Internacional

Petronas: navio com petróleo do Iraque cruza o Estreito de Ormuz

Um petroleiro fretado por uma subsidiária da Petronas realizou a travessia do estratégico Estreito de Ormuz, transportando petróleo iraquiano. A passagem ocorreu um dia após o Irã indicar que cargas originárias do Iraque estariam liberadas de eventuais restrições na rota.

A movimentação reforça a relevância do estreito para o transporte marítimo de petróleo, considerado um dos principais corredores energéticos do mundo.

Carga de petróleo segue para a Ásia

O navio Ocean Thunder transporta cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah Heavy, embarcados no início de março. A previsão é que a carga seja descarregada em Pengerang, na Malásia, em meados de abril.

Segundo dados de monitoramento marítimo, a embarcação está vinculada à Petco, unidade da Petronas responsável por operações de fretamento.

Irã libera passagem para navios malaios

O Ocean Thunder integra um grupo de sete embarcações ligadas à Malásia que receberam autorização do Irã para cruzar o estreito. A liberação ocorre após negociações diplomáticas entre os dois países.

A decisão foi confirmada após declarações do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, que indicou um acordo com autoridades iranianas para garantir a circulação dos navios.

Empresas como Vantris Energy e MISC também estão entre as que aguardavam liberação para operar na região.

Estreito de Ormuz é rota estratégica global

O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do fluxo global de petróleo, sendo essencial para o abastecimento energético de diversos países.

Qualquer restrição na região impacta diretamente a logística internacional de energia, os preços do petróleo e a estabilidade dos mercados globais.

A recente liberação reforça a importância do diálogo diplomático para garantir a fluidez no comércio internacional e a segurança das rotas marítimas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS / GREEK GOVERNMENT HANDOUT

Ler Mais
Internacional

Irã endurece posição e desafia Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz

O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos após mais um ultimato do presidente Donald Trump. Em comunicado divulgado no domingo (5), a Marinha da Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz “nunca mais voltará a ser como antes”, especialmente para EUA e Israel.

Segundo a corporação, estão em fase final os preparativos para uma “nova ordem” no Golfo Pérsico, indicando mudanças estratégicas no controle da região.

Novas regras para o Estreito de Ormuz

A proposta iraniana prevê a criação de novas regras de navegação no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O plano inclui cooperação com Omã, excluindo a participação de potências estrangeiras.

Atualmente, o estreito permanece fechado desde o início do conflito envolvendo EUA e Israel, com passagem restrita a embarcações autorizadas por Teerã.

Em resposta, Trump ameaçou intensificar a ofensiva caso a rota não seja reaberta até terça-feira (7), prometendo consequências severas ao país persa.

Negociações travadas e exigências divergentes

Um plano com 15 pontos apresentado por Washington tenta encerrar o conflito, incluindo o fim do programa nuclear iraniano e o desmonte do arsenal balístico. No entanto, o governo iraniano rejeitou a proposta.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou as شروط como “excessivas, incomuns e ilógicas”.

Entre as exigências de Teerã estão:

  • Compensações financeiras pelos danos da guerra
  • Retirada das forças militares dos EUA da região
  • Encerramento completo das hostilidades, incluindo conflitos no Líbano e na Faixa de Gaza

Já o porta-voz militar Mohammad Akraminia declarou que o objetivo agora é forçar o adversário a um “arrependimento genuíno”, a fim de evitar novos confrontos.

Escalada militar e novos ataques

O conflito segue com intensificação das ações militares. O porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou a 98ª onda de ataques iranianos.

Entre os alvos atingidos estariam:

  • Um navio porta-contêineres
  • Áreas consideradas estratégicas em cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Be’er Sheva

O comando iraniano também alertou que qualquer ataque contra civis será respondido com ações ainda mais intensas contra interesses adversários na região.

Morte de chefe de inteligência agrava crise

Em meio à escalada, o Irã confirmou a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Seyed Majid Khademi. Ele foi morto em um ataque aéreo atribuído a Israel na capital Teerã.

O episódio aumenta ainda mais a tensão no Oriente Médio e reduz as chances de uma solução diplomática no curto prazo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência de Notícias da republica Islâmica.

Ler Mais
Internacional

Estreito de Ormuz: Irã autoriza passagem de ajuda humanitária em meio à crise

O governo do Irã anunciou a liberação do trânsito de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, em meio às tensões geopolíticas que afetam uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A medida ocorre após restrições impostas durante a escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Autorização para navios com carga humanitária

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal iraniana, autoridades portuárias receberam instruções para permitir a passagem de embarcações que transportem carga humanitária.

A decisão inclui:

  • Elaboração de uma lista de navios considerados prioritários
  • Emissão de autorizações oficiais para empresas de transporte
  • Coordenação com operadores portuários para viabilizar o fluxo

A iniciativa busca garantir o abastecimento de itens essenciais mesmo em meio às restrições no tráfego marítimo.

Estreito de Ormuz no centro da tensão global

O Estreito de Ormuz se tornou ponto crítico após o início dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, sendo vital para o equilíbrio do mercado internacional de energia.

Durante o auge da crise, o Irã chegou a interromper o tráfego e ameaçar embarcações, o que provocou forte alta no preço do petróleo e preocupação nos mercados globais.

Liberação parcial para países não hostis

Após o fechamento inicial, o governo iraniano flexibilizou o acesso ao permitir a passagem de navios de países considerados neutros ou não envolvidos no conflito.

Desde o início da flexibilização, embarcações de nações como França, Omã e Japão já conseguiram cruzar o estreito, sinalizando uma abertura controlada do corredor marítimo.

Estados Unidos mudam o tom sobre intervenção

Em meio à crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível ação militar para garantir a abertura do estreito, incluindo ataques à infraestrutura iraniana.

No entanto, dias depois, o discurso foi suavizado. O governo americano afirmou que o país possui baixa dependência do petróleo que passa pela região, indicando que outras nações deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da rota.

Importância estratégica para o comércio global

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos marítimos do mundo. Além de petróleo, a rota também é essencial para o transporte de commodities agrícolas, insumos e produtos industriais.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o comércio internacional, elevando custos logísticos e gerando incertezas nos mercados de energia e alimentos.

Cenário segue sob monitoramento

Apesar da liberação para cargas humanitárias, o tráfego no estreito ainda é visto como instável. Analistas acompanham os desdobramentos do conflito, que podem influenciar o fluxo de mercadorias e a dinâmica da economia global nas próximas semanas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Hamad

Ler Mais
Internacional

Maersk anuncia recargo de combustível intermodal nos EUA e Canadá

A Maersk anunciou a aplicação de um recargo de combustível intermodal emergencial para operações nos Estados Unidos e Canadá. A cobrança será de US$ 100 por contêiner e passa a valer a partir de 18 de abril de 2026.

A medida atinge cargas que circulam por rampas ferroviárias terrestres e pátios de contêineres, refletindo a atual instabilidade no mercado global de energia e a volatilidade nos preços dos combustíveis.

Taxa será incorporada às faturas dos clientes

O novo valor será aplicado tanto a envios regulados pela Comissão Marítima Federal quanto aos não regulados, desde que o cálculo do frete ocorra a partir da data de vigência.

Segundo a empresa, o valor será integrado ao já existente Recargo de Combustível de Emergência (EBF), aparecendo de forma consolidada nas faturas. Assim, os clientes terão um único valor total relacionado ao custo adicional de combustível.

Cobrança adicional em operações intermodais

A Maersk informou que o novo encargo será somado a outras tarifas já anunciadas para operações intermodais. Isso inclui cargas movimentadas entre pátios de contêineres no interior (CY) e pontos de entrega porta a porta (SD), tanto na coleta quanto na distribuição.

Na prática, isso amplia o impacto financeiro sobre cadeias logísticas que dependem do transporte intermodal, especialmente em rotas que combinam ferrovia e transporte rodoviário.

Revisão periódica seguirá variação do preço do combustível

De acordo com a companhia, o valor do recargo de combustível será revisado a cada 14 dias. O ajuste levará em consideração a média semanal dos preços divulgados pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

Com isso, a tarifa poderá sofrer alterações frequentes, acompanhando a dinâmica do mercado energético e garantindo maior alinhamento com os custos reais de operação.

Cenário global pressiona custos logísticos

A decisão da Maersk ocorre em um momento de forte instabilidade nos preços de energia, o que vem impactando diretamente o setor de transporte e logística internacional.

Empresas que dependem do frete intermodal devem sentir os efeitos do aumento, que pode influenciar custos operacionais e, consequentemente, o preço final de mercadorias.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portal Portuario

Ler Mais
Internacional

Consultas públicas do MDIC sobre acordos do Mercosul com Vietnã e Coreia do Sul são abertas

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu, nesta quarta-feira (1º), consultas públicas sobre acordos do Mercosul com o Vietnã e a República da Coreia. A iniciativa tem como objetivo coletar sugestões da sociedade civil para fortalecer a posição brasileira nas negociações comerciais internacionais.

As contribuições poderão ser enviadas no prazo de até 45 dias, por meio de formulários específicos disponibilizados para cada tratativa.

Participação amplia qualidade das negociações

Coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a ação busca envolver setor privado, academia e especialistas na construção de propostas mais alinhadas aos interesses do país.

A expectativa é que as manifestações recebidas contribuam para tornar as negociações mais estratégicas, considerando demandas reais da economia brasileira.

Acordo com a Coreia do Sul terá escopo amplo

No caso da República da Coreia, a consulta está baseada na Circular Secex nº 25/2026, que trata da possível criação de um acordo de livre comércio Mercosul-Coreia do Sul.

O instrumento prevê uma abordagem abrangente, incluindo temas como:

  • acesso a mercados de bens e serviços
  • investimentos
  • regras de origem
  • medidas sanitárias e fitossanitárias
  • barreiras técnicas ao comércio
  • comércio digital internacional

Vietnã terá acordo mais focado em preferências comerciais

Já as negociações com o Vietnã seguem diretrizes da Circular Secex nº 26/2026 e envolvem um acordo de preferências comerciais Mercosul-Vietnã, com escopo mais restrito.

A proposta prioriza:

  • redução tarifária em setores específicos
  • facilitação do comércio bilateral
  • ampliação gradual das trocas comerciais

A iniciativa está alinhada ao mandato aprovado pelo Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior em 2025.

Impactos para a economia brasileira

As contribuições coletadas devem orientar a atuação do Brasil nas negociações conduzidas em conjunto com os demais países do Mercosul. Além disso, o processo permitirá identificar oportunidades comerciais, desafios regulatórios e setores estratégicos para o país.

A medida reforça a estratégia brasileira de ampliar sua inserção no comércio internacional e diversificar parcerias econômicas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

Ler Mais
Internacional

IDB Invest apoia habitação sustentável no México com emissão de título de 800 milhões de pesos

O IDB Invest anunciou a subscrição de um título sustentável de 800 milhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 46 milhões), emitido pelo Banco Inmobiliario Mexicano (BIM), com o objetivo de ampliar o acesso à habitação sustentável, acessível e resiliente no México.

Os recursos serão direcionados para expandir a carteira de crédito do banco, financiando pequenas e médias empresas (PMEs) envolvidas em projetos habitacionais, especialmente em áreas vulneráveis. A iniciativa busca melhorar as condições de moradia de famílias de baixa renda em todo o país.

Foco em regiões vulneráveis e inclusão habitacional

Além de ampliar o crédito, a operação pretende estimular o desenvolvimento de empreendimentos em comunidades pouco atendidas, tornando a moradia de qualidade mais acessível para um número maior de famílias mexicanas.

Segundo Marisela Alvarenga, chefe da divisão de instituições financeiras do IDB Invest, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com soluções de impacto:
“Ao apoiar o primeiro título sustentável do BIM, promovemos o desenvolvimento urbano e ampliamos o acesso à habitação, fortalecendo também a participação de PMEs e mulheres no setor da construção.”

Déficit habitacional pressiona soluções sustentáveis

O projeto surge em um cenário de forte déficit habitacional no México. Atualmente, mais de 8 milhões de residências apresentam problemas de qualidade, enquanto cerca de 15 milhões de famílias vivem em condições inadequadas.

A iniciativa também está alinhada à meta do governo mexicano de construir mais de 1 milhão de novas moradias até 2030, contribuindo para acelerar soluções sustentáveis no setor.

Apoio técnico e inovação no setor imobiliário

Além do financiamento, o IDB Invest fornecerá assessoria técnica ao BIM para fortalecer sua atuação em habitação sustentável. O suporte inclui o desenvolvimento de ferramentas digitais para construtoras, estruturação de um marco de títulos sustentáveis e emissão de uma certificação independente (Second Party Opinion – SPO), que valida os critérios de sustentabilidade da operação.

A iniciativa reforça o papel do financiamento sustentável como instrumento para promover desenvolvimento urbano, inclusão social e inovação no setor imobiliário.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB

Ler Mais
Internacional

Guerra no Oriente Médio impulsiona preços da soja e do açúcar no Brasil

O conflito no Oriente Médio foi o principal fator por trás da alta de diversas commodities agrícolas em março. O aumento do preço do petróleo elevou o valor do óleo de soja em mais de 13% na Bolsa de Chicago, puxando junto os preços da soja. O aumento do petróleo também impactou o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York.

Quando o preço do petróleo sobe, a demanda por óleo de soja cresce, já que ele é usado na produção de biodiesel, uma alternativa renovável ao diesel fóssil. Segundo dados do Valor Data, a soja encerrou março em alta de 4,2%, com o contrato mais líquido atingindo US$ 11,85 por bushel.

Marcela Marini, analista sênior de grãos do Rabobank, explica que, sem o impacto geopolítico, os preços da soja poderiam ter caído, já que o Brasil colhe uma safra recorde e a demanda chinesa não cresce na mesma proporção.

Trigo registra maior valorização

O trigo foi a commodity que mais subiu em Chicago, com alta de 8,5% e preço médio de US$ 6,02 por bushel. Segundo Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, a expectativa de redução da área plantada nos EUA foi determinante para o aumento.

Os produtores americanos devem plantar 17,6 milhões de hectares na safra 2026-27, a menor desde 1919. Em 2025, a área total foi de 18,33 milhões de hectares.

O conflito no Oriente Médio também afetou o trigo, após o grupo Houthi, do Iêmen, declarar apoio ao Irã e ameaçar interromper fluxos pelo Canal de Suez. “Isso aumenta os custos logísticos para trigo vindo da Europa, Rússia e Ucrânia, beneficiando outros produtores como Argentina, Austrália e EUA”, destacou Bento.

Milho e algodão também registram alta

O milho subiu 5,7% em Chicago, alcançando US$ 4,64 por bushel, impulsionado pela forte demanda americana e pelo uso crescente em biocombustíveis, conforme explica Marcela Marini.

O algodão acompanhou a tendência do petróleo, com alta de 6% em março, para 68,29 cents por libra-peso. O aumento no preço do petróleo eleva o custo de tecidos sintéticos, fortalecendo a demanda por fibras naturais, como o algodão.

Açúcar se beneficia de bioenergia

Em Nova York, o açúcar teve alta de 8,1%, cotado a 14,93 cents por libra. A valorização do petróleo aumenta a competitividade do etanol em relação à gasolina, incentivando usinas brasileiras a direcionarem mais cana para bioenergia, reduzindo a oferta global de açúcar.

Segundo Marcelo Filho, analista de mercado da StoneX, a consolidação do preço do petróleo acima de US$ 100 torna o etanol mais atrativo e pressiona o açúcar no mercado internacional.

Outras commodities

O suco de laranja congelado subiu 3,4%, para US$ 1,82 por libra, e o café arábica registrou alta de 1,2%, a US$ 2,94 por libra. Entre as commodities suaves, apenas o cacau caiu, recuando 9,9% para US$ 3,26 por tonelada, pressionado por oferta abundante e baixa demanda.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Be8

Ler Mais
Internacional

Porto de Karachi dispara em transbordo após crise no Estreito de Ormuz

O porto de Karachi, no Paquistão, registrou um salto expressivo na movimentação de contêineres nas últimas semanas, impulsionado pela crise no Estreito de Ormuz. Em apenas 24 dias, o terminal movimentou um volume equivalente a todo o ano de 2025, refletindo mudanças nas rotas do transporte marítimo internacional.

Crescimento acelerado na movimentação de cargas

De acordo com o ministro federal de Assuntos Marítimos, Muhammad Junaid Anwar Chaudhry, o porto havia registrado cerca de 8.300 contêineres em operações de transbordo ao longo de 2025. No entanto, somente nas últimas semanas, o volume chegou a 8.313 contêineres, evidenciando a rápida expansão da demanda.

Conflito no Oriente Médio altera rotas marítimas

O aumento está diretamente ligado à interrupção no tráfego do Estreito de Ormuz, considerada uma das principais rotas globais de energia e comércio. O bloqueio, iniciado em 2 de março após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, levou companhias de navegação a suspender operações em portos estratégicos do Golfo.

Com isso, hubs tradicionais como o porto de Jebel Ali, em Dubai, perderam capacidade operacional, forçando o redirecionamento de cargas para alternativas regionais, como Karachi.

Incentivos e estrutura favorecem o Paquistão

Além do cenário geopolítico, o crescimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo paquistanês. Entre elas, a concessão de descontos de até 60% nas taxas portuárias, em vigor desde 18 de março, que tornou o terminal mais competitivo.

A presença de grandes operadores logísticos, como Hutchison Ports, Maersk e Cosco, também facilitou a adaptação das rotas. Outro fator relevante foi a capacidade ociosa dos terminais, ampliada pela redução do comércio de trânsito com o Afeganistão.

Desafios para se tornar hub logístico

Especialistas avaliam que o aumento do transbordo de cargas pode fortalecer a imagem do Paquistão como um potencial hub logístico regional. No entanto, alertam que a consolidação desse crescimento dependerá de políticas estáveis e de investimentos robustos em infraestrutura portuária e logística.

Apesar do momento favorável, ainda há dúvidas sobre a capacidade do país de sustentar o avanço sem ampliar sua estrutura ao longo de toda a cadeia logística.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

Ler Mais
Internacional

Crise do petróleo global pode ser a pior da história, alerta agência internacional

A atual crise do petróleo pode superar os choques energéticos registrados nas décadas anteriores, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (IEA). O agravamento do cenário está diretamente ligado à guerra no Irã, que já provoca impactos relevantes no fornecimento global de energia.

Historicamente, crises como as dos anos 1970 levaram à adoção de medidas de economia de combustível, incluindo mudanças no transporte e maior eficiência dos veículos. No entanto, especialistas avaliam que o cenário atual é mais grave do que qualquer outro já registrado.

Liberação recorde de petróleo tenta conter preços

Diante da escalada dos preços, a IEA anunciou a liberação de cerca de 400 milhões de barris, um volume inédito, com o objetivo de amenizar os efeitos da crise energética global.

O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, afirmou que líderes mundiais ainda não compreenderam plenamente a dimensão do problema. Segundo ele, o mundo enfrenta simultaneamente múltiplos choques energéticos.

“A gravidade da situação não está sendo totalmente entendida. Estamos diante de duas crises do petróleo e uma crise do gás ao mesmo tempo”, alertou.

Preço do petróleo dispara e pressiona economia

Mesmo com sinais diplomáticos envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo Brent ultrapassaram US$ 110 por barril recentemente. Após declarações políticas, houve recuo de cerca de 10%, mas os valores seguem elevados.

Economistas avaliam que o aumento pode gerar efeitos em cadeia, como alta nos preços dos alimentos, pressão sobre políticas de juros e risco de desaceleração econômica. Caso o barril atinja US$ 140, há temor de impacto severo na economia global.

Perdas superam crises anteriores

De acordo com dados apresentados pela IEA, a redução atual na oferta já supera os níveis registrados em crises passadas.

Nas décadas de 1970, os choques de 1973 e 1979 retiraram juntos cerca de 10 milhões de barris diários do mercado. Agora, a perda já chega a aproximadamente 11 milhões de barris por dia.

Além disso, o mercado de gás também sofre forte impacto. Após a guerra na Ucrânia, a redução foi de cerca de 75 bilhões de metros cúbicos. No cenário atual, esse número praticamente dobrou, alcançando cerca de 140 bilhões.

Cadeias globais de suprimentos também são afetadas

A crise não se limita ao petróleo e ao gás. O conflito tem comprometido cadeias essenciais da economia mundial, incluindo o fornecimento de fertilizantes, petroquímicos e outros insumos estratégicos.

O Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global, concentra grande parte do fluxo de ureia, componente fundamental para a produção agrícola. Interrupções nessa região podem elevar custos e impactar diretamente os preços dos alimentos.

Infraestrutura energética sofre danos significativos

Outro fator de preocupação é a destruição de ativos energéticos. Segundo a IEA, dezenas de instalações — como refinarias, oleodutos e campos de gás — foram danificadas em diversos países.

A recuperação dessas estruturas pode levar tempo, o que indica que os efeitos da crise do petróleo global podem persistir mesmo após o fim do conflito.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rohan Thomson/Bloomberg/Getty Images/Fortune

Ler Mais
Internacional

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ser fechado ainda em 2026

As negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá avançam em ritmo acelerado e podem resultar em um entendimento até o fim de 2026. Uma nova rodada de conversas está prevista para abril, em Brasília, segundo fontes próximas às tratativas.

Representantes de governos envolvidos indicam que o diálogo evolui de forma positiva, com possibilidade de conclusão antes mesmo do segundo semestre. Há expectativa de assinatura entre setembro e outubro, cerca de um ano após a retomada formal das negociações.

Expectativa de avanço rápido nas tratativas

Diplomatas afirmam que o processo ocorre em velocidade considerada inédita. A avaliação é de que o acordo comercial internacional pode ser fechado ainda este ano, caso o ritmo atual seja mantido.

A visita do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ao Brasil, prevista para os próximos meses, é vista como um fator que pode impulsionar as negociações, embora não haja previsão de anúncio oficial durante o encontro.

Retomada após impasse e foco na diversificação comercial

As tratativas entre o Mercosul e Canadá foram retomadas no ano passado após ficarem paralisadas desde 2021. O bloco sul-americano é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão como membro pleno.

O Canadá tem intensificado sua estratégia de diversificação comercial, especialmente diante das incertezas relacionadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos. Nesse cenário, a América do Sul, com destaque para o Brasil, ganha relevância como parceiro estratégico.

Benefícios econômicos e ampliação de mercados

Para o Mercosul, um dos principais exportadores globais de carne bovina, soja e minérios, o acordo representa uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos estrangeiros.

Já para o Canadá, o fortalecimento das relações comerciais com a região pode reduzir a dependência econômica dos EUA e abrir novas frentes de negócios em setores como tecnologia e mineração.

Missões comerciais reforçam aproximação

No início de março, representantes da província de Ontário realizaram visitas à Argentina e ao Uruguai para estreitar relações comerciais e preparar o terreno para o acordo. A iniciativa deu continuidade a agendas semelhantes realizadas anteriormente no Brasil.

Autoridades locais destacaram que o movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional, impulsionada pela necessidade de diversificar parceiros comerciais.

Contexto global favorece novos acordos

O avanço nas negociações com o Canadá ocorre após o acordo Mercosul-União Europeia, firmado em janeiro após mais de duas décadas de negociações. A implementação provisória de parte das medidas está prevista para começar em maio.

Esse cenário reforça a tendência de ampliação de acordos comerciais do bloco sul-americano, em um momento de reorganização das cadeias globais de comércio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Ingrid Bulmer

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook