Internacional, Tributação

Trump assina ordem para dobrar tarifas sobre aço e alumínio; Brasil será afetado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) um decreto para dobrar as tarifas aplicadas sobre a importação de aço e alumínio.

Em março, a alíquota foi estabelecida em 25%. A partir desta quarta-feira (4), com o novo decreto, passará a ser de 50%.

Apenas o Reino Unido conseguiu manter as tarifas sobre aço e alumínio em 25%, após negociações com o governo dos EUA.

Trump defende que a medida “protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos” e sinalizou que “ninguém vai conseguir contornar” a tarifa.

“É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu, na sexta-feira (30), em publicação feita na sua rede social, Truth Social.

As medidas anunciadas pelo presidente norte-americano afetam importações anuais que superam os US$ 100 bilhões.

Sobre o projeto de lei de Trump, conhecido como “one big beautiful bill”, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os republicanos que se opõe ao projeto “estão errados”.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

EUA pressionam países a apresentarem ofertas sobre tarifas até quarta-feira (4)

Documento obtido pela Reuters sugere uma urgência por parte do governo americano em concluir os acordos em relação ao seu próprio prazo apertado

O governo dos Estados Unidos quer que os países forneçam sua melhor oferta em negociações comerciais até quarta-feira, já que as autoridades buscam acelerar as conversas com vários parceiros antes de um prazo autoimposto em apenas cinco semanas, de acordo com uma minuta de carta aos parceiros de negociação vista pela Reuters.

O esboço, do escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, oferece uma visão de como o presidente Donald Trump planeja encerrar as difíceis negociações que começaram em 9 de abril com dezenas de países, quando ele suspendeu suas tarifas do “Dia da Libertação” por 90 dias até 8 de julho, depois que os mercados de ações, títulos e moedas se revoltaram com a natureza abrangente dos impostos.

O documento sugere uma urgência por parte do governo em concluir os acordos em relação ao seu próprio prazo apertado. Embora autoridades como o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, tenham prometido repetidamente que vários acordos estavam prestes a ser concluídos, até o momento apenas um foi firmado com um importante parceiro comercial dos EUA: o Reino Unido. E mesmo esse pacto é mais parecido com uma estrutura para as negociações em andamento do que com um acordo final.

Na carta, os EUA pedem aos países que listem suas melhores propostas em várias áreas importantes, incluindo ofertas de tarifas e cotas para a compra de produtos industriais e agrícolas dos EUA e planos para remediar quaisquer barreiras não tarifárias.
Outros itens solicitados incluem quaisquer compromissos sobre comércio digital e segurança econômica, juntamente com compromissos específicos de cada país, de acordo com a carta.

Os EUA avaliarão as respostas dentro de alguns dias e oferecerão “uma possível zona de aterrissagem” que poderá incluir uma taxa tarifária recíproca, de acordo com a carta.
Não ficou claro quais países receberiam a carta, mas ela foi direcionada àqueles com negociações ativas que incluíam reuniões e trocas de documentos. Washington está envolvido em tais negociações com a União Europeia, Japão, Vietnã e Índia, entre outros.

Um funcionário do Representante de Comércio disse que as negociações comerciais estão em andamento. “As negociações produtivas com muitos parceiros comerciais importantes continuam em um ritmo acelerado. É do interesse de todas as partes fazer um balanço do progresso e avaliar os próximos passos.”

Fonte: InfoMoney

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Economia, Negócios

Ações europeias ficam estáveis em meio a dados de inflação e nervosismo comercial

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou estável nesta terça-feira, com investidores cedendo terreno sob a dupla pressão de indicadores econômicos mais fracos e persistentes preocupações com o comércio global.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com variação positiva de 0,09%, a 548,44 pontos.

Na frente macroeconômica, o arrefecimento da inflação em todo o bloco — agora confortavelmente abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE) — aumentou as expectativas de uma guinada agressiva em direção à flexibilização monetária.

O BCE já cortou as taxas de juros sete vezes desde junho passado, e os mercados monetários já estão quase totalmente convencidos de que haverá uma redução de 25 pontos-base na quinta-feira, se encaminhando para reduzir a taxa de juros da região para 2%.

Operadores estão prevendo reduções de pelo menos 55 pontos-base, ou mais dois cortes de 0,25 ponto percentual, incluindo o de quinta-feira, até o final do ano.

“Isso (os dados) indica que o aumento dos preços em maio retira alguma pressão do BCE em seu mandato duplo, e isso reforçou para os mercados que eles estão corretos ao precificar mais cortes”, disse Daniela Hathorn, analista sênior de mercado da Capital.com.

O nervosismo provocado pelas tensões comerciais globais continuou a se mostrar presente, exacerbado pela persistente disputa jurídica em torno das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Reforçando esses temores, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua perspectiva de crescimento global, destacando especificamente a escalada e o impacto econômico desproporcional exercido pela guerra comercial de Trump sobre a economia dos EUA.

O setor de mídia caiu 1,1%, ampliando sua baixa em relação à sessão anterior, já o de recursos básicos perdeu 0,8%, seguindo os preços do cobre. [MET/L]

Enquanto isso, o setor de energia subiu 1% — o melhor desempenho entre os demais, com os preços do petróleo em alta de quase 1%. [O/R]

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,15%, a 8.787,02 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,67%, a 24.091,62 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,34%, a 7.763,84 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,23%, a 40.074,47 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,52%, a 14.128,40 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,41%, a 7.456,30 pontos.

Fonte: InfoMoney


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Comércio, Exportação

Brasil dá passo decisivo para transformar bioinsumos em produto tipo exportação

Parceria entre ApexBrasil e CropLife Brasil quer posicionar o país como referência global em soluções tecnológicas baseadas na natureza 

Foi formalizada na terça-feira (27), uma iniciativa estratégica para consolidar a posição do Brasil como protagonista mundial na oferta de soluções agrícolas baseadas na natureza. O Projeto Bioinsumos do Brasil é resultado de uma parceria entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a CropLife Brasil e tem o objetivo de fortalecer a presença das empresas brasileiras do setor no mercado internacional.  

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o gesto histórico que inaugurou o projeto. “Uma parceria entre governo e indústria que sempre foi profícua e no caso dos bioinsumos tem tudo para crescer. É um momento oportuno o qual discutimos eventos climáticos e essa é uma pauta que tem a ver com o nosso ambiente. A busca por bioinsumos sempre esteve presente no nosso país e essa conexão com a natureza é fundamental. A agricultura do Brasil está fadada a encarar esses desafios e iniciativas como essas precisam florescer,” afirmou Viana. 

Segundo levantamento da CropLife Brasil, em parceria com a Blink, a taxa média de adoção de bioinsumos no país subiu de 23% para 26% da área plantada nacional. O setor mantém um ritmo de crescimento acelerado, com uma média de 22% ao ano nos últimos três anos, desempenho quatro vezes superior à média global. 

O diretor-presidente da CropLife Brasil destacou a liderança do país na produção da tecnologia. “O Brasil é uma das agriculturas mais competitivas do mundo e a maior agricultura tropical. Nesse contexto, temos um imenso potencial de exportar bioinsumos produzidos aqui, com 90% da matéria-prima nacional. De mil produtos registrados, metade foram nos últimos três anos. Então é um momento decisivo para dar início a esse projeto. A estimativa é que na próxima década o Brasil represente ⅓ dos bioinsumos do planeta e nós vamos levar os benefícios que o país tem com esse produto para o mundo,” declarou Leão. 

Na última safra, o mercado de proteção de cultivos, tanto de biológicos como de químicos, cresceu 7%. O segmento de bioinsumos avançou mais de 35% consolidando-se como uma das tecnologias de maior expansão no agronegócio brasileiro. 

A expansão do mercado brasileiro é sustentada por três pilares fundamentais: qualidade técnica dos produtos, competitividade econômica e aderência crescente às práticas de produção de baixo impacto ambiental exigidas tanto no mercado interno quanto no mercado internacional. 

O secretário de Descarbonização e Economia Verde do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rodrigo Rollemberg, destacou a oportunidade para o setor: “É um projeto importante para falar ao público externo sobre o que é a agricultura brasileira de verdade, que tem a legislação ambiental mais avançada do mundo, que tem tecnologia e agora tem bioinsumos, com os quais podemos inverter a lógica de dependência de insumos, com redução de custos e sustentabilidade. É uma grande oportunidade de mudar a imagem da nossa agricultura na COP este ano no Brasil,” apontou Rollemberg. 

Produto tipo exportação 

O Brasil conta hoje com mais de 170 empresas produtoras de bioinsumos, responsáveis por um portfólio que já ultrapassa mil produtos registrados, consolidando o país como um polo de excelência no desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis aplicadas à agricultura tropical. 

O projeto contempla uma série de ações, como participação em feiras internacionais, realização de rodadas de negócios, missões comerciais, promoção institucional e estudos de mercado. O primeiro passo é o desenvolvimento da marca institucional do projeto. 

Com um mercado em expansão, que registrou crescimento de 13% na utilização de bioinsumos na safra 2024/2025 — 156 milhões de hectares tratados —, o país mira agora os mercados internacionais com o Projeto Bioinsumos do Brasil. 

Desafio e oportunidade global 

O lançamento do projeto ocorre em um ambiente de grandes desafios para a agricultura global, marcado por mudanças climáticas, busca por modelos produtivos mais eficientes e demanda crescente por alimentos produzidos de forma sustentável. 

A estratégia do projeto prevê atuação prioritária nos mercados dos países vizinhos produtores agrícolas na América Latina, além de Estados Unidos e Europa. 

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luís Rua, destacou a iniciativa como mais uma oportunidade de comércio agrícola brasileiro: “(Iniciativa) Inovadora, sustentável e em linha com as demandas do século 21. Já somos produtores de commodities, produtos industrializados e passaremos a ser também de insumos. Esse é o trabalho de criar negócios e diversificar nossa pauta exportadora. E bioinsumos é o futuro da nossa agricultura,” declarou Rua. 

Sobre o Projeto Bioinsumos do Brasil 

O Projeto Bioinsumos do Brasil é uma iniciativa da ApexBrasil, em parceria com a CropLife Brasil, que tem como objetivo posicionar o país como referência global na produção e exportação de bioinsumos. A proposta é fortalecer a presença internacional das empresas brasileiras do setor, destacando os diferenciais competitivos e a liderança do Brasil em tecnologias sustentáveis aplicadas à agricultura. A iniciativa busca promover os bioinsumos brasileiros no mercado externo, ampliar a inserção das empresas em novos mercados, gerar oportunidades de negócios e investimentos em bioeconomia e consolidar a imagem do país como polo de soluções baseadas na natureza (SBNA) para a agricultura. 

Fonte: ApexBrasil

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Comércio, Mercado Internacional

Minerais de terras raras: entenda o que são e seu papel na guerra comercial

EUA buscam alternativas à dominação chinesa no mercado de terras raras, elementos cruciais para tecnologia e defesa, em meio a tensões comerciais

No mês passado, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos precisavam “muito” da Groenlândia, renovando sua ameaça de anexar o território dinamarquês.

A Groenlândia é uma ilha rica em recursos com um abundante suprimento de minerais críticos, categoria que inclui elementos de terras raras, sob sua camada de gelo.

Trump também assinou um “acordo de terras raras” com a Ucrânia.

A disputa por terras raras precede a atual administração. A China, por anos, construiu um controle quase total desses materiais como parte de sua política industrial mais ampla.

Terras raras são 17 elementos metálicos da tabela periódica compostos por escândio, ítrio e os lantanídeos.

O nome “terras raras” é um pouco enganoso, já que os materiais são encontrados por toda a crosta terrestre. São mais abundantes que o ouro, mas são difíceis e caros de extrair e processar, além de causarem danos ambientais.

As terras raras são onipresentes nas tecnologias que utilizamos diariamente, desde smartphones até turbinas eólicas, luzes LED e TVs de tela plana. Também são cruciais para baterias de veículos elétricos, aparelhos de ressonância magnética e tratamentos contra o câncer.

As terras raras também são essenciais para as forças armadas dos EUA. São utilizadas em caças F-35, submarinos, lasers, satélites, mísseis Tomahawk e mais, segundo uma nota de pesquisa de 2025 do CSIS.

A Agência Internacional de Energia informou que 61% da produção minerada de terras raras vem da China, e o país controla 92% da produção global na etapa de processamento.

Existem dois tipos de terras raras, categorizados por seus pesos atômicos: pesadas e leves. As terras raras pesadas são mais escassas, e os Estados Unidos não possuem capacidade para a difícil tarefa de separar terras raras após a extração.

“Até o início do ano, quaisquer terras raras pesadas que minerávamos na Califórnia, ainda enviávamos para a China para separação”, disse Gracelin Baskaran, diretora do Programa de Segurança de Minerais Críticos do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, à CNN.

No entanto, o anúncio da administração Trump de tarifas altíssimas sobre a China em abril descarrilou esse processo. “A China demonstrou disposição para usar como arma” a dependência americana da China para a separação de terras raras, disse ela.

Na sexta-feira, Trump disse no Truth Social que a China violou uma trégua comercial estabelecida no mês passado.

Pequim manteve seus controles de exportação sobre sete minerais de terras raras e produtos associados, que foram vistos como uma resposta às “tarifas recíprocas” de Trump sobre produtos chineses anunciadas em abril.

Após concordar com a trégua em Genebra, autoridades americanas esperavam que a China aliviasse as restrições de exportação desses minerais.

Os controles de exportação podem ter um impacto significativo, já que os EUA são fortemente dependentes da China para terras raras. Entre 2020 e 2023, 70% das importações americanas de compostos e metais de terras raras vieram do país, segundo relatório do Serviço Geológico dos EUA.

Além da China, as terras raras também fazem parte dos objetivos da política externa dos EUA com a Ucrânia, Groenlândia e Arábia Saudita.

“A Ucrânia tem uma indústria de mineração muito, muito nascente, e mesmo que fizesse parte da conversa, não temos realmente um mapeamento do que é economicamente viável”, disse Baskaran.

Fonte: CNN Brasil


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Agronegócio, Economia, Tributação

Aumento de tarifas impulsiona a receita do agronegócio brasileiro

Tensões comerciais entre os EUA e a China elevam os lucros do primeiro trimestre para empresas locais

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou formalmente amplos aumentos tarifários no início de abril, a guerra comercial já vinha se delineando durante o primeiro trimestre do ano. Como resultado, seu impacto já era visível nos resultados financeiros das empresas brasileiras do agronegócio no período.

Segundo analistas ouvidos pelo Valor, o efeito imediato foi uma disparada do dólar, o que, por sua vez, impulsionou as receitas com exportações. A taxa de câmbio média foi de R$ 5,70, um aumento de 13,77% em relação à média de R$ 5,01 registrada no primeiro trimestre de 2024, segundo dados do Valor Data.

Coincidindo com o pico da colheita de grãos no Brasil, o conflito comercial também elevou os prêmios de exportação da soja e levou a China a antecipar parte de suas compras. O impacto poderia ter sido ainda maior, mas uma parte da safra já havia sido comercializada antecipadamente.

Crescimento da receita

Dados compilados pelo Valor Data mostram que 17 das 20 empresas de capital aberto do agronegócio que divulgaram seus resultados do primeiro trimestre de 2025 registraram aumento na receita líquida em comparação ao ano anterior. Apenas Heringer, Kepler Weber e Josapar tiveram queda.

“Acredito que [a guerra comercial] seja o principal motivo de estarmos vendo receitas tão fortes, mesmo com a queda nos lucros em alguns casos”, afirmou Gabriel Hartt, analista de agronegócio da Terra Investimentos.

Hartt observou que a variação cambial beneficiou principalmente as empresas do setor de proteína animal. De acordo com o Valor Data, todas as frigoríficas registraram crescimento de receita no primeiro trimestre, com a Minerva liderando o setor com um aumento de 55,8% na comparação anual entre janeiro e março.

A Minerva chegou a antecipar o envio de carne bovina aos EUA dentro da cota com isenção tarifária ainda em janeiro, antecipando-se ao aumento de tarifas anunciado pouco depois pelo governo Trump.

“A alíquota subiu para cerca de 36% com as mudanças do Trump, então enviar o máximo possível dentro da cota fez muita diferença — e foi exatamente isso que fizemos”, afirmou Edison Ticle, CFO e diretor de relações com investidores da Minerva, em maio, durante a divulgação dos resultados trimestrais da companhia.

No início de abril, o presidente Trump impôs tarifas amplas a vários países, incluindo um imposto de importação de 10% sobre produtos do Brasil. Com isso, a carne bovina brasileira vendida fora da cota — que já era tributada em 26,5% — passou a pagar uma alíquota de 36,5%.

Vantagem para exportadores

No segmento de grãos, o analista do Citi, Gabriel Barra, destacou produtores e exportadores como a SLC como destaques nos resultados trimestrais.

“Eles se beneficiaram da recuperação da produtividade da soja graças ao clima mais favorável, o que levou à redução dos custos unitários e maior volume de produção. Combinado com preços relativamente estáveis e uma taxa de câmbio mais forte, isso resultou em resultados melhores em relação ao ano anterior”, disse Barra.

Segundo ele, “já estamos vendo alguns efeitos [da guerra comercial], como prêmios mais altos para a soja nos portos brasileiros, o que sustenta as margens dos produtores”.

Barra espera que exportadores de grãos e produtores de açúcar e etanol continuem se beneficiando do dólar forte e das boas condições climáticas nos próximos meses.

“No entanto, prevemos uma queda nos preços internacionais de commodities agrícolas como açúcar, soja e milho, o que pode neutralizar os ganhos vindos da valorização cambial. Dito isso, muitos exportadores já travaram preços para uma parte significativa das vendas de 2025″, acrescentou.

Lucros e margens

Apesar do dólar favorável para os exportadores, a mesma valorização da moeda americana elevou os custos para fornecedores de insumos, observou Hartt. Isso ajuda a explicar por que nem todas as empresas registraram aumento nos lucros no primeiro trimestre.

No que diz respeito às margens e ao lucro líquido, o desempenho foi variado no setor. Das 20 empresas analisadas pelo Valor Data, dez tiveram resultado líquido positivo — com as frigoríficas novamente na liderança.

“O desempenho da Marfrig no Brasil se destacou, e o segmento de aves também apresentou bons resultados, especialmente Seara e BRF”, disse Guilherme Palhares, analista do Santander.

Fonte: Valor International






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Comércio, Negócios

Grupo têxtil compra fábrica da Sulfabril, amplia produção e lança 5ª marca

Após comprar a antiga fábrica da Sulfabril e investir em algumas ações, como automação e modernização de equipamentos, a Tex Cotton lançou em abril a sua quinta marca de roupas infanto-juvenil, com preços mais em conta em relação aos praticados nas outras marcas da empresa. O consumidor só conseguirá comprar as roupas da Bimbi a partir de julho. O investimento foi de R$ 8 milhões.

Empresa tem 5 marcas

As peças da Bimbi custam por volta de R$ 149. Outras marcas do Grupo (Animê, Momi, Authoria e Youccie) têm preços que variam de R$ 210 a R$ 450. As marcas são voltadas para o público infanto-juvenil, com roupas que vão do tamanho RN até 20 anos.

Só em julho chega ao consumidor. Segundo a empresa, desde o lançamento, os produtos da Bimbi estão sendo vendidos somente para as lojas multimarcas, que receberão as roupas para venda ao consumidor a partir de julho. O e-commerce da marca também estará disponível em julho.

Os produtos das demais marcas são vendidos em 3.600 lojas multimarcas e por e-commerce próprio. Cada marca tem seu próprio e-commerce. O Grupo não tem loja própria.

“A questão do valor não é a única proposta de diferenciação. A Bimbi traz um universo mais lúdico. São peças voltadas para o dia a dia da criança, seus momentos de diversão. Outro ponto de diferenciação das demais marcas do grupo é que a Bimbi terá coleções para meninas e meninos de 2 a 14 anos”, diz Ricardo Lyra, CEO do Grupo Tex Cotton. As outras marcas do grupo são exclusivamente femininas ou masculinas.

Uma quinta marca é uma evolução natural para uma companhia que já é referência no setor e que enxerga na diversificação uma oportunidade de crescimento e fortalecimento de mercado.Ricardo Lyra, CEO do Grupo Tex Cotton

Aumento da capacidade fabril

Em 2018, a Tex Cotton comprou todo o parque fabril da Sulfabril, em Blumenau (SC). A sede da empresa foi arrematada em leilão por R$ 34,3 milhões. A Sulfabril era uma indústria brasileira de malhas e camisetas, tendo sido muito famosa nos anos 1970 e 1980. Declarou falência em 1999 e encerrou suas atividades em 2014.

Fonte: UOL

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

EUA suspendem exportação de semicondutores à China

O governo dos Estados Unidos determinou que empresas norte-americanas de software para design de semicondutores interrompam a venda de seus serviços a grupos chineses. A decisão, conduzida pelo Departamento de Comércio dos EUA, foi comunicada por meio de cartas enviadas a empresas de automação de design eletrônico (EDA), como Cadence, Synopsys e Siemens.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times na última quarta-feira, 28, a ordem foi expedida pelo Bureau of Industry and Security (BIS), órgão responsável pelos controles de exportação dentro do Departamento de Comércio norte-americano. Não está claro se todas as empresas do setor receberam a notificação.

O movimento representa um novo esforço do governo norte-americano para limitar a capacidade da China de desenvolver chips avançados, particularmente voltados para aplicações de inteligência artificial. Em abril, Washington já havia restringido a exportação dos chips de IA desenvolvidos pela Nvidia especificamente para o mercado chinês.

Durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, o diretor executivo da Synopsys, Sassine Ghazi, comunicou ter recebido a carta do governo e anunciou a suspensão de sua previsão financeira para o ano fiscal.

Um porta-voz do Departamento de Comércio afirmou que o governo está “revisando exportações de importância estratégica para a China”. Segundo ele, “em alguns casos, [o departamento] suspendeu licenças de exportação existentes ou impôs requisitos adicionais de licença enquanto a revisão está pendente”.

A iniciativa ocorre em meio a um período de trégua comercial entre os dois países. Depois de negociações em Genebra, China e EUA acordaram uma pausa de 90 dias nas tarifas impostas mutuamente.

No entanto, segundo o ex-analista da CIA Christopher Johnson, os novos controles demonstram a “fragilidade inata” da trégua. “Com ambos os lados querendo manter e continuar demonstrando a potência de suas respectivas capacidades de estrangulamento, o risco de que o cessar-fogo se desfaça mesmo dentro da pausa de 90 dias é onipresente”, avalia.

Johnson, atualmente à frente da consultoria China Strategies Group, acrescentou que a China utilizou com sucesso seu domínio sobre o fornecimento de terras raras para levar os EUA à mesa de negociações, o que “deixou os chefes da administração Trump em relação à China ansiosos para demonstrar que suas armas de controle de exportação ainda têm eficácia.”

Fonte: Revista Oeste

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Importação

Brasil importa mais fertilizantes da Argélia

Entre janeiro e abril deste ano, foram comprados US$ 54,6 milhões em adubos do país do Norte da África, em expansão de 44,2% sobre o mesmo período do ano passado.

O Brasil ampliou as importações de fertilizantes da Argélia entre janeiro e abril deste ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pelo departamento de Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Nos quatro primeiros meses do ano, foram importados US$ 54,6 milhões em adubos e fertilizantes do país árabe, em alta de 44,2% sobre o mesmo período do ano passado. Este é o segundo principal produto do país árabe importado pelo Brasil, atrás de petróleo.

Também cresceram as importações de sal, enxofre, pedras cimento e cal, para US$ 10,6 milhões, valor 175,8% maior do que entre janeiro e abril do ano passado. Produtos químicos inorgânicos, vidros e cortiças foram outros produtos vendidos pela Argélia ao Brasil com aumento das vendas em um período em que tanto importações como exportações estão em queda.

De janeiro a abril, as importações de petróleo argelino ao Brasil atingiram US$ 340,02 milhões, uma retração de 29,9% na comparação ano a ano sobre 2024. Neste produto, a queda se verifica também em volumes: -24,9%.

No total, as importações somaram US$ 413,8 milhões entre janeiro e abril, em queda de 21,98% sobre janeiro a abril do ano passado. No sentido contrário, as exportações brasileiras para a Argélia foram de US$ 802,5 milhões, em retração de 3,9% em comparação com os quatro primeiros meses do ano passado. Nesta troca comercial, o Brasil registra superávit de US$ 388,7 milhões no ano.

Os principais produtos exportados pelo Brasil entre janeiro e abril foram açúcares, que somaram US$ 246,3 milhões, em queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado, sementes e frutos oleaginosos, carnes e miudezas, cereais, minérios e animais vivos.

Fonte: ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe

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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Notícias Agrícolas


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