Transporte

MP e novas regras da ANTT levam caminhoneiros a descartarem paralisação nacional

A publicação da Medida Provisória 1.343/2026 e de duas resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta quarta-feira (25), estabelece novos mecanismos para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. As medidas também ampliam a fiscalização e criam sanções para quem descumprir a legislação.

Novas regras fortalecem o cumprimento do piso do frete

A Resolução 6.077/2026 determina penalidades progressivas para empresas e contratantes que pagarem valores abaixo do mínimo estabelecido. Já a Resolução 6.078/2026 impede a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) quando o frete estiver fora da tabela.

Na prática, sem o CIOT, o transporte é considerado irregular e não pode ser realizado, o que reforça o controle sobre o cumprimento da lei.

Medidas atendem demanda histórica dos caminhoneiros

A iniciativa responde a uma reivindicação antiga da categoria, intensificada após a paralisação nacional de 2018. Recentemente, lideranças do setor chegaram a discutir uma nova greve em reunião realizada em Santos (SP), em março.

Com a adoção das medidas, a mobilização perdeu força, já que parte das demandas foi atendida pelo governo federal.

As resoluções regulamentam a Medida Provisória 1.343/2026, que já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. O texto tem validade inicial de 60 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Caso não seja votado, perde eficácia na segunda metade de julho.

Como funciona o cálculo do piso mínimo do frete

O valor mínimo do frete varia conforme diferentes critérios, como:

  • Número de eixos do caminhão
  • Tipo e volume da carga
  • Natureza do material (granel sólido ou líquido)
  • Condições de transporte (refrigerado ou aquecido)
  • Forma de acondicionamento (com ou sem contêiner)

Além disso, a legislação prevê reajuste sempre que houver variação igual ou superior a 5% no preço do diesel.

Fiscalização é ampliada em até 2.000%

De acordo com a ANTT, a capacidade de fiscalização foi significativamente ampliada, com aumento de até vinte vezes no número de operações nas rodovias.

A estratégia inclui o monitoramento do fluxo financeiro e das cargas transportadas, o que também contribui para identificar irregularidades como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Governo reforça diálogo com a categoria

Representantes dos caminhoneiros participaram de reunião em Brasília com autoridades federais, incluindo o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Durante o encontro, foi reforçado o compromisso de manter diálogo contínuo com a categoria e evitar retrocessos na regulamentação do piso mínimo.

Segundo lideranças do setor, o cumprimento das regras é essencial para garantir condições dignas de trabalho. Já o governo destacou a importância dos caminhoneiros para o abastecimento do país, desde combustíveis até alimentos básicos.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Transporte

Entra em vigor nova tabela do frete que eleva piso com base no diesel a R$ 7,35

A Agência Nacional de Transportes Terrestres publicou uma nova atualização da tabela do piso mínimo do frete poucas horas após anunciar um modelo regulatório que muda a forma de fiscalização no transporte rodoviário de cargas. A medida entrou em vigor imediatamente em todo o país e reforça a renda dos transportadores, além de coibir práticas irregulares no setor.

Revisão é acionada por alta no diesel

A atualização foi motivada pelo chamado “gatilho” legal, que determina revisão da tabela sempre que há variação igual ou superior a 5% no preço do diesel. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o combustível atingiu média nacional de R$ 7,35 por litro na semana de 15 a 21 de março.

Com isso, os coeficientes foram reajustados para refletir os custos reais da operação, garantindo maior precisão no cálculo do frete e impacto direto na renda dos caminhoneiros.

Novos valores do frete por tipo de carga

A tabela atualizada contempla diferentes categorias de transporte, considerando fatores como número de eixos, tipo de carga e operação logística.

  • Carga geral: entre R$ 4,0031 e R$ 9,2466 por km
  • Granel sólido: de R$ 4,0338 a R$ 9,2662 por km
  • Carga frigorificada/aquecida: de R$ 4,7442 a R$ 10,9629 por km
  • Carga perigosa (granel líquido): de R$ 4,8611 a R$ 10,2147 por km
  • Carga conteinerizada: de R$ 5,1397 a R$ 9,1859 por km

Também foram atualizados os custos de carga e descarga, além de regras específicas para operações com unidade de tração e atividades de alto desempenho, promovendo maior equilíbrio entre diferentes perfis do setor.

Nova fiscalização impede irregularidades antes do transporte

A atualização da tabela integra um pacote regulatório mais amplo, alinhado à Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera a lógica da fiscalização no país.

A principal mudança está no uso obrigatório do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). O sistema passa a atuar como barreira tecnológica:

  • operações com frete abaixo do piso são automaticamente bloqueadas
  • transporte sem CIOT é considerado irregular

Com isso, o controle deixa de ser apenas punitivo e passa a ser preventivo, impedindo que irregularidades ocorram antes mesmo do início da viagem.

Impactos para caminhoneiros e mercado logístico

A medida fortalece a previsibilidade da renda, especialmente para caminhoneiros autônomos, que enfrentam custos elevados e margens reduzidas. Além disso, contribui para:

  • reduzir concorrência desleal
  • aumentar a segurança nas operações logísticas
  • evitar riscos de desabastecimento

Para o mercado, a atualização representa um ambiente mais equilibrado e transparente, beneficiando toda a cadeia de transporte.

Regra segue legislação e reforça novo modelo regulatório

A legislação determina que a tabela do frete seja revisada a cada seis meses ou sempre que houver variação relevante no diesel — cenário que motivou a atualização atual.

Com a medida, a ANTT consolida um novo padrão de atuação, baseado em:

  • atualização alinhada aos custos reais
  • fiscalização digital e integrada
  • bloqueio antecipado de irregularidades
  • aplicação mais efetiva das normas

O resultado esperado é maior eficiência no transporte de cargas e impactos positivos no abastecimento em todo o país.

Fonte: Comunicação da ANTT

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTT

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Meio Ambiente, Transporte

Dia Mundial da Água: hidrovias ganham força como alternativa sustentável no transporte

Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça a importância de soluções sustentáveis no uso dos recursos naturais. Nesse contexto, o transporte hidroviário se consolida como uma das principais alternativas para tornar a logística brasileira mais eficiente e menos poluente.

Com uma das maiores redes hidrográficas do planeta e cerca de 12% da água doce superficial global, o Brasil possui condições privilegiadas para expandir o uso de hidrovias no transporte de cargas e passageiros, reduzindo impactos ambientais e ampliando a competitividade econômica.

Hidrovias como solução para reduzir emissões

O setor de transportes está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa. Diante desse cenário, o transporte por rios surge como uma opção estratégica, já que apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada, reduz as emissões de CO₂ e exige menos intervenção territorial em comparação a modais rodoviário e ferroviário.

A aposta no modal hidroviário também está alinhada às demandas globais por uma matriz logística mais limpa e eficiente, contribuindo diretamente para metas ambientais e climáticas.

Potencial logístico e desenvolvimento regional

Além dos benefícios ambientais, o fortalecimento das hidrovias representa um avanço significativo para a economia. A ampliação desse sistema favorece o escoamento da produção, reduz custos logísticos e promove maior integração entre regiões.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, transformar o potencial hídrico do país em vantagem competitiva é uma prioridade estratégica, com foco em desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades.

Investimentos em infraestrutura e modernização

Para viabilizar o crescimento do setor, o governo tem investido na modernização da infraestrutura hidroviária. Entre as principais ações estão:

  • Dragagens realizadas com responsabilidade ambiental
  • Monitoramento contínuo das condições de navegabilidade
  • Planejamento logístico para aumentar a previsibilidade do transporte

Essas iniciativas aumentam a segurança das operações e tornam o sistema mais resiliente diante de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas ou cheias intensas.

Alinhamento com agenda global de sustentabilidade

O avanço das hidrovias no Brasil acompanha movimentos internacionais voltados à descarbonização do transporte. Um dos principais marcos é a Década das Nações Unidas para o Transporte Sustentável (2026–2035), que busca incentivar sistemas mais eficientes, acessíveis e resilientes.

Embora não exista um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) exclusivo para o setor, o transporte está diretamente ligado a metas relacionadas à infraestrutura, crescimento econômico, eficiência energética e combate às mudanças climáticas.

A expansão do transporte hidroviário representa uma oportunidade concreta para o Brasil reduzir emissões, otimizar custos e aproveitar melhor seus recursos naturais. Com planejamento e investimentos contínuos, as hidrovias tendem a assumir um papel cada vez mais relevante na matriz logística nacional.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos

Texto: Redação

Imagem: Divulgação MPOR

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Transporte

Greve dos caminhoneiros: o que se sabe até agora sobre a possível paralisação nacional

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros voltou ao centro das atenções no Brasil nesta semana. Movimentos organizados por entidades da categoria, aliados à insatisfação com o aumento do diesel e outras demandas estruturais, indicam que uma paralisação nacional pode ocorrer — mas ainda há pontos em aberto.

A seguir, o Reconecta News reúne as principais informações atualizadas.

Há uma greve confirmada?

Ainda não há uma confirmação oficial de uma greve nacional unificada, mas há deliberações importantes já tomadas.

Segundo informações do portal Notícias Agrícolas e da Agência Transporte Moderno, lideranças reunidas em Santos (SP) decidiram pela paralisação, respeitando trâmites legais e alinhamento com outras entidades. A declaração foi feita por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

A previsão inicial indica que mobilizações podem começar a partir de quinta-feira (19), embora já existam movimentos independentes previstos desde quarta-feira (18).

Mobilização já ocorre em diferentes regiões

Apesar da ausência de uma data única nacional, há paralisações e articulações em curso pelo país.

Em Santa Catarina, caminhoneiros já se mobilizam em cidades como Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá, com organização regional ligada aos polos portuários. A previsão local também aponta para início da paralisação na quinta-feira (19), a partir das 13h, segundo informações do ND Mais.

De acordo com lideranças regionais, o movimento segue alinhamento com outros portos estratégicos, como Santos, Paranaguá, Rio Grande e Suape.

O que dizem as lideranças do setor

De acordo com vídeo publicado nas redes sociais, Janderson Maçaneiro, presidente da Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária, a paralisação ainda depende de uma decisão mais ampla, em nível nacional.

Ele destaca que:

  • sindicatos como os de Santos e a Abrava já deliberaram pela paralisação;
  • novas reuniões ainda devem ocorrer com outras entidades;
  • caso haja consenso nacional, a tendência é de uma paralisação geral no Brasil.

Na região de Itajaí, sindicatos e associações realizaram reuniões, mas aguardam a posição da Confederação Nacional para definir os próximos passos, especialmente considerando o impacto nos portos.

O diesel é o único problema?

Não. Embora o aumento do diesel seja o principal gatilho, as reivindicações são mais amplas.

Entre os principais pontos levantados pela categoria estão:

  • alta no preço do combustível;
  • falta de repasse dos custos ao frete;
  • descumprimento da tabela mínima de frete;
  • custos com pedágios;
  • dificuldades com seguros;
  • e o que lideranças chamam de “falta de respeito com a categoria”.

Dados do painel ValeCard indicam que o diesel S-10 subiu cerca de 18,86% desde o fim de fevereiro, enquanto o diesel comum ultrapassou 22% de aumento, em meio à instabilidade internacional no mercado de petróleo. (Fonte: Notícias Agrícolas)

Governo tenta evitar paralisação

O governo federal já monitora a situação e prepara medidas para conter a escalada do movimento.

Entre as ações em discussão estão:

  • reforço na fiscalização da tabela mínima de frete;
  • pressão sobre estados para redução do ICMS;
  • fiscalização de distribuidoras e postos;
  • e possíveis medidas para garantir o repasse de reduções de custo ao consumidor.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo e da CNN Brasil, há preocupação com o risco de desabastecimento e impacto econômico, especialmente diante do histórico da greve de 2018.

Adesão ainda é incerta

Apesar da mobilização crescente, a adesão ainda não é total.

Entidades como a Fetrabens afirmam que seguem em diálogo com suas bases e avaliam a participação. Além disso, muitos movimentos ainda são considerados independentes, organizados por sindicatos locais ou grupos da própria categoria. A definição de quais estados irão aderir formalmente depende de assembleias e alinhamentos nacionais.

O que esperar agora?

O cenário segue em evolução e depende de dois fatores principais:

  1. Alinhamento nacional entre entidades e sindicatos
  2. Resposta do governo às reivindicações da categoria

Se houver consenso entre lideranças e ausência de medidas consideradas eficazes, a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias é real.

Por outro lado, negociações em andamento ainda podem evitar um movimento de grande escala.

Fontes: Notícias Agrícolas, Agência Transporte Moderno, Folha de S. Paulo, CNN Brasil, ND Mais, Informações regionais: Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Reprodução CNN / Estadão Conteúdo

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Transporte

Ferrovias batem recorde no transporte de grãos no Brasil em 2025

O transporte ferroviário de grãos no Brasil atingiu um novo patamar em 2025, refletindo o desempenho histórico da safra recorde do agronegócio. Ao longo do ano, foram movimentadas 555,48 milhões de toneladas úteis pelas ferrovias que cortam o país, um avanço de 2,57% em relação a 2024.

O resultado marca o terceiro ano seguido de recordes na movimentação ferroviária nacional, consolidando o modal como peça-chave no escoamento da produção agrícola.

Avanço nos corredores logísticos

No corredor norte operado pela VLI, o transporte de soja registrou alta próxima de 10% em 2025. O volume chegou a 9 bilhões de TKUs (toneladas por quilômetro útil), superando os 8,2 bilhões contabilizados no ano anterior.

Já a Rumo também apresentou desempenho positivo: a movimentação de produtos agroindustriais cresceu 5,4% no período, acompanhando a expansão da produção no campo.

Desde 2020, a VLI destaca uma evolução expressiva em seu corredor ferroviário que conecta Maranhão e Tocantins e recebe cargas da região do Matopiba. O crescimento acumulado já atinge 67%, impulsionado pelo uso de trens com até 240 vagões.

Agronegócio em alta no PIB

O bom desempenho logístico acompanha a expansão da agropecuária brasileira, que registrou crescimento de 11,7% em 2025, segundo dados do PIB divulgados pelo IBGE.

A produção de grãos mais que dobrou em pouco mais de uma década. Em 2012, o volume era de 162 milhões de toneladas, saltando para 346,1 milhões de toneladas no último ano — um novo recorde histórico.

Diversificação e aumento de capacidade

Além dos grãos, o corredor da VLI também transporta commodities como combustíveis, celulose, milho, farelos e ferro gusa. Entre 2015 e 2024, o volume total transportado cresceu cerca de 150%, passando de 5,8 bilhões para 14,4 bilhões de TKUs.

A Rumo informou que movimentou 84,2 milhões de TKUs em 2025, com destaque para os produtos agroindustriais. A empresa atribui parte do avanço ao aumento da eficiência operacional, com a adoção de trens maiores — agora com até 135 vagões — e melhorias na capacidade de carga por unidade, o que também contribuiu para ganhos em eficiência energética.

Perspectivas para o setor ferroviário

O cenário reforça a importância das ferrovias no escoamento da produção agrícola e no fortalecimento da logística nacional. A tendência é de continuidade no crescimento do transporte de grãos por ferrovia, impulsionado por investimentos em infraestrutura e pelo avanço constante do agronegócio brasileiro.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em foco

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Transporte

Ponte de Guaratuba: saiba o que acontecerá com o ferryboat após a inauguração

A aguardada Ponte de Guaratuba está prestes a entrar em operação e já desperta dúvidas sobre o futuro do tradicional ferryboat de Guaratuba, responsável pela travessia entre Matinhos e Guaratuba há mais de seis décadas.

Com previsão de inauguração oficial no início de abril e liberação do tráfego ainda na primeira quinzena do mês, a nova ligação rodoviária deve encerrar definitivamente o serviço de transporte por balsa na Baía de Guaratuba.

Ferryboat deixará de operar após abertura da ponte

Quando a Ponte de Guaratuba estiver aberta ao público, o atual serviço de travessia por ferryboat será encerrado. Hoje, a operação conta com seis embarcações e registra média anual de cerca de 1,3 milhão de veículos transportados.

O contrato emergencial firmado em 2023 com a empresa Internacional Marítima também será finalizado. No entanto, os trabalhadores que atuam na travessia poderão ser remanejados para outras atividades da companhia.

Ao longo de sua história, o ferryboat desempenhou papel fundamental para o desenvolvimento regional. Desde o início da operação, estima-se que aproximadamente 40 milhões de veículos já tenham utilizado o serviço para cruzar a Baía de Guaratuba.

Uma solução histórica para a travessia no litoral

Muito antes da construção da ponte ser considerada, o ferryboat foi a alternativa encontrada para conectar os dois lados da baía. O sistema começou a operar em 1960, durante o governo de Moisés Lupion, permitindo a travessia entre Guaratuba e Matinhos.

Durante décadas, a balsa foi essencial para moradores, turistas e para o crescimento econômico do litoral. Sem ela, o acesso terrestre à cidade paranaense era possível apenas por rotas que passavam por Santa Catarina.

Como era o primeiro ferryboat da Baía de Guaratuba

A primeira embarcação utilizada no serviço era feita de madeira e tinha 27 metros de comprimento por 10 metros de largura. O barco era equipado com dois motores GM de 130 cavalos e recebeu o nome de “Engenheiro Ayrton Cornelsen”.

Segundo João James de Oliveira Alves, conhecido como Seu Janjão, primeiro comandante do ferryboat, a estrutura possuía itens básicos para a tripulação, como sanitário, beliche e um pequeno fogareiro para preparo de refeições.

A capacidade de transporte era limitada: o ferry levava até dez automóveis e um caminhão leve, sem possibilidade de transportar ônibus.

O serviço chegou a ser interrompido temporariamente por problemas estruturais na embarcação. Após manutenção em estaleiro — que incluiu reforço na vedação e revestimento com chapas de cobre abaixo da linha d’água — o ferry voltou a operar.

Natural de São Francisco do Sul (SC), Janjão assumiu o comando da embarcação após aceitar um convite para trabalhar na travessia. Ele permaneceu na função de 1962 a 1978, período em que ajudou a consolidar o serviço e participou do desenvolvimento da região de Caieiras, em Guaratuba.

Obra da Ponte de Guaratuba entra na fase final

A obra da Ponte de Guaratuba, uma das mais aguardadas do litoral do Paraná, está na etapa final de execução. O trecho estaiado já alcançou 320 metros construídos, incluindo o fechamento do vão central, concluído recentemente.

De acordo com o boletim técnico divulgado entre fevereiro e março, os apoios 04 e 05 já possuem 13 pares de aduelas cada, somando cerca de 160 metros de estrutura em cada lado.

A construção utiliza o método dos balanços sucessivos, técnica de engenharia que permite que a ponte avance gradualmente a partir dos mastros centrais, mantendo o equilíbrio estrutural durante todas as etapas.

Quando concluída, a nova ponte sobre a Baía de Guaratuba deve transformar a mobilidade no litoral, reduzindo o tempo de deslocamento e eliminando a dependência do ferryboat para a travessia.

FONTE: Bem Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bem Paraná

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Transporte

Cancelamentos de viagens marítimas chegam a 8% em meio a tensões no Estreito de Ormuz

O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, já começa a refletir no transporte marítimo de contêineres. De acordo com análise da consultoria Drewry, cerca de 8% dos itinerários programados por companhias de navegação foram cancelados nas principais rotas globais nas próximas semanas.

A instabilidade em torno do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio mundial, levou algumas linhas de navegação a suspender reservas relacionadas ao Golfo Pérsico e redirecionar embarcações para trajetos alternativos.

Desvios de rotas e atrasos no Mar Vermelho pressionam o setor

Além da situação no Golfo, o setor também continua lidando com atrasos na normalização das rotas pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez.

Com a persistência dos riscos na região, muitos serviços seguem operando pelo trajeto mais longo ao redor do Cabo da Boa Esperança, aumentando tempo de trânsito e custos operacionais para o transporte marítimo internacional.

Mais de 50 cancelamentos registrados entre março e abril

Segundo levantamento da Drewry, entre as semanas 11 e 15 do calendário logístico — período de 9 de março a 12 de abril — foram anunciados 55 cancelamentos de viagens, considerando aproximadamente 705 partidas programadas.

O volume representa uma taxa de cancelamento de 8% nas rotas analisadas. Ainda assim, o impacto operacional permanece relativamente controlado no curto prazo.

A expectativa é de que 92% das viagens planejadas sejam realizadas conforme o cronograma, mantendo a maior parte da capacidade marítima ativa.

Rota transpacífica concentra maioria dos cancelamentos

A análise também indica que os cancelamentos estão concentrados em rotas específicas do comércio global.

A distribuição observada foi a seguinte:

  • 53% dos cancelamentos ocorreram na rota transpacífica em direção ao leste
  • 27% na rota transatlântica rumo ao oeste
  • 20% nos serviços entre Ásia e Europa/Mediterrâneo

Esses corredores marítimos fazem parte das chamadas rotas leste-oeste, consideradas as mais importantes do transporte global de contêineres.

Alianças marítimas apresentam desempenhos diferentes

Entre as alianças operacionais avaliadas pela Drewry, a Gemini Cooperation apresentou um desempenho considerado mais estável.

A parceria registrou uma taxa de cancelamento de apenas 3%, sem interrupções nas principais rotas leste-oeste, o que indica maior regularidade na programação de serviços.

Tarifas de frete apresentam leve alta global

O cenário de incerteza também começa a influenciar o mercado de fretes marítimos. O Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry registrou alta semanal de 3%, alcançando US$ 1.958 por FEU (contêiner de 40 pés).

Entre as principais rotas, o comportamento das tarifas foi distinto:

  • Transpacífico: aumento de 8%
  • Transatlântico: queda de 2%
  • Ásia–Europa/Mediterrâneo: valores relativamente estáveis

Risco de capacidade reduzida no transporte marítimo

Para a consultoria, apesar da estabilidade atual das tarifas, fatores operacionais podem alterar esse cenário nas próximas semanas.

Entre os pontos de atenção estão:

  • congestionamento portuário
  • desvios de rotas marítimas
  • ajustes na programação das companhias

Além disso, viagens mais longas podem manter navios e contêineres vazios ocupados por períodos maiores, reduzindo gradualmente a capacidade efetiva disponível no mercado.

Impacto para embarcadores pode aumentar

No curto prazo, os donos de carga (shippers) tendem a sentir impacto limitado. No entanto, se as interrupções nas rotas persistirem, o mercado pode enfrentar:

  • tempos de trânsito mais longos
  • redução de capacidade logística
  • maior volatilidade nas tarifas de frete marítimo

Esse cenário afetaria principalmente as principais rotas leste-oeste do comércio global, fundamentais para o fluxo de mercadorias entre Ásia, Europa e Américas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Maersk anuncia recargo de combustível no transporte rodoviário a partir de março de 2026

A Maersk informou que aplicará um recargo tarifário em seus serviços de transporte rodoviário devido à recente volatilidade nos preços do diesel. A medida entra em vigor hoje e será implementada por meio de um mecanismo de ajuste de combustível (Fuel Surcharge).

Segundo a companhia, a decisão está diretamente relacionada ao aumento nos custos energéticos impulsionados pelo atual cenário geopolítico global, que tem pressionado os valores do combustível no mercado internacional.

Referência de preço do diesel

A empresa estabeleceu como referência o valor de US$ 1,72 por litro de diesel, correspondente ao preço de mercado registrado em 2 de dezembro de 2025. Esse valor foi definido no momento de conclusão da licitação de transporte atualmente em vigor e da definição das tarifas-base.

A partir desse ponto de referência, será aplicado um fator de ajuste de combustível, que permitirá adaptar os valores cobrados conforme as oscilações do mercado.

Ajuste será avaliado semanalmente

De acordo com a empresa, o Fuel Adjustment Factor será revisado semanalmente. A atualização considerará a variação do preço do diesel em relação ao valor-base estabelecido pela companhia.

Com base na evolução recente do mercado, a empresa informou que será aplicado inicialmente um aumento de 5% nas tarifas de transporte rodoviário já acordadas com clientes. O recargo será identificado pelos códigos IFE/IFI, conforme a matriz de cálculo definida pela empresa.

Como funciona a matriz de ajuste de combustível

A companhia também detalhou a escala utilizada para calcular os ajustes nas tarifas de transporte terrestre, que variam conforme a oscilação do preço do diesel:

  • Variação entre 0% e quase 5%: sem alteração nas tarifas
  • Entre 5% e quase 10%: ajuste de 3%
  • Entre 10% e quase 15%: ajuste de 5%
  • Entre 15% e quase 20%: ajuste de 7,5%
  • Entre 20% e quase 25%: ajuste de 10%
  • Entre 25% e quase 30%: ajuste de 12,5%
  • Entre 30% e quase 35%: ajuste de 15%

A estrutura foi criada para garantir maior previsibilidade nas tarifas logísticas, ao mesmo tempo em que permite reagir rapidamente às variações nos custos de combustível.

Impacto para operações logísticas

A introdução desse recargo de combustível no transporte rodoviário reforça uma tendência já observada no setor de logística internacional, em que transportadoras e armadores adotam mecanismos automáticos para compensar oscilações no preço de insumos críticos.

Para empresas que dependem de importação, exportação e transporte terrestre, a medida pode representar ajustes frequentes nas tarifas logísticas, exigindo maior planejamento financeiro e operacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Transporte ferroviário de cargas bate recorde no Brasil e alcança 555 milhões de toneladas em 2025

O transporte ferroviário de cargas no Brasil registrou um novo recorde em 2025. De acordo com o Ministério dos Transportes, foram movimentadas 555,48 milhões de toneladas úteis (TU) ao longo do ano, volume 2,57% maior que o registrado em 2024.

O resultado representa o terceiro recorde consecutivo do setor e reflete o avanço das políticas públicas voltadas à expansão da malha ferroviária brasileira. A estratégia integra o plano do Governo Federal para fortalecer a logística nacional, melhorar o escoamento da produção e ampliar a competitividade no comércio exterior.

Para 2026, o governo projeta a realização de oito leilões ferroviários, com expectativa de atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos no setor. A estimativa é que, ao longo dos próximos anos, o modal ferroviário receba até R$ 600 bilhões em aportes.

Segundo o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, os números mostram que as medidas de planejamento e regulação vêm produzindo resultados.

“Pela terceira vez consecutiva batemos o recorde de movimentação de cargas por ferrovias no Brasil, ao mesmo tempo em que registramos investimentos privados históricos no setor”, afirmou.

Ferrovia melhora logística e reduz custos no transporte de cargas

O avanço do transporte ferroviário de cargas também está ligado à busca por soluções logísticas mais eficientes. A prioridade do governo tem sido aprimorar as cadeias de deslocamento terrestre, garantindo infraestrutura adequada para o escoamento de insumos e mercadorias.

Nas rotas de longa distância, por exemplo, grãos produzidos em Mato Grosso, principal polo agrícola do país, podem ser transportados por trilhos até o Sudeste e aos portos da região. Esse modelo reduz a dependência do transporte rodoviário, diminui o fluxo de caminhões nas estradas e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Agronegócio lidera crescimento da carga transportada

Levantamento da Infra S.A. aponta que o agronegócio apresentou o melhor desempenho entre os segmentos que utilizam o transporte ferroviário. Em 2025, o setor registrou crescimento de 4,62% na movimentação de cargas.

Outros produtos também apresentaram expansão, com aumento de 3,43% no transporte de mercadorias diversas.

O minério de ferro continua sendo o principal item transportado pelas ferrovias brasileiras, somando 401,35 milhões de toneladas úteis, com crescimento de 2,72%.

Para Leonardo Ribeiro, o fortalecimento das ferrovias acompanha a expansão da economia brasileira e indica a importância estratégica do setor para os próximos anos.

“O crescimento do transporte ferroviário vai além de uma tendência. Trata-se de uma infraestrutura essencial para o desenvolvimento econômico do país”, destacou.

Governo aposta em concessões e nova política de outorgas ferroviárias

Atualmente, o Ministério dos Transportes administra 14 concessões ferroviárias em operação. A pasta também busca reestruturar projetos que ficaram parados nos últimos anos.

Uma das iniciativas foi o lançamento da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, criada para organizar e ampliar a carteira de ativos disponíveis para concessão. A medida inclui diretrizes de planejamento, governança e sustentabilidade para novos projetos.

Após a revisão do Marco Legal das Ferrovias, em 2023, o governo também autorizou a primeira nova ferrovia dentro do modelo atualizado.

Concessões em fim de contrato passam por análise

Outra frente de trabalho envolve cinco malhas ferroviárias com contratos próximos do término:

• Malha Sul
• Malha Oeste
• Ferrovia Centro-Atlântica
• Ferrovia Tereza Cristina
• Ferrovia Transnordestina Logística

O objetivo é definir novas soluções logísticas para garantir continuidade dos serviços e ampliar a eficiência do sistema ferroviário.

Trechos ociosos podem voltar a operar

O governo também encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) as diretrizes para o primeiro chamamento público de trechos ferroviários.

O modelo permitirá que o setor privado assuma a operação de linhas atualmente classificadas como ociosas. O primeiro projeto envolve o Corredor Minas–Rio, que poderá servir de referência para novos processos.

A expectativa é que a iniciativa possibilite a recuperação de até 10 mil quilômetros da malha ferroviária federal.

Investimentos ferroviários crescem 60% desde 2023

Entre 2023 e 2025, os investimentos em ferrovias no Brasil chegaram a R$ 40 bilhões, valor cerca de 60% maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando os aportes somaram R$ 25 bilhões.

Um dos principais projetos retomados foi a Ferrovia Transnordestina, considerada estratégica para a logística do Nordeste. As obras foram reiniciadas em 2023 e já alcançaram 71% de avanço físico.

O empreendimento possui investimento estimado em R$ 15 bilhões, sendo que R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. O cronograma prevê a conclusão da primeira fase em 2027 e da segunda etapa em 2028.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Felipe Brasil/MT

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