Internacional

Chuvas recordes no Japão deixam milhares retidos no aeroporto de Narita e causam oito mortes

Chuvas extremas no Japão provocaram inundações, interrupções no transporte e cortes de energia na região de Chiba, próxima a Tóquio, nesta sexta-feira. O temporal deixou milhares de passageiros retidos no aeroporto de Narita, enquanto oito pessoas morreram em decorrência dos impactos.

Em algumas áreas de Chiba, foram registrados mais de 360 milímetros de chuva em apenas 24 horas, superando o recorde anterior para o período. A intensidade do fenômeno também afetou rodovias, ferrovias e o fornecimento de serviços básicos.

O episódio ocorreu durante uma das semanas de maior movimento do calendário de viagens do Japão.

Chiba registra volume de chuva histórico

Os serviços meteorológicos japoneses registraram 367 milímetros de chuva em 24 horas em Chiba. O volume ultrapassou a marca anterior de 309 milímetros, registrada em outubro de 2013.

As fortes precipitações provocaram alagamentos em estradas e linhas ferroviárias, além de inundações em diferentes pontos da região.

O governador de Chiba, Toshihito Kumagai, classificou a situação como excepcional.

“Foi uma situação extremamente incomum”, afirmou o governador, destacando que, apesar de já ter enfrentado diversos desastres, nunca havia presenciado um episódio semelhante.

Oito pessoas morreram durante as inundações

Segundo a emissora pública NHK, citando autoridades e a polícia de Chiba, oito pessoas morreram em consequência das chuvas.

Entre as vítimas está uma pessoa que ficou presa dentro de um veículo submerso.

Diante da dimensão dos impactos, integrantes das Forças de Autodefesa do Japão foram enviados para auxiliar nas operações de resgate e atendimento às áreas afetadas.

Milhares de passageiros ficam presos no aeroporto de Narita

O aeroporto de Narita, um dos principais terminais internacionais do Japão, também foi afetado pelas interrupções no transporte.

Cerca de 7 mil passageiros ficaram retidos no aeroporto após os problemas registrados na quinta-feira. Muitos passaram a noite no terminal devido à dificuldade para encontrar transporte ou hospedagem.

Funcionários do aeroporto distribuíram sacos de dormir, água e alimentos para centenas de pessoas.

O morador de Chiba Minoru Yamasaki, de 48 anos, relatou que chegou a esperar quatro horas por um táxi. Depois de conseguir uma reserva em um hotel, descobriu que o estabelecimento não poderia recebê-lo e decidiu retornar ao aeroporto.

Apesar dos transtornos, a administração informou que a expectativa era de que a maioria dos voos operasse normalmente na sexta-feira.

Falta de energia atinge milhares de residências

As chuvas também comprometeram a infraestrutura elétrica da região.

Segundo a Tokyo Electric Power, mais de 20 mil residências estavam sem energia nas primeiras horas de sexta-feira depois que a água atingiu uma subestação.

O fornecimento de gás também foi temporariamente interrompido para aproximadamente 13 mil consumidores.

Em Chiba, uma das áreas mais atingidas, centenas de moradores passaram a noite em centros de evacuação improvisados instalados em prédios públicos.

Rodovias e ferrovias sofrem interrupções

O sistema de transporte regional também foi fortemente afetado.

Algumas das principais rodovias de Chiba foram fechadas, obrigando motoristas a buscar caminhos alternativos. O desvio provocou congestionamentos, segundo a operadora NEXCO East.

Diversos serviços ferroviários também foram suspensos durante a sexta-feira. Algumas linhas entre Narita e Tóquio voltaram a operar, ajudando a reduzir a concentração de passageiros no principal corredor de acesso ao aeroporto internacional.

A combinação de estradas bloqueadas, interrupções ferroviárias e dificuldades para conseguir táxis agravou os problemas de mobilidade justamente durante um dos períodos de maior fluxo de viajantes no país.

Chuvas superam recorde de 2013

O volume registrado em Chiba representa um novo recorde para um período de 24 horas.

Os 367 milímetros de chuva medidos na região superaram em 58 milímetros o recorde anterior, de 309 milímetros, registrado em 2013.

As autoridades continuam monitorando as condições meteorológicas e os impactos sobre a infraestrutura enquanto equipes trabalham no atendimento às áreas atingidas.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NewsCord

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Internacional

Índia planeja primeiro cargueiro pela Rota Marítima do Norte em 2027

A Índia pretende realizar, em 2027, a primeira operação de um navio cargueiro pela Rota Marítima do Norte (NSR), corredor que percorre a costa ártica da Rússia. A iniciativa faz parte da estratégia de Nova Déli para diversificar suas opções de transporte, reduzir distâncias comerciais e diminuir a exposição ao Canal de Suez.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13) pela RT, com base em declarações de S. Venkatesapathy, secretário adjunto do Ministério da Marinha Mercante da Índia, durante o Fórum das Regiões Árticas, em Arkhangelsk, na Rússia.

Índia mira novas rotas comerciais pelo Ártico

Segundo Venkatesapathy, a expectativa é que o primeiro navio-piloto indiano percorra a Rota Marítima do Norte em 2027. O projeto ocorre em meio ao avanço das relações comerciais entre Índia e Rússia, que estabeleceram a meta de alcançar US$ 100 bilhões em comércio bilateral até 2030.

O petróleo russo já representa mais da metade das importações indianas, aumentando a relevância de alternativas logísticas que possam tornar o transporte de mercadorias mais eficiente e seguro.

Com aproximadamente 5.600 quilômetros, a Rota Marítima do Norte acompanha o litoral ártico russo e é considerada o trajeto marítimo mais curto entre o Leste Asiático e a Europa.

A operação, porém, depende das condições do gelo marinho e de infraestrutura especializada, incluindo navios quebra-gelos, o que limita a navegação a determinados períodos do ano.

Corredor Chennai-Vladivostok registra alta de 70%

O interesse da Índia pelo Ártico também está relacionado ao desempenho de outras rotas entre os dois países.

De acordo com Venkatesapathy, o corredor Chennai-Vladivostok, também chamado de Corredor Marítimo Oriental, apresentou crescimento de 70% na movimentação de cargas. Para o governo indiano, o resultado demonstra potencial para ampliar a utilização de outros corredores logísticos entre Índia, Rússia e Europa.

“Estamos vendo enormes possibilidades” tanto para o corredor marítimo oriental quanto para a Rota Marítima do Norte, afirmou o representante. Ele também informou que dois memorandos de entendimento foram assinados no ano passado com o objetivo de desenvolver essas conexões.

Rússia aponta aumento do interesse internacional

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na quarta-feira (12) que a Índia vem demonstrando interesse ativo na Rota Marítima do Norte. Segundo ele, Moscou percebe uma procura crescente de diferentes países pelo corredor, incluindo Índia e China.

Para Nova Déli, uma das principais vantagens está na possibilidade de reduzir em até 40% a distância de determinados trajetos e economizar aproximadamente duas semanas de viagem até alguns portos europeus, em comparação com a rota tradicional pelo Canal de Suez.

O cenário ganha relevância diante dos riscos à navegação comercial associados ao conflito no Oriente Médio, que aumentaram a preocupação com a utilização da rota pelo Egito.

Índia também avalia corredor transártico

Além da NSR, Venkatesapathy destacou o interesse indiano no Corredor de Transporte Transártico, uma alternativa multimodal que combina diferentes meios de transporte.

A avaliação de Nova Déli considera fatores como menor distância, segurança logística e potencial de viabilidade comercial. A estratégia amplia o leque de opções para o transporte de mercadorias entre a Ásia, a Rússia e os mercados europeus.

Rússia amplia infraestrutura da Rota Marítima do Norte

Moscou vem investindo na infraestrutura necessária para aumentar o tráfego comercial pelo Ártico. Em 2023, a Rússia assinou um acordo com a empresa de Dubai DP World para desenvolver o transporte de contêineres pela região ártica.

A Rosatom, conglomerado estatal russo responsável pela coordenação da rota e pela operação de uma frota de quebra-gelos nucleares, ocupa posição central na expansão do corredor.

A movimentação de cargas também vem crescendo com a participação de empresas chinesas. No ano passado, foram realizadas 23 viagens de contêineres pela rota, enquanto cerca de 30 estão previstas para este ano.

Nos últimos dois anos, o volume total de cargas transportadas pela Rota Marítima do Norte ultrapassou 37 milhões de toneladas.

China amplia operações e Coreia do Sul acompanha desenvolvimento

Durante o Fórum das Regiões Árticas, Azamat Khochuev, diretor do Departamento para o Desenvolvimento da Rota Marítima do Norte e do Ártico da Rosatom, afirmou à RT que o transporte de cargas entre Rússia e China pelo corredor já superou cinco milhões de toneladas neste ano.

A chinesa Sea Legend Shipping também deve iniciar, em agosto, seu primeiro serviço regular de transporte para a Europa pela rota. Segundo Sergey Likhachev, CEO da Rosatom, a operação utilizará sete navios entre agosto e outubro.

A Coreia do Sul, por sua vez, considera o desenvolvimento do transporte de cargas pela Rota Marítima do Norte uma prioridade estratégica nacional, reforçando a crescente importância comercial do corredor ártico.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RT

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã e EUA fazem alegações opostas sobre controle da via estratégica

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de energia, voltou ao centro da tensão entre Irã e Estados Unidos. Nesta quinta-feira, Hossein Taeb, recém-nomeado comandante da força paramilitar Basij, afirmou que a passagem está sob “controle e gestão” da República Islâmica.

A declaração ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington possui “controle total” sobre o estratégico Estreito de Ormuz.

Irã afirma manter controle do Estreito de Ormuz

Segundo a agência semioficial iraniana Fars, Taeb declarou que os Estados Unidos tentaram enfraquecer a influência do Irã na região ao iniciar uma nova guerra em torno do estreito, mas não teriam alcançado esse objetivo.

“Hoje, vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, afirmou Taeb, acrescentando que o Irã continua sua atuação com segurança.

A disputa ocorre em meio a um cenário de forte tensão militar no Golfo Pérsico, com impactos diretos sobre a navegação internacional e o mercado global de energia.

Conflito afetou transporte de petróleo e gás

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na sequência, Teerã praticamente interrompeu o tráfego pelo estreito, por onde anteriormente passava cerca de um quinto do petróleo mundial e do gás natural liquefeito (GNL) transportado por via marítima.

Posteriormente, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio naval contra embarcações iranianas e seus portos. Washington, porém, afirmou que manteria a proteção à liberdade de navegação para navios que transitassem entre portos não iranianos.

Acordo de cessar-fogo não foi mantido

Em junho, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo provisório que previa um cessar-fogo permanente e a retomada rápida da liberdade de navegação no Golfo.

O entendimento, no entanto, perdeu força poucas semanas depois. O Irã retomou ataques limitados contra embarcações que, segundo Teerã, descumpriam as condições estabelecidas no acordo.

Em resposta, os Estados Unidos voltaram a realizar ataques contra províncias do sul iraniano. De acordo com Washington, as operações tinham como objetivo reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo Pérsico.

Teerã condiciona reabertura do estreito

Também nesta quinta-feira, o oficial militar e político iraniano Rasoul Sanaei-Rad afirmou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto a outra parte não cumprir suas obrigações previstas no acordo provisório.

Segundo a Fars, Sanaei-Rad ressaltou ainda que a reabertura da estratégica rota marítima não poderia ser determinada unilateralmente pelos Estados Unidos.

O dirigente também elevou o tom ao falar sobre um eventual novo conflito. Ele afirmou que o Irã adotaria uma postura ainda mais firme e ofensiva caso uma nova guerra ocorresse.

A disputa em torno do Estreito de Ormuz mantém em alerta os mercados e amplia as preocupações sobre a segurança das rotas de energia, a liberdade de navegação e o abastecimento internacional de petróleo e gás.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Polônia e países bálticos reforçam segurança de infraestrutura diante de temor de ataque russo

Polônia e países bálticos ampliaram a proteção de infraestruturas críticas, como usinas de energia, barragens, terminais de gás e conexões elétricas, diante do receio de que a Rússia possa promover um ataque de falsa bandeira usando drones de origem ucraniana.

A preocupação cresce entre os vizinhos do norte da Rússia que integram a OTAN. Lituânia, Letônia e Estônia, além da Polônia, vêm alertando para o risco de sabotagem e operações híbridas destinadas a testar a capacidade de resposta da aliança militar.

Na semana passada, a Lituânia afirmou que Moscou poderia estar avaliando a realização de uma ação desse tipo. Os governos de Polônia, Letônia e Estônia também vêm alertando para possíveis operações de sabotagem em um momento de incertezas sobre o compromisso dos Estados Unidos com a OTAN.

O Kremlin rejeita as acusações. O porta-voz Dmitry Peskov classificou como “histórias para assustar” os alertas sobre possíveis ataques clandestinos russos, afirmando que essas alegações seriam utilizadas para justificar a militarização contra Moscou.

Mesmo assim, os quatro países decidiram reforçar a proteção de suas instalações estratégicas.

Lituânia coloca forças militares em pontos estratégicos

A Lituânia mobilizou militares para auxiliar a polícia na proteção de instalações consideradas essenciais para sua segurança energética.

Entre os locais protegidos estão o terminal de gás natural liquefeito (GNL), o terminal de derivados de petróleo, uma importante conexão elétrica com a Polônia e a usina hidrelétrica reversível de Kruonis.

O ministro da Defesa da Lituânia, Robertas Kaunas, afirmou que o país está acompanhando as informações disponíveis e reforçando a cooperação com os serviços de inteligência.

Segundo ele, a movimentação tem também o objetivo de deixar claro que o país está preparado para reagir caso seja necessário.

Letônia amplia vigilância sobre barragens e armazenamento de gás

Na Letônia, as autoridades elevaram o nível de segurança em instalações de infraestrutura energética, incluindo uma barragem no rio Daugava, próxima à capital Riga, e a unidade subterrânea de armazenamento de gás de Incukalns.

O primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs, afirmou que a possibilidade de uma ameaça híbrida é hoje maior do que no passado.

A preocupação aumentou depois que Moscou acusou os países bálticos de planejarem permitir que drones ucranianos fossem lançados contra território russo a partir de seus territórios. Os governos da região negaram as acusações e protestaram contra as declarações russas.

Inteligência avalia possibilidade de ataque de falsa bandeira

Segundo um integrante de um serviço de inteligência báltico ouvido pela Reuters, avaliações indicam que órgãos de inteligência militar e doméstica russos estariam estudando uma possível operação contra infraestruturas na Rússia, nos países bálticos ou na Polônia.

A hipótese levantada é de utilização de drones de fabricação ucraniana para criar a aparência de que Kiev estaria por trás de uma ação contra instalações estratégicas.

O principal temor, segundo essa avaliação, não está necessariamente nos danos materiais imediatos, mas no impacto político que uma operação desse tipo poderia provocar dentro da OTAN.

Uma eventual atribuição do ataque à Ucrânia poderia desencadear debates entre os países europeus e os Estados Unidos sobre a resposta adequada e até sobre a necessidade de uma reação coletiva.

Outra fonte regional, porém, ponderou que as advertências dos serviços de inteligência aliados não significam que um ataque seja iminente. Segundo essa avaliação, as ações poderiam ocorrer em qualquer momento — ou nunca acontecer.

Polônia monitora rotas de gás e instalações de energia

A Polônia também elevou a atenção sobre sua infraestrutura energética.

A Orlen, principal empresa polonesa dos setores de petróleo e gás, avalia alternativas para a importação de gás caso as rotas atualmente utilizadas sejam comprometidas.

A companhia recebe cerca de 80% do gás importado pelo país por meio do terminal de gás natural liquefeito de Swinoujscie, no litoral do Mar Báltico, e de um gasoduto submarino conectado à Noruega, cuja chegada ao território polonês ocorre nas proximidades.

A Gaz-System, responsável pela infraestrutura, informou que opera com nível elevado de vigilância e acompanha a evolução do cenário geopolítico.

Documentos falsificados aumentam preocupação com usina nuclear

Outro episódio chamou a atenção das autoridades polonesas. A empresa estatal responsável pelo desenvolvimento da primeira usina nuclear da Polônia, a Polskie Elektrownie Jadrowe, identificou documentos falsificados que poderiam confundir parceiros e outras partes envolvidas no projeto.

Segundo a companhia, os materiais aparentemente teriam origem em algum ponto a leste da Polônia.

O caso está sendo investigado em conjunto com os serviços de segurança e as forças de aplicação da lei. A empresa também aumentou o monitoramento do futuro local de construção diante da possibilidade de sabotagem ou outras ameaças.

Conexão elétrica com a Ucrânia também recebe proteção

O operador da rede elétrica polonesa e uma unidade das Forças Armadas começaram, em julho, a reforçar a segurança de uma conexão de energia com a Ucrânia.

A ligação tem papel importante para ajudar a estabilizar o sistema elétrico ucraniano, que vem sendo alvo de ataques russos desde o início da guerra.

O operador da rede informou que considera o local uma área que exige vigilância reforçada e que está utilizando os recursos disponíveis para protegê-lo. A expectativa é que os militares também possam ampliar a atuação na proteção de outras infraestruturas críticas no leste da Polônia.

Drones misteriosos elevam alerta em outros países europeus

A preocupação com drones e ameaças híbridas não se limita ao leste europeu.

Na Alemanha, autoridades encontraram na semana passada um drone equipado com explosivos no aeroporto de Leipzig/Halle. O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, classificou o episódio como um possível ataque híbrido, mas não apontou oficialmente um responsável.

Moscou rejeitou as acusações feitas por políticos e veículos de comunicação alemães que associaram o episódio à Rússia.

Para Wojciech Kononczuk, diretor do Centro de Estudos Orientais (OSW), financiado pelo governo polonês, a sequência de acusações russas contra os países bálticos pode estar criando uma narrativa que eventualmente seria utilizada para justificar uma ação contra a região.

Rússia busca pressionar Europa, avalia especialista

Na avaliação de Kononczuk, a situação ocorre em um contexto no qual as forças russas continuam concentradas na guerra da Ucrânia, enquanto ataques ucranianos contra instalações de energia e outras estruturas dentro da Rússia provocam impactos econômicos.

Nesse cenário, uma eventual operação de desestabilização contra países europeus poderia ser usada por Moscou para tentar recuperar a iniciativa estratégica.

A mensagem, segundo o especialista, seria de que a Europa poderia enfrentar novas ações de desestabilização caso não aceite as exigências russas.

A estratégia, porém, envolveria riscos elevados, especialmente porque dependeria da percepção de que os países europeus e seus aliados teriam pouca disposição para responder de forma coordenada.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Ints Kalnins

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Internacional

Irã endurece exigências e aumenta pressão sobre os EUA no Estreito de Ormuz

O Irã elevou o tom nas negociações sobre o futuro do Estreito de Ormuz e apresentou condições mais duras para uma eventual reabertura da estratégica rota marítima. As exigências de Teerã indicam que um entendimento limitado negociado com Omã não significa, necessariamente, a retomada da circulação de embarcações nos termos defendidos por Washington.

Representantes dos setores mais radicais do regime iraniano vêm reiterando que os Estados Unidos precisam mudar sua postura antes de qualquer avanço significativo relacionado ao estreito.

A nova lista de condições apresentada por Teerã vai além dos termos previstos no memorando de entendimento firmado em junho, posteriormente suspenso após ataques americanos contra o Irã, a reação iraniana em diferentes pontos do Oriente Médio e uma nova escalada de ataques contra embarcações.

Irã apresenta lista de condições aos EUA

No sábado (8), Mohammad Bagher Zolghadr, uma das figuras de maior influência da Guarda Revolucionária do Irã, apresentou uma série de exigências para que o processo avance.

A postura adotada por Teerã reforça a avaliação de que o governo iraniano considera estar em uma posição favorável nas negociações com os Estados Unidos.

Entre os fatores que podem ter contribuído para essa percepção estão informações sobre a redução dos estoques de munições americanos — negadas pelo presidente Donald Trump — e sinais de que o principal comandante militar dos EUA estaria procurando uma forma de encerrar o conflito.

Teerã também pode estar levando em consideração o histórico de ameaças feitas por Trump de promover grandes ofensivas que, posteriormente, não foram concretizadas nos termos anunciados.

Exigências incluem retirada militar e fim de sanções

Entre as condições apresentadas por Zolghadr está a exigência de que os Estados Unidos suspendam o bloqueio naval e afastem suas forças militares das proximidades do território iraniano.

O representante iraniano também cobrou indenizações pelos danos provocados pelas guerras deste ano e pelo conflito ocorrido em junho do ano anterior, que teve Israel como principal força militar.

Outra exigência é o fim das sanções econômicas contra o Irã, além da liberação, sem condições, dos ativos iranianos atualmente congelados em outros países.

A declaração indica que Teerã pretende que essas medidas sejam adotadas antes — ou pelo menos simultaneamente — a qualquer compromisso relacionado ao Estreito de Ormuz.

Condições entram em choque com acordo anterior

A posição apresentada pelo Irã representa um possível obstáculo ao modelo estabelecido no memorando de entendimento negociado anteriormente.

Pelos termos do documento, as sanções contra o Irã seriam retiradas integralmente somente depois de um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano.

O memorando também previa uma liberação progressiva dos ativos iranianos congelados no exterior. Nesse caso, os dois lados deveriam definir conjuntamente os procedimentos para liberar os recursos.

A nova posição de Teerã, portanto, altera a ordem das concessões prevista anteriormente e pode dificultar a retomada das negociações sobre a passagem de navios pelo estreito.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico

O Estreito de Ormuz ocupa uma posição central nas disputas entre Irã e Estados Unidos por sua importância para a navegação internacional e para o transporte de energia.

Por isso, qualquer restrição prolongada à circulação de embarcações na região pode aumentar a tensão geopolítica e gerar impactos sobre as rotas comerciais e o mercado internacional.

Com a apresentação das novas exigências, o governo iraniano sinaliza que pretende vincular a normalização da navegação no estreito a uma série mais ampla de concessões por parte de Washington.

O movimento aumenta a complexidade das negociações e coloca os Estados Unidos diante de uma agenda que envolve sanções, ativos congelados, presença militar e indenizações, além da própria circulação marítima no Estreito de Ormuz.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Rússia ataca navios com carga militar no Mar Negro e amplia ofensiva contra rotas da Ucrânia

A Rússia anunciou que realizou ataques contra três navios no Mar Negro, alegando que as embarcações transportavam carga militar destinada à Ucrânia. A ação deixou pelo menos um tripulante morto, de acordo com informações divulgadas pelo governador da região de Odessa.

Imagens registradas após o ataque mostram uma espessa coluna de fumaça saindo de um dos navios atingidos. Segundo o Ministério da Defesa russo, os alvos foram selecionados por supostamente estarem envolvidos no transporte de equipamentos de uso militar.

Ataques reforçam pressão sobre rotas comerciais da Ucrânia

A ofensiva integra uma estratégia que Moscou vem intensificando nas últimas semanas contra as rotas de exportação da Ucrânia no Mar Negro. Desde então, portos ucranianos localizados na região têm sido alvo frequente de bombardeios, aumentando a pressão sobre a infraestrutura logística do país.

Entre os principais pontos afetados está Odessa, cidade considerada estratégica para o comércio exterior ucraniano por concentrar grande parte do escoamento de mercadorias pelo litoral do Mar Negro.

Governador de Odessa confirma vítima fatal

As autoridades locais informaram que ao menos um tripulante morreu durante o ataque às embarcações. O governador de Odessa confirmou a vítima, enquanto equipes locais monitoram os impactos da ofensiva na região portuária.

O episódio ocorre em meio ao aumento das operações militares russas voltadas contra instalações portuárias e embarcações que utilizam a principal rota marítima da Ucrânia.

Escalada ameaça exportações e logística marítima

Os sucessivos ataques a portos, navios comerciais e corredores marítimos ampliam os desafios enfrentados pela Ucrânia para manter suas exportações em funcionamento durante o conflito.

Especialistas apontam que a intensificação das ações no Mar Negro afeta diretamente a logística de transporte e o fluxo de mercadorias, tornando a região um dos principais focos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã e Omã firmam acordo para reabrir navegação por 60 dias

O Irã e Omã chegaram a um entendimento para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo. Segundo informações divulgadas pela emissora Al-Hadath, com base em uma fonte de alto escalão, o acordo ainda precisa ser validado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã antes de entrar em vigor.

Caso seja aprovado, o compromisso terá duração inicial de 60 dias.

Navios não pagarão taxas durante o período

Pelos termos do acordo, as embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz não serão submetidas à cobrança de tarifas. Além disso, países da região poderão colaborar com a retirada de minas marítimas e oferecer suporte técnico para garantir a retomada segura da navegação na área.

A medida busca restabelecer o fluxo marítimo em um corredor considerado essencial para o transporte internacional de petróleo e mercadorias.

Negociações envolvem tensão entre Irã e Estados Unidos

No último domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que decidiu suspender ataques contra o Irã devido ao avanço de negociações diplomáticas. Entre os principais pontos discutidos estavam a reabertura do Estreito de Ormuz e um possível entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

Apesar disso, até o momento não houve consenso entre as partes em relação às questões envolvendo o programa nuclear.

Fontes indicam que impasse continua

Na última terça-feira (4), a agência Fars informou, citando uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana, que um acordo entre Irã e Omã sobre a situação do estreito poderia ter sido concluído anteriormente, mas teria sido adiado em razão da atuação dos Estados Unidos e de seus aliados na região.

Já na quarta-feira (5), uma fonte ouvida pela emissora estatal IRIB afirmou que, caso novos ataques norte-americanos sejam realizados, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado, mesmo com um eventual acordo firmado entre Teerã e Mascate.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

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Internacional

Estreito de Ormuz: entidades marítimas pedem à ONU rejeição de pedágios para navios

As principais organizações do setor de transporte marítimo internacional solicitaram que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Marítima Internacional (IMO) se posicionem contra a criação de pedágios ou taxas para embarcações que utilizam o Estreito de Ormuz.

O pedido ocorre em meio às negociações entre Irã e Omã para estabelecer um novo acordo sobre a passagem marítima estratégica, segundo declarações do vice-ministro das Relações Exteriores iraniano.

Oito entidades globais do setor assinaram uma carta conjunta enviada à ONU e à IMO na segunda-feira (3). No documento, os representantes alertam que a cobrança de tarifas poderia elevar os custos do comércio marítimo, pressionar preços ao consumidor e ameaçar o princípio da livre navegação.

Associações temem efeito cascata sobre rotas globais

Na carta, as entidades afirmam que a criação de um modelo de cobrança no Estreito de Ormuz poderia abrir precedente para que outras regiões estratégicas adotassem medidas semelhantes.

Segundo o setor, esse cenário aumentaria a insegurança para empresas de transporte, afetaria o fluxo do comércio internacional e poderia contribuir para uma alta nos custos de energia e inflação global.

As organizações destacam ainda que os impactos não ficariam restritos ao setor logístico, podendo atingir consumidores e trabalhadores em diferentes países.

Irã avalia cobrança por serviços marítimos

O governo iraniano informou que pretende implementar a cobrança de taxas de serviços marítimos realizados em parceria com Omã no Estreito de Ormuz após a reabertura da rota.

A medida representaria uma mudança significativa em relação ao período anterior ao conflito, quando o tráfego marítimo pela região ocorria sem cobrança de tarifas e sem controle direto de qualquer país sobre a navegação.

Para Teerã, a capacidade de supervisionar o fluxo de embarcações no estreito se tornou uma questão estratégica, comparável em importância às discussões envolvendo seu programa nuclear.

Estados Unidos e aliados rejeitam controle sobre a passagem

A possibilidade de o Irã ampliar sua influência sobre o Estreito de Ormuz preocupa governos como Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou em diferentes ocasiões que qualquer tentativa de estabelecer controle estatal sobre águas internacionais seria incompatível com as normas do direito marítimo internacional.

A região é considerada uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado globalmente.

Acordo provisório previa ausência de taxas

Antes do fracasso de uma proposta de entendimento entre Irã e Estados Unidos, Teerã havia concordado em não aplicar tarifas ou pedágios no estreito durante um período inicial de 60 dias.

O compromisso fazia parte de um acordo provisório com 14 pontos, mas as negociações não avançaram porque os dois países não chegaram a um consenso sobre os termos da proposta.

Enquanto as discussões diplomáticas continuam, o futuro do controle e da operação do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Estreito de Ormuz: proposta pode ampliar controle do Irã sobre rota estratégica de petróleo

Uma proposta em negociação entre Irã e Omã pode alterar o controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o acordo em discussão prevê que Teerã passe a exercer autoridade sobre os navios que ingressam no Golfo Pérsico, representando uma das maiores concessões já consideradas nas tratativas para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos.

Até o momento, o governo norte-americano não comentou oficialmente o conteúdo da proposta. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado que um acordo para a reabertura da passagem marítima estaria próximo, autoridades dos Estados Unidos reiteraram anteriormente que não aceitariam conceder ao Irã o controle sobre a navegação na região.

Mudança pode alterar o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio

Caso seja implementado, o acordo poderá representar uma mudança significativa no equilíbrio de poder no Oriente Médio, fortalecendo a posição estratégica do Irã após meses de conflito com Estados Unidos e Israel.

Antes da guerra, iniciada em fevereiro, o Estreito de Ormuz operava com livre circulação de embarcações, sem cobrança de taxas para o tráfego internacional.

De acordo com fontes regionais, as negociações entre Irã e Omã avançaram nas últimas semanas. O governo iraniano afirma que houve progresso relevante nas conversas e defende que tanto a entrada quanto a saída de navios ocorram por águas sob sua jurisdição.

Irã ameaça infraestrutura energética em caso de novos ataques

Paralelamente às negociações diplomáticas, o Irã enviou alertas a países do Golfo informando que eventuais novos ataques dos Estados Unidos ao território iraniano provocariam retaliações contra instalações estratégicas de energia na região.

Segundo fontes consultadas pela Reuters, Teerã busca aumentar o custo político e militar de uma nova ofensiva ao sinalizar que poderá atingir aliados regionais de Washington.

Nos últimos meses, o Irã respondeu ao conflito com o lançamento de mísseis e drones contra aliados dos Estados Unidos e também intensificou ações contra embarcações comerciais que cruzavam o estreito sem autorização iraniana.

Taxas sobre navios seguem como principal impasse

Apesar dos avanços nas negociações, ainda existem divergências importantes sobre o formato do eventual acordo.

Uma das principais discussões envolve a cobrança de tarifas para embarcações que utilizarem o Estreito de Ormuz. Segundo uma autoridade iraniana, Teerã propõe taxas entre 5% e 7% sobre o valor das cargas transportadas. Omã trabalha com uma alternativa próxima de 3%, enquanto os Estados Unidos defendem que não haja qualquer cobrança.

Outro ponto ainda sem consenso diz respeito ao nível de controle que o Irã teria sobre os navios que deixam o Golfo Pérsico, além daqueles que ingressam na região.

Irã afirma que negociações avançam para fase final

Em declarações à agência estatal IRNA, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o modelo discutido prevê a passagem de embarcações comerciais por águas territoriais iranianas tanto na entrada quanto na saída do estreito.

Segundo o diplomata, as conversas com Omã alcançaram entendimentos considerados fundamentais e estariam próximas da conclusão.

Gharibabadi também afirmou que o governo iraniano recebeu mensagens dos Estados Unidos indicando disposição para retomar compromissos assumidos em um memorando firmado em meados de junho, condição considerada essencial por Teerã para a reabertura da rota marítima. Apesar disso, o representante iraniano declarou que não houve negociações diretas recentes entre os dois países.

Pressão política cresce sobre Donald Trump

Enquanto busca uma solução diplomática para o conflito, o presidente Donald Trump enfrenta crescente pressão interna. Pesquisas apontam resistência significativa do eleitorado norte-americano à continuidade da guerra, especialmente às vésperas das eleições legislativas de novembro.

Após meses de confrontos, os Estados Unidos ainda não conseguiram reduzir a influência iraniana sobre o Estreito de Ormuz. Fontes militares também indicam preocupação com a redução dos estoques de armamentos de precisão utilizados durante a campanha militar.

Nos mercados internacionais, os preços do petróleo registraram queda nos últimos dias após Trump suspender novos ataques ao Irã e indicar que as negociações diplomáticas podem abrir caminho para o fim do conflito.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/National Geographic

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Internacional

China endurece regras para proteção de chips e amplia punições contra plágio de semicondutores

A China anunciou mudanças nas regras que protegem os projetos de layout de circuitos integrados (CI) desenvolvidos no país. As alterações endurecem os critérios para registro, aumentam as exigências de originalidade e ampliam os mecanismos de responsabilização em casos de violação de direitos relacionados aos semicondutores.

Com as novas diretrizes, empresas terão mais dificuldade para obter proteção legal sobre projetos inspirados ou copiados de concorrentes, fortalecendo o combate ao plágio no setor de tecnologia.

Registro exigirá comprovação da contribuição criativa

As mudanças se concentram nos layouts físicos dos chips, responsáveis pela organização dos componentes eletrônicos sobre o silício e considerados uma das etapas mais complexas do desenvolvimento de circuitos integrados.

A partir da atualização das regras, os pedidos de registro deverão identificar claramente quais partes do projeto representam inovação própria. Essa exigência permitirá às autoridades distinguir elementos criados pela empresa daqueles obtidos por meio de licenciamento ou de tecnologias de código aberto.

Segundo o governo chinês, a medida busca tornar o processo de proteção intelectual mais rigoroso, dificultando registros baseados em projetos sem inovação efetiva e valorizando empresas com capacidade tecnológica comprovada.

Fiscalização poderá identificar origem real dos chips

Outro objetivo das novas normas é ampliar o controle sobre a origem dos chips registrados no país.

Com informações mais detalhadas nos pedidos de proteção, as autoridades terão melhores condições para verificar se determinado semicondutor foi realmente projetado e desenvolvido na China ou se se trata de um produto obtido no exterior e posteriormente apresentado como tecnologia nacional.

Tribunais poderão aplicar indenizações maiores por infração

As mudanças também atingem a esfera judicial. A partir de meados de outubro, os tribunais chineses poderão calcular indenizações por infração levando em consideração tanto os prejuízos sofridos pelo titular dos direitos quanto os lucros obtidos pela parte infratora.

Além da compensação financeira, a legislação passa a prever a aplicação de danos punitivos em casos considerados mais graves.

A regulamentação também esclarece procedimentos relacionados ao licenciamento, à transferência de direitos e ao uso de projetos de layout de circuitos integrados como garantia em operações comerciais.

Outro ponto previsto nas novas regras determina que empresas e instituições responsáveis pelo desenvolvimento de layouts protegidos ofereçam remuneração e reconhecimento adequados aos profissionais envolvidos na criação dessas tecnologias.

Produção de chips no exterior pode enfrentar novas restrições

Paralelamente às mudanças já aprovadas, autoridades chinesas estudam adotar medidas adicionais para limitar a produção de tecnologias estratégicas fora do território nacional.

Caso essas propostas avancem e recebam aprovação do governo e do Partido Comunista Chinês, empresas do país poderão ser impedidas de fabricar seus projetos em fundições estrangeiras, como as instalações da TSMC, em Taiwan, e da Samsung Foundry, na Coreia do Sul.

Nesse cenário, os fabricantes chineses passariam a depender exclusivamente de empresas locais, como a SMIC e a Hua Hong, apesar de essas fabricantes ainda apresentarem limitações tecnológicas em comparação com os principais líderes globais do setor.

Semicondutores seguem como prioridade estratégica da China

As novas regulamentações reforçam a estratégia chinesa de fortalecer sua indústria nacional de semicondutores, considerada essencial para reduzir a dependência tecnológica externa e ampliar a competitividade do país no mercado global.

Apesar das discussões sobre restringir a fabricação no exterior, especialistas avaliam que a China ainda enfrenta desafios para produzir internamente os chips mais avançados. Até o momento, não há confirmação de que uma eventual proibição às fundições estrangeiras será implementada, e essa possibilidade segue em análise pelas autoridades chinesas.

FONTE: Adrenaline
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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