Portos

Porto Itapoá amplia entrada de caminhões e pode chegar a 3 mil acessos por dia

O Porto Itapoá, em Santa Catarina, ampliou a capacidade de acesso de caminhões com a entrada em operação de um novo gate exclusivo para a chegada dos veículos. A mudança pode elevar o fluxo diário do terminal dos atuais cerca de 2 mil para até 3 mil caminhões por dia.

A nova estrutura começou a funcionar na semana passada e conta com oito acessos destinados exclusivamente à entrada de caminhões. Com a alteração, a antiga estrutura passou a ser utilizada apenas para a saída dos veículos, deixando de operar no sistema alternado de entrada e saída.

Novo gate reorganiza fluxo de caminhões

A separação dos fluxos de chegada e saída permitiu reorganizar a circulação na área de acesso ao Porto Itapoá e ampliar a capacidade operacional do terminal.

Segundo Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá, a nova configuração deve trazer mais previsibilidade, agilidade e segurança para a operação.

O executivo ressalta, porém, que a capacidade adicional não deverá ser utilizada integralmente de imediato. A expectativa é de uma evolução gradual na utilização da estrutura, acompanhando o crescimento da demanda e o desempenho das operações.

Tecnologia será usada no controle de acesso

O novo gate também receberá sistemas de reconhecimento automático de veículos e motoristas.

A tecnologia deverá acelerar os procedimentos de entrada e, ao mesmo tempo, reforçar os mecanismos de controle e segurança relacionados aos caminhões, às cargas e aos trabalhadores que circulam no terminal.

A iniciativa faz parte da estratégia do porto de ampliar investimentos em infraestrutura, tecnologia e eficiência operacional, acompanhando o crescimento da movimentação de cargas sem abrir mão dos padrões de segurança.

Expansão do Porto Itapoá recebe investimento de R$ 500 milhões

A implantação do novo acesso ocorre durante a Fase 4 de expansão do Porto Itapoá, projeto que prevê investimentos de R$ 500 milhões.

O plano inclui a incorporação de aproximadamente 120 mil metros quadrados de área de pátio, além da aquisição de equipamentos de alta tecnologia e de iniciativas voltadas ao aumento da eficiência e da sustentabilidade das operações.

A expansão busca preparar o terminal para uma demanda maior e ampliar sua capacidade de movimentação de cargas conteinerizadas.

Porto Itapoá terá novos equipamentos

Entre os equipamentos previstos no pacote de investimentos estão 12 novos guindastes sobre pneus (RTGs). As máquinas terão tecnologia híbrida e poderão ser operadas remotamente.

O projeto também contempla a aquisição de nove novos tratores de terminal, conhecidos como terminal tractors ou TTs.

Os novos veículos deverão ampliar a frota de TTs elétricos do Porto Itapoá, que, segundo a administração do terminal, já é a maior do Brasil.

Terminal atua na movimentação de cargas conteinerizadas

Administrado pela iniciativa privada, o Porto Itapoá iniciou suas operações em 2011 e se consolidou entre os principais terminais portuários brasileiros especializados na movimentação de contêineres.

A ampliação do acesso de caminhões e os investimentos previstos na Fase 4 fazem parte do processo de expansão da estrutura e buscam acompanhar o crescimento da demanda por serviços portuários em Santa Catarina.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itapoá/Divulgação

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Portos

Porto de Salvador terá centro de controle para impulsionar inovação e tecnologia no setor portuário

O Porto de Salvador receberá uma estrutura voltada à pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica aplicada à Economia do Mar. A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e o Senai Cimatec firmaram um Termo de Compromisso para a cessão de uma área no complexo portuário, que será utilizada para atividades do Cimatec Mar e para a realização do curso de pós-graduação em Engenharia Portuária e Economia Azul.

A parceria pretende aproximar o setor portuário, a indústria e a academia, com foco no desenvolvimento de soluções tecnológicas para atividades ligadas ao ambiente marítimo.

Área de 710 m² receberá laboratório

O acordo prevê a utilização de uma área de aproximadamente 710 m² dentro do Porto de Salvador. O espaço será destinado à implantação de um laboratório que funcionará como Centro de Controle do Parque de Testes Subaquático.

A estrutura será integrada ao parque que está previsto para a Baía de Todos-os-Santos e terá como objetivo apoiar o desenvolvimento e os testes de tecnologias robóticas subsea voltadas à indústria offshore brasileira e internacional.

A assinatura do documento ocorreu durante a abertura do 2º Fórum Náutico Internacional da ANB. Participaram do evento o presidente da Codeba, Antonio Gobbo, a gerente do Porto de Salvador, Luanna Rios, e o diretor-geral do Senai Cimatec, Luis Brêda.

Bahia busca ampliar atuação em tecnologia marítima

Para Antonio Gobbo, a iniciativa amplia a participação da Bahia em projetos de tecnologia relacionados à indústria marítima e pode colocar o estado em uma posição de maior relevância nesse segmento.

Segundo o presidente da Codeba, a infraestrutura prevista é pouco comum no cenário internacional e a parceria pode contribuir para que o porto e o estado atuem como indutores de tecnologia e inovação em setores relacionados à Economia Azul.

A proposta envolve uma série de frentes, incluindo projetos de engenharia offshore e submarina, engenharia naval e náutica, além de iniciativas ligadas à Defesa e Segurança.

Entre as ações previstas está também a possibilidade de colaboração com a Marinha do Brasil e a implantação do Centro Nacional de Excelência Portuária.

Pós-graduação aproxima formação profissional e setor portuário

Outro eixo da parceria é o curso de pós-graduação em Engenharia Portuária e Economia Azul.

A formação foi planejada dentro de uma estratégia de aproximação entre conhecimento técnico, inovação e as necessidades da atividade portuária. A expectativa é contribuir para a capacitação de profissionais que atuarão em um setor cada vez mais integrado a áreas como engenharia, infraestrutura, tecnologia e atividades econômicas relacionadas ao mar.

O projeto amplia, dessa forma, o papel do ambiente portuário como espaço para qualificação profissional, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico.

Cimatec Mar terá foco em inovação para a indústria do mar

O diretor-geral do Senai Cimatec, Luis Brêda, destacou a importância da parceria com a Codeba para reunir infraestrutura portuária, acesso ao mar e capacidade tecnológica.

Segundo ele, o acordo representa uma etapa importante para a implantação do Cimatec Mar, que já está sendo estruturado com projetos de inovação voltados à indústria marítima brasileira.

A proposta é utilizar a nova estrutura para desenvolver tecnologias e soluções com potencial de aplicação em diferentes segmentos da indústria do mar, conectando pesquisa e inovação às demandas do setor produtivo.

Porto de Salvador amplia integração entre indústria, academia e inovação

A iniciativa reforça uma tendência de ampliar o uso da infraestrutura portuária para além das atividades tradicionais de movimentação de cargas.

Com o novo laboratório e os projetos associados ao Cimatec Mar, o Porto de Salvador poderá funcionar também como ambiente para pesquisa, formação especializada, testes tecnológicos e desenvolvimento de soluções para a Economia Azul.

A parceria reúne poder público, indústria, academia e setor portuário em torno de projetos voltados à inovação tecnológica e ao desenvolvimento de atividades econômicas relacionadas ao mar.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Porto Central avança na Fase 1 e prepara início da infraestrutura marítima

As obras da Fase 1 do Porto Central, em Presidente Kennedy, no Espírito Santo, avançam com diversas frentes de trabalho voltadas à preparação do terreno e à implantação da infraestrutura necessária para o primeiro terminal do complexo portuário.

Desde o começo da construção, as equipes atuam na terraplenagem, abertura de vias internas, instalação das redes de água e energia, estruturação do canteiro e montagem dos equipamentos de apoio.

Essa infraestrutura dá suporte à implantação do primeiro empreendimento do Porto Central: um Terminal de Granéis Líquidos de águas profundas, projetado para operações de transferência de petróleo entre navios, conhecidas como Ship-to-Ship (STS).

Terreno de 65 hectares passa por preparação

Uma das etapas iniciais da Fase 1 foi a adequação da área destinada às instalações portuárias, que ocupa cerca de 65 hectares.

Depois dos trabalhos de supressão vegetal, foram realizados serviços de nivelamento e terraplenagem, incluindo escavações, cortes e aterros conforme as cotas e especificações estabelecidas nos projetos de engenharia.

A preparação do terreno cria as condições para a implantação das futuras estruturas e leva em consideração a integração com sistemas de drenagem, vias de circulação, redes de utilidades e demais componentes do empreendimento.

Ao mesmo tempo, foram instaladas estruturas de suporte às obras, como o canteiro operacional, acessos internos, sistemas de abastecimento de água e energia e uma Central Dosadora de Concreto.

As rotas entre a pedreira e o Porto Central também receberam melhorias para viabilizar o transporte de materiais. Entre as intervenções estão o alargamento das vias, instalação de sinalização, cercamento e adaptações para o tráfego de veículos pesados.

Porto Central prepara materiais para o Quebra-Mar Sul

Uma das principais frentes atualmente em execução é a preparação dos materiais que serão utilizados na construção do Quebra-Mar Sul, uma das estruturas marítimas da Fase 1.

As rochas necessárias para a obra são produzidas em uma pedreira própria situada a aproximadamente 27 quilômetros do Porto Central. Depois de extraído e processado, o material é transportado continuamente até a área portuária, onde são formados estoques.

A antecipação desses estoques tem como objetivo garantir o fornecimento regular de rochas durante a construção e diminuir o risco de paralisações provocadas por eventuais interrupções logísticas.

A Central Dosadora de Concreto instalada no canteiro também será utilizada para produzir os elementos de concreto destinados ao Quebra-Mar Sul e a outras estruturas previstas no projeto.

Com isso, produção, transporte, armazenamento de insumos e fabricação de concreto passam a funcionar de maneira integrada para acompanhar o ritmo de implantação do complexo.

Terminal terá estrutura para grandes navios de petróleo

A primeira fase do empreendimento inclui a construção do terminal voltado ao transbordo de petróleo entre navios.

O projeto prevê até quatro berços para operações com petróleo, com profundidade de até 23 metros. A estrutura poderá receber navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), capazes de transportar aproximadamente 2 milhões de barris de petróleo.

A infraestrutura foi planejada para contribuir com o escoamento da produção brasileira para o mercado internacional. A operação permitirá que navios aliviadores transfiram petróleo para embarcações de maior porte em uma área portuária protegida.

O Porto Central já possui contratos firmados com empresas do setor, incluindo Petrobras, Equinor, CNOOC e Repsol Sinopec.

O investimento estimado para a Fase 1 é de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, com conclusão prevista para os próximos dois anos e expectativa de início das primeiras operações do Porto Central ao final desse período.

Em 2026, o projeto também avançou na estruturação financeira, após a aprovação de financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). A contratação dos recursos está em fase de estruturação junto às instituições financeiras.

Obras devem ampliar contratação de trabalhadores

A demanda por mão de obra deverá aumentar à medida que a construção avance. A previsão é de que o período de maior concentração das atividades ocorra a partir de 2027, quando o empreendimento poderá chegar a até 1.295 trabalhadores diretos no pico das obras.

A prioridade anunciada é pela contratação de profissionais da própria região.

A preparação dessa mão de obra já começou. Desde 2025, uma parceria entre o Porto Central e o Ifes Campus Presidente Kennedy promoveu três turmas de capacitação, que formaram 68 pessoas entre trabalhadores envolvidos nas obras e moradores dos municípios da área de influência.

Em agosto de 2026, a parceria ganhou uma nova etapa com a abertura do curso técnico em Logística do Ifes em Presidente Kennedy. A iniciativa amplia a formação profissional em uma área relacionada às atividades que devem crescer com a implantação do complexo portuário.

Programas ambientais acompanham implantação

Paralelamente às obras, o Porto Central executa os programas ambientais e socioambientais previstos no processo de licenciamento federal conduzido pelo Ibama.

As iniciativas abrangem o monitoramento e a proteção de fauna e flora, recursos hídricos e ambiente marinho. Também estão incluídas ações relacionadas a trânsito, pesca, comunicação social, educação ambiental e acompanhamento socioeconômico.

Entre os resultados já registrados está o plantio de mais de 56 mil mudas, utilizado na recuperação de aproximadamente 37 hectares.

A meta estabelecida pelo programa de compensação florestal é chegar a cerca de 100 mil mudas plantadas durante a Fase 1.

As plantas utilizadas nas ações são produzidas no viveiro próprio do Porto Central, seguindo os critérios definidos pelo Programa de Proteção à Flora.

O empreendimento também mantém iniciativas de educação ambiental e diálogo com comunidades e instituições da região de influência, incluindo comunidades tradicionais.

Outra medida prevista é o Plano de Compensação das Atividades Pesqueiras, relacionado aos impactos do empreendimento e atualmente em processo de negociação.

Projeto prevê complexo portuário multipropósito

A Fase 1 representa o primeiro passo para a implantação do Porto Central, concebido como um complexo industrial portuário multipropósito e de águas profundas.

O masterplan prevê uma área de aproximadamente 2 mil hectares, profundidade de até 25 metros e potencial para a instalação de até 54 berços destinados a diferentes terminais e cadeias produtivas.

Além do transporte de granéis líquidos, o planejamento de longo prazo inclui operações com granéis sólidos, gás natural, contêineres e carga geral.

O projeto também contempla estruturas de tancagem, abastecimento de navios, serviços offshore, estaleiros, geração de energia e áreas industriais.

Na expansão futura, estão previstas ainda conexões rodoviárias, ferroviárias e dutoviárias, que poderão ampliar a integração do complexo com regiões produtoras e mercados consumidores.

Com o avanço da Fase 1, o Porto Central estabelece as primeiras estruturas de um projeto de grande escala para Presidente Kennedy. A implantação dessa etapa cria a base física para a expansão posterior do complexo e para a integração de diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Expansão do Porto de Santos aguarda análise do Governo Federal há três meses

O processo de expansão do Porto de Santos está há três meses sob análise do Governo Federal. A Autoridade Portuária de Santos (APS) encaminhou em junho ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) novos pedidos para incorporar áreas à poligonal do Porto Organizado de Santos, mas ainda não recebeu uma decisão.

Segundo o ministério, os pedidos estão sendo avaliados pela área técnica da Secretaria Nacional de Portos (SNP). As solicitações envolvem terrenos que ficaram fora da última revisão da poligonal, aprovada em fevereiro de 2026.

Em nota, o MPor confirmou que a APS apresentou os novos pedidos em junho e que, até o momento, eles permanecem em análise.

A Autoridade Portuária, por sua vez, informou que não há novidades sobre o processo. A empresa afirmou, porém, que mantém diálogo permanente com o ministério sobre a questão e outros assuntos relacionados ao Porto de Santos.

Áreas estratégicas estão no pedido de expansão

A solicitação apresentada pela APS contempla diferentes pontos da região portuária e do entorno de Santos e municípios vizinhos.

Entre as áreas indicadas estão:

  • o Ecopátio, em Cubatão;
  • os sítios Vale Novo e Areias, na Área Continental de São Vicente;
  • a Vila dos Criadores, na região da Alemoa, em Santos;
  • uma área no Valongo, no Centro Histórico de Santos.

O terreno localizado no Valongo está relacionado ao projeto de implantação de um edifício-garagem. A estrutura deverá integrar o sistema de atendimento aos passageiros de navios de cruzeiro diante da futura transferência do terminal marítimo de passageiros para a área situada em frente ao Parque Valongo.

Vila dos Criadores é um dos principais desafios

Entre os locais incluídos no pedido, a Vila dos Criadores apresenta uma situação particularmente complexa. A área, localizada na Alemoa, é contaminada e ocupada por aproximadamente mil famílias, em construções instaladas de maneira irregular nas proximidades do antigo lixão.

Para que a APS possa adquirir e desocupar o terreno, há uma série de etapas a serem resolvidas. Uma delas envolve uma disputa judicial com a Prefeitura de Santos, processo que se prolonga há anos.

Também será necessário desenvolver uma solução habitacional para as famílias e negociar a saída dos moradores. Depois, a região ainda deverá passar por um processo de descontaminação ambiental antes de uma eventual utilização da área.

Porto de Santos já teve poligonal ampliada em fevereiro

A nova solicitação ocorre poucos meses depois de uma ampliação significativa da poligonal do Porto Organizado de Santos.

Em fevereiro, foram incorporados aproximadamente 5,2 quilômetros quadrados ao território portuário. Com a medida, a área total passou a 14,5 quilômetros quadrados, representando um aumento de 56% na extensão territorial.

A ampliação foi autorizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 10 de fevereiro.

Agora, a APS aguarda a conclusão da análise técnica do novo pedido, que poderá definir a incorporação de outras áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a expansão das atividades do complexo portuário santista.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Portos

Canal de navegação de Itajaí e Navegantes enfrenta assoreamento e restrições

O canal de navegação do complexo portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina, segue sob atenção devido ao avanço do assoreamento, que tem limitado a capacidade de operação dos navios. O cenário é agravado pelas condições hidrológicas adversas registradas na região, dificultando a previsão de quando o canal poderá voltar a operar de forma integral e com profundidade estável.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, em declaração ao jornal A Tribuna, ainda não é possível estabelecer um prazo para a normalização completa das operações. A elevação da sedimentação está associada à ocorrência de chuvas intensas e ao aumento significativo da vazão do Rio Itajaí-Açu, fatores que ampliam o volume de sedimentos transportados e depositados no acesso aquaviário.

Nas últimas semanas, a correnteza chegou a superar os limites considerados seguros para a navegação, provocando interrupções temporárias no tráfego de embarcações.

Navegação segue, mas navios operam com restrições

Apesar do quadro hidrológico excepcional, Pereira afirma que a navegabilidade do canal permanece garantida dentro dos critérios de segurança definidos pela Autoridade Marítima.

Na prática, porém, os navios não conseguem utilizar toda a capacidade de carga. A limitação de calado reduz o volume transportado pelas embarcações e gera impactos econômicos para as operações do complexo portuário e para a cadeia de comércio exterior.

Novos parâmetros de profundidade foram definidos

A Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (DelItajaí), vinculada à Marinha do Brasil, atualizou os parâmetros de profundidade do canal em 1º de setembro.

Conforme informado pelo superintendente do Porto de Itajaí, as restrições anteriores baseadas no Fator de Ajuste de Calado foram substituídas por novos critérios estabelecidos pela Autoridade Marítima. A DelItajaí não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem.

Os limites atualmente estabelecidos são:

  • 12,9 metros no canal externo;
  • 12,5 metros no canal interno;
  • 12,2 metros na Bacia de Evolução 1;
  • 12,6 metros na Bacia de Evolução 2.

Os parâmetros foram definidos a partir das condições observadas no canal e dos levantamentos batimétricos realizados no período.

Dragagem retirou mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos

Entre 30 de julho e 10 de setembro, foi realizada uma nova campanha de dragagem com a draga de sucção Utrecht. Na sequência, foram executadas novas batimetrias para verificar as condições do canal.

De acordo com Pereira, mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados durante a operação.

Os novos levantamentos deverão ser encaminhados à Autoridade Marítima assim que forem recebidos pela Superintendência do Porto de Itajaí. A partir dos resultados, poderão ser avaliados eventuais ajustes nos parâmetros de navegação atualmente em vigor.

Setor pede novas ações para recuperar a capacidade operacional

Para Fábio Lavor, diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), a dragagem foi uma medida relevante, mas insuficiente diante do cenário atual.

A entidade defende a continuidade das intervenções, incluindo novas dragagens, levantamentos batimétricos e monitoramento ambiental. Também considera necessário acompanhar de forma permanente as condições do canal.

O Centronave afirma que vem alertando as autoridades sobre o problema desde novembro do ano passado. Segundo Lavor, alterações na profundidade do acesso aquaviário podem reduzir diretamente a capacidade de transporte dos navios e provocar reflexos em toda a cadeia de comércio exterior.

Novas limitações, na avaliação da entidade, podem comprometer a eficiência das operações e afetar empresas dos setores portuário e de navegação.

Porto de Itajaí contrata sistema de monitoramento permanente

Como parte das medidas para acompanhar o cenário, o Porto de Itajaí contratou emergencialmente, sem licitação, uma empresa para implantar e operar um sistema permanente de monitoramento hidrodinâmico e meteorológico do canal.

O contrato foi firmado na última segunda-feira com a UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia. O prazo máximo é de 180 dias, sem possibilidade de prorrogação, e o valor contratado é de R$ 4.488.230,43.

O sistema deverá funcionar 24 horas por dia, em tempo real, acompanhando fatores que interferem diretamente na segurança da navegação. Entre os parâmetros monitorados estão correntes, marés, ondas, ventos, visibilidade e volume de chuva.

A estrutura será composta por quatro estações físicas e dois pontos de modelagem numérica. O monitoramento abrangerá aproximadamente 9,3 quilômetros do acesso aquaviário do complexo portuário.

As informações deverão auxiliar na tomada de decisões sobre as condições de acesso e sobre as manobras dos navios que chegam e saem de Itajaí e Navegantes.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maurício Martins/AT

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Portos

Porto de Itajaí terá sistema de monitoramento de R$ 4,48 milhões

O Porto de Itajaí vai receber um sistema de monitoramento em tempo real para acompanhar as condições do canal de acesso ao complexo portuário. A iniciativa, estimada em R$ 4,48 milhões, foi contratada em caráter emergencial diante da previsão de impactos provocados pelo fenômeno El Niño em Santa Catarina.

A mudança busca ampliar a segurança das operações em um cenário de alterações nas condições meteorológicas e no comportamento do Rio Itajaí-Açu, fatores que podem interferir diretamente na navegabilidade do canal e nas manobras de embarcações.

A contratação emergencial foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (14). O serviço prevê acompanhamento contínuo, 24 horas por dia, de indicadores como correnteza, maré, ondas, vento, visibilidade e chuva.

Sistema vai monitorar 9,3 quilômetros do acesso aquaviário

De acordo com a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), a estrutura contará com quatro estações físicas e dois pontos destinados à modelagem numérica.

O sistema deverá abranger aproximadamente 9,3 quilômetros do acesso aquaviário ao complexo portuário, contemplando desde a área externa até as bacias de evolução e os berços de atracação.

A coleta permanente de informações permitirá acompanhar as condições do canal antes e durante as operações, oferecendo dados para subsidiar decisões relacionadas ao acesso e à movimentação dos navios.

Dados em tempo real devem apoiar manobras de navios

A expectativa da Autoridade Portuária é utilizar as informações para identificar alterações nas condições do canal de navegação e responder com maior rapidez a eventuais mudanças no Rio Itajaí-Açu.

Além das informações sobre o rio, o monitoramento das condições meteorológicas deverá contribuir para uma avaliação mais precisa dos cenários enfrentados pelas embarcações que entram e saem do Porto de Itajaí.

O objetivo é aumentar a previsibilidade da navegação e oferecer mais elementos técnicos para as decisões tomadas durante as operações portuárias.

El Niño aumenta preocupação com navegabilidade

Segundo a SPI, a contratação emergencial está relacionada às condições esperadas para a região durante o período de influência do El Niño.

A documentação técnica utilizada no processo aponta que o fenômeno pode intensificar o assoreamento e aumentar a variabilidade hidrodinâmica do estuário. Essas alterações podem tornar as condições de navegação mais instáveis e difíceis de prever.

Nesse contexto, o acompanhamento contínuo dos parâmetros ambientais busca ampliar a capacidade de identificar riscos e adaptar as operações às condições observadas.

Contrato terá duração de até 180 dias

O contrato foi firmado com a empresa UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia Ltda., pelo valor de R$ 4,48 milhões.

A contratação terá duração máxima de 180 dias. Durante esse período, o sistema deverá operar de forma permanente, mantendo o monitoramento das condições do canal de acesso ao complexo.

A medida integra as ações adotadas para reforçar a segurança portuária durante um período de maior instabilidade climática. A disponibilidade de dados em tempo real sobre o rio e o clima deverá auxiliar na antecipação de possíveis riscos e no planejamento das operações de navegação.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: SPI

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Portos

Porto 4.0: tecnologia e dados impulsionam a transformação dos portos brasileiros

A transformação digital já faz parte da rotina dos portos brasileiros. Em um ambiente onde navios, cargas, caminhões, equipamentos e sistemas produzem grandes volumes de informações, a integração e a análise desses dados ganham espaço como ferramentas para melhorar a eficiência, a segurança e o planejamento das operações.

É nesse cenário que se consolida o conceito de Porto 4.0, inspirado nos princípios da Indústria 4.0. O modelo combina tecnologias como inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina, sensores, automação, redes de alta velocidade e plataformas de integração de dados para tornar os complexos portuários mais conectados e inteligentes.

Dados como ferramenta para a operação portuária

Mais do que incorporar novas tecnologias, o Porto 4.0 busca conectar diferentes fontes de informação. Sensores podem transmitir dados em tempo real, enquanto sistemas digitais cruzam informações e identificam padrões que auxiliam na tomada de decisões.

Entre as soluções utilizadas está o Digital Twin, ou gêmeo digital, que cria uma representação virtual de estruturas e operações físicas. A tecnologia permite acompanhar o funcionamento do ambiente real e testar diferentes cenários, contribuindo para o planejamento, a manutenção e a gestão da infraestrutura.

Outra ferramenta é o VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações), voltado ao monitoramento da navegação. Por meio de radares, câmeras e sensores, o sistema acompanha a movimentação dos navios em tempo real e reúne informações para apoiar a segurança e a coordenação do tráfego marítimo.

O sistema também pode compartilhar informações com órgãos públicos, contribuindo para ações de fiscalização e para a identificação de atividades suspeitas.

Sete portos estratégicos recebem VTMIS

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordena iniciativas relacionadas à transformação digital do setor. Em 2025, foi anunciada a implantação do VTMIS em Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Itaguaí (RJ), Itaqui (MA) e Vila do Conde (PA).

Juntos, esses portos respondem por mais da metade da movimentação de cargas do país. A implantação dos sistemas amplia a capacidade de acompanhamento do tráfego marítimo e reúne informações que podem ser utilizadas na gestão das operações.

Porto de Santos avança na digitalização

O Porto de Santos é um dos exemplos de como diferentes tecnologias podem atuar de maneira integrada.

A implantação de uma rede privada de 5G amplia a capacidade de transmissão de dados e cria condições para aplicações que dependem de conectividade rápida e estável. Entre elas estão soluções de Internet das Coisas (IoT), automação e inteligência artificial.

Com o Digital Twin, esses dados podem alimentar uma representação virtual mais integrada do complexo portuário. Isso permite acompanhar operações, simular situações e apoiar decisões relacionadas à manutenção e à infraestrutura.

Já o VTMIS acrescenta informações sobre a movimentação de embarcações, contribuindo para uma visão mais ampla do tráfego marítimo e para a coordenação das operações.

Tecnologia conecta o navio à cadeia logística

A transformação digital dos portos não se restringe ao ambiente marítimo. Fluxos de caminhões, operações ferroviárias, movimentação de cargas e procedimentos de segurança também podem ser integrados.

Na prática, informações de diferentes etapas da cadeia logística passam a ser analisadas em conjunto. A previsão de chegada de um navio, por exemplo, pode ser relacionada à disponibilidade de cargas, pátios, acessos terrestres e outros recursos envolvidos na operação.

Um dos exemplos dessa digitalização é o Porto Sem Papel (PSP), plataforma desenvolvida pelo Serpro para o Ministério de Portos e Aeroportos. O sistema centraliza informações relacionadas à estadia dos navios e integra dados de agentes de navegação e de diferentes órgãos públicos, como Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa e Marinha do Brasil.

A plataforma reduziu a circulação de documentos físicos e a repetição de informações em diferentes sistemas. Segundo o MPor, desde 2011 a digitalização dos processos evitou o consumo de aproximadamente 342,8 milhões de folhas de papel.

IntegraPSP amplia automação dos processos

Em 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Serpro apresentaram o IntegraPSP, ferramenta que permite conectar diretamente os sistemas das empresas ao Porto Sem Papel.

A integração ocorre por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações), possibilitando a troca automatizada de informações. Com isso, diminui a necessidade de redigitação de dados e, consequentemente, o risco de inconsistências entre sistemas.

A iniciativa representa mais um passo na digitalização dos processos portuários e reforça a tendência de integração entre empresas, sistemas e órgãos públicos.

Transformação digital considera as características de cada porto

O Porto 4.0 não está relacionado a uma única tecnologia ou equipamento. Trata-se de um processo que combina infraestrutura, conectividade, sistemas digitais, dados e profissionais.

Além dos sete portos que estão adotando o VTMIS, o MPor acompanha estudos sobre as necessidades técnicas e possibilidades de apoio em Belém, Santarém e Vila do Conde (PA); Salvador e Aratu (BA); São Francisco do Sul, Imbituba e Itajaí (SC); Fortaleza (CE); e Manaus (AM).

As soluções são avaliadas de acordo com as características de cada complexo portuário.

Em Rio Grande (RS), por exemplo, o VTS permite monitorar embarcações e reunir informações sobre condições como vento, maré, correntes marítimas e salinidade da água. Esses dados são especialmente relevantes para a operação na Lagoa dos Patos.

No Rio de Janeiro, a implantação do VTMIS ocorre de forma gradual, envolvendo Centro de Controle Operacional, sensores, estações remotas e integração de dados.

Um novo modelo de gestão portuária

A digitalização amplia a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para a gestão portuária. Com dados integrados, os terminais podem acompanhar operações em tempo real, identificar ocorrências, planejar intervenções e utilizar de maneira mais eficiente a infraestrutura existente.

Nesse contexto, o Porto 4.0 representa uma mudança na forma de administrar os complexos portuários: diferentes tecnologias deixam de atuar de maneira isolada e passam a formar uma rede de informações capaz de apoiar decisões ao longo de toda a cadeia logística.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: MPort

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Portos

JBS Terminais amplia frota no Porto de Itajaí com novas empilhadeiras elétricas

A JBS Terminais acaba de ampliar a frota de equipamentos utilizados na operação do terminal no Porto de Itajaí (SC), com a aquisição de duas novas empilhadeiras de grande porte, capazes de transportar cargas de até 45 toneladas. Os veículos 100% elétricos passam a integrar a operação e reforçam a capacidade de movimentação e organização de contêineres, elevando de 12 para 14 máquinas em operação.

Os novos equipamentos ampliam a capacidade e a flexibilidade da operação e podem posicionar contêineres em pilhas de até cinco unidades de altura. As máquinas atuam na movimentação e armazenagem das cargas que chegam por caminhões ou são descarregadas dos navios. As empilhadeiras contam com sistemas de recuperação de energia durante os movimentos de frenagem e da lança telescópica, contribuindo para otimizar o consumo de energia.

Segundo Aristides Russi Jr, CEO da JBS Terminais, a incorporação alia ganhos operacionais e ambientais. “A ampliação da nossa frota reforça o compromisso da JBS Terminais com uma operação cada vez mais eficiente, preparada para acompanhar o crescimento da movimentação de contêineres no Porto de Itajaí. A chegada dos equipamentos elétricos também representa um passo importante na evolução da nossa operação, aliando capacidade, tecnologia e eficiência energética”.

A expansão representa um investimento de cerca de R$ 4 milhões. Desde outubro de 2024, a companhia já investiu cerca de R$ 240 milhões na retomada das atividades no Porto de Itajaí. Recentemente, o terminal investiu R$ 9 milhões na renovação da frota de caminhões utilizados nas operações internas, responsáveis pelo transporte de contêineres entre o pátio e o cais.

Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. Saiba mais em jbsglobal.com.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA JBS

IMAGEM: DIVULGAÇÃO JBS

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Portos

Porto do Rio Grande terá novo terminal para movimentação de cargas

A implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto do Rio Grande avançou na última sexta-feira (11), com a formalização do contrato de cessão da área onde será construído o empreendimento. O acordo foi assinado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela empresa Terminal Rio Grande do Sul S.A.

A medida representa mais uma etapa para a instalação do terminal, cuja autorização para exploração portuária havia sido formalizada em janeiro deste ano pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Novo terminal terá foco na movimentação de celulose

O projeto prevê uma estrutura voltada principalmente ao transporte e escoamento de celulose. Estão previstos dois berços destinados a navios, outros dois para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas do produto.

A expectativa é que o terminal possa movimentar aproximadamente 5 milhões de toneladas de celulose por ano, ampliando a capacidade logística do complexo portuário gaúcho.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a expansão da infraestrutura é necessária para acompanhar o crescimento da produção industrial e melhorar as condições de transporte das cargas.

Para o ministro, empreendimentos desse porte dependem de planejamento e coordenação entre as diferentes etapas, além de segurança operacional e atenção às questões ambientais.

Estrutura será integrada ao transporte hidroviário

A nova instalação também deverá fortalecer a conexão entre o transporte hidroviário e a movimentação de cargas no Porto do Rio Grande.

O terminal integra o Projeto Natureza, da CMPC, que contempla a construção de uma nova unidade de produção de celulose em Barra do Ribeiro e a implantação das estruturas necessárias para transportar a produção.

O modelo prevê o recebimento de cargas pelas hidrovias, o armazenamento da celulose e, posteriormente, o carregamento dos navios. Dessa forma, a estrutura busca conectar diretamente a produção industrial à infraestrutura logística e aquaviária.

Projeto acompanha investimentos nas hidrovias do Rio Grande do Sul

A implantação do terminal está relacionada às iniciativas do Governo do Brasil para recuperar e modernizar a infraestrutura hidroviária do Rio Grande do Sul.

O Ministério de Portos e Aeroportos atua na recuperação da navegabilidade das hidrovias e na melhoria das condições de segurança e regularidade para o transporte de cargas.

Tomé Franca destacou que a utilização mais ampla das hidrovias pode ampliar as alternativas logísticas e contribuir para o desenvolvimento econômico da região Sul e do país.

Sistema Aquaviário Integrado do Sul também está em discussão

Paralelamente, está em andamento a proposta de concessão do Sistema Aquaviário Integrado do Sul e Lagoa Mirim. O projeto reúne os acessos aquaviários aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além de trechos de rios e lagoas do estado.

A proposta prevê uma administração integrada da estrutura, com a finalidade de aumentar a previsibilidade da navegação e proporcionar maior regularidade ao transporte de cargas.

Na avaliação do ministro, a integração entre portos e hidrovias é estratégica para reduzir gargalos logísticos, elevar a eficiência do transporte e acompanhar o avanço das atividades produtivas.

A expectativa do governo é que os investimentos em infraestrutura contribuam para melhorar o escoamento da produção e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto RS

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Portos

Novo Terminal de Celulose no Porto do Rio Grande Impulsiona Logística Gaúcha

O setor logístico do Rio Grande do Sul deu um passo importante com a formalização do contrato de cessão de área para a criação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto do Rio Grande. O acordo, viabilizado por meio de parceria entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a empresa Terminal Rio Grande do Sul S.A., consolida as etapas de implantação do empreendimento voltado ao escoamento de produção.

Estrutura e Capacidade Operacional

O projeto portuário foi desenhado para atender à crescente demanda da indústria de base, com foco especial no setor papeleiro. A nova estrutura contará com:

  • Dois berços de atracação dedicados a navios.
  • Dois berços voltados para o atendimento de barcaças.
  • Um armazém com capacidade estática para 194 mil toneladas de celulose.

A expectativa oficial é de que o complexo movimente cerca de 5 milhões de toneladas do produto anualmente, garantindo maior eficiência para as exportações brasileiras.

Conexão com Hidrovias e o Projeto Natureza

A instalação integra o escopo do Projeto Natureza, iniciativa da CMPC que abrange a construção de uma nova fábrica em Barra do Ribeiro. O modelo logístico foi estruturado para receber insumos via transporte fluvial, realizar o armazenamento estratégico e proceder ao carregamento das embarcações marítimas.

Diante do avanço, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) tem direcionado esforços para recuperar a navegabilidade e a segurança das vias navegáveis na região sulista. Entre as ações complementares destaca-se a proposta de concessão do Sistema Aquaviário Integrado do Sul e Lagoa Mirim, abrangendo os acessos aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. A gestão unificada busca assegurar maior previsibilidade operacional e reduzir os gargalos na infraestrutura portuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto RS

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