Logística

De um caminhão a operador logístico: a trajetória de crescimento da Segvale

O que começou em 2009 com um único caminhão dedicado ao transporte refrigerado se transformou, ao longo de 17 anos, em uma operação logística integrada. A história da Segvale Operador Logístico acompanha a evolução do setor e é marcada por investimentos em estrutura, tecnologia, frota e, principalmente, relacionamento com os clientes.

A empresa nasceu como Ice Fisch Transportes, criada por Ricardo Luis dos Santos para atender operações de transporte de alimentos refrigerados. Em agosto de 2017, a entrada de Luciano Bastos das Neves na sociedade marcou uma nova fase do negócio.

A partir da identificação de oportunidades no mercado, os sócios passaram a ampliar a atuação da empresa. O transporte deixou de ser a única frente e deu espaço a serviços de armazenagem, movimentação de cargas, operações portuárias e soluções logísticas integradas. “Mais do que ampliar uma transportadora, o objetivo era construir uma empresa sólida, capaz de oferecer soluções logísticas de alto nível, baseada em relacionamento, confiança e excelência operacional”, destaca Luciano, que além de sócio da empresa, atua como diretor comercial.

Estrutura para operações complexas

A expansão também pode ser observada na estrutura física. O primeiro armazém tinha 1.300 metros quadrados. Depois vieram ampliações para 3 mil e 5,5 mil metros quadrados, até chegar à atual sede, inaugurada em janeiro de 2026, com 7.400 m² e aproximadamente 6.500 posições porta-paletes.

Hoje, a Segvale conta com 62 colaboradores e uma frota própria de 34 conjuntos, além de uma rede de transportadores parceiros homologados. A operação atende aos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

O portfólio inclui transporte de alimentos, saneantes, cosméticos, produtos correlatos, têxteis, lubrificantes, brinquedos, bebidas, matérias-primas e embalagens.

Na armazenagem, a empresa trabalha com produtos de diferentes segmentos, incluindo mercadorias sujeitas à regulamentação da Anvisa. Processos padronizados e sistemas de gestão garantem rastreabilidade desde o recebimento até a expedição.

Tecnologia e atendimento próximo

Entre os recursos utilizados estão o ERP e WMS da Escalasoft, para gestão administrativa, operacional e de estoques, e a plataforma OnixSat, responsável pelo rastreamento da frota em tempo real.

Outro serviço oferecido é o Cross Docking, modelo que permite receber, conferir, separar e expedir mercadorias em curto espaço de tempo, reduzindo a necessidade de armazenagem e tornando a distribuição mais ágil.

Um dos cases que marcou essa trajetória foi a operação realizada para a J. Macêdo entre 2017 e 2021, atendendo os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para Luciano, a tecnologia é parte importante da operação, mas não substitui o relacionamento. “Nosso maior diferencial está no atendimento próximo e personalizado, realizado por uma equipe comprometida em entender as necessidades de cada cliente e atuar de forma preventiva”, afirma.

Crescimento com visão de longo prazo

O avanço da Segvale também aparece nos resultados. Em 2017, a empresa registrava faturamento aproximado de R$ 400 mil. Em 2025, ultrapassou R$ 32 milhões.

Para os próximos anos, a estratégia é manter os investimentos em infraestrutura, renovação da frota, tecnologia, pessoas e novos serviços, além de ampliar gradualmente a presença em novos mercados.

A meta é consolidar a Segvale entre os principais operadores logísticos do Sul do Brasil. Mais do que transportar e armazenar mercadorias, a empresa busca atuar como parceira estratégica de indústrias, importadores, exportadores e empresas de diferentes segmentos. “Mais do que movimentar mercadorias, queremos ser lembrados por movimentar negócios, conectar oportunidades e gerar valor em toda a cadeia logística”, finaliza Luciano. 

Texto: ReConecta News

Imagens: Segvale

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Especialista, O ESPECIALISTA

O custo invisível da não conformidade: quando um erro regulatório transforma uma importação lucrativa em prejuízo

Por Daiane Guedin da Costa — consultora regulatória, RegulaMais

Quando uma empresa calcula o custo de importar um produto, a conta costuma ser objetiva: valor da mercadoria, frete, seguro, impostos, armazenagem. Tudo entra na planilha. Tudo tem número. O que quase nunca entra nessa planilha é o custo regulatório. E é justamente ele que, quando ignorado, transforma uma operação lucrativa em prejuízo.

Na prática, meu trabalho é responder, antes da compra, uma pergunta que muita gente só faz depois que a carga já está no porto: esse produto pode entrar, ser comercializado e vendido no Brasil da forma como eu pretendo?

O erro mais caro é o mais silencioso 

O empresário encontra um bom fornecedor no exterior. Preço competitivo, produto de qualidade, margem excelente. Fecha o pedido, paga o câmbio, embarca.

A mercadoria chega. E para.

Para porque o produto precisava de registro ou notificação prévia na ANVISA e não tinha. Porque a empresa importadora não possuía Autorização de Funcionamento (AFE) para aquela classe de produto. Porque faltava licença sanitária vigente, Responsável Técnico habilitado, ou anuência do órgão competente no Licenciamento de Importação. Porque o produto foi enquadrado como cosmético quando na verdade era medicamento. Porque a rotulagem não atende à legislação brasileira. Porque o insumo é controlado e exigia autorização específica.

Nenhum desses pontos aparece na cotação do fornecedor. Todos aparecem na conta final.

Onde o dinheiro realmente se perde

A multa é o custo que todo mundo enxerga. E, curiosamente, quase nunca é o maior. O custo invisível é composto por:  

Capital parado: mercadoria retida é dinheiro que já saiu do caixa e não voltou. Não vende, não gira, não paga o próprio financiamento.

Armazenagem e demurrage: cada dia de carga parada em recinto alfandegado ou de contêiner não devolvido tem preço. E é uma conta que só cresce, todos os dias, enquanto a regularização não sai.

Tempo regulatório: regularizar depois não é mais rápido do que regularizar antes. É mais lento. Processos de AFE, licença sanitária, registro ou notificação têm prazos próprios, exigem documentação técnica que muitas vezes precisa ser solicitada ao fabricante no exterior, e não aceleram porque existe uma carga parada.

Perda de janela comercial: o produto que ia atender a uma licitação, uma sazonalidade ou um contrato com prazo simplesmente perde o momento. Às vezes o cliente não espera.

Retrabalho: refazer dossiê, traduzir e consularizar documentos, corrigir rotulagem, refazer testes em laboratório acreditado. Tudo isso, no modo emergencial, custa mais caro do que teria custado no planejamento.

Reputação: interdição, apreensão e recolhimento não ficam restritos ao departamento fiscal da empresa. Chegam ao cliente, ao distribuidor e, dependendo do caso, ao mercado.

Risco sanitário: esse é o que menos se calcula e mais importa. A regulação existe para proteger quem consome. Um produto que entra sem avaliação prévia é um produto cuja segurança ninguém verificou.

A conta que ninguém faz

Um estudo regulatório prévio custa uma fração do valor de uma única importação. É diagnóstico: define o enquadramento correto do produto, verifica se a empresa está habilitada para aquela operação, identifica o caminho regulatório aplicável (registro, notificação, cadastro ou isenção), aponta as exigências de rotulagem e documentação técnica e estima prazos reais.

Ou seja: responde se o negócio é viável antes de o dinheiro sair.

Já acompanhei situações em que a resposta foi “esse produto, nesse formato, não entra”. Uma resposta dura de ouvir, mas que economizou muito mais do que custou. E acompanhei outras em que a resposta foi “entra, mas o caminho é este e leva este tempo”, permitindo que a empresa planejasse a operação inteira sem sobressalto.

O que eu faço

Meu trabalho na Regula+ é justamente esse: colocar o regulatório na planilha antes da compra, e não depois da retenção.

Isso significa enquadrar corretamente o produto, regularizar a empresa junto aos órgãos competentes, conduzir processos de registro e notificação, estruturar a documentação técnica e da qualidade, acompanhar o Responsável Técnico e manter a operação em conformidade ao longo do tempo, porque conformidade não é um documento emitido uma vez: é uma condição que precisa ser mantida.

Daiane Guedin da Costa é consultora regulatória e atua na Regula+ com regularização de empresas e produtos junto à ANVISA, Vigilância Sanitária, MAPA, Exército e Polícia Federal. 

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Portos

Pela primeira vez, JBS Terminais recebe operação simultânea de dois navios com mais de 300 metros de comprimento


A JBS Terminais registrou no último final de semana um marco em sua operação no Porto de Itajaí ao realizar, pela primeira vez, a movimentação simultânea de dois navios porta-contêineres com mais de 300 metros de comprimento. A operação reforça a capacidade operacional, a eficiência e a competitividade do terminal, consolidando sua posição entre os principais portos do país.


Os navios SAN AUGUSTIN MAERSK e NAVARINO atracaram simultaneamente no terminal, exigindo um planejamento integrado e alto desempenho das equipes operacionais. Juntas, as duas embarcações somaram mais de 2 mil movimentos, demonstrando a capacidade da infraestrutura e a eficiência das operações realizadas pela JBS Terminais.


O SAN AUGUSTIN MAERSK, de bandeira da Dinamarca, possui 333,2 metros de comprimento e 48,32 metros de boca (largura). Já o NAVARINO, de bandeira de Malta, mede 335,07 metros de comprimento e 42,84 metros de boca.


A operação representa um feito inédito para o Porto de Itajaí, que nunca havia registrado a movimentação simultânea de dois navios desse porte. O resultado evidencia a evolução da infraestrutura portuária e a capacidade da JBS Terminais de atender embarcações de grande porte com segurança, produtividade e eficiência.


O marco ocorre em um momento de forte crescimento do terminal. Em junho, a JBS Terminais registrou recorde de movimentação, com 45.458 TEUs, o maior volume mensal desde o início de suas operações no Porto de Itajaí. O desempenho reforça a retomada das atividades do complexo portuário e evidencia o aumento da confiança dos armadores e clientes na capacidade operacional do terminal.


A combinação entre infraestrutura, eficiência operacional e crescimento da demanda consolida a JBS Terminais como um importante hub logístico para o comércio exterior brasileiro, preparada para receber embarcações de grande porte e ampliar a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

TEXTO E IMAGEM: JBS

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Especialista

Além das quatro linhas: liderança, mercado e a engrenagem logística da Copa do Mundo

Quando olhamos para uma Copa do Mundo, a imagem que fica na memória é a do capitão erguendo a taça sob uma chuva de confetes. No entanto, o sucesso de um time de futebol e a grandiosidade de um mundial não acontecem por acaso. O espetáculo é a ponta de um iceberg sustentado por três pilares fundamentais: a liderança estratégica, o aquecimento do mercado global e uma operação logística por traz de todo o processo.


A liderança de um time de futebol: gestão de talentos sob pressão

A liderança no futebol moderno vai muito além de gritar em campo ou usar uma braçadeira. O técnico e os líderes experientes do elenco atuam como verdadeiros gestores de alta performance.  O líder precisa ter resiliência e inteligência Emocional. A pressão psicológica em torneios curtos é extrema. O bom líder absorve o impacto das críticas e blinda o grupo, mantendo o foco tático mesmo após uma derrota dolorosa.

Outro ponto relevante, é preciso trabalhar a cultura de confiança. Assim como em uma empresa, o papel do líder no futebol é fazer com que cada liderado entenda sua função e confie no companheiro ao lado, sabendo que o sucesso individual é consequência do sucesso coletivo.



A importância da Copa do Mundo para o mercado

A Copa do Mundo é o maior gatilho de consumo em massa do planeta. Quando o torneio começa, a economia global ganha uma injeção massiva de adrenalina em múltiplos setores:

E-commerce e varejo: O varejo de alimentos, bebidas e eletrônicos dispara. O desejo do torcedor de assistir aos jogos com a melhor qualidade gera picos impressionantes na venda de televisores, aparelhos de som, camisas de times além de pontos de visibilidade do evento por todo o mundo;

Marcas e patrocínios: Gigantes mundiais e regionais atrelam suas marcas ao evento para resgatar a conexão afetiva com o público, utilizando ídolos do esporte para impulsionar vendas e fidelizar clientes em campanhas bilionárias. Afinal marketing é EXPERIÊNCIA e SENSAÇÃO.

Turismo e entretenimento: Países sede e estabelecimentos locais (bares, restaurantes, fan zones) movimentam bilhões de dólares com o fluxo contínuo de torcedores nacionais e internacionais. O mundo para,  para acompanhar sua seleção e viver esse momento.


A logística do evento e das seleções

Garantir que toneladas de equipamentos de transmissão, câmeras e estruturas de mídia cruzem fronteiras com desembaraço aduaneiro prioritário para que bilhões de pessoas assistam ao jogo ao vivo, sem um segundo de atraso. Para os times, a logística gerencia o transporte milimétrico de cargas técnicas (uniformes, suplementos, equipamentos médicos) entre hotéis, centros de treinamento e estádios — muitas vezes divididos em diferentes fusos horários e países (como ocorre na estrutura tri-nacional entre EUA, Canadá e México).

Posicionamento estratégico, para eu os jogadores possam se locomover entre os estádios e ainda ter centros de treinamentos, comissão técnica, médicos. Tudo é Logística.

A logística do consumo (Mercado)

Para atender à explosão de demanda gerada pelo torneio, indústrias e varejistas precisam antecipar seus estoques em meses. No Brasil, por exemplo, a corrida pela compra de novas TVs exige uma coordenação pesada no transporte (como a cabotagem marítima saindo do Polo Industrial de Manaus para abastecer os grandes centros de distribuição). Se a logística falhar e o produto não estiver na prateleira — física ou digital — antes do apito inicial, a perda financeira é irrecuperável.

O futebol arte só brilha na tela se houver uma liderança forte blindando o vestiário, um mercado aquecido financiando o espetáculo e uma rede logística impecável movendo cada peça, no tempo exato, por trás das cortinas.

Se o mercado demanda e a liderança executa em campo, é a logística que torna tudo fisicamente possível. Uma Copa do Mundo é, essencialmente, um dos maiores desafios de Supply Chain (cadeia de suprimentos) e transporte do mundo.


Liderança de alta performance

Em um time de alta performance — seja no futebol ou no mundo corporativo —, o sucesso não depende de um único estilo de líder, mas sim da sinergia entre diferentes papéis e da capacidade de cada um assumir a responsabilidade pelo seu quadrado.

Em 1994, o Brasil quebrou um jejum de 24 anos porque esses três personagens entenderam perfeitamente seus papéis de autorresponsabilidade:

Parreira (a liderança estratégica/sistêmica): O “CEO” do time. Ele tinha a visão macro, o planejamento tático e a resiliência para aguentar as críticas externas. A autorresponsabilidade dele estava em manter a estrutura organizada e dar o suporte para que o talento aparecesse, sem querer ser a estrela do show.

Dunga (a liderança executiva/cultura): O líder de processos e cobrança dentro de campo. Dunga era o braço direito da estratégia, o cara que garantia a disciplina, o foco e que ninguém relaxasse. A autorresponsabilidade dele era o exemplo e a mentalidade de inconformismo.

Romário (a liderança técnica/entrega de resultado): O “Hyper-performer” (o craque do comercial ou da operação). Romário chamou a responsabilidade para si antes mesmo da Copa. Ele sabia do seu valor, assumiu o risco do resultado final e entregou os gols. A autorresponsabilidade dele foi cumprir a promessa de trazer a taça através da execução impecável.

O Tetra de 94 só aconteceu porque o Romário não tentou ser o Parreira, o Parreira não tentou ser o Dunga, e o Dunga não tentou dar o drible do Romário.


Para a Copa do Mundo de 2026, que está acontecendo justamente agora, a Seleção precisa reconstruir essa tríade de autorresponsabilidade.

Em 2026, o Hexa só virá se cada um desses três pilares — Estratégia (Treinador), Cultura/Cobrança (Capitão) e Execução (Craque) — assumir 100% de autorresponsabilidade pelas suas entregas, jogando de forma conectada.


E como você acha que vai ser a COPA 2026?


Por Renata Palmeira

CEO RêConectaNews

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Economia

Confiança empresarial permanece em 90,9 pontos em maio, aponta FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) manteve-se estável em maio na comparação com abril, permanecendo em 90,9 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de queda, considerando a série com ajuste sazonal.

Apesar da estabilidade no indicador principal, a média móvel trimestral registrou retração de 0,5 ponto, sinalizando cautela no ambiente de negócios.

Situação atual dos negócios segue estável

De acordo com o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, o comportamento dos indicadores mostra que a atividade econômica dos setores analisados continua relativamente estável. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou levemente 0,1 ponto em maio, alcançando 93,1 pontos.

Entre os componentes do indicador, a avaliação sobre a situação corrente dos negócios caiu 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede a percepção sobre a demanda atual avançou 0,2 ponto, atingindo 94,7 pontos.

Expectativas empresariais apresentam leve melhora

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou alta de 0,2 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. O movimento interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores.

Segundo a FGV, o indicador que mede o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, chegando a 88,5 pontos. Já a expectativa sobre a evolução dos negócios para os seis meses seguintes avançou 0,1 ponto, alcançando 89,2 pontos.

Cenário econômico ainda inspira cautela

Embora os dados indiquem estabilidade e uma leve recuperação das expectativas, a trajetória da confiança empresarial nos próximos meses ainda é considerada incerta.

Na avaliação de Campelo, fatores externos podem influenciar o desempenho da economia brasileira, especialmente os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre a atividade econômica nacional.

Indústria e serviços lideram avanço da confiança

Entre os quatro principais setores analisados, dois apresentaram crescimento nos índices de confiança em maio:

  • Indústria: alta de 1,1 ponto;
  • Serviços: avanço de 0,9 ponto;
  • Construção: estabilidade (0,0 ponto);
  • Comércio: queda de 2,0 pontos.

O levantamento também mostra que 55% dos 49 segmentos pesquisados registraram aumento da confiança em abril.

A coleta de informações para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 1º e 26 do mês.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 739 veículos e chega à quinta operação roll-on/roll-off em 2026

Com nova escala do Dover Highway, terminal alcança 2.928 veículos movimentados no ano

O Porto de Itajaí recebeu, nesta segunda-feira, uma nova escala do navio Dover Highway, com 739 veículos destinados ao terminal. A embarcação atracou às 00h30, e a operação de descarga teve início às 7h da manhã, reforçando a movimentação portuária e a diversificação das operações realizadas no porto público.

A operação ocorre com o canal de acesso plenamente praticável, garantindo segurança à navegação, regularidade operacional e previsibilidade às atividades portuárias.

Com a escala desta segunda-feira, o Porto de Itajaí contabiliza, em 2026, cinco operações de navios do tipo roll-on/roll-off, totalizando 2.928 veículos movimentados. O histórico do ano inclui as escalas do Victoria Highway, com 628 veículos; do Dover Highway, com 457 veículos; do Good Wood, com 430 unidades; do Victoria Highway, com 674 veículos; e, agora, do Dover Highway, com 739 veículos.

A movimentação reforça a retomada desse tipo de operação no Porto de Itajaí e demonstra a confiança do mercado no terminal, que vem ampliando seu portfólio de cargas e consolidando-se como alternativa logística eficiente e estratégica no cenário nacional.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a nova escala confirma o avanço da recuperação operacional do porto público.

“Essa nova operação demonstra que o trade portuário voltou a confiar no Porto de Itajaí. A retomada das atividades, com canal praticável, regularidade e eficiência, tem devolvido ao terminal a competitividade necessária para atrair novas cargas e ampliar oportunidades. É um resultado que fortalece o porto público, movimenta a economia e reafirma a importância estratégica de Itajaí no cenário logístico nacional”, destaca.

A ampliação das operações roll-on/roll-off reafirma o processo de retomada do Porto de Itajaí, que vem recuperando sua capacidade operacional, atraindo novas cargas e fortalecendo sua posição como ativo estratégico para Santa Catarina e para o comércio exterior brasileiro.

FONTE E IMAGENS: Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Eventos

Bytes & Cargas é parceiro do ReConecta na Intermodal 2026 e reforça ecossistema de inovação no setor logístico

A Intermodal South America 2026, um dos principais eventos de logística, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina, contará com a presença de importantes players do mercado. Entre eles, o Bytes & Cargas chega como parceiro do ReConecta, fortalecendo o ambiente de conexões, conteúdo e inovação que será destaque durante a feira.

Hub de conteúdo estratégico para logística e tecnologia

O Bytes & Cargas se posiciona como um canal de informação especializado, que integra os universos da segurança, tecnologia, transporte e supply chain. A plataforma atua como um hub de conteúdo estratégico, reunindo notícias, análises, tendências e cases relevantes para profissionais e empresas que buscam se atualizar em um setor em constante transformação.

Com uma proposta voltada à disseminação de conhecimento e à valorização da inovação, o Bytes & Cargas contribui diretamente para o desenvolvimento do mercado logístico, promovendo discussões qualificadas e aproximando diferentes elos da cadeia.

Parceria fortalece o ReConecta na Intermodal 2026

A participação como parceiro do ReConecta na Intermodal 2026 amplia o alcance dessa proposta. Durante os três dias de evento, o Bytes & Cargas estará integrado ao ecossistema do ReConecta, que reúne empresas, especialistas e lideranças em um ambiente voltado à geração de negócios, networking e compartilhamento de conteúdo.

O estande G100 será o ponto de encontro dessa conexão, reunindo iniciativas que refletem as principais tendências e soluções para o setor logístico.

Conexões que impulsionam o futuro da logística

A parceria entre ReConecta e Bytes & Cargas reforça a importância da informação qualificada como motor para a inovação. Em um cenário cada vez mais dinâmico, iniciativas que promovem integração, troca de experiências e acesso a conteúdo estratégico se tornam essenciais para impulsionar resultados e preparar o setor para os desafios do futuro.

SAIBA MAIS: https://bytesecargas.com.br/bytes-e-cargas-institucional/

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Comércio, Logística

Hainan: o novo hub global do livre comércio

O projeto não iniciou agora. Em 2020, o governo chinês anunciou um plano de grande escala para transformar toda a província insular no Porto de Livre Comércio de Hainan, com o objetivo de torná-lo o maior porto de livre comércio do mundo até 2035. O plano envolve a construção de um centro para financiamento offshore e  compras isentas de impostos, bem como a utilização de impostos mais baixos e requisitos de visto reduzidos para atrair empresas e turistas estrangeiros. Além disso, todas as mercadorias vendidas de Hainan para outras partes da China seriam tratadas como importações a partir de 2025. O Porto de Livre Comércio de Hainan lançou operações alfandegárias independentes em toda a ilha em 2025.
Hainan está se tornando uma zona econômica especial de alta abertura, com um modelo inovador que combina tarifas baixas/zero, sistema tributário simplificado e fluxos facilitados para impulsionar o comércio e a economia, atuando como um hub estratégico entre os oceanos Pacífico e Índico, diz XINHUA Português.

  • 74% dos produtos que entram em Hainan agora são isentos de tarifas, IVA e Impostos de Consumo. 
  • Imagina um fornecedor operando em zona onde quase não paga impostos?!! Isso hoje na China já é realidade.


Impactos do Projeto

E os impactos do projeto já começaram a aparecer: 


1) Introdução de tarifa zero para muitas mercadorias e um controle alfandegário mais flexível, reduzindo custos logísticos em cerca de 30% para empresas;

 
2) Aumento de 65% no tráfego de contêineres no porto de Yangpu em 2025, e crescimento no investimento estrangeiro e comércio de bens e serviços;


3) Políticas preferenciais, incluindo isenção de imposto de renda para talentos de alto nível acima de 15%;


4) O Comércio Exterior de Hainan triplicou desde 2020 (de US 12,6 bi para US 39 bi); 


5) Mais de 74.000 empresas de comércio exterior já estão em operação na região, um crescimento de 20x nos últimos 5 anos; 

6) Em 2024, 2072 novas empresas estrangeiras já se instalaram na ilha. 


Oportunidades de Negócio

Hainan é um laboratório para a abertura econômica da China e visa atrair investimentos estrangeiros em diversos setores, incluindo: 

  • Serviços Modernos: Turismo, saúde, educação e serviços financeiros, permitindo investimentos estrangeiros em produtos financeiros.
  • Indústrias de Alta Tecnologia: Desenvolvimento de tecnologia inovadora, como a captura e armazenamento de carbono.
  • Logística e Transporte: O porto de Yangpu, o maior porto de carga de Hainan, registrou um aumento de mais de 65% no tráfego de contêineres em 2025, expandindo as rotas marítimas que conectam mercados globais. 

O Porto de Livre Comércio de Hainan oferece um ambiente de negócios altamente liberalizado e previsível, com o objetivo de se tornar um porto de livre comércio de alto nível e com forte influência global até 2035. 

A boa notícia é que essa nova zona aduaneira em Hainan pode beneficiar diretamente importadores brasileiros, 

Com fornecedores operando em regiões de baixo custo e logística otimizada na Ásia, os preços tendem a ficar ainda mais competitivos.


Isso só mostra que importar na China não é apenas um diferencial, é questão de sobrevivência das empresa em um mercado tão competitivo. 


Importância de estar CONECTADO a bons fornecedores na China, que possam te dar suporte completo, acesso a fabricas, acompanhamento aduaneiro e estratégia para personalizar suas mercadoria, pode ser um diferencial para esse ano de 2026, que será extremamente competitivo e desafiador.

TEXTO: RENATA PALMEIRA
IMAGEM: INTERNET

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Portos

Portos de SC registram movimento de 65,7 milhões de toneladas em 2025

Os portos de Santa Catarina fecharam 2025 registrando mais um ano positivo na movimentação de cargas. No total foram movimentadas 65,7 milhões de toneladas, que significam um crescimento de 4,78% em relação ao ano de 2024. Os dados foram apurados pela Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, da Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto aos administradores dos terminais.

“Nós estamos modernizando, revitalizando, aumentando a capacidade dos nossos portos. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e a gente vai continuar investindo em obras e ações que garantam agilidade, reforçando a logística e o dinamismo da economia catarinense. Um estado que produz com excelência merece todo o nosso esforço pra fazer nossos produtos chegarem cada vez mais longe e mais rápido. Só no ano passado foram mais de 200 países que compraram de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

“Estamos diante de dados que precisam ser comemorados. O trabalho realizado pelos portos segue obtendo resultados acima da média nacional, que ficou em 4%, consolidam Santa Catarina com o segundo maior movimento de contêineres do país e refletem todo o empenho de um setor que é muito importante para a economia catarinense”, reforça o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Na movimentação absoluta, o Porto de São Francisco do Sul manteve o crescimento atingindo 17,5 milhões de toneladas e um crescimento acumulado nos últimos três anos de 39%. O Porto Itapoá movimentou 15,5 milhões de toneladas, Portonave 10,8 milhões de toneladas, Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul 10 milhões de toneladas, Porto de Imbituba 7 milhões de toneladas, Porto de Itajaí 4,7 milhões de toneladas, e outros terminais movimentaram 376,9 mil toneladas.

Na movimentação de contêineres o Estado ultrapassou pela primeira vez na história a marca de 3 milhões de TEUs. O desempenho dos portos corresponde a 20,5% de toda a movimentação de contêineres do país. O Porto Itapoá atingiu a marca de 1,5 milhões de TEUs, sendo o maior terminal privado de contêineres do Brasil, e terceiro maior terminal de contêineres em movimentação, atrás da Santos Brasil e da BTP, ambos arrendamentos do Porto de Santos. Portonave movimentou 1,1 milhão de TEUs, Porto de Itajaí 386,4 mil TEUs e o Porto de Imbituba registrou o movimento de 106,2 mil TEUs.

Os dados absolutos e finais sobre a movimentação portuária de Santa Catarina e do Brasil deverão ser apresentados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Gustavo Rotta/PSFS

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