Logística

Hub da Louis Dreyfus em Rondonópolis integra fertilizantes e algodão e reforça logística em MT

A Louis Dreyfus Company (LDC) colocou em operação um novo hub logístico em Rondonópolis (MT), unificando as atividades de insumos agrícolas e algodão no mesmo complexo. A estrutura está instalada no terminal rodoferroviário do município e foi desenhada para otimizar o fluxo de cargas, reduzir custos e ampliar a eficiência operacional no estado.

O projeto permite que o produtor rural entregue o algodão em pluma e retorne com fertilizantes, inclusive por meio de operações de barter — modelo de troca de produtos bastante utilizado no agronegócio. A expectativa é diminuir a pegada de carbono por tonelada transportada, além de racionalizar a logística regional.

Estrutura amplia capacidade de armazenagem e mistura

O novo ativo conta com uma misturadora de fertilizantes com capacidade estática superior a 100 mil toneladas. Já o armazém dedicado ao algodão comporta mais de 20 mil toneladas da fibra.

A operação é automatizada e equipada com elevadores, tombadores e esteiras, eliminando o uso de pás carregadeiras no recebimento das cargas. A companhia destaca que a escolha de Rondonópolis se deve ao papel estratégico do município como principal polo logístico de Mato Grosso.

O estado concentra cerca de 70% da área plantada de algodão no Brasil e responde por 22% do consumo nacional de fertilizantes, consolidando-se como referência tanto na produção da fibra quanto na demanda por insumos.

Sincronização entre oferta e demanda no campo

De acordo com Bruno Andrade, diretor comercial de insumos da LDC para a região North Latam, o hub garante maior alinhamento entre fornecimento e necessidade do produtor.

Segundo ele, a nova estrutura assegura a disponibilidade de fertilizantes no momento exato da demanda no campo, ajustando a cadeia de suprimentos ao ritmo da produção agrícola.

Andrade acrescenta que o investimento fortalece o posicionamento da empresa como parceira estratégica de fornecedores e produtores, além de ampliar sua atuação no mercado brasileiro de fertilizantes por meio da expansão geográfica e da oferta de produtos com mistura própria.

Integração fortalece competitividade do algodão brasileiro

Para Dawid Wajs, diretor da plataforma de algodão da LDC, a integração entre originação, armazenagem e logística acompanha o crescimento da produção nacional e contribui para elevar a competitividade da fibra no exterior.

A companhia é reconhecida como uma das líderes globais na comercialização de algodão e aposta na sinergia entre as operações para impulsionar a presença do produto brasileiro no mercado internacional.

O presidente da LDC Brasil, Michel Roy, afirmou que o hub está alinhado à estratégia de longo prazo da empresa, iniciada há 175 anos, com foco no fortalecimento da capacidade de comercialização e na integração com as áreas de logística e fertilizantes.

Durante a inauguração, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, ressaltou o potencial logístico do município para atrair novos investimentos e destacou a vocação da cidade como centro estratégico do agronegócio.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Louis Dreyfus Company/Divulgação

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Portos

Porto do Pecém registra recorde histórico na movimentação de contêineres em 2025

O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico e consolidou sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do ano, o terminal movimentou 20.961.514 toneladas, volume 7% superior ao registrado em 2024.

O destaque ficou para a movimentação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — crescimento expressivo de 27% em comparação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs.

Crescimento nas operações internacionais

As operações de longo curso (rotas internacionais) também avançaram de forma significativa. O volume chegou a 9,6 milhões de toneladas, alta de 19% frente ao ano anterior.

Entre os principais produtos desembarcados estão:

  • Combustíveis minerais: 3.018.554 toneladas
  • Ferro fundido: 707.825 toneladas
  • Minérios: 451.422 toneladas

Nos embarques internacionais, os destaques foram:

  • Ferro fundido: 2.531.592 toneladas
  • Minérios: 590.353 toneladas
  • Sal: 204.191 toneladas
  • Frutas: 190.646 toneladas

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os resultados refletem uma estratégia focada em expansão e eficiência. Segundo ele, os números demonstram a consolidação do porto, impulsionada por investimentos contínuos, abertura de novas rotas e aprimoramento operacional, ampliando a competitividade nos mercados nacional e internacional.

Embarques superam 7,8 milhões de toneladas

No consolidado anual, os embarques somaram 7,8 milhões de toneladas — aumento de 11,12% em relação a 2024. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Sal: 736.911 toneladas
  • Ferro fundido: 508.734 toneladas
  • Plásticos e derivados: 271.522 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 221.566 toneladas

Já os desembarques totalizaram 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,84%. Os principais itens recebidos foram:

  • Minérios: 3.894.627 toneladas
  • Cereais: 455.137 toneladas
  • Combustíveis minerais: 369.198 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 286.845 toneladas

Agronegócio impulsiona exportação de frutas

A movimentação de frutas frescas avançou 14% em 2025. Melão, melancia e mamão (papaia) registraram crescimento de 27%, reforçando o papel estratégico do porto no escoamento do agronegócio exportador do Nordeste.

De acordo com a direção do complexo, a expectativa é ampliar a capacidade operacional, atrair novas rotas marítimas e fortalecer o desenvolvimento econômico do Ceará e do Brasil ao longo de 2026.

Novos investimentos bilionários no Complexo do Pecém

O Complexo do Pecém tem uma carteira robusta de projetos estruturantes para os próximos anos.

Entre os principais investimentos previstos estão:

  • Terminal de Tancagem: R$ 600 milhões, com operação prevista para 2027;
  • Terminal da Transnordestina: R$ 1,3 bilhão, início estimado em 2028 e capacidade inicial de 6 milhões de toneladas por ano;
  • Terminal de Gás do Nordeste: R$ 1 bilhão, com operação prevista a partir de 2030 e movimentação anual estimada em 500 mil toneladas.

Na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o complexo deve receber ainda o projeto de Data Centers, com investimento estimado em R$ 66 bilhões na primeira fase, com início de operação previsto para 2028.

Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com aporte total estimado em R$ 30 bilhões, implantação prevista para 2027 e início das operações em 2029.

Com a expansão da infraestrutura e novos projetos estratégicos, o Porto do Pecém reforça sua posição como vetor de crescimento logístico, industrial e energético no país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agronegócio

Forbes Agro100 2025 revela o poder bilionário do agronegócio brasileiro

A lista Forbes Agro100 2025 trouxe à tona a força econômica do agronegócio no Brasil, destacando as empresas e cooperativas mais influentes do setor. Juntas, as organizações presentes no ranking registraram um faturamento de R$ 1,9 trilhão, consolidando o agro como um dos pilares da economia nacional.

Diversidade de segmentos e liderança em produção

O ranking reúne corporações de diferentes áreas do agro, como produção agrícola, proteína animal, insumos, logística, exportação e cooperativismo. Entre os produtos mais representativos estão soja, milho, carne bovina, frango, açúcar e café, com destaque na produção e comercialização internacional.

Integração em toda a cadeia produtiva

Além do faturamento, a Forbes analisou toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio e criação de animais até a chegada dos alimentos ao consumidor. Essa abordagem evidencia o alto grau de integração do setor, conectando a produção primária à indústria de processamento, armazenagem, transporte e exportação. O modelo integrado é apontado como responsável pelo impressionante volume financeiro do setor.

As 10 maiores empresas do Agro100 2025

  1. JBS – R$ 416,95 bilhões | Proteína animal
  2. Marfrig Global Foods – R$ 144,15 bilhões | Proteína animal
  3. Cargill Alimentos – R$ 109,19 bilhões | Alimentos e bebidas
  4. Ambev – R$ 89,45 bilhões | Alimentos e bebidas
  5. Bunge Alimentos – R$ 69,82 bilhões | Alimentos e bebidas
  6. Raízen Energia – R$ 66,91 bilhões | Agroenergia
  7. Copersucar – R$ 62,35 bilhões | Comércio e tradings
  8. BRF – R$ 61,38 bilhões | Proteína animal
  9. Cofco Brasil – R$ 53,33 bilhões | Comércio e tradings
  10. Suzano – R$ 47,40 bilhões | Celulose, madeira e papel

Impacto econômico e social do setor

O faturamento bilionário das empresas listadas reforça o peso do agronegócio no PIB brasileiro, além de destacar seu papel estratégico na geração de empregos, na arrecadação tributária e na manutenção de uma balança comercial positiva.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Portos

Porto de Santos registra melhor janeiro em três anos e movimenta 12,7 milhões de toneladas

O Porto de Santos iniciou 2026 com desempenho histórico. Em janeiro, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 12,7 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e avanço de 6,8% sobre o recorde anterior, alcançado em 2024.

O volume reforça o papel estratégico do terminal para a logística nacional e para o escoamento da produção brasileira no mercado internacional.

Movimentação de contêineres e aumento nas atracações

Além do crescimento no volume total de cargas, a operação de contêineres também impulsionou os resultados. No período, foram movimentados 467 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

O número de atracações registrou alta de 2,5% na comparação com janeiro do ano passado, indicando maior dinamismo operacional e ampliação da capacidade de atendimento do porto.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados demonstram a consolidação de investimentos estruturais no setor. Ele destacou que o desempenho do Porto de Santos reflete planejamento, segurança jurídica e visão estratégica de longo prazo, fatores que fortalecem a competitividade do país.

Agronegócio lidera crescimento das cargas

O avanço nos números de janeiro foi puxado principalmente pelo agronegócio. O açúcar apresentou recuperação expressiva, com 1,57 milhão de toneladas embarcadas, crescimento de 36,8%, revertendo a tendência de queda observada anteriormente.

Já o complexo soja — que inclui grãos e farelo — registrou aumento de quase 80% em comparação com 2025, totalizando 1,56 milhão de toneladas embarcadas, impulsionado pela oferta disponível e pela demanda externa aquecida.

Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, os resultados confirmam que o desempenho consistente do porto é fruto de planejamento e investimentos contínuos, e não de fatores pontuais.

Ampliação da área do Porto de Santos fortalece expansão

No início de fevereiro, o Ministério de Portos e Aeroportos oficializou a revisão da área do Porto Organizado de Santos, ampliando a zona portuária em 17,2 milhões de metros quadrados.

A medida cria condições para expansão estruturada, aumento da capacidade operacional e atração de novos investimentos. De acordo com o ministério, a incorporação da nova área permite preparar o porto para atender à demanda futura do comércio exterior brasileiro.

A Autoridade Portuária destaca que a ampliação reforça a expectativa de novos recordes nos próximos anos.

Maior porto da América Latina mantém protagonismo

O Porto de Santos é o maior complexo portuário da América Latina e um dos principais hubs logísticos do mundo. Conecta o Brasil a mais de 600 mercados internacionais, com atuação estratégica no transporte de granéis sólidos, líquidos e carga conteinerizada.

Em 2025, o terminal movimentou mais de 186 milhões de toneladas, respondendo por parcela relevante da movimentação portuária nacional.

Fonte: Porto de Santos

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: MPOR / VOSMAR ROSA

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Exportação

Exportações de pulses do Brasil avançam 30% em 2025 e atingem US$ 448 milhões

As exportações de pulses do Brasil cresceram 30% em 2025 na comparação com o ano anterior, somando US$ 448,1 milhões em receita. O desempenho reforça a relevância do país no comércio internacional de leguminosas, especialmente do feijão, principal item da pauta.

Feijões dominam embarques ao exterior

Os feijões secos concentraram mais de 98% do valor total exportado em 2025, consolidando a liderança do produto nas vendas externas. Em seguida aparecem as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que alcançaram US$ 859,9 mil.

O avanço nas exportações ocorre em um cenário de estabilidade produtiva. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, o feijão permanece como a principal pulse cultivada no país na safra 2025/26. A estimativa é de produção superior a 3 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao ciclo anterior.

Importância nutricional e reconhecimento internacional

As pulses — grupo que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico — têm peso significativo na alimentação global. Em 2016, a Organização das Nações Unidas instituiu 10 de fevereiro como o Dia Mundial das Pulses, com o objetivo de estimular a produção e o consumo desses alimentos ricos em proteínas e fibras.

No Brasil, o feijão ocupa lugar central na dieta da população. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, políticas públicas e incentivos ao produtor rural têm buscado fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a presença do país no mercado externo.

Regras sanitárias e certificação para exportação

Para acessar o mercado internacional, estabelecimentos que processam, armazenam ou transportam produtos vegetais destinados ao consumo humano precisam cumprir os critérios higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020.

O Ministério da Agricultura e Pecuária também pode fiscalizar exigências específicas estabelecidas por países importadores. Um dos requisitos centrais é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), documento que atesta conformidade com os padrões sanitários acordados.

Fiscalização garante qualidade e rastreabilidade

A Secretaria de Defesa Agropecuária acompanha inspeções higiênico-sanitárias e tecnológicas sempre que há exigência de certificação internacional. O órgão também realiza coletas de amostras em unidades de beneficiamento e empacotamento para verificar a classificação fiscal e o cumprimento dos padrões oficiais.

Entre os produtos mais fiscalizados estão o feijão-comum e o feijão-de-corda, assegurando qualidade, padronização e rastreabilidade. O controle contribui para a proteção do consumidor e para a consolidação da imagem do Brasil como fornecedor confiável de pulses no mercado global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Agronegócio

Esmagamento de soja em Mato Grosso cresce 15% e atinge recorde histórico em janeiro

O esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou 968,43 mil toneladas em janeiro, estabelecendo um novo recorde para o período, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O volume representa avanço de 15,17% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, consolidando o melhor desempenho já registrado para janeiro na série histórica do instituto.

Expansão da capacidade industrial impulsiona resultado

De acordo com o Imea, o crescimento está diretamente ligado à ampliação da capacidade de processamento industrial, que aumentou 13,95% no estado.

Além disso, o avanço da colheita garantiu maior disponibilidade de soja no mercado interno, favorecendo o ritmo das indústrias esmagadoras.

Biodiesel amplia demanda por óleo de soja

Outro fator determinante foi o impacto da política de mistura obrigatória de biodiesel. Desde agosto de 2025, entrou em vigor o percentual de 15% de biodiesel no diesel (B15), medida que elevou a procura por óleo de soja, principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível no Brasil.

O aumento da demanda reforçou o desempenho da cadeia produtiva e contribuiu para o resultado expressivo registrado no início do ano.

Margem de esmagamento registra forte alta

O levantamento também aponta melhora significativa na rentabilidade do setor. A margem bruta de esmagamento em Mato Grosso fechou janeiro com média de R$ 658,52 por tonelada, avanço de 32,01% em relação a dezembro de 2025.

O cenário combina maior demanda, ampliação da estrutura industrial e oferta consistente da matéria-prima, fortalecendo a agroindústria no principal estado produtor de soja do país.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de milho em janeiro: Mato Grosso concentra 67,56% dos embarques brasileiros

O estado de Mato Grosso liderou as exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026, sendo responsável por 67,56% de todo o volume embarcado pelo país no período.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 4,25 milhões de toneladas do cereal no primeiro mês do ano. Desse total, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem em território mato-grossense.

Crescimento nas vendas externas de milho

O desempenho representa avanço significativo frente ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2025, Mato Grosso havia exportado 1,74 milhão de toneladas de milho, volume 46,02% inferior ao registrado agora.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mês de janeiro, o resultado de 2026 também é superior: alta de 8,39%, consolidando o estado como protagonista nas vendas externas do agronegócio brasileiro.

Principais destinos do milho mato-grossense

Ao longo de janeiro, o milho de Mato Grosso foi embarcado para 28 países. O principal comprador foi o Vietnã, que adquiriu 577,97 mil toneladas.

Na sequência aparecem:

  • Egito: 459,60 mil toneladas
  • Irã: 442,47 mil toneladas
  • Argélia: 335,3 mil toneladas
  • Marrocos: 142,47 mil toneladas

Os números evidenciam a forte presença de mercados asiáticos e do Norte da África entre os principais destinos do cereal brasileiro.

Demanda internacional sustenta ritmo dos embarques

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado de janeiro confirma a demanda aquecida, especialmente por parte de importantes mercados asiáticos. O cenário contribui para manter o ritmo dos embarques e favorece o escoamento da safra nos próximos meses.

O bom desempenho reforça o papel estratégico de Mato Grosso no comércio exterior e na dinâmica das exportações do agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Mato Grosso lidera exportações de milho e concentra 67,56% dos embarques brasileiros em janeiro

O Mato Grosso foi responsável por mais de dois terços das exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, das 4,25 milhões de toneladas embarcadas pelo país no período, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem no estado — o equivalente a 67,56% do total.

Volume exportado cresce em relação a 2025

O desempenho representa um avanço significativo frente a janeiro de 2025, quando o estado exportou 1,74 milhão de toneladas do cereal. O crescimento anual foi de 46,02%.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mesmo mês, o resultado também é superior, com alta de 8,39%. Os números reforçam o protagonismo do estado no comércio internacional do grão e sua relevância na balança comercial brasileira.

Ásia e Norte da África impulsionam demanda pelo milho

Ao todo, o milho mato-grossense foi enviado para 28 países em janeiro. O principal destino foi o Vietnã, que importou 577,97 mil toneladas. Em seguida aparecem Egito (459,60 mil toneladas), Irã (442,47 mil toneladas), Argélia (335,3 mil toneladas) e Marrocos (142,47 mil toneladas).

Os dados evidenciam a força dos mercados asiáticos e do Norte da África na absorção do produto brasileiro, mantendo o ritmo elevado dos embarques.

Expectativa positiva para o escoamento da safra

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado do primeiro mês do ano confirma a demanda aquecida em mercados estratégicos, especialmente na Ásia. O cenário, segundo o instituto, contribui para sustentar o fluxo das exportações e pode favorecer o escoamento da safra nos próximos meses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar economia, agro e indústria, afirma Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia como uma oportunidade estratégica para o Brasil. A avaliação foi feita durante reunião realizada nesta quarta-feira (11/2) com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS), com foco no alinhamento entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação no Congresso Nacional.

O encontro também contou com a participação da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, e serviu para definir estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, responsável por acompanhar a implementação do acordo.

Maior acordo entre blocos do mundo

Durante a reunião, Alckmin ressaltou a dimensão econômica do tratado, considerado o maior acordo comercial já firmado entre blocos econômicos. Segundo ele, o pacto envolve um mercado de US$ 22 trilhões e cerca de 720 milhões de consumidores, ampliando significativamente o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

Para o vice-presidente, o acordo tem potencial extraordinário para economia, agropecuária, indústria e serviços, além de favorecer a atração de investimentos e a geração de emprego e renda no país.

Desgravação tarifária será gradual

Alckmin destacou que o texto prevê cronogramas graduais de redução de tarifas, o que permite a adaptação dos setores produtivos nacionais. Em grande parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo chegar a 18 anos em segmentos mais sensíveis, como o de veículos eletrificados.

Segundo o ministro, o acordo também incorpora mecanismos de salvaguarda, que poderão ser acionados para proteger setores estratégicos diante de eventuais desequilíbrios.

Instrumentos de proteção aos setores produtivos

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o tratado inclui uma série de instrumentos para mitigar riscos durante a implementação. Entre eles estão o capítulo de salvaguardas bilaterais, regras de defesa comercial como antidumping e medidas compensatórias, salvaguardas específicas para o setor automotivo, além de mecanismos de reequilíbrio de concessões e de solução de controvérsias.

O longo período de transição foi negociado levando em conta as sensibilidades tanto do agronegócio quanto da indústria brasileira.

Parlamentares destacam atenção a setores sensíveis

A senadora Tereza Cristina avaliou que o acordo representa um avanço estrutural para o país e fortalece a inserção internacional do agronegócio, mas alertou para a necessidade de atenção a segmentos mais vulneráveis no curto prazo.

Já o senador Nelsinho Trad explicou que o texto do acordo não pode ser alterado pelo Congresso, cabendo aos parlamentares apenas a aprovação ou rejeição. Por isso, segundo ele, foi criado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação e antecipar eventuais pontos sensíveis.

A iniciativa, de acordo com o senador, busca garantir segurança jurídica, equilíbrio institucional e apoio técnico durante todo o processo.

Grupo de Trabalho da CRE acompanha implementação

No Senado Federal, o acordo é analisado por um Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores, presidida por Nelsinho Trad. O colegiado avalia os 23 capítulos e anexos do tratado, com foco nos impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas de segurança, como a de standstill, que impede a elevação de tarifas acima do nível acordado.

Os participantes da reunião destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso será decisiva para garantir que o acordo avance com responsabilidade e maximize os benefícios para o Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Portos

Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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