Especialista

O que ameaça os preços da Black Friday e do Natal no Brasil?

As promoções da Black Friday, uma das datas mais importantes do varejo brasileiro, começam a ser definidas muito antes de novembro. É em agosto que fabricantes e varejistas negociam as compras que abastecerão as lojas nos últimos meses do ano, grande parte delas composta por produtos importados ou fabricados com componentes vindos da Ásia.

Neste ano, porém, o consumidor pode encontrar um cenário diferente. A alta do frete marítimo internacional e as tensões geopolíticas globais aumentaram significativamente os custos de importação, reduzindo a margem para grandes descontos e influenciando até mesmo a variedade de produtos disponíveis nas prateleiras.

Frete marítimo pressiona custos da Black Friday

O principal fator de preocupação para a Black Friday 2026 é a disparada do frete marítimo. O custo do contêiner de 40 pés entre Ásia e Brasil saltou de cerca de US$ 3 mil em abril para US$ 9 mil em junho, estabilizando-se posteriormente na faixa de US$ 6 mil.

Esse aumento não afeta apenas o preço final dos produtos. Mercadorias de menor margem de lucro ou que ocupam maior espaço nos contêineres tendem a perder competitividade, reduzindo sua presença nas lojas.

Como o tempo médio entre o embarque na Ásia e a chegada ao Brasil é de aproximadamente 60 dias, os contêineres enviados durante o pico dos custos começam a desembarcar agora. Por isso, os impactos devem ser percebidos justamente no período de abastecimento da Black Friday e das vendas de Natal.

Geopolítica influencia toda a cadeia logística

Hoje, acompanhar o cenário geopolítico deixou de ser apenas uma questão estratégica e passou a ser uma necessidade para quem atua no comércio exterior.

Os conflitos no Oriente Médio levaram diversos armadores a evitarem o Canal de Suez, optando pela rota do Cabo da Boa Esperança. Essa mudança acrescenta cerca de 15 dias às viagens marítimas, aumentando despesas com combustível, seguros e utilização dos navios.

Ao mesmo tempo, a instabilidade no Estreito de Ormuz e o congestionamento dos principais portos mundiais fizeram a logística internacional atingir níveis semelhantes aos observados durante a pandemia, quando houve uma verdadeira disputa por contêineres.

O impacto para empresas e consumidores

Nem todos os produtos sentirão o aumento dos custos da mesma forma.

Itens volumosos e de menor valor agregado, como pneus e algumas mercadorias de baixo ticket, sofrem maior pressão, já que o custo fixo do frete é dividido entre poucas unidades. Já produtos de maior valor, como eletrodomésticos e eletrônicos, conseguem absorver parte desse aumento sem comprometer totalmente sua competitividade.

Para o consumidor, o resultado pode aparecer de diferentes maneiras:

  • descontos mais modestos na Black Friday;
  • menor variedade de alguns produtos importados;
  • maior oferta de itens compactos e essenciais;
  • condições de parcelamento mais atrativas para compensar preços mais elevados.

Planejamento será o diferencial competitivo

Mais do que nunca, planejamento será a principal vantagem das empresas.

Importadores que anteciparam suas compras conseguiram reduzir parte dos impactos do aumento do frete, embora tenham precisado investir em armazenagem para manter estoques preparados para o segundo semestre.

Já quem deixou as importações para os últimos meses do ano enfrenta um mercado com menor disponibilidade de espaço nos navios e custos muito mais elevados. Nesse cenário, ocorre uma verdadeira disputa por capacidade logística, pressionando margens e aumentando o CAC (Custo de Aquisição de Clientes), já que vender se torna mais caro.

Por outro lado, empresas que trabalham com antecedência conseguem estruturar melhor sua operação, fortalecer o relacionamento com seus clientes e construir campanhas menos dependentes de descontos agressivos.

Planejar cenários é uma estratégia, não uma opção

Sempre defendi que empresas que atuam no comércio exterior precisam trabalhar com projeções de cenários. A logística internacional é dinâmica e altamente sensível a fatores econômicos e geopolíticos. Antecipar decisões significa reduzir riscos, preservar competitividade e entregar mais valor ao cliente.

A Black Friday acontece em novembro e o Natal em dezembro, mas o sucesso dessas datas começa muitos meses antes, no planejamento das importações.

A pergunta que fica é simples:

Sua empresa antecipou as compras para a Black Friday e o Natal ou ainda está refém dos custos elevados do frete marítimo?



Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

*Imagem ilustrativa em destaque produzida por IA.

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Exportação

Carne bovina de Mato Grosso tem maior valorização na Europa e supera preços da China

Embora a China continue como o principal destino em volume da carne bovina de Mato Grosso, os compradores europeus apresentam maior retorno financeiro para o setor. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), analisados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), indicam que países da Europa chegaram a pagar até 40% a mais por tonelada do produto em comparação ao mercado chinês no primeiro semestre de 2026.

Entre janeiro e junho, a União Europeia desembolsou, em média, US$ 6.390 por tonelada da carne produzida no estado. Já os demais países europeus pagaram cerca de US$ 6.667 por tonelada, enquanto a China registrou média de US$ 4.745 por tonelada.

China mantém liderança em volume de exportações

Apesar da diferença de preços, o mercado chinês segue como o maior comprador da produção mato-grossense. No período analisado, a China respondeu por 55,2% de todo o volume exportado pelo estado.

A forte presença chinesa está ligada à capacidade de absorção de grandes quantidades. No entanto, os mercados europeus ganham destaque pela valorização de atributos como qualidade da carne, rastreabilidade, certificações e padrões de produção mais rigorosos, fatores que aumentam o valor agregado do produto.

Índice de Atratividade mostra maior retorno da Europa

A vantagem econômica dos embarques para a Europa também aparece no Índice de Atratividade das Exportações, desenvolvido pelo Imea para medir o retorno gerado por cada mercado comprador em relação ao preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso.

No levantamento, a União Europeia liderou o ranking com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. A China alcançou 74,37, ficando atrás do Oriente Médio, com 76,58, e da América do Norte, com 75,47.

Quanto maior o índice, maior a capacidade do mercado de gerar agregação de valor para a cadeia produtiva da pecuária estadual.

Diversificação de mercados fortalece a pecuária de Mato Grosso

Para o setor produtivo, os resultados mostram que a pecuária mato-grossense está preparada para atender tanto grandes compradores internacionais quanto consumidores que exigem padrões elevados de produção.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a China continuará sendo um parceiro estratégico pela escala das compras, mas o avanço em mercados como o europeu demonstra a capacidade dos produtores de atender demandas relacionadas à qualidade, regularidade no fornecimento e controle de origem.

Ainda de acordo com Andrade, ampliar a presença em destinos de maior remuneração contribui para reduzir riscos comerciais e estimular investimentos em tecnologia no campo, melhoramento genético, eficiência produtiva e práticas de conformidade socioambiental.

FONTE: Itatiaia
TEXTO: Redação
IMAGEM: IMAC/Reprodução

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Agronegócio

Soja dos EUA: estatais chinesas ampliam compras antes de encontro entre Xi Jinping e Trump

Empresas estatais da China adquiriram entre 14 e 16 cargas de soja dos Estados Unidos na sexta-feira (31), em uma das maiores operações recentes de compra do produto. Segundo operadores asiáticos ouvidos pela Reuters, a negociação ocorreu após a queda dos preços da commodity e antes da visita prevista do presidente chinês Xi Jinping aos EUA no próximo mês.

O volume comprado chega a aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja, considerando cargas com cerca de 65 mil toneladas cada. Os embarques estão programados para outubro.

Compras fazem parte de acordo comercial entre China e EUA

De acordo com um operador de uma trading internacional na Ásia, a maior parte das aquisições foi realizada pela estatal Sinograin, motivada principalmente pela redução dos preços internacionais da soja na semana passada.

Além do fator econômico, as compras também estariam relacionadas ao compromisso comercial firmado entre Pequim e Washington. A Casa Branca informou em outubro que a China havia se comprometido a adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até o fim de 2028.

Antes da nova rodada de negociações, a China havia comprado pouco mais de 4 milhões de toneladas de soja norte-americana ao longo deste ano.

Queda nos preços favorece negócios com produtores dos EUA

As empresas chinesas pagaram um prêmio de aproximadamente US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro da Bolsa de Chicago para carregamentos enviados pelo Golfo dos Estados Unidos. Para embarques pelo Noroeste do Pacífico, o prêmio ficou próximo de US$ 3 por bushel.

A referência mais negociada da soja na Bolsa de Chicago registrou queda de 5,2% na semana passada, movimento que ajudou a estimular as compras chinesas.

As estatais Sinograin e Cofco não confirmaram oficialmente as negociações nem responderam aos pedidos de comentário.

China prepara estoques para receber novas cargas

A Sinograin também vendeu cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada disponibilizadas em um leilão realizado na sexta-feira. A operação faz parte de uma estratégia para liberar espaço nos estoques antes da chegada dos novos carregamentos provenientes dos Estados Unidos.

No fim de julho, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que Xi Jinping faria uma visita aos EUA em 24 de setembro. O mercado acompanha se Pequim poderá retirar tarifas aplicadas sobre a soja dos Estados Unidos, medida que permitiria a participação de compradores privados chineses nas próximas negociações.

Apesar das expectativas, ainda não há garantia de que o produto norte-americano se tornará competitivo o suficiente para atrair processadoras privadas, que costumam priorizar preços mais baixos.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/ Foto de arquivo

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Transporte

Frete marítimo sobe e ameaça exportações brasileiras após tarifa dos EUA e tensão no Oriente Médio

O comércio internacional iniciou agosto sob um cenário de maior pressão logística. A combinação entre a nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, os reflexos da guerra no Oriente Médio e a reorganização da frota mundial está elevando os custos do frete marítimo e reduzindo a oferta de espaço nos navios, o que preocupa exportadores brasileiros.

Especialistas apontam que o momento é marcado por incertezas nas cadeias globais de transporte, dificultando o planejamento das empresas em um período estratégico para os embarques de commodities.

Três fatores explicam a alta do frete marítimo

De acordo com análises do setor de logística internacional, o atual cenário resulta da combinação de três elementos principais: os impactos da guerra no Oriente Médio, a redistribuição das embarcações após as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e a gestão de capacidade realizada pelas companhias de navegação.

Mesmo com uma leve desaceleração dos índices globais de frete, os preços permanecem elevados. Na principal rota de referência do mercado, entre China e demais destinos internacionais, o transporte de um contêiner de 40 pés continua acima de US$ 4 mil.

Exportações de commodities enfrentam novos desafios

O aumento dos custos não afeta apenas os produtos atingidos pelas tarifas norte-americanas. Commodities como soja, milho, café, açúcar, algodão e carnes, que dependem do transporte marítimo para alcançar mercados internacionais, também sofrem os efeitos da menor disponibilidade de navios.

Além do impacto financeiro, empresas enfrentam dificuldades para garantir espaço nas embarcações, comprometendo prazos, planejamento logístico e competitividade das exportações brasileiras.

Falta de espaço preocupa mais que o preço

Segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, a tendência é de aumento da pressão sobre o transporte marítimo entre agosto e dezembro.

Ele destaca que, ao longo de 2026, os fretes na rota chinesa registraram forte valorização, passando de aproximadamente US$ 1 mil por contêiner no início do ano para cerca de US$ 6 mil em julho, chegando a se aproximar de US$ 8 mil em determinados períodos. O avanço representa uma alta superior a 500% em apenas sete meses.

No caso do Brasil, entretanto, o principal obstáculo deixou de ser apenas o preço.

“O frete em si está relativamente estável, mas conseguir espaço para embarcar está cada vez mais difícil”, afirma o especialista.

Campos explica que essa escassez não está ligada diretamente à tentativa de exportadores brasileiros anteciparem embarques antes da entrada em vigor das novas tarifas americanas. Para ele, o intervalo entre o anúncio das medidas e sua aplicação foi insuficiente para permitir essa estratégia.

Demanda dos EUA reorganiza rotas internacionais

Na avaliação do especialista, a forte demanda por transporte para o mercado norte-americano levou armadores a priorizarem rotas mais rentáveis.

Com isso, embarcações foram deslocadas para atender o comércio com os Estados Unidos, reduzindo a oferta de navios em outras regiões, incluindo linhas que atendem o Brasil. O resultado é um mercado mais disputado e com menor disponibilidade para exportadores brasileiros.

Em alguns casos, segundo Campos, a procura supera em muito a capacidade das embarcações. Navios com espaço para cerca de 5 mil contêineres chegam a receber demanda próxima de 10 mil unidades.

Guerra e gestão de capacidade mantêm preços elevados

Dados do Índice Mundial de Contêineres Drewry, referência internacional para fretes de curto prazo, mostram que houve recuo de 3% no indicador em 30 de julho, fechando em US$ 4.255 por contêiner de 40 pés. Apesar da queda, os valores continuam muito acima da média histórica.

A consultoria atribui esse comportamento ao gerenciamento de capacidade promovido pelas empresas de navegação, que seguem cancelando viagens programadas — prática conhecida como blank sailings — para evitar uma redução mais intensa das tarifas.

Além disso, o mercado permanece pressionado pelas consequências das novas barreiras comerciais dos Estados Unidos, pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos congestionamentos em importantes portos internacionais.

Outro fator que pesa na composição dos custos é a adoção de sobretaxas emergenciais de combustível anunciadas por diversas empresas de navegação para o mês de agosto.

Segundo semestre deve manter pressão sobre a logística

A expectativa do setor é de que o cenário permaneça desafiador até o fim do ano. Tradicionalmente, entre setembro e novembro, cresce a movimentação de cargas destinadas ao abastecimento da Black Friday e do Natal, ampliando a disputa por espaço nos navios.

Embora o elevado volume exportado favoreça a entrada de divisas e contribua para a balança comercial brasileira no curto prazo, especialistas alertam que os custos logísticos elevados e a limitação da capacidade de transporte podem reduzir a competitividade das exportações nos próximos meses.

China continua sendo referência para o mercado global

A rota marítima da China permanece como o principal indicador do comportamento do mercado internacional de fretes. Como o país concentra a maior movimentação mundial de contêineres, qualquer alteração na demanda influencia diretamente a distribuição das embarcações.

Quando os fretes nas rotas asiáticas aumentam, as companhias de navegação tendem a deslocar seus navios para esses trajetos mais lucrativos. Esse movimento reduz a oferta em outras regiões e acaba pressionando os custos do transporte marítimo em escala global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: China Daily via REUTERS

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Investimento

Investimentos estrangeiros na China crescem com expansão do mercado e avanços na inovação

A ampliação do mercado consumidor, o avanço tecnológico e a busca por maior estabilidade em um cenário internacional desafiador têm levado empresas multinacionais a aumentar seus investimentos na China.

Um dos exemplos é o complexo integrado da BASF em Donghai, na cidade de Zhanjiang, na província de Guangdong. O empreendimento da gigante química alemã entrou em operação plena em março, após sete anos de construção, e representa o maior investimento individual da companhia no mundo.

Com aproximadamente quatro quilômetros quadrados de área e aporte de cerca de 8,7 bilhões de euros (US$ 9,89 bilhões), a unidade reúne mais de 30 linhas de produção voltadas ao setor químico.

China ganha espaço como polo de inovação industrial

Segundo Markus Kamieth, CEO da BASF, o projeto em Zhanjiang representa uma nova fase para a indústria química, baseada em eficiência, digitalização e sustentabilidade.

A companhia avalia que a China terá papel central no crescimento global do setor. A expectativa é que o país responda por cerca de 75% da expansão da indústria química mundial até 2035.

O movimento da BASF acompanha uma tendência mais ampla entre empresas estrangeiras na China, que buscam aproveitar o tamanho do mercado local, a força das cadeias de suprimentos e o ambiente voltado à inovação.

Número de empresas estrangeiras aumenta no país

Dados do Ministério do Comércio da China mostram que quase 4.800 empresas financiadas por capital estrangeiro realizaram novos investimentos no país no primeiro semestre de 2026.

No mesmo período, o número de novas empresas com participação estrangeira cresceu 5,3% na comparação anual. O investimento estrangeiro direto (IED) utilizado efetivamente alcançou 402,14 bilhões de yuans, equivalente a US$ 59,22 bilhões.

Os números indicam uma manutenção do interesse internacional pelo mercado chinês, mesmo diante de incertezas econômicas globais e mudanças no cenário geopolítico.

Pesquisas apontam confiança de multinacionais no mercado chinês

A percepção positiva sobre a China também aparece em levantamentos empresariais.

Uma pesquisa do Conselho Empresarial EUA-China revelou que 92% das empresas consultadas registraram lucro no país em 2025.

Outro levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China apontou que 75% dos entrevistados consideram suas operações chinesas mais produtivas do que atividades realizadas em outras regiões do mundo.

Os resultados reforçam a avaliação de que a China continua sendo um mercado estratégico para companhias internacionais.

Mercado financeiro chinês atrai novos investidores

A abertura financeira do país também tem ampliado oportunidades para investidores estrangeiros.

Em junho, o Ministério da Fazenda do Brasil apresentou uma carta de intenção à Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro da China, iniciando o processo para uma possível emissão de títulos soberanos brasileiros em yuan, conhecidos como Panda Bonds.

Segundo dados do Banco Popular da China, as emissões de Panda Bonds nos primeiros cinco meses de 2026 alcançaram 136,5 bilhões de yuans, volume 1,9 vez superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2026, o valor acumulado das operações chegou a 167,5 bilhões de yuans, crescimento anual de 93%.

Capital estrangeiro migra para setores de alta tecnologia

A composição dos investimentos internacionais na China também passa por mudanças. O país tem atraído cada vez mais recursos para áreas ligadas à inovação, tecnologia e manufatura avançada.

No primeiro semestre de 2026, os investimentos estrangeiros em serviços de alta tecnologia e manufatura de alta tecnologia cresceram 61% em relação ao ano anterior. Esses setores passaram a representar 36% do total recebido, 11 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período anterior.

Segundo Zhao Yuchao, porta-voz da Administração Estatal de Divisas da China, o perfil do investimento estrangeiro vem evoluindo.

De acordo com ele, as empresas internacionais estão deixando de buscar apenas vantagens relacionadas a custos e escala de produção e passando a participar de forma mais intensa do desenvolvimento de produtos e tecnologias criados no país.

China aposta em abertura e modernização para atrair empresas globais

A modernização industrial, o avanço tecnológico e a ampliação da abertura institucional são apontados como fatores que fortalecem o ambiente de negócios chinês.

Com uma economia cada vez mais orientada pela inovação, a China busca oferecer condições mais previsíveis para que investidores estrangeiros desenvolvam projetos de longo prazo e participem de novas oportunidades nos setores estratégicos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Indústria

Papel sulfite chinês ganha espaço no Brasil e indústria nacional pede aumento da tarifa de importação

A indústria brasileira de papel enfrenta uma nova pressão com o aumento das importações de papel sulfite asiático, especialmente da China e da Indonésia. O movimento ocorre após a adoção de barreiras comerciais pelos Estados Unidos, que reduziram o acesso desses países ao mercado norte-americano e levaram parte da produção excedente para outros destinos, incluindo o Brasil.

Com preços mais baixos que os praticados pela indústria nacional, o avanço do papel sulfite importado tem preocupado fabricantes brasileiros, que solicitaram ao governo federal medidas para conter o aumento das compras externas.

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa cerca de 50 grandes empresas dos setores de papel e celulose, pediu à Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a elevação da tarifa de importação do chamado papel “cutsize”, utilizado principalmente em folhas A3 e A4.

Setor pede aumento do imposto sobre papel importado

Atualmente, a tarifa aplicada ao produto é de 16%. A proposta da Ibá é elevar a alíquota para 30%, percentual máximo permitido pela Tarifa Externa Comum do Mercosul.

Segundo a entidade, o fechamento de mercados internacionais para fornecedores asiáticos provocou uma mudança no fluxo comercial, direcionando volumes excedentes para países com maior abertura às importações.

A associação argumenta que o aumento das compras externas ocorreu em um ritmo acelerado e com preços considerados agressivos, afetando a competitividade das empresas brasileiras.

Importações de papel sulfite aumentam mais de 160%

Dados reunidos pela Ibá mostram que as importações de papel cutsize cresceram 160% entre janeiro e maio deste ano na comparação com o mesmo período anterior.

O volume adquirido no exterior passou de 3,3 milhões de quilos para 8,5 milhões de quilos. Em valores financeiros, as compras aumentaram 123%, saindo de US$ 2,9 milhões para US$ 6,3 milhões.

Um dos fatores que impulsionaram esse avanço foi a queda no preço médio do produto estrangeiro, que recuou de US$ 0,90 para US$ 0,77 por quilo, redução de aproximadamente 14%.

De acordo com a Ibá, em alguns casos o papel importado da Ásia chega ao consumidor entre R$ 7 e R$ 35 mais barato que marcas fabricadas no Brasil.

Indústria brasileira tem capacidade, mas enfrenta perda de mercado

O Brasil possui uma indústria consolidada de celulose e papel, sendo um dos principais produtores mundiais do setor. Historicamente, o consumo interno de papel sulfite é abastecido majoritariamente pela produção nacional.

A capacidade instalada das fábricas brasileiras representa 143% do consumo doméstico, o que significa que o país poderia produzir cerca de 43% a mais do que o mercado interno atualmente demanda.

Para a Ibá, o avanço das importações pode provocar redução de investimentos e afetar a sustentabilidade econômica das empresas nacionais.

A entidade afirma que a combinação entre aumento das compras externas e preços reduzidos justifica a adoção de medidas emergenciais para proteger a produção brasileira.

Exportações brasileiras de papel também registram queda

Enquanto as importações avançam, as exportações brasileiras de papel apresentam retração. Entre janeiro e maio de 2025, o país enviou ao exterior cerca de 150 milhões de quilos do produto. No mesmo intervalo deste ano, o volume caiu para 129 milhões de quilos.

Segundo a Ibá, o setor enfrenta uma dupla dificuldade: a redução da participação no mercado internacional e a perda de espaço dentro do próprio mercado brasileiro.

O diretor internacional da entidade, José Carlos da Fonseca Júnior, afirmou que a reorganização do comércio global após as restrições impostas pelos Estados Unidos criou novos desafios para produtores de diferentes países.

Ele destacou que parte dos produtos fabricados com celulose brasileira exportada para a China acaba retornando ao Brasil em forma de papel industrializado, com preços inferiores aos produtos nacionais.

Setor também busca proteção para papel-cartão

Além do papel sulfite, a indústria brasileira também apresentou pedido relacionado ao papel-cartão, utilizado em embalagens de medicamentos, alimentos e produtos de higiene.

Em 2024, a Ibá solicitou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a elevação da tarifa de importação desse produto de 12,5% para 25%. O governo autorizou aumento para 16%, com validade temporária.

Agora, a entidade afirma que o cenário piorou e defende uma nova elevação, desta vez para 35%, alegando que os produtos chegam ao país com preços que não refletem uma concorrência equilibrada.

China enfrenta barreiras comerciais nos Estados Unidos

Os Estados Unidos já aplicam medidas antidumping e compensatórias contra determinados tipos de papel produzidos na China e na Indonésia, além de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos chineses.

O governo norte-americano também abriu investigações sobre o excesso de capacidade industrial da China e possíveis práticas comerciais consideradas prejudiciais ao mercado.

A indústria brasileira de papel se junta a outros setores que têm solicitado aumento de tarifas de importação diante do crescimento das vendas de produtos chineses no país.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Araquém Alcântara/Divulgação

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Sustentabilidade

China estabelece meta de reduzir em 17% a intensidade de carbono até 2030

A China anunciou uma nova meta para avançar no combate às mudanças climáticas: reduzir em 17% a intensidade de carbono — volume de emissões de dióxido de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) — até 2030, tomando como referência os níveis registrados em 2025.

A medida integra o novo plano climático do país, divulgado por diversos órgãos do governo chinês, entre eles o Ministério da Ecologia e do Meio Ambiente, o Ministério das Relações Exteriores e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. O documento estabelece as diretrizes ambientais para o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

Plano prevê avanços na transição energética

Durante os próximos cinco anos, o governo chinês pretende acelerar ações para cumprir suas metas de pico de emissões de carbono e de neutralidade de carbono, consideradas prioridades na estratégia ambiental do país.

Entre as iniciativas previstas estão a ampliação do uso de energia não fóssil, o desenvolvimento de um novo sistema energético e a adoção de mecanismos para controlar simultaneamente o volume total de emissões e a intensidade de carbono da economia.

O plano também prevê medidas para reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis, incentivando o pico do consumo de carvão e petróleo nos próximos anos.

Mercado de carbono e controle das emissões ganham reforço

Outra meta estabelecida pelo governo é a consolidação de um mercado voluntário de carbono, alinhado a padrões internacionais e baseado em maior transparência.

Além disso, a China pretende estruturar, até 2030, um sistema nacional de gestão da pegada de carbono dos produtos, fortalecendo o monitoramento das emissões ao longo das cadeias produtivas.

O documento ainda prevê maior controle sobre gases de efeito estufa diferentes do dióxido de carbono, com capacidade para reduzir o equivalente a 30 milhões de toneladas de CO₂ até o fim da década.

Estratégia inclui adaptação às mudanças climáticas

O plano climático também amplia as ações voltadas à adaptação. Entre as medidas estão avaliações mais detalhadas dos riscos climáticos e o fortalecimento das respostas a eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.

A proposta busca aumentar a resiliência da infraestrutura e das atividades econômicas diante dos impactos provocados pelas mudanças no clima.

Energia limpa terá participação maior na matriz energética

Como parte da estratégia de descarbonização, a China pretende elevar para 25% a participação das fontes de energia não fósseis no consumo total de energia até 2030.

A meta complementa o plano de ação divulgado anteriormente para o período de 2026 a 2030 e reforça o compromisso assumido pelo país de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

Esses objetivos colocam a maior economia asiática entre os países que buscam acelerar a transição para uma matriz energética de menor impacto ambiental e reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento global.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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China

China lança novo plano para fortalecer logística e setor postal até 2030

A China apresentou seu 15º Plano Quinquenal para a indústria postal, estabelecendo metas ambiciosas para modernizar a logística, ampliar a eficiência das entregas e fortalecer a infraestrutura do setor até 2030. O documento define diretrizes para impulsionar os serviços postais e expandir a rede nacional de distribuição, acompanhando o crescimento do comércio e da economia digital.

Elaborado pela Administração Estatal de Correios em conjunto com outros órgãos do governo chinês, o plano reúne dez frentes estratégicas voltadas ao desenvolvimento da indústria postal. Entre as prioridades estão a modernização dos serviços, a ampliação da capacidade operacional e a integração da logística em todo o país.

As projeções oficiais indicam que, até 2030, a receita da indústria postal deverá alcançar 2,4 trilhões de yuans, o equivalente a aproximadamente US$ 353,5 bilhões. No mesmo período, o volume total de entregas deve chegar a 290 bilhões de encomendas.

Dentro desse cenário, o segmento de entregas expressas deverá representar a maior parcela da atividade, com expectativa de movimentar cerca de 2 trilhões de yuans e processar aproximadamente 270 bilhões de pacotes por ano.

Interiorização dos serviços é uma das prioridades

O plano também busca reduzir as diferenças entre áreas urbanas e rurais no acesso aos serviços postais. A meta é garantir que, até 2030, pelo menos 90% das aldeias administrativas recebam entregas em cinco dias da semana ou mais, ampliando a cobertura logística em regiões menos atendidas.

Outro objetivo estabelecido pelo governo chinês é elevar a eficiência operacional. O documento prevê que, nas principais regiões do país, pelo menos 88% das encomendas sejam entregues em até 72 horas.

A sustentabilidade também integra as metas do novo plano. Até 2030, a expectativa é que 80% das embalagens utilizadas pelas empresas de entrega expressa estejam em conformidade com padrões ambientais, reforçando o compromisso do setor com práticas mais ecológicas e redução dos impactos ambientais.

Fonte: Xinhua News Agency.

Texto: Redação

Imagem: Shen Dongbing/Xinhua

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Informação

Minério de ferro atinge menor nível em um ano na China com crise nas siderúrgicas

Os preços do minério de ferro ampliaram as perdas nesta quinta-feira (30) e atingiram o menor patamar em um ano no mercado chinês. A desvalorização é impulsionada pelo agravamento das dificuldades enfrentadas pelas siderúrgicas da China, além da expectativa de redução na produção de ferro-gusa nas próximas semanas.

O cenário reforça as preocupações com a demanda pela matéria-prima e pressiona as cotações nos principais mercados internacionais.

Contratos futuros registram forte queda

Na Bolsa de Dalian, o contrato mais negociado de minério de ferro para entrega em setembro recuou 3,31%, encerrando o dia cotado a 715 iuanes (cerca de US$ 99,80) por tonelada. O valor representa o menor nível desde 2 de julho de 2025.

Já na Bolsa de Cingapura, a commodity também operava em baixa. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o contrato era negociado a US$ 95,85 por tonelada, queda de 2,3%, alcançando a menor cotação desde fevereiro.

Siderúrgicas seguem pressionadas

De acordo com Wang Jianhua, analista-chefe da consultoria Mysteel, o setor siderúrgico chinês deve continuar enfrentando um ambiente desfavorável ao longo do próximo mês. Segundo ele, a tendência é de continuidade da queda nos preços, e apenas cortes expressivos na produção poderão contribuir para reequilibrar o mercado.

Levantamento da Mysteel mostra que as perdas médias das siderúrgicas localizadas em Tangshan já superam 100 iuanes por tonelada e seguem aumentando.

Produção de ferro-gusa deve continuar recuando

Outro fator que pesa sobre o mercado é a desaceleração da produção de ferro-gusa, que registrou três semanas consecutivas de queda durante julho.

A analista Yang Huidan, da corretora Guoyuan Futures, avalia que a produção deverá diminuir ainda mais em agosto. Ao mesmo tempo, os estoques de minério de ferro nos portos chineses permanecem elevados e tendem a crescer, ampliando a pressão sobre os preços.

Estoques elevados aumentam pressão sobre o mercado

Segundo Zhang Kunfei, analista da Datong Securities, o consumo diário de minério de ferro pelas siderúrgicas continua em retração. Com estoques elevados e menor demanda, o setor entrou em um ciclo de enfraquecimento dos custos de produção, fator que mantém as cotações sob pressão.

Especialistas avaliam que, enquanto não houver redução significativa da oferta ou recuperação da demanda, o mercado deverá permanecer em um cenário de baixa para a commodity.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carla Gottgens/Bloomberg

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Tecnologia

China inicia produção de máquinas DUV para fabricação de chips e avança na independência tecnológica

A China deu mais um passo em sua estratégia de fortalecer a indústria nacional de semicondutores ao iniciar a produção em escala de máquinas de litografia DUV por imersão (Deep Ultraviolet), tecnologia considerada essencial para a fabricação de chips de alta complexidade. A informação foi revelada por uma fonte ligada ao projeto e representa um avanço importante na busca do país por reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Embora a novidade reforce o plano chinês de autossuficiência tecnológica, especialistas avaliam que a iniciativa ainda não representa uma ameaça imediata à liderança da empresa holandesa ASML, referência mundial nesse segmento.

Empresa estatal lidera desenvolvimento das máquinas DUV

A produção está sendo conduzida pela Shanghai Aishengna Electronic Technology Group, companhia estatal criada em 2023 e ainda pouco conhecida fora da China.

Segundo a fonte, a empresa incorporou equipes de importantes startups chinesas especializadas em litografia, incluindo profissionais da Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e da Yuliangsheng, ligada à fabricante de equipamentos SiCarrier, apoiada pela Huawei.

A expectativa é fabricar cerca de cinco equipamentos ainda em 2026 e aproximadamente 20 unidades em 2027, conforme informou o portal especializado The Information.

Equipamentos serão entregues a fabricantes chinesas de chips

As primeiras máquinas deverão ser fornecidas ainda este ano para algumas das principais empresas chinesas do setor, como a Semiconductor Manufacturing International Corp (SMIC), a Hua Hong Semiconductor e a fabricante de memórias ChangXin Memory Technologies (CXMT).

Mesmo assim, a tecnologia nacional ainda passará por testes antes de alcançar o desempenho das soluções produzidas pela ASML.

Tecnologia é estratégica para a indústria de semicondutores

As máquinas de litografia DUV por imersão utilizam uma fina camada de água entre a lente de projeção e a pastilha de silício, permitindo a gravação de circuitos mais compactos do que os sistemas convencionais.

Esse tipo de equipamento é amplamente utilizado na produção de diversos tipos de chips e também pode fabricar semicondutores mais avançados por meio da técnica conhecida como múltiplos padrões (multiple patterning), que realiza sucessivas exposições da mesma camada para aumentar a precisão.

Projeto fortalece plano chinês de autossuficiência

O investimento faz parte da política de autossuficiência em semicondutores, considerada uma das prioridades estratégicas do governo do presidente Xi Jinping.

Nos últimos anos, a China enfrentou restrições impostas pelos Estados Unidos e pelos Países Baixos para adquirir equipamentos de litografia mais avançados, especialmente os sistemas EUV (Extreme Ultraviolet) produzidos pela ASML.

Caso as sanções internacionais sejam ampliadas, a disponibilidade de máquinas desenvolvidas localmente poderá reduzir a dependência da indústria chinesa de fornecedores estrangeiros e garantir maior continuidade na produção de chips.

ASML segue dominante no mercado global

Apesar da reação inicial do mercado financeiro, analistas acreditam que o novo projeto chinês não deverá afetar significativamente os resultados da ASML no médio prazo.

Especialistas do JP Morgan Chase destacam que produzir algumas unidades de equipamentos DUV é apenas o primeiro passo. Segundo eles, transformar essas máquinas em soluções capazes de atender à fabricação em larga escala exige elevados níveis de produtividade, confiabilidade, precisão e estabilidade operacional durante milhares de ciclos de produção.

Mesmo com as restrições comerciais, a China continua sendo um dos principais mercados da fabricante holandesa, respondendo por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre deste ano.

Empresa ainda mantém perfil discreto

Criada em agosto de 2023, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (cerca de US$ 1 bilhão) e tem como acionistas apenas duas entidades estatais ligadas ao governo de Xangai.

Até o momento, a empresa não possui site oficial nem divulga informações públicas sobre suas operações, reforçando o caráter estratégico do projeto para a política industrial chinesa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Intel Corporation/Handout via REUTERS

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