Comércio Exterior

Exportações da China crescem 8,3% em setembro, mesmo com tensão da guerra tarifária com os EUA

A China registrou um aumento de 8,3% nas exportações em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O país acumulou US$ 328,6 bilhões em receitas de exportação, resultado que superou as expectativas e demonstrou força da economia chinesa em meio à nova escalada da guerra comercial com os Estados Unidos.

O desempenho positivo antecede a entrada em vigor da tarifa de 100% sobre produtos chineses, anunciada recentemente pelo presidente Donald Trump. As novas taxas começam a valer em 1º de novembro, o que significa que os dados de setembro ainda não refletem o impacto direto da medida.

Exportações superam expectativas e mostram força do comércio chinês

De acordo com o vice-ministro da GACC, Wang Jun, o resultado reflete a capacidade da China de resistir às pressões externas e manter o ritmo de crescimento.

“Apesar de um ambiente externo complexo, os produtos comerciais da China resistiram à pressão e alcançaram um crescimento constante, demonstrando forte resiliência”, afirmou o vice-ministro nesta segunda-feira (13).

A plataforma chinesa de dados econômicos Wind havia previsto um crescimento mais modesto, de 5,7% nas exportações, o que reforça o caráter surpreendente e otimista do balanço.

Importações também sobem e superávit ultrapassa US$ 90 bilhões

As importações chinesas tiveram alta de 7,4% em relação a setembro de 2024, somando US$ 238,1 bilhões. O resultado deixou o país com um superávit comercial de US$ 90,5 bilhões no mês — um dos maiores do ano.

Entre janeiro e setembro, o volume total da balança comercial da China atingiu US$ 4,7 trilhões, alta de 3,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Comércio entre China e EUA segue em queda

Apesar do bom desempenho global, os laços comerciais entre China e Estados Unidos continuam em retração. As exportações chinesas para o mercado norte-americano caíram 16,9% no acumulado do ano, enquanto as importações de produtos dos EUA recuaram 11,6%, segundo a GACC.

A deterioração da relação bilateral se intensificou após o anúncio das novas tarifas de 100% por parte de Trump, feito na sexta-feira (10), um dia depois de Pequim endurecer as restrições à exportação de terras raras — insumo essencial para a produção de tecnologia e equipamentos militares.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

China reage a tarifas de 100% impostas por Trump e acusa EUA de “duplo padrão”

A China reagiu neste domingo (12) ao anúncio do presidente Donald Trump, que decidiu aplicar tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses. O governo chinês acusou os Estados Unidos de adotar “dois pesos e duas medidas” e alertou que as novas sanções aprofundam a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Trump justificou a decisão como resposta à “postura comercial extraordinariamente agressiva” da China, que recentemente reforçou restrições à exportação de tecnologias ligadas às terras raras — um setor estratégico utilizado na fabricação de equipamentos como mísseis guiados, baterias, veículos elétricos e dispositivos eletrônicos.

As novas tarifas americanas devem entrar em vigor em 1º de novembro, “ou antes”, segundo o próprio Trump.

Pequim diz que medidas são injustas e prejudicam negociações

Em comunicado, um porta-voz do Ministério do Comércio da China classificou a declaração dos EUA como “um exemplo típico de duplo padrão”, afirmando que Washington prejudica o ambiente de diálogo econômico e comercial entre os dois países.

“As ações dos Estados Unidos afetam gravemente os interesses da China e dificultam qualquer avanço nas negociações”, destacou o ministério, acrescentando que ameaças constantes de tarifas elevadas não representam uma forma adequada de cooperação.

EUA ampliam sanções e tensões aumentam antes da APEC

As novas tarifas anunciadas por Trump se somam aos 30% já aplicados desde maio a todos os produtos chineses, além das taxas específicas sobre aço, alumínio, cobre, móveis e medicamentos, de acordo com informações da Casa Branca.

A medida também surge pouco antes da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para o fim de outubro, na Coreia do Sul. Trump declarou que não pretende mais se reunir com o presidente Xi Jinping durante o evento — um encontro que ele mesmo havia anunciado em setembro.

“Foi uma verdadeira surpresa”, disse o republicano, ao comentar a decisão da China de endurecer os controles sobre exportações de terras raras.

Trégua comercial chega ao fim e retaliações continuam

A nova ofensiva marca o fim da trégua comercial firmada entre Pequim e Washington no início do ano, que previa tarifas provisórias de 30% sobre produtos chineses e 10% sobre produtos americanos até novembro.

Na sexta-feira (10), a China respondeu anunciando tarifas “especiais” sobre navios americanos que atracarem em seus portos — uma retaliação direta às medidas impostas por Washington em abril.

Com ambos os países ampliando barreiras comerciais, o cenário aponta para uma nova fase de tensão entre China e Estados Unidos, com impactos potenciais sobre as cadeias globais de produção e o comércio internacional.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: FRED DUFOUR/AFP

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Comércio Exterior

China defende controle de exportação de terras raras e minimiza impacto nas cadeias globais

Pequim afirma que medidas têm foco em segurança e não devem afetar abastecimento internacional

O Ministério do Comércio da China afirmou neste domingo (12) que as novas restrições à exportação de terras raras terão impacto “muito limitado” nas cadeias globais de abastecimento. Segundo o governo chinês, as medidas são legítimas e visam aprimorar o sistema de controle de exportações, em conformidade com leis e regulamentos internacionais.

De acordo com o porta-voz do ministério, os controles de exportação não representam uma proibição total e as licenças serão concedidas a pedidos que atendam aos requisitos estabelecidos. Pequim afirmou ainda que informou antecipadamente seus parceiros comerciais sobre as novas regras, por meio de mecanismos bilaterais de diálogo.

“As empresas não precisam se preocupar”, garantiu o representante da pasta, destacando que o objetivo é evitar o uso de terras raras e seus derivados na produção de armamentos, reforçando o compromisso da China com a paz mundial e a não proliferação militar.

China amplia lista de metais controlados

Na última quinta-feira (9), o governo chinês anunciou uma nova rodada de restrições à exportação de terras raras, ampliando o controle para cinco novos metais estratégicos utilizados na fabricação de tecnologias avançadas.

A China domina mais de 70% da produção global e cerca de 90% do processamento mundial desses minerais, considerados essenciais para indústrias de defesa, energia e eletrônicos. As restrições têm sido vistas como instrumento de pressão geopolítica desde o início da guerra tarifária com os Estados Unidos, em abril deste ano.

Escalada nas tensões entre China e EUA

Em resposta às medidas chinesas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (10) uma tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas, com início previsto para 1º de novembro — ou antes, “dependendo de eventuais ações futuras de Pequim”, segundo o republicano.

Trump também afirmou que Washington implementará controles de exportação sobre softwares críticos destinados à China. A decisão, publicada na rede social Truth, foi classificada por Pequim como um exemplo de “dois pesos, duas medidas”.

O Ministério do Comércio chinês reagiu, dizendo que as medidas dos EUA “prejudicam gravemente os interesses da China” e deterioram o ambiente de negociações comerciais entre os dois países. “Ameaçar constantemente com tarifas elevadas não é a forma correta de cooperar com a China”, destacou o comunicado oficial.

Tensões podem afetar encontro da APEC

As novas medidas foram anunciadas às vésperas da reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que ocorrerá na Coreia do Sul. O evento poderia sediar um encontro entre os presidentes chinês e norte-americano, mas a escalada das tensões comerciais coloca a reunião em risco.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSN

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Investimento

Pentágono planeja investir US$ 1 bilhão em minerais críticos para reforçar estoque estratégico

O Pentágono pretende adquirir até US$ 1 bilhão em minerais críticos, segundo informações do Financial Times. O objetivo é fortalecer o estoque estratégico dos Estados Unidos, em meio à crescente preocupação com a dependência de matérias-primas da China. Os dados foram obtidos a partir de documentos recentes divulgados pela Agência de Logística de Defesa (DLA).

Reação às restrições chinesas e tensões comerciais

O plano de compra surge logo após o Ministério do Comércio da China anunciar novas restrições à exportação de terras raras e outros materiais essenciais para os setores de defesa e tecnologia. Em resposta, o presidente Donald Trump declarou na sexta-feira (10) que imporá uma tarifa adicional de 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro. Ele também prometeu estabelecer controles de exportação sobre softwares estratégicos.

China domina produção global de terras raras

Atualmente, a China é responsável por cerca de 70% da produção mundial de terras raras, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Esse monopólio chinês é visto há anos como uma ferramenta de pressão geopolítica, dada a importância desses elementos para a indústria militar e tecnológica.

Investimento em cobalto, antimônio e tântalo

De acordo com o Financial Times, a DLA pretende adquirir até US$ 500 milhões em cobalto, US$ 245 milhões em antimônio e US$ 100 milhões em tântalo. Esses minerais são fundamentais para a produção de baterias, ligas metálicas e componentes eletrônicos avançados.

Atualmente, a agência mantém estoques estratégicos de ligas metálicas, minérios e metais preciosos armazenados em diferentes depósitos pelo país. Em 2023, os ativos da DLA foram avaliados em aproximadamente US$ 1,3 bilhão, segundo o jornal britânico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Do otimismo à cautela: comércio global deve desacelerar drasticamente em 2026, alerta OMC 

Um dos assuntos mais comentados na última semana foi a previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que divulgou novas estimativas que indicam uma forte desaceleração do comércio global de mercadorias em 2026. Segundo a instituição, o crescimento será de apenas 0,5%, índice bem menor em relação à previsão anterior de 1,8%. Para 2025, no entanto, a projeção foi revista para cima: a expectativa passou de 0,9% para 2,4%, refletindo principalmente o aumento nas importações para os Estados Unidos antes da implementação de novas tarifas e o avanço do comércio de produtos ligados à inteligência artificial. 

De acordo com a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, o cenário é preocupante. “As perspectivas para o próximo ano são mais sombrias… Estou muito preocupada”, afirmou em entrevista em Genebra. Apesar disso, ela destacou que o sistema multilateral baseado em regras tem proporcionado alguma estabilidade diante da turbulência global (Fonte: Reuters). 

Efeito pós-tarifaço dos EUA 

A queda na perspectiva de crescimento para 2026 tem como principal causa o impacto das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos em 2025, sob o governo Donald Trump. As medidas tarifárias, que afetaram dezenas de países, aumentaram a imprevisibilidade no comércio internacional e reacenderam o debate sobre a escalada do protecionismo. Entre os países afetados, estão importantes parceiros comerciais como Brasil, Índia e Suíça. A União Europeia, por sua vez, fechou um acordo que estabeleceu tarifas de 15% sobre a maioria das importações. 

O cenário atual reforça um padrão de instabilidade já observado em anos anteriores. Em 2022, por exemplo, a OMC havia projetado crescimento de apenas 1% para 2023. Já em abril de 2025, a entidade chegou a prever queda de 0,2% no volume do comércio, mas revisou os números para cima em outubro do mesmo ano, mostrando a volatilidade das previsões diante de mudanças políticas e econômicas (Fontes: Estadão Conteúdo e UOL). 

Impactos imediatos nas exportações brasileiras 

Dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, com base em informações oficiais, apontam que as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 27,7% em apenas um mês, e 18,5% na comparação anual. O impacto foi ainda mais acentuado regionalmente: no Sudeste, principal polo exportador, a queda chegou a 38% no intervalo de 30 dias; no Nordeste, a retração impressiona, atingindo 52,7% entre julho e agosto. Segundo os pesquisadores, o saldo positivo no comparativo anual reflete um movimento de antecipação de embarques, realizado por empresas brasileiras em julho para escapar das sobretaxas. (Fonte: Jornal Nacional). 

Reflexos do momento político 

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, além dos reflexos das tarifas impostas pelos EUA, o comércio global reflete também o momento político previsto para o próximo ano. “Acredito que o mercado internacional terá desaceleração do crescimento global em 2026, conforme dados divulgados pela OMC, porém essa desaceleração será impulsionada principalmente por incertezas políticas que irão gerar barreiras comerciais, tendo em vista que teremos ano eleitoral no Brasil”, comenta.   

Além disso, a evolução das tecnologias mundiais tem interferido no comportamento do mercado. “Será um ano com foco em tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) como diferencial competitivo, com empresas se adaptando para a era de maior maturidade digital. Outros fatores a serem considerados incluem a estabilização da inflação na Zona do Euro, o crescimento da China e a necessidade de políticas multilaterais para mitigar tensões comerciais”, complementa Renata, que tem mais de 25 anos de experiência em comercio exterior e logística.  

Novos mercados, relações e oportunidades 

Segundo Renata, ao analisarmos o mercado global, não tem como deixar de fora a China, considerada hoje a segunda potência comercial mundial. Dados da OMC mostram que o país asiático se mantem em crescimento com tendência de alcançar até 4,26% de crescimento. “Apesar de uma taxa moderada a China ainda continuará sendo a indústria do Mundo e continuará a ser uma das melhores oportunidades negócios. Considero que seja um momento muito interessante para quem quer conhecer mais sobre a cultura de negociação e principalmente, quem quer buscar novas oportunidades aliadas ao mercado Chines”, fala.  

Para a CEO do ReConecta News é fundamental que os governos mantenham a inflação sob controle, reforcem a posição fiscal e promovam reformas que melhorem a qualidade institucional dos seus países. “Mudanças no sistema tributário podem ser impactantes nos resultados das empresas. Um outro fator que merece sua devida atenção são as questões de conflitos geopolíticos podem aumentar a aversão ao risco no mercado financeiro, impactando a performance da Bolsa de Valores”, explica.  

O que é a OMC 

Criada em 1995 durante a Rodada Uruguai do GATT, a Organização Mundial do Comércio é responsável por administrar os acordos multilaterais de comércio, servir como fórum de negociação de novas regras, supervisionar a implementação dos acordos e gerenciar o sistema de solução de controvérsias. 

O Brasil incorporou os textos da Rodada Uruguai em 1994, por meio do Decreto nº 1.355. Já o Acordo sobre Facilitação de Comércio, concluído na Conferência Ministerial de Bali em 2013, foi internalizado em 2018, por meio do Decreto nº 9.326. Entre os princípios básicos da OMC estão a não-discriminação, a previsibilidade, a concorrência leal e o tratamento especial a países em desenvolvimento. 

Desafio e oportunidade 

As novas projeções reforçam o desafio de manter a estabilidade no comércio global em um ambiente de crescente protecionismo e tensões políticas. Apesar da revisão positiva para 2025, o alerta para 2026 mostra que a resiliência do sistema multilateral ainda é testada por medidas unilaterais que podem comprometer investimentos, previsibilidade e o crescimento sustentável. 

Para Renata Palmeira, analisar o cenário de cada empresa e as projeções mundiais fazem parte do planejamento estratégico para o próximo ano. Muitas vezes o que aprece dificuldade pode ser oportunidade. “Teremos um “ano quente”, repleto de tensões e oportunidades. “Enquanto uns choram outros vendem lenços”, então busque em 2026 impactar o mercado com ações inovadoras, por isso sempre digo: seja a solução”, finaliza Renata.  


TEXTO: REDAÇÃO

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Comércio Exterior

Empresas chinesas migram para a Malásia em meio ao endurecimento das tarifas dos EUA

O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos está provocando uma reorganização no cenário global de produção. Grandes empresas chinesas de tecnologia estão transferindo parte de suas operações para a Malásia, em busca de novos polos industriais fora do alcance direto das sanções norte-americanas. A movimentação é resultado das novas medidas do Departamento de Comércio dos EUA, que ampliaram o alcance das restrições a subsidiárias de empresas incluídas na chamada “lista negra”.

EUA fecham brechas e ampliam controle sobre subsidiárias estrangeiras

A mais recente regra, anunciada pelo Bureau de Indústria e Segurança (BIS) em 29 de setembro, determina que qualquer empresa com participação majoritária (50% ou mais) de uma entidade listada estará sujeita às mesmas restrições de exportação. A medida, segundo o governo norte-americano, fecha uma “brecha significativa” que permitia a empresas sancionadas continuarem operando por meio de afiliadas internacionais.

As novas regras também se estendem às companhias incluídas na Lista de Usuários Finais Militares e a entidades sujeitas a sanções específicas, ampliando o cerco contra conglomerados tecnológicos chineses.

Washington busca reduzir dependência de chips de Taiwan

Em paralelo, o governo dos EUA estabeleceu uma meta ambiciosa de independência tecnológica: reduzir pela metade a dependência de semicondutores avançados de Taiwan, responsável por 95% da produção global desses chips.

O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o objetivo é que 50% dos chips avançados utilizados no país sejam produzidos dentro dos EUA ou em nações aliadas, como Japão e países do Oriente Médio. A medida reflete preocupações com segurança nacional e com a vulnerabilidade das cadeias de suprimento em meio às tensões geopolíticas no Indo-Pacífico.

Malásia emerge como novo polo industrial chinês

A Malásia desponta como um dos principais destinos para o capital chinês em meio à guerra comercial. Segundo Dersenish Aresandiran, diretor comercial do Malaysia Aviation Group, a procura por voos executivos entre China e Malásia aumentou consideravelmente, impulsionada por novos investimentos industriais.

Empresas chinesas têm se instalado no país do Sudeste Asiático para contornar tarifas norte-americanas e aproveitar incentivos fiscais locais. Setores como semicondutores, veículos elétricos e infraestrutura são os mais beneficiados por essa reconfiguração da cadeia global de produção.

Pequim aposta em novo visto para atrair talentos globais

Enquanto os EUA restringem a entrada de profissionais estrangeiros, a China lançou o “visto K”, voltado para jovens talentos estrangeiros das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).

O programa, anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, tem como objetivo atrair especialistas internacionais e fortalecer a capacidade tecnológica nacional, especialmente em segmentos estratégicos como os semicondutores. A medida faz parte da estratégia de Pequim para contrabalançar as sanções americanas e consolidar sua posição na disputa pela liderança tecnológica global.

Setor de alta tecnologia acelera na economia chinesa

Mesmo sob pressão internacional, a indústria de alta tecnologia chinesa continua em expansão. O Índice da Nova Economia (NEI), calculado pelo Caixin BBD, subiu para 31,2 pontos em setembro, alta de 1,3 ponto em relação a agosto.

O crescimento reflete o aumento dos investimentos em biotecnologia, inovação e mão de obra qualificada, compensando a retração dos aportes de capital. O índice monitora o peso das indústrias emergentes na economia chinesa, que hoje representam 31,2% do total de insumos econômicos do país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

China anuncia controle de exportação de terras-raras e baterias

Novas regras para exportação entram em vigor em novembro

O Ministério do Comércio da China e a Administração Geral das Alfândegas anunciaram nesta quinta-feira medidas que restringem a exportação de terras-raras, baterias de lítio e materiais superduros.

A partir de 8 de novembro, itens como matérias-primas de terras-raras médias e pesadas, incluindo o hólmio, baterias de lítio e materiais de ânodo de grafite sintética, só poderão ser exportados mediante aprovação oficial do governo chinês.

Impacto nas negociações internacionais

O anúncio aumenta a tensão sobre o comércio entre China e Estados Unidos, já que a exportação de terras-raras e ímãs é um dos pontos mais sensíveis discutidos pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O Ministério do Comércio chinês reforçou que está aberto ao diálogo bilateral para promover o comércio em conformidade, mantendo canais de comunicação sobre políticas e práticas de controle de exportação.

Justificativa do governo chinês

Segundo autoridades, as restrições se aplicam a itens de uso dual, ou seja, produtos que podem ter aplicação tanto civil quanto militar. A China afirma que as medidas estão em conformidade com leis internacionais e visam proteger a segurança nacional e cumprir compromissos globais de não proliferação.

O governo também garantiu que as medidas não têm como alvo nenhum país específico e que pedidos de exportação legais e conformes serão aprovados após análise.

Repercussão no mercado global

Especialistas alertam para o impacto das restrições na cadeia global de suprimentos. Ellie Saklatvala, da consultoria Argus, destaca:

“A expansão do controle de exportação da China para elementos de terras-raras pesadas aumenta significativamente o risco de perturbações industriais em todo o mundo. Não há produção comercial fora da China para a maioria desses elementos, e já observamos uma corrida por materiais adicionais fora do país.”

O óxido de érbio, por exemplo, já apresentava dificuldades de fornecimento antes do anúncio oficial, com embarques retidos em portos chineses e aumento de preços na Europa para cerca de US$ 50/kg. Com a inclusão oficial do érbio nas restrições, espera-se restrição ainda maior da oferta e possível alta de preços globalmente.

Rigor na fiscalização e desafios futuros

Embora a China já controlasse tecnologias relacionadas às terras-raras, a medida recente enquadra esses itens como de “uso dual”, o que indica aplicação mais rigorosa.

Ainda não está definido como o governo rastreará a exportação de produtos contendo terras-raras por entidades estrangeiras, mas fornecedores fora da China deverão se adaptar às novas regras para não comprometer relações comerciais com o país.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Yang Shiyao

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Comércio Exterior

Soja brasileira ganha espaço na China em meio à guerra comercial entre EUA e o país asiático

Brasil assume protagonismo nas exportações de soja para a China.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China tem redefinido o mercado global de commodities agrícolas, beneficiando diretamente o Brasil. Entre junho e agosto de 2025, o país asiático suspendeu a compra de soja norte-americana e passou a priorizar fornecedores alternativos, como o Brasil e a Argentina.

O levantamento é da American Farm Bureau Federation (AFBF), principal entidade representativa do setor agrícola dos Estados Unidos, que reúne cerca de 6 milhões de produtores rurais. O estudo mostra que as importações chinesas de soja dos EUA despencaram para o menor nível histórico neste ano, enquanto o Brasil consolidou sua posição como principal exportador do grão ao mercado chinês.

Queda recorde nas importações de soja americana

De janeiro a agosto de 2025, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja norte-americana, ante 26,5 milhões de toneladas no mesmo período de 2024, o que representa uma redução de quase 80%.

O relatório aponta ainda que, entre junho e agosto, os Estados Unidos “virtualmente não embarcaram nada” de soja para a China — e o país asiático não adquiriu novos volumes da safra futura.

Enquanto isso, o Brasil exportou mais de 77 milhões de toneladas do produto para o mercado chinês no mesmo intervalo. A Argentina também ampliou suas vendas após suspender temporariamente o imposto de exportação, que voltou a ser aplicado quando o valor exportado ultrapassou US$ 7 bilhões.

Estratégia chinesa de diversificação de fornecedores

De acordo com a AFBF, o cenário atual é resultado de uma política de diversificação de fornecedores adotada pela China desde 2018, quando teve início a primeira guerra comercial sob o governo Donald Trump. Desde então, o país asiático vem reduzindo sua dependência dos produtores norte-americanos, mesmo diante de uma demanda interna crescente.

Impacto em outras exportações dos EUA

A perda de espaço no mercado chinês não se restringe à soja. Segundo o relatório, as exportações de milho, trigo e sorgo dos Estados Unidos à China caíram a zero em 2025, enquanto as vendas de carne suína e algodão seguem em ritmo reduzido.

O Departamento de Agricultura dos EUA projeta que o valor total das exportações agrícolas para a China cairá para US$ 17 bilhões neste ano — uma retração de 30% em relação a 2024 e mais de 50% abaixo do registrado em 2022. Para 2026, a previsão é ainda mais negativa: US$ 9 bilhões, o menor patamar desde 2018.

Governo Trump prepara novo pacote de apoio ao setor agrícola

Diante das perdas, o governo Donald Trump planeja um novo pacote de ajuda financeira aos produtores rurais, semelhante ao de 2019, quando mais de US$ 22 bilhões foram destinados ao setor durante a primeira fase da disputa comercial.

Usaremos os recursos das tarifas para apoiar nossos agricultores”, afirmou Trump em sua rede Truth Social. Paralelamente, o Tesouro norte-americano estuda medidas emergenciais para conter o déficit comercial agrícola.

Além dos efeitos da guerra comercial, os produtores enfrentam queda nos preços das commodities e aumento dos custos logísticos, agravados pelo baixo nível do Rio Mississippi, rota crucial para o escoamento da safra. O Departamento de Agricultura estima que a renda agrícola dos EUA caia 2,5% em 2025, atingindo o menor valor desde 2007.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO AGÊNCIA BRASIL / Reuters/Brian Snyder

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Portos

Determinação das taxas USTR 301 para embarcações – ônus sobre os operadores de navios

Faltando menos de duas semanas para a implementação de taxas portuárias adicionais para embarcações de propriedade, operadas ou construídas na China, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), agência responsável pela cobrança, detalhou os principais requisitos por meio de seu Cargo Systems Messaging Service.

No caso das taxas que também se aplicam a todos os navios transportadores de veículos construídos fora dos EUA, a CBP declarou:

“O ônus de determinar se uma embarcação deve a taxa é do operador, NÃO da CBP.”

As tarifas, que entram em vigor para embarcações que atracarem em portos dos EUA a partir de 14 de outubro, foram confirmadas nos seguintes valores:

  • US$ 50 por tonelada líquida para embarcações de chegada de propriedade ou operadas por uma entidade chinesa;
  • Para porta-contêineres construídos na China: o valor mais alto entre US$ 18 por tonelada líquida ou US$ 120 por cada contêiner descarregado;
  • US$ 14 por tonelada líquida para embarcações classificadas como transportadoras de veículos ou do tipo roll-on/roll-off.

Os pagamentos devem ser feitos diretamente ao Departamento do Tesouro dos EUA através do portal seguro pay.gov, e não no momento da entrada no porto.

Os operadores de navios são “fortemente encorajados” a quitar as taxas com pelo menos três dias de antecedência da chegada. Aqueles sem comprovante de pagamento ficarão impedidos de realizar operações de carga e descarga ao atracar em portos norte-americanos.

As taxas serão calculadas pelo sistema pay.gov com base nas declarações apresentadas pelos operadores por meio do formulário Section 301 Payment Form. Após o pagamento, a confirmação será repassada ao sistema Vessel Entrance and Clearance System (VECS).

Ainda há incertezas quanto à definição de embarcação de propriedade chinesa, especialmente em casos de navios financiados por meio de arrendamentos chineses, modalidade que ganhou popularidade nos últimos anos.

Segundo a consultoria Alphaliner, apenas as 10 maiores companhias de transporte de contêineres deverão arcar com US$ 3,2 bilhões em taxas USTR 301 até 2026, considerando a frota atual. As mais afetadas seriam a chinesa Cosco Shipping Container Lines e sua subsidiária listada em Hong Kong, Orient Overseas Container Line (OOCL), que juntas pagariam US$ 1,53 bilhão em tarifas.

FONTE: Seatrade Maritime News
IMAGEM: Reprodução/Porto de Los Angeles

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