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Porto de Paranaguá amplia exportações e registra alta de 86% no envio de cargas de outros estados

O Porto de Paranaguá segue fortalecendo sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias originadas em outros estados durante o primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas.

Volume de cargas quase dobrou em oito anos

Na comparação com 2018, o desempenho evidencia uma expansão ainda mais expressiva. Em oito anos, a quantidade de produtos de outras unidades da Federação exportados pelo Porto de Paranaguá aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados refletem a consolidação do Paraná como um dos principais eixos logísticos do país, ampliando sua importância no escoamento da produção nacional para o mercado externo.

Mato Grosso do Sul lidera embarques pelo terminal paranaense

Entre os estados que mais utilizam a estrutura portuária, o Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição, com 4,05 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano.

Na sequência aparecem São Paulo, com 2,09 milhões de toneladas, e Mato Grosso, responsável por 1,83 milhão de toneladas embarcadas. O porto também atende produtores de Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Valor das exportações supera US$ 7 bilhões

Além do crescimento em volume, as operações registraram avanço financeiro. As cargas provenientes de outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho de 2026, resultado 14,8% superior aos US$ 6,32 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados estão a soja, responsável por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas. Também tiveram destaque o farelo de soja, açúcar, óleo de soja, carnes bovina e de aves e milho.

Investimentos ampliam capacidade e consolidam referência nacional

O avanço na movimentação acompanha os investimentos realizados pela Portos do Paraná para aumentar a capacidade operacional do complexo portuário e atender ao crescimento da demanda por logística portuária.

O reconhecimento também se reflete em premiações. O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do Brasil em avaliação promovida pela Secretaria Nacional de Portos, que considera critérios como eficiência operacional, qualidade da gestão administrativa e transparência.

FONTE: Maringá Post
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portos do Paraná

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Pela primeira vez, JBS Terminais recebe operação simultânea de dois navios com mais de 300 metros de comprimento


A JBS Terminais registrou no último final de semana um marco em sua operação no Porto de Itajaí ao realizar, pela primeira vez, a movimentação simultânea de dois navios porta-contêineres com mais de 300 metros de comprimento. A operação reforça a capacidade operacional, a eficiência e a competitividade do terminal, consolidando sua posição entre os principais portos do país.


Os navios SAN AUGUSTIN MAERSK e NAVARINO atracaram simultaneamente no terminal, exigindo um planejamento integrado e alto desempenho das equipes operacionais. Juntas, as duas embarcações somaram mais de 2 mil movimentos, demonstrando a capacidade da infraestrutura e a eficiência das operações realizadas pela JBS Terminais.


O SAN AUGUSTIN MAERSK, de bandeira da Dinamarca, possui 333,2 metros de comprimento e 48,32 metros de boca (largura). Já o NAVARINO, de bandeira de Malta, mede 335,07 metros de comprimento e 42,84 metros de boca.


A operação representa um feito inédito para o Porto de Itajaí, que nunca havia registrado a movimentação simultânea de dois navios desse porte. O resultado evidencia a evolução da infraestrutura portuária e a capacidade da JBS Terminais de atender embarcações de grande porte com segurança, produtividade e eficiência.


O marco ocorre em um momento de forte crescimento do terminal. Em junho, a JBS Terminais registrou recorde de movimentação, com 45.458 TEUs, o maior volume mensal desde o início de suas operações no Porto de Itajaí. O desempenho reforça a retomada das atividades do complexo portuário e evidencia o aumento da confiança dos armadores e clientes na capacidade operacional do terminal.


A combinação entre infraestrutura, eficiência operacional e crescimento da demanda consolida a JBS Terminais como um importante hub logístico para o comércio exterior brasileiro, preparada para receber embarcações de grande porte e ampliar a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

TEXTO E IMAGEM: JBS

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Concessão do Porto de Itajaí: Antaq marca audiência pública para o dia 31 de julho

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) agendou para o dia 31 de julho, às 9h30, a audiência pública que integra o processo de concessão do Porto de Itajaí. O encontro será realizado de forma virtual, com transmissão ao vivo pela internet e participação aberta aos interessados.

A decisão foi publicada pela agência na última segunda-feira. A sessão será transmitida via streaming, ficará gravada e poderá ser acessada posteriormente no canal oficial da Antaq no YouTube. Não é necessário realizar inscrição para acompanhar a audiência.

Como participar da audiência

Quem desejar fazer manifestações durante o evento deverá se inscrever pelo WhatsApp (61) 2029-6940, entre 9h e 15h do dia 30 de julho de 2026. As contribuições dos participantes serão realizadas exclusivamente ao vivo, por meio da plataforma Microsoft Teams.

A audiência faz parte da consulta pública destinada ao aperfeiçoamento dos documentos técnicos e jurídicos da futura licitação para a concessão do terminal, responsável pela movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas e carga geral.

Consulta pública segue aberta até agosto

A consulta pública foi aberta em 29 de junho e permanecerá disponível até 13 de agosto. As sugestões devem ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Antaq.

Além disso, a agência mantém disponíveis em seu portal os principais documentos do projeto, incluindo as minutas do edital e do contrato, além dos estudos de viabilidade. A audiência servirá para esclarecer dúvidas e debater as propostas antes da publicação do edital, prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Projeto prevê investimentos superiores a R$ 2,6 bilhões

O modelo de concessão prevê um contrato com duração de 25 anos e investimentos estimados em mais de R$ 2,6 bilhões. O valor global do contrato poderá alcançar cerca de R$ 27 bilhões, enquanto a proposta estabelece um lance mínimo de R$ 136,2 milhões.

Entre as melhorias previstas estão:

  • Ampliação do pátio operacional;
  • Aquisição de novos equipamentos;
  • Modernização da infraestrutura do terminal;
  • Aumento da capacidade de armazenagem e movimentação de cargas.

Concessão do canal portuário também avança

Paralelamente ao projeto do terminal, o governo federal também conduz a concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí. A expectativa é de que o edital seja publicado ainda em 2026, com leilão previsto para ocorrer no terceiro trimestre do ano.

Segundo a Antaq, o processo já passou pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e está na fase de avaliação jurídica pela Procuradoria Federal junto à agência. Após essa etapa, o projeto seguirá para apreciação da diretoria colegiada, responsável pela aprovação final.

Caso receba o aval da diretoria, o edital poderá ser lançado já nos próximos meses.

Dragagem permanente e ampliação do calado estão entre as obras

A concessão do canal portuário também terá duração de 25 anos e prevê investimentos próximos de R$ 350 milhões. O projeto contempla a dragagem permanente do canal e a ampliação do calado para 16 metros, permitindo a operação de embarcações de até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do complexo portuário de Itajaí.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Norcoast amplia rota de cabotagem com inclusão do Porto do Rio de Janeiro

A Norcoast expandiu sua operação de cabotagem ao incorporar a Rio Brasil Terminal (RBT), no Porto do Rio de Janeiro, à sua rota regular. A estreia da nova escala ocorreu com a previsão de atracação do navio NC Breda, marcando o início de uma ligação direta entre o estado do Rio de Janeiro e a Zona Franca de Manaus.

A iniciativa reforça a estratégia da companhia de ampliar sua presença no Sudeste e fortalecer a malha logística nacional por meio do transporte marítimo de cargas.

Nova operação amplia cobertura logística

Com a entrada do Porto do Rio de Janeiro na rota, a Norcoast passa a oferecer uma alternativa para o transporte de cargas domésticas e também para operações feeder, responsáveis por conectar portos brasileiros às principais linhas internacionais.

Segundo a empresa, a nova escala proporciona mais previsibilidade nas operações, maior flexibilidade para os embarcadores e integração entre os modais marítimo, ferroviário e rodoviário, contribuindo para uma cadeia logística mais eficiente.

A ligação direta com Manaus também amplia as possibilidades de atendimento ao polo industrial da capital amazonense e fortalece o escoamento de cargas provenientes do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e interior de São Paulo, aproveitando a conexão com a malha ferroviária.

Setores industriais devem ser os principais beneficiados

A expectativa da Norcoast é que a nova operação atenda principalmente empresas dos segmentos de bens de consumo, siderurgia, bebidas e cargas de maior valor agregado.

Para esses setores, fatores como segurança, confiabilidade e regularidade das operações têm se tornado decisivos na escolha do modal logístico.

De acordo com o diretor comercial da Norcoast, Marcio Salmi, a expansão faz parte de um plano de crescimento sustentável da companhia.

“Queremos ampliar a capilaridade da cabotagem, expandindo o portfólio de serviços e a rede de atendimento de forma consistente e sustentável. Estamos acompanhando a demanda desses setores e apostamos na geração de valor por meio do aumento da oferta, do estímulo à cabotagem e do desenvolvimento regional”, afirmou em nota.

Rede passa a conectar oito portos brasileiros

Com a nova escala, a rota regular da Norcoast passa a atender os portos de Manaus (AM), Pecém (CE), Suape (PE), Salvador (BA), Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A empresa opera atualmente quatro embarcações, cada uma com capacidade para transportar aproximadamente 3,5 mil TEUs, utilizando um modelo de atendimento porta a porta, que integra o transporte marítimo aos demais modais logísticos.

Cabotagem cresce, mas ainda enfrenta desafios no Brasil

A ampliação da malha da Norcoast ocorre em um momento de recuperação do setor de cabotagem. Dados da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC) apontam crescimento no segundo trimestre, impulsionado pela retomada das operações domésticas e do segmento feeder.

Apesar desse avanço, o desempenho acumulado no primeiro semestre registrou alta de apenas 0,9%, evidenciando que o modal ainda possui amplo espaço para crescer na matriz logística brasileira.

Embora o país conte com mais de 8 mil quilômetros de litoral, a participação da cabotagem no transporte nacional de cargas segue relativamente baixa.

Integração multimodal é apontada como principal desafio

Especialistas avaliam que o maior obstáculo para a expansão da cabotagem não está na navegação, mas na integração entre os diferentes sistemas de transporte.

Para Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), os portos precisam ser tratados como parte de um corredor logístico completo, conectado de forma eficiente às ferrovias, rodovias e centros de distribuição.

Nesse cenário, investimentos em logística integrada, operações porta a porta e ampliação da oferta de serviços, como a nova rota da Norcoast, buscam reduzir gargalos históricos e tornar o modal mais competitivo para os embarcadores.

Modal marítimo também contribui para reduzir emissões

Além dos ganhos operacionais, a cabotagem vem se consolidando como uma alternativa mais sustentável para o transporte de cargas.

Levantamento da própria Norcoast indica que, em determinados corredores logísticos, o transporte marítimo pode emitir até 89% menos CO₂ do que o modal rodoviário. A companhia também destaca a redução nos riscos de roubo de cargas como um dos fatores que têm ampliado o interesse de empresas dos setores industrial e de bens de consumo.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Santos Brasil moderniza operações com novo sistema no Tecon Imbituba

A Santos Brasil concluiu a implantação de um novo Terminal Operating System (TOS) no Tecon Imbituba, em Santa Catarina. A atualização faz parte da estratégia de modernização da companhia e tem como objetivo aumentar a eficiência das operações portuárias, melhorar a gestão dos fluxos de cargas e elevar os índices de produtividade do terminal.

A plataforma OPUS, desenvolvida pela sul-coreana CyberLogitec, substitui o sistema anteriormente utilizado e passa a gerenciar de forma integrada as atividades de pátio, gate, cais e movimentação de contêineres.

Novo TOS amplia eficiência operacional

Já utilizado nos terminais da empresa em Santos (SP) e Vila do Conde (PA), o OPUS reúne em um único sistema os processos de documentação, automação e controle das operações envolvendo cargas e embarcações.

Com a implantação da tecnologia, a expectativa é oferecer aos clientes mais agilidade, segurança, previsibilidade e maior qualidade nos serviços, além de otimizar o planejamento das operações diárias.

Segundo a diretora de Planejamento de Operações da Santos Brasil, Evelyn Lima, a chegada da plataforma ao terminal catarinense reforça o compromisso da empresa com a inovação.

“Após uma implementação bem-sucedida em outros terminais da Companhia, a plataforma chega à Imbituba para integrar tecnologias digitais, máquinas e pessoas, tornando a operação ainda mais conectada, eficiente e preparada para atender às demandas dos nossos clientes”, destacou.

Investimentos superam R$ 34 milhões

A implantação do novo sistema integra um plano de investimentos superior a R$ 34 milhões, destinado à modernização tecnológica do Tecon Imbituba.

O projeto contempla a substituição de softwares e equipamentos, melhorias na infraestrutura e ampliação da capacidade operacional. Com essa atualização, a empresa também passa a utilizar soluções digitais padronizadas em todos os seus terminais de contêineres.

Estratégia fortalece logística no Sul do Brasil

A modernização faz parte da estratégia da Santos Brasil para consolidar o Tecon Imbituba como uma opção logística ainda mais competitiva para empresas da Região Sul.

Entre as iniciativas recentes está a inauguração de um escritório em Caxias do Sul (RS), aproximando a companhia dos clientes da Serra Gaúcha e ampliando sua presença no mercado do Rio Grande do Sul.

A medida busca oferecer alternativas diante dos desafios enfrentados pelas empresas da região em relação a custos logísticos, prazos e previsibilidade das operações.

Nova rota marítima amplia oportunidades de exportação

Outro avanço importante foi a inclusão de uma nova linha marítima regular entre o Brasil e a Rússia.

Operado pela Alpha Shipping, o serviço Lam Service realiza escalas quinzenais no terminal e tem foco no transporte de cargas refrigeradas (reefers), fortalecendo a exportação de proteínas, frutas e outros alimentos perecíveis.

Além disso, a nova rota também deve impulsionar a importação de fertilizantes, insumo estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Terminal amplia conectividade internacional

Além da nova ligação com a Rússia, o Tecon Imbituba mantém outros três serviços marítimos semanais, oferecendo maior regularidade, flexibilidade e previsibilidade aos embarcadores.

Outro diferencial é a integração operacional com o Tecon Santos, permitindo que cargas movimentadas em Imbituba tenham acesso a uma ampla rede de conexões internacionais por meio do Porto de Santos.

Localização estratégica favorece operações

Localizado entre Curitiba e Porto Alegre e próximo de Florianópolis, o Tecon Imbituba possui acesso multimodal por rodovia, ferrovia e via marítima.

O terminal opera em um porto de águas profundas e protegidas, capaz de receber grandes embarcações sem limitações de calado ou interrupções provocadas pelas condições climáticas. As operações funcionam ininterruptamente, 24 horas por dia, durante todos os dias da semana.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Dragagem no Porto de Santos começa após Justiça liberar contrato com empresa belga

A dragagem do Porto de Santos entrou em uma nova etapa com o início dos trabalhos conduzidos pela empresa belga Jan de Nul. A ordem de serviço foi emitida após a Autoridade Portuária de Santos (APS) conseguir reverter uma decisão liminar que impedia a execução do contrato para o aprofundamento do canal de navegação.

O projeto prevê aumentar em um metro a profundidade do canal, medida considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do maior porto da América Latina.

Liminar foi derrubada e obra recebeu aval do TCU

Os trabalhos começaram na última sexta-feira (17), depois que a Justiça revogou a liminar obtida pela DTA Engenharia. A empresa havia questionado o resultado da licitação, alegando suposta inviabilidade dos preços apresentados pela vencedora.

Antes disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia autorizado a continuidade da concorrência, em decisão tomada no mês de maio, removendo outro obstáculo para o avanço do projeto.

Primeira etapa envolve estudos ambientais e licenciamento

Com a assinatura da ordem de serviço, a Jan de Nul iniciou os estudos técnicos e ambientais exigidos para solicitar o licenciamento ambiental junto ao Ibama.

Essa fase inicial, que contempla a preparação dos documentos necessários para autorização da obra, tem prazo estimado de até 21 meses.

Projeto amplia capacidade do Porto de Santos

Além do aprofundamento do canal de navegação, o contrato inclui a elaboração dos projetos básico e executivo da obra, a execução da dragagem e a manutenção da nova profundidade por um período de até dois anos.

Segundo a APS, a intervenção permitirá que o Porto de Santos receba embarcações de maior porte, aumentando a eficiência logística, fortalecendo a competitividade do complexo portuário e ampliando sua capacidade para movimentação de cargas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Porto de Fortaleza registra alta na movimentação de cargas e projeta novo recorde em 2026

O Porto de Fortaleza encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados acima das expectativas e reforçou a perspectiva de um ano histórico para a movimentação de cargas. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal 2,59 milhões de toneladas, volume 10,06% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 6,87% acima da meta estabelecida pela Companhia Docas do Ceará (CDC).

Além do desempenho operacional, a administração do porto prevê um avanço expressivo no turismo marítimo. Para a temporada de cruzeiros 2026/2027, a expectativa é de um crescimento de 70% no número de escalas, passando de cinco para nove navios entre outubro e abril, com estimativa de aproximadamente 14 mil passageiros.

Segundo o presidente da CDC, Quintino Vieira, o aumento reflete a recuperação do setor e o fortalecimento de Fortaleza como destino no roteiro dos cruzeiros marítimos.

Trigo, combustíveis e contêineres impulsionam a movimentação

O crescimento foi registrado em praticamente todos os segmentos de carga. A carga geral avançou 30,14%, impulsionada principalmente pelo transporte de equipamentos destinados ao setor de energia eólica, como pás e maquinários.

Já a movimentação de contêineres aumentou 14,57%, enquanto os granéis líquidos cresceram 7,63%. Os granéis sólidos agrícolas tiveram alta de 9,93% e os granéis sólidos minerais avançaram 1,40%, alcançando recorde mensal em maio deste ano.

A meta da CDC é movimentar 5,083 milhões de toneladas até o fim de 2026, superando em 2,51% o desempenho do ano anterior. No entanto, o resultado do primeiro semestre já ultrapassa o ritmo inicialmente previsto.

Porto lidera movimentação de trigo no Brasil

Os combustíveis, incluindo diesel, gasolina, GLP e querosene de aviação (QAV), representam 48,4% de toda a carga movimentada no semestre.

Os granéis sólidos respondem por outros 36,3% do volume, com destaque para o trigo, que corresponde a boa parte da movimentação agrícola.

De acordo com a Companhia Docas do Ceará, o Porto de Fortaleza movimenta cerca de 1,2 milhão de toneladas de trigo por ano, consolidando-se como o maior terminal brasileiro nesse segmento, à frente de outros importantes portos nacionais. O desempenho é atribuído à presença de três grandes moinhos instalados dentro da área portuária.

Grande parte do trigo chega da Argentina, por meio dos portos de Rosário, San Lorenzo e San Pedro. Já o coque de petróleo é importado dos Estados Unidos e da Colômbia, enquanto combustíveis são recebidos principalmente do México e do Caribe.

Nas exportações, as frutas destinadas ao mercado europeu, especialmente ao porto de Roterdã, na Holanda, continuam entre os principais produtos embarcados.

Outro fator apontado pela administração para manter o crescimento é a nova rota de cabotagem, iniciada em abril pelo grupo CMA CGM em parceria com a Mercosul Line.

Terminal de passageiros recebe investimento de R$ 6 milhões

O Terminal Marítimo de Passageiros passou por uma requalificação em seu acesso viário, com investimento de R$ 6 milhões realizado pela concessionária ABA Infra.

A obra teve como objetivo melhorar a segurança, facilitar o fluxo de veículos e oferecer mais conforto a passageiros, turistas, organizadores de eventos e operadores logísticos.

Além da intervenção, a CDC também executa a modernização do sistema de iluminação em LED em toda a área portuária e amplia a estrutura de videomonitoramento.

Embora o terminal seja utilizado para diferentes tipos de eventos, sua principal função continua sendo receber navios de cruzeiro durante a temporada turística, tradicionalmente realizada entre outubro e abril.

Atratividade turística ainda é desafio para ampliar cruzeiros

Apesar de possuir estrutura capaz de receber embarcações de grande porte, a administração do porto reconhece que o principal obstáculo para aumentar o número de escalas não está na infraestrutura.

Segundo a CDC, os desafios estão relacionados ao fortalecimento da atratividade turística de Fortaleza, aos custos operacionais e à integração da capital cearense com outras rotas internacionais de cruzeiros.

Plano de expansão prevê novos terminais e melhorias no canal

Nos próximos cinco anos, a Companhia Docas do Ceará pretende ampliar a capacidade operacional do porto por meio do arrendamento de três novos terminais: dois voltados para granéis sólidos minerais e um destinado à movimentação de contêineres e carga geral.

Outra frente de investimento envolve melhorias na infraestrutura aquaviária. Estudos conduzidos pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia da USP permitiram ampliar o calado operacional do Canal Oeste de 8 para 11,75 metros, possibilitando a atracação de navios maiores independentemente da maré.

Também está em processo de atualização junto à Marinha do Brasil um novo canal natural, denominado Canal Norte-Sul, com profundidade de até 12 metros. Além disso, a largura do Canal Oeste foi ampliada de 160 para 220 metros, aumentando a segurança e a eficiência das operações.

Mesmo com os investimentos, a administração reconhece que a expansão física do porto possui limitações por estar inserido em área urbana. Por isso, a estratégia de crescimento está concentrada na modernização da infraestrutura existente, na melhoria da eficiência operacional e na atração de investimentos privados.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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BMW desembarca veículos de até R$ 1,2 milhão no Porto de Itajaí

O Porto de Itajaí recebeu, nesta segunda-feira, uma nova carga de veículos de luxo da BMW. O navio Dover Highway atracou às 17h15 transportando 192 automóveis, reforçando a movimentação de operações do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) no terminal catarinense.

O desembarque teve início às 19h e a previsão era de conclusão nas primeiras horas da madrugada desta terça-feira.

Modelos de alto padrão chegam ao Brasil

Entre os veículos descarregados está a BMW X7, um dos SUVs mais sofisticados da fabricante alemã. No mercado brasileiro, o modelo tem preços que variam entre R$ 900 mil e R$ 1,2 milhão, conforme a versão.

A carga também inclui unidades da BMW X3, comercializada entre R$ 430 mil e R$ 500 mil, além da BMW X5, cujos valores ficam na faixa de R$ 700 mil a R$ 850 mil.

Porto de Itajaí amplia movimentação de veículos em 2026

Com a chegada desta nova remessa, o Porto de Itajaí alcança a marca de 16.457 veículos movimentados em operações Ro-Ro desde o início de 2026.

Esta foi a terceira passagem do Dover Highway pelo terminal neste ano. Nas escalas anteriores, o navio transportou 457 e 739 automóveis. Somadas às 192 unidades desembarcadas nesta segunda-feira, as três operações totalizam 1.388 veículos.

Outras operações reforçam crescimento da movimentação

Além das escalas do Dover Highway, o histórico de operações roll-on/roll-off no Porto de Itajaí em 2026 reúne embarques realizados por outras embarcações.

O Victoria Highway movimentou 628, 674 e 767 veículos em três viagens. Já o Good Wood descarregou 430 unidades, enquanto o Grande Shanghai respondeu por 4.585 veículos. O BYD Changsha foi responsável pela maior operação do ano, com 7.216 automóveis, seguido pelo Brasilia Highway, que transportou 769 unidades.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Porto de Santos opera no limite e custo de movimentação de contêineres dispara quase cinco vezes

A crescente demanda pela movimentação de contêineres no Porto de Santos tem elevado a preocupação de especialistas com a capacidade operacional do maior complexo portuário da América Latina. Com os terminais próximos da saturação, o impacto já é sentido nos custos da logística portuária.

Levantamento apresentado pelo consultor Luis Cláudio Montenegro, da Neowise Consultoria, indica que o valor médio do THC (Terminal Handling Charge) — tarifa cobrada pela movimentação de contêineres nos terminais — aumentou de forma expressiva entre 2019 e 2026. A estimativa aponta que o custo, que variava entre US$ 70 e US$ 100 por TEU (contêiner de 20 pés), alcançou cerca de US$ 500.

Segundo Montenegro, os números são estimados porque os contratos firmados entre armadores e operadores portuários são estratégicos e não têm divulgação pública.

Expansão da capacidade segue indefinida

Enquanto os custos aumentam, o projeto do Tecon Santos 10 ainda aguarda definição. O leilão do novo terminal já foi adiado pelo menos oito vezes pelo governo.

A expectativa é que o empreendimento receba investimentos próximos de R$ 6 bilhões e amplie em cerca de 50% a capacidade de movimentação de cargas conteinerizadas no porto, reduzindo a pressão sobre a infraestrutura existente.

Histórico mostra relação entre capacidade e preços

O consultor explica que os preços do THC acompanham diretamente a oferta de capacidade nos terminais. Em 2011, a tarifa girava em torno de US$ 300 por TEU. Com a entrada em operação dos terminais BTP e DP World, em 2013, houve aumento da capacidade e redução gradual dos valores, que chegaram a cerca de US$ 70 em 2019.

A partir desse período, no entanto, o crescimento da demanda, impulsionado principalmente pelo avanço do comércio eletrônico, fez os terminais voltarem a operar próximos do limite.

Atualmente, segundo Montenegro, os três principais terminais de contêineres de Santos — Santos Brasil, BTP e DP World — enfrentam elevado nível de congestionamento.

Infraestrutura terrestre é apontada como principal gargalo

Representantes dos terminais portuários defendem que o aumento dos custos não está relacionado apenas à capacidade interna do porto, mas também às limitações da infraestrutura de acesso terrestre.

O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva, afirma que os maiores desafios estão nas ligações rodoviárias e ferroviárias, e defende investimentos em infraestrutura e maior diversificação dos modais de transporte, incluindo o uso das hidrovias.

Ele também destaca que, embora alguns portos estejam próximos da saturação, existem terminais em outras regiões com capacidade ociosa e novos empreendimentos em construção para ampliar a oferta.

Fila de navios cresce e tempo de espera quadruplica

Outro indicador que reforça o cenário de pressão operacional é o aumento no tempo de espera para atracação.

Dados da consultoria mostram que a fila de navios passou de uma média de oito a nove horas em 2019 para aproximadamente 35 horas em 2024.

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) confirmou a elevação no tempo de espera, destacando que a movimentação de contêineres cresceu 42% entre 2019 e 2025, aumentando significativamente a demanda sobre a infraestrutura disponível.

Omissão de escalas preocupa setor

O crescimento da movimentação portuária também tem provocado mudanças nas operações marítimas.

Estudo da Antaq aponta que armadores vêm adotando com maior frequência a prática de omissão de escalas, quando um navio deixa de realizar uma parada prevista em determinado porto e segue diretamente para o próximo destino.

O levantamento também identifica atrasos na entrega de cargas e falhas na comunicação sobre as janelas de atracação, situação atribuída à elevada ocupação dos terminais especializados em movimentação de contêineres.

Risco para a competitividade brasileira

Na avaliação de Montenegro, a continuidade desse cenário pode comprometer a posição do Brasil nas principais rotas internacionais de navegação.

Segundo o consultor, a limitação operacional pode levar armadores a substituir embarcações de grande porte por navios menores, que possuem custos de frete mais elevados, reduzindo a competitividade das exportações e importações brasileiras.

Para enfrentar o problema, a APS informa que, além do projeto do Tecon Santos 10, trabalha em outras medidas, como o aprofundamento do canal de acesso para 16 metros, melhorias nos pátios de armazenagem e a implantação de condomínios logísticos para aumentar a eficiência entre a retroárea e os terminais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Investimentos em portos, hidrovias e cabotagem prometem reduzir gargalos da logística brasileira

A aprovação de uma nova carteira de projetos pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) abre caminho para um novo ciclo de investimentos na infraestrutura logística do país. O Conselho Diretor do fundo autorizou 15 empreendimentos voltados à construção naval, modernização de portos e ampliação da capacidade do transporte aquaviário, com expectativa de reduzir custos logísticos e aumentar a eficiência das operações de carga.

Embora o financiamento seja direcionado ao setor naval, os impactos devem alcançar toda a cadeia logística. Os projetos contemplam novos terminais portuários, embarcações para hidrovias, navios gaseiros, rebocadores, balsas e estruturas privadas, ampliando a integração entre diferentes modais de transporte.

Projetos fortalecem corredores estratégicos de exportação

As iniciativas serão executadas em dez estados e têm potencial para impulsionar importantes corredores de exportação do agronegócio, da mineração e da indústria brasileira. Além disso, reforçam a estratégia de ampliar a participação da cabotagem e da navegação interior, modais que ainda representam uma parcela reduzida da matriz logística nacional, apesar do grande potencial de expansão.

Entre os empreendimentos de maior relevância está o Terminal de Uso Privado (TUP) Porto Sul, em Ilhéus (BA), desenvolvido pela Bahia Mineração (Bamin). O terminal será integrado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), criando uma nova rota para o escoamento de minério de ferro e, futuramente, de produtos agrícolas provenientes do Centro-Oeste e do oeste baiano.

A integração entre ferrovia e porto deverá reduzir a dependência do transporte rodoviário em longas distâncias, ampliar a capacidade de exportação e aliviar a movimentação em portos já bastante demandados, como Santos e Paranaguá.

Novos navios e barcaças ampliam capacidade do transporte aquaviário

Outro destaque da carteira é a construção de cinco navios destinados ao transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) para a Petrobras. A ampliação da frota nacional deve reduzir a necessidade de afretamento de embarcações estrangeiras e fortalecer a segurança logística do abastecimento interno.

O pacote também prevê a fabricação de 12 barcaças graneleiras que atuarão no Arco Norte, região considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola. A iniciativa acompanha o crescimento do agronegócio brasileiro e busca ampliar a utilização das hidrovias amazônicas, reduzindo custos de transporte e aumentando a competitividade das exportações.

Além da economia operacional, o modal hidroviário permite transportar grandes volumes com menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes quando comparado ao transporte rodoviário.

Modernização da indústria naval também faz parte do plano

A carteira aprovada pelo FMM inclui ainda projetos de modernização e reparo de embarcações. Embora menos visíveis, esses investimentos aumentam a disponibilidade da frota nacional, reduzem o tempo de manutenção e fortalecem a cadeia produtiva da indústria naval brasileira, gerando reflexos positivos para fornecedores e estaleiros.

Integração logística é prioridade para reduzir gargalos

O conjunto de investimentos reforça uma estratégia voltada à integração entre portos, ferrovias, hidrovias e cabotagem. Com o crescimento das exportações do agronegócio e da mineração nos últimos anos, a infraestrutura logística brasileira passou a enfrentar maior pressão, tornando necessária a diversificação dos corredores de transporte.

Ao ampliar a participação dos modais aquaviários, o país tende a reduzir a dependência das rodovias, melhorar a previsibilidade das operações e diminuir os custos logísticos no médio e longo prazo.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a aprovação da carteira permite que os projetos avancem para a etapa de contratação dos financiamentos junto às instituições financeiras credenciadas pelo FMM. A expectativa é que, com a execução das obras e a entrada das novas embarcações em operação, o Brasil fortaleça sua infraestrutura aquaviária e aumente a competitividade no comércio exterior.

Principais projetos aprovados

  • Porto Sul (BA): novo corredor de exportação integrado à Fiol, ampliando a capacidade logística e reduzindo a concentração de cargas em portos tradicionais.
  • Cinco navios gaseiros: reforço da frota nacional para transporte de GLP, aumentando a segurança do abastecimento.
  • Barcaças para o Arco Norte: expansão da capacidade das hidrovias para atender ao crescimento da produção agrícola.
  • Ampliação de terminais portuários: melhoria da capacidade operacional e redução de filas nos portos.
  • Projetos de reparo naval: maior disponibilidade da frota brasileira e fortalecimento da indústria naval.

Benefícios esperados para a logística brasileira

  • Expansão da cabotagem e da navegação interior;
  • Maior integração entre porto, ferrovia e hidrovias;
  • Diversificação dos corredores de exportação;
  • Redução dos custos logísticos;
  • Ganhos de competitividade para o agronegócio, mineração e indústria;
  • Menor dependência do transporte rodoviário em longas distâncias.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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