Transporte

Rodovia inteligente em São Paulo terá Wi-Fi, recarga elétrica e suporte para carros autônomos

O estado de São Paulo vai receber a primeira rodovia inteligente do país. A modernização da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) prevê conexão Wi-Fi, pontos de recarga para carros elétricos e infraestrutura preparada para a circulação de veículos autônomos.

O trecho contempla mais de 45 quilômetros entre Taubaté e Campos do Jordão, transformando a estrada em um corredor tecnológico e sustentável.

Estrutura terá suporte para veículos autônomos

Um dos diferenciais do projeto será a implantação de recursos específicos para atender veículos autônomos, tecnologia ainda inédita em rodovias brasileiras.

Esse tipo de automóvel utiliza sensores, inteligência artificial e dados em tempo real para trafegar sem a necessidade de intervenção humana direta. Para isso, a via contará com sinalização inteligente e infraestrutura adaptada para comunicação e monitoramento.

A ordem de serviço para início das obras foi assinada recentemente pelo Governo de São Paulo. A expectativa é que os trabalhos comecem na primeira quinzena de abril e sejam concluídos em até 18 meses.

Investimento de R$ 192 milhões moderniza corredor turístico

O projeto contará com investimento de R$ 192 milhões em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As obras serão executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP).

Além da modernização tecnológica, a iniciativa atende uma demanda antiga da região e deve beneficiar mais de 600 mil moradores dos municípios de:

  • Taubaté
  • Pindamonhangaba
  • Tremembé
  • Campos do Jordão
  • Santo Antônio do Pinhal

Ciclovia e faixas adicionais reforçam segurança

As intervenções também incluem melhorias na mobilidade e segurança viária. O projeto prevê implantação de faixas adicionais e cerca de 11,8 quilômetros de ciclovia no trecho de planície da rodovia.

Além disso, serão construídas passagens inferiores e superiores destinadas a ciclistas e pedestres, aumentando a segurança dos usuários ao longo do trajeto.

Asfalto ecológico e reflorestamento fazem parte do projeto

Outro destaque da obra é o foco em sustentabilidade. A pavimentação da SP-123 utilizará asfalto ecológico, produzido com materiais recicláveis, incluindo borracha de pneus reutilizados.

Como medida de compensação ambiental, o DER-SP também pretende reflorestar aproximadamente 30 hectares ao longo da rodovia. A ação busca reduzir processos erosivos e contribuir para a captura de carbono gerado pelas obras.

FONTE: A Tarde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Frete mínimo ganha peso regulatório e impulsiona digitalização no transporte de cargas

O frete mínimo no transporte rodoviário passou a ocupar papel central na gestão logística após a entrada em vigor da Medida Provisória nº 1.343/2026. A norma amplia a responsabilidade dos embarcadores e eleva o nível de exigência regulatória, impactando diretamente contratos e operações em todo o setor.

Com a mudança, a conformidade deixa de ser apenas um aspecto operacional e passa a integrar a estratégia das empresas, diante de um ambiente mais rigoroso e sujeito a penalidades.

Fiscalização digital aumenta complexidade operacional

O novo cenário é marcado por uma fiscalização digital no transporte mais intensa, com validações em larga escala. Isso exige maior controle sobre operações que envolvem diferentes agentes da cadeia logística.

Outro ponto relevante é a obrigatoriedade do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) em todas as operações remuneradas a partir de maio de 2026. A medida amplia o risco de inconsistências na documentação e exige maior atenção na formalização dos processos.

Tecnologia fortalece governança do frete

Diante desse contexto, cresce a adoção de soluções voltadas à gestão digital de frete e à governança logística. Sistemas integrados têm sido utilizados para automatizar validações, reduzir erros e garantir conformidade com a legislação.

Ferramentas que conectam planejamento, execução e pagamento permitem verificar, ainda na origem, o cumprimento do piso mínimo, além de integrar a emissão de documentos como CT-e, CIOT e MDF-e. A estratégia contribui para maior controle, rastreabilidade e eficiência operacional.

Empresas aceleram adaptação ao novo modelo

Organizações de setores como agronegócio, indústria e varejo já iniciaram ajustes em seus processos, com foco na automação e validação prévia das regras. O movimento tem reduzido retrabalho e aumentado a previsibilidade em um ambiente de maior rigor regulatório.

A aplicação de tecnologia em larga escala também tem permitido testar modelos mais robustos de controle, especialmente em operações com grande volume de transações.

Gestão logística entra em nova fase

Especialistas apontam que o frete mínimo deixa de ser apenas um custo operacional para se tornar um elemento estratégico de governança. A capacidade de monitorar, validar e auditar operações em tempo real passa a ser determinante para a competitividade das empresas.

Com o avanço da digitalização e da integração de dados, a tendência é de consolidação de um novo padrão na logística de transporte rodoviário, baseado em tecnologia, conformidade e eficiência.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Move Brasil 2: CMN regulamenta programa com R$ 21,2 bilhões para crédito de ônibus e caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353/2026, que inaugura a nova etapa do Move Brasil 2, programa voltado ao financiamento de ônibus e caminhões. A iniciativa contará com R$ 21,2 bilhões, somando R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total, R$ 2 bilhões serão destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos, enquanto outros R$ 2 bilhões serão aplicados em linhas de ônibus.

Objetivo: modernização da frota e eficiência logística

De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa busca facilitar o acesso ao crédito com condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor. A proposta também visa impulsionar a modernização da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir a emissão de poluentes.

As operações de financiamento ocorrerão de forma indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que assumirão o risco das concessões.

Quem pode participar do Move Brasil 2

A nova fase contempla diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos de carga e pessoas físicas vinculadas a cooperativas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

Taxas de juros variam conforme perfil e sustentabilidade

As taxas de financiamento foram definidas de acordo com o perfil do tomador e critérios ambientais:

  • 1% ao ano: autônomos que comprarem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento
  • 2% ao ano: autônomos que adquirirem seminovos sem contrapartida ambiental
  • 3% ao ano: empresas que comprarem veículos novos com sucateamento comprovado
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental

Já as taxas das instituições financeiras seguem estes limites:

  • até 8,8% ao ano para autônomos
  • até 3% ao ano para empresas
  • até 1,25% ao ano para o BNDES

Prazos e limites de financiamento

Os prazos foram ajustados para atender demandas do setor:

  • até 120 meses, com carência de até 12 meses, para transportadores autônomos
  • até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas

O valor máximo de financiamento permanece em R$ 50 milhões por beneficiário.

Critérios ambientais e exigências técnicas

O programa reforça a adoção de critérios de sustentabilidade, com destaque para o descarte adequado de veículos antigos, o que garante taxas mais baixas. Também serão exigidos:

  • uso de conteúdo nacional nos veículos financiados
  • conformidade com padrões de emissão do Proconve

Segundo a Fazenda, a iniciativa integra a estratégia federal de fortalecimento do setor de transporte, promovendo maior resiliência econômica, redução de custos operacionais e avanço na sustentabilidade ambiental.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística, Transporte

Investimentos em transportes e logística atingem recorde em 11 anos no Brasil

O Brasil registra um avanço significativo nos investimentos em transportes e logística, consolidando um novo ciclo de expansão na infraestrutura nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), divulgados no Livro Azul da Infraestrutura, os aportes públicos e privados somaram cerca de R$ 76,5 bilhões em 2025 — o maior volume desde 2015 e um dos mais expressivos da série histórica.

Crescimento acelera nos últimos anos

A evolução recente evidencia uma mudança consistente no ritmo de investimentos. Entre 2019 e 2022, o setor acumulou pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual próxima de R$ 33 bilhões. Já no período de 2023 a 2025, os números praticamente dobraram: foram mais de R$ 200 bilhões investidos, com média superior a R$ 65 bilhões por ano.

Esse avanço reflete um ambiente mais estável e propício ao planejamento de longo prazo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário atual favorece a ampliação de projetos estruturados e a maior participação do capital privado, contribuindo para a modernização da infraestrutura e o aumento da eficiência logística no país.

Setor privado lidera aportes

Um dos principais motores desse crescimento é o protagonismo da iniciativa privada. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões — a maior parte dos investimentos — vieram de empresas privadas, reforçando o modelo baseado em concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

O Governo Federal também tem atuado como facilitador desse movimento. Apenas no setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em contratos e autorizações em 2025. No acumulado entre 2023 e 2025, o montante chegou a R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, os investimentos públicos em portos cresceram 120% no mesmo período, totalizando R$ 3,1 bilhões.

Aviação e hidrovias ganham destaque

Na aviação civil, o crescimento segue consistente, com R$ 8,7 bilhões aplicados pela iniciativa privada entre 2023 e 2025. Projetos voltados à infraestrutura aeroportuária regional, como o Programa AmpliAR, também impulsionam o setor — só o primeiro leilão garantiu cerca de R$ 731 milhões para aeroportos regionais.

Já as hidrovias, consideradas estratégicas para reduzir custos e ampliar a integração logística, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão no período, fortalecendo esse modal no transporte nacional.

Impactos positivos na economia

O aumento dos investimentos já se reflete diretamente na atividade econômica. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros alcançou aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas — o melhor resultado dos últimos sete anos.

No transporte aéreo, o país atingiu um recorde histórico de cerca de 130 milhões de passageiros, impulsionado por uma expansão contínua — foram 30 milhões de passageiros a mais entre 2023 e 2025.

O transporte hidroviário também apresentou desempenho recorde. A movimentação de cargas pelos rios chegou a 140 milhões de toneladas em 2025, enquanto a cabotagem registrou 223 milhões de toneladas, indicando maior uso desse modal e ganhos de escala na logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Terra

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Transporte

China entrega maior navio Ro-Ro do mundo e redefine transporte marítimo de veículos

A China colocou em operação o primeiro navio Ro-Ro (roll-on/roll-off) do mundo com capacidade superior a 10 mil veículos, estabelecendo um novo padrão para o transporte marítimo de automóveis. A embarcação foi entregue em 28 de abril e surge em um momento de forte crescimento das exportações asiáticas, especialmente no setor automotivo.

Batizado de Glovis Leader, o navio faz parte de uma nova geração de cargueiros do tipo pure car and truck carrier (PCTC), projetados para ampliar a eficiência logística e atender à crescente demanda global.

Estrutura robusta e tecnologia avançada

Construído pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International (GSI), o Glovis Leader possui 230 metros de comprimento, 40 metros de largura e 14 conveses destinados ao transporte de carga. A capacidade total chega a 10.800 veículos, incluindo modelos elétricos, movidos a hidrogênio e caminhões pesados.

A embarcação se destaca ainda pelo uso de tecnologia sustentável, com motores bicombustível que operam com gás natural liquefeito (GNL) ou combustíveis tradicionais. O navio também conta com geradores de eixo e sistema de energia em terra, reduzindo emissões durante operações portuárias. Sua velocidade de cruzeiro é de 19 nós.

Estratégia global e expansão de mercado

O projeto integra a estratégia da sul-coreana HMM de diversificar suas operações além do transporte de contêineres. Os navios serão operados em contratos de longo prazo com a Hyundai Glovis, que pretende expandir sua frota para 128 embarcações até 2030.

A meta da empresa é aumentar sua capacidade anual de transporte de 3,4 milhões para 5 milhões de veículos, o que pode representar cerca de 20% do volume global de logística automotiva marítima.

Crescimento da demanda impulsiona navios maiores

A ampliação do porte dos navios reflete a alta demanda por exportações de veículos, especialmente a partir do Extremo Oriente. Nos últimos anos, embarcações desse segmento têm se tornado cada vez maiores para atender ao aumento do fluxo global.

Como referência recente, navios com capacidade entre 9.200 e 9.500 veículos já haviam sido considerados os maiores do mundo. Agora, projetos ainda mais ambiciosos estão em andamento, com previsão de unidades capazes de transportar até 11.700 veículos.

Construção em série e avanço da indústria chinesa

A Guangzhou Shipyard International destaca que a construção de navios desse tipo envolve alto nível de complexidade técnica, incluindo sistemas de segurança contra incêndio, estruturas multicamadas e requisitos rigorosos de estabilidade.

O estaleiro já acumula pedidos para 40 embarcações desse segmento, das quais 26 já foram entregues. A adoção de processos de construção em série tem permitido ganhos de eficiência e redução nos prazos de produção, fortalecendo a posição da China na indústria naval de alto valor agregado.

Rotas globais e alívio na capacidade logística

A Hyundai Glovis pretende utilizar os novos navios em rotas internacionais de forma rotativa, contribuindo para reduzir a escassez de capacidade no transporte marítimo global.

O avanço desse tipo de embarcação sinaliza uma transformação no setor logístico, com ganhos em escala, eficiência e sustentabilidade para o comércio internacional de veículos.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Estrada Boa: programa avança e chega a 90% das rodovias de Santa Catarina

Por onde anda em Santa Catarina, o cidadão encontra obras do programa Estrada Boa. Implementado pelo governador Jorginho Mello, em 2023, a ação tem por objetivo recuperar as vias estaduais e mudar a situação, que na época era considerada precária. E o trabalho tem dado resultado: atualmente 90% da malha viária está recuperada, com situação considerada boa ou ótima. E a projeção é de que até o final de 2026, as melhorias alcancem 100% das estradas catarinenses.

“Quando assumimos, passamos as contas do Estado a limpo e demos atenção total a alguns setores. As nossas rodovias estavam abandonadas e por isso criamos o Estrada Boa, um programa que é sucesso absoluto. Eu não estou tendo tempo na agenda para inaugurar tanta obra, tem umas que só digo pro prefeito liberar o tráfego e pregar a placa inaugural. Isso porque nossa equipe vem se dedicando e trabalhando muito para conseguir melhorar a vida e a segurança dos catarinenses que passam pelas nossas rodovias, seja para passear ou viajar, seja para trabalhar, transportando a nossa produção”, analisou o governador Jorginho Mello.

No começo de 2023 apenas pouco mais de 26% das SCs estavam em ótimas ou boas condições, segundo levantamento da Fetrancesc. A realidade mudou e além das entregas já realizadas, outras obras estão prestes a serem inauguradas, com destaque para a restauração com aumento da capacidade da SC-305 em pavimento rígido (concreto), de Campo Ere, a São Lourenço Oeste, que vai custar quase R$ 120 milhões e a SC-492, de Romelândia a São Miguel da Boa Vista, ao custo de R$ 43,5 milhões.

“Temos de Macieira a Arroio Trinta, temos em Ituporanga. Iremos em julho liberar o tráfego da Serra do Faxinal, a Serra do Corvo Branco. Afinal, a gente tem muita coisa ainda para inaugurar e muita coisa para autorizar”, projeta o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.

Além das restaurações, o Governo do Estado também trabalha com as implementações de novas estradas. Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando mais de três mil quilômetros de rodovias 

“Lógico que é um desafio, porque todo dia aparece uma nova demanda, o trânsito de Santa Catarina só aumenta. As necessidades e os investimentos são cada vez maiores, mas nós vamos entregar no final desse governo 100% da malha viária recuperada em estágio regular, bom e ótimo. Então, esse é um avanço extraordinário para Santa Catarina”, explica Grando.

Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação e manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5,15 bilhões no programa Estrada Boa.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Transporte

Navio japonês cruza o Estreito de Ormuz e marca retomada inédita de transporte de petróleo

Um navio japonês do tipo superpetroleiro pode ter realizado a primeira travessia ligada a uma refinaria pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro deste ano.

A embarcação Idemitsu Maru, pertencente à companhia Idemitsu Kosan, teria cruzado a rota marítima na última terça-feira, segundo fontes do setor e dados de rastreamento da plataforma MarineTraffic.

Negociação diplomática viabilizou operação

De acordo com um alto funcionário ouvido pelo Nikkei Asia, a passagem foi resultado de negociações diplomáticas do governo japonês. Ainda segundo a fonte, não houve cobrança de taxas para a travessia.

A mídia estatal iraniana também confirmou que o petroleiro recebeu autorização oficial para cruzar o estreito, considerado estratégico para o comércio global de energia.

Rota e capacidade do superpetroleiro

O superpetroleiro VLCC (Very Large Crude Carrier) partiu da Arábia Saudita com destino à Ásia e deve chegar ao Japão em meados de maio.

Com capacidade estimada de cerca de 2 milhões de barris de petróleo, o navio tem 333 metros de comprimento e foi construído em 2007. A operação é conduzida pela Idemitsu Tanker, subsidiária sediada em Tóquio.

Estreito de Ormuz segue como ponto crítico

O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais gargalos da logística global de petróleo, especialmente para países asiáticos. Desde o início das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, o tráfego marítimo na região permanece fortemente reduzido.

A travessia do Idemitsu Maru pode sinalizar uma possível flexibilização pontual, embora o cenário ainda seja considerado instável.

Papel estratégico da Idemitsu no Japão

A Idemitsu Kosan é a segunda maior refinaria de petróleo do Japão, com seis unidades no país. A empresa desempenha papel relevante no fornecimento de combustíveis como gasolina, diesel e insumos petroquímicos, dependentes da importação de petróleo bruto.

Outras embarcações japonesas na região

Desde o início do conflito, três navios japoneses de transporte de GNL (gás natural liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo), operados pela Mitsui O.S.K. Lines, também cruzaram o estreito.

No entanto, diferentemente do Idemitsu Maru, essas embarcações pertencem ao setor de transporte marítimo e tinham como destino países como Omã e Índia, e não o Japão.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Lufthansa reduz 20 mil voos no verão devido à alta do combustível

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou a redução de 20 mil voos de curta distância na Europa durante o verão, em resposta ao aumento expressivo dos custos com combustível de aviação. Segundo a empresa, diversas rotas deixaram de ser economicamente viáveis.

Alta do combustível pressiona setor aéreo

O preço do querosene de aviação praticamente dobrou desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada da tensão afetou a produção e o transporte de energia no Oriente Médio, impactando diretamente o setor aéreo global.

Outras companhias, como KLM-Air France e Delta Air Lines, também adotaram medidas semelhantes, incluindo cortes temporários de voos e aumento no preço das passagens para compensar os custos operacionais.

Especialistas alertam que os passageiros devem se preparar para novas altas nas tarifas e possíveis cancelamentos, caso o cenário geopolítico continue instável.

Dependência europeia do combustível do Golfo

Cerca de 50% do combustível de aviação na Europa é importado da região do Golfo. Grande parte desse volume passa pelo Estreito de Ormuz, área estratégica que foi praticamente bloqueada pelo Irã em resposta às ações militares dos EUA e de Israel.

Rotas suspensas e impacto nos passageiros

A Lufthansa informou que a redução de voos permitirá economizar aproximadamente 40 mil toneladas métricas de combustível. A maior parte desse corte está ligada ao encerramento das operações da subsidiária CityLine.

Com isso, a companhia suspenderá temporariamente voos para cidades como Heringsdorf, Cork, Gdańsk, Ljubljana, Rijeka, Sibiu, Stuttgart, Trondheim, Tivat e Wrocław.

Passageiros afetados poderão optar por reembolso ou remarcação em voos de empresas parceiras do grupo, como SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways.

Possibilidade de cortes permanentes

Parte dessas mudanças pode se tornar definitiva. A Lufthansa informou que está revisando toda a sua malha aérea europeia e deve divulgar novos detalhes ao longo de abril.

Risco de escassez de combustível

A Agência Internacional de Energia alertou recentemente que a Europa pode enfrentar escassez de querosene de aviação em poucas semanas. Apesar disso, governos e companhias aéreas afirmam que, até o momento, não há interrupções no fornecimento.

A União Europeia anunciou a criação de um observatório para monitorar a produção, importação, exportação e estoques de combustíveis, com o objetivo de antecipar possíveis crises e reduzir impactos no setor aéreo.

Operações de longa distância mantidas

Apesar da redução na malha europeia, a Lufthansa garantiu que os passageiros continuarão tendo acesso às rotas globais, especialmente voos de longa distância. A empresa destacou que essas operações serão realizadas com maior eficiência diante do cenário atual.

A decisão também ocorre após o anúncio de aceleração do encerramento da CityLine, com a retirada de 27 aeronaves de operação, motivada pelo aumento dos custos com combustível e pressões trabalhistas.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Transporte

Ferrovia de Mato Grosso avança e lidera obras com investimento bilionário no Brasil

A Ferrovia de Mato Grosso (FTM), considerada a principal obra ferroviária em execução no país, já alcançou cerca de 73% de avanço físico. O projeto mantém um ritmo elevado, com média de aproximadamente 1 km de trilhos por dia, consolidando-se como destaque na expansão da infraestrutura logística brasileira.

Operada pela Rumo Logística, a ferrovia tem como objetivo melhorar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, reduzindo gargalos históricos no transporte.

Projeto bilionário e início parcial previsto para 2026

Com extensão total planejada de 743 quilômetros, a obra já soma investimentos próximos de R$ 5 bilhões. A previsão é que um primeiro trecho de 162 km entre em operação entre julho e setembro de 2026, marcando a fase inicial do empreendimento.

A iniciativa é estratégica para diminuir a dependência do transporte rodoviário, ainda predominante na região, especialmente em áreas com forte produção de grãos.

Integração com corredores de exportação

O traçado da ferrovia parte de Rondonópolis (MT) e avança em direção à BR-070, conectando regiões agrícolas a importantes rotas de exportação. A proposta inclui ligação com portos como Porto de Santos e Porto de Paranaguá, além de estruturas do Arco Norte.

A expectativa é reduzir custos logísticos em uma região onde cerca de 60% do transporte ainda depende de caminhões. Em polos produtivos próximos a Gaúcha do Norte, por exemplo, milhões de toneladas de grãos são escoadas exclusivamente por rodovias.

Financiamento e novos aportes previstos

Até o momento, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados na obra. Para 2026, está prevista a injeção de mais R$ 1 bilhão, completando o pacote de investimentos no primeiro trecho.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou financiamento de R$ 2 bilhões para viabilizar a construção inicial. A Rumo também projeta ampliar seus investimentos totais, podendo chegar a R$ 6,1 bilhões, com a FTM como principal foco de expansão.

Conexão com novos projetos ferroviários

A ferrovia integra um conjunto maior de iniciativas para o Centro-Oeste, incluindo a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. Com previsão de 888 km, a FICO ligará Goiás a Mato Grosso, mas ainda apresenta estágio inicial de execução.

A expectativa é que, no futuro, FTM e FICO formem um corredor contínuo conectado à Ferrovia Norte-Sul, ampliando a eficiência do transporte de cargas no país.

Prazo total e desafios do projeto

Apesar do avanço acelerado, a conclusão integral da ferrovia ainda depende de etapas regulatórias e ambientais. As estimativas indicam que os 743 km devem ser finalizados até 2030.

Mesmo com o cronograma de longo prazo, o ritmo atual da obra é considerado acima da média nacional, especialmente em um setor historicamente marcado por atrasos. A operação prevista para 2026 representa apenas a primeira fase, mas já deve trazer impactos relevantes para o agronegócio brasileiro.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Correio 24 Horas

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Transporte

Frete rodoviário avança e atinge R$ 7,99 por km em março, impulsionado pelo diesel

O frete rodoviário registrou novo aumento em março e alcançou média de R$ 7,99 por quilômetro rodado no Brasil. O valor representa uma alta de 3,36% em relação a fevereiro, quando o custo médio era de R$ 7,73 por km. Os dados são do Índice de Frete Rodoviário (IFR), que aponta a influência direta da elevação dos combustíveis e da demanda aquecida no transporte de cargas.

O principal fator por trás da alta foi o preço do diesel, impactado pelo cenário internacional do petróleo. Em março, o diesel S-10 subiu 13,60%, chegando a R$ 7,10 por litro, enquanto o S-500 teve aumento de 12,34%, alcançando R$ 7,01. Esse avanço elevou significativamente os custos operacionais do transporte rodoviário.

Safra recorde intensifica demanda por transporte

Outro elemento relevante para a elevação do frete foi o aumento no escoamento da produção agrícola. A previsão para a safra de grãos 2025/26 indica um volume de 353,4 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 0,3% e um novo recorde.

Esse cenário mantém elevada a procura por logística de transporte, especialmente nas principais rotas agrícolas, pressionando ainda mais os preços do frete no Brasil.

Mudanças regulatórias impactam o setor

Além dos fatores econômicos, alterações na regulação também contribuíram para o aumento dos custos. Em março, houve ampliação da obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as operações, além de maior fiscalização do piso mínimo do frete.

Essas medidas tendem a influenciar diretamente a formação de preços no setor, adicionando novas variáveis ao cálculo do frete rodoviário nacional.

Tendência é de novos aumentos no curto prazo

De acordo com especialistas do setor, o cenário atual combina fatores estruturais e conjunturais. A pressão externa sobre os combustíveis, somada à demanda interna aquecida, sustenta a trajetória de alta.

A expectativa é de que o custo do frete continue elevado no curto prazo, impulsionado pelo equilíbrio entre oferta limitada e forte demanda por transporte de mercadorias.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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