Mercado Internacional

Rui Costa: Governo aumenta diálogo com China, Europa e mundo árabe para abrir mercado

“Queremos que o Brasil diversifique ainda mais suas exportações e diminua sua exposição às intempéries americanas”, afirmou o ministro

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta terça-feira, 26, que o governo está respondendo com um conjunto de ações ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil.

Entre os itens, disse que o Executivo está ajudando “fortemente” na abertura de novos mercados para as exportações brasileiras. As falas foram feitas na abertura da reunião ministerial.

“Queremos que o Brasil diversifique ainda mais suas exportações e diminua sua exposição às intempéries americanas”, afirmou Rui Costa.

Como parte dessa agenda, o ministro destacou a intensificação de diálogo com China, Europa e mundo árabe.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Banco Central do Brasil firmou acordo bilionário com a China para uso do yuan — em movimento que aumenta pressão sobre a hegemonia do dólar; VEJA VALOR

Em maio de 2025, o Banco Central do Brasil anunciou um acordo histórico com o Banco Popular da China: um swap cambial equivalente a R$ 157 bilhões (US$ 27,7 bilhões), válido por cinco anos. A operação, à primeira vista técnica, é na verdade um marco geopolítico. Mais do que garantir liquidez em situações de crise, o swap acelera o uso do yuan no comércio bilateral e sinaliza ao mundo que o Brasil está disposto a diversificar sua dependência do dólar.

Esse movimento coloca o país no centro da disputa entre duas potências: de um lado, os Estados Unidos, que ainda dominam 80% das transações globais com sua moeda; do outro, a China, que busca consolidar o yuan como referência internacional em contratos de energia, commodities e tecnologia.

O que é um swap cambial — e por que esse importa tanto

Um swap cambial é um acordo entre dois bancos centrais que permite a troca de moedas por um valor pré-determinado, funcionando como um “colchão de liquidez”.

Se uma crise cambial atingir o Brasil, por exemplo, o Banco Central pode recorrer ao yuan diretamente, sem depender de dólares intermediários.

No entanto, o acordo de 2025 não é apenas uma linha de defesa contra crises. Ele reflete a estratégia chinesa de ampliar o uso de sua moeda no comércio global e criar alternativas ao sistema financeiro dominado por Washington. Para o Brasil, abre-se a oportunidade de reduzir custos de transação, dar mais competitividade ao agronegócio e à mineração, e aumentar a resiliência em tempos de instabilidade cambial.

O  peso da China no comércio brasileiro

A relevância do yuan cresce porque a China já é, há mais de uma década, o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o comércio bilateral somou US$ 157 bilhões, com superávit recorde para os brasileiros.

Produtos como soja, minério de ferro, petróleo e carne representaram a maior parte das exportações, enquanto o Brasil importou principalmente insumos industriais e tecnologia.

O dado mais simbólico é que, no primeiro trimestre de 2025, 41% do comércio entre Brasil e China já foi liquidado em yuan, um índice histórico. Isso significa que empresas brasileiras estão pagando e recebendo diretamente na moeda chinesa, sem precisar passar pelo dólar — algo impensável há poucos anos.

O alerta de Washington

Nos Estados Unidos, o avanço do yuan é visto como um desafio direto à supremacia do dólar. A moeda americana ainda domina as reservas internacionais e é usada em cerca de 80% das transações de câmbio.

Mas cada acordo que fortalece o yuan em países estratégicos — como Brasil, Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes — é interpretado como um passo na erosão lenta, porém consistente, da hegemonia americana.

Autoridades em Washington já expressaram preocupação. O temor é que, ao reduzir a dependência do dólar, países como o Brasil também diminuam sua vulnerabilidade a sanções e pressões financeiras dos EUA, criando uma rede paralela de transações globais.

Europa em compasso de espera

Se os EUA soam o alarme, a União Europeia observa com cautela. Bruxelas teme que, ao fortalecer acordos financeiros com a China, o Brasil deixe de priorizar negociações com o bloco europeu — que já sofre desgaste nas conversas sobre o acordo Mercosul–UE.

Além disso, a transição para moedas alternativas no comércio global ameaça a competitividade das empresas europeias, que operam sob regras mais rígidas e menos flexíveis do que as chinesas.

Conexão com os BRICS e a desdolarização

O swap não pode ser analisado isoladamente. Ele é parte de uma estratégia mais ampla dos BRICS, que vêm discutindo há anos alternativas ao dólar.

Em 2024, o grupo anunciou a expansão para incluir Arábia Saudita, Egito e Irã, e reforçou o debate sobre o BRICS Pay, um sistema de pagamentos que permitiria transações multilaterais em moedas locais.

Embora a criação de uma “moeda única dos BRICS” ainda pareça distante, a soma de acordos bilaterais, como o swap Brasil–China, constrói na prática um sistema multipolar de pagamentos, onde o dólar perde espaço gradualmente

Os impactos diretos no Brasil

Para o Brasil, os efeitos imediatos do swap são claros:

  • Agronegócio: exportadores de soja, carne e açúcar terão mais facilidade para fechar contratos em yuan, reduzindo custos e volatilidade.
  • Mineração: o minério de ferro e o níquel, vendidos em larga escala para a China, podem ser liquidados em moeda chinesa, facilitando operações de longo prazo.
  • Energia: com os novos projetos de petróleo e hidrogênio verde, o yuan pode se tornar referência em contratos energéticos.
  • Sistema financeiro: bancos brasileiros ganham acesso direto a reservas em yuan, fortalecendo a estabilidade cambial em tempos de turbulência.

O risco da nova dependência

Mas nem tudo são vitórias. Economistas alertam que trocar a dependência do dólar por uma dependência do yuan pode gerar novos problemas.

A moeda chinesa ainda não é totalmente conversível, e o mercado financeiro do país continua sob forte controle estatal. Isso significa que, em cenários de crise, o acesso ao yuan pode depender mais de decisões políticas de Pequim do que de mecanismos automáticos de mercado.

Em outras palavras: o swap amplia a autonomia frente aos EUA, mas pode aumentar a vulnerabilidade frente à China.

Especialistas divergem sobre até onde o yuan pode avançar. Alguns acreditam que, sem abertura plena do sistema financeiro chinês, ele dificilmente substituirá o dólar. Outros, porém, apontam que não é necessário substituir para desafiar: basta conquistar fatias crescentes do comércio global.

Com o Brasil como parceiro estratégico, a China mostra que está disposta a usar diplomacia, investimentos e finanças para fortalecer sua moeda. Cada contrato assinado em yuan é uma vitória simbólica e prática na disputa pelo futuro do sistema monetário internacional.

Yuan, dólar e real

O acordo de R$ 157 bilhões coloca o Brasil no epicentro de uma batalha monetária que definirá as próximas décadas. Ao mesmo tempo em que amplia suas opções e reduz custos, o país também se aproxima ainda mais da órbita de Pequim.

A grande questão é: o Brasil será capaz de usar o swap como trunfo estratégico, diversificando suas parcerias sem se prender a um único polo de poder? Ou estará apenas trocando uma dependência histórica pelo risco de uma nova armadilha financeira?

De qualquer forma, uma coisa é certa: em 2025, o Brasil deixou de ser apenas observador para se tornar protagonista da disputa global entre dólar e yuan.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Internacional, Tecnologia

China consolida maior rede mundial de recarga de veículos elétricos até 2025

País avança em transição energética com recordes em energia renovável e inovação tecnológica

A China construiu a maior rede de recarga de veículos elétricos (VE) do mundo durante os cinco anos do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). A informação foi destacada pelo Global Times, que repercutiu declaração de Wang Hongzhi, diretor da Administração Nacional de Energia (NEA), em entrevista coletiva realizada pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado.

Segundo Wang, atualmente o país conta com, em média, duas estações de recarga para cada cinco veículos elétricos. Ele destacou que esse processo simboliza o avanço mais acelerado da história chinesa em direção à transição verde e de baixo carbono.

Avanços na matriz energética

De acordo com o representante da NEA, o consumo de energia nos primeiros quatro anos do atual Plano Quinquenal foi 1,5 vez maior que o crescimento total registrado em todo o período anterior (2016-2020). Além disso, apenas a expansão no consumo elétrico da China nos últimos cinco anos deve superar o consumo anual total da União Europeia.

Outro marco apontado por Wang foi o salto na participação das energias renováveis: a fatia de fontes limpas na capacidade instalada de geração passou de 40% para cerca de 60%. O dirigente ressaltou ainda a rápida expansão da geração eólica e solar, que superaram, sucessivamente, as marcas de 100 milhões, 200 milhões e 300 milhões de quilowatts instalados ao ano.

Liderança em inovação tecnológica

Wang afirmou que a China assumiu posição de liderança global em novas tecnologias energéticas, com mais de 40% das patentes mundiais do setor. Ele destacou que recordes em eficiência de conversão fotovoltaica e capacidade de turbinas eólicas offshore vêm sendo constantemente superados. Em apenas alguns anos, o país alcançou também a maior capacidade de armazenamento de energia do planeta.

Expansão do mercado e setores emergentes

A transformação verde impulsionou o dinamismo do mercado. Hoje, o país soma 970 mil empresas registradas no setor elétrico, número cinco vezes maior do que em 2020.

Du Zhongming, diretor do Departamento de Eletricidade da NEA, acrescentou que apenas em 2024 o consumo elétrico da indústria de veículos elétricos cresceu 34,3% em relação ao ano anterior, enquanto o setor de internet e serviços correlatos avançou 20,5%. Entre janeiro e julho de 2025, a demanda por recarga e troca de baterias aumentou mais de 40%.

“Esses números demonstram que o crescimento das indústrias emergentes aumentou a participação da eletricidade no consumo total de energia, promoveu o ajuste estrutural e impulsionou a transformação verde”, afirmou Du.

Perspectivas para o próximo ciclo

Com o fim do 14º Plano Quinquenal se aproximando, Wang destacou que a China conseguiu garantir segurança energética e pavimentar um caminho próprio de desenvolvimento de alta qualidade. Para o próximo ciclo (2026-2030), o dirigente assegurou que o país “não poupará esforços para avançar na construção de um novo sistema energético”, consolidando uma base sólida para sustentar a modernização chinesa.

Fonte: Brasil 247

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia

Soja Cai em Chicago Porque China Sinaliza Menos Apetite Pelo Grão dos EUA

A soja de Chicago caiu nesta segunda-feira (25), depois de atingir máximas de dois meses na sexta-feira (22), com os participantes do setor perdendo a confiança de que os compradores chineses comprariam a soja dos Estados Unidos, enquanto os comerciantes avaliaram as isenções concedidas às refinarias de petróleo dos EUA para o uso de biocombustíveis à base de soja.

A soja mais ativa da bolsa de Chicago fechou com queda de 10,75 centavos, a US$10,4775 por bushel.

No domingo, o embaixador de Pequim em Washington disse que o protecionismo dos EUA estava prejudicando a cooperação agrícola com a China e alertou que os agricultores não deveriam arcar com o preço da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

“Normalmente, em setembro, a China compra de 14% a 15% de suas necessidades de soja”, disse Dan Basse, presidente da AgResource. “Eles não vão comprar toneladas nos próximos dias, quando nem sequer estão conversando.”

Em relação ao milho, o cereal se firmou depois que um tour de safra previu a colheita dos EUA abaixo das estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA. O trigo subiu com o apoio dos futuros do milho e as esperanças de vendas de exportação dos EUA, com os preços robustos do Mar Negro.

Espera-se que o Departamento de Agricultura dos EUA reduza suas classificações das safras de milho e soja dos EUA em um relatório semanal nesta segunda-feira, disseram analistas em uma pesquisa da Reuters, embora os agricultores ainda estejam preparados para produzir grandes colheitas.

O milho fechou com alta de 0,75 centavos, a US$ 4,1225 por bushel, e o trigo fechou com alta de 2,5 centavos mais alto, a US$5,2975 por bushel.

Na sexta-feira, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA aprovou a maioria dos pedidos em atraso de pequenas refinarias de petróleo para isenções do uso obrigatório de biocombustíveis, levantando preocupações sobre a redução da demanda por combustíveis renováveis, geralmente produzidos a partir da soja.

A consultoria Pro Farmer previu na sexta-feira que os agricultores dos EUA colheriam uma safra recorde de milho, embora sua estimativa tenha colocado a safra abaixo das projeções do USDA, acrescentando um toque de alta ao mercado.

Fonte: Forbes Brasil

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Comércio Exterior

Trump ameaça impor tarifa de 200% se China não fornecer ímãs aos EUA

O gigante asiático tem demonstrado maior sensibilidade em relação às terras raras — estratégicas para a indústria de alto desempenho — e ao controle de sua oferta. Em abril, restringiu a exportação de vários itens desse setor, incluindo ímãs, em resposta ao aumento tarifário.

O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (25) que a China precisa fornecer ímãs aos Estados Unidos ou ele terá de “cobrar uma tarifa de 200% ou algo parecido”. A declaração foi feita em meio à disputa comercial e tecnológica entre os dois países. (leia mais abaixo)

A China tem demonstrado maior sensibilidade em relação às terras raras e ao controle de sua oferta. Em abril, incluiu vários itens desse setor, incluindo ímãs, na lista de restrições de exportação, em retaliação ao aumento das tarifas pelos EUA.

  • 🔎 As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos presentes em diversos países. A maior parte das reservas conhecidas está concentrada na China e no Brasil. Esses elementos são fundamentais para a produção de smartphones de última geração, carros elétricos e outras tecnologias avançadas, o que os torna estratégicos para a indústria de alta performance.

Os ímãs mais potentes geralmente são feitos de ligas que contêm elementos de terras raras, como neodímio e samário. O disprósio, outra substância, pode ser adicionado para aumentar a estabilidade térmica, especialmente em aplicações industriais e tecnológicas de alto desempenho.

A nova ameaça de Trump representa mais um capítulo da disputa comercial e tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. O embate se intensificou no segundo trimestre, após o tarifaço anunciado pelo republicano. Recentemente, os países chegaram a acordos para reduzir as taxas.

Em 11 de agosto, o Ministério do Comércio da China anunciou a prorrogação da suspensão de tarifas adicionais sobre produtos dos EUA. A medida, válida por 90 dias, foi adotada após Trump assinar uma ordem executiva que estende a trégua tarifária entre as duas nações.

Em comunicado, o governo chinês afirmou que as tarifas de 10% atualmente aplicadas sobre produtos norte-americanos serão mantidas durante esse período.

Relembre o acordo entre os dois países

Em 12 de maio, EUA e China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” por um período de 90 dias.

  • As tarifas dos EUA sobre importações chinesas caíram de 145% para 30%.
  • As taxas da China sobre produtos americanos foram reduzidas de 125% para 10%.

Duas semanas após o acordo, Trump acusou a China de descumpri-lo em publicação nas redes sociais. “A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, violou totalmente seu acordo conosco”, escreveu.

Em resposta ao republicano, o gigante asiático pediu que os EUA acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível” realizadas em Genebra, na Suíça, em maio.

O acordo, previsto para se encerrar em 12 de agosto, teve então a sua prorrogação confirmada um dia antes, com validade de mais 90 dias.

Desde que anunciou seu tarifaço — com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA e ter poder de barganha em negociações geopolíticas —, Donald Trump enfrenta críticas, inclusive de aliados. O embate com o governo chinês agravou ainda mais a situação.

Tarifaço reduz déficit, mas encolhe economia dos EUA

O tarifaço de Trump deverá reduzir o déficit total dos EUA em US$ 4 trilhões até 2035. Por outro lado, tende a frear os investimentos e a produtividade, além de enfraquecer o poder de compra de famílias e empresas.

A análise é do Congressional Budget Office (CBO), um órgão independente do Congresso dos EUA. Segundo relatório publicado nesta sexta-feira (22), a redução do déficit total do país (ou seja, o saldo negativo das contas públicas, incluindo juros da dívida) deverá ocorrer da seguinte forma:

  • O dinheiro arrecadado com as tarifas ajudará a diminuir o déficit primário (diferença entre receitas e despesas do governo) em US$ 3,3 trilhões até 2035.
  • Com isso, a menor necessidade de empréstimos federais deve cortar os gastos com juros da dívida em US$ 700 bilhões, totalizando um impacto de US$ 4 trilhões no período.

“Devido às recentes mudanças nas tarifas, essas estimativas são maiores do que a redução de US$ 2,5 trilhões nos déficits primários e a diminuição de US$ 500 bilhões nos gastos com juros que projetamos no início de junho”, diz o CBO.

Apesar do impacto positivo no saldo da dívida, o órgão do Congresso norte-americano estima que as recentes mudanças nas taxas de importação — tanto pelos EUA quanto por seus parceiros comerciais — reduzirão o tamanho da economia americana.

“Os efeitos negativos de tarifas mais altas se manifestam na redução de investimentos e produtividade”, afirma o CBO, acrescentando que bens de consumo e de capital (usados pelas empresas na produção) ficarão mais caros, o que diminuirá o poder de compra no país.

Segundo o órgão do Congresso norte-americano, a tarifa efetiva sobre produtos estrangeiros que entram nos EUA está 18 pontos percentuais acima das taxas praticadas em 2024.

Fonte: G1

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Importação, Mercado Internacional

China suspende importação de produtos avícolas da Argentina, cinco meses após retirar proibição

O aviso sobre a suspensão não indicou o motivo da medida ou por quanto tempo a suspensão poderia permanecer em vigor

A China suspendeu as importações de produtos avícolas da Argentina a partir de 20 de agosto, apenas cinco meses depois de retirar uma proibição de dois anos.

O aviso sobre a suspensão, que foi publicado em um site da alfândega, não indicou o motivo da medida ou por quanto tempo a suspensão poderia permanecer em vigor.

As autoridades alfandegárias não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Pequim também proibiu as importações de aves e produtos relacionados de seu maior fornecedor, o Brasil, desde maio, e as importações da Espanha neste mês, com as autoridades observando surtos de gripe aviária em ambos os países.

O embargo de dois anos às aves argentinas ocorreu após a detecção da gripe aviária altamente patogênica (HPAI) nas aves comerciais do país.

“Essa decisão pode ajudar a sustentar os preços de alguns produtos avícolas, já que a China restringiu as importações de alguns dos principais fornecedores”, disse Pan Chenjun, analista sênior de proteína animal do Rabobank em Hong Kong.

“No entanto, seu impacto geral (sobre os preços) é provavelmente limitado devido ao atual excedente de carne de aves da China e às contínuas dificuldades financeiras do setor.”

A China importa principalmente produtos avícolas, como pés de frango, asas de frango e pedaços de frango com osso.

As importações de carne de aves da China de janeiro a julho totalizaram 226.013 toneladas, uma queda de 2% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da alfândega.

Fonte: Brasil 247

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Notícias

VÍDEO: veja momento em que ponte desaba na China; 12 morrem

Construção, no noroeste da China, desabou após cabos de sustentação romperem.

Uma ponte no noroeste da China desabou parcialmente na madrugada desta sexta-feira (22), em um acidente que deixou 12 mortos, segundo a mídia estatal chinesa.

Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do colapso. O vídeo (veja acima) mostra que a queda ocorreu quando uma parte dos cabos de sustentação se romperam.

O caso aconteceu em um trecho de uma ferrovia que liga Sichuan a Qinghai, na região central da China, e que ainda está em construção. Apesar de a ponte ainda não estar inaugurada, 16 trabalhadores estavam no local no momento da queda, segundo o jornal estatal “Diário do Povo”.

Ainda de acordo com o jornal, a ponte se tornaria a maior do mundo construída em arco de treliça de aço de via dupla. A construção passa sobre o rio Amarelo, o segundo mais longo da China.

Além das vítimas fatais, outras cinco pessoas estavam desaparecidas, ainda de acordo com a imprensa estatal da China.

A agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que a causa da queda foi uma falha nos cabos.

Ponte no noroeste da China sobre o rio Amarelo durante fase de construção. — Foto: Reprodução/ Redes sociais

Fonte: G1

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Internacional

Índia e China reatam laços diante de tarifas que prejudicam perspectivas

Ambos os países enfrentaram pesadas ameaças tarifárias de Trump em relação às suas políticas comerciais

Em visita à Índia esta semana, o principal diplomata chinês afirmou que as duas nações asiáticas deveriam aprofundar a cooperação em meio a ameaças internacionais ao livre comércio, um sinal de que a guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode acelerar um degelo no relacionamento gélido entre Pequim e Nova Délhi.

Ambos os países enfrentaram pesadas ameaças tarifárias de Trump em relação às suas políticas comerciais, com a Índia sendo alvo de críticas nas últimas semanas por suas compras em larga escala de petróleo russo.

Em declarações em Nova Délhi na segunda-feira, em uma reunião com seu homólogo indiano, Subrahmanyam Jaishankar, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez uma referência velada aos EUA, observando que Nova Délhi e Pequim deveriam encontrar maneiras de coexistir em um cenário de “bullying unilateral”.

China e Índia devem se ver como parceiras e considerar oportunidades, em vez de adversárias ou como ameaças, disse Wang na segunda-feira, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

Em seu discurso de abertura, Jaishankar afirmou que as nações buscam avançar após um “período difícil em nosso relacionamento”.

“Diferenças não devem se tornar disputas, nem conflitos competitivos”, disse.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Mercado Internacional

Produtores americanos dizem que China trocou soja dos EUA pela do Brasil e pedem ajuda a Trump

Grupo pede a remoção das tarifas chinesas sobre o grão americano e compromissos de compras futuras

A maior entidade de agricultores de soja dos EUA, a American Soybean Association (ASA), enviou uma carta ao presidente americano, Donald Trump, solicitando que o governo do país dê prioridade à soja nas negociações com a China. Os EUA têm perdido participação no comércio do grão para o Brasil nos últimos anos.

No texto, o grupo pede a remoção das tarifas chinesas sobre a soja americana e compromissos de compras futuras. A ASA afirma que a China, historicamente, importa mais de 60% do suprimento mundial de soja, com os EUA sendo a principal fonte. No entanto, as tarifas retaliatórias fizeram a soja americana ficar 20% mais cara que a sul-americana. Por isso, ‘a China recorreu ao Brasil, que expandiu a produção para atender à demanda’.

“Os produtores de soja dos EUA estão à beira de um precipício comercial e financeiro”, disse o presidente da ASA, Caleb Ragland, produtor de soja do Kentucky, na carta. “Os produtores de soja estão sob extremo estresse financeiro. Os preços continuam caindo e, ao mesmo tempo, nossos produtores estão pagando significativamente mais por insumos e equipamentos. Os produtores de soja dos EUA não podem sobreviver a uma disputa comercial prolongada com nosso maior cliente”, diz o texto.

“Cada dia sem um acordo corrói ainda mais a participação de mercado dos agricultores americanos na China”, disse Ragland. “Instamos veementemente o governo a garantir um acordo que reabra este mercado vital para a soja americana.”

De acordo com a agência de notícias Reuters, que cita informações da alfândega chinesa, 10 milhões de toneladas de soja foram importadas do Brasil em julho, 13,9% mais que no mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, a compra dos produtos americanos caiu 11,5%.

A vendas para a China em julho fizeram as exportações brasileiras de soja alcançarem um recorde histórico para o mês, somando 12,25 milhões de toneladas embarcadas, conforme levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Brasil já exportou 77,2 milhões de toneladas da oleaginosa, marca inédita para o período e que consolida o país como principal fornecedor global. Desse total, 57,9 milhões de toneladas foram embarcadas para a China.

Fonte: Globo Rural

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Importação

Importações de soja do Brasil pela China aumentam 13,9% em julho, mostram dados alfandegários

As importações de soja do Brasil pela China aumentaram 13,9% em julho em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira, enquanto os suprimentos dos Estados Unidos caíram 11,5%.

O maior comprador de soja do mundo importou 10,39 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil no mês passado, ou 89% do total das importações, em comparação com 9,12 milhões de toneladas no ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândega.

As chegadas dos EUA ficaram em 420.874 toneladas em julho, abaixo das 475.392 toneladas do ano anterior.

No geral, as importações de julho atingiram recorde histórico para aquele mês, com 11,67 milhões de toneladas.

“As importações elevadas foram impulsionadas pela forte oferta brasileira e pelas preocupações persistentes com o comércio entre os EUA e a China, que estimularam a formação de estoques”, disse Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures.

“Os riscos para o cenário estão nas negociações comerciais entre os EUA e a China e o impacto das políticas domésticas de controle da capacidade de suínos sobre a demanda.”

De janeiro a julho, a China importou 42,26 milhões de toneladas do Brasil, uma queda de 3% em relação ao ano anterior, enquanto os embarques dos EUA totalizaram 16,57 milhões de toneladas, um aumento de 31,2%, segundo os dados.

A China não fez pré-compra de soja da próxima safra dos EUA devido às tarifas altas, um atraso incomum que os comerciantes alertam que pode fazer com que os exportadores dos EUA percam bilhões em vendas, conforme compradores garantem cargas brasileiras para embarque durante a principal temporada de comercialização dos EUA.

Em uma carta na terça-feira, os produtores de soja dos EUA pediram ao presidente Donald Trump que chegue a um acordo comercial com a China que garanta acordos significativos de compra de soja.

A China importou 561.027 toneladas de soja da Argentina em julho. As importações de soja do país de janeiro a julho atingiram 672.630 toneladas, um aumento de 104,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Brasil 247

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