Importação

Importações de soja da China: compras dos EUA caem 21% e Brasil amplia participação

As importações de soja dos Estados Unidos pela China registraram queda de 20,6% em junho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os embarques do Brasil cresceram 13,7%, consolidando o país como principal fornecedor da commodity para o mercado chinês.

O desempenho reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que influenciaram o ritmo das compras chinesas da safra norte-americana.

Tensões comerciais afetaram compras dos EUA

Segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China, o país importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, volume inferior às 1,6 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Durante o período de incertezas comerciais, compradores chineses adiaram aquisições da safra norte-americana até a realização de uma cúpula entre os líderes dos dois países, em outubro. Após o encontro, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas da commodity.

Mais recentemente, um novo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizado em 14 e 15 de maio deste ano, abriu espaço para novas compras da safra norte-americana, mantendo o compromisso de Pequim de importar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028.

Brasil amplia exportações de soja para a China

Enquanto os embarques norte-americanos perderam força, o Brasil ampliou sua participação nas exportações de soja para o mercado chinês.

Em junho, as compras da soja brasileira chegaram a 12,08 milhões de toneladas, frente às 10,62 milhões registradas no mesmo período do ano anterior, um avanço de 13,7%.

O aumento foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

Junho registra volume recorde de importações

O total de importações de soja pela China alcançou 13,55 milhões de toneladas em junho, o maior volume já registrado para o mês.

O resultado foi favorecido pelo elevado fluxo de embarques provenientes do Brasil e pela normalização do desembaraço de mercadorias nos portos do país asiático.

Acumulado do ano reforça liderança brasileira

Entre janeiro e junho, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos somaram 9,31 milhões de toneladas, representando uma queda de 42,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, os embarques brasileiros atingiram 34,75 milhões de toneladas, crescimento de 9,1%, reforçando a liderança do Brasil como principal fornecedor de soja para a China.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Internacional

China investe US$ 9 bilhões para apoiar mercado de ações e conter volatilidade

Duas estatais chinesas anunciaram um aporte conjunto de quase US$ 9 bilhões para fortalecer o mercado de ações da China, em resposta à forte volatilidade provocada por preocupações envolvendo os investimentos em inteligência artificial (IA).

A medida busca conter a sequência de perdas registrada nas últimas semanas e transmitir maior confiança aos investidores em um cenário de incerteza para o setor de tecnologia.

Recursos serão destinados à recompra de ações

A China Reform Holdings informou, no domingo (19), que uma de suas subsidiárias obteve acesso a mais de 50 bilhões de yuans (cerca de US$ 7,38 bilhões) por meio de uma linha especial de financiamento e recursos adicionais.

Segundo a empresa, o montante será utilizado para recompra de ações e ampliação de participações acionárias, estratégia voltada à estabilização do mercado financeiro chinês.

Em comunicado separado, a China Chengtong Holdings revelou que suas subsidiárias adquiriram aproximadamente 10 bilhões de yuans (US$ 1,48 bilhão) em ações e outros ativos de renda variável negociados no mercado doméstico.

Governo demonstra confiança no mercado de capitais

As duas companhias destacaram que permanecem confiantes no desempenho do mercado de capitais chinês e afirmaram que continuarão ampliando investimentos em empresas estatais e no setor de tecnologia para contribuir com a estabilidade financeira.

Analistas avaliam que ambas fazem parte do chamado “time nacional”, grupo de investidores estatais frequentemente mobilizado pelo governo chinês para reduzir oscilações e dar sustentação ao mercado em momentos de maior turbulência.

Temores com inteligência artificial pressionam bolsas

A iniciativa ocorre em um momento de forte liquidação global de ações ligadas aos segmentos de chips e tecnologia, impulsionada pela preocupação dos investidores com os elevados gastos destinados ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Neste mês, o índice Xangai Composto acumula queda de 7,3%, enquanto o ChiNext Price Index, que reúne empresas de tecnologia, registra recuo de 21%.

Bolsas chinesas reagem após anúncio

Após o anúncio das medidas, os principais índices acionários da China encerraram a sessão desta segunda-feira (20) em alta.

O Xangai Composto avançou 0,85%, recuperando parte das perdas após recuar 5,8% na semana anterior. Já o ChiNext fechou com valorização de 0,4%, depois de registrar queda de 11% na semana passada.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: DC Studio/Freepik

Ler Mais
Sustentabilidade

China amplia energia solar térmica e alcança segunda maior capacidade de CSP do mundo

A China consolidou sua posição como uma das principais potências em energia solar térmica concentrada (CSP), alcançando 2,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada em operação até o fim de junho de 2026. Com o resultado, o país ocupa o segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas da Espanha.

Os dados foram divulgados pelo Conselho de Eletricidade da China durante um fórum sobre energia limpa realizado na província de Qinghai, no noroeste chinês.

País já conta com dezenas de projetos de energia solar concentrada

Segundo as informações apresentadas no evento, a China possui atualmente 24 projetos de energia solar concentrada (CSP) em funcionamento.

Além disso, outros 26 empreendimentos estão em fase de construção, com uma capacidade combinada estimada em 3,2 GW. A expansão faz parte da estratégia chinesa para ampliar a participação das fontes renováveis de energia na matriz elétrica nacional.

Tecnologia ajuda a estabilizar geração de eletricidade

As usinas de energia solar térmica concentrada funcionam por meio de espelhos que direcionam a luz do sol para produzir calor. Esse calor pode ser armazenado e utilizado posteriormente na geração de eletricidade, inclusive em períodos de menor incidência solar.

A capacidade de armazenamento torna a tecnologia uma alternativa importante para complementar fontes como energia eólica e energia solar fotovoltaica, ajudando os sistemas elétricos a reduzir impactos causados pela variação na geração.

China amplia produção nacional e reduz custos da tecnologia

O país também avançou na fabricação de equipamentos utilizados em usinas CSP. Atualmente, mais de 95% dos componentes da cadeia produtiva são fabricados internamente.

Nos últimos dez anos, os custos médios de construção dessas instalações foram reduzidos pela metade, chegando a aproximadamente 15 mil yuans (cerca de US$ 2.200) por quilowatt instalado.

Meta chinesa é chegar a 15 GW de capacidade até 2030

A China estabeleceu como objetivo ampliar sua capacidade instalada de energia solar concentrada para 15 GW até 2030.

O plano reforça a estratégia do país de acelerar a transição energética, ampliar o uso de energias renováveis e fortalecer tecnologias capazes de oferecer geração elétrica mais estável e flexível.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diário do Povo

Ler Mais
Tecnologia

China reforça liderança em IA e desafia influência dos EUA na governança global da tecnologia

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta sexta-feira (18) um novo modelo de governança internacional para a inteligência artificial (IA), posicionando o país como protagonista na construção das regras globais para a tecnologia. Durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, o líder chinês destacou a importância do código aberto (open source) e criticou, de forma indireta, a predominância dos Estados Unidos no setor.

China aposta em IA de código aberto para ampliar influência global

Em seu discurso, Xi afirmou que a inteligência artificial representa uma oportunidade histórica comparável ao surgimento da máquina a vapor e da eletricidade. Segundo ele, a China pretende compartilhar tecnologias, conhecimento e capacitação em IA com países em desenvolvimento, especialmente integrantes do chamado Sul Global.

O presidente também alertou para o risco de surgirem “novas injustiças históricas” caso o acesso à tecnologia permaneça concentrado em poucos países, defendendo uma distribuição mais ampla dos benefícios da inteligência artificial.

Estratégia busca redefinir a governança global da IA

As declarações reforçam a intenção de Pequim de assumir um papel central na criação de normas internacionais para o setor. A proposta chinesa apresenta os modelos open source como um bem público global e surge como alternativa à estratégia liderada pelos Estados Unidos.

Embora Xi não tenha citado Washington diretamente, o discurso ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. A imprensa estatal chinesa tem classificado as restrições impostas pelos EUA ao setor como uma tentativa de criar uma espécie de “Cortina de Ferro da IA”.

Conferência destaca avanço das empresas chinesas

A WAIC também evidenciou a evolução das empresas chinesas no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Durante o evento, a startup Moonshot AI, sediada em Pequim, apresentou o Kimi K3, descrito pela companhia como o maior modelo aberto do mundo em número de parâmetros.

O anúncio acontece semanas após o governo norte-americano restringir o acesso internacional a modelos avançados da Anthropic, citando preocupações relacionadas à segurança nacional.

Ao mesmo tempo, informações recentes indicam que a própria China avalia limitar o acesso de usuários estrangeiros a alguns de seus modelos mais avançados, evidenciando o desafio de equilibrar a defesa do código aberto com questões estratégicas de segurança.

Xi defende controle humano sobre a inteligência artificial

Outro destaque do pronunciamento foi o tema da segurança em IA. Xi afirmou que os sistemas devem permanecer sob supervisão humana e defendeu a criação de mecanismos internacionais de alerta e resposta rápida para lidar com possíveis riscos tecnológicos.

O líder chinês também alertou para cenários em que sistemas autônomos possam escapar ao controle humano, reforçando a necessidade de regras capazes de prevenir esse tipo de ameaça.

China amplia cooperação com países do Sul Global

Durante o evento, Xi anunciou que a China oferecerá programas de capacitação em inteligência artificial e criará centros de cooperação tecnológica em parceria com países do BRICS, ASEAN, além de nações da América Latina e da África.

O anúncio ocorre um dia após o lançamento da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), iniciativa liderada pela China que já reúne 29 países. Segundo Xi, a entidade representa um marco para ampliar a participação das economias emergentes na formulação das regras internacionais para a tecnologia.

Estados Unidos e China apresentam modelos concorrentes

A disputa pela liderança da governança da inteligência artificial também se reflete no cenário diplomático. Enquanto Washington reúne apoio de 35 países em sua declaração internacional sobre oportunidades em IA, a iniciativa chinesa conta atualmente com 29 membros.

Os dois países devem realizar em breve a primeira rodada de negociações oficiais sobre inteligência artificial durante o governo do presidente Donald Trump, consolidando a IA como um dos principais temas da rivalidade tecnológica entre as duas potências.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ng Han Guan/Pool via REUTERS

Ler Mais
Comércio Exterior, Logística

Wolff Cargo fortalece parcerias na China em meio à alta dos fretes

O aumento dos fretes marítimos e as constantes mudanças na cadeia global de suprimentos têm levado empresas de comércio exterior a buscar estratégias para garantir maior competitividade e previsibilidade nas operações. Nesse cenário, o relacionamento internacional tornou-se um diferencial para agentes de carga que precisam negociar espaço, identificar alternativas logísticas e oferecer soluções mais eficientes aos clientes.

Com esse foco, o CEO da Wolff Cargo, Jackson Wolff, esteve na China durante o mês de junho para uma série de encontros com parceiros estratégicos. A missão teve como objetivo ampliar a rede de relacionamento da empresa, fortalecer alianças comerciais e abrir novas oportunidades para operações de importação entre o mercado asiático e o Brasil.

Missão voltada ao fortalecimento das operações

Durante a agenda, Jackson Wolff participou de reuniões com empresas parceiras, acompanhou as tendências do setor logístico e discutiu possibilidades de cooperação para ampliar a capacidade de atendimento da Wolff Cargo nas rotas entre China e Brasil.

Segundo a empresa, o contato direto com os agentes internacionais permite desenvolver soluções mais competitivas, melhorar as condições de negociação e oferecer maior segurança às operações em um mercado marcado por constantes oscilações.

Relacionamento que gera resultados

Mais do que intermediar embarques, o agente de carga desempenha um papel estratégico na cadeia logística. Sua atuação envolve planejamento operacional, negociação com armadores, coordenação entre fornecedores internacionais e busca por alternativas capazes de reduzir impactos de custos e atrasos.

A proximidade com parceiros no exterior torna esse trabalho ainda mais eficiente. Como principal origem das importações brasileiras, a China concentra alguns dos maiores operadores logísticos do mundo e acompanha de perto as transformações do transporte marítimo internacional.

Para a Wolff Cargo, investir no fortalecimento dessas relações faz parte de uma estratégia de longo prazo. A presença da empresa no mercado chinês amplia as oportunidades de negócios, fortalece a rede global de parceiros e contribui para oferecer soluções cada vez mais competitivas aos clientes brasileiros, mesmo diante dos desafios que seguem impactando o comércio internacional.

Ler Mais
Importação

Importações de soja da China batem recorde em junho e acirram disputa entre Brasil e EUA

As importações de soja da China atingiram um novo recorde em junho de 2026, ao somarem 13,55 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas em portos chineses.

O resultado reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio global, especialmente para os países da América do Sul. A disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento ao maior comprador mundial da commodity tem impacto direto sobre os preços internacionais, as estratégias de exportação e a competitividade da cadeia de oleaginosas.

Compras avançam no semestre e fortalecem mercado

Na comparação com junho de 2025, as compras chinesas cresceram 10,5%. Em relação a maio deste ano, o avanço foi de 14,9%. Com isso, o volume importado pela China no primeiro semestre de 2026 chegou a 50,15 milhões de toneladas.

Os números refletem a demanda consistente do país asiático e reforçam seu papel como principal destino da soja produzida pelos maiores exportadores mundiais.

Brasil amplia liderança como principal fornecedor

O desempenho brasileiro foi decisivo para o recorde registrado pela China. A combinação entre safra recorde, preços mais competitivos e concentração dos embarques durante a janela de exportação sul-americana garantiu ao Brasil o protagonismo nas vendas ao mercado chinês.

Esse cenário consolidou ainda mais a posição brasileira como principal fornecedor de soja para a China, ampliando sua participação em um dos mercados mais estratégicos do comércio agrícola mundial.

Estados Unidos retomam espaço na disputa

Apesar da liderança brasileira, os Estados Unidos voltaram a ganhar participação nas exportações para a China. Entre janeiro e maio, os chineses importaram 8,38 milhões de toneladas de soja norte-americana, após a retomada das compras iniciada no fim de 2025.

Além disso, as aquisições da nova safra dos EUA aumentaram depois que Pequim reafirmou o compromisso de importar 25 milhões de toneladas por ano até 2028, indicando uma competição ainda mais intensa entre os dois maiores exportadores no segundo semestre.

Reflexos para a Argentina e o mercado de derivados

Para a Argentina, os impactos estão concentrados principalmente na indústria de processamento. Como um dos maiores exportadores de farelo de soja e óleo de soja, o país pode ser beneficiado por uma demanda chinesa aquecida, que tende a sustentar os preços internacionais dos derivados.

Esse movimento também pode influenciar as margens de esmagamento, o equilíbrio entre a oferta de grãos e a capacidade industrial, além de abrir novas oportunidades para as exportações do complexo agroindustrial argentino.

Oferta elevada pode limitar valorização da soja

Embora o mercado apresente sinais positivos, especialistas apontam fatores que podem conter uma alta mais intensa dos preços. A manutenção da grande oferta brasileira, aliada ao avanço das vendas norte-americanas, tende a elevar a concorrência entre os fornecedores.

Por outro lado, uma recuperação mais forte da pecuária chinesa poderá ampliar a demanda por farelo de soja, fortalecendo as importações e oferecendo maior sustentação ao mercado internacional.

Nos próximos meses, o comportamento das compras chinesas será determinante para indicar se o mercado global permanecerá aquecido ou se a ampla disponibilidade de soja no Brasil e nos Estados Unidos limitará a valorização da commodity.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Exportação

Exportações para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026 e fortalecem comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que as vendas ao mercado chinês somaram US$ 58,3 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras de produtos chineses também registraram máxima histórica, chegando a US$ 38,5 bilhões. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 96,9 bilhões, o maior resultado já registrado para um primeiro semestre.

China responde por quase metade do superávit comercial brasileiro

O estudo mostra que o saldo positivo do Brasil nas negociações com a China foi de US$ 19,8 bilhões, valor equivalente a 47% de todo o superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 42,4 bilhões no período.

Desde 2009, o Brasil mantém resultados positivos nas transações comerciais com os chineses, reforçando a importância da parceria para o desempenho das exportações nacionais.

A influência da China também se reflete na participação sobre o comércio exterior. O país foi destino de 31,6% de todas as exportações brasileiras, percentual quase três vezes superior ao registrado pelos Estados Unidos. Nas importações, os chineses responderam por 27% das compras brasileiras realizadas no exterior.

China amplia vantagem como maior parceiro comercial do Brasil

Os números confirmam o crescimento da relação econômica entre os dois países. Enquanto o intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu US$ 96,9 bilhões, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro brasileiro, totalizou US$ 36,4 bilhões.

O levantamento do CEBC também destaca que o avanço das vendas para a China foi um dos principais responsáveis pelo crescimento de 11,5% das exportações brasileiras no semestre. Entre os dez maiores destinos dos produtos nacionais, apenas Índia e Singapura apresentaram expansão superior.

Soja lidera embarques, enquanto petróleo registra maior crescimento

A soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil para a China, movimentando US$ 20,2 bilhões entre janeiro e junho. O grão representou 34,7% das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês, que absorveu cerca de 70% de toda a soja embarcada pelo país.

Já o maior avanço foi registrado pelo petróleo bruto. As exportações cresceram 62% e alcançaram US$ 15,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pela valorização internacional da commodity.

Segundo o estudo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para que a China ampliasse a diversificação de fornecedores, fortalecendo o Brasil como um parceiro estratégico no fornecimento de petróleo.

Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da história das exportações brasileiras de petróleo para a China desde o início da série histórica, em 1997. Atualmente, o país asiático compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Minério de ferro mantém relevância nas exportações

Outro destaque da pauta comercial foi o minério de ferro. O Brasil exportou 135 milhões de toneladas para a China no primeiro semestre, maior volume já registrado para o período.

Em receita, o produto gerou US$ 9,2 bilhões, crescimento de 9,4% na comparação anual. A China permaneceu responsável por quase 69% das compras externas do minério brasileiro, consolidando sua posição como principal mercado consumidor.

Carne bovina bate recorde nas vendas ao mercado chinês

A carne bovina brasileira também registrou desempenho histórico. As exportações para a China totalizaram US$ 4,8 bilhões, alta de 50% e novo recorde para um primeiro semestre.

O crescimento foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota de importação com tarifa reduzida. A expectativa do CEBC é de desaceleração nas vendas durante a segunda metade do ano, devido à incidência de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite estabelecido.

Mesmo assim, a China continuou absorvendo 53% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Também houve crescimento expressivo nas exportações de carne de frango, algodão, minério de cobre, ferroligas e outros produtos minerais.

Rio de Janeiro lidera exportações para a China

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro foi o maior exportador para o mercado chinês no período.

As vendas fluminenses chegaram a US$ 13,6 bilhões, representando 23,3% das exportações nacionais destinadas à China. O petróleo respondeu por 94% da pauta exportadora estadual.

Na sequência aparecem Mato Grosso, impulsionado pela soja, e Minas Gerais, com destaque para o minério de ferro.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Do lado das importações, os veículos eletrificados lideraram o crescimento das compras brasileiras.

As aquisições de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% aplicada em julho.

Os híbridos plug-in responderam por US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos movimentaram US$ 2 bilhões. A China foi responsável por 88% dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, mantendo ampla liderança nesse segmento.

Espírito Santo concentra entrada de carros chineses

Embora São Paulo permaneça como principal estado importador de produtos chineses, o Espírito Santo ganhou protagonismo na entrada de veículos eletrificados.

O estado concentrou 57% dos desembarques desses automóveis no país, e aproximadamente 65% das importações capixabas provenientes da China correspondem a veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

Parceria econômica ganha ainda mais importância

Os resultados do primeiro semestre mostram o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e China. Enquanto o mercado chinês amplia sua demanda por commodities brasileiras, como soja, petróleo, minério de ferro e proteínas animais, o Brasil amplia as importações de produtos industrializados, especialmente veículos eletrificados, equipamentos tecnológicos e componentes industriais.

O desempenho reforça a posição da China como principal parceiro comercial brasileiro e evidencia sua relevância para a balança comercial, o crescimento das exportações e a integração do Brasil às cadeias globais de produção.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ricardo Stuckert

Ler Mais
Internacional

China recupera pastagens e fortalece pecuária ecológica com plano de longo prazo

A China avança na recuperação de suas pastagens e consolida uma estratégia voltada ao fortalecimento da pecuária ecológica. Atualmente, mais de 180 milhões de hectares são classificados como saudáveis ou em condição subsaudável, o equivalente a mais de 70% desses ecossistemas no país.

Os dados foram divulgados na segunda-feira (13), durante um evento realizado em Hohhot, capital da Região Autônoma da Mongólia Interior, como parte das ações do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores. As informações foram apresentadas pela Administração Nacional de Florestas e Pastagens, órgão responsável pela gestão desses recursos naturais.

Apesar do destaque para os 180 milhões de hectares, o número representa a área atualmente considerada em boas condições ou parcialmente recuperada, e não a soma de áreas restauradas por projetos específicos.

Recuperação ambiental avança durante o Plano Quinquenal

Entre 2021 e 2025, período correspondente ao 14º Plano Quinquenal, o país recuperou cerca de 3,1 milhões de hectares de pastagens degradadas por ano. O resultado foi alcançado por meio de programas de restauração ambiental, preservação da vegetação e controle do uso excessivo das áreas destinadas ao pastejo.

Com aproximadamente 266,7 milhões de hectares, a China possui a maior extensão de pastagens do planeta. Além de sustentar a produção pecuária, esses ecossistemas desempenham papel importante na conservação da biodiversidade, proteção dos solos, combate à desertificação e manutenção de comunidades rurais.

Nos últimos anos, a estratégia chinesa passou a combinar processos de regeneração natural com ações planejadas de recuperação, integrando a gestão das pastagens às políticas de preservação de florestas, rios, montanhas, áreas agrícolas, lagos e desertos.

Segundo as autoridades, essa abordagem busca evitar que problemas ambientais sejam transferidos entre diferentes regiões, além de recuperar solos degradados e preservar a cobertura vegetal.

Controle do pastejo ajuda a preservar a vegetação

Além da restauração das áreas degradadas, a China intensificou ações de prevenção e controle de pragas, doenças e roedores em cerca de 6,7 milhões de hectares por ano.

Outra medida considerada essencial foi a implantação de regras para limitar o sobrepastoreio. O governo adotou períodos de proibição do pastejo, intervalos de descanso das áreas e critérios que relacionam o número de animais à capacidade de suporte de cada território.

O objetivo é reduzir a pressão sobre a vegetação, evitar processos de erosão e garantir condições para a regeneração natural dos ecossistemas utilizados pela pecuária.

Produção de forragem supera 600 milhões de toneladas

Enquanto amplia a proteção ambiental, a China também registra crescimento na produção agropecuária. A produção anual de forragem ultrapassou 600 milhões de toneladas, reforçando a importância econômica das pastagens para o abastecimento dos rebanhos.

O resultado demonstra que as políticas ambientais foram desenvolvidas sem comprometer a capacidade produtiva das áreas destinadas à criação de animais.

Para incentivar práticas sustentáveis, o governo mantém programas de subsídios e compensações financeiras destinados a produtores e comunidades que reduzem temporariamente o uso das pastagens ou adotam métodos de manejo ambientalmente responsáveis.

Ao mesmo tempo, a fiscalização foi reforçada para combater ocupações irregulares e impedir a conversão ilegal de pastagens em áreas agrícolas, prática considerada prejudicial ao equilíbrio ambiental e ao controle da desertificação.

Novo plano amplia foco na pecuária ecológica até 2030

Para o período entre 2026 e 2030, previsto no 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende ampliar os investimentos na recuperação das pastagens, fortalecer a fiscalização e aprimorar a gestão territorial.

Entre as prioridades estão o desenvolvimento de uma moderna indústria de gramíneas, o cultivo de variedades mais produtivas para alimentação animal e a ampliação da oferta de forragem, reduzindo a pressão sobre as áreas naturais.

A estratégia também prevê a continuidade da integração entre recuperação de pastagens, reflorestamento e combate à desertificação, buscando conciliar crescimento da pecuária ecológica com preservação ambiental.

Embora os indicadores apontem uma melhora significativa nas condições das pastagens, as autoridades ressaltam que parte dessas áreas ainda é considerada subsaudável, exigindo monitoramento constante e novas ações de conservação nos próximos anos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Tecnologia

BYD, Geely e Changan unem forças em pesquisas sobre baterias para carros elétricos

Embora disputem espaço no mercado global de veículos elétricos, fabricantes chinesas como BYD, Geely, Changan e Great Wall Motors têm adotado uma estratégia de cooperação em áreas consideradas essenciais para o avanço tecnológico da indústria. A parceria foi evidenciada entre os vencedores da mais recente edição do State Science and Technology Progress Awards, uma das principais premiações de ciência e engenharia da China.

Os projetos reconhecidos reúnem montadoras, universidades e centros de pesquisa em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de baterias, plataformas inteligentes, sistemas eletrônicos e processos avançados de fabricação.

Pesquisas priorizam segurança, recarga rápida e durabilidade das baterias

Um dos trabalhos premiados concentra esforços na evolução dos sistemas de gerenciamento de baterias, com foco em aumentar a segurança, prolongar a vida útil e permitir recargas ultrarrápidas.

Apesar da colaboração, cada fabricante continua utilizando tecnologias próprias em seus veículos. A cooperação ocorre apenas em soluções consideradas pré-competitivas, como protocolos de monitoramento e gerenciamento, sem compartilhar a química das células, a arquitetura física das baterias ou projetos exclusivos.

Software inteligente melhora desempenho durante o carregamento

O principal avanço destacado pela premiação está no desenvolvimento de softwares responsáveis pelo gerenciamento térmico das baterias.

Esses sistemas monitoram constantemente a temperatura das células durante recargas de alta potência, identificando variações diversas vezes por segundo. Com essas informações, os mecanismos de resfriamento são acionados de forma preventiva, permitindo carregamentos mais rápidos sem comprometer a segurança ou acelerar o desgaste da bateria.

A proposta estabelece padrões comuns de controle eletrônico, enquanto cada montadora mantém suas tecnologias proprietárias.

Cada empresa preserva suas soluções exclusivas

Mesmo participando dos projetos conjuntos, as fabricantes continuam investindo em suas próprias plataformas de baterias.

A BYD segue utilizando a arquitetura Blade Battery, baseada em células prismáticas de fosfato de ferro-lítio (LFP) integradas à estrutura do veículo. A Changan mantém a tecnologia Golden Shield, voltada para maior segurança e durabilidade, enquanto a Geely aposta nas baterias Short Blade, recentemente homologadas para suportar recargas superiores a 1 megawatt de potência.

Segundo os organizadores da premiação, aproximadamente 100 mil veículos equipados com tecnologias de recarga ultrarrápida desenvolvidas nesses projetos já circulam na China.

Plataformas inteligentes também fazem parte da cooperação

Outro projeto premiado reúne a Universidade Tsinghua, BYD, Geely e Great Wall Motors no desenvolvimento de plataformas elétricas inteligentes.

O objetivo é criar sistemas redundantes de direção e frenagem eletrônicas capazes de manter o controle do veículo mesmo diante de eventuais falhas nos sistemas digitais. As pesquisas também envolvem novos algoritmos para frenagem regenerativa, tecnologia que melhora a eficiência energética e pode ampliar a autonomia dos veículos em trajetos urbanos.

Avanços também alcançam os processos industriais

Além das pesquisas voltadas às baterias e à eletrônica embarcada, os projetos premiados contemplam melhorias nos processos de fabricação.

Entre as inovações estão novas técnicas de soldagem para estruturas de aço de alta resistência e alumínio, utilizando monitoramento em tempo real da corrente elétrica. A tecnologia reduz deformações durante a produção e aumenta a qualidade das peças fabricadas em larga escala.

Cooperação acelera inovação sem eliminar a competição

Os projetos mostram que a indústria automotiva chinesa adota um modelo em que empresas concorrentes compartilham pesquisas em áreas estratégicas, como software, segurança, eletrônica e processos produtivos, enquanto preservam suas soluções exclusivas para diferenciação no mercado.

Dessa forma, características como arquitetura das baterias, calibração eletrônica, desempenho e integração dos sistemas continuam sendo fatores que distinguem os modelos de cada fabricante.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Changan

Ler Mais
Exportação

Exportações da China avançam 27% em junho impulsionadas por demanda de IA e automóveis

As exportações da China registraram forte crescimento em junho, impulsionadas principalmente pela elevada demanda internacional por chips para inteligência artificial (IA) e pelo aumento das vendas de automóveis. O desempenho reforça o papel do mercado externo na economia chinesa, enquanto o país ainda enfrenta dificuldades para fortalecer o consumo interno.

Os dados divulgados nesta terça-feira (14) pela alfândega chinesa mostram que as exportações cresceram 27% em relação ao mesmo período do ano passado, em valores nominais em dólar. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos quatro meses e ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 18,2%. Em maio, o avanço havia sido de 19,4%.

Importações também aceleram e atingem maior nível em cinco anos

Além do avanço das exportações, as importações da China apresentaram crescimento expressivo de 36% em junho, superando os 27,4% registrados no mês anterior e alcançando o maior ritmo de expansão dos últimos cinco anos.

O resultado também ficou acima das projeções dos economistas, que esperavam uma alta de 24% no período.

Superávit comercial segue em trajetória recorde

Com o desempenho das vendas externas, o superávit comercial da China atingiu US$ 125,6 bilhões em junho, acima dos US$ 105,4 bilhões registrados em maio.

O ritmo das exportações mantém o país na trajetória de ultrapassar novamente a marca de US$ 1 trilhão em superávit comercial anual, repetindo o desempenho alcançado no ano anterior, mesmo diante da desaceleração das principais economias globais e das tensões comerciais com os Estados Unidos.

Boom da IA amplia demanda por chips chineses

Entre os fatores que impulsionaram o comércio exterior está a expansão global da inteligência artificial, que elevou significativamente a procura por circuitos integrados utilizados em data centers e equipamentos tecnológicos.

Somente em junho, a China exportou cerca de 32 bilhões de circuitos integrados, refletindo a crescente demanda internacional por componentes eletrônicos ligados ao desenvolvimento da IA.

Exportações de automóveis batem recorde histórico

Outro destaque foi o setor automotivo. Pela primeira vez, as exportações de automóveis da China ultrapassaram a marca de 1 milhão de veículos em um único mês.

O crescimento consolida o país como um dos principais exportadores globais do segmento, mas também pode ampliar disputas comerciais com parceiros como a União Europeia, que acompanha de perto a expansão dos fabricantes chineses.

Demanda interna continua sendo desafio para economia

Apesar do desempenho robusto do comércio exterior, analistas avaliam que a recuperação da economia doméstica segue limitada.

Segundo Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o crescimento das exportações, impulsionado principalmente pelo setor de inteligência artificial, aliado a políticas fiscais mais expansionistas, estímulos monetários e à redução das tensões no Oriente Médio, pode favorecer a economia chinesa no segundo semestre, inclusive com impactos positivos decorrentes da queda nos preços do petróleo.

Por outro lado, o especialista destaca que a demanda interna permanece fraca. As vendas no varejo mostram pouca evolução, enquanto os investimentos em ativos fixos apresentaram desempenho negativo recentemente.

Crise imobiliária mantém foco nas vendas ao exterior

Sem uma solução definitiva para a prolongada crise do setor imobiliário, que há anos compromete o consumo doméstico, os fabricantes chineses continuam encontrando no mercado internacional a principal alternativa para sustentar a produção e manter o crescimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Go Nakamura/Foto de arquivo

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook