Comércio Exterior, Logística

Wolff Cargo fortalece parcerias na China em meio à alta dos fretes

O aumento dos fretes marítimos e as constantes mudanças na cadeia global de suprimentos têm levado empresas de comércio exterior a buscar estratégias para garantir maior competitividade e previsibilidade nas operações. Nesse cenário, o relacionamento internacional tornou-se um diferencial para agentes de carga que precisam negociar espaço, identificar alternativas logísticas e oferecer soluções mais eficientes aos clientes.

Com esse foco, o CEO da Wolff Cargo, Jackson Wolff, esteve na China durante o mês de junho para uma série de encontros com parceiros estratégicos. A missão teve como objetivo ampliar a rede de relacionamento da empresa, fortalecer alianças comerciais e abrir novas oportunidades para operações de importação entre o mercado asiático e o Brasil.

Missão voltada ao fortalecimento das operações

Durante a agenda, Jackson Wolff participou de reuniões com empresas parceiras, acompanhou as tendências do setor logístico e discutiu possibilidades de cooperação para ampliar a capacidade de atendimento da Wolff Cargo nas rotas entre China e Brasil.

Segundo a empresa, o contato direto com os agentes internacionais permite desenvolver soluções mais competitivas, melhorar as condições de negociação e oferecer maior segurança às operações em um mercado marcado por constantes oscilações.

Relacionamento que gera resultados

Mais do que intermediar embarques, o agente de carga desempenha um papel estratégico na cadeia logística. Sua atuação envolve planejamento operacional, negociação com armadores, coordenação entre fornecedores internacionais e busca por alternativas capazes de reduzir impactos de custos e atrasos.

A proximidade com parceiros no exterior torna esse trabalho ainda mais eficiente. Como principal origem das importações brasileiras, a China concentra alguns dos maiores operadores logísticos do mundo e acompanha de perto as transformações do transporte marítimo internacional.

Para a Wolff Cargo, investir no fortalecimento dessas relações faz parte de uma estratégia de longo prazo. A presença da empresa no mercado chinês amplia as oportunidades de negócios, fortalece a rede global de parceiros e contribui para oferecer soluções cada vez mais competitivas aos clientes brasileiros, mesmo diante dos desafios que seguem impactando o comércio internacional.

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Importação

Importações de soja da China batem recorde em junho e acirram disputa entre Brasil e EUA

As importações de soja da China atingiram um novo recorde em junho de 2026, ao somarem 13,55 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas em portos chineses.

O resultado reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio global, especialmente para os países da América do Sul. A disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento ao maior comprador mundial da commodity tem impacto direto sobre os preços internacionais, as estratégias de exportação e a competitividade da cadeia de oleaginosas.

Compras avançam no semestre e fortalecem mercado

Na comparação com junho de 2025, as compras chinesas cresceram 10,5%. Em relação a maio deste ano, o avanço foi de 14,9%. Com isso, o volume importado pela China no primeiro semestre de 2026 chegou a 50,15 milhões de toneladas.

Os números refletem a demanda consistente do país asiático e reforçam seu papel como principal destino da soja produzida pelos maiores exportadores mundiais.

Brasil amplia liderança como principal fornecedor

O desempenho brasileiro foi decisivo para o recorde registrado pela China. A combinação entre safra recorde, preços mais competitivos e concentração dos embarques durante a janela de exportação sul-americana garantiu ao Brasil o protagonismo nas vendas ao mercado chinês.

Esse cenário consolidou ainda mais a posição brasileira como principal fornecedor de soja para a China, ampliando sua participação em um dos mercados mais estratégicos do comércio agrícola mundial.

Estados Unidos retomam espaço na disputa

Apesar da liderança brasileira, os Estados Unidos voltaram a ganhar participação nas exportações para a China. Entre janeiro e maio, os chineses importaram 8,38 milhões de toneladas de soja norte-americana, após a retomada das compras iniciada no fim de 2025.

Além disso, as aquisições da nova safra dos EUA aumentaram depois que Pequim reafirmou o compromisso de importar 25 milhões de toneladas por ano até 2028, indicando uma competição ainda mais intensa entre os dois maiores exportadores no segundo semestre.

Reflexos para a Argentina e o mercado de derivados

Para a Argentina, os impactos estão concentrados principalmente na indústria de processamento. Como um dos maiores exportadores de farelo de soja e óleo de soja, o país pode ser beneficiado por uma demanda chinesa aquecida, que tende a sustentar os preços internacionais dos derivados.

Esse movimento também pode influenciar as margens de esmagamento, o equilíbrio entre a oferta de grãos e a capacidade industrial, além de abrir novas oportunidades para as exportações do complexo agroindustrial argentino.

Oferta elevada pode limitar valorização da soja

Embora o mercado apresente sinais positivos, especialistas apontam fatores que podem conter uma alta mais intensa dos preços. A manutenção da grande oferta brasileira, aliada ao avanço das vendas norte-americanas, tende a elevar a concorrência entre os fornecedores.

Por outro lado, uma recuperação mais forte da pecuária chinesa poderá ampliar a demanda por farelo de soja, fortalecendo as importações e oferecendo maior sustentação ao mercado internacional.

Nos próximos meses, o comportamento das compras chinesas será determinante para indicar se o mercado global permanecerá aquecido ou se a ampla disponibilidade de soja no Brasil e nos Estados Unidos limitará a valorização da commodity.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026 e fortalecem comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que as vendas ao mercado chinês somaram US$ 58,3 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras de produtos chineses também registraram máxima histórica, chegando a US$ 38,5 bilhões. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 96,9 bilhões, o maior resultado já registrado para um primeiro semestre.

China responde por quase metade do superávit comercial brasileiro

O estudo mostra que o saldo positivo do Brasil nas negociações com a China foi de US$ 19,8 bilhões, valor equivalente a 47% de todo o superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 42,4 bilhões no período.

Desde 2009, o Brasil mantém resultados positivos nas transações comerciais com os chineses, reforçando a importância da parceria para o desempenho das exportações nacionais.

A influência da China também se reflete na participação sobre o comércio exterior. O país foi destino de 31,6% de todas as exportações brasileiras, percentual quase três vezes superior ao registrado pelos Estados Unidos. Nas importações, os chineses responderam por 27% das compras brasileiras realizadas no exterior.

China amplia vantagem como maior parceiro comercial do Brasil

Os números confirmam o crescimento da relação econômica entre os dois países. Enquanto o intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu US$ 96,9 bilhões, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro brasileiro, totalizou US$ 36,4 bilhões.

O levantamento do CEBC também destaca que o avanço das vendas para a China foi um dos principais responsáveis pelo crescimento de 11,5% das exportações brasileiras no semestre. Entre os dez maiores destinos dos produtos nacionais, apenas Índia e Singapura apresentaram expansão superior.

Soja lidera embarques, enquanto petróleo registra maior crescimento

A soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil para a China, movimentando US$ 20,2 bilhões entre janeiro e junho. O grão representou 34,7% das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês, que absorveu cerca de 70% de toda a soja embarcada pelo país.

Já o maior avanço foi registrado pelo petróleo bruto. As exportações cresceram 62% e alcançaram US$ 15,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pela valorização internacional da commodity.

Segundo o estudo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para que a China ampliasse a diversificação de fornecedores, fortalecendo o Brasil como um parceiro estratégico no fornecimento de petróleo.

Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da história das exportações brasileiras de petróleo para a China desde o início da série histórica, em 1997. Atualmente, o país asiático compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Minério de ferro mantém relevância nas exportações

Outro destaque da pauta comercial foi o minério de ferro. O Brasil exportou 135 milhões de toneladas para a China no primeiro semestre, maior volume já registrado para o período.

Em receita, o produto gerou US$ 9,2 bilhões, crescimento de 9,4% na comparação anual. A China permaneceu responsável por quase 69% das compras externas do minério brasileiro, consolidando sua posição como principal mercado consumidor.

Carne bovina bate recorde nas vendas ao mercado chinês

A carne bovina brasileira também registrou desempenho histórico. As exportações para a China totalizaram US$ 4,8 bilhões, alta de 50% e novo recorde para um primeiro semestre.

O crescimento foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota de importação com tarifa reduzida. A expectativa do CEBC é de desaceleração nas vendas durante a segunda metade do ano, devido à incidência de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite estabelecido.

Mesmo assim, a China continuou absorvendo 53% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Também houve crescimento expressivo nas exportações de carne de frango, algodão, minério de cobre, ferroligas e outros produtos minerais.

Rio de Janeiro lidera exportações para a China

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro foi o maior exportador para o mercado chinês no período.

As vendas fluminenses chegaram a US$ 13,6 bilhões, representando 23,3% das exportações nacionais destinadas à China. O petróleo respondeu por 94% da pauta exportadora estadual.

Na sequência aparecem Mato Grosso, impulsionado pela soja, e Minas Gerais, com destaque para o minério de ferro.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Do lado das importações, os veículos eletrificados lideraram o crescimento das compras brasileiras.

As aquisições de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% aplicada em julho.

Os híbridos plug-in responderam por US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos movimentaram US$ 2 bilhões. A China foi responsável por 88% dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, mantendo ampla liderança nesse segmento.

Espírito Santo concentra entrada de carros chineses

Embora São Paulo permaneça como principal estado importador de produtos chineses, o Espírito Santo ganhou protagonismo na entrada de veículos eletrificados.

O estado concentrou 57% dos desembarques desses automóveis no país, e aproximadamente 65% das importações capixabas provenientes da China correspondem a veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

Parceria econômica ganha ainda mais importância

Os resultados do primeiro semestre mostram o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e China. Enquanto o mercado chinês amplia sua demanda por commodities brasileiras, como soja, petróleo, minério de ferro e proteínas animais, o Brasil amplia as importações de produtos industrializados, especialmente veículos eletrificados, equipamentos tecnológicos e componentes industriais.

O desempenho reforça a posição da China como principal parceiro comercial brasileiro e evidencia sua relevância para a balança comercial, o crescimento das exportações e a integração do Brasil às cadeias globais de produção.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ricardo Stuckert

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Internacional

China recupera pastagens e fortalece pecuária ecológica com plano de longo prazo

A China avança na recuperação de suas pastagens e consolida uma estratégia voltada ao fortalecimento da pecuária ecológica. Atualmente, mais de 180 milhões de hectares são classificados como saudáveis ou em condição subsaudável, o equivalente a mais de 70% desses ecossistemas no país.

Os dados foram divulgados na segunda-feira (13), durante um evento realizado em Hohhot, capital da Região Autônoma da Mongólia Interior, como parte das ações do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores. As informações foram apresentadas pela Administração Nacional de Florestas e Pastagens, órgão responsável pela gestão desses recursos naturais.

Apesar do destaque para os 180 milhões de hectares, o número representa a área atualmente considerada em boas condições ou parcialmente recuperada, e não a soma de áreas restauradas por projetos específicos.

Recuperação ambiental avança durante o Plano Quinquenal

Entre 2021 e 2025, período correspondente ao 14º Plano Quinquenal, o país recuperou cerca de 3,1 milhões de hectares de pastagens degradadas por ano. O resultado foi alcançado por meio de programas de restauração ambiental, preservação da vegetação e controle do uso excessivo das áreas destinadas ao pastejo.

Com aproximadamente 266,7 milhões de hectares, a China possui a maior extensão de pastagens do planeta. Além de sustentar a produção pecuária, esses ecossistemas desempenham papel importante na conservação da biodiversidade, proteção dos solos, combate à desertificação e manutenção de comunidades rurais.

Nos últimos anos, a estratégia chinesa passou a combinar processos de regeneração natural com ações planejadas de recuperação, integrando a gestão das pastagens às políticas de preservação de florestas, rios, montanhas, áreas agrícolas, lagos e desertos.

Segundo as autoridades, essa abordagem busca evitar que problemas ambientais sejam transferidos entre diferentes regiões, além de recuperar solos degradados e preservar a cobertura vegetal.

Controle do pastejo ajuda a preservar a vegetação

Além da restauração das áreas degradadas, a China intensificou ações de prevenção e controle de pragas, doenças e roedores em cerca de 6,7 milhões de hectares por ano.

Outra medida considerada essencial foi a implantação de regras para limitar o sobrepastoreio. O governo adotou períodos de proibição do pastejo, intervalos de descanso das áreas e critérios que relacionam o número de animais à capacidade de suporte de cada território.

O objetivo é reduzir a pressão sobre a vegetação, evitar processos de erosão e garantir condições para a regeneração natural dos ecossistemas utilizados pela pecuária.

Produção de forragem supera 600 milhões de toneladas

Enquanto amplia a proteção ambiental, a China também registra crescimento na produção agropecuária. A produção anual de forragem ultrapassou 600 milhões de toneladas, reforçando a importância econômica das pastagens para o abastecimento dos rebanhos.

O resultado demonstra que as políticas ambientais foram desenvolvidas sem comprometer a capacidade produtiva das áreas destinadas à criação de animais.

Para incentivar práticas sustentáveis, o governo mantém programas de subsídios e compensações financeiras destinados a produtores e comunidades que reduzem temporariamente o uso das pastagens ou adotam métodos de manejo ambientalmente responsáveis.

Ao mesmo tempo, a fiscalização foi reforçada para combater ocupações irregulares e impedir a conversão ilegal de pastagens em áreas agrícolas, prática considerada prejudicial ao equilíbrio ambiental e ao controle da desertificação.

Novo plano amplia foco na pecuária ecológica até 2030

Para o período entre 2026 e 2030, previsto no 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende ampliar os investimentos na recuperação das pastagens, fortalecer a fiscalização e aprimorar a gestão territorial.

Entre as prioridades estão o desenvolvimento de uma moderna indústria de gramíneas, o cultivo de variedades mais produtivas para alimentação animal e a ampliação da oferta de forragem, reduzindo a pressão sobre as áreas naturais.

A estratégia também prevê a continuidade da integração entre recuperação de pastagens, reflorestamento e combate à desertificação, buscando conciliar crescimento da pecuária ecológica com preservação ambiental.

Embora os indicadores apontem uma melhora significativa nas condições das pastagens, as autoridades ressaltam que parte dessas áreas ainda é considerada subsaudável, exigindo monitoramento constante e novas ações de conservação nos próximos anos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

BYD, Geely e Changan unem forças em pesquisas sobre baterias para carros elétricos

Embora disputem espaço no mercado global de veículos elétricos, fabricantes chinesas como BYD, Geely, Changan e Great Wall Motors têm adotado uma estratégia de cooperação em áreas consideradas essenciais para o avanço tecnológico da indústria. A parceria foi evidenciada entre os vencedores da mais recente edição do State Science and Technology Progress Awards, uma das principais premiações de ciência e engenharia da China.

Os projetos reconhecidos reúnem montadoras, universidades e centros de pesquisa em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de baterias, plataformas inteligentes, sistemas eletrônicos e processos avançados de fabricação.

Pesquisas priorizam segurança, recarga rápida e durabilidade das baterias

Um dos trabalhos premiados concentra esforços na evolução dos sistemas de gerenciamento de baterias, com foco em aumentar a segurança, prolongar a vida útil e permitir recargas ultrarrápidas.

Apesar da colaboração, cada fabricante continua utilizando tecnologias próprias em seus veículos. A cooperação ocorre apenas em soluções consideradas pré-competitivas, como protocolos de monitoramento e gerenciamento, sem compartilhar a química das células, a arquitetura física das baterias ou projetos exclusivos.

Software inteligente melhora desempenho durante o carregamento

O principal avanço destacado pela premiação está no desenvolvimento de softwares responsáveis pelo gerenciamento térmico das baterias.

Esses sistemas monitoram constantemente a temperatura das células durante recargas de alta potência, identificando variações diversas vezes por segundo. Com essas informações, os mecanismos de resfriamento são acionados de forma preventiva, permitindo carregamentos mais rápidos sem comprometer a segurança ou acelerar o desgaste da bateria.

A proposta estabelece padrões comuns de controle eletrônico, enquanto cada montadora mantém suas tecnologias proprietárias.

Cada empresa preserva suas soluções exclusivas

Mesmo participando dos projetos conjuntos, as fabricantes continuam investindo em suas próprias plataformas de baterias.

A BYD segue utilizando a arquitetura Blade Battery, baseada em células prismáticas de fosfato de ferro-lítio (LFP) integradas à estrutura do veículo. A Changan mantém a tecnologia Golden Shield, voltada para maior segurança e durabilidade, enquanto a Geely aposta nas baterias Short Blade, recentemente homologadas para suportar recargas superiores a 1 megawatt de potência.

Segundo os organizadores da premiação, aproximadamente 100 mil veículos equipados com tecnologias de recarga ultrarrápida desenvolvidas nesses projetos já circulam na China.

Plataformas inteligentes também fazem parte da cooperação

Outro projeto premiado reúne a Universidade Tsinghua, BYD, Geely e Great Wall Motors no desenvolvimento de plataformas elétricas inteligentes.

O objetivo é criar sistemas redundantes de direção e frenagem eletrônicas capazes de manter o controle do veículo mesmo diante de eventuais falhas nos sistemas digitais. As pesquisas também envolvem novos algoritmos para frenagem regenerativa, tecnologia que melhora a eficiência energética e pode ampliar a autonomia dos veículos em trajetos urbanos.

Avanços também alcançam os processos industriais

Além das pesquisas voltadas às baterias e à eletrônica embarcada, os projetos premiados contemplam melhorias nos processos de fabricação.

Entre as inovações estão novas técnicas de soldagem para estruturas de aço de alta resistência e alumínio, utilizando monitoramento em tempo real da corrente elétrica. A tecnologia reduz deformações durante a produção e aumenta a qualidade das peças fabricadas em larga escala.

Cooperação acelera inovação sem eliminar a competição

Os projetos mostram que a indústria automotiva chinesa adota um modelo em que empresas concorrentes compartilham pesquisas em áreas estratégicas, como software, segurança, eletrônica e processos produtivos, enquanto preservam suas soluções exclusivas para diferenciação no mercado.

Dessa forma, características como arquitetura das baterias, calibração eletrônica, desempenho e integração dos sistemas continuam sendo fatores que distinguem os modelos de cada fabricante.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Changan

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Exportação

Exportações da China avançam 27% em junho impulsionadas por demanda de IA e automóveis

As exportações da China registraram forte crescimento em junho, impulsionadas principalmente pela elevada demanda internacional por chips para inteligência artificial (IA) e pelo aumento das vendas de automóveis. O desempenho reforça o papel do mercado externo na economia chinesa, enquanto o país ainda enfrenta dificuldades para fortalecer o consumo interno.

Os dados divulgados nesta terça-feira (14) pela alfândega chinesa mostram que as exportações cresceram 27% em relação ao mesmo período do ano passado, em valores nominais em dólar. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos quatro meses e ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 18,2%. Em maio, o avanço havia sido de 19,4%.

Importações também aceleram e atingem maior nível em cinco anos

Além do avanço das exportações, as importações da China apresentaram crescimento expressivo de 36% em junho, superando os 27,4% registrados no mês anterior e alcançando o maior ritmo de expansão dos últimos cinco anos.

O resultado também ficou acima das projeções dos economistas, que esperavam uma alta de 24% no período.

Superávit comercial segue em trajetória recorde

Com o desempenho das vendas externas, o superávit comercial da China atingiu US$ 125,6 bilhões em junho, acima dos US$ 105,4 bilhões registrados em maio.

O ritmo das exportações mantém o país na trajetória de ultrapassar novamente a marca de US$ 1 trilhão em superávit comercial anual, repetindo o desempenho alcançado no ano anterior, mesmo diante da desaceleração das principais economias globais e das tensões comerciais com os Estados Unidos.

Boom da IA amplia demanda por chips chineses

Entre os fatores que impulsionaram o comércio exterior está a expansão global da inteligência artificial, que elevou significativamente a procura por circuitos integrados utilizados em data centers e equipamentos tecnológicos.

Somente em junho, a China exportou cerca de 32 bilhões de circuitos integrados, refletindo a crescente demanda internacional por componentes eletrônicos ligados ao desenvolvimento da IA.

Exportações de automóveis batem recorde histórico

Outro destaque foi o setor automotivo. Pela primeira vez, as exportações de automóveis da China ultrapassaram a marca de 1 milhão de veículos em um único mês.

O crescimento consolida o país como um dos principais exportadores globais do segmento, mas também pode ampliar disputas comerciais com parceiros como a União Europeia, que acompanha de perto a expansão dos fabricantes chineses.

Demanda interna continua sendo desafio para economia

Apesar do desempenho robusto do comércio exterior, analistas avaliam que a recuperação da economia doméstica segue limitada.

Segundo Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o crescimento das exportações, impulsionado principalmente pelo setor de inteligência artificial, aliado a políticas fiscais mais expansionistas, estímulos monetários e à redução das tensões no Oriente Médio, pode favorecer a economia chinesa no segundo semestre, inclusive com impactos positivos decorrentes da queda nos preços do petróleo.

Por outro lado, o especialista destaca que a demanda interna permanece fraca. As vendas no varejo mostram pouca evolução, enquanto os investimentos em ativos fixos apresentaram desempenho negativo recentemente.

Crise imobiliária mantém foco nas vendas ao exterior

Sem uma solução definitiva para a prolongada crise do setor imobiliário, que há anos compromete o consumo doméstico, os fabricantes chineses continuam encontrando no mercado internacional a principal alternativa para sustentar a produção e manter o crescimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Go Nakamura/Foto de arquivo

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Tecnologia

China lança organização global para governança da inteligência artificial e amplia disputa pela liderança em IA

A China pretende dar um novo passo na corrida global pela inteligência artificial (IA) com a criação da Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), entidade que será oficialmente apresentada ainda neste ano. Os detalhes da iniciativa devem ser divulgados durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), marcada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de julho, em Xangai.

A proposta reforça a estratégia chinesa de ampliar sua influência na definição das regras internacionais para o desenvolvimento e o uso da IA, em um momento em que a tecnologia ganha espaço na economia e em diversos setores produtivos.

Organização busca ampliar participação de países em desenvolvimento

A criação de organismos voltados à governança da inteligência artificial não é inédita. Nos últimos anos, diferentes fóruns e acordos internacionais passaram a discutir padrões, regulamentações e diretrizes para o avanço da tecnologia.

Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, divulgada em janeiro deste ano, a inteligência artificial poderá representar até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030, movimentando cerca de US$ 15,7 trilhões.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas ao tema foram lançadas. Entre elas está a Iniciativa Global de Governança de IA, apresentada pela China em 2023, que defendia maior cooperação internacional, compartilhamento de conhecimento e ampliação do acesso às tecnologias de inteligência artificial.

Waico será a principal aposta da China para liderar a governança da IA

A nova organização representa a consolidação institucional dessa estratégia. Com a Waico, o governo chinês pretende assumir um papel de protagonismo na construção das regras globais para a inteligência artificial.

A proposta está baseada em dois pilares principais: ampliar a participação de países que ainda possuem menor desenvolvimento tecnológico e defender a soberania nacional na adoção de políticas relacionadas à IA.

Diferentemente de outras organizações internacionais, frequentemente compostas por economias mais desenvolvidas, a Waico pretende reunir um número maior de participantes e ampliar a representatividade dos países emergentes.

Modelo difere de iniciativas já existentes

A estratégia chinesa busca se diferenciar de iniciativas como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da OCDE, a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7, considerados modelos com participação mais restrita.

A proposta da Waico é oferecer apoio aos países que ficaram atrás na transformação digital impulsionada pela inteligência artificial, ao mesmo tempo em que pretende se tornar um dos principais espaços para debates internacionais sobre o futuro da tecnologia.

Xangai será sede da nova organização internacional

A cidade de Xangai foi escolhida para abrigar a sede da Waico por reunir um dos principais polos chineses de empresas de tecnologia, multinacionais e centros de pesquisa em inteligência artificial.

Segundo o governo chinês, essa estrutura oferece um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos, testes regulatórios e cooperação internacional na área.

Xi Jinping participará da maior conferência de IA do mundo

A criação da Waico foi anunciada inicialmente durante a edição de 2025 da Conferência Mundial de Inteligência Artificial pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Neste ano, o evento contará pela primeira vez com a presença do presidente Xi Jinping, que deverá destacar a criação da nova organização e reforçar o posicionamento da China como um dos principais protagonistas na construção da governança global da inteligência artificial.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reproduçõão/Poder 360

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Exportação

Cota da China para carne bovina muda estratégia das exportações e pressiona mercado brasileiro

A nova cota de importação da China para carne bovina já começa a produzir reflexos na cadeia pecuária brasileira. Com o limite de exportações praticamente preenchido, frigoríficos reduziram o ritmo de compras de animais, diminuíram a produção destinada ao mercado chinês e aumentaram a preocupação entre exportadores e pecuaristas.

A medida faz parte de uma política de proteção adotada pelo governo chinês para fortalecer a produção doméstica e altera a dinâmica do principal destino da carne bovina brasileira.

China impõe limite para importações de carne bovina

A salvaguarda comercial entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, após ser anunciada pelo governo chinês em dezembro de 2025. O objetivo é conter o avanço das importações e proteger produtores e indústrias locais.

Pelo novo sistema, cada país possui um volume máximo de exportações que pode entrar na China pagando apenas a tarifa padrão. Após esse limite, passa a valer uma sobretaxa que reduz significativamente a competitividade do produto importado.

No caso do Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas. Até esse volume, permanece a tarifa de importação de 12%. Acima desse teto, incide uma taxa adicional de 55%, elevando a tributação total para 67%.

Volume autorizado é inferior ao histórico das exportações brasileiras

Os números mostram que o limite estabelecido ficou abaixo da demanda habitual da China pelo produto brasileiro.

Dados da ComexStat indicam que, em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,68 milhão de toneladas de carne bovina para o mercado chinês, cerca de 35% acima da nova cota estabelecida.

Segundo o diretor da Athenagro, Maurício de Palma Nogueira, a decisão faz parte de uma estratégia chinesa para reduzir a dependência externa e fortalecer sua cadeia pecuária.

De acordo com o especialista, o Brasil recebeu a maior cota justamente por ser o principal fornecedor de carne bovina para o país asiático. No entanto, o excedente passa a sofrer uma carga tributária que praticamente elimina a competitividade do produto brasileiro.

Exportações devem perder ritmo no segundo semestre

Para o pesquisador do FGV Agro, Felippe Serigatti, a tendência é de desaceleração dos embarques brasileiros nos próximos meses.

Embora contratos já assinados continuem sendo cumpridos e cortes de maior valor agregado ainda possam encontrar espaço no mercado chinês, esses casos devem ser pontuais.

Na avaliação do pesquisador, a nova política tende a concentrar os embarques no primeiro semestre de cada ano, período em que ainda existe espaço dentro da cota, reduzindo significativamente o fluxo de exportações após o limite ser alcançado.

China continua dependente da carne bovina importada

Apesar das novas barreiras comerciais, especialistas avaliam que a China continuará comprando volumes relevantes de carne bovina brasileira.

Maurício de Palma Nogueira destaca que, embora o país tenha recuperado boa parte da produção de carne suína após os impactos da peste suína africana, a situação da bovinocultura permanece diferente.

Segundo ele, o consumo de carne bovina segue crescendo em ritmo superior à capacidade de produção doméstica, mantendo a necessidade de importações.

Além da proteção à indústria local, a estratégia também busca reforçar a segurança alimentar chinesa diante das incertezas no comércio internacional.

Cota já está perto do limite e frigoríficos reduzem produção

Levantamento da StoneX aponta que, até o fim de junho, aproximadamente 98,5% da cota brasileira já havia sido comprometida pelos embarques.

Como o transporte marítimo até a China leva cerca de um mês, a expectativa do mercado é de que o limite seja oficialmente atingido em agosto.

Esse cenário já provocou mudanças nas indústrias frigoríficas, que reduziram o ritmo de compra de boi gordo, anunciaram férias coletivas, diminuíram turnos de produção e desaceleraram os abates voltados ao mercado chinês.

Segundo Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, existe diferença entre os dados oficiais chineses e o acompanhamento feito pelo mercado, que considera não apenas a carne desembarcada, mas também os embarques já realizados.

Empresas podem redirecionar exportações para outros países

Grupos com operações internacionais, como Minerva e MBRF, poderão utilizar unidades instaladas em países como Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia para manter o abastecimento da China.

Conforme analistas do setor, esses países ainda possuem espaço disponível dentro das cotas concedidas pelo governo chinês, permitindo um eventual redirecionamento das exportações.

Enquanto isso, parte das plantas brasileiras tende a ampliar as vendas para mercados como os Estados Unidos e outros compradores internacionais.

Mercado interno deve sentir impactos moderados

Mesmo com a possibilidade de parte da produção permanecer no Brasil, especialistas não projetam uma queda significativa nos preços da carne bovina para o consumidor.

Felippe Serigatti explica que outros mercados podem absorver parte da produção, enquanto o atual ciclo pecuário, marcado pela retenção de fêmeas, reduz a oferta de animais para abate e ajuda a sustentar os preços.

Outro fator observado é o mercado futuro do boi gordo, que continua indicando valorização da arroba até o fim do ano.

No mercado físico, a Scot Consultoria aponta que a arroba perdeu força desde a segunda quinzena de junho, mas a expectativa é de manutenção dos preços em São Paulo entre R$ 320 e R$ 330 durante julho e agosto.

Consumidor deve encontrar apenas promoções pontuais

A avaliação predominante entre analistas é que a nova cota chinesa não será suficiente para provocar redução expressiva no preço da carne bovina no varejo.

A expectativa é de que ocorram apenas ajustes localizados e promoções em determinados cortes, sem mudanças estruturais no mercado.

Especialistas também alertam que uma queda prolongada na remuneração dos pecuaristas poderia desestimular investimentos na atividade, reduzir a oferta de animais nos próximos ciclos e, futuramente, voltar a pressionar os preços ao consumidor.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Aeroportos

China constrói aeroporto de R$ 24 bilhões em ilha artificial para receber 80 milhões de passageiros por ano

A China avança na construção de um dos projetos de infraestrutura mais ambiciosos do mundo: o Dalian Jinzhouwan International Airport, um aeroporto erguido sobre uma ilha artificial na Baía de Jinzhou, no Mar de Bohai. Com investimento estimado em US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões), o terminal tem inauguração prevista para 2035 e deverá se tornar o maior aeroporto offshore do planeta.

Localizado a aproximadamente 4,5 quilômetros da costa de Dalian, na província de Liaoning, o empreendimento ocupará uma área de cerca de 20 quilômetros quadrados. O espaço supera a extensão dos aeroportos internacionais de Hong Kong e de Kansai, no Japão, ambos construídos sobre aterros marítimos.

Novo aeroporto terá quatro pistas e terminal de grande porte

Quando estiver totalmente concluído, o aeroporto contará com quatro pistas e um terminal de aproximadamente 900 mil metros quadrados.

A expectativa é que o complexo tenha capacidade para movimentar até 80 milhões de passageiros por ano, além de processar cerca de 1 milhão de toneladas de cargas e registrar aproximadamente 540 mil operações aéreas anuais.

Na fase inicial de funcionamento, o terminal deverá operar com duas pistas. A capacidade de atendimento nessa primeira etapa ainda varia conforme as projeções divulgadas por diferentes fontes.

Obra utiliza mais de 3 mil pilares para garantir estabilidade

A construção da ilha artificial exige soluções avançadas de engenharia para assegurar a estabilidade da estrutura sobre o fundo do mar.

De acordo com o projeto, a fundação é sustentada por mais de 3 mil estacas cravadas na rocha abaixo do leito oceânico, algumas ultrapassando 80 metros de profundidade.

Além da instalação das estacas, foram realizadas intervenções para estabilizar o solo e garantir suporte suficiente para as pistas, o terminal e toda a infraestrutura aeroportuária.

Projeto integra plano de expansão da aviação chinesa

O Dalian Jinzhouwan International Airport faz parte da estratégia da China para ampliar sua rede de transporte aéreo ao longo das próximas décadas.

Atualmente, o país possui mais de 260 aeroportos em operação e pretende elevar esse número para cerca de 450 até 2035, acompanhando o aumento da demanda por voos domésticos e internacionais.

O projeto também prevê a implantação de novas conexões ferroviárias, linhas de metrô e acessos rodoviários para integrar o novo terminal ao centro urbano de Dalian.

Enquanto amplia sua infraestrutura aeroportuária, a China acompanha movimentos semelhantes em outras regiões. A Arábia Saudita, por exemplo, desenvolve um megaprojeto de aeroporto com seis pistas, integração a áreas residenciais, comerciais e de lazer, além de capacidade estimada para atender até 180 milhões de passageiros por ano.

Novo terminal substituirá aeroporto centenário

O novo empreendimento foi planejado para substituir o Aeroporto Internacional de Dalian Zhoushuizi, inaugurado há aproximadamente um século e considerado insuficiente para atender ao crescimento da demanda na região.

Segundo autoridades chinesas, o aeroporto atual opera com apenas uma pista e está cercado por áreas urbanizadas e montanhas, fatores que impedem sua expansão e limitam futuras operações.

Além das restrições de espaço, a localização do terminal também apresenta desafios operacionais durante condições meteorológicas desfavoráveis, reforçando a necessidade de construção de uma nova estrutura.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto Internacional de Dalian

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Exportação

Exportação de algodão em pluma cresce 13,6% e Mato Grosso embarca quase 2 milhões de toneladas

As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso seguem em ritmo recorde na safra 2024/25. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, o estado embarcou 1,97 milhão de toneladas da fibra para o mercado internacional, volume 13,57% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Os dados mostram que a China permanece como o principal destino da produção mato-grossense, consolidando sua posição como maior compradora da fibra produzida no estado.

Junho registra maior volume da série histórica para o mês

Somente em junho, Mato Grosso exportou 154,18 mil toneladas de algodão em pluma. Embora o resultado represente uma queda de 20,7% em relação a maio, houve um crescimento expressivo de 66,38% na comparação com junho de 2025.

Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), esse foi o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica.

China amplia compras de algodão brasileiro

Ao longo da safra, a China importou 389,2 mil toneladas de algodão em pluma provenientes de Mato Grosso, respondendo por 19,75% de todas as exportações do estado.

Na comparação com a temporada 2023/24, as aquisições chinesas cresceram 53,97%, reforçando a presença do produto brasileiro no mercado asiático.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço nas compras foi impulsionado pela maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta para exportação.

O instituto também destaca que Mato Grosso foi responsável por mais da metade de todo o algodão brasileiro destinado ao mercado chinês durante o período analisado.

Bangladesh, Turquia e Vietnã completam ranking dos principais destinos

Além da China, outros importantes mercados ampliaram a demanda pela fibra produzida em Mato Grosso.

Bangladesh aparece como o segundo maior comprador, com 359,5 mil toneladas importadas. Na sequência estão a Turquia, com 302,06 mil toneladas, e o Vietnã, que adquiriu 237,03 mil toneladas ao longo da safra.

O desempenho confirma a força do algodão brasileiro no comércio internacional e reforça o protagonismo de Mato Grosso como principal estado exportador da commodity.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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