Comércio Exterior, Exportação

As exportações da China para o Brasil atingiram 29,5 bilhões de dólares de janeiro a maio, um recorde

As exportações da China para o Brasil atingiram US$ 29,5 bilhões de janeiro a maio, um recorde na série histórica iniciada em 1997, em meio à guerra tarifária iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, segundo especialistas, no caso brasileiro, a expansão também está relacionada a fatores além da disputa comercial global.

Nos cinco primeiros meses de 2025, as importações brasileiras em geral cresceram 9,22% em relação ao mesmo período de 2024, para US$ 112,5 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A compra de produtos da China, porém, foi a que mais cresceu, com alta de 26,5%. As importações vindas de outros parceiros comerciais, como Estados Unidos (9,9%) e União Europeia (4%) cresceram bem menos, enquanto as de produtos do Mercosul caíram 1,8%.

O crescimento nas importações de produtos da China, à primeira vista, corrobora a expectativa de que o país asiático teria de inundar outros mercados com seus produtos para compensar a queda no volume exportado aos Estados Unidos, com quem trava uma guerra tarifária desde fevereiro.

Especialistas, porém, apontam que o efeito do redirecionamento da produção da China, embora já comece a ser visto, ainda não é tão grande, e vai ganhar força no decorrer do ano. Por enquanto, dizem, a expansão reflete principalmente fatores como a atividade econômica interna aquecida.

Além disso, houve a compra de uma plataforma de petróleo vinda da China em fevereiro, que custou cerca de US$ 2,7 bilhões e ajudou a inflar o número das transações comerciais entre os dois países no período.

O economista Matheus Pizzani, da corretora CM Capital, que acompanha os dados da balança comercial brasileira mensalmente, observa que, no início do ano, o crescimento das importações chinesas no Brasil foi impulsionado pelos chamados bens de capital – maquinários e equipamentos usados pelas empresas para produzir outros bens e serviços.

Os bens finais, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, só começaram uma tendência de aumento em abril. Esse movimento, segundo ele, pode refletir “em alguma medida” o efeito da guerra tarifária e o atrito entre China e Estados Unidos. A sobretaxa de aço e alumínio entrou em vigor em 12 de março; e a para automóveis, em 3 de abril.

Pizzani reforça que a continuidade do crescimento das importações dos bens finais dependerá do cenário da economia doméstica. “São bens que, no limite, não são essenciais. A demanda por eles depende diretamente no nível da atividade e da confiança das pessoas em adquiri-los”, reforça.

O aumento das importações de produtos da China pelo Brasil, que bateram recorde nos cinco primeiros meses do ano, deve ser creditado, além da atividade doméstica aquecida, ao bom momento do setor agropecuário. A supersafra demanda itens como adubos e fertilizantes, observa a economista Gabriela Faria, da Tendências Consultoria. “A safra de soja foi muito boa e com remuneração positiva aos produtores. Eles conseguiram se preparar para fazer novos investimentos”, diz ela.

O presidente da Associação da Câmara de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro, destaca que a queda no preço de commodities nos últimos meses diminuiu o custo de muitos dos bens fabricados pela China, o que favoreceu a produção e, consequentemente, a exportação para o Brasil. “Era um cenário anterior ao tarifaço promovido pelo presidente Donald Trump dos Estados Unidos. As medidas de Trump vieram apenas consolidar uma tendência que já era imaginada”, pontua.

Castro observa ainda que a China tem focado em produtos de alto valor agregado, o que ajuda a turbinar os valores envolvidos nas importações feitas pelo Brasil. “Invariavelmente, mais produtos que eles venderiam para os americanos vão chegar aqui. É claro que o Brasil não tem como substituir os Estados Unidos, afinal de contas nosso mercado é bem menor, mas devemos ficar com alguma coisa”, avalia.

Trump iniciou uma guerra comercial com a China, impondo tarifas para pressionar mudanças em práticas comerciais. A China retaliou afetando produtos americanos. O confronto abalou mercados globais e cadeias de suprimentos. O presidente da Associação Brasileira de Importadores (Abimp), Michel Platini, considera que parte dos produtos chineses que agora chegam ao Brasil só entrou no País devido ao fechamento do mercado americano em meio à escalada tarifária.

Platini explica que os custos estavam em baixa na China no início do ano, o que incrementou a produção, ao mesmo tempo que os Estados Unidos anunciaram tarifas acima de 100% ao país asiático. “O investimento nessa produção já havia sido feito, mas um mercado importante (os EUA) foi praticamente fechado, houve essa necessidade de redirecionamento”, diz.

O cenário, acrescenta Platini, “deu fôlego” a um movimento já bastante consolidado dos consumidores brasileiros, de comprar itens do segmento têxtil, utensílios domésticos e de bazar vindos da China a partir de plataformas de comércio online como Mercado Livre, Amazon e Temu.

Ele acrescenta que o aumento da entrada desses itens por aqui só não foi mais forte por conta do movimento grevista de servidores da Receita Federal em terminais alfandegários, que perdura desde novembro passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Sul

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Logística

Apesar de problemas pontuais, SC tem a segunda melhor logística do Brasil

Apesar de apresentar deficiências pontuais, Santa Catarina ocupa a segunda colocação no ranking de competitividade logística dos estados brasileiros, atrás apenas de São Paulo. O dado é do Centro de Liderança Pública (CLP), e reflete o desempenho logístico do estado mesmo diante de desafios significativos — especialmente na malha rodoviária.

“Embora Santa Catarina possua restrições em todos os modais, considerando que o modal rodoviário é responsável por aproximadamente 70% da nossa matriz de transporte, a situação precária das rodovias, tanto federais quanto estaduais, é hoje o maior entrave. Ainda assim, temos a segunda melhor logística do país”, destaca Egídio Martorano, presidente da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Segundo Martorano, é urgente investir na conclusão de obras em andamento, bem como na restauração e manutenção preventiva de grande parte da malha existente. “A preservação do patrimônio rodoviário exige ações de curto, médio e longo prazo.”

Outro ponto crítico é o acesso terrestre aos portos, que ainda enfrenta gargalos importantes. “Também precisamos ampliar e diversificar a matriz de transporte, com investimentos consistentes na malha ferroviária. E é estratégico adequar nossos portos para receber navios de maior porte, que exigem calado mais profundo. A dragagem na Baía da Babitonga (em Itapoá e São Francisco do Sul), viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) do Governo do Estado, é um bom exemplo.”

Martorano cita ainda outros desafios, como a ampliação do canal de acesso e da bacia de evolução do rio Itajaí-Açu, que atende os portos de Itajaí e Navegantes, além de ajustes necessários no molhe do porto de Imbituba.

No modal aéreo, ele defende a implementação de uma política estadual de transporte de passageiros e cargas, especialmente para a aviação regional. “O Plano Aeroviário Estadual, recentemente atualizado pelo Governo Jorginho Mello, pode ser uma referência técnica importante para o setor”, pontua.

Para o especialista, o principal gargalo logístico do estado é a falta de investimentos sustentáveis e de um planejamento integrado e de longo prazo. “O Governo do Estado já iniciou esse processo com a contratação do Plano Estadual de Transporte e Logística (PELT), uma iniciativa essencial para consolidar uma visão estratégica.”

Espaço de discussões e fomento

Nesse cenário, a feira Logistique 2025, que será realizado em agosto no Expocentro BC, em Balneário Camboriú, surge como espaço relevante de debate e articulação. “A Logistique é um fórum importante para discutir os gargalos da infraestrutura logística catarinense e fomentar investimentos que agreguem competitividade à indústria e fortaleçam a imagem do estado nos cenários nacional e internacional”, afirma o diretor-geral do evento.

Além da feira, o evento — considerado um dos mais expressivos do setor no Brasil — conta com o Logistique Summit , um congresso técnico que promove discussões qualificadas sobre o futuro da logística em Santa Catarina. “Grandes nomes da economia, logística, comércio exterior e navegação farão parte dos painéis e debates do Summit”, informa a diretora executiva do evento, Karine Marmitt.

Egídio Martorano, da Fiesc, destaca ainda o papel estratégico da Logistique como ponto de encontro entre profissionais do setor público e privado. “Eventos como este são fundamentais para debater desafios, compartilhar soluções e se atualizar quanto às tendências, inovações tecnológicas e novidades do setor. A Logistique se consolida como referência, reforçando a vocação de Santa Catarina como um hub logístico essencial para o Sul do Brasil e para o país como um todo.”

Fonte: Informativo dos Portos

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Portos

Porto de Itajaí está incluído na Rota Bioceânica

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, cumpre agenda em Brasília nesta quarta-feira, 11, para tratar da inclusão do terminal na Rota Bioceânica de Capricórnio, novo corredor logístico que ligará a China ao Mercosul e à Europa, passando por países da América do Sul.

“Participei de uma reunião com a equipe técnica do Ministério do Planejamento, na qual foi confirmada a entrada de Itajaí na rota, considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro. Isso significa mais faturamento, arrecadação e empregos para Itajaí ”, afirmou o superintendente.

Confira a seguir um histórico da movimentação de cargas no Porto de Itajaí. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Movimentação de cargas no Porto de Itajaí | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

A rota, que deve estar concluída até 2026 e ter início das operações previsto para 2027, tem como principais benefícios a redução de até 40% nos custos logísticos e a diminuição de cerca de duas semanas no tempo de transporte marítimo. A medida também deve ampliar a competitividade dos produtos do Sul e Centro-Oeste do Brasil e facilitar o comércio com países da Ásia, Europa e do próprio Mercosul.

Um dos ganhos mais significativos para o Porto de Itajaí é a expectativa de crescimento nas exportações sul-americanas com destino à Europa, especialmente diante da possível celebração de um acordo de livre comércio com a União Europeia. Com isso, Itajaí desponta como um dos terminais com maior potencial para atender esse novo fluxo de comércio internacional.

Além das tratativas técnicas, João Paulo Bastos articulou com o Ministério do Planejamento a realização de um evento em Santa Catarina para apresentar à sociedade os impactos e o potencial da Rota Bioceânica, reforçando o protagonismo logístico do estado no novo cenário do comércio exterior.

Fonte: Porto de Itajaí

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Importação, Negócios

Empresas de baixo risco ganham agilidade e mais prazo nas licenças de importação

Portaria da Secex/MDIC amplia benefícios do programa OEA-Integrado e pode facilitar a utilização de mais de 40 mil licenças por ano

Empresas consideradas de baixo risco agora podem obter licenças de importação com mais rapidez e maior prazo de validade. Portaria publicada nesta quarta-feira (11/6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) permite aos agentes certificados no Programa Operador Econômico Autorizado Integrado da Secex (OEA-Integrado Secex) a obtenção de prioridade na análise dos pedidos de licença. Além disso, a validade do documento – que varia caso a caso – pode ser até 50% superior a usual.

Com as autorizações da Secex sendo emitidas de forma mais ágil e com período maior de validade, a expectativa é de que as empresas certificadas diminuam a quantidade de pedidos de licença ao órgão, tornando o processo menos oneroso tanto para governo quanto para o setor privado. 

O Programa OEA-Integrado Secex oferece benefícios para empresas que demonstrem ser confiáveis quanto ao cumprimento de regras publicadas pela Secretaria sobre operações de comércio exterior. O principal requisito que um agente precisa atender é sua prévia certificação na modalidade conformidade do Programa OEA, instituído pela Receita Federal.

Em harmonia com as diretrizes de simplificação e maior eficiência da ação governamental, não é necessária a apresentação à Secex de qualquer informação ou documento encaminhado anteriormente ao órgão fazendário.

A medida amplia a lista de benefícios oferecidos no âmbito do OEA-Integrado Secex, passando a incluir licenças expedidas pela Secretaria para a entrada no país de material usado, de bens sujeitos a benefícios fiscais e de itens objeto de cotas com redução da tarifa de importação.

Até agora, as vantagens estavam concentradas nas operações associadas ao drawback suspensão e isenção, que desoneram de tributos a importação ou a aquisição no mercado interno de insumos para a produção de bens exportados.

Em 2024, as exportações das empresas certificadas no OEA-Integrado Secex totalizaram US$ 10,36 bilhões, respondendo por 15% das vendas externas totais apoiadas pelo drawback no mesmo período (US$ 68,7 bilhões).

“A nova regulamentação dá mais agilidade e reduz os custos das empresas. E está alinhada às boas práticas internacionais, reforçando o compromisso do MDIC com a agenda de facilitação comercial”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Com a ampliação do OEA-Integrado Secex, 77 empresas já certificadas passam a se beneficiar de forma imediata das novas facilidades implementadas. A medida também torna a certificação ainda mais atrativa para novos operadores, visto que somente em 2024 foram emitidas mais de 40 mil licenças de importação não automáticas elegíveis às vantagens do programa, viabilizando cerca de US$ 5 bilhões em importações no período.

Condições para certificação

A nova regulamentação também passa a permitir que as empresas certificadas no OEA-Integrado Secex corrijam situações de desconformidade antes de sofrerem uma medida mais severa. Assim, eventual descumprimento do compromisso de exportação por parte da empresa, dentro do drawback, que antes resultava na suspensão imediata do programa por dois anos, agora ocasiona uma advertência, com a suspensão sendo aplicada apenas em caso de reincidência.

Programa OEA

O Programa OEA é uma ferramenta preconizada pela Organização Mundial de Aduanas (OMA). É também um dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo sobre a Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Consiste, basicamente, na certificação concedida pela Receita Federal aos operadores da cadeia internacional de suprimentos que demonstrem capacidade de gerir os riscos aos quais estão expostos.

A adesão é voluntária e o operador de comércio exterior deve atender aos níveis de segurança e conformidade previamente estabelecidos. O programa oferece aos agentes privados benefícios que resultam em maior agilidade e trâmites simplificados para exportar e importar.

Conforme o Regulamento Aduaneiro Brasileiro (Decreto nº 6.759/2009) e a Portaria RFB nº 435/2024, é possível a participação, no Programa OEA, de outros órgãos e entidades da administração pública que exercem controles sobre operações de comércio exterior por meio do módulo OEA-Integrado.

Para mais informações sobre o OEA-Integrado Secex, incluindo a relação de todos os benefícios do programa, as instruções acerca de como solicitar a certificação perante a Secex e a lista das empresas atualmente certificadas, acesse a PÁGINA OEA-INTEGRADO.

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Portos

No primeiro quadrimestre, portos paranaenses crescem 6,8% na movimentação geral

Soja em grão e farelo estão entre os maiores volumes de exportação; fertilizantes lideram a importação de produtos

A movimentação geral dos portos paranaenses entre janeiro e abril de 2025 foi de 22.837.680 toneladas, número 6,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, que somou 21.377.501 toneladas. A soja em grão apresentou o maior volume exportado, com 5.495.034 toneladas, um aumento de 10% em relação a 2024 (4.985.019 toneladas).

“O crescimento constante dos portos paranaenses nos últimos anos é resultado da atuação rigorosa da equipe técnica, tanto na logística quanto em todo o processo operacional”, pontuou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O farelo de soja também apresentou um aumento expressivo no período. De 1.986.107 toneladas em 2024, saltou para 2.407.836 toneladas em 2025 — um crescimento de 21%. “O Brasil começou a participar desse mercado para atender ao gap da Argentina, que enfrenta problemas de safra, e acabou se consolidando. A Argentina opera com estrutura sucateada, enquanto o Brasil está investindo e consegue ser mais eficiente e competitivo”, explicou o membro do Conselho de Administração da Portos do Paraná, Giovani Ferreira.

Na importação, o destaque vai para os fertilizantes, que alcançaram a marca de 3.395.960 toneladas movimentadas nos portos paranaenses entre janeiro e abril deste ano. O volume está 7% acima do mesmo período do ano passado, quando foram registradas 3.179.252 toneladas do produto.

Recorde de caminhões

Devido à alta demanda por soja e farelo, a movimentação de veículos bateu recorde histórico no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. De janeiro a abril deste ano, 181.651 caminhões passaram pela triagem, superando o recorde anterior registrado no mesmo período de 2020, com 175.280 veículos.

Focado no recebimento de granéis sólidos vegetais, o pátio recebeu, majoritariamente, cargas de grãos de soja (5.495.034 toneladas) e farelo de soja (2.407.836 toneladas) nos quatro primeiros meses do ano. A maior parte dessas cargas veio dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

“Temos um rigoroso sistema de análise que garante aos clientes o recebimento de produtos livres de materiais contaminantes, o que aumenta o interesse internacional pelos nossos produtos”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

O Pátio de Triagem tem como objetivos principais retirar o excesso de veículos das vias de acesso ao porto e avaliar a qualidade das cargas a serem exportadas. A estrutura também é responsável pelo agendamento de dia e horário de entrada de cada caminhão, evitando filas na BR-277.

Fonte: Portos do Paraná

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Internacional, Mercado Internacional

EUA e México se aproximam de acordo para reduzir tarifas de 50% sobre o aço

Acordo permitiria que compradores dos EUA importassem aço mexicano sem tarifas, desde que mantivessem os embarques totais abaixo de um nível

Os EUA e o México estão próximos de um acordo que removeria as tarifas de 50% sobre importações de aço impostas pelo presidente Donald Trump, até um certo volume, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Trata-se de uma reformulação de um acordo semelhante entre os parceiros comerciais durante o primeiro mandato de Trump. Trump não tem participado diretamente das negociações e precisaria aprovar qualquer acordo.

As conversas estão sendo lideradas pelo Secretário de Comércio Howard Lutnick, segundo as fontes, que pediram anonimato devido à privacidade das discussões. As pessoas disseram que o acordo ainda não foi finalizado.

Nos termos atuais, o acordo permitiria que compradores dos EUA importassem aço mexicano sem tarifas, desde que mantivessem os embarques totais abaixo de um nível baseado nos volumes históricos de comércio, segundo as fontes. O novo limite seria maior do que o permitido no acordo semelhante durante o primeiro mandato de Trump, que nunca foi um número fixo, mas projetado para “prevenir aumentos repentinos”.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O gabinete da presidente mexicana Claudia Sheinbaum também não respondeu ao pedido.

As ações de aço dos EUA caíram no final do pregão após o relatório da Bloomberg. Cleveland-Cliffs Inc. caiu mais de 7%, e Nucor Corp. caiu mais de 4%. O peso mexicano reduziu as perdas.

Em um evento na terça-feira, o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, disse que informou autoridades dos EUA em reuniões na semana passada que as tarifas sobre aço não são justificadas no caso do México, porque os EUA enviam mais aço para o México do que o contrário. Na sexta-feira passada, ele postou uma foto mostrando um aperto de mãos com Lutnick sorridente em Washington.

“Estamos aguardando a resposta deles, porque na sexta-feira demos os detalhes do argumento do México e estamos certos”, disse Ebrard a repórteres na terça-feira. “Então vamos esperar a resposta deles, que provavelmente será ainda esta semana.”

Na semana passada, Trump anunciou que dobraria as tarifas sobre o aço para 50%, após dizer que aprovaria a compra da United States Steel Corp. pela japonesa Nippon Steel Corp., uma medida que, segundo ele, protegeria a indústria doméstica e a segurança nacional. Enquanto os produtores domésticos de aço recebem bem a medida, os usuários finais têm pedido ao governo que alivie as tarifas.

As negociações ocorrem enquanto Sheinbaum busca um acordo com Trump sobre imigração e tráfico de drogas na fronteira compartilhada, que o líder dos EUA exige que o México interrompa. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, acusou Sheinbaum na terça-feira de “incentivar” mais protestos contra deportações em Los Angeles, onde os EUA enviaram tropas. Sheinbaum chamou a alegação de Noem de “absolutamente falsa”.

As conversas também acontecem antes da cúpula do Grupo dos Sete no Canadá, onde os dois presidentes provavelmente se encontrarão.

As importações de aço dos EUA vindas do México totalizaram cerca de 3,2 milhões de toneladas métricas no ano passado, representando 12% do total de embarques do material, segundo dados do Departamento de Comércio. Um acordo anterior entre os EUA e México em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, concordou em prevenir volumes de importação que excedessem níveis médios do período de 2015 a 2017.

Fonte: Info Money

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Comércio, Portos

Porto do Itaqui tem o melhor mês de maio da história em movimentação de cargas

Em mais um recorde alcançado no ano, o Porto do Itaqui movimentou cerca de 3,6 milhões de toneladas de cargas no mês de maio de 2025, consolidando o melhor desempenho já registrado para esse mês na história do porto. O volume superou o recorde anterior, de maio de 2023, que totalizou 3,35 milhões de toneladas.

No acumulado do ano, o Itaqui já registra 13,81 milhões de toneladas movimentadas, fato que representa um crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e um desempenho de 9% acima do volume previsto no planejamento anual.

Os grandes destaques por tipo de carga foram:

Carga Geral: A movimentação de celulose foi de 182 mil toneladas, 30% superior ao planejado para o mês e 60% acima do registrado em maio de 2024;

Granel Sólido: O embarque de ferro gusa atingiu 120 mil toneladas, apontando um crescimento de 34% em relação ao mesmo mês do ano anterior;

Granel Líquido – Derivados de Petróleo (entreposto): As operações de transferência entre navios (ship-to-ship) movimentaram 316 mil toneladas, desempenho 50% acima do planejado e 333% superior ao registrado em maio de 2024;

Granel Líquido – Derivados para o mercado interno (tancagem): Foram movimentadas 468 mil toneladas, 8% acima do volume planejado e 19% acima do resultado de maio do ano anterior.

Ainda sobre os granéis líquidos, a produtividade média mensal superou a meta estabelecida. Entre os produtos movimentados, o diesel se destacou, respondendo por 75% do volume total, seguido pela gasolina, com 19%. No que se refere aos operadores, a Transpetro liderou as operações, sendo responsável por 85% da carga movimentada, seguida pela Granel Química, com 11%, e pela Ultracargo, com 4%.

“Mais um mês de crescimento no nosso porto. Esses números são resultado do trabalho coletivo realizado pelos operadores portuários e investidores que acreditam no potencial do Maranhão, fortalecendo a posição estratégica do Porto do Itaqui no cenário logístico nacional”, comunicou o diretor de operações do Itaqui, Carlos Roberto Frisoli.

Quanto mais eficiência e capacidade operacional, mais investimentos e desenvolvimento econômico regional o porto atrai. “O Itaqui já é um dos principais hubs logísticos e comerciais com destaque nacional e internacional. A cada meta superada, é mais desenvolvimento gerado para o nosso estado”, acrescentou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça.

Fonte: Datamar News

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Agronegócio

Abates de bovinos, suínos e frangos registram recordes no primeiro trimestre

Aquisição de leite cru e produção de ovos também cresceram no período

A agropecuária brasileira registrou recordes no abate de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre de 2025, mostram os resultados completos das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O abate de bovinos cresceu 4,6% no primeiro trimestre de 2025, para 9,869 milhões de cabeças, em comparação ao mesmo período de 2024. Esse é o maior nível de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1997. Em relação ao quarto trimestre de 2024, o aumento foi de 1,9%.

O aumento do número de cabeças abatidas na comparação com o primeiro trimestre de 2025 foi de 435,61 mil, com altas em 22 das 27 unidades da federação. O mês de maior atividade no abate de bovinos foi janeiro, quando foram abatidas 3,35 milhões de cabeças, 4,8% a mais do que em janeiro de 2024.

O abate de fêmeas apresentou alta de 11,3% contra igual período de 2024, o que demonstra a continuação da tendência de aumento dessa categoria nos primeiros meses de 2025, segundo o IBGE.

Na criação de suínos, o aumento de abates foi de 1,6% no primeiro trimestre de 2025, em relação ao primeiro trimestre de 2024, para 14,325 milhões de cabeças. Foram 230,99 mil cabeças a mais, um aumento puxado por altas em 17 das 26 unidades da federação que participam da pesquisa.

Já o abate de frangos cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2025, para 1,639 bilhão de aves. Foram 37,17 milhões de cabeças a mais, com expansão dos abates em 20 das 26 unidades da federação acompanhadas pela pesquisa. No primeiro trimestre, o Brasil ainda tinha o status de livre de gripe aviária, depois suspenso devido ao caso registrado em uma granja comercial em Montenegro (RS) em maio.

Leite

A aquisição de leite cru feita por estabelecimentos sob inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) subiu 3,4% no primeiro trimestre de 2025 em comparação a igual trimestre de 2024, para 6,49 bilhões de litros. O IBGE informou ainda que, frente ao quarto trimestre de 2024, a aquisição de leite caiu 4,3%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, a alta de 3,4% significou um acréscimo de 210,55 milhões de litros de leite captados em nível nacional. Houve aumento em 19 das 26 unidades da federação participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.

A região Sul respondeu pela maior proporção na captação de leite cru no país, com 39,6% do total, seguida pelas regiões Sudeste (36,3%), Centro-Oeste (10,9%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,9%). No caso da região Nordeste, o primeiro trimestre foi recorde na aquisição de leite, puxado por aumento da produtividade, segundo a gerente da pesquisa, Angela Lordão.

“O Sul do país apresentou o maior volume adquirido em primeiro trimestre para a grande região. Paraná foi o estado que teve o maior crescimento (10,1%) em relação ao mesmo período do ano anterior”, afirma Lordão. Ela acrescenta que houve uma demanda boa para os derivados lácteos, com redução nos custos de produção no segundo semestre do ano passado, o que interferiu na atividade, aumentando o investimento.

O preço médio do leite pago ao produtor que foi de R$ 2,76, um aumento de 22,1% versus o primeiro trimestre de 2024 e estabilidade em relação ao quarto trimestre de 2024.

Ovos

A produção de ovos de galinha cresceu 8,3% no primeiro trimestre de 2025, para 1,196 bilhão de dúzias, em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2024, houve queda de 1% na produção.

Vinte e cinco dos 26 Estados apresentaram alta da produção no primeiro trimestre de 2025, ante igual período de 2024, o que resultou em 92,14 milhões de dúzias a mais.

Mais da metade das granjas (55% ou 1.132 delas), produziram ovos para o consumo, o que respondeu por 83% do total de ovos produzidos. Por outro lado, 925 granjas (45%) produziram ovos para incubação, ou 17% do total de ovos produzidos.

A gerente da pesquisa, Angela Lordão, explicou que o primeiro trimestre do ano é geralmente um período de menor oferta de ovos, por causa do calor, e este ano ainda houve aumento nos custos de alimentação. A combinação afetou os preços, apontou. Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os preços de ovos de galinha subiram 31,7% no primeiro trimestre de 2025.

“Tivemos, ainda, uma demanda que foi particularmente aquecida, tanto pela Quaresma, quanto por um aumento nas exportações, impulsionada por uma inflação do preço do ovo nos Estados Unidos”, disse.

Fonte: Globo Rural

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Internacional

China vê avanço e relação estável com EUA, mas diz que ‘não há vencedores em guerra comercial’

As conversas comerciais com os Estados Unidos em Londres avançaram, afirmou o ministério do Comércio da China nesta quarta-feira (11), mas o país fez cobranças diretas a Washington e reiterou sua disposição de manter firmeza em disputas tarifárias. Segundo comunicado de Pequim, “não há vencedores em uma guerra comercial” e, embora o país não esteja disposto a “travá-la”, também “não teme enfrentá-la”.

A China disse ainda que está disposta a negociar com sinceridade, mas sempre com “princípios”, e apelou aos EUA que “cumpram com seriedade os compromissos assumidos” e a “implementarem ativamente os consensos alcançados”. O comunicado expressa esperança em uma relação mais “estável”, afirmando que as duas partes devem promover laços econômicos e comerciais estáveis e de longo prazo e reafirma a intenção de Pequim de reforçar a cooperação com os EUA.

O governo chinês pediu que os dois lados “ampliem consensos e mantenham a comunicação para reduzir mal-entendidos”. O texto reforça que “a essência da relação econômico-comercial entre os dois países é de benefício mútuo e ganha-ganha”, e que “cooperação leva a vantagens para ambos, enquanto o confronto traz prejuízos a ambos”.

Washington, segundo o texto, avaliou as reuniões desta semana em Londres como positivas e se comprometeu a trabalhar junto com a China na implementação do que foi acordado.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em publicação em sua rede social que o acordo está concluído e sujeito à aprovação final do próprio republicano e do presidente da China, Xi Jinping.

Fonte: Times Brasil

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Importação

Importação de trigo atinge maior patamar em 24 anos com pressão sobre o preço no Brasil

Dados da Secex analisados pelo Cepea ainda mostraram que valor registrado no acumulado dos últimos 12 meses é o maior em seis anos

As importações de trigo registraram o maior patamar dos últimos 24 anos. No levantamento parcial dos cinco primeiros meses do ano, foram compradas 3,092 milhões de toneladas do produto, sendo o maior volume de importação para o período desde 2021. Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que, nos últimos 12 meses, quase 7 milhões de toneladas do cereal vieram para o Brasil — maior valor nos últimos seis anos. 

Os pesquisadores listam que, dentre os fatores que causaram mais compras brasileiras, a disponibilidade de trigo argentino nos últimos dois anos favoreceu o cenário. Apesar da alta, o estudo mostra que os moinhos nacionais seguem com estoques satisfatórios, não sendo necessário de grandes aquisições nos períodos de entre safras no país, com apenas negociações pontuais. No entanto, as cotações do produto continuam pressionadas no mercado interno desde abril deste ano, quando o maior valor foi atingido.

Fonte: R7

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