Exportação

China amplia mercado para polpas e frutas congeladas brasileiras com nova autorização de exportação

A China abriu um novo caminho para ampliar as importações de produtos brasileiros ao liberar os procedimentos necessários para a exportação de polpas e frutas congeladas produzidas no Brasil. Com a medida, empresas do setor já podem iniciar o processo de habilitação para comercializar esses alimentos no mercado chinês.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) passou a disponibilizar em seu sistema o modelo oficial do certificado sanitário que acompanhará as exportações brasileiras. A inclusão do documento representa um passo essencial para que os embarques sejam autorizados.

Cadastro no sistema chinês é obrigatório para exportadores

Com a publicação do certificado, os estabelecimentos interessados já podem solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration (Cifer), plataforma obrigatória para empresas que desejam acessar o mercado chinês.

O cadastro deve ser realizado diretamente pelo exportador, que é responsável por apresentar toda a documentação exigida pelas autoridades da China. Após a análise e aprovação do pedido, a empresa recebe um número de registro, requisito indispensável para embarcar os produtos ao país asiático.

Produtos autorizados incluem açaí, manga e maracujá

A autorização contempla polpas e frutas congeladas obtidas de espécies já reconhecidas pelas autoridades chinesas como alimentos aptos para consumo humano.

Entre as frutas liberadas estão:

  • Açaí
  • Manga
  • Goiaba
  • Abacaxi
  • Maracujá

Outras espécies já aprovadas pela legislação chinesa também poderão ser exportadas. Já as frutas que ainda não possuem esse reconhecimento continuam sujeitas aos procedimentos específicos previstos para novos alimentos.

Certificado sanitário será exigido nos embarques

Além do registro no sistema Cifer, todas as exportações deverão ser acompanhadas pelo certificado sanitário oficial acordado entre Brasil e China.

O Ministério da Agricultura orienta que os exportadores consultem previamente todas as exigências sanitárias, técnicas e aduaneiras definidas pelas autoridades chinesas antes de iniciar o processo de habilitação.

Depois da aprovação do cadastro pela GACC e da emissão do certificado sanitário pela autoridade brasileira competente, as empresas estarão aptas a realizar as exportações conforme as normas vigentes entre os dois países.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pitome / CeasaRS / Especial / CP

Ler Mais
Investimento

Empresas estrangeiras ampliam investimentos em inovação na China e reforçam centros de P&D

A China vem ampliando seu papel no cenário global ao atrair empresas estrangeiras não apenas para atividades industriais, mas também para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). O movimento evidencia uma mudança estratégica das multinacionais, que passaram a enxergar o país como um ambiente favorável para inovação, desenvolvimento tecnológico e criação de novos produtos.

Um dos exemplos é a fabricante francesa de dispositivos médicos Stago, que opera uma unidade na Zona de Livre Comércio do Porto de Tianjin. Na fábrica, são produzidos analisadores automatizados de coagulação sanguínea destinados a hospitais e laboratórios chineses, utilizando componentes fornecidos tanto por empresas europeias quanto por fornecedores locais.

Pesquisa e desenvolvimento passam a integrar estratégia das multinacionais

Após mais de duas décadas de atuação no mercado chinês, a Stago expandiu suas atividades além da fabricação e passou a realizar pesquisa e desenvolvimento no país.

Segundo Sun Xiangchao, diretor da cadeia de suprimentos e produção da companhia na China, a decisão aproximou as equipes locais da matriz francesa, acelerando processos de inovação e tornando as decisões mais ágeis.

A estratégia acompanha uma transformação observada em diversas empresas internacionais, que deixaram de utilizar a China apenas como base de produção e passaram a incorporar centros de inovação em suas operações globais.

Investimento estrangeiro continua em expansão

A atratividade da economia chinesa segue elevada para investidores internacionais. Dados do Ministério do Comércio mostram que, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de 4 mil empresas com capital estrangeiro ampliaram seus investimentos no país.

De acordo com o porta-voz da pasta, He Yadong, os centros de P&D financiados por empresas internacionais tornaram-se parte importante do sistema de inovação chinês. Além de atender às demandas do mercado local, essas estruturas passaram a desempenhar papel estratégico no desenvolvimento de tecnologias destinadas ao mercado global.

Setor farmacêutico amplia presença no mercado chinês

Entre os investimentos recentes está o da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que anunciou em junho um aporte adicional de 200 milhões de yuans (cerca de US$ 29,4 milhões) em sua unidade de Tianjin.

O objetivo é ampliar a capacidade de montagem de canetas injetoras utilizadas em tratamentos médicos. Durante o anúncio, o presidente e CEO da empresa, Maziar Mike Doustdar, destacou que a inovação desenvolvida na China passou a ocupar posição estratégica dentro dos planos globais da companhia.

Segundo o executivo, as soluções criadas no mercado chinês podem servir de referência para outras operações internacionais.

Políticas públicas incentivam desenvolvimento tecnológico

O ambiente favorável aos investimentos também é impulsionado pelas diretrizes do governo chinês. O 15º Plano Quinquenal estabelece como prioridade o fortalecimento da iniciativa China Saudável, além de posicionar a biomedicina entre os setores estratégicos para o crescimento econômico e tecnológico do país.

Esse cenário tem estimulado empresas multinacionais a instalar operações de alta tecnologia voltadas tanto para produção quanto para pesquisa.

Empresas globais ampliam centros de inovação

Outro exemplo dessa tendência é a GE HealthCare, que inaugurou em Tianjin seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para sistemas de Ressonância Magnética no Hemisfério Leste.

A unidade é a única base da empresa dedicada à pesquisa em sistemas completos de ressonância magnética fora dos Estados Unidos.

Para Kelly Londy, presidente e CEO da divisão de Ressonância Magnética da companhia, a instalação fortalece a rede global de inovação da empresa e confirma o papel crescente da China como referência no desenvolvimento de tecnologias para a área da saúde.

Empresas europeias demonstram maior confiança no mercado chinês

Um levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China, em parceria com a consultoria Roland Berger, aponta recuperação da confiança das empresas europeias instaladas no país.

O estudo destaca que fatores como o ecossistema de pesquisa e desenvolvimento, a ampla disponibilidade de profissionais qualificados e a velocidade na comercialização de novas tecnologias têm incentivado multinacionais a ampliar suas atividades de inovação na China.

Ao mesmo tempo, o presidente da entidade, Jens Eskelund, observa que o ambiente competitivo exige alto nível de eficiência das empresas que desejam expandir seus negócios no mercado chinês.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Hu Zhenze/Xinhua

Ler Mais
Agronegócio

China busca reduzir dependência do agro brasileiro e acende alerta para exportações do Brasil

A relação comercial entre Brasil e China transformou o agronegócio brasileiro nas últimas décadas. O país asiático se tornou o principal destino das exportações nacionais e ajudou o Brasil a alcançar sucessivos recordes de vendas externas. Agora, porém, Pequim trabalha em uma estratégia para diminuir sua dependência de fornecedores estrangeiros, movimento que pode afetar especialmente setores como soja, carnes e proteínas agrícolas.

Em 2025, as vendas brasileiras para o mercado chinês alcançaram cerca de US$ 100 bilhões, superando qualquer outro destino comercial. O ritmo permaneceu elevado em 2026: entre janeiro e junho, as exportações para a China somaram US$ 58,322 bilhões, alta de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Enquanto isso, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13% no mesmo período, impactadas pelas novas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

China investe em segurança alimentar e produção própria

Embora a demanda chinesa continue sendo fundamental para o agronegócio brasileiro, o país asiático passou a tratar a dependência externa de alimentos como uma questão estratégica.

A mudança está prevista no novo 15º Plano Quinquenal Nacional da China (2026-2030), que estabelece metas para ampliar a produção doméstica de grãos, fortalecer a indústria de sementes, aumentar o uso de inteligência artificial na agricultura e desenvolver novas fontes de proteína.

Segundo Larissa Wachholz, coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Pequim considera a elevada dependência de importações uma vulnerabilidade diante de cenários como guerras, crises logísticas e disputas comerciais.

A estratégia, porém, não significa uma interrupção imediata das compras brasileiras. O objetivo é reduzir gradualmente a exposição externa por meio de tecnologia, inovação e aumento da produtividade interna.

Soja brasileira pode enfrentar mudanças no longo prazo

A soja é um dos principais produtos envolvidos nessa transformação. Atualmente, a China depende fortemente das importações do grão, utilizado principalmente na produção de ração animal.

Dados do relatório China’s Food Future, da consultoria Systemiq, indicam que as compras chinesas de soja podem cair aproximadamente 25% até 2030, redução equivalente a cerca de 23,5 milhões de toneladas.

Entre os fatores que podem influenciar essa queda estão avanços na eficiência da alimentação animal, aumento da produtividade agrícola e o desenvolvimento de alternativas como fermentação de precisão, biotecnologia e novas formas de produção de proteínas.

Para Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), a expansão da produção brasileira de soja está diretamente ligada ao fornecimento de proteína para animais, e não ao consumo humano direto.

Dependência chinesa foi criada pelo avanço econômico

A transformação alimentar da China acompanha a expansão econômica do país desde o fim dos anos 1970. Com o aumento da renda da população, houve crescimento expressivo no consumo de carne, leite, ovos e alimentos processados.

Para atender essa mudança de padrão alimentar, Pequim ampliou a importação de matérias-primas agrícolas, principalmente soja.

O desafio está relacionado às limitações territoriais chinesas: o país concentra aproximadamente um quinto da população mundial, mas possui menos de 10% das terras agricultáveis do planeta e cerca de 6% dos recursos hídricos globais.

Durante anos, a combinação entre produção doméstica e importações permitiu sustentar o crescimento do consumo. Agora, porém, a liderança chinesa busca reduzir riscos associados às cadeias internacionais de abastecimento.

Modelo chinês segue estratégia de tecnologia e indústria

Especialistas avaliam que a nova política alimentar chinesa segue lógica semelhante à adotada em setores como energia solar, baterias e veículos elétricos.

O historiador econômico Adam Tooze, da Universidade Columbia, aponta que Pequim utiliza planejamento estatal, financiamento direcionado e integração entre empresas, universidades e centros de pesquisa para desenvolver setores estratégicos.

Segundo ele, uma eventual redução da dependência alimentar chinesa poderia provocar mudanças significativas na economia agrícola global construída nas últimas décadas.

Brasil precisa transformar produção em valor agregado

A possibilidade de redução das compras chinesas já preocupa representantes do agronegócio brasileiro.

A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, afirma que o Brasil precisa acompanhar de perto os movimentos da China e preparar alternativas para um cenário de menor crescimento da demanda.

Segundo ela, um dos pontos de atenção é o avanço da biotecnologia agrícola chinesa e o desenvolvimento de sementes próprias, incluindo variedades geneticamente modificadas.

A China estabeleceu como meta elevar para 85% a autossuficiência em sementes consideradas estratégicas, avanço que pode reduzir a necessidade de importação no futuro.

Para a ex-ministra, uma resposta brasileira passa pela agregação de valor, transformando commodities em produtos de maior valor comercial.

Entre as oportunidades estão o processamento de soja e milho em proteínas animais, além do desenvolvimento de mercados ligados à transição energética, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Relação comercial continua estratégica, mas exige adaptação

Apesar dos desafios, especialistas não projetam uma ruptura entre Brasil e China. A expectativa é que o país asiático continue sendo um grande comprador de produtos brasileiros por muitos anos.

O principal alerta é evitar que empresas e governos mantenham estratégias de longo prazo baseadas na ideia de crescimento contínuo da demanda chinesa.

Para Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, a instabilidade global pode até reforçar a posição brasileira como fornecedor confiável de alimentos.

No entanto, especialistas defendem que o Brasil amplie sua presença internacional, monitore mudanças no mercado chinês e invista em inovação para preservar sua competitividade.

Desde que a China assumiu a liderança como principal destino das exportações brasileiras, em 2009, o país asiático foi fundamental para consolidar o Brasil como uma das maiores potências agrícolas do mundo. O próximo desafio será equilibrar essa parceria com a preparação para um cenário em que a China continuará comprando, mas buscará depender menos de fornecedores externos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg via Getty Images/BBC

Ler Mais
Portos

Porto Itapoá abre escritório em Xangai para ampliar negócios com a China

O Porto Itapoá, um dos terminais portuários de maior crescimento no Brasil, abriu um escritório de representação em Xangai, na China, com o objetivo de ampliar oportunidades comerciais e atrair novos negócios internacionais.

A iniciativa faz parte de uma parceria com a InvestSC, Agência de Investimentos do Estado de Santa Catarina, que atua na aproximação entre empresas estrangeiras e o mercado catarinense. A executiva responsável pela atuação na Ásia, Carolina Canale, será uma das responsáveis pelo relacionamento regional.

Parceria aproxima Santa Catarina do mercado asiático

A estratégia começou a ser construída em novembro do ano passado, quando o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, participou da delegação catarinense na inauguração do escritório de representação de Santa Catarina em Xangai, principal centro econômico da China.

O escritório do porto funcionará no mesmo prédio da representação estadual, facilitando a integração das ações voltadas à atração de investimentos chineses e ao suporte a empresas catarinenses que ampliam operações no mercado asiático.

A atuação conjunta terá como foco identificar companhias chinesas interessadas em investir em Santa Catarina e auxiliar empresas do estado que utilizam o terminal para suas operações de exportação para a China.

China lidera movimentação de cargas no Porto Itapoá

A expansão internacional ocorre em um momento de crescimento operacional do terminal catarinense. Em junho de 2026, o Porto Itapoá registrou o maior volume mensal de movimentação de contêineres desde o início das operações, há 15 anos, alcançando 74 mil unidades no período.

Segundo Ricardo Arten, o resultado reflete os investimentos realizados na ampliação da capacidade, melhorias de infraestrutura e ganhos de eficiência operacional.

“Alcançar o maior volume mensal da história justamente no mês em que o terminal completa 15 anos tem um significado especial”, afirmou o executivo.

Mercado chinês tem papel estratégico nas operações

No primeiro semestre de 2026, a China foi o principal parceiro comercial do Porto Itapoá. O país respondeu por 49,4% das importações movimentadas pelo terminal e por 17,9% das exportações.

Entre os destinos das cargas exportadas, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, representando 16,5% do total movimentado.

A abertura do escritório em Xangai reforça a estratégia do porto de ampliar sua presença internacional e aproveitar o crescimento das relações comerciais entre Santa Catarina, Brasil e o mercado asiático.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

Ler Mais
Comércio Internacional

China amplia exportações de frango e aumenta concorrência para o Brasil no mercado global

A China está mudando sua posição no comércio internacional de carne de frango. Tradicionalmente reconhecida como a maior importadora mundial de alimentos, o país passa a ganhar espaço também como exportador da proteína, movimento que pode alterar o equilíbrio do mercado global e aumentar a concorrência para o Brasil, líder nas exportações do setor.

A avaliação consta em um relatório divulgado pelo BTG Pactual, que classifica essa mudança como uma transformação gradual, mas com potencial para provocar impactos duradouros na indústria avícola mundial.

Exportações chinesas avançam em ritmo acelerado

Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que as exportações chinesas de carne de frango cresceram 41% em 2025, alcançando quase 1,1 milhão de toneladas. Para 2026, a projeção é de novo avanço, chegando a cerca de 1,4 milhão de toneladas.

Caso o cenário se confirme, a China assumirá a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais da proteína, atrás apenas de Brasil e Estados Unidos.

Em menos de dez anos, a participação chinesa nas exportações globais deve saltar de um patamar pouco representativo para aproximadamente 9,5% do mercado.

Aumento da produção fortalece presença internacional

Segundo o BTG Pactual, o crescimento das exportações está diretamente ligado à expansão da produção doméstica.

Atualmente, a China já ocupa a posição de segundo maior produtor mundial de frango. O USDA projeta aumento de 7% na produção em 2025 e de mais 5% em 2026, elevando o volume para cerca de 17,3 milhões de toneladas. O banco destaca ainda que parte do setor trabalha com estimativas ainda mais otimistas, prevendo crescimento em ritmo de dois dígitos.

Na avaliação dos analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, o aumento da oferta disponível para exportação tende a ampliar a concorrência entre os principais fornecedores globais e exercer pressão sobre os preços internacionais da proteína.

Outro fator observado é a capacidade chinesa de expandir rapidamente sua escala industrial. Mesmo com poucas informações públicas sobre os custos de produção, o histórico do país em diferentes segmentos indica potencial para se tornar um dos produtores mais competitivos do mundo.

Brasil pode enfrentar maior disputa por mercados estratégicos

O avanço da China desperta atenção especialmente pelo perfil de suas exportações. Enquanto continua importando produtos com alta demanda doméstica, como pés de frango, o país amplia as vendas externas justamente de cortes menos consumidos internamente, como o peito de frango.

Esse movimento pode afetar diretamente o desempenho das exportações brasileiras. Nos últimos 12 meses, o peito de frango respondeu por cerca de 22% de todo o volume exportado pelo Brasil, sendo o principal corte embarcado e um dos produtos de maior valor agregado da cadeia.

Vantagem logística pode favorecer exportadores chineses

Outro ponto considerado estratégico é a localização geográfica. Importantes compradores do peito de frango brasileiro, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, estão mais próximos da China, o que pode reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade dos fornecedores asiáticos.

Para o BTG Pactual, caso o país continue ampliando sua produção e obtenha acesso a novos mercados, poderá se consolidar como um concorrente permanente dos frigoríficos brasileiros. O cenário tende a intensificar a disputa por mercados considerados estratégicos e aumentar a pressão sobre os preços internacionais da carne de frango.

FONTE: Money Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

Ler Mais
Importação

Importações de calçados crescem e reduzem geração de empregos na indústria brasileira

O avanço das importações de calçados voltou a acender o alerta na indústria nacional. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), elaborados com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que o Brasil importou 25,9 milhões de pares no primeiro semestre deste ano, movimentando US$ 307 milhões. Os volumes representam crescimento de 15,9% em quantidade e de 13% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Somente em junho, as compras externas chegaram a 3 milhões de pares, com desembolso de US$ 48,1 milhões, altas de 1% em volume e 7,6% em receita frente ao mesmo mês de 2025.

Concorrência internacional afeta empregos no Brasil

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o aumento das importações ocorre em um momento delicado para a indústria brasileira, que também enfrenta retração nas exportações e maior concorrência de produtos estrangeiros.

De acordo com a entidade, parte dessa concorrência estaria relacionada a práticas consideradas desleais no comércio internacional. A associação afirma que já alertou o Governo Federal sobre os impactos da chamada importação predatória e estima que o setor deixou de gerar aproximadamente 7,8 mil empregos diretos apenas no primeiro semestre em razão do crescimento das compras externas.

Países asiáticos concentram maior parte das importações

A Ásia segue como principal fornecedora de calçados importados, respondendo por 87,2% de todos os pares adquiridos pelo Brasil no semestre.

A China lidera o ranking, com o envio de 9,7 milhões de pares ao mercado brasileiro, equivalentes a US$ 26,5 milhões. O volume cresceu 27,4%, enquanto o valor das importações aumentou 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho, foram importados 408,4 mil pares chineses, totalizando US$ 4,14 milhões.

Na segunda posição aparece o Vietnã, que exportou 6,83 milhões de pares para o Brasil entre janeiro e junho, movimentando US$ 150,57 milhões. O crescimento foi de 5,2% em volume e 17,9% em receita. No mês de junho, o país asiático embarcou 1,23 milhão de pares, com faturamento de US$ 26 milhões.

A Indonésia completa a lista dos principais fornecedores. No acumulado do semestre, foram enviados 3,68 milhões de pares, somando US$ 69,24 milhões. Apesar da alta anual, os números de junho mostraram retração nas importações provenientes do país.

Além dos calçados prontos, o Brasil também ampliou as compras de componentes para calçados, como cabedais, solas, saltos e palmilhas. As importações desses itens alcançaram US$ 26,48 milhões no semestre, crescimento de 19,4%, tendo China, Vietnã e Paraguai como principais origens.

Exportações registram forte queda no semestre

Enquanto as importações avançaram, as exportações de calçados seguiram em trajetória oposta. Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 49 milhões de pares, que renderam US$ 408,2 milhões. Na comparação anual, houve queda de 7% no volume exportado e de 17,9% na receita.

Esse desempenho contribuiu para uma redução de 55,1% na balança comercial do setor calçadista, o pior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.

Em junho, as exportações somaram 8,1 milhões de pares e US$ 59,16 milhões. Apesar do aumento de 18,1% no volume embarcado, a receita caiu 15,7%.

Estados Unidos seguem como principal destino

Mesmo diante das dificuldades provocadas por tarifas de importação, os Estados Unidos permaneceram como o principal mercado para os calçados brasileiros.

No primeiro semestre, foram exportados 5,6 milhões de pares para o país, gerando US$ 85,25 milhões. Os resultados representam queda de 3,6% em volume e de 23,6% em faturamento em comparação ao mesmo período de 2025.

A Argentina ocupou a segunda posição entre os destinos, com 2,72 milhões de pares importados do Brasil. O mercado argentino, no entanto, apresentou forte retração, com recuos superiores a 57% tanto em quantidade quanto em receita.

Em sentido contrário, o Paraguai ajudou a reduzir parte das perdas. O país importou 4,18 milhões de pares brasileiros, registrando crescimento de 13,1% na receita, apesar da leve redução no volume embarcado.

Rio Grande do Sul lidera exportações brasileiras

Entre os estados exportadores, o Rio Grande do Sul manteve a liderança no primeiro semestre, com embarques de 17,65 milhões de pares, responsáveis por US$ 201,83 milhões em receita.

O Ceará aparece na segunda colocação, com exportações de 14 milhões de pares e faturamento de US$ 76,86 milhões, enquanto São Paulo ocupa a terceira posição, com 2,9 milhões de pares exportados e receita de US$ 41,83 milhões.

Embora esses estados permaneçam como os principais polos exportadores, todos registraram redução na receita obtida com as vendas externas ao longo do período.

FONTE: Abicalçados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Abicalçados

Ler Mais
Exportação

Exportações de rochas naturais batem recorde e alcançam R$ 843,5 milhões em junho

As exportações brasileiras de rochas naturais atingiram um marco histórico em junho de 2026. O setor faturou US$ 165,2 milhões (aproximadamente R$ 843,5 milhões), o maior valor mensal já registrado, representando um crescimento de 34,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Os números foram divulgados pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e refletem o bom desempenho das vendas externas no último mês.

Resultado do semestre ainda fica abaixo de 2025

Apesar do recorde em junho, o desempenho acumulado do primeiro semestre ainda apresenta retração em relação ao ano passado.

Entre janeiro e junho, o setor exportou US$ 711,1 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões), resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Quartzitos ampliam participação e lideram crescimento

Os quartzitos brasileiros seguem como o principal destaque da indústria. No primeiro semestre, o material respondeu por 60,3% do faturamento das exportações, somando US$ 428,5 milhões (aproximadamente R$ 2,1 bilhões).

O desempenho representa uma alta de 6,7% em comparação ao mesmo período do ano passado e estabelece um novo recorde para o segmento.

Enquanto isso, outras categorias tradicionais registraram queda nas vendas externas:

  • Granito: retração de 18,4%;
  • Mármore: queda de 26,7%;
  • Ardósia: redução de 7%.

Demanda internacional impulsiona os quartzitos brasileiros

O crescimento dos quartzitos acompanha a expansão da procura mundial por materiais naturais utilizados em projetos de arquitetura, design de interiores e construção de alto padrão.

O Brasil possui uma das maiores reservas e uma ampla variedade comercial desse tipo de rocha, fator que fortalece sua competitividade no mercado internacional.

Segundo o presidente da Centrorochas, Tales Machado, a diversidade geológica brasileira tem permitido ao setor ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado, sem deixar de buscar oportunidades para outros minerais, como a ardósia.

Estados Unidos seguem na liderança; China acelera importações

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações brasileiras de rochas naturais, respondendo por 51,2% das vendas internacionais. No entanto, as compras norte-americanas totalizaram US$ 364,3 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), registrando queda de 14,4% em relação ao primeiro semestre de 2025.

Em sentido oposto, a China ampliou significativamente sua participação, elevando as importações em 32,8% e alcançando US$ 147,7 milhões (aproximadamente R$ 754,6 milhões). O país consolida-se como o mercado com maior ritmo de crescimento para as rochas brasileiras.

Novos mercados ampliam oportunidades para o setor

No segmento de rochas brutas, outros mercados também apresentaram resultados expressivos. As importações de blocos brasileiros cresceram:

  • China: +34,6%;
  • Índia: +23,3%;
  • Polônia: +33,7%.

O avanço dessas economias reforça as perspectivas de diversificação dos destinos das exportações brasileiras e amplia as oportunidades para a indústria nacional de rochas ornamentais.

FONTE: Folha Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Centrorochas


Ler Mais
Logística

Infraestrutura da China avança com investimentos em transporte e logística durante plano de desenvolvimento

A China encerra o 14º Plano Quinquenal (2021-2025) consolidando uma das maiores expansões de infraestrutura já registradas no mundo. Enquanto diversos países direcionam parte significativa de seus recursos para despesas militares, o governo chinês manteve o foco em obras de transporte, logística e integração nacional, estratégia que busca impulsionar o crescimento econômico e melhorar a mobilidade da população.

Os números foram apresentados nesta terça-feira pelo vice-ministro dos Transportes da China, Xu Chengguang, durante uma coletiva de imprensa em Pequim.

Rede de rodovias chega a quase 200 mil quilômetros

Entre os principais resultados está a ampliação da malha de rodovias expressas, que alcançou 199 mil quilômetros ao fim do plano quinquenal.

Considerada a maior rede de autoestradas do planeta, ela conecta praticamente todas as grandes cidades chinesas e reduz os custos logísticos para o transporte de cargas e passageiros. A expansão também tem como objetivo integrar regiões do interior ao desenvolvimento econômico das áreas mais industrializadas do país.

China mantém liderança em trens de alta velocidade

Outro destaque é a expansão da ferrovia de alta velocidade, setor no qual a China segue como líder mundial.

O país já opera mais de 50 mil quilômetros de linhas ferroviárias de alta velocidade, conectando centenas de cidades e reduzindo significativamente o tempo de viagem entre importantes centros econômicos.

Além de facilitar a mobilidade de milhões de passageiros, o sistema contribui para diminuir emissões de carbono ao oferecer uma alternativa ao transporte aéreo e rodoviário em diversas rotas.

Infraestrutura aeroportuária também cresce

O setor aéreo também registrou avanços durante o período.

Segundo o Ministério dos Transportes, a China possui atualmente 270 aeroportos de transporte em operação, ampliando a conectividade entre grandes metrópoles e cidades do interior.

A expansão da malha aeroportuária faz parte da estratégia de fortalecer o turismo, estimular os negócios e facilitar o transporte de cargas de maior valor agregado.

Sistema postal impulsiona comércio eletrônico

Outro ponto destacado pelo governo é o fortalecimento do sistema postal chinês, apontado como o maior do mundo em cobertura e capacidade operacional.

A estrutura logística desempenha papel fundamental no crescimento do comércio eletrônico, permitindo entregas rápidas em praticamente todo o território nacional e dando suporte ao avanço das plataformas digitais do país.

A integração entre rodovias, ferrovias, aeroportos e logística postal é considerada um dos principais fatores que sustentam a competitividade da economia chinesa.

Modelo prioriza obras de longo prazo

Segundo o governo chinês, a política de investimentos em infraestrutura busca fortalecer a produtividade, ampliar a integração territorial e criar condições para o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Ao apresentar os resultados do plano quinquenal, as autoridades destacaram que a ampliação das redes de transporte e logística tem contribuído para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias, além de apoiar o crescimento econômico de um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247 / Dall-E

Ler Mais
Exportação

Exportação de carne bovina para a China: Brasil já utilizou quase 80% da cota de 2026

O Brasil já utilizou 78,86% da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom). O percentual corresponde a 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura desembaraçadas no mercado chinês até junho.

Somente no mês de junho, a China internalizou 148,7 mil toneladas do produto brasileiro. Diante desse ritmo, exportadores e analistas consideram que a cota está praticamente esgotada.

Limite da cota pode ser atingido nas próximas semanas

A cota de importação concedida ao Brasil é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Após esse volume, os embarques passam a estar sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação alfandegária.

A expectativa do setor é de que a China confirme ainda nesta semana o alcance de 80% da cota, enquanto o esgotamento total deverá ocorrer ao longo de agosto.

Diferença entre embarques e cargas desembaraçadas gera impacto

Os números chineses diferem dos registros brasileiros devido ao tempo de transporte das mercadorias. Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) contabiliza 774,1 mil toneladas exportadas neste ano, a China considera também cargas embarcadas nos últimos meses de 2025 e liberadas apenas em 2026.

Segundo estimativas do setor, cerca de 227,7 mil toneladas ainda estão em trânsito rumo ao mercado chinês. Com isso, restaria um saldo disponível de aproximadamente 5,9 mil toneladas dentro da cota atual.

Frigoríficos reduzem produção para evitar excedente

Diante da proximidade do limite, frigoríficos habilitados a exportar para a China já começaram a ajustar suas operações.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Redução do ritmo de abates;
  • Concessão de férias coletivas;
  • Suspensão da produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
  • Em alguns casos, redução do quadro de funcionários.

Os embarques previstos para julho também devem ser menores, já que existe o risco de as cargas chegarem ao destino após o preenchimento da cota e ficarem sujeitas às tarifas adicionais.

Setor projeta retomada das exportações no fim do ano

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem ficar próximas de 900 mil toneladas em 2026.

A expectativa é que a produção destinada ao mercado chinês seja retomada em outubro, com novos embarques a partir de novembro, visando atender a cota de importação de 2027.

Mercado acompanha ritmo da liberação alfandegária chinesa

Especialistas também observam uma diferença entre o volume exportado pelo Brasil e o ritmo de desembaraço das cargas na China.

Segundo analistas do setor, o percentual de utilização da cota já deveria ser superior, considerando o volume embarcado. Entre as hipóteses levantadas estão atrasos na logística internacional ou um processamento mais lento por parte da alfândega chinesa.

Outros fornecedores ainda têm espaço em suas cotas

Enquanto o Brasil se aproxima do limite permitido, outros países ainda utilizam apenas parte das cotas concedidas pela China.

No primeiro semestre de 2026:

  • Estados Unidos: exportaram apenas 876 toneladas, o equivalente a 0,53% da cota disponível;
  • Nova Zelândia: embarcou 59,5 mil toneladas, cerca de 29% do limite autorizado;
  • Uruguai: exportou 82,3 mil toneladas, correspondendo a 25,4% da cota;
  • Argentina: registrou 239,5 mil toneladas, aproximadamente 47% do volume permitido.

Já a Austrália ultrapassou sua cota de importação, com 588 toneladas desembaraçadas acima do limite estabelecido.

Mercado espera redistribuição da demanda chinesa

A consultoria Safras & Mercado avalia que, após o esgotamento da cota brasileira, parte da demanda chinesa poderá migrar para fornecedores como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que ainda possuem margem para ampliar as exportações.

Segundo a análise, também cresce a atenção sobre o aumento das compras por mercados como Hong Kong, Uruguai e Argentina, movimento que pode indicar operações de redistribuição comercial para abastecer, de forma indireta, o mercado chinês.

Entre janeiro e junho, a China importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura de diversos países, volume equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli

Ler Mais
Agronegócio

Soja brasileira mantém competitividade mesmo com novas compras da China nos Estados Unidos

Mesmo com a soja dos Estados Unidos sendo negociada a valores superiores aos da produção brasileira, a China continua fechando novos contratos de importação com os norte-americanos. Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou a venda de 374 mil toneladas da safra 2026/27, sendo 264 mil toneladas destinadas à China e outras 110 mil toneladas para compradores não identificados.

No mercado, parte dessas aquisições é interpretada como uma decisão de caráter político e estratégico, já que o produto norte-americano segue menos competitivo em relação à soja brasileira.

Até o momento, compradores chineses já reservaram 427 navios de soja dos Estados Unidos, com embarques concentrados entre setembro e outubro. Do Brasil, foram contratados 47 navios, além de cinco provenientes de Argentina, Uruguai e Canadá.

Logística favorece embarques antecipados dos Estados Unidos

Segundo o estrategista sênior de agricultura da Marex, Eduardo Vanin, os embarques programados para setembro correspondem à soja cultivada na região do Delta, nos Estados Unidos, onde o plantio ocorre mais cedo, permitindo colheita e exportação antecipadas.

Além disso, essa produção utiliza os portos do Golfo, que oferecem uma logística mais eficiente e custos menores em comparação com outras regiões produtoras do país.

Brasil segue competitivo e garante bons preços

Apesar dessa vantagem logística inicial, Vanin avalia que a soja brasileira continuará mais competitiva ao longo da temporada. Segundo ele, mesmo operando com um desconto em relação ao ano anterior, o Brasil mantém preços atrativos devido ao elevado custo da soja norte-americana.

O especialista destaca que os prêmios praticados nos Estados Unidos permanecem elevados tanto no mercado interno quanto nas exportações, além do preço internacional da commodity estar acima do observado no Brasil. Esse cenário favorece as vendas brasileiras durante a janela de exportação entre setembro e dezembro.

Custos nos EUA limitam queda dos preços da soja americana

Na avaliação do analista, dificilmente a soja produzida nos Estados Unidos ficará mais barata do que a brasileira nos próximos meses.

Entre os fatores que sustentam essa expectativa estão o aumento dos custos logísticos, com fretes ferroviários e hidroviários em alta, a maior demanda pelos portos do Pacífico e o crescimento da indústria de processamento de soja no país. As margens positivas do esmagamento também contribuem para manter os preços elevados.

Outro fator apontado é a permanência das tarifas sobre a soja americana, que reduzem ainda mais sua competitividade. Mesmo sem essas barreiras comerciais, a projeção é de que a soja brasileira continue apresentando preços mais atrativos para o mercado internacional.

Exportações brasileiras devem permanecer fortes em 2026

A expectativa da Marex é que o Brasil encerre 2026 exportando cerca de 113 milhões de toneladas de soja, podendo alcançar 114 milhões de toneladas. Desse total, aproximadamente 86 a 87 milhões de toneladas deverão ter como destino a China.

Segundo Vanin, parte das compras chinesas de soja norte-americana tende a abastecer estoques estratégicos e empresas estatais de processamento, sem representar uma substituição significativa das exportações brasileiras.

Importações chinesas recuam, mas compras do Brasil aumentam

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que as importações totais de soja do país caíram 21% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, os embarques brasileiros registraram crescimento de 13,7%, passando de 10,62 milhões para 12,08 milhões de toneladas no período. No acumulado do primeiro semestre, as importações chinesas de soja do Brasil aumentaram 9,8%, totalizando 34,75 milhões de toneladas, reforçando a liderança brasileira no principal mercado consumidor da commodity.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook