Agronegócio

Fertilizantes entram na pauta prioritária do Brasil após crise no Estreito de Hormuz

A escalada das tensões no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Hormuz colocaram o abastecimento de fertilizantes entre as principais preocupações do governo brasileiro. O tema ganhou destaque na agenda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante sua visita oficial à China nesta semana, diante dos impactos que o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel vem provocando nos mercados internacionais.

A alta nos preços dos insumos agrícolas já acende um alerta para produtores rurais brasileiros, especialmente com a aproximação do plantio da próxima safra de verão.

Governo busca ampliar fornecedores de fertilizantes

A preocupação com o fornecimento de fertilizantes faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pelo governo federal para reduzir a dependência de poucos mercados internacionais.

Antes da viagem à China, Mauro Vieira esteve no Uzbequistão e no Cazaquistão, em maio, onde também discutiu oportunidades de cooperação e fornecimento de insumos para a agricultura brasileira.

Em Pequim, o objetivo foi reforçar a segurança do abastecimento e minimizar possíveis impactos de novas oscilações de preços. O tema esteve entre os principais assuntos debatidos nas reuniões com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

China é peça-chave para o agronegócio brasileiro

A visita do chanceler ocorreu durante a quinta edição do Diálogo Estratégico Global Brasil-China, mecanismo de cooperação política e diplomática entre os dois países criado em 2014.

Além de ser um dos principais parceiros comerciais do Brasil, a China ocupa posição estratégica no fornecimento de fertilizantes. Em 2025, o país asiático respondeu por 26% das importações brasileiras desses produtos, liderando o ranking de fornecedores. A Rússia apareceu em segundo lugar, com participação de 25%.

Conflito internacional pressiona preços dos insumos

O mercado global de fertilizantes vem registrando forte valorização desde o agravamento das tensões geopolíticas na região do Golfo Pérsico.

Dados do Banco Mundial apontam que os preços dos fertilizantes avançaram 12% no primeiro trimestre de 2026 e atingiram, em abril, o maior patamar desde 2022. A projeção da instituição indica uma elevação acumulada de até 30% ao longo deste ano.

O cenário preocupa o agronegócio brasileiro, já que o país depende fortemente das importações para atender sua demanda interna. Segundo dados compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cerca de 93% dos fertilizantes utilizados na agricultura nacional em 2025 vieram do exterior.

Ureia está entre os produtos mais afetados

Entre os fertilizantes mais impactados pela crise está a ureia, um dos principais produtos utilizados nas lavouras brasileiras.

Por ser produzida a partir do gás natural, cujo preço também foi pressionado pelo conflito, a ureia registrou aumentos significativos no mercado internacional. O insumo é amplamente empregado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e pastagens, afetando não apenas a agricultura, mas também a cadeia da pecuária.

Dependência da China gera preocupação adicional

Embora a China seja uma fornecedora estratégica, especialistas e representantes do setor observam com cautela a dependência brasileira do mercado chinês.

O país possui histórico de adoção de medidas para restringir exportações de fertilizantes em momentos de instabilidade ou de necessidade de garantir o abastecimento interno.

Em 2021, por exemplo, autoridades chinesas orientaram fabricantes a priorizar o mercado doméstico diante da alta dos preços. Naquele período, novas exigências de certificação e inspeção passaram a ser aplicadas às exportações, dificultando o envio de produtos ao exterior.

Mais recentemente, relatos de fontes do setor divulgados por agências internacionais indicaram que a China teria intensificado controles alfandegários e limitado a exportação de determinados fertilizantes após o agravamento da crise envolvendo o Irã.

CNA defende antecipação de riscos

Diante do cenário de incertezas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil avalia que os custos gerados por conflitos internacionais já estão sendo repassados aos produtores rurais.

A entidade defende medidas para ampliar a segurança do abastecimento, incluindo a diversificação de fornecedores, o fortalecimento da produção nacional de insumos e o incentivo a soluções tecnológicas que reduzam a dependência externa.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yang Wenbin/Xinhua

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Comércio Internacional

EUA propõem novas tarifas sobre importações por suspeitas de trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta para aplicar novas tarifas de importação de até 12,5% sobre produtos vindos de 60 economias. A medida foi justificada pela alegada falta de ações eficazes desses países para impedir o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado, acusação que vem sendo contestada por diversos parceiros comerciais.

A iniciativa foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e integra uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O objetivo é reforçar a política tarifária defendida pelo presidente Donald Trump após a derrubada de tarifas emergenciais pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro.

Trabalho forçado no centro da disputa comercial

Embora a legislação internacional proíba o uso de mão de obra forçada, autoridades norte-americanas afirmam que produtos fabricados nessas condições continuam presentes em diversas cadeias globais de suprimentos.

A posição dos Estados Unidos gerou forte reação, especialmente na Europa. Parlamentares europeus rejeitaram as conclusões da investigação, argumentando que a União Europeia possui mecanismos rigorosos para combater a entrada de produtos associados ao trabalho forçado.

Países podem enfrentar tarifas adicionais

Segundo a proposta do USTR, importações provenientes de países e blocos econômicos que possuem medidas parciais para enfrentar o problema poderão receber uma tarifa extra de 10%.

Entre os afetados estão Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Taiwan, Reino Unido, Argentina, Bangladesh, Malásia e outros parceiros comerciais.

Já os demais 45 países investigados poderão ser alvo de uma sobretaxa de 12,5%. A lista inclui China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Austrália, Nova Zelândia e Nigéria.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a permanência dessas práticas prejudica a competitividade dos trabalhadores norte-americanos no mercado internacional.

Consulta pública será aberta nos Estados Unidos

O governo norte-americano informou que receberá manifestações públicas sobre a proposta até 6 de julho. Uma audiência está prevista para ocorrer no dia seguinte, quando empresas, entidades e governos poderão apresentar argumentos favoráveis ou contrários às novas tarifas.

União Europeia contesta justificativa dos EUA

A proposta surge poucas semanas antes do vencimento de uma tarifa temporária de 10% adotada pelos Estados Unidos após a decisão da Suprema Corte que invalidou parte das medidas tarifárias de Trump.

A Comissão Europeia classificou as novas tarifas como injustificadas e reafirmou seu compromisso com o acordo comercial firmado com Washington em 2025.

O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, afirmou que as conclusões da investigação norte-americana ignoram avanços recentes da legislação europeia. Ele destacou que a União Europeia aprovou, em 2024, normas para proibir a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

China, Índia e Reino Unido reagem

A China declarou que rejeita qualquer forma de tarifa unilateral e voltou a negar a existência de trabalho forçado em seu território. A Índia informou que mantém diálogo com Washington e ressaltou que as tarifas ainda não foram oficialmente implementadas.

O Reino Unido afirmou que segue em contato com autoridades norte-americanas e destacou que já adota medidas para combater o problema. Londres também informou que os benefícios comerciais negociados anteriormente com os EUA permanecem válidos.

Já Taiwan demonstrou confiança de que os entendimentos alcançados nas negociações bilaterais sejam considerados na decisão final.

Brasil também é alvo de investigação comercial

Além das medidas relacionadas ao trabalho forçado, o USTR anunciou recentemente uma proposta de tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A iniciativa decorre de outra investigação baseada na Seção 301, voltada para práticas de comércio digital e políticas tarifárias adotadas pelo Brasil.

A agência norte-americana também prepara a divulgação de um novo relatório sobre excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, incluindo China e União Europeia.

Produtos que poderão ficar isentos das tarifas

Apesar da ampliação das barreiras comerciais, os Estados Unidos indicaram que alguns setores estratégicos poderão ficar de fora das novas cobranças.

Entre os produtos potencialmente isentos estão:

  • Energia;
  • Terras raras;
  • Determinados metais;
  • Carne bovina;
  • Café;
  • Frutas e vegetais específicos;
  • Medicamentos;
  • Produtos químicos orgânicos;
  • Peças para aeronaves.

O governo também estuda a criação de um mecanismo especial para o setor têxtil, permitindo que parte das importações de roupas e tecidos entre no mercado norte-americano com tarifas reduzidas, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Carlos Barria

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Importação

Importação de alimentos para a China passa a seguir novas regras de registro e controle sanitário

Entrou em vigor nesta segunda-feira (1º) o Decreto nº 280 da Administração Geral de Alfândegas da China (GAC), estabelecendo novas regras para o registro de empresas estrangeiras que exportam alimentos ao país asiático. A norma substitui o Decreto nº 248, vigente desde 2021, e redefine os procedimentos relacionados ao cadastro, renovação e controle aduaneiro de produtos alimentícios importados.

As mudanças fazem parte de uma atualização do sistema regulatório chinês e impactam diretamente empresas que fornecem alimentos para um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Sistema passa a adotar avaliação baseada em risco

Entre as principais novidades está a implementação de um modelo de registro fundamentado na análise de risco sanitário. O novo regulamento também altera os critérios de renovação cadastral, cria uma modalidade de registro coletivo e amplia o alcance das exigências para incluir instalações estrangeiras de armazenamento refrigerado.

Além disso, a China passa a exigir informações adicionais nas declarações aduaneiras de alimentos importados, reforçando os mecanismos de rastreabilidade e controle sanitário.

Quais setores serão impactados

As novas exigências atingem exportadores de diversas categorias consideradas sensíveis pelas autoridades chinesas. Entre os produtos abrangidos estão:

  • Carnes e derivados;
  • Produtos lácteos;
  • Ovos e derivados;
  • Produtos aquáticos;
  • Mel e produtos apícolas;
  • Óleos vegetais comestíveis;
  • Frutas secas;
  • Nozes e sementes;
  • Vegetais desidratados;
  • Alimentos para fins especiais.

Esses segmentos permanecem sujeitos ao monitoramento sanitário rigoroso exigido pela legislação chinesa.

Alguns produtos agrícolas ficam fora da nova regra

Enquanto amplia o controle sobre determinados alimentos, o Decreto nº 280 deixa de incluir algumas categorias de produtos agrícolas primários.

Entre os itens excluídos estão vegetais frescos, sementes oleaginosas, café verde, cacau não torrado e feijões secos. Esses produtos passaram a ser regulamentados por uma norma específica publicada pelo GAC em 2025.

Os registros emitidos anteriormente sob o Decreto nº 248 continuam válidos e não precisam ser refeitos pelos exportadores.

Armazéns refrigerados passam a exigir registro

Uma das alterações de maior impacto envolve as instalações estrangeiras de armazenamento a frio utilizadas para conservar alimentos de origem animal terrestre e produtos aquáticos antes do embarque para a China.

A partir de agora, esses estabelecimentos também deverão possuir registro junto às autoridades chinesas, ampliando o controle sobre toda a cadeia logística da exportação.

Registro obrigatório para categorias de maior risco

O novo regulamento mantém a exigência de recomendação oficial para 17 categorias consideradas de alto risco sanitário.

Nesse grupo estão produtos como carnes, lácteos, ovos, alimentos dietéticos especiais, óleos comestíveis, frutas secas e vegetais desidratados.

Para obter o registro, as empresas precisam apresentar relatório de inspeção e carta de recomendação emitidos pela autoridade competente do país de origem. Após essa etapa, a solicitação pode ser encaminhada ao GAC.

Já os fabricantes de alimentos enquadrados em categorias de menor risco poderão realizar a chamada autoaplicação, registrando-se diretamente no sistema eletrônico CIFER mediante envio da documentação exigida.

Renovação automática será regra para a maioria das empresas

Outra mudança relevante diz respeito à validade dos registros. O Decreto nº 280 estabelece que a maioria dos cadastros terá renovação automática ao final do período de cinco anos.

Caso não existam restrições regulatórias, o registro será prorrogado automaticamente por mais cinco anos, reduzindo a necessidade de novos processos administrativos.

No entanto, a medida não se aplica aos produtores de carne e derivados nem aos fabricantes de ninhos de pássaros comestíveis e seus produtos. Nesses casos, continuará sendo necessário solicitar a renovação formal entre três e doze meses antes do vencimento do registro.

Empresas que estejam sob processo de correção por não conformidade, tenham registros suspensos ou estejam localizadas em países sujeitos a restrições de importação também não poderão usufruir da renovação automática.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cheng Xin/Getty Images

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Exportação

Exportações de alta tecnologia avançam no Brasil, mas participação ainda é reduzida na pauta externa

As exportações de alta tecnologia registraram crescimento de 7,7% em 2025, porém continuam com uma presença modesta no comércio exterior brasileiro. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o segmento movimentou US$ 9,1 bilhões no período, representando apenas 2,7% de tudo o que o país vendeu ao exterior.

Em contraste, os produtos classificados como de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões em exportações, respondendo por 37,5% das vendas internacionais brasileiras.

Setor tecnológico ainda enfrenta desafios de competitividade

Levantamento elaborado a partir de informações da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) revela que as exportações de alta tecnologia permanecem cerca de 15 vezes menores do que aquelas de baixa intensidade tecnológica.

Para a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, o cenário evidencia um importante desafio para a indústria nacional. Segundo ela, o fortalecimento de setores de média-alta e alta tecnologia é fundamental para impulsionar um crescimento econômico mais qualificado.

A especialista destaca ainda que ampliar a participação desses segmentos contribui para a diversificação da pauta exportadora e para o fortalecimento da presença da indústria brasileira no mercado internacional.

Déficit comercial da indústria atinge nível recorde

O estudo também aponta que o aumento da demanda interna foi suprido, em grande parte, por produtos importados. Em 2025, o volume de importações cresceu 6,1%, enquanto a indústria de transformação encerrou o ano com déficit comercial de US$ 71,3 bilhões — o maior resultado negativo desde o início da série histórica, em 1997.

As compras externas do setor alcançaram US$ 259,7 bilhões, representando avanço de 8,6% na comparação anual. Entre os principais responsáveis por esse desempenho estão os segmentos de produtos químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores, que concentraram mais da metade das importações industriais.

Exportações industriais mantêm trajetória de crescimento

Mesmo diante do déficit recorde, as exportações da indústria brasileira apresentaram expansão de 3,7% em 2025, somando US$ 188,4 bilhões.

A participação da indústria de transformação no total exportado pelo país passou de 53,9% para 54,1%, mesmo em um cenário de queda de 1,7% nos preços internacionais dos produtos manufaturados.

Outro destaque foi o desempenho dos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que alcançaram participação recorde de 22,8% na pauta exportadora brasileira. O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas de alimentos industrializados e bebidas.

As exportações de carne bovina para a China também contribuíram para o avanço do setor. De acordo com o levantamento, os segmentos de alimentos, veículos automotores e metalurgia responderam por 58% das exportações industriais do país.

Estados Unidos seguem na liderança, enquanto China amplia compras

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. Ainda assim, as vendas para o mercado norte-americano recuaram 4,2%, totalizando US$ 30,2 bilhões.

Já a China aumentou em 19,4% suas compras de produtos industriais brasileiros, alcançando US$ 22 bilhões em 2025. O setor alimentício foi o principal responsável pela expansão dos embarques para o país asiático.

No fluxo inverso, os chineses continuaram liderando entre os fornecedores de bens industriais ao Brasil, com exportações de US$ 70,6 bilhões para o mercado brasileiro.

Argentina impulsiona exportações do setor automotivo

As vendas brasileiras para a Argentina apresentaram forte crescimento em 2025. O país vizinho importou US$ 18,1 bilhões em produtos brasileiros, avanço de 31,4% em relação ao ano anterior.

O principal motor desse desempenho foi o setor automotivo, que registrou aumento de 57,2% nas exportações. Veículos de passeio, caminhões e autopeças lideraram os embarques destinados ao mercado argentino.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

China ameaça exportações do agro brasileiro com plano para reduzir importações até 2030

A nova política da China para ampliar a autossuficiência alimentar acendeu um sinal de alerta no agronegócio brasileiro. O país asiático pretende diminuir gradualmente a dependência de produtos importados, medida que pode afetar diretamente cadeias estratégicas como soja brasileira, carne bovina e fertilizantes.

As diretrizes fazem parte do 15º Plano Quinquenal chinês, previsto para o período entre 2026 e 2030, e podem impactar exportações que movimentam entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por ano para o Brasil.

Plano chinês prioriza produção interna e segurança alimentar

A estratégia de Pequim vai além de questões comerciais. O governo chinês busca fortalecer a produção doméstica, ampliar investimentos em tecnologia agrícola e diversificar fornecedores internacionais.

Entre as prioridades estão iniciativas voltadas para proteínas alternativas, agricultura de precisão, modernização da pecuária, desenvolvimento de sementes e aumento da produtividade rural. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade externa em setores considerados estratégicos para a segurança alimentar do país.

Especialistas avaliam que a mudança representa uma transformação estrutural no comércio global de alimentos, especialmente em mercados onde o Brasil possui forte participação.

Soja brasileira pode perder espaço no mercado chinês

A soja aparece como um dos setores mais expostos às mudanças. Atualmente, a China concentra grande parte das compras do grão exportado pelo Brasil.

Estimativas da consultoria Systemiq indicam que as importações chinesas de soja podem cair até 25% até 2030, o equivalente a cerca de 23,5 milhões de toneladas.

O cenário ganhou ainda mais atenção após relatos de retenção e devolução de aproximadamente 20 navios brasileiros carregados com soja em portos chineses. As cargas apresentariam problemas fitossanitários relacionados a impurezas, pragas e sementes consideradas inadequadas pelas autoridades locais.

O episódio aumentou a pressão sobre exportadores e reforçou a necessidade de ajustes nos protocolos sanitários entre os dois países.

Estados Unidos e Argentina ampliam concorrência

Outro fator que amplia a preocupação do setor é a retomada da aproximação comercial entre China e Estados Unidos. Acordos recentes voltaram a colocar a soja americana no centro das negociações internacionais.

Com isso, o Brasil pode enfrentar maior concorrência também de países como Argentina, que buscam ampliar participação nas vendas ao mercado asiático.

Apesar de a demanda chinesa seguir elevada no curto prazo, analistas avaliam que o país trabalha com uma estratégia de longo prazo para reduzir a dependência de fornecedores externos.

Carne bovina brasileira entra em zona de atenção

A carne bovina brasileira também passou a enfrentar maior pressão no mercado chinês. O governo da China implementou uma salvaguarda com tarifa adicional de 55% para volumes que ultrapassem cotas anuais de importação.

Para 2026, o limite estabelecido para o Brasil ficou em torno de 1,1 milhão de toneladas — abaixo do volume exportado no ano anterior.

A medida busca proteger a produção pecuária chinesa diante do excesso de oferta interna e da pressão sobre os preços locais. Com isso, frigoríficos brasileiros terão de disputar espaço em um mercado mais restrito ou buscar novos destinos para parte da produção.

Diversificação de mercados vira prioridade para o agro

Diante do novo cenário, especialistas defendem que o Brasil acelere a diversificação das exportações e amplie investimentos em produtos de maior valor agregado.

Acordos comerciais envolvendo Mercosul, União Europeia, EFTA e Singapura são apontados como alternativas para reduzir a dependência do mercado chinês e abrir novas oportunidades para o setor agroindustrial brasileiro.

Além disso, o país também enfrenta desafios ligados aos fertilizantes, já que parte significativa dos insumos agrícolas utilizados no campo brasileiro depende de importações chinesas e de mercados afetados por tensões geopolíticas.

O movimento reforça a necessidade de fortalecer a produção nacional de insumos e ampliar a competitividade do agro brasileiro em um ambiente global cada vez mais disputado.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Exterior

Brasil busca diversificar parceiros comerciais e ampliar mercados estratégicos

O governo brasileiro intensificou os esforços para reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar relações econômicas internacionais em meio às tensões geopolíticas globais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o país trabalha para diversificar fornecedores de fertilizantes e expandir destinos para exportação de petróleo brasileiro.

Segundo o chanceler, países como Índia, Coreia do Sul e Japão demonstraram interesse recente na compra de petróleo do Brasil. Ao mesmo tempo, o Itamaraty vem negociando alternativas para importação de fertilizantes junto a nações da Ásia Central.

Brasil amplia relações comerciais e diplomáticas

Em entrevista ao jornal Valor, Vieira destacou que a política externa brasileira busca fortalecer um cenário “plural e multipolar”, evitando alinhamentos automáticos com grandes potências como Estados Unidos e China.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é ampliar parcerias comerciais, diplomáticas e culturais em diferentes regiões do mundo. Nos últimos meses, ele realizou visitas ao Cazaquistão e Uzbequistão, além de ampliar contatos com países do Sudeste Asiático e do Pacífico.

A Ásia Central ganhou importância por reunir um mercado consumidor de quase 100 milhões de pessoas e por concentrar grandes exportadores de fertilizantes, produto considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

Fertilizantes e segurança energética entram no centro das negociações

Vieira explicou que a busca por novos fornecedores ocorre em um momento de preocupação global com cadeias de abastecimento e segurança energética. Parte dos fertilizantes importados pelo Brasil passa pelo Estreito de Hormuz, região marcada por tensões no Oriente Médio.

O chanceler afirmou que o interesse de países asiáticos no petróleo brasileiro cresceu diante do receio de interrupções no fornecimento internacional de energia. Para ele, a crise reforçou a necessidade de evitar dependência excessiva de um único parceiro comercial.

Além do setor energético, o Brasil também tenta ampliar cooperação em áreas como indústria automotiva, tecnologia e segurança alimentar, especialmente nas conversas com o Japão.

Mercosul avança em acordos internacionais

O ministro informou ainda que o Mercosul mantém negociações comerciais com diversos parceiros internacionais. Entre os países citados estão Canadá, Reino Unido, Vietnã, Japão e Emirados Árabes Unidos.

Segundo Vieira, o bloco também concluiu recentemente acordos considerados estratégicos com Singapura, a EFTA — grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — e a União Europeia.

Embora evite classificar as negociações como tratados de livre comércio tradicionais, o chanceler afirmou que o objetivo é estabelecer acordos preferenciais capazes de ampliar mercados para produtos brasileiros.

Governo defende transição energética gradual

Questionado sobre a expansão das exportações de petróleo em meio ao discurso de transição energética, Vieira afirmou que o processo precisa ocorrer de forma gradual.

O ministro destacou que o Brasil possui forte produção de combustíveis fósseis, mas também tem experiência consolidada em biocombustíveis e combustíveis sustentáveis. Para ele, não existe contradição entre ampliar exportações de petróleo e investir em fontes renováveis.

Terras raras e negociações com os Estados Unidos

Durante a entrevista, Mauro Vieira também comentou o interesse internacional nas chamadas terras raras, minerais considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética.

Segundo ele, diversos países demonstraram interesse em negociar com o Brasil, mas o governo pretende priorizar políticas que agreguem valor às matérias-primas dentro do território nacional.

Sobre as negociações tarifárias com os Estados Unidos, o chanceler afirmou que as conversas continuam em andamento e reforçou que o Brasil busca um acordo compatível com a importância da relação bilateral.

Reforma da ONU e da OMC segue como prioridade brasileira

Vieira reiterou a defesa histórica do Brasil por reformas em organismos multilaterais, incluindo a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o ministro, tanto China quanto Rússia apoiam a entrada do Brasil como membro permanente de um Conselho de Segurança reformulado. Ele também avaliou que a OMC enfrenta um cenário de paralisação semelhante ao das Nações Unidas.

Próximas agendas internacionais

O chanceler informou que sua próxima missão oficial será na China, a convite do ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi. Depois, ele seguirá para a França para participar de reuniões ligadas à Organização Mundial do Comércio durante a assembleia anual da OCDE.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Comércio Exterior

China suspende frigoríficos brasileiros após detectar substância proibida em carne bovina

A China suspendeu as importações de carne bovina brasileira de três frigoríficos após identificar resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância vetada pelo país asiático em animais destinados ao abate. A decisão foi tomada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e já está em vigor.

Frigoríficos brasileiros afetados pela suspensão

As unidades desabilitadas para exportação ao mercado chinês pertencem às empresas:

  • JBS, em Pontes e Lacerda (MT);
  • PrimaFoods, localizada em Araguari (MG);
  • Frialto, em Matupá (MT).

Segundo registros do sistema chinês Ciferquery SingleWindow, utilizado para controle de empresas autorizadas a exportar alimentos ao país, a suspensão passou a valer na quarta-feira, dia 20.

Até a publicação da medida, as empresas e o Ministério da Agricultura não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.

China aponta presença de hormônio proibido

De acordo com informações encaminhadas ao governo brasileiro, o motivo da suspensão foi a detecção de resíduos hormonais em cargas de carne bovina exportadas pelas plantas frigoríficas.

O composto identificado, o acetato de medroxiprogesterona, é um hormônio sintético utilizado em medicamentos veterinários para controle reprodutivo de animais. No entanto, a legislação chinesa proíbe o uso da substância em animais de corte destinados ao consumo humano.

Governo brasileiro foi comunicado por Pequim

A decisão da autoridade sanitária chinesa foi comunicada ao Ministério da Agricultura por meio da adidância agrícola brasileira em Pequim. O aviso foi enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), responsável pelo acompanhamento sanitário das exportações.

Apesar disso, as suspensões ainda não haviam sido registradas no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) até a divulgação do caso.

Número de frigoríficos suspensos sobe para quatro

Com a nova medida, sobe para quatro o número de frigoríficos brasileiros impedidos de exportar carne bovina para a China por suspeita de presença da substância proibida.

Em abril, o país asiático já havia suspendido as compras da Frigosul, localizada em Várzea Grande (MT), após a identificação do mesmo composto em um lote de carne bovina congelada desossada.

A China é atualmente um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e decisões sanitárias como essa costumam gerar impacto direto no setor exportador e no agronegócio nacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mattes/Wikimedia Commons

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Portos

China domina ranking dos portos mais movimentados do mundo em 2025

Um levantamento divulgado pelo Visual Capitalist, com base em dados da Lloyd’s List de 2025, mostra que a China segue na liderança entre os portos mais movimentados do mundo. O estudo utiliza como referência o TEU, unidade padrão empregada para medir o volume de contêineres transportados no comércio marítimo internacional.

De acordo com os dados, os 20 maiores portos globais movimentaram juntos 414,6 milhões de TEUs em 2024, resultado que representa crescimento de 7,1% em comparação com o ano anterior.

Ásia concentra maioria dos maiores portos do planeta

O levantamento evidencia o domínio asiático no setor portuário mundial. Dos 20 portos com maior fluxo de contêineres, 14 estão localizados na Ásia, reforçando a força logística e comercial da região.

Segundo a análise, esse protagonismo é resultado de décadas de investimentos em infraestrutura, expansão industrial e integração das cadeias de suprimentos asiáticas com o mercado internacional.

A presença massiva de portos asiáticos no ranking também acompanha o avanço econômico da região, impulsionado pelo crescimento do PIB e pela ampliação da conectividade marítima.

Comércio marítimo segue estratégico para a economia global

O estudo destaca ainda a importância do transporte marítimo para o abastecimento global e para o funcionamento das cadeias produtivas internacionais.

Rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, continuam sendo fundamentais para o fluxo de mercadorias e energia ao redor do mundo, evidenciando a dependência da economia global do comércio marítimo.

Além disso, o volume de movimentação nos portos é considerado um dos principais indicadores da atividade econômica mundial, refletindo tendências de consumo, produção industrial e comércio exterior.

Crescimento do tráfego portuário chama atenção

O avanço no número de TEUs movimentados em 2024 reforça a recuperação e a expansão do comércio internacional após períodos de instabilidade logística registrados nos últimos anos.

Para especialistas, o desempenho dos grandes portos internacionais continuará sendo decisivo para a competitividade econômica e para a eficiência das cadeias globais de distribuição.

FONTE: Portal Tela
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tela

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