Agricultura, Comércio

Vendas de soja avançam com necessidade de espaço para o milho em Mato Grosso

As negociações de soja 2024/25 em maio tiveram um progresso de 5,47 p.p. no comparativo mensal, de acordo com o Imea

comercialização da soja 2024/25 em Mato Grosso alcançou 76,02% da produção de 50,8 milhões de toneladas. Um avanço de 5,47 pontos percentuais no comparativo mensal pautado pela necessidade dos produtores em fazer caixa, bem como abrir espaço para o milho que está chegando nos armazéns.

As negociações poderiam ter sido maiores em maio se não fosse o recuo de 1,26% no preço negociado da oleaginosa. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a saca de 60 quilos da soja 2024/25 fechou o mês em média de R$ 110,64.

safra 2025/26 também apresentou progresso nas vendas antecipadas. O avanço mensal foi de 3,44 pontos percentuais em relação a abril e alcançou 14,15% da produção estimada em 47,1 milhões de toneladas.

“Essa evolução foi impulsionada pela valorização de 1,79% no preço mensal, que ficou na média de R$ 111,93 a saca, o que estimulou os produtores a aproveitarem o cenário favorável e intensificarem as vendas”, destaca o Instituto.

O Imea salienta ainda que em comparação ao observado nesta mesma época para a safra 2024/25, a comercialização da safra futura está 2,36 pontos percentuais abaixo. A justificativa é são as “incertezas em relação à próxima temporada”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações da China desaceleram em maio; deflação se aprofunda

O crescimento das exportações da China desacelerou em maio para o nível mais baixo em três meses, uma vez que as tarifas dos Estados Unidos afetaram os embarques. Já a deflação ao produtor se aprofundou para seu pior nível em dois anos, aumentando a pressão sobre a segunda maior economia do mundo tanto na frente interna quanto externa.

Nos últimos dois meses, a guerra comercial global do presidente dos EUA, Donald Trump, e as oscilações nos laços comerciais entre a China e os EUA levaram os exportadores chineses, juntamente com seus parceiros comerciais em todo o Pacífico, a uma montanha-russa e prejudicaram o crescimento mundial. Ressaltando o impacto das tarifas dos EUA sobre as remessas, dados alfandegários mostraram que as exportações da China para os EUA caíram 34,5% em maio em termos de valor, a maior queda desde fevereiro de 2020, quando o surto da pandemia de Covid-19 afetou o comércio global.

As exportações totais do gigante econômico asiático aumentaram 4,8% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior em termos de valor, desacelerando em relação ao salto de 8,1% em abril e abaixo do crescimento de 5% esperado em uma pesquisa da Reuters, mostraram dados alfandegários nesta segunda-feira, apesar da redução das tarifas dos EUA sobre produtos chineses que entraram em vigor no início de abril.

“É provável que os dados de maio tenham continuado a ser afetados pelo período de pico das tarifas”, disse Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China.

Song disse que ainda houve antecipação de embarques devido aos riscos tarifários, enquanto a aceleração das vendas para outras regiões além dos Estados Unidos ajudou a sustentar as exportações da China. As importações caíram 3,4% em relação ao ano anterior, aprofundando o declínio de 0,2% em abril e pior do que a queda de 0,9% esperada na pesquisa da Reuters. As exportações haviam aumentado 12,4% e 8,1% em março e abril, respectivamente, em relação ao ano anterior, uma vez que as fábricas apressaram os embarques para os EUA e outros fabricantes estrangeiros para evitar as pesadas taxas impostas por Trump à China e ao resto do mundo. 

Embora os exportadores da China tenham encontrado algum alívio em maio, pois Pequim e Washington concordaram em suspender a maioria de suas taxas por 90 dias, as tensões entre as duas maiores economias do mundo continuam altas e as negociações estão em andamento sobre questões que vão desde os controles de terras raras da China até Taiwan.

Os representantes comerciais da China e dos EUA se reunirão em Londres nesta segunda-feira para retomar as negociações após um telefonema entre seus principais líderes na quinta-feira. As importações chinesas dos EUA também perderam terreno, caindo 18,1%, depois de uma queda de 13,8% em abril. O superávit comercial da China em maio foi de US$ 103,22 bilhões, acima dos US$ 96,18 bilhões do mês anterior.

Os dados de preços ao produtor e ao consumidor, divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas no mesmo dia, mostraram que as pressões deflacionárias pioraram no mês passado. O índice de preços ao produtor caiu 3,3% em maio em relação ao ano anterior, após um declínio de 2,7% em abril, marcando a maior queda em 22 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 3,2% Já o índice de preços ao consumidor recuou 0,1% no mês passado na comparação anual, repetindo a mesma taxa de abril e ante expectativa de queda de 0,2%.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor recuaram 0,2%, contra alta de 0,1% em abril, em linha com a expectativa de economistas em pesquisa da Reuters. A frágil demanda doméstica continua sendo um peso sobre a economia da China, apesar das medidas suporte recentes. 

Fonte: MSN

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Comércio

Produção de veículos no Brasil recua 6% em maio ante abril, diz Anfavea

Na comparação com o maio de 2024, a produção do mês passado disparou quase 29%

Montadoras instaladas no Brasil produziram 214,7 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em maio, uma queda de 5,9% ante o volume montado em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pela associação do setor, Anfavea.

Na comparação com o maio de 2024, a produção do mês passado disparou quase 29%, mas a Anfavea afirmou que a relação é afetada por uma fraca base de comparação diante das enchentes devastadoras que atingiram o sul do país um ano atrás.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, o setor mostra crescimento de 10,7% na produção, a 1,026 milhão de veículos, apesar da torrente de importação, que no período acumulou um crescimento de vendas de 19%, a 187 mil unidades.

Apesar da queda na produção em maio ante abril, houve crescimentos de vendas (8,1%) e exportações (11,3%) no período.

Segundo a Anfavea, as vendas no mercado interno em maio somaram 225,7 mil veículos, uma expansão de 16,2% sobre o mesmo período de 2024, acumulando no ano alta de 6,1%, a 986,2 mil unidades.

As exportações de maio ante o mesmo mês do ano passado saltaram 92,6%, para 51,5 mil veículos. De janeiro a maio, as vendas externas mostram expansão de 56,6%, para 213,5 mil unidades, impulsionadas em parte por forte expansão do mercado argentino.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Importação, Internacional

Importação de produtos chineses bate recorde e governo liga sinal de alerta

Indústrias siderúrgica e automobilística são as mais sensíveis à entrada de produtos chineses; no caso do aço, governo renovou e estuda medidas de defesa comercial

A entrada de produtos chineses no Brasil bateu recorde nos cinco primeiros meses deste ano e levou o governo a acender o sinal de alerta e renovar medidas de defesa comercial.

O receio das autoridades brasileiras aumentou diante da possibilidade de redirecionamento das exportações chinesas ao Brasil, em meio aos crescentes atritos comerciais entre Pequim e Washington.

O próprio vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que está “olhando com uma lupa” para as importações.

A indústria precisa estar atenta para que esse movimento não resulte numa enxurrada de produtos seja despejada no Brasil. Estamos com uma lupa nas importações. É defesa comercial total. Não é protecionismo, mas sim proteção legítima”, disse em evento realizado pelo setor industrial no final de maio.

De janeiro a maio, o Brasil importou US$ 29,5 bilhões em produtos chineses, contra US$ 23,3 bilhões no mesmo período de 2024 — um aumento de 26%.

Já no lado das exportações brasileiras para Pequim, houve uma queda de cerca de 10% no mesmo período.

É importante destacar que, em fevereiro, o Brasil importou da China uma plataforma de petróleo avaliada em US$ 2,6 bilhões. Esse tipo de compra pontual impacta diretamente a balança comercial entre os dois países.

Por causa desse peso específico, a balança comercial brasileira chegou a registrar um raro déficit de US$ 300 milhões no mês.

Entre os produtos importados que somaram mais de US$ 500 milhões nos cinco primeiros meses, os maiores aumentos ocorreram em insumos químicos e fertilizantes, cujas compras dobraram, além de compostos organo-inorgânicos e compostos heterocíclicos, substâncias utilizadas na fabricação de medicamentos, defensivos agrícolas e aditivos industriais.

Apesar disso, esses itens não estão entre os que preocupam o governo federal. O foco de monitoramento está voltado, principalmente, para as importações de aço e veículos elétricos chineses — justamente as maiores demandas da indústria nacional em termos de proteção comercial.

Há mais de um ano, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) tenta convencer o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) a antecipar o aumento da tarifa de importação de veículos elétricos. Atualmente em 18%, a alíquota será de 35% em julho de 2026.

Do outro lado, os chineses têm pressionado por uma redução das tarifas. Até o momento, não houve uma resposta do governo para nenhum dos pelitos.

As importações de aço, uma preocupação antiga da indústria brasileira, tornaram-se ainda mais sensíveis após o governo do presidente Donald Trump impor tarifas de importação sobre o produto.

A medida acentuou temores de que a China busque outros mercados, como o Brasil, para escoar seu excedente de produção. A indústria do aço, no entanto, vem sendo respondida pelo governo.

No início de junho, o Departamento de Defesa Comercial (Decom) do MDIC abriu investigação sobre as exportações de 25 grupos de produtos siderúrgicos (classificados por NCMs, a nomenclatura comum do comércio exterior) da China. Esta é a maior investigação já realizada na história do Decom em número de NCMs envolvidos.

A apuração, que busca identificar prática de dumping, quando um país vende produtos no exterior a preços inferiores aos praticados internamente, foi oficializada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (2).

Além disso, no final de maio, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Mdic, decidiu renovar a alíquota de 25% do imposto de importação para 19 tipos de aço e ampliá-la para outros quatro códigos NCM. Com isso, a taxação passa a atingir 23 produtos e terá validade pelos próximos 12 meses.

Como a entrada de aço chinês pode afetar a indústria nacional?

Na prática, a entrada em massa de aço chinês no Brasil, muitas vezes a preços abaixo do praticado no mercado local, torna o produto importado mais barato do que o nacional. Isso é o que a indústria chama de dumping.

Com isso, empresas brasileiras perdem competitividade: têm dificuldade para vender, reduzem produção, cortam empregos e, em casos extremos, fecham fábricas.

Por exemplo, se uma siderúrgica brasileira vende a tonelada do aço por R$ 6.500, mas o produto chinês chega a R$ 5.500 (com qualidade similar), fabricantes de carros, eletrodomésticos e construção civil tendem a escolher o mais barato.

É justamente por isso que o governo impõe as tarifas de importação, como uma medida de proteção à indústria nacional, na tentativa de equilibrar a competição.

Fonte: CNN Brasil

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Portos

Porto Itapoá movimentou 10 milhões de TEUs desde 2011

O Porto Itapoá (SC) movimentou 10 milhões de TEUs movimentados desde o início de suas operações em 2011. Em 2014, atingiu 1 milhão de TEUs acumulados; em 2016, 2 milhões; e em 2017, ultrapassou 3 milhões. Em 2023, o terminal movimentou 1 milhão de TEUs em um único ano.

Entre 2015 e 2025, o perfil das operações mudou: as exportações representavam 64% da movimentação e passaram a 41%, enquanto as importações aumentaram de 36% para 59%. As cadeias de importação mais movimentadas em 2015 eram “Automóveis e seus componentes” e “Eletrônicos”; em 2025, são “Plásticos e suas obras” e “Maquinário e Siderurgia”. Os principais países de origem das importações permanecem China, EUA e Alemanha.

Nas exportações, em 2015, destacavam-se “Carnes congeladas e refrigeradas” e “Maquinário geral e seus componentes”; em 2025, lideram “Produtos Florestais” e “Alimentos e Bebidas”. Os principais destinos das exportações em 2015 eram EUA, Venezuela e China; em 2025, são EUA, China e Itália.

No primeiro trimestre de 2025, o Porto Itapoá foi o segundo maior movimentador de contêineres do Brasil, com mais de 202 mil unidades registradas, atrás apenas do complexo de Santos. O aumento da movimentação foi de 37% em relação ao mesmo período de 2024, superando a média nacional de crescimento, que foi de 10%.

Fonte: Portos e navios

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Comércio

Balança comercial tem superávit de US$ 24,4 bi no ano até maio, queda de 30,6%

No acumulado do ano, a balança comercial está positiva em US$ 24,432 bilhões, valor 30,6% menor do que os US$ 35,2 bilhões registrados em 2024 no mesmo período. O valor é resultado de exportações de US$ 136,927 bilhões, contra importações de US$ 112,495 bilhões.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira, 5.

Em maio, o valor total das exportações brasileiras recuou 0,1% na comparação com o mesmo mês anterior, somando US$30,1 bilhões. Com importações de US$ 22,9 bilhões, o superávit no mês foi de US$ 7,39 bilhões, abaixo dos US$ 8,29 bilhões de dólares esperados por economistas segundo pesquisa da agência Reuters.

Veja a seguir os destaques da balança comercial no mês.

Exportações da indústria crescem com preço menor

A única categoria de bens exportados a registrar um aumento em maio foi a indústria da transformação, com alta de 3,4% para um valor de US$ 15,3 bilhões, com um volume embarcado 5,2% maior.

O volume de exportações da indústria extrativa também cresceu: registrou uma alta de 7,1%. No entanto, uma queda de 12,8% nos preços anulou os ganhos e levou à queda de 6,6% no valor exportado.

Principais produto de extração comercializado pelo Brasil, os óleos brutos de petróleo ficaram 15,2% mais barato no ano. Já o preço do minério de ferro recuou 11,3% no mesmo período.

Impactos da agropecuária na balança comercial

Na agropecuária, houve um recuo de 5,4% no volume. Apesar de preços 8,4% maiores, o valor total das exportações no mês, de US$ 7,4 bilhões, foi 0,6% menor do que no mesmo período em 2024.

O recuo foi puxado principalmente pelo café não torrado, cujo volume exportado diminuiu 30,3% em 2025. Como o Brasil é um dos principais exportadores do produto, o preço registrou alta, porém não suficiente para anular as perdas com a queda de quantidade.

Ainda no grupo da agropecuária, houve um recuo de 12,9% em preço e de 14,4% em volume nas exportações de carne de aves. O recuo na quantidade derivou sobretudo dos casos de gripe aviária identificados no Brasil.

No acumulado do ano, o volume total de exportações fica próximo a estabilidade, com uma leve queda de 0,3%. As diferenças de preços levam no entanto a uma diferença maior no valor exportado, que é 1,5% menor do que em 2025.

Importações

Já em relação aos itens importados pelo Brasil, cresceram os volumes de bens de capital (12,6%), bens intermediários (7,6%) e bens de consumo (24,4%). O único recuo sinalizado foi em combustíveis (10,7%).

No total, o crescimento do volume importado foi de 7,7%. No valor, o aumento foi de 4,7% para US$ 22,9 bilhões.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Internacional, Portos

Portos se preparam para movimentação recorde após acordo em Paris

Previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é que o segundo semestre registre recordes de leilões

A certificação que o Brasil recebe sexta-feira, 6, em Paris de país livre da febre aftosa sem vacinação deve intensificar o ritmo de arrendamentos portuários. A previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é que o segundo semestre registre recordes de leilões e investimentos.

O país exportou neste primeiro trimestre, somente de carne bovina, 18% a mais do que o mesmo período do ano passado e 40% do que foi registrado em 2023. Os quatro principais portos de exportação foram Paranaguá (PR), Santos (SP), Itapoá (SC) e Rio Grande (RS).

Paranaguá teve leilão este ano que irá dobrar a capacidade de movimentação de carga e está prestes a ser o primeiro porto do país a ter concessão do canal de navegação. Santos também terá concessão de seu canal e fará em 2025 o maior leilão de um terminal portuário, que aumentará em 50% sua capacidade de movimentação de contêineres.

Itapoá inaugurou em 2024 o novo terminal de contêineres, que dobra sua capacidade de movimentação de carga. E o porto de Rio Grande terá em 2026 três novos leilões para granel líquido.

Fonte: Veja

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Exportação, Industria

Brasil pode multiplicar 22 vezes exportações à UE com aço e alumínio mais ‘verdes’, diz BCG

Investindo na descarbonização da indústria de minérios, o Brasil pode atrair entre 10 e 15 bilhões de euros em investimentos e multiplicar as exportações para a União Europeia em 20 a 22 vezes, afirma estudo da consultoria BCG (Boston Consulting Group) apresentado em Paris nesta segunda-feira (2).

Analisando reservas naturais brasileiras e uma disponibilidade de energia renovável que tende a crescer, a pesquisa sustenta que o país tem uma boa oportunidade de aumentar mercado atendendo anseios de grandes indústrias europeias no setor automotivo, por exemplo, que já fixaram metas de adquirir matéria-prima menos intensiva em emissões de gases estufa.

Fonte: Um Só Planeta 

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Comércio Exterior, Exportação

Indústria avícola pressiona para reabrir mercados de exportação

Duas semanas após conter totalmente um surto de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e com mais da metade do período de 28 dias já transcorrido para o Brasil se autodeclarar livre da doença, os frigoríficos brasileiros de carne de frango intensificam as negociações com importadores para aliviar as restrições comerciais impostas por protocolos sanitários internacionais.

Nesta quinta-feira (5 de junho), Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), se reunirá em Bruxelas com importadores e representantes de empresas processadoras de carne de frango da Europa. Será o primeiro encontro presencial com foco principal na reabertura dos mercados de exportação.

“Agora que voltamos a estar livres da gripe aviária em plantéis comerciais, nosso trabalho é recuperar o mercado o mais rápido possível”, disse Santin ao Valor. “O Brasil está pedindo que as restrições sejam reduzidas para um raio de 10 quilômetros, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), especialmente agora que já se passaram mais de 10 dias desde a contenção do surto. O Brasil tem todos os motivos para argumentar que nem mesmo o Rio Grande do Sul deveria continuar fechado”, acrescentou.

A União Europeia foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras de frango em 2024, com importações de 231.800 toneladas da proteína.

Confira a seguir os principais destinos do frango brasileiro no primeiro quadrimestre de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Principais destinos do Frango Brasileiro| Jan a  Abr 2025| TEU

O surto foi confirmado em 15 de maio. O Brasil notificou oficialmente a OMSA sobre a contenção da doença em 21 de maio, iniciando a contagem dos 28 dias exigidos para que um país possa se autodeclarar livre da gripe aviária, desde que não surjam novos casos.

A reunião em Bruxelas contará com a presença do embaixador Pedro Miguel, chefe da missão brasileira na União Europeia, e de empresas importadoras. Nesta semana, Jordânia e Kuwait anunciaram o afrouxamento de suas proibições, limitando as restrições às plantas localizadas no Rio Grande do Sul. Segundo Santin, Bolívia, Líbia, Namíbia e Peru também sinalizaram que podem tomar medidas semelhantes em breve.

“Estamos mostrando que as medidas de biossegurança funcionaram. A tendência agora se inverte, o que é muito positivo. Nenhum novo país está fechando seus mercados — e alguns estão reabrindo”, afirmou Santin. Ele também destacou a importância de manter o comércio aberto com mais de 120 países que continuam importando carne de frango brasileira sem restrições.

Santin ressaltou ainda que mercados importantes como Japão, Reino Unido, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Cingapura, Vietnã e Egito adotaram medidas de regionalização em vez de proibições totais.

Essas decisões, segundo ele, refletem uma revisão mais ampla dos protocolos comerciais para limitar as restrições às regiões afetadas — mudança fortalecida pela rápida resposta do governo brasileiro e do setor privado ao único caso confirmado de gripe aviária em plantel comercial até o momento. Nesta semana, casos suspeitos em granjas de Anta Gorda (RS) e Bom Despacho (MG) foram descartados, embora uma nova investigação tenha sido iniciada em Teutônia (RS).

Um dos principais argumentos das autoridades e frigoríficos brasileiros nas negociações é o impacto das proibições de exportação sobre os preços ao consumidor nos países importadores. Na África do Sul, por exemplo, os preços de alguns produtos avícolas triplicaram desde a imposição do embargo, segundo Santin.

“Esperamos que, passada essa tempestade, possamos voltar a esses países e usar isso como argumento para revisar os protocolos. Precisamos reconhecer que esse tipo de evento pode voltar a acontecer, mas sem gerar interrupções comerciais”, afirmou.

A ABPA já tinha reuniões agendadas nas Filipinas e no Japão para agosto, mas considera antecipá-las. Enquanto isso, os contatos com os principais compradores seguem diariamente por telefone. Segundo Santin, não houve movimentações por parte da China até agora. “O diálogo segue aberto entre as autoridades. Nossos adidos agrícolas estão lá, toda a documentação necessária foi enviada. Agora é esperar e respeitar a autonomia da China”, afirmou.

Santin também elogiou os esforços do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), classificando o trabalho de contenção do surto como “impecável”. Segundo ele, a OMSA elogiou a comunicação do Brasil pela “clareza, precisão, rapidez e transparência”.

A ABPA ainda não fechou os dados de exportação de maio, mas dados preliminares indicam que os embarques se mantiveram estáveis em relação a abril, apesar das restrições impostas após o surto confirmado em 15 de maio. Comparando as duas primeiras semanas do mês com o período posterior ao caso de Montenegro, o volume médio diário de exportações caiu apenas 1,74%, disse Santin.

Fonte: Valor International

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Comércio Exterior, Economia

Brasil deu um dos maiores saldos positivos para balança comercial de Trump

O Brasil representou um dos maiores saldos positivos na balança comercial dos EUA, desde o início do governo de Donald Trump em 2025. No primeiro trimestre do ano, esteve na segunda posição entre os países com maior saldo positivo de exportações para o solo norte-americano.

Em dados oficiais publicados nesta quinta-feira, o governo americano indicou que o déficit comercial dos EUA com o mundo caiu de US$ 138 bilhões em março para apenas US$ 61 bilhões em abril, depois que a onda protecionista entrou em vigor.

Sobre o mês de abril, isoladamente, o maior saldo positivo dos EUA foi com Hong Kong (US$ 6,9 bi), seguido pela Holanda (US$ 4,8 bi), Reino Unido (US$ 4,3 bi), Suíça (US$ 3,5 bi), Austrália (US$ 1,4 bi) e Cingapura (US$ 1,4 bi). O Brasil vem na sétima posição, com US$ 1 bilhão de superávit para as exportações americanas. O país foi alvo de tarifas de 10% em todos seus produtos, além de taxas contra o aço – hoje em 50% – veículos e autopeças.

No mesmo mês, os EUA tiveram resultados negativos com a China ($19,7 bi), UE ($17,9 bi), Vietnã ($14,5 bi), México ($13,5 bi), Japão (US$ 5,8 bi), Alemanha (US$ 5,4 bi), Índia (US$ 5,3 bi), Coreia do Sul (US$ 3,3 bi) e vários outras grandes economias. O déficit americano com Taiwan aumentou, chegando a US$ 9,7 bilhões em abril.

Mas foi o levantamento sobre o primeiro trimestre que revelou uma posição de destaque ainda maior para o Brasil. Os números do primeiro trimestre mostram superávits, em bilhões de dólares, com a Holanda (US$ 18,1), Brasil (US$ 7,2), Reino Unido (US$ 5,9), Cingapura (US$ 4,2), Hong Kong (US$ 4,0), Arábia Saudita (US$ 2,6) e Bélgica (US$ 1,0).

A posição do Brasil deve ser usado pelo governo Lula nas negociações com Trump. As equipes dos dois países se reúnem para tentar chegar a um acordo e um dos argumentos usados pelo Itamaraty é de que a economia brasileira já recebe bens americanos de forma significativa e com tarifas baixas.

O resultado da balança comercial no primeiro trimestre do ano seria uma “prova” disso. Neste mesmo período, os americanos tiveram um déficit de US$ 82 bilhões com a Europa, US$ 71,1 bilhões com a China, US$ 52 bilhões com a Suíça e US$ 49 bilhões com o México.

De fato, houve um aumento do déficit com a União Europeia em US$ 44,6 bilhões.

Neste período, para todo o mundo, as exportações americanas aumentaram US$ 3,8 bilhões, para US$ 172,1 bilhões, e as importações aumentaram US$ 48,4 bilhões, para US$ 254,1 bilhões.

O superávit com a América do Sul e Central aumentou US$ 1,8 bilhão, chegando a US$ 15,5 bilhões no primeiro trimestre. As exportações aumentaram US$ 2,7 bilhões, para US$ 94,7 bilhões, e as importações aumentaram US$ 0,9 bilhão, para US$ 79,2 bilhões.

Fonte: UOL

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