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O Clima Contra a Logística Global: Por que o Seguro Internacional deixará de ser custo e virou estratégia de sobrevivência

A passagem do Tufão Dolphin pela costa leste da China — provocando o fechamento temporário e a desaceleração de mega-hubs portuários como Ningbo-Zhoushan e Xangai, é um lembrete severo sobre a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimentos.

Quando os maiores portos do planeta entram em efeito dominó, o impacto no Brasil é imediato e doloroso:

No lado da Exportação: Navios carregados com commodities brasileiras (como soja, minério de ferro e proteína animal) enfrentam longas filas de espera (anchorage time), gerando custos altíssimos de demurrage e atrasando a liquidação dos contratos.

No lado da Importação: O cancelamento de escalas (blank sailings) e o atraso no envio de insumos industriais, eletrônicos e peças de reposição afetam diretamente as linhas de produção no Brasil, gerando desabastecimento e encarecendo os fretes marítimos spot.

No pátio e no mar: O acúmulo de contêineres e o manuseio sob condições adversas aumentam drasticamente os riscos de avarias físicas, tombamentos e umidade.


A Batalha Invisível: Por que o Seguro de Transporte Internacional é indispensável?

Muitos operadores logísticos e empresários assumem que a responsabilidade por imprevistos é integralmente do armador ou do transportador. Trata-se de um mito perigoso. A responsabilidade das companhias marítimas é limitada por convenções internacionais e contratos de frete, raramente cobrindo o valor real da mercadoria ou os prejuízos decorrentes de fenômenos naturais.

Um seguro de transporte internacional bem estruturado vai muito além de proteger contra “perda total”. Ele blinda a saúde financeira da empresa em três frentes críticas:

1. Avaria Grossa (General Average): O risco que pouca gente calcula

Em situações extremas de tempestade ou encalhe, se o comandante precisar sacrificar parte do navio ou lançar cargas ao mar para salvar a embarcação e o restante da mercadoria, a lei marítima internacional exige que todos os donos de carga a bordo dividam proporcionalmente os prejuízos.

  • Mercadorias Sem seguro: Sua carga pode nem ter sido danificada, mas ficará retida no porto até que você deposite uma garantia bancária (que pode chegar a dezenas ou centenas de milhares de dólares) para cobrir a sua quota-parte do prejuízo geral.
  • Com seguro: A seguradora assume a garantia e cuida da liberação da carga, sem desorganizar o seu caixa.

2. Coberturas Amplas (Cláusula All Risks / ICC “A”)

Eventos climáticos não geram apenas perdas totais. Ventos fortes e mar agitado causam quedas de contêineres, entrada de água do mar, tombamentos no convés e avarias por deslocamento de carga no interior do cofre. A apólice adequada garante indenização tanto para danos parciais quanto para perdas totais decorrentes do mau tempo ou manuseio emergencial nos pátios.

3. Garantia de Fluxo de Caixa e Previsibilidade

Uma operação sem seguro troca uma despesa previsível e irrisória (o prêmio do seguro) por um risco financeiro catastrófico imprevisível. Em momentos de crise nas rotas asiáticas, ter a indenização garantida permite recompor o estoque ou reimportar insumos sem comprometer a continuidade do negócio.

Checklist Prático: Como blindar sua operação hoje

Para garantir que a sua cobertura seja efetiva quando o imprevisto acontecer:

  1. Revise os Incoterms® da negociação: Tenha clareza de quem é a responsabilidade pela contratação do seguro no contrato (ex: FOB x CIF ou CIP x FCA).
  2. Exija Cobertura “All Risks” (ICC – Institute Cargo Clauses “A”): Garanta a maior amplitude possível contra avarias, e confirme se a cláusula de Avaria Grossa está devidamente coberta.
  3. Monitore o Lead Time e Gerencie Riscos: Acompanhe os avisos das armadoras e mantenha margens de segurança no planejamento de estoque durante a temporada de tufões e furacões na Ásia e Américas.
  4. Alinhe os Vistoriadores: Tenha certeza de que seu corretor/seguradora conta com rede de regulação de avarias nos portos de origem e destino.

Não temos controle sobre a força dos tufões ou a saturação dos portos mundiais, mas temos controle absoluto sobre a gestão do nosso risco. Proteger o capital investido na carga é o único caminho para manter a competitividade e a sustentabilidade no Comércio Exterior.

Sua operação no trecho Ásia-Brasil já está preparada para os impactos operacionais dos próximos meses?

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 19,2% em julho e exportações de alta tecnologia avançam

O comércio exterior da China registrou forte expansão em julho, com crescimento de 19,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

O valor combinado das importações e exportações chinesas chegou a 4,66 trilhões de yuans no mês, equivalente a aproximadamente US$ 686,26 bilhões. Com o resultado, o comércio externo de bens permaneceu acima da marca de 4 trilhões de yuans pelo quinto mês consecutivo.

Exportações e importações aceleram

As exportações da China avançaram 17,8% em julho em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações apresentaram crescimento ainda mais expressivo, de 21,2%, indicando uma expansão simultânea dos fluxos de entrada e saída de mercadorias.

O desempenho reforça a força do comércio exterior chinês em um momento de crescente demanda por produtos industriais e tecnológicos.

Comércio exterior supera 30 trilhões de yuans

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o comércio de bens da China movimentou 30,13 trilhões de yuans.

O montante representa aumento de 17,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, mantendo a trajetória de expansão das atividades comerciais do país.

Os números incluem tanto as vendas externas quanto as compras realizadas pela China no mercado internacional.

Produtos de alta tecnologia ganham destaque

Um dos principais destaques do resultado de julho foi o avanço das exportações de produtos de alta tecnologia.

As vendas externas de itens como robôs industriais e impressoras 3D cresceram mais de 50% na comparação anual.

O ritmo foi superior ao registrado no primeiro semestre, quando as exportações desses produtos haviam avançado 39%.

O desempenho evidencia a crescente participação de tecnologias avançadas e produtos industriais de maior valor agregado na pauta de exportações chinesas.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Exportadores agrícolas

Exportações agrícolas da América Latina ganham novo mapa comercial com China e Estados Unidos

As exportações agrícolas da América Latina estão passando por uma transformação que redefine os principais fluxos do comércio internacional de alimentos e commodities. A expansão da influência de China e Estados Unidos vem alterando os destinos da produção regional e, consequentemente, a configuração das cadeias globais de alimentos.

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a mudança vai além da simples escolha de novos compradores. O movimento afeta produtores, tradings, indústrias de processamento, empresas de logística e investidores que atuam no agronegócio internacional.

Nesse novo cenário, identificar os principais destinos da produção latino-americana é fundamental para compreender as tendências de longo prazo do comércio agrícola e os possíveis caminhos de expansão para os países da região.

China amplia influência sobre as commodities sul-americanas

Na última década, a China consolidou sua posição como um dos principais destinos das exportações agrícolas e de commodities da América do Sul.

A demanda chinesa por soja, carne bovina, celulose, minerais e outros produtos estratégicos fortaleceu os vínculos comerciais com países como Brasil, Chile e Peru. O crescimento desses fluxos transformou o mercado asiático em um componente cada vez mais importante para o agronegócio sul-americano.

O Brasil, em particular, ampliou sua integração com o mercado chinês, enquanto Chile e Peru também aprofundaram a relação comercial com o país asiático.

Estados Unidos mantêm força no México e na América Central

Enquanto a China ganha espaço na América do Sul, os Estados Unidos continuam exercendo forte influência sobre o comércio de México, Colômbia, Equador e diversos países da América Central.

O México permanece especialmente integrado à economia norte-americana, beneficiado por cadeias produtivas, estruturas logísticas e acordos comerciais construídos ao longo de décadas.

Essa divisão dos fluxos comerciais cria dois grandes eixos de integração: a América do Sul cada vez mais conectada à Ásia, especialmente à China, e o México e a América Central fortemente vinculados ao mercado dos Estados Unidos.

América Latina diversifica seus mercados

Apesar da influência das duas maiores economias, a região não está concentrada em um único destino. A diversificação das exportações vem ganhando importância como estratégia para reduzir riscos e ampliar a capacidade de reação diante de crises externas.

A América do Sul mantém a aproximação com os mercados asiáticos, enquanto México e América Central preservam uma forte conexão com os Estados Unidos. No Caribe, a pauta comercial apresenta maior dispersão, com produtos destinados aos Estados Unidos, à União Europeia, a outros países latino-americanos e a diferentes mercados internacionais.

Além disso, o comércio intrarregional também ganha relevância, especialmente entre economias como Brasil, Argentina e Uruguai.

Novo mapa comercial impulsiona investimentos

A reorganização dos fluxos de produtos agrícolas também está provocando mudanças na infraestrutura da região.

O crescimento das exportações estimula investimentos em portos, ferrovias, rodovias, corredores logísticos, armazéns e estruturas de processamento. O objetivo é acompanhar o aumento da demanda e tornar as cadeias de abastecimento mais eficientes.

Para tradings, empresas do agronegócio, companhias de navegação e investidores institucionais, essa transformação pode abrir espaço para novos negócios e para a construção de cadeias de suprimentos mais resistentes a interrupções.

A criação de rotas alternativas também ganha importância em um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas relações comerciais.

Principais destinos das exportações agrícolas

PaísPrincipal destino
BrasilChina
ChileChina
PeruChina
MéxicoEstados Unidos
ColômbiaEstados Unidos
ArgentinaAmérica Latina e Caribe

A distribuição dos principais mercados evidencia a existência de diferentes padrões de integração comercial dentro da própria América Latina.

Disputa entre China e EUA afeta o agronegócio

A crescente competição estratégica entre China e Estados Unidos também repercute diretamente no comércio agrícola latino-americano.

Pequim amplia sua participação como grande compradora de commodities agrícolas e recursos naturais, enquanto Washington preserva sua importância para países fortemente integrados à economia norte-americana.

Essa disputa não se limita a tarifas e barreiras comerciais. Ela também influencia decisões de investimento, infraestrutura, logística e estratégias de abastecimento.

Para os produtores latino-americanos, a existência de diferentes compradores pode representar uma vantagem ao permitir maior diversificação de mercados. Ao mesmo tempo, a dependência de grandes parceiros comerciais mantém a região exposta a mudanças na política econômica e nas relações internacionais.

Soja, carne, frutas e café estão no centro da disputa

As decisões de compra da China têm impacto direto sobre os mercados internacionais de soja, carne bovina, celulose e outras commodities produzidas na América Latina.

Nos Estados Unidos, por outro lado, a demanda dos consumidores sustenta importantes fluxos de produtos latino-americanos, incluindo frutas, hortaliças, alimentos processados e café.

Essa complementaridade ajuda a explicar por que os dois mercados permanecem fundamentais para o comércio exterior da região, ainda que exerçam influência de maneiras diferentes sobre cada país.

Segurança alimentar ganha importância

O novo desenho das cadeias globais de alimentos ocorre em um momento de maior preocupação com segurança alimentar, logística e estabilidade do abastecimento.

Nesse contexto, a capacidade de diversificar compradores, ampliar infraestrutura e estabelecer novas parcerias comerciais pode se tornar um diferencial competitivo para os países latino-americanos.

Para produtores, exportadores, multinacionais e investidores, acompanhar a evolução desse mapa comercial será cada vez mais importante. As decisões tomadas hoje sobre mercados, logística e investimentos podem determinar a posição da América Latina no comércio agrícola mundial nos próximos anos.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Notícias

Tufão Dolphin provoca alagamentos na China e suspende quase 40% dos voos em Xangai

O tufão Dolphin provocou fortes chuvas, ventos intensos e alagamentos em diferentes áreas do leste da China. Em Xangai, uma das maiores cidades do país, o mau tempo afetou a operação dos aeroportos e deixou ruas inundadas nesta segunda-feira (10).

Ao atingir a costa da província de Zhejiang, na noite de domingo (9), o sistema registrava ventos sustentados de até 151 km/h nas proximidades do centro. Depois de chegar ao continente, o tufão perdeu força e foi reclassificado como tempestade tropical.

Mesmo enfraquecido, o Dolphin continuou levando grandes volumes de chuva para províncias do leste chinês, incluindo Anhui, Jiangsu e Shandong.

Xangai registra alagamentos e cancelamentos de voos

As chuvas intensas atingiram diversas regiões de Xangai, inclusive áreas comerciais e bairros localizados nos arredores do centro da cidade.

Os dois aeroportos da metrópole cancelaram, ao todo, 943 voos por causa das condições meteorológicas. Segundo a emissora estatal CCTV, a medida reduziu em aproximadamente 40% a capacidade operacional aérea da cidade.

A China Eastern Airlines informou que trabalhava para restabelecer gradualmente os voos com origem ou destino em Xangai, Zhejiang e outras localidades afetadas.

Nos distritos de Jiading e Qingpu, imagens compartilhadas por moradores nas redes sociais mostraram ruas tomadas pela água. Em alguns pontos, o nível da inundação chegou à altura dos joelhos.

Moradores relataram que a chuva persistiu durante praticamente toda a madrugada. Uma residente de Jiading afirmou que vive há uma década em Xangai e que nunca havia enfrentado um episódio de alagamentos tão abrangentes provocado por um tufão.

Chuvas intensas afetam serviços e atividades

No distrito de Jinshan, autoridades recomendaram a suspensão temporária das atividades de empresas e organizações não essenciais diante da previsão de continuidade das chuvas e dos ventos fortes.

A orientação também alcançou aulas, eventos ao ar livre e serviços de transporte, como medida preventiva diante dos riscos associados ao avanço do sistema.

Na província de Zhejiang, os efeitos dos ventos também foram registrados. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou um caminhão sendo tombado pela força das rajadas em Wenzhou. Não havia informações confirmadas sobre as condições do motorista.

Tufão avança para o centro da China

Considerado o tufão mais forte a atingir a China em 2026, o Dolphin deve seguir para áreas do interior nos próximos dias.

A previsão é de deslocamento em direção às províncias de Hubei e Henan, acompanhado pelo transporte de umidade para regiões mais ao norte.

Com a chegada desse sistema, autoridades de Pequim elevaram os níveis de atenção para chuvas fortes e risco de inundações.

Pequim se prepara para chuvas e deslizamentos

A capital chinesa espera registrar volumes significativos de chuva entre terça-feira (11) e quinta-feira (13).

As autoridades locais informaram que a cidade está preparada para acionar seu plano de controle de inundações caso as condições se agravem.

Além do risco de alagamentos repentinos em áreas urbanas, existe preocupação com deslizamentos de terra nas regiões montanhosas próximas a Pequim.

As cidades de Tianjin e áreas da província de Hebei também devem enfrentar chuvas fortes à medida que as nuvens associadas ao sistema encontrem massas de ar mais frio ao avançar para o norte.

Dolphin teve trajetória incomum

Antes de alcançar a costa chinesa, o tufão Dolphin percorreu cerca de 6 mil quilômetros. Segundo informações divulgadas pela CCTV, o sistema teve um ciclo de vida aproximadamente três vezes mais longo que o observado em um tufão convencional.

A longa trajetória contribuiu para a formação de um extenso sistema de nuvens, que cobriu grandes áreas do leste da China.

A intensidade dos impactos também levou autoridades e especialistas a comparar o fenômeno com o tufão Doksuri, que atingiu a China em 2023. Naquele episódio, o sistema provocou destruição em Fujian, no sudeste do país, e contribuiu para chuvas recordes em Pequim.

Temporada de tufões pode ser uma das mais intensas

As condições registradas pelo Dolphin ocorrem em um ano que pode apresentar atividade elevada de tufões no Pacífico Noroeste.

O Tropical Storm Risk (TSR) estimou que a temporada de 2026 poderá registrar cerca de 28 tempestades tropicais, 20 tufões e 13 tufões intensos.

Entre os fatores apontados para a previsão de uma temporada mais ativa estão o El Niño em curso, a elevada atividade registrada até o momento e a ocorrência de ventos alísios mais fracos que o normal na região do Pacífico Noroeste.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Logística

Taxação da China sobre carne brasileira preocupa logística mais que tarifa dos EUA, diz CNT

A nova taxação chinesa sobre a carne brasileira pode representar um impacto maior para a logística nacional do que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, na avaliação do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa.

Em entrevista ao Conexão Infra, o dirigente afirmou que a cobrança adicional de 55% aplicada pela China atinge diretamente um dos principais fluxos de exportação do Brasil. Já o mercado norte-americano, embora relevante para produtos brasileiros de maior valor agregado, possui participação menor no volume total das exportações do país.

China tem peso maior na exportação brasileira

Para Vander Costa, a diferença está principalmente na importância de cada mercado para o comércio exterior brasileiro.

A China é um dos principais destinos das exportações nacionais, especialmente de commodities e produtos do agronegócio. Por isso, mudanças nas compras chinesas podem provocar reflexos mais amplos sobre transporte, logística e movimentação de cargas.

Os primeiros efeitos da redução das compras de carne bovina brasileira já começaram a aparecer nos dados de comércio exterior. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontaram desaceleração nos embarques do produto.

Na avaliação do presidente da CNT, os Estados Unidos têm uma característica diferente. Embora o Brasil venda ao país produtos industrializados de maior valor agregado, o volume dessas exportações é relativamente menor.

Tarifa dos EUA tem impacto mais limitado, diz CNT

Vander Costa considera que a menor participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira ajuda a reduzir os efeitos imediatos das novas tarifas sobre a cadeia logística.

Segundo ele, o Brasil consegue absorver parte do impacto porque o volume comercializado com o mercado norte-americano é menor, mesmo que os produtos exportados tenham maior valor agregado.

O presidente da CNT também avaliou como adequada, no curto prazo, a estratégia do governo brasileiro de manter as negociações com os Estados Unidos. Para ele, tanto o poder público quanto o setor empresarial devem buscar alternativas para reduzir os efeitos das medidas comerciais.

Costa também levantou a possibilidade de que o aumento das tarifas esteja relacionado a objetivos da política interna dos Estados Unidos, incluindo a busca por maior arrecadação.

Diversificação de mercados é apontada como alternativa

Diante do cenário de maior tensão comercial, a diversificação dos mercados de exportação aparece como uma das principais estratégias defendidas pelo presidente da CNT.

A avaliação é de que o Brasil deve ampliar sua presença comercial na Ásia e na Europa, reduzindo a dependência de determinados destinos.

Costa também citou a importância do acordo Mercosul-União Europeia para ampliar as oportunidades de exportação e facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

A busca por novos parceiros comerciais pode ajudar empresas brasileiras a encontrar destinos alternativos caso barreiras tarifárias reduzam a demanda em mercados tradicionais.

Política comercial dos EUA pode favorecer China

Na avaliação de Vander Costa, a política comercial adotada pelo governo de Donald Trump pode produzir um efeito contrário ao objetivo de reduzir a influência chinesa no comércio global.

Segundo o presidente da CNT, a imposição de novas barreiras comerciais pelos Estados Unidos pode abrir espaço para que a China amplie sua influência econômica e comercial em diferentes regiões do mundo.

O dirigente também afirmou que o setor produtivo brasileiro já vinha se preparando para a possibilidade de novas tarifas sobre produtos exportados aos Estados Unidos.

A antecipação das empresas, segundo ele, ajudou a reduzir os efeitos das sobretaxas e permitiu que parte do setor se adaptasse previamente ao novo cenário do comércio internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Economia

Reservas cambiais da China avançam em julho com dólar mais fraco e compras de ouro

As reservas cambiais da China registraram crescimento em julho, impulsionadas pela desvalorização do dólar no mercado internacional. Ao mesmo tempo, o Banco do Povo da China (PBoC) deu continuidade à política de fortalecimento de suas reservas de ouro, completando 21 meses consecutivos de aquisições do metal.

De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (7), o volume de reservas internacionais passou de US$ 3,416 trilhões para US$ 3,419 trilhões, um acréscimo de aproximadamente US$ 2,51 bilhões.

Resultado supera expectativa do mercado

O desempenho ficou acima das projeções de economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que estimavam reservas em torno de US$ 3,406 trilhões para o período.

Segundo a autoridade chinesa responsável pela administração cambial, a valorização das reservas foi favorecida principalmente pelo enfraquecimento da moeda norte-americana e pelas oscilações nos preços dos ativos financeiros globais ao longo de julho.

China projeta estabilidade das reservas internacionais

O órgão também reiterou que espera manter as reservas cambiais em níveis estáveis no longo prazo, sustentadas pelo desempenho da economia chinesa e pela continuidade das políticas voltadas à estabilidade financeira.

A manutenção das compras de ouro reforça a estratégia do país de diversificar seus ativos internacionais e reduzir a dependência de moedas estrangeiras em suas reservas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Logística

Taxação da China preocupa mais a logística brasileira do que tarifas dos EUA, avalia CNT

A taxação imposta pela China sobre a carne brasileira gera maior preocupação para a logística nacional do que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, que considera o mercado chinês mais relevante para o fluxo de exportações do país.

Em entrevista ao programa Conexão Infra, o dirigente explicou que a medida adotada pela China afeta diretamente um dos principais segmentos da pauta exportadora brasileira, enquanto o volume destinado ao mercado norte-americano tem participação mais limitada.

Queda nas exportações de carne já aparece nos indicadores

Os reflexos da redução das compras chinesas de carne bovina brasileira já começam a ser observados nos dados do comércio exterior. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam desaceleração nos embarques do produto.

Segundo Vander Costa, embora os Estados Unidos sejam destino de produtos industrializados de maior valor agregado, a quantidade exportada é relativamente pequena, o que reduz os impactos diretos das tarifas sobre a economia brasileira.

Negociação com os Estados Unidos é considerada estratégia adequada

Na avaliação do presidente da CNT, a decisão do governo brasileiro de manter o diálogo com os Estados Unidos é a alternativa mais adequada neste momento.

Ele também destacou a mobilização do setor empresarial em busca de soluções para reduzir os efeitos das novas tarifas e preservar a competitividade das exportações brasileiras.

Diversificação de mercados ganha força

Para minimizar os riscos provocados pelas barreiras comerciais, Vander Costa defende a ampliação dos mercados compradores dos produtos brasileiros. Segundo ele, a busca por novos parceiros comerciais na Ásia e na Europa, além do avanço do acordo Mercosul-União Europeia, pode abrir novas oportunidades para as exportações nacionais.

O dirigente também avalia que a política tarifária adotada pelos Estados Unidos pode ampliar a influência da China no comércio internacional ao estimular outros países a fortalecerem suas relações comerciais com o mercado asiático.

Setor produtivo já se preparava para novas tarifas

De acordo com o presidente da CNT, empresas brasileiras já vinham se preparando para um cenário de aumento das tarifas norte-americanas, o que ajudou a reduzir parte dos impactos provocados pelas medidas recentes.

Ainda assim, ele reforça que a taxação chinesa representa um desafio mais significativo para a logística, devido ao peso da China como principal destino de importantes produtos do agronegócio brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Internacional

Tufão Dolphin coloca China em alerta e mobiliza evacuações na costa leste

A aproximação do tufão Dolphin levou a China a reforçar as medidas de prevenção e manter o alerta amarelo, o terceiro nível mais alto da escala meteorológica do país. A tempestade deve atingir a costa leste chinesa entre o fim de domingo (9) e a manhã de segunda-feira (10), com potencial para provocar ventos intensos, chuvas volumosas e impactos em áreas costeiras.

Segundo o Centro Meteorológico Nacional da China, o Dolphin, 13º tufão nomeado da temporada, segue pelo Mar da China Oriental em direção às províncias de Zhejiang e Fujian.

Na atualização mais recente, o sistema apresentava ventos sustentados entre 42 e 45 metros por segundo e pressão atmosférica mínima de aproximadamente 950 hectopascais. A previsão indica deslocamento para oeste entre 15 e 20 km/h, com possibilidade de manter ou até ampliar sua intensidade antes de alcançar o continente. Após o impacto, a tendência é que o fenômeno siga para oeste-noroeste, perdendo força gradualmente.

Ventos fortes e chuvas intensas preocupam autoridades

Os serviços meteorológicos alertam para condições severas no Mar da China Oriental e em áreas costeiras da região. Próximo ao centro do tufão, as rajadas podem ultrapassar 46 metros por segundo, enquanto outras áreas marítimas devem registrar ventos superiores a 28 metros por segundo.

Além da ventania, a previsão aponta acumulados expressivos de chuva, especialmente no norte de Taiwan e no litoral do leste chinês. A expectativa é que as precipitações mais intensas atinjam a costa chinesa a partir de domingo, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.

Províncias reforçam ações preventivas

Diante da aproximação do ciclone, governos locais intensificaram os protocolos de emergência. Em Zhejiang, foram suspensas ligações marítimas de passageiros, obras em áreas costeiras foram interrompidas e embarcações receberam orientação para buscar abrigo.

Mais de 10 mil moradores de ilhas próximas ao litoral já foram retirados preventivamente das áreas de risco.

Na província vizinha de Fujian, as autoridades ativaram o nível quatro de resposta a emergências, enquanto Guangdong adotou restrições à navegação no Estreito de Taiwan para reduzir os riscos durante a passagem da tempestade.

A preocupação das autoridades chinesas vai além dos impactos sobre a população. A aproximação do tufão também coloca em alerta o setor de comércio exterior, já que a costa leste da China concentra alguns dos maiores portos do mundo, responsáveis por grande parte das exportações e importações do país. Ventos intensos e mar agitado podem provocar a suspensão de operações portuárias, atrasos na atracação e saída de navios, cancelamento de rotas marítimas e impactos na cadeia logística global, afetando o transporte de cargas e o abastecimento de mercados internacionais.

Japão também sofre impactos do Dolphin

Antes de seguir em direção à China, o Dolphin provocou medidas de emergência no Japão. Na província de Kagoshima, mais de cinco mil pessoas receberam ordens de evacuação e mais de 600 voos foram cancelados, afetando cerca de 86 mil passageiros.

El Niño pode intensificar temporada de tufões

Especialistas da Administração Meteorológica da China (CMA) avaliam que o fortalecimento do El Niño deve tornar os tufões mais intensos ao longo de agosto, mesmo que o número de sistemas permaneça próximo da média histórica.

A expectativa é que entre dois e três tufões provoquem impactos significativos no país neste mês. Além disso, o fenômeno climático tende a favorecer ondas de calor mais frequentes e volumes de chuva acima do normal em diversas regiões chinesas.

Ainda há incertezas sobre a trajetória definitiva do Dolphin. Dependendo do deslocamento, o sistema poderá concentrar seus efeitos sobre Zhejiang, Fujian, Xangai e parte das províncias de Jiangxi e Anhui ou avançar mais ao norte, levando chuva para a Planície do Norte da China e contribuindo para amenizar a intensa onda de calor registrada na região.

O tufão chega em um período de eventos climáticos extremos no país, marcado por enchentes, deslizamentos de terra e ciclones que já provocaram mortes, grandes evacuações e elevados prejuízos em diferentes províncias. Como resposta, o governo chinês anunciou recursos emergenciais para apoiar operações de resgate, assistência às famílias afetadas e recuperação das áreas atingidas.

Com informações de Diário do Povo Online, Administração Meteorológica da China (CMA), Xinhua, Bloomberg, Global Times, SIC Notícias e Lusa.

Texto: Redação

Imagem: ilustrativa gerada por IA.

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Tecnologia

China coloca em operação o primeiro caminhão de mineração elétrico com bateria de sódio

A China deu um passo inédito no setor de mineração ao colocar em operação o primeiro caminhão de mineração 100% elétrico movido por baterias de íons de sódio. O veículo começou a operar na mina da Sanyou, localizada em Tangshan, no norte do país, marcando um avanço no desenvolvimento de soluções para transporte pesado com menor impacto ambiental.

O projeto foi desenvolvido pela HiNa Battery em parceria com a Tonly Heavy Industry, utilizando como base a plataforma do caminhão fora de estrada TLE120, projetada para operações em minas.

Bateria de sódio oferece recarga rápida e longa vida útil

O caminhão utiliza o sistema de baterias da série Haixing, com capacidade total de 676 kWh e densidade energética superior a 165 Wh/kg nas células. A configuração foi projetada para atender às exigências do transporte de grandes cargas em percursos curtos, comuns na atividade mineradora.

Segundo a fabricante, a recarga completa pode ser realizada em um intervalo entre 20 e 25 minutos. Além disso, a bateria suporta mais de 8 mil ciclos de carga, mesmo com uso frequente de carregamento rápido, garantindo uma vida útil semelhante à do próprio veículo.

Por que apostar em baterias de sódio?

As baterias de íons de sódio vêm ganhando espaço como alternativa às tradicionais baterias de lítio, principalmente em aplicações industriais.

Entre as principais vantagens está o melhor desempenho em temperaturas extremamente baixas. Esse tipo de bateria perde menos capacidade durante o frio intenso, característica importante para operações em minas a céu aberto no norte da China.

Outro benefício é a redução das emissões de poluentes e do nível de ruído em comparação aos caminhões movidos a diesel, que ainda predominam no setor de mineração.

Tecnologia já passou por testes em veículos pesados

Antes da estreia do caminhão de mineração, a HiNa Battery participou de outro projeto envolvendo baterias de sódio. Em junho, a montadora FAW Jiefang concluiu testes com um cavalo-mecânico elétrico equipado com uma bateria de 339 kWh.

De acordo com a empresa, o veículo percorreu mais de 15 mil quilômetros ao longo de quase sete meses de avaliações e manteve mais de 90% da capacidade útil mesmo operando em temperaturas de até 40°C negativos.

Baterias de sódio ainda enfrentam desafios

Apesar dos avanços, a tecnologia ainda encontra obstáculos para se popularizar no mercado de veículos de passeio.

Um dos principais desafios é a densidade energética, inferior à das baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP). Como exemplo, a versão anterior do caminhão TLE120, equipada com bateria de lítio, oferecia 801 kWh, capacidade superior à da nova versão com bateria de sódio.

Outro fator é o custo de produção. Atualmente, a HiNa Battery estima que as células de sódio custem entre 0,5 e 0,7 yuan por Wh, enquanto as de lítio variam entre 0,3 e 0,5 yuan por Wh.

A expectativa da empresa é reduzir esse valor até 2027 ou 2028, tornando as baterias de sódio mais competitivas no mercado.

Projeto servirá como base para novas tecnologias

Durante a operação na mina, o caminhão será monitorado para coletar dados sobre desempenho, autonomia e resistência em condições reais de trabalho.

As informações devem contribuir para o desenvolvimento de futuras versões do veículo. Paralelamente, a Tonly Heavy Industry já disponibiliza um sistema de troca rápida de baterias para caminhões de mineração, reforçando a aposta da empresa em soluções para eletrificação do transporte pesado.

FONTE: Auto Papo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hina Battery

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Exportação

Sucata de alumínio começa a faltar no Brasil após aumento das exportações para a China

O crescimento das exportações de sucata de alumínio para a China já provoca reflexos no mercado brasileiro. A redução da oferta do material, considerado essencial para a reciclagem de alumínio e para a descarbonização da indústria, tem preocupado fabricantes, que alertam para riscos à competitividade e aos investimentos no setor.

Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), cerca de 80% da sucata exportada pelo Brasil segue para países asiáticos. A China concentra quase um quarto desse volume, impulsionando um aumento de 590% nos embarques desde 2022.

Reciclagem depende da disponibilidade de sucata

A reciclagem é apontada como uma das principais estratégias para reduzir as emissões de carbono na produção de alumínio. O reaproveitamento do material permite uma economia de até 95% no consumo de energia em comparação à fabricação a partir da bauxita.

Entretanto, a escassez de sucata de alumínio tem dificultado o avanço dessa transição. Empresas do setor afirmam que a concorrência com o mercado externo vem reduzindo a oferta do insumo no país.

A Novelis, líder em reciclagem de alumínio no Brasil, chegou a encerrar um centro de coleta em Juiz de Fora (MG) devido à dificuldade de obter matéria-prima. Já a Alumini1 informou que enfrentou interrupções no abastecimento em março deste ano, período em que fornecedores priorizaram exportações após mudanças temporárias na tributação das vendas internas.

Falta de matéria-prima ameaça competitividade

Para a indústria, o aumento das exportações de sucata pode comprometer não apenas a produção nacional, mas também a geração de valor agregado no país.

A Novelis afirma que suas chapas de alumínio já possuem cerca de 80% de conteúdo reciclado e que esse índice poderia ser ainda maior caso houvesse maior disponibilidade de sucata no mercado interno. A empresa possui capacidade para reciclar até 500 mil toneladas de alumínio por ano e mantém uma rede de centros de coleta em diferentes regiões do Brasil.

Representantes do setor defendem que o país priorize a transformação da matéria-prima em produtos industrializados antes de exportá-la, fortalecendo a economia e preservando empregos.

Brasil mantém vantagem ambiental

Especialistas destacam que o Brasil possui uma posição privilegiada na produção de alumínio de baixo carbono. A fabricação do alumínio primário utiliza predominantemente energia hidrelétrica, enquanto a reciclagem reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa.

Outro diferencial é o índice de reciclagem de latas de alumínio. Em 2024, o país reaproveitou 97,3% das embalagens consumidas, equivalente a quase 34 bilhões de unidades, desempenho considerado o melhor do mundo.

Atualmente, a reciclagem representa cerca de 57% da oferta nacional de alumínio, contribuindo para diminuir o consumo de energia e os impactos ambientais.

Disputa global por sucata deve aumentar

O avanço das tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, painéis solares e sistemas de transmissão de energia, deve ampliar ainda mais a demanda mundial por alumínio.

Estimativas do International Aluminium Institute (IAI) indicam que o consumo global do metal poderá crescer cerca de 40% até 2030. Já a procura por alumínio destinado às energias renováveis e aos carros elétricos deve quintuplicar até 2035.

Esse cenário intensifica a disputa internacional pela sucata, considerada um insumo estratégico para ampliar a produção sustentável.

Setor defende medidas para preservar o mercado interno

Diante da crescente concorrência internacional, entidades do setor avaliam que o Brasil precisa discutir mecanismos para garantir o abastecimento da indústria nacional.

Entre as alternativas defendidas estão a criação de um imposto sobre a exportação de sucata ou a adoção de regras que priorizem o atendimento da demanda doméstica antes das vendas ao exterior, prática já utilizada por alguns países.

Para especialistas, fortalecer a economia circular e ampliar o processamento do material dentro do país pode gerar mais competitividade, agregar valor à cadeia produtiva e evitar que investimentos brasileiros beneficiem apenas mercados estrangeiros.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Novelis

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