Economia

Reviravolta no mercado financeiro: dólar dispara e Bolsa interrompe temporariamente as negociações 

Moeda americana sobe quase 12% e alcança R$ 5,60 nesta segunda-feira (26), enquanto o Ibovespa aciona o circuit breaker; incertezas fiscais e expectativas para a economia brasileira entram no radar dos investidores.

O mercado financeiro brasileiro iniciou a segunda-feira (26) sob forte pressão, com disparada do dólar, queda acentuada das ações e interrupção temporária das negociações na Bolsa de Valores. O movimento reflete uma revisão das expectativas dos investidores após o resultado das eleições presidenciais, que alterou as projeções para o cenário econômico do país.

Por volta das 9h40, o dólar comercial registrava alta de 11,71%, cotado a R$ 5,6048. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice da B3, acionou o mecanismo conhecido como circuit breaker, utilizado para interromper temporariamente as negociações diante de quedas expressivas.

Na sexta-feira (23), antes da divulgação do resultado eleitoral, o dólar havia encerrado o pregão em queda de 0,90%, a R$ 4,9930, enquanto o Ibovespa avançou 0,47%, aos 205.083 pontos. A mudança de direção entre os dois pregões demonstra a velocidade com que novas informações podem alterar os preços dos ativos financeiros.

Contas públicas e juros estão no centro das atenções

Entre os principais fatores acompanhados pelos investidores está a condução fiscal do país. A capacidade de controlar as despesas públicas, cumprir as metas fiscais e manter a trajetória da dívida em níveis sustentáveis influencia diretamente a percepção de risco da economia brasileira.

Quando aumenta a incerteza sobre esses indicadores, investidores podem exigir retornos maiores para manter recursos aplicados no país ou reduzir a exposição a ativos brasileiros. Esse movimento tende a pressionar o câmbio, os juros futuros e as cotações das ações.

Os juros futuros, que refletem as expectativas do mercado para as taxas de juros em diferentes prazos, também registravam forte alta nos contratos mais longos no início do pregão. A movimentação indica uma revisão das projeções para o ambiente econômico e financeiro nos próximos meses e anos.

A reação, no entanto, não determina, por si só, o comportamento dos ativos no médio e longo prazo. A evolução das expectativas dependerá das medidas econômicas anunciadas, da execução fiscal e dos indicadores divulgados ao longo do tempo.

O que significa o circuit breaker na Bolsa de Valores?

O circuit breaker é um mecanismo de proteção adotado pela B3 para interromper temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra quedas muito acentuadas em relação ao fechamento anterior.

Pelas regras descritas para o mercado brasileiro, uma queda superior a 10% provoca a suspensão dos negócios por 30 minutos. Se, após a retomada, o recuo atingir 15%, uma nova interrupção pode ocorrer por uma hora. Caso a queda alcance 20%, podem ser adotadas medidas adicionais de suspensão.

O objetivo é reduzir a pressão imediata sobre as negociações e oferecer tempo para que os participantes avaliem as informações disponíveis.

O mecanismo foi acionado repetidamente em março de 2020, durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19, quando a aversão ao risco atingiu os mercados internacionais. Episódios anteriores também estiveram associados a crises financeiras e a mudanças abruptas nas expectativas econômicas.

Dólar mais caro pode pressionar importações e logística internacional

A valorização do dólar tem efeitos que ultrapassam o mercado financeiro e alcançam a economia real. Para empresas brasileiras que dependem de insumos, equipamentos e mercadorias importadas, uma alta expressiva do câmbio pode elevar os custos das operações.

No comércio exterior, a desvalorização do real aumenta, em moeda nacional, o valor das despesas denominadas em dólares, como fretes internacionais, seguros, serviços contratados no exterior e compras de mercadorias. O impacto efetivo depende das condições negociadas, dos prazos de pagamento e das estratégias de proteção cambial de cada empresa.

Para os importadores, um dólar mais alto pode reduzir margens, exigir renegociação de preços e aumentar a necessidade de capital de giro. Quando esses custos são repassados ao longo da cadeia produtiva, também podem contribuir para a elevação dos preços de produtos e insumos no mercado interno.

As empresas exportadoras, por outro lado, podem obter mais reais pela conversão de receitas recebidas em moeda estrangeira. Esse efeito, porém, varia conforme o nível de despesas em dólares, a composição dos custos, os contratos e a estrutura operacional de cada negócio.

Para os setores de comércio exterior, transporte e logística, acompanhar o câmbio torna-se ainda mais importante em períodos de volatilidade, especialmente na definição de preços, na contratação de fretes e no planejamento financeiro.

Cenário internacional amplia a cautela

Além dos fatores internos, o mercado brasileiro acompanha as decisões dos principais bancos centrais e os desdobramentos do cenário internacional.

A decisão de juros do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira, está entre os principais eventos da semana. A sinalização da instituição pode influenciar o fluxo global de capitais, o comportamento do dólar e as condições de financiamento em diferentes economias.

Os preços do petróleo também permanecem no radar dos investidores. No início desta segunda-feira, o barril do Brent recuava 1,40%, para US$ 115,09, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, caía 1,95%, a US$ 101,26.

As cotações seguem influenciadas pelas perspectivas para o fornecimento global da commodity e pelos desdobramentos das tensões no Oriente Médio. Alterações nos preços da energia podem afetar custos de transporte, combustíveis e operações logísticas, com reflexos sobre as cadeias de abastecimento.

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão com resultados mistos. O índice de Xangai avançou 0,19%, enquanto o CSI 300 recuou 0,04%. No Japão, o Nikkei caiu 0,80%, e o Kospi, da Coreia do Sul, perdeu 1,46%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,51%.

Ao longo da semana, os investidores também devem acompanhar o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que reúne as expectativas de instituições financeiras para indicadores como inflação, crescimento econômico, câmbio e juros.

Como as projeções foram coletadas antes da divulgação do resultado eleitoral, o documento desta segunda-feira ainda não incorpora integralmente a reação do mercado ao novo cenário. As próximas edições poderão ajudar a identificar eventuais mudanças nas estimativas dos agentes econômicos.

Para empresas e profissionais que atuam no comércio exterior, o momento exige atenção às oscilações cambiais, aos custos financeiros e às condições de contratação internacional. Em um ambiente de maior volatilidade, decisões relacionadas a preços, estoques, prazos de pagamento e proteção cambial podem ter impacto significativo sobre os resultados operacionais.

A trajetória do dólar e da Bolsa nos próximos pregões dependerá da combinação entre expectativas fiscais, indicadores econômicos, decisões de política monetária e condições internacionais. Mais do que o movimento registrado na abertura desta segunda-feira, a evolução desses fatores será determinante para avaliar os efeitos sobre os investimentos e a atividade econômica brasileira.

Texto: ReConecta News
Imagem ilustrativa gerada por IA
Fontes: Reuters e G1

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Eventos

Encontro das Divas Comex & Log promove edição especial do Outubro Rosa com foco em saúde e autocuidado

Evento reúne especialistas para debater saúde emocional, prevenção ao câncer de mama e a importância de cuidar de si em meio aos desafios profissionais das mulheres do comércio exterior e da logística

O cuidado com a saúde física e emocional estará no centro da próxima edição do Divas Comex & Log, marcada para o dia 29 de outubro, a partir das 19h30, no Absolute Business & Hotel, em Itajaí (SC). Em alusão ao Outubro Rosa, o encontro reunirá mulheres do comércio exterior e da logística para uma noite de informação, conscientização e troca de experiências sobre autocuidado e qualidade de vida.

A programação especial contará com a participação da psicóloga Tatiane Marafon e da médica mastologista Dra. Francine Castro, que abordarão diferentes aspectos da saúde feminina, desde os impactos emocionais da rotina profissional até os cuidados necessários para a prevenção e a identificação precoce do câncer de mama.

A iniciativa reforça a proposta do Divas Comex & Log de promover conexões entre mulheres que atuam em setores marcados por desafios constantes, responsabilidades elevadas e uma rotina que exige capacidade de adaptação, liderança e tomada de decisões.

Saúde emocional e os reflexos no corpo

A psicóloga Tatiane Marafon conduzirá uma reflexão sobre a relação entre as emoções, o ambiente de trabalho e a saúde física. A abordagem pretende chamar a atenção para os efeitos que o estresse, a sobrecarga e a dificuldade de estabelecer limites podem provocar no bem-estar e na qualidade de vida.

Em um mercado dinâmico como o comércio exterior e a logística, em que prazos, imprevistos e cobranças fazem parte do cotidiano, reconhecer os próprios limites e reservar tempo para o autocuidado torna-se fundamental.

A proposta é ampliar a compreensão de que a saúde emocional não deve ser tratada de forma isolada, mas como parte essencial da saúde integral. Identificar sinais de esgotamento, buscar apoio quando necessário e construir uma rotina mais equilibrada são atitudes importantes para preservar o bem-estar.

Prevenção do câncer de mama: atenção aos sinais e hábitos saudáveis

A médica mastologista Dra. Francine Castro abordará os cuidados com a saúde das mamas, os principais sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Entre os pontos de atenção estão alterações no formato ou no tamanho das mamas, nódulos persistentes, mudanças na pele, retrações e alterações nos mamilos. Embora nem toda alteração represente câncer, qualquer sinal suspeito deve ser avaliado por um profissional de saúde.

A especialista também deverá destacar a importância dos hábitos saudáveis na redução do risco da doença, com atenção especial à prática regular de atividade física.

A atividade física está entre as medidas associadas à redução do risco de câncer de mama. Manter-se ativa, controlar o peso corporal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e adotar hábitos saudáveis são atitudes que contribuem para a prevenção. A recomendação é encontrar uma modalidade compatível com a rotina e as condições individuais, buscando manter a regularidade.

Além disso, é importante seguir as orientações médicas para o rastreamento do câncer de mama, considerando a idade, o histórico familiar e os fatores de risco individuais. O conhecimento sobre o próprio corpo e a procura por atendimento diante de alterações suspeitas também são fundamentais.

Mais do que uma campanha de conscientização, o Outubro Rosa é uma oportunidade para reforçar que a prevenção precisa fazer parte da rotina durante todo o ano.

Conexão, acolhimento e fortalecimento feminino

Para a CEO do ReConecta News, Renata Palmeira, o encontro representa uma oportunidade de olhar para as mulheres por trás das profissionais que movimentam o comércio exterior e a logística.

“As mulheres do nosso setor assumem grandes responsabilidades, enfrentam desafios diários e precisam estar preparadas para lidar com uma rotina que exige muito, tanto profissional quanto pessoalmente. Por isso, é fundamental criarmos espaços em que elas possam parar, trocar experiências, buscar conhecimento e olhar também para si mesmas. Cuidar da saúde não pode ficar sempre para depois. O Divas do Comex & Log é justamente esse espaço de conexão, acolhimento e fortalecimento, em que uma mulher incentiva a outra a crescer e a se cuidar”, destaca Renata Palmeira.

Patrocinadores fortalecem a iniciativa

A realização da edição especial do Outubro Rosa do Divas Comex & Log conta com o apoio de empresas que acreditam na importância de fortalecer conexões, valorizar as mulheres e incentivar iniciativas voltadas ao desenvolvimento e ao bem-estar das profissionais do setor. O ReConecta News agradece especialmente aos patrocinadores Customs Comércio Exterior, Portonave, Zurich Airport Brasil, Segvale, Grupo Mex, Activa Comex, Wolff Cargo e Einship, cujo apoio contribui para viabilizar este encontro e ampliar o alcance de uma iniciativa que promove informação, conscientização, acolhimento e fortalecimento da rede feminina do comércio exterior e da logística.

Ainda dá tempo de garantir seu lugar nesse encontro especial! 💗 Faça sua inscrição pelo link e venha participar de uma noite de conexão, troca de experiências e cuidado com a saúde feminina.

https://meuingresso.com.br/eventos/divas-no-outubro-rosa

Serviço

Evento: Encontro Divas Comex & Log – Edição Especial Outubro Rosa
Data: 29 de outubro de 2026
Horário: A partir das 19h30
Local: Absolute Business & Hotel
Endereço: Rua Doutor Pedro Ferreira, 333, Centro, Itajaí (SC), CEP 88301-030.

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Internacional

Brasil e Países Baixos assinam Marco de Cooperação Estratégica

Brasil e Países Baixos firmaram um novo Marco de Cooperação Estratégica com o objetivo de ampliar a agenda bilateral e fortalecer a parceria entre os dois países em áreas de interesse comum.

O acordo foi assinado em 23 de setembro, em Nova York, durante reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o ministro das Relações Exteriores do Reino dos Países Baixos, Tom Berendsen. O encontro ocorreu à margem da semana de alto nível da 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Acordo estabelece sete áreas de cooperação

O novo instrumento prevê ações conjuntas em sete eixos considerados estratégicos para as relações entre os países:

  • Diálogo político e cooperação cultural;
  • Comércio sustentável e investimentos;
  • Energias limpas, adaptação às mudanças climáticas e redução de seus impactos;
  • Defesa e segurança;
  • Combate ao crime;
  • Ciência, tecnologia e inovação;
  • Cooperação em organismos e fóruns multilaterais.

A iniciativa busca organizar e ampliar a cooperação bilateral em setores considerados relevantes para os dois governos.

Parceria entra em nova etapa

A assinatura do acordo ocorre no início das celebrações pelos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Países Baixos.

Nesse contexto, o Marco de Cooperação Estratégica pretende ampliar os intercâmbios entre os dois países nas áreas política, econômica, científica e tecnológica.

A iniciativa também estabelece uma base para o desenvolvimento de novas ações conjuntas em temas como transição energética, sustentabilidade, inovação, segurança e mudanças climáticas.

Brasil e Países Baixos ampliam agenda bilateral

Com o novo marco, os dois países buscam aprofundar a cooperação em diferentes frentes e fortalecer o diálogo sobre assuntos de interesse mútuo.

A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar as relações econômicas, científicas, tecnológicas e diplomáticas entre Brasil e Países Baixos, além de estimular a atuação conjunta em questões discutidas em organismos internacionais.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Logística

De um caminhão a operador logístico: a trajetória de crescimento da Segvale

O que começou em 2009 com um único caminhão dedicado ao transporte refrigerado se transformou, ao longo de 17 anos, em uma operação logística integrada. A história da Segvale Operador Logístico acompanha a evolução do setor e é marcada por investimentos em estrutura, tecnologia, frota e, principalmente, relacionamento com os clientes.

A empresa nasceu como Ice Fisch Transportes, criada por Ricardo Luis dos Santos para atender operações de transporte de alimentos refrigerados. Em agosto de 2017, a entrada de Luciano Bastos das Neves na sociedade marcou uma nova fase do negócio.

A partir da identificação de oportunidades no mercado, os sócios passaram a ampliar a atuação da empresa. O transporte deixou de ser a única frente e deu espaço a serviços de armazenagem, movimentação de cargas, operações portuárias e soluções logísticas integradas. “Mais do que ampliar uma transportadora, o objetivo era construir uma empresa sólida, capaz de oferecer soluções logísticas de alto nível, baseada em relacionamento, confiança e excelência operacional”, destaca Luciano, que além de sócio da empresa, atua como diretor comercial.

Estrutura para operações complexas

A expansão também pode ser observada na estrutura física. O primeiro armazém tinha 1.300 metros quadrados. Depois vieram ampliações para 3 mil e 5,5 mil metros quadrados, até chegar à atual sede, inaugurada em janeiro de 2026, com 7.400 m² e aproximadamente 6.500 posições porta-paletes.

Hoje, a Segvale conta com 62 colaboradores e uma frota própria de 34 conjuntos, além de uma rede de transportadores parceiros homologados. A operação atende aos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

O portfólio inclui transporte de alimentos, saneantes, cosméticos, produtos correlatos, têxteis, lubrificantes, brinquedos, bebidas, matérias-primas e embalagens.

Na armazenagem, a empresa trabalha com produtos de diferentes segmentos, incluindo mercadorias sujeitas à regulamentação da Anvisa. Processos padronizados e sistemas de gestão garantem rastreabilidade desde o recebimento até a expedição.

Tecnologia e atendimento próximo

Entre os recursos utilizados estão o ERP e WMS da Escalasoft, para gestão administrativa, operacional e de estoques, e a plataforma OnixSat, responsável pelo rastreamento da frota em tempo real.

Outro serviço oferecido é o Cross Docking, modelo que permite receber, conferir, separar e expedir mercadorias em curto espaço de tempo, reduzindo a necessidade de armazenagem e tornando a distribuição mais ágil.

Um dos cases que marcou essa trajetória foi a operação realizada para a J. Macêdo entre 2017 e 2021, atendendo os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para Luciano, a tecnologia é parte importante da operação, mas não substitui o relacionamento. “Nosso maior diferencial está no atendimento próximo e personalizado, realizado por uma equipe comprometida em entender as necessidades de cada cliente e atuar de forma preventiva”, afirma.

Crescimento com visão de longo prazo

O avanço da Segvale também aparece nos resultados. Em 2017, a empresa registrava faturamento aproximado de R$ 400 mil. Em 2025, ultrapassou R$ 32 milhões.

Para os próximos anos, a estratégia é manter os investimentos em infraestrutura, renovação da frota, tecnologia, pessoas e novos serviços, além de ampliar gradualmente a presença em novos mercados.

A meta é consolidar a Segvale entre os principais operadores logísticos do Sul do Brasil. Mais do que transportar e armazenar mercadorias, a empresa busca atuar como parceira estratégica de indústrias, importadores, exportadores e empresas de diferentes segmentos. “Mais do que movimentar mercadorias, queremos ser lembrados por movimentar negócios, conectar oportunidades e gerar valor em toda a cadeia logística”, finaliza Luciano. 

Texto: ReConecta News

Imagens: Segvale

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Especialista, O ESPECIALISTA

O custo invisível da não conformidade: quando um erro regulatório transforma uma importação lucrativa em prejuízo

Por Daiane Guedin da Costa — consultora regulatória, RegulaMais

Quando uma empresa calcula o custo de importar um produto, a conta costuma ser objetiva: valor da mercadoria, frete, seguro, impostos, armazenagem. Tudo entra na planilha. Tudo tem número. O que quase nunca entra nessa planilha é o custo regulatório. E é justamente ele que, quando ignorado, transforma uma operação lucrativa em prejuízo.

Na prática, meu trabalho é responder, antes da compra, uma pergunta que muita gente só faz depois que a carga já está no porto: esse produto pode entrar, ser comercializado e vendido no Brasil da forma como eu pretendo?

O erro mais caro é o mais silencioso 

O empresário encontra um bom fornecedor no exterior. Preço competitivo, produto de qualidade, margem excelente. Fecha o pedido, paga o câmbio, embarca.

A mercadoria chega. E para.

Para porque o produto precisava de registro ou notificação prévia na ANVISA e não tinha. Porque a empresa importadora não possuía Autorização de Funcionamento (AFE) para aquela classe de produto. Porque faltava licença sanitária vigente, Responsável Técnico habilitado, ou anuência do órgão competente no Licenciamento de Importação. Porque o produto foi enquadrado como cosmético quando na verdade era medicamento. Porque a rotulagem não atende à legislação brasileira. Porque o insumo é controlado e exigia autorização específica.

Nenhum desses pontos aparece na cotação do fornecedor. Todos aparecem na conta final.

Onde o dinheiro realmente se perde

A multa é o custo que todo mundo enxerga. E, curiosamente, quase nunca é o maior. O custo invisível é composto por:  

Capital parado: mercadoria retida é dinheiro que já saiu do caixa e não voltou. Não vende, não gira, não paga o próprio financiamento.

Armazenagem e demurrage: cada dia de carga parada em recinto alfandegado ou de contêiner não devolvido tem preço. E é uma conta que só cresce, todos os dias, enquanto a regularização não sai.

Tempo regulatório: regularizar depois não é mais rápido do que regularizar antes. É mais lento. Processos de AFE, licença sanitária, registro ou notificação têm prazos próprios, exigem documentação técnica que muitas vezes precisa ser solicitada ao fabricante no exterior, e não aceleram porque existe uma carga parada.

Perda de janela comercial: o produto que ia atender a uma licitação, uma sazonalidade ou um contrato com prazo simplesmente perde o momento. Às vezes o cliente não espera.

Retrabalho: refazer dossiê, traduzir e consularizar documentos, corrigir rotulagem, refazer testes em laboratório acreditado. Tudo isso, no modo emergencial, custa mais caro do que teria custado no planejamento.

Reputação: interdição, apreensão e recolhimento não ficam restritos ao departamento fiscal da empresa. Chegam ao cliente, ao distribuidor e, dependendo do caso, ao mercado.

Risco sanitário: esse é o que menos se calcula e mais importa. A regulação existe para proteger quem consome. Um produto que entra sem avaliação prévia é um produto cuja segurança ninguém verificou.

A conta que ninguém faz

Um estudo regulatório prévio custa uma fração do valor de uma única importação. É diagnóstico: define o enquadramento correto do produto, verifica se a empresa está habilitada para aquela operação, identifica o caminho regulatório aplicável (registro, notificação, cadastro ou isenção), aponta as exigências de rotulagem e documentação técnica e estima prazos reais.

Ou seja: responde se o negócio é viável antes de o dinheiro sair.

Já acompanhei situações em que a resposta foi “esse produto, nesse formato, não entra”. Uma resposta dura de ouvir, mas que economizou muito mais do que custou. E acompanhei outras em que a resposta foi “entra, mas o caminho é este e leva este tempo”, permitindo que a empresa planejasse a operação inteira sem sobressalto.

O que eu faço

Meu trabalho na Regula+ é justamente esse: colocar o regulatório na planilha antes da compra, e não depois da retenção.

Isso significa enquadrar corretamente o produto, regularizar a empresa junto aos órgãos competentes, conduzir processos de registro e notificação, estruturar a documentação técnica e da qualidade, acompanhar o Responsável Técnico e manter a operação em conformidade ao longo do tempo, porque conformidade não é um documento emitido uma vez: é uma condição que precisa ser mantida.

Daiane Guedin da Costa é consultora regulatória e atua na Regula+ com regularização de empresas e produtos junto à ANVISA, Vigilância Sanitária, MAPA, Exército e Polícia Federal. 

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Portos

Pela primeira vez, JBS Terminais recebe operação simultânea de dois navios com mais de 300 metros de comprimento


A JBS Terminais registrou no último final de semana um marco em sua operação no Porto de Itajaí ao realizar, pela primeira vez, a movimentação simultânea de dois navios porta-contêineres com mais de 300 metros de comprimento. A operação reforça a capacidade operacional, a eficiência e a competitividade do terminal, consolidando sua posição entre os principais portos do país.


Os navios SAN AUGUSTIN MAERSK e NAVARINO atracaram simultaneamente no terminal, exigindo um planejamento integrado e alto desempenho das equipes operacionais. Juntas, as duas embarcações somaram mais de 2 mil movimentos, demonstrando a capacidade da infraestrutura e a eficiência das operações realizadas pela JBS Terminais.


O SAN AUGUSTIN MAERSK, de bandeira da Dinamarca, possui 333,2 metros de comprimento e 48,32 metros de boca (largura). Já o NAVARINO, de bandeira de Malta, mede 335,07 metros de comprimento e 42,84 metros de boca.


A operação representa um feito inédito para o Porto de Itajaí, que nunca havia registrado a movimentação simultânea de dois navios desse porte. O resultado evidencia a evolução da infraestrutura portuária e a capacidade da JBS Terminais de atender embarcações de grande porte com segurança, produtividade e eficiência.


O marco ocorre em um momento de forte crescimento do terminal. Em junho, a JBS Terminais registrou recorde de movimentação, com 45.458 TEUs, o maior volume mensal desde o início de suas operações no Porto de Itajaí. O desempenho reforça a retomada das atividades do complexo portuário e evidencia o aumento da confiança dos armadores e clientes na capacidade operacional do terminal.


A combinação entre infraestrutura, eficiência operacional e crescimento da demanda consolida a JBS Terminais como um importante hub logístico para o comércio exterior brasileiro, preparada para receber embarcações de grande porte e ampliar a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

TEXTO E IMAGEM: JBS

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Especialista

Além das quatro linhas: liderança, mercado e a engrenagem logística da Copa do Mundo

Quando olhamos para uma Copa do Mundo, a imagem que fica na memória é a do capitão erguendo a taça sob uma chuva de confetes. No entanto, o sucesso de um time de futebol e a grandiosidade de um mundial não acontecem por acaso. O espetáculo é a ponta de um iceberg sustentado por três pilares fundamentais: a liderança estratégica, o aquecimento do mercado global e uma operação logística por traz de todo o processo.


A liderança de um time de futebol: gestão de talentos sob pressão

A liderança no futebol moderno vai muito além de gritar em campo ou usar uma braçadeira. O técnico e os líderes experientes do elenco atuam como verdadeiros gestores de alta performance.  O líder precisa ter resiliência e inteligência Emocional. A pressão psicológica em torneios curtos é extrema. O bom líder absorve o impacto das críticas e blinda o grupo, mantendo o foco tático mesmo após uma derrota dolorosa.

Outro ponto relevante, é preciso trabalhar a cultura de confiança. Assim como em uma empresa, o papel do líder no futebol é fazer com que cada liderado entenda sua função e confie no companheiro ao lado, sabendo que o sucesso individual é consequência do sucesso coletivo.



A importância da Copa do Mundo para o mercado

A Copa do Mundo é o maior gatilho de consumo em massa do planeta. Quando o torneio começa, a economia global ganha uma injeção massiva de adrenalina em múltiplos setores:

E-commerce e varejo: O varejo de alimentos, bebidas e eletrônicos dispara. O desejo do torcedor de assistir aos jogos com a melhor qualidade gera picos impressionantes na venda de televisores, aparelhos de som, camisas de times além de pontos de visibilidade do evento por todo o mundo;

Marcas e patrocínios: Gigantes mundiais e regionais atrelam suas marcas ao evento para resgatar a conexão afetiva com o público, utilizando ídolos do esporte para impulsionar vendas e fidelizar clientes em campanhas bilionárias. Afinal marketing é EXPERIÊNCIA e SENSAÇÃO.

Turismo e entretenimento: Países sede e estabelecimentos locais (bares, restaurantes, fan zones) movimentam bilhões de dólares com o fluxo contínuo de torcedores nacionais e internacionais. O mundo para,  para acompanhar sua seleção e viver esse momento.


A logística do evento e das seleções

Garantir que toneladas de equipamentos de transmissão, câmeras e estruturas de mídia cruzem fronteiras com desembaraço aduaneiro prioritário para que bilhões de pessoas assistam ao jogo ao vivo, sem um segundo de atraso. Para os times, a logística gerencia o transporte milimétrico de cargas técnicas (uniformes, suplementos, equipamentos médicos) entre hotéis, centros de treinamento e estádios — muitas vezes divididos em diferentes fusos horários e países (como ocorre na estrutura tri-nacional entre EUA, Canadá e México).

Posicionamento estratégico, para eu os jogadores possam se locomover entre os estádios e ainda ter centros de treinamentos, comissão técnica, médicos. Tudo é Logística.

A logística do consumo (Mercado)

Para atender à explosão de demanda gerada pelo torneio, indústrias e varejistas precisam antecipar seus estoques em meses. No Brasil, por exemplo, a corrida pela compra de novas TVs exige uma coordenação pesada no transporte (como a cabotagem marítima saindo do Polo Industrial de Manaus para abastecer os grandes centros de distribuição). Se a logística falhar e o produto não estiver na prateleira — física ou digital — antes do apito inicial, a perda financeira é irrecuperável.

O futebol arte só brilha na tela se houver uma liderança forte blindando o vestiário, um mercado aquecido financiando o espetáculo e uma rede logística impecável movendo cada peça, no tempo exato, por trás das cortinas.

Se o mercado demanda e a liderança executa em campo, é a logística que torna tudo fisicamente possível. Uma Copa do Mundo é, essencialmente, um dos maiores desafios de Supply Chain (cadeia de suprimentos) e transporte do mundo.


Liderança de alta performance

Em um time de alta performance — seja no futebol ou no mundo corporativo —, o sucesso não depende de um único estilo de líder, mas sim da sinergia entre diferentes papéis e da capacidade de cada um assumir a responsabilidade pelo seu quadrado.

Em 1994, o Brasil quebrou um jejum de 24 anos porque esses três personagens entenderam perfeitamente seus papéis de autorresponsabilidade:

Parreira (a liderança estratégica/sistêmica): O “CEO” do time. Ele tinha a visão macro, o planejamento tático e a resiliência para aguentar as críticas externas. A autorresponsabilidade dele estava em manter a estrutura organizada e dar o suporte para que o talento aparecesse, sem querer ser a estrela do show.

Dunga (a liderança executiva/cultura): O líder de processos e cobrança dentro de campo. Dunga era o braço direito da estratégia, o cara que garantia a disciplina, o foco e que ninguém relaxasse. A autorresponsabilidade dele era o exemplo e a mentalidade de inconformismo.

Romário (a liderança técnica/entrega de resultado): O “Hyper-performer” (o craque do comercial ou da operação). Romário chamou a responsabilidade para si antes mesmo da Copa. Ele sabia do seu valor, assumiu o risco do resultado final e entregou os gols. A autorresponsabilidade dele foi cumprir a promessa de trazer a taça através da execução impecável.

O Tetra de 94 só aconteceu porque o Romário não tentou ser o Parreira, o Parreira não tentou ser o Dunga, e o Dunga não tentou dar o drible do Romário.


Para a Copa do Mundo de 2026, que está acontecendo justamente agora, a Seleção precisa reconstruir essa tríade de autorresponsabilidade.

Em 2026, o Hexa só virá se cada um desses três pilares — Estratégia (Treinador), Cultura/Cobrança (Capitão) e Execução (Craque) — assumir 100% de autorresponsabilidade pelas suas entregas, jogando de forma conectada.


E como você acha que vai ser a COPA 2026?


Por Renata Palmeira

CEO RêConectaNews

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Economia

Confiança empresarial permanece em 90,9 pontos em maio, aponta FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) manteve-se estável em maio na comparação com abril, permanecendo em 90,9 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de queda, considerando a série com ajuste sazonal.

Apesar da estabilidade no indicador principal, a média móvel trimestral registrou retração de 0,5 ponto, sinalizando cautela no ambiente de negócios.

Situação atual dos negócios segue estável

De acordo com o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, o comportamento dos indicadores mostra que a atividade econômica dos setores analisados continua relativamente estável. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou levemente 0,1 ponto em maio, alcançando 93,1 pontos.

Entre os componentes do indicador, a avaliação sobre a situação corrente dos negócios caiu 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede a percepção sobre a demanda atual avançou 0,2 ponto, atingindo 94,7 pontos.

Expectativas empresariais apresentam leve melhora

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou alta de 0,2 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. O movimento interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores.

Segundo a FGV, o indicador que mede o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, chegando a 88,5 pontos. Já a expectativa sobre a evolução dos negócios para os seis meses seguintes avançou 0,1 ponto, alcançando 89,2 pontos.

Cenário econômico ainda inspira cautela

Embora os dados indiquem estabilidade e uma leve recuperação das expectativas, a trajetória da confiança empresarial nos próximos meses ainda é considerada incerta.

Na avaliação de Campelo, fatores externos podem influenciar o desempenho da economia brasileira, especialmente os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre a atividade econômica nacional.

Indústria e serviços lideram avanço da confiança

Entre os quatro principais setores analisados, dois apresentaram crescimento nos índices de confiança em maio:

  • Indústria: alta de 1,1 ponto;
  • Serviços: avanço de 0,9 ponto;
  • Construção: estabilidade (0,0 ponto);
  • Comércio: queda de 2,0 pontos.

O levantamento também mostra que 55% dos 49 segmentos pesquisados registraram aumento da confiança em abril.

A coleta de informações para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 1º e 26 do mês.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 739 veículos e chega à quinta operação roll-on/roll-off em 2026

Com nova escala do Dover Highway, terminal alcança 2.928 veículos movimentados no ano

O Porto de Itajaí recebeu, nesta segunda-feira, uma nova escala do navio Dover Highway, com 739 veículos destinados ao terminal. A embarcação atracou às 00h30, e a operação de descarga teve início às 7h da manhã, reforçando a movimentação portuária e a diversificação das operações realizadas no porto público.

A operação ocorre com o canal de acesso plenamente praticável, garantindo segurança à navegação, regularidade operacional e previsibilidade às atividades portuárias.

Com a escala desta segunda-feira, o Porto de Itajaí contabiliza, em 2026, cinco operações de navios do tipo roll-on/roll-off, totalizando 2.928 veículos movimentados. O histórico do ano inclui as escalas do Victoria Highway, com 628 veículos; do Dover Highway, com 457 veículos; do Good Wood, com 430 unidades; do Victoria Highway, com 674 veículos; e, agora, do Dover Highway, com 739 veículos.

A movimentação reforça a retomada desse tipo de operação no Porto de Itajaí e demonstra a confiança do mercado no terminal, que vem ampliando seu portfólio de cargas e consolidando-se como alternativa logística eficiente e estratégica no cenário nacional.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a nova escala confirma o avanço da recuperação operacional do porto público.

“Essa nova operação demonstra que o trade portuário voltou a confiar no Porto de Itajaí. A retomada das atividades, com canal praticável, regularidade e eficiência, tem devolvido ao terminal a competitividade necessária para atrair novas cargas e ampliar oportunidades. É um resultado que fortalece o porto público, movimenta a economia e reafirma a importância estratégica de Itajaí no cenário logístico nacional”, destaca.

A ampliação das operações roll-on/roll-off reafirma o processo de retomada do Porto de Itajaí, que vem recuperando sua capacidade operacional, atraindo novas cargas e fortalecendo sua posição como ativo estratégico para Santa Catarina e para o comércio exterior brasileiro.

FONTE E IMAGENS: Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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