituba e dos avanços da CS Portos no Porto de Aratu. Juntos, esses projetos evidenciam um novo ciclo de crescimento baseado em ganho de escala, eficiência operacional e integração logística, temas que dominaram as conversas e reforçaram o papel da Intermodal como vitrine das transformações que estão redesenhando o setor portuário brasileiro. (Fonte: Assessoria de imprensa Intermodal)

O Estande G100

Com um estande compartilhado entre empresas parceiras, o ambiente foi pensado para ir além da exposição de marcas. A proposta foi criar um ecossistema vivo, onde ideias circulam, experiências são trocadas e novas oportunidades surgem a partir do diálogo. A convivência entre diferentes players no mesmo espaço fortaleceu o senso de comunidade e colaboração, pilares fundamentais do ReConecta.

Neste ano as empresas parceiras do ReConecta são: BWIN TECH, Sigraweb, CDI Terminais, Wolff Cargo, Multimodal Nordeste, Bytes&Cargas, Esteiras Motorizadas, Grupo MEX, NAC e Ebony, além do apoio institucional do IBI – Instituto Brasileiro de Infraestrutura e Global Trade Summit. O ReCnecta News também é parceiros da Shcryver Logistics, Fróes Trade e DAS – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina, que estão com estande próprio em outros pontos da feira.

A Intermodal

A Intermodal South America 2026 é a maior feira de comércio exterior, logística e transporte da América Latina. A feira reúne anualmente empresas nacionais e internacionais, fornecedores de soluções, operadores logísticos e representantes institucionais para apresentação de tecnologias, serviços e tendências do mercado. A edição de 2026 ocorre no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Com uma programação intensa e cheia de encontros significativos, o primeiro dia da Intermodal 2026 mostrou que, quando o foco está nas pessoas, as conexões acontecem de forma natural — e os resultados vão muito além do esperado.

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Eventos

A importância das conexões: ReConecta leva estúdio do Connect Cast para dentro da Intermodal 2026

O primeiro dia da Intermodal 2026 já deixou claro o tom desta edição: mais do que negócios, o evento se consolidou como um espaço de conexões verdadeiras. No estande G100, o ReConecta News protagonizou momentos de troca, networking e aproximação entre pessoas, reforçando o propósito que guia o projeto neste ano — valorizar o relacionamento humano como peça central do desenvolvimento do setor.

Com um estande compartilhado entre empresas parceiras, o ambiente foi pensado para ir além da exposição de marcas. A proposta foi criar um ecossistema vivo, onde ideias circulam, experiências são trocadas e novas oportunidades surgem a partir do diálogo. A convivência entre diferentes players no mesmo espaço fortaleceu o senso de comunidade e colaboração, pilares fundamentais do ReConecta.

Neste ano as empresas parceiras do ReConecta são: BWIN TECH, Sigraweb, CDI Terminais, Wolff Cargo, Multimodal Nordeste, Bytes&Cargas, Esteiras Motorizadas, Grupo MEX, NAC e Ebony, além do apoio institucional do IBI – Instituto Brasileiro de Infraestrutura e Global Trade Summit. O ReCnecta News também é parceiros da Shcryver Logistics, Fróes Trade e DAS – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina, que estão com estande próprio em outros pontos da feira.

Connect Cast

O grande destaque do dia foi a gravação ao vivo do Connect Cast diretamente da feira, no estúdio montado especialmente para o evento. A iniciativa trouxe ainda mais dinamismo ao estande, transformando o espaço em um verdadeiro ponto de encontro para conversas relevantes, histórias inspiradoras e debates sobre o presente e o futuro do setor. Mais do que conteúdo, o podcast evidenciou a força das conexões humanas — aquelas que acontecem no olhar, na escuta e na troca genuína entre pessoas.

Essa escolha reforça o conceito defendido pelo ReConecta em 2026: tecnologia, inovação e negócios são essenciais, mas são as pessoas que constroem pontes, geram confiança e impulsionam transformações reais. “Trazer o Connect Cast para dentro da Intermodal foi uma escolha muito intencional. A gente acredita que as grandes transformações do nosso setor começam nas conversas, nas trocas reais entre pessoas. Estar aqui, ao vivo, dentro da feira, é justamente materializar isso — dar voz às histórias, às experiências e às conexões que fazem tudo acontecer. Mais do que conteúdo, o Connect Cast aqui no estande é sobre relacionamento, sobre proximidade e sobre fortalecer esse ecossistema que a gente acredita tanto”, fala Renata Palmeira, CEO do ReConecta News.

Ao longo do dia, o estande G100 recebeu visitantes, parceiros e convidados que vivenciaram na prática essa proposta, tornando o espaço um dos pontos mais movimentados e engajados da feira.

Experiência

Pela segunda vez na Intermodal, a Sigraweb chega ainda mais conectada ao propósito do evento. Nesta edição, a empresa participa pela primeira vez do estande compartilhado, vivenciando de forma mais próxima a proposta de colaboração e integração entre os players do setor. A experiência tem reforçado a importância de estar junto, trocar ideias e construir relações sólidas, mostrando que o crescimento acontece de forma ainda mais potente quando é coletivo. “Nesse ano nós estamos aqui no estande do ReConecta, bem no centro do evento e esse primeiro dia já foi muito positivo. Conseguimos nos conectar com os parceiros e firmar conexões para novas parcerias. Está sendo muito positivo pra gente,” fala Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb.

A Intermodal

A Intermodal South America 2026 é a maior feira de comércio exterior, logística e transporte da América Latina. A feira reúne anualmente empresas nacionais e internacionais, fornecedores de soluções, operadores logísticos e representantes institucionais para apresentação de tecnologias, serviços e tendências do mercado. A edição de 2026 ocorre no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Com uma programação intensa e cheia de encontros significativos, o primeiro dia da Intermodal 2026 mostrou que, quando o foco está nas pessoas, as conexões acontecem de forma natural — e os resultados vão muito além do esperado.

TEXTO: ReConecta News

IMAGENS: Giovana Santos

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Logística

Navegação brasileira cresce em fevereiro e impulsiona comércio e logística

A navegação brasileira apresentou crescimento em fevereiro, reforçando o papel estratégico do setor para o comércio exterior e a economia nacional. Ao todo, foram movimentadas 101 milhões de toneladas, volume 3,78% superior ao registrado no mesmo período anterior.

O resultado indica avanço na capacidade logística do país e maior dinamismo nas operações portuárias.

Terminais privados lideram expansão

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) tiveram desempenho de destaque, com movimentação de 67,7 milhões de toneladas — alta de 8,9%. O crescimento reflete o impacto dos investimentos privados e da modernização das operações no setor portuário.

Portos regionais ganham protagonismo

Entre os principais destaques, o Porto de Suape, em Pernambuco, registrou crescimento de 19,3%, com 2,1 milhões de toneladas movimentadas.

Já o terminal marítimo de Ponta Ubu, no Espírito Santo, apresentou expansão expressiva de 83%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Os números evidenciam o potencial logístico de regiões estratégicas para o escoamento de cargas.

Longo curso e cabotagem avançam

A navegação de longo curso, fundamental para o comércio internacional, movimentou 69,1 milhões de toneladas, com alta de 3,6%.

A cabotagem, responsável pelo transporte entre portos nacionais, também registrou crescimento relevante de 8,2%, totalizando 24,5 milhões de toneladas.

Tipos de carga mostram desempenho positivo

O avanço da movimentação foi impulsionado principalmente por alguns segmentos:

  • Granel líquido: alta de 11,2%, chegando a 26,9 milhões de toneladas
  • Carga conteinerizada: crescimento de 10,2%, com 12,4 milhões de toneladas
  • Movimentação em TEUs: avanço de 14,1%, somando 1,2 milhão de unidades
  • Granel sólido: leve alta de 0,2%, com 57 milhões de toneladas

Mercadorias específicas impulsionam resultados

Alguns produtos registraram crescimento expressivo na movimentação:

  • Carvão mineral: alta de 48,8% (1,6 milhão de toneladas)
  • Sal: aumento de 39,1% (741 mil toneladas)
  • Petróleo bruto: crescimento de 16,2% (17,7 milhões de toneladas)

Investimentos fortalecem infraestrutura logística

O desempenho positivo é atribuído ao avanço de projetos de modernização e à ampliação da infraestrutura portuária brasileira. A estratégia inclui maior integração entre modais e estímulo à participação do setor privado.

A tendência é que o setor continue sendo um dos pilares para o crescimento econômico, geração de empregos e aumento da competitividade do país no cenário global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Comércio Exterior

Raízes Comex oferece 400 vagas gratuitas em cursos de comércio exterior para pessoas negras em 2026

O Programa Raízes Comex vai disponibilizar 400 vagas gratuitas em cursos de comércio exterior em 2026. A iniciativa é resultado da parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Senac, com foco na qualificação profissional e na ampliação da diversidade no setor.

A formação será para Assistente de Serviços em Comércio Exterior, com o objetivo de impulsionar a empregabilidade e promover inclusão produtiva.

Cursos presenciais em diversas cidades do país

As aulas serão realizadas no formato presencial em dez cidades brasileiras:

  • Salvador (BA)
  • Recife (PE)
  • Paranaguá (PR)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • São Paulo (SP)
  • Campinas (SP)
  • Itajaí (SC)
  • Uberlândia (MG)
  • Belém (PA)
  • Goiânia (GO)

A distribuição amplia o alcance do programa e facilita o acesso de estudantes de diferentes regiões.

Quem pode participar do Raízes Comex

O programa é voltado prioritariamente a pessoas negras (pretas e pardas), com idade mínima de 16 anos, que estejam cursando ao menos o 2º ano do Ensino Médio e possuam renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa.

Caso haja vagas não preenchidas, elas poderão ser abertas ao público geral, ampliando o impacto da iniciativa.

As inscrições estão abertas até 4 de maio e devem ser realizadas por meio de formulário online.

Formação prática e foco no mercado de trabalho

Os cursos abordarão conteúdos essenciais do comércio exterior brasileiro, incluindo:

  • Operações de exportação e importação
  • Logística internacional
  • Documentação e processos aduaneiros
  • Rotinas operacionais do setor

Além disso, os participantes desenvolverão habilidades como comunicação, organização e trabalho em equipe, competências valorizadas no mercado.

Impacto na trajetória profissional

O programa tem contribuído para transformar perspectivas de jovens estudantes. Participantes destacam que a formação amplia o conhecimento e apresenta novas oportunidades de carreira no setor.

A iniciativa reforça o papel do comércio exterior como ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico e inclusão social.

Parceria fortalece qualificação profissional

O Senac, reconhecido nacionalmente pela atuação em educação profissional, é responsável pela execução dos cursos. A parceria com o MDIC reforça o compromisso com a formação técnica gratuita e a promoção de oportunidades no mercado de trabalho.

As vagas são limitadas, e os candidatos devem acompanhar os canais oficiais para não perder os prazos do processo seletivo.

Mais informações disponíveis no link: https://bit.ly/RaizesComexCapacitacao 

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil bate recorde, mas dependência de commodities preocupa

O forte desempenho da balança comercial brasileira no início de 2026 trouxe resultados expressivos, mas também reacendeu um debate importante sobre a estrutura das exportações do país. O superávit acumulado entre janeiro e a terceira semana de março chegou a US$ 13,25 bilhões, impulsionado principalmente pela alta nas vendas de commodities como petróleo e minério de ferro.

Superávit cresce com avanço das exportações

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o Brasil exportou cerca de US$ 72,7 bilhões no período, enquanto as importações somaram US$ 59,45 bilhões. O resultado representa um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

As importações permaneceram praticamente estáveis, com leve recuo de 0,2%, contribuindo para o saldo positivo da balança.

Petróleo e minério lideram recuperação

O principal destaque do período foi a indústria extrativa, que registrou expansão de 27,6%. O crescimento foi puxado sobretudo pelo aumento das exportações de petróleo bruto e minério de ferro, que compensaram a queda em outros setores relevantes.

Enquanto isso, a agropecuária recuou 13,4% e a indústria de transformação apresentou retração de 10,3%, indicando perda de dinamismo em segmentos tradicionais da economia.

Mesmo com a queda, produtos agrícolas seguem relevantes. A soja continua como principal item exportado, representando 17,8% das vendas externas, seguida por café, milho e algodão.

Entre os destaques positivos estão:

  • Petróleo bruto (+65,1%)
  • Ouro (+87,1%)
  • Carne bovina (+16%)

Por outro lado, houve quedas significativas em:

  • Café (-33,2%)
  • Açúcar (-42,1%)
  • Celulose (-28,3%)

Importações revelam demanda por produtos industriais

No campo das importações brasileiras, a predominância segue sendo de itens com maior valor agregado. A indústria de transformação liderou as compras externas, com leve alta de 0,3%, enquanto o setor agropecuário registrou queda de 24,9%.

Entre os principais produtos importados estão combustíveis refinados, fertilizantes, medicamentos, veículos e equipamentos industriais e eletrônicos — sinalizando uma economia ainda dependente de tecnologia externa.

Alguns itens apresentaram forte crescimento:

  • Veículos (+96,3%)
  • Medicamentos (+39,1%)
  • Geradores elétricos (+127,2%)

Já outros registraram retração:

  • Trigo (-35,9%)
  • Máquinas industriais (-81,3%)
  • Aço laminado (-69,1%)

Dependência de commodities acende alerta

Apesar do resultado positivo, especialistas apontam um problema estrutural: a forte dependência de exportações de baixo valor agregado. O Brasil segue concentrando suas vendas externas em produtos básicos, enquanto importa bens industrializados e tecnológicos.

Esse modelo torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional, especialmente aos preços das commodities, que não são controlados internamente.

Desafio é diversificar a economia

O bom desempenho da balança comercial reforça um padrão conhecido: quando o cenário global favorece as commodities, o superávit cresce. No entanto, a qualidade desse crescimento ainda é questionada.

O principal desafio do Brasil é avançar na diversificação das exportações, ampliando a participação de produtos industrializados e de maior valor agregado. Essa mudança é considerada essencial para garantir um crescimento econômico mais sustentável e menos dependente das variações externas.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels, Davi vives

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Portos

Crise nos portos: custos disparam com gargalos logísticos e incertezas regulatórias

A infraestrutura portuária brasileira enfrenta um cenário de pressão crescente. A combinação de capacidade limitada dos terminais, indefinições regulatórias e fatores externos tem elevado os custos operacionais e ampliado os atrasos nas operações.

Gargalos logísticos elevam custos e atrasos

A falta de definição sobre projetos estratégicos para o setor mantém operadores em compasso de espera. Enquanto isso, o esgotamento da capacidade dos portos resulta em navios parados por dias — com prejuízos que chegam a milhares de dólares — além de congestionamentos frequentes de caminhões.

No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio intensificam a instabilidade. A alta do petróleo, que superou os US$ 100 por barril em março, impacta diretamente os custos de combustível e frete marítimo. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, contribuiu para esse aumento repentino.

Plano Nacional de Logística e entraves regulatórios

No Brasil, o Plano Nacional de Logística (PNL 2025) ainda aguarda análise final após consulta pública encerrada no início do ano. O plano promete orientar a expansão logística e melhorar a integração entre modais.

Outro ponto crítico é o futuro do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres da América Latina. O projeto pode sofrer retrocessos caso haja mudanças no modelo de concessão devido a pressões do mercado.

Já o PL 733, que revisa a legislação portuária, deve resultar em alterações mais pontuais do que inicialmente previsto, mantendo a base da atual Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013).

Mudanças na gestão de mão de obra e contratos

Entre as alterações discutidas, destaca-se a flexibilização na contratação de trabalhadores portuários, com a substituição da obrigatoriedade por prioridade na intermediação do órgão gestor de mão de obra.

Além disso, a ampliação de contratos de arrendamento para até 70 anos não deve beneficiar contratos antigos de curta duração, limitando o alcance da medida.

Investimentos e desafios de infraestrutura

O setor aposta no PNL para reduzir o custo logístico, equilibrar a matriz de transporte — hoje concentrada no modal rodoviário — e criar corredores logísticos mais eficientes.

No Porto de Santos, por exemplo, há demanda por obras estruturais como aprofundamento do canal, construção do túnel Santos-Guarujá e novos terminais. A falta de integração entre os agentes logísticos agrava os problemas existentes.

Terminais privados ganham protagonismo

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) voltam ao centro do debate no planejamento logístico de longo prazo. O segmento defende investimentos em rodovias e ferrovias para melhorar o acesso às instalações.

Exemplo disso é o terminal de Itapoá (SC), que movimentou 1,5 milhão de TEUs em 2025 e segue em expansão, com aportes significativos ao longo dos últimos anos.

Leilões e concessões impulsionam o setor

O Ministério de Portos e Aeroportos mantém uma agenda ativa de concessões. Em 2025, foram realizados oito leilões, somando mais de R$ 10 bilhões em investimentos. Para 2026, a previsão inclui 18 novos terminais.

Também houve avanço nas autorizações para novas instalações portuárias e alterações contratuais, reforçando o movimento de modernização do setor.

Impasse no Tecon Santos 10 gera debate

A modelagem do Tecon Santos 10 segue em discussão. Restrições à participação de empresas e armadores dividem opiniões entre operadores, órgãos reguladores e investidores.

Enquanto entidades alertam para riscos concorrenciais e jurídicos, autoridades portuárias defendem a urgência do projeto diante da proximidade do limite de capacidade do Porto de Santos.

Descentralização portuária e novos polos logísticos

Para reduzir a concentração em Santos, o planejamento nacional busca fortalecer outros portos estratégicos, como Suape (PE), Pecém (CE) e Paranaguá (PR).

Esses complexos recebem investimentos em infraestrutura portuária, dragagem, integração ferroviária e novos terminais. Projetos incluem expansão de cais, criação de hubs energéticos e desenvolvimento de polos industriais.

No Nordeste, destacam-se iniciativas como o hub de hidrogênio verde e novos terminais de granéis e gás. Já no Sul, Paranaguá avança com melhorias no acesso marítimo e projetos ferroviários.

Perspectivas para o setor portuário

Apesar das incertezas globais e desafios internos, o setor projeta crescimento moderado. A expansão depende diretamente da execução de projetos estruturantes, maior integração logística e segurança regulatória.

O avanço dessas pautas será decisivo para reduzir gargalos e aumentar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Logística

Frete marítimo dispara no Brasil com guerra no Oriente Médio e pressiona exportações

As tarifas de frete marítimo no Brasil registraram forte alta em abril, impulsionadas pelas incertezas em torno do conflito envolvendo o Irã. Dados da consultoria Solve Shipping apontam que os embarques em contêineres com destino ao Mediterrâneo — rota estratégica para o Oriente Médio — ficaram 67% mais caros em relação a março.

Outras rotas relevantes também apresentaram aumentos expressivos. O custo de envio para a costa leste dos Estados Unidos e o norte da Europa subiu 80%, enquanto o frete para o Golfo do México avançou 89% no mesmo período.

Exportações de carne sentem impacto mais intenso

O setor de proteína animal está entre os mais afetados. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o valor do transporte de contêineres refrigerados pela rota do Estreito de Hormuz mais que dobrou desde o início da guerra, passando de US$ 3 mil para cerca de US$ 7 mil.

O Oriente Médio responde por aproximadamente 15% das exportações do segmento, o que amplia a preocupação com os custos logísticos. Ainda assim, os preços atuais seguem cerca de 17% abaixo dos níveis registrados em abril de 2025, quando tensões comerciais globais provocaram uma corrida antecipada por embarques.

Custos sobem com combustível caro e rotas alternativas

Apesar de ainda não terem atingido o pico histórico, os valores do frete internacional já preocupam o setor logístico. Especialistas apontam que o aumento é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para a disparada do petróleo, que elevou significativamente o custo do combustível.

Além disso, cerca de 10% da frota global de contêineres tem sido impactada pelas restrições nas rotas do Oriente Médio. Com isso, cargas precisam ser redirecionadas para portos intermediários, reduzindo a capacidade disponível e encarecendo as operações.

Portos alternativos em países como Paquistão, Omã, Singapura e Arábia Saudita também enfrentam congestionamentos, agravando ainda mais a situação.

Rotas mais longas encarecem e atrasam entregas

Uma das alternativas adotadas tem sido o envio de mercadorias até o porto de Jeddah, na Arábia Saudita, seguido de transporte terrestre até o Golfo Pérsico. Embora viável, essa opção é mais lenta e gera custos adicionais para os exportadores.

Além das tarifas tradicionais, empresas de navegação passaram a cobrar taxas extras relacionadas ao risco de guerra, que podem chegar a US$ 3 mil por contêiner padrão e até US$ 4 mil para cargas refrigeradas.

Exportadores de commodities enfrentam maiores desafios

Produtores de commodities agrícolas e carnes estão entre os mais prejudicados, já que lidam com produtos perecíveis que exigem transporte rápido e refrigerado. Exportadores de itens com menor valor agregado, como madeira, também enfrentam dificuldades adicionais diante da escalada dos custos.

Por outro lado, grandes empresas conseguem absorver melhor os impactos devido à maior capacidade logística e margens mais robustas.

Mercado ainda reflete volatilidade pós-pandemia

A diferença em relação aos preços de 2025 evidencia a volatilidade do transporte marítimo global desde a pandemia. No ano passado, o setor enfrentou um cenário mais crítico, com tarifas elevadas devido a tensões comerciais e interrupções em rotas estratégicas, como no Mar Vermelho.

Desde então, houve ampliação da frota de navios, o que ajudou a aumentar a oferta e conter parte da pressão sobre os preços.

Riscos de escassez e novos aumentos

Além da alta nos custos, cresce a preocupação com possíveis gargalos logísticos. Há risco de falta de combustível para navios e escassez de contêineres, especialmente se as restrições no Estreito de Hormuz se prolongarem.

No caso das importações brasileiras, o impacto ainda é moderado. Na rota com a Ásia — principal origem de produtos importados —, o frete subiu 4,65% em abril frente a março.

Especialistas avaliam que a contenção se deve, em parte, à desaceleração da economia interna e à redução de pedidos, diante do receio de paralisações e dos efeitos da guerra. No entanto, com a redução dos estoques e a continuidade do conflito, a expectativa é de novas altas nas tarifas ainda na segunda metade de abril.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Arquivo

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Eventos

Global Trade Summit é apoiador institucional do ReConecta na Intermodal 2026 e amplia conexões no comércio exterior

O fortalecimento do ecossistema logístico e de comércio exterior passa pela união de iniciativas estratégicas — e é com esse propósito que o Global Trade Summit se junta ao ReConecta como apoio institucional na Intermodal South America 2026. A parceria conecta dois importantes movimentos do setor, ampliando oportunidades de networking, conteúdo e geração de negócios.

Um dos principais encontros do comércio exterior no Brasil

O Global Trade Summit consolidou-se como um dos principais pontos de encontro do ecossistema de comércio exterior, logística e supply chain no país. O evento reúne especialistas, empresas e lideranças para discutir tendências, cenários e estratégias que impactam diretamente as relações comerciais nacionais e internacionais.

Mais do que um evento, o Global Trade Summit atua como um hub de conexões e inteligência de mercado, transformando conteúdo técnico em oportunidades reais de negócios e desenvolvimento para o setor. Nesse ano de 2026, o Global Trade Summit está programado para os dias 13, 14 e 15 de maio, no Centro de Convenções Júlio Tedesco, em Balneário  Camboriú.

Conteúdo, networking e protagonismo no setor

Com uma programação que inclui palestras, painéis e momentos de networking, o Global Trade Summit se destaca por reunir profissionais do setor público e privado em um ambiente altamente qualificado. A proposta é promover discussões aprofundadas e gerar conexões que impulsionam o comércio exterior brasileiro.

O evento também ganha relevância por sua atuação em Santa Catarina, posicionando-se como um dos principais encontros do segmento no estado e ampliando seu alcance para um cenário nacional e global.

Apoio institucional ao ReConecta na Intermodal 2026

Na Intermodal 2026, o Global Trade Summit integra o ReConecta como apoio institucional, fortalecendo o ambiente colaborativo que reúne empresas, especialistas e iniciativas voltadas à inovação e ao desenvolvimento do setor logístico.

A conexão entre as duas iniciativas amplia o alcance das discussões e cria um espaço ainda mais estratégico para troca de experiências, geração de insights e construção de novas oportunidades de negócios.

Conexões que impulsionam o futuro do comércio exterior

A parceria entre o ReConecta e o Global Trade Summit reforça a importância de iniciativas que vão além do conteúdo, promovendo conexões reais e impactando diretamente o mercado. Em um cenário global cada vez mais dinâmico, integrar conhecimento, relacionamento e estratégia é essencial para o crescimento sustentável do setor.

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Eventos

IBI Brasil fortalece o ReConecta como apoio institucional na Intermodal 2026

A construção de conexões estratégicas e o fortalecimento do ambiente de inovação são pilares da Intermodal South America 2026. Nesse contexto, o IBI Brasil integra o ReConecta como apoio institucional, contribuindo para ampliar o alcance das iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor logístico e empresarial.

Atuação voltada à inovação e desenvolvimento

O IBI Brasil se posiciona como uma instituição dedicada a conectar empresas, especialistas e o setor público em torno de pautas ligadas à inovação, transformação digital e desenvolvimento econômico. Sua atuação é voltada à criação de pontes entre diferentes agentes, promovendo um ambiente mais colaborativo e preparado para os desafios da nova economia.

Por meio de projetos, encontros e articulações institucionais, o instituto estimula a geração de conhecimento e o fortalecimento de iniciativas que impactam diretamente o ambiente de negócios no país.

Integração entre setores e geração de oportunidades

Com foco na integração de diferentes áreas e segmentos, o IBI Brasil atua como um hub de relacionamento e troca de experiências. A instituição promove o diálogo entre lideranças e incentiva a construção de soluções que acompanham as transformações do mercado.

Essa atuação contribui para o surgimento de novas oportunidades, além de fortalecer o posicionamento de empresas e profissionais em um cenário cada vez mais dinâmico e competitivo.

Apoio institucional ao ReConecta na Intermodal 2026

Na Intermodal 2026, o IBI Brasil chega como apoio institucional do ReConecta, agregando valor ao ecossistema que reúne empresas, especialistas e iniciativas voltadas à inovação, networking e geração de negócios.

A parceria amplia o alcance das conexões promovidas durante o evento, fortalecendo um ambiente estratégico para troca de experiências e construção de relacionamentos relevantes.

Conexões que impulsionam o futuro

A presença do IBI Brasil como apoio institucional reforça a importância da colaboração entre diferentes setores para impulsionar o desenvolvimento econômico e a inovação. Iniciativas como o ReConecta, somadas à atuação de instituições comprometidas com o avanço do país, são fundamentais para construir um futuro mais integrado e competitivo.

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