Portos

Movimentação portuária da Codeba cresce 27,89% em março e supera 2,8 milhões de toneladas

A movimentação portuária da Codeba registrou forte avanço em março, alcançando mais de 2,8 milhões de toneladas. O resultado representa um crescimento de 27,89% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento das operações nos portos sob administração da companhia.

O volume total considera as atividades nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e também no Complexo Portuário de Itajaí, ampliando a relevância da estatal no cenário logístico nacional.

Portos de Salvador e Aratu-Candeias lideram crescimento

O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos portos públicos da Bahia. O Porto de Aratu-Candeias apresentou expansão de 48,33%, com 681.650 toneladas movimentadas. Já o Porto de Salvador teve crescimento de 38,83%, totalizando 712.400 toneladas.

Os números refletem o aquecimento da logística portuária, com maior circulação de cargas e incremento nas atividades comerciais da região.

Complexo de Itajaí contribui para resultado positivo

Sob gestão da Codeba desde janeiro de 2026, o Complexo Portuário de Itajaí também teve participação relevante no resultado. Em março, o terminal registrou alta de 17,96%, somando 1.479.859 toneladas movimentadas.

A incorporação do ativo reforça a estratégia de expansão e diversificação das operações da companhia.

Investimentos e modernização impulsionam operações

De acordo com a direção da estatal, a expectativa é de manutenção do crescimento ao longo de 2026, sustentada pelo aumento da demanda e pelos investimentos em infraestrutura portuária.

Entre os destaques, está a atracação inédita de um navio do tipo Panamax no cais público do Porto de Salvador. O feito foi viabilizado por melhorias operacionais, incluindo aquisição de equipamentos e aprimoramento técnico.

Receita da Codeba também avança no trimestre

No campo financeiro, o faturamento bruto da companhia apresentou crescimento de 10% em comparação com março de 2025. No acumulado do trimestre, a receita chegou a R$ 123 milhões, resultado das receitas tarifárias e patrimoniais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí supera 1,2 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2026

O Porto de Itajaí encerrou o primeiro trimestre de 2026 com mais de 1,2 milhão de toneladas movimentadas. O resultado reflete a continuidade das operações e o avanço da movimentação portuária nos três primeiros meses do ano.

Desempenho consistente ao longo do trimestre

O volume acumulado até março consolida a retomada das atividades e indica estabilidade no fluxo de cargas portuárias. Apenas no mês de março, o terminal registrou 382.284 toneladas movimentadas.

No segmento de transporte de contêineres, foram contabilizados 35.187 TEUs, mantendo o ritmo operacional e a regularidade das operações logísticas.

Retomada operacional e importância econômica

Segundo o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, os números confirmam o fortalecimento da retomada operacional do terminal.

De acordo com ele, o desempenho demonstra a capacidade do porto em atender à demanda com eficiência, garantindo segurança operacional e resposta ao mercado. O gestor também destacou o papel do complexo na geração de empregos, renda e no desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

Papel estratégico na logística nacional

Com os resultados, o Porto de Itajaí reforça sua relevância no cenário da logística brasileira, especialmente no escoamento de cargas e na movimentação de contêineres. O terminal segue como peça-chave para o dinamismo econômico regional e para a integração do estado aos fluxos comerciais nacionais e internacionais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Porto do Itaqui bate recorde na movimentação de fertilizantes no 1º trimestre de 2026

O Porto do Itaqui, principal porto público do Arco Norte, iniciou 2026 com desempenho expressivo na movimentação portuária. No acumulado do primeiro trimestre, o volume total de cargas cresceu 5% em relação ao mesmo período de 2025 e avançou 17% na comparação com 2024.

Segundo melhor resultado da história em cargas totais

Entre janeiro e março, o terminal registrou 7,2 milhões de toneladas movimentadas, consolidando o segundo maior volume da série histórica para o período. O resultado fica atrás apenas do primeiro trimestre de 2023, quando o porto alcançou pouco mais de 7,22 milhões de toneladas.

O desempenho reforça a relevância do Itaqui na logística do Arco Norte, região estratégica para o escoamento de commodities e insumos no Brasil.

Importação de fertilizantes impulsiona crescimento

O grande destaque foi a importação de fertilizantes, que atingiu números recordes tanto em março quanto no acumulado do trimestre. Ao todo, foram movimentadas 934 mil toneladas desse tipo de carga nos três primeiros meses de 2026.

O volume representa um aumento de 11% em relação ao recorde anterior, registrado no mesmo período de 2025, quando foram movimentadas 839 mil toneladas. O resultado marca o melhor primeiro trimestre da história do porto para o segmento de fertilizantes.

Porto estratégico para o agronegócio

O crescimento na movimentação de insumos agrícolas reforça o papel do Porto do Itaqui como elo fundamental na cadeia do agronegócio brasileiro, especialmente no abastecimento de fertilizantes utilizados nas principais regiões produtoras do país.

Com a demanda aquecida e operações mais eficientes, a tendência é que o terminal mantenha resultados robustos ao longo de 2026.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Portos

Restrição de calado no Rio Itajaí-Açu é mantida pela Marinha após nova batimetria

A Marinha do Brasil decidiu manter a restrição de calado no Rio Itajaí-Açu, no acesso ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes. A medida segue válida após a análise de dados recentes de batimetria, encaminhados pela administração portuária e avaliados pela autoridade marítima.

Canal segue operando dentro dos limites de segurança

De acordo com a determinação, permanece exigida uma folga mínima abaixo da quilha de 0,30 metro. Mesmo com a limitação, a gestão do porto informa que o canal de acesso continua operacional, seguro e navegável, respeitando os critérios técnicos estabelecidos.

A Capitania dos Portos destacou que os levantamentos confirmaram a presença de assoreamento, o que resultou na redução da profundidade em cerca de 30 centímetros. Esse cenário, segundo o órgão, mantém as mesmas condições operacionais já adotadas anteriormente, agora com respaldo técnico atualizado e alinhado às normas vigentes.

Lama fluida influencia medições de profundidade

A diferença identificada está associada à presença de lama fluida, material com elevada concentração de água que pode alterar as medições convencionais. Apesar disso, nem sempre representa risco direto à navegação.

Esse fenômeno está relacionado ao conceito de profundidade náutica, já utilizado em outros portos brasileiros e internacionais, permitindo maior precisão na avaliação das condições reais de navegabilidade.

Dragagem busca normalizar calado

As obras de dragagem no canal de acesso seguem em execução, com retirada de sedimentos para restabelecer a profundidade adequada. A empresa responsável pelos trabalhos projeta que, em cerca de 10 dias, o calado operacional seja normalizado.

Segundo a administração do porto, as operações seguem sem interrupções e não há impactos na logística ou na movimentação de cargas.

Batimetria atualizada (válida até julho de 2026)

  • Canal externo: 14,1 m
  • Canal interno: 13,1 m
  • Bacia de evolução nº 2: 13,5 m
  • Bacia de evolução nº 1: 13,2 m
  • Berço 1 (Porto de Itajaí): 13,5 m
  • Berço 2 (Porto de Itajaí): 13,1 m
  • Berço 3 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Berço 4 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Área de atracação (Portonave): 12,7 m

Parâmetros válidos para embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de largura, conforme normas da autoridade marítima.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DIARINHO

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Portos

Navegabilidade no canal de Itajaí é reduzida e setor logístico estima perdas de até 10% na carga por navio

A operação no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina, passou a contar com uma restrição adicional de segurança que impacta diretamente a capacidade de carga dos navios. A medida foi determinada pela Marinha do Brasil e estabelece uma redução prática de 30 centímetros na navegabilidade, exigindo ajustes imediatos nas operações portuárias.

De acordo com ofício emitido pela autoridade marítima, foi instituída uma Folga Abaixo da Quilha (FAQ) adicional de 0,30 metro, ampliando a margem de segurança entre o fundo das embarcações e o leito do canal. A decisão tem caráter preventivo e foi adotada diante do atraso no envio do novo levantamento batimétrico — estudo essencial para aferir a profundidade real da via navegável.

Sem dados atualizados, a Marinha optou por restringir o calado operacional dos navios como forma de prevenir riscos à navegação.

Impacto direto na movimentação de contêineres

Na prática, a medida já começa a refletir na logística regional. Empresas que operam nos portos catarinenses estimam uma redução média de cerca de 220 TEUs por embarcação, o que pode representar até 10% da capacidade total de carga.

Em um cenário mensal, a perda acumulada pode equivaler à movimentação completa de um navio com capacidade de até 10 mil TEUs, considerando apenas um dos terminais afetados. O ajuste impacta diretamente o planejamento das operações, podendo gerar aumento de custos logísticos e necessidade de readequação nas escalas de transporte.

Responsabilidade e envio de dados

O levantamento batimétrico, que motivou a decisão, é de responsabilidade da Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA), atual autoridade portuária de Itajaí. A ausência do estudo dentro do prazo estipulado levou à adoção da medida cautelar pela Marinha.

Em resposta à restrição, o Porto de Itajaí informou que acionou a empresa responsável pela dragagem de manutenção, a Van Oord, solicitando a mobilização de uma draga do tipo hopper em até 48 horas para remoção de sedimentos no canal.

Em entrevista à Agência iNFRA, o superintendente do porto, Artur Antunes, afirmou que o canal permanece “totalmente navegável”, apesar da limitação operacional. Segundo ele, os dados de batimetria foram encaminhados à Capitania dos Portos acompanhados de uma análise detalhada sobre a presença de lama fluída, fator que pode influenciar na leitura da profundidade. O gestor reconheceu que o envio ocorreu após o prazo, mas destacou que a complexidade técnica do estudo exigiu um tempo maior de elaboração.

Em nota a Superintendência do Porto de Itajaí informou que “não há falta de dragagem no canal de acesso ao terminal. A draga WID, da empresa Van Oord, está em operação diária desde o dia 04 de abril, realizando os serviços necessários para a manutenção da navegabilidade e da segurança das operações portuárias. As medições de batimetria já foram entregues à Marinha do Brasil. Houve apenas um pequeno atraso na última entrega, em razão da necessidade de estudos adicionais, especialmente relacionados à presença de lama fluida no canal de acesso.

A Autoridade Portuária reforça que não há qualquer impacto às operações portuárias. As medições encaminhadas à Marinha, e que também serão compartilhadas com os operadores, demonstram que o canal do Porto de Itajaí está integralmente operacional, sem restrição efetiva à navegação. Além disso, a presença de lama fluida não afeta a trafegabilidade do canal. Também não há registro de perda de profundidade no canal de acesso.

O Porto de Itajaí segue operando normalmente, com dragagem em andamento, canal operacional e acompanhamento técnico permanente.”

Retomada foi no início de abril

A restrição ocorre apesar de o Porto de Itajaí ter retomado, no início de abril, os serviços de dragagem de manutenção no canal de acesso, considerados essenciais para garantir a profundidade operacional. Segundo informações do próprio porto, a operação foi restabelecida com um contrato de R$ 63,8 milhões, prevendo a continuidade dos trabalhos por pelo menos 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A iniciativa, conduzida em parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), busca assegurar condições estáveis de navegabilidade e maior previsibilidade às operações logísticas, em meio ao processo de recuperação e reestruturação do complexo portuário.

Expectativa de reavaliação

A autoridade portuária agora aguarda a análise dos dados pela Marinha, que poderá revisar a restrição à medida que as novas informações forem validadas. Enquanto isso, operadores seguem adaptando suas operações em um cenário de atenção, que evidencia a importância da manutenção contínua e do monitoramento técnico dos canais de acesso.

Fonte: Agência iNFRA, Marinha do Brasil e Porto de Itajaí

Texto: RêConecta News

Imagem: Porto de Itajaí

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Portonave alcança 15 milhões de TEUs e lidera movimentação portuária em Santa Catarina

A Portonave atingiu um feito inédito ao registrar 15 milhões de TEUs movimentados, tornando-se o primeiro e único terminal portuário de Santa Catarina a alcançar esse volume desde o início das operações, em 2007.

A marca foi alcançada durante a operação do navio Santa Catarina Express, da armadora Hapag-Lloyd, com cerca de 3,5 mil movimentos — sendo 1.555 embarques e 2.031 desembarques — na linha Ipanema, que conecta o Brasil à Ásia.

Crescimento consistente e desempenho acima da média

Nos últimos 12 meses, o terminal contabilizou 1,1 milhão de TEUs, com média operacional de 114 movimentos por hora (MPH) — a mais alta entre os portos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Já no primeiro trimestre deste ano, foram movimentados 321 mil TEUs, representando um crescimento de 14% em relação ao mesmo período anterior.

Ao longo de 19 anos de פעילות, o terminal recebeu mais de 10 mil escalas de navios, consolidando sua relevância na logística portuária nacional.

Investimentos ampliam capacidade operacional

Mesmo operando parcialmente — com apenas 450 metros de cais disponíveis, enquanto a outra metade passa por obras — os números seguem em alta. A conclusão das intervenções está prevista para o segundo semestre deste ano.

Os investimentos somam aproximadamente R$ 2 bilhões, incluindo infraestrutura e aquisição de novos equipamentos. Com isso, a capacidade anual deverá atingir 2 milhões de TEUs, além de permitir a operação de navios de até 400 metros de comprimento e 17 metros de calado.

Segurança como pilar estratégico

Além da eficiência operacional, a empresa mantém foco rigoroso em segurança no trabalho. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram realizados 14.017 Diálogos Diários de Segurança (DDS), reforçando a cultura preventiva.

Equipes técnicas e lideranças também promovem inspeções frequentes nas áreas operacionais, incentivando boas práticas e a redução de riscos no ambiente portuário.

Liderança em satisfação do cliente

A excelência nos serviços portuários também se reflete na avaliação dos clientes. De acordo com o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave ocupa o primeiro lugar nos indicadores de:

  • Satisfação Espontânea (SSI): 94 pontos
  • Jornada do Cliente (CJI): 90 pontos

O estudo, com base em 2025, avaliou 13 terminais brasileiros e considerou a percepção de exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes.

FONTE: Portonave
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Maiores portos do mundo: ranking dos principais hubs logísticos e seus impactos no comércio global

Os principais centros portuários do planeta revelam a força da economia global — e a Ásia ocupa posição de destaque absoluto. Terminais como Xangai, Singapura e outros gigantes chineses lideram a movimentação de cargas e funcionam como peças-chave na logística internacional.

Esses portos são responsáveis por conectar continentes, sustentar cadeias de suprimentos e impulsionar o fluxo de mercadorias em escala mundial.

Porto de Xangai: o maior do mundo em movimentação de cargas

Localizado na costa leste da China, o Porto de Xangai ocupa o primeiro lugar entre os portos mais movimentados do mundo. Sua estrutura moderna inclui terminais especializados para contêineres, cargas gerais e veículos.

O complexo desempenha papel estratégico no comércio exterior chinês, funcionando como ponto de conexão entre a Ásia e mercados internacionais. Sua operação é essencial para o escoamento de produtos e para o fortalecimento da economia global.

Singapura: hub estratégico do comércio marítimo mundial

O Porto de Singapura é considerado um dos principais centros logísticos globais. Situado no estratégico Estreito de Malaca, ele funciona como um dos maiores hubs de transporte marítimo internacional.

Com alta eficiência operacional e infraestrutura avançada, o porto conecta o comércio entre a Ásia, Europa e demais regiões, sendo vital para a cadeia global de suprimentos e para a economia local.

Ningbo-Zhoushan: potência em volume de carga

Na província chinesa de Zhejiang, o Porto de Ningbo-Zhoushan se destaca entre os maiores do mundo em volume movimentado. O terminal possui estrutura especializada para contêineres, grãos e cargas diversas.

Sua localização no litoral leste da China garante forte integração com o mercado internacional, consolidando sua importância na exportação de commodities e minerais.

Shenzhen: referência em exportação de tecnologia

O Porto de Shenzhen, no sul da China, é um dos principais hubs globais de movimentação de contêineres. A infraestrutura moderna o torna essencial para importação e exportação de mercadorias.

A proximidade com Hong Kong e o dinamismo econômico da região fortalecem sua atuação no comércio internacional, especialmente na exportação de produtos de alta tecnologia e manufaturados.

Qingdao e Guangzhou: pilares da logística chinesa

O Porto de Qingdao, localizado na costa leste chinesa, é conhecido por sua eficiência e infraestrutura avançada, com terminais voltados para contêineres, produtos químicos e carga geral.

Já o Porto de Guangzhou, no sul do país, se destaca por sua grande capacidade operacional e pela localização estratégica no delta do Rio das Pérolas, sendo fundamental para o fluxo de cargas industriais e comerciais.

Busan: o maior porto da Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, o Porto de Busan é o principal centro logístico do país e um dos mais importantes da Ásia. Sua infraestrutura moderna permite grande movimentação de contêineres e cargas gerais.

Localizado estrategicamente no Estreito da Coreia, o porto conecta mercados asiáticos e internacionais, sendo peça-chave na integração do comércio global.

Hong Kong e Tianjin: relevância estratégica regional

O Porto de Hong Kong mantém posição de destaque mundial graças à sua eficiência e localização estratégica no sul da China. Ele atua como um importante hub de contêineres e cargas gerais.

Já o Porto de Tianjin, no norte do país, próximo a Pequim e ao Mar de Bohai, também desempenha papel relevante na logística chinesa, com terminais voltados para grãos, contêineres e produtos industriais.

Roterdã: maior porto da Europa e elo global

Fora da Ásia, o Porto de Roterdã, na Holanda, lidera como o maior da Europa. Localizado entre os rios Reno e Mosa, ele conta com infraestrutura altamente desenvolvida e grande capacidade de movimentação de cargas.

O terminal é peça central na conexão entre o mercado europeu e o restante do mundo, reforçando seu papel estratégico no comércio marítimo internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra

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Portos

Robô de combate a incêndio é testado no Porto de Paranaguá

Equipamento amplia a capacidade de resposta a emergências e pode reduzir riscos para equipes de segurança

Com foco na adoção de tecnologias voltadas ao reforço da segurança, a Portos do Paraná apresentou às instituições integrantes do Plano de Ajuda Mútua (PAM) um robô de combate a incêndio durante a assembleia geral do grupo, realizada no último dia 24 de abril. A iniciativa integra a estratégia da autoridade portuária de buscar soluções inovadoras, especialmente na área de segurança operacional.

“Trouxemos a apresentação deste equipamento justamente para demonstrar às empresas o que há de mais moderno no mercado para combate e prevenção de incêndios”, explicou o assessor da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná e coordenador do PAM, Felipe Zacharias.

O equipamento, ainda recente no mercado brasileiro, pesa 850 quilos e tem capacidade para arrastar até 450 quilos, o que amplia significativamente a vazão de água e auxilia o trabalho dos brigadistas e do Corpo de Bombeiros. “Um ser humano segura até 16 galões por minuto (GPM), enquanto duas pessoas conseguem até 24 GPM. O robô, dependendo da potência da bomba disponível, pode chegar a 1.260 GPM, com alcance de 80 a 85 metros”, destacou Wantuil Silva, diretor da WTB Guoxing Brasil, empresa responsável pelo equipamento.

Características do robô
Além de atuar no combate a incêndios, o robô conta com detectores de fumaça, sensores de gases e quatro câmeras com resolução em 4K, que permitem identificar áreas de risco, pontos críticos e possíveis vítimas. De acordo com o fabricante, o equipamento, inicialmente movido a diesel, passou a operar com sistema 100% elétrico, o que trouxe avanços significativos, especialmente na atuação em ambientes com atmosfera explosiva.

O robô pode ser operado remotamente a uma distância de até 1 quilômetro, e o visor do controle apresenta informações técnicas em tempo real. A tecnologia embarcada permite atuar com maior eficiência em incidentes envolvendo materiais inflamáveis, gases tóxicos, ambientes com baixa concentração de oxigênio ou com elevada presença de fumaça, além de acessar estruturas com risco de colapso, reduzindo a exposição dos profissionais a situações perigosas. “É possível enviar o robô para ambientes contaminados, preservando a segurança das equipes envolvidas”, concluiu Zacharias. A apresentação do equipamento despertou o interesse dos participantes e poderá, futuramente, integrar o conjunto de recursos disponíveis para situações críticas.

Plano de Ajuda Mútua (PAM)
A Norma Regulamentadora nº 29 (NR-29) estabelece a existência do Plano de Ajuda Mútua (PAM), uma associação voluntária que reúne empresas do setor portuário e o poder público, com o objetivo de fortalecer a prevenção de incêndios e outros incidentes, além de atuar de forma integrada no atendimento a emergências. As ações contam com recursos humanos e materiais previamente disponibilizados, sob coordenação da Comissão de Gerenciamento e das autoridades competentes.

Porto de Paranaguá é referência em atendimento de emergência
Em 2025, a Portos do Paraná reestruturou o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências (CPRE), com investimentos superiores a R$ 27 milhões na modernização da estrutura e dos equipamentos. O CPRE é preparado para atuar no combate a incêndios, vazamentos de óleo, combustíveis e produtos químicos líquidos e gasosos, além de realizar resgates de pessoas e animais.

O centro conta com um moderno caminhão de bombeiros do tipo Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade para 11.600 litros de água e 400 litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE), utilizado no combate a incêndios em líquidos inflamáveis. O veículo também possui canhão monitor com vazão de 3.785 litros por minuto e sistema que permite o bombeamento de água do mar durante as operações.

Além disso, o CPRE dispõe de diversos equipamentos para diferentes tipos de ocorrência, como barreiras de contenção e absorção, recolhedores de óleo, tanques de armazenamento, caminhão para atendimento a emergências químicas, seis embarcações de diferentes portes e outros veículos que garantem a eficácia no atendimento a emergências.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Incêndio no Porto de Itajaí leva à criação de comissão para reforçar segurança operacional

Após o incêndio que destruiu um guindaste móvel de grande porte no terminal da JBS, na noite de sábado, a Superintendência do Porto de Itajaí instaurou uma Comissão de Investigação Administrativa e Preventiva. A iniciativa foi oficializada por portaria e começou a atuar após reunião com a equipe técnica realizada na segunda-feira.

O grupo terá como principal objetivo analisar os fatos, identificar as circunstâncias e determinar as causas do acidente. Além disso, a comissão deverá apresentar recomendações de segurança portuária, incluindo ações preventivas e corretivas para evitar novos incidentes.

Segundo a administração, a medida reforça o compromisso com a segurança das operações, a proteção de trabalhadores e a continuidade das atividades no porto.

Operações seguem sem interrupções

Apesar do ocorrido, o Porto de Itajaí informou que a movimentação de cargas continua normalmente, sem impactos nas operações programadas. Questionamentos sobre possíveis efeitos ambientais e prejuízos econômicos ainda não foram detalhados pela superintendência.

O guindaste atingido possuía cerca de 12 mil litros de óleo diesel, além de óleo hidráulico. Como medida preventiva, foi instalada uma barreira de contenção no rio Itajaí-Açu, próximo ao berço de atracação, para minimizar riscos de contaminação.

Gestão destaca compromisso com prevenção

De acordo com o superintendente Artur Antunes Pereira, a criação da comissão evidencia a prioridade dada à segurança operacional no porto. Ele ressaltou que a apuração técnica permitirá compreender todos os fatores envolvidos e aprimorar protocolos existentes.

Resposta rápida mobilizou equipes de emergência

O combate ao incêndio contou com a atuação do Corpo de Bombeiros Militar, brigada interna e apoio de um rebocador da praticagem. A ocorrência seguiu o Plano de Controle de Emergências, que estabelece procedimentos para situações como incêndios, explosões e vazamentos de substâncias perigosas.

Diante da gravidade, foi acionado o Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Complexo Portuário, classificado como nível 3 — quando há necessidade de suporte externo.

Empresa afirma que não houve vítimas

A JBS Terminais informou que o incêndio foi rapidamente controlado e não houve feridos nem danos às cargas. A empresa também destacou que o equipamento não estava em operação no momento do incidente.

O Corpo de Bombeiros confirmou que o guindaste, do tipo MHC (Mobile Harbor Crane), estava em manutenção quando o fogo começou. Imagens do local indicam que não havia embarcação atracada durante a ocorrência.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBMSC

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Porto de Paranaguá dobra movimentação de veículos e registra forte alta em março

O Porto de Paranaguá apresentou um salto significativo na movimentação de veículos em março de 2026. Ao todo, foram 20.987 unidades entre embarques e desembarques, mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025, quando o volume foi de 10.191 veículos.

No acumulado do primeiro trimestre, o avanço também é evidente: 26.910 veículos movimentados, representando crescimento de 23% em comparação com igual período do ano anterior.

Localização estratégica impulsiona operações

A posição geográfica e a infraestrutura especializada colocam o terminal entre os principais polos do setor automotivo no Brasil. Próximo às montadoras da região Sul, o porto se consolida como um importante hub logístico para o transporte de veículos.

Exportações e importações ganham força

Os veículos exportados a partir de Paranaguá têm como principais destinos países como Argentina, México, Colômbia e Uruguai. Já nas importações de veículos, destacam-se origens como México, China e Reino Unido.

Entre as montadoras com maior movimentação estão Geely, Renault, Volkswagen e Audi, com crescimento relevante nas operações envolvendo veículos elétricos, tendência que vem ganhando espaço no mercado.

Recorde marca operações no mês

Um dos destaques de março foi o recorde registrado no dia 23, quando o porto recebeu 3.370 automóveis da montadora Geely. A carga chegou a bordo do navio Tang Hong, vindo do porto de Nansha, na China.

Ao longo do mês, a fabricante chinesa foi responsável por cerca de seis mil veículos importados pelo terminal paranaense.

Flexibilidade produtiva amplia fluxo logístico

Outro fator que contribui para o aumento das operações é o modelo produtivo das montadoras, especialmente na região de Curitiba. A utilização de plataformas compartilhadas para diferentes modelos tem ampliado tanto as exportações quanto as importações, exigindo maior eficiência da logística portuária.

Novas rotas fortalecem o corredor automotivo

A expansão das linhas marítimas automotivas também impulsiona o crescimento. Em 2025, o porto passou a contar com uma nova rota operada pelo navio Neptune Hellas, especializado no transporte de cargas rodantes.

A nova conexão ampliou o alcance internacional do terminal e reforçou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor. Atualmente, Paranaguá conta com cinco linhas fixas dedicadas ao transporte de veículos.

Estrutura e eficiência nas operações

As operações de embarque e desembarque ocorrem principalmente em berço exclusivo para veículos, com suporte de áreas como o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e pátios especializados.

O processo é realizado por equipes treinadas, responsáveis por toda a movimentação — desde a retirada dos veículos das embarcações até o armazenamento. O índice de eficiência operacional, com baixos registros de avarias, está entre os melhores do país.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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