Transporte

Supercaminhão de 86 metros deve causar lentidão entre Blumenau e Itajaí

Uma megaoperação de transporte vai movimentar as rodovias entre Blumenau e Itajaí nesta semana. Um transformador de grandes proporções, fabricado pela Weg, será deslocado da unidade localizada na Rua Pedro Zimmermann até o Porto de Itajaí.

A movimentação começa na noite de terça-feira (9) e deve avançar por toda a quarta-feira (10), exigindo atenção extra dos motoristas que trafegarem pela BR-470 e pela BR-101. Em caso de chuva forte, o trajeto poderá ser cancelado.

Deslocamento lento e escolta da PRF

A carga será transportada em uma carreta de 86 metros de comprimento, com previsão de saída às 22h de terça-feira. Após deixar a fábrica, o superveículo ficará estacionado durante a madrugada nas proximidades da Uniasselvi.
Na manhã de quarta, entre 9h e 10h, o comboio inicia o percurso rumo ao porto, mantendo velocidade média entre 10 km/h e 20 km/h. Todo o deslocamento contará com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A expectativa é que o equipamento chegue a Itajaí no fim da tarde, onde permanecerá parado em um posto às margens da BR-101 até a liberação para entrar no porto, prevista para o período noturno.

Mudança de estratégia para reduzir impacto no trânsito

Anteriormente, cargas desse porte saíam da fábrica nas primeiras horas da manhã, mas o procedimento gerava grandes congestionamentos em Blumenau. Para minimizar os transtornos, a Polícia Militar Rodoviária autorizou que o deslocamento até a entrada da BR-470 fosse feito à noite.
Na rodovia federal, no entanto, o transporte noturno continua proibido por motivos de segurança viária, o que explica a divisão do trajeto em etapas.

Veja como é o transporte de cargas superpesadas:

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Transporte

Maersk amplia testes com etanol e avalia mistura de 50% em combustível marítimo

A Maersk, líder global em transporte marítimo de contêineres, anunciou que os testes iniciais com etanol em combustíveis navais tiveram desempenho positivo. Com os bons resultados, a companhia ampliará as avaliações para uma mistura de 50% do biocombustível.

A empresa vê no etanol uma alternativa viável para diversificar as rotas de descarbonização do setor marítimo, responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE).

Além disso, o uso do etanol pode impulsionar um novo mercado para o produto. Em outubro, durante a apresentação dos testes iniciais com mistura de 10%, executivos de grandes fabricantes brasileiras — o Brasil é o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos EUA — participaram de reuniões com a companhia.

Etanol ganha espaço como combustível sustentável

Para Emma Mazhari, head de Mercados de Energia da Maersk, a meta climática do setor exige a exploração de várias tecnologias. “Acreditamos que múltiplos caminhos de combustível são essenciais para que a indústria marítima atinja suas metas climáticas. Isso significa explorar conscientemente diferentes opções e tecnologias”, afirmou.

A Maersk, que detém 15% do mercado global de contêineres, mantém o compromisso de atingir emissões líquidas zero até 2040, equilibrando o volume de GEE emitido com o removido da atmosfera.

Testes avançam rumo aos 100% de etanol

Os primeiros ensaios ocorreram entre outubro e novembro, com uma combinação de 10% etanol e 90% e-metanol, mistura que se mostrou segura e eficiente. Com base nesses resultados, a empresa iniciou uma nova fase utilizando 50% etanol e 50% metanol a bordo do Laura Maersk, o primeiro navio porta-contêineres bicombustível do mundo movido a metanol.

A companhia também planeja realizar um teste com 100% etanol, ampliando o entendimento sobre desempenho do motor e impactos na combustão. Segundo Mazhari, o etanol possui “histórico comprovado, mercado estabelecido e infraestrutura já existente”, fatores que reforçam sua viabilidade como combustível verde.

Desde 2021, a empresa vem investindo em embarcações bicombustível. A expectativa é que, até 2025, 19 navios desse tipo estejam ativos na frota.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Transporte

ANTT discute transporte multimodal e o futuro da logística de cargas no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará, em 12 de dezembro, das 10h às 12h, o webinar “Perspectiva do Transporte Multimodal no Brasil”, voltado a discutir desafios e oportunidades do transporte de cargas no país. O encontro busca ampliar o diálogo entre transportadores, embarcadores, operadores logísticos, órgãos públicos e demais agentes do setor.

Palestrantes vão abordar temas estratégicos
A programação reúne especialistas de áreas essenciais para a logística brasileira. Entre os convidados, haverá um representante do Fisco, que explicará os impactos tributários sobre a cadeia logística; um porta-voz da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), trazendo análises práticas sobre a operação multimodal; e um representante da Superintendência de Infraestrutura Ferroviária (SUFER/ANTT), que tratará da evolução do transporte ferroviário e de sua função na integração entre modais.

Integração de modais como motor da competitividade
Ao aproximar diversos agentes da cadeia logística, o webinar cria um ambiente de discussão qualificada sobre pontos fundamentais para o avanço da multimodalidade no Brasil. Entre os temas em destaque estão questões regulatórias, operacionais, tributárias e de integração entre os diferentes modais de transporte — elementos considerados chave para aumentar a eficiência e a competitividade do setor.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial da ANTT. O link de acesso ao webinar será enviado aos inscritos antes do início do evento.

Garanta sua participação e esteja na linha de frente da transformação do transporte de cargas no Brasil.

>>> Acesse aqui para se inscrever! <<< 

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Divulgação / Comunicação ANTT

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Transporte

Maior rota ferroviária do Brasil impulsiona logística nacional

A maior rota ferroviária do Brasil já está em operação e promete redefinir a logística nacional. A Brado, em parceria com as concessionárias Rumo e VLI, colocou em funcionamento um corredor multimodal que liga Sumaré (SP) a Davinópolis (MA) pela Ferrovia Norte-Sul, cobrindo 2.732 km. O trajeto foi estruturado para atender ao transporte de bens de consumo, produtos industrializados e cargas essenciais que abastecem algumas das regiões mais estratégicas do país, fortalecendo o mercado interno.

Expansão da malha e desempenho operacional

Com a nova rota, a Brado amplia sua presença em operações domésticas de longa distância, replicando o modelo utilizado entre São Paulo e Mato Grosso. No sentido Sudeste–Maranhão, seguem itens como produtos de higiene e limpeza, materiais de construção, defensivos agrícolas, fertilizantes, nutrição animal, alimentos, bebidas e papel. No retorno, predominam bens industriais.

Após testes iniciados em julho, o fluxo somou oito viagens com 100% de pontualidade, movimentando 504 contêineres e mais de 10,9 mil toneladas de mercadorias — desempenho considerado estratégico pelas empresas envolvidas.

Interoperabilidade entre malhas ferroviárias

Um dos pilares do projeto é a interoperabilidade ferroviária, que integra operações de diferentes concessões. Dos 2.732 km de extensão, 2.098 km pertencem à Rumo, enquanto 634 km são administrados pela VLI. Para a Rumo, conectar malhas distintas amplia a competitividade das cadeias produtivas e aproxima regiões industriais dos principais mercados consumidores. Já a VLI destaca que participar do fluxo ferroviário mais extenso do país fortalece a diversificação de cargas e demonstra a capacidade de inovação dentro do atual modelo regulatório.

Eficiência energética e redução de emissões

A rota também se destaca pelo impacto ambiental reduzido. De acordo com a Brado, o modal ferroviário emite até 85% menos CO₂ que o transporte rodoviário. Só em 2024, as operações da empresa evitaram a liberação de mais de 320 mil toneladas de CO₂ — o equivalente ao volume emitido anualmente por cerca de 69 mil automóveis.

Efeitos econômicos e aumento da competitividade

Ao integrar a eficiência da ferrovia na longa distância com o transporte rodoviário nos trechos finais, a Brado amplia sua capilaridade logística e melhora o abastecimento de estados como Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará. O potencial de mercado é estimado em até 64 mil contêineres por ano, impulsionando indústrias locais e o acesso a produtos essenciais.

Solução diante da escassez de motoristas

O novo corredor logístico também atenua a pressão sobre o setor rodoviário em meio à falta de motoristas. Dados da Senatran mostram que o Brasil perdeu cerca de 1,2 milhão de condutores de caminhões entre 2015 e 2025, queda de 22%. Ao assumir os percursos longos, a ferrovia permite que caminhoneiros se concentrem em rotas regionais, consideradas mais produtivas e menos desgastantes.

Modernização da infraestrutura logística nacional

Para Luciano Johnsson, CEO da Brado, a iniciativa representa um avanço estratégico. Segundo ele, a rota “conecta regiões, reduz emissões e comprova o potencial da ferrovia de transportar muito mais do que commodities”. Com essa operação, a empresa reforça seu papel na modernização logística do Brasil e recoloca a ferrovia no centro das discussões sobre competitividade, sustentabilidade e integração nacional.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Transporte

Ministério dos Transportes apresenta carteira de projetos e novas concessões ferroviárias para 2026

O Ministério dos Transportes lança nesta terça-feira (25) a Política Nacional de Concessões Ferroviárias e a nova carteira de projetos da pasta para 2026. O evento ocorre às 10h, com participação do ministro Renan Filho.

A pasta prevê realizar, no próximo ano, oito leilões de ferrovias, com potencial para movimentar mais de R$ 600 bilhões em investimentos. Serão cerca de 9 mil quilômetros de trilhos concedidos à iniciativa privada.

No setor rodoviário, estão previstos 14 editais de concessão, somando 7,3 mil quilômetros de rodovias e investimentos estimados em R$ 158 bilhões.

Projetos ferroviários e entraves

Os projetos que serão apresentados incluem empreendimentos já anunciados ao longo deste ano, como o corredor Fico-Fiol, a Ferrogrão, a EF-118 (Espírito Santo–Rio de Janeiro), o corredor Minas–Rio de Janeiro e a relicitação da Malha Sul.
Apesar do avanço das discussões, todos ainda enfrentam entraves regulatórios, ambientais e jurídicos antes de chegarem à etapa de leilão.

Carteira rodoviária e repactuações

A carteira de concessões rodoviárias dá continuidade a estudos em andamento, reforçada principalmente por projetos repactuados em acordos consensuais com o TCU, que haviam sido previstos para licitação em 2024.

Segundo o ministério, entre 2023 e 2025, o país terá 21 leilões rodoviários, o maior volume já registrado em uma única gestão.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcio Ferreira/Ministério dos Transportes

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Transporte

Caminhão elétrico cruza o Brasil com 91 recargas e expõe desafios da mobilidade sustentável

A Aurora Lab concluiu, neste ano, uma expedição inédita: levar um caminhão elétrico de Porto Alegre a Fortaleza. A jornada, realizada em 100 dias e marcada por 91 recargas, buscou testar a viabilidade do transporte de carga pesado movido a eletricidade no Brasil e mapear os principais gargalos da infraestrutura nacional.

Para entender o projeto, o Mobilidade Estadão conversou com Gabi Vuolo, diretora executiva da empresa e idealizadora da iniciativa.

Como nasceu a expedição elétrica pelo Brasil

Segundo Gabi Vuolo, a proposta surgiu no fim do ano passado, quando o time discutia ações para a COP-30. A meta era usar as estradas como um “laboratório real” para avaliar os obstáculos da descarbonização do transporte rodoviário, ainda pouco explorada no setor de cargas.

A executiva explica que o objetivo era simples e ambicioso ao mesmo tempo: comprovar se um veículo totalmente elétrico conseguiria cruzar o País e, ao mesmo tempo, identificar os entraves vividos pelos caminhoneiros.

Infraestrutura limitada e barreiras antes da largada

A expedição encontrou três grandes dificuldades antes mesmo de iniciar o trajeto.

A primeira foi conseguir uma empresa disposta a alugar um caminhão elétrico para a rota completa. A segunda barreira foi ainda mais sensível: nenhuma seguradora aceitou cobrir a viagem, revelando o despreparo do mercado para esse segmento.

O terceiro ponto crítico envolveu a escassez de eletropostos, já que a maioria é pensada para carros de passeio e se torna ainda mais rara conforme se avança para o Norte e Nordeste. Para contornar o problema, a equipe desenvolveu um adaptador que permitiu carregar o veículo em diferentes tipos de sistemas, incluindo tomadas 220V trifásicas. Com autonomia de apenas 150 km por carga, cada parada exigiu planejamento minucioso.

De Sul ao Nordeste: onde o caminhão conseguiu recarregar

No total, foram registradas 91 recargas:

  • Sul: 9 recargas (7 em eletropostos)
  • Sudeste: 34 recargas (20 em eletropostos)
  • Nordeste: 48 recargas (apenas 7 em eletropostos)

A meta original era seguir até Brasília e finalizar o trajeto em Belém, mas a dificuldade crescente de encontrar pontos de recarga ao Norte levou a equipe a encerrar o percurso em Fortaleza, por segurança.

Repercussão na COP-30

Ao apresentar o caminhão na COP-30, Gabi se surpreendeu com o interesse do público. Segundo ela, as discussões giraram em três eixos principais:

  • necessidade de regulamentação para eletropostos e veículos
  • responsabilidade das empresas na transição energética
  • mudança cultural para ampliar a aceitação da mobilidade elétrica

Principais entraves para descarbonizar o transporte de cargas

Entre os desafios centrais, está a baixa autonomia dos veículos disponíveis hoje. “Nenhum caminhoneiro percorre apenas 150 km por dia”, afirma Gabi. Além disso, o tempo de recarga ainda é um fator limitante — em alguns pontos, foram necessárias oito horas para completar a bateria.

Com uma frota estimada em 2 milhões de caminhoneiros, segundo o Censo de 2019, a executiva considera que o avanço da mobilidade elétrica no transporte de carga ainda depende de tecnologias mais maduras e infraestrutura mais robusta.

Comparativo de custos: diesel x elétrico

A equipe também comparou o custo total da viagem com um caminhão movido a diesel. Um veículo com rendimento médio de 2,5 km/l teria consumido cerca de 2.423 litros, o que resultaria em um gasto aproximado de R$ 14.665.

No trajeto elétrico, foram gastos R$ 14.900 — porém, sem emitir 6,5 toneladas de CO₂ na atmosfera ao longo dos 6 mil quilômetros rodados. Para Gabi, a diferença mínima valida o potencial da eletrificação no transporte pesado.

FONTE: Mobilidade Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mobilidade Estadão

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Transporte

Edital da Malha Oeste deve ser lançado em abril de 2026

O Ministério dos Transportes finalizou um plano que prevê a concessão de oito trechos ferroviários a partir do segundo semestre de 2026. A carteira de projetos deve mobilizar R$ 139,7 bilhões em obras e R$ 516,5 bilhões na operação das novas linhas. Entre os trechos prioritários está a Malha Oeste, que liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP) e deve ter edital publicado em abril de 2026. O trecho está desativado há quase 30 anos.

Investimentos previstos e extensão da ferrovia

O traçado da Malha Oeste soma 1.593 quilômetros, com estimativa de R$ 35,7 bilhões em investimentos em infraestrutura e R$ 53,5 bilhões na fase operacional. Segundo a Folha de S.Paulo, o plano será oficialmente divulgado nos próximos dias. A concessão deve ter duração de 57 anos, abrangendo 600 quilômetros de trilhos em Mato Grosso do Sul.

Reativação é demanda histórica no Estado

A volta do transporte ferroviário em Mato Grosso do Sul é pauta antiga em audiências públicas e reivindicações políticas. O modal é considerado estratégico para o escoamento de minério de ferro de Corumbá, para o transporte de combustíveis e até para atender a Bolívia, que vê a reativação dos trens como essencial para a logística regional.

No início do mês, durante evento em São Paulo, o governador Eduardo Riedel (PP) reforçou a necessidade da ferrovia para o setor de mineração. Hoje, o transporte ocorre pelo Rio Paraguai e pela BR-262, movimentando cerca de 12 milhões de toneladas ao ano — volume que, segundo o governo, pode chegar a 30 milhões de toneladas com a nova estrutura.

Transição de concessão e trechos que precisam de revitalização

A atual concessão, operada pela Rumo Logística, termina no ano que vem. O TCU chegou a avaliar a possibilidade de readequar o contrato vigente, mas entendeu que a alternativa mais adequada é abrir uma nova licitação.

Parte da malha está degradada, sem uso e com trechos que exigem revitalização, incluindo troca de bitolas e construção de conexões capazes de atender setores como o de celulose.

Outros projetos ferroviários previstos no pacote federal

O primeiro edital do pacote deve ser o da EF-118 (Anel Ferroviário Sudeste), previsto para março de 2026, com leilão marcado para junho. Com 245,95 quilômetros, a ferrovia conectará Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O plano inclui ainda o Corredor Leste–Oeste, que une Mato Grosso à Bahia e dá acesso ao Porto Sul, em Ilhéus; o Ferrogrão, que ligará a região Norte a um porto em Itaituba (PA); três novos trechos no Sul do país; e o último projeto do pacote, uma linha de 530 quilômetros entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA).

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Campo Grande News

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Logística, Transporte

Crise de caminhoneiros no Brasil: especialista alerta para novo risco de paralisação do transporte

A escassez de caminhoneiros no Brasil já pressiona o setor de transporte e preocupa especialistas que veem risco real de um apagão logístico nos próximos anos. A avaliação é do pesquisador De Leon Petta, que relaciona o problema ao avanço da crise demográfica brasileira. O tema foi detalhado em vídeo publicado no canal Geopolítica Mundial, no YouTube.

O transporte rodoviário, responsável por cerca de 60% das cargas movimentadas no país, depende de profissionais cuja média de idade cresce rapidamente. De acordo com Petta, a categoria perde trabalhadores todos os anos enquanto setores como agronegócio, indústria e comércio eletrônico ampliam a demanda.

Uma profissão que envelhece e perde força de trabalho

Dados citados pelo pesquisador mostram que a idade média dos motoristas gira em torno de 45 anos. Em 2013, aproximadamente 15% tinham mais de 60 anos. Em 2023, esse grupo já representava 29%.

O número de jovens é mínimo: apenas 4% têm até 30 anos, enquanto mais de 11% já ultrapassam os 70. Petta estima que 60% dos caminhoneiros ativos devem se aposentar até a próxima década, o que pode gerar um desequilíbrio estrutural na oferta de motoristas habilitados.

Barreiras financeiras afastam novos profissionais

Entrar na profissão também ficou caro. O custo para obter habilitação nas categorias C, D ou E pode chegar a vários milhares de reais, dependendo do estado. Para atuar como autônomo, o investimento é ainda maior, já que um caminhão novo ou seminovo pesado pode ultrapassar centenas de milhares de reais.

Além disso, a rotina de longas viagens, prazos rígidos e desgaste físico torna a carreira menos atrativa para jovens.

Estradas ruins e insegurança agravam o cenário

A precariedade das rodovias brasileiras se soma ao problema. Motoristas relatam falta de pontos de parada adequados, banheiros limpos, áreas seguras e locais apropriados para descanso.

A criminalidade também pesa: mais de 17 mil roubos de carga foram registrados em 2023, gerando perdas que superaram R$ 1,2 bilhão. Em 2024, o índice continuou acima das 10 mil ocorrências. Assaltos e sequestros-relâmpago afastam ainda mais possíveis novos motoristas da categoria.

Menos motoristas, mais cargas: a conta não fecha

Entre 2014 e 2024, o Brasil perdeu cerca de 20% dos motoristas profissionais, caindo de 5,5 milhões para cerca de 4,4 milhões. Em estados como São Paulo, a redução superou 30% em determinados períodos.

Enquanto isso, o agronegócio cresce, o e-commerce se expande e cadeias industriais continuam altamente dependentes das estradas. Empresas relatam aumento do frete, dificuldade de contratação e atrasos frequentes na distribuição.

Efeitos econômicos já começam a aparecer

Petta destaca que o transporte é um componente central do custo logístico brasileiro, que historicamente pesa no PIB. Com menos motoristas disponíveis, empresas elevam salários e benefícios para atrair profissionais — custos que acabam repassados aos produtos finais, dos alimentos aos combustíveis.

Especialistas afirmam que o problema adiciona mais pressão a um sistema já marcado por infraestrutura limitada e ineficiências estruturais.

O problema é global, mas o Brasil está mais vulnerável

Relatório da International Road Transport Union (IRU) mostra que 36 países — que juntos representam 70% do PIB mundial — somam 3,6 milhões de vagas abertas para motoristas. A entidade classifica o cenário como crise global de mão de obra.

A média de idade internacional é semelhante à brasileira, mas países desenvolvidos têm conseguido implementar medidas mais rápidas, como redução da idade mínima para condução, bônus de contratação, áreas de descanso padronizadas e testes com veículos autônomos.

Por que o Brasil está em posição mais frágil

Segundo Petta, o Brasil combina fatores que tornam a situação mais crítica: envelhecimento acelerado, rodovias deficientes, criminalidade alta e dificuldade para adotar tecnologias de automação devido à falta de infraestrutura adequada.

O pesquisador afirma que soluções como caminhões autônomos devem demorar a gerar impacto real.

Risco ao abastecimento já é uma preocupação concreta

Para Petta, a crise está em curso. Empresas relatam dificuldade crescente de contratação e sobrecarga dos profissionais ativos. Sem ação coordenada entre governo, transportadoras e entidades de formação, o país pode enfrentar atrasos recorrentes, custos mais elevados e até falta localizada de produtos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Transporte

Transporte de Cargas Cresce 40% Pós-Pandemia e Aumenta Pressão na Logística Brasileira

O transporte rodoviário de cargas mantém um ritmo acelerado no Brasil e opera quase 40% acima dos níveis registrados antes da pandemia, aponta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada em outubro. Esse avanço amplia o fluxo de mercadorias e impulsiona a demanda por manutenção de frotas, peças de reposição e pneus, mas não se reflete na mesma proporção no valor do frete, que segue praticamente estável. O desequilíbrio pressiona os custos operacionais e obriga empresas de logística a reorganizar processos.

Crescimento constante e margens apertadas

O IBGE registra expansão contínua desde 2022, com patamar recorde em 2023. A FETCESP avalia que o setor cresce mesmo em meio a margens estreitas, forte competição e necessidade permanente de revisão de custos. Transportadoras têm reforçado o controle de despesas, ajustado operações e aprimorado a gestão para manter a saúde financeira.

E-commerce, indústria e agronegócio impulsionam o setor

Empresas atribuem o aumento do volume transportado ao avanço do comércio eletrônico, à retomada industrial, ao dinamismo do agronegócio e ao crescimento das exportações. A expansão de investimentos em tecnologia, rastreamento, automação, frota própria e sistemas de gestão logística também sustenta o patamar atual. O modal rodoviário segue como peça-chave na conexão entre indústrias, centros de distribuição e consumidores.

Modernização acelera após impacto da pandemia

A recuperação do setor ganhou força após o período crítico da pandemia. Com cadeias produtivas mais dependentes de eficiência logística, empresas intensificaram o uso de digitalização, sistemas de gestão e métodos para aumentar disponibilidade de veículos e previsibilidade das entregas. No agronegócio, cargas como grãos, carnes, alimentos e bebidas seguem liderando o volume, especialmente no último trimestre — período de alta demanda. Houve ainda maior movimentação de níquel e de terras raras.

Frete estável e custos pressionados

Mesmo com mais cargas na estrada, o frete não avança no mesmo ritmo. Entre os fatores que travam a valorização estão o preço do combustível, pedágios, manutenção e aquisição de pneus. Para muitas empresas, o aumento da receita depende do volume transportado, da fidelização de clientes e da adoção de veículos com maior capacidade.

Frota mais exigida demanda manutenção reforçada

O crescimento da movimentação intensifica o desgaste dos veículos e eleva a necessidade de manutenção preventiva. Estimativas apontam que cada 10% de aumento no volume transportado gera acréscimo de 6% a 8% no consumo de peças e pneus, sobretudo entre companhias com frota própria. O uso de dados, sistemas de monitoramento e ferramentas de análise se torna essencial para reduzir paradas inesperadas e controlar custos.

Falta de motoristas segue como desafio central

A escassez de motoristas permanece um dos principais entraves do setor. Entidades como SEST SENAT e sindicatos regionais têm promovido programas de qualificação e requalificação. Transportadoras também avançam em iniciativas internas de capacitação, melhoria das condições de trabalho e planos de carreira para atrair e reter profissionais.

Expectativas do setor até 2026

Para 2026, empresas projetam um período de ajustes operacionais e adaptação aos efeitos da Reforma Tributária. O setor prevê maior rigor técnico na gestão, monitoramento contínuo de custos e participação ativa em debates conduzidos por federações e sindicatos. A aposta segue em tecnologia, qualificação de motoristas e ampliação de estruturas de armazenagem para manter competitividade em um cenário de transformação logística.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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