Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Transporte

Ministério dos Transportes apresenta carteira de projetos e novas concessões ferroviárias para 2026

O Ministério dos Transportes lança nesta terça-feira (25) a Política Nacional de Concessões Ferroviárias e a nova carteira de projetos da pasta para 2026. O evento ocorre às 10h, com participação do ministro Renan Filho.

A pasta prevê realizar, no próximo ano, oito leilões de ferrovias, com potencial para movimentar mais de R$ 600 bilhões em investimentos. Serão cerca de 9 mil quilômetros de trilhos concedidos à iniciativa privada.

No setor rodoviário, estão previstos 14 editais de concessão, somando 7,3 mil quilômetros de rodovias e investimentos estimados em R$ 158 bilhões.

Projetos ferroviários e entraves

Os projetos que serão apresentados incluem empreendimentos já anunciados ao longo deste ano, como o corredor Fico-Fiol, a Ferrogrão, a EF-118 (Espírito Santo–Rio de Janeiro), o corredor Minas–Rio de Janeiro e a relicitação da Malha Sul.
Apesar do avanço das discussões, todos ainda enfrentam entraves regulatórios, ambientais e jurídicos antes de chegarem à etapa de leilão.

Carteira rodoviária e repactuações

A carteira de concessões rodoviárias dá continuidade a estudos em andamento, reforçada principalmente por projetos repactuados em acordos consensuais com o TCU, que haviam sido previstos para licitação em 2024.

Segundo o ministério, entre 2023 e 2025, o país terá 21 leilões rodoviários, o maior volume já registrado em uma única gestão.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcio Ferreira/Ministério dos Transportes

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Transporte

Caminhão elétrico cruza o Brasil com 91 recargas e expõe desafios da mobilidade sustentável

A Aurora Lab concluiu, neste ano, uma expedição inédita: levar um caminhão elétrico de Porto Alegre a Fortaleza. A jornada, realizada em 100 dias e marcada por 91 recargas, buscou testar a viabilidade do transporte de carga pesado movido a eletricidade no Brasil e mapear os principais gargalos da infraestrutura nacional.

Para entender o projeto, o Mobilidade Estadão conversou com Gabi Vuolo, diretora executiva da empresa e idealizadora da iniciativa.

Como nasceu a expedição elétrica pelo Brasil

Segundo Gabi Vuolo, a proposta surgiu no fim do ano passado, quando o time discutia ações para a COP-30. A meta era usar as estradas como um “laboratório real” para avaliar os obstáculos da descarbonização do transporte rodoviário, ainda pouco explorada no setor de cargas.

A executiva explica que o objetivo era simples e ambicioso ao mesmo tempo: comprovar se um veículo totalmente elétrico conseguiria cruzar o País e, ao mesmo tempo, identificar os entraves vividos pelos caminhoneiros.

Infraestrutura limitada e barreiras antes da largada

A expedição encontrou três grandes dificuldades antes mesmo de iniciar o trajeto.

A primeira foi conseguir uma empresa disposta a alugar um caminhão elétrico para a rota completa. A segunda barreira foi ainda mais sensível: nenhuma seguradora aceitou cobrir a viagem, revelando o despreparo do mercado para esse segmento.

O terceiro ponto crítico envolveu a escassez de eletropostos, já que a maioria é pensada para carros de passeio e se torna ainda mais rara conforme se avança para o Norte e Nordeste. Para contornar o problema, a equipe desenvolveu um adaptador que permitiu carregar o veículo em diferentes tipos de sistemas, incluindo tomadas 220V trifásicas. Com autonomia de apenas 150 km por carga, cada parada exigiu planejamento minucioso.

De Sul ao Nordeste: onde o caminhão conseguiu recarregar

No total, foram registradas 91 recargas:

  • Sul: 9 recargas (7 em eletropostos)
  • Sudeste: 34 recargas (20 em eletropostos)
  • Nordeste: 48 recargas (apenas 7 em eletropostos)

A meta original era seguir até Brasília e finalizar o trajeto em Belém, mas a dificuldade crescente de encontrar pontos de recarga ao Norte levou a equipe a encerrar o percurso em Fortaleza, por segurança.

Repercussão na COP-30

Ao apresentar o caminhão na COP-30, Gabi se surpreendeu com o interesse do público. Segundo ela, as discussões giraram em três eixos principais:

  • necessidade de regulamentação para eletropostos e veículos
  • responsabilidade das empresas na transição energética
  • mudança cultural para ampliar a aceitação da mobilidade elétrica

Principais entraves para descarbonizar o transporte de cargas

Entre os desafios centrais, está a baixa autonomia dos veículos disponíveis hoje. “Nenhum caminhoneiro percorre apenas 150 km por dia”, afirma Gabi. Além disso, o tempo de recarga ainda é um fator limitante — em alguns pontos, foram necessárias oito horas para completar a bateria.

Com uma frota estimada em 2 milhões de caminhoneiros, segundo o Censo de 2019, a executiva considera que o avanço da mobilidade elétrica no transporte de carga ainda depende de tecnologias mais maduras e infraestrutura mais robusta.

Comparativo de custos: diesel x elétrico

A equipe também comparou o custo total da viagem com um caminhão movido a diesel. Um veículo com rendimento médio de 2,5 km/l teria consumido cerca de 2.423 litros, o que resultaria em um gasto aproximado de R$ 14.665.

No trajeto elétrico, foram gastos R$ 14.900 — porém, sem emitir 6,5 toneladas de CO₂ na atmosfera ao longo dos 6 mil quilômetros rodados. Para Gabi, a diferença mínima valida o potencial da eletrificação no transporte pesado.

FONTE: Mobilidade Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mobilidade Estadão

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Transporte

Edital da Malha Oeste deve ser lançado em abril de 2026

O Ministério dos Transportes finalizou um plano que prevê a concessão de oito trechos ferroviários a partir do segundo semestre de 2026. A carteira de projetos deve mobilizar R$ 139,7 bilhões em obras e R$ 516,5 bilhões na operação das novas linhas. Entre os trechos prioritários está a Malha Oeste, que liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP) e deve ter edital publicado em abril de 2026. O trecho está desativado há quase 30 anos.

Investimentos previstos e extensão da ferrovia

O traçado da Malha Oeste soma 1.593 quilômetros, com estimativa de R$ 35,7 bilhões em investimentos em infraestrutura e R$ 53,5 bilhões na fase operacional. Segundo a Folha de S.Paulo, o plano será oficialmente divulgado nos próximos dias. A concessão deve ter duração de 57 anos, abrangendo 600 quilômetros de trilhos em Mato Grosso do Sul.

Reativação é demanda histórica no Estado

A volta do transporte ferroviário em Mato Grosso do Sul é pauta antiga em audiências públicas e reivindicações políticas. O modal é considerado estratégico para o escoamento de minério de ferro de Corumbá, para o transporte de combustíveis e até para atender a Bolívia, que vê a reativação dos trens como essencial para a logística regional.

No início do mês, durante evento em São Paulo, o governador Eduardo Riedel (PP) reforçou a necessidade da ferrovia para o setor de mineração. Hoje, o transporte ocorre pelo Rio Paraguai e pela BR-262, movimentando cerca de 12 milhões de toneladas ao ano — volume que, segundo o governo, pode chegar a 30 milhões de toneladas com a nova estrutura.

Transição de concessão e trechos que precisam de revitalização

A atual concessão, operada pela Rumo Logística, termina no ano que vem. O TCU chegou a avaliar a possibilidade de readequar o contrato vigente, mas entendeu que a alternativa mais adequada é abrir uma nova licitação.

Parte da malha está degradada, sem uso e com trechos que exigem revitalização, incluindo troca de bitolas e construção de conexões capazes de atender setores como o de celulose.

Outros projetos ferroviários previstos no pacote federal

O primeiro edital do pacote deve ser o da EF-118 (Anel Ferroviário Sudeste), previsto para março de 2026, com leilão marcado para junho. Com 245,95 quilômetros, a ferrovia conectará Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O plano inclui ainda o Corredor Leste–Oeste, que une Mato Grosso à Bahia e dá acesso ao Porto Sul, em Ilhéus; o Ferrogrão, que ligará a região Norte a um porto em Itaituba (PA); três novos trechos no Sul do país; e o último projeto do pacote, uma linha de 530 quilômetros entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA).

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Campo Grande News

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Logística, Transporte

Crise de caminhoneiros no Brasil: especialista alerta para novo risco de paralisação do transporte

A escassez de caminhoneiros no Brasil já pressiona o setor de transporte e preocupa especialistas que veem risco real de um apagão logístico nos próximos anos. A avaliação é do pesquisador De Leon Petta, que relaciona o problema ao avanço da crise demográfica brasileira. O tema foi detalhado em vídeo publicado no canal Geopolítica Mundial, no YouTube.

O transporte rodoviário, responsável por cerca de 60% das cargas movimentadas no país, depende de profissionais cuja média de idade cresce rapidamente. De acordo com Petta, a categoria perde trabalhadores todos os anos enquanto setores como agronegócio, indústria e comércio eletrônico ampliam a demanda.

Uma profissão que envelhece e perde força de trabalho

Dados citados pelo pesquisador mostram que a idade média dos motoristas gira em torno de 45 anos. Em 2013, aproximadamente 15% tinham mais de 60 anos. Em 2023, esse grupo já representava 29%.

O número de jovens é mínimo: apenas 4% têm até 30 anos, enquanto mais de 11% já ultrapassam os 70. Petta estima que 60% dos caminhoneiros ativos devem se aposentar até a próxima década, o que pode gerar um desequilíbrio estrutural na oferta de motoristas habilitados.

Barreiras financeiras afastam novos profissionais

Entrar na profissão também ficou caro. O custo para obter habilitação nas categorias C, D ou E pode chegar a vários milhares de reais, dependendo do estado. Para atuar como autônomo, o investimento é ainda maior, já que um caminhão novo ou seminovo pesado pode ultrapassar centenas de milhares de reais.

Além disso, a rotina de longas viagens, prazos rígidos e desgaste físico torna a carreira menos atrativa para jovens.

Estradas ruins e insegurança agravam o cenário

A precariedade das rodovias brasileiras se soma ao problema. Motoristas relatam falta de pontos de parada adequados, banheiros limpos, áreas seguras e locais apropriados para descanso.

A criminalidade também pesa: mais de 17 mil roubos de carga foram registrados em 2023, gerando perdas que superaram R$ 1,2 bilhão. Em 2024, o índice continuou acima das 10 mil ocorrências. Assaltos e sequestros-relâmpago afastam ainda mais possíveis novos motoristas da categoria.

Menos motoristas, mais cargas: a conta não fecha

Entre 2014 e 2024, o Brasil perdeu cerca de 20% dos motoristas profissionais, caindo de 5,5 milhões para cerca de 4,4 milhões. Em estados como São Paulo, a redução superou 30% em determinados períodos.

Enquanto isso, o agronegócio cresce, o e-commerce se expande e cadeias industriais continuam altamente dependentes das estradas. Empresas relatam aumento do frete, dificuldade de contratação e atrasos frequentes na distribuição.

Efeitos econômicos já começam a aparecer

Petta destaca que o transporte é um componente central do custo logístico brasileiro, que historicamente pesa no PIB. Com menos motoristas disponíveis, empresas elevam salários e benefícios para atrair profissionais — custos que acabam repassados aos produtos finais, dos alimentos aos combustíveis.

Especialistas afirmam que o problema adiciona mais pressão a um sistema já marcado por infraestrutura limitada e ineficiências estruturais.

O problema é global, mas o Brasil está mais vulnerável

Relatório da International Road Transport Union (IRU) mostra que 36 países — que juntos representam 70% do PIB mundial — somam 3,6 milhões de vagas abertas para motoristas. A entidade classifica o cenário como crise global de mão de obra.

A média de idade internacional é semelhante à brasileira, mas países desenvolvidos têm conseguido implementar medidas mais rápidas, como redução da idade mínima para condução, bônus de contratação, áreas de descanso padronizadas e testes com veículos autônomos.

Por que o Brasil está em posição mais frágil

Segundo Petta, o Brasil combina fatores que tornam a situação mais crítica: envelhecimento acelerado, rodovias deficientes, criminalidade alta e dificuldade para adotar tecnologias de automação devido à falta de infraestrutura adequada.

O pesquisador afirma que soluções como caminhões autônomos devem demorar a gerar impacto real.

Risco ao abastecimento já é uma preocupação concreta

Para Petta, a crise está em curso. Empresas relatam dificuldade crescente de contratação e sobrecarga dos profissionais ativos. Sem ação coordenada entre governo, transportadoras e entidades de formação, o país pode enfrentar atrasos recorrentes, custos mais elevados e até falta localizada de produtos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Transporte

Transporte de Cargas Cresce 40% Pós-Pandemia e Aumenta Pressão na Logística Brasileira

O transporte rodoviário de cargas mantém um ritmo acelerado no Brasil e opera quase 40% acima dos níveis registrados antes da pandemia, aponta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada em outubro. Esse avanço amplia o fluxo de mercadorias e impulsiona a demanda por manutenção de frotas, peças de reposição e pneus, mas não se reflete na mesma proporção no valor do frete, que segue praticamente estável. O desequilíbrio pressiona os custos operacionais e obriga empresas de logística a reorganizar processos.

Crescimento constante e margens apertadas

O IBGE registra expansão contínua desde 2022, com patamar recorde em 2023. A FETCESP avalia que o setor cresce mesmo em meio a margens estreitas, forte competição e necessidade permanente de revisão de custos. Transportadoras têm reforçado o controle de despesas, ajustado operações e aprimorado a gestão para manter a saúde financeira.

E-commerce, indústria e agronegócio impulsionam o setor

Empresas atribuem o aumento do volume transportado ao avanço do comércio eletrônico, à retomada industrial, ao dinamismo do agronegócio e ao crescimento das exportações. A expansão de investimentos em tecnologia, rastreamento, automação, frota própria e sistemas de gestão logística também sustenta o patamar atual. O modal rodoviário segue como peça-chave na conexão entre indústrias, centros de distribuição e consumidores.

Modernização acelera após impacto da pandemia

A recuperação do setor ganhou força após o período crítico da pandemia. Com cadeias produtivas mais dependentes de eficiência logística, empresas intensificaram o uso de digitalização, sistemas de gestão e métodos para aumentar disponibilidade de veículos e previsibilidade das entregas. No agronegócio, cargas como grãos, carnes, alimentos e bebidas seguem liderando o volume, especialmente no último trimestre — período de alta demanda. Houve ainda maior movimentação de níquel e de terras raras.

Frete estável e custos pressionados

Mesmo com mais cargas na estrada, o frete não avança no mesmo ritmo. Entre os fatores que travam a valorização estão o preço do combustível, pedágios, manutenção e aquisição de pneus. Para muitas empresas, o aumento da receita depende do volume transportado, da fidelização de clientes e da adoção de veículos com maior capacidade.

Frota mais exigida demanda manutenção reforçada

O crescimento da movimentação intensifica o desgaste dos veículos e eleva a necessidade de manutenção preventiva. Estimativas apontam que cada 10% de aumento no volume transportado gera acréscimo de 6% a 8% no consumo de peças e pneus, sobretudo entre companhias com frota própria. O uso de dados, sistemas de monitoramento e ferramentas de análise se torna essencial para reduzir paradas inesperadas e controlar custos.

Falta de motoristas segue como desafio central

A escassez de motoristas permanece um dos principais entraves do setor. Entidades como SEST SENAT e sindicatos regionais têm promovido programas de qualificação e requalificação. Transportadoras também avançam em iniciativas internas de capacitação, melhoria das condições de trabalho e planos de carreira para atrair e reter profissionais.

Expectativas do setor até 2026

Para 2026, empresas projetam um período de ajustes operacionais e adaptação aos efeitos da Reforma Tributária. O setor prevê maior rigor técnico na gestão, monitoramento contínuo de custos e participação ativa em debates conduzidos por federações e sindicatos. A aposta segue em tecnologia, qualificação de motoristas e ampliação de estruturas de armazenagem para manter competitividade em um cenário de transformação logística.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Transporte

Viaduto na SC-486 é liberado e deve aliviar trânsito na interseção com a BR-101 em Itajaí

O Governo de Santa Catarina liberou nesta segunda-feira (17) o viaduto da marginal direita na interseção da SC-486 com a BR-101, em Itajaí. A entrega, conduzida pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, representa um avanço importante para a mobilidade urbana em uma das áreas mais congestionadas do Litoral Norte.

A obra era aguardada tanto por moradores quanto por motoristas que utilizam diariamente o trecho. Com a liberação da nova estrutura, o tráfego na marginal direita passa a contar com mais uma rota de acesso, o que deve reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez entre a SC-486 e a BR-101.

Primeira etapa concluída e segunda prevista para dezembro

Durante a cerimônia, o secretário Jerry reforçou que o investimento em infraestrutura viária é fundamental para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento econômico regional. Ele destacou que o viaduto é apenas uma parte do conjunto de intervenções em andamento no local.

Segundo Comper, o governo já liberou parte dos acessos nas marginais e trabalha para entregar o segundo viaduto até a metade de dezembro, finalizando totalmente o projeto ainda este ano. “Esse trecho tinha muita confusão e lentidão nos horários de pico. Agora começamos a ver a fluidez que a região precisava”, afirmou.

A cerimônia de liberação ocorreu às 8h30, com a presença de autoridades e lideranças locais.

Obra destrava trânsito histórico

O prefeito em exercício de Itajaí, Rubens Angioletti, ressaltou que a solução para o trânsito da Rodovia Antônio Heil é discutida desde 2015, mas só agora saiu do papel. Ele lembrou que os congestionamentos afetavam diretamente o transporte de cargas e a economia local.

Angioletti afirmou que o governo estadual assumiu o compromisso com a região e vem cumprindo o cronograma previsto. A expectativa é que toda a obra esteja concluída antes da temporada de verão, trazendo mais segurança e mobilidade para motoristas e moradores.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

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Logística, Transporte

Santa Catarina acelera modernização ferroviária após contratar consultoria especializada

O governo de Santa Catarina deu um novo passo para acelerar a virada ferroviária no estado ao contratar a Fundação Escola de Governo para atuar na elaboração e orientação técnica dos projetos que irão atualizar o sistema ferroviário catarinense. O contrato, publicado no Diário Oficial na terça-feira (11), tem valor de R$ 203.657,15 e será executado em apoio à Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

Consultoria auxiliará decisões estratégicas
A instituição vai oferecer suporte técnico, participar de grupos de trabalho, colaborar na construção de planos estaduais e atuar em reuniões estratégicas. O objetivo é reforçar a capacidade da SPAF em um momento em que o estado discute temas complexos envolvendo os três modais de transporte.

Sistema Ferroviário do Estado redefine gestão e expansão
Os projetos integram o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE), criado por lei aprovada em julho pela Assembleia Legislativa. A normativa dá mais autonomia ao governo catarinense sobre os trechos existentes e abre caminho para ampliar a malha ferroviária.
A Lei 0474/2025 organiza diretrizes para o transporte ferroviário de cargas e passageiros, define o uso da infraestrutura e estabelece tipos de outorga para exploração dos serviços.

Prioridade na agenda de infraestrutura
Com o SFE, o governo estadual busca fortalecer o modal ferroviário e ampliar a integração entre o Sul, o Centro-Oeste e a malha nacional. Hoje, Santa Catarina conta com duas ferrovias em operação — ambas sob gestão federal — mas a expectativa é que o novo sistema estadual permita maior protagonismo local. As linhas atuais são:
Malha Sul, com 210 km entre Mafra e São Francisco do Sul, dedicada ao transporte de grãos;
Ferrovia Tereza Cristina, com 168 km entre Imbituba e Siderópolis, voltada ao transporte de carvão mineral e contêineres.

A SPAF afirma que o tema é tratado como prioritário, apesar do quadro reduzido de funcionários e da complexidade dos projetos em andamento. O estado segue em negociação com o governo federal sobre o futuro da Malha Sul.

Novas ferrovias em desenvolvimento
Dois grandes projetos estão em fase de elaboração em Santa Catarina:
• A ampliação da Malha Sul, com mais 62 km entre Chapecó e Correia Pinto;
• A linha que conectará os portos de Navegantes e Araquari, ligada à ferrovia federal já 70% concluída e considerada estratégica para elevar a competitividade econômica do estado.

Além desses, o governo pretende avançar em mais dois trechos previstos no planejamento do SFE:
Linha azul, conectando os portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco, com possibilidade de inclusão de Itapoá;
Linha amarela, ligando a Ferrovia Tereza Cristina ao município de Aurora, importante polo agrícola.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Ferrovia Tereza Cristina

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Transporte

Navios de carga movidos por combustíveis mais limpos representam 37% dos pedidos

Os navios de carga movidos por combustíveis mais limpos responderam por 37% dos pedidos de embarcações mercantes entre janeiro e outubro de 2025, mantendo o mesmo percentual registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo dados da consultoria marítima AXSMarine, essa estabilidade reflete a incerteza dos compradores sobre quando entrarão em vigor as novas normas globais para redução das emissões marítimas.

O tonelagem bruta total (GT) — medida de capacidade usada na indústria naval — somou 78 milhões de toneladas entre janeiro e outubro, uma queda em relação aos 113 milhões registrados no mesmo intervalo de 2024, conforme os dados divulgados pela entidade.

Os pedidos de navios em 2024 atingiram o maior nível em 17 anos, impulsionados pelo desvio de rotas no Mar Vermelho devido aos ataques dos rebeldes houthis, o que exigiu colocar mais embarcações em operação para manter os cronogramas de viagens mais longas.

As operadoras marítimas também estavam se preparando para as novas regulações ambientais propostas pela agência das Nações Unidas responsável pelo transporte marítimo internacional.

Entre janeiro e outubro deste ano, os pedidos de embarcações com combustíveis alternativos totalizaram cerca de 29 milhões de toneladas de arqueação bruta (GT), abaixo das 42 milhões de GT registradas no mesmo período de 2024, segundo a AXSMarine.

No entanto, a incerteza aumentou novamente em outubro, quando, sob pressão de delegados dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, os países membros da Organização Marítima Internacional (OMI) votaram por adiar em um ano a decisão que estabeleceria metas globais de redução de carbono, além de criar mecanismos de incentivo ou sanção para o cumprimento dessas metas.

“Com o adiamento da votação sobre o Marco de Emissões Líquidas Zero da OMI, uma postura de ‘esperar para ver’ parece agora o cenário mais provável”, afirmou Alexander Hadzhigaev, vice-presidente de dados da AXSMarine, em referência aos futuros pedidos.

O transporte marítimo é responsável por cerca de 80% do comércio mundial e representa aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, proporção que pode crescer sem medidas de controle.

Grandes companhias como Maersk e Hapag-Lloyd afirmaram que continuarão investindo em redução das emissões de carbono em suas frotas.

“Mais de 70% da capacidade encomendada por operadoras de porta-contêineres e transportadoras de veículos entre janeiro e outubro era compatível com combustíveis alternativos, em comparação com apenas 10% a 15% entre graneleiros e petroleiros”, explicou Hadzhigaev.

Atualmente, o gás natural liquefeito (GNL) permanece como o combustível alternativo predominante, respondendo por 29% dos pedidos totais no ano. O metanol representa 9%, enquanto o amônia e outros combustíveis combinados somam cerca de 1%.

No segmento de porta-contêineres, o entusiasmo pelo metanol diminuiu: sua participação nos novos pedidos caiu de 48% em 2023 e 18% em 2024 para apenas 10% em 2025, devido à baixa disponibilidade do combustível e ao alto custo, segundo dados da AXSMarine.

FONTE: Portal Portuario
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

MSC ultrapassa 7 milhões de TEUs e reforça liderança no transporte marítimo global

A Mediterranean Shipping Company (MSC) alcançou um feito inédito ao superar 7 milhões de TEUs em capacidade de frota, consolidando-se como a maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo. Segundo dados da Alphaliner, o marco foi atingido com a entrega quase simultânea dos navios “MSC Salerno” e “MSC Grace”, ambos da classe Neopanamax, com capacidade para 16 mil TEUs cada.

Expansão acelerada e consistente

Em apenas 15 meses, a MSC aumentou sua capacidade de 6 para 7 milhões de TEUs, um crescimento impulsionado principalmente por novas encomendas navais, que somaram 799 mil TEUs em 68 entregas. Mesmo sem incorporar navios megamax nesse período, a companhia adicionou 33 embarcações entre 14 mil e 16 mil TEUs, ampliando sua força na categoria Neopanamax.

O avanço também foi estimulado pelo mercado de afretamento. No mesmo intervalo, a MSC afretou mais de 50 navios, sendo metade por meio da renovação de contratos e a outra metade — cerca de 135 mil TEUs — através de novos acordos. Além disso, a empresa expandiu sua frota com aquisições de segunda mão, adicionando mais de 250 mil TEUs, embora parte desses navios já operasse sob contratos anteriores.

Segundo a Alphaliner, “a onda contínua de compras da MSC se traduziu apenas parcialmente em crescimento de frota”, já que parte das aquisições substituiu embarcações mais antigas.

Frota em renovação e baixo descarte

A rápida expansão da frota contrasta com a baixa taxa de reciclagem da MSC. Desde que atingiu 6 milhões de TEUs, apenas nove navios foram aposentados, todos de pequeno porte e construídos entre as décadas de 1980 e 1990. Com uma capacidade total de 17 mil TEUs, essas baixas foram praticamente compensadas pela entrega de um único navio Neopanamax, destaca o relatório.

Liderança global e domínio de mercado

Detendo mais de 21% da capacidade global de transporte de contêineres, a MSC ampliou sua vantagem sobre a Maersk para 2,4 milhões de TEUs. Sua frota atual, de quase 1.000 embarcações, supera a soma das frotas da Maersk (4,59 milhões de TEUs) e da Hapag-Lloyd (2,41 milhões de TEUs), consolidando uma liderança difícil de alcançar.

Apesar das comparações com a aliança Gemini Cooperation — formada por Maersk e Hapag-Lloyd —, a Alphaliner ressalta que a MSC opera de forma independente, fora das alianças tradicionais. Mesmo assim, sua presença nas rotas leste-oeste é considerada equivalente à das grandes coalizões marítimas.

Uma ascensão de meio século

Fundada em 1970, a MSC levou 37 anos para alcançar o primeiro milhão de TEUs, em 2007. Desde então, sua expansão tem sido exponencial, multiplicando esse número por sete em menos de duas décadas.

Com o novo recorde, a MSC lidera o seleto grupo das companhias que integram o chamado “clube do milhão de TEUs”, ao lado de Maersk, CMA CGM, Cosco, Hapag-Lloyd, ONE, Evergreen e HMM. Juntas, essas empresas concentram 80% da capacidade global de transporte marítimo, com uma frota total de 3.821 navios e 26,6 milhões de TEUs.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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