Internacional

China multa MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd por irregularidades em fretes marítimos

O governo da China aplicou multas contra nove companhias internacionais de transporte marítimo de contêineres e sete operadores domésticos do tipo NVOCC (Non-Vessel Operating Common Carrier) por supostas violações relacionadas às tarifas de frete. A medida foi anunciada pelo Ministério dos Transportes chinês, que também emitiu um alerta para que as empresas reforcem seus sistemas de controle e conformidade.

Gigantes do transporte marítimo estão entre as empresas penalizadas

Entre as companhias atingidas pela ação estão líderes globais do setor, como MSC Mediterranean Shipping Company, CMA CGM Group, Hapag-Lloyd, Ocean Network Express e Evergreen Marine.

Outras transportadoras de menor porte também aparecem na lista de autuadas, incluindo Wan Hai Lines, SM Line, Emirates Shipping e TS Lines.

Fiscalizações ocorreram em importantes portos chineses

Segundo o ministério, as inspeções foram realizadas nos portos de Guangzhou, Qingdao e Ningbo entre agosto e novembro de 2025.

As autoridades concentraram a fiscalização no cumprimento das regras de registro das tarifas de frete marítimo. De acordo com o governo chinês, as empresas apresentaram irregularidades como ausência de registro obrigatório das tarifas ou divergências entre os valores declarados e os efetivamente praticados.

Além das multas administrativas, o Ministério informou ter realizado reuniões formais consideradas “sérias” com as companhias envolvidas.

Governo chinês promete reforçar controle sobre tarifas de frete

O Ministério dos Transportes afirmou que as empresas deverão aprimorar seus sistemas de declaração de fretes, ampliar os mecanismos de responsabilização interna e cumprir rigorosamente as exigências regulatórias.

As autoridades chinesas classificaram a ação como um “alerta” ao setor e indicaram que novas inspeções serão intensificadas nos próximos meses. O objetivo é ampliar o monitoramento sobre o cumprimento das normas relacionadas aos fretes marítimos, transporte internacional de contêineres e registro de tarifas portuárias.

Pressão sobre armadores já havia ocorrido em março

A nova rodada de penalidades acontece meses após o governo chinês convocar executivos da Maersk e da MSC Mediterranean Shipping Company para reuniões em março deste ano.

Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma reação de Pequim após acordos envolvendo operações portuárias no Canal do Panamá. Segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times, autoridades chinesas teriam solicitado discretamente que as companhias abandonassem operações de terminais anteriormente controladas pela CK Hutchison e assumidas pelo governo panamenho.

A CK Hutchison também informou que pretende recorrer à arbitragem contra a APM Terminals, subsidiária ligada à Maersk.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qingdao

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Economia

China acelera internacionalização do yuan e fortalece sistema próprio de pagamentos globais

O Banco Popular da China reforçou nesta semana sua estratégia para ampliar a presença do yuan nas transações internacionais. A medida faz parte do plano de fortalecimento econômico do país e inclui o avanço do CIPS, sistema próprio de pagamentos criado para operações financeiras fora da estrutura dominada pelo Ocidente.

A moeda chinesa, também conhecida como renminbi, vem ganhando espaço em acordos comerciais e investimentos internacionais, principalmente entre países que buscam reduzir a dependência do dólar americano.

O que é o CIPS e por que ele interessa ao mercado global

O CIPS (Cross-Border Interbank Payment System) funciona como uma rede internacional de pagamentos em moeda chinesa. Na prática, a plataforma permite transferências financeiras globais sem necessidade de utilizar o sistema Swift, atualmente liderado por instituições financeiras ocidentais.

Com a ferramenta, parceiros comerciais da China podem realizar operações diretamente em yuan, eliminando etapas de conversão para o dólar. Isso reduz custos cambiais e aumenta a autonomia financeira em negociações internacionais.

Especialistas avaliam que o modelo amplia a independência operacional da China diante de possíveis sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos ou aliados ocidentais.

Estratégia chinesa não mira substituir o dólar, dizem analistas

De acordo com o professor Shu Cheng, especialista em finanças internacionais da FGV EAESP, o objetivo da China não é eliminar o protagonismo do dólar, mas oferecer uma alternativa para comércio exterior e reservas internacionais.

Segundo ele, o governo chinês busca diminuir sua vulnerabilidade a crises externas e ampliar a segurança financeira do país em cenários de tensão geopolítica.

Ainda assim, analistas observam que o crescimento do yuan pode aumentar a concorrência global entre moedas de reserva ao longo dos próximos anos.

Estabilidade do yuan fortalece confiança internacional

Outro ponto destacado por especialistas é a estabilidade da moeda chinesa. A China mantém rígido controle sobre câmbio e fluxo de capitais, evitando oscilações bruscas do yuan em relação a outras moedas internacionais.

Desde o início do ano, o renminbi apresentou valorização frente ao dólar, resultado atribuído ao controle inflacionário e à política monetária adotada pelo Banco Central chinês.

Embora o modelo receba críticas de defensores do livre mercado, empresas e governos enxergam previsibilidade nas operações em moeda chinesa, fator importante para contratos internacionais de longo prazo.

Dólar enfrenta volatilidade em meio a incertezas políticas nos EUA

Enquanto Pequim amplia sua influência financeira, o dólar atravessa um período de maior instabilidade. Declarações do presidente Donald Trump sobre tarifas comerciais e política internacional provocaram oscilações relevantes no mercado cambial.

Para economistas, a credibilidade do dólar depende diretamente da confiança global na independência do Federal Reserve. Qualquer percepção de interferência política pode estimular bancos centrais e investidores a diversificarem suas reservas internacionais.

Nesse cenário, moedas como o yuan e o euro aparecem como alternativas cada vez mais consideradas no comércio global.

Brasil pode reduzir custos ao negociar diretamente em yuan

O Brasil acompanha de perto esse movimento de diversificação monetária. Como a China é o principal parceiro comercial brasileiro, operações feitas diretamente em yuan podem gerar vantagens para exportadores nacionais.

Empresas dos setores de soja, minério de ferro e proteína animal poderiam receber pagamentos na moeda chinesa e utilizá-la na compra de máquinas, equipamentos e insumos vindos da China, reduzindo custos de conversão cambial.

Além disso, a diversificação das reservas internacionais ajuda a diminuir riscos associados à concentração excessiva no dólar.

China amplia reformas para fortalecer mercado financeiro

A internacionalização do yuan faz parte de uma estratégia mais ampla conduzida pelo governo chinês nos últimos anos. O país vem investindo na expansão do mercado financeiro doméstico, no desenvolvimento de derivativos e em mecanismos de proteção para investidores estrangeiros.

A China também trabalha para aproximar suas regras contábeis dos padrões internacionais e ampliar a divulgação de dados econômicos em inglês, embora analistas ainda apontem limitações na transparência de informações.

Yuan avança gradualmente como alternativa global

Apesar dos avanços, especialistas afirmam que o processo de consolidação do yuan como moeda internacional ainda será longo. Mesmo assim, a China já possui uma estrutura robusta de pagamentos, estabilidade monetária e crescente participação no comércio mundial.

O fortalecimento do yuan não depende necessariamente de substituir o dólar. Para ganhar relevância global, basta que mais países passem a utilizá-lo como opção em reservas internacionais, investimentos e transações comerciais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

China defende reabertura de rotas marítimas e manutenção do cessar-fogo com o Irã

O governo da China voltou a defender a continuidade do cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã e afirmou que a guerra “nunca deveria ter começado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, que também pediu a retomada das rotas marítimas internacionais afetadas pela crise.

Xi Jinping e Trump discutem conflito no Oriente Médio

Segundo o governo chinês, o presidente Xi Jinping conversou sobre a guerra com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião realizada na quinta-feira em Pequim.

Questionado sobre o encontro, um porta-voz da chancelaria chinesa reafirmou a posição de Pequim em defesa da paz e da retomada das negociações diplomáticas.

“Essa guerra, que jamais deveria ter ocorrido, não precisa continuar”, afirmou o representante do ministério, de acordo com a emissora estatal CCTV.

China pede avanço das negociações e estabilidade global

Ainda segundo o porta-voz, uma solução rápida para o conflito seria benéfica tanto para os Estados Unidos quanto para o Irã, além de contribuir para a estabilidade internacional.

A China destacou que o atual cessar-fogo abriu espaço para o diálogo e defendeu que as negociações sejam mantidas. Para o governo chinês, a oportunidade diplomática não deve ser interrompida neste momento.

Outro ponto ressaltado por Pequim foi a necessidade de normalizar o tráfego marítimo internacional. O país afirmou que a reabertura das rotas marítimas deve ocorrer o mais rápido possível para evitar impactos nas cadeias globais de abastecimento e no comércio internacional.

China e EUA discutem temas globais

O Ministério das Relações Exteriores chinês informou ainda que Xi Jinping e Donald Trump trataram de “questões importantes” relacionadas aos dois países e ao cenário global, alcançando novos entendimentos durante as conversas.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi Jinping se ofereceu para ajudar em um possível acordo com o Irã. O presidente norte-americano também declarou que ambos concordam que o Irã não deve possuir armas nucleares.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edgar Su/Reuters via CNN Newsource

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Comércio Internacional

China amplia exportações de veículos elétricos e supera carros a combustão pela primeira vez

A China alcançou um marco histórico no setor automotivo ao exportar, pela primeira vez, mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que carros movidos a gasolina ou diesel. O avanço foi registrado em abril e reforça a estratégia das montadoras chinesas de ampliar presença internacional diante da desaceleração do mercado interno.

Dados divulgados pela Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) mostram que o país exportou 769 mil automóveis no período. Desse total, os chamados veículos de nova energia — categoria que engloba elétricos e híbridos plug-in — responderam por 52,7% das exportações.

Exportações de carros elétricos mais que dobram

Segundo a entidade, as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in ultrapassaram 406 mil unidades em abril, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

O crescimento das vendas externas ocorre em meio à pressão enfrentada pela indústria automotiva chinesa no mercado doméstico, que segue impactado pelo consumo enfraquecido e pela cautela dos consumidores.

Mercado interno segue em desaceleração

As vendas no varejo de veículos de passeio na China recuaram 21,5% em abril na comparação anual, totalizando 1,38 milhão de unidades. Em relação a março, a queda foi de 16%, de acordo com a CPCA.

Outro fator que contribuiu para a retração dos carros tradicionais foi o aumento dos preços do petróleo. Com combustíveis mais caros, consumidores passaram a demonstrar maior interesse por modelos elétricos e híbridos, considerados alternativas mais econômicas.

Salão de Pequim trouxe impulso moderado ao setor

O Salão do Automóvel de Pequim, realizado em abril, ajudou a melhorar parcialmente o sentimento do mercado, embora os resultados ainda tenham ficado abaixo dos níveis registrados no ano anterior.

Mesmo com o avanço das exportações, as vendas no varejo de veículos elétricos e híbridos no mercado chinês apresentaram queda de 6,8%, somando 849 mil unidades no mês.

Europa e América Latina ganham importância para montadoras chinesas

A expectativa do setor é que as exportações continuem sendo o principal motor de crescimento da indústria automotiva da China nos próximos meses.

Diante da demanda mais fraca no mercado interno e da redução do ritmo de compras em regiões do Oriente Médio, as principais montadoras devem intensificar sua expansão em mercados estratégicos, especialmente na Europa e na América Latina.

Analistas do setor apontam que o avanço internacional das fabricantes chinesas faz parte de uma estratégia de consolidação global da indústria de mobilidade elétrica.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Joa Souza

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Tecnologia

Taiwan ultrapassa China no MSCI Emerging Markets e acende alerta sobre concentração em tecnologia

Pela primeira vez desde 2007, a China perdeu a liderança em participação no MSCI Emerging Markets, principal índice global de mercados emergentes. Impulsionada pelo avanço do setor de semicondutores e pela corrida global em torno da inteligência artificial (IA), Taiwan passou a ocupar a maior fatia do indicador.

O movimento, no entanto, aumentou a preocupação de investidores internacionais com a elevada concentração de poucas empresas de tecnologia dentro dos portfólios de mercados emergentes.

TSMC impulsiona avanço de Taiwan no índice

Atualmente, Taiwan representa 24,8% do MSCI Emerging Markets, enquanto a China possui participação de 23%.

Grande parte dessa mudança é explicada pelo desempenho da TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), considerada a maior fabricante de semicondutores do mundo. Sozinha, a companhia já corresponde a 14,21% de todo o índice.

A forte valorização das ações da empresa ocorreu em meio à expansão global da demanda por chips voltados à inteligência artificial.

Coreia do Sul também ganha espaço com empresas de chips

A Coreia do Sul aparece logo atrás, com 18,7% de participação no MSCI EM, e pode ultrapassar a China nos próximos meses, segundo analistas do mercado financeiro.

Assim como em Taiwan, o avanço sul-coreano é puxado principalmente por empresas ligadas ao setor de tecnologia e semicondutores, como Samsung e SK Hynix.

As duas companhias somam quase 58% do MSCI Korea, enquanto a TSMC representa mais de 57% do MSCI Taiwan, evidenciando a forte concentração dos índices em poucas ações.

Investidores alertam para riscos de concentração

Especialistas avaliam que a atual composição dos mercados emergentes vem mudando rapidamente com o crescimento da indústria de tecnologia.

O chefe de pesquisa estratégica da Schroders, Duncan Lamont, destacou que a liderança de Taiwan no índice chama atenção pelo tamanho relativamente pequeno da economia local em comparação com a China.

Segundo ele, a posição central da TSMC na cadeia global de semicondutores e inteligência artificial vem transformando a estrutura dos mercados acionários emergentes.

Lamont também apontou que a concentração elevada reforça a importância da gestão ativa para investidores que buscam equilibrar riscos em suas carteiras.

Mercados emergentes ampliam presença em tecnologia

Na avaliação do Wells Fargo Investment Institute, os mercados emergentes deixaram de depender exclusivamente de commodities e manufatura de baixo custo.

Muitos países passaram a ganhar relevância em setores tecnológicos competitivos globalmente, especialmente nas áreas relacionadas à inteligência artificial, serviços digitais e eletrônicos.

Com isso, Taiwan e Coreia do Sul já representam juntos mais de 40% do MSCI Emerging Markets Index.

Brasil pode atrair mais investidores estrangeiros

O Brasil também vem sendo beneficiado indiretamente pelo fluxo global de recursos destinados aos mercados emergentes.

Após o último rebalanceamento do índice, o país passou a representar 4,67% do MSCI EM.

Segundo André Mazini, chefe de análise do Citi para a América Latina, o mercado brasileiro acumula cerca de R$ 69 bilhões em entradas de capital estrangeiro em ações neste ano, acima dos R$ 26 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

O executivo avalia que, além do fluxo passivo, investidores ativos podem ampliar a exposição ao Brasil à medida que o peso do país no índice se aproxima de 5%, patamar considerado relevante por fundos globais especializados em mercados emergentes.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: An Rong Xu/Bloomberg

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Internacional

Superpetroleiro chinês tenta cruzar Estreito de Ormuz em meio à tensão no Oriente Médio

Um superpetroleiro da China carregado com cerca de dois milhões de barris de petróleo iraquiano tentou atravessar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (13), segundo dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler.

Navio chinês segue rota pelo Golfo Pérsico

De acordo com os registros de rastreamento, o petroleiro Yuan Hua Hu já havia passado pela Ilha de Larak, no Irã, e navegava pela porção leste do estreito em direção ao sul.

Caso complete a travessia, esta será a terceira passagem conhecida de um navio petroleiro chinês pela região desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro.

Irã amplia influência sobre o Estreito de Ormuz

Fontes ligadas ao setor energético afirmam que Teerã vem fortalecendo sua influência sobre o Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

Nos últimos dias, o governo iraniano teria fechado acordos com Iraque e Paquistão para o escoamento de petróleo e gás natural liquefeito da região. Ainda segundo as fontes, outros países avaliam negociações semelhantes, o que pode ampliar o controle iraniano sobre a hidrovia de maneira mais duradoura.

Petroleiro pertence a braço da COSCO

O navio Yuan Hua Hu é operado pela unidade Hainan da COSCO Shipping Energy Transportation e está fretado pela Unipec, divisão comercial da estatal chinesa Sinopec.

As empresas não comentaram oficialmente o assunto até o momento.

Dados de rastreamento mostram que o VLCC carregou petróleo bruto Basrah Medium no terminal iraquiano de Basrah no início de março e permaneceu no Golfo Pérsico desde então. O destino final da embarcação é a Ásia.

Outros navios chineses já cruzaram a região

Os petroleiros chineses Cospearl Lake e He Rong Hai deixaram o Estreito de Ormuz em 11 de abril, conforme os registros marítimos.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, segue para Pequim para um encontro considerado estratégico com o líder chinês Xi Jinping.

China pode pressionar Irã sobre rota marítima

A expectativa é de que Trump peça a Xi Jinping que pressione o Irã a reabrir totalmente o estreito e avance em negociações para um possível acordo de paz.

A China ocupa atualmente a posição de maior compradora de petróleo iraniano, utilizando uma rede paralela de embarcações para transportar cargas entre portos iranianos e refinarias independentes chinesas, conhecidas como “teapot refineries”.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Exportações de Mato Grosso do Sul crescem 6,26% e superávit supera US$ 2,7 bilhões

As exportações de Mato Grosso do Sul mantiveram trajetória de crescimento em 2026 e impulsionaram o desempenho da balança comercial estadual no primeiro quadrimestre do ano. Dados divulgados na Carta de Conjuntura do Setor Externo de maio, elaborada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), mostram avanço tanto em valor quanto em volume exportado.

Entre janeiro e abril, o estado somou US$ 3,61 bilhões em vendas internacionais, resultado 6,26% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Superávit comercial avança quase 8%

As importações sul-mato-grossenses totalizaram US$ 893,11 milhões nos quatro primeiros meses do ano, crescimento de 1,51% na comparação anual.

Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 2,72 bilhões, alta de 7,91% frente ao mesmo intervalo do ano passado.

Além do aumento financeiro, o estado também registrou expansão significativa no volume embarcado. Mato Grosso do Sul exportou 9,67 milhões de toneladas no período, avanço de 16,61% em relação a 2025.

Soja, celulose e carne bovina lideram exportações

O desempenho das exportações continua sendo puxado pelo agronegócio e pela indústria de transformação.

A soja permanece como principal produto da pauta exportadora, representando 32,01% das vendas externas do estado. Em seguida aparecem a celulose, com participação de 26,02%, e a carne bovina, responsável por 19,02% das exportações.

China segue como principal destino das vendas externas

A China continua liderando entre os mercados compradores dos produtos sul-mato-grossenses, concentrando 48,29% das exportações estaduais.

Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 8% de participação, e os Países Baixos, responsáveis por 4,23% das vendas internacionais.

Três Lagoas lidera ranking dos municípios exportadores

Entre as cidades de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas aparece na liderança das exportações, respondendo por 17,84% do total comercializado.

Na sequência estão Ribas do Rio Pardo, com 11,62%, Dourados, com 10,65%, e Campo Grande, com 7,59%.

Agropecuária e indústria mantêm desempenho positivo

O levantamento aponta crescimento expressivo da agropecuária, com alta de 28,59% nos preços e avanço de 25,16% no volume exportado.

Já a indústria de transformação registrou aumento de 1,15% nos preços e crescimento de 0,68% no volume comercializado no mercado externo.

Portos de Paranaguá e Santos concentram embarques

Na logística de exportação, o Porto de Paranaguá concentrou 40,36% das mercadorias exportadas pelo estado.

O Porto de Santos aparece em seguida, respondendo por 37,62% da movimentação de cargas internacionais de Mato Grosso do Sul.

Governo destaca ambiente favorável aos investimentos

O secretário da Semadesc, Artur Falcette, afirmou que os resultados refletem os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura, logística e competitividade econômica.

Segundo ele, o estado vem ampliando sua capacidade industrial, agregando valor à produção e diversificando mercados internacionais, fatores que têm fortalecido a agroindústria e impulsionado novas oportunidades econômicas em diferentes regiões.

FONTE: Agência de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias

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Importação

China bate recorde e responde por 25,6% das importações do Brasil em abril

A China ampliou ainda mais sua presença no comércio exterior brasileiro e passou a responder por 25,6% de todas as importações do Brasil em abril de 2026. O percentual é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

O resultado supera o recorde anterior, alcançado em abril de 2025, quando os produtos chineses representaram 22,6% das compras externas brasileiras.

Veículos lideram avanço das importações chinesas

O principal destaque entre os produtos importados da China foram os veículos automotores, que movimentaram US$ 783,4 milhões em abril. O volume representa crescimento de 264,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os automóveis corresponderam a 12,9% de tudo o que o Brasil adquiriu do mercado chinês no mês. Na sequência aparecem os equipamentos de telecomunicações, responsáveis por 4,7% das importações vindas do país asiático.

No acumulado entre janeiro e abril, os veículos também lideram a pauta de compras brasileiras da China, com participação de 9,4%.

Carros eletrificados impulsionam demanda brasileira

Especialistas avaliam que o avanço das importações de automóveis chineses está ligado tanto à atual janela tarifária quanto ao crescimento do interesse dos consumidores brasileiros por carros eletrificados.

Montadoras chinesas vêm ampliando sua presença no mercado nacional, especialmente nos segmentos de veículos híbridos e elétricos, considerados estratégicos para a transição energética da indústria automotiva.

Estados Unidos e Rússia aparecem na sequência

No ranking dos principais fornecedores de produtos ao Brasil em abril, a China manteve ampla vantagem sobre os demais parceiros comerciais.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com participação de 13,1% nas importações brasileiras. Já a Rússia ficou em terceiro lugar, respondendo por 5,7% das compras externas do país.

Entre os vizinhos sul-americanos, a Argentina ocupou a quarta colocação, com fatia de 5%.

China segue como principal destino das exportações brasileiras

Além de liderar as importações, a China continua sendo o maior mercado para os produtos brasileiros no exterior.

Em abril, o país asiático respondeu por 34% das exportações do Brasil, mantendo larga distância dos demais destinos comerciais. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 9,1%, seguidos da Argentina, com 3,8%.

Os números reforçam a importância da relação comercial entre Brasil e China, tanto na entrada quanto na saída de mercadorias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Economia

Yuan registra maior valorização frente ao dólar em três anos

O yuan, moeda oficial da China, alcançou nesta segunda-feira (11) sua maior valorização em relação ao dólar desde março de 2023. A cotação registrada no Sistema de Comércio Cambial chinês ficou em US$ 1 para 6,847 yuans, movimento observado poucos dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.

A valorização da moeda chinesa ocorre em meio ao fortalecimento do uso do yuan no comércio internacional e à crescente busca por alternativas ao dólar em operações globais.

Participação do yuan cresce nas transações globais

Dados do Banco de Compensações Internacionais mostram que a presença do yuan nas transações financeiras internacionais aumentou significativamente na última década.

Em 2013, a moeda chinesa representava apenas 2,2% das operações globais. Já em 2025, essa participação avançou para 8,6%, refletindo o esforço da China para ampliar a internacionalização de sua moeda.

Entre as iniciativas recentes está a criação de um sistema de pagamento via QR Code entre China e Indonésia, lançado em maio deste ano. A ferramenta permite operações diretamente em moedas locais, reduzindo a dependência do dólar nas transações bilaterais.

Valorização do yuan pode pressionar exportações chinesas

Apesar do fortalecimento internacional da moeda, a valorização do yuan também gera desafios para a economia chinesa. Com a moeda mais forte, produtos exportados pela China tendem a ficar mais caros no mercado externo, o que pode reduzir a competitividade das empresas do país.

Especialistas avaliam que esse movimento exige equilíbrio por parte das autoridades chinesas para evitar impactos negativos sobre setores exportadores, considerados estratégicos para o crescimento econômico.

Dólar enfrenta pressão por incertezas nos EUA

Outro fator que influencia o avanço do yuan é a oscilação da confiança dos investidores em ativos ligados ao dólar.

Nos últimos meses, a moeda norte-americana vem sofrendo pressão em meio a preocupações envolvendo o cenário político em Washington, questionamentos sobre a independência do Federal Reserve e dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal de longo prazo dos Estados Unidos.

Esse contexto tem incentivado investidores e países a ampliarem o uso de moedas alternativas em operações internacionais.

Encontro entre Trump e Xi Jinping deve abordar sistema financeiro global

A expansão do uso do yuan e os mecanismos de pagamentos internacionais fora da influência direta do dólar devem integrar as discussões entre Donald Trump e Xi Jinping nos próximos dias.

A viagem do presidente norte-americano a Pequim está prevista para começar na quarta-feira (13), com retorno aos Estados Unidos na sexta-feira (15).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

China amplia tarifa zero para países africanos e reforça influência econômica no continente

A China ampliou sua política de tarifa zero para praticamente todo o continente africano, em uma medida que fortalece os laços comerciais e amplia a presença econômica chinesa na África. A decisão passou a valer em 1º de maio e beneficia os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

O programa, anunciado pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado chinês, seguirá em vigor até abril de 2028.

Medida amplia programa anterior voltado aos países mais pobres

Antes da ampliação, o benefício atendia apenas 33 países africanos considerados de menor desenvolvimento econômico, política adotada desde dezembro de 2024.

Agora, outros 20 países passaram a ter acesso às mesmas condições comerciais no mercado chinês.

A única exceção é o Reino de Essuatíni, que não mantém relações diplomáticas com a República Popular da China.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, Pequim pretende negociar um acordo de parceria econômica com os países africanos para transformar o benefício em uma política permanente.

Política chinesa contrasta com tarifas impostas pelos EUA

A decisão da China ocorre em meio ao endurecimento da política comercial dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Desde abril de 2025, os EUA passaram a aplicar tarifas sobre produtos africanos, em alguns casos chegando a 50%, como ocorreu com exportações do Lesoto.

As medidas provocaram impactos em setores industriais africanos, incluindo demissões e cancelamentos de contratos de exportação.

Tarifa zero beneficia commodities africanas

A política chinesa abrange praticamente todos os produtos exportados pelos países africanos, incluindo café, cacau, petróleo e minérios.

Para parte das commodities agrícolas consideradas estratégicas pelo governo chinês, como cereais, açúcar e algodão, a isenção tarifária funciona dentro de limites de importação previamente estabelecidos.

Após o volume máximo ser atingido, voltam a valer as tarifas tradicionais. O modelo busca evitar dependência excessiva de importações em setores considerados essenciais pela China.

Lideranças africanas destacam ausência de exigências políticas

Em entrevista ao Brasil de Fato, o secretário-geral da Organização Revolucionária para a Nova Democracia do Níger, Mamane Sani Adamou, afirmou que a política chinesa se diferencia do modelo ocidental por não impor condicionantes políticas aos acordos comerciais.

Segundo ele, negociações com potências ocidentais frequentemente incluem exigências ligadas ao FMI e ao Banco Mundial, afetando a autonomia econômica dos países africanos.

Adamou afirmou que a relação com a China ocorre sem interferência direta sobre políticas internas ou gestão econômica dos países parceiros.

Relação China-África é vista como alternativa ao modelo ocidental

O secretário-geral do Movimento Socialista de Gana, Kwesi Pratt, também destacou diferenças entre o modelo chinês e o adotado historicamente por países ocidentais.

Segundo Pratt, as relações econômicas promovidas por instituições ocidentais ajudaram a perpetuar estruturas de dependência e desigualdade no continente africano ao longo de décadas.

Para os líderes entrevistados, a cooperação com a China representa uma oportunidade de fortalecimento econômico e industrialização para os países africanos.

África busca industrialização e transferência de tecnologia

Apesar da ampliação das vantagens tarifárias, lideranças africanas defendem que o continente precisa avançar além da exportação de matérias-primas.

Adamou afirmou que a prioridade é ampliar a industrialização local e agregar valor aos recursos produzidos na África.

Entre as propostas defendidas está o fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota, projeto liderado pela China voltado à infraestrutura e integração comercial global.

O dirigente defende ainda a transferência de tecnologia e a instalação de indústrias chinesas no continente africano.

Déficit comercial com China segue elevado

Mesmo com a expansão das relações comerciais, a África mantém déficit na balança comercial com a China.

Dados da Agência Ecofin apontam que o déficit africano com os chineses chegou a US$ 102 bilhões em 2025, alta de 64,5% em relação ao ano anterior.

As exportações chinesas para o continente somaram US$ 225 bilhões, enquanto as importações africanas pela China ficaram em US$ 123 bilhões.

Atualmente, os países africanos exportam principalmente petróleo, cobre, cobalto e outras commodities, enquanto importam produtos industrializados chineses.

Lideranças defendem unidade africana

Kwesi Pratt afirmou que a África precisa ampliar sua integração política e econômica para negociar em melhores condições com potências globais.

Segundo ele, o continente ainda sofre os efeitos da divisão territorial estabelecida durante a Conferência de Berlim, que definiu fronteiras africanas durante o período colonial europeu.

O dirigente destacou que o fortalecimento do pan-africanismo e da cooperação regional será fundamental para ampliar os benefícios das relações econômicas com a China e outros parceiros internacionais.

FONTE: ICL Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mauro Ramos/Brasil de Fato

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