Negócios

Apple fechará loja na China pela 1ª vez, mas planeja novas unidades no país

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China

A Apple anunciou nesta segunda-feira, 28, que fechará, pela primeira vez, uma loja de varejo na China. Em comunicado em seu site, a empresa informou que a unidade localizada no Parkland Mall, no distrito de Zhongshan, na cidade de Dalian, encerrará suas operações em 9 de agosto.

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China.

Outra loja em Dalian continuará operando normalmente. A Apple também planeja abrir uma nova unidade em Shenzhen no dia 16 de agosto, além de já ter inaugurado uma loja em Anhui em janeiro deste ano.

Segundo a Bloomberg, a companhia pretende abrir mais pontos de venda em Pequim e Xangai ao longo do próximo ano.

De acordo com o South China Morning Post, os funcionários da loja que será fechada poderão se transferir para outras unidades.

Fonte: InfoMoney

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Notícias

Tempestades deixam 30 mortos em Pequim

De acordo com a mídia estatal, mais de 80 mil pessoas foram retiradas da cidade. No distrito onde ocorreu a maior parte das mortes choveu 573,5 mm – quase o total da precipitação média anual para a região.

As tempestades que vem atingindo a China deixaram 30 mortos até o momento na capital, Pequim, segundo balanço divulgado pela agência de notícias estatal Xinhua, nesta terça-feira (29).

De acordo com o jornal estatal “Beijing Daily”, mais de 80 mil pessoas foram retiradas da cidade devido às tempestades, dezenas de estradas foram fechadas e mais de 130 vilarejos ficaram sem energia elétrica.

“As chuvas extremamente fortes contínuas causaram grandes desastres”, afirma o jornal.

Em pronunciamento na noite desta segunda-feira (28), o presidente chinês, Xi Jinping, pediu que as autoridades se preparassem para o pior cenário e acelerassem a transferência de moradores nas áreas com risco maior de inundação.

Em Hebei, nos arredores da capital, um deslizamento de terra nesta segunda também deixou oito mortos e quatro desaparecidos, informou a emissora estatal CCTV.

As fortes chuvas começaram no dia 23 de julho, mas atingiram seu pico em Pequim e nas províncias vizinhas nesta segunda-feira, com Miyun registrando chuvas de até 573,5 mm – níveis que a mídia local descreveu como “extremamente destrutivos”. A precipitação média anual em Pequim é de cerca de 600 mm.

Fonte: G1

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Internacional

China divulga plano de ação para IA poucos dias após os EUA, enquanto a corrida tecnológica global se intensifica

A corrida tecnológica entre as duas maiores economias do mundo acaba de se intensificar.

No sábado, a China divulgou um plano de ação global para a inteligência artificial, pedindo cooperação internacional no desenvolvimento e regulação da tecnologia.

A notícia veio com o início da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, organizada pelo Estado, em Xangai, com um discurso de abertura do premiê Li Qiang. Segundo um comunicado oficial, ele anunciou que o governo chinês propôs a criação de uma organização global de cooperação em IA.

Dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um plano de ação americano para IA, que incluía apelos para reduzir o que chamou de viés “woke” nos modelos de IA e apoiar a expansão da tecnologia norte-americana no exterior.

“Dois campos estão começando a se formar agora,” disse George Chen, sócio do Asia Group e copresidente da área digital.

“A China claramente quer manter uma abordagem multilateral, enquanto os EUA querem construir seu próprio bloco, com foco direto no crescimento da China no campo da IA,” disse George Chen.

Ele observou que a China pode atrair participantes por meio da Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto os EUA provavelmente contarão com o apoio de seus aliados, como Japão e Austrália.

Em seu discurso, o premiê Li enfatizou o plano “IA+” da China, voltado à integração da tecnologia em diversos setores, e afirmou que o país está disposto a ajudar outras nações com essa tecnologia, especialmente no Sul Global — termo que se refere de forma ampla a economias menos desenvolvidas, sobretudo países fora das esferas de influência dos EUA e da Europa.

Desde 2022, os EUA têm tentado restringir o acesso da China a semicondutores avançados usados no treinamento de modelos de IA. No início deste mês, a fabricante norte-americana de chips Nvidia informou que os EUA autorizaram a retomada das exportações para a China de um chip menos avançado, o H20, após uma pausa de aproximadamente três meses.

No entanto, a China vem desenvolvendo alternativas nacionais, que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, elogiou e descreveu como “formidáveis” neste mês, durante sua terceira visita ao país em 2025.

O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, se reuniu com o secretário do Partido em Xangai, Chen Jining, na quinta-feira, antes do início da conferência de IA, segundo um anúncio da cidade. Um representante de Schmidt recusou-se a comentar.

Fonte: CNBC

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Negócios, Portos

Empresa de Hong Kong considera incluir investidor chinês na venda de portos do Panamá

O conglomerado CK Hutchison, de Hong Kong, sugeriu nesta segunda-feira (28, noite de domingo no Brasil) a possibilidade de que “um grande investidor estratégico” chinês se junte ao consórcio liderado pela americana BlackRock que deseja comprar seu negócio de portos fora da China, incluindo suas operações no Canal do Panamá. 

Através da subsidiária Panama Ports Company, a CK Hutchison opera dois dos cinco portos do Canal do Panamá desde 1997 por meio de uma concessão pública. 

A venda anunciada em março por US$ 19 bilhões (quase R$ 105 bilhões) foi vista como uma vitória política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que era contra a presença de empresas chinesas nesta importante via de transporte marítimo. 

Entretanto, a operação não foi bem recebida em Pequim, e o regulador de mercado da China anunciou em março que iria revisar o acordo para “proteger a concorrência justa” e “o interesse público”. 

Em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong, a CK Hutchison indica que serão necessárias mudanças nos integrantes do consórcio e na estrutura do acordo para que a operação possa “ser aprovada por todas as autoridades relevantes”. 

O conglomerado “continua em negociações com membros do consórcio com o objetivo de convidar um grande investidor estratégico [da China] para se unir como um membro relevante do consórcio”, disse o grupo em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong. 

A empresa não detalha com qual companhia chinesa está negociando. Recentemente, a agência Bloomberg publicou que o gigante naval chinês Cosco estava prestes a se unir ao consórcio. 

A analista da Bloomberg Intelligence, Denise Wong, afirmou que “as negociações em andamento e a possível inclusão de Cosco no consórcio provavelmente reduziram as preocupações com os obstáculos regulatórios chineses”.  

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que Pequim “realizará a supervisão conforme a lei, salvaguardará firmemente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento, e manterá um mercado justo e imparcial”. 

– Acordo viável –

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump estabeleceu como uma de suas prioridades a gestão do Canal do Panamá que, segundo ele, agora é controlado por empresas chinesas. 

A estrutura original do acordo previa que a BlackRock assumisse o controle dos dois portos panamenhos da CK Hutchison, Balboa e Cristóbal, localizados respectivamente nos extremos do Pacífico e do Atlântico do canal.  

O portos restantes seriam geridos pela empresa Terminal Investment Limited, do magnata italiano Gianluigi Aponte.  

A CK Hutchison afirmou que “pretende dar tanto tempo quanto for necessário para que essas conversas culminem” em um acordo viável.  

Em várias ocasiões, havia destacado que não prosseguiria com nenhuma transação que não tivesse aprovação de todas as autoridades competentes.  

Após anunciar a venda ao consórcio liderado pela BlackRock, a CK Hutchison foi alvo de críticas da administração central chinesa e também de líderes em Hong Kong, cidade semiautônoma do gigante asiático.

Fonte: AFP

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Internacional

China se diz pronta para cooperar com Brasil na defesa do sistema multilateral de comércio

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, reiterou que guerras tarifárias não têm vencedores

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou nesta segunda-feira (28) que o gigante asiático está pronto para trabalhar com o Brasil e outros países em defesa de um comércio justo multilateral, em meio as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.

“A China está pronta para trabalhar com o Brasil, outros países da América Latina e do Caribe e os países do Brics para, em conjunto, defender o sistema multilateral de comércio centrado na OMC [Organização Mundial do Comércio] e a equidade e justiça internacionais”, disse, em coletiva de imprensa.

Além disso, Jiakun reafirmou que as guerras tarifárias “não têm vencedores”. “A China já deixou clara sua posição sobre os aumentos de tarifas dos EUA sobre o Brasil. Permitam-me enfatizar que as guerras tarifárias não têm vencedores e que práticas unilaterais não atendem aos interesses de ninguém”, afirmou.

Por diversas vezes, o Brasil já deu acenos aos países que compõe o Brics para fortalecer as relações. Membros do governo defendem uma política externa multilateral, baseada em diálogo, respeito à soberania e equilíbrio entre as nações.

Porém, especialistas alertam para possíveis consequências que de se acionar órgãos como Brics e OMC contra tarifaço, que pode se tornar um “erro estratégico”.

“A capacidade dos fóruns multilaterais de atuarem como escudos diplomáticos é limitada e depende do tipo de fórum”, explica Guilherme Frizzera, especialista em relações internacionais.

“O Brics e o G20 não oferecem instrumentos jurídicos ou coercitivos, mas podem ser utilizados como plataformas de pressão política e coordenação com outros países que compartilhem preocupações semelhantes”, afirma.

A resposta combativa do presidente Lula, que chegou a dar pessoalmente a ordem de acionar a OMC em telefonema ao chanceler Mauro Vieira, visa preservar a imagem do Brasil como ator global independente.

“O entorno de Lula começa a ver esse episódio como um trunfo inesperado, com o poder de projetar a popularidade do presidente a partir de um discurso de enfrentamento e autonomia, mas essa retórica pode ser fulminada rapidamente, com os efeitos econômicos da taxação atingindo diretamente o bolso e o emprego do cidadão comum.”

Diálogo

A crise também reabre o debate sobre a tradicional estratégia brasileira de manter uma posição de equilíbrio entre grandes potências.

Segundo o coordenador do curso de relações internacionais da Universidade Católica de Brasília, Gustavo Menon, o diálogo é a melhor iniciativa para um acordo.

O conselho dele é enfrentar o desafio, diante da melhor tradição diplomática brasileiro, e seguir com os diálogos universalistas.

“Dessa forma, não negociar de maneira construtiva tende a aprofundar impactos negativos sobre a economia e a reputação internacional do Brasil, como revelam os inúmeros precedentes de outros países que já enfrentaram a mesma encruzilhada diplomática”, aponta Menon.

Fonte: R7

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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Internacional, Mercado Internacional

A Nvidia está enfrentando tanto Trump quanto a China

O crescimento explosivo da receita pode durar?

Uma honrosa exceção entre os bilionários da tecnologia que apoiaram Donald Trump na sua posse presidencial em 20 de janeiro foi Jensen Huang, o CEO da Nvidia. Ele adotou uma abordagem mais discreta, encontrando-se com Trump na Casa Branca pouco mais de dez dias depois. No início daquela mesma semana, sua empresa — a principal fornecedora de chips de inteligência artificial (IA) — havia perdido US$ 600 bilhões em valor de mercado durante uma onda de vendas causada pelo lançamento dos modelos de IA mais recentes da DeepSeek, uma empresa chinesa. Os planos de Trump para responder à fabricante emergente de modelos podem ter estado tão presentes na mente de Huang quanto a própria DeepSeek.

As ações da Nvidia posteriormente recuperaram boa parte do valor perdido, após a abordagem econômica da DeepSeek na construção de modelos levantar dúvidas sobre a demanda pelos avançados chips gráficos (GPUs) da Nvidia. Em 26 de fevereiro, a empresa divulgou resultados fortes para o trimestre encerrado em janeiro. Suas vendas cresceram impressionantes 78% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 39 bilhões. Os lucros também superaram as expectativas, embora as margens brutas tenham caído.

A resposta do governo americano à DeepSeek é o próximo passo esperado. A administração Biden tentou desacelerar os avanços da China em inteligência artificial (IA) restringindo a exportação dos chips e ferramentas de fabricação mais avançados, além de limitar os investimentos americanos em empresas chinesas de IA. Circulam relatos de que a administração Trump está considerando reforçar esses controles de exportação. Durante sua sabatina no Senado, Howard Lutnick — agora secretário de Comércio — ameaçou adotar uma postura rigorosa em relação às vendas de tecnologia para a China, destacando que os chips da Nvidia foram usados pela DeepSeek. “Isso tem que acabar”, declarou em tom enérgico. As vendas para a China representam cerca de 15% do total da Nvidia. A empresa não comentou sobre a possibilidade de novas restrições, mas elas são esperadas. “Achamos que haverá algum controle adicional de exportações após o caso da DeepSeek”, afirma Joseph Moore, do banco de investimentos Morgan Stanley.

Há dois instrumentos que o governo americano pode usar para dificultar ainda mais o comércio com a China, o que afetaria a Nvidia. O primeiro é limitar ainda mais a venda de GPUs diretamente para o país. Quando os controles anteriores entraram em vigor, a Nvidia desenvolveu um chip de GPU mais simples para o mercado chinês, chamado H20. A administração Trump agora estaria considerando restringir também a venda desse modelo. Dylan Patel, da consultoria SemiAnalysis, acredita que a Nvidia está suspendendo a produção do H20 em resposta a essa ameaça (ele afirma que mais de 1 milhão de unidades foram produzidas nos nove meses até o final de janeiro). A fabricante de chips tem argumentado discretamente ao governo americano que o H20 não oferece mais poder de processamento para os objetivos de IA da China do que chips comuns de videogames vendidos no país. Ainda assim, o uso do H20 para aplicações de IA na China está crescendo rapidamente, segundo relatos.

O segundo instrumento do governo americano visa impedir que empresas chinesas acessem GPUs por meio de terceiros países — objetivo da chamada “Estrutura para Difusão de IA” (Framework for AI Diffusion), uma norma provisória apresentada poucos dias antes da saída de Joe Biden do cargo. A intenção é barrar o contrabando ilegal de GPUs para a China e impedir que firmas chinesas acessem infraestrutura americana de IA por meio de data centers localizados em outros países. A medida entrará em vigor em meados de maio, a menos que seja revogada antes disso.

Como está, a nova regra limitaria o acesso de muitos países às GPUs mais avançadas, submetendo-os à supervisão regulatória americana e incentivando-os a se aliar a gigantes americanas de computação em nuvem, como Alphabet, Amazon e Microsoft. A Nvidia detesta essa medida. Criticou publicamente a administração Biden quando a regra foi anunciada, chamando-a de um emaranhado “equivocado” de excesso de regulação que enfraqueceria a competitividade dos EUA e prejudicaria o crescimento. Nos bastidores, a empresa argumenta que restringir o acesso à tecnologia americana de IA para mais de 150 países pode alienar aliados e empurrá-los para os braços da Huawei — uma gigante chinesa da tecnologia que está desenvolvendo seus próprios chips de IA. Ainda assim, Gregory Allen, do CSIS (um centro de estudos em Washington), acredita que a administração Trump apoiará a “estrutura básica” da regra, embora deva colocar sua própria marca sobre ela.

Jensen Huang ainda pode esperar mudar a opinião do presidente. Embora ele não faça parte da “broligarquia” da tecnologia que cerca Trump, tem boas conexões. Durante o período pré-eleitoral, o chefe da Nvidia elogiou generosamente Elon Musk — amigo do presidente — pela velocidade com que o empreendedor, agora agitador político, construiu um enorme data center em Memphis para a xAI, sua startup faminta por GPUs. Mesmo que os falcões da administração Trump queiram restringir com força as vendas de chips de IA para a China, Huang pode esperar que Musk use sua influência na Casa Branca para suavizar o impacto.

A geopolítica já tornou a vida difícil para a Nvidia na China. As sanções americanas contra a Huawei prejudicaram o maior concorrente da Nvidia no país, mas as restrições comerciais também afetaram a própria empresa americana. A participação das vendas para a China no total da Nvidia já caiu, passando de mais de 20% dois anos atrás para cerca de 15% hoje. Os esforços do governo chinês para estimular a demanda por chips nacionais também não ajudaram.

De modo geral, a Nvidia tem tentado manter-se em bons termos com a China — o que pode explicar por que ela critica abertamente os controles de exportação americanos. Isso, no entanto, não a poupou de virar peça no jogo geopolítico. Em dezembro, o governo chinês anunciou uma investigação sobre a Nvidia por supostas violações da lei antimonopólio do país, amplamente interpretada como retaliação às restrições impostas aos chips americanos.

A incerteza sobre os negócios da Nvidia na China torna seu crescimento futuro ainda mais dependente de vendas em outras regiões. A empresa continua dominante no restante do mundo e segue superando seus concorrentes por meio de atualizações frequentes de hardware e software. As vendas de sua nova arquitetura de IA, chamada Blackwell, dispararam no último trimestre.

A recuperação recente das ações da Nvidia sugere que investidores confiam em Huang e em outros que argumentam que os avanços da DeepSeek — ao baratear os modelos — acabarão gerando mais demanda por hardware de IA, e não menos, ao estimular a adoção da tecnologia. Desde a queda causada pela DeepSeek, as gigantes americanas de computação em nuvem indicaram que pretendem continuar aumentando os investimentos em data centers. Ainda assim, uma nota publicada por analistas do banco de investimentos TD Cowen, em 21 de fevereiro, afirma que a Microsoft cancelou recentemente alguns contratos de locação de data centers nos EUA (a empresa garante que ainda está comprometida em investir US$ 80 bilhões em infraestrutura neste ano). Apesar de todas as suas fortalezas, Jensen Huang ainda enfrenta turbulências tanto no cenário doméstico quanto no exterior.

Fonte: The Economist

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Internacional, Tecnologia

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, quer vender chips mais avançados para a China após a suspensão da proibição do H20

A Nvidia está buscando enviar chips mais avançados para a China do que os da geração atual, disse o CEO Jensen Huang nesta quarta-feira, enquanto tenta revitalizar as vendas na segunda maior economia do mundo.

Os comentários foram feitos após a Nvidia anunciar na segunda-feira que retomará as vendas do chip de inteligência artificial H20 para a China, revertendo uma proibição anterior. O H20 é um semicondutor menos avançado, projetado para cargas de trabalho de IA que estão em conformidade com as restrições de exportação dos EUA para a China.

“Espero conseguir levar chips mais avançados para a China do que o H20”, disse Huang durante uma coletiva de imprensa em Pequim, na China, em resposta a uma pergunta da CNBC.

“E a razão para isso é que a tecnologia está sempre avançando… hoje o Hopper é excelente, mas daqui a alguns anos teremos tecnologias cada vez mais avançadas, e acho sensato que o que nos for permitido vender na China também continue a melhorar com o tempo”, disse ele, referindo-se ao Hopper, a arquitetura de chips da Nvidia na qual o H20 é baseado.

A Nvidia tem sido alvo das tensões entre os Estados Unidos e a China em relação ao comércio e à tecnologia. A gigante da tecnologia enfrentou diversas rodadas de restrições que a forçaram a limitar o acesso de seus chips mais avançados à China. Em resposta, a Nvidia desenvolveu semicondutores que estão em conformidade com as restrições de exportação, como o H20.

Em maio, a Nvidia registrou uma baixa contábil de US$ 4,5 bilhões relacionada ao estoque não vendido do H20 e afirmou que suas vendas no último trimestre fiscal teriam sido US$ 2,5 bilhões maiores se não houvesse restrições de exportação.

Jensen Huang tem adotado uma postura cuidadosa: ao mesmo tempo em que elogia as políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, de trazer a fabricação de chips de volta para os Estados Unidos, também faz lobby por mudanças nas restrições impostas à China.

O CEO da Nvidia argumenta que o mercado de IA na China pode valer US$ 50 bilhões nos próximos dois a três anos, e que seria uma “perda tremenda” para as empresas americanas ficarem de fora desse mercado. Huang também disse à CNBC neste ano que a rival chinesa Huawei “cobre bem o mercado chinês” caso as empresas dos EUA não possam participar.

“Controles de exportação são coisas que estão fora do nosso controle e podem ser bastante disruptivos para o nosso negócio. Nosso papel é apenas informar os governos sobre a natureza e as consequências não intencionais das políticas que eles implementam”, disse Huang durante sua visita a Pequim.

A Nvidia também apresentou um plano para lançar chips mais avançados, embora ainda não esteja claro se o governo dos EUA permitirá que a empresa venda esses produtos para companhias chinesas. No entanto, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sugeriu na terça-feira que o governo deve continuar permitindo a venda de chips para a China, de modo que as empresas chinesas permaneçam dependentes da tecnologia americana.

“A ideia é que os chineses são mais do que capazes de fabricar seus próprios chips”, disse Lutnick à CNBC. “Você quer estar sempre um passo à frente do que eles conseguem construir, para que continuem comprando os nossos.”

Fonte: CNBC

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Internacional

Brasil criará agência tributária e aduaneira na China

Iniciativa é considerada estratégica pela Receita Federal

O Brasil vai criar uma agência tributária e aduaneira na China, informou na segunda-feira (21) o Ministério da Fazenda.

Segundo a pasta, a iniciativa é considerada estratégica pela Receita Federal desde 2023, e o processo não tem motivação política, justificando-se pelo fluxo crescente de mercadorias entre os dois países.

Essa será a quinta Adidância Tributária e Aduaneira da Receita Federal, postos avançados do Fisco brasileiro em outros países para agilizar o comércio e reduzir a burocracia.

As primeiras unidades foram abertas em 2000, em Washington e em Buenos Aires. Em 2002, foram inauguradas as agências em Assunção e em Montevidéu.

A criação da adidância na China, informou a Fazenda, está em andamento. De acordo com a pasta, como o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, a presença de um adido especializado trará vantagens, como:

  • entendimento mútuo das legislações;
  • redução de entraves burocráticos;
  • impulsionamento do comércio bilateral.

O Ministério da Fazenda também informou que a unidade na China ajudará a reduzir práticas ilícitas que prejudicam o comércio bilateral, por meio do:

  • combate à evasão fiscal;
  • combate ao contrabando;
  • troca direta de informações e experiências.

Debatida internamente pelo governo desde 2023, a criação da adidância foi analisada por diversos órgãos e ministérios nos últimos dois anos. O Itamaraty avaliou a iniciativa no início deste ano.

Esse é mais um ato de aproximação entre o Brasil e a China. No início do mês, os dois países assinaram um memorando para a realização de estudos para um corredor ferroviário que ligará os Oceanos Atlântico e Pacífico, integrando ferrovias brasileiras à futura ferrovia que ligará Lucas do Rio Verde (MT) ao porto de Chanclay, no Peru.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior, Importação

China assume protagonismo nas importações brasileiras

No primeiro semestre de 2025, quase um terço das compras externas brasileiras vieram da China, um recorde histórico que sinaliza mudança na balança comercial nacional

Entre os meses de janeiro e junho deste ano, o Brasil passou por uma transformação em sua balança comercial, com forte avanço da China como principal parceira nas importações: 26,3% das compras externas brasileiras vieram do país asiático, marcando um recorde histórico, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% sobre o mesmo período do ano anterior, um dado ainda superior ao desempenho das importações brasileiras, que subiram 16,7% no total durante os primeiros seis meses do ano. Ainda no período, os preços médios das importações chinesas tornaram-se ainda mais competitivos, com queda de 8,1%.

Para a Target Trading, empresa brasileira com 28 anos de atuação em comércio exterior, o bom índice é sustentado por fatores como a melhor compreensão das características do mercado brasileiro por parte das empresas chinesas, investimentos em fábricas e infraestrutura no Brasil, como a participação em portos, o que contribui diretamente para o crescimento das trocas comerciais, além de clara evolução da qualidade de produtos chineses. “Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.

A atuação da empresa com a China passa pela importação de máquinas de grande porte e autopeças. A Target Trading conta com uma forte infraestrutura logística, com centros de manutenção e inspeção para garantia de qualidade dos produtos, permitindo acompanhar de perto a evolução no crescimento dos negócios entre os dois países. 

Em meio a um cenário de constantes atualizações, a balança comercial aponta ainda uma queda de participação dos Estados Unidos para para 16% no primeiro semestre – o segundo menor patamar em 10 anos. “É importante destacar que devemos manter o bom diálogo e chegar a um bom termo com os Estados Unidos, que ainda se mantêm como um parceiro relevante para o país”, conclui Carlos Campos Jr.

Fonte: Target Trading

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