Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

Ler Mais
Eventos

Bytes & Cargas é parceiro do ReConecta na Intermodal 2026 e reforça ecossistema de inovação no setor logístico

A Intermodal South America 2026, um dos principais eventos de logística, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina, contará com a presença de importantes players do mercado. Entre eles, o Bytes & Cargas chega como parceiro do ReConecta, fortalecendo o ambiente de conexões, conteúdo e inovação que será destaque durante a feira.

Hub de conteúdo estratégico para logística e tecnologia

O Bytes & Cargas se posiciona como um canal de informação especializado, que integra os universos da segurança, tecnologia, transporte e supply chain. A plataforma atua como um hub de conteúdo estratégico, reunindo notícias, análises, tendências e cases relevantes para profissionais e empresas que buscam se atualizar em um setor em constante transformação.

Com uma proposta voltada à disseminação de conhecimento e à valorização da inovação, o Bytes & Cargas contribui diretamente para o desenvolvimento do mercado logístico, promovendo discussões qualificadas e aproximando diferentes elos da cadeia.

Parceria fortalece o ReConecta na Intermodal 2026

A participação como parceiro do ReConecta na Intermodal 2026 amplia o alcance dessa proposta. Durante os três dias de evento, o Bytes & Cargas estará integrado ao ecossistema do ReConecta, que reúne empresas, especialistas e lideranças em um ambiente voltado à geração de negócios, networking e compartilhamento de conteúdo.

O estande G100 será o ponto de encontro dessa conexão, reunindo iniciativas que refletem as principais tendências e soluções para o setor logístico.

Conexões que impulsionam o futuro da logística

A parceria entre ReConecta e Bytes & Cargas reforça a importância da informação qualificada como motor para a inovação. Em um cenário cada vez mais dinâmico, iniciativas que promovem integração, troca de experiências e acesso a conteúdo estratégico se tornam essenciais para impulsionar resultados e preparar o setor para os desafios do futuro.

SAIBA MAIS: https://bytesecargas.com.br/bytes-e-cargas-institucional/

Ler Mais
Comércio, Logística

Hainan: o novo hub global do livre comércio

O projeto não iniciou agora. Em 2020, o governo chinês anunciou um plano de grande escala para transformar toda a província insular no Porto de Livre Comércio de Hainan, com o objetivo de torná-lo o maior porto de livre comércio do mundo até 2035. O plano envolve a construção de um centro para financiamento offshore e  compras isentas de impostos, bem como a utilização de impostos mais baixos e requisitos de visto reduzidos para atrair empresas e turistas estrangeiros. Além disso, todas as mercadorias vendidas de Hainan para outras partes da China seriam tratadas como importações a partir de 2025. O Porto de Livre Comércio de Hainan lançou operações alfandegárias independentes em toda a ilha em 2025.
Hainan está se tornando uma zona econômica especial de alta abertura, com um modelo inovador que combina tarifas baixas/zero, sistema tributário simplificado e fluxos facilitados para impulsionar o comércio e a economia, atuando como um hub estratégico entre os oceanos Pacífico e Índico, diz XINHUA Português.

  • 74% dos produtos que entram em Hainan agora são isentos de tarifas, IVA e Impostos de Consumo. 
  • Imagina um fornecedor operando em zona onde quase não paga impostos?!! Isso hoje na China já é realidade.


Impactos do Projeto

E os impactos do projeto já começaram a aparecer: 


1) Introdução de tarifa zero para muitas mercadorias e um controle alfandegário mais flexível, reduzindo custos logísticos em cerca de 30% para empresas;

 
2) Aumento de 65% no tráfego de contêineres no porto de Yangpu em 2025, e crescimento no investimento estrangeiro e comércio de bens e serviços;


3) Políticas preferenciais, incluindo isenção de imposto de renda para talentos de alto nível acima de 15%;


4) O Comércio Exterior de Hainan triplicou desde 2020 (de US 12,6 bi para US 39 bi); 


5) Mais de 74.000 empresas de comércio exterior já estão em operação na região, um crescimento de 20x nos últimos 5 anos; 

6) Em 2024, 2072 novas empresas estrangeiras já se instalaram na ilha. 


Oportunidades de Negócio

Hainan é um laboratório para a abertura econômica da China e visa atrair investimentos estrangeiros em diversos setores, incluindo: 

  • Serviços Modernos: Turismo, saúde, educação e serviços financeiros, permitindo investimentos estrangeiros em produtos financeiros.
  • Indústrias de Alta Tecnologia: Desenvolvimento de tecnologia inovadora, como a captura e armazenamento de carbono.
  • Logística e Transporte: O porto de Yangpu, o maior porto de carga de Hainan, registrou um aumento de mais de 65% no tráfego de contêineres em 2025, expandindo as rotas marítimas que conectam mercados globais. 

O Porto de Livre Comércio de Hainan oferece um ambiente de negócios altamente liberalizado e previsível, com o objetivo de se tornar um porto de livre comércio de alto nível e com forte influência global até 2035. 

A boa notícia é que essa nova zona aduaneira em Hainan pode beneficiar diretamente importadores brasileiros, 

Com fornecedores operando em regiões de baixo custo e logística otimizada na Ásia, os preços tendem a ficar ainda mais competitivos.


Isso só mostra que importar na China não é apenas um diferencial, é questão de sobrevivência das empresa em um mercado tão competitivo. 


Importância de estar CONECTADO a bons fornecedores na China, que possam te dar suporte completo, acesso a fabricas, acompanhamento aduaneiro e estratégia para personalizar suas mercadoria, pode ser um diferencial para esse ano de 2026, que será extremamente competitivo e desafiador.

TEXTO: RENATA PALMEIRA
IMAGEM: INTERNET

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

Ler Mais
Portos

Portos de SC registram movimento de 65,7 milhões de toneladas em 2025

Os portos de Santa Catarina fecharam 2025 registrando mais um ano positivo na movimentação de cargas. No total foram movimentadas 65,7 milhões de toneladas, que significam um crescimento de 4,78% em relação ao ano de 2024. Os dados foram apurados pela Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, da Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto aos administradores dos terminais.

“Nós estamos modernizando, revitalizando, aumentando a capacidade dos nossos portos. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e a gente vai continuar investindo em obras e ações que garantam agilidade, reforçando a logística e o dinamismo da economia catarinense. Um estado que produz com excelência merece todo o nosso esforço pra fazer nossos produtos chegarem cada vez mais longe e mais rápido. Só no ano passado foram mais de 200 países que compraram de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

“Estamos diante de dados que precisam ser comemorados. O trabalho realizado pelos portos segue obtendo resultados acima da média nacional, que ficou em 4%, consolidam Santa Catarina com o segundo maior movimento de contêineres do país e refletem todo o empenho de um setor que é muito importante para a economia catarinense”, reforça o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Na movimentação absoluta, o Porto de São Francisco do Sul manteve o crescimento atingindo 17,5 milhões de toneladas e um crescimento acumulado nos últimos três anos de 39%. O Porto Itapoá movimentou 15,5 milhões de toneladas, Portonave 10,8 milhões de toneladas, Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul 10 milhões de toneladas, Porto de Imbituba 7 milhões de toneladas, Porto de Itajaí 4,7 milhões de toneladas, e outros terminais movimentaram 376,9 mil toneladas.

Na movimentação de contêineres o Estado ultrapassou pela primeira vez na história a marca de 3 milhões de TEUs. O desempenho dos portos corresponde a 20,5% de toda a movimentação de contêineres do país. O Porto Itapoá atingiu a marca de 1,5 milhões de TEUs, sendo o maior terminal privado de contêineres do Brasil, e terceiro maior terminal de contêineres em movimentação, atrás da Santos Brasil e da BTP, ambos arrendamentos do Porto de Santos. Portonave movimentou 1,1 milhão de TEUs, Porto de Itajaí 386,4 mil TEUs e o Porto de Imbituba registrou o movimento de 106,2 mil TEUs.

Os dados absolutos e finais sobre a movimentação portuária de Santa Catarina e do Brasil deverão ser apresentados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Gustavo Rotta/PSFS

Ler Mais
Comércio Exterior

Exportações de Santa Catarina crescem 4,4% em 2025 e atingem maior valor da história

Com o aumento, Santa Catarina alcançou o maior faturamento da história com exportações, somando US$ 12,19 bilhões

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com alta de 4,4% no faturamento com exportações, conforme dados do governo federal divulgados nesta terça-feira, 6. O percentual representa o salto de US$ 11,67 bilhões registrados em 2024 para US$ 12,19 bilhões em 2025. Ou seja, um acréscimo de cerca de US$ 516 milhões. Com o aumento, Santa Catarina alcançou o maior faturamento da história com exportações, mesmo com cenário adverso a nível internacional.

Entre as exportações catarinenses, o destaque é o setor do agronegócio. A carne de frango lidera, com US$ 2,44 bilhões exportados entre janeiro e dezembro. Na sequência aparece a carne suína, com US$ 1,85 bilhão faturado. Em seguida estão soja, com US$ 659 milhões; motores e geradores elétricos, com US$ 620 milhões; e partes e peças de motores de pistão, com US$ 382 milhões.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado é uma conquista que deve ser comemorada. “O ano de 2025 trouxe inúmeros desafios que soubemos superar. Somos um estado que pula o Brasil. A economia de Santa Catarina cresceu acima da média nacional e conseguiu ampliar o faturamento com as exportações. Esse desempenho é fruto de um povo trabalhador e de empresas que produzem com excelência, conquistando mercados internacionais e dos mais exigentes”, ressalta.

Estados Unidos e China entre os principais destinos

Os Estados Unidos seguem como o maior comprador dos produtos catarinenses. Em 2025 foram US$ 1,47 bilhão em produtos, principalmente madeira, motores e geradores elétricos, bem como partes de motores de pistão. Em segundo lugar está a China, que comprou US$ 1,2 bilhão de Santa Catarina, com destaque para soja e carnes suína e de frango.

Entre os principais destinos dos produtos catarinenses também estão países da América Latina. A Argentina, com US$ 889,3 milhões, é o terceiro maior comprador, e em seguida está o México, com US$ 782,4 milhões. O Japão e o Chile aparecem na sequência, com US$ 688,6 milhões e US$ 635,2 milhões, respectivamente.

“Santa Catarina exportou para mais de 200 destinos durante o ano de 2025, o que reforça a qualidade e a capacidade produtiva do nosso estado. Importante ressaltar que o governador Jorginho Mello está realizando investimentos históricos nos portos e aeroportos catarinenses, e isso faz a diferença para qualificar e ampliar a nossa logística”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Importações somam US$ 33,9 bilhões em 2025

Destaque nacional pela eficiência de seus portos, Santa Catarina registrou US$ 33,9 bilhões em importações durante o ano de 2025. O valor é resultado de uma alta de 0,6% em relação a 2024, quando as importações alcançaram US$ 33,7 bilhões.

Os principais produtos importados pelo estado em 2025 foram cobre (US$ 1,2 bilhão), partes e acessórios de veículos (US$ 965 milhões), e polímeros de etileno (US$ 684 milhões). Também tiveram grande participação os pneus de borracha (US$ 684 milhões) e adubos (US$ 663 milhões).

“Santa Catarina é a porta de entrada para muitos produtos que chegam ao Brasil graças à nossa eficiência logística e destaque econômico. Além disso, muitos desses itens são matérias-primas para nossa indústria, que aqui no estado vão ganhar valor e voltar a girar a economia”, complementou o secretário Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom

Ler Mais
Portos

Portonave bate recorde de movimento de contêineres em um único navio

Foram cerca de 6,1 mil unidades embarcadas e descarregadas na operação do CMA CGM Bahia 🚢

O Terminal Portuário encerra 2025 celebrando mais um marco de excelência e eficiência. Entre os dias 29 e 31 de dezembro, na operação do navio CMA CGM Bahia, foram movimentados 6.180 contêineres em 42 horas, o maior volume já registrado em uma única embarcação na história da Portonave. A produtividade média de navio foi de 149 movimentos de contêineres por hora (MPH), o que demonstra o compromisso com a agilidade e a qualidade das operações. Esse desempenho superou o recorde anterior de 5.661 movimentos, alcançado em março de 2024 durante a operação do navio Kota Pelangi.

O Bahia pertence à frota do armador francês CMA CGM e integra o serviço SEAS2, que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul, com escalas na costa brasileira e nos portos de Colombo (Sri Lanka), Tianjin, Qingdao, Ningbo, Xangai, Shekou, Singapura e Hong Kong. Pelo serviço são recebidos produtos como pneus, tecidos, eletrônicos e plásticos, entre outros.

A embarcação possui 336 metros de comprimento, 51 metros de boca (largura), capacidade para 13.264 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e 2.400 tomadas reefers para cargas com temperatura controlada. O navio, que começou a operar em 2023, faz parte da nova geração de embarcações sustentáveis do armador, tendo o Gás Natural Liquefeito (GNL) como principal fonte de energia, e foi o primeiro navio movido a GNL a atracar na costa brasileira, em fevereiro de 2024.

As embarcações bicombustíveis movidas a GNL contribuem para a redução de emissões, evitando até 99% das emissões de enxofre, 92% de óxidos de nitrogênio e 91% de partículas. Além disso, estão preparadas para utilizar combustíveis neutros em carbono assim que a infraestrutura de abastecimento estiver disponível no Brasil.

De janeiro a novembro, o Terminal Portuário movimentou 1 milhão de TEUs, com a melhor produtividade do país, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), 114 MPH, consolidando-se como referência nacional no segmento. Ao longo de 18 anos de operação, a Portonave encerra 2025 com a marca de 10 mil escalas de navios recebidas e 14 milhões de TEUs movimentados.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, em 2024, a Portonave esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar.

Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade. Por isso, foi reconhecida, em 2025, com o Selo Diamante de Sustentabilidade pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW).

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

Ler Mais
Comércio

Santa Catarina amplia laços comerciais com a Argentina com crescimento de 25% nas exportações

O faturamento das exportações de Santa Catarina com destino à Argentina saltou 25% entre janeiro e outubro de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O aquecimento das vendas para os argentinos é resultado principalmente da elevação do envio de produtos industrializados de diferentes setores econômicos. 

O percentual de 25% corresponde ao salto de US$ 595 milhões exportados entre janeiro e outubro de 2024 para US$ US$ 746 milhões exportados em 2025. A ampliação expressiva ajudou o estado a bater recorde de exportações em 2025 e compensar a queda nos envios para outros países. O bom resultado também demonstra, portanto, o aumento das relações comerciais entre Santa Catarina e a Argentina. 

Entre os principais produtos da pauta exportadora catarinense destaca-se a venda de papel e cartão. O faturamento chegou a US$ 67 milhões no período, ante US$ 57 milhões de 2024. Já a exportação de refrigeradores de uso doméstico saltou de US$ 13 milhões para US$ 45 milhões. Outros itens, como carne suína, tijolos cerâmicos, peças para motores e tecidos, por exemplo, também registraram elevação.

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, os dados demonstram sobretudo a diversidade econômica de Santa Catarina. “O aumento de 25% nas exportações para a Argentina reflete o bom desempenho de diversos setores, desde o agro, metalmecânico, têxtil, bem como construção civil. Santa Catarina produz com excelência em diversos setores e isso impulsiona o estado”, destaca.

Missão internacional consolidou aproximação entre SC e Argentina 

Em novembro, o governador Jorginho Mello esteve na Argentina durante uma missão internacional. A organização da agenda contou com apoio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e da Secretaria de Estado de Articulação Internacional (SAI). O encontro serviu para posicionar o estado sobretudo como um polo logístico e turístico no Mercosul.

“O governador Jorginho Mello colocou Santa Catarina no centro das discussões bilaterais. Saímos daqui com a certeza de que a relação entre SC e Argentina vive um de seus melhores momentos, tanto na afinidade política quanto nas oportunidades reais de negócios”, destacou o secretário da SAI, Paulo Bornhausen.

No Encontro de Negócios Santa Catarina-Argentina, realizado na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, o governador destacou o compromisso do Estado em ampliar as exportações de produtos de alto valor agregado, com foco especial no setor moveleiro, bem como na abertura de novos mercados. 

Além das relações comerciais, Santa Catarina espera o aquecimento da economia também em relação ao turismo. Conforme a Secretaria de Estado do Turismo, o Estado estima a chegada de 1,5 milhão de argentinos durante a temporada de verão 2026.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Arquivo/SAR

Ler Mais
Informação

Pirataria segue em alta no Brasil: dados recentes reforçam desafios na economia digital e na fiscalização

O Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria foi celebrado no último dia 03 de dezembro. A data foi instituída em 2004 pela Lei nº 11.205 com o objetivo de ampliar a conscientização sobre os efeitos do comércio ilegal no país. No mesmo ano, o Ministério da Justiça criou o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, responsável por definir diretrizes e apoiar ações de fiscalização em diferentes setores da economia.

O cenário mais recente mostra que o comércio de produtos ilegais permanece elevado. O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade registrou perdas de aproximadamente 468 bilhões de reais em 2024, somando prejuízos à indústria e à arrecadação tributária. Desse total, cerca de 328 bilhões de reais correspondem a perdas diretas para empresas e 140 bilhões de reais resultam de sonegação fiscal associada ao comércio de produtos falsificados e contrabandeados.

As apreensões realizadas pela Receita Federal também refletem a dimensão do problema. Em 2024, as operações de fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras somaram mais de 3,7 bilhões de reais em mercadorias irregulares. Os itens mais encontrados incluem eletrônicos, cigarros, vestuário, medicamentos e acessórios automotivos. O volume indica uma cadeia que atua em diferentes frentes e abastece mercados formais e informais.

O avanço do comércio digital ampliou o alcance do mercado ilegal. Plataformas de comércio eletrônico passaram a fazer parte das estratégias de fiscalização do governo e se tornaram alvo de recomendações específicas do Conselho Nacional de Combate à Pirataria. O objetivo é reduzir a oferta de produtos sem procedência, que chegam ao consumidor por meio de anúncios aparentemente regulares.

Fiscalização, fronteiras e ações digitais

A estrutura institucional criada a partir de 2004 busca organizar ações integradas entre órgãos públicos, entidades privadas e representantes da indústria. O Conselho Nacional de Combate à Pirataria propõe medidas que envolvem controle de fronteiras, cooperação entre forças de segurança e padronização de práticas de fiscalização. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial também desenvolve iniciativas de apoio ao combate à falsificação e disponibiliza ferramentas de consulta e identificação de marcas.

As políticas voltadas ao ambiente digital ganharam espaço nos últimos anos. Relatórios da Federação Internacional da Indústria Fonográfica mostram que quase metade dos consumidores brasileiros utiliza fontes ilegais para acessar música. Esse comportamento se repete em outros segmentos audiovisuais, o que amplia o desafio de monitorar a oferta de conteúdo não licenciado nas plataformas.

Projetos em análise no Legislativo discutem formas de ampliar a cooperação entre setor público e empresas de tecnologia. Entre os temas estão o compartilhamento de dados, o aperfeiçoamento de sistemas de denúncia e a verificação de fornecedores que utilizam plataformas digitais para distribuir produtos falsificados. A integração entre essas iniciativas é apontada como essencial para reduzir o alcance de mercados ilegais e seus efeitos para a economia.

Comércio eletrônico e rastreamento de anúncios ilegais

A fiscalização sobre marketplaces ganhou novas diretrizes em 2025. De acordo com dados do Ministério da Justiça, mais de 85 mil anúncios foram removidos de plataformas digitais no último ciclo de auditorias conduzidas pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria. As ações envolveram identificação de produtos sem certificação obrigatória, uso indevido de marcas e oferta de itens com indícios de contrabando.

As plataformas passaram a implementar mecanismos automáticos de rastreamento de vendedores reincidentes, cruzamento de documentos e verificação de CNPJ para categorias de maior risco, como eletrônicos, vestuário esportivo, cosméticos e brinquedos. Relatórios recentes indicam que o volume de anúncios suspeitos tende a aumentar em períodos de alta demanda, especialmente durante datas comemorativas e ações promocionais.

Neste 3 de dezembro, os dados reforçam que o combate à pirataria envolve diferentes frentes e exige coordenação entre agentes públicos e privados. A data serve como ponto de atenção para o impacto econômico do comércio ilegal e para a importância de práticas de consumo e venda alinhadas à legislação e à segurança de mercado.

FONTE: Process Log & Comex
IMAGEM: Reprodução/Process Log & Comex

Ler Mais
Comércio

Black Friday 2025 deve impulsionar economia, bater recorde histórico e pressionar logística do comércio exterior

A última sexta-feira de novembro chegou e a Black Friday 2025 já movimenta os setores do varejo, da indústria e da logística internacional. Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a campanha deste ano deve alcançar R$ 5,4 bilhões em vendas, resultado que, se confirmado, representará a maior movimentação da série histórica iniciada em 2010 e um crescimento de 2,4% em comparação com 2024. Já uma pesquisa de mercado da Neotrust, a previsão é muito mais otimista e aponta crescimento de 17%, podendo chegar a R$ 11 bilhões em produtos vendidos. 

Os segmentos com maior peso no faturamento devem ser hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão). Vestuário (R$ 0,95 bilhão) e produtos de beleza e bem-estar (R$ 0,38 bilhão) também permanecem entre os destaques. Ainda de acordo com a CNC, 70% das categorias avaliadas apresentam grande potencial de redução real de preços, com quedas que chamam a atenção em papelaria, livros, joias e bijuterias, perfumaria, utilidades domésticas e higiene pessoal.

Com consumidores cada vez mais atentos e desconfiados de falsas promoções, o planejamento de compra se tornou parte essencial do evento. O levantamento do Procon-SP mostrou que o comportamento do brasileiro ainda é influenciado por “gatilhos” como opinião pública, ofertas por tempo limitado e parcelamento sem juros. No entanto, especialistas reforçam que uma estratégia mais ativa pode ampliar a economia.

O presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta. “Embora monitorar o preço seja essencial, acompanhar os picos de promoções e os períodos estratégicos de descontos pode ampliar significativamente a economia. Muitas lojas estendem a Black Friday por vários dias ou liberam promoções em horários estratégicos, como manhãs ou noites de determinados dias.”

A força do e-commerce e comportamento do consumidor

A popularização da Black Friday no Brasil se intensificou nos últimos anos e agora envolve praticamente todos os segmentos, do alimentício ao turismo. Um estudo da Méliuz aponta que mais de 90% dos brasileiros pretendem realizar alguma compra em 2025, número 20% superior ao levantado no ano anterior.

O comércio eletrônico permanece como protagonista — inicialmente impulsionado durante a pandemia e hoje consolidado como principal canal de vendas em diversas categorias. Lojas físicas e digitais devem atuar de forma integrada, com estratégias omnichannel e incentivos logísticos, como frete grátis e retirada no mesmo dia.

Impactos e desafios na logística e no comércio exterior

O crescimento da Black Friday não se limita à economia interna: ele pressiona toda a cadeia logística global. As semanas que antecedem o evento coincidem com a Peak Season, período de maior demanda mundial por transporte de cargas, principalmente devido às encomendas para abastecer o consumo de final de ano.

Com o Brasil apresentando forte dependência de produtos manufaturados importados — sobretudo da China — o fluxo internacional tende a atingir seu ápice no trimestre. Apenas em 2022, as importações brasileiras de produtos chineses aumentaram 32,8% em relação ao ano anterior, reforçando essa tendência.

O efeito é imediato para o setor de comércio exterior:

  • maior competição por espaço em navios e aeronaves,
  • pressão sobre prazos de entrega,
  • aumento de custos logísticos,
  • necessidade de planejamento antecipado para evitar ruptura de estoque.

Empresas que atuam com importação analisam a data com atenção redobrada, já que atrasos podem resultar em perda de oportunidades de venda durante o pico de consumo.

Uma data de oportunidades — e de responsabilidade financeira

Com promoções cada vez mais agressivas e marketing altamente persuasivo, Black Friday se tornou um dos eventos mais aguardados pelo consumidor brasileiro. Ainda assim, especialistas lembram que planejamento evita endividamento. O ideal é acompanhar preços ao longo dos meses, definir um limite de gastos e priorizar itens úteis e necessários.

Fontes consultadas

  • Infomoney — dados e declarações da CNC, Procon-SP e Abefin
  • CNC — projeções econômicas para a Black Friday 2025
  • UXCOMEX — panorama de comércio exterior e logística internacional
  • Méliuz — estudo de intenção de compra dos consumidores brasileiros
  • Forbes – dados de pesquisa da Neotrust

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: ILUSTRATIVAS / FREEPIK

Ler Mais
Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileira chega a US$ 540,8 bilhões até a 1° semana de novembro

Na 1ª semana de Novembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,811 bilhão e corrente de comércio de US$ 13,8 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,8 bilhões e importações de US$ 5,9 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 297,5 bilhões e as importações, US$ 243,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 54,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 540,8 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (10/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Balança Comercial Mensal – Dados preliminares – 1ª semana de novembro/2025

Nas exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de novembro/2025 (US$ 1,56 bilhão) com as de novembro/2024 (US$ 1,46 bilhão), houve crescimento de 6,4%. Em relação às importações, houve crescimento de 7,9% na comparação entre as médias até a 1ª semana de novembro/2025 (US$ 1,19 bilhão) com as do mês de novembro/2024 (US$ 1,11 bilhão).

Assim, até a 1ª semana de Novembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.759 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 362 milhões. Comparado este período com a média de Novembro/2024, houve crescimento de 7,1% na corrente de comércio

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 1ª semana do mês de Novembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 99,66 milhões ( 42,2%) em Agropecuária; queda de US$ -90,63 milhões (-22,7%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 88,02 milhões ( 10,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 1ª semana do mês de Novembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores, pela média diária, foi o seguinte: queda de US$ -1,16 milhões ( -5,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 7,13 milhões ( 11,5%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 81,32 milhões ( 8,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

FONTE: MDIC
IMAGEM: Reprodução/ACICG

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook