Comércio Internacional

FIESC recebe delegação chinesa e amplia diálogo comercial entre Santa Catarina e China

A Federação das Indústrias de Santa Catarina recebeu, na terça-feira (31), uma comitiva oficial da Província de Heilongjiang para discutir a ampliação das relações comerciais com o estado catarinense.

O encontro teve como foco o fortalecimento do comércio bilateral e a busca por novas oportunidades de cooperação entre empresas brasileiras e chinesas.

Proposta busca equilibrar a balança comercial

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a necessidade de diversificar a pauta comercial. Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de commodities nas exportações e incentivar a internalização de etapas produtivas no Brasil.

A estratégia inclui atrair investimentos para a produção local de componentes e ampliar a participação da indústria catarinense em cadeias globais de valor.

Descarbonização e energia limpa entram na pauta

A agenda também apresentou iniciativas do Hub de Descarbonização da FIESC, com destaque para projetos voltados à energia renovável e à produção de biogás a partir de resíduos da suinocultura — setor em que Santa Catarina é referência nacional.

Essas ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade industrial e abrem espaço para parcerias tecnológicas com o mercado chinês.

Cooperação inclui governo e área ambiental

Além da visita à FIESC, a delegação chinesa cumpriu agenda com o Governo de Santa Catarina e realizou encontros técnicos na EPAGRI, abordando temas como ecologia, proteção ambiental e inovação no agronegócio.

As atividades foram acompanhadas pelo secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, reforçando o caráter institucional da missão.

Parceria mira inovação e cadeias produtivas

A aproximação entre Santa Catarina e a China sinaliza novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como indústria, energia e agronegócio. A expectativa é ampliar investimentos, fomentar inovação e fortalecer a presença do estado no cenário global de negócios internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Comércio Exterior

China flexibiliza regras para exportação de soja brasileira com presença de sementes de plantas daninhas

A China anunciou uma flexibilização nas regras para a presença de sementes de plantas daninhas em soja importada do Brasil, poucos dias depois de grandes empresas do setor reportarem interrupções e até suspensões de embarques devido a mudanças nas inspeções de cargas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

A medida foi detalhada em documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, publicado no sistema eletrônico do governo federal. O texto menciona reunião com autoridades chinesas, na qual foi reconhecido que “não é possível garantir a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas na soja, devido às características da produção”.

Flexibilidade nas exportações de soja brasileira

Segundo o documento, “as autoridades chinesas compreenderam e aceitaram que o critério de tolerância zero para a presença de plantas daninhas não será aplicado às cargas de soja importadas do Brasil destinadas ao consumo doméstico para processamento industrial”.

Ainda de acordo com a SDA, “como ainda não existe parâmetro numérico oficial de tolerância, a abordagem será baseada em avaliação de risco e em medidas de mitigação adequadas ao destino do produto, ficando o nível de tolerância sujeito a discussões bilaterais entre autoridades chinesas e brasileiras”.

Diálogo e protocolo sanitário específico

Uma delegação do Ministério da Agricultura do Brasil está na China nesta semana para tratar do assunto. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em 17 de março que o país apresentará uma proposta para estabelecer um protocolo sanitário específico para o comércio de soja.

Com a flexibilização acordada, o documento da SDA permite que a certificação de embarcações seja realizada mesmo quando os laudos laboratoriais confirmarem a presença de sementes de plantas daninhas, desde que outros requisitos sejam cumpridos, como ausência de sementes tratadas e insetos vivos, até que um nível de tolerância formal seja estabelecido.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Proinde

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Exportação

Exportações do agronegócio brasileiro atingem US$ 12,05 bilhões em fevereiro e batem recorde histórico

O agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, marcando o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica. O valor representa 45,8% do total das exportações do país no período, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Crescimento impulsionado por volume de exportações

Em comparação a fevereiro de 2025, o setor teve avanço de 7,4% em receita, resultado impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que cresceu 9%. Apesar desse crescimento, o preço médio internacional das commodities agropecuárias apresentou queda de 1,5%, alinhado à tendência de índices globais de alimentos, como os do Banco Mundial e da FAO.

No mesmo período, as importações de produtos do agro somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1%, elevando o superávit da balança comercial do agronegócio para US$ 10,5 bilhões.

China e Ásia lideram destinos das exportações

A China se manteve como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões, equivalente a 30,5% do total. Em seguida, aparecem a União Europeia (US$ 1,8 bilhão, 15,2%) e os Estados Unidos (US$ 802,9 milhões, 7%).

Outros mercados asiáticos tiveram forte crescimento:

  • Vietnã: US$ 372,6 milhões (+22,9%)
  • Índia: US$ 357,3 milhões (+171,1%)

Também registraram aumento nas compras países como Turquia, Egito, México, Tailândia, Reino Unido, Filipinas, Rússia, Taiwan, Omã e Gâmbia, reforçando a diversificação do mercado externo para o agronegócio brasileiro.

Principais produtos exportados

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão:

  • Complexo soja: US$ 3,78 bilhões (+16,4%), 31,4% do total
  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (+22,5%), 22,5% do total
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (-1%), 10,5% do total
  • Café: US$ 1,12 bilhão (-0,2%), 9,3% do total
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,35 milhões (-4,2%), 7,1% do total

Além desses produtos tradicionais, itens com alto potencial de diversificação também apresentaram recordes:

  • Óleo essencial de laranja: US$ 47,8 milhões (+28,8%)
  • DDG de milho: US$ 36,2 milhões (+164,2%)
  • Farinhas de carne, extratos e miudezas: US$ 20,1 milhões (+10,5%)
  • Manteiga, gordura e óleo de cacau: US$ 17,2 milhões (+25,9%)
  • Óleo de milho: US$ 15,9 milhões (+49,5%)

Ministério destaca trabalho de ampliação de mercados

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o resultado reflete a combinação entre aumento da produção e políticas de acesso a mercados internacionais. “O Brasil caminha para safras recordes e produção crescente de proteínas animais, fortalecendo a presença do agro brasileiro no mercado global”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, acrescentou que a diversificação de mercados é fruto de uma agenda contínua de negociações. “Foram nove novas aberturas de mercado em fevereiro e 544 desde 2023, ampliando oportunidades de comércio e consolidando a posição do Brasil como fornecedor confiável”, destacou.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: MAPA

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Exportação

Exportações de soja do Brasil para a China enfrentam atrasos após reforço em controles fitossanitários

As exportações de soja do Brasil para a China passaram a enfrentar novos desafios após a adoção de controles fitossanitários mais rigorosos nos embarques destinados ao maior importador mundial da commodity. A intensificação das inspeções foi implementada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após solicitações das autoridades chinesas.

Segundo fontes do comércio internacional de grãos, as verificações foram ampliadas depois que a Administração Geral das Alfândegas da China identificou problemas recorrentes em cargas provenientes do Brasil, como resíduos de pesticidas, fungicidas, presença de insetos vivos e até danos causados pelo calor nos grãos.

Novas exigências aumentam controle sobre embarques

Com a intensificação das inspeções, importadores chineses passaram a exigir garantias adicionais de qualidade fitossanitária antes da liberação das cargas nos portos brasileiros. Caso irregularidades sejam detectadas na chegada à China, os embarques podem ser bloqueados ou sofrer atrasos no desembaraço.

De acordo com operadores do mercado, as empresas importadoras agora solicitam verificações extras junto aos fornecedores brasileiros para assegurar que a soja exportada esteja livre de problemas sanitários antes do embarque.

Atrasos podem impactar abastecimento chinês

A ampliação dos controles ocorre justamente durante a alta temporada das exportações brasileiras, o que pode reduzir o ritmo de chegada da commodity ao mercado asiático.

Para Cheang Kang Wei, inspeções mais rigorosas e processos de liberação mais demorados nos dois países podem afetar o fluxo logístico. Segundo ele, isso pode desacelerar as entregas principalmente nos meses de março e abril.

Apesar disso, analistas avaliam que o impacto tende a ser limitado, já que a China possui estoques elevados de soja, resultado das compras recordes realizadas no ano anterior.

Possível oportunidade para exportadores dos Estados Unidos

Uma eventual desaceleração nos embarques brasileiros poderia abrir espaço para maior participação da Estados Unidos no mercado chinês. Pequim voltou a comprar soja norte-americana no final de outubro, após um acordo comercial entre os países.

Ainda assim, especialistas acreditam que essa janela pode ser temporária. “Caso haja interrupções no fluxo brasileiro, o impacto tende a estar mais relacionado ao tempo e não necessariamente a uma mudança estrutural nas compras”, avaliou Cheang.

Custos logísticos aumentam com inspeções e fretes mais caros

Além das novas exigências sanitárias, o setor enfrenta aumento nos custos logísticos. O maior tempo de espera para certificação das cargas nos portos brasileiros tem elevado despesas com demurrage, taxa cobrada quando os navios permanecem parados além do período previsto.

Dados da consultoria Mysteel apontam que o frete marítimo para navios Panamax entre o Porto de Santos e os principais portos do norte da China subiu cerca de 24% em março.

Com custos mais altos e controles mais rigorosos, operadores relatam redução nas ofertas de soja brasileira para exportação ao mercado chinês.

Mercado reage com alta no farelo de soja

As dificuldades logísticas já começam a refletir no mercado. Nos primeiros dois meses do ano, as importações de soja da China recuaram 7,8%, influenciadas tanto pela colheita mais lenta no Brasil quanto pelos atrasos no desembaraço alfandegário.

Na Bolsa de Commodities de Dalian, o preço do farelo de soja atingiu recentemente o maior nível desde julho de 2024. Mesmo assim, analistas avaliam que o movimento deve ser temporário.

Para Arlan Suderman, é pouco provável que o Brasil permita uma interrupção significativa nas vendas ao principal destino da soja nacional justamente no pico da temporada de embarques.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Importação

China Reduz Importação de Soja no Início do Ano; Queda Atinge 7,8% por Questões do Brasil

As importações de soja pela China registraram queda nos dois primeiros meses de 2026, refletindo atrasos na chegada de embarques dos Estados Unidos e na colheita do Brasil, além de lentidão no desembaraço aduaneiro, indicam especialistas do setor agrícola.

Importações diminuem, mas superam expectativas

Segundo dados da alfândega chinesa, o volume de soja importada em janeiro e fevereiro caiu 7,8%, somando 12,55 milhões de toneladas. Apesar da redução, o número ficou acima das previsões de analistas, que estimavam cerca de 11,1 milhões de toneladas.

Rosa Wang, analista da consultoria JCI em Xangai, destacou que as chegadas no bimestre superaram em cerca de 1 milhão de toneladas o esperado. Para março, a previsão é de 6,4 milhões de toneladas, quase o dobro do mesmo período do ano passado, quando foram importadas 3,5 milhões de toneladas.

Fatores que impactaram as importações

Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures, explicou que a maior parte dos carregamentos dos EUA chegou apenas no final de fevereiro, limitando o efeito sobre os números do início do ano. Além disso, a colheita mais lenta do Brasil e a logística atrasada impediram a chegada imediata aos portos chineses. Problemas no desembaraço aduaneiro também restringiram as importações.

Segundo Liu, a expectativa é de que, com a ampla oferta da soja sul-americana, os volumes importados pela China se recuperem nos próximos meses.

Relações comerciais EUA-China e perspectivas futuras

As tensões comerciais anteriores retardaram a compra da soja de outono dos EUA, que só começou efetivamente no final de outubro após reuniões bilaterais para fortalecer relações. Desde então, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas do produto americano, sinalizando abertura antes de uma cúpula importante entre os países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou que a China avaliava comprar mais 8 milhões de toneladas, mas especialistas permanecem cautelosos, considerando que os preços mais altos tornam as compras menos vantajosas.

Colheita da soja no Brasil

No Brasil, os agricultores haviam colhido 51% da safra 2025/26 até a última quinta-feira, segundo a consultoria AgRural, um aumento de 12 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda abaixo dos 61% registrados no mesmo período do ano passado.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck/Archivo

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Internacional

China pede fim imediato das operações militares no Irã e reforça defesa da paz no Oriente Médio

A China solicitou nesta quarta-feira a interrupção imediata das operações militares no Irã, reforçando a necessidade de conter a escalada de tensões na região e retomar o diálogo diplomático para preservar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

Posicionamento oficial de Pequim

Lou Qinjian, porta-voz da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, afirmou em coletiva de imprensa que a China seguirá atuando como um país responsável, acompanhando de perto os desdobramentos no Irã e defendendo a retomada de negociações pacíficas.

Segundo Lou, a soberania, segurança e integridade territorial do Irã devem ser respeitadas, e qualquer ação militar unilateral compromete a estabilidade regional.

Princípios internacionais destacados

O porta-voz chinês reforçou que o respeito mútuo e a igualdade entre países, grandes ou pequenos, são fundamentais para o progresso histórico e estão previstos na Carta da ONU.

“Nenhum país tem o direito de dominar assuntos internacionais, determinar o destino de outras nações ou monopolizar vantagens de desenvolvimento”, disse Lou. “Muito menos impor suas vontades ao mundo.”

Diplomacia como caminho para estabilidade

A declaração reflete a postura contínua da China de buscar soluções diplomáticas e enfatiza seu papel na promoção de um Oriente Médio mais estável, evitando confrontos militares e incentivando negociações multilaterais.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BBC

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Internacional

EUA aumentam pressão sobre China com ataques na Venezuela e Irã

Os Estados Unidos ampliaram suas ações militares nesta terça-feira (03) contra a Venezuela e o Irã, países que são aliados estratégicos da China no setor energético e comercial. A movimentação atinge diretamente as rotas de abastecimento e os interesses logísticos de Pequim, além de gerar incertezas nos mercados globais de energia.

Estratégia militar e impacto econômico

Washington fortaleceu sua presença em regiões sensíveis e reforçou o discurso de combate a ameaças regionais. O movimento envia uma mensagem política clara e interfere no tabuleiro econômico global.

Tanto o Irã quanto a Venezuela mantêm relações comerciais relevantes com a China, principalmente na exportação de petróleo. Assim, a pressão norte-americana provoca um efeito dominó sobre a segurança energética chinesa e sobre as cadeias de fornecimento de energia.

O episódio acontece em meio à crescente rivalidade entre as duas potências. Enquanto os EUA buscam reafirmar sua liderança global, a China expande sua influência em áreas estratégicas, tornando cada ação militar ou diplomática de peso imediato.

Energia como ponto central do conflito

A economia chinesa depende fortemente de importações de petróleo, o que torna qualquer instabilidade no Oriente Médio ou na América do Sul uma preocupação estratégica.

Analistas apontam que o ataque dos EUA não se restringe ao campo militar. Ele também compromete cadeias logísticas, contratos comerciais e previsibilidade no fornecimento energético. Em outras palavras, a pressão norte-americana afeta não apenas governos, mas toda a engrenagem econômica que sustenta o crescimento da China.

Pequim, por sua vez, reage com cautela. O governo chinês condena medidas unilaterais e defende soluções diplomáticas, evitando confrontos militares diretos, mas mantendo um discurso voltado à estabilidade regional e global.

Consequências políticas e diplomáticas

A ofensiva americana também impacta lideranças locais. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro enfrenta um cenário internacional ainda mais tenso. Ao mesmo tempo, os EUA reforçam sua estratégia de conter a influência chinesa em regiões estratégicas, transformando o conflito em uma disputa global por poder, energia e influência.

Mercados financeiros acompanham os desdobramentos de perto. Interrupções no fornecimento de petróleo podem provocar alta nos preços e ampliar tensões econômicas, afetando consumidores em diversas partes do mundo.

O que está em jogo

Mais do que atacar alvos específicos, os Estados Unidos alteraram o equilíbrio geopolítico ao atingir pontos sensíveis da rede de aliados da China.

A reação de Pequim poderá definir os próximos passos da disputa global. Uma estratégia diplomática reforçada pode expandir sua influência, enquanto um endurecimento do discurso militar intensificaria a rivalidade com Washington. De qualquer forma, o cenário internacional já mudou, e cada ação daqui em diante será cuidadosamente calculada.

O mundo observa, e a disputa entre potências entra em um novo capítulo estratégico, com impactos que vão além do campo militar.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Internacional

Guerra no Oriente Médio ameaça energia da Ásia e pressiona economias já afetadas pela guerra comercial

A escalada da guerra no Oriente Médio acendeu um novo alerta nas principais economias asiáticas, que já vinham lidando com os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Após o presidente Donald Trump afirmar que os ataques militares contra o Irã devem continuar por várias semanas, o foco dos mercados se voltou para o risco de interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

O temor central envolve o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — grande parte destinada à Ásia.

Estreito de Ormuz no centro das preocupações

Governos de China, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Índia acompanham com atenção qualquer ameaça de bloqueio da rota marítima localizada na fronteira sul do Irã.

Embora especialistas considerem improvável que Teerã feche o estreito — já que depende das exportações de energia, especialmente para a China —, os mercados reagiram imediatamente. Os preços do petróleo dispararam, navios petroleiros passaram a evitar a região e os custos de seguro aumentaram, enquanto portos registraram atrasos nas operações.

China enfrenta vulnerabilidade energética

A China importa pouco mais da metade de seu petróleo transportado por via marítima do Oriente Médio, sendo que cerca de um quarto desse volume tem origem no Irã. Um corte prolongado no fornecimento obrigaria o país a buscar novas fontes, possivelmente a preços mais altos.

Segundo dados da consultoria Kpler, a China possui reservas estratégicas suficientes para cerca de 115 dias. Além disso, conta com três grandes oleodutos, dois deles conectados à Rússia e ao Cazaquistão, o que reduz parcialmente a dependência da rota do Golfo.

Ainda assim, o momento é delicado. O país enfrenta desaceleração econômica, crise no setor imobiliário, alta no desemprego juvenil e pressões deflacionárias. A indústria manufatureira tem sido peça-chave para sustentar o crescimento e compensar tarifas impostas por Washington, que chegaram a 145% sobre produtos chineses durante a guerra comercial.

O presidente Xi Jinping deve se reunir em breve com Trump, em um encontro que tende a ocorrer sob clima ainda mais tenso diante da instabilidade geopolítica.

Japão e Coreia do Sul são altamente dependentes

Entre as economias mais expostas estão Japão e Coreia do Sul, fortemente dependentes do petróleo e gás do Oriente Médio.

O Japão importa mais de 90% de seu petróleo pelo Estreito de Ormuz, enquanto a Coreia do Sul depende da região para cerca de 70% de suas importações de petróleo bruto.

A gigante japonesa de transporte marítimo Mitsui O.S.K. Lines anunciou a suspensão de operações no Golfo Pérsico após alertas das autoridades iranianas.

Ambos os países possuem reservas estratégicas robustas: o Japão mantém estoques equivalentes a 254 dias de consumo, enquanto a Coreia do Sul dispõe de reservas para mais de 210 dias. Ainda assim, a alta persistente nos preços da energia pode agravar déficits comerciais e pressionar economias já fragilizadas pela inflação.

Taiwan e o risco para a cadeia global de semicondutores

Em Taiwan, a dependência energética é ainda mais acentuada. Mais de 96% da energia consumida na ilha é importada, principalmente do Oriente Médio. Cerca de 60% do petróleo e um terço do gás natural chegam via Estreito de Ormuz.

Uma interrupção prolongada poderia afetar diretamente a produção de semicondutores, essenciais para smartphones, veículos elétricos e sistemas de inteligência artificial.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, líder global na fabricação de chips avançados, conta com geradores de emergência, mas esses sistemas não substituem a rede elétrica em crises prolongadas.

Taiwan mantém reservas de petróleo para aproximadamente 120 dias, mas o estoque de gás natural duraria apenas cerca de 11 dias, segundo especialistas locais.

Índia e o dilema estratégico

A Índia vinha ampliando a compra de petróleo da Rússia, mas um acordo comercial recente com os Estados Unidos previa a substituição gradual desse fornecimento por petróleo de outras origens, sobretudo do Golfo Pérsico. A nova crise, no entanto, pode complicar essa estratégia e elevar os custos energéticos do país.

Impactos globais e alerta diplomático

Pequim pediu publicamente o cessar imediato das operações militares para evitar maior instabilidade econômica global. Analistas alertam que um bloqueio do Estreito de Ormuz teria efeitos catastróficos não apenas para a Ásia, mas para toda a economia mundial.

Mesmo que o fluxo de petróleo seja mantido, a escalada nos preços da energia pode pressionar inflação, contas públicas e crescimento econômico em diversas regiões.

Em um cenário já marcado por tensões comerciais e desaceleração econômica, a crise energética surge como um novo fator de risco para a Ásia e para o equilíbrio do comércio global.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fadel Senna/Agence France-Presse — Getty Images

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Internacional

China e Rússia condenam ataques ao Irã e morte de Ali Khamenei

A ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã provocou reação imediata de China e Rússia. Neste domingo (1º), os dois países criticaram duramente a operação que resultou na morte do líder iraniano, Ali Khamenei, classificando a ação como violação do direito internacional e da soberania iraniana.

As manifestações reforçam o aumento da tensão diplomática em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

China fala em violação da soberania e pede cessar-fogo

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os ataques representam “grave violação da soberania e da segurança” do Irã. Segundo o governo chinês, a ofensiva também fere princípios estabelecidos pela Carta das Nações Unidas e pelas normas que regem as relações internacionais.

O chanceler chinês, Wang Yi, reiterou que a posição de Pequim se sustenta em três pilares:

  • Cessar-fogo imediato
  • Retomada das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã
  • Rejeição a ações unilaterais por parte da comunidade internacional

De acordo com Wang Yi, os bombardeios ocorreram enquanto ainda havia tentativas de diálogo entre Estados Unidos e Irã, o que, na avaliação chinesa, amplia o risco de instabilidade regional e compromete os esforços diplomáticos em andamento.

Rússia chama ação de “assassinato cínico”

A reação também partiu de Moscou. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou mensagem ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificando a morte de Khamenei como um “assassinato cínico” que desrespeita princípios morais e jurídicos internacionais.

Em nota divulgada pelo Kremlin, Putin manifestou condolências pela morte do líder iraniano e de integrantes de sua família que também teriam sido vítimas dos ataques. O chefe do Kremlin afirmou ainda que Khamenei será lembrado na Rússia como um estadista que colaborou para o fortalecimento das relações bilaterais entre Moscou e Teerã.

Escalada amplia tensão no Oriente Médio

As críticas de China e Rússia evidenciam o impacto geopolítico da operação militar e reforçam a divisão entre potências globais diante da crise no Oriente Médio. O cenário aumenta a pressão por soluções diplomáticas e amplia o debate sobre os limites das intervenções militares sob a ótica do direito internacional.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Greg Baker/AFP

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