Importação, Negócios

Empresas de baixo risco ganham agilidade e mais prazo nas licenças de importação

Portaria da Secex/MDIC amplia benefícios do programa OEA-Integrado e pode facilitar a utilização de mais de 40 mil licenças por ano

Empresas consideradas de baixo risco agora podem obter licenças de importação com mais rapidez e maior prazo de validade. Portaria publicada nesta quarta-feira (11/6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) permite aos agentes certificados no Programa Operador Econômico Autorizado Integrado da Secex (OEA-Integrado Secex) a obtenção de prioridade na análise dos pedidos de licença. Além disso, a validade do documento – que varia caso a caso – pode ser até 50% superior a usual.

Com as autorizações da Secex sendo emitidas de forma mais ágil e com período maior de validade, a expectativa é de que as empresas certificadas diminuam a quantidade de pedidos de licença ao órgão, tornando o processo menos oneroso tanto para governo quanto para o setor privado. 

O Programa OEA-Integrado Secex oferece benefícios para empresas que demonstrem ser confiáveis quanto ao cumprimento de regras publicadas pela Secretaria sobre operações de comércio exterior. O principal requisito que um agente precisa atender é sua prévia certificação na modalidade conformidade do Programa OEA, instituído pela Receita Federal.

Em harmonia com as diretrizes de simplificação e maior eficiência da ação governamental, não é necessária a apresentação à Secex de qualquer informação ou documento encaminhado anteriormente ao órgão fazendário.

A medida amplia a lista de benefícios oferecidos no âmbito do OEA-Integrado Secex, passando a incluir licenças expedidas pela Secretaria para a entrada no país de material usado, de bens sujeitos a benefícios fiscais e de itens objeto de cotas com redução da tarifa de importação.

Até agora, as vantagens estavam concentradas nas operações associadas ao drawback suspensão e isenção, que desoneram de tributos a importação ou a aquisição no mercado interno de insumos para a produção de bens exportados.

Em 2024, as exportações das empresas certificadas no OEA-Integrado Secex totalizaram US$ 10,36 bilhões, respondendo por 15% das vendas externas totais apoiadas pelo drawback no mesmo período (US$ 68,7 bilhões).

“A nova regulamentação dá mais agilidade e reduz os custos das empresas. E está alinhada às boas práticas internacionais, reforçando o compromisso do MDIC com a agenda de facilitação comercial”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Com a ampliação do OEA-Integrado Secex, 77 empresas já certificadas passam a se beneficiar de forma imediata das novas facilidades implementadas. A medida também torna a certificação ainda mais atrativa para novos operadores, visto que somente em 2024 foram emitidas mais de 40 mil licenças de importação não automáticas elegíveis às vantagens do programa, viabilizando cerca de US$ 5 bilhões em importações no período.

Condições para certificação

A nova regulamentação também passa a permitir que as empresas certificadas no OEA-Integrado Secex corrijam situações de desconformidade antes de sofrerem uma medida mais severa. Assim, eventual descumprimento do compromisso de exportação por parte da empresa, dentro do drawback, que antes resultava na suspensão imediata do programa por dois anos, agora ocasiona uma advertência, com a suspensão sendo aplicada apenas em caso de reincidência.

Programa OEA

O Programa OEA é uma ferramenta preconizada pela Organização Mundial de Aduanas (OMA). É também um dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo sobre a Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Consiste, basicamente, na certificação concedida pela Receita Federal aos operadores da cadeia internacional de suprimentos que demonstrem capacidade de gerir os riscos aos quais estão expostos.

A adesão é voluntária e o operador de comércio exterior deve atender aos níveis de segurança e conformidade previamente estabelecidos. O programa oferece aos agentes privados benefícios que resultam em maior agilidade e trâmites simplificados para exportar e importar.

Conforme o Regulamento Aduaneiro Brasileiro (Decreto nº 6.759/2009) e a Portaria RFB nº 435/2024, é possível a participação, no Programa OEA, de outros órgãos e entidades da administração pública que exercem controles sobre operações de comércio exterior por meio do módulo OEA-Integrado.

Para mais informações sobre o OEA-Integrado Secex, incluindo a relação de todos os benefícios do programa, as instruções acerca de como solicitar a certificação perante a Secex e a lista das empresas atualmente certificadas, acesse a PÁGINA OEA-INTEGRADO.

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Portos

No primeiro quadrimestre, portos paranaenses crescem 6,8% na movimentação geral

Soja em grão e farelo estão entre os maiores volumes de exportação; fertilizantes lideram a importação de produtos

A movimentação geral dos portos paranaenses entre janeiro e abril de 2025 foi de 22.837.680 toneladas, número 6,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, que somou 21.377.501 toneladas. A soja em grão apresentou o maior volume exportado, com 5.495.034 toneladas, um aumento de 10% em relação a 2024 (4.985.019 toneladas).

“O crescimento constante dos portos paranaenses nos últimos anos é resultado da atuação rigorosa da equipe técnica, tanto na logística quanto em todo o processo operacional”, pontuou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O farelo de soja também apresentou um aumento expressivo no período. De 1.986.107 toneladas em 2024, saltou para 2.407.836 toneladas em 2025 — um crescimento de 21%. “O Brasil começou a participar desse mercado para atender ao gap da Argentina, que enfrenta problemas de safra, e acabou se consolidando. A Argentina opera com estrutura sucateada, enquanto o Brasil está investindo e consegue ser mais eficiente e competitivo”, explicou o membro do Conselho de Administração da Portos do Paraná, Giovani Ferreira.

Na importação, o destaque vai para os fertilizantes, que alcançaram a marca de 3.395.960 toneladas movimentadas nos portos paranaenses entre janeiro e abril deste ano. O volume está 7% acima do mesmo período do ano passado, quando foram registradas 3.179.252 toneladas do produto.

Recorde de caminhões

Devido à alta demanda por soja e farelo, a movimentação de veículos bateu recorde histórico no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. De janeiro a abril deste ano, 181.651 caminhões passaram pela triagem, superando o recorde anterior registrado no mesmo período de 2020, com 175.280 veículos.

Focado no recebimento de granéis sólidos vegetais, o pátio recebeu, majoritariamente, cargas de grãos de soja (5.495.034 toneladas) e farelo de soja (2.407.836 toneladas) nos quatro primeiros meses do ano. A maior parte dessas cargas veio dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

“Temos um rigoroso sistema de análise que garante aos clientes o recebimento de produtos livres de materiais contaminantes, o que aumenta o interesse internacional pelos nossos produtos”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

O Pátio de Triagem tem como objetivos principais retirar o excesso de veículos das vias de acesso ao porto e avaliar a qualidade das cargas a serem exportadas. A estrutura também é responsável pelo agendamento de dia e horário de entrada de cada caminhão, evitando filas na BR-277.

Fonte: Portos do Paraná

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Internacional, Mercado Internacional

EUA e México se aproximam de acordo para reduzir tarifas de 50% sobre o aço

Acordo permitiria que compradores dos EUA importassem aço mexicano sem tarifas, desde que mantivessem os embarques totais abaixo de um nível

Os EUA e o México estão próximos de um acordo que removeria as tarifas de 50% sobre importações de aço impostas pelo presidente Donald Trump, até um certo volume, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Trata-se de uma reformulação de um acordo semelhante entre os parceiros comerciais durante o primeiro mandato de Trump. Trump não tem participado diretamente das negociações e precisaria aprovar qualquer acordo.

As conversas estão sendo lideradas pelo Secretário de Comércio Howard Lutnick, segundo as fontes, que pediram anonimato devido à privacidade das discussões. As pessoas disseram que o acordo ainda não foi finalizado.

Nos termos atuais, o acordo permitiria que compradores dos EUA importassem aço mexicano sem tarifas, desde que mantivessem os embarques totais abaixo de um nível baseado nos volumes históricos de comércio, segundo as fontes. O novo limite seria maior do que o permitido no acordo semelhante durante o primeiro mandato de Trump, que nunca foi um número fixo, mas projetado para “prevenir aumentos repentinos”.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O gabinete da presidente mexicana Claudia Sheinbaum também não respondeu ao pedido.

As ações de aço dos EUA caíram no final do pregão após o relatório da Bloomberg. Cleveland-Cliffs Inc. caiu mais de 7%, e Nucor Corp. caiu mais de 4%. O peso mexicano reduziu as perdas.

Em um evento na terça-feira, o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, disse que informou autoridades dos EUA em reuniões na semana passada que as tarifas sobre aço não são justificadas no caso do México, porque os EUA enviam mais aço para o México do que o contrário. Na sexta-feira passada, ele postou uma foto mostrando um aperto de mãos com Lutnick sorridente em Washington.

“Estamos aguardando a resposta deles, porque na sexta-feira demos os detalhes do argumento do México e estamos certos”, disse Ebrard a repórteres na terça-feira. “Então vamos esperar a resposta deles, que provavelmente será ainda esta semana.”

Na semana passada, Trump anunciou que dobraria as tarifas sobre o aço para 50%, após dizer que aprovaria a compra da United States Steel Corp. pela japonesa Nippon Steel Corp., uma medida que, segundo ele, protegeria a indústria doméstica e a segurança nacional. Enquanto os produtores domésticos de aço recebem bem a medida, os usuários finais têm pedido ao governo que alivie as tarifas.

As negociações ocorrem enquanto Sheinbaum busca um acordo com Trump sobre imigração e tráfico de drogas na fronteira compartilhada, que o líder dos EUA exige que o México interrompa. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, acusou Sheinbaum na terça-feira de “incentivar” mais protestos contra deportações em Los Angeles, onde os EUA enviaram tropas. Sheinbaum chamou a alegação de Noem de “absolutamente falsa”.

As conversas também acontecem antes da cúpula do Grupo dos Sete no Canadá, onde os dois presidentes provavelmente se encontrarão.

As importações de aço dos EUA vindas do México totalizaram cerca de 3,2 milhões de toneladas métricas no ano passado, representando 12% do total de embarques do material, segundo dados do Departamento de Comércio. Um acordo anterior entre os EUA e México em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, concordou em prevenir volumes de importação que excedessem níveis médios do período de 2015 a 2017.

Fonte: Info Money

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Comércio, Portos

Porto do Itaqui tem o melhor mês de maio da história em movimentação de cargas

Em mais um recorde alcançado no ano, o Porto do Itaqui movimentou cerca de 3,6 milhões de toneladas de cargas no mês de maio de 2025, consolidando o melhor desempenho já registrado para esse mês na história do porto. O volume superou o recorde anterior, de maio de 2023, que totalizou 3,35 milhões de toneladas.

No acumulado do ano, o Itaqui já registra 13,81 milhões de toneladas movimentadas, fato que representa um crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e um desempenho de 9% acima do volume previsto no planejamento anual.

Os grandes destaques por tipo de carga foram:

Carga Geral: A movimentação de celulose foi de 182 mil toneladas, 30% superior ao planejado para o mês e 60% acima do registrado em maio de 2024;

Granel Sólido: O embarque de ferro gusa atingiu 120 mil toneladas, apontando um crescimento de 34% em relação ao mesmo mês do ano anterior;

Granel Líquido – Derivados de Petróleo (entreposto): As operações de transferência entre navios (ship-to-ship) movimentaram 316 mil toneladas, desempenho 50% acima do planejado e 333% superior ao registrado em maio de 2024;

Granel Líquido – Derivados para o mercado interno (tancagem): Foram movimentadas 468 mil toneladas, 8% acima do volume planejado e 19% acima do resultado de maio do ano anterior.

Ainda sobre os granéis líquidos, a produtividade média mensal superou a meta estabelecida. Entre os produtos movimentados, o diesel se destacou, respondendo por 75% do volume total, seguido pela gasolina, com 19%. No que se refere aos operadores, a Transpetro liderou as operações, sendo responsável por 85% da carga movimentada, seguida pela Granel Química, com 11%, e pela Ultracargo, com 4%.

“Mais um mês de crescimento no nosso porto. Esses números são resultado do trabalho coletivo realizado pelos operadores portuários e investidores que acreditam no potencial do Maranhão, fortalecendo a posição estratégica do Porto do Itaqui no cenário logístico nacional”, comunicou o diretor de operações do Itaqui, Carlos Roberto Frisoli.

Quanto mais eficiência e capacidade operacional, mais investimentos e desenvolvimento econômico regional o porto atrai. “O Itaqui já é um dos principais hubs logísticos e comerciais com destaque nacional e internacional. A cada meta superada, é mais desenvolvimento gerado para o nosso estado”, acrescentou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça.

Fonte: Datamar News

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Agronegócio

Abates de bovinos, suínos e frangos registram recordes no primeiro trimestre

Aquisição de leite cru e produção de ovos também cresceram no período

A agropecuária brasileira registrou recordes no abate de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre de 2025, mostram os resultados completos das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O abate de bovinos cresceu 4,6% no primeiro trimestre de 2025, para 9,869 milhões de cabeças, em comparação ao mesmo período de 2024. Esse é o maior nível de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1997. Em relação ao quarto trimestre de 2024, o aumento foi de 1,9%.

O aumento do número de cabeças abatidas na comparação com o primeiro trimestre de 2025 foi de 435,61 mil, com altas em 22 das 27 unidades da federação. O mês de maior atividade no abate de bovinos foi janeiro, quando foram abatidas 3,35 milhões de cabeças, 4,8% a mais do que em janeiro de 2024.

O abate de fêmeas apresentou alta de 11,3% contra igual período de 2024, o que demonstra a continuação da tendência de aumento dessa categoria nos primeiros meses de 2025, segundo o IBGE.

Na criação de suínos, o aumento de abates foi de 1,6% no primeiro trimestre de 2025, em relação ao primeiro trimestre de 2024, para 14,325 milhões de cabeças. Foram 230,99 mil cabeças a mais, um aumento puxado por altas em 17 das 26 unidades da federação que participam da pesquisa.

Já o abate de frangos cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2025, para 1,639 bilhão de aves. Foram 37,17 milhões de cabeças a mais, com expansão dos abates em 20 das 26 unidades da federação acompanhadas pela pesquisa. No primeiro trimestre, o Brasil ainda tinha o status de livre de gripe aviária, depois suspenso devido ao caso registrado em uma granja comercial em Montenegro (RS) em maio.

Leite

A aquisição de leite cru feita por estabelecimentos sob inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) subiu 3,4% no primeiro trimestre de 2025 em comparação a igual trimestre de 2024, para 6,49 bilhões de litros. O IBGE informou ainda que, frente ao quarto trimestre de 2024, a aquisição de leite caiu 4,3%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, a alta de 3,4% significou um acréscimo de 210,55 milhões de litros de leite captados em nível nacional. Houve aumento em 19 das 26 unidades da federação participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.

A região Sul respondeu pela maior proporção na captação de leite cru no país, com 39,6% do total, seguida pelas regiões Sudeste (36,3%), Centro-Oeste (10,9%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,9%). No caso da região Nordeste, o primeiro trimestre foi recorde na aquisição de leite, puxado por aumento da produtividade, segundo a gerente da pesquisa, Angela Lordão.

“O Sul do país apresentou o maior volume adquirido em primeiro trimestre para a grande região. Paraná foi o estado que teve o maior crescimento (10,1%) em relação ao mesmo período do ano anterior”, afirma Lordão. Ela acrescenta que houve uma demanda boa para os derivados lácteos, com redução nos custos de produção no segundo semestre do ano passado, o que interferiu na atividade, aumentando o investimento.

O preço médio do leite pago ao produtor que foi de R$ 2,76, um aumento de 22,1% versus o primeiro trimestre de 2024 e estabilidade em relação ao quarto trimestre de 2024.

Ovos

A produção de ovos de galinha cresceu 8,3% no primeiro trimestre de 2025, para 1,196 bilhão de dúzias, em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2024, houve queda de 1% na produção.

Vinte e cinco dos 26 Estados apresentaram alta da produção no primeiro trimestre de 2025, ante igual período de 2024, o que resultou em 92,14 milhões de dúzias a mais.

Mais da metade das granjas (55% ou 1.132 delas), produziram ovos para o consumo, o que respondeu por 83% do total de ovos produzidos. Por outro lado, 925 granjas (45%) produziram ovos para incubação, ou 17% do total de ovos produzidos.

A gerente da pesquisa, Angela Lordão, explicou que o primeiro trimestre do ano é geralmente um período de menor oferta de ovos, por causa do calor, e este ano ainda houve aumento nos custos de alimentação. A combinação afetou os preços, apontou. Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os preços de ovos de galinha subiram 31,7% no primeiro trimestre de 2025.

“Tivemos, ainda, uma demanda que foi particularmente aquecida, tanto pela Quaresma, quanto por um aumento nas exportações, impulsionada por uma inflação do preço do ovo nos Estados Unidos”, disse.

Fonte: Globo Rural

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Internacional

China vê avanço e relação estável com EUA, mas diz que ‘não há vencedores em guerra comercial’

As conversas comerciais com os Estados Unidos em Londres avançaram, afirmou o ministério do Comércio da China nesta quarta-feira (11), mas o país fez cobranças diretas a Washington e reiterou sua disposição de manter firmeza em disputas tarifárias. Segundo comunicado de Pequim, “não há vencedores em uma guerra comercial” e, embora o país não esteja disposto a “travá-la”, também “não teme enfrentá-la”.

A China disse ainda que está disposta a negociar com sinceridade, mas sempre com “princípios”, e apelou aos EUA que “cumpram com seriedade os compromissos assumidos” e a “implementarem ativamente os consensos alcançados”. O comunicado expressa esperança em uma relação mais “estável”, afirmando que as duas partes devem promover laços econômicos e comerciais estáveis e de longo prazo e reafirma a intenção de Pequim de reforçar a cooperação com os EUA.

O governo chinês pediu que os dois lados “ampliem consensos e mantenham a comunicação para reduzir mal-entendidos”. O texto reforça que “a essência da relação econômico-comercial entre os dois países é de benefício mútuo e ganha-ganha”, e que “cooperação leva a vantagens para ambos, enquanto o confronto traz prejuízos a ambos”.

Washington, segundo o texto, avaliou as reuniões desta semana em Londres como positivas e se comprometeu a trabalhar junto com a China na implementação do que foi acordado.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em publicação em sua rede social que o acordo está concluído e sujeito à aprovação final do próprio republicano e do presidente da China, Xi Jinping.

Fonte: Times Brasil

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Importação

Importação de trigo atinge maior patamar em 24 anos com pressão sobre o preço no Brasil

Dados da Secex analisados pelo Cepea ainda mostraram que valor registrado no acumulado dos últimos 12 meses é o maior em seis anos

As importações de trigo registraram o maior patamar dos últimos 24 anos. No levantamento parcial dos cinco primeiros meses do ano, foram compradas 3,092 milhões de toneladas do produto, sendo o maior volume de importação para o período desde 2021. Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que, nos últimos 12 meses, quase 7 milhões de toneladas do cereal vieram para o Brasil — maior valor nos últimos seis anos. 

Os pesquisadores listam que, dentre os fatores que causaram mais compras brasileiras, a disponibilidade de trigo argentino nos últimos dois anos favoreceu o cenário. Apesar da alta, o estudo mostra que os moinhos nacionais seguem com estoques satisfatórios, não sendo necessário de grandes aquisições nos períodos de entre safras no país, com apenas negociações pontuais. No entanto, as cotações do produto continuam pressionadas no mercado interno desde abril deste ano, quando o maior valor foi atingido.

Fonte: R7

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

As ameaças comerciais de Trump impulsionam o avanço do acordo entre o Mercosul e a EFTA

Ministra das Relações Exteriores da Noruega diz ao Valor que o aumento do protecionismo global acelera negociações com o bloco sul-americano, enquanto o Brasil mira anúncio em julho.

Enquanto o governo do presidente Lula busca acelerar a ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, outro tratado de livre comércio pode avançar nas próximas semanas. Trata-se das negociações entre o bloco sul-americano e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, iniciadas em janeiro de 2017.

Com governo Lula acelerando acordo com a UE, tratado entre Mercosul e EFTA pode avançar até julho

Enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para acelerar a ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, outro tratado de livre comércio pode avançar nas próximas semanas: o acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, cujas negociações começaram em janeiro de 2017.

Em entrevista ao Valor em Oslo, o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, afirmou que as negociações devem ser concluídas até o verão europeu. Segundo ele, a Noruega apoia fortemente o acordo com os países sul-americanos.

“Somos entusiastas desse acordo, realmente esperamos consegui-lo. Estamos trabalhando muito para finalizá-lo neste verão, junto com nossos parceiros da EFTA”, disse Eide.

O diplomata norueguês e cientista político falou com o Valor na última sexta-feira (6), antes de apresentar a nova estratégia climática da Noruega para o período de 2025 a 2030. De acordo com ele, as ameaças comerciais do ex-presidente dos EUA Donald Trump têm impulsionado acordos bilaterais como os entre Mercosul, EFTA e União Europeia. Segundo Eide, as medidas de Trump desafiam a igualdade de condições estabelecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Sempre quisemos esse acordo, mas agora queremos ainda mais por causa da ameaça de guerras comerciais e do que Trump está fazendo com o comércio global. Isso desafia as regras estabelecidas pela OMC. Por isso, precisamos de mais acordos bilaterais ou inter-regionais”, afirmou.

No Brasil, diplomatas envolvidos nas negociações esperam que o acordo Mercosul–EFTA esteja pronto para ser anunciado na próxima cúpula do Mercosul, marcada para os dias 2 e 3 de julho, em Buenos Aires.

Mesmo que as negociações terminem no próximo mês, o processo para que o acordo entre em vigor ainda será longo: o texto precisa passar por revisão legal, aprovação parlamentar em todos os países-membros e ratificação pelos respectivos chefes de Estado. Esse é o estágio atual do acordo Mercosul–UE, cujas negociações foram encerradas em dezembro de 2024.

Suíça e Noruega são as principais economias da EFTA. O bloco tem um PIB combinado de US$ 1,4 trilhão e população de 14,3 milhões. A EFTA já assinou 29 acordos comerciais com países ao redor do mundo e iniciou as tratativas com o Mercosul em 2017. Em 2019, os dois blocos chegaram a um acordo preliminar não vinculante, mas as conversas estagnaram. As negociações foram retomadas em abril de 2024, em um processo semelhante ao que ocorreu com a UE.

Segundo fontes do Itamaraty, o acordo ganhou importância estratégica após a pandemia, além de refletir as novas restrições comerciais globais e a guerra tarifária iniciada por Trump. “É um cenário em que o Mercosul se torna um mercado mais atrativo para parcerias”, disse um diplomata brasileiro sob condição de anonimato.

Desde então, os países discutem compromissos climáticos—sobretudo exigências ambientais europeias—bem como regras sobre compras governamentais e outros temas. Segundo o Valor apurou, esses pontos já estão em grande parte resolvidos.

Dois temas seguem em negociação. O mais complexo envolve as chamadas regras de origem—um conjunto de normas que determinam se um produto pode ser considerado originário de um país-membro. “Acredito que são questões solucionáveis. E o momento político é favorável porque os benefícios são muitos”, afirmou Eide.

Fontes diplomáticas em Brasília disseram que o Mercosul apresentou uma nova proposta sobre o tema, que está sendo analisada pela EFTA e deverá receber resposta em breve.

A questão é especialmente sensível para a EFTA, dada a proximidade geográfica e os fluxos produtivos entre países vizinhos. Produtos fabricados na Suíça ou na Noruega podem passar por etapas de produção em países vizinhos, o que pode comprometer sua elegibilidade sob as regras tradicionais de origem.

Outra negociação em andamento, envolvendo Brasil e Suíça, trata de direitos de propriedade intelectual. “É uma questão de propriedade intelectual—patentes, direitos sobre padrões. Ainda está pendente, mas está sendo tratada diretamente entre Brasil e Suíça”, explicou Eide.

Os dois países discutem desde patentes farmacêuticas—uma indústria-chave na Suíça—até a proteção do queijo gruyère, originário da cidade suíça homônima, mas produzido por diversas empresas brasileiras.

De acordo com Eide, a Noruega concorda com o texto atual e está confiante de que os demais países resolverão os pontos pendentes. “Estamos de acordo com o texto. Agora esperamos pela Suíça, mas também incentivamos tanto a Suíça quanto nossos parceiros do Mercosul a avançarem”, disse.

Outro possível obstáculo é que a Suíça pode realizar um referendo interno para ratificar o acordo, como já fez em outros casos. A questão do desmatamento na Amazônia pode pesar contra o Brasil, especialmente porque alguns países da UE tentaram barrar o acordo Mercosul–UE vinculando a agricultura brasileira à degradação ambiental.

Ainda assim, fontes diplomáticas no Brasil e na Europa veem sinais de avanço. Um exemplo foi a visita da secretária de Estado para Assuntos Econômicos da Suíça, Helene Budliger Artieda, ao Brasil no mês passado, quando se reuniu com o assessor especial de Lula para relações exteriores, Celso Amorim, entre outros.

O objetivo do acordo é ampliar o comércio entre os blocos. Em 2024, o comércio entre o Brasil e os países da EFTA somou US$ 7,1 bilhões. As exportações brasileiras foram de US$ 3 bilhões—principalmente ouro, produtos químicos como óxido de alumínio, café, soja, carnes e alimentos processados.

As importações chegaram a US$ 4 bilhões, compostas sobretudo por produtos farmacêuticos e químicos orgânicos, máquinas e equipamentos, petróleo e gás, além de pescados. As exportações do Brasil são voltadas principalmente para Suíça e Noruega; as importações vêm, em sua maioria, da Suíça.

O chanceler norueguês ressaltou que o acordo também beneficiará o Brasil com a importação de fertilizantes do país nórdico, reduzindo a dependência da Europa Oriental. A Noruega é um dos principais produtores mundiais do insumo.

“Acho que, para o Brasil, o benefício específico é que a Noruega é uma grande produtora de fertilizantes, e fertilizante é importante para o Brasil. E a maior parte do que vocês usam é importada. Um acordo de livre comércio com a EFTA facilitaria o acesso ao nosso produto, reduzindo a dependência da Rússia e da Bielorrússia hoje”, afirmou Eide.

Ex-ministro do Meio Ambiente da Noruega (2021–2023), Eide também comentou suas expectativas para a COP30, que será realizada em Belém, especialmente diante da saída dos EUA do Acordo de Paris.

“É muito triste que os EUA estejam saindo do Acordo de Paris”, disse. “Mas também devemos reconhecer que, com Trump lá dentro, eles tentariam bloquear todas as decisões. Estando fora, ao menos não têm poder sobre os resultados.”

O ministro ressaltou que estados norte-americanos como Califórnia e Illinois continuam comprometidos com o acordo climático, mesmo sem apoio federal. “Não devemos superestimar a importância de Trump aqui. Ele causa estragos em instituições internacionais. Mas, ao deixá-las, também perde essa capacidade”, afirmou.

Ao mesmo tempo, enfatizou que países comprometidos com o clima, como Brasil e Noruega, “precisam fazer mais” enquanto os EUA “fazem menos temporariamente”. A Noruega é o principal parceiro do Brasil no Fundo Amazônia, reativado em 2023 após o congelamento no governo Bolsonaro.

Segundo Eide, a COP30 “fechará o ciclo” iniciado com a Eco-92 no Rio, reunindo os temas de biodiversidade e clima em uma única conferência. O ministro, que já esteve no Brasil quatro vezes, destacou que Belém enfrentará grandes desafios até o evento em novembro.

“Estive em Belém há alguns anos. É uma cidade linda, mas não havia muitos hotéis modernos, por exemplo. Há um grande desafio de infraestrutura. Estou curioso para ver como isso será resolvido”, comentou. E acrescentou uma preocupação: “Preços de hotéis não são um problema para nós, noruegueses, mas são relevantes para ONGs e países menos desenvolvidos”.

Fonte: Valor International










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Portos

Complexo Portuário ultrapassa 5,8 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e maio de 2025

Nos cinco primeiros meses de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí movimentou um total de 5.860.904 toneladas, considerando toda a operação, incluindo cargas geral e conteinerizadas. Somente no mês de maio, o volume registrado foi de 1.044.830 toneladas.

O destaque vai para o equilíbrio entre as operações de exportação, que somaram 2.973.527 toneladas, e importação, com 2.887.377 toneladas no acumulado do ano.
“O Porto de Itajaí registrou a movimentação de 1.479.661 toneladas entre janeiro e maio deste ano, desde cargas gerais e contêineres. Apenas no mês de maio, foram movimentadas 242.098 toneladas, consolidando a tendência de crescimento nas operações. O Porto de Itajaí está cada dia mais competitivo”, afirmou o superintendente, João Paulo Tavares Bastos.  

Ele ainda destacou: “o desempenho operacional do Porto de Itajaí tem impacto direto na economia local, refletindo em maior arrecadação para o município, geração de empregos e estímulo à cadeia logística e comercial da região”.

Em relação ao volume de contêineres, o terminal alcançou a marca de 112.216 TEU’s (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no acumulado do ano. Desse total, 20.955 TEU’s foram movimentados somente em maio.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio, Exportação

67,55% da pluma exportada em maio é de Mato Grosso

No acumulado da safra 2023/24 de pluma, Mato Grosso enviou para o exterior 1,65 milhão de toneladas

Mato Grosso foi responsável por 67,55% da pluma exportada pelo Brasil em maio. O país enviou para o mercado externo 192,20 mil toneladas da fibra no quinto mês de 2025.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que em maio Mato Grosso enviou para o exterior 129,84 mil toneladas de pluma.

No acumulado do ciclo 2023/24, de agosto de 2024 a maio de 2025, o estado já exportou 1,65 milhão de toneladas, sendo o maior volume registrado para o período analisado.

Brasil apresenta recuo

Segundo os dados da Secex, o volume embarcado pelo Brasil em maio representa um recuo de 19,63% na variação mensal. Apesar disso, a quantidade de pluma embarcada ainda é a segunda maior da série histórica para o mês de maio.

O Imea destaca, em seu boletim semanal, que “cabe destacar que é sazonalmente comum o ritmo dos embarques desacelerarem à medida que o fim do ciclo comercial se aproxima”.

Além disso, o Instituto destaca que “apesar do enfraquecimento dos envios, os embarques seguem em níveis historicamente elevados, sustentando a expectativa de um novo recorde de exportação na temporada”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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