Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Pedágio eletrônico no Sistema Anchieta-Imigrantes entra em fase de testes

Motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes terão, em breve, uma nova forma de pagamento de pedágio. A concessionária responsável pela administração da rodovia concluiu a instalação da infraestrutura do pedágio eletrônico Siga Fácil, modelo que permitirá a cobrança automática sem a necessidade de parada dos veículos.

Equipamentos já foram instalados

Os novos pórticos foram posicionados no km 33 da Via Anchieta e no km 19 da Rodovia dos Imigrantes, atendendo ambos os sentidos de circulação.

Neste primeiro momento, os equipamentos estão passando por testes operacionais e ainda não realizam cobranças. Até a conclusão dessa etapa, os usuários devem continuar efetuando o pagamento nas praças de pedágio convencionais.

Praças atuais serão desativadas

Com a implantação definitiva do novo sistema, as atuais praças localizadas no km 32 da Imigrantes e no km 31 da Anchieta deixarão de operar.

Segundo a concessionária, a fase de testes é necessária para validar o desempenho da tecnologia em condições reais de tráfego e garantir uma transição segura para o novo modelo de cobrança.

Como funciona o sistema Siga Fácil

O pedágio eletrônico utiliza um conjunto de câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos por meio da leitura de placas e das tags eletrônicas instaladas nos automóveis.

A tecnologia foi projetada para operar com alta precisão mesmo em situações de tráfego intenso, neblina ou em veículos que trafegam em velocidade elevada.

Objetivo é tornar a viagem mais fluida

A adoção do sistema faz parte do processo de modernização das rodovias paulistas e busca aumentar a fluidez do trânsito, reduzindo filas e o tempo de passagem pelos pontos de cobrança.

Desenvolvido pelo Governo de São Paulo, o modelo segue a tendência de implementação do free flow, sistema que elimina a necessidade de cabines físicas e permite a cobrança automática durante o deslocamento dos usuários.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Estreito de Hormuz: cessar-fogo entra em colapso e novos ataques atingem navios petroleiros

O frágil cessar-fogo no Estreito de Hormuz chegou ao fim após uma nova onda de confrontos entre Estados Unidos e Irã nas últimas 24 horas. O agravamento da crise coincidiu com ataques a navios petroleiros próximos à costa de Omã, deixando marítimos desaparecidos e ampliando as preocupações com a segurança da navegação internacional.

Entre os incidentes registrados está o do navio-tanque Settebello, que sofreu um incêndio a cerca de 20 milhas náuticas do porto de Sohar, em Omã. Segundo informações da empresa especializada em segurança marítima Vanguard Tech, a embarcação enviou um pedido de socorro informando ter sido atingida por um míssil. O episódio resultou no desaparecimento de três tripulantes e deixou outro gravemente ferido.

Estados Unidos confirmam ataque ao petroleiro

Em comunicado, as forças militares norte-americanas confirmaram ter realizado uma ação contra o Settebello. De acordo com a versão oficial, aeronaves dos EUA utilizaram munições de precisão para atingir a casa de máquinas do navio após a embarcação supostamente desrespeitar orientações emitidas por militares responsáveis pela aplicação de um bloqueio relacionado ao Irã.

Dados do Comando Central dos Estados Unidos indicam que este foi o oitavo navio desativado por operações norte-americanas desde meados de abril.

Outros incidentes elevam preocupação com a segurança marítima

O novo episódio ocorre poucos dias após um caso semelhante envolvendo o petroleiro Marivex, atingido em 8 de junho. Na ocasião, um incêndio foi registrado após disparos contra a área de máquinas da embarcação. Os 24 tripulantes indianos foram posteriormente resgatados pela Marinha de Omã.

Nesta quinta-feira, surgiram ainda relatos de emergência envolvendo outro navio-tanque, o Jalveer, que emitiu sinal de socorro após um incêndio ser detectado enquanto permanecia ancorado em uma área de espera offshore próxima a Shinas, também em Omã.

Segundo a Vanguard, as chamas teriam atingido a sala de máquinas e a estrutura da chaminé da embarcação. O navio transportava 20 tripulantes, e operações de evacuação foram iniciadas com apoio das autoridades omanenses. Até o momento, a causa do incêndio não foi oficialmente confirmada.

IMO condena ataques contra embarcações comerciais

A Organização Marítima Internacional (IMO) manifestou preocupação com a escalada da violência e condenou o ataque registrado contra o Settebello.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, afirmou que qualquer ação que coloque em risco a vida dos marítimos e a segurança do transporte marítimo internacional é inaceitável.

De acordo com a IMO, desde 28 de fevereiro foram confirmados 43 ataques contra embarcações comerciais na região do Estreito de Hormuz, resultando em pelo menos 11 mortes de tripulantes.

Analistas apontam colapso total da trégua

O analista marítimo dinamarquês Lars Jensen, que acompanha diariamente a crise na região, avaliou que o cessar-fogo entrou em colapso completo. Segundo ele, forças norte-americanas realizaram ataques contra cerca de uma dúzia de alvos em território iraniano, incluindo áreas próximas a Teerã.

Em resposta, o Irã teria lançado ofensivas contra instalações localizadas no Kuwait, Jordânia e Bahrein. O governo iraniano também alegou ter atingido dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz, embora essas informações ainda não tenham sido verificadas de forma independente.

Crise ameaça transporte marítimo global

A deterioração da situação no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados, aumenta os riscos para o transporte marítimo internacional, gera preocupação entre armadores e pode impactar fluxos logísticos e energéticos em diversas regiões do mundo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Transporte

Frete mínimo volta ao centro do debate com análise de nova MP no Congresso

O Congresso Nacional deu início à análise da Medida Provisória (MP) 1.343/2026, proposta pelo governo federal que reforça a fiscalização do frete mínimo no transporte rodoviário de cargas. A instalação da comissão mista responsável por avaliar o texto marca a retomada de um debate que segue gerando divergências no setor desde a greve dos caminhoneiros de 2018.

A medida, publicada em março deste ano, prevê alterações no modelo de controle da tabela de fretes. A principal mudança é a adoção de uma fiscalização prévia das operações, permitindo verificar se os valores contratados estão de acordo com os pisos estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) antes mesmo do início da viagem.

Novo modelo amplia controle sobre operações de transporte

Pela proposta, o embarque das cargas ficará condicionado ao registro da operação por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A ferramenta será integrada a diferentes bases de dados para possibilitar o monitoramento eletrônico das contratações e identificar eventuais irregularidades.

Segundo o governo federal, a iniciativa busca fortalecer a política de piso mínimo do frete, criada para assegurar uma remuneração adequada aos caminhoneiros autônomos após a paralisação nacional que impactou o abastecimento e a logística do país.

A expectativa do Executivo é impedir que contratos sejam fechados abaixo dos valores mínimos definidos pela ANTT, reduzindo a ocorrência de descumprimentos antes da realização do transporte.

Setor produtivo aponta risco de aumento da burocracia

Apesar dos argumentos apresentados pelo governo, a proposta tem recebido críticas de empresas de transporte, embarcadores e representantes de segmentos que dependem da logística rodoviária.

Entre as principais preocupações está o possível aumento da burocracia operacional e a redução da flexibilidade comercial em um mercado caracterizado por oscilações frequentes nos custos, disponibilidade de cargas e particularidades regionais.

Entidades do setor também destacam que fatores como distância percorrida, sazonalidade, existência de carga de retorno e diferenças nos custos locais nem sempre são contemplados pelos critérios utilizados para definir os pisos mínimos.

Contratos de longo prazo podem enfrentar novas incertezas

Outro ponto em discussão envolve os contratos de longa duração entre transportadoras e embarcadores. Como a tabela da ANTT passa por atualizações periódicas, mudanças nos valores mínimos podem exigir renegociações durante a vigência dos acordos.

Na avaliação de representantes empresariais, esse cenário pode gerar insegurança para companhias que trabalham com planejamento logístico e financeiro de médio e longo prazo.

Debate sobre constitucionalidade continua nos tribunais

As controvérsias em torno do frete mínimo não se restringem ao Congresso. Desde a criação da política, entidades empresariais contestam sua constitucionalidade na Justiça, alegando que a definição de preços mínimos representa uma intervenção do Estado nas relações de mercado.

Por outro lado, representantes dos caminhoneiros defendem a manutenção da medida, argumentando que ela é essencial para evitar contratações abaixo dos custos operacionais e garantir condições mínimas de remuneração à categoria.

Próximos passos da tramitação

A discussão da MP ocorre após a publicação de novas regras da ANTT voltadas à fiscalização eletrônica das operações de transporte. As normas ampliaram a integração entre o CIOT e outros documentos do setor, aumentando a capacidade de cruzamento de informações e identificação de possíveis irregularidades.

Nos próximos dias, a comissão mista deverá definir seu presidente e relator, além de iniciar a análise das emendas apresentadas ao texto. Após essa etapa, o parecer será encaminhado para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Frete marítimo dispara e pressiona custos do transporte de contêineres no comércio global

As taxas spot de frete marítimo registraram forte alta na primeira semana de junho, refletindo um cenário marcado pelo aumento da demanda, limitações de capacidade operacional e impactos indiretos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento tem elevado os custos do transporte marítimo de contêineres nas principais rotas comerciais do mundo.

Dados da consultoria Drewry mostram que o Índice Mundial de Contêineres (WCI) avançou 23% em apenas uma semana, alcançando US$ 3.433 por FEU (contêiner de 40 pés). Segundo a empresa, a antecipação da alta temporada contribuiu para intensificar a pressão sobre os preços dos fretes internacionais.

Rotas entre Ásia e Estados Unidos lideram aumentos

No corredor transpacífico, os reajustes foram ainda mais expressivos. O frete entre Xangai e Los Angeles saltou 31%, chegando a US$ 4.565 por FEU. Já os embarques destinados a Nova York registraram aumento de 20%, alcançando US$ 5.505 por FEU.

A Drewry observa que o número reduzido de cancelamentos de viagens programadas para as próximas semanas demonstra a expectativa de maior movimentação de cargas. Apenas três viagens foram suspensas na rota, volume inferior ao observado recentemente.

A procura por espaço nos navios tem sido impulsionada por importadores que antecipam embarques diante de possíveis alterações tarifárias nos Estados Unidos previstas para julho. Além disso, a preparação logística relacionada à Copa do Mundo de 2026 também vem contribuindo para o aumento da demanda.

Europa também enfrenta alta nos fretes

As ligações marítimas entre a Ásia e a Europa seguiram a mesma tendência de valorização.

O transporte entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 25%, atingindo US$ 3.579 por FEU. Já os serviços para Gênova avançaram 20%, chegando a US$ 5.089 por FEU.

Segundo a Drewry, o crescimento da demanda foi acelerado pela corrida dos embarcadores para antecipar cargas antes da implementação de ajustes nos custos de combustível programados para julho.

Oriente Médio e congestionamentos ampliam volatilidade

A consultoria Xeneta também identificou um cenário de forte pressão sobre os preços do transporte marítimo global.

De acordo com Peter Sand, analista-chefe da empresa, os aumentos estão sendo impulsionados por uma combinação de fatores, incluindo o conflito no Oriente Médio, gargalos operacionais em portos estratégicos do Sudeste Asiático e preocupações relacionadas a uma possível crise energética no segundo semestre de 2026.

Nas últimas semanas, as taxas médias de frete entre o Extremo Oriente e a Costa Oeste dos Estados Unidos avançaram 20%, ficando mais de 100% acima dos níveis registrados antes da escalada das tensões na região do Golfo.

Nas rotas para o Norte da Europa e Mediterrâneo, os reajustes chegaram a 27% e 17%, respectivamente.

Portos asiáticos enfrentam atrasos

A situação operacional em importantes centros de transbordo também contribui para a instabilidade do mercado.

Portos como Singapura e Port Klang vêm registrando atrasos que afetam diretamente o fluxo de mercadorias e a eficiência das cadeias globais de suprimentos.

Segundo Sand, interrupções nesses hubs logísticos têm potencial para gerar impactos em diversos mercados, uma vez que concentram parte significativa da movimentação internacional de contêineres.

Oferta e demanda favorecem armadores

Para Lars Jensen, analista da indústria marítima, o atual equilíbrio entre oferta e demanda continua beneficiando as companhias de navegação.

O especialista avalia que a temporada de maior movimentação comercial está ganhando força, criando um ambiente favorável para a manutenção de fretes elevados e fortalecendo o poder de negociação dos armadores.

Dados do Container Trade Statistics (CTS) reforçam essa percepção. Em abril, a demanda global por transporte marítimo de contêineres cresceu 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao excluir a América do Norte e as áreas diretamente impactadas pela crise no Estreito de Ormuz, o avanço chegou a 9,7%. No mercado norte-americano, as importações aumentaram 6,2%, enquanto o comércio transpacífico apresentou expansão de 11,3%.

Canal do Panamá entra no radar do setor

Além dos desafios já existentes, uma nova preocupação começa a surgir para o comércio marítimo internacional.

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou que reduzirá, a partir de 3 de julho, o calado máximo permitido para embarcações Neopanamax, passando para 49,5 pés. A medida busca preservar os recursos hídricos diante da possibilidade de condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño e da perspectiva de baixos níveis de água nos próximos anos.

Embora os impactos imediatos sejam considerados limitados, especialistas veem a decisão como um sinal de alerta para futuras restrições operacionais que podem afetar cadeias logísticas globais e aumentar ainda mais os custos do transporte marítimo.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Acordo de céus abertos entre Brasil e Hong Kong amplia oportunidades no transporte aéreo

Brasil e Hong Kong finalizaram as negociações para um novo Acordo de Serviços Aéreos, que estabelece um modelo de céus abertos entre os dois mercados. O entendimento foi concluído durante reunião realizada no Rio de Janeiro entre o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e o secretário adjunto principal do Departamento de Transportes e Logística de Hong Kong, Wong Chun-to.

As tratativas se estendiam desde 2015 e resultaram em um acordo alinhado à política brasileira de expansão e liberalização do transporte aéreo internacional.

Novo acordo elimina restrições operacionais

O instrumento firmado prevê maior liberdade para as companhias aéreas designadas por ambos os lados. Com o regime de céus abertos, as empresas poderão operar sem limitações de capacidade ou restrições quanto ao número de frequências de voos.

Além disso, o acordo estabelece um quadro de rotas flexível e amplia os direitos de tráfego aéreo até a chamada quinta liberdade do ar, mecanismo que permite às companhias realizar voos entre países terceiros durante suas operações internacionais.

A medida abre espaço para novas estratégias comerciais e maior integração entre os mercados de aviação de Brasil e Hong Kong.

Conectividade internacional deve ganhar impulso

Segundo a Anac, a expectativa é que o novo acordo fortaleça as relações aerocomerciais entre os dois destinos e estimule a criação de novas ligações aéreas.

A ampliação da conectividade internacional poderá favorecer tanto o transporte de passageiros quanto o de cargas, aumentando as opções de deslocamento e impulsionando atividades econômicas ligadas ao comércio e ao turismo.

Memorando atualiza cooperação entre as partes

Durante o encontro, também foi assinado um novo Memorando de Entendimento que consolida e atualiza os compromissos anteriormente estabelecidos entre Brasil e Hong Kong.

O documento substitui o acordo firmado em 2009 e suas alterações posteriores, incorporando diretrizes mais alinhadas às práticas regulatórias atuais do setor aéreo.

De acordo com a Anac, a iniciativa reforça o compromisso com um ambiente regulatório moderno, eficiente e compatível com os padrões internacionais da aviação civil.

Estratégia busca fortalecer presença global do Brasil

A celebração de acordos de céus abertos faz parte da estratégia brasileira de ampliar sua inserção no mercado global de transporte aéreo.

Ao reduzir barreiras operacionais e ampliar a liberdade de atuação das empresas aéreas, esse tipo de instrumento contribui para aumentar a oferta de voos, estimular a concorrência e melhorar os serviços disponibilizados aos usuários.

Além dos benefícios para passageiros e empresas, a ampliação da conectividade é vista como um fator importante para o desenvolvimento econômico e a atração de investimentos.

Com a conclusão das negociações, o texto seguirá agora os procedimentos formais necessários para sua ratificação e entrada em vigor.

FONTE: ANAC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aeroin

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Transporte

Cancelamentos de viagens marítimas devem atingir 39 saídas nas próximas cinco semanas

O mercado global de transporte marítimo de contêineres deverá registrar 39 viagens canceladas entre junho e julho, segundo levantamento da consultoria Drewry. O número representa cerca de 5% das 710 partidas programadas nas principais rotas internacionais durante o período analisado.

Apesar das suspensões, a expectativa é de que aproximadamente 95% dos navios cumpram seus cronogramas conforme planejado, demonstrando um cenário de relativa estabilidade operacional.

Rotas transpacíficas concentram maior número de cancelamentos

A análise considera o intervalo entre a semana 24, de 8 a 14 de junho, e a semana 28, de 6 a 12 de julho. Nesse período, os cancelamentos estarão concentrados nas principais rotas de comércio marítimo mundial: Transpacífico, Transatlântico e Ásia–Europa/Mediterrâneo.

A rota transpacífica no sentido leste será a mais impactada, respondendo por 49% das saídas canceladas. Em seguida aparece o corredor Ásia–Europa e Mediterrâneo, com 33% das interrupções.

Já a rota transatlântica apresenta o menor nível de impacto, concentrando apenas 18% dos cancelamentos previstos.

MSC e Gemini mantêm elevado índice de confiabilidade

De acordo com a Drewry, a aliança Gemini Cooperation continua apresentando forte desempenho em relação ao cumprimento de suas escalas e programações.

Outro destaque é a MSC – Mediterranean Shipping Company, que poderá atravessar o período sem registrar qualquer cancelamento de viagem, reforçando sua posição entre as operadoras com maior estabilidade de serviço.

A consultoria destaca que esses resultados refletem uma estratégia mais eficiente de gestão de capacidade diante das oscilações do mercado.

Demanda cresce mais rápido que a oferta de espaço

Embora as companhias marítimas estejam gradualmente devolvendo capacidade às rotas internacionais, a demanda por transporte continua avançando em ritmo superior.

Segundo a análise, esse desequilíbrio mantém a pressão sobre os fretes marítimos, mesmo com a redução do número de saídas canceladas observada nas últimas semanas.

O comportamento do mercado nos próximos meses dependerá principalmente da capacidade das armadoras de ajustar a oferta às variações da demanda global.

Tensões no Oriente Médio seguem no radar do setor

A Drewry também ressalta que os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio continuam sendo um fator de atenção para a cadeia logística internacional.

Eventuais impactos na circulação de mercadorias e nas rotas marítimas podem influenciar diretamente os níveis de frete, a disponibilidade de navios e o desempenho das cadeias globais de suprimentos.

Planejamento antecipado é recomendado aos embarcadores

Diante de um ambiente cada vez mais dinâmico, a consultoria recomenda que embarcadores e operadores logísticos reforcem o planejamento das operações.

A realização de reservas com antecedência e a adoção de estratégias mais flexíveis são apontadas como medidas essenciais para reduzir riscos e garantir maior previsibilidade nas movimentações de carga.

Com a combinação de demanda aquecida, ajustes de capacidade e incertezas geopolíticas, o mercado de shipping segue exigindo atenção redobrada de exportadores, importadores e operadores logísticos em todo o mundo.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de fretes marítimos entre o Subcontinente Indiano e América Latina, Europa e Norte da África

A companhia marítima CMA CGM anunciou uma nova tabela de fretes marítimos FAK (Freight All Kinds) para cargas embarcadas no Subcontinente Indiano com destino à América Latina, Europa e Norte da África. A medida reflete a pressão contínua sobre os custos do transporte internacional e impactará diferentes rotas estratégicas do comércio global.

As novas tarifas para destinos na América Central, Caribe e costa oeste da América do Sul passam a valer em 10 de junho de 2026, considerando a data de entrada da carga nos portos de origem.

América Latina registra algumas das tarifas mais elevadas

Os reajustes serão aplicados a cargas secas e cargas classificadas como perigosas transportadas a partir do Subcontinente Indiano.

Entre os destinos latino-americanos, os portos de La Guaira e Puerto Cabello apresentarão os maiores valores. As tarifas foram fixadas em US$ 5.150 para contêineres de 20 pés e US$ 5.500 para unidades de 40 pés.

Já o porto de Kingston terá fretes de US$ 4.150 para contêineres de 20 pés e US$ 4.200 para equipamentos de 40 pés.

Em Caucedo, os valores serão de US$ 4.050 para contêineres de 20 pés e US$ 3.800 para os de 40 pés.

Para Manzanillo, as novas tarifas foram estabelecidas em US$ 3.750 e US$ 3.650, respectivamente.

No porto de Cartagena, os fretes passarão para US$ 3.500 por contêiner de 20 pés e US$ 3.350 por unidade de 40 pés.

Já os portos de Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil terão tarifas padronizadas de US$ 3.300 para contêineres de 20 pés e US$ 3.250 para equipamentos de 40 pés.

O que está incluído nas novas tarifas

Segundo a transportadora, os valores divulgados contemplam o frete marítimo básico e os custos relacionados ao combustível marítimo.

No entanto, permanecem fora da composição das tarifas despesas como movimentação terminal, sobretaxas de alta temporada, encargos de segurança e demais taxas locais aplicadas nos portos.

Europa e Norte da África também terão reajustes

Além das rotas voltadas à América Latina, a CMA CGM confirmou novos valores para embarques com destino ao Norte da Europa, Mediterrâneo e Norte da África.

As tarifas entrarão em vigor em 15 de junho de 2026 e permanecerão válidas até nova atualização da companhia.

Para o Norte da Europa, o frete foi fixado em US$ 4.500 tanto para contêineres de 20 pés quanto para os de 40 pés.

Os embarques destinados ao Mediterrâneo também terão valor de US$ 4.500 para ambos os tamanhos de contêineres.

O maior valor entre essas regiões foi registrado para o Norte da África, onde as tarifas alcançarão US$ 5.500 por unidade, independentemente do tamanho do contêiner.

Novas regras abrangem cargas originadas em quatro mercados

As tarifas para Europa e Norte da África serão aplicadas a cargas secas embarcadas a partir do noroeste e sudeste da Índia, além de origens localizadas no Sri Lanka e no Paquistão.

A armadora informou que os preços incluem os custos de transporte marítimo e encargos relacionados ao bunker, mas não contemplam despesas de terminal nem cobranças ligadas à segurança portuária.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Transporte

Transporte marítimo de grãos e fertilizantes fortalece protagonismo do Brasil no comércio global

O Brasil vem consolidando sua posição como um dos principais atores do transporte marítimo de grãos e fertilizantes, impulsionado pelas transformações nas cadeias globais de comércio após o conflito entre Rússia e Ucrânia. A avaliação é da consultoria BRS Dry Bulk, que aponta o país como um dos maiores beneficiados pela reconfiguração das rotas internacionais de carga.

Segundo a análise, as alterações na competitividade dos exportadores tradicionais e o redirecionamento dos fluxos marítimos abriram espaço para o avanço brasileiro tanto nas exportações agrícolas quanto na recepção de insumos essenciais para o agronegócio.

Guerra no Leste Europeu altera dinâmica do mercado marítimo

Mais de quatro anos após o início da guerra, a Rússia continua exercendo influência significativa nos mercados globais de grãos e fertilizantes. Atualmente, o país responde por cerca de 7% das exportações mundiais de grãos e por aproximadamente 15% das vendas globais de fertilizantes.

Mesmo diante de sanções internacionais, custos operacionais mais elevados e riscos no Mar Negro, os embarques russos mantiveram desempenho robusto. Nos primeiros meses de 2026, as exportações de grãos da Rússia cresceram cerca de 48% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A consultoria destaca que restrições regulatórias adotadas pela União Europeia reduziram a competitividade dos produtos russos em viagens de longa distância. Como consequência, parte das cargas passou a se concentrar em rotas mais curtas no Mediterrâneo, ampliando oportunidades para outros exportadores em trajetos oceânicos de maior alcance.

Exportações de grãos impulsionam presença brasileira

Nesse cenário, o Brasil reforçou seu papel como fornecedor estratégico de alimentos para o mercado internacional. Em 2025, o país embarcou cerca de 155 milhões de toneladas de grãos, fortalecendo sua posição nas cadeias globais de abastecimento e ampliando a demanda por operações de transporte marítimo de longo curso.

Grande parte desse volume é escoada por corredores logísticos fundamentais, como os portos de Santos e Paranaguá, além dos terminais do Arco Norte, que vêm ganhando relevância no envio de soja e milho para mercados da Ásia e da Europa.

O crescimento das exportações também aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e acessos terrestres para atender à expansão do agronegócio.

Brasil lidera compras de fertilizantes russos

Além de se destacar nas exportações agrícolas, o Brasil permanece como o principal destino dos fertilizantes embarcados pela Rússia.

De acordo com a BRS Dry Bulk, as exportações marítimas russas de fertilizantes alcançaram cerca de 9 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026. Desse total, aproximadamente 33% tiveram como destino o mercado brasileiro.

O volume supera o registrado por outros grandes importadores, como a Índia, com 14%, e os Estados Unidos, com 12%.

Os insumos chegam principalmente por portos especializados na movimentação de granéis destinados ao agronegócio, garantindo o abastecimento das principais regiões produtoras do país.

Crescimento dos fluxos exige modernização da infraestrutura

A consultoria observa que os fluxos comerciais direcionados à costa leste da América do Sul ganharam força ao longo de 2026, impulsionados pelo aumento das exportações de grãos e pela demanda constante por fertilizantes.

Essa movimentação contribui para sustentar os níveis de frete nos segmentos Handysize, Supramax e Ultramax, ao mesmo tempo em que exige maior eficiência operacional dos portos brasileiros.

O avanço das cargas representa uma oportunidade para ampliar a movimentação de granéis e fortalecer a competitividade logística do país. Por outro lado, também reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, planejamento operacional e modernização dos corredores de exportação.

Brasil ganha relevância estratégica no comércio marítimo internacional

A análise da BRS Dry Bulk indica que a Rússia continuará sendo um importante fornecedor global de grãos e fertilizantes, apesar das incertezas geopolíticas.

Nesse contexto, a América Latina tende a ampliar sua participação no mercado internacional, com o Brasil ocupando posição de destaque tanto como grande exportador agrícola quanto como principal comprador de fertilizantes russos.

Para o sistema portuário nacional, o cenário combina oportunidades de crescimento com desafios relacionados à expansão da capacidade logística, eficiência operacional e competitividade nas rotas marítimas globais.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Transporte

Terminal Manaus Moderna receberá R$ 875 milhões em obras de modernização

O governo federal anunciou um investimento de R$ 875,9 milhões para a revitalização do Terminal Manaus Moderna, principal centro de transporte fluvial da capital amazonense. A iniciativa integra o Novo PAC e busca ampliar a capacidade operacional do terminal, considerado estratégico para a ligação entre Manaus e dezenas de municípios da região Norte.

As intervenções serão conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com previsão de conclusão até 2029.

Projeto vai ampliar capacidade de atendimento no transporte fluvial

A proposta prevê uma reestruturação completa do terminal para melhorar o embarque e desembarque de passageiros, além de otimizar a movimentação de cargas que abastecem cidades e comunidades ribeirinhas.

Com a modernização, a expectativa é que o terminal passe a atender aproximadamente 3,5 milhões de passageiros por ano, fortalecendo a integração logística com outros 61 municípios da Amazônia.

Na região amazônica, onde os rios são fundamentais para a mobilidade da população, o transporte hidroviário representa um dos principais meios de conexão entre localidades e centros urbanos.

Segundo Otto Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, os investimentos terão impacto direto na qualidade de vida da população que depende diariamente da navegação.

Nova estrutura terá foco em segurança, acessibilidade e eficiência

O projeto contempla a construção de novos cais flutuantes, pontes móveis, áreas destinadas ao embarque e desembarque, estacionamentos, estação de tratamento de esgoto, subestação de energia elétrica e sistemas voltados à acessibilidade e à segurança operacional.

Embora o foco principal seja o atendimento aos passageiros, o terminal continuará exercendo papel relevante no transporte de mercadorias que circulam pelos rios amazônicos.

De acordo com Eliezé Bulhões, diretor de Gestão Hidroviária do Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa foi planejada para oferecer mais conforto, organização e eficiência ao intenso fluxo diário de usuários e cargas que passam pelo local.

Modernização busca resolver limitações da estrutura atual

Especialistas apontam que a atual estrutura do Manaus Moderna já apresenta sinais de saturação em determinados períodos do ano, resultado do crescimento constante da demanda ao longo das últimas décadas.

Para João Alfredo, pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e integrante do Projeto Pé-de-Pincha, a modernização deverá contribuir significativamente para aumentar a segurança e a eficiência da navegação regional.

Ele destaca que mais de 80% do transporte realizado no Amazonas ocorre por vias fluviais, tornando os investimentos em infraestrutura essenciais para garantir deslocamentos mais seguros e eficientes.

Investimentos reforçam estratégia para a infraestrutura da Amazônia

A revitalização do Terminal Manaus Moderna faz parte de um conjunto de ações do governo federal voltadas ao fortalecimento da infraestrutura hidroviária na Amazônia. A região continua dependendo fortemente da navegação para o transporte de passageiros, alimentos, insumos e demais mercadorias.

Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade logística, melhorar o atendimento aos usuários e fortalecer a integração entre municípios que têm nos rios sua principal via de acesso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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